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Universidade do Sul de Santa Catarina

Fundamentos Econômicos

Disciplina na modalidade a distância

8ª edição revista

Palhoça

UnisulVirtual

2008

Créditos

Unisul - Universidade do Sul de Santa Catarina UnisulVirtual - Educação Superior a Distância

Campus UnisulVirtual

Avenida dos Lagos, 41 Cidade Universitária Pedra Branca Palhoça – SC - 88137-100 Fone/fax: (48) 3279-1242 e

3279-1271

E-mail: cursovirtual@unisul.br Site: www.virtual.unisul.br

Reitor Unisul Gerson Luiz Joner da Silveira

Vice-Reitor e Pró-Reitor Acadêmico Sebastião Salésio Heerdt

Chefe de Gabinete da Reitoria Fabian Martins de Castro

Pró-Reitor Administrativo Marcus Vinícius Anátoles da Silva Ferreira

Campus Sul Diretor: Valter Alves Schmitz Neto Diretora adjunta: Alexandra Orsoni

Campus Norte Diretor: Ailton Nazareno Soares Diretora adjunta: Cibele Schuelter

Campus UnisulVirtual Diretor: João Vianney Diretora adjunta: Jucimara Roesler

Equipe UnisulVirtual

Avaliação Institucional Dênia Falcão de Bittencourt

Biblioteca Soraya Arruda Waltrick

Capacitação e Assessoria ao Docente Angelita Marçal Flores (Coordenadora) Caroline Batista Elaine Surian Noé Vicente Folster Patrícia Meneghel Simone Andréa de Castilho

Coordenação dos Cursos Adriano Sérgio da Cunha Aloísio José Rodrigues Ana Luisa Mülbert Ana Paula Reusing Pacheco Bernardino José da Silva Charles Cesconetto Diva Marília Flemming Eduardo Aquino Hübler Fabiano Ceretta Francielle Arruda (auxiliar) Itamar Pedro Bevilaqua Janete Elza Felisbino Jorge Cardoso Jucimara Roesler Lauro José Ballock Luiz Guilherme Buchmann Figueiredo Luiz Otávio Botelho Lento Marcelo Cavalcanti Maria da Graça Poyer Maria de Fátima Martins (auxiliar) Mauro Faccioni Filho Michelle Denise Durieux Lopes Destri Moacir Fogaça Moacir Heerdt Nélio Herzmann Onei Tadeu Dutra Patrícia Alberton Rose Clér Estivalete Beche Raulino Jacó Brüning Rodrigo Nunes Lunardelli

Criação e Reconhecimento de Cursos Diane Dal Mago Vanderlei Brasil

Desenho Educacional Daniela Erani Monteiro Will (Coordenadora)

Design Instrucional Ana Cláudia Taú Carmen Maria Cipriani Pandini Carolina Hoeller da Silva Boeing Cristina Klipp de Oliveira Flávia Lumi Matuzawa Karla Leonora Dahse Nunes Leandro Kingeski Pacheco Lívia da Cruz Lucésia Pereira Luiz Henrique Milani Queriquelli Márcia Loch Viviane Bastos

Acessibilidade Vanessa de Andrade Manoel

Avaliação da Aprendizagem Márcia Loch (Coordenadora) Karina da Silva Pedro Sidneya Magaly Gaya

Design Visual Cristiano Neri Gonçalves Ribeiro (Coordenador) Adriana Ferreira dos Santos Alex Sandro Xavier Edison Rodrigo Valim Fernando Roberto D. Zimmermann Higor Ghisi Luciano Pedro Paulo Alves Teixeira Rafael Pessi Vilson Martins Filho

Disciplinas a Distância Enzo de Oliveira Moreira (Coordenador) Marcelo Garcia Serpa

Gerência Acadêmica Márcia Luz de Oliveira Bubalo

Gerência Administrativa Renato André Luz (Gerente) Valmir Venício Inácio

Gerência de Ensino, Pesquisa e Extensão Ana Paula Reusing Pacheco

Gerência de Produção e Logística Arthur Emmanuel F. Silveira (Gerente) Francisco Asp

Gestão Documental Janaina Stuart da Costa Lamuniê Souza

Logística de Encontros Presenciais Graciele Marinês Lindenmayr (Coordenadora) Aracelli Araldi Cícero Alencar Branco Daiana Cristina Bortolotti Douglas Fabiani da Cruz Fernando Steimbach Letícia Cristina Barbosa Priscila Santos Alves

Formatura e Eventos Jackson Schuelter Wiggers

Logística de Materiais Jeferson Cassiano Almeida da Costa (Coordenador) José Carlos Teixeira

Monitoria e Suporte Rafael da Cunha Lara (Coordenador) Adriana Silveira Andréia Drewes Caroline Mendonça Cláudia Noemi Nascimento Cristiano Dalazen Dyego Helbert Rachadel Gabriela Malinverni Barbieri Jonatas Collaço de Souza Josiane Conceição Leal Maria Eugênia Ferreira Celeghin Maria Isabel Aragon Priscilla Geovana Pagani Rachel Lopes C. Pinto Tatiane Silva Vinícius Maykot Serafim

Relacionamento com o Mercado Walter Félix Cardoso Júnior

Secretaria de Ensino a Distância Karine Augusta Zanoni Albuquerque (Secretária de ensino) Ana Paula Pereira Andréa Luci Mandira Andrei Rodrigues Carla Cristina Sbardella Djeime Sammer Bortolotti Franciele da Silva Bruchado James Marcel Silva Ribeiro Jenniffer Camargo Liana Pamplona Luana Tarsila Hellmann Marcelo José Soares Olavo Lajús Rosângela Mara Siegel Silvana Henrique Silva Vanilda Liordina Heerdt Vilmar Isaurino Vidal

Secretária Executiva Viviane Schalata Martins

Tecnologia Osmar de Oliveira Braz Júnior (Coordenador) Jefferson Amorin Oliveira Marcelo Neri da Silva Pascoal Pinto Vernieri

Apresentação

Este livro didático corresponde à disciplina Fundamentos Econômicos.

O material foi elaborado, visando a uma aprendizagem autônoma. Aborda conteúdos especialmente selecionados e adota linguagem que facilite seu estudo a distância.

Por falar em distância, isso não significa que você estará sozinho(a). Não se esqueça de que sua caminhada nesta disciplina também será acompanhada constantemente pelo Sistema Tutorial da UnisulVirtual. Entre em contato, sempre que sentir necessidade, seja por correio postal, fax, telefone, e-mail ou Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem. Nossa equipe terá o maior prazer em atendê-lo(a), pois sua aprendizagem é nosso principal objetivo.

Bom estudo e sucesso!

Equipe UnisulVirtual.

André Luis da Silva Leite

Fundamentos Econômicos

Livro didático

Design instrucional Dênia Falcão de Bittencourt

8ª edição revista

Palhoça

UnisulVirtual

2008

Copyright © UnisulVirtual 2008 Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição.

Edição – Livro Didático

Professor Conteudista André Luis da Silva Leite

Design Instrucional

Dênia Falcão

ISBN 978-85-7817-049-3

Projeto Gráfico e Capa Equipe UnisulVirtual

Diagramação Rafael Pessi Edison Valim (8ª edição)

Revisão Ortográfica

B2B

330

L55

Leite, André Luis da Silva Fundamentos econômicos : livro didático / André Luiz da Silva Leite; design instrucional Denia Falcão de Bittencourt. – 8. ed. rev. e atual. – Palhoça : UnisulVirtual, 2008. 170 p. : il. ; 28 cm.

Inclui bibliografia. ISBN 978-85-7817-049-3

1.Economia. I. Bittencourt, Dênia Falcão de. II. Título.

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul

Sumário

. Palavras do professor

Apresentação

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03

09

Plano de estudo

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UNIDADE

UNIDADE

UNIDADE

1

2

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Introdução à Economia

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O sistema econômico

 

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Lei da demanda e lei da oferta

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UNIDADE 4 – Equilíbrio de mercado: a lei da oferta e da demanda

 

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UNIDADE

5

A teoria da empresa: produção e custos

 

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UNIDADE

UNIDADE

6

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A contabilidade nacional

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Consumo e poupança

 

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UNIDADE

8

O papel do governo

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UNIDADE

9

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UNIDADE

10

A moeda e a inflação O sistema financeiro

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UNIDADE 11 – Comércio internacional e globalização

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Para concluir o estudo

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. Sobre o professor conteudista

Referências

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Respostas e comentários das atividades de auto-avaliação

 

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Palavras do professor

Palavras do professor Bem vindo à disciplina de Fundamentos Econômicos. O objetivo é que você assimile

Bem vindo à disciplina de Fundamentos Econômicos.

O objetivo é que você assimile com sucesso os conceitos introdutórios de Economia. Estes conceitos são muito importantes para um futuro administrador, pois são, muitas vezes, empregados nas decisões empresariais. São ferramentas importantes para o administrador de empresas, uma vez que diversos fenômenos relevantes nas áreas de marketing, finanças e administração geral, entre outras, têm sua fundamentação na teoria econômica.

Este livro didático foi preparado com o intuito de tornar o seu primeiro contato com a ciência econômica simples e agradável.

Boa sorte!

Professor André Leite

Plano de estudo

Plano de estudo O plano de estudos visa orientá-lo/la no desenvolvimento da Disciplina. Nele, você encontrará

O plano de estudos visa orientá-lo/la no desenvolvimento da

Disciplina. Nele, você encontrará elementos que esclarecerão o contexto da Disciplina e sugerirão formas de organizar o seu tempo de estudos.

