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FUNDAMENTOS

DE PORTUGUÊS

Silvia Adélia Henrique Guimarães


O novo acordo ortográfico
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

 Identificar os objetivos da construção do acordo ortográfico da língua


portuguesa.
 Reconhecer as novas regras ortográficas propostas pelo acordo.
 Usar com proficiência as novas regras ortográficas propostas pelo
acordo.

Introdução
Os países, distribuídos em quatro continentes, que têm a língua por-
tuguesa como oficial firmaram um acordo ortográfico que, ao longo
dos anos, passou por diversas mudanças. Além disso, é um acordo que
engloba aspectos políticos, de modo que sua discussão envolve dois
grandes blocos de estudiosos da língua portuguesa: os teóricos que
defendem a importância da reforma, e outros que acreditam que essa
mudança aumenta a distância entre os falantes e a escrita formal. Dessa
forma, conhecer e refletir sobre aspectos contextuais, práticos e mesmo
didáticos que envolvem esse acordo e as mudanças pelas quais ele passou
é fundamental para todo profissional da área.
Por isso, neste capítulo, você conhecerá questões atinentes ao acordo
ortográfico, familiarizando-se com seus objetivos e reconhecendo regras
que contém. Para isso, você verá uma discussão incialmente historiográ-
fica, já que é imprescindível conhecer o contexto em que se firma tal
acordo, assim como exemplos e problematizações que envolvem o tema.
Por fim, você também contará com uma tratativa prática do acordo a
partir de algumas de suas mudanças, especialmente aquelas que tocam
mais diretamente o Brasil.
2 O novo acordo ortográfico

1 O novo acordo ortográfico da língua


portuguesa: por quê e para quê?
Certamente, você já ouviu falar, ou até falou, que a ortografia da língua por-
tuguesa é muito difícil, cheia de regras e de exceções. Provavelmente, essas
queixas aumentaram depois da polêmica mudança das regras ortográficas
que se efetivaram, no Brasil, no ano de 2016 — mudanças firmadas em 1990
entre os países lusófonos.
Contudo, para falar sobre esse acordo ortográfico, o primeiro conceito
importante que devemos dominar é o de “lusofonia”, termo que se compõe de
duas partes: “luso” e “fonia”. O prefixo “luso” está relacionado a “português”
(como adjetivo, refere-se àquele que é da Lusitânia de Portugal). Assim, a
história da palavra “luso” está ligada a uma antiga província romana chamada
Lusitânia que, geograficamente, corresponde ao atual país Portugal. Já a
palavra “fonia” está descrita no dicionário Houaiss (2001, p. 914) como “1.
Timbre de voz. 2. Conjunto de falantes (e escreventes e legentes) usuários de
uma língua (ou dialeto ou variedade nacional, regional ou local), seja como
vernácula, seja como franca ou de cultura”.
Assim, ainda embasados nas descrições de Houaiss, podemos dizer que
“lusofonia” (2001, p. 1203) é o:

1.1 conjunto de países que têm o português como língua oficial ou dominante
[A lusofonia abrange, além de Portugal, os países de colonização portuguesa,
a saber: Brasil, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé
e Príncipe; abrange ainda as variedades faladas por parte da população de
Goa, Damão e Macau na Ásia, e ainda a variedade do Timor na Oceania.]

O uso da palavra “lusofonia” é bastante polêmico. Por isso, recomendamos a leitura


do discurso O conceito de lusofonia e a cooperação na promoção e difusão da língua
portuguesa, do guineense Domingos Simões Pereira.

Apesar dos desacordos e discussões que envolvem a pertinência do termo


“lusofonia”, pensar no novo acordo ortográfico é pensar que oito países, com
distintas formações políticas, econômicas, religiosas e socioculturais percebem
que seu bem comum, o idioma, se unificado, ganha maior valorização interna-
O novo acordo ortográfico 3

cional. Foi assim que a República Popular de Angola, a República Federativa do


Brasil, a República de Cabo Verde, a República da Guiné-Bissau, a República
de Moçambique, a República Portuguesa, a República Democrática de São
Tomé e Príncipe consideraram que a ortografia unificada constituiria “[...] um
passo importante para a defesa da unidade essencial da língua portuguesa e
para o seu prestigio internacional” (ACORDO...., 1990, documento on-line).
Veja, na Figura 1, os países em que o português está presente espalhados
pelo mundo.

Figura 1. A língua portuguesa no mundo.


Fonte: Argento (2020, documento on-line).

