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DOCUMENTO DE

ORIENTAÇÃO
CURRICULAR DO
MUNICÍPIO DE
NOVA FRIBURGO
Documento preliminar, em
processo de elaboração de
acordo com a Deliberação
do CME 036/2021.
Última atualização em
25/04/2022.

NOVA FRIBURGO – RJ
2022

1
CAROLINE MOURA KLEIN
Secretária Municipal de Educação de Nova Friburgo

CINTIA DAMAZIO DA SILVA


Subsecretária de Gestão de Ensino e Aprendizagem da Rede Municipal
de Nova Friburgo

COORDENADORAS
Nicole de Moraes Barrozo
Roberta Cristane Cordeiro

2
EQUIPE TÉCNICA:

Anna Claudia Asth Arouca


Beatriz Canella Borges
Bianca Boechat Moreira Machado
Edmea Thurler Raymundo
Fabrício de Oliveira Lima Maduro
Gabriela Wermelinger Corrêa Schuele
Janaina Fragoso Fernandes da Rocha
Jorgeane da Vitória Abreu
José Tadeu Costa
Luciana Tassi Lopes de Carvalho Batptista
Márcia Cristina Muniz Guimarães Romito
Mayhara Tavares Jorge
Patrícia Müller de Azevedo
Rosane Cordeiro Rafael
Sergio Roberto Pinho Júnior
Xênia Simão Niedke

REVISÃO ORTOGRÁFICA:
Alexandre Nicolas Soares

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SUMÁRIO

PORTARIA DE Nº 05 DE 09 DE JUNHO DE 2021................................................... 08

DELIBERAÇÃO CME 036/2021 .............................................................................. 10

1. INTRODUÇÃO ............................................................................................. 14
1.1 CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO FRIBURGUENSE ........................ 16
1.2 REFERÊNCIAL CURRICULAR DO TERRITÓRIO FRIBURGUENSE:
ALGUMAS PERSPECTIVAS PEDAGÓGICAS .......................................... 19
1.2.1 Modalidades de Ensino ................................................................. 20
1.2.2 Educação Inclusiva ....................................................................... 20
1.2.3 Eduacação Integral ........................................................................ 22
1.2.4 Educação de Jovens e Adultos ...................................................... 28
1.2.5 Pedagogias Diferenciadas ............................................................. 31
1.2.6 Educação do Campo e no Campo ................................................ 32
1.2.7 Tecnologia da Educação .............................................................. 33
1.3 COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA ........................... 36

2. EDUCAÇÃO INFANTIL ................................................................................. 39


2.1 OS EIXOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL .................. 40
2.2 AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS ......................................................... 41
2.3 DIREITOS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DENTRO DOS
CAMPOS DE EXPERIÊNCIA ............................................................. 42
2.4 ACOMPANHANDO O PERCURSO .................................................... 53
2.5 ARTICULAÇÃO COM O ENSINO FUNDAMENTAL ........................... 56
2.6 SÍNTESE DAS APRENDIZAGENS ..................................................... 57

3. ENSINO FUNDAMENTAL ............................................................................. 62


3.1 ANOS INICIAIS ................................................................................... 62
3.2 TRANSIÇÕES NAS DIFERENTES ETAPAS ...................................... 63
3.3 ANOS FINAIS ..................................................................................... 65
3.4 EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS ............................................. 66
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3.5 A ÁREA DE LINGUAGENS ................................................................ 70
Língua Portuguesa ......................................................................................... 71
Arte ............................................................................................................. 164
Educação Física .......................................................................................... 183
Língua Inglesa ............................................................................................. 198

3.6 A ÁREA DE MATEMÁTICA .............................................................. 218


Matemática .................................................................................................. 219

3.7 A ÁREA DE CIÊNCIAS DA NATUREZA ........................................... 263


Ciências ....................................................................................................... 266

3.8 A ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS .................................................. 299


Geografia ..................................................................................................... 301
Història ........................................................................................................ 325

3.9 A ÁREA ENSINO RELIGIOSO ......................................................... 364


Ensino Religioso .......................................................................................... 364

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................... 372

5
APRESENTAÇÃO

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter


normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais
que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da
Educação Básica.
A Base deverá nortear a formulação dos currículos dos sistemas e das redes
escolares de todo o Brasil, indicando as competências e habilidades que se espera
que todos os estudantes desenvolvam ao longo da escolaridade.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) foi aprovada pelo Conselho
Nacional de Educação através da Resolução CNE/CP Nº 2, de 22 de dezembro de
2017, ela institui e orienta a implantação como referencial a ser respeitado
obrigatoriamente ao longo das etapas da Educação Básica.
A BNCC não é o currículo. Ela é referência obrigatória para a construção
curricular. Os currículos das redes e os projetos pedagógicos das escolas devem
conter os conhecimentos, competências e habilidades explicitados na BNCC, mas
podem e devem ir além: incluem metodologias e abordagens pedagógicas,
contextualizam as aprendizagens de acordo com a realidade local e tratam de
especificidades educacionais e culturais locais.
A implementação da BNCC é um processo longo e envolve muitas etapas e
mobiliza muitas pessoas.
No município de Nova Friburgo, as discussões sobre o currículo e a
participação para a sua elaboração tiveram início em 2015, com as primeiras
propostas do MEC de tecer a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atendendo
às estratégias estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE).
Na elaboração do Documento de Orientação Curricular do Município de Nova
Friburgo assim como no DOC-RJ, foi priorizada a participação democrática de
diferentes agentes da educação, fazendo parte dos GTs os coordenadores técnicos,
professores, orientadores pedagógicos, orientadores educacionais, gestores e
representantes do Conselho Municipal de Educação.
Para a construção deste documento curricular, da mesma maneira que o DOC-
RJ, utilizamos uma metodologia horizontalizada de análise dos documentos
norteadores, destacados assim no referido documento:
6
A discussão acerca de uma normatização curricular não é nova no Brasil.
Vale lembrar que na década de 1980 foram elaborados os Guias Curriculares
e nos anos 90, os Parâmetros Curriculares. Além dessas iniciativas, o
Conselho Nacional de Educação (CNE), desde a promulgação da Lei de
Diretrizes e Bases (LDB/1996), tem se dedicado ao cumprimento
das competências que lhe são atribuídas pelo art. 9º, § 1º, alínea "c" da Lei
Federal nº 9.131/95 e pelo Art. 90 da LDB, para a definição de Diretrizes
Curriculares Nacionais (DCNs). Especialmente em 2001, o CNE elaborou
uma coletânea com as DCNs aprovadas e homologadas até aquela data.

Sobre este processo, o DOC-RJ ainda destaca:

Cabe lembrar que entre os anos de 2009 e 2011 foram elaboradas e


aprovadas pelo CNE Diretrizes Nacionais Curriculares para a Educação
Infantil, para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, homologadas
pelo MEC.
Ainda sobre a questão de normatizações curriculares é importante ressaltar
que o Plano Nacional de Educação (PNE/ 2014), especialmente nas Metas
2, 3 e 7 - estratégias 2.1; 3.2 e 7.1, respectivamente, indica a atribuição do
MEC, em articulação com os estados, Distrito Federal e municípios, de
encaminharem ao CNE diretrizes pedagógicas para a Educação Básica e a
base nacional comum dos currículos, respeitadas a diversidade regional,
estadual e local.
Esse breve histórico torna-se fundante para a escolha de metodologia para
a materialização do previsto na LDB e no PNE quanto ao processo de
normatização curricular. O MEC optou por privilegiar a centralidade e
verticalidade na elaboração do Documento denominado Base Nacional
Comum Curricular (BNCC). O CNE, apesar de fazer audiências públicas e
reuniões ampliadas para a análise do Documento, concordou com tal
metodologia. Em 22 de dezembro de 2017, o CNE aprovou o Parecer e a
Resolução CNE/CP nº 2 que institui e orienta a implantação da Base Nacional
Comum Curricular, a ser respeitada obrigatoriamente ao longo das etapas e
respectivas modalidades no âmbito da Educação Básica.

Sendo assim, nossos coordenadores e equipes técnicas trabalharam em prol


da construção de um documento que carregue as características e atenda às
necessidades dos estudantes friburguenses. Sob a coordenação do Comitê Gestor e
parceria com os profissionais da rede municipal e das escolas privadas, nasce a
proposta do Documento Orientação Curricular do Município de Nova Friburgo.

EQUIPE DE IMPLEMENTAÇÃO DA BNCC

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PORTARIA DE Nº 05 DE 09 DE JUNHO DE 2021

Institui o Comitê Gestor Municipal de Implementação da


Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

A SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE NOVA FRIBURGO e o PRESIDENTE DO


CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE NOVA FRIBURGO, no uso de suas atribuições legais,

RESOLVEM :

Artigo 1º - Nomear o Comitê Gestor Municipal de Implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
composta pelos seguintes membros:

1. Executivo Municipal – Maiara Inimá de Oliveira Assis (titular) e Jorge Roberto França Fernandes
(suplente)
2. Conselho Municipal de Educação (CME) - Ricardo Lengruber Lobosco (titular) e Érica Guimarães
Ferreira (suplente)
3. Fórum Municipal de Educação (FME) - Marília Formiga Teixeira dos Santos (titular) e Eduardo de
Holanda Cavalcanti (suplente)
4. Sindicato dos Professores de Nova Friburgo e Região (SINPRO) - Neli Ferreira de Oliveira (titular)
e Adriano Thurler (suplente)
5. Sindicato das Escolas Particulares (SINEPE/RJ) - Rafaela Braga Matela (titular) e Francisco
Sanches Matela (suplente)
6. Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE) (Educação Infantil) Adriana Bittencourt
de Miranda Basílio (titular) e Daiany do Vale Barbosa (suplente) e (Ensino Fundamental) - Bluma
Salomão (titular) e Fátima Cristina Ayrola de Carvalho (suplente)
7. Gestores Municipais de Educação Infantil - Juliana Lopes Spezani (titular) e Andrezza da Cunha
Sindra Ieker Costa (suplente)
8. Gestores Municipais de Ensino Fundamental - Grace Kelly Campos Ferreira (titular) e Daniele Alves
Estanislau (suplente)

Artigo 2º - A participação no Comitê Gestor Municipal de Implementação da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC) não será remunerada; seu exercício será considerado serviço público relevante, e as atividades nele
desempenhadas serão feitas sem prejuízo daquelas decorrentes dos respectivos cargos e função.

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Artigo 3º - Este Comitê Gestor Municipal de Implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) será
coordenado por um dos membros representantes, eleito entre seus pares.

Artigo 4º - São atribuições do Comitê Gestor Municipal de Implementação da Base Nacional Comum Curricular
(BNCC) :

I - coordenar o processo de implementação da BNCC no Município;


II - tomar decisões e encaminhar os processos referentes à gestão e implementação da BNCC
no Município;
III - compartilhar o andamento do trabalho em regime de colaboração com a Comissão
Estadual de Implementação da BNCC.

Artigo 5º - As deliberações do Comitê Gestor serão publicadas por meio de Resoluções assinadas em conjunto
pela Secretaria Municipal de Educação e pelo Presidente do Conselho Municipal de Educação.

Artigo 6º - Esta Portaria entrará em vigor na data da sua publicação.

Artigo 7º - Revogam-se todas as disposições em contrário.

Registre-se, publique-se, cumpra-se. Nova


Friburgo, 09 de junho de 2021.

RITA DE CÁSSIA DE JESUS SILVA


SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE NOVA FRIBURGO

RICARDO LENGRUBER LOBOSCO


PRESIDENTE DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE NOVA FRIBURGO

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ESTADO DO RIO DE JANEIRO
PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA FRIBURGO
CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

DELIBERAÇÃO CME 036/2021

HOMOLOGA O DOCUMENTO DE ORIENTAÇÃO CURRICULAR NO TERRITÓRIO


DE NOVA FRIBURGO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Conselho Municipal de Educação de Nova Friburgo, no uso de suas atribuições,


considerando a necessidade de homologação do documento regulamentador da Base
Nacional Comum Curricular nos municípios,

DELIBERA:

Art. 1º Entende-se por currículo experiências escolares que se desdobram em torno


do conhecimento, permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e saberes
dos estudantes com os conhecimentos historicamente acumulados e contribuindo
para construir as identidades dos educandos, de acordo com as Diretrizes
Curriculares Nacionais da Educação Básica.

Art. 2º Os currículos escolares, no território de Nova Friburgo, devem possibilitar o (a)


aluno(a) a:
I- Ter acesso aos conhecimentos historicamente construídos e
sistematizados sobre o mundo físico, social, cultural e digital para
entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para
a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
II- Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria
das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a
imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive
tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
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III- Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais,
das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas
da produção artístico-cultural.
IV- Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora,
como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como
conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para
se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e
sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao
entendimento mútuo.
V-Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas
diversas práticas sociais e as escolares para se comunicar, acessar e
disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas
e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
VI- Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e
apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem
entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas
alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com
liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
VII- Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis,
para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões
comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência
socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e
global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo,
dos outros e do planeta.
VIII- Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e
emocional, compreendendo-se na diversidade humana e
reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e
capacidade para lidar com elas.
IX- Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a
cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e
aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade
de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas
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e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
X- Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com
base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.
Art. 3º Adotar o Documento de Orientação Curricular do Estado do Rio de Janeiro
como base para elaboração das diretrizes do Documento de Orientação Curricular do
Município de Nova Friburgo, a ser complementado com as especificidades territoriais
conforme os termos desta deliberação.

Art. 4º Fica determinado que as equipes pedagógicas e equipe gestora do processo


devem estudar teorias e concepções pedagógicas para (re)elaborar o currículo no
território municipal.

Art. 5º O Comitê Gestor Municipal de Implementação da Base Nacional Comum


Curricular, instituído pela Portaria 05/2021, tem a responsabilidade de mobilizar e criar
estratégias para garantir que trabalhadores(as) da educação e comunidades
escolares participem da construção do currículo e todas as etapas subsequentes.
Parágrafo único Os órgãos executivos e os responsáveis legais das instituições
privadas devem garantir condições de participação dos trabalhadores(as).

Art. 6º Fica determinado que a elaboração do documento referência do território


municipal deve garantir amplo debate, estudos, pesquisas e formações para subsidiar
de forma democrática a tomada de decisões.

Art. 7º O documento territorial com suas especificidades deve ser elaborado até o final
de 2022, garantindo-se cronograma de acompanhamento, avaliação e reelaboração
a cada 02 anos.

Art. 8º Deverá ser instituída uma Comissão permanente composta, minimamente,


pelos órgãos do Sistema Municipal de Ensino – Secretaria Municipal de Educação,
Conselho Municipal de Educação e Fórum Municipal de Educação - que será
responsável por planejar e criar estratégias para o acompanhamento, avaliação e
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reelaboração do documento territorial de forma transparente, ampla e democrática,
junto aos profissionais e comunidades escolares.

Art. 9º Esta deliberação entra em vigor na data de sua publicação.

CONCLUSÃO DO PLENÁRIO

O plenário APROVOU por unanimidade esta deliberação.

Nova Friburgo, 16 de dezembro de 2021.

Ricardo Lengruber Lobosco


Presidente do Conselho Municipal de Educação de Nova Friburgo

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1 – INTRODUÇÃO
“Para isso existem as escolas: não para ensinar as respostas, mas para ensinar
as perguntas. As respostas nos permitem andar sobre a terra firme.Mas somente
as perguntas nos permitem entrar pelo mar desconhecido.”
Rubem Alves

O processo de construção e elaboração de um documento que orienta a


concepção de currículos de um determinado território é um grande compromisso, pois
se sabe que a educação é uma eficaz ferramenta que promove a mudança social.
Assim, os desafios descritos neste documento somam - se às demandas das práticas
pedagógicas desenvolvidas pelos profissionais da educação do município de Nova
Friburgo, e será um grande conjunto de oportunidades de ressignificação da prática
pedagógica desenvolvida nas salas de aula que, consequentemente, beneficiarão os
estudantes com aulas dinâmicas, interdisciplinares e que acompanham o
desenvolvimento integral, buscando potencializar as capacidades humanas e, como
resultado disso, trazer transformações sociais. A educação deve ser a base
norteadora para que se adquira autonomia e assim se desenvolva uma visão do futuro,
propiciando uma educação pública de qualidade social.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada pelo Ministério da
Educação (MEC) em dezembro de 2017, prevista na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB) de 1996 e no Plano Nacional de Educação (PNE) de 2014,
advém de um forte processo de discussão e colaboração com os diferentes sujeitos
que fazem a educação brasileira. Ela visa orientar os entes federados na elaboração
de suas propostas curriculares, cujo foco deve estar alicerçado nos direitos de
aprendizagem e desenvolvimento integral dos estudantes da Educação Infantil e do
Ensino Fundamental.
As proposições da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) concebem a
escola como instituição social cuja finalidade é oportunizar o crescimento humano nas
relações interpessoais e possibilitar a apropriação do conhecimento a partir da
realidade do aluno, contribuindo na formação de cidadãos capazes de analisar,
compreender e intervir na realidade para a construção de uma sociedade de cidadãos
plenos.
Neste contexto, a escola motivará o estudante a buscar por uma consciência
crítica, ampliando sua visão de mundo, para que possa interpretar o contexto social
no qual está inserido e entender as relações intra e interpessoais, como também as
14
relações do ser humano com o meio em que vive.
Vasconcellos (2016, p. 09) diz que:

O currículo não pode ser pensado apenas como um rol de conteúdo a serem
transmitidos para um sujeito passivo. Temos que levar em conta as atitudes,
as habilidades mentais, por exemplo, também fazem parte dele. O currículo
que nos interessa é aquele em que o educando tem oportunidade de entrar
no movimento do conceito.