O processo de ensino e aprendizagem na UnisulVirtual leva

em conta instrumentos que se articulam e se complementam.

Assim, a construção de competências se dá sobre a articulação

de metodologias e por meio das diversas formas de ação/

mediação.

São elementos desse processo:

o livro didático;

o Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem - EVA;

as atividades de avaliação (complementares, a distância e presenciais).

Ementa

Conceitos básicos. Sistema econômico: estrutura e

funcionamento. Oferta e demanda: formação de preços

de mercado. Estruturas de mercado. Introdução a

macroeconomia: metas, instrumentos e contabilidade nacional.

Elementos de economia internacional.

Carga Horária

60 horas – 4 créditos

Universidade do Sul de Santa Catarina

Objetivos

Desenvolver os conceitos introdutórios dos temas macro e microeconômicos, dando ao estudante uma visão geral do sistema econômico e seu funcionamento.

Conteúdo programático/objetivos

Os objetivos de cada unidade definem o conjunto de conhecimentos que você deverá deter para o desenvolvimento de habilidades e competências necessárias à sua formação. Neste sentido, veja a seguir as unidades que compõem o Livro Didático desta Disciplina, bem como os seus respectivos objetivos.

Unidades de estudo: 11

Unidade 1 – Introdução à Economia

Entender a razão do estudo da Economia;

Começar a conhecer o mundo das idéias econômicas.

Unidade 2 – O sistema econômico

Entender quem são os agentes econômicos;

Conhecer o modo simples de funcionamento da Economia ou do sistema econômico.

Unidade 3 – Lei da demanda e lei da oferta

Compreender o conceito de demanda e examinar suas implicações para uma empresa;

Entender o conceito de oferta, isto é, o mercado visto sob o ponto de vista das empresas.

Fundamentos Econômicos

Unidade 4 – Equilíbrio de mercado: a lei da oferta e da demanda

Entender a relação entre demanda e oferta;

Compreender o funcionamento do sistema de preços em uma Economia de mercado.

Unidade 5 – A teoria da empresa: produção e custos

Compreender a teoria elementar da produção;

Entender a importância da análise de custos para tomada de decisão.

Unidade 6 – A contabilidade nacional

Compreender como são formados: renda e produto de uma nação;

Entender o significado dos conceitos: Renda Nacional e PIB.

Unidade 7 – Consumo e poupança

Entender a relação, no processo de formação da renda, entre consumo e poupança.

Unidade 8 – O papel do governo

Entender o papel do governo ou do Estado em uma Economia de mercado;

Conhecer os principais instrumentos que o governo utiliza para intervir na Economia.

Unidade 9 – A moeda e a inflação

Entender a importância da moeda para o sistema econômico como um todo;

Compreender o conceito de inflação;

Conhecer as principais causas de inflação.

Universidade do Sul de Santa Catarina

Unidade 10 – O sistema financeiro

Conhecer o papel do Banco Central;

Compreender como são determinadas as taxas de juros, ou seja, o valor do dinheiro;

Entender como funciona o Sistema Financeiro Nacional.

Unidade 11 – Comércio internacional e globalização

Entender porque os países promovem comércio entre si;

Identificar quais as principais barreiras ao livre comércio;

Compreender o papel que a taxa de câmbio desempenha no comércio internacional;

Conhecer o que é globalização.

Agenda de atividades/ Cronograma

Verifique com atenção o EVA, organize-se para acessar periodicamente o espaço da Disciplina. O sucesso nos seus estudos depende da priorização do tempo para a leitura; da realização de análises e sínteses do conteúdo; e da interação com os seus colegas e tutor.

Não perca os prazos das atividades. Registre no espaço a seguir as datas, com base no cronograma da disciplina disponibilizado no EVA.

Use o quadro para agendar e programar as atividades relativas ao desenvolvimento da Disciplina.

Fundamentos Econômicos

Atividades Avaliação a Distância Avaliação Presencial Avaliação Final Demais atividades (registro pessoal)
Atividades
Avaliação a Distância
Avaliação Presencial
Avaliação Final
Demais atividades (registro pessoal)

UNIDADE 1

Introdução à Economia

UNIDADE 1 Introdução à Economia Objetivos de aprendizagem Entender a razão do estudo da economia. Começar

Objetivos de aprendizagem

Entender a razão do estudo da economia.

Começar a conhecer o mundo das idéias econômicas.

Seções de estudo

1

Seção 1

Por que estudar Fundamentos Econômicos?

Seção 2

Como a Economia pode ser definida?

Seção 3

O Estado Moderno e a sua supremacia.

Seção 4

O estudo da Economia é dividido em partes?

Universidade do Sul de Santa Catarina

Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Para iniciar sugere-se que durante as

Para início de estudo

Para iniciar sugere-se que durante as unidades você:

leia com atenção e reflexão os textos que seguem;

anote as dúvidas e os questionamentos; e

crie o hábito de assinalar os pontos-chave do conteúdo.

Seção 1 – Por que estudar Fundamentos Econômicos?

— Esta é uma pergunta que você deve estar se fazendo agora, não é mesmo?

Por que estudar Economia?

A sua resposta pode ser dada com uma nova pergunta bem simples:

Você já notou que há muitas influências do ambiente econômico, nacional e internacional, nas suas nanças pessoais?

Pense bem

e internacional, nas suas fi nanças pessoais? Pense bem Na compra de um carro, de acordo

Na compra de um carro, de acordo com seu orçamento, você pesquisa o preço de diferentes carros, a taxa de juros dos fi nanciamentos, orçamento, você pesquisa o preço de diferentes carros, a taxa de juros dos financiamentos, as vantagens oferecidas pelas concessionárias, etc.

Sendo assim, é verdade eu dizer que a sua decisão sobre a compra do carro depende de diversos fatores econômicos, certo?

Agora observe:

A Economia pode ser definida como uma ciência que trata das relações do ser humano com um mundo dotado nida como uma ciência que trata das relações do ser humano com um mundo dotado de recursos escassos.

Fundamentos Econômicos

Todos nós participamos do sistema econômico do país, consumindo hoje bens e serviços ou poupando parte de nossa renda para consumirmos no futuro.

Então, se você é influenciado pelo sistema econômico, imagine

as empresas (organizações). E é por isso que o entendimento

da economia caracteriza-se numa ferramenta importante para o administrador de empresas. Diversos fenômenos relevantes nas áreas de marketing, finanças e administração geral, entre outras, têm sua fundamentação na teoria econômica.

Seção 2 – Como a Economia é definida?

econômica. Seção 2 – Como a Economia é definida? O paradoxo da ciência econômica é Recursos

O paradoxo da ciência econômica é Recursos limitados e necessidades ilimitadas.

A natureza dos problemas econômicos reside na constatação de

que os recursos que a coletividade dispõe para a satisfação das necessidades das pessoas são limitados. Em compensação, as necessidades do ser humano não têm limite.

Em outras palavras, as pessoas precisam de certos bens (roupas, alimentos, casa para morar, automóvel) e serviços (educação, lazer, saúde) que são escassos, isto é, existem em quantidades limitadas.

Já as aspirações humanas são, no entanto, relativamente

ilimitadas, superando o volume de bens e serviços disponíveis para a satisfação desses desejos.

— Não é verdade que queremos cada vez mais e mais?

Unidade 1

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Seção 3 – Qual é o problema fundamental da Ciência Econômica?

Conforme você acabou de acompanhar, o problema fundamental

da Economia é a escassez.

Como os recursos ou fatores de produção – capital, terra, trabalho, capacidade empresarial e tecnologia – são escassos, não podemos ter tudo que desejamos ao mesmo tempo – por isso é preciso escolher entre os bens e serviços que serão produzidos e oferecidos à coletividade.

Assim como nos ensinam os professores Troster e Mochón (1999, p.5):

nos ensinam os professores Troster e Mochón (1999, p.5): A Economia estuda a maneira como se

A Economia estuda a maneira como se administram

os recursos escassos, com o objetivo de produzir bens

e serviços e distribuí-los para seu consumo entre os membros da sociedade.

Seção 4 – O estudo da Economia é dividido em partes?

O estudo da Economia é divido em duas grandes partes: a

microeconomia e a macroeconomia. Elas podem ser definidas como:

microeconomia: é a área que se ocupa com a análise do comportamento individual dos agentes econômicos, ou seja, das empresas e dos consumidores.

econômicos, ou seja, das empresas e dos consumidores. Quando você assiste na tevê uma reportagem sobre

Quando você assiste na tevê uma reportagem sobre o aumento da gasolina ou sobre a reação de consumidores em relação a este aumento, eis um exemplo de evento microeconômico.

Fundamentos Econômicos

macroeconomia: é área da economia que se ocupa com o funcionamento da economia como um todo. Seu objetivo principal é entender como se administra o nível de atividade econômica de um determinado país. Assim, variáveis como inflação, PIB, taxa de juros são típicas variáveis macroeconômicas.

taxa de juros são típicas variáveis macroeconômicas. Qual é a questão central da Economia? Este dilema

Qual é a questão central da Economia?

Este dilema pode ser traduzido pelo confronto entre:

fatores de produção escassos X necessidades ilimitadas

E este dilema implica na existência de quatro questões

fundamentais:

o que produzir?

quanto produzir?

como produzir?

para quem produzir?

Como responder estas questões?