Além de pensar nos países que falam o português, e de se ater ao fato de


ter havido um acordo de alteração ortográfica, você precisa ter em mente que
ortografia não é língua, mas um código, e, portanto, um dos aspectos que se
relacionam a uma língua, estando em nível superficial; ou seja, a ortografia
registra o uso da língua, que é muito mais profunda do que isso: é sintaxe, é
morfologia, é vocabulário, é contexto, é muito mais.
Sobre a questão linguística, Henriques (2011) argumenta que a dificuldade/
facilidade de entender um português de Portugal pode ser a mesma que um
morador do sul do Brasil pode ter de entender um falante do norte do Brasil,
e isso não significa que norte e sul falem duas línguas diferentes. O acordo
não veio para modificar isso, visto que a ortografia está mais relacionada a
“traduzir” a modalidade falada para a modalidade escrita padrão do que para
representá-la. Dessa forma, devemos entender que o novo acordo não veio
para unificar a língua, mas para uniformizar seu registro escrito. Além disso,
4 O novo acordo ortográfico

o acordo ortográfico se trata, especialmente, de uma decisão política, muito


mais do que linguística.
Essa concepção demonstra que a ortografia é uma convenção e está mais
relacionada a um costume, a uma aprendizagem “de fora para dentro” (ou “de
cima para baixo”) do que à formação interna e profunda de uma língua. Para
Abbade (2015, documento on-line), “Todo e qualquer sistema ortográfico é sem-
pre uma convenção, um combinado, um acordo, de natureza políticocultural.
A necessidade de uma ortografia portuguesa regular surge com a sua escrita”.
Assim, as questões mais profundas serão mantidas. Por exemplo, mesmo
que, nos diferentes países de fala portuguesa, tenha-se perdido a obrigatorie-
dade de letras duplas, quando elas não são pronunciadas, em Portugal, elas
continuam sendo utilizadas na escrita e na oralidade.
Quanto à necessidade política que preparou o terreno para o novo acordo,
Henriques (2011) argumenta que, se Angola se distanciasse ainda mais do
registro escrito padrão usado no Brasil, isso dificultaria as compras de livros
(técnicos, por exemplo) angolanos. Se Portugal se distanciasse muito desse
registro ortográfico similar, isso poderia levar a uma preferência por compras
de livros em inglês, língua global da atualidade. É nesse sentido, também, que
unificar o registro escrito do português faz abrir o mercado editorial dos países
lusófonos a nível mundial, fortalecendo a língua — fato que tem a seu favor
argumentos como o prejuízo que a diversificação ortográfica gerava devido
à elaboração de documentos oficiais, publicações gerais, desde os dicioná-
rios, até os livros didáticos, científicos e literários em registros ortográficos
distintos. Para Henriques (2011), essa lógica não procede, pois, assim como
não se espera que haja um espanhol com grafia argentina, um espanhol com
grafia colombiana, um espanhol com grafia espanhola, não deveria ser natural
o português ter duas grafias distintas.
Abbade (2015, documento on-line) resume essas vantagens com as seguintes
palavras:

Esse novo acordo previa inúmeras vantagens: possibilitar a comunicação


diplomática entre os países lusófonos; aumentar a difusão da cultura entre os
países envolvidos; estabelecer a língua portuguesa como língua de cultura,
ampliando seu prestígio junto às Instituições Nacionais; permitir que as
obras escritas possam ser vendidas em todos os países lusófonos; favorecer
o intercâmbio de materiais didáticos.

Vemos, com essas apresentações e reflexões, que o acordo é uma soma de


desacordos e, ainda, tem muita história a contar e a construir.
O novo acordo ortográfico 5

Um pouco da história do construção


do acordo ortográfico
Há muito, tenta-se padronizar as ortografias de Brasil e Portugal, e essa história
se resume nos pontos-chave que você observa a seguir (ABBADE, 2015).

 Início do século XX: língua portuguesa com pluralidade de grafias


não padronizadas.
 1907: a Academia Brasileira de Letras (ABL) aprova uma reforma
ortográfica.
 1907: reforma ortográfica aprovada fica limitada às publicações da
própria Academia.
 1910: nomeia-se, em Portugal, comissão para estabelecer uma ortografia
simplificada.
 1911: efetiva-se reforma que modifica completamente o aspecto da
língua portuguesa escrita.
 1911: resistência do Brasil (que tinha ortografia de influência etimo-
lógica) leva as duas ortografias a ficarem completamente diferentes.
 1915: ABL assemelha a sua ortografia com a portuguesa.
 1919: ortografia proposta pela ABL, em 1915, é revogada.
 1915: início de buscas por um acordo entre a Academia das Ciências
de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras.
 1924: Portugal e Brasil recomeçam a procurar uma grafia comum.
 1929: ABL altera as regras de escrita baseada na etimologia e retoma
o caminho da simplificação.
 1931: retorno à ortografia portuguesa de 1911.
 1934: o Brasil revoga o acordo de 1931 e retorna ao passado.
 1943: Convenção Luso-Brasileira retoma o acordo de 1931 com o For-
mulário Ortográfico de 1943.
 1945: tentativa de retorno à etimologia por parte de Portugal, vigorando
apenas naquele país e sendo recusado pelo Brasil.
 1971: o governo português altera algumas regras da ortografia de 1943.
 1973: Portugal realiza alterações que reduzem as divergências orto-
gráficas com o Brasil
 1975: a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de
Letras elaboram novo projeto de acordo não aprovado oficialmente.
 1986: encontro dos países de língua oficial portuguesa para impulsionar
um novo acordo ortográfico.
6 O novo acordo ortográfico

 1990: a Academia das Ciências de Lisboa convoca novo encontro,


elaborando a base do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que
está hoje contemplada em lei.
 Atualidade: até hoje continua sendo discutido e cada país toma uma
atitude diferente.

