O processo educativo é pautado e estruturado por diversos aspectos, dentre os quais pode-se destacar o trabalho desenvolvido pela coordenação

pedagógica, que se revela de fundamental importância para o bom desenvolvimento da aprendizagem. O papel desempenhado pela coordenação pedagógica fornece subsídios para otimizar o aprendizado, direcionado ações que venham facilitar e amparar a prática docente. O presente relatório vem fazer uma reflexão acerca do trabalho executado pelo coordenador pedagógico, de forma ampla e reflexiva e encontra-se dividido em: fundamentação teórica; análise dos dados; considerações finais e referências bibliográficas. A contribuição propiciada e oferecida pela coordenação pedagógica deve ser analisada e compreendida, com o intuito de capacitar a auxiliar na formação acadêmica e profissional.

é imprescindível constante avaliação do trabalho de todos. em função disto. “para que de fato haja uma ação integrada. necessários e essenciais ao exercício da profissão. 90) Para que seja desenvolvido um dinâmico. para que ocorram de fato essas transformações. daí o papel do coordenador de auxiliar e articular as mesmas. (p. com o intuito de aprimorar e aperfeiçoar as mesmas. Por tanto. que atua em um contexto multicultural. abrangente e satisfatório trabalho da coordenação/supervisão escolar é de fundamental importância a integral e ampla formação do coordenador. contemplando assim os diversos saberes. é necessário que haja o comprometimento com a ética e com a inovação do processo educativo como um todo. a fim de garantir a totalidade e a complementaridade do trabalho”. a coordenação pedagógica (e a supervisão educacional) deverá ser capacitada nas três dimensões básicas da formação humana: conceitual. (MOURA.FUNDAMENTAÇÃO O ato de coordenar e supervisionar está presente em todas as esferas das atividades humanas e não poderia ser diferente no âmbito educacional. Neste sentido. MACHADO e outros. NIEDERSBER. reestruturadas e redirecionadas. compromissada com a formação integral e crítica do educando. o preparo e a competência do profissional revela-se de suma importância. Sendo assim.13). procedimental e atitudinal”. esse aspecto essencial para o diferenciamento e melhor aproveitamento da prática pedagógica. p. Diversos são os desafios e entraves encontrados por parte do coordenador/supervisor pedagógico. O trabalho da coordenação/supervisão pedagógica deve objetivar a transformação da práxis educativa. numa perspectiva processual. além de serem organizadas e efetivadas devem ser constantemente avaliadas. “para dar conta deste desafio. De acordo com VASCONCELLOS (2006). As ações no âmbito educacional. . Uma relação dialógica estabelecida entre os diversos segmentos do estabelecimento escolar viabiliza a construção de ações que promovem o processo educativo e conseqüentemente a formação e transformação do indivíduo. com a manifestação de problemáticas das mais diferentes naturezas. 2005.

Outra vertente é aquela em que alguns professores. No decorrer dessa trajetória de relações entre coordenador e professor é possível surgir dificuldade de comunicação entre ambos. menos informados. o educando e o ser educado. bem como os recursos disponíveis na escola. Neste caso. devem sempre caminhar em harmonia. função do coordenador mediar e contribuir para que o professor possa exercer a sua função com mais eficiência. espera-se que o coordenador seja habilidoso e dinâmico para que as mesmas sejam solucionadas.ANÁLISE DOS DADOS Um dos papéis do coordenador pedagógico é viabilizar recursos didáticos para que o professor possa trabalhar de maneira dinâmica e instrutiva em sua sala de aula. No decorrer do trabalho pedagógico do coordenador muitas situações conflitantes poderão surgir. cada um desenvolvendo o seu papel. Sendo. O coordenador pedagógico deve sempre apoiar. é papel do coordenador auxiliar na criação do projeto e na execução do mesmo. na verdade. . É senso comum dizer que professor e coordenador são antagônicos. e é aí que o coordenador deve realmente se colocarem seu papel de mediador frente a pequenas rusgas. que porventura possam vir a ocorrer. mas todos visando o bem maior: a educação. para que se esclareça qualquer mal entendido e não prejudique a prática pedagógica do professor. gestor – coordenador .professor – aluno. É claro que levando-se em consideração a clientela que se tem. A construção do processo é mútua. incentivar e contribuir com sugestões no desenvolvimento dos projetos propostos pelo professor. avaliam que o coordenador tem a função de trazer tudo pronto e acabado. Nessas situações. tendo uma inter-relação entre as práticas pedagógicas de ambos. Em uma rede escolar. Isso se dá porque a idéia que se tem é que o coordenador está ali somente para fiscalizar a prática do professor.

classe. como também nos diferentes segmentos da comunidade escolar. A experiência do estágio contribui decisivamente para a formação profissional dos acadêmicos envolvidos no processo de pesquisa. “a elaboração do projeto pedagógico propicia aglutinar as crenças. p.Considerações finais O fazer da coordenação pedagógica está estruturado em sua própria prática. .9). que emerge das reflexões concernentes a ela. de forma aprofundada e crítica. Segundo VEIGA (1998. Como aponta Paulo Freire (2000. constituindo-se em compromisso político pedagógico coletivo. é preciso tempo e prudência para modificar as práticas pedagógicas amalgamadas historicamente a este respeito. que se definem e redefinem a partir das suas posições de gênero. o que me pode tornar mais seguro no meu próprio desempenho”. o que se reflete claramente na formação do sujeito. tanto no que tange especificamente ao processo ensino e aprendizagem. etnia. do contexto social e científico. Enfim. p. bem como da forma como a escola organiza seu trabalho pedagógico no tempo e no espaço.76): “Preciso conhecer as diferentes dimensões que caracterizam a essência da prática. A práxis de coordenação pedagógica está em contribuir na organização e gestão do trabalho pedagógico. possibilitando conhecer. o contexto e os aspectos que constituem a realidade do coordenador-supervisor pedagógico. LOURO (1996) traz uma importante contribuição para se pensar na escola como espaço de produção de sujeitos. O amplo e aprofundado conhecimento das diversas competências e das práticas exercidas pelo coordenador pedagógico propicia a potencialização e o aperfeiçoamento do trabalho pedagógico. No atual contexto essas reflexões têm sido documentadas coletivamente por meio do projeto político pedagógico. convicções e conhecimentos da comunidade escolar.

E.A. M. LOURO. Compinar 1998. . São Paulo: Paz e Terra 2000. Escola: Espaço do Projeto Político Pedagógico. Pedagogia da Autonomia. 1996 VEIGA. . 16 ed. J. L.P.Referencias FREIRE. Paulo. A. A formação do professor de instrumento: Visões curriculares das universidades brasileiras.

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