De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO


DE 1996 diz no Art. 1º. A educação abrange os processos formativos que se
desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições
de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e
nas manifestações culturais.
Como cita o artigo acima, a escola é um espaço de aprendizagem e de cultura.
Além da família e da sociedade, proporciona ações e princípios que dão significado
ao que se vive e se experimenta. Dessa forma, não é possível separar vivências
cotidianas, adquiridas ao longo da vida, de práticas e sentimentos. No ambiente
escolar são descobertos novos caminhos a serem trilhados, que levam a mudanças
de comportamentos, de trabalhos, de lutas para se alcançar a aprendizagem.
Para Piletti (1997), o currículo também trata de valores, comportamentos e
normas de cada indivíduo que se relaciona quando este se encontra em prática. Logo,
professores e estudantes estão sempre aprendendo a se conhecer, por intermédio
das aulas e fora delas, nos corredores, nos intervalos, nas festas escolares – e tudo
isso é currículo. As relações estabelecidas na sala ao longo do ano letivo, as
metodologias e os processos são também importantes. Estes, em conjunto com o
conteúdo curricular a ser aprendido, propiciam a aprendizagem com qualidade. Além
disso, os temas integradores presentes transversalmente nos conteúdos básicos e na
parte diversificada do currículo da Educação Infantil e do Ensino Fundamental dão-
lhe um caráter flexibilizador, possibilitando que as redes de ensino e a escola, através
do Projeto Político Pedagógico (PPP), abordem temas inerentes à sua realidade
social, do bairro, do município, da região e do estado. A Lei de Diretrizes e Bases –
LDB (1996) – e a BNCC (2017) apontam que deve haver complementação em âmbito
local, de acordo com as características regionais e locais do estabelecimento escolar.
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O Referencial Curricular do território friburguense servirá de base para que as
escolas das redes públicas e privadas (re) elaborem seus Projetos Político-
Pedagógicos (PPP), com autonomia e flexibilidade para (re)elaborar ou adequar
currículos e planos de aulas junto a seus docentes, de acordo com o que é
estabelecido na BNCC. É preciso, pois, que todos assumam o compromisso com a
promoção de aprendizagens significativas, uma vez que o currículo deve ser
conhecido, discutido e incorporado pelos profissionais de educação, que se
constituem como sujeitos da ação educativa, inclusive os que pensam as políticas
públicas sociais e educacionais.

1.1. CARACTERIZAÇÃO DO TERRITÓRIO FRIBURGUENSE

BREVE HISTÓRICO DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO

Segundo Rocha (2020), antes de se chamar Nova Friburgo, essa região, até a
cidade de Cantagalo, era conhecida como Fazenda do Morro Queimado. Por estas
terras, [...] já passaram muitos europeus, indígenas e escravos africanos que fizeram
parte do processo de colonização português.
A colonização ocorrida aqui em Nova Friburgo movimentou o transporte dos
produtos mais importantes economicamente na época: o ouro e o café. O ouro era
extraído de algumas cidades de minas gerais, passando pela fazenda do Morro
Queimado ate chegar à capital de rio de janeiro e ser transportado para a Europa. Já
o café, era plantado em vários lugares do nosso estado, incluindo a cidade de
Cantagalo. O café era torrado, moído e colocado em sacos. E esses sacos eram
colocados em carroças e mulas que saiam de Cantagalo, passavam por Nova Friburgo
e iam para Macacu (hoje conhecida como Cachoeiras de Macacu). De Macacu, o café
era transportado até o Rio de Janeiro onde eram embarcados em navios para vários
países. Os fazendeiros que produziam o café ficavam com uma parte da venda, mas
a outra parte do valor era paga em impostos que ficavam com a coroa portuguesa, ou
seja, com o Rei Dom João VI e sua família.
A fazenda do Morro Queimado foi se tornando um local de grande importância para
a economia da região e chamou atenção do rei para que fosse colonizada por novos
grupos de imigrantes. Foi então que uma lei da época permitiu a entrada de colonos
16
suíços no Brasil que vieram para a Região Serrana do Rio de Janeiro. Cerca de 1.686
imigrantes vindos da Suíça se distribuíram em pedaços de terra chamadas de lotes
ou coloniais. E, então, com os objetivos de formar uma cidade com cultura suíça
realmente, Nicolau Sebastião Gachet fez um pedido ao Rei Dom João VI, que cria,
em 16 de maio de 1818 – data em que se comemora o aniversá rio da cidade -, a
colônia de suíços no Brasil. Mas, a Vila de Nova Friburgo é fundada apenas em 03 de
janeiro 1820. Mais tarde chegaram outros grupos migratórios de italianos, espanhóis,
libaneses, húngaros, austríacos e japoneses que formaram várias colônias
fundamentais para formação de nossa identidade cultural.
De acordo com Botelho (2012, p. 39), a colonização friburguense a partir de 1820
se deu basicamente com a imigração de colonos alemães e suíços. Com a
predominância do cultivo cafeeiro no século XIX, sendo esta a principal fonte de
economia nacional, houve então o deslocamento de escravos negros das mais
diversas nações africanas para a então Vila de Nova Friburgo. A intenção da
colonização, através dos suíços, era de justamente fazer com que Nova Friburgo fosse
um núcleo experimental de mão de obra livre; porém, dados coletados nos anos de
1800 mostram que a população escrava era basicamente metade da população
branca / livre. Espanta saber que até mesmo padres e os próprios colonos suíços
possuíam escravos para atividades domésticas e laborais.
Tais informações questionam a imagem da cidade de Nova Friburgo conhecida
como a suíça brasileira, uma vez que a mão obra escrava perdurou durante anos a
fio, principalmente no período do ouro e do café, trazendo até hoje sequelas no que
tange à educação desta população. Mesmo assim, no dia 04 de setembro de 2017,
Nova Friburgo recebeu o título oficial de “Suíça Brasileira”, por ter sido a primeira
cidade a receber imigrantes da Suíça, por decreto de Dom João VI, que, na época
autorizou a vinda de cerca de 1.800 colonos suíços para a região em 1818.
Hoje Nova Friburgo é um município do estado do Rio de Janeiro, Região
Sudeste do país. Sua população estimada em 2021 é de 191.664 habitantes. Localiza-
se no centro-norte do estado, a 22º16’55 de latitude sul e 42º31'52 de longitude oeste,
a uma altitude média de 985 metros, distando 136 km da capital fluminense, com
densidade demográfica de 195,07 hab/km², ocupa uma área de 933, 414 km².
Compreende os distritos: Centro, Riograndina, Campo do Coelho, Amparo, Lumiar,
Conselheiro Paulino, São Pedro da Serra e Mury.
17
As principais atividades econômicas são baseadas em: indústria
metalúrgica, moda íntima, olericultura, caprinocultura e indústria (têxteis, vestuário e
do setor metal-mecânico) e turismo. É também considerada a cidade mais fria do
estado.

A EDUCAÇÃO FRIBURGUENSE

Na década de 30 e 40 do século passado, Nova Friburgo começava a receber


indústrias e se encontrava bem localizada nas principais rotas comerciais (como
mencionado anteriormente). Apesar de ainda possuir muitas características rurais,
começava a se destacar como cidade com bons referenciais educacionais. Parte da
educação nesta época era transmitida por mulheres consideradas “notórias educaras”
em seus lares. As turmas eram geralmente pequenas, possuíam idades variadas e os
conteúdos eram diversos.
Em contrapartida, grandes institutos de educação vieram para a região serrana
para atender às necessidades das crianças e jovens pertencentes à nobreza. Um
exemplo disso foi o fato de Nova Friburgo ter sido escolhida por John Henry Freese
para abrigar seu Instituto de Educação (onde hoje está instalado o Colégio Nossa
Senhora das Dores). Freese percebeu a grande carência de formação preparatória
para os filhos das elites políticas do império. Seu instituto preparava esses meninos
para as necessidades administrativas e comerciais locais, além de impulsioná-los à
formação em engenharia, direito e medicina. Dessa forma, o Instituto de Educação de
Freese, fundado em 1841, ajudaria a tornar a cidade de Nova Friburgo uma referência
de ensino da época.
Janaína Botelho (2021), em um de seus artigos conta que:

Estas classes eram ministradas as primeiras letras, português, latim, grego,


inglês, francês, alemão, matemáticas(incluso um curso de engenharia civil),
aritmética, comércio, contabilidade mercantil, filosofia, lógica, história geral e
natural, química, física, geografia(incluso os elementos de navegação),
retórica, astronomia, caligrafia, desenho, música, dança e instrução religiosa
e moral. Na educação física se objetivava dar ao aluno uma constituição forte
e corpo robusto desenvolvendo as suas forças físicas por meio de asseio,
abluções cotidianas e banhos frios. Faziam-se exercícios ginásticos, jogos

18
atléticos e militares, corridas, cricket, jogo de bola, de corda e praticavam
esgrima e jogo de espada. (acessado em 15 de março de 2022)

Outra instituição que representa um momento histórico da cidade é o Colégio


Anchieta. Fundada por jesuítas vindos da Itália em 1886, inicialmente instalada na
“casa-grande” da Fazenda do Morro Queimado. Apenas em 1901, com o aumento do
número de alunos, foi construída sua sede atual. Até 1966 funcionou em regime de
internato de seminaristas e tinha o intuito de formar jesuítas brasileiros. A partir de
1966, a escola foi reorganizada e tornou-se um externato, aberto aos friburguenses.
Nova Friburgo cresce assim abrigando essas e outras instituições de ensino
importantes. Algumas zelando pela transmissão da qualidade do ensino tradicional,
outras incorporando as ideias modernas que lhes eram contemporâneas, como a
Escola Estadual Ribeiro de Almeida, fundada em 1912 (onde funciona atualmente o
IENF), o Colégio Cêfel, fundado em 1944, no qual seus fundadores aplicavam
metodologias diferentes, oriundas de seu pais de origem e o Colégio Nova Friburgo
(Fundação Getúlio Vargas) que em 1950 surge baseada na Pedagogia Summerhill,
criada na Grâ-Bretanha.

1.2 REFERENCIAL CURRICULAR DO TERRITÓRIO FRIBURGUENSE: ALGUMAS


PERSPECTIVAS PEDAGÓGICAS

O desafio posto pela contemporaneidade à educação é o de garantir,


contextualizadamente, o direito humano universal e social inalienável à
educação. O direito universal não é passível de ser analisado isoladamente,
mas deve sê-lo em estreita relação com outros direitos, especialmente, dos
direitos civis e políticos e dos direitos de caráter subjetivo, sobre os quais
incide decisivamente. Compreender e realizar a educação, entendida como
um direito individual humano e coletivo implica considerar o seu poder de
habilitar para o exercício de outros direitos, isto é, para potencializar o ser
humano como cidadão pleno, de tal modo que este se torne apto para viver
e conviver em determinado ambiente, em sua dimensão planetária. A
educação é, pois, processo e prática que se concretizam nas relações
sociais que transcendem o espaço e o tempo escolares, tendo em vista os
diferentes sujeitos que a demandam. Educação consiste, portanto, no
processo de socialização da cultura da vida, no qual se constroem, se
mantêm e se transformam saberes, conhecimentos e valores. (MEC, 2013)

19
1.2.1 Modalidades de Ensino

As instituições educacionais de Nova Friburgo, sejam elas públicas ou


privadas, continuam sendo uma grande referência para toda a região. Famílias de
todo o Estado do Rio de Janeiro continuam, ao longo da história, se mudando para
nossa cidade em busca de um local mais “aprazível” para criar e educar seus filhos.
E nossa cidade oferece excelentes instituições, atendendo desde berçários às
Universidades.
Neste sentido, este Referencial Curricular Municipal tem por objetivo
orientar e auxiliar para que as escolas friburguenses garantam a aprendizagem de
todas as crianças enquanto direito, mas que a diversidade pedagógica ofertada seja
garantida como característica histórica da educação em nossa cidade.
Neste documento serão sugeridos referenciais teóricos, objetos de
aprendizagem, habilidades e competências que poderão melhor atender às
necessidades dos estudantes friburguenses que estão em nossas unidades
educacionais que contemplem as modalidades: Educação Infantil (obrigatoriamente
todas as públicas e particulares), Ensino Fundamental - Anos Iniciais e Finais
(obrigatoriamente todas as escolas da rede municipal e sugestivo para as escolas
estaduais e privadas) e Educação de Jovens e Adultos (obrigatoriamente todas as
escolas da rede municipal e sugestivo para as escolas estaduais e privadas). Bem
como trataremos outros temas transversais a todas as modalidades citadas, como os
que se seguem.

1.2.2 Educação Inclusiva

Encontramos relatos sobre o início da educação especial no Brasil ainda no


século XIX, quando inspirados pelas experiências norte-americanas e europeias,
ações isoladas e particulares foram organizadas para atender a pessoas com
deficiências físicas, sensoriais e mentais. É possível afirmar que no Brasil temos três
grandes períodos na história da educação especial:

20
Figura 1

Adaptado MANTOAN, 2002.

Não há dúvidas entre os pesquisadores, que a Declaração Mundial de


Educação para Todos, escrita após a conferência de Jomtien 1990, realizada na
Tailândia, quando um documento foi elaborado para atender os grupos minoritários,
dentre eles o das pessoas com deficiência ressaltando a necessidade de “tomar
medidas que garantam a igualdade de acesso aos portadores de todo e qualquer tipo
de deficiência como parte integrante do sistema educativo” (UNESCO, 1990, p. 5) e
em seguida, a conferência intitulada “Conferência Mundial sobre Necessidades
Educativas Especiais: acesso e qualidade”, que aconteceu em Barcelona na Espanha
no ano de 1994, onde estiveram presentes participantes representando 92 governos
e 25 organizações internacionais (BRASIL, 1994) que foram grandes divisores no
tratamento aplicado às políticas públicas para educação das pessoas com deficiência
no Brasil. A partir dessa conferência em Barcelona, foi escrita a Declaração de
Salamanca, da qual o Brasil é signatário, garantindo o direito à educação especial às
pessoas com deficiência nas escolas regulares de ensino e contribuindo para a
diminuição da exclusão social destas pessoas. Desde então, o Brasil deu início à sua
política pública de educação inclusiva, sendo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
(LDB nº 9.394/1996) o primeiro documento a incorporar as intenções dos encontros
internacionais citados, no qual o Brasil assumiu o compromisso da inclusão das
pessoas com qualquer tipo de deficiência no sistema educativo.
As Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, por
meio da Resolução do Conselho Nacional de Educação e a Câmara de Educação
Básica nº 02/2001, provocou avanço na perspectiva da universalização do ensino e
ao mesmo tempo um marco fundador no que se refere à atenção para a diversidade
existente na educação brasileira (BRASIL, 2013). Observa-se no documento Marcos
21
Políticos Legais da Educação Especial, no ano de 2004, uma relevante reflexão sobre
a importância de um sistema educacional inclusivo através dos “[...] benefícios da
escolarização de alunos com e sem deficiência nas turmas comuns do ensino regular”.
(BRASIL, 2010, p. 14). A Educação Especial passa por inúmeras reformas, mas com
o mesmo objetivo que consiste em dar oportunidade aos alunos com deficiência de
frequentar um sistema capaz de promover um ensino de qualidade para todos.
No ano de 2007, o Ministério de Educação lança o Plano de Desenvolvimento
da Educação (PDE), aprovado pelo Decreto n° 6.094/07. Esse plano estabelece, nas
diretrizes do compromisso de todos pela educação, “[...] a garantia do acesso e
permanência, no ensino regular e o atendimento às necessidades educacionais
especiais dos alunos, fortalecendo seu ingresso nas escolas públicas”. (BRASIL,
2010, p. 17)
Assim sendo, as primeiras leis de inclusão social para as pessoas com
deficiência são: a Constituição Federal (1988) e a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação (LDB/ 9.394/1996). Nesses documentos, é firmado o direito da educação a
todos, sendo o Estado o responsável por garanti-lo. Posteriormente, encontramos
menção sobre os direitos das pessoas com deficiência e o acesso à educação em
outros documentos legais como pode ser observado na figura 2, que demonstra, numa
linha do tempo, os Marcos Normativos da Educação Especial no Brasil até os dias
atuais:

22
Figura 2 - Linha do tempo com os marcos normativos da Educação Especial no Brasil
23
Nesse sentido, após esse breve apanhado das normativas que instituem a
Educação Especial no Brasil, o município de Nova Friburgo, por meio deste
documento que estabelece os Referenciais Curriculares do Município, corrobora em
sua prática o compromisso por atender a Educação Especial na perspectiva da
educação inclusivade extrema importância para fazer avançar a educação e os
direitos dos cidadãos que apresentam algum impedimento de natureza intelectual,
auditiva, visual, motora, sensorial, física, múltipla ou com altas
habilidades/superdotação, pois compreendemos que toda e qualquer escola comum
se torna inclusiva quando adota práticas pedagógicas pertinentes e viáveis às
especificidades dos alunos e evidentemente, quando reconhece as diferenças dos
estudantes e busca o progresso de todos. Compreende-se que quando todas as
escolas forem inclusivas não será necessário adjetivá-las, pois escola se tornará um
espaço onde a convivência com a diversidade será algo natural, absorvido pelas
práticas e gestos das pessoas que respeitam as diferenças como expressão da
singularidade humana. Com vistas à promoção de uma educação inclusiva, este
referencial se caracteriza por identificar e combater as barreiras que colocam entraves
à educação dos estudantes público-alvo da educação especial, que para além da
barreiras arquitetônicas, de transporte, de comunicação e informação, tecnológicas e
estruturais, são sobretudo, barreiras atitudinais, arraigadas nos comportamentos das
pessoas através das experiências vividas numa sociedade preconceituosa e
excludente.
Outra reflexão fundamental a que este documento se propõe é quanto ao
fomento às práticas pedagógicas inclusivas: sugerimos que as escolas, através das
orientações pedagógicas, realizem adequação curricular e construam um plano de
ensino individualizado; valorizem e ofereçam a formação continuada dos professores
dentro da temática da educação especial na perspectiva inclusiva; e incentivem e
ofereçam (quando possível) o atendimento educacional especializado (AEE) de
maneira a complementar ou suplementar o desenvolvimento dos estudantes público-
alvo da educação especial nas salas de recursos multifuncionais.

24
1.2.3 Educação Integral

No Brasil, na primeira metade do século XX, encontramos investidas


significativas a favor da Educação Integral, tanto no pensamento quanto nas ações de
cunho educativo, de anarquistas, de integralistas e de educadores como Anísio
Teixeira, que tanto defendiam quanto procuravam implantar instituições escolares em
que essa concepção fosse vivenciada. Hoje, no século XXI, a implementação da
Educação Integral no ensino básico expressou-se por meio da promulgação de
legislação especifica. No entanto, a Educação Integral ainda é um desafio para a
educação, pois, deve estar amplamente associada ao campo das políticas sociais,
mas não perder de vista sua especificidade em relação às políticas educacionais.
Sendo assim, o desenvolvimento pleno e integral dos indivíduos é uma
concepção presente nas legislações que regulamentam o sistema educacional
brasileiro. O Artigo 205 da Constituição Federal de 1988 assegura o direito à
educação “visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o
exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Em consonância, a Lei Nº
9.394/96 - Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) apresenta em seu Artigo
2º que a educação “tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando”.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) - Lei Nº 9.394/96
reitera os princípios constitucionais e, ainda, prevê a ampliação progressiva da
jornada escolar do ensino fundamental para o regime de tempo integral (Arts. 34 e
37), a critério do estabelecimento de ensino. No Art. 3º, inciso X admite e valoriza as
experiências extracurriculares as quais podem ser desenvolvidas com instituições
parceiras da escola.
Por sua vez, a Lei Nº 10.172, de 09 de janeiro de 2001, que instituiu o Plano
Nacional de Educação (PNE) retoma e valoriza a Educação Integral, como
possibilidade de formação integral da pessoa.
No entanto, a educação Integral implica considerar as questões das variáveis
do tempo, com referência à ampliação da jornada escolar e dos espaços, aos
territórios em que cada escola está situada. Trata-se de tempos e espaços escolares
reconhecidos, graças à vivência de novas oportunidades de aprendizagem, para a
reapropriação pedagógica de espaços de sociabilidade e de diálogo com a
comunidade local, regional e global. E é, nesse contexto, que a Educação Integral
25
emerge como uma perspectiva capaz de re-significar os tempos e espaços escolares.
Contudo o nome “educação integral” induz a uma armadilha fácil: considerar
que, se o aluno fica o dia inteiro na escola, ele tem acesso a uma educação integral.
A educação integral tem um conceito muito mais amplo, cujo cerne é
o desenvolvimento integral do aluno. O tempo de permanência na escola – ou melhor,
em circunstâncias de aprendizagem – é apenas um dos três pilares que a sustentam.
O primeiro deles é o desenvolvimento do ser humano em todas as suas
dimensões. Ou seja, para se ter um ambiente de educação integral, o aluno deve ser
formado não só do ponto de vista intelectual, mas também no afetivo, no social, no
físico. Para que isso ocorra e já chegando ao segundo pilar, é preciso que haja uma
integração de tempos e espaços, com a inclusão de diversos atores no processo
educativo. Assim, a educação não deve ficar limitada ao espaço escolar nem se apoiar
exclusivamente no professor. A educação integral é, portanto, aquela em que os
cidadãos se envolvem e compartilham saberes, dentro ou fora da escola. Já o terceiro
pilar é o do desenvolvimento das atividades em tempo integral.
A partir de 2017, com a aprovação e implementação da Base Nacional Comum
Curricular (BNCC), a multidimensionalidade e singularidade do indivíduo colocou o
estudante como centro do processo pedagógico. Dessa forma, a BNCC pressupõe
a construção de currículos mais pertinentes à formação integral dos
estudantes, “rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão
intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva” (BNCC, 2017, p. 14).
Nessa perspectiva, a BNCC coloca a educação integral como centro da
proposta formativa, a partir de habilidades e competências que devem
ser desenvolvidas nas múltiplas dimensões formativas do sujeito: intelectual, social,
emocional, física, ética e cultural. Portanto, a BNCC reconhece que toda a trajetória
do estudante pela Educação Básica deve ser pautada na sua formação e
desenvolvimento em toda a sua globalidade. Porém, Educação integral e em Tempo
Integral não são a mesma coisa. A perspectiva da educação integral não tem
necessariamente uma relação com tempo em sala de aula. É preciso ter cuidado para
não confundir uma jornada quantitativa com a essência qualitativa do
processo integral de aprendizagem. Mesmo que exista uma extensão da carga
horária dos alunos na escola (educação em tempo integral), é preciso existir
uma construção educativa propositiva, a partir das intencionalidades de
26
conhecimentos e aprendizados. Segundo a Base Nacional Comum Curricular:

Independentemente da duração da jornada escolar, o conceito de educação


integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à construção
intencional de processos educativos que promovam aprendizagens
sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos
estudantes e, também, com os desafios da sociedade contemporânea. Isso
supõe considerar as diferentes infâncias e juventudes, as diversas culturas
juvenis e seu potencial de criar novas formas de existir. (BNCC, 2017, p. 14).

É importante destacar que a partir da convicção de que a aprendizagem é fruto


das relações do sujeito com tudo que o cerca, para promover o
desenvolvimento global é preciso considerar a ampliação dos espaços
educativos. Não restrita ao espaço físico ou ao tempo escolar, a educação integral
deve abranger também os espaços comunitários e urbanos, transpondo os limites do
espaço físico escolar como partes integrantes e essenciais para a formação dos
alunos, evidenciando, dessa forma, o aluno em tempo integral, cujo foco de ampliação
da jornada está no estudante por intermédio de instituições não necessariamente
pertencentes à escola, o que garante a construção do conhecimento a partir das
diversas dimensões humanas.
Segundo a concepção de Anísio Teixeira sobre o tema, a educação deve
preparar o sujeito integralmente, oferecendo-lhe condições para atuar nas diversas
situações e vivências. A escola não pode ser vista como única possibilidade, mas
como lugar onde a educação integral poderia ser potencializada. Portanto, a escola
não deve se restringir à mera transmissão de conteúdo, deve ser local de ampliação
dos valores éticos, morais, culturais, artísticos, sociais e afetivos, buscando constituir
uma educação cidadã, com contribuições de outras áreas e organizações da
sociedade civil.

A escola já não poderia ser a escola dominantemente de instrução de


antigamente, mas fazer às vezes de casa, da família, da classe social e, por
fim, da escola propriamente dita, oferecendo à criança e aos jovens
oportunidades completa de vida, compreendendo atividades de estudos,
trabalho, vida social, de recreação e jogos. (TEIXEIRA, 1977, p. 129).

De acordo com a Lei 13005/2014 que regula o Plano Nacional de Educação


(PNE), a escola em tempo integral está presente na meta 6 que determina “oferecer
educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas
públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos alunos
27
da educação básica.”
De acordo com Moll (2014) sobre a escola de tempo integral no PNE, faz-se
necessário destacar:
Assim, ao explicitar na meta 6 o oferecimento de educação em tempo integral,
no mínimo, em 50% das escolas públicas, de forma a atender pelo menos
25% dos estudantes da educação básica e progressivamente implementar a
atuação do professor em uma mesma escola, o PNE dialoga com um
processo de construção em curso no País que reconecta o passado – nos
termos de Anísio e Darcy – ao presente, projetando um futuro distinto. Aliás,
Paulo Freire dizia que não há futuro se o presente não for
transformado.(MOLL, 2014, p. 375).

No município de Nova Friburgo, a implementação da Educação em Tempo


Integral deve promover a articulação desse processo por meio de uma abordagem
educacional mais abrangente, embasada no fomento do acesso e na aquisição dos
conhecimentos científicos, artísticos, culturais, filosóficos e tecnológicos enquanto
patrimônio cultural, tendo como base a diversificação curricular. Nesse contexto,
defende-se a escola em tempo integral como alternativa para o alcance de uma
educação de qualidade, baseada na interação do estudante com a comunidade,
valorizando a diversidade cultural, a família e os ambientes coletivos, de forma a
contribuir para a construção de uma sociedade acolhedora e participativa, podendo
responder às novas expectativas sociais.
Nessa perspectiva, a Educação Integral é contemplada na proposta de trabalho
da SME / LDO – Nova Friburgo de maneira a “Ampliar de forma gradativa a oferta da
educação em tempo integral, promovendo a reestruturação pedagógica da rede
pública a partir do levantamento de necessidades e oportunidades, por meio de ações
que ampliem espaço, tempo e diversidade de atividades, prioritariamente nas
comunidades em situação de vulnerabilidade social, fazendo uso, sempre que
possível, de estratégias de ensino híbrido” (Proposta de Trabalho SME - LDO / 2021
– 2025).

1.2.4 Educação de Jovens e Adultos

Nas salas de aula da Educação de Jovens e Adultos, estão reunidos


alunos de diferentes faixas etárias, com diferentes graus de expectativas em relação
à aprendizagem. Com um perfil heterogêneo, a nossa proposta tem como objetivo
principal um processo de alfabetização, em que o domínio dos códigos linguísticos
28
possa introduzir os nossos estudantes no mundo letrado, onde possam fazer uso
desse aprendizado em sua vida cotidiana e real, interpretando assim a realidade social
em que estão inseridos e exercendo a cidadania em maiores condições de igualdade.
E, é um grande desafio da EJA que precisa se preocupar com a formação da
cidadania, o mundo do trabalho e a formação humana, levando em consideração as
experiências e vivências sociais desses estudantes. Por isso, considerar o “saber de
experiência” dos jovens, adultos e idosos nos processos de escolarização implica,
segundo Paulo Freire uma postura dialógica em que pressupõe o respeito entre os
sujeitos nele envolvidos, pois, o diálogo não é apenas uma técnica, mas uma ação
pedagógica vista como uma estratégia de ensino.
A proposta curricular da EJA procura contemplar a vivência e a experiência dos
alunos que frequentam esta modalidade, buscando considerar as características dos
educandos, permitindo a eles, percorrerem trajetórias de aprendizagens não
padronizadas, respeitando o ritmo próprio de cada um no processo de apropriação
dos saberes, bem como suas histórias de vida e seus conhecimentos. Para Freire,
numa primeira aproximação com sua realidade o aluno vai tomando consciência do
que vive, de como vive. Diante disso, deparamo-nos, não com a finalização do
trabalho do educador, mas sim, com o seu início. Por isso, na ação educativa com o
jovem, adulto ou idoso, é importante a valorização do cotidiano e da prática de cada
um no processo de construção do conhecimento em sala de aula e em sua
comunidade, propondo ações significativas, simbólicas, através da linguagem, da
cognição e da cultura.
Segundo Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo do aluno se dá por meio da
interação social, ou seja, de sua interação com outros indivíduos e com o meio. A
aprendizagem é uma experiência social que é mediada pela interação entre a
linguagem e a ação. A sua teoria também chama a atenção da importância do
envolvimento ambiental no desenvolvimento do aluno e no processo de formação da
mente. Sua metodologia não abria mão da relação entre teoria e prática, no que diz
respeito ao entendimento empírico da psicologia humana. A participação do aluno e
do educador no processo de aprendizagem aponta para importância da inserção
social do indivíduo, nos momentos adequados, em suas diversas fases de
crescimento, mostrando que a mente depende constitutivamente do contato estreito
com uma comunidade para sua efetiva maturação.
29
Com isso, oportunizar educação apropriada a jovens e adultos, estimula o
acesso e a permanência do trabalhador na escola, com ações integradas entre si,
como determina a de Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394/96,
em seu art. 37 que diz que a educação de jovens e adultos será destinada àqueles
que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio
na idade própria.
Por isso, a preocupação em conhecer e atender as especificidades dos jovens
e adultos que chegam à escola deve ser prioridade no momento da construção da
identidade desses estudantes.
Portanto, no segmento da EJA, é preciso entender a necessidade dos jovens e
adultos em querer atividades práticas, e, cabe ao professor (a) refletir crítica e
sistematicamente acerca de suas ações educativas. A partir dessa “reflexão-ação” o
educador terá condições de planejar ações concretas para auxiliar na superação das
dificuldades apresentadas pelas dinâmicas e diversidades que emergem das relações
que se estabelecem na EJA e, não ficar apenas na teoria e na retórica, pois, não
satisfaz completamente o aprendiz, uma vez que ele quer saber como e onde aplicar
o conhecimento.
Para Wallon, autor de grande relevância para a EJA, a pessoa deve ser vista
como parte integrante do meio em que está inserida e coloca a afetividade como um
dos aspectos centrais do desenvolvimento, pois, a dimensão afetiva ocupa lugar
central, tanto do ponto de vista da construção da pessoa quanto do conhecimento. O
autor afirma que a emoção é a exteriorização da afetividade: é um fato fisiológico que
se expressa no humor e nos atos e, ao mesmo tempo, é um comportamento social na
sua função de adaptação do ser humano ao seu meio. Os movimentos de expressão
evoluem de fisiológicos a afetivos, em que a emoção cede terreno aos sentimentos e,
depois, às atividades intelectuais. O educador da EJA, ao observar as reações
emotivas de seu aluno, encontra indicadores para analisar as estratégias usadas em
sala de aula "Se o professor consegue entender o que ocorre quando o aluno está
cansado ou desmotivado, por exemplo, é capaz de usar a informação a favor do
conhecimento, controlando a situação.”
A proposta curricular “Experiência e Vivência na EJA” utiliza como base e
estudo da Andragogia, que é a arte ou ciência de orientar adultos a aprender, segundo
a definição cunhada na década de 1970 por Malcolm Knowles. O termo remete para
30
o conceito de educação voltada para o adulto, em contraposição à pedagogia, que se
refere à educação de crianças (do grego paidós, criança). Nossa metodologia de
ensino utiliza a prática como uma forma eficaz de aprendizagem, a ação da “educação
pelo trabalho” segundo Freinet. Portanto, a organização curricular partirá de situações
concretas das vidas e dos contextos dos sujeitos que frequentam as salas de aulas
da EJA, com bases nas experiências e vivências dos homens e mulheres, jovens e
adultos.
O currículo da EJA correlaciona-se, também, com a proposta governamental
da nova Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, que contribuirá para promover a
equidade educacional e seguirá as orientações do PME-NF que solicita a atualização
a cada dois anos da proposta curricular, garantindo, assim, nesse processo, a
participação dos agentes envolvidos, integrando a formação à preparação para o
mundo do trabalho, a inter-relação entre teoria e prática, abrangendo os eixos da
ciência, do trabalho, da tecnologia e da cultura, de modo a adequar ao tempo e à
organização do espaço pedagógico da escola em que atua com a Educação de
Jovens e Adultos. (Matriz Filosófica, 2018 / SME)

1.2.5 Pedagogias Diferenciadas:

No município de Nova Friburgo, existe um grande número de escolas


que desenvolvem seu trabalho a partir de influências pedagógicas diversas. Além das
tradicionais, podemos citar a Pedagogia Waldorf, a Pedagogia da Alternância, a
Pedagogia Montessoriana e as escolas que possuem influências das teorias
psicológicas sobre a aprendizagem Construtivistas e Sociointeracionistas. Também
temos muitas escolas que hoje estão implementando Metodologias Ativas, nas quais
os alunos se tornam mais protagonistas e as tecnologias são empregadas em prol da
aprendizagem. Esta última vem sendo muito indicada nos documentos mais recentes
relacionados ao currículo.
Não vamos, neste momento, decorrer sobre cada uma delas. Mas é importante
ressaltar que todas devem buscar uma prática em consonância com as orientações
realizadas em todos os documentos referenciais já mencionados: BNCC, DOC-RJ e
este documento complementar que aborda as características e necessidades do
território de Nova Friburgo.
31
1.2.6 Educação do Campo e no Campo

Outro movimento importante em nossa cidade está relacionado à educação do


campo, hoje representado mais fortemente pelas escolas que utilizam a Pedagogia
da Alternância, mas não só por elas. A construção de um currículo do campo para as
escolas localizadas no campo deve ser constituído com base nos aspectos políticos e
culturais dos povos do campo em seus contextos característicos, possibilitando o
atendimento das comunidades camponesas.