Nas palavras de Abbade (2015, documento on-line), “O novo texto, bem me-
nos problemático que o de 1986, teve dois grandes objetivos: fixar e delimitar as
diferenças entre os falantes da língua portuguesa e criar uma comunidade com
uma unidade linguística expressiva para ampliar o seu prestígio internacional”.
Sobre todas essas questões, o documento oficial (BRASIL, 2009, documento
on-line) posiciona-se da seguinte forma:

Foi, pois, tendo presentes estes objetivos, que se fixou o novo texto de unifi-
cação ortográfica, o qual representa uma versão menos forte do que as que
foram conseguidas em 1945 e 1986. Mas ainda assim suficientemente forte
para unificar ortograficamente cerca de 98% do vocabulário geral da língua.

Apesar disso, como o próprio panorama histórico mostra, “fixar e delimitar


as diferenças” não é tão fácil assim, visto que as discussões sobre o acordo
ortográfico não foram poucas, nem internamente, entre quem era e é a favor
dele, nem externamente, entre a comunidade de linguistas que eram e são
contra essa reforma.
As críticas soam diversas, não apenas de cidadãos comuns, mas também
de muitos especialistas renomados, como é o caso do linguista Sírio Possenti
(2008, documento on-line):

Perguntado ou não, o que sempre fiz questão de dizer é que a reforma não
aumenta em nada a capacidade de leitura de textos. Dito de outra maneira,
fazer uma reforma porque ela facilitaria a leitura de livros brasileiros na
África ou em Portugal é uma bobagem. Qualquer pessoa que saiba ler, mesmo
precariamente, lê textos com a grafia de Portugal e do Brasil, assim como lê
textos mais antigos e textos escolares, de alunos, por mais que apresentem
problemas de grafia.

Outra linguista que ecoa na contramão da reforma é Coudry (2008, docu-


mento on-line), para quem a reforma é uma má política linguística: “[...] [não]
é preciso que se escreva exatamente igual para que haja entendimento mútuo
e não é porque se estabeleceu uma regra comum que se falará perfeitamente
igual em todos os países”.
O novo acordo ortográfico 7

Ainda que as críticas sejam muitas, os defensores da reforma ortográfica


têm argumentos para elas, como Bechara (2015, p. 281), que afirma que:

Muitas das vozes de resistência apresentaram e ainda apresentam razões des-


tituídas de qualquer fundamentação real. A primeira delas, compartilhada por
vozes fora do país, argumentava que o Acordo de 1990 escondia o propósito
de neocolonização por parte do Brasil, porque as Bases ortográficas atendiam
mais aos hábitos vigentes entre o nosso país do que aos hábitos vigentes entre
portugueses e africanos. Pondo de lado o argumento de que o texto foi assinado
sem restrição por representantes de sete nações soberanas, por mais superfi-
cial que seja a leitura das Bases, percebe-se que o Acordo mais se aproxima
das normas estabelecidas pelo sistema de 1945, corrente entre portugueses e
africanos, do que pelo sistema de 1943, oficial somente no Brasil.

Para Henriques (2011), o acordo ortográfico não está concentrado nas


questões orais, fonéticas ou de uso, e não pretende tocar nisso. Segundo
o autor, o documento está concentrado no registro formal da língua para
representar documentos, textos oficiais, técnicos, científicos, de jornal — na
maioria das vezes. Assim, o acordo preza pela linguagem formal, a escrita
de prestígio.

Não apenas a população não especializada, mas muitos linguistas resistiram e resistem
ao acordo homologado pelos países de língua portuguesa. A principal das críticas,
parece, relaciona-se às demasiadas regras quanto ao uso do hífen — apesar de algumas
terem sido abolidas, outras foram criadas. Outra norma, dessa vez relacionada ao trema,
foi — e é — tema de muita discussão, especialmente, quando se pensa em leitores
que não conhecem de antemão palavras como “quinquênio”, por exemplo, e a leem
pela primeira vez — lerão, provavelmente, como um dígrafo.
Contudo, os defensores consideram que, como a mudança proposta pelo acordo
está em nível da escrita (grafia), e não em nível da fala (fonética/fonologia), os novos
falantes terão recursos para tirar esse tipo de dúvidas, por exemplo, com professores
e outros falantes e serão corrigidos/informados sobre a pronúncia. Isso se dá porque,
antes de escrever, aprende-se a falar a língua; portanto, continuar-se-á a aprender
que se trata de quinquênio/pinguim/linguiça com a pronúncia do som “u” por meio
da escuta dessas palavras.
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Na charge da Figura 2, a seguir, você confere essa resistência, característica de muitos,


em relação à queda do trema.

