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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ........................................................................................ 5

2 TRAUMA ORTOPÉDICO E PRINCÍPIOS BÁSICOS .............................. 6

2.1 Hora de ouro .................................................................................... 7

2.2 Avaliação primária ............................................................................ 9

2.3 Cuidado com a via aérea................................................................ 10

2.4 Controle da hemorragia externa significativa ................................. 11

2.5 Comunicação precisa sobre as informações do doente e as


circunstâncias do trauma ao serviço médico de destino .................................... 12

3 ABCDE DO TRAUMA ........................................................................... 12

3.1 A ..................................................................................................... 13

3.2 B ..................................................................................................... 14

3.3 C ..................................................................................................... 14

3.4 D ..................................................................................................... 15

3.5 E ..................................................................................................... 16

4 ESCALAS PARA AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA ............ 16

4.1 Escala de Coma de Glasgow- ECG ............................................... 16

4.2 AVPU.............................................................................................. 18

5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA RADIOLOGIA DO TRAUMA


OSTEOARTICULAR ............................................................................................. 19

5.1 Planos corpóreos, cortes e linhas .................................................. 19

5.2 Corte: Uma Superfície de “Corte” ou “Fatia”................................... 21

5.3 Posição anatômica ......................................................................... 22

5.4 Diminuição da densidade óssea (imagem preta, lucente) .............. 22

5.5 Aumento da densidade óssea (imagem branca) ............................ 22


5.6 Reação periosteal .......................................................................... 23

5.7 Espessamento cortical ................................................................... 23

5.8 Sinais de lesão articular ................................................................. 23

5.9 Imagenologia em ortopedia ............................................................ 24

6 TRAUMA MUSCULOESQUELÉTICO PRINCÍPIOS BÁSICOS ............ 25

6.1 Diagnóstico através de imagens no trauma musculoesquelético ... 25

6.2 Tomografia Computadorizada (TC) ................................................ 27

6.3 Ressonância magnética (RM) ........................................................ 27

7 FRATURAS........................................................................................... 29

7.1 Classificação das fraturas e tratamento ......................................... 29

8 MÉTODOS DE TRATAMENTO EMERGENCIAIS ................................ 33

8.1 Trauma complexo de Extremidades ............................................... 33

8.2 Trauma ortopédico ......................................................................... 34

8.3 Trauma pélvico ............................................................................... 35

9 IMOBILIZAÇÕES E APARELHOS GESSADOS ................................... 36

9.1 Imobilizações gessadas do Membro Inferior .................................. 37

Gipsotomia em imobilização gessada ..................................................... 37

Bota Gessada ......................................................................................... 38

9.2 Imobilizações gessadas da Coluna Vertebral................................. 39

9.3 Imobilizações gessadas do Membro Superior ................................ 40

10 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO- FRATURAS EM MEMBROS


INFERIORES ........................................................................................................ 41

10.1 Fraturas do colo do fêmur ........................................................... 41

10.2 Fraturas da diáfise do fêmur ....................................................... 42

10.3 Fraturas supracondilianas ........................................................... 42


10.4 Fratura do tálus ........................................................................... 44

10.5 Trauma: joelhos .......................................................................... 45

11 FRATURAS EM MEMBROS SUPERIORES (MMSS) ....................... 46

11.1 Fisioterapia Pós operatória: Fraturas de Clavícula ..................... 46

11.2 Fisioterapia Pós operatória: Fraturas de Úmero Proximal .......... 47

11.3 Fisioterapia Pós operatória: Fraturas de Diáfise do Úmero ........ 48

11.4 Fisioterapia Pós Fraturas de Úmero Distal.................................. 49

11.5 Fisioterapia no pós operatório de Fraturas do Olecrano ............. 50

11.6 Fisioterapia no Pós operatório de fratura da cabeça do rádio ..... 51

11.7 Fisioterapia no Pós operatório das fraturas diafisárias do rádio e


ulna 52

11.8 Fisioterapia pós Fraturas de Colles ............................................. 53

11.9 Fisioterapia pós Fratura de Escafoide ......................................... 54

11.10 Fisioterapia pós Fraturas dos Metacarpianos ............................. 55

11.11 Fisioterapia pós Fraturas falangeanas ........................................ 56

12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................. 57


1 INTRODUÇÃO

Prezado aluno!

O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante


ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - um
aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma
pergunta, para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum é
que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as
perguntas poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão
respondidas em tempo hábil.
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da
nossa disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à
execução das avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da
semana e a hora que lhe convier para isso.
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser
seguida e prazos definidos para as atividades.

Bons estudos!
2 TRAUMA ORTOPÉDICO E PRINCÍPIOS BÁSICOS

Fonte: portosurgical.com.br

O trauma é um agravo à saúde, definido como um evento nocivo


caracterizado por alterações estruturais ou pelo desequilíbrio fisiológico do
organismo resultante da troca de energia entre os tecidos e o meio. É considerado
uma morbidade que compromete a funcionalidade do indivíduo e sua participação
social e econômica na sociedade (KFURI, 2011).
O trauma ortopédico é uma das condições mais mórbidas existentes na
sociedade contemporânea, comprometendo a função do indivíduo, sua participação
econômica na sociedade e sua integração familiar e comunitária (JUNIOR, 2011).
Por ano cerca de 60 milhões de pessoas no mundo sofrem algum tipo de
traumatismo, contribuindo com uma em cada seis internações hospitalares
(SENEFONTE, 2012).
Considerando essa realidade e a dimensão dos números envolvidos, o
trauma vem ocupando espaço de destaque nas estatísticas de diagnósticos e
internações hospitalares, caracterizando-se como a pandemia da vida moderna e
um grave problema de saúde pública, uma vez que atingiu o primeiro lugar como
etiologia de morbimortalidade na população de 0 a 39 anos de idade (SANTOS,
2016).
2.1 Hora de ouro

Fonte: primeirossocorros.com.br

Concebida em 1960 pelo médico R. Adams Cowley, a “hora de ouro” é um


período crucial durante o qual seria importante iniciar o cuidado definitivo ao doente
traumatizado grave. A hora de ouro não se refere estritamente a 60 minutos,
variando de doente para doente com base nos ferimentos. Portanto, o termo mais
correto a se usar é “Período de ouro”. Os pacientes que podem receber o
atendimento definitivo dentro do seu período de ouro, suas chances de sobrevida
aumentam muito.
Ter acesso ao doente, identificar e tratar as lesões com risco à vida e
acondicionar e transportar o doente até a unidade de atendimento adequada mais
próxima no menor tempo possível são objetivos essenciais para satisfazer o período
de ouro do paciente.
É importante enfatizar que nem todos os doentes têm o privilégio de uma
“hora de ouro”, pois existem ferimentos que caminham o mesmo para a morte em
minutos.
O atendimento prestado pelas equipes envolvidas inicia-se com a
observação da cena, para que haja segurança de todos, desde a equipe, vítimas e
demais envolvidos. Deve-se também observar o mecanismo do trauma para uma
melhor avaliação da vítima, definindo assim a melhor assistência hospitalar, pois,
poderá necessitar de exames, curativos, suturas, imobilizações, centro cirúrgico ou
até mesmo unidade de terapia intensiva (UTI) dependendo da gravidade do caso
(SANTOS, 2012).
Em acidentes automobilísticos as proteções que o veículo dispõe desde que
usados corretamente, podem absorver grande parte da energia na colisão ou
impacto, amenizando consideravelmente as possíveis lesões sofridas durante o
acidente. Já os motociclistas, ciclistas e pedestres, por terem mínimos ou nenhum
recurso de proteção, frequentemente sofrem lesões graves que comprometam a
qualidade de vida ou até mesmo levam ao óbito (SANTOS, 2012).
De acordo com o departamento de informática do Sistema Único de Saúde
(DATASUS) cerca de 45% das vítimas que sofrem acidentes vem a óbito no local
antes mesmo do primeiro atendimento por lesões causadas em órgãos vitais, outros
34% morrem entre a 1ª e 4ª hora após o trauma quando sofrem lesões graves como
sangramentos, trauma no Sistema Nervoso Central ou tórax. A sobrevivência
aumenta consideravelmente se o paciente tiver o tratamento adequado em local
apropriado e no tempo certo (BRASIL, 2014).
A Hora Ouro ou Golden Hour é contada a partir do momento da ocorrência
do acidente até a admissão do paciente no hospital de referência, sendo que nem
sempre é possível alcançar a Golden Hour, pois esta pode variar por diversos
fatores como as condições de tráfego, condições climáticas, situação da
ambulância, situação da vítima, o resgate prejudicado devido à cinemática do
acidente, além da interferência no tempo resposta devido à falha nas informações
dadas por quem aciona o socorro, tais como a localização, condições e quantidades
de vítimas e veículos envolvidos, podendo ocasionar atraso na chegada da equipe
e do recurso adequado até o local (PEREIRA, et al, 2009).
A segurança do local do trauma deve ter a prioridade máxima na chegada
em todos as ocorrências da equipe de atendimento. Com base nas informações
dadas pelos socorristas, os riscos em potencial podem ser antecipados antes da
chegada no local. O socorrista que se expõe a riscos desnecessários pode tornar-
se uma vítima também, contribuindo, assim, com as dificuldades de atendimento no
local (MATTOS, 2012).
O equipamento de proteção deve ser sempre utilizado, especialmente no
atendimento de doentes traumatizados com a presença de sangue ou fluidos
corporais (LINS, 2013).