A educação do campo, tratada como educação rural na legislação brasileira,


tem um significado que incorpora os espaços da floresta, da pecuária, das
minas e da agricultura, mas os ultrapassa ao acolher em si os espaços
pesqueiros, caiçaras, ribeirinhos e extrativistas. O campo,nesse sentido, mais
do que um perímetro não-urbano, é um campo de possibilidades que
dinamizam a ligação dos seres humanos com a própria produção das
condições da existência social e com as realizações da sociedade
humana.(BRASÍLIA, 2012, pág 7 e 8. Educação do Campo: marcos
normativos)

A escola é um dos espaços sociais onde identidades são formadas


promovendo situações e práticas significativas que ampliem as experiências de vida
do educando num panorama crítico do mundo. E, de acordo com Arroyo (2010),
escolas localizadas no campo favorecem a formação individual e coletiva. As escolas
do camo são os locais onde se oportunizam diferentes aprendizagens e onde
acontecem também as manifestações culturais específicas do lugar. Assim, o
ambiente escolar se torna um importante espaço de socialização, que oportuniza o
acesso ao conhecimento historicamente acumulado e socialmente construído,
mantendo as tradições da comunidade e respeitando as características do seu meio,
promovendo educação com a realidade social, cultural e de pertencimento local.
A Educação do Campo não está a serviço do capital internacional, que, muitas
vezes, expulsa os trabalhadores do campo, estimulando a concentração fundiária no
Brasil. Ao contrário, ela está focada nas atividades agropecuárias desenvolvidas pelas
famílias em pequenas propriedades que, muitas vezes, nem são suas.
Assim focalizada, a compreensão de campo não se identifica com o tom de
nostalgia de um passado rural de abundância e felicidade que perpassa parte
da literatura, posição que subestima a evidência dos conflitos que mobilizam
as forças econômicas, sociais e políticas em torno da posse da terra no país.
(Brasília, 2021, pág 8. Educação do Campo: marcos normativos)

32
As relações educativas devem integrar a família, a escola, a comunidade com
sua cultura e suas tradições, construindo identidades e o desenvolvimento da
população rural, garantindo uma educação integral de qualidade para todos os
cidadãos do campo e sua imensa diversidade e multiculturalidade e acolhendo as
diferenças sem transformá-las em desigualdades. Elas devem prezar por trabalhos
pedagógicos com padrão de qualidade que não descaracterizem a educação para o
campo e que atendam as suas especificidades.

Assim, a decisão de propor diretrizes operacionais para a educação básica


do campo supõe, em primeiro lugar, a identificação de um modo próprio de
vida social e de utilização do espaço, delimitando o que é rural e urbano sem
perder de vista o nacional.
(BRASÍLIA, 2012, pág 26 e 27. Educação do Campo: marcos normativos).
De acordo com Caldart (2004), o tripé campo-políticas públicas-educação
demonstra o direito à educação dos povos do campo em uma educação que
seja no e do campo. No: o povo tem direito a ser educado no lugar onde vive;
Do: o povo tem direito a uma educação pensada desde o seu lugar e com a
sua participação, vinculada à sua cultura e suas necessidades humanas e
sociais, o que se consolida pela sua universalização em políticas
públicas.(CALDART, 2004, p. 149-150).

1.2.7 Tecnologia na Educação:

A tecnologia possui um papel fundamental na atual sociedade, de forma que a


sua compreensão e uso são tão importantes que um dos pilares da BNCC é a cultura
digital e como ela deve ser inserida no processo de ensino e aprendizagem, propondo
formar estudantes com conhecimentos e habilidades considerados essenciais para o
século XXI. Na prática, todo o documento incentiva a modernização dos recursos e
das práticas pedagógicas, com o uso da tecnologia.
Além de tornar o ensino atrativo, o papel da tecnologia na educação
é aproximar os alunos do conteúdo lecionado e trazer para o cotidiano da escola os
gêneros textuais midiáticos já utilizados por esses estudantes em vida.
Uma das formas de fazer isso e transformar a experiência dos alunos no
processo de ensino-aprendizagem é usar plataformas digitais para disponibilizar
conteúdo. Nesses espaços, os professores podem disponibilizar textos,
vídeos, atividades, avaliações e muito mais.
Dessa forma, para ter acesso aos materiais, os alunos vão precisar de um

33
celular ou computador. Essas ferramentas servem para aumentar o engajamento
deles com compromissos escolares, já que usar a tecnologia é muito mais atraente
para crianças e adolescentes.

Diante desse objetivo, a tecnologia permeia a Base Nacional Comum Curricular


como um todo. Entretanto, as competências gerais, especialmente as de número 4 e
5, trazem mais detalhes de como a aplicar a tecnologia na BNCC na prática:

4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras,


e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das
linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e
produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. (Base Nacional Comum
Curricular)
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas
práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e
disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.(Base Nacional
Comum Curricular)

Na Educação Infantil, a tecnologia tem como função estimular o pensamento


crítico, criativo e lógico, a curiosidade, o desenvolvimento motor e a linguagem. Já no
Ensino Fundamental, os alunos devem ser orientados pelos professores para que eles
consigam usufruir da tecnologia de forma consciente, crítica e responsável, tanto no
contexto de sala de aula quanto para a resolução de situações cotidianas.
Para isso, os professores podem e devem explorar o auxílio de metodologias
que aliam a tecnologia ao ensino, promovendo o desenvolvimento integral
das competências e habilidades previstas na BNCC.
Por muito tempo houve uma discussão acerca da funcionalidade da tecnologia
em sala de aula, sobretudo a respeito do uso de celulares entre os alunos. Contudo,
a escola tem o desafio de implementar de fato o uso de ferramentas tecnológicas.
Afinal, é muito difícil separar a escola da tecnologia! Hoje em dia, uma boa parte dos
alunos tem celulares e acessam a internet com frequência. A escola não pode lutar
contra a inclusão digital, mas sim utilizá-la como uma ferramenta de ensino e educar
os alunos para que a usem da melhor maneira possível.
A tecnologia, no entanto, é citada ao longo da BNCC diversas vezes,
mostrando-se presente nas mais diversas disciplinas. Os professores podem utilizá-
la de maneira a estimular a criatividade, o pensamento lógico, a cooperação, a
34
linguagem e o pensamento crítico.

COMO A BNCC PREVÊ A UTILIZAÇÃO DAS TECNOLOGIAS?

A BNCC reconhece os benefícios que a cultura digital tem promovido nas


esferas sociais. O avanço tecnológico e a multiplicação de celulares, smartphones e
computadores estão diretamente ligados ao hábito de consumo dos jovens. Diante
dessas interações multimidiáticas e multimodais, a proposta da Base é trabalhar com
uma intervenção social que contextualize o uso da tecnologia ao currículo aplicado,
desenvolvendo essa que é uma das dez competências gerais citadas pelo documento.
Alguns trechos que defendem essa prática:
● Competência geral da Educação Básica
Utilizar tecnologias digitais de comunicação e informação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas do cotidiano (incluindo as
escolares) ao comunicar, acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos e resolver problemas. (BNCC, 2017)

● Competência de Matemática
Utilizar processos e ferramentas matemáticas, inclusive tecnologias digitais
disponíveis, para modelar e resolver problemas cotidianos, sociais, de outras
áreas do conhecimento, validando estratégias e resultados.(BNCC, 2017)

● Competência de Língua Portuguesa


Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de
forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais
(incluindo as escolares), para se comunicar por meio das diferentes
linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e
desenvolver projetos autorais e coletivos.(BNCC, 2017)

● Competência de Ciências
Utilizar diferentes linguagens e tecnologias digitais de informação e
comunicação para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir
conhecimentos e resolver problemas das Ciências da Natureza de forma
crítica, significativa, reflexiva e ética.(BNCC, 2017)

● Competência de Língua Inglesa


Utilizar novas tecnologias, com novas linguagens e modos de interação, para
pesquisar, selecionar, compartilhar, posicionar-se e produzir sentidos em
práticas de letramento na língua inglesa, de forma ética, crítica e
responsável.(BNCC, 2017)

● Competência de Arte

35
Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa e criação
artística.(BNCC, 2017)

1.3 COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Ao definir essas dez competências, a BNCC assume que a

Educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuem para a


transformação da sociedade, tornando-a mais humana, socialmente justa, e,
também, voltada para a preservação da natureza” (BRASIL,2013)24. Tais
competências representam um “chamamento à responsabilidade que envolve
a ciência e a ética”, devendo constituir-se em instrumentos para que a
sociedade possa “recriar valores perdidos ou jamais alcançados”
(BRASIL,2013)25. Em síntese, esse conjunto de competências explicita o
compromisso da educação com a formação humana integral e com a
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.(Mec,
2021)hpp://basenacionalcomum.mec.gov.br/acessado em 01 de dezembro
de 2021 às 16:23.

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o


mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade,
continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa,
democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das
ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a
criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e
resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos
conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às
mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-
cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e
escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das
linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e
produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas
práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e
36
disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer
protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de
conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações
próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da
cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência
crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para
formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que
respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o
consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento
ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional,
compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as
dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação,
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos,
com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos
sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem
preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em
princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

37
DOCUMENTO DE
ORIENTAÇÃO
CURRICULAR DO
MUNICÍPIO DE
NOVA FRIBURGO

EDUCAÇÃO
INFANTIL

NOVA FRIBURGO – RJ
2022

38
2. EDUCAÇÃO INFANTIL

As grandes mudanças na legislação que se referem à Educação Infantil


começaram em 1988 com a promulgação da Constituição Federal. Nela ficou
estabelecida, como dever do Estado, a garantia da educação para crianças de zero a
cinco anos, nos sistemas formal e institucional, sendo a Educação Infantil como
primeira etapa da educação básica. A partir daí surgiram novos marcos legais com
objetivo de garantir os direitos da criança, como podemos identificar na linha do tempo,
abaixo:

39
O Documento de Orientação Curricular do Estado do Rio de Janeiro (DOC-RJ)
atende à Deliberação CEE-RJ nº 373/2019, que institui a implantação do DOC-RJ,
definindo princípios e referências curriculares para as instituições de educação básica
que integram o sistema estadual de ensino do Rio de Janeiro. “De acordo com a
Deliberação, o DOC-RJ deve agir como indutor das revisões dos currículos escolares,
bem como dos projetos políticos-pedagógicos, não se colocando como um currículo
geral, algo que não é desejado pela sociedade civil e a própria BNCC não
recomenda.”
Foi organizado por equipes disciplinares de docentes pertencentes às redes
públicas e privadas do estado e enriquecidas por diversas contribuições e sugestões
que foram recebidas através da participação em plataformas digitais e consultas
públicas realizadas pelo CEE-RJ.
Substancia-se assim, como fruto do trabalho de profissionais da educação que
se esforçaram em prol desta tarefa, buscando a preparação de um documento que
subsidiasse a realização de boas práticas educacionais, contribuindo para a formação
integral dos estudantes do nosso estado, de modo a ressignificar o ambiente escolar
e formar jovens protagonistas e preparados para responder aos desafios do mundo
do trabalho e da vida, além de promover uma formação comum indispensável ao
exercício pleno da cidadania. O DOC-RJ oferece reflexões sobre os diferentes grupos
etários na educação infantil apontados na BNCC, assim como o trabalho do
professor(a), que também está interligado à gestão escolar, a equipe técnica
pedagógica, as famílias e a toda comunidade escolar.
Enfatizamos a importância de prévia leitura do DOC-RJ que conta a história da
sua organização e elaboração, mostrando a maestria utilizada: uma metodologia
horizontalizada possibilitando a participação social, demonstrando o respeito à opinião
coletiva e aos diversos olhares dos atores envolvidos, mas com uma sensibilidade
ímpar ao observar e caracterizar o público da educação infantil, mostrando para os
profissionais da educação que não há a pretensão de criar nenhum roteiro didático
para execução de atividades para cumprimento do professor no seu fazer pedagógico
com as crianças, que ele exerça seu poder de autoria na escolha de práticas a serem
promovidas com/e para as crianças, através de sua formação profissional e
continuada, assim como a proposta pedagógica construída coletivamente nos
espaços escolares, contribuindo com o exercício dos profissionais da educação infantil
40
em ter uma observação e escuta atenta às crianças, sensibilidade em acolher as
ideias e interesses que surgem na turma.
Na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm
como eixos estruturantes as INTERAÇÕES e a BRINCADEIRA, assegurando-lhes os
DIREITOS de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se.
“A BNCC não é o currículo, e sim um orientador para a construção do
currículo.”Assim, o DOC-RJ (2019, p. 35) ressalta a importância de cada município
elaborar o seu próprio currículo, podendo ampliar/acrescentar suas especificidades,
conservando a base comum a todos, como consta nas Diretrizes Curriculares
Nacionais da Educação Infantil em seu Art. 3°:

O currículo da Educação Infantil é concebido como um conjunto de práticas


que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os
conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental,
científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de
crianças de 0 a 5 anos de idade.(BRASIL, 2009, p.1)

A Educação Infantil tem um propósito de existência, uma finalidade em si


mesma, que vem se aperfeiçoando e ganhando novos contornos como se pode ver
em sua trajetória histórica no Brasil. Este propósito está firmado nas DCNEI, que
validam um currículo pautado não em matrizes conteudistas, mas em práticas
pedagógicas que buscam articular os saberes que as crianças trazem, com os
conhecimentos socialmente construídos.
As DCNEI, diante da concepção curricular, em seu artigo 4º, validam:

As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que


acriança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos
que nas interações, relações, e práticas cotidianas que vivencia, constrói
suaidentidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende,
observa,experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza
e a sociedade,produzindo cultura.

Assim, o direito de voz da criança é reconhecido, bem como o direito de espaço,


respeito e, protagonismo em seu processo de aprendizagem, além de planejador,
copartícipe, pesquisador e questionador, junto ao professor, desenvolvendo seu
senso crítico enquanto sujeito da sua aprendizagem e da sua história.