Figura 2. Resistência a novas regras ortográficas.


Fonte: Solda ([2009], documento on-line).

Evanildo Bechara é um dos maiores gramáticos do Brasil, além de:

[...] membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e


doutor honoris causa pela Universidade de Coimbra. Professor Titular
e Emérito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da
Universidade Federal Fluminense (UFF), além de titular da cadeira nº
16 da Academia Brasileira de Filologia e da cadeira 33 da Academia
Brasileira de Letras. É autor de várias das principais gramáticas da língua
portuguesa destinadas tanto ao público leigo quanto a profissionais da
área: Moderna Gramática Portuguesa (37.ª edição, Rio de Janeiro : Editora
Lucerna, 1999); Gramática Escolar da Língua Portuguesa (1.ª edição, Rio
de Janeiro : Editora Lucerna, 2001); Lições de Português pela Análise
Sintática (18.ª edição, Rio de Janeiro : Editora Lucerna, 2004). É ainda
editor da revista Confluência, dedicada a temas linguísticos, editada pelo
Liceu Literário Português (EVANILDO..., 2016, documento on-line).

Para conhecer as defesas de Bechara a favor do novo acordo ortográfico, assista à


entrevista que o gramático deu acessando o canal no YouTube da Rio TV Câmara e
digitando no buscador “Entrevista - Evanildo Bechara”.
O novo acordo ortográfico 9

2 O novo acordo ortográfico: o que


mudou, afinal?
Ainda que, no Brasil, os falantes tenham se queixado a respeito das mudanças
de certas regras ortográficas, Portugal foi o país que mais precisou adequar-se
às alterações. Estima-se que 1,6% do vocabulário de Portugal tenha sofrido
alterações na escrita, enquanto, no Brasil, somente 0,5% das ocorrências
vocabulares sofrerão alteração.
E que mudanças foram essas, afinal? O acordo ortográfico foi dividido em
vinte seções, cada qual fundamentada por uma base. A estrutura do acordo
segue a seguinte arqueologia (BRASIL, 2014):

 Base I — do alfabeto e dos nomes próprios estrangeiros e seus derivados.


 Base II — do h inicial e final.
 Base III — da homofonia de certos grafemas consonânticos.
 Base IV — das sequências consonânticas.
 Base V — das vogais átonas.
 Base VI — das vogais nasais.
 Base VII — dos ditongos.
 Base VIII — da acentuação grafica das palavras oxítonas.
 Base IX — da acentuação gráfica das palavras paroxítonas.
 Base X — da acentuação das vogais tónicas/tônicas grafadas i e u das
palavras oxítonas e paroxítonas.
 Base XI — da acentuação gráfica das palavras proparoxítonas.
 Base XII — do emprego do acento grave.
 Base XIII — da supressão dos acentos em palavras derivadas.
 Base XIV — do trema.
 Base XV — do hífen em compostos, locuções e encadeamentos
vocabulares.
 Base XVI — do hífen nas formações por prefixação, recomposição e
sufixação.
 Base XVII — do hífen na ênclise, na tmese e com o verbo haver.
 Base XVIII — do apóstrofo.
 Base XIX — das minúsculas e maiúsculas.
 Base XX — da divisão silábica.

Embora tenha sido acordada em 1990, apenas em 2016 a nova ortografia


passou a vigorar no Brasil. Esse caráter tão recente da efetivação dessa nova
forma de registro ortográfico em nosso país leva a pensar em algumas de suas
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regras. Quanto a isso, não há escapatória: é preciso ler e reler o conteúdo e


comparar o antes e o depois — assim como é preciso desmistificar, para alunos
e/ou para membros da sociedade de forma geral, certos “mitos” apresentados,
tais como “agora não há mais hífen” ou “não se usa mais acento”.
Para os estudantes mais jovens, essa etapa será mais fácil, pois eles já
aprenderão as regras a partir do novo — não precisarão, portanto, comparar
o antes e o depois. Contudo, para os acadêmicos e especialistas, a comparação
é inevitável.
Um das críticas recebidas feitas ao acordo se refere à queda do acento
utilizado para diferenciar certos tempos verbais, como o caso do presente do
indicativo na terceira pessoa, “para”, que pode ser confundido com a prepo-
sição “para”. Contudo, essa queda do acento diferencial não ocorre sempre,
O verbo “pôr”, por exemplo, não perdeu o acento, para não ser confundido
com a preposição “por”. Assim, também, a terceira pessoa do singular do
pretérito perfeito de “poder” (pôde) não perdeu o acento circunflexo, para
não ser confundido com a forma verbal no tempo presente. Veja na Figura
3, a seguir, uma tirinha com um exemplo do verbo “poder” conjugado e da
preposição “por”.

Figura 3. Exemplo do verbo “poder” conjugado no presente do indicativo e da prepo-


sição “por”.
Fonte: Montanaro (2010, documento on-line).