2.2 Avaliação primária

No serviço pré-hospitalar a avaliação inicial da vítima de trauma é realizada


com emergência, visando a recuperação do equilíbrio fisiológico da vítima, através
da identificação e tratamento das lesões. Esta avaliação é intitulada primária e
seguida pela avaliação secundária que possibilita a identificação de outras lesões e
norteia as orientações para o tratamento definitivo (MATTOS, 2012).
A equipe de emergência, ao realizar o exame primário e secundário da vítima
de politrauma, necessita atuar de forma ágil e eficaz sem lesar ainda mais a vítima,
considerando que o objetivo é reduzir a gravidade das lesões e as taxas de
mortalidade nesta situação. A regra de avaliação primária, ABCDE, foi
sistematizada pelo Comitê do Prehospital Trauma Life, seguindo uma sequência
determinada em:
A (Via aérea) – permeabilidade das vias aéreas com administração segura
do colar cervical;
B (Respiração) – respiração e ventilação;
C (Circulação) – busca de sangramentos, hemorragias e controle da
circulação;
D (Disfunção neurológica) – avaliação neurológica;
E (Exposição) – exposição corporal da vítima à procura de lesões ainda não
visualizadas (MATTOS, 2012).
Diante do déficit de sangue oxigenado no cérebro e outros órgãos vitais, o
que poderá causar rapidamente a morte do traumatizado, é de responsabilidade da
equipe após avaliação das vias aéreas, realizar a desobstrução (se necessário),
realizar aspiração e administração de oxigenioterapia por máscara de alta
concentração ou bolsa-válvula-máscara; acesso intravenoso calibroso para
administrar solução (corrigindo a diminuição do volume de líquidos corporais), com
intuito de prevenir o agravamento da situação, o que pode ocorrer de modo súbito;
além de comprimir e cobrir com compressa o local da lesão a fim de conter
hemorragias (LINS, 2013).
A avaliação neurológica é importante para embasar o comprometimento por
falta de oxigenação por vias aéreas ou trauma cranioencefálico. Esta avaliação se
dá por meio da escala de coma de Glasgow, a qual avalia com pontuação com no
mínimo um e no máximo de quinze pontos, tendo menor valor vítima mais grave e
maior valor vítima com menor ou nenhuma gravidade (PEREIRA, 2009).
Em seguida é feito a exposição da vítima para outros achados como lesões,
fraturas e sangramentos ainda não avaliados, atentando para expor o mínimo
possível a vítima, pois pode levá-la a hipotermia e a exposição desnecessária. Por
isso o ideal é que seja feita já dentro da viatura e em seguida cobrir o paciente para
manter a temperatura corpórea (PHTLS, 2016).
O transporte deve ser o mais rápido possível após os primeiros cuidados com
a vítima já estabilizada, sendo que a confirmação e tratamento de demais lesões
sofridas só poderão ser realizadas no hospital referenciado para cada tipo
específico de trauma (LINS, 2013).

2.3 Cuidado com a via aérea

Fonte: portalsecad.com.br
O cuidado da via aérea continua sendo a maior prioridade no tratamento de
doentes gravemente feridos. Isso deve ser realizado enquanto se mantém a cabeça
e o pescoço na posição neutra alinhada, quando se indica mecanismo por trauma.
A avaliação e o tratamento da ventilação é outro aspecto fundamental do
atendimento ao doente gravemente ferido. Os doentes com bradipneia precisam de
suporte ventilatório, assistido ou total, com o dispositivo de máscara com válvula e
balão conectado a fonte de oxigênio.
Em doentes taquipneicos deve ser estimado o volume minuto (volume
corrente x frequência ventilatória). No doente com redução significativa do volume
minuto (ventilações rápidas, superficiais), as ventilações devem ser assistidas com
o dispositivo de máscara com válvula e balão conectados a fonte de oxigênio. O
oxigênio suplementar deve ser administrado a todo doente traumatizado com
suspeita ou evidencia de problemas que gerem risco à vida. Manter o SpO2
(saturação de oxigênio) superior a 95%.
No caso de ventilação assistida, deve-se ter cuidado para evitar a
hiperventilação invertida. A hiperventilação no doente com lesão cerebral
traumática, na ausência de sinais de aumento da pressão intracraniana e herniação,
pode causar a vasoconstrição, comprometer o fluxo sanguíneo cerebral e levar a
desfechos negativos para o doente.

2.4 Controle da hemorragia externa significativa

Como o sangue não está disponível para administração fora do ambiente


hospitalar, o controle da hemorragia torna-se uma grande preocupação para os
socorristas. A maioria das hemorragias externas é prontamente controlada pela
aplicação de pressões direta no ponto de sangramento ou, se os recursos forem
limitados, pelo uso de curativo compressivo feito com gaze e atadura.
Se a pressão direta ou um curativo compressivo não conseguirem controlar
a hemorragia externa de uma extremidade, o próximo passo é limitar o fluxo
sanguíneo na extremidade pelo uso de um torniquete devidamente aplicado.
Para um doente em choque evidente decorrente de hemorragia externa, as
medidas de reanimação devem ser evitadas antes do controle adequado de
sangramento. O controle da hemorragia externa e o reconhecimento da suspeita de
hemorragia interna, associados ao transporte imediato para o hospital apropriado
mais próximo, representam oportunidades para que o socorrista exerça impactos
significativos e salve muitas vidas.

2.5 Comunicação precisa sobre as informações do doente e as


circunstâncias do trauma ao serviço médico de destino

A comunicação a respeito do doente traumatizado com o hospital de


atendimento envolve três componentes:
• Alerta pré-chegada;
• Relato verbal na chegada;
• Documentação escrita da ocorrência no formulário de atendimento ao
doente.
Na chegada ao hospital de destino, o socorrista faz um relato verbal àqueles
que estão assumindo o atendimento do doente traumatizado. Esse relato deve ser
sucinto e preciso e deve servir para informar à equipe sobre:
• A condição atual do doente;
• A cinemática do trauma;
• Achados da avaliação;
• Intervenções realizadas;
• Resposta do doente à essas intervenções.

3 ABCDE DO TRAUMA

O ABCDE do Advanced Trauma Life Support (ATLS) foi elaborado pelo


Colégio Americano de Cirurgiões no sentido de padronizar o atendimento ao
politraumatizado. Ele foi pensado para identificar lesões potencialmente fatais ao
indivíduo. Ele é aplicável a todos as vítimas com quadro crítico, independentemente
da idade (THIM, 2012).
O mnemônico ABCDE foi padronizado de acordo com as lesões de maior
mortalidade. Ele é aplicado no exame primário do atendimento inicial ao
politraumatizado e é utilizado para detectar lesões de risco iminente de morte e
também pode ser retomado no exame secundário durante a monitorização dos
sinais vitais (PAVELQUEIRES, 2002).

3.1 A

No A, realiza-se a proteção da coluna cervical. Em vítimas conscientes, a


equipe de socorro deve se aproximar da vítima pela frente, para evitar que a mesma
mova a cabeça para os lados durante o olhar, podendo causar lesões medulares
(BEURAN, 2012).
Um membro da equipe deve estabilizar a coluna cervical manualmente ou
com um colar. Se o pescoço estiver em uma posição viciosa, deve-se imobilizar
nessa posição. Em vítimas inconscientes em que não é possível reposicionar a
cabeça, a estabilização deve ser feita na posição original (RODRIGUES, 2017).
A imobilização deve ser de toda a coluna, não se limitando a coluna cervical.
Para isso, uma prancha rígida deve ser utilizada. Os acidentes nos seguintes
cenários têm riscos potenciais de lesão de medula: mergulho em água, queda de
cavalo e acidentes de trânsito (BEURAN, 2012).
Além disso, ainda no A, deve-se realizar a avaliação das vias aéreas. No
atendimento pré-hospitalar, 66-85% das mortes evitáveis ocorrem por obstrução de
vias aéreas (RODRIGES, 2017).
O socorrista deverá abordar a vítima perguntando seu nome. Se ele
responder, isso sugere que as vias aéreas estão pérvias. Voz alterada, estridor,
roncos e esforço respiratório são sinais de obstrução de vias aéreas. Baixo nível de
consciência também é uma possível causa de obstrução, geralmente pela queda da
língua. As manobras mais utilizadas nessa fase são a elevação do mento (chin lift)
e anteriorização da mandíbula (jaw thrust). (THIM, 2012).
No ambiente hospitalar, corpos estranhos de visualização direta são
aspirados com fórceps de Magill. Quando essas medidas de desobstrução não são
efetivas, três procedimentos podem ser realizados: intubação endotraqueal,
cricotireoidostomia ou traqueostomia (THIM, 2012).
A intubação endotraqueal é o padrão ouro para proteção de vias aéreas no
ambiente pré-hospitalar. As principais indicações para este procedimento são:
• Estresse respiratório;
• Escala de Coma de Glasgow menor ou igual a 8 e;
• Parada cardíaca (BEURAN, 2012).

