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CURSO TÉCNICO

MECÂNICA

Ética Profissional

Prof. Pablo Fabiano


São Bernardo do Campo / SP
2021/2º semestre
Obs. Esta apostila é uma compilação de textos retirados de sites da internet e suas referências e/ou créditos poderão ser consultadas no
interior do material.
INTRODUÇÃO

ÉTICA E CIDADANIA
É ou não ético roubar um remédio, cujo preço é inacessível, para salvar alguém que, sem ele,
morreria? Colocado de outra forma: deve-se privilegiar o valor “vida” (salvar alguém da morte) ou o
valor “propriedade privada” (não roubar)? Seria um erro pensar que, desde sempre, os homens têm
as mesmas respostas para questões desse tipo. Com o passar do tempo, as sociedades mudam e
também mudam os homens que as compõem. Na Grécia antiga, por exemplo, a existência de
escravos era perfeitamente legítima: as pessoas não eram consideradas iguais entre si, e o fato de
umas não terem liberdade era considerado normal. Hoje em dia, ainda que nem sempre respeitados,
os Direitos Humanos impedem que alguém ouse defender, explicitamente, a escravidão como algo
legítimo.

ÉTICA
A ética é uma característica inerente a toda ação humana e, por esta razão, é um elemento vital
na produção da realidade social. Todo homem possui um senso ético, uma espécie de "consciência
moral", estando constantemente avaliando e julgando suas ações para saber se são boas ou más,
certas ou erradas, justas ou injustas.

Existem sempre comportamentos humanos classificáveis sob a ótica do certo e errado, do bem e
do mal. Embora relacionados com o agir individual, essas classificações sempre têm relação com as
matrizes culturais que prevalecem em determinadas sociedades e contextos históricos.
A ética está relacionada à opção, ao desejo de realizar a vida, mantendo com os outros, relações
justas e aceitáveis. Via de regra está fundamentada nas ideias de bem e virtude, enquanto valores
perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência plena e feliz.
O estudo da ética talvez tenha se iniciado com filósofos gregos há 25 séculos atrás. Hoje em dia,
seu campo de atuação ultrapassa os limites da filosofia e inúmeros outros pesquisadores do
conhecimento dedicam-se ao seu estudo. Sociólogos, psicólogos, biólogos e muitos outros
profissionais desenvolvem trabalhos no campo da ética.

MORAL E ÉTICA
Moral e a Ética se referem às ações humanas. A Moral refere-se às normas do agir correto,
enquanto que a Ética é a reflexão sobre as justificativas destas ações. A Moral é prescritiva enquanto
que a Ética é o estudo geral do que é o bem ou mal. A Ética constitui-se de diversas regras
(fragmentos) e a Moral é única, não se fragmenta; a primeira é mutável, está inteiramente vinculada
aos costumes, portanto ao tempo, enquanto a segunda situa-se ‘fora’ do tempo, não é fruto de
convenções.
Ética, é conceito pré-estabelecido, pertence ao domínio intelectual, mecanicista, enquanto
Virtude, e assim Moral, viceja no estado de “eternidade”, e evidencia-se na relação direta com o fato
em curso, como manifestação da mente criadora.

DEFINIÇÃO DE ÉTICA
A ética seria então uma espécie de teoria sobre a prática moral, uma reflexão teórica que analisa e
critica os fundamentos e princípios que regem um determinado sistema moral. O dicionário
Abbagnado, entre outras considerações nos diz que a ética é "em geral, a ciência da conduta"
(ABBAGNANO, sd, p.360) e Sanchez VASQUEZ (1995, p.12) amplia a definição afirmando que "a ética é
a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. Ou seja, é ciência de uma
forma específica de comportamento humano."

O Que é Ética?
"A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar,
quando alguém pergunta”. (VALLS, Álvaro L.M. O que é ética. 7ª edição Ed.Brasiliense, 1993, p.7)
Segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ÉTICA é "o estudo dos juízos de apreciação
que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja
relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”. Ética é a investigação geral sobre
aquilo que é bom. A Ética pode ser um conjunto de regras, princípios ou maneiras de pensar que
guiam, ou chamam a si a autoridade de guiar, as ações de um grupo em particular (moralidade), ou é o
estudo sistemático da argumentação sobre como nós devemos agir (filosofia moral).

A diferença entre ética e moral:


Alguns diferenciam ética e moral de vários modos:
1. Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;
2. Ética é permanente, moral é temporal;
3. Ética é universal, moral é cultural;
4. Ética é reflexão, moral é conduta da regra;
5. Ética é teoria, moral é prática.

Etimologicamente falando, ética vem do grego "ethos", e tem seu correlato no latim "morale", com
o mesmo significado: Conduta, ou relativo aos costumes. Podemos concluir que etimologicamente
ética e
moral são palavras sinônimas. É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral. Estas
duas áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições.
A Moral baseia-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações
humanas. Ambas, porém, se diferenciam.
A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu
bem-viver. A Moral garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este
mesmo referencial moral comum.
A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado
ou inadequado. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela
Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras.

Texto retirado da apostila de “Ética profissional e cidadania organizacional” da Fundação Padre


Anchieta – São Paulo, 2011. Autores: Carmen Bassi Barbosa; José J. Queiroz; Julia Falivene Alves.

LEITURA COMPLEMENTAR
DOUTRINAS ÉTICAS – Um pouco de história da filosofia

No estudo das doutrinas éticas, ou teorias acerca da moral, costumamos dividi-las nos seguintes segmentos,
correlacionados historicamente: ética grega, ética cristã medieval, ética moderna e ética contemporânea.
Sendo assim, vamos partir do princípio que a história da ética teve sua origem, pelo menos sob o ponto de vista formal, na
antigüidade grega, através de Aristóteles (384 - 322 a.C.) e suas idéias sobre a ética e as virtudes éticas. Na Grécia, porém,
mesmo antes de Aristóteles, já é possível identificar traços de uma abordagem com base filosófica para os problemas
morais e até entre os filósofos conhecidos como pré-socráticos encontramos reflexões de caráter ético, quando buscavam
entender as razões do comportamento humano.

Sócrates (470-399 a.C.) considerou o problema ético individual como o problema filosófico central e a ética como sendo a
disciplina em torno da qual deveriam girar todas as reflexões filosóficas. Para ele ninguém pratica voluntariamente o mal.
Somente o ignorante não é virtuoso, ou seja, só age mal, quem desconhece o bem, pois todo homem quando fica sabendo
o que é bem, reconhece-o racionalmente como tal e necessariamente passa a praticá-lo. Ao praticar o bem, o homem
sente-se dono de si e conseqüentemente é feliz. A virtude seria o conhecimento das causas e dos fins das ações fundadas
em valores morais identificados pela inteligência e que impelem o homem a agir virtuosamente em direção ao bem.