A resposta para estas questões fundamentais da Economia, como

você irá estudar com mais detalhes na próxima unidade, depende do sistema econômico, ou seja, se você está numa economia capitalista ou de mercado, ou se está numa economia socialista ou planificada.

Unidade 1

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Universidade do Sul de Santa Catarina Você sabia? A melhor maneira para se aprender Economia é

Você sabia?

A melhor maneira para se aprender Economia é

através dos telejornais e também da leitura de jornais. Ali estão todos os conceitos que você necessita para compreender a natureza da economia e a sua influência nas organizações. Talvez neste começo da disciplina, você tenha dificuldades em compreender as notícias e os comentários dos jornalistas, mas com

o avanço das atividades, você será capaz de fazer as

ligações entre o que está nos jornais e o livro-texto.

Sínteseas ligações entre o que está nos jornais e o livro-texto. Nesta unidade você deve ter

Nesta unidade você deve ter entendido que o estudo da Economia é importante, principalmente porque diz respeito à administração dos recursos escassos e das necessidades ilimitadas do ser humano.

Na unidade seguinte, você vai aprender mais sobre o funcionamento do sistema econômico.

Atividades de auto-avaliaçãoaprender mais sobre o funcionamento do sistema econômico. 1. Com suas próprias palavras defi na o

1. Com suas próprias palavras defina o que é Economia.

Fundamentos Econômicos

2. Selecione, no seu dia-a-dia, alguns fenômenos da Economia que interferem, positiva ou negativamente, nas suas finanças pessoais.

3. Refletindo sobre o que você aprendeu, explique a seguir por que é importante entender a questão da escassez.

Unidade 1

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Universidade do Sul de Santa Catarina Saiba mais Para aprofundar as questões abordadas nesta unidade realize

Saiba mais

Para aprofundar as questões abordadas nesta unidade realize pesquisa nos seguintes livros:

MANKIW, N.G. Introdução à Economia. Rio de Janeiro: Campus, 1999.

SILVA, C. R. L.; LUIZ, S. Economia e mercados:

introdução à economia. São Paulo: Saraiva, 1996.

TROSTER, R.; MOCHON, F. Introdução à Economia. São Paulo: Makron Books, 1999.

UNIDADE 2

O sistema Econômico

UNIDADE 2 O sistema Econômico Objetivos de aprendizagem Entender quem são os agentes econômicos. Conhecer o

Objetivos de aprendizagem

Entender quem são os agentes econômicos.

Conhecer o modo simples de funcionamento da Economia ou do sistema econômico.

Seções de estudo

Seção 1

Os setores econômicos.

Seção 2

Os fatores de produção.

Seção 3

As empresas.

Seção 4

As famílias ou indivíduos.

Seção 5

O setor público.

Seção 6

O sistema econômico.

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Nesta unidade você será introduzido no

Para início de estudo

Nesta unidade você será introduzido no mundo da Economia, será levado a conhecer de forma ampla como se dá o seu funcionamento. Para organizar o estudo sugere-se que você durante a unidade:

leia com atenção e reflexão os textos apresentados;

anote as dúvidas e os questionamentos; e

tenha por hábito assinalar os pontos-chave do conteúdo.

Seção 1 – Os setores econômicos

Os agentes econômicos (famílias ou pessoas, empresas e governo) podem ser agrupados em três grandes setores.

Setor primário: refere-se às atividade próximas dos recursos naturais, como por exemplo, a atividade agrícola ou agroindustrial, a atividade pesqueira, pecuária, etc.

Setor secundário: refere-se à atividade industrial. É na indústria que as matérias-primas são transformadas em bens.

Setor terciário: refere-se aos serviços, ou seja, à satisfação das necessidades de serviços, que não se transformam em algo material. Serviços de saúde, de transporte, de educação, turismo, entre outros. Hoje em dia, em diversos países, incluindo o Brasil, é o setor que mais cresce e que mais emprega.

Fundamentos Econômicos

Seção 2 – Os fatores de produção

A atividade econômica, através da produção de bens e serviços, visa satisfazer as necessidades humanas. E a produção destes bens e serviços, numa economia de mercado, realiza-se nas diversas empresas. E cada uma destas emprega fatores de produção.

. E cada uma destas emprega fatores de produção . Assim, para ofertar bens ou serviços

Assim, para ofertar bens ou serviços as empresas precisam de fatores de produção.

Fatores de produção são os elementos que as empresas utilizam para produzir um determinado bem ou serviço.

As definições encontram- se em SILVA, C.; LUIZ, S. Economia e mercados:

introdução à Economia.

15 ed. São Paulo: Saraiva,

1996.

Estes fatores são divididos em três grandes grupos:

recursos naturais: formado pelo espaço físico, pela água e pelas matérias-primas em geral. Por exemplo, uma fazenda utiliza bastante espaço físico para sua produção;

capital: são as máquinas, equipamentos e instalações empregados na produção. Muitas empresas trabalham com um número grande de máquinas nas linhas de produção;

um número grande de máquinas nas linhas de produção; trabalho : refere-se aos serviços das pessoas

trabalho: refere-se aos serviços das pessoas empregadas na produção, como o operário, o gerente, etc. São os trabalhadores que operarão as máquinas e transformarão a matéria-prima.

operarão as máquinas e transformarão a matéria-prima. A remuneração dos fatores de produção Você já deve

A remuneração dos fatores de produção

Você já deve ter ouvido falar num famoso ditado popular que diz que “nem relógio trabalha de graça”. Assim, cada um dos fatores de produção, ou melhor, seus proprietários, mencionados anteriormente, devem receber uma renda pela sua utilização.

Assim, a renda:

da terra é o aluguel;

do capital é o lucro (quando o capitalista constitui uma empresa) ou o juro (quando ele empresa dinheiro);

do trabalho é o salário.

Unidade 2

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Seção 3 – As empresas

Segundo MOCHON, F.; TROSTER, R. L. Introdução à Economia. São Paulo:

Makron, 1994.

Nas sociedades modernas, as empresas produzem e oferecem praticamente a totalidade dos bens e serviços, como o pão, os automóveis, os sapatos, os serviços de turismo e assim por diante.

os sapatos, os serviços de turismo e assim por diante. Como os economistas definem o que

Como os economistas definem o que é uma empresa?

diante. Como os economistas definem o que é uma empresa? A empresa é a unidade de

A empresa é a unidade de produção básica. Ela contrata trabalho e compra fatores com o fim de fazer e vender bens e serviços e, ao final do processo, auferir lucro.

Nas sociedades primitivas, a produção era individual e artesanal. Hoje, as empresas são

as maiores responsáveis pela produção, já que só elas são capazes de obter as vantagens da produção em massa.

Somente as empresas podem reunir grandes quantidades de recursos financeiros e físicos necessários para construir as instalações e os equipamentos que a atualidade exige.

Além disso, somente as empresas têm capacidade de organizar

os complexos processos de produção e distribuição exigidos pela sociedade moderna.

O financiamento das empresas pode ser obtido através de

autofinanciamento ou financiamento externo. Ou seja, elas podem se financiar com seu próprio capital ou tomar empréstimos juntos aos bancos.

Fundamentos Econômicos

Seção 4 – As famílias ou indivíduos

As famílias ou as pessoas têm basicamente duas funções no sistema econômico:

oferecer seus fatores de produção, isto é, trabalho e capital às empresas;

consumir os bens e serviços postos à sua disposição. No entanto, o consumo é restrito pelo orçamento de que dispõem.

Seção 5 – O setor público

O governo é um importante agente da Economia. Afinal, ele é

o maior responsável pelos rumos econômicos de uma nação. Há pelo menos três níveis de governo, a destacar:

a administração local, ou seja, as prefeituras;

as administrações estaduais;

a administração central, ou seja, o Governo Federal e seus ministérios.

O setor público é responsável pelo fornecimento dos chamados

bens públicos.

responsável pelo fornecimento dos chamados bens públicos. Bens públicos são bens proporcionados a todas as pessoas

Bens públicos são bens proporcionados a todas as pessoas a um custo igual ao necessário para o fornecimento a uma só pessoa.

Unidade 2

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Que tal um exemplo?

Universidade do Sul de Santa Catarina Que tal um exemplo? A defesa nacional é um bem

A defesa nacional é um bem público. Caso uma nação

declare guerra ao Brasil, todos os cidadãos brasileiros terão direito à defesa nacional. Por esta característica, os bens públicos só podem ser providos pelo Estado.

Há ainda uma outra atribuição importante do governo no que diz respeito ao sistema econômico:

do governo no que diz respeito ao sistema econômico: O setor público é responsável por estabelecer

O setor público é responsável por estabelecer um

marco jurídico-institucional no qual se desenvolve a atividade econômica, sendo, também, responsável pelo estabelecimento da política econômica.

Seção 6 – O sistema econômico

Agora que você já entendeu quem são os agentes econômicos, observe como pode ser definido o sistema econômico.

observe como pode ser defi nido o sistema econômico. Sistema econômico é o conjunto de relações

Sistema econômico é o conjunto de relações técnicas, básicas e institucionais que caracterizam a organização econômica de uma sociedade.

Conforme foi apresentado na Unidade 1, o sistema econômico deve responder às quatro questões básicas.

O que produzir? – Devemos produzir mais estradas ou mais hospitais?

Quanto produzir? – Dos bens que vamos produzir, quanto devemos produzir de cada um?

Fundamentos Econômicos

Como produzir? – Quais técnicas e ferramentas serão utilizadas na produção?