3.2 B

No B, o socorrista deve analisar se a respiração está adequada. A frequência


respiratória, inspeção dos movimentos torácicos, cianose, desvio de traqueia e
observação da musculatura acessória são parâmetros analisados nessa fase.
Vítimas com hipoventilação e frequência respiratória menor que 10 inspirações por
minuto devem ser monitorados (RODRIGUES, 2017).
Uma ventilação adequada deve manter as pressões parciais de CO2 entre
30-35 mmHg (PEITZMAN, 2010).
Se disponíveis, estetoscópio e o oxímetro de pulso são equipamentos que
ajudam na abordagem a vítima nesse estágio. Uma vez inadequada à respiração,
deve-se prestar suporte ventilatório. Nos casos de pneumotórax hipertensivo, o
procedimento a ser realizado é a descompressão imediata do tórax, inserindo um
jelco calibroso no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguido de
drenagem de tórax no quarto espaço intercostal, na linha axilar média (THIM, 2012).

3.3 C

No C, a circulação e a pesquisa por hemorragia são os principais parâmetros


de análise. A maioria das hemorragias é estancada pela compressão direta do foco.
Quando essa medida não é suficiente, o torniquete é uma opção (WEDMORE,
2011).
A frequência de pulso e enchimento capilar podem ser determinados.
Mudanças na coloração da pele, sudorese e diminuição do estado de consciência
podem sugerir perfusão comprometida. A ausculta pode ser realizada nessa fase.
Deve-se ter cuidado com a hipovolemia. Nesses casos, a medida recomendada é
obter dois acessos venosos periféricos e infundir, inicialmente, 2 L de cristaloides
(THIM, 2012).
Entretanto, deve-se ter cautela com a diluição dos fatores de coagulação
devido a esse procedimento. Em casos de fratura de pelve, dispositivos
pneumáticos podem ser utilizados. Esses equipamentos devem ser inflados 60-80
mmHg, comprimindo abdome, pelve e membros inferiores (RODRIGUES, 2017).

3.4 D

No D, a análise do nível de consciência, tamanho e reatividade das pupilas,


presença de hérnia cerebral, sinais de lateralização e o nível de lesão medular são
medidas realizadas (ATLS, 2014).
Nessa fase, o objetivo principal é minimizar as chances de lesão secundária
pela manutenção da perfusão adequada do tecido cerebral (DUPANOVIC, 2015).
Existem duas formas de verificar o nível de consciência: o AVPU e a Escala
de Coma de Glasgow (ECG).
No AVPU, tem-se: A: alerta; V: responsivo à voz; P: responsivo à dor e U:
irresponsivo. Já a ECG avalia a resposta motora (1-6); resposta verbal (1-5), e a
abertura ocular (1-4). Na escala de Glasgow, a pontuação mínima e máxima são 1
e 15, respectivamente (ATLS, 2014).
3.5 E

No E, a análise da extensão das lesões e o controle do ambiente com


prevenção da hipotermia são as principais medidas realizadas (DUPANOVIC,
2015).
O socorrista deve analisar sinais de trauma, sangramento, manchas na pele
etc. Além disso, deve-se despir a vítima para detectar ou excluir novas lesões.
Nessa fase, deve-se medir a temperatura da vítima (THIM, 2012).
Além disso, o ambiente de exposição (E) deve possuir uma temperatura
adequada para evitar que a vítima perca calor. Depois do atendimento, a vítima
deve ser coberta com cobertores aquecidos. Os cristaloides e infusões intravenosas
também devem estar aquecidos (DUPANOVIC, 2015).

4 ESCALAS PARA AVALIAÇÃO DO NÍVEL DE CONSCIÊNCIA

Fonte: telemedicinamorsch.com.br

4.1 Escala de Coma de Glasgow- ECG

A Escala de Coma de Glasgow é amplamente utilizada por diversos


profissionais da saúde, especialmente por aqueles que trabalham no âmbito
hospitalar, com o intuito de definir o estado neurológico de pacientes a partir da
análise de seu nível de consciência. É uma ferramenta bastante útil para que possa
ser traçado prognósticos da vítima e prevenir eventuais sequelas. Em 2018, essa
escala sofreu algumas modificações importantes na sua aplicação, com o intuito de
que fossem obtidas informações mais precisas sobre o prognóstico do paciente.

Fonte: AMERICAN COLLEGE OF SURGIONS COMMITTEE ON TRAUMA. Advanced Trauma Life


Suport – ATLS. 10 ed., 2018.

Primeiro deve ser realizado a avaliação da escala normalmente, levando em


conta a resposta da abertura ocular, da fala e da movimentação, somando pontos
de acordo com a resposta. Após isso, faz-se a avaliação da reatividade pupilar com
estímulo luminoso:
• se ambas as pupilas estiverem fotorreagentes, não se altera o
somatório da escala já feito pelos passos acima;
• se somente uma das pupilas não estiver reagente, subtrai-se 1 ponto
da escala; e
• se nenhuma das duas pupilas estiverem reagentes, subtrai-se 2
pontos da escala. Assim, a não reação da pupila indica uma maior
gravidade e pior prognóstico.
Esquematizando: ECG-P = ECG – (no de pupilas não reagentes)
Exemplo: O médico socorrista do SAMU chega à cena de um acidente e ao
avaliar o paciente, seus olhos não abriram nem a estímulo sonoro nem a verbal, ele
emite sons que não chega a formar palavras, e seus membros estão em extensão.
Logo sua classificação na ECG é O1V2M2, totalizando 5 pontos. Em seguida foi
verificada a reatividade pupilar à luz e somente a pupila direita foi fotorreativa. Logo,
na ECG-P deve-se subtrair 1 ponto da escala original:
Assim, ECG-P= 5-1 =4.

4.2 AVPU

Escala de responsividade AVPU – alerta, responde a perguntas, responde a


dor (pain) e sem resposta. (PIRES, 2006).
A AVPU avalia o nível de consciência observando os elementos de
reatividade e perceptividade. A escala não utiliza reflexos do tronco cerebral,
portanto não é útil no tratamento de pacientes com redução prolongada da
consciência (KELLY, 2004).
Cada categoria da AVPU corresponde a uma gama de pontos da ECG e pode
ser usada por médicos, enfermeiros, socorristas e equipes de resgate (GIL, 2007).

AVPU
A Alerta- Apto para responder perguntas
V Verbal- responde a estímulo verbal
P Dor (pain)
U Sem resposta (unresponsive)
Fonte: Adaptada de: MCNARRY, et al, 2004.
5 PRINCÍPIOS BÁSICOS DA RADIOLOGIA DO TRAUMA OSTEOARTICULAR

Fonte: saudebemestar.pt

Radiografia: É um filme ou outro material de base que possui uma imagem


processada de uma determinada região anatômica do paciente (produzida pela
ação dos raios-x no filme).
Radiografar: É a produção de radiografias e/ou outras formas de imagens
radiográficas.
Radiografia X Filme de Raios-X: Na prática, os termos radiografia e filme
de raios-x (ou apenas filme) são frequentemente usados sem distinção entre si. O
filme de raios-x refere-se especificamente à parte física do material onde a imagem
radiográfica será exposta.

5.1 Planos corpóreos, cortes e linhas

Os termos de posicionamento que descrevem os ângulos do raio central (RC)


ou as relações entre as partes do corpo são frequentemente relacionados aos
planos imaginários que passam através do corpo em posição anatômica. O estudo
de uma TC (tomografia computadorizada) e de uma RM (ressonância magnética)
enfatiza a anatomia seccional, que também envolve os planos.
Planos: Superfície em linha reta que une dois pontos. Quatro planos comuns
são usados em radiologia:
Plano sagital: Um plano sagital é qualquer plano longitudinal que divide o
corpo em uma parte direita e uma parte esquerda. O plano médio-sagital, por vezes
chamado também de plano mediano, é um plano sagital que passa pela linha média
dividindo o corpo em duas partes iguais, uma direita e uma esquerda. Qualquer
plano paralelo ao plano mediano ou médio-sagital é chamado de plano sagital.

Fonte: radiologiaribeiro.com.br

Plano Coronal: Um plano coronal é qualquer plano longitudinal que divide o


corpo em partes anterior e posterior. O plano médiocoronal divide o corpo em partes
anteriores e posteriores iguais. É denominado plano coronal porque passa
aproximadamente através da sutura coronal do crânio.

Fonte: radiologiaribeiro.com.br
Plano Axial (Horizontal): Um plano Axial (Horizontal) é qualquer plano
transverso que passa através do corpo em ângulo reto ao plano longitudinal,
dividindo o corpo em porções superior e inferior.

Fonte: radiologiaribeiro.com.br

Plano Oblíquo: Um plano oblíquo é um plano longitudinal ou transverso que


está angulado ou inclinado e não paralelo aos planos sagital, coronal ou horizontal.

Fonte: radiologiaribeiro.com.br

5.2 Corte: Uma Superfície de “Corte” ou “Fatia”.

•Cortes longitudinais: sagital, coronal e oblíquo. Esses cortes são feitos


longitudinalmente na direção do eixo longitudinal do corpo ou de qualquer uma de
suas partes, independentemente da posição do corpo (em pé ou deitado).
• Cortes transversais ou axiais: Os cortes são feitos em ângulo reto ao
longo de qualquer ponto do eixo longitudinal do corpo ou de qualquer uma de suas
partes. Imagens sagital, coronal e axial: As imagens por TC e de RM são obtidas
nessas três incidências ou orientações comuns (PASCHOAL, 2007).
5.3 Posição anatômica

Em posição vertical, braços aduzidos (para baixo), palmas para a frente,


cabeça e pés virados exatamente para a frente. Essa posição corporal específica é
usada como referência para outros termos de posicionamento (PASCHOAL, 2007).
Observação: Uma regra geral para se estudar uma radiografia é exibi-la de
forma que o paciente fique de frente para o observador, com o paciente em posição
anatômica.

5.4 Diminuição da densidade óssea (imagem preta, lucente)

A densidade óssea depende da quantidade de cálcio presente no osso. A


diminuição pode ser generalizada ou focal. Quando generalizada, é descrita como
osteopenia, que pode ser devida a osteomalácia ou osteoporose. Quando a
osteopenia for devida a distúrbios do metabolismo do cálcio, temos a osteomalácia,
como por exemplo: o raquitismo (hipovitaminose D), ou no hiperparatireoidismo
(PASCHOAL, 2007).
Quando a osteopenia for devido à redução na matriz proteica dos ossos
(esteóide) e consequentemente existe também diminuição do cálcio, temos a
osteoporose. O diagnóstico radiológico de osteopenia é difícil e deve-se levar em
conta os fatores de exposição radiográficos que influenciam na formação da
imagem. Uma forma de saber se os fatores radiográficos estão corretos é observar
se as partes moles são visíveis na radiografia (PASCHOAL, 2007).
Quando a diminuição da densidade óssea for focal, a lesão é descrita como
área lítica ou lesão osteolítica, área de destruição óssea, ou área hiperlucente. A
lesão pode ser única ou múltipla (PASCHOAL, 2007).

5.5 Aumento da densidade óssea (imagem branca)


As lesões com aumento de densidade são descritas como esclerose óssea
ou lesão esclerótica. Esta lesão também pode ser generalizada ou focal. Sendo que
a lesão focal pode ser única ou múltiplas (PASCHOAL, 2007).

5.6 Reação periosteal

O periósteo normalmente não é visto nas radiografias, mas em resposta a


alguns processos patológicos, tais como neoplasias, processos inflamatórios e
traumas, o periósteo pode se tornar visível, devido ao excesso de osso produzido
por ele mesmo (PASCHOAL, 2007).
Existem vários padrões periosteais tais como: reação laminar, em raios de
sol, em casca de cebola, triangulo de Codman, mas nenhum deles é específico de
alguma determinada patologia (PASCHOAL, 2007).

5.7 Espessamento cortical

Também é resultado de reação periosteal, porém de maneira mais lenta,


ficando junto a cortical e tornando-a espessa e irregular. As causas podem ser
osteomielite crônica, cura de trauma ósseo ou neoplasia benigna. A característica
deste achado radiológico é que ele indica que o processo é lento ou está se curando,
como por exemplo, o calo ósseo (PASCHOAL, 2007).

5.8 Sinais de lesão articular

Estreitamento do espaço articular: é devido a destruição da cartilagem


articular e ocorre em todas as artrites;
Edema das partes moles periarticulares: corresponde a uma sinovite, isto
é, derrame intra-articular ou a espessamento da sinovia. Pode ser consequência de
um trauma, processo inflamatório ou infeccioso.
Osteoporose justa- articular: ocorre em várias condições dolorosas. O
desuso parece ser um dos motivos, mas não é o único. Esta alteração é importante
na artrite reumatoide e na tuberculose óssea.
Erosão óssea (lesão lítica): destruição da cortical articular e do osso
adjacente;
Osteófitos (esporão ósseo): formação hipertrófica no osso peri-articular;
Esclerose subcondral: aumento da densidade do osso cortical da superfície
articular;
Cisto subcondral: formação cística (lucente) no osso subjacente a córtex
articular, com paredes bem delineadas. Geralmente está associado à esclerose
subcondral. O cisto é diferente da erosão porque não destrói o córtex articular. O
esporão, a esclerose e os cistos subcondrais são sinais de osteoartrite degenerativa
(PASCHOAL, 2007).

5.9 Imagenologia em ortopedia

A imagenologia exerce um papel fundamental no diagnóstico das


enfermidades das mais diversas especialidades médicas, bem como na
investigação e educação na área de Saúde. Os benefícios da radiologia ficaram
consagrados e fizeram o setor conservar, ao longo do tempo, um espaço de muita
importância em relação aos cuidados de saúde. Os resultados imediatos da
radiologia apoiam decisões relativas ao tratamento do paciente e comprovam o
papel essencial do diagnóstico por imagem.
Os exames de radiografia, por exemplo, são o primeiro tipo de exame a ser
solicitado pelos profissionais de medicina na maior parte das vezes, quando o
paciente faz queixas de dor ou quando há suspeita de lesão. Com a chegada de
novos recursos tecnológicos, a área de radiologia tem sido aprimorada. Instituições
e profissionais de saúde, assim como pacientes, já podem contar com resultados
mais precisos e imagens de melhor qualidade, benefícios provenientes da radiologia
digital. A chegada de novas ferramentas e novas funcionalidades impacta o
diagnóstico de lesões e de outros quadros, o que faz a radiologia evoluir e preservar
seu papel essencial frente aos serviços de saúde.
O sistema PACS (Picture Archiving and Communication System, ou sistema
de comunicação e arquivamento de imagens) é um dos benefícios da chegada da
tecnologia no setor. Ele tornou possível processar, modificar, transmitir e imprimir
eletronicamente a informação, isto é, a imagem oriunda dos equipamentos que
realizam os exames. Atualmente, muitas instituições já optam por trabalhar com
imagens digitais que podem ser visualizadas na tela do computador.
Consequentemente, menos registros em filmes são feitos e a tendência é que esse
tipo de uso diminua ainda mais.

6 TRAUMA MUSCULOESQUELÉTICO PRINCÍPIOS BÁSICOS

6.1 Diagnóstico através de imagens no trauma musculoesquelético

Os métodos por imagem que podem ser utilizados na avaliação de um trauma


agudo são o raio-X, TC e a RM. A maioria das fraturas são identificadas nas
radiografias simples, após o exame clínico do paciente. Em algumas situações, uma
radiografia evolutiva de seguimento pode ser mais apropriada que métodos por
imagem adicionais, especialmente quando a conduta seria imobilização simples de
qualquer maneira. Após uma ou mais semanas, a presença de consolidação da
fratura torna fraturas não deslocadas visíveis ao RX, devido a um aumento da
reabsorção óssea junto ao sítio da fratura.

Fonte: reviders.com.br
Radiografia de paciente com politrauma em Membros inferiores

Em geral, a porcentagem de resultados positivos na radiografia simples de


extremidades é de 20%. Um outro estudo demonstrou que cerca de 70% das
radiografias ósseas obtidas no pronto-socorro após um trauma eram normais. A
proporção de exames com achados alterados pode aumentar se o critério clínico
para indicar uma radiografia for estreitado, reduzindo o percentual de pacientes
indicados para realizar um RX. Existem critérios diagnósticos que podem ser
utilizados para indicar racionalmente uma radiografia, baseados nos achados
clínicos e em critério funcionais. Como exemplo, temos as regras de Ottawa para
o pé, tornozelo e joelho e de Pittsburgh para o joelho.
Também existem critérios diagnósticos para diversas situações clínicas,
desenvolvidos pelo Colégio Americano de Radiologia. TC tem maior importância na
avaliação do trauma do esqueleto axial (crânio, face, coluna e bacia), tendo papel
limitado na avaliação inicial do trauma no esqueleto apendicular. No esqueleto
apendicular, uma fratura observada na TC geralmente é visível no RX, porém com
maiores detalhes na TC, também podendo ser utilizada no planejamento pré-
operatório, devido a sua capacidade multiplanar.
No paciente politraumatizado grave, a TC pode ser utilizada na avaliação do
crânio, coluna total, tórax, abdome total e pelve, devido a sua rapidez e menor
necessidade de manipulação do paciente, em relação ao RX. Porém esta indicação
ainda está limitada aos serviços que possuem um aparelho de TC com
multidetectores, devido a sua rapidez e capacidade diagnóstica.
A RM é capaz de detectar uma fratura, porém tem papel limitado no
diagnóstico e na conduta, pois existem métodos mais simples e com menor custo
para este fim. A RM pode ser indicada quando o RX for normal, porém exista uma
suspeita clínica de fratura (fraturas ocultas) (LEE, 1998).
6.2 Tomografia Computadorizada (TC)

A TC apresenta grandes vantagens em relação às radiografias


convencionais, pois elimina a superposição de estruturas nas imagens, tendo
utilidade na avaliação de órgãos com uma anatomia complexa, difíceis de serem
avaliadas pelas radiografias simples.
Com o desenvolvimento tecnológico e o aparecimento dos novos aparelhos
com multidetectores, imagens multiplanares e tridimensionais de alta resolução
passaram a ser obtidas. Além de permitir um diagnóstico mais preciso, tais imagens
também podem ajudar o cirurgião ortopédico a planejar o tratamento.
A TC multidetectores é hoje o método de escolha para o estadiamento das
fraturas do esqueleto axial. A capacidade de obtenção de imagens multiplanares
permite a localização exata das fraturas, a pesquisa de fragmentos intra-articulares,
luxações e uma mensuração precisa de desvios.

Fonte: revistasusp.com.br

Fratura de úmero proximal – TC do ombro com reconstrução 3D demonstra


fratura cominutiva do úmero com fragmentos deslocados.

6.3 Ressonância magnética (RM)

A RM é o método por imagem com melhor contraste entre osso, medula


óssea, músculos, liquido, gordura e vasos. A RM é capaz de detectar a fratura,
porém, apresenta papel limitado em seu diagnóstico e estadiamento pois existem
métodos mais simples e com custo menor para este fim. No caso do estadiamento
das fraturas, o RX e a TC são, na maioria das vezes, superiores a RM. Seu papel é
crucial no diagnóstico das fraturas ocultas. Estas fraturas não são visíveis ao
RX/TC. Diante disto, devido ao quadro clínico muito evidente para fratura ou
suspeita de lesão em partes moles, uma RM é indicada e a fratura pode ser
detectada, caracterizando a mesma (ROGERS, 2002).

Fonte: revistasusp.com.br

Fratura oculta: RX e RM. Radiografia do joelho 1 dia após trauma


motociclístico não evidencia fraturas. Devido ao quadro clínico muito
suspeito para fratura, foi realizada RM no mesmo dia, evidenciando fratura
cominutiva do platô tibial, sem desalinhamentos (setas).

A RM também pode ser indicada nos casos de suspeita de fraturas da fise


de crescimento nas crianças e lesões osteocondrais nos adultos, pois é o melhor
método para avaliação da cartilagem.

Fonte: revistasusp.com.br

Lesão da fise de crescimento: RM. Imagens sagital e coronal de RM do


punho demonstram alargamento e hipersinal da fise de crescimento
indicando lesão (setas). Notar o aspecto normal da fise na imagem sagital
(cabeça de seta).
7 FRATURAS

7.1 Classificação das fraturas e tratamento

As fraturas são descritas e classificadas de acordo com sua localização,


extensão, direção, posição e número de linhas de fraturas e fragmentos ósseos
resultantes. Cada região do esqueleto possui suas próprias características de
fratura e, consequentemente, sistemas de classificação próprios (ROGERS, 2002).
A fratura é inicialmente classificada em completa ou incompleta.
Fratura completa: A fratura completa é classificada em simples ou
cominutiva.
• A fratura simples apresenta uma linha de fratura com dois fragmentos
ósseos.
• A fratura cominuta (ou cominutiva) apresenta duas ou mais linhas de
fratura, com, pelo menos, três fragmentos ósseos. O grau de
cominução geralmente se relaciona diretamente com a magnitude da
energia envolvida no trauma (LEE, 1998).
Fratura fechada: A fratura que apresenta a pele adjacente intacta é
denominada fechada.
Fratura aberta: A fratura que apresenta lesão da pele associada com ou sem
exposição óssea é denominada aberta.
Fratura patológica: A fratura decorrente da presença de uma lesão óssea
focal (benigna ou maligna) é denominada patológica (LEE, 1998).
Ossos longos: Um osso longo é aquele em que o comprimento é maior que
sua largura. Tipicamente possuem uma articulação em, pelo menos, uma
extremidade. De acordo com a localização, a fratura pode se localizar na epífise,
metáfise ou diáfise. Quando localizada na diáfise, deve-se descrever se ocorre no
terço proximal, médio ou distal. A direção da linha de fratura depende de sua relação
com o eixo longo do osso. São classificadas em transversa, longitudinal, oblíqua ou
espiral. Em casos específicos, especialmente na patela e na vértebra, a fratura pode
ser classificada como horizontal ou vertical (ROGERS, 2002).
A fratura Transversa ocorre perpendicular ao eixo longo de um osso e
geralmente ocorrem por uma força direta aplicada ao osso. A longitudinal corre
paralela ao eixo longo. A fratura oblíqua é muito comum, sendo aquela que corre ao
longo do eixo longo do osso, em uma angulação de cerca de 30 a 60 graus.

Fonte: revistasusp.com.br

Desvios: RX. Fraturas lineares completas transversas do rádio distal e do


fêmur proximal, determinando angulação medial e deslocamento medial,
respectivamente. Esta terminologia é sempre em relação ao fragmento
ósseo distal.

A fratura avulsiva é aquela em que um fragmento ósseo é arrancado de


uma proeminência óssea por uma força tensora na inserção de um ligamento ou
tendão. A fratura de um osso longo também pode estar relacionada a um
deslocamento entre as superfícies articulares, sendo chamado de subluxação
quando há uma perda parcial do contato e luxação quando há perda completa do
contato entre as superfícies articulares. Neste caso, é chamada de fratura-luxação.
Quando existe perda de contato entre uma sindesmose ou sínfise, o deslocamento
é denominado de diástase.

Fonte: revistasusp.com.br
Fratura-luxação – RX. Fratura completa cominutiva do úmero proximal,
associada a uma subluxação da cabeça umeral em relação à glenóide.

Outros Ossos: As fraturas dos ossos curtos (ossos do carpo e tarso), chatos
(ilíaco, costela e calota craniana), irregulares (vértebras, púbis e ísquio), sesamoide
e acessórios podem ser classificadas com a mesma terminologia utilizada para os
ossos longos, sendo que em diversos casos, uma nova terminologia é aplicada.
Por exemplo, uma fratura compressiva é aquela em que uma porção do osso é
dirigida em direção a outro, como ocorre nas vértebras. A fratura-impactação é
semelhante, porém descrita em ossos extravertebrais (ROGERS, 2002).

Fonte: revistasusp.com.br

Fratura-impactação: RX. Fratura impactada da porção póstero-superior e


lateral da cabeça umeral (seta), correspondendo a uma fratura de Hill
Sachs, após uma luxação glenoumeral anterior.

Fraturas específicas de crianças: As diferenças nas propriedades


biomecânicas dos ossos nas crianças em relação aos adultos propiciam a formação
de vários tipos de fraturas incompletas, tais como as fraturas em galho verde e tórus
(RODRIGUES, 2011).
A fratura em galho verde ocorre devido a forças angulares, provocando
tensão do lado convexo do osso e compressão no lado côncavo. Isto leva a uma
fratura incompleta na cortical convexa, estendendo-se por até a metade da
circunferência do osso, semelhante a quebra de um galho verde com arqueamento
do mesmo. Pode estar associada a um arqueamento do osso. A fratura em tórus é
uma saliência na cortical óssea produzida por uma força compressiva, sendo
frequentemente não diagnosticada (RODRIGUES, 2011).
Fonte: revistasusp.com.br

Fratura em tórus: RX. Pequena fratura cortical medial do rádio distal,


determinando uma saliência cortical (seta).

As fraturas epifisárias são as mais comuns em crianças. Estas fraturas são


descritas de acordo com a classificação de Salter-Harris.
A fratura tipo I é definida como uma separação metaepifisária, com a linha
de fratura localizada na fise de crescimento. Ao raio-X, nota-se uma separação do
centro de ossificação epifisário;
A fratura tipo II é a mais comum, caracterizada por uma linha de fratura na
fise de crescimento. estendendo-se para a metáfise óssea;
A fratura tipo III é a fratura da fise estendendo-se para a epífise e superfície
articular;

Fonte: revistasusp.com.br
Fratura em galho verde: RX. Radiografias do punho (Frente e Perfil) em
criança de 10 anos demonstram uma fratura em galho verde do rádio distal
(setas), determinando uma angulação volar (cabeça de seta)

A fratura tipo IV ocorre frequentemente no côndilo lateral do úmero em


crianças menores que 10 anos, apresentando uma orientação vertical, acometendo
a metáfise, cartilagem de crescimento e epífise;
A fratura tipo V é rara, correspondendo a uma impactação da cartilagem de
crescimento. Frequentemente, esta fratura não é vista ao raio-X, manifestando-se
tardiamente como encurtamento ósseo e deformidades articulares (RODRIGUES,
2011).

Salter Harris V: Esquema e TC. Fratura linear na fise apenas, com


impactação da mesma.

Fonte: revistasusp.com.br

8 MÉTODOS DE TRATAMENTO EMERGENCIAIS

8.1 Trauma complexo de Extremidades

Conduta: Realinhar fraturas e aplicar talas imediatamente antes de atuar


sobre a lesão cerebral; reduzir luxações imediatamente antes de atuar sobre a lesão
arterial e aplicar uma tala. Mesmo que a tentativa de redução não tenha logrado
êxito, deve-se imobilizar o membro com uma tala; O alinhamento de fraturas e
redução de luxações nunca deve atrasar o tratamento de emergência de lesões
artérias importantes. Se não for possível corrigir tais problemas em alguns
segundos, passar para o controle da hemorragia propriamente dito.

8.2 Trauma ortopédico

Tratamento imediato da Emergência: Cobertura da área ferida com gaze


ou tecido limpo após limpeza com água ou soro fisiológico (quando possível).
Imobilização provisória com o material disponível; Tratamento na Sala de
Emergência; Controle de sangramento: pressão sobre o local do sangramento,
elevação do membro ou torniquete, em última instancia; Exposição de todo o
membro para avaliar lesões associadas; Imobilizar o membro em posição funcional
Verificar a necessidade de profilaxia contra tétano; Iniciar antibioticoterapia
quando necessário; Tratamento pelo Ortopedista; Avaliação clínica do paciente:
estado vascular e neurológico do membro; Solicitação de exames de imagem
pertinentes, Radiografias em duas incidências; Radiografias em incidências
especiais, quando houver necessidade de melhor investigação; Tomografia
computadorizada nas fraturas articulares e ocultas.
Tratamento de Urgência: Luxações: redução imediata (incruenta ou
cruenta);
Fraturas expostas: antibioticoterapia conforme na dependência de recursos
disponíveis e estado clínico do paciente;
Fratura instável da pelve associada à instabilidade hemodinâmica:
fixação externa imediata;
Fratura articulares (joelho, tornozelo, pé, cotovelo e punho) de alta
energia: fixação externa transarticular;
Fraturas com lesão vascular associada: abordagem conjunta com
cirurgião vascular e fixação definitiva ou provisória na dependência de recursos
disponíveis e estado clínico do paciente;
Fraturas diafisárias do fêmur, tíbia ou úmero em pacientes com fraturas
múltiplas: fixação externa (controle de dano);
Síndrome compartimental: fasciotomia imediata/ emergência (Pressão
absoluta superior a 30 mm Hg é uma indicação da perfusão do tecido deficiente em
adultos e crianças e, portanto, da necessidade de fasciotomia de emergência);
Fraturas proximais do fêmur em paciente idoso (acima de 60 anos):
avaliação clínica imediata e cirurgia nas primeiras 48 horas.
Fraturas expostas: As fraturas expostas são aquelas em que o foco
fraturário comunica-se diretamente com o meio externo. Associam-se
invariavelmente a lesões de partes moles, cuja gravidade se relaciona diretamente
com a energia do trauma e com o risco de complicações, como infecção e
pseudoartrose (NETO, 2016).

Classificação Gustilo e Anderson


I Baixa energia, exposição menor do que 1 cm, baixo grau de
contaminação e cominuição.
II Exposição entre 1 cm e 10 cm, contaminação, lesão de partes moles e
cominuição moderadas.
III Exposição maior do que 10 cm, alto grau de lesão de partes moles e
contaminação.
IIIA Permite cobertura primária
IIIB Cobertura primária não é possível
IIIC Lesão arterial que necessita de reparo

8.3 Trauma pélvico

Tratamento fisioterapêutico: Os objetivos iniciais da fisioterapia em relação


a este quadro voltam-se principalmente para os efeitos nocivos da hipomobilidade,
como comprometimentos cardiorrespiratórios e osteoarticulares: manutenção da
amplitude de movimento de articulações não afetadas, diminuição do edema em
quadril, promover aumento da circulação sanguínea em extremidades, manter os
volumes pulmonares, prevenir complicações respiratórias e evitar a perda de
trofismo da musculatura adjacente ao quadril (NUNES, 2012).
O tratamento fisioterapêutico deverá consistir em exercícios isométricos,
ativo-assistidos e ativos; alongamentos; mobilizações articulares; fisioterapia
respiratória, com ênfase em reexpansão pulmonar e higiene brônquica; e exercícios
metabólicos de bombeamento com elevação (NUNES, 2012).

9 IMOBILIZAÇÕES E APARELHOS GESSADOS

Imobilização em ortotraumatologia: é um ato técnico executado de forma


a controlar ou abolir os movimentos de um membro ou de outra qualquer região,
com o propósito de tratar ou contribuir para a cura de certas fraturas, luxações e
entorses, não deixando de ter em conta que também o poderá ser por outros
motivos, nomeadamente para:
• Prevenir o agravamento das lesões traumáticas em fase aguda;
• Facilitar os procedimentos pré-hospitalares, essencialmente os de
levantamento/ transporte da vítima;
• Facilitar a homeostase;
• Diminuir ou controlar a dor;
• Favorecer o processo de cura de certas zonas feridas ou doentes;
• Evitar os efeitos das contraturas musculares;
• Prevenir ou corrigir as posições viciosas.
Imobilizar é, portanto, um ato de grande importância para o alívio e
consequente tratamento das lesões que apoquentam o paciente, cujo grau de
eficácia sempre foi e será de grande preocupação técnica (FERNÁNDEZ-ESTEVE,
1980).
9.1 Imobilizações gessadas do Membro Inferior

Gipsotomia em imobilização gessada

Fonte: spot.pt

Ato técnico, consistindo em dar um corte parcialmente transversal num


gessado que contenha uma fratura diafisária com algum desvio de alinhamento e/ou
pequenas diferenças do seu comprimento original.
Janela na imobilização: A zona ferida ou doente deverá ser referenciada
antecipadamente com a precisão possível e transferida para local simetricamente
oposto. Após a secagem será recortado o retalho, em toda a sua extensão e
profundidade, utilizando com os devidos cuidados a serra de gessos (FERNÁNDEZ-
ESTEVE, 1980).

Fonte: spot.pt

Tala Gessada na Imobilização: É o elemento mais simples no seio da


imobilização, no entanto, eficaz quando organizada e aplicada segundo os critérios
técnicos estabelecidos e segundo os seus objetivos. (FERNÁNDEZ-ESTEVE,
1980).

Bota Gessada

Tipo Sarmiento: Esta imobilização é frequentemente executada pelo fato de


proporcionar maior estabilidade ao segmento da perna. Todos os procedimentos
técnicos de execução são, de todo, semelhantes aos praticados na imobilização
anterior até ao nível do polo superior da rótula (FERNÁNDEZ-ESTEVE, 1980).

Fonte: spot.pt

Bota gessada clássica: Como a imobilização anterior, também esta está


sujeita aos mesmos preceitos técnicos, linha interóssea tíbio-peroneal, cujo limite
se situa sobre a grande tuberosidade da tíbia (FERNÁNDEZ-ESTEVE, 1980).

Fonte: spot.pt
Cilindro gessado: Cilindro é aquela imobilização que se desloca,
essencialmente, no sentido distal, provocando sobre os maléolos grande pressão,
causando desconforto e por vezes feridas.

Fonte: spot.pt

Algumas lesões a nível do joelho, essencialmente de ordem ligamentar, não


necessitando do componente podálico nem de descarga isquiática, é o membro
submetido ao chamado (incorretamente) de “cilindro” gessado, cujas extremidades
se situam sobre a zona supramaleolar e o 1/3 proximal da coxa.

9.2 Imobilizações gessadas da Coluna Vertebral

Hoje, tanto pelas avançadas técnicas cirúrgicas, como pelos implantes


metálicos e, ainda, pela aplicação de ortoteses acrílicas, leves e resistentes,
executadas por medida ou pré-construídas, são estas grandes imobilizações menos
frequentes, contudo, elas continuam a ser executadas. Estas imobilizações são
demoradas e complexas de executar, e porque o paciente se encontra psíquica e
fisicamente fragilizado, terá de previamente ser observado e preparado de forma a
proporcionar um ato tranquilo e seguro.

Fonte: spot.pt
9.3 Imobilizações gessadas do Membro Superior

Quando o membro fica submetido à imobilização, por princípio, é colocado


em repouso ao peito. O ombro, muitas vezes injustificadamente, também sofre as
consequências dela, podendo levar à rigidez articular, entre outros.
Tala Gessada em U (por fratura estável do terço médio do úmero) É de
considerar a aplicação de uma tala gessada a título definitivo quando os seus efeitos
são levados até alcançar o fim em vista – a cura.

Fonte: spot.pt

• Imobilização Gessada Braquipalmar (por fratura dos ossos do


antebraço)

Fonte: spot.pt

• Imobilização Gessada Braquipalmar, englobando a 1ª falange do


1º dedo da mão (por fratura do escafoide cárpico)
Fonte: spot.pt

• Imobilização Gessada Toro-Braquipalmar

Fonte: spot.pt

10 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO- FRATURAS EM MEMBROS


INFERIORES

10.1 Fraturas do colo do fêmur

As fraturas do Colo do Fêmur atingem habitualmente mulheres idosas com


algumas patologias associadas, como em aquelas com osteoporose. É um trauma
que costuma ocorrer principalmente em decorrência de quedas. Quando afetam
indivíduos jovens essas fraturas ocorrem em casos de grande impacto no quadril,
como em acidentes automobilísticos. Nesse tipo de lesão a capacidade de
recuperação é baixa porque afeta vasos capsulares diminuindo o suprimento
sanguíneo na cabeça do fêmur.
10.2 Fraturas da diáfise do fêmur

São comuns nas quedas em que há uma força rotacional transmitida ao


fêmur enquanto os pés permanecem fixos. Muito comum em acidentes com
motocicleta. É acompanhada geralmente por danos nos tecidos moles, como
compartimentos musculares e suas estruturas. São divididas em fraturas do terço
proximal, terço médio ou terço distal. Sendo classificadas pelo sistema da AO/ASIF
(Association for the Study of Internacional Fixation) como:
(A) Simples;
(A1) Espiral, (A2) Oblíquas e (A3) Transversas;
(B) Forma de cunha;
(B1) Cunhas em espiral, (B2) Cunhas anguladas e (B3) cunhas
Fragmentadas;
(C) Complexas;
(C1) Espiral, (C2) Segmentares e (C3) Irregulares.

10.3 Fraturas supracondilianas

São fraturas que podem ocorrer em qualquer faixa etária, tendo uma maior
incidência em adultos jovens devido a traumas de alta energia como acidentes com
motocicletas e veículos automotores, já em idosos são lesões decorrentes de
traumas de baixa energia, como queda ao solo com o joelho em flexão. Então nota-
se que a maioria dessas fraturas são decorrentes de trauma axial em associação
com forças em varo, valgo ou rotacionais. Podendo se apresentar de forma
transversa ou cominutiva. Geralmente nesse tipo de lesão os desvios encontrados
são encurtamento femoral e desvio posterior do fragmento distal.
• As classificações da fratura de colo de fêmur
O sistema de classificação de fraturas mais utilizado é o de Garden (1961)
que reconhece através de radiografias AP quatros tipos de lesões:
Grau I – com a face lateral do colo compactada contra a cabeça,
apresentando alinhamento em valgo.
Grau II – fraturas não deslocadas, mas completas.
Grau III – fraturas deslocadas do colo do fêmur, porém com uma continuidade
entre os dois fragmentos (cirurgia).
Grau IV – dissociação total da cabeça e colo do fêmur (cirurgia: artroplastia
total).
• Fisioterapia na reabilitação do fêmur
A fisioterapia na reabilitação do fêmur é de grande importância pois atua na
prevenção de complicações decorrentes das fraturas, seja para o paciente
submetido ao tratamento conservador quanto ao cirúrgico. O objetivo geral do
tratamento é que o paciente volte ao mesmo nível de função anterior à lesão de
forma segura e mais rápida possível, acelerando o retorno funcional do indivíduo e
evitando possíveis complicações.
Quando atua no pós-operatório o fisioterapeuta, no período hospitalar, deve
promover orientações quanto ao pós-cirúrgico, estimulando o retorno às atividades
de vida diária, assim levando à melhora da qualidade de vida do paciente.
Sendo que as condutas a serem realizadas durante o período de internação
variam de acordo com a necessidade de cada um, merecendo destaque as técnicas
respiratórias, transferências e tomadas de peso, mobilizações passivas, exercícios
ativos-assistidos, ativos e resistidos, exercícios metabólicos, treino de equilíbrio e
de uso de muletas.
No tratamento conservador têm-se como objetivos primordiais o alívio da dor,
a manutenção ou restauração da amplitude de movimento das articulações, a
redução do edema, o aumento de força muscular, a preservação de consolidação
da fratura através de atividades, sempre com a intenção do retorno do paciente à
função da forma mais precoce possível.
Os exercícios que irão fazer parte da prescrição fisioterapêutica dependem
do quadro apresentado durante a avaliação físicofuncional, o tipo de lesão e a
evolução do paciente. Então é de extrema importância que o fisioterapeuta conheça
os tipos de fraturas, assim como, no caso de procedimento cirúrgico, o material
usado na fixação cirúrgica, porque esses dados vão interferir nas condutas.
No tratamento pós-operatório devem ser executados movimentos passivos
e, posteriormente, ativos de flexo-extensão do joelho, quadril e tornozelo,
apresentando abstinência total de carga no membro nos primeiros dias. A
mobilização precoce é prioritária e se constitui como um aspecto importante no
processo de recuperação.
Os tipos de contrações utilizadas durante os exercícios vão depender do tipo
de lesão e o procedimento adotado para a consolidação da fratura. Então, se o
fisioterapeuta não quiser movimentar a articulação o ideal seria utilizar a contração
isométrica para provocar a hipertrofia muscular sem causar maiores danos devido
a amplitude de movimento adotada, como ocorre em alguns casos de tratamento
pós-operatório imediato.
Já nas contrações isotônicas devemos nos lembrar que a carga real imposta
ao músculo vai variando conforme a amplitude de movimento, sendo assim, o torque
motor que é desenvolvido pelo músculo não é igual por causa das mudanças na
força-ângulo e comprimento-tensão.
As contrações isocinéticas, apresentam algumas vantagens pois tem a
capacidade de obter uma contração máxima ao longo de toda a amplitude de
movimento, oferecendo maior eficiência do rendimento muscular e a sobrecarga
nas articulações é pequena porque é a força produzida pelo paciente que controla
a sobrecarga imposta pelo aparelho.
Os exercícios que envolvem o ganho de amplitude de movimento, de força
muscular e treino funcional, assim como o treino de equilíbrio, propriocepção e de
postura, são incluídos em uma fase do tratamento na qual a consolidação óssea
seja satisfatória, e que permita uma descarga de peso total ou parcial no membro
afetado.

10.4 Fratura do tálus

As fraturas do colo do tálus apresentam-se como um desafio ao cirurgião


ortopédico. São reconhecidas pela grande frequência de resultados insatisfatórios,
com alta incidência de complicações graves, como a osteonecrose (SANDERS,
2006).
A classificação de Hawkins baseia-se na fratura do colo do Tálus de acordo
com o desvio e congruência com a articulação subtalar (tálus e calcâneo) e tíbio-
talar. Esta classificação inicialmente descrita como três tipos e posteriormente
modificada para um quarto tipo de acordo com observações de CANALE, et al., é a
seguinte:
Tipo I: Fratura vertical do colo sem desvio;
Tipo II: Fratura do colo com subluxação ou luxação da articulação subtalar (a
articulação do tornozelo continua alinhada);
Tipo III: Fratura do colo com luxação tíbio-talar e subtalar;
Tipo IV: Fratura do colo com luxação tálus-navicular.
Umas das complicações mais temidas da fratura do tálus que é a
osteonecrose, apresenta intima correlação com a classificação de Hawkins sendo
que as do tipo I variam de 0-13%, tipo II 20-50% e as do tipo III 83 a 100% sendo a
média entre 21 a 58% o que faz desta complicação também a mais comum neste
tipo de fratura (HECKMAN, 2006).

10.5 Trauma: joelhos

A extensão do joelho mobiliza os músculos do quadríceps, que são ligados à


patela pelo tendão do quadríceps; a patela é ligada ao tubérculo da tíbia pelo tendão
patelar. Flexão forçada no joelho com contração de um músculo do quadríceps pode
lesar essas estruturas. As lesões incluem:
Rompimentos no tendão do quadríceps; Rompimentos do tendão patelar;
Fraturas da patela; Fraturas do tubérculo tibial.
Tratamento: Correção cirúrgica- O tratamento das lesões do mecanismo
extensor do joelho é correção cirúrgica o mais rápido possível.
Tratamento fisioterapêutico: Trabalho de ganho de força e resistência nos
membros inferiores em cadeia cinética aberta; fortalecimento do tipo ativo-
assistidos, ativo-livres e isométricos da musculatura de quadríceps, isquiotibiais,
adutores, abdutores do quadril e glúteos, buscado o equilíbrio muscular;
mobilização patelar, séries de alongamento de flexores de quadril, quadríceps,
isquiotibiais e glúteos e treino de marcha em barra paralela com obstáculos
(DORTA, 2014).
Na fase final do tratamento o paciente deverá realizar os exercícios de
maneira ativa assistida (DORTA, 2014).

11 FRATURAS EM MEMBROS SUPERIORES (MMSS)

Objetivos Gerais da Fisioterapia: Restaurar e manter amplitude de movimento


(ADM); Aumentar a força muscular; Reduzir e/ou prevenir edemas; Manter a
representação cortical do segmento; Manter a função do sistema nervoso periférico;
Reduzir e/ou prevenir deformidades e contraturas; Prevenir complicações
circulatórias; Prevenir complicações respiratórias; Estimular a independência
funcional (ALENCAR, 2014)..

11.1 Fisioterapia Pós operatória: Fraturas de Clavícula

Fonte: clicacap.com

Fase 1: 1° ao 7º dia de tratamento conservador: Exercícios ativos para os


MMII e MMSS contralateral à fratura; Evitar amplitude de movimento no ombro;
Exercícios isométricos para os músculos do cotovelo, punho e dedos do membro
fraturado; Exercícios ativos e ativo-assistidos para as articulações do cotovelo,
punho e dedos do membro fraturado; Imagética motora; Deambulação no quarto e
corredor; Exercícios respiratórios e estímulo de tosse; Orientações quanto ao uso
da tipoia ou imobilização em 8.
Fase 2: 2ª a 4ª semana de tratamento conservador: Repetir os exercícios
acima; Exercícios isométricos para os músculos do ombro; Exercícios ativo-
assistidos de amplitude de movimento do ombro de flexão, extensão, abdução e
adução; iniciar os exercícios de pêndulo para ombro.

11.2 Fisioterapia Pós operatória: Fraturas de Úmero Proximal

Fonte: ortopediaeombro.com.br

Fase 1 1º ao 7º dia de tratamento conservador: Exercícios ativos para os


MMII e MMSS contralateral à fratura; Exercícios ativos e ativo-assistidos para as
articulações do cotovelo, punho e dedos do membro fraturado e exercícios
isométricos para os músculos do cotovelo, punho e dedos do membro fraturado;
Imagética motora; Deambulação no quarto e corredor; Exercícios respiratórios e
estímulo de tosse; Orientações quanto ao uso da tipoia (ALENCAR, 2014)..
Fase 2 2ª a 4ª semana de tratamento conservador: Repetir os exercícios
acima; Exercícios ativo-assistidos de amplitude de movimento do ombro de flexão,
extensão, abdução e adução; Exercícios de pêndulo para ombro; Exercício ativo-
assistido de rotação externa até a posição neutra; evitar rotação interna de ombro.
Fase 1 1º ao 7º Pós Operatório (PO) de fixação cirúrgica: Exercícios ativos
para os MMII e MMSS contralateral à cirurgia; Exercícios ativos, ativo-assistidos nas
articulações cotovelo, punho, mão e dedos do membro fraturado e exercícios
isométricos para os músculos do cotovelo, punho e dedos do membro fraturado;
Imagética motora; Deambulação no quarto e corredor; Exercícios respiratórios e
estímulo de tosse; Orientações quanto ao uso da tipoia; Não realizar exercícios de
amplitude de movimento para ombro.
Fase 2 2ª a 4ª semanas de fixação cirúrgica: Repetir os exercícios acima;
Exercícios ativo-assistidos de amplitude de movimento do ombro de flexão,
extensão, abdução e adução; Exercícios de pêndulo para ombro;

11.3 Fisioterapia Pós operatória: Fraturas de Diáfise do Úmero

Fonte: scielo.br

Fase 1 1º ao 7º dia Aparelho de Gesso/Órtese: Posicionamento do membro


fraturado em elevação; Exercícios ativos para os MMII e MMSS contralateral a
fratura; Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações do ombro, cotovelo,
punho, mão e dedos do membro fraturado e exercícios isométricos para os
músculos do cotovelo, punho e dedos do membro fraturado; Imagética motora;
Deambulação no quarto e corredor; Exercícios respiratórios e estímulo de tosse;
Não realizar exercícios de amplitude de movimento para ombro (ALENCAR, 2014)..
Fase 2 2ª a 4ª semanas Aparelho de Gesso/Órtese: Repetir os exercícios
acima; Exercícios ativo-assistidos de amplitude de movimento do ombro de flexão,
extensão, abdução e adução; Exercícios de pêndulo para ombro.
Fase 1: 1º ao 7º pós operatório fixação cirúrgica: Posicionamento do
membro operado em elevação; Exercícios ativos para os MMII e MMSS
contralateral à cirurgia; Exercícios isométricos para os músculos do ombro,
cotovelo, punho e dedos do membro fraturado; Exercícios ativo-assistidos nas
articulações cotovelo, punho, mão e dedos do membro fraturado - Imagética motora;
Deambulação no quarto e corredor; Exercícios respiratórios e estímulo de tosse; Se
a fixação estiver estável, o paciente pode começar a movimentar ombro, conforme
tolerância da dor.
Fase 2: 2ª a 4ª semanas fixação cirúrgica: Repetir os exercícios acima;
Exercícios ativo-assistidos e ativo de amplitude de movimento do ombro de flexão,
extensão, abdução e adução; Exercícios de pêndulo para ombro.

11.4 Fisioterapia Pós Fraturas de Úmero Distal

Fonte: scielo.br

Fase 1 1º ao 7º dia Aparelho de Gesso/Tala: Posicionamento do membro


fraturado em elevação; Exercícios ativos para os MMII e MMSS contralateral à
fratura; Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações do ombro, punho, mão
e dedos do membro fraturado e exercícios isométricos para os músculos do ombro,
punho e dedos do membro fraturado; Imagética motora; Alongamento de coluna
cervical; Mobilização da cintura escapular; Deambulação no quarto e corredor;
Exercícios respiratórios e estímulo de tosse.
Fase 2 2ª a 4ª semanas Aparelho de Gesso/Tala: Repetir os exercícios
acima; Exercícios ativo-assistidos de amplitude de movimento do ombro de flexão,
extensão, abdução e adução; Exercícios de pêndulo para ombro; Não realizar
exercícios de pronação/supinação.

11.5 Fisioterapia no pós operatório de Fraturas do Olecrano

Fonte: scielo.br

Fase 1 1° ao 7º Pós Operatório: Posicionamento do membro operado em


elevação; Exercícios ativos para os MMII e MMSS contralateral à cirurgia;
Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações do ombro e dedos do membro
operado; Imagética motora; Exercícios isométricos para punho e
flexores/extensores do cotovelo (se não houver avulsionamento do tendão tricipital);
Alongamento de coluna cervical e cintura escapular; Deambulação no quarto e
corredor; Exercícios respiratórios e estímulo de tosse; Orientações quanto ao uso
da tipoia e posicionamento do membro superior (ALENCAR, 2014).
Fase 2: 2ª a 4ª semanas fixação cirúrgica: Repetir os exercícios acima.
11.6 Fisioterapia no Pós operatório de fratura da cabeça do rádio

Fonte: medmanuals.com.br

Fase 1 1° ao 7º Pós Operatório: Posicionamento do membro operado em


elevação; Exercícios ativos para os MMII e MMSS contralateral à cirurgia;
Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações do ombro e dedos do membro
operado; Alongamento de coluna cervical e cintura escapular; Deambulação no
quarto e corredor; Exercícios respiratórios e estímulo de tosse; Orientações quanto
ao uso da tipoia e posicionamento do MMSS (ALENCAR, 2014).
Fase 2: 2ª a 4ª semanas fixação cirúrgica: Repetir os exercícios acima;
Exercícios isométricos para punho e flexores/extensores do cotovelo (ALENCAR,
2014).
11.7 Fisioterapia no Pós operatório das fraturas diafisárias do rádio e ulna

Fonte: medmanuals.com.br

Fase 1 1° ao 7º Pós Operatório: Posicionamento do membro operado em


elevação; Exercícios ativos para os MMII e MMSS contralateral à cirurgia;
Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações do ombro e dedos do membro
operado; Imagética motora; Alongamento de coluna cervical e cintura escapular;
Deambulação no quarto e corredor; Exercícios respiratórios e estímulo de tosse;
Orientações quanto ao uso da tipoia e posicionamento do MMSS (GUMIEIRO,
2015).
Fase 2 2ª a 4ª semanas fixação cirúrgica: Repetir os exercícios acima;
Exercícios isométricos para punho e flexores/extensores do cotovelo (GUMIEIRO,
2015).
11.8 Fisioterapia pós Fraturas de Colles

Fonte: imagensderadiologia.com.br

Fase 1 1° ao 5º Pós Operatório: Posicionamento do membro operado em


elevação; Exercícios ativos para os MMII e MMSS contralateral à cirurgia;
Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações do ombro, cotovelo e dedos do
membro operado; - Imagética motora; Alongamento de coluna cervical e cintura
escapular; Deambulação no quarto e corredor; Exercícios respiratórios e estímulo
de tosse; Orientações quanto ao uso da tipoia e posicionamento do MMSS
(GUMIEIRO, 2015).
Fase 2: 6° ao 10° Pós Operatório: Repetir os exercícios acima; Exercícios
isométricos para punho e flexores/extensores do cotovelo (GUMIEIRO, 2015).
11.9 Fisioterapia pós Fratura de Escafoide

Fonte: imagensderadiologia.com.br

Fase 1 1º ao 7º Pós Operatório: Exercícios ativos para os MMII e MMSS


contralateral à cirurgia; Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações do
ombro, cotovelo, e dedos (com exceção do polegar) do membro operado; Imagética
motora; Alongamento cervical; Deambulação no quarto e corredor; Exercícios
respiratórios e estímulo de tosse; Orientações quanto ao uso da tipoia; Sempre
orientar o paciente a não sustentar peso na mão afetada.
Fase 2 2ª a 4ª semanas Pós Operatório: Repetir os exercícios acima; se
fixação com parafuso: Exercícios ativos e ativo-assistidos na articulação do punho;
Exercícios ativos de prono-supinação (GUMIEIRO, 2015).
11.10 Fisioterapia pós Fraturas dos Metacarpianos

Fonte: medmanuals.com.br

Fase 1 1º ao 7º Pós Operatório: Exercícios ativos para os MMII e MMSS


contralateral à cirurgia; Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações ombro,
cotovelo e dedos (com exceção dos dedos afetados e na tolerância do paciente) do
membro operado; Imagética motora; Alongamento cervical; Deambulação no quarto
e corredor; Exercícios respiratórios e estímulo de tosse; Orientações quanto ao uso
da tipoia; Sempre orientar o paciente a não sustentar peso na mão afetada.
Fase 2 2º a 4º semanas Pós Operatório: Repetir os exercícios acima;
Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações do punho e dedos do membro
operado (ALENCAR, 2014).
11.11 Fisioterapia pós Fraturas falangeanas

Fonte: medmanuals.com.br

Fase 1 1º ao 7º Pós Operatório: Exercícios ativos para os MMII e MMSS


contralateral à cirurgia; Exercícios ativos e ativo-assistidos nas articulações ombro,
cotovelo, punho e dedos (com exceção dos dedos afetados) do membro operado;
Imagética motora; Alongamento cervical; Deambulação no quarto e corredor;
Exercícios respiratórios e estímulo de tosse; Orientações quanto ao uso da tipoia;
Sempre orientar o paciente a não sustentar peso na mão afetada.
Fase 2 2ª a 4ª semanas: Repetir os exercícios acima; Exercícios ativos e
ativo-assistidos no dedo operado (GUMIEIRO, 2015).
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