Algumas regras ortográficas do novo acordo


Nesta seção, abordaremos algumas das regras apontadas no novo acordo,
concentrando-nos nas principais alterações. Lembramos que é muito impor-
tante que você conheça todas as regras e, para isso, você precisará visitar o
documento na íntegra.
O novo acordo ortográfico 11

Eixo I – Alfabeto

Antes composto por 23 letras, atualmente, comporta as letras K, W e Y,


somando 26 letras ao todo. A justificativa para tal se deu pelo fato de que, no
Brasil, essas letras já eram utilizadas em nomes próprios, por exemplo, e em
algumas abreviaturas, como em “km” (abreviatura para quilômetro).

Maiúsculas e minúsculas

Um ponto importante e pouco difundido é a mudança do uso de maiúsculas e


minúsculas: meses, dias da semana e estações passam a ter seus nomes grafados
em minúsculas: segunda-feira, e não Segunda-feira, como era anteriormente;
janeiro, e não Janeiro; e primavera no lugar de Primavera.
O mesmo ocorre, agora, com os pontos cardeais: todos eles iniciam em
minúsculas — exceto quando usados em termos absolutos (“Vou para o
Norte”; “Conheço algumas línguas do Ocidente”). Opcionalmente, usa-se
minúscula em:

[...] nomes que designam domínios do saber, cursos, disciplinas: inglês ou


Inglês; português ou Português; matemática ou Matemática.
Nomes de logradouros públicos (salvo nos nomes próprios neles contidos): rua
da palma ou Rua da Palma; avenida da liberdade ou Avenida da Liberdade.
Nomes de templos, edifícios ou monumentos (salvo nos nomes próprios neles
contidos): igreja dos anjos ou Igreja dos Anjos; convento de Mafra ou Convento
de Mafra (ACORDO..., 2015, documento on-line).

As alterações sobre esse quesito merecem nossa concentração, tendo em


vista que os estudantes preterem esse tema e, muitas vezes, inclusive, escrevem
com minúsculas seus próprios nomes e sobrenomes.

Acentuação gráfica

Uma das polêmicas da nova ortografia se relaciona às alterações, especial-


mente, dos acentos diferenciais. Trata-se de uma das mais severas críticas
ao novo acordo, pois pode gerar confusão na leitura e, consequentemente,
levar a mal-entendidos. Como vimos, a supressão do acento diferencial na
forma verbal “pára” (3ª pessoa do singular no presente do indicativo) pode
levá-lo a ser confundido com a preposição “para”. Contudo, os defensores
da supressão do acento argumentam que uma leitura se faz, sempre, dentro
de um contexto, e que o próprio contexto haverá de esclarecer em que tempo
12 O novo acordo ortográfico

verbal se insere o verbo, conforme em “Ele para de trabalhar, sempre, às


18 horas” e “Ele trabalha para pagar as contas”.
Veja, no Quadro 1, as novas regras relacionadas à acentuação gráfica.

Quadro 1. Novas regras relacionadas à acentuação gráfica

Exemplo
Nomenclatura Alteração Exemplo antes depois

Trema Utiliza-se somente nas Lingüica Linguiça


palavras estrangeiras Bündchen Bündchen
às lusófonas, como em
alemão
Acento diferencial Suprime-se em palavras Para (preposição) Para (preposição)
homógrafas Pára (3ª pessoa do Para (3ª pessoa do
singular, presente singular, presente
do indicativo) do indicativo)

Mantém-se em pala- (ele) Tem/(eles) têm (ele) Tem/(eles)


vras homógrafas que (ele) Mantém/(eles) têm
distinguem o plural e o mantêm (ele) Mantém/(eles)
singular dos verbos mantêm

Acento circunflexo Suprime-se em palavras Eles vêem Eles veem


terminadas em “êem”
(3ª pessoa do plural do
presente do indicativo
ou do subjuntivo)
Em palavras com hiato Eu enjôo Eu enjoo
“oo”

Paroxítonas com Suprime-se o acento Idéia, assembléia, Ideia, assembleia,


ditondo aberto “ei” tablóide, jóia tabloide, joia
e “oi”

Oxítonas terminadas Permanece o acento Céu Céu


em ditongo aberto Dói Dói
“ei” e “oi”

Vogais tônicas “i” e “u” Suprime-se o acento Feiúra Feiura


na posição paroxítona Baiúca Baiuca
se precedidas de
ditongo
“U” tônico dos verbos Suprime-se o acento Apazigúe Apazigue
que pertencem aos Delingúo Delinguo
grupos “gue/gui” e
“que/qui”
O novo acordo ortográfico 13

O humor é uma forma de criticar fatos que ocorrem na sociedade. A tirinha da Figura
4 é um exemplo da forma como os sujeitos sociais criam mitos (equivocados) sobre a
mudança ortográfica. O primeiro deles se mostra com o termo “gramatical”. Não foi
a língua como um todo que foi modificada: o acordo se restringe ao registro escrito
de certas palavras. Mas, atente-se: na tirinha, não há como saber se o uso da palavra
“gramaticais” foi proposital para ajudar a fazer a crítica social e gerar humor ou se foi
um equívoco real do autor da tirinha.
Outro aspecto a ser apontado pela tirinha, esse, sim, claramente proposital, é o uso
da palavra “acento”. Primeiramente, precisamos saber que se trata de uma confusão
que ocorre apenas na modalidade oral da língua, pois “acento” e “assento” têm som
semelhante. Contudo, é a escrita dessas palavras que as difere como “tonicidade”
e “lugar para se sentar”. Essa troca de sentidos por parte da personagem toca na
ignorância da maioria das pessoas sobre o que sejam, de fato, os objetivos do acordo
ortográfico e, especialmente, o que seja seu real conteúdo.

Figura 4. O humor e as regras ortográficas.


Fonte: Paula (2015, documento on-line).

O hífen

Certamente, o hífen foi a base que mais causou impacto na ortografia do


português brasileiro. Isso porque algumas palavras ganharam a hifeniza-
ção, outras simplesmente a perderam e algumas, além de a terem perdido,
aglutinaram-se. O Quadro 2, a seguir, apresenta algumas das alterações
relacionadas ao hífen.
14 O novo acordo ortográfico

Quadro 2. Exemplos de novas regras relacionadas ao hífen

Exemplo
Nomenclatura Alteração Exemplo antes Depois

Locuções

Nas locuções em geral Suprime-se Cão-de-guarda Cão de guarda


Dia-a-dia Dia a dia
Fim-de-semana Fim de semana

Vocábulos formados por prefixação, recomposição e sufixação — regras gerais

Aero Mantém-se Anti-inflamatório


Agro Arqui-inimigo
Anti Auto-observação
Auto Circum-hospitalar
Arqui Co-herdeiro
Circum Contra-ataque
Co Ex-namorado
Contra Inter-racial
Des Mini-instrumento
Entre Pan-nacionalismo
Ex Pós-graduação
Hidro Pré-operatório
Hiper Semi-intensivo
In Super-racional
Inter Tele-mensagem
Mini Ultra-apressado
Pan Vice-presidente
Pós
Pré
Pró
Pseudo
Sub
Semi
Super
Tele
Ultra
Vice

(Continua)
O novo acordo ortográfico 15

(Continuação)

Quadro 2. Exemplos de novas regras relacionadas ao hífen

Exemplo
Nomenclatura Alteração Exemplo antes Depois

Vocábulos formados por prefixação, recomposição e sufixação — regras gerais

Palavras formadas por Suprime-se Coedição


prefixo terminado em Extraescolar
vogal + palavra iniciada Semianalfabeto
com vogal diferente Extraescolar
Aeroespacial
Autoestrada

Prefixo “re” seguido de Suprime-se Re-edição Reedição


palavra iniciada em “e” Re-eleição Reeleição

Prefixo “co”, “re”, “pre” Suprimem-se o “h” Co-autor Coautor


átonosseguidos ou não e o hífen Co-habitante Coabitante
de “h” Co-ordenar Coordenar
Re-edição Reedição
Pre-estabelecer Preestabelecer

"pan-", "circum-", segui- Mantém-se Pan-americano


dos de vogais Circum-escola

Vocábulos compostos, locuções ou encadeamentos

Palavras compostas por Usa-se Ano-luz


justaposição, consti- Tio-avô
tuindo unidade única de Médico-cirurgião
sentido Segunda-feira
Guarda-chuva
Sul-africano

Palavras compostas por Suprime-se Gira-sol Girassol


justaposição sem noção Pára-quedas Paraquedas
de composição Manda-chuva Mandachuva
Passa-tempo Passatempo

Letra “h” posposta a uma Uso obrigatório, a Pré-história


prefixo, desde que o “h” não ser em palavras Anti-higiênico
se mantenha como “desumano”, Sub-hepático
que perdem o “h” Super-homem

(Continua)
16 O novo acordo ortográfico

(Continuação)

Quadro 2. Exemplos de novas regras relacionadas ao hífen

Exemplo
Nomenclatura Alteração Exemplo antes Depois

Vocábulos compostos, locuções ou encadeamentos

Última letra do prefixo é Uso obrigatório Antiinflamatório Anti-inflamatório


igual à primeira letra da Microondas Micro-ondas
palavra que o sucede Microonibus Micro-ônibus
Arquiinimigo Arqui-inimigo

Última letra do prefixo é Uso proibido Neo-liberalismo Neoliberalismo


diferente à primeira letra Extra-oficial Extraoficial
da palavra que o sucede Semi-círculo. Semicírculo

Prefixo terminado em Consoante deverá Supra-renal Suprarrenal


vogal, seguido de pala- ser dobrada Ultra-sonografia Ultrassonografia
vra iniciada em “R” ou “S” Contra-regra Contrarregra

Prefixo terminado em Segue regra de que Super-requintado


“R” ou “S” seguido de as letras iguais e se Super-realista
palavra iniciada em “r” separam Inter-resistente
ou “s”
Prefixo terminado em Usa-se o hífen Sub-reino
consoante Ab-rogar

Após os prefixos ex-, Uso mantido Ex-diretor


sota-, soto-, vice- e vizo- Ex-hospedeira
Sota-piloto
Vice-presidente
Vizo-rei

Após o uso de pós-, Uso mantido Pós-tônico


pré- e pró- tônicos e Pré-escolar
acentuados Pró-africano
Pró-europeu

Após os prefixos “co-, re-, Uso suprimido Co-ordenar Coordenar


pre” (sem acento) Re-edicão Reedição
Pré-estabelecer Preestabelecer

Palavras derivadas por Utiliza-se Capim-açu


sufixação, se o primeiro Andá-açu
elemento for terminado Amoré-guaçu
em tônica, acentuado
graficamente ou não, e o
segundo elemento for o
sufixo "açu" ou "guaçu",

(Continua)
O novo acordo ortográfico 17

(Continuação)

Quadro 2. Exemplos de novas regras relacionadas ao hífen

Exemplo
Nomenclatura Alteração Exemplo antes Depois

Vocábulos compostos, locuções ou encadeamentos

Formas pronominais Mantém-se Pegá-lo


Ceder-lhe
Pedi-o
Dar-te-emos

Formas pronominais Mantém-se Eis-me


após o advérbio “eis” Ei-lo

Fonte: Adaptado de Acordo... (2011).

3 As novas regras em uso: qual é a importância


global de seu uso com proficiência?
Uma questão importante a ser considerada é que línguas como a francesa,
por exemplo, têm registro ortográfico com base etimológica; ou seja, a partir
da origem da palavra. Já o português tem registro escrito de base fonética,
isto é, a partir da sororidade das palavras. Considerar essa questão nos leva a
observar que sempre haverá maiores dificuldades para os registros nos países
de língua portuguesa, com mais regras e exceções.
Por isso, para compreender melhor a concepção da reforma ortográfica,
foi necessário destacar princípios, tais como a noção de que a oralidade
e a ortografia pertencem a ordens distintas (lembrando o que foi dito na
primeira seção: a ortografia é convenção que não serve para representar,
ipsis literis, os sons da fala, mas para codificá-los). Por assim ser, certos
desacordos não significariam um problema, mas uma consequência natural
das distinções das diferentes nuances atribuídas aos diferentes lugares de
fala — lembramos, aqui, não apenas nos diferentes países, mas também
no interior de um mesmo país, como ocorre com os diversos falares dentro
do Brasil.
Para Henriques (2011), defensor da reforma ortográfica, a polêmica já
abordada se pauta, muitas vezes, no desconhecimento sobre o que seja a
ortografia, primeiramente, gerando o preconceito equivocado de que, se
18 O novo acordo ortográfico

mudou a ortografia, mudou a língua. Além disso, o autor considera que a


mudança gera incômodo por mexer com o que se estava habituado e que se
trata apenas de um costume.
Assim, o uso proficiente das novas regras ortográficas se relaciona com
os lugares pelos quais você circulará e, para isso, sua escrita deverá estar
adequada. Documentos oficiais, textos para provas e concursos, trabalhos
com revisão de textos, dentre outros, precisarão estar adequados aos critérios
proposto pelo acordo.
Portanto, embora o contexto, especialmente na modalidade oral, quase
sempre seja responsável por esclarecer a intencionalidade do falante, as si-
tuações formais de uso exigirão a norma de prestígio na modalidade escrita.
Nesse sentido, conhecer as novas regas da ortografia auxiliará o profissional
das linguagens, os futuros profissionais e aqueles que precisam apropriar-se
delas para os diferentes usos sociais.
Na Figura 5, por exemplo, temos uma tirinha que exemplifica essa questão:
na oralidade, não é possível diferenciar o uso das formas porque, por que,
por quê — na fala, todas soam exatamente da mesma forma. No entanto, na
escrita, é preciso basear-se nas regras oficiais da língua e diferenciar essas
formas de acordo com o sentido, como fica claro no último quadro da tirinha.

Figura 5. Regra: o uso de por que, porque, por quê.


Fonte: Diana (2020, documento on-line).
O novo acordo ortográfico 19

Como vemos, são muitas as questões que englobam a reforma ortográ-


fica assinada pelos países de língua oficial portuguesa. Além das questões
relacionadas à história dessa tentativa de unificação, é importante destacar
que se trata de uma unificação na modalidade escrita e que não se concentra
nas questões de uso oral e informal.
Além disso, é importante ter em mente que, tanto interna quanto exter-
namente, o acordo foi assinado a partir de desacordos, não foi totalmente
pacífico e é envolto em polêmicas. Por outro lado, está assinado e precisa ser
coerentemente difundido. Por isso, é importante conhecer algumas das regras
que causam maior dificuldade e polêmica e ler o acordo na íntegra.
Entendendo que os objetivos desse acordo são unificar e simplificar, é pre-
ciso apropriar-se dessas regras com proficiência e, inteirando-se dos aspectos
mais relacionados à política linguística e as duas diferentes visões sobre a
reforma, desenvolver um pensamento crítico sobre a temática.
Trata-se, entretanto, de um trabalho incompleto, porque não é possível dar
conta de quase vinte anos de polêmicas, tampouco de mais de um século de
discussões. Contudo, fica o convite, especialmente, para que você leia o acordo
em sua íntegra e siga envolvido nas pesquisas sobre o assunto, que é dinâmico
e constantemente se modifica, já que seu objeto é uma entidade viva, a língua.