Para quem produzir? – Como a produção vai ser distribuída entre os diferentes agentes da Economia?

ser distribuída entre os diferentes agentes da Economia? Quem, afi nal, responde a estas perguntas? Para

Quem, afinal, responde a estas perguntas?

Para você encontrar a resposta a esta pergunta, precisa primeiro se voltar um pouco para a história da organização econômica. Deste modo, basicamente, pode-se dizer que há dois tipos de organização da Economia de um país ou nação.

Capitalismo ou Economia de mercado.

Socialismo ou Economia planificada.

Capitalismo ou Economia de mercado

No capitalismo, a Economia funciona de forma livre, ou seja, cada um é livre para escolher o que produzir e que quantidade, assumindo os riscos. Por isso, diz-se que este sistema é caracterizado pela livre iniciativa. Na Unidade 4, você irá aprender como funciona um mercado.

Veja como funciona tal sistema com base no quadro 2.1.

Quadro 2.1 – A Economia de mercado

Aspectos essenciais

Vantagens

Os produtores oferecem bens e serviços pelos quais há demanda.

As pessoas podem escolher o que consumir e produzir de acordo com suas vontades e disponibilidades.

O sistema de economia de mercado reduz a necessidade de intervenção do governo.

Este sistema faz com que o preço de mercado reduza a formação de estoque ou a falta de produtos.

Pessoas podem vender ou comprar fatores de produção, convertendo-se em produtores.

As pessoas têm incentivos financeiros para produzir, podendo obter elevados lucros, em alguns casos.

Unidade 2

31

Universidade do Sul de Santa Catarina

Socialismo ou Economia planificada

No socialismo, quem responde às questões essenciais da Economia é o Estado. Por isso, se diz que uma Economia socialista é uma Economia planificada, pois necessita do Planejamento Estatal.

Este sistema é justamente o contrário da Economia de mercado, já que as decisões são tomadas de forma centralizada na agência de planejamento do governo. Neste caso, as famílias não detêm os fatores de produção. Estes pertencem à coletividade, ou seja, ao governo.

O sistema econômico e as trocas

Agora você irá estudar uma atividade de suma importância para os sistemas econômicos modernos: as trocas.

Para entender melhor como elas acontecem, imagine uma pessoa que mora sozinha numa ilha. Essa pessoa deve, sozinha, ser capaz de produzir tudo aquilo de que necessita. E, obviamente, seu consumo está restrito aos recursos que a ilha lhe dá e à sua capacidade de transformação destes recursos, ou seja, o seu conhecimento.

Agora, numa sociedade moderna, como a nossa, isso é impossível, você já deve ter percebido. E, justamente, pode-se dizer que nossa sociedade é moderna devido a um conceito criado pelo primeiro economista da história moderna, o escocês Adam Smith, em 1776.

Em seu livro, A riqueza das nações, Smith nos conta uma fábula, conhecida como a fábula dos alfinetes.

Fundamentos Econômicos

A fábula dos alfinetes

Smith imagina que a produção de alfinetes pode se dar de duas formas: de forma artesanal e de forma industrial.

Na forma artesanal, um único trabalhador, de forma artesanal, produzia ao final de um dia no máximo 20 alfinetes.

Já na produção industrial, Adam Smith argumenta que, como a fabricação de alfinetes é dividida em diferentes operações, então, dez operários conseguiam fabricar, na Inglaterra de dois séculos atrás, mais de 48.000 alfinetes em um único dia de trabalho.

mais de 48.000 alfinetes em um único dia de trabalho. Você sabe por que o número

Você sabe por que o número de trabalhadores aumentou dez vezes e a produção aumentou 2.400 vezes?

A resposta é um fenômeno chamado de especialização. Com

dez operários especialistas, cada um pode se especializar numa determinada operação específica do processo produtivo, e, consequentemente, aumentar a produtividade diária.

A especialização permite também que cada pessoa procure um

trabalho ou uma ocupação na qual seja mais produtiva.

Mas você deve notar que o nosso amigo que morava sozinho na

ilha não pode ser especialista, afinal, ele vivia sozinho e todos

os bens e serviços que consumia eram originados do seu próprio trabalho.

Já nas economias modernas, a especialização nos permite

concentrar nossos esforços em um determinado ramo de atividade.

Mas, se ao mesmo tempo temos que ser especialistas, então, só produziremos uma parte dos bens e serviços que necessitamos.

Unidade 2

33

Universidade do Sul de Santa Catarina

Daí a importância das trocas no sistema econômico.

Daí a importância das trocas no sistema econômico. Imagine duas pessoas. Um alfaiate e um agricultor.

Imagine duas pessoas. Um alfaiate e um agricultor. O alfaiate se especializou na produção de peças de roupa, enquanto o agricultor se especializou na produção de verduras. Desta forma, cada um é mais produtivo naquilo que faz. Mas, como o alfaiate precisa se alimentar e o agricultor precisa se vestir, eles podem então promover uma troca de produtos.

vestir, eles podem então promover uma troca de produtos. Síntese Nesta unidade você aprendeu quem são

Síntese

Nesta unidade você aprendeu quem são os principais agentes econômicos e o seu papel no sistema. Você aprendeu também a maneira como funciona o sistema econômico em que vivemos. E leu a famosa fábula dos alfinetes, que mostra a importância da especialização para a Economia moderna e sofisticada.

Na próxima unidade, você começará a entender como funcionam os mercados.

Fundamentos Econômicos

Fundamentos Econômicos Atividades de auto-avaliação 1. Quem são os agentes econômicos, qual é importância de cada

Atividades de auto-avaliação

1. Quem são os agentes econômicos, qual é importância de cada um para sistema econômico e como são agrupados?

2. Quais são as perguntas a que todo sistema econômico deve responder?

Unidade 2

35

Universidade do Sul de Santa Catarina

3. Qual a remuneração de cada um dos fatores de produção?

4. Descreva com suas palavras a importância da especialização e da divisão de trabalho para a Economia moderna.

e da divisão de trabalho para a Economia moderna. Saiba mais Para aprofundar as questões abordadas

Saiba mais

Para aprofundar as questões abordadas nesta unidade realize pesquisa nos seguintes livros:

MANKIW, N.G. Introdução à Economia. Rio de Janeiro. Campus, 1999.

SILVA, C. R. L.; LUIZ, S. Economia e mercados: introdução à Economia. São Paulo: Saraiva. 1996.

TROSTER, R.; MOCHON, F. Introdução à Economia. São Paulo: Makron Books, 1999.

UNIDADE 3

A lei da demanda e lei da oferta

UNIDADE 3 A lei da demanda e lei da oferta Objetivos de aprendizagem Compreender o conceito

Objetivos de aprendizagem

Compreender o conceito de demanda e examinar suas implicações para uma empresa.

Entender o conceito de oferta, isto é, o mercado visto sob o ponto de vista das empresas.

Seções de estudo

Seção 1

O que é a lei da demanda?

Seção 2

O que é a lei da oferta?

3

Universidade do Sul de Santa Catarina

Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo As duas primeiras unidades desta disciplina

Para início de estudo

As duas primeiras unidades desta disciplina tiveram o objetivo de introduzí-lo ao pensamento econômico. Agora, nesta unidade e na próxima, a sua missão será estudar o mercado e a forma como ele opera.

Para começar, que tal estudar a teoria da demanda, ou seja, o mercado sob o ponto de vista dos consumidores?

Seção 1 – O que é a lei da demanda?

A lei da demanda visa identificar os vários fatores que afetam a decisão de compra do consumidor.

Identificar estes vários fatores é fundamental para a empresa, pois todo o empresário espera obter o maior lucro possível. Mas para a empresa gerar o maior lucro possível vai depender tanto da receita obtida (isto é, dinheiro obtido com a venda) dos produtos quanto dos custos (isto é, insumos e recursos gastos) ocorridos durante a sua produção. Portanto pode-se dizer que:

Lucro = Receita - Custos

QUANTIDADE DEMANDA PREÇO
QUANTIDADE
DEMANDA
PREÇO

Fundamentos Econômicos

Como obter o valor da receita?

Para calcular a receita você deverá levar em conta a quantidade de produtos que a empresa conseguiu vender e por qual preço.

Receita = Preço X Quantidade

E finalmente, acompanhe na figura 3.1, que a relação entre preço

e quantidade vendida no mercado depende, fundamentalmente,

da decisão de compra do consumidor, ou seja, depende da demanda.

de compra do consumidor, ou seja, depende da demanda. Figura 3.1 – Relação preço e quantidade

Figura 3.1 – Relação preço e quantidade vendida

O aspecto central da teoria da demanda é estabelecer a chamada

lei da demanda, que propõe uma relação inversa entre preço e quantidade. Ou seja, se os preços de um determinado produto subirem no mercado, a quantidade demandada deste mesmo produto cairá. E se os preços caírem, a quantidade demandada aumentará. Afinal de contas, é assim que nos comportamos

Unidade 3

39

Universidade do Sul de Santa Catarina

de modo geral. A sociedade tem a tendência de comprar mais quando o preço cai.

A seguir analise um exemplo, como nos mostra o quadro 3.1. Para ilustrar, suponha o mercado de milho. E dentro deste mercado, imagine alguns preços e quantidades. Você pode notar que à medida que o preço diminui de $12 para $1 a quantidade demandada aumenta. Isto porque a sociedade comprará mais milhos quanto o preço estiver menor.

Quadro 3.1 – Mercado de milho

Preço ($)

Quantidade Demandada (sacas de milho)

12,00

20

10,00

50

7,00

80

5,00

120

4,00

130

2,00

150

1,00

180

5,00 120 4,00 130 2,00 150 1,00 180 A esta altura, você já deve ter imaginado

A

esta altura, você já deve ter imaginado que não é só

o

preço que influencia na demanda de um produto.

Afinal, muitas compras que fazemos estão ligadas a marcas, propagandas, etc.

A demanda de um produto depende de muitos fatores, tais como:

as preferências e o gosto dos consumidores;

o preço do produto em questão;

o preço de produtos relacionados;

a renda do consumidor;

a distribuição de renda;

Fundamentos Econômicos

a disponibilidade de crédito;

as políticas governamentais direcionadas para o consumo, como impostos e subsídios.

No entanto, a teoria da demanda concentra-se, normalmente, em quatro desses determinantes, que são:

o preço da mercadoria;

o preço de outras mercadorias;

a renda dos consumidores; e

as suas preferências.

Graficamente, a demanda dos consumidores pode ser representada por curvas negativamente inclinadas em relação ao preço do produto, como as apresentadas na figura 3.2.

Preço ($) D Quantidade do produto
Preço
($)
D
Quantidade do produto

Figura 3.2 – A Curva de demanda

Você pode perceber na figura 3.2, que essa relação negativa simplesmente ilustra o fato de que quanto maior o preço, menor será a quantidade que os consumidores comprariam do bem em questão. Assim, a quantidade demandada depende do preço do próprio bem em questão (deslocamento ao longo da curva de demanda).

Unidade 3

41

Universidade do Sul de Santa Catarina

Além disso, se a renda do consumidor aumentar, haverá um deslocamento da curva de demanda para a direita, o que significa que ele estará disposto a consumir mais, ao mesmo preço.

De certa forma, todos nós nos comportamos assim. Por isso, pense em alguns produtos que você compraria em maior quantidade, caso o seu chefe hoje lhe oferecesse um belo aumento de salário. Se os preços dos demais bens da Economia (ou de alguns deles) se reduzirem, isso terá um efeito semelhante a uma variação da renda.

Mudanças nas preferências dos consumidores também deslocam a curva de demanda.

dos consumidores também deslocam a curva de demanda. Uma campanha do governo contra o fumo deslocará

Uma campanha do governo contra o fumo deslocará a curva de demanda de cigarros para baixo (demanda menor); e

Um dia bem quente deslocará a curva de demanda de sorvetes para a direita (demanda maior).

O que são bens substitutos ou complementares?

Um outro conceito importante é o de bens substitutos e o de bens complementares.

Bens substitutos

Bens substitutos

dois bens são considerados substitutos quando o consumo de um substitui o do outro. Em outras palavras, quando o aumento no preço de um deles aumenta a demanda pelo outro (por exemplo: carne de frango e de boi, ou viajar de avião e de ônibus).

Bens complementares:

Bens complementares:

dois bens são considerados complementares quando o consumo de um complementar o do outro. Ou seja, quando o aumento no preço de um deles reduz a demanda pelo outro (por exemplo:

gasolina e automóveis de passeio).

Fundamentos Econômicos

Elasticidade da demanda

Um dos mais importantes conceitos em Economia é o conceito de elasticidade. Este tem um papel importante na análise da demanda do consumidor e das decisões empresariais.

Refere-se à sensibilidade da quantidade demandada de um produto em relação a uma variação em alguns dos fatores que determinam sua demanda. Mais especificamente, a elasticidade da demanda é a razão entre a variação da quantidade demandada de um produto e a variação percentual em alguma das variáveis que influenciam a demanda.

Elasticidade de demanda =

(variação % da quantidade demandada)

(variação % de algum dos determinantes da demanda pelo bem)

A elasticidade é sempre uma razão entre percentuais de variação.

Uma variação de 5% tem sempre o mesmo significado (vide figura 3.3), independente de o produto ser medido em toneladas, dúzias, caixas, garrafas, dólares ou ienes.

em toneladas, dúzias, caixas, garrafas, dólares ou ienes. Figura 3.3 – Cinco por cento Elasticidade-preço da

Figura 3.3 – Cinco por cento

Elasticidade-preço da demanda

A elasticidade-preço da demanda é definida como razão entre

a variação percentual na quantidade demandada e a variação

percentual no preço:

Unidade 3

43

Universidade do Sul de Santa Catarina

Ep=(∆q/q) / (∆p/p)

Ou seja, não adianta ao empresário saber que, se ele reduzir o preço, irá vender mais. O que o empresário deseja saber é quanto ele vai vender a mais de uma dada mercadoria. A elasticidade da demanda dá esta resposta ao empresário.

Esta elasticidade é de grande interesse para as empresas, pois serve de base para:

política de preços;

estratégia de vendas e atendimento dos objetivos de lucro; e

participação no mercado.

Ou seja, com base nesta informação, a empresa pode fazer previsões de venda.

informação, a empresa pode fazer previsões de venda. Um empresário, produtor de mesas para escritório, sabe

Um empresário, produtor de mesas para escritório, sabe que a elasticidade-preço da demanda dos produtos que vende é igual a 1,5. Assim, caso ele aumente os preços de seus produtos em 10%, utilizando a fórmula, você poderá notar que a demanda cairá aproximadamente 15%.

Acompanhe a seguir, passo a passo, o raciocínio:

Ep = 1,5 p/p = 10% q/q = ?

a passo, o raciocínio: Ep = 1,5 ∆ p/p = 10% ∆ q/q = ? 1,5

1,5 = q/q/10 1,5 X 10 = q/q q/q = 15%

O coeficiente da elasticidade-preço da demanda é negativo (quase sempre negativo, pois há raras exceções), uma vez que preço e quantidade demandada são inversamente relacionados: quando o preço se reduz, a quantidade demandada aumenta, e quando o preço aumenta, a quantidade demandada cai.

Fundamentos Econômicos

Como o sinal do coeficiente da elasticidade-preço é quase sempre negativo, o tamanho do coeficiente é a informação relevante. Por isso, a elasticidade-preço da demanda é expressa, em geral, em valor absoluto.

Quais são os tipos de elasticidade-preço da demanda?

Conforme as variações: positivas, neutras ou negativas, a demanda assume uma denominação.

A demanda é elástica – quando a elasticidade-preço da demanda é maior do que 1 (em valor absoluto).

Ep > 1

Nesse caso, um aumento de preços (de 10%, por exemplo) provocaria uma queda na quantidade demandada num percentual maior (15%, por exemplo), o que reduziria a receita da empresa (receita= preço x quantidade). Trata-se de um produto cujo consumo cai substancialmente no caso de elevação de preços, sendo normalmente substituído por um similar.

A demanda é inelástica quando a elasticidade-preço da demanda é menor do que 1.

Ep < 1

Caso o preço seja aumentado (em 10%, por exemplo), a redução percentual na quantidade é menor (5%, por exemplo), o que provocaria um aumento na receita da empresa. Trata-se de um produto do qual o consumidor não abre mão, mesmo diante de um aumento de preços – de fato, reduz um pouco o consumo, mas menos do que no caso de uma demanda elástica.

consumo, mas menos do que no caso de uma demanda elástica. Gasolina e um medicamento sem

Gasolina e um medicamento sem substituto no mercado são produtos com demandas inelásticas em relação a variações nos preços.

Unidade 3

45

Universidade do Sul de Santa Catarina

Certamente, esta é a posição mais confortável para uma empresa no mercado: defrontar-se com uma elasticidade-preço da demanda reduzida.

A demanda tem elasticidade unitária – se um aumento percentual de preços provoca a mesma redução percentual da quantidade demandada.

Ep = 1

Sendo assim, a receita da empresa permaneceria constante no caso de um aumento de preços.

Algumas características do mercado tornam a demanda mais inelástica. Isso ocorre quando o produto não conta com substituto próximos no mercado; quando o consumidor se importa com o desempenho do produto; quando deseja um produto diferenciado ou feito sob medida; quando é fiel à marca; ou, ainda, quando o custo do item é pequeno em relação ao orçamento do comprador.

do item é pequeno em relação ao orçamento do comprador. O sal de cozinha é um

O sal de cozinha é um bom exemplo de produto com demanda inelástica em relação à variação no preço.

Elasticidade-renda da demanda

A elasticidade-renda da demanda é utilizada para descrever como a quantidade demandada reage às variações na renda do consumidor. Nesse caso, a fórmula se escreve desta maneira:

E,= (q/q)/(r/r)

Assim, o empresário pode estimar qual será a variação na quantidade demandada de seu produto diante de variações na renda do consumidor. A estimativa da elasticidade-renda da demanda ajuda no planejamento estratégico da empresa.

Fundamentos Econômicos

Um bem é chamado normal para um certo grupo de consumidores quando, diante de aumento na renda do grupo, a demanda pelo bem aumenta.

Um bem é chamado inferior para um certo grupo de consumidores quando, diante de um aumento na renda do grupo, a demanda pelo bem diminui.

aumento na renda do grupo, a demanda pelo bem diminui . Diante de uma elevação na

Diante de uma elevação na renda de um grupo de pessoas, pode ser que elas reduzam suas viagens de ônibus (bem inferior) e aumentem suas viagens de táxi (bem normal).

inferior) e aumentem suas viagens de táxi (bem normal). Seção 2 – O que é a

Seção 2 – O que é a lei da oferta?

Na seção anterior você aprendeu o que é demanda, ou seja, o mercado sob o ponto de vista do demandante, ou seja, de quem compra. Já nesta seção você irá analisar o comportamento da oferta, isto é, do ponto de vista de quem vende.

Para análise da oferta, você deverá ter por cenário, isto é, supor, a existência de um mercado com muitas empresas, todas de pequeno porte. E que este mercado é chamado de competitivo, no qual as empresas não têm capacidade para fixar os preços de seus produtos. Neste caso, o preço é xado pelo mercado e as empresas são tomadoras de preço, isto é, praticam o preço determinado pelo mercado.

Por que uma empresa decide ofertar um determinado produto?

O que leva uma empresa a decidir vender ou ofertar um determinado produto é o lucro. Assim, pode-se definir lucro como sendo a remuneração de uma empresa.

Unidade 3

47

Universidade do Sul de Santa Catarina

Antes que uma nova empresa apareça no mercado, o empresário fez um estudo detalhado sobre as possibilidades de lucratividade deste novo negócio.

Como é a taxa de lucro que induz os empresários a fazerem novos investimentos, então você pode deduzir que quanto mais alto for o ganho (lucro) da empresa com um determinado produto, maior será a quantidade ofertada. Ou seja, mais empresas vão querer ofertar ou vender aquele produto.

mais empresas vão querer ofertar ou vender aquele produto. Então, qual informação nos dá a curva

Então, qual informação nos dá a curva de oferta?

A curva de oferta informa que quantidades os vendedores estarão dispostos a ofertar para cada preço fixado pelo mercado. Essa curva é um somatório das curvas de ofertas das várias empresas que atuam no mercado e estabelece a quantidade total que esses produtores estariam dispostos a ofertar para cada nível de preço.

Observando a quadro 3.2, que reproduz aquele mesmo mercado de milho, antes já citado, você pode perceber que à medida em que o preço do milho diminui, também diminui o incentivo dos empresários para produzir. Logo, a oferta diminui na medida em que o preço diminui. E vice-versa.

Quadro 3.2 – Mercado de milho

Preço ($)

Quantidade Ofertada (sacas de milho)

12,00

150

10,00

120

7,00

80

5,00

50

4,00

30

2,00

20

1,00

10

Fundamentos Econômicos

Só o preço é que influencia a tomada de decisão dos empresários?

Você já deve ter percebido que a resposta para a pergunta anterior é não. Vários fatores influenciam a oferta, como por exemplo:

a tecnologia de produção da empresa;

os preços dos insumos;

o número de concorrentes no mercado;

as expectativas futuras.

A curva de oferta é uma função direta do nível de preço do produto?

Sim, ela é. Se o preço sobe, aumenta a quantidade ofertada pelas empresas no mercado. Essa proposição é conhecida como a lei da oferta (figura 3.4).

Preço

($)

conhecida como a lei da oferta (fi gura 3.4). Preço ($) O Quantidade do produto Figura

O

O
conhecida como a lei da oferta (fi gura 3.4). Preço ($) O Quantidade do produto Figura

Quantidade do produto

Figura 3.4 – A curva de oferta

O que a figura 3.4 apresenta é que, à medida que o preço de mercado aumenta, aumenta também o incentivo psicológico do empresário a produzir mais. E, vice-versa, à medida que o preço diminui, também o empresário tem menos incentivo para produzir mais.

Unidade 3

49

Universidade do Sul de Santa Catarina

Elasticidade-preço da oferta

A elasticidade-preço da oferta é a razão entre a variação percentual

na quantidade ofertada de um bem e a variação percentual no seu

preço:

Epo = (q/q) / (p/p)

Um certo empresário produz 2.000 pares de sapatos por mês, ao preço de R$ 50,00 cada. por mês, ao preço de R$ 50,00 cada.

Se o preço dos sapatos diminuir para R$ 40, 00, o empresário diminuirá sua produção para 1.800 pares por mês.

Para você calcular a elasticidade-preço da oferta, deverá calcular a variação percentual na quantidade oferta que é igual a 10% e a variação percentual no preço que é 20%.

Dividindo a primeira pela segunda terá que a elasticidade-preço da oferta é igual a 0,5, ou seja, os sapatos têm oferta inelástica.

Tal como a elasticidade da demanda, trata-se de uma medida de sensibilidade que compara variações percentuais. Você pode perceber que, nesse caso, a elasticidade-preço da oferta é normalmente positiva, uma vez que o empresário está disposto a ofertar mais diante de um aumento de preços.

A elasticidade-preço da oferta de um produto é diferente no curto

e no longo prazo. Para a maior parte dos produtos a oferta é mais

elástica no longo prazo do que no curto prazo. Isso significa que

a oferta não aumentará no curto prazo.

Diante de elevações nos preços, as empresas, de modo geral, conseguem aumentar sua produção utilizando mais um turno de trabalho ou pagando horas extras. geral, conseguem aumentar sua produção utilizando mais um turno de trabalho ou pagando horas extras. Em alguns setores, entretanto, a oferta no curto prazo pode ser muito inelástica, como no mercado imobiliário, no qual uma elevação nos preços, mesmo que provoque aumento no ritmo das construções, só implicará aumento de oferta no longo prazo.

Fundamentos Econômicos

SínteseFundamentos Econômicos Esta unidade mostrou conceitos muito importantes sobre Economia. Nela você aprendeu o que é

Esta unidade mostrou conceitos muito importantes sobre Economia. Nela você aprendeu o que é demanda e o que é oferta. Estes conceitos valem para a grande maioria dos produtos/ serviços que encontramos à nossa disposição no mercado.

Com a leitura da Unidade 4, você aprenderá como funciona a lei da demanda e da oferta, que é a lei que rege o mercado numa Economia capitalista.

Atividades de auto-avaliaçãoque é a lei que rege o mercado numa Economia capitalista. 1. Quais os elementos fundamentais

1. Quais os elementos fundamentais na determinação da demanda de um produto ou serviço?

Unidade 3

51

Universidade do Sul de Santa Catarina

2. Pense e escreva um determinado produto que, para você, se comporta como diz a lei da demanda.

3. Para você, há algum produto que não se encaixa na teoria da demanda? Dê um exemplo.

Fundamentos Econômicos

4. Complete as frases abaixo com as opções adequadas.

a) A elasticidade-preço da oferta mede a reação dos (empresários/consumidores),

em termos de

quantidade) consumida) às variações preço/na quantidade) de um produto ou serviço.

(preços/

(no

(produzida/

b) Quando a elasticidade-preço da oferta de um bem é maior do que

a elasticidade-preço da oferta de um bem é maior do que um, dizemos que sua oferta

um, dizemos que sua oferta é (elástica/inelástica), o que significa que o aumento percentual na quantidade ofertada foi menor) que o aumento percentual verificado nos preços.

(maior/

Saiba mais

Para aprofundar as questões abordadas nesta unidade realize pesquisa nos seguintes livros:

MANKIW, N.G. Introdução à Economia. Rio de Janeiro. Campus, 1999.

SILVA, C. R. L.; LUIZ, S. Economia e mercados: introdução à Economia. São Paulo: Saraiva. 1996.

TROSTER, R.; MOCHON, F. Introdução à Economia. São Paulo: Makron Books, 1999.

Unidade 3

53

UNIDADE 4

Equilíbrio de mercado:

a lei da oferta e da demanda

4 Equilíbrio de mercado: a lei da oferta e da demanda Objetivos de aprendizagem Entender a

Objetivos de aprendizagem

Entender a relação entre demanda e oferta.

Compreender o funcionamento do sistema de preços em uma Economia de mercado.

Seções de estudo

Seção 1

O que é mercado?

Seção 2

A lei da oferta e da demanda.

Seção 3

O ponto de equilíbrio na prática.

4

Universidade do Sul de Santa Catarina

Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Nesta unidade você vai conhecer como

Para início de estudo

Nesta unidade você vai conhecer como funciona um mercado. Mas, antes de seguir com a sua leitura, é importante que você compreenda o que é mercado.

Seção 1 – O que é mercado?

De modo bem simples, mercado é formado pelas pessoas que desejam vender um determinado produto (vendedores) e pelas pessoas que desejam comprar este produto (consumidores).

pessoas que desejam comprar este produto (consumidores). Obviamente, você pode notar que não nos referimos somente

Obviamente, você pode notar que não nos referimos somente à questão física do mercado, mas sim nos referimos à interação entre compradores (demanda) e vendedores (oferta). Esta interação pode se dar, por exemplo, via internet ou telefone.

Você já observou que há um dilema no mercado?

Enquanto os compradores querem pagar o menor preço possível por um determinado produto, os vendedores querem vendê-lo ao maior preço possível.

Ou seja, o mercado implica a negociação entre o comprador e o vendedor. O maior exemplo disto são os mercados árabes, nos quais, os compradores pechincham o preço de um determinado produto e os vendedores, já sabendo disso, colocam o preço acima daquele preço que desejam receber.

Fundamentos Econômicos

Seção 2 – A lei da oferta e da demanda

Da interação entre as curvas de demanda e de oferta surge o preço de mercado, bem como a quantidade transacionada.

Os preços tendem a um valor que iguala as quantidades ofertadas

e demandadas. Esta é a lei da oferta e da demanda.