Platão (427-347 a.C.) ao examinar a idéia do Bem a luz da sua teoria das idéias, subordinou sua ética à metafísica. Sua
metafísica era a do dualismo entre o mundo sensível e o mundo das idéias permanentes, eternas, perfeitas e imutáveis,
que constituíam a verdadeira realidade e tendo como cume a idéia do Bem, divindade, artífice ou demiurgo do mundo.
Para Platão a alma - princípio que anima ou move o homem - se divide em três partes: razão, vontade (ou ânimo) e apetite
(ou desejos). As virtudes são função desta alma, as quais são determinadas pela natureza da alma e pela divisão de suas
partes. Na verdade ele estava propondo uma ética das virtudes, que seriam função da alma. Pela razão, faculdade superior
e característica do homem, a alma se elevaria mediante a contemplação ao mundo das idéias. Seu fim último é purificar ou
libertar-se da matéria para contemplar o que realmente é e, acima de tudo, a idéia do Bem.
A ética de Platão está relacionada intimamente com sua filosofia política, porque para ele, a polis (cidade estado) é o
terreno próprio para a vida moral. Assim ele buscou um estado ideal, um estado-modelo, utópico, que era constituído
exatamente como o ser humano. Assim, como o corpo possui cabeça, peito e baixo-ventre, também o estado deveria
possuir, respectivamente, governantes, sentinelas e trabalhadores. O bom estado é sempre dirigido pela razão.
Aristóteles (384-322 a.C.), não só organizou a ética como disciplina filosófica, mas, além disso, formulou a maior parte dos
problemas que mais tarde iriam se ocupar os filósofos morais: relação entre as normas e os bens, entre a ética individual e
a social, relações entre a vida teórica e prática, classificação das virtudes, etc. Sua concepção ética privilegia as virtudes
(justiça, caridade e generosidade), tidas como propensas tanto a provocar um sentimento de realização pessoal àquele que
age quanto simultaneamente beneficiar a sociedade em que vive. A ética aristotélica busca valorizar a harmonia entre a
moralidade e a natureza humana, concebendo a humanidade como parte da ordem natural do mundo, sendo, portanto
uma ética conhecida como naturalista.

O Cristianismo se eleva sobre o que restou do mundo greco-romano e no século IV torna-se a religião oficial de Roma. Com
o fim do "mundo antigo" o regime de servidão substitui o da escravidão e sobre estas bases se constrói a sociedade feudal,
extremamente estratificada e hierarquizada. Nessa sociedade fragmentada econômica e politicamente, verdadeiro mosaico
de feudos, a religião garantia uma certa unidade social. Por este motivo a política fica dependente dela e a Igreja Católica
passa a exercer, além de poder espiritual, o poder temporal e a monopolizar também a vida intelectual. A ética cristã é uma
ética subordinada à religião num contexto em que a filosofia é "serva" da teologia. Temos então uma ética limitada por
parâmetros religiosos e dogmáticos. É uma ética que tende a regular o comportamento dos homens com vistas a outro
mundo (o reino de Deus), colocando o seu fim ou valor supremo fora do homem, na divindade. Mais adiante vemos a razão
se separando da fé (a filosofia separa-se da religião), as ciências naturais dos pressupostos teológicos, o Estado da Igreja e o
homem de Deus. Essa ruptura fica muito evidente quando, entre a Idade Média e a Modernidade, o italiano Nicolau
Maquiavel (1469- 1527) provoca uma revolução na ética ao romper com a moral cristã, que impõe os valores espirituais
como superiores aos políticos, quando defendeu a adoção de uma moral própria em relação ao Estado. O que importa são
os resultados e não a ação política em si, sendo legítimos os usos da violência contra os que se opõe aos interesses estatais.

QUESTÃO CULTURAL:
A visão ética de Einstein
A humildade, afabilidade, cordialidade e confiança naquilo que fazia eram características de
Albert Einstein (veja Figura 1.4) cuja irreverência, segundo Sá (2010, p. 46) era fruto de seu
inconformismo. Sua visão ética sobre a vida foi um de seus legados, além das brilhantes pesquisas no
campo da Física e da Matemática. Sá (2010, p. 47) reforça alguns dos princípios éticos de Einstein:

• Valor para a simplicidade, liberdade e respeito a cada ser;


• Recusa a normas, dogmas, inconformismo e submissão;
• Aceitação daquilo que se pode compreender;
• Repúdio à escravidão;
• Confiança na criatividade do ser humano;
• Crença de que os males são resultado do desamor e da ignorância;
• Aceitação de que não se ensina ou aprende o que não se ama;
• Fama merece cautela, pois causa inveja e ressentimento.

Albert Einstein nasceu na Alemanha em 1879. Conhecido por ter desenvolvido a teoria da
relatividade, seu trabalho abriu caminho para o desenvolvimento da energia atômica. Recebeu em
1921 o Prêmio Nobel de Física pela sua teoria quântica, esclarecendo o efeito fotoelétrico. Perseguido
pelos nazistas, deixou a Alemanha passando a morar nos Estados Unidos, como cidadão americano
onde faleceu em 1955. Em 2009 foi eleito por 100 renomados físicos em todo o mundo como o físico
mais memorável de todos os tempos.
Texto retirado da apostila da Rede E-Tec Brasil - INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA - Ética e Cidadania / Elaine Arantes

O que é cidadania?

Ser cidadão é respeitar e participar das decisões da sociedade para melhorar suas vidas e a de
outras pessoas. Ser cidadão é nunca se esquecer das pessoas que mais necessitam. A cidadania deve
ser divulgada através de instituições de ensino e meios de comunicação para o bem estar e
desenvolvimento da nação.
A cidadania consiste desde o gesto de não jogar papel na rua, não pichar os muros, respeitar os
sinais e placas, respeitar os mais velhos (assim como todas às outras pessoas), não destruir telefones
públicos, saber dizer obrigado, desculpe, por favor e bom dia quando necessário... até saber lidar com
o abandono e a exclusão das pessoas necessitadas, o direito das crianças carentes e outros grandes
problemas que enfrentamos em nosso país.
ÉTICA, CIDADANIA E OS DEVERES DO TRABALHADOR
Texto retirado da apostila de “Ética profissional e cidadania organizacional” da Fundação Padre
Anchieta – São Paulo, 2011. Autores: Carmen Bassi Barbosa; José J. Queiroz; Julia Falivene Alves.
Os dilemas pessoais e profissionais que enfrentamos
No exercício de nossa profissão, nos deparamos frequentemente com dilemas éticos que exigem
reflexão. Por exemplo, o que dizer de um advogado que deve defender um criminoso? Ou de um
contador que, mesmo sabendo das atividades ilícitas de seu cliente, tenha que lhe prestar serviço? Ou
de um da obrigatoriedade de se reportar um acidente ocorrido no trabalho ainda que isto cause
impactos negativos para a empresa junto à sociedade?