Para ampliar seus conhecimentos sobre o tema, vale a pena ler o artigo “O acordo
ortográfico: uma questão de política linguística”, do Prof. Dr. José Luiz Fiorin, que aborda
o acordo para a unificação das ortografias oficiais do português utilizadas pelos países
lusófonos. Para defender o acordo do ponto de vista das políticas linguísticas, o artigo
aborda os seguintes pontos:
 as razões históricas que levam os países a distinguirem as ortografias do mesmo
português;
 os motivos que levam os países a aceitarem a adequação de suas ortografias;
 as principais críticas feitas contra o acordo, tanto no Brasil quanto em Portugal;
 a defesa da mudança e do acordo ortográfico.
O diferencial do artigo é a forma como Fiorin mostra o viés político desse acordo,
desmistificando a necessidade linguística para tal mudança.
20 O novo acordo ortográfico

ABBADE, C. M. S. Centenário da ortografia oficial da língua portuguesa: caminhos


percorridos. Linguagem em (Re)vista, v. 10, n. 20, jul./dez. 2015. Disponível em: http://
www.filologia.org.br/linguagememrevista/20/01.pdf. Acesso em: 20 jul. 2020.
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mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Acordo_Ortografico/documentos/o_novo_ao_0.
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BECHARA, E. Visão tranquila e científica do novo acordo ortográfico. VALENTE, A. (org.).
Unidade e variação na língua portuguesa: suas representações. São Paulo: Parábola
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Giovanna Montemurro]. Estadão, maio 2008. Disponível em: https://educacao.estadao.
com.br/noticias/geral,acordo-ortografico-divide-opinioes-de-especialistas,173993.
Acesso em: 20 jul. 2020.
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HENRIQUES, C. C. TDM - Entrevista" [Macau]08.nov.11. [S. l.: s. n.], 2011. 1 vídeo (28 min).
Publicado pelo canal KleberP de Souza. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=stJIA_UWrgg. Acesso em: 20 jul. 2020.
O novo acordo ortográfico 21

LUSOFONIA. In: HOUAISS, A. Dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro:


Objetiva, 2001.
MONTANARO, J. Livro. In: JOÃO Montanaro. [S. l.: s. n.], 2010. Disponível em: http://
joaomontanaro.blogspot.com/2010/06/livro.html. Acesso em: 20 jul. 2020.
PAULA, D. O. Atividade sobre novo acordo ortográfico a partir de uma tirinha do Edibar. In:
BLOG do professor Diogo. [S. l.: s. n.], 2015. Disponível em: http://diogoprofessor.blogspot.
com/2015/12/atividade-sobre-novo-acordo-ortografico.html. Acesso em: 20 jul. 2020.
POSSENTI, S. Sempre ortografia. In: PARANÁ. Secretaria de educação. Acordo ortográfico.
Curitiba: SEED, 2008. Disponível em: http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules/
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SOLDA, L. A. [Caiu o trema...]. [S. l.: s. n., 2009]. Disponível em: http://abagagemdo-
navegante.blogspot.com/2016/01/acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa.html.
Acesso em: 20 jul. 2020.

Leituras recomendadas
DOMINGOS, S. P. O conceito de lusofonia e a cooperação na promoção e difusão da
língua portuguesa: tópicos de intervenção. In: ENCONTRO DE LUSOFONIA, 2008. Anais
[...]. Torres Novas, 2008. Disponível em: https://www.cplp.org/Files/Filer/cplp/Domin-
gos_Simoes_Pereira/Discursos_DSP/SE_TNOVAS_13NOV08.pdf. Acesso em: 21 jul. 2020.
ENTREVISTA - Evanildo Bechara. [S. l.: s. n., 2014]. 1 vídeo (38 min). Publicado pelo
canal Rio TV Câmara. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=zcu-
-WMawmPA&feature=emb_logo. Acesso em: 20 jul. 2020.
FIORIN, J. L. O acordo ortográfico: uma questão de política linguística. Veredas, n. 1,
2009. Disponível em: https://www.ufjf.br/revistaveredas/files/2009/12/artigo012.pdf.
Acesso em: 21 jul. 2020.
NEVES, M. H. M. Um painel do acordo: as idas e vindas das questões políticas que
envolveram a unificação da nova grafia. Revista Língua Portuguesa: guia da nova or-
tografia, abr. 2009.

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