41
2.1 OS EIXOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a educação Infantil (DCNEI) trazem


em seu artigo 9º, que as “INTERAÇÕES E A BRINCADEIRA”, são os eixos
norteadores das práticas pedagógicas, levando-nos a pensar que não há como
conceber um brincar sem interações, visto que ambos acontecem de maneira
indissociável, assim como o CUIDAR E O EDUCAR.
As interações que a criança estabelece com parceiros diversos propiciam
significativas aprendizagens e desenvolvimento. Assim as crianças pequenas
necessitam ter muitas oportunidades para interagir com parceiros diversos, adultos e,
em especial, outras crianças e manter uma comunicação face-a-face em seu
cotidiano. Já a brincadeira é reconhecida enquanto ludicidade, como processo pelo
qual a criança deixa de reagir ao mundo com base apenas em suas percepções e
afetos, e passa a ser capaz de lidar com imagens e fazer de conta que um determinado
objeto, personagem ou ambiente representa outra coisa.
A brincadeira é, para a criança, um dos principais meios de expressão que
possibilita a aprendizagem e a investigação sobre as pessoas e o mundo. Portanto,
as instituições de educação infantil precisam valorizar e possibilitar nas organizações
do trabalho pedagógico, estratégias em que as interações e a brincadeira sejam
prioridade em suas práticas.
A BNCC diz:
Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos,
com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu
acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua
criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais,
expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.(BNCC, p. 38)

As instituições deverão favorecer o brincar e o interagir de diversas formas,


proporcionando às crianças práticas tais como:
● Brincar e interagir com crianças da mesma idade e de idades diferentes;
● Brincar e interagir com a natureza e seus elementos;
● Brincar e interagir em diferentes espaços e ambientes, cuidadosamente
pensados e preparados;

42
● Brincar e interagir com seus professores, com professores de outras turmas,
com os demais profissionais da Unidade escolar, com seus amigos, com os
colegas das demais turmas e com seus pais;
● Brincar e interagir para além das paredes da sala de aula e dos muros da
escola;
● Brincar e interagir com diferentes materiais e objetos, estruturados ou não,
intencionalmente organizados para a exploração.
A base para a construção da personalidade e da ação motora da criança é O
BRINCAR. Ao realizar qualquer aprendizagem, ela o faz de corpo inteiro. Segundo
Basei (2008) “o corpo fala, cria e aprende com o movimento. Expressando-se através
de gestos, que são ricos de sentidos e intencionalidades.” Desta forma, podemos
entender que o ensino “não pode ser concebido como uma mera aplicação de normas,
técnicas e receitas pré-estabelecidas, mas como um espaço de vivências
compartilhadas, de busca de significados, de produção de conhecimento e de
experimentação da ação.” (SACRISTÁN, 2002 apud BASEI, 2008, p.1).

2.2 AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS

Ensinar uma criança não é encher um vaso, é acender uma chama.


Montaigne

A organização curricular da Educação Infantil na BNCC (Base Nacional


Comum Curricular) está estruturada em cinco CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS:
● O eu, o outro e o nós;
● Corpo, gestos e movimentos;
● Traços, sons, cores e formas;
● Escuta, fala, pensamento e imaginação;
● Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações.
No âmbito destes, são definidos os objetivos de aprendizagem e
desenvolvimento.
Os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as
situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes,
entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte de um patrimônio cultural
43
(BRASIL – BNCC, 2017). Estão divididos em três grupos etários, e dentro de cada
campo, em vez de habilidades, há objetivos de aprendizagem e desenvolvimento:
1 - BEBÊS (de zero a um ano e seis meses).
2 - CRIANÇAS BEM PEQUENAS (um ano e sete meses a três anos e onze meses).
3 - CRIANÇAS PEQUENAS (quatro anos a cinco anos e onze meses).
Além dos Campos de Experiência, a BNCC estabelece para a Educação Infantil
seis Direitos de Aprendizagem:
● Conviver
● Brincar
● Participar
● Explorar
● Expressar
● Conhecer-se
Para garantir esses direitos, o professor precisa sempre tê-los em mente,
observando se as experiências propostas estão proporcionando a garantia de cada
um deles.
Os campos de experiência trazem a essência de como garantir os Direitos de
Aprendizagem dentro de cada campo, além dos objetivos de aprendizagem para cada
grupo etário, como veremos a seguir:

2.3 DIREITOS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DENTRO DOS CAMPOS DE


EXPERIÊNCIA:

CAMPO DE EXPERIÊNCIAS O EU, O OUTRO E O NÓS


Trabalha com as experiências de interação com os pares e os adultos, a partir
das quais as crianças constroem um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão
descobrindo que existem outros modos de vida e pessoas diferentes. Ao mesmo
tempo em que vivem suas primeiras experiências sociais, desenvolvem autonomia e
senso de autocuidado.

44
DIREITOS DE APRENDIZAGEM NO CAMPO:
CONVIVER com crianças e adultos em pequenos grupos, reconhecendo e
respeitando as diferentes identidades e pertencimento étnico-racial, de gênero e
religião de seus parceiros.
BRINCAR com diferentes parceiros desenvolvendo sua imaginação e solidariedade.
EXPLORAR diferentes formas de interagir com parceiros diversos em situações
variadas, ampliando sua noção de mundo e sua sensibilidade em relação aos outros.
PARTICIPAR ativamente das situações do cotidiano, tanto daquelas ligadas ao
cuidado de si e do ambiente, como das relativas às atividades propostas pelo/a
professor/a.
EXPRESSAR às outras crianças e/ou adultos suas necessidades, emoções,
sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, oposições.
CONHECER-SE e construir uma identidade pessoal e cultural, valorizando suas
características e as das outras crianças e adultos, aprendendo a identificar e combater
atitudes preconceituosas e discriminatórias.

OBJETIVOS PARA O GRUPO DOS BEBÊS – Crianças de zero a 1 ano e 6 meses


(EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos;
(EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e
interações das quais participa;
(EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar
materiais, objetos e brinquedos;
(EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos, emoções, utilizando gestos,
balbucios e palavras;
(EI01EO05) Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de
alimentação, higiene, brincadeira e descanso;
(EI01EO06) Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos,
adaptando-se ao convívio social.

45
OBJETIVOS PARA AS CRIANÇAS BEM PEQUENAS – de 1 ano e 7 meses a 3 anos
e 11 meses
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com
crianças e adultos;
(EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para
enfrentar dificuldades e desafios;
(EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa
etária e adultos;
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e
fazendo-se compreender;
(EI02EO05) Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes,
respeitando essas diferenças;
(EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e
brincadeiras;
(EI02EO07) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um
adulto.

OBJETIVOS PARA AS CRIANÇAS PEQUENAS – Crianças de 4 anos a 5 anos e 11


meses
(EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm
diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir;
(EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades,
reconhecendo suas conquistas e limitações;
(EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de
participação e cooperação;
(EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos;
(EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as
características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive;
(EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida;
(EI03EO07) Utilizar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos
nas interações com crianças e adultos.

46
CAMPO DE EXPERIÊNCIAS CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS
Destaca experiências em que gestos, posturas e movimentos constituem uma
linguagem com a qual as crianças se expressam, se comunicam e aprendem sobre si
e sobre o universo social e cultural.

DIREITOS DE APRENDIZAGEM NO CAMPO:


CONVIVER com crianças e adultos experimentando marcas da cultura corporal nos
cuidados pessoais, na dança, música, teatro, artes circenses, escuta de histórias e
brincadeiras.
BRINCAR utilizando criativamente o repertório da cultura corporal e do movimento.
EXPLORAR amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, produção de sons e de
mímicas, descobrindo modos de ocupação e de uso do espaço com o corpo.
PARTICIPAR de atividades que envolvem práticas corporais, desenvolvendo
autonomia para cuidar de si.
EXPRESSAR corporalmente emoções e representações tanto nas relações
cotidianas como nas brincadeiras, dramatizações, danças, músicas, contação de
histórias.
CONHECER-SE nas diversas oportunidades de interações e explorações com o seu
corpo.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA OS BEBÊS - Crianças de zero a 1 ano e 6


meses
(EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções,
necessidades e desejos;
(EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações
em ambientes acolhedores e desafiantes;
(EI01CG03) Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais;
(EI01CG04) Participar do cuidado do seu corpo e da promoção do seu bem-estar;
(EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando
suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos.

47
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA AS CRIANÇAS BEM PEQUENAS – de 1
ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses
(EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si,
nos jogos e brincadeiras;
(EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como: em
frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e
atividades de diferentes naturezas;
(EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar)
combinando movimentos e seguindo orientações;
(EI02CG04) Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo;
(EI02CG05) Desenvolver progressivamente habilidades manuais, adquirindo controle
para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA AS CRIANÇAS PEQUENAS – Crianças


de 4 anos a 5 anos e 11 meses
(EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos,
sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano, como em brincadeiras,
dança, teatro e música;
(EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso do seu corpo em brincadeiras
e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras
possibilidades;
(EI03CG03) Criar movimentos, gestos, olhares, mímicas e sons com o corpo em
brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música;
(EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado relacionados à higiene, alimentação,
conforto e aparência;
(EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus
interesses e necessidades em situações diversas.

48
O CAMPO DE EXPERIÊNCIAS TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS

Possibilita à criança viver de forma criativa, experiências com o corpo, a voz,


instrumentos sonoros, materiais plásticos e gráficos que alimentem percursos
expressivos ligados à música, à dança, ao teatro, às artes plásticas e à literatura.

DIREITOS DE APRENDIZAGEM NO CAMPO


CONVIVER e fruir com os colegas e professores manifestações artísticas e culturais
da sua comunidade e de outras culturas – artes, plásticas, música, dança, teatro,
cinema, folguedos e festas populares.
BRINCAR com diferentes sons, ritmos, formas, cores, texturas, objetos, materiais,
construindo cenários e indumentárias para brincadeiras de faz de conta, encenações
ou para festas tradicionais.
EXPLORAR variadas possibilidades de usos e combinações de materiais,
substâncias, objetos e recursos tecnológicos para criar desenhos, modelagens,
músicas, danças, encenações teatrais e musicais.
PARTICIPAR de decisões e ações relativas à organização do ambiente (tanto o
cotidiano quanto o preparado para determinados eventos), à definição de temas e à
escolha de materiais a serem usados em atividades lúdicas e artísticas.
EXPRESSAR suas emoções, sentimentos, necessidades e ideias cantando,
dançando, esculpindo, desenhando, encenando.
CONHECER-SE no contato criativo com manifestações artísticas e culturais locais e
de outras comunidades.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA OS BEBÊS - Crianças de zero a 1 ano e 6


meses
(EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos cotidianos;
(EI01TS02) Traçar marcar gráficas em diferentes suportes, usando instrumentos
riscantes e tintas;
(EI01TS03) Explorar diferentes fontes sonoras e materiais para acompanhar
brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

49
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA AS CRIANÇAS BEM PEQUENAS – de 1
ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses
(EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para
acompanhar diversos ritmos de música;
(EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila,
massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes
ao criar objetos tridimensionais;
(EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em
brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA AS CRIANÇAS PEQUENAS – de 4 anos


a 5 anos e 11 meses
(EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos, e instrumentos musicais
durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais ou festas;
(EI03TS02) Expressar-se livremente por meio do desenho, pintura, colagem,
dobradura e escultura, criando produções bidimensionais ou tridimensionais;
(EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre)
utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons.

O CAMPO DE EXPERIÊNCIAS ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO


Promove situações de fala e escuta, em que as crianças participam da cultura
escrita, partindo do que as crianças conhecem e de suas curiosidades, oferecendo o
contato com livros e gêneros literários para, intencionalmente, desenvolver o gosto
pela leitura e introduzir a compreensão da escrita como representatividade gráfica.
DIREITOS DE APRENDIZAGEM NO CAMPO
CONVIVER com crianças e adultos em situações comunicativas cotidianas,
constituindo modos de pensar, imaginar, sentir, narrar, dialogar e conhecer.
BRINCAR com parlendas, trava-línguas, adivinhas, memória, rodas, brincadeiras
cantadas, jogos e textos de imagens, escritos e outros, ampliando o repertório das
manifestações culturais da tradição local e de outras culturas, enriquecendo sua
linguagem oral, corporal, musical, dramática, escrita, dentre outras.

50
EXPLORAR gestos, expressões, sons da língua, rimas, imagens, textos escritos,
além dos sentidos das palavras, nas poesias, parlendas, canções e nos enredos de
histórias, apropriando-se desses elementos para criar novas falas, enredos, histórias
e escritas convencionais ou não.
PARTICIPAR de rodas de conversa, de relatos de experiências, de contação e leitura
de histórias e poesias, de construção de narrativas, da elaboração, descrição e
representação de papéis no faz de conta, da exploração de materiais impressos e de
variedades linguísticas, construindo diversas formas de organizar o pensamento.
EXPRESSAR sentimentos, ideias, percepções, desejos, necessidades, pontos de
vista, informações, dúvidas e descobertas, utilizando múltiplas linguagens,
considerando o que é comunicado pelos colegas e adultos.
CONHECER-SE e reconhecer suas preferências por pessoas, brincadeiras, lugares,
histórias, autores, gêneros linguísticos, e seu interesse em produzir com a linguagem
verbal.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA OS BEBÊS - Crianças de zero a 1 ano e 6


meses
(EI01EF01) Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes
das pessoas com quem convive;
(EI01EF02) Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de
músicas;
(EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando
ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e
de virar as páginas);
(EI01EF04) Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, apontando-as a
pedido do adulto- leitor;
(EI01EF05) Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos ao ler
histórias e ao cantar;
(EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos,
balbucios, fala e outras formas de expressão;
(EI01EF07) Conhecer e manipular materiais impressos e audiovisuais em diferentes
portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet etc;

51
(EI01EF08) Participar de situações de escuta de textos em diferentes gêneros
textuais (poemas, fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.);
(EI01EF09) Conhecer e manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA AS CRIANÇAS BEM PEQUENAS – de 1


ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos,
necessidades, sentimentos e opiniões;
(EI02EF02) Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em
cantigas de roda e textos poéticos;
(EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros
textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do
adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita);
(EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada,
identificando cenários, personagens e principais acontecimentos;
(EI02EF05) Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou
peças teatrais assistidos etc;
(EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas
sugeridos;
(EI02EF07) Manusear diferentes portadores textuais demonstrando reconhecer seus
usos sociais;
(EI02EF08) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu
contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventuras, tirinhas,
cartazes de sala, cardápios, notícias etc.);
(EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar,
traçar letras e outros sinais gráficos.

52
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA AS CRIANÇAS PEQUENAS – de 4 anos
a 5 anos e 11 meses
(EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio
da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas
de expressão;
(EI03EF02) Inventar brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas,
aliterações e ritmos;
(EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações,
e tentando identificar palavras conhecidas;
(EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e
de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história;
(EI03EF05) Recontar histórias ouvidas para produção de reconto escrito, tendo o
professor como escriba;
(EI03EF06) Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea) em
situações com função social significativa;
(EI03EF07) Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores
conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura;
(EI03EF08) Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um
adulto, e/ou para sua própria leitura (partindo de seu repertório sobre estes textos,
como a recuperação pela memória, pela leitura das ilustrações etc.);
(EI03EF09) Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros
de palavras e textos, por meio da escrita espontânea.

O CAMPO DE EXPERIÊNCIAS ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES


E TRANSFORMAÇÕES
Promove interações e brincadeiras nas quais a criança possa observar,
manipular objetos, explorar seu entorno, levantar hipóteses e buscar respostas às
suas curiosidades e indagações. Isso amplia seu mundo físico e sócio cultural e
desenvolve sua sensibilidade, incentivando um agir lúdico e um olhar poético sobre o
mundo, as pessoas e as coisas nele existentes.

53
DIREITOS DE APRENDIZAGEM NO CAMPO
CONVIVER com crianças e adultos e com eles investigar o mundo natural e social.
BRINCAR com materiais, objetos e elementos da natureza e de diferentes culturas e
perceber a diversidade de formas, texturas, cheiros, cores, tamanhos, pesos,
densidades que apresentam.
EXPLORAR características do mundo natural e social, nomeando-as, agrupando-as
e ordenando-as segundo critérios relativos às noções de espaços, tempos,
quantidades, relações e transformações.
PARTICIPAR de atividades de investigação de características de elementos naturais,
objetos, situações, espaços, utilizando ferramentas de exploração - bússola, lanterna,
lupa - e instrumentos de registro e comunicação, como máquina fotográfica, filmadora,
gravador, projetor e computador.
EXPRESSAR suas observações, explicações e representações sobre objetos,
organismos vivos, fenômenos da natureza, características do ambiente.
CONHECER-SE e construir sua identidade pessoal e cultural, reconhecendo seus
interesses na relação com o mundo físico e social.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA OS BEBÊS - Crianças de zero a 1 ano e 6


meses
(EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor,
sabor, temperatura);

(EI01ET02) Explorar relações de causa e efeito (transbordar, tingir, misturar, mover e


remover) na interação com o mundo físico;

(EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando,


experimentando e fazendo descobertas;

(EI01ET04) Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de


experiências de deslocamentos de si e dos objetos;

(EI01ET05) Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e


semelhanças entre eles;

(EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e


brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.).

54
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA AS CRIANÇAS BEM PEQUENAS –
Crianças de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses
(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características
e propriedades dos objetos (sonoridade, textura, peso, tamanho, posição no espaço);

(EI02ET02) Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos


naturais (luz solar, vento, chuva etc.);

(EI02ET03) Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e


animais nos espaços da instituição e fora dela;

(EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima,


abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois);

(EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso,


cor, forma etc.);
(EI02ET06) Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem,
hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar).

(EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc; em contextos diversos.

(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninos e meninas,


presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bonecas, bolas,
livros etc.).

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PARA AS CRIANÇAS PEQUENAS - Crianças de


4 anos a 5 anos e 11 meses
(EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas
propriedades;
(EI03ET02) Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de
ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais;
(EI03ET03) Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões
sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação;
(EI03ET04) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas
linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes
suportes;

55
(EI03ET05) Classificar objetos e figuras, de acordo com suas semelhanças e
diferenças;
(EI03ET06) Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a
história dos seus familiares e da sua comunidade;
(EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o
antes, o depois e o entre em uma sequência;
(EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos.

2.4 ACOMPANHANDO O PERCURSO

“Avaliar não é julgar, mas acompanhar um percurso de vida da


criança, durante o qual ocorrem mudanças em múltiplas dimensões,
com intenção de favorecer o máximo possível seu
desenvolvimento.”Jussara Hoffmann (2012, p.13)

As práticas avaliativas fazem parte do cotidiano escolar tendo em vista que a


todo o momento o professor precisa tomar decisões e realizar escolhas que implicam
no desenvolvimento da criança. Portanto, a avaliação deve acontecer de forma
permanente e não apenas em momentos finais, para que o professor desenvolva um
trabalho baseado nas necessidades das crianças e no que é previsto para a sua faixa
etária de acordo com os documentos regentes.
Durante o trabalho em sala de aula, o educador deve observar a criança em
todas as atividades nas quais esteja envolvida, para assim conseguir propor novas
situações de aprendizagem que estejam de acordo com as suas fases e momentos
de desenvolvimento. Faz parte do trabalho do professor observar, refletir, avaliar e
propor novas vivências desafiadoras, a partir dos interesses da criança.
Considerar os erros e acertos no processo ensino-aprendizagem proporciona
um prognóstico dos próximos passos a serem tomados pelo professor, que deve
buscar os caminhos possíveis e viáveis para desenvolver o seu planejamento, que é
um documento de referência para o seu trabalho e não deve ser visto apenas como
uma exigência burocrática, mas sim um instrumento riquíssimo de norte do trabalho.
Agindo assim, o docente estará desenvolvendo uma avaliação qualitativa e,
consequentemente, adequada de seus discentes.

56
Ao avaliar a criança na Educação Infantil, o professor consegue traçar suas
características grupais, suas reações, emoções, interesses, desejos e modo como se
relaciona com o meio no qual está inserido. Diante das diversas modificações
curriculares que aconteceram recentemente, o processo avaliativo também precisou
ser revisto e transformado.
A LDB 9.394/96 determina, em seu artigo 31, que a avaliação das crianças na
Educação Infantil “(...) far-se-á mediante o acompanhamento e registro do seu
desenvolvimento, sem objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao Ensino
Fundamental”. De acordo com esse trecho, há oportunidade para o educador pensar
em novos meios para avaliar as crianças de Educação Infantil, pois a avaliação passa
a ser baseada nas necessidades da turma e de seus indivíduos. Sendo assim, as
particularidades de cada sujeito são levadas em conta, sempre considerando também
o que for construído pelo grupo. O olhar do educador não pode se restringir à criança
de forma isolada, mas sim observando suas relações com o ambiente, os colegas de
classe, os adultos que a rodeiam e, até mesmo, com os materiais e patrimônio da
unidade escolar de forma geral.
É importante citar também os artigos 29, 30 e 31 da Lei de Diretrizes e Bases
da Educação Nacional - 9394/96:

Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como
finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em
seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a
ação da família e da comunidade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de
2013)
Art. 30. A educação infantil será oferecida em:
I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de
idade;
II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade.
(Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes
regras comuns: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das
crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um
mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional; (Incluído pela Lei nº
12.796, de 2013)
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno
parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral; (Incluído pela Lei nº 12.796,
de 2013)
IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida
a frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas; (Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)

57
V - expedição de documentação que permita atestar os processos de
desenvolvimento e aprendizagem da criança (Incluído pela Lei nº 12.796, de
2013).

O professor pode lançar mão de vários instrumentos avaliativos na Educação


Infantil, como por exemplo: Dossiês, Relatórios Avaliativos Individuais, Diários de
campo, Portfólios, Diários de bordo, fotos, vídeos, entre outros. Assim, amplia o seu
leque de estratégias e possibilidades de observação, reflexão e registro, tornando o
processo mais personalizado e adaptado à realidade vivida por ele e pela turma.
Ainda assim, é importante salientarmos que não há nenhum tipo de PROVA
para crianças de Educação Infantil. Os instrumentos avaliativos são registros
pedagógicos feitos pelo educador, que é responsável por identificar as dificuldades e
as habilidades de cada criança e desenvolvê-las conforme as necessidades e a sua
faixa etária.
Os relatórios avaliativos individuais são elaborados pelo professor, que por
sua vez, precisa ter um olhar sensível a todas as superações, ganhos, dificuldades e
possibilidades de desenvolvimento da criança. Esse é um documento de suma
importância para o acompanhamento do processo evolutivo do indivíduo na Educação
Infantil, sendo assim deve relatar sua traços e características de desenvolvimento
individuais. Esse documento deve ser compartilhado com a família e com outros
professores da unidade escolar, para que os envolvidos estejam integrados dos
assuntos tratados nele e possam colaborar com o progresso da criança. Entretanto,
os relatórios não são apenas documentos, são referências para o trabalho de
planejamento do professor.
Os portfólios correspondem à junção de materiais diversos elaborados pela
criança durante um determinado período no processo educativo e que retratam a sua
evolução no mesmo. Esses materiais podem ser recolhidos e arquivados em pastas
ou caixas, além disso, podem ser tratados de forma individual ou coletiva. Os materiais
devem ser de modalidades diversas, por exemplo: atividades de modelagem,
fotografias, atividades em folha, atividades com recursos diversos, atividades
dinâmicas ou qualquer outra que o educador achar relevante. Porém, um portfólio é
muito mais do que uma mera reunião de materiais, ele deve servir para o
acompanhamento da evolução da criança e também para futuros planejamentos,
coerentes com as necessidades observadas.

58
A interação da família no processo de compartilhar as informações obtidas na
avaliação da criança é muito importante, pois assim os laços entre família e escola
são estreitados e vínculos mais fortes são criados. Como consequência, teremos
pontos muito positivos no aprimoramento das habilidades das crianças, visto que
haverá maior parceria entre as partes que desejam a evolução do educando visando
também seu bem-estar geral.

Participar da escolarização dos filhos não é decidir os rumos da escola, assim


como professores não devem delegar aos pais a função pedagógica. Pais e
professores devem definir o papel que de fato lhes cabe na luta por uma
educação de qualidade para milhares de crianças e jovens neste
país.(HOFFMANN, 2013, p. 44).

Por fim, conclui-se que a avaliação e os meios estratégicos avaliativos são de


suma importância para o trabalho do professor, servindo como base de
desenvolvimento de projetos futuros, levando em consideração as necessidades do
seu público. Além disso, a participação da família também contribui para que esse
seja um processo de sucesso.

2.5 ARTICULAÇÃO COM O ENSINO FUNDAMENTAL


Na transição para o Ensino Fundamental, a proposta pedagógica deve prever
formas para garantir a continuidade no processo de aprendizagem e desenvolvimento
das crianças, respeitando as especificidades etárias, sem antecipação de conteúdos
que serão trabalhados no Ensino Fundamental.

2.6 SÍNTESE DAS APRENDIZAGENS

Considerando os direitos e os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento,


apresenta-se a síntese das aprendizagens esperadas em cada campo de
experiências. Essa síntese deve ser compreendida como elemento balizador e
indicativo de objetivos a serem explorados em todo o segmento da Educação Infantil,
e que serão ampliados e aprofundados no Ensino Fundamental, e não como condição
ou pré-requisito para o acesso ao Ensino Fundamental.

59
SÍNTESE DAS APRENDIZAGENS DOS CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS BNCC -
EDUCAÇÃO INFANTIL
● Respeitar e expressar sentimentos e
O EU, O OUTRO E O NÓS emoções.
● Atuar em grupo e demonstrar interesse em
construir novas relações, respeitando a
diversidade e solidarizando-se com os
outros.
● Conhecer e respeitar regras de convívio
social, manifestando respeito pelo outro.
● Reconhecer a importância de ações e
situações do cotidiano que contribuem para
o cuidado de sua saúde e a manutenção de
CORPO, GESTOS E ambientes saudáveis.
MOVIMENTOS ● Apresentar autonomia nas práticas de
higiene, alimentação, vestir-se e no cuidado
com seu bem-estar, valorizando o próprio
corpo.
● Utilizar o corpo intencionalmente (com
criatividade, controle e adequação) como
instrumento de interação com o outro e com
o meio.
● Coordenar suas habilidades manuais.
● Discriminar os diferentes tipos de sons e
ritmos e interagir com a música,
TRAÇOS, SONS, CORES E percebendo-a como forma de expressão
FORMAS individual e coletiva.
● Expressar-se por meio das artes visuais,
utilizando diferentes materiais.
● Relacionar-se com o outro empregando
gestos, palavras, brincadeiras, jogos,

60
imitações, observações e expressão
corporal.
● Expressar ideias, desejos e sentimentos em
distintas situações de interação, por
ESCUTA, FALA, diferentes meios.
PENSAMENTO E ● Argumentar e relatar fatos oralmente, em
IMAGINAÇÃO sequência temporal e causal, organizando e
adequando sua fala ao contexto em que é
produzida.
● Ouvir, compreender, contar, recontar e criar
narrativas.
● Conhecer diferentes gêneros e portadores
textuais, demonstrando compreensão da
função social da escrita e reconhecendo a
leitura como fonte de prazer e informação.
● Identificar, nomear adequadamente e
comparar as propriedades dos objetos,
estabelecendo relação entre eles.
● Interagir com o meio ambiente e com
ESPAÇOS, TEMPOS, fenômenos naturais ou artificiais,
QUANTIDADES, RELAÇÕES demonstrando curiosidade e cuidado com
E TRANSFORMAÇÕES relação a eles.
● Utilizar vocabulário relativo às noções de
grandeza (maior, menor, igual, etc.) como
meio de comunicação de suas experiências.
● Utilizar unidades de medidas (dia e noite/
dias, semanas, meses e ano) e noções de
tempo (presente, passado e futuro/ antes,
agora e depois), para responder às
necessidades e questões do cotidiano.
● Identificar e registrar quantidades por meio
de diferentes formas de representação

61
(contagens, desenhos, símbolos, escrita de
números, organização de gráficos básicos,
etc.)

62
DOCUMENTO DE
ORIENTAÇÃO
CURRICULAR DO
MUNICÍPIO DE
NOVA FRIBURGO

ENSINO
FUNDAMENTAL

NOVA FRIBURGO – RJ
2022

63
3 – ENSINO FUNDAMENTAL

CIÊNCIAS DA ENSINO
LINGUAGENS MATEMÁTICA CIÊNCIAS HUMANAS
NATUREZA RELIGIOSO
Competências Competências Competências
Competências específicas da
Competências específicas da área específicas da específicas da específicas da
área
área área área
LÍNGUA EDUCAÇÃO LÍNGUA ENSINO
ARTE MATEMÁTICA CIÊNCIAS GEOGRAFIA HISTÓRIA
PORTUGUESA FÍSICA INGLESA RELIGIOSO
Competências Competências Competências Competências Competências Competências Competências
específicas de específicas de específicas de específicas de específicas de específicas de específicas de
componente componente componente componente componente componente componente
Campos de
Eixo
atuação Unidades Unidades Unidades Unidades Unidades Unidades Unidades
Práticas de temáticas temáticas Unidades temáticas temáticas temáticas temáticas temáticas
linguagem temáticas
Objetos de Objetos de Objetos de Objetos de Objetos de Objetos de Objetos de Objetos de Objetos de
conhecimento conhecimento conhecimento conhecimento conhecimento conhecimento conhecimento conhecimento conhecimento
HABILIDADES HABILIDADES HABILIDADES HABILIDADES HABILIDADES HABILIDADES HABILIDADES HABILIDADES HABILIDADES

1º ano 1º ano 1º ano 1º ano 1º ano 1º ano


1º e 2º anos
2º ano 2º ano 2º ano 2º ano 2º ano 2º ano

3º ano 1º ao 5º ano - 3º ano 3º ano 3º ano 3º ano 3º ano

4º ano 3º ao 5º ano 4º ano 4º ano 4º ano 4º ano 4º ano

5º ano 5º ano 5º ano 5º ano 5º ano 5º ano

6º ano 6º ano 6º ano 6º ano 6º ano 6º ano 6º ano


6º e 7º anos
7º ano 7º ano 7º ano 7º ano 7º ano 7º ano 7º ano
6º ao 9º ano
8º ano 8º ano 8º ano 8º ano 8º ano 8º ano 8º ano
8º e 9º anos
9º ano 9º ano 9º ano 9º ano 9º ano 9º ano 9º ano
Imagem retirada: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/

3.1 - ANOS INICIAIS

Nos primeiros anos de escolaridades do Ensino Fundamental, os objetivos


educacionais estão pautados nos processos de alfabetização e letramento,
no desenvolvimento das diversas formas de expressão e nos conhecimentos
que constituem os componentes curriculares obrigatórios, os respectivos
destaques foram contemplados nos componentes curriculares em relação às
áreas de conhecimento. (DOC-RJ, p.115)

Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o estudante inicia o processo de


construção de sua autonomia no ambiente escolar, visto que já participa ativamente
do mundo letrado. O desenvolvimento da fala, por conta de sua faixa etária passa a
ser mais elaborado, tornando-o indivíduo mais comunicativo e expressivo em grupos
sociais. A culminância dessa etapa consiste na capacidade de compreensão e
representação: o estudante entende os números, algumas manifestações artísticas
e, muitas vezes, já demonstra sua predileção no que diz respeito às atividades
escolares.
Tfouni (2004), faz um apontamento de que os processos de letramento e

64
aprendizagem da criança precisam ser vistos como parte da natureza sócio-histórica
e não somente como um produto fabricado para atender às necessidades da
população. Contudo, é preciso analisar a prática pedagógica com a perspectiva do
aprender e valorizar a leitura e a escrita, relacionadas às transformações globais e ao
dinamismo das habilidades e competências humanas.
Outra característica do Ensino Fundamental Anos Iniciais é a curiosidade aos
novos saberes. Seus argumentos e necessidades passam a ser uma tradução de seu
ponto de vista peculiar perante a convivência em grupo, seja na escola ou em
casa. Sobre isso, a BNCC (2017, pág. 58) aconselha que:

O estímulo ao pensamento criativo, lógico e crítico, por meio da construção e


do fortalecimento da capacidade de fazer perguntas e de avaliar respostas,
de argumentar, de interagir com diversas produções culturais, de fazer uso
de tecnologias de informação e comunicação, possibilita aos alunos ampliar
sua compreensão de si mesmos, do mundo natural e social, das relações dos
seres humanos entre si e com a natureza.

Dentro dos cinco anos que compõem os Anos Iniciais do Ensino


Fundamental, os conhecimentos adquiridos vão progredindo ao contexto dessa
curiosidade aflorada nessa etapa. A BNCC sugere que as habilidades trabalhadas
possuam uma progressão espiralada, de maneira que o assunto possa ser revisitado
ao longo de sua vida escolar de forma progressiva a sua complexidade.
Para destacar elementos que fazem parte da formação desse universo de
alunos conscientes as palavras letramento, atualização da Educação, mudança de
paradigmas são caracterizadas como aquelas que desafiam os educadores a
transformações em suas salas de aula. Transformações essas, que, muitas vezes,
ressaltam atitudes de revisão constante do professor da sua própria prática escolar.
É interessante pensar que esse trabalho pedagógico pode ser realizado a partir
de pesquisas, estudos, aplicações e construções sobre o contexto da sala de aula
pensando sempre na ideia de formação que a UNESCO destaca: aprendendo a
conviver junto, aprendendo a fazer, aprendendo a conhecer e a aprendendo a ser.

3.2 - TRANSIÇÕES NAS DIFERENTES ETAPAS

Considerando a BNCC (2017, p.57), nesta etapa da Educação Básica, faz-se


necessário que se pense na transição da etapa da Educação Infantil para o Ensino
65
Fundamental Anos Iniciais, e desta para os Anos Finais, de forma progressiva na
aprendizagem, garantindo os pressupostos necessários ao prosseguimento, com
sucesso, nos estudos.
Para o sucesso desta transição, é importante entender em seu conceito e a
etapa que a antecede: a Educação Infantil, de forma a garantir 6 (seis) direitos de
aprendizagem e desenvolvimento: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e
conhecer-se; para que os estudantes tenham condições de aprender e se
desenvolver. A partir desses direitos, apresentam-se cinco campos de experiências:
O eu; O outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas;
Escuta, fala, pensamento e imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e
transformações; nos quais as crianças podem aprender e se desenvolver e, em cada
campo de experiência, definem-se objetivos de aprendizagem e desenvolvimento
organizados por faixa etária.
Baseando-se ao DOC-RJ não há ruptura, a criança continua criança ao
ingressar no Ensino Fundamental depois de concluída a Educação Infantil. Para tal
considera-se como pressuposto o estudante como sujeito, levando em conta suas
relações, seus desejos, ideias, opiniões, capacidade de decidir, de criar, de inventar,
que se verificam desde muito cedo, nos movimentos, nas expressões, no olhar, na
fala, entre outros, sem romper com o lúdico, com as interações e brincadeiras. Todas
construídas historicamente na cultura e no meio social em que se vive.
Assim, pensando nessa transição, o processo precisa inserir o mundo na
escola, na creche, pré-escola e ensino fundamental, com um olhar específico, no qual
o estudante se compreende em processo de desenvolvimento, esse deve ser
considerado dentro de uma perspectiva de transição como continuidade, como
progressão dentro da Educação Básica.
Nesta perspectiva, o mesmo olhar deve ser lançado na transição entre os Anos
Iniciais e os Anos Finais.Soares (2000) pode contribuir com essas considerações, que
o processo de formação do aluno não está baseado apenas na leitura e na escrita. É
necessário também que se desenvolvam as múltiplas competências que permitam ao
indivíduo se envolver com as práticas sociais da leitura. Essas práticas sociais podem
ser caracterizadas pela leitura mais elaborada de livros, de jornais, revistas, ou até
mesmo através da realização da escrita de ofícios, requerimentos, declarações,
formulários, telegramas entre outros veículos de comunicação. Dessa forma, o uso
66
social da língua é de extrema importância dentro do processo de aprendizagem dos
Anos Iniciais.
O mesmo cuidado em compreender as fases e processos de aprendizagem
pelos quais as crianças estão passando nesta etapa deve ser levado em consideração
e lançados esforços para auxiliar esses indivíduos na continuidade. Dessa maneira,
faz-se necessário analisar o desenvolvimento do processo de aprendizagem de cada
Ano de Escolaridade, percebendo suas possíveis contribuições para a valorização da
autonomia, do respeito ao outro e a libertação da mentalidade de crianças dentro da
sua formação intelectual e cidadã.

3.3 - ANOS FINAIS

O Ensino Fundamental com duração de 9 (nove) anos tem duas fases com
características próprias, chamadas de: anos iniciais, com 5 (cinco) anos de duração,
em regra para estudantes de 6 (seis) a 10 (dez) anos de idade; e anos finais, com 4
(quatro) anos de duração, para estudantes de 11 (onze) a 14 (quatorze) anos, de
acordo com a Resolução CNE/CEB nº 3/2005. Nesta etapa da educação básica,
crianças e adolescentes passam por mudanças relacionadas a aspectos físicos,
cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, entre outros.
A Resolução CNE/CEB nº 7/2010, que fixa Diretrizes Curriculares Nacionais
para o Ensino Fundamental, destaca em seu artigo 4º que os objetivos dessa etapa
de ensino devem assegurar aos estudantes o acesso ao conhecimento e aos
elementos da cultura imprescindíveis para a vida em sociedade e os benefícios de
uma formação comum, independentemente da grande diversidade da população
escolar.
Alunos do Ensino Fundamental Regular são crianças e adolescentes de faixas
etárias cujo desenvolvimento está marcado por interesses próprios, relacionados aos
seus aspectos físico, emocional, social e cognitivo, em constante interação. Como
sujeitos históricos que são, as características do desenvolvimento dos alunos estão
muito relacionadas com seus modos próprios de vida e suas múltiplas experiências
culturais e sociais. Parecer CNE/CEB nº11/2010.
No Ensino Fundamental, Anos Finais, ocorre a progressão e a consolidação
das aprendizagens anteriores, através das práticas de linguagem e das
67
experiências interculturais das crianças, considerando tanto seus interesses quanto
suas expectativas em relação ao que ainda precisam aprender. Desenvolve-se, nesta
trajetória, a autonomia intelectual, a compreensão de normas e os interesses pela vida
social, o que lhes possibilita lidar com sistemas mais amplos, que dizem respeito às
relações dos sujeitos entre si, com a natureza, com a história, com a cultura, com as
tecnologias e com o ambiente.
De acordo com a BNCC (BRASIL 2017), no Ensino Fundamental – Anos Finais,
a escola pode contribuir para o delineamento do projeto de vida dos estudantes, ao
estabelecer uma articulação não somente com os anseios desses jovens em relação
ao seu futuro, mas também com a continuidade dos estudos no Ensino Médio. Esse
processo de reflexão sobre o que cada jovem quer ser e sobre o planejamento de
ações para construir esse futuro, pode representar mais uma possibilidade de
desenvolvimento pessoal e social. Ao longo dessa fase de escolarização, os
estudantes se deparam com desafios de maior complexidade.
Cada Área do Conhecimento e cada componente curricular apresentará as
suas constituições enquanto conhecimento científico, as suas relações com as
concepções afirmadas no currículo, suas especificidades e diretrizes, visando, em
cada ano de escolaridade, uma melhor organização, seja em campos de atuação, seja
em unidades temáticas.

3.4 - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,


na década de 90, Lei nº. 9.394/96, a Educação de Jovens e Adultos – EJA passou a
ser considerada uma modalidade de ensino da Educação Básica nas etapas do
Ensino Fundamental e Médio.
Diz o artigo 37:

A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram


acesso ou oportunidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade
própria”. Essa definição da EJA, nos esclarece o potencial de educação
inclusiva e compensatória que essa modalidade de ensino possui.

Ao ser estabelecida na LBD, a EJA ganhou força e tornou-se uma política


de Estado, de modo que, hoje, o governo brasileiro investe e incentiva essa
68
modalidade educacional como possibilidade de se elevar o índice de ensino da
população, principalmente, daqueles que não tiveram acesso ou possibilidade de
estudos.
Com isso, vemos que além de ser uma política educacional, a EJA é,
principalmente, uma política social. Ela dará condições para que os alunos melhorem
suas especialidades de trabalho, melhorem a sua qualidade de vida e com isso sejam
respeitados na sociedade.
Pensar alunos-sujeitos da Educação de Jovens e Adultos é trabalhar com a
diversidade, sendo necessário pensar e (re) conhecê-los como sujeitos pertencentes
a uma história marcada por renúncias e esperas, trazendo consigo uma história mais
longa e complexa de experiências, conhecimentos acumulados e reflexões sobre o
mundo externo, sobre si mesmo e de outras pessoas. Para isso, é necessário
conhecê-los, saber quem são; como se expressam no mundo; onde estão no território
brasileiro; o que fazem; como produzem sua existência; quais seus desejos e
expectativas; que projetos de vida manifestam? que imagem e expectativas têm da
EJA? É importante, ao se pensar em uma prática pedagógica para a Educação de
Jovens e Adultos, que se tenha conhecimento às especificidades desses educandos
atendidos por essa modalidade de ensino: quais são seus interesses, sua faixa etária,
sua condição econômica, sua profissão.
Oliveira (2001) diz que é preciso caracterizar os alunos da educação de jovens
e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem e ressalta a necessidade
de conhecê-los bem, compreendendo a forma de atender a diversidade dos sujeitos
da EJA de maneira que os jovens, adultos e idosos possam estar na escola e aprender
o que é extremamente necessário. São as necessidades da vida, desejos a realizar,
metas a cumprir que ditam as disposições desses sujeitos, e, por isso, há a
necessidade de compreender seus tempos para então organizar, segundo as
possibilidades de cada grupo ou pessoas, o momento de formação, para garantir sua
permanência e direito à educação.
Os alunos da Educação de Jovens e Adultos têm um traço de vida, origens,
idade, vivências profissionais, históricos escolares, ritmos de aprendizagem e
estruturas de pensamentos muito diferentes. São pessoas que vivem no mundo do
trabalho, com responsabilidades sociais e familiares, com valores éticos e morais
formados a partir da experiência, do ambiente e da realidade cultural em que estão
69
inseridos e nada disso deve ser esquecido no processo educacional.
Arroyo (2006, P. 35) assim afirma:

Essas diferenças podem ser uma riqueza para o fazer educativo. Quando os
interlocutores falam de coisas diferentes, o diálogo é possível. Quando só os
mestres tem o que falar não passa de um monólogo. Os jovens e adultos
carregam as condições de pensar sua educação como diálogo. Se toda
educação exige uma deferência pelos interlocutores, mestres e alunos (as),
quando esses interlocutores são jovens e adultos carregados de tensas
vivências, essa deferência deverá ter um significado educativo especial.

Portanto, a organização curricular partirá de situações concretas das vidas e


dos contextos dos sujeitos que frequentam as salas de aulas da EJA, com bases nas
experiências e vivências dos homens e mulheres, jovens e adultos embasado no
estudo da Andragogia. Ela correlaciona-se, também, com a proposta governamental
da nova Base Nacional Comum Curricular, a BNCC, que contribuirá para promover a
equidade educacional, integrando a formação à preparação para o mundo do trabalho,
a inter-relação entre teoria e prática, abrangendo os eixos da ciência, do trabalho, da
tecnologia e da cultura, de modo a adequar ao tempo e à organização, do espaço
pedagógico da escola em que atua, com a Educação de Jovens e adultos.
De acordo com o Parecer n.° 11/2000 CNE/CEB, que traz os fundamentos
conceituais da EJA, implementar as três funções básicas que são reparadora,
equalizadora e qualificadora, à proposta curricular, tem como fundamental
importância garantir uma oferta de qualidade que repare a ausência da educação
formal aos que não tiveram acesso à escola ou que dela se evadiram pelas mais
diversas razões. Além disso, o cumprimento dessas funções é essencial para que
sejam realizadas as adequações necessárias para a oferta da modalidade.
A Educação de Jovens e Adultos de Nova Friburgo possui um público
bem diversificado e com várias faixas etárias, tendo desde os jovens de 15 anos até
ao idoso com mais de 90 anos de idade. Sendo assim, a EJA conta com grupos de
idosos que não tiveram oportunidade da escolarização na idade certa e buscam as
Unidades Escolares para retomada dos estudos e muitos, ainda para socialização
associada ao aprendizado ou até mesmo para leitura de documentos religiosos. Esse
público precisa de mais atenção e de um trabalho diferenciado, pois, devido à idade
avançada, tem um grau de dificuldade maior nas construções dos saberes em
diferentes áreas de conhecimento. E cabe ao professor buscar o conhecimento

70
adquirido por eles durante o tempo percorrido na estrada da vida, bem como suas
experiências vivenciadas e construir a partir daí um currículo que atenda aos anseios
desse grupo. O município ainda conta com um público de adultos que retomaram o
estudo na busca de enquadramento ao mercado de trabalho, que têm exigido deles
um nível maior de escolarização e/ou retirada da Carteira de Habilitação. Muitos
retornam ao estudo em busca de uma promoção e/ou aumento de salário no emprego
atual. Temos também, os que, por exigência do INSS, se veem “obrigados” a
retornar às salas de aulas para que possam ser readaptados ao mercado de trabalho
e passarem a ter novamente sua renda própria. Contamos com turmas de jovens que
por dificuldades e/ou o não enquadramento ao ensino regular acabam chegando à
EJA com uma defasagem série/idade. Esses buscam alcançar o conhecimento que
não atingiram no ensino regular. Esse grupo é bem heterogêneo e exige uma atenção
dos educadores que precisam diagnosticar as principais dificuldades apresentadas
para então elaborar um currículo que possa resgatar e recuperar essa defasagem.
Por fim, temos também alunos públicos alvo da Educação Especial que, por muitas
vezes, não acompanham o processo de ensino aprendizagem e atingem a idade de
serem inseridos na EJA. Eles acabam se sentindo mais acolhidos, pois a EJA tem e
precisa continuar tendo esse olhar diferenciado, adequando-se às necessidades dos
estudantes.
Vale ressaltar que muitos acabam buscando a EJA, pois essa modalidade
funciona, em sua maior parte, no período noturno, o que proporciona conciliar o
horário de trabalho e de estudo.
À luz do que discorre a BNCC, o quadro de habilidades do Ensino Fundamental
servirá como base para que o professor trace estratégias inerentes a essa modalidade
sem que sofra perdas consideráveis, possibilitando ao estudante o ingresso no Ensino
Médio e a conclusão da etapa da Educação Básica sem ser estigmatizado.

71
3.5 - A ÁREA DE LINGUAGENS

Atuamos em sociedade, onde informação e comunicação se fazem muito


presentes. A capacidade de interpretar bem um texto e também se expressar com
qualidade é muito importante na formação escolar dos brasileiros.
A vida em sociedade requer que os sujeitos se apropriem dos sistemas de
representação e de repertórios historicamente construídos. Assim, cabe à área de
Linguagens uma importante tarefa da Educação Básica, que é transversal a todos os
componentes: garantir o domínio da escrita, que envolve a alfabetização, entendida
como compreensão do sistema de escrita alfabético-ortográfico, e o domínio
progressivo das convenções da escrita, para ler e produzir textos em diferentes
situações de comunicação.
Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a área de linguagens reúne
quatro componentes curriculares: língua portuguesa, língua estrangeira moderna, arte
e educação física.
A área de Linguagens trata dos conhecimentos relativos à atuação dos sujeitos
em práticas de linguagem, em variadas esferas da comunicação humana, das mais
cotidianas às mais formais e elaboradas.
Esses conhecimentos possibilitam mobilizar e ampliar recursos expressivos,
para construir sentidos com o outro em diferentes campos de atuação, e compreender
como o ser humano se constitui como sujeito e como age no mundo social em
interações mediadas por palavras, imagens, sons, gestos e movimentos.
Para a professora Begma Tavares Barbosa, que integra a equipe de revisão no
componente língua portuguesa da Base Nacional Comum Curricular:

A capacidade de ler bem e de escrever impacta todo o aprendizado escolar.


Na avaliação do Enem, por exemplo, que é essencialmente uma avaliação
de leitura e escrita. É o que se espera do estudante depois de 13 anos de
escolarização, que ele seja um excelente leitor, que faça o uso competente
da escrita. (MEC, 2016)

O bom uso da língua portuguesa, explica a professora, implica ser um bom


leitor de textos dos informais aos mais formalizados e técnicos. O conhecimento da
língua, ainda de acordo com Barbosa, oferece autonomia aos estudantes.

72
COMPETÊNCIAS GERAIS DA ÁREA DE LINGUAGENS PARA O ENSINO
FUNDAMENTAL

1. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural,


denatureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação
da realidade eexpressão de subjetividades e identidades sociais e culturais.
2. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e
linguísticas)em diferentes campos da atividade humana para continuar aprendendo,
ampliar suaspossibilidades de participação na vida social e colaborar para a
construção de uma sociedade maisjusta, democrática e inclusiva.
3. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e
escrita),corporal, visual, sonora e digital –, para se expressar e partilhar informações,
experiências, ideias esentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que
levem ao diálogo, à resolução deconflitos e à cooperação.
4. Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro
epromovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo
responsável emâmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a questões
do mundocontemporâneo.
5. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas
manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas
pertencentes aopatrimônio cultural da humanidade, bem como participar de práticas
diversificadas, individuais ecoletivas, da produção artístico-cultural, com respeito à
diversidade de saberes, identidades eculturas.
6. Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma
crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as
escolares), para secomunicar por meio das diferentes linguagens e mídias, produzir
conhecimentos, resolverproblemas e desenvolver projetos autorais e coletivos.

LÍNGUA PORTUGUESA

No Ensino Fundamental, o estudante participa com maior criticidade de


situações comunicativas diversificadas, interagindo com um número de interlocutores
cada vez mais amplo, inclusive no contexto escolar, no qual se amplia o número de
73
professores responsáveis por cada um dos componentes curriculares. Essa mudança
em relação aos anos iniciais favorece não só o aprofundamento de conhecimentos
relativos às áreas, como também o surgimento do desafio de aproximar esses
múltiplos conhecimentos. A continuidade da formação para a autonomia se fortalece
nessa etapa, na qual os jovens assumem maior protagonismo em práticas de
linguagem realizadas dentro e fora da escola.
Conforme salienta Bakthin(2011), não se pode entender a língua isoladamente,
mas qualquer análise linguística deve incluir fatores extralinguísticos como contexto
de fala, a relação do falante com o ouvinte, momento histórico, etc., pois a linguagem
é de natureza dialógica e ideológica, pois os indivíduos, nos processos de interação
verbal, relacionam-se entre si, produzindo sentidos, construindo significações das
palavras, do mundo, dos objetos e de si mesmos. É na relação entre sujeitos que se
efetiva, portanto, a constituição do sujeito.
Nova Friburgo destaca-se pela pluralidade étnico-racial que atualmente o
compõe, tornando-o um município especialmente rico em sua
diversidade sociocultural e econômica, apresentando contextos heterogêneos que
exigem do professor um olhar inquieto e mobilizador de reflexões linguísticas
importantes para o cotidiano dos estudantes, que vivenciam modos de vida diferentes.
Nesse sentido, o Documento Orientador Curricular do Território Friburguense
destaca a importância da valorização da diversidade promovendo as variadas formas
de respeito e ampliação do conhecimento das diferentes culturas, eliminando todo e
qualquer preconceito linguístico, pois como enfatiza Fiorin (2007, p.97)

O ensino de português precisa ser visto como algo que diz respeito à língua
usada por todos em todas as situações de comunicação. Com isso, não se
está dizendo que não se deva ensinar a chamada “norma culta” na escola. O
uso linguístico tem uma dimensão social, que implica, entre outras coisas, o
uso de variedades em função do gênero utilizado.

A proposta da BNCC:

“... assume a centralidade do texto como unidade de trabalho e as


perspectivas enunciativo-discursivas na abordagem, de forma a sempre
relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de
habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta
e produção de textos em várias mídias e semioses” (BRASIL, 2017, p. 67).

74
Nesse sentido, o texto (oral, escrito, multimodal/multissemiótico) deve tornar-
se o ponto de convergência das atividades de linguagem a serem desenvolvidas,
observando a língua como uma das formas de manifestação do discurso e cultura.
Nessa perspectiva, o ensino deste componente deve viabilizar ao educando o
acesso ao conhecimento, a partir da análise consciente de informações presentes nos
diferentes textos, cuja circulação ocorre dentro e fora do ambiente digital; garantir a
reflexão crítica em experiências reais com a linguagem verbal e não verbal e a
ampliação das experiências sociais de uso da língua, considerando a realidade da
heterogeneidade linguística, reconhecendo a legitimidade de uso social das diversas
normas populares e garantindo o acesso à norma culta por meio de práticas afastadas
do ensino prescritivo. O componente, portanto, deve assumir o papel de promover a
formação de educandos capazes de produzir textos orais e escritos adequados às
práticas sociais que se efetivam no cotidiano das interações do sujeito com o outro e
com o mundo que o circunda (BRASIL, 2017).
De acordo com o que refere Bakhtin (2011, p.285):

Quanto mais dominamos os gêneros, tanto mais livremente os empregamos,


tanto mais e nitidamente descobrimos neles nossa individualidade (onde isso
é possível e necessário), refletimos de modo mais flexível e sutil a situação
singular da comunicação; em suma, realizamos de modo mais acabado o
nosso livre projeto de discurso.

Reafirma-se nesse sentido, que as atividades de leitura e escrita propostas no


ensino de Língua Portuguesa devem possibilitar aos alunos a ampliação da
construção do conhecimento nos demais componentes e contribuir com estratégias
de integração curricular em relações interdisciplinares, por intermédio de atividades e
projetos realizados no espaço escolar.
A Língua Portuguesa, enquanto componente curricular, deve buscar o
desenvolvimento da criticidade e da reflexão dos estudantes, objetivando torná-los
capazes de utilizar a língua no seu ambiente social, usando os recursos linguísticos,
bem como os diferentes aspectos da gramática. Dessa forma, as abordagens
linguística, metalinguística e reflexiva ocorrem sempre a favor da Prática de
Linguagem que está em evidência nos eixos de leitura/escuta, escrita, oralidade e
Análise Linguística/Semiótica, manipulando os gêneros textuais inseridos nos campos
de atuação, ou seja, nas áreas de uso da linguagem. São quatro os campos de

75
atuação que, como já dito, retratam as esferas de circulação dos gêneros do discurso,
sendo elementos organizadores do currículo conforme prevê a BNCC (2017, p.82):
1. Campo jornalístico/midiático,
2. Campo de atuação na vida pública,
3. Campo das práticas de estudo e pesquisa e
4. Campo artístico-literário.

A proposta é que a gramática seja compreendida em seu funcionamento e


que não seja tratada como um conteúdo em si, de maneira
descontextualizada das práticas sociais. A memorização de regras deve ser
substituída pela compreensão das formas de uso, de acordo com a situação,
pois acordo com o documento.
[...] a organização das práticas de linguagem (leitura de textos, produção de
textos, oralidade e análise linguística/semiótica) por campos de atuação
aponta para a importância da contextualização do conhecimento escolar,
para a ideia de que essas práticas derivam de situações da vida social e, ao
mesmo tempo, precisam ser situadas em contextos significativos para os
estudantes.

Dado o caráter regional deste documento, é importante considerar que, além


das garantias gerais acima previstas para o ensino da Língua Portuguesa, deve-se
garantir também, neste componente, a apreciação de textos que reflitam a realidade
de uso da língua no contexto em que o aluno está inserido, desde aquelas produções
textuais mais básicas que compõem o campo da vida cotidiana, até aqueles com
estrutura mais complexas, como os de atuação na vida pública. É fundamental que
sejam contemplados no ensino aqueles textos que revelem a constituição histórica e
manifestações culturais locais, a identidade do aluno particularizada e manifestada
nas produções de cada comunidade do território no qual se encontra, como a música,
a arte e a literatura.

I. CAMPO JORNALÍSTICO/MIDIATICO:
Trata-se, em relação a este campo, de ampliar e qualificar a participação dos
adolescentes e jovens nas práticas relativas ao trato com a informação e opinião, que
estão no centro da esfera jornalística/midiática, sempre explorando os veículos de
comunicação comunitária e de mídia local, muito presentes em nosso município.
Essas práticas de linguagens contemporâneas, assumem cada vez mais,
características multissemióticas e multimidiáticas. Isso se dá pelas diferentes formas
de produzir, de disponibilizar, de interagir, de curtir, de comentar e de configurar as
76
novas ferramentas digitais existentes e disponíveis nos ambientes de rede. Para além
de construir conhecimentos e desenvolver habilidades envolvidas na escuta, leitura e
produção de textos que circulam no campo, o que se pretende é propiciar experiências
que permitam desenvolver nos adolescentes e jovens a sensibilidade para que se
interessem pelos fatos que acontecem na sua comunidade, na sua cidade e no mundo
e que afetam as vidas das pessoas, e que incorporem em suas vidas a prática de
escuta, leitura e produção de textos pertencentes a gêneros da esfera jornalística,
comparando informações sobre um mesmo fato divulgadas em diferentes veículos e
mídias, analisando e avaliando a confiabilidade, sabendo verificar o que é real do que
é inventado através da manipulação de fatos e opiniões, coibindo assim, a
proliferação de fake news e os discursos de ódio, bem como desenvolver autonomia
e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos
diversos e que sejam capazes de produzir textos noticiosos e opinativos e participar
de discussões e debates de forma ética e respeitosa.
Ainda com relação a esse campo, trata-se também de compreender as formas
de persuasão do discurso publicitário, o apelo ao consumo, as diferenças entre vender
um produto e “vender” uma ideia, entre anúncio publicitário e propaganda.
Vários são os gêneros possíveis de serem contemplados em atividades de
leitura e produção de textos: notícia, álbum noticioso, carta de leitor,
entrevista, reportagem, reportagem multimidiática, fotorreportagem, foto-denúncia,
artigo de opinião, editorial, resenha crítica, crônica, comentário, debate, vlog noticioso,
vlog cultural, meme, charge, charge digital, political remix, anúncio publicitário,
propaganda, jingle, spot, dentre outros. A referência geral é que, em cada ano,
contemplem-se gêneros que lidem com informação, opinião e apreciação tanto
de gêneros mais típicos dos letramentos da letra e do impresso, como gêneros
multissemióticos e hipermidiáticos, próprios da cultura digital e das culturas juvenis.
A BNCC reconhece os benefícios que a cultura digital tem promovido nas
esferas sociais. O avanço tecnológico e a multiplicação de celulares, smartphones e
computadores estão diretamente ligados ao hábito de consumo dos jovens. É
fundamental que os estudantes discutam, reflitam, aprendam e entendam sobre a
responsabilidade pelo uso incorreto das TICS (Tecnologias Digitais de Informação e
Comunicação), utilizando essas ferramentas de maneira ética e consciente.

77
II. CAMPO DE ATUAÇÃO NA VIDA PÚBLICA
No campo de atuação da vida pública ganham destaque os gêneros legais e
normativos – abrindo-se espaço para aqueles que regulam a convivência em
sociedade, como regimentos (da escola, da sala de aula) e estatutos e códigos
(Estatuto da Criança e do Adolescente e Código de Defesa do Consumidor, Código
Nacional de Trânsito etc.), até os de ordem mais geral, como a Constituição e a
Declaração dos Direitos Humanos, sempre tomados a partir de seus contextos de
produção, o que contextualiza e confere significado a seus preceitos. Trata-se de
promover uma consciência dos direitos, uma valorização dos direitos humanos e a
formação de uma ética da responsabilidade (o outro tem direito a uma vida digna tanto
quanto eu tenho).
Em especial, vale destacar que o trabalho com discussão oral, debate,
propaganda, campanha e apresentação oral podem/devem se relacionar também com
questões, temáticas e práticas próprias do Campo de Atuação na Vida Pública:
discussão, debate e apresentação oral de propostas políticas ou de solução para
problemas que envolvem a escola ou a comunidade e propaganda política. Da mesma
forma, as habilidades relacionadas à argumentação e à distinção entre fato e opinião
também devem ser consideradas nesse campo.

III. CAMPO DAS PRÁTICAS DE ESTUDO E PESQUISA


Trata-se de ampliar e qualificar a participação dos jovens nas práticas relativas
ao estudo e à pesquisa, por meio de: compreensão dos interesses, atividades e
procedimentos que movem as esferas científica, de divulgação científica e escolar.
Essas habilidades mais gerais envolvem o domínio contextualizado de gêneros
como apresentação oral, palestra, mesa-redonda, debate, artigo de divulgação
científica, artigo científico, artigo de opinião, ensaio, reportagem de divulgação
científica, texto didático, infográfico, esquemas, relatório, relato (multimidiático) de
campo, documentário, cartografia animada, podcasts e vídeos diversos de divulgação
científica, que supõem o reconhecimento de sua função social, a análise da forma
como se organizam e dos recursos e elementos linguísticos das demais semioses (ou
recursos e elementos multimodais) envolvidos na tessitura de textos pertencentes a
esses gêneros. Trata-se também de aprender, de forma significativa, na articulação
com outras áreas e com os projetos e escolhas pessoais dos jovens, procedimentos
78
de investigação e pesquisa.
Para além da leitura/escuta de textos/produções pertencentes aos gêneros já
mencionados, cabe diversificar, em cada ano e ao longo dos anos, os
gêneros/produções escolhidos para apresentar e socializar resultados de pesquisa,
de forma a desenvolver no aluno, habilidades relacionadas à oralidade. o
desenvolvimento dessas habilidades, muitas vezes, está vinculado à utilização de
ferramentas digitais, pois estão expressas, nas próprias habilidades, muitas propostas
de trabalho envolvendo a produção de textos em áudio, vídeo e outros recursos.

IV. CAMPO ARTÍSTICO-LITERÁRIO


Destaque-se a relevância desse campo para o exercício da empatia e do
diálogo, tendo em vista a potência da arte e da literatura como expedientes que
permitem o contato com diversificados valores, comportamentos, crenças, desejos e
conflitos, o que contribui para reconhecer e compreender modos distintos de ser e
estar no mundo e, pelo reconhecimento do que é diverso, compreender a si mesmo e
desenvolver uma atitude de respeito e valorização do que é diferente.
As habilidades, no que tange à formação literária, envolvem conhecimentos de
gêneros narrativos e poéticos que podem ser desenvolvidos em função dessa
apreciação e que dizem respeito, no caso da narrativa literária, a seus elementos
(espaço, tempo, personagens); às escolhas que constituem o estilo nos textos, na
configuração do tempo e do espaço e na construção dos personagens; aos diferentes
modos de se contar uma história (em primeira ou terceira pessoa, por meio de um
narrador personagem, com pleno ou parcial domínio dos acontecimentos); à polifonia
própria das narrativas, que oferecem níveis de complexidade a serem explorados em
cada ano da escolaridade; ao fôlego dos textos. No caso da poesia, destacam-se,
inicialmente, os efeitos de sentido produzidos por recursos de diferentes naturezas,
para depois se alcançar a dimensão imagética, constituída de processos metafóricos
e metonímicos muito presentes na linguagem poética.
Aqui também a diversidade deve orientar a organização/progressão curricular:
diferentes gêneros (lendas, mitos, fábulas, contos, crônicas, canção, poemas, poemas
visuais, cordéis, quadrinhos, tirinhas, charge/ cartum, dentre outros).
Estilos, autores e autoras – contemporâneos, de outras épocas, regionais,
nacionais, portugueses, africanos e de outros países – devem ser contemplados; o
79
cânone, a literatura universal, a literatura juvenil, a tradição oral, o multissemiótico, a
cultura digital e as culturas juvenis, dentre outras diversidades, devem ser
consideradas.
A literatura friburguense, através de seus poetas e escritores - considerando a
grande quantidade de escritores e eventos de roda de leitura e apresentação de
trabalhos literários em nossa cidade - dentre os quais aqueles que se destacam
também na música, também deverá ser explorada, de forma a abordar as principais
características de nossa terra, nossa gente e nossa história.
No que se refere ao campo artístico-literário, a Trova se constitui um relevante
elemento da cultura do município uma vez que os Jogos Florais de Nova Friburgo
são considerados como Patrimônio Cultural de natureza imaterial do Estado do Rio
de Janeiro. A valorização dos artistas locais e estudo do gênero devem fazer parte do
repertório didático do alunado, objetivando a preservação da memória e da cultura do
povo, em um trabalho interdisciplinar que abranja toda essa tradição histórica,
artística/literária com temas voltados à valorização e respeito ao meio ambiente,
evidenciando as áreas de Mata Atlântica e de preservação ambiental de nosso o
município, a riqueza da fauna e da flora da Cidade das Flores, como é conhecida
nossa cidade, enfatizando a importância da preservação ambiental em face das
mudanças topográficas oriundas da tragédia climática que acometeu Nova Friburgo,
promovendo sempre a conscientização e respeito ao meio ambiente, valorizando-se e
preservando-se o espaço em que vive.
Enfim, todo o trabalho apresentado para este componente curricular no
documento orientador da Rede Municipal de Nova Friburgo está de acordo com os
pressupostos teórico-metodológicos defendidos pela BNCC, não havendo exclusões
devido ao seu caráter normativo, assim como também se baseia nos Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCNs) e nas Diretrizes Curriculares Nacionais.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) surge para que, num processo de
adequação educacional à contemporaneidade, possa-se realizar o movimento de
repensar a prática docente, de forma a contribuir para o desenvolvimento linguístico-
discursivo e cultural das novas gerações.
Enfatizando Morin, “Educar é estar mais atento às possibilidades do que aos
limites”. Para educar hoje, o professor precisa olhar para as possibilidades, ou melhor,
olhar para as diferentes estratégias de ensino, para as ferramentas digitais e para as
80
metodologias ativas aplicáveis no ensino em prol da formação dos alunos da era
digital. O professor precisa estar conectado a essas possibilidades, para poder
planejar e usar as ferramentas adequadas nas suas práticas escolares. Como a escola
ainda é o lugar de ensino e de aprendizagem, é importante que ofereça aos alunos as
oportunidades de conhecer as novas tecnologias da informação e da comunicação e
construir o conhecimento por meio delas, para a formação do cidadão da sociedade
do século XXI.
Em articulação com as competências gerais da educação básica e com as
competências específicas da área de Linguagens, o componente curricular de Língua
Portuguesa deve garantir aos estudantes o desenvolvimento de competências
específicas.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA O ENSINO


FUNDAMENTAL

1. Compreender a língua como fenômeno cultural, histórico, social, variável,


heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo-a como meio de
construção de identidades de seus usuários e da comunidade a que pertencem.
2. