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TREINAMENTO AVANÇADO

DIREITO DO
CONSUMIDOR

Este material é parte da apostila distribuída aos


alunos do curso

DIREITO PARA ENGENHEIROS E

GERENTES, a ser ministrado pelo NTT no

período de 22 a 26 de MAIO de 2006, no Rio de


Janeiro

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TREINAMENTO AVANÇADO

Do contrato de adesão

Conceituação

Conhecido na doutrina e na jurisprudência, o contrato de adesão, de


grande utilização pelos entes financeiros, recebeu, pela primeira vez no Brasil,
tratamento legislativo ao ser identificado no Código de Defesa do Consumidor no
artigo 54
"Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham
sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas
unilateralmente pelo fornecedor de produtos e serviços, sem
que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente
seu conteúdo".

Orlando Gomes, inclusive, fazia distinção entre contrato de adesão e


contrato por adesão, sustentava o autor que nos primeiros – de adesão – o
contratante não tem qualquer possibilidade de rejeitar as cláusulas uniformes
estabelecidas previamente. Como exemplo, as estipulações do poder público
(água, luz, telefone) e, nos segundos – por adesão – estariam incluídos todos os
contratos de massa, onde há a adesão por bloco mas o consumidor poderá
recusar sua participação

Vantagens e desvantagens

Tal forma de contratação – por adesão – nasceu em razão da própria


transformação da sociedade com a produção em série, o volume de informações,
mutação da sociedade capitalista.

Se em regra as vantagens são para o fornecedor, a parte mais forte na

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TREINAMENTO AVANÇADO

relação direta, as desvantagens, logicamente, são para o contratante-consumidor


que se vê na contingência de assumir uma obrigação ou contrato cujas condições
gerais foram determinadas, com exclusividade, pela outra parte, o contratante-
fornecedor.

Neste particular é que se justifica a intervenção do Estado para limitar


ou coibir o possível abuso da parte contratante mais forte, ou seja, a que previu e
estipulou as cláusulas.

Das cláusulas abusivas

Limite de consideração

Consta no artigo 51, do Código de Defesa do Consumidor, que "São


nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao
fornecimento de produtos e serviços que:" tendo a partir de então nos diversos
incisos, apresentadas diversas hipóteses.

Para a proteção da regularidade do contrato deverão os contratantes,


obrigatoriamente, zelar pela transparência no negócio, agir com a boa fé e ter em
mente o fim social.

Por sinal, o artigo 51 mencionado, pode ser tido como criador de


critérios objetivos de aferição da abusividade contratual, criando limitações aos
critérios de liberdade da vontade das partes.

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