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TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE

E A INTERVENÇÃO DO PSICOPEDAGOGO.

HISTÓRIA DO TDAH.

O TDAH significa transtornos de Déficit de Atenção e


Hiperatividade. Na infância, o TDAH é um dos transtornos mentais
mais comuns. Quase sempre aparece na fase em que a criança
começa a frequentar a escola. Cerca de 5% de meninos nessa fase
tem esse problema, ou seja, esse problema faz com que a criança
seja desatenta, inquieta, impulsiva e que esta sempre agitada
durante as aulas. Contudo, os primeiros registros sobre a possível
identificação e diagnostico do TDAH ocorreu a partir de 1901 com
Demoo, quando registrou um grupo de crianças que apresentava
labilidade afetiva, falta de inibição e atenção, mudavam-se de lugar
a todo instante. Porém, o uso do termo criança hiperativa surge em
1902 com o medico inglês Still ao descrever o que lhe chamou de
defeito mórbido do controle. (DIAS; WAJNSTEIN, 2010).

O grupo de crianças que Still selecionou para realizar o


estudo, não correspondia exatamente ao que se considera hoje
como TDAH, pois estavam inclusas as crianças com deficiência
mental, crianças com lesões cerebrais e crianças epiléticas, porém
todas elas apresentavam alguns traços em comum: um acentuado
grau de inquietação, uma dificuldade de atenção, e também uma
dificuldade de aprender com a experiência, e por mais que
recebessem ensinamentos, essas crianças voltavam a praticar os
mesmos erros.

Em 1980, a associação Americana de Psiquiatria adotou


oficialmente o termo Transtorno do Déficit de Atenção e no ano de
1994 foi atualizado para Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade (TODA/H), onde o acréscimo da barra inclinada
significa que o problema pode ocorrer com ou sem o componente
de hiperatividade, inicialmente considerado o sintoma mais
importante e definidor do quadro.

Alguns estudos foram realizados no Brasil por


profissionais da educação e apontaram que 87% dos portadores de
TDAH repetem o ano na mesma série mais de uma vez,
comparados a 30% dos estudantes que não eram portadores deste
transtorno e ate 56% deles precisam de acompanhamento
pedagógico adicional. Os sintomas do transtorno podem prejudicar
o desenvolvimento emocional e social da criança e ate leva-la ao
consumo de substancias químicas, como o álcool e as drogas. Foi
observado que 48% dos portadores de TDAH já haviam sido
expulsos de outros colégios onde estudavam frente a 17% e 2%,
respectivamente, do grupo de não portadores, 81% das crianças
com TDAH apresentaram desempenho inferior ao esperado para a
sua faixa de escolaridade, apresentaram um atraso escolar de pelo
menos um ano ou mais, e apenas 19% apresentaram desempenho
escolar compatível com o esperado para a sua idade. O TDAH é
considerado um distúrbio infantil, podendo prejudicar a
aprendizagem no âmbito escolar, pois existem relatos de pais e
professores de crianças portadoras do TDAH de que prejudica todo
rendimento escolar, mesmo que a criança demonstre interesse e
capacidade de aprender. Por isso, é muito importante que o
professor e toda a equipe pedagógica estejam bem informados
sobre as possibilidades de tratamento do quadro de TDAH,
incluindo a medicação e como ela age no sistema nervoso central e
sobre os comportamentos inadequados, além de entender que as
melhoras ocorrem no aumento do foco, da atenção, na execução,
na caligrafia, nas habilidades motoras finais e na melhora dos
relacionamentos interpessoais. O TDAH pode ser definido segundo
SENA & NETO (2007, p21) como:

A dificuldade de prestar atenção a


detalhes ou errar por descuido em atividades escolares e de
trabalho; dificuldades para manter a atenção em tarefas ou
atividades lúdicas; parecer não escutar quando lhe dirigem a
palavra; não seguir instruções e não terminar tarefas escolares
domesticas ou deveres profissionais; dificuldade em organizar
tarefas e atividades; evitar ou relutar, em envolver-se em tarefas
que exijam esforço mental constante; perder coisas necessárias
para tarefas ou atividades; e ser facilmente distraído por estímulos
alheios a tarefas e apresentar esquecimentos em atividades diárias.

Para Barkley (2002), prognosticar uma criança pode se


tornar mais difícil, pois ela pode apresentar comorbidades, ou seja,
pode apresentar, além do TDAH, outro quadro clínico, como o
transtorno de aprendizagem, presente em 20 a 30% dos alunos
com TDAH, ou o Transtorno Desafiador Opositivo presente em 50%
das crianças com TDAH e problemas de conduta, também
presentes de 15 a 25% dos portadores do transtorno.