Preço

($)

O p*
O
p*
Esta é a lei da oferta e da demanda . Preço ($) O p* D q

D

Esta é a lei da oferta e da demanda . Preço ($) O p* D q

q*

Quantidade do produto

Figura 4.1 – O equilíbrio de mercado

A figura 4.1 mostra, de forma simples, como funciona um

mercado. Você pode observar que a interação entre a demanda e

a oferta gera um preço (p*) e uma quantidade que é produzida e

vendida (q*). Chamamos este preço (p*) de preço de equilíbrio e

esta quantidade (q*) de quantidade de equilíbrio.

e esta quantidade (q*) de quantidade de equilíbrio. Você sabia? O ponto de equilíbrio da Torre

Você sabia?

O ponto de equilíbrio da Torre de Pisa

Você sabia que a Itália gastou US$ 27 milhões para diminuir a inclinação da Torre de Pisa, o famoso edifício circular de mármore. A olho nu, a correção é imperceptível. O desvio, que alcançou quatro metros em 1990, ficou apenas 14 centímetros menor, o suficiente para resgatar o ponto de equilíbrio e salvar o monumento da destruição.

centímetros menor, o suficiente para resgatar o ponto de equilíbrio e salvar o monumento da destruição.

Unidade 4

57

Universidade do Sul de Santa Catarina

Seção 3 – O ponto de equilíbrio na prática

Para você entender melhor a noção de equilíbrio, acompanhe a seguir um exemplo de como funcionam os mercados. Veja um exemplo fictício do mercado de milhos.

O quadro 4.1 mostra alguns preços e as quantidades de demanda

e oferta do milho. Você pode perceber que:

o preço de equilíbrio (p*) é igual a $ 7,00;

a quantidade de equilíbrio (q*) é igual a 80 sacas de milho;

o preço de equilíbrio é $ 7,00, por que a quantidade demandada é igual a quantidade ofertada. O que significa dizer que não falta nem sobra produto no mercado.

ca dizer que não falta nem sobra produto no mercado. Assim, pode-se dizer que todo e

Assim, pode-se dizer que todo e qualquer mercado sempre tende ao equilíbrio. Ou seja, de um modo ou de outro o mercado chega no preço e na quantidade de equilíbrio.

Para perceber isso, suponha que o mercado de milho, por

exemplo, passe a operar a um preço muito baixo, pense no valor de $ 2,00. Este preço é muito baixo, tão baixo que a este preço a quantidade demandada é de 150 sacas de milho. Só que este preço de $ 2,00 não motiva os empresários, então eles só produzem 20 sacas de milhos. Moral da história, claramente

o mercado não está em equilíbrio, pois está faltando milho no mercado. Neste caso, a tendência é de aumento de preço do produto.

Fundamentos Econômicos

O que dá valor a um bem é a sua escassez ou o excesso de produtos à disposição das pessoas. excesso de produtos à disposição das pessoas.

Quando o preço é muito baixo, ele tende a aumentar, pois há mais pessoas querendo demandar do que pessoas desejando ofertá-lo.

Quadro 4.1 – Mercado de milho

Preço ($)

Qte demandada

Qte ofertada

(sacas de milho)

(sacas de milho)

12,00

20

150

10,00

50

120

7,00

80

80

5,00

120

50

4,00

130

30

2,00

150

20

1,00

180

10

Agora, suponha o exemplo contrário. Imagine que o mercado, por um erro qualquer, passe a vender o milho a $12,00. A este preço a quantidade demandada diminui para 20 sacas de milho. Em contrapartida, aumenta o incentivo aos empresários para que produzam mais, então a produção passa a ser de 150 sacas de milho. Moral da história, ao preço de $ 12,00 sobra produto no mercado. Ou seja, sobram 130 sacas de milho. No jargão empresarial, o dito é que se formou estoque. E, quando há estoque, os empresários tendem a reduzir o preço.

De modo que você pode concluir que os preços, de uma forma ou de outra, sempre tendem ao equilíbrio. Quando o referido é o preço uma forma ou de outra, sempre tendem ao equilíbrio. Quando o referido é o preço de equilíbrio, tem-se que levar em conta a natureza de cada produto.

Unidade 4

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Que tal mais um exemplo?

do Sul de Santa Catarina Que tal mais um exemplo? Quando você lê no jornal a

Quando você lê no jornal a cotação diária do dólar e ao se acompanhar esta cotação por vários dias seguidos, pode-se notar que a cada dia o dólar tem um equilíbrio diferente. Isto acontece porque é um produto muito transacionado, e que sua demanda e sua oferta dependem de uma série de fatores.

Já a gasolina tem um preço de equilíbrio mais difícil de mudar. Um mesmo preço para a gasolina pode permanecer por meses.

E quando existem muitos consumidores e produtores?

Neste caso, para o comportamento do ponto de equilíbrio, ocorrerá provavelmente que nenhum agente econômico seja capaz de manipular o mercado, fixando o preço unilateralmente.

Uma vez que o preço de equilíbrio será p*, e q* unidades transacionadas. Para qualquer nível de preço mais alto, como, por exemplo, p1, haverá um excesso de oferta de bens, o que estimulará uma queda nos preços praticados nos mercado. Da mesma forma, para qualquer nível de preços abaixo do de equilíbrio, p2, por exemplo, existirão indivíduos dispostos a consumir quantidades superiores àquelas existentes no mercado, de forma que esse excesso de demanda levará a uma alta dos preços.

No mercado competitivo como se forma o preço?

Uma resposta muito comum tem como base uma lista de elementos de custos, despesas e impostos.

De um modo geral, porém, embora as empresas objetivem vender acima de seus custos totais, os preços são formados pela interação das duas forças: oferta (na qual se encontram os custos) e demanda. Eventualmente, esses preços podem se situar abaixo do nível de custos da empresa, que pode operar com prejuízo no curto prazo.

Fundamentos Econômicos

SínteseFundamentos Econômicos Com o estudo desta unidade você deve ter entendido o modo básico de funcionamento

Com o estudo desta unidade você deve ter entendido o modo básico de funcionamento dos mercados de bens e serviços. Você aprendeu que o preço dos produtos é determinado pela interação entre a demanda (consumidores) e a oferta (produtores/ vendedores).

Você estudou também que os preços sempre tendem ao equilíbrio. Quando há mais demanda que oferta, os preços tendem a aumentar, pois há mais consumidores dispostos a comprar do que produtos para serem vendidos. Por outro lado, quando há mais oferta que demanda, os preços tendem a cair, pois se formou estoque, tal como nas liquidações de fim de ano.

Na próxima unidade, você estudará algumas questões importantes sobre a empresa, como a teoria da produção e a teoria dos custos.

Atividades de auto-avaliaçãoempresa, como a teoria da produção e a teoria dos custos. 1. Explique como é determinado

1. Explique como é determinado o preço de equilíbrio de um bem.

Unidade 4

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2. Provavelmente você sabe, de cabeça, o preço de três produtos diferentes. Esse era o preço de equilíbrio de mercado destes produtos quando você os comprou pela última vez? Liste três produtos e seus respectivos preços de mercado.

Liste três produtos e seus respectivos preços de mercado. Saiba mais Para aprofundar as questões abordadas

Saiba mais

Para aprofundar as questões abordadas nesta unidade realize pesquisa nos seguintes livros:

SILVA, C. R. L.; LUIZ, S. Economia e mercados: introdução à Economia. São Paulo: Saraiva. 1996.

TROSTER, R.; MOCHON, F. Introdução à Economia. São Paulo: Makron Books, 1999.

WANNACOTT, P; WANNACOTT, R. Economia. 2. ed. São Paulo: Makron Books, 1994.

UNIDADE 5

A teoria da empresa:

produção e custos

UNIDADE 5 A teoria da empresa: produção e custos Objetivos de aprendizagem Compreender a teoria elementar

Objetivos de aprendizagem

Compreender a teoria elementar da produção.

Entender a importância da análise de custos para tomada de decisão.

Seções de estudo

Seção 1

O que é a teoria da produção?

Seção 2

O que mostra a função de produção?

Seção 3

O que diz a teoria dos custos?

5

Universidade do Sul de Santa Catarina

Universidade do Sul de Santa Catarina Para início de estudo Dando continuidade as unidades 3 e

Para início de estudo

Dando continuidade as unidades 3 e 4, esta unidade lhe apresenta como objeto de estudo, a teoria da empresa. Esta teoria investiga

as variáveis determinantes da oferta, principalmente aquelas relacionadas aos custos e à concorrência nos mercados.

Nesse sentido, levando em consideração a hipótese básica que norteia todo o estudo da microeconomia: a de que as empresas buscam maximizar seus lucros. Pode-se supor que essa hipótese

É importante você ter em mente que maximizar lucros não é o único objetivo de uma empresa. Você aprenderá, em outras disciplinas, que muitas vezes as empresas têm como objetivo o crescimento. Mas, por enquanto, partiremos do pressuposto que interessa à empresa apenas maximizar seus lucros.

implica em considerarmos também que a empresa procura elevar receitas e reduzir custos nas suas operações.

Lembre-se:

receitas e reduzir custos nas suas operações. Lembre-se: A busca da maximização do lucro orienta a

A busca da maximização do lucro orienta a disposição da empresa em ofertar produtos, mas esta decisão será afetada pelas variações nos preços de mercado.

Seção 1 – O que é a teoria da produção?

A teoria da produção está preocupada com os produtores que vão

ofertar seus bens e serviços no mercado.

Como você já estudou, a oferta no mercado depende do nível de preço do produto. Entretanto, a curva de oferta de cada empresa depende significativamente de seus custos de produção, que, por sua vez, são limitados pelas tecnologias disponíveis.

Evidentemente, a escolha da tecnologia que uma empresa utilizará depende dos preços dos insumos.

disponíveis. Evidentemente, a escolha da tecnologia que uma empresa utilizará depende dos preços dos insumos. 64

Fundamentos Econômicos

Fundamentos Econômicos Nos países em que há abundância de trabalho barato, como é o caso do

Nos países em que há abundância de trabalho barato,

como é o caso do Brasil, as tecnologias usadas tendem

a ser mais intensivas em mão-de-obra, como você estudará na Unidade 11.

De fato, quando uma empresa decide sobre a quantidade que deveria produzir e o preço que deveria fixar para maximizar seu lucro, ela sofre restrições de toda ordem, impostas pelos vendedores dos insumos necessários para a produção, pelos compradores de seu produto (curva de demanda), pelos concorrentes no mercado e pela tecnologia disponível.

Esta última restrição pode ser resolvida dentro da empresa, que decide sobre sua oferta considerando o fato de que existem apenas algumas formas viáveis de se produzir a partir dos insumos disponíveis, ou seja, existem algumas escolhas tecnológicas possíveis.

A função de produção da empresa é uma representação

matemática de como os insumos são combinados e transformados em produtos a serem ofertados no mercado.

e transformados em produtos a serem ofertados no mercado. A empresa, então, vai decidir como produzir

A empresa, então, vai decidir como produzir determinada

quantidade de bens e quanto utilizar de cada insumo, tendo em vista a tecnologia disponível, de forma a ter o menor custo possível para um dado nível de produção.

o menor custo possível para um dado nível de produção. A função de produção relaciona a

A função de produção relaciona a quantidade

máxima de produção obtida a partir da utilização de determinadas quantidades de insumos.

Para facilitar o seu entendimento, acompanhe o raciocínio:

Para facilitar o seu entendimento, acompanhe o raciocínio: Suponha uma determinada empresa, que utiliza apenas três

Suponha uma determinada empresa, que utiliza apenas três insumos, terra, capital e trabalho, além da matéria-prima.

O quadro 5.1 mostra a função de produção, que relaciona as

quantidades de insumos com as quantidades de produção final.

Unidade 5

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Quadro 5.1 – Relação entre insumos e produção final

Terra

Capital

Trabalho

Produção (unidades)

50

25

3

50

50

25

4

90

50

25

5

150

O quadro 5.1 mostra que, enquanto o fator de produção trabalho aumenta de 3 para 5 unidades, fazendo o produto também aumentar, os demais fatores permanecem fixos. Ou seja, suponha que esta empresa mantenha terra e capital como fatores fixos e aumente o número de trabalhadores, neste caso a produção tende a aumentar como você pode ver na tabela.

produção tende a aumentar como você pode ver na tabela. A presença de um fator de

A presença de um fator de produção fixo impõe um limite ao crescimento da produção. Quando isso ocorre, estamos diante de uma situação de curto prazo.

Qual é a diferença entre o curto e o longo prazo?

Curto prazo é o período em que pelo menos um fator de produção é fixo.

Longo prazo é o período no qual todos os fatores de produção podem variar.

O conceito de curto e longo prazo, do ponto de vista microeconômico, depende do tipo de negócio.

Por exemplo: o longo prazo para uma padaria pode ser de poucas semanas, período suficiente para iniciar ou expandir a operação (todos os fatores de produção estão variando). Já para a indústria aeronáutica, o longo prazo pode ser de alguns anos, diante da necessidade de tempo para criar ou aumentar a capacidade de produção.

Fundamentos Econômicos

Seção 2 – O que mostra a função de produção?

A função de produção descreve uma relação entre quantidades

de insumo e de produto. À medida que maiores quantidades de insumo variável (trabalho, por exemplo) são utilizadas, a

produção cresce.

> INSUMO = PRODUÇÃO

Mas, em geral, os acréscimos do insumo variável conduzem a aumentos cada vez menores na produção total. Isto porque há

um limite até o qual a empresa pode se expandir. Afinal, todas

as empresas têm recursos limitados para investimentos. Isso sem contar que se a demanda não aumenta, nem sempre é vantajoso para a empresa se expandir.

Seção 3 – O que diz a teoria dos custos?

Atualmente, a correta análise dos custos de produção é de fundamental importância para as empresas, principalmente devido à globalização da economia e ao controle da inflação. No terceiro módulo do curso, você estudará a disciplina “Custos empresariais” e verá a grande importância que os custos têm para

as organizações modernas.

E, dado que as empresas devem utilizar insumos na produção, elas têm que comprá-los. Logo, para que haja produção, o

empresário precisa adquirir os fatores de produção. Calculando-

se o gasto do empresário com estes fatores de produção, temos o custo de produção.

Soma dos gastos com insumos ou fatores de produção = custo de produção

Unidade 5

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O que são custos de produção?

São os gastos financeiros que as empresas têm para adquirir os fatores de produção necessários ao processo produtivo.

Para realizar esta análise faz-se necessário dividir os custos empresariais em fixos e variáveis. Lembre-se de que há fatores de produção fixos e fatores de produção variáveis.

Custos xos são aqueles que não variam com a produção.

fi xos são aqueles que não variam com a produção. Por exemplo: aluguel, fi nanciamentos pagos

Por exemplo: aluguel, financiamentos pagos a bancos credores, seguros, dentre outros.

Custos variáveis são aqueles que se modificam quando a quantidade produzida aumenta ou diminui.

Por exemplo: despesas com matéria-prima, mão-de-obra.cam quando a quantidade produzida aumenta ou diminui. Custos e restrição tecnológica A contabilidade de custos

Custos e restrição tecnológica

A contabilidade de custos difere da visão econômica em dois aspectos principais.

Em primeiro lugar, a contabilidade divide os custos totais em custos diretos e indiretos. Considera-se:

custos totais em custos diretos e indiretos. Considera-se: custo direto todo gasto em fatores de produção

custo direto todo gasto em fatores de produção empregados diretamente na linha de produção;

de produção empregados diretamente na linha de produção ; Por exemplo: o trabalhador que opera o

Por exemplo: o trabalhador que opera o alto-forno;

Fundamentos Econômicos

custo indireto, por sua vez, são os fatores de produção utilizados fora da linha de produção.

Por exemplo: pessoal administrativo.de produção utilizados fora da linha de produção. Em segundo lugar, a análise econômica divide os

Em segundo lugar, a análise econômica divide os custos totais em fixos e variáveis. Nesse caso, são considerados:

custos xos – os que independem do nível de produção. Seja a produção 100 mil toneladas, seja 5 mil toneladas ou zero, os custos fixos em que a empresa incorre não se modificam. Um típico custo fixo é o gasto com alvará de funcionamento da empresa. É comum chamar de custos quase fixos aqueles que também independem do nível de produção, mas que só ocorrem quando a empresa apresenta algum nível de produção (que não zero);

custos variáveis – por sua vez, dependem da produção. Maiores níveis de produção implicam maiores custos variáveis. Em geral, a matéria-prima utilizada na produção é um típico custo variável.

O conceito de custo de oportunidade

Ao tomar uma decisão, a empresa deixa de realizar outra, sendo este o seu custo de oportunidade. outra, sendo este o seu custo de oportunidade.

Além do que você já acompanhou, a análise econômica dos custos difere da visão contábil pela introdução do conceito de custo de oportunidade, que simboliza bem o modo de pensar do economista. Nessa visão, os agentes deparam-se a todo momento com escolhas, comparando todas as alternativas possíveis do ponto de vista dos respectivos custos e benefícios.

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Universidade do Sul de Santa Catarina Ao iniciar suas atividades, uma empresa pode escolher entre adquirir

Ao iniciar suas atividades, uma empresa pode escolher entre adquirir um prédio que será sua sede ou alugar um prédio semelhante.

Há casos nos quais é mais vantajoso alugar um edifício do que comprá-lo. Isto porque a empresa terá menos dispêndios financeiros.

Assim, se o empresário deixou de alugar para adquirir uma propriedade, e caso o aluguel fosse financeiramente mais vantajoso, então o valor deste foi o custo de oportunidade do empresário. De modo geral, o custo de oportunidade não é contabilizado nos livros da empresa.

Sendo assim, para termos da Economia, os custos empresariais podem ser divididos da seguinte maneira:

custos implícitos (custo de oportunidade), definidos como o valor das alternativas dos recursos;

custos explícitos (custo de produção), registrados contabilmente.

(custo de produção), registrados contabilmente. Síntese Nesta unidade, você pôde compreender algumas das

Síntese

Nesta unidade, você pôde compreender algumas das decisões que

as empresas têm que tomar, como por exemplo, que tecnologia de produção utilizar e as decisões sobre seus custos.

O estudo desta unidade foi uma breve introdução para disciplinas

que você estudará em outros módulos do seu curso como “Custos

empresariais” e “Gestão de operações e logística”.

Fundamentos Econômicos

Fundamentos Econômicos Atividades de auto-avaliação 1. Qual a diferença entre curto e longo prazo? 2. O

Atividades de auto-avaliação

1. Qual a diferença entre curto e longo prazo?

2. O que são custos fixos? E o que são custos variáveis?

3. Qual a diferença entre os custos implícitos e os custos explícitos? Por que é importante entender os custos implícitos em uma empresa?

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Universidade do Sul de Santa Catarina Saiba mais Para aprofundar as questões abordadas nesta unidade realize

Saiba mais