Os interesses pessoais
Para Srour (2011, p. 41), interesses são “fatores tão valiosos para os agentes sociais que eles se
mobilizam para satisfazê-los e defendê-los”. O problema começa quando os interesses pessoais
encontram-se no limite do egoísmo e da ganância. Você se lembra da fraude de 65 bilhões de dólares
conduzida por Bernard Madoff, ex-presidente da bolsa eletrônica Nasdaq? A pirâmide de
investimentos que ele criou consistia em usar o dinheiro de novos aplicadores para remunerar os
antigos. Quando houve uma brusca queda nos novos investimentos em 2008 face à recessão mundial,
o esquema desmoronou.
Em junho de 2009, Madoff foi condenado a 150 anos de prisão. Muitos perderam suas
economias neste investimento que contava com a boa fé das pessoas e que acabou prejudicando suas
vidas. Por outro lado, há uma situação interessante a ser observada. Os trabalhadores muitas vezes se
queixam da pressão sofrida no ambiente de trabalho, mas quando são chamados a revelar a causa do
estresse, não apontam suas verdadeiras causas acreditando que colocarão em risco sua competência
profissional. Veja o resultado da pesquisa feita pela ONG britânica Mind.

À medida que cada um olha somente para seus interesses pessoais, cria-se um círculo vicioso e
todos perdem. Veja como a conduta ética permeia vários aspectos do nosso cotidiano exigindo
reflexões constantes!

Texto retirado da apostila da Rede E-Tec Brasil - INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA - Ética e Cidadania / Elaine Arantes
DECLARAÇÃO UNIVERSAL DO DIREITOS HUMANOS

A Assembleia Geral proclama a presente Declaração Universal dos Direitos Humanos como ideal
comum a atingir por todos os povos e todas as nações, a fim de que todos os indivíduos e todos os
órgãos da sociedade, tendo-a constantemente no espírito, se esforcem, pelo ensino e pela educação,
por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades e por promover, por medidas progressivas de
ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação universais e efetivos tanto
entre as populações dos próprios Estados membros como entre as dos territórios colocados sob a sua
jurisdição.

Artigo 1° Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão
e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
Artigo 2° Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente
Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de
opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer
outra situação. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou
internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território
independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
Artigo 3° Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4° Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos,
sob todas as formas, são proibidos.
Artigo 5° Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou
degradantes.
Artigo 6° Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua
personalidade jurídica.
Artigo 7° Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual proteção da lei. Todos têm
direito a proteção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra
qualquer incitamento a tal discriminação.
Artigo 8° Toda a pessoa tem direito a recurso efetivo para as jurisdições nacionais competentes contra
os atos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.
Artigo 9° Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 10° Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e
publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e
obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.
Artigo 11° 1.Toda a pessoa acusada de um ato delituoso presume-se inocente até que a sua
culpabilidade fique legalmente provada no decurso de um processo público em que todas as garantias
necessárias de defesa lhe sejam asseguradas. 2.Ninguém será condenado por ações ou omissões que,
no momento da sua prática, não constituíam ato delituoso à face do direito interno ou internacional.
Do mesmo modo, não será infligida pena mais grave do que a que era aplicável no momento em que o
ato delituoso foi cometido.
Artigo 12° Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu
domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões
ou ataques toda a pessoa tem direito a proteção da lei.
Artigo 13° 1.Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior
de um Estado. 2.Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu,
e o direito de regressar ao seu país.
Artigo 14° 1.Toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de beneficiar de asilo em
outros países. 2.Este direito não pode, porém, ser invocado no caso de processo realmente existente
por crime de direito comum ou por atividades contrárias aos fins e aos princípios das Nações Unidas.
Artigo 15° 1.Todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade. 2.Ninguém pode ser
arbitrariamente privado da sua nacionalidade nem do direito de mudar de nacionalidade.
Artigo 16° 1.A partir da idade núbil, o homem e a mulher têm o direito de casar e de constituir família,
sem restrição alguma de raça, nacionalidade ou religião. Durante o casamento e na altura da sua
dissolução, ambos têm direitos iguais. 2.O casamento não pode ser celebrado sem o livre e pleno
consentimento dos futuros esposos. 3.A família é o elemento natural e fundamental da sociedade e
tem direito à proteção desta e do Estado.
Artigo 17° 1.Toda a pessoa, individual ou coletiva, tem direito à propriedade. 2.Ninguém pode ser
arbitrariamente privado da sua propriedade.
Artigo 18° Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este
direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de
manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo
ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
Artigo 19° Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito
de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de
fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
Artigo 20° 1.Toda a pessoa tem direito à liberdade de reunião e de associação pacíficas. 2.Ninguém
pode ser obrigado a fazer parte de uma associação.
Artigo 21° 1.Toda a pessoa tem o direito de tomar parte na direção dos negócios, públicos do seu país,
quer diretamente, quer por intermédio de representantes livremente escolhidos. 2.Toda a pessoa tem
direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do seu país. 3.A vontade do povo é o
fundamento da autoridade dos poderes públicos: e deve exprimir-se através de eleições honestas a
realizar periodicamente por sufrágio universal e igual, com voto secreto ou segundo processo
equivalente que salvaguarde a liberdade de voto.
Artigo 22° Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social; e pode
legitimamente exigir a satisfação dos direitos econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao
esforço nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a organização e os recursos de cada
país.
Artigo 23° 1.Toda a pessoa tem direito ao trabalho, à livre escolha do trabalho, a condições equitativas
e satisfatórias de trabalho e à proteção contra o desemprego. 2.Todos têm direito, sem discriminação
alguma, a salário igual por trabalho igual. 3.Quem trabalha tem direito a uma remuneração equitativa
e satisfatória, que lhe permita e à sua família uma existência conforme com a dignidade humana, e
completada, se possível, por todos os outros meios de proteção social. 4.Toda a pessoa tem o direito
de fundar com outras pessoas sindicatos e de se filiar em sindicatos para defesa dos seus interesses.
Artigo 24° Toda a pessoa tem direito ao repouso e aos lazeres, especialmente, a uma limitação
razoável da duração do trabalho e as férias periódicas pagas.
Artigo 25° 1.Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a
saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência
médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na
doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por
circunstâncias independentes da sua vontade. 2.A maternidade e a infância têm direito a ajuda e a
assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimônio, gozam da mesma
proteção social.
Artigo 26° 1.Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a
correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico
e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em
plena igualdade, em função do seu mérito. 2.A educação deve visar à plena expansão da personalidade
humana e ao reforço dos direitos do Homem e das liberdades fundamentais e deve favorecer a
compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e todos os grupos raciais ou religiosos,
bem como o desenvolvimento das atividades das Nações Unidas para a manutenção da paz. 3.Aos pais
pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos.
Artigo 27° 1.Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade, de
fruir as artes e de participar no progresso científico e nos benefícios que deste resultam. 2.Todos têm
direito à proteção dos interesses morais e materiais ligados a qualquer produção científica, literária ou
artística da sua autoria.
Artigo 28° Toda a pessoa tem direito a que reine, no plano social e no plano internacional, uma ordem
capaz de tornar plenamente efetivos os direitos e as liberdades enunciadas na presente Declaração.
Artigo 29° 1.O indivíduo tem deveres para com a comunidade, fora da qual não é possível o livre e
pleno desenvolvimento da sua personalidade. 2.No exercício deste direito e no gozo destas liberdades
ninguém está sujeito senão às limitações estabelecidas pela lei com vista exclusivamente a promover o
reconhecimento e o respeito dos direitos e liberdades dos outros e a fim de satisfazer as justas
exigências da moral, da ordem pública e do bem-estar numa sociedade democrática. 3.Em caso algum
estes direitos e liberdades poderão ser exercidos contrariamente e aos fins e aos princípios das Nações
Unidas.
Artigo 30° Nenhuma disposição da presente Declaração pode ser interpretada de maneira a envolver
para qualquer Estado, agrupamento ou indivíduo o direito de se entregar a alguma atividade ou de
praticar algum ato destinado a destruir os direitos e liberdades aqui enunciados.

CÓDIGO CIVIL - CASOS PARA POLEMIZAR


SITES PARA CONSULTAS E RECLAMAÇÕES DE ALGUNS DIREITOS

www.idec.org.br
www.imprensaoficial.com.br
www.receita.fazenda.gov.br
http://www.consumidorbrasil.com.br/
http://www.procon.sp.gov.br
http://www.solbrilhando.com.br/Utilidades/Guia_pratico.htm
NOVO CÓDIGO PENAL – PROPOSTA DE LEI
• O crime de falsificação de medicamentos, por exemplo, teve a pena reduzida dos atuais dez a
15 anos para quatro a 12 anos;

• Descriminaliza o plantio e o porte de maconha para consumo;

• Transforma a exploração dos jogos de azar em crime;

• a pena do homicídio culposo (quando não há intenção de matar), que hoje tem pena máxima
de três anos, foi ampliada para quatro anos;

• O crime de racismo foi transformado em crime hediondo;

• Também viraram crimes hediondos o trabalho análogo à escravidão, o financiamento ao


tráfico de drogas e crime contra a humanidade;

• Ortotanásia, ou seja, permite que os aparelhos de doentes terminais sejam desligados. A


eutanásia continua sendo crime, com pena prevista de prisão de dois a quatro anos. Mas o
juiz pode deixar de aplicar a pena avaliando as circunstâncias do caso, bem como a relação de
parentesco ou os laços do agente com a vítima;

• Já em relação ao aborto, foram ampliadas as possibilidades do aborto legal. Além do aborto


ser permitido legalmente quando há risco de vida da gestante, em caso de estupro e no caso
de fetos anencéfalos, como ocorre hoje, será permitido o aborto por vontade da gestante até
a 12ª semana quando o médico ou psicólogo atestar que a mulher não apresenta condições
psicológicas de arcar com a maternidade;

• Crimes de internet

PROPOSTA DE ATIVIDADE:

DEBATE SOBRE:
1) PENA DE MORTE;
2) MAIORIDADE PENAL;
3) LEGALIZAÇÃO UNIVERSAL DO ABORTO NO BRASIL;
CULTURA INSTITUCIONAL – TERMOMECANICA/FUNDAÇÃO
SALVADOR ARENA

No entanto, destaca-se a conceituação de Nassar (2000):

“... cultura organizacional é o conjunto de valores, crenças e tecnologias que mantém unidos os mais
diferentes membros, de todos os escalões hierárquicos, perante as dificuldades, operações do
cotidiano, metas e objetivos. Pode-se afirmar ainda que é a cultura organizacional que produz junto
aos mais diferentes públicos, diante da sociedade e mercados o conjunto de percepções, ícones,
índices e símbolos que chamamos de imagem corporativa.”

Eles parecem concordar em relação a alguns pressupostos como:

a) toda organização possui uma cultura;


b) essa cultura explica muito dos fenômenos que ocorrem na organização;
c) ela pode favorecer ou dificultar a performance organizacional;
d) a cultura pode ser diagnosticada e, aplicando-se certas metodologias, gerenciada,
transformada, ou até mesmo inteiramente criada;
e) a liderança é o processo que determina a formação e a mudança da cultura organizacional;
f) um dos papéis mais importantes dos líderes nas organizações é justamente a criação, gestão e, se
necessário, mudança da cultura organizacional;
g) entender a cultura das organizações ajuda o processo de negociação.

CÓDIGO DE ÉTICA

O Código de Ética Corporativo vem se aperfeiçoando ao longo do tempo. Originado da Declaração de


Princípios (descrição da missão, visão, princípios e valores da empresa), passando pelo Código de
Conduta (regras de conduta a serem observadas e cumpridas por todos os funcionários da empresa)
e chegando aos atuais Códigos de Ética que podem contemplar num só instrumento:

Missão e visão da empresa


Princípios e valores da empresa
Princípios Éticos gerais
Princípios gerais de justiça e equidade no relacionamento com os stakeholders.
Gestão, tratamento, respeito e preservação do meio ambiente
Gestão da Sustentabilidade
Normas e padrão de comportamento da empresa e de seus colaboradores
Organismos internos para reportar alguma desconformidade ao código
Procedimentos e padrões de atuação e controle (órgãos internos)

Podemos, também, afirmar que o Código de Ética é uma extensão do Contrato de Trabalho dos
funcionários de uma empresa, ou seja, é uma “cláusula” adicional e, portanto, estabelece direitos e
deveres recíprocos. E isto é de fácil comprovação, bastando constatar aquilo que foi narrado num
determinado Código de Ética analisado durante este estudo:
“A Empresa espera de seus colaboradores a mesma conduta ética descrita no presente Código de
Conduta Profissional dos Empregados, que passará a fazer parte dos contratos de trabalho a serem
firmados, assim como dos futuros contratos com fornecedores e prestadores de serviço”.

Notemos que esta relação jurídica contempla não só os colaboradores da empresa, mas
também aos stakeholders de sua cadeia produtiva, estendendo e exigindo igual atuação responsável
desses atores que prestam serviços ou comercializam seus produtos para a empresa.

Quando você se deparar com um problema ou com uma situação confusa, responder a essas
perguntas o ajudará a tomar uma decisão:

1. Teste dos Valores


A ação que proponho está de acordo com os valores da empresa?
Ela é honesta e verdadeira?

2. Teste da Política
O que estou planejando fazer é consistente com o Código de Ética da empresa?

3. Teste da Lei
A ação que proponho é legal? Ela violará alguma lei ou regulamento?

4. Teste da Imprensa
Se o que eu fizer sair em um jornal ou na televisão ficarei orgulhoso de minhas ações?

5. Teste dos Outros


O que pensarão meu gerente, meu supervisor, meus colegas de trabalho e minha família do que
estou planejando fazer?
6. Teste do Espelho
Quais são as consequências da ação planejada? Como ela afetará outras pessoas? Quais são os
custos?
Como me sentirei comigo mesmo se fizer essa ação?

Discutiremos a relação entre a habilidade técnica no exercício da profissão e a prática das virtudes
universais que permeiam as profissões.

O que é profissão?

O “exercício habitual de uma tarefa, a serviço de outras pessoas” é o conceito que Sá (2009, p.
155) atribui à profissão. Os benefícios, tanto para quem desempenha esta tarefa como para quem é
beneficiado por sua execução também integram este conceito.
A ética, para Sá (2009) ,permeia o exercício da profissão na medida em que a conduta
profissional condizente com a moral e a regulação feita pela lei garantem benefícios para os
profissionais, a categoria à qual pertencem e para a sociedade. Vale aqui ressaltar que a conduta ética
universal independe das culturas cujos costumes são diferenciados, ou seja, o zelo, a honestidade, e a
competência são virtudes desejadas em qualquer exercício profissional independente da área de
atuação ou cultura em que for desenvolvido. Uma frase de Sá (2009, p. 164) é significativa: “A
profissão não deve ser um meio, apenas de ganhar a vida, mas de ganhar pela vida que ela
proporciona, representando um propósito de fé”.

Virtudes exigidas na conduta profissional

Para o exercício de uma profissão, habilidades técnicas são exigidas. A pergunta que coloco para
sua reflexão é: somente habilidades técnicas são suficientes para que seja virtuoso o exercício de uma
profissão? Na matéria publicada na edição especial “Veja na História”, observa-se que durante a
Segunda Guerra Mundial, médicos nazistas utilizaram as técnicas da profissão para uma
determinada finalidade que inclui pesquisas. Não é preciso dizer que tais práticas foram e continuam
sendo condenadas pela ausência absoluta de respeito à dignidade humana, virtude necessária à
prática de qualquer profissão. Sei que o exemplo é extremo, mas coloco aqui para que não nos
esqueçamos que a prática de nossas profissões requer acima de tudo o exercício da moral e da ética
colocando em prática as virtudes universais que permeiam os relacionamentos, em nossa sociedade.

Código de ética de uma profissão

Em seu livro, Sá (2009, p. 152) ensina que “a profissão pode enobrecer pela ação correta e
competente, pode também ensejar a desmoralização, através da conduta inconveniente, com a
quebra de princípios éticos.” Ao pertencer a uma classe profissional, qualquer que seja sua natureza, o
indivíduo assume um compromisso com a sociedade e com os colegas de profissão. O que dizer de um
médico ou um enfermeiro que negligencia os cuidados com um paciente? E um professor que
desrespeita um aluno? Veja os políticos! Temos aqueles que se dedicam ao exercício da representação
popular e aqueles citados negativamente pela mídia. Observe como existe uma tendência a generalizar
a atuação profissional, fazendo referências negativas ou positivas a uma classe profissional apenas pela
observação de um ou de alguns indivíduos cuja ética é questionável pela sociedade.
Texto retirado da apostila da Rede E-Tec Brasil - INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA - Ética e Cidadania / Elaine Arantes

Código de ética empresarial e profissional

O que é um código de ética? ARRUDA (2006, p. 526) ensina que se trata de um documento cujo
objetivo é “nortear condutas, mas procedimentos específicos devem constar de normas, manuais ou
políticas definidas concretamente para cada setor ou atividade”.
O código de ética, segundo Patrus-Pena e Castro (2010, p. 48) representa a “oportunidade de a
empresa manifestar os valores básicos que pautam sua conduta no mundo dos negócios e na relação
com a sociedade”.
Desde que o Instituto Ethos iniciou suas atividades no Brasil, em 1998, as organizações têm
discutido o tema da responsabilidade social cujo conceito volta-se para a gestão do negócio de
maneira ética e transparente com os públicos com os quais se relaciona, pautando-se no
desenvolvimento sustentável,
caminho para sua sustentabilidade.
Com a evolução das discussões sobre este tema, observa-se que as organizações cada vez mais
têm adotado o código de ética como uma ferramenta de orientação de conduta das pessoas que nelas
trabalham. Lembre-se que já falamos que não existem empresas éticas, mas pessoas éticas que
trabalham nas empresas. As decisões destas pessoas no cotidiano da gestão do negócio constrói a
reputação tanto da organização como dos próprios profissionais tomadores de decisão.
No sentido de orientar a atuação dos profissionais no sentido da conduta ética, zelando pela
reputação da categoria, é redigido e divulgado o código de ética da profissão. De quantos casos você já
tomou conhecimento por meio da mídia sobre médicos, por exemplo, que tiveram cassado seu
registro no conselho da profissão devido à sua conduta antiética?

A ética, a reputação e a imagem do profissional

O patrimônio de um profissional é constituído também da percepção que se tem dele, de suas


decisões na vida pessoal e de sua conduta na organização com os colegas e na sua relação com o
trabalho. Em sua obra, Sá (2010) reforça o valor do código de ética da profissão no sentido de
preservar o nome profissional que causa impactos em toda categoria.
Ao tratar as condutas antiéticas do ser humano, Sá (2010, p. 153) reforça a importância de se
preservar a imagem pessoal e profissional que faz por merecer a confiança da sociedade e das
organizações. “O que se faz durante toda uma vida, em poucos dias pode desmoronar, diante dos
efeitos malévolos da ação dos caluniadores, traidores, difamadores, chantagistas e intrigantes” diz Sá
(2010, p. 153). Energia e inteligência são necessárias para que possamos nos contrapor aos resultados
das ações que buscam destruir uma imagem positiva, seja ela pessoal ou profissional.
Texto para leitura

Reputação on-line: como cuidar de sua imagem na internet


Atenção, você está sendo “googlado”. Qualquer pessoa com conexão à internet pode ter acesso à
informações básicas sobre outra em uma simples busca em sites, por exemplo, o Google. Inclusive o
atual chefe e um futuro empregador.
Monitorar a imagem e ter certos cuidados antes de se expor nas redes sociais e sites não é uma tarefa
impossível. “Ninguém enviaria um currículo impresso com uma foto de biquíni anexada para tentar
uma nova oportunidade de emprego. A necessidade de etiqueta pessoal e profissional ocorre em
qualquer contexto e é apenas mais evidente na internet”, diz Ana Paula Zacharias, sócia-diretora da
Hunter Consulting Group.

Vamos fazer um teste?


1. Pesquise o seu nome:
Observe o que as outras pessoas podem descobrir sobre você e veja se há textos e fotos
comprometedores ou indesejáveis a seu respeito. Muita gente com blog pessoal e sites de fotos como
Flickr ou Fotolog pode se esquecer de postagens antigas e até com opiniões que já não condizem com
a sua, mas que podem comprometer na busca por um emprego. Caso o seu nome seja comum ou não
apareça nos primeiros resultados, o escreva entre aspas e veja o que é listado com o nome completo e
as variações possíveis dele. O uso de palavras-chave, como o atual empregador ou cidade,
acompanhadas do nome também ajudam a potencializar a pesquisa. Altere as configurações de
privacidade das redes sociais que aparecem nos resultados ou delete o conteúdo indesejado. Se o
resultado não puder ser removido, pode ser necessário buscar ajuda especializada.
2. Não adianta se esconder.
Quem prefere não ter conta em redes sociais ou se esconder atrás de apelidos corre outro risco:
perder oportunidades. “A escolha de não se expor deixa o profissional sem visibilidade diante da busca
de um recrutador. Não estar na rede hoje pode ser grave e significar desatualização, principalmente
para algumas carreiras”, explica Ana Paula.
Redes sociais como LinkedIn e o Facebook, se usadas corretamente, podem turbinar a carreira e ser
vitrine do seu trabalho. Usá-las a seu favor conta pontos e pode ser determinante na busca por um
emprego ou no crescimento profissional.
3. O que um recrutador pode procurar?
Em um processo de seleção, por que o recrutador busca os profissionais na internet antes de decidir se
a entrevista de emprego será oferecida? Usar o Google ou procurar informações nas redes sociais
fornecem, de antemão, dados sobre o perfil da pessoa, que poderá ser o desejado pela empresa ou
não.
Opiniões polêmicas, fotos comprometedoras ou falta de credibilidade podem afetar o julgamento do
profissional, mas um recrutador espera sempre encontrar pontos favoráveis sobre o candidato.
“O selecionador quer ter acesso a informações pessoais do candidato, mas deve entender que um
profissional pode se expor na rede diferentemente da forma como conduz a vida profissional”, diz Ana
Paula.
4. Qual imagem virtual agrada empregadores?
Informações sobre envolvimento em atividades e pessoas relacionadas à função exercida pelo
profissional contam a favor. “É importante que o profissional seja verdadeiro e ativo nas redes sociais,
mostrando uma imagem que condiz com o histórico profissional”, diz Ana Paula.
5. Como melhorar a reputação on-line?
Publique boas informações a seu respeito na internet. Quem possui contas de blogs, Twitter, Facebook
e LinkedIn, entre os principais, pode usar a atividade online a seu favor. Poste opiniões e textos que
condizem com a sua profissão e use uma linguagem adequada. Dê uma checada às vezes nas buscas a
seu respeito, inclusive nos fóruns de discussão da web, para não escorregar diante da liberdade de
expressão.

Fique atento ainda às configurações de privacidade das suas redes sociais. Se for preciso, crie um perfil
profissional no Facebook, por exemplo, e mantenha o seu pessoal com configuração para não aparecer
em buscas. “O cuidado sempre tem que existir porque o que você publica pode estar acessível, mas
uma exposição condizente com o seu objetivo pode dar bons resultados”, aconselha Ana Paula.

Fonte:http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/reputacao-online-veja-como-cuidar-da-sua-
imagem-na-internet
Texto retirado da apostila da Rede E-Tec Brasil - INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA - Ética e Cidadania / Elaine Arantes

Ética Profissional
Ao completar a formação em nível superior, a pessoa faz um juramento, que significa sua adesão
e comprometimento com a categoria profissional onde formalmente ingressa. Isto caracteriza o
aspecto moral da chamada Ética Profissional, esta adesão voluntária a um conjunto de regras
estabelecidas como sendo as mais adequadas para o seu exercício. Aí temos os Conselhos das
categorias que regulamentam as atividades profissionais (CRM, CREA, CRC, CRA, e tantos outros)
O fato de uma pessoa trabalhar numa área que não escolheu livremente, o fato de “pegar o que
apareceu” como emprego por precisar trabalhar, o fato de exercer atividade remunerada onde não
pretende seguir carreira, não isenta da responsabilidade de pertencer, mesmo que temporariamente,
a uma classe, e há deveres a cumprir.
▪ Ética profissional é a pessoa executar com responsabilidade o trabalho assumido. Ética é
como está cumprindo suas responsabilidades, é o que ela deve fazer, e como deve fazer,
mesmo quando não há outra pessoa olhando ou conferindo.
▪ Pode perguntar a si mesmo: Estou sendo bom profissional? Estou agindo
adequadamente? Realizo corretamente minha atividade?
▪ É fundamental ter sempre em mente que há uma série de atitudes que não estão
descritas nos códigos de todas as profissões, mas que são comuns a todas as atividades
que uma pessoa pode exercer.
▪ Atitudes de generosidade e cooperação no trabalho em equipe, mesmo quando a
atividade é exercida solitariamente em uma sala.
▪ Uma postura pró-ativa, ou seja, não ficar restrito apenas às tarefas que foram dadas a
você, mas contribuir para o engrandecimento do trabalho, mesmo que ele seja
temporário.
Ética Profissional e Responsabilidade Social:

As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais, a categoria como
um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos
especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto,
aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA:
• É o varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva;
• É o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar
caixas
• de alimentos;
• É o médico cirurgião que confere as suturas nos tecidos internos antes de completar a cirurgia;
• É a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao
banheiro;
• É o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma
empresa;
• É o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte;
Todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões. Ao fazerem o que não é visto,
estão demonstrando que, mais do que preocupados com os deveres profissionais, estão preocupados
com as PESSOAS.

Atitudes éticas no trabalho:

1 - Seja honesto em qualquer situação. Tenha ética;


2 - Nunca faça algo que você não possa assumir em público;
3 - Seja humilde, tolerante e flexível;
4 – Cuide da sua aparência. Vista-se adequadamente;
5 - Dê crédito a quem merece. Nem sonhe em aceitar elogios pelo trabalho de outra
pessoa. Cedo ou
tarde, o autor da idéia será reconhecido e você ficará com fama de mau-caráter;
6 - Pontualidade vale ouro. Se você sempre se atrasar, será considerado indigno de
confiança e pode
perder boas oportunidades de trabalho e promoções;
7 - Evite criticar os colegas de trabalho ou culpar um colega pelas costas;
8 - Respeite a privacidade do vizinho. É proibido mexer na mesa, nos pertences e
documentos de trabalho dos colegas e do chefe. Também devolva tudo o que pedir
emprestado
rapidamente e agradeça a gentileza;
9 - Ofereça apoio aos colegas;
10 - Faça o que disse e prometeu. Quebrar promessas é imperdoável.
Texto elaborado pela Psicóloga:
Maria do Carmo Belan – CRP 07/0212
COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS

Texto retirado da apostila de “Ética profissional e cidadania organizacional” da Fundação Padre Anchieta – São Paulo, 2011. Autores: Carmen Bassi Barbosa; José J. Queiroz; Julia Falivene Alves.
Resiliência: suportando pressões num ambiente de adversidades

Inicialmente, vamos compreender o que significa o termo “resiliente”. Este é um termo utilizado
na Física para designar a propriedade que alguns materiais têm de suportar pressão interna ou
externa. Alguns materiais retornam ao seu estado inicial sem qualquer deformação após sofrer algum
tipo de pressão enquanto outros, modificam-se completamente. É o caso por exemplo de uma barra
de gelo e uma barra de aço. Se você bater no gelo, ele se quebra, podendo dissolver-se
completamente, ou seja, apresenta baixíssimo nível de resiliência porque ao se exercer uma pressão
sobre ele, verifica-se uma deformação até irreversível. O mesmo não ocorre com o aço que ao ser
pressionado com outro material apresenta pouca ou nenhuma deformação, o que demonstra seu alto
nível de resiliência.

O termo foi incorporado pelas organizações para indicar um profissional que consegue suportar
mais ou menos a pressão do cotidiano por resultados.
Observe que não se trata de aceitar todas as situações, popularmente conhecido como “engolir
sapo” o tempo todo, mas de ser capaz de lidar com situações difíceis, buscando uma saída para os
problemas ao mesmo tempo em que se envolve com as pessoas da equipe de trabalho.
No esporte, temos no Brasil alguns excelentes exemplos de atletas com altíssimo nível de
resiliência, como Lars Grael que demonstrou sua capacidade de superar obstáculos ao recuperar-se e
voltar a competir mesmo após sofrer um acidente que o levou a amputar uma perna.
Como diz Cobra (2004, p.12), “Temos que fazer o caminho inverso, redescobrir que somos fortes e que
os limites na verdade, não existem. São criados por nós e vigoram apenas em nossa cabeça.” Lars Grael
não permitiu obstáculos impondo limites em sua vida.

Piovan (2010, p.25), ensina que a pessoa resiliente segue alguns princípios:

1. Ter consciência de que é preciso conviver com as dificuldades, pois elas existem queiramos ou não;
2. A Espiritualidade é a compreensão da natureza humana são desejáveis;
3. É preciso persistir;
4. Decisões difíceis e necessárias ocorrem em nossa vida. É preciso nos dedicarmos a elas com a
energia necessária;
5. Sair de nossa zona de conforto, ou seja, mudar comportamentos ou ações que estamos
acostumados é condição fundamental para o crescimento;
6. São as dificuldades da vida nos permitem crescer;
7. Um ditado chinês fala sobre a resiliência: os chineses dizem que árvores robustas não se curvam,
mas são as primeiras a serem derrubadas por uma tempestade. Por outro lado, o bambu se curva, se
adapta ao ambiente e sobrevive às tormentas

Texto retirado da apostila da Rede E-Tec Brasil - INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA - Ética e Cidadania / Elaine Arantes
Dez ótimas dicas para o trabalho em equipe
http://www.curricular.com.br/artigos/carreira/trabalho-equipe.aspx

Cada vez mais o trabalho em equipe é valorizado. Porque ativa a criatividade e quase
sempre produz melhores resultados do que o trabalho individual, já que "1+1= 3". Por
tudo isto aqui ficam dez dicas para trabalhar bem em equipe:

1. Seja paciente:
Nem sempre é fácil conciliar opiniões diversas, afinal "cada cabeça uma sentença". Por
isso é importante que seja paciente. Procure expor os seus pontos de vista com
moderação e procure ouvir o que os outros têm a dizer. Respeite sempre os outros,
mesmo que não esteja de acordo com as suas opiniões.
2. Aceite as ideias dos outros:
As vezes é difícil aceitar ideias novas ou admitir que não temos razão; mas é importante
saber reconhecer que a ideia de um colega pode ser melhor do que a nossa. Afinal de
contas, mais importante do que o nosso orgulho, é o objetivo comum que o grupo
pretende alcançar.
3. Não critique os colegas:
As vezes podem surgir conflitos entre os colegas de grupo; é muito importante não
deixar que isso interfira no trabalho em equipe. Avalie as ideias do colega,
independentemente daquilo que achar dele. Critique as ideias, nunca a pessoa.
4. Saiba dividir:
Ao trabalhar em equipe, é importante dividir tarefas. Não parta do princípio que é o
único que pode e sabe realizar uma determinada tarefa. Compartilhar responsabilidades
e informação é fundamental.
5. Trabalhe:
Não é por trabalhar em equipe que deve esquecer suas obrigações. Dividir tarefas é
uma coisa, deixar de trabalhar é outra completamente diferente.
6. Seja participativo e solidário:
Procure dar o seu melhor e procure ajudar os seus colegas, sempre que seja necessário.
Da mesma forma, não deverá sentir-se constrangido quando necessitar pedir ajuda.
7. Dialogue:
Ao sentir-se desconfortável com alguma situação ou função que lhe tenha sido
atribuída, é importante que explique o problema, para que seja possível alcançar uma
solução de compromisso, que agrade a todos.
8. Planeje:
Quando várias pessoas trabalham em conjunto, é natural que surja uma tendência para
se dispersarem; o planejamento e a organização são ferramentas importantes para que
o trabalho em equipe seja eficiente e eficaz. É importante fazer o balanço entre as
metas a que o grupo se propôs e o que conseguiu alcançar no tempo previsto.
9. Evite cair no "pensamento de grupo":
Quando todas as barreiras já foram ultrapassadas, e um grupo é muito coeso e
homogêneo, existe a possibilidade de se tornar resistente a mudanças e a opiniões
discordantes. É importante que o grupo ouça opiniões externas e que aceite a ideia de
que pode errar.
10. Aproveite o trabalho em equipe:
Afinal o trabalho de equipe, acaba por ser uma oportunidade de conviver mais perto de
seus colegas, e também de aprender com eles.

ÉTICA NAS NEGOCIAÇÕES

A negociação faz parte de nosso cotidiano. As trocas que fazemos com as pessoas com quem
convivemos e com o meio ambiente que nos cerca requer análises constantes. As necessidades e
desejos das partes envolvidas são analisadas; as perdas e ganhos são consideradas e, muitas vezes, as
emoções entram em jogo conduzindo as negociações para o sucesso ou fracasso.

O “sim” nem sempre é o suficiente


Há situações em que os negociadores não aceitam uma determinada pessoa no processo por
saberem de sua conduta antiética, buscando sempre o fechamento da negociação a qualquer preço,
sem respeitar as outras partes.
Outra situação frequente é a busca pelo fechamento da negociação rapidamente para não dar à
outra parte o tempo de que precisa para refletir. Situações em que se está disposto a ganhar não
importando se a outra parte vai perder, reflete a falta de ética nas negociações.
Quantas vezes precisamos ceder para que a negociação chegue a bom termo, sendo boa para
ambas as partes. A continuidade do relacionamento entre aqueles que negociam facilita a
aproximação e a condução de novas rodadas de discussões sobre interesses muitas vezes divergentes.
A estratégia de atuação durante a negociação assim como a busca por informações sobre a outra
parte fazem parte do processo. Condutas antiéticas, no entanto, conduzem à desconfiança, prejudicam
a negociação e sua continuidade assim como a implementação do que foi decidido.

Natureza do conflito
Quando o sistema de valores de uma pessoa é confrontado com o de outra ou então com os
valores da organização, instala-se o conflito. Para alguns, “vale tudo no amor, na guerra e nos
negócios” enquanto para outros, deve-se preservar a conduta ética em todas as situações. Com
relação aos trabalhadores de uma organização, Montana e Charnov (2010, p. 348) ensinam que
“quando seu senso de ética é radicalmente diferente dos valores ancorados na cultura organizacional,
experimentam conflitos internos que podem assumir dimensões de risco de vida.” Quantas pessoas
você conhece que têm úlcera, pressão alta, insônia, problemas conjugais como extensão dos
problemas encontrados no ambiente de trabalho? E o que dizer dos acidentes de trabalho ocorridos
por desatenção devido à pressão cotidiana, ao cansaço por excessivas horas de trabalho e conflitos
pessoais no trabalho?
Conflitos devem ser evitados?
Somos levados a acreditar que conflitos são destrutivos e devem ser evitados a qualquer preço.
De fato, situações conflitantes consomem energia dos envolvidos além do seu tempo e, muitas vezes
recursos financeiros. Por outro lado, conforme indicam Montana e Charnov (2010, p. 349) os conflitos
podem “estimular a inovação na solução de problemas e, consequentemente, pode ser benéfico para
a organização. ” Vale ressaltar, contudo, que neste caso é importante a atuação de uma liderança
firme que conduza o processo conflituoso para o caminho dos resultados positivos para todos,
sobretudo sem ressentimentos das partes envolvidas.

Texto retirado da apostila da Rede E-Tec Brasil - INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA - Ética e Cidadania / Elaine Arantes

ÉTICA PESSOAL, PÚBLICA E PRIVADA

Decisões éticas são tomadas por pessoas éticas

Srour (2011, p. 31), tem uma frase que nos faz acreditar na conduta ética das pessoas
individualmente ou no âmbito empresarial: “as pernas da esperteza encurtam cada vez mais, a
repressão aos negócios ilícitos se intensifica e os clientes medem os riscos de fazer transações com
comerciantes que se encontram na mira da justiça”. Acredito nesta frase porque acredito que o
homem busca a harmonia no convívio. Se existem exceções e se elas merecem mais crédito na mídia
do que aquelas ações positivas, então vamos analisá-las e tê-las como exemplos de caminhos que não
devemos seguir.
Costumo dizer que nunca estamos sozinhos, estamos a sós com nossa consciência. Quero
acreditar que tudo sobre o que discutimos neste livro fará diferença quando você, nosso aluno precisar
tomar uma decisão seja no âmbito pessoal, seja profissionalmente.
Observe que as organizações já estão utilizando como critério de contratação ações como a
prática do voluntariado além de avaliar as habilidades técnicas e conceituais. Isto se dá porque uma
pessoa que se dedica ao voluntariado é um profissional que sabe trabalhar em equipe, sabe ceder,
sabe negociar. A busca pelo resultado positivo para a organização tem sido fundamentada em valores
que ao serem percebidos pela sociedade se refletem positivamente na imagem da marca.
A gestão ética e transparente faz parte do processo de relacionamento entre as organizações e
os usuários de seus produtos e/ou serviços. As organizações somente poderão ser vistas como éticas
se as pessoas que nelas trabalham agirem eticamente. Isso vale tanto para a iniciativa privada como
para a pública. Evidentemente, a percepção da sociedade sobre uma organização é positiva ou
negativa de acordo com as decisões que seus gestores tomam no cotidiano. É assim que escolhemos
produtos, serviços e candidatos.
A área pública também tem sido cobrada pela sociedade por uma conduta ética e as denúncias
que se avolumam na mídia demonstram o inconformismo do brasileiro que já não aceita mais práticas
antiéticas, sobretudo com os tributos recolhidos pelo cidadão. As constantes CPIs – Comissões
Parlamentares de Inquérito são um exemplo da ação dos representantes do povo, neste sentido.
Quando refletimos sobre o exercício do cidadão, vale ressaltar que sua participação na gestão
pública faz parte de seus deveres na busca pela harmonia no convívio em comunidade. Quando
Matias-Pereira (2010, p. 37) aborda esta relação cidadão-gestão pública, coloca foco na qualidade da
prestação de serviços àquele que Al Gore chamou de “consumidores” conforme vimos em nossas
aulas. A prestação de serviços envolve a participação do usuário e seu nível de qualidade depende
também daquele que o utiliza.
Quando refletimos sobre a luz no final do túnel, é importante considerar nossas próprias
decisões em nosso cotidiano. Nossas atitudes são fundamentais.

Texto retirado da apostila da Rede E-Tec Brasil - INSTITUTO FEDERAL DO PARANÁ – EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA - Ética e Cidadania / Elaine Arantes

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