Atualmente existem informações de todo tipo sobre as dificuldades


e transtornos de aprendizagem, mas infelizmente o sistema
educacional é desenvolvido para alunos que não apresentam
nenhum déficit de aprendizagem, e não estão preparados para
receber uma criança com o diagnóstico e nem tão pouco podem
observar a possibilidade de um aluno ser portador de TDAH.
Os alunos que possuem distúrbios e estão inseridos
no meio de alunos que não apresentam nenhum problema, muitas
vezes são tratados de uma forma preconceituosa e com muito
despreparo da parte dos professores e coordenadores, não
oferecendo assim nenhuma assistência e apoio necessário a esse
aluno. Com muita frequência as crianças consideradas difíceis
dentro da sala de aula são vistas e rotuladas pela escola como uma
criança hiperativa, e muitas crianças que sofrem com o transtorno
acaba permanecendo sem ser diagnosticada e em todos os casos,
o problema de aprendizado e de humor também são ignorados com
frequência.

O professor precisa ter experiência e criatividade


para poder elaborar uma variedade de alternativas, para poder
avaliar qual delas funciona melhor em cada situação. É muito
importante que o professor seja capaz de modificar a forma de aula
e se adequar ao estilo de aprendizagem da criança. É de grande
importância usar a criatividade em sala de aula, elaborando uma
aula que seja atrativa tanto para as crianças que apresentem
sintomas do TDAH, como para as demais, uma aula bem elaborada
e cativante, poderá despertar a vontade dessa criança em aprender.

CARACTERÍSTICAS DO TDAH EM CRIANÇAS.

O TDAH é um transtorno com forte componente genético, por isso é


muito comum vermos várias pessoas de uma mesma família com
esse transtorno, quando se diagnostica uma criança. Os sintomas
do TDAH são: desatenção, impulsividade e inquietação. Se a
criança tiver alguma dessas características, é possível que ela
esteja sofrendo desse transtorno. É interessante que o professor
tenha certeza dos sintomas para, a partir dai, conversar com a
direção e a coordenação da escola, a fim de que possam comunicar
aos pais e sugerir que conversem com médicos especializados no
assunto. Lembre-se! O diagnostico de um especialista, como
neurologista ou psiquiatra, é muito importante, principalmente por
que os sintomas do TDAH podem ter consequência graves se não
forem tratados logo. Segundo Cacilda Amorim em seu site o
Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade, também
conhecido como TDAH pode ser classificado como:

O TDAH – Déficit de atenção é uma condição


de base orgânica, que tem por principais características:
dificuldades em manter o foco da atenção, controle da
impulsividade e a agitação - que é a hiperatividade. É também
chamado de DDA, TDAH, TDAHI, entre outras siglas.

Por ter conotação genética, a Hiperatividade reforça a ideia de que


é um transtorno hereditário, apresentando outras ideias sobre
possíveis causas deste transtorno, uma delas seria a hiperatividade
como disfunção orgânica, pois envolve diversas áreas do cérebro
na determinação do quadro do hiperativo.

É preciso ficar atento para os movimentos de cada aluno em sala


de aula, pois o professor é a pessoa mais próxima da criança, e
poderá observar cada comportamento e atitude desse aluno, para
poder distingui-lo do TDAH ou indisciplina e poder encaminhá-lo
para uma possível avaliação e acompanhamento psicopedagógico.
As crianças hiperativas são capazes de aprender, mas encontram
dificuldades no desempenho escolar devido ao impacto que os seus
sintomas causam.

A identificação da idade em que aparecem os sintomas é muito


importante, pois tem início precoce e habitualmente dos seis ou
sete anos de vida já pode ser percebido pelos pais quando a
criança começa a enfrentar os desafios no convívio com outras
crianças, pessoas com TDAH geralmente apresentam o mesmo
comportamento na escola e também em casa.

Algumas caraterísticas de uma pessoa portadora do TDAH serão


apresentadas a seguir tais como:

Não consegue se concentrar em palestras, aulas, leitura de livros;


demonstra dificuldades em terminar um livro, a não ser que seja
muito interessante; fala excessivamente; gesticula e tem
dificuldades em realizar atividades em silêncio; parece não ouvir
quando o chamam e muitas vezes são interpretados como egoístas
e desinteressados.

Quando participa de uma conversa pode distrair-se e prestar


atenção em outras coisas, principalmente quando está em grupos.
Às vezes capta apenas partes do assunto ou enquanto "ouve" já
está pensando em outra coisa. Demora muito para iniciar uma
tarefa que exija longo esforço mental, possui dificuldade em seguir
instruções, em iniciar, completar e só então, mudar de tarefa,
muitas vezes são chamados de irresponsáveis o que dificulta o
tratamento.

São desorganizados com objetos como: mesa, gavetas, arquivos,


papéis e etc. Não conseguem fazer o planejamento do tempo,
apresenta problemas de memória em curto prazo: perde ou
esquece objetos, nomes, prazos, datas.
Quando está falando, pode ocorrer um "branco" e a pessoa
esquecer o que ia dizer. São desassossegadas e que não
permanecem sempre nas mesmas atividades, só conseguem
permanecer quietos quando estão dormindo. Podem demostrar
excesso de movimentos sem motivos para a realização de uma
tarefa, como ficar mexendo os pés e as pernas, dar tapinhas nas
coisas, balançar-se quando estão sentados ou mudar de posição ou
postura enquanto estão realizando algumas tarefas que possa
aborrecê-los.

Outra característica de quem apresenta um quadro de


TDAH na escola é a falha na produção da escrita, tanto no seu
aspecto gráfico, quanto no ortográfico, dificuldade para
compreender, interpretar e produzir textos esquece instruções,
direções e lições, memoriza com muita dificuldade as informações,
muitas vezes distrai-se com seus próprios devaneios.

Existem casos em que as crianças podem se mostrar


completamente desatentas, desconcentradas, a viverem no mundo
da lua, perdidas nos seus próprios pensamentos, não apresentarem
nenhum comportamento agitados, são quietas demais, e mesmo
sem apresentarem nenhum sinal de inquietação, essas crianças
também podem ser consideradas portadoras do Transtorno do
Déficit de Atenção.

A hiperatividade pode acontecer em muitos outros


distúrbios psíquicos, não sendo, portanto uma marca característica
das pessoas portadora do TDAH. É muito importante observar com
atenção tanto uma criança inquieta ao extremo como também a
criança que fica quietinha no seu canto, que não fala e não participa
das aulas como as demais crianças, pois muitas vezes o professor
presta mais atenção somente naquele aluno que não para quieto e
se esquece de observar aquela criança não se manifesta em sala
de aula. Metade das crianças com TDAH seguirão tendo sintomas
problemáticos de desatenção ou impulsividade na idade adulta. Mas
quando já estão adultos costumam ser mais capazes de controlar o
comportamento e mascarar as dificuldades.

CAUSAS DO TDAH.

As causas do TDAH ainda não estão completamente


esclarecidas. Entretanto diversos estudos, no mundo inteiro,
encontraram tendências genéticas e ambientais que podem
contribuir para o entendimento do transtorno. Exemplo: a criança
pode nascer com uma predisposição para o transtorno e
desenvolver seus sintomas (desatenção, inquietação e
impulsividade) á medida que ela cresce e se relaciona com sua
família e com outras pessoas. Os transtornos do TDAH também
podem gerar problemas secundários.

A seguir é possível verificar alguns desses problemas


secundários:
Problemas de conduta: podem ser observadas entre 20 a 40%
dos casos, como, por exemplo, o vandalismo.

Problemas de implicações emocionais: hipersensibilidade, baixa


autoestima, baixa tolerância, frustração, sintomas de depressão e
ansiedade.

Problemas de socialização: falta de interação entre os indivíduos


que apresentam o transtorno com as demais pessoas.

Problemas familiares: falta de diálogo entre os indivíduos que


apresentam o transtorno e os seus familiares.

Problemas com as habilidades cognitivas e linguísticas:


dificuldades nas tarefas de resolução de problemas complexos ou
nas habilidades organizativas e, inclusive, problemas de fala e
linguagem.

Problemas com a saúde: acontecem em uma proporção maior do


que as crianças normais ou, inclusive, uma maior incidência dos
denominados sinais neurológicos menores.

COMO DIAGNOSTICAR O TDAH.

O diagnóstico de TDAH é clínico. Não existe, até o


momento, NENHUM exame ou teste que possa sozinho dar seu
diagnóstico, nem

mesmo os mais modernos tais como ressonância magnética


funcional,PET, SPECT, eletroencefalograma digital ou dosagem de
substâncias

no sangue ou em fios de cabelo.

Estudos demonstram, também, maiores índices de dificuldades na


coordenação motora refinada, que afetam principalmente a escrita
tanto no aspecto do tempo que levam para escrever, quanto na
qualidade da letra.

O que causa o TDAH? De onde vem essa doença?

O TDAH é um transtorno multifatorial, com total interação


entre fatores genéticos, ambientais e neuroquímicos, determinando
o conjunto de

 características que identificam uma pessoa. Em estudos genéticos


chamamos esse conjunto de características de “fenótipo”.

O fator genético tem grande influência no surgimento do TDAH.

Estudos de famílias, de gêmeos e adotados revelaram que a


probabilidade de fatores genéticos determinarem sintomas de
TDAH é quase tão alta quanto a probabilidade de filhos de pais
altos também serem altos.

Por isso, quando se chama os pais de uma criança portadora de


TDAH à escola, é bem possível que um dos pais (ou os dois),
digam que eram parecidos com ele na infância.

TRATAMENTO DO TDAH.
Na idade escolar, a desatenção é uma das grandes queixas dos
professores. Não há uma solução fácil para administrar Transtorno
de Déficit Atenção/Hiperatividade na sala de aula ou em casa. A
eficácia de qualquer tratamento deste problema na escola depende
do conhecimento e da persistência da equipe educacional e de sua
intensa comunicação com a família. Tudo isso contribui para que as
pessoas nessas condições tenham autoestima baixa e passem a
exigir atenção especial de pais e educadores.

Considera-se importante a avaliação de três momentos que fazem


parte do tratamento do Transtorno de Déficit
Atenção/Hiperatividade. Primeiramente, a Intervenção
Psicoterápica, considerando que seja preciso conscientizar o
paciente a respeito da dificuldade, com o objetivo de aliviá-lo do
estigma criado em função dos sintomas, ajudando-o a valorizar o
seu potencial. Além disso, muitas vezes o transtorno é
acompanhado de sintomas de ansiedade, depressão e baixa
autoestima. Com tais sintomas, a pessoa não se sentirá capaz de
vencer os obstáculos e criará cada vez mais um sentimento de
incapacidade. Um segundo momento, seria a Intervenção
Psicopedagógica, sabendo que a maioria das pessoas com
transtorno, em idade escolar, são diagnosticadas tardiamente. Por
isso, existem lacunas de aprendizagem que precisam ser
abordadas através de um trabalho de reconstrução das habilidades
e conteúdos.

O esclarecimento sobre o transtorno para a família e para a escola


se faz necessário como um tipo de intervenção, pois eles estão no
dia-a-dia com a criança ou o adolescente e dessa forma também
precisam aprender a lidar com os sintomas da criança, estimulando-
a a participar do tratamento e para que não ocorram rótulos.

Por fim, o uso de medicamentos pode-se fazer necessário,


lembrando que, embora nem todos precisem da medicação, ela é
eficiente nos casos em que os sintomas impedem ou atrapalham a
intervenção psicoterápica e psicopedagógica, pois ela exerce
controle dos principais sintomas e dos prejuízos provocados pela
doença. É importante ressaltar que quando a intervenção é feita
precocemente, pode-se minimizar o impacto negativo causado pela
dificuldade.

 O tratamento do TDAH envolve abordagens múltiplas,:

• Intervenções psicoeducacionais:

– com a família;

– com o paciente;

– com a escola.

• Intervenções psicoterapêuticas, psicopedagógicas e de


reabilitação

neuropsicológica;
 

• Intervenções psicofarmacológicas

INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM CASOS DE TRANSTORNOS DE


DÉFICIT DE ATENÇÃO/HIPERATIVIDADE.

A Psicopedagogia apresenta-se como área de atuação integrativa,


abarcando conhecimentos diferentes de modo a desenvolver um
corpo teórico próprio sobre os problemas na aprendizagem
humana. A aprendizagem é uma ação integradora, uma vez que
acontece segundo a adequação das diferentes características que
constituem o sujeito, somadas ao ambiente em que está inserido.

Segundo Gasparian (1997, p. 56/57), pensar a escola à luz da


Psicopedagogia significa:

(...) analisar um processo que inclui questões metodológicas,


relacionais e socioculturais, englobando o ponto de vista de quem
aprende, abrangendo a participação da família e da sociedade. A
Psicopedagogia institucional, portanto, busca a melhoria das
relações com a aprendizagem, não só do ponto de vista didático-
metodológico, como também a melhoria da qualidade doa
profissionais da educação, e a melhoria da qualidade na construção
da aprendizagem do aluno(...).

Uma intervenção para ser eficiente deve buscar o que leva ao


surgimento do sintoma, quais condições favorecem seu surgimento.
Da mesma forma, dar excessiva ênfase às influências externas de
modo a direcionar o tratamento a ela pode levar ao erro de se
esquecer de que o sujeito apresenta dificuldades por uma tendência
própria a desenvolvê-las.

O psicopedagogo com uma postura integrativa levará em conta não


só o sintoma fruto de um distúrbio orgânico, mas também o afetivo
e o emocional que o acompanham. A importância do afetivo e
emocional está em que não só podem fazer parte do surgimento ou
do agravamento do sintoma como também são importantes no
processo de minimização da dificuldade.

Faz-se mister também a colaboração do psicopedagogo nos níveis


pedagógico-metodológico, administrativo, familiar e discente. Seu
papel fundamental é orientar os professores quanto à sua relação
com os alunos, com o saber e consigo mesmos, na busca pela
provocação de transformações. Quanto ao nível administrativo, a
orientação a todos os profissionais ligados à instituição, visando a
melhoria profissional e relacional neste ambiente. No nível familiar,
o papel de investigar a clientela em geral e a família em particular,
observando a relação desta com o saber. Por fim, o nível discente
trata da observação do grupo de alunos ou de um aluno específico,
para identificar dificuldades sociais e de aprendizagem
(GASPARIAN, 1997, p. 76/77).

O psicopedagogo entra na instituição com o objetivo primeiro de


colaborar com ela na resolução dos problemas voltados para o
ensino e a aprendizagem. Esta colaboração é importante ressaltar,
diz respeito não só à sala de aula, mas a todo o ambiente
institucional, por seu envolvimento ligado às relações entre
profissionais, crianças e seus respectivos familiares.

As consequências mais comuns da falta de uma efetiva intervenção


e posterior tratamento são a permanência das dificuldades de
aprendizagem e a repetência escolar nas crianças. Quando a
intervenção é feita precocemente, pode-se minimizar o impacto
negativo causado pela dificuldade.

Finalmente, a conquista do equilíbrio está em possibilitar-lhe uma


ação integradora das suas potencialidades e do que ela já
conquistou para que possa construir ou resgatar o que lhe falta, não
na ênfase em suprir o que falta à criança com dificuldades. Autores
afirmam que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é,
de base, neurológica, caracterizado pela desatenção/falta de
concentração, agitação (hiperatividade) e impulsividade. Estas
características podem levar o portador a ter dificuldades
emocionais, de relacionamento, decorrendo daí baixos níveis de
auto-estima, além do mau desempenho escolar, face às reais
dificuldades no aprendizado.

Ao psicopedagogo cabe uma intervenção educativa ampla e


consistente no processo de desenvolvimento do paciente, em suas
diversas dimensões, tais como as afetivas, cognitivas, orgânica e
psicossocial.

“A avaliação psicopedagógica tem um papel central no diagnóstico


da criança com TDA/H, já que é no colégio que o problema tem
maior expressão” (CONDERAMIN e colaboradores, 2006, pg. 60).
A arteterapia é uma abordagem na qual a arte é utilizada como
meio de expressão e exteriorização de sentimentos, permitindo
sejam confrontadas as angústias e potencializando a criatividade do
paciente. Permitindo que o paciente possa redimensionar a
importância de sua aprendizagem e de seus valores. Por isso, são
utilizadas  nas intervenções psicopedagógicas mediadas por
recursos técnicos de arteterapia, no desenvolvimento psíquico e
cognitivo de crianças e adolescentes portadores de TDAH e outros.

O TDAH é um transtorno Neurobiológico, em que, o córtex pré-


frontal direito (O córtex pre frontal e a tomada de decisões)  é um
pouco menor nas pessoas que apresentam este transtorno.
Disfunção de execução é o mesmo que inabilidade neural quer para
inibir, quer para concluir uma determinada ação ou projeto. Assim,
portadores de DDA são incapazes de controlar seus impulsos com
relação aos seus comportamentos, sejam os de fazer ou os de não
fazer.

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é, em


regra, de origem genética e congênita.

Saul Cypel (2007) coloca que o TDAH é compreendido como um


transtorno que compromete principalmente o funcionamento do lobo
frontal do cérebro, responsável, entre outras atividades, pelas
funções executivas e de funções como:

• A atenção;

• A capacidade que o indivíduo possui de auto estimular-se;

• Conseguir planejar-se, traçando objetivos e metas;

• Controle dos impulsos;

• Controle das emoções;

• A memória que depende da atenção;

Contudo, o cérebro da pessoa que possui hiperatividade gera novas


estimulações, mantendo sempre a pessoa em estado de alerta.

O TDAH é um transtorno de conduta crônico com um substrato


biológico muito importante, mas não devido a uma única causa,
com uma forte base genética, e formada por um grupo heterogêneo
de crianças. Inclui crianças com inteligência normal ou bem próxima
do normal, que apresentam dificuldades significativas para adequar
seu comportamento e/ou aprendizagem à norma esperada para sua
idade.

Os sintomas principais deste transtorno são uma combinação de


desatenção, impulsividade e hiperatividade, que desde muito cedo
já estão presentes na vida da criança, mas que se tornam mais
evidentes na idade escolar.

Estes sintomas afetam a aprendizagem, a conduta, a auto-estima,


as habilidades sociais e o funcionamento familiar. Esse transtorno
pode também causar uma alta vulnerabilidade psicológica do
paciente e é causado por atrasos no amadurecimento ou disfunções
permanentes que alteram o controle cerebral superior do
comportamento.

O TDAH não só é conhecido por ser um dos distúrbios


neuropsiquiátricos mais comuns na infância e na adolescência
(MATTOS, 2001), mas também porque engloba sintomas que são
comuns em portadores e não portadores tais como: dificuldade de
concentração, falha na finalização de tarefas ou inconsistência na
realização de um objetivo definido (BARKLEY, 2002).

Segundo Rohde e Benczick (1999) o TDAH é um problema


de saúde mental que tem como características básicas a
desatenção, a agitação (hiperatividade) e a impulsividade, podendo
levar a dificuldades emocionais, de relacionamento, bem como o
baixo desempenho escolar; podendo ser acompanhado de outros
problemas de saúde mental.

Hiperatividade significa inquietação motora excessiva e agressiva,


não apenas espasmos de nervosismo. (Phelan, 2005)

O diagnóstico do TDAH é clínico, devendo ser feito por médicos


especialistas no assunto, com ou sem auxílio de uma equipe
interdisciplinar que pode ser composta por: neurologista,
neuropsicólogo, psicólogo, psicopedagogo, e/ou fonoaudiólogo.
Mas todo diagnóstico deve seguir os seguintes passos:

Entrevistas com os pais (levantamento das queixas e sintomas e


relato sobre o comportamento da criança em casa e em atividades
sociais);
Entrevistas com professores (relato sobre o comportamento da
criança na escola, levantamento das queixas, sintomas,
desempenho escolar, relacionamento com adultos e crianças);

Questionários e escalas de sintomas para serem preenchidos por


pais e professores;

Avaliação/observação da criança ou adolescente no consultório;

Avaliação psicológica

Avaliação neuropsicológica;

Avaliação psicopedagógica;

Avaliação fonoaudiológica;

Durante este processo de avaliação com o cliente pode ocorrer


algumas intervenções, a partir do momento que já exista um vínculo
entre terapeuta (psicólogo/arteterapeuta) e cliente.

Estas intervenções podem ser feitas através de jogos lúdicos ou


através de atividades ligadas à arteterapia, sendo estas atividades:
desenho livre, jogo do rabisco, pintura (guache), contar história e
outros.. etc.

O Objetivo é determinar com maior precisão possível, a freqüência


do problema, as situações que o desencadeiam (Situações-gatilho),
os contextos em que estas ocorrem com mais regularidade e a s
conseqüências das condutas observadas”. (Ferreira, 2008)

O objetivo da avaliação diagnóstica do TDAH não é de qualquer


forma rotular crianças, mas sim avaliar e determinar a extensão na
qual os problemas de atenção e hiperatividade estão interferindo
nas habilidades acadêmicas, afetivas e sociais da criança e na
criança e no desenvolvimento de um plano de intervenção
apropriado. (Benczyk, 2006). tuação Psicopedagógica e as
contribuições da Arteterapia

O psicopedagogo em sua atuação institucional ou clínica pode


exercer um trabalho de reflexão e orientação familiar, possibilitando
elaboração acerca do direcionamento das condutas que favorecem
a adequação e integração do indivíduo com TDAH, trazendo
perspectivas sob diretrizes de vida e evolução.
A criança ou adolescente portador de TDAH precisa ser estimulada
de maneira correta em tempo integral, para que mantenha sua
atenção no que está fazendo ou estudando. Neste processo, o
psicopedagogo tem papel importante, cabendo-lhe intervir no
método cognitivo, junto à construção do saber, e fazer com que o
paciente sinta-se capaz de ter um bom desenvolvimento intelectual,
profissional e pessoal.

Quando a criança ou adolescente estiver no processo de avaliação


diagnóstica ou mesmo já fazendo o tratamento interventivo:

O profissional pode focalizar dificuldades específicas da criança, em


termos de habilidades sociais, criando um espaço e situações para
desenvolvê-las, por meio da interação com a criança por intermédio
de qualquer atividade lúdica. (Benczik, 2000, pg. 92)

Com isso a criança ou adolescente poderá desenvolver


habilidades como:

– Saber ouvir

– Iniciar uma conversa

– Olhar nos olhos para falar

– Fazer perguntas e dar respostas apropriadas

– Oferecer ajuda para alguém

– Brincar cooperando com o grupo

– Sugerir outras brincadeiras, usando sua criatividade

– Agradecer, falando obrigado

– Saber pedir por favor

– Manter-se sentada ou quieta por um período

– Saber esperar sua vez para falar ou jogar

– Ser amigável e gentil

– Mostrar interesse em algum assunto


– Respeitar o outro como um ser diferente que possui sentimentos e
diferentes opiniões

– Dar atenção as outras pessoas

– Saber perder, entendendo que não se pode sempre ganhar

A arteterapia também é uma grande contribuição terapêutica


durante o processo de diagnóstico ou mesmo de intervenção com
um portador de TDAH. Isto, porque tal técnica traz ainda mais
conhecimento no “lidar com o aprender”, pelas mediações artísticas.
Além disso, a criança ou adolescente pode entrar em contato com
suas emoções mais profundas, sem precisar se expor, ou seja, falar
quando não tem vontade.

Utilizando a arteterapia, a criança ou adolescente poderá


compartilhar suas experiências através da expressão da arte,
facilitando a exteriorização de seus sentimentos íntimos,
demonstrando melhor seu jeito de pensar, de agir e sentir.

A arteterapia tem também como objetivo promover a


autodescoberta do sujeito pelo lúdico, pelas cores, representações,
imaginações e fantasias, etc.

Deve lhe ser solicitado que descreva sua representação artística,


encorajando-lhe a ir mais longe, mantendo o diálogo entre a “Arte” e
o “eu”, expressando sua arte e a si mesma.

A arteterapia e a psicopedagogia, o paciente irá adquirir um melhor


auto-conhecimento, desenvolvendo a auto-estima e maior
consciência de suas dificuldades, melhorias e ações.

Durante o processo avaliativo que, como já colocado, pode ser


também interventivo, o profissional (psicopedagogo/arteterapeuta)
deve antes de mais nada listar alguns indicadores que devem ser
observados, tais como:

– A imaturidade com relação ao desenvolvimento da atenção, (que


pode ser associado a uma atividade com arteterapia;)

– O Déficit de atenção do paciente (que pode ser associado a uma


atividade de arteterapia para diagnósticos ( desenhos, contos de
fada, outros;)
Intervenções relacionadas à psicopedagogia e à arteterapia que
podem ser utilizadas noo processo, como:

• Jogo com regras: Através dos jogos, a criança deverá submeter-se


às regras e normas, onde poderá desenvolver suas habilidades, seu
raciocínio, auto-imagem, tolerar frustrações, saber ganhar ou
perder, saber esperar sua vez, planejar uma situação, aprender a
ouvir, etc.

• Brincadeiras de representação (psicodrama): Através dos diálogos


e da troca de papéis, a criança pode desenvolver algumas
habilidades, e o psicólogo servirá como espelho, onde a criança
poderá ver com mais clareza ser jeito de ser.

• Atividade corporal cinestésica: O relaxamento associado ao


controle da respiração, ouvir silenciosamente uma música relaxante
ou mesmo a massagem corporal são medidas úteis para reduzir a
tensão dos músculos do corpo e trazer a atenção da criança para si
mesma, fixando-se em si mesma e promovendo maior
centralização.

Os jogos e atividades que podem ser trabalhadas com uma criança


ou adolescente que estejam num processo avaliativo/diagnóstico,
ou mesmo que já tenham sido diagnosticadas com TDAH (Fagali,
2010).

– Jogos que alternam expansão de percepção e liberação do


movimento com foco em figuras, seus detalhes e na concentração
de ações.

– Atividades de construção criativa em que se usa a força com as


mãos, liberando energia represada, exemplo de trabalho de
construção com madeira, pregos e martelos. Alterna-se com
atividades sutis, enfatizando a suavidade e delicadeza dos
movimentos. Os instrumentos podem ser as próprias mãos, pincéis
de várias texturas, giz de cera colorido (pintura e expansão da
aquarela, guache e giz de cera, no movimento alternado de
contensão e expansão).

– imagem corporal: o trabalho com o corpo, Tensão alternada com


relaxamento, diretamente associada ao movimentos corporais.

– O trabalho respiratório: Inspirar até o abdominal, bem lentamente,


como se enchesse uma bexiga, expirar como se soprasse pela
boca tirando tudo que precisa sair desde o abdômen. (inspiração e
expiração com vários ritmos e duração, em função das facilidades
progressivas do aprendiz).

Associar a histórias e imagens, criando algo a partir disto.

– Tocar com tambores liberando a energia e conversando com eles:


forte, leve, no centro e nas bordas do tambor, acelerado e
lentamente, alterações de ritmos. Conversas com o tambor do
companheiro ou terapeuta, mantendo palavras, cantos, ou
acompanhando pelo som de uma música rítmica.

Jogos:

– Jogos de figura e fundo

– Jogos com movimentos que requeiram atenção e rapidez diante


de um sinal.

Na área clínica, o trabalho do psicopedagogo pode ser preventivo,


visando também evitar o fracasso, seja este escolar, profissional ou
pessoal, além de encaminhar à propositura de novas possibilidades
de ações, que farão com que ocorra uma melhora na prática
pedagógica, contribuindo para sua própria evolução.

Os contos de fadas também podem ser utilizados, tanto na fase do


diagnóstico, quanto durante a intervenção psicopedagógica.

Os jogos que possuem regras permitem que a criança, além de ter


seu desenvolvimento social quanto a limites, possa participar, saber
ganhar, perder, melhorar seu desenvolvimento cognitivo, e
possibilita a oportunidade para a criança saber onde está, o motivo
e o tipo de erro que cometeu, tendo chance de refazer, naquele
momento, da maneira correta. (Edyleine Bellini Peroni Benczik,
2000)

Uma criança ou adolescente pode estar inquieta ou distraída por


muitos motivos, e não necessariamente devido a um transtorno. A
inquietação pode ser indicativo de uma inteligência ativa,
questionadora, que deve ser adequadamente estimulada nos meios
familiar e escolar.
A importância da Psicopedagogia nos estudos do TDAH e das
implicações sintomáticas no processo de aprendizagem, para evitar
avaliações ingênuas e precipitadas.

Aos portadores de TDAH, ainda que sob tratamento


medicamentoso, se realmente necessário, é exigido o
acompanhamento psicoterapêutico, devendo a escola estar
presente com cumplicidade, de forma integral, durante todo o
processo. Ressalte-se que, a princípio, é à escola, a partir das
dificuldades observadas, a competência para o primeiro
encaminhamento ao diagnóstico/avaliação psicopedagógica, que
poderá diferenciar fatores do aluno que o conduzam a outros
encaminhamentos, mais específicos.

o profissional da Psicopedagogia, tanto quanto os demais que lidam


com o portador de TDAH, são fundamentais para a recomposição
do paciente, em especial dos aspectos emocional, cognitivo, e
acadêmico.

Ao fazer o acompanhamento psicopedagógico, a criança e/ou


adolescente terá apoio terapêutico durante seu trabalho escolar,
pois vai atuar sobre a dificuldade escolar apresentada, suprindo sua
defasagem, ajudando na assimilação e acomodação dos conceitos
apresentados nas salas de aulas, nas diferentes disciplinas e
possibilitando ao aluno condições para que novas aprendizagens
ocorram. (Edyleine Bellini Peroni Benczik, 2000)

Com uma criança portadora de TDAH, o psicopedagogo deve


trabalhar suas dificuldades (falta de atenção/concentração,
impulsividade, hiperatividade) e suas questões emocionais (baixa
auto-estima, baixa tolerância à frustração, ansiedade, entre outros),
através dos jogos, trabalhos de leitura e escrita, trabalhos manuais
e expressões de arteterapia e atividades lúdicas, sem deixar
abandonar aquele em relação às posturas e hábitos associados à
atenção, organização da rotina, execução e persistências nas
tarefas, além de outros fatores já destacados nos itens anteriores.

Os cuidados para não generalizar e para evitar os abusos


medicamentosos, não devem excluir ou ignorar a necessidade do
tratamento ponderado e dos cuidados psicopedagógicos,
indicadores do problema e que sugerem um tratamento balanceado
e cuidadoso.
Abrir espaço para o diagnóstico e intervenções, tendo em vista as
questões do ser humano e suas singularidades, sem perder de vista
as perspectivas futuras.

TDAH, uma conversa com educadores.

Tenho pesquisado sobre o TDAH, tenho visto nas redes sociais os


grupos para apoio as famílias e aos portadores que são inúmeros.

Descrevo nesse texto algumas observações que fiz ao ler o


livreto TDAH, uma conversa com educadores.

O objetivo da cartilha é fornecer informações sobre TDAH para


auxiliar aos professores e demais profissionais da área de
educação, não serão apresentados

detalhes  sobre as intervenções psicoterapêuticas ou


psicofarmacológicas.

Temos  muitos ganhos trazidos por iniciativas de autores, mas


ainda existem muitas dúvidas e mitos sobre o TDAH. O
desconhecimento ainda persiste entre médicos,

psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos,  pedagogos,


familiares e os próprios portadores do TDAH.  No meio dos
educadores, esse desconhecimento aumenta

as sensações  de impotência e frustração, pois o TDAH afeta não


apenas o

comportamento, mas também o processo de aprendizado de seus


portadores.

Grande parte da literatura aborda apenas os aspectos


comportamentais do TDAH. Sabemos que os comportamentos
hiperativos,

e impulsivos interferem não apenas no dia-a-dia de professor e do


aluno mas em toda a escola. Talvez por isso esses
comportamentos acabem recebendo

 mais atenção dos profissionais.

 
Entretanto, gostaríamos de ressaltar que alterações no
funcionamento cognitivo, com consequências principalmente nas
funções executivas, na linguagem (receptiva e expressiva),

e nas habilidades motoras fazem parte do quadro e devem ser


estudadas.

Esses comprometimentos afetam a capacidade de aprendizagem

e o desempenho escolar.  Ou seja, lidar com os sintomas de TDAH


e suas consequências não é um problema apenas dos portadores
e/ou familiares.

Os professores têm importante papel e real responsabilidade na


melhora do processo de aprendizado.

Portanto, mesmo que quisessem, não poderiam ser excluídos do


tratamento do TDAH.

O TDAH é um transtorno neuropsiquiátrico frequente, que


acomete crianças, adolescentes e adultos, independente de país de
origem, 

nível  sócio-econômico, raça ou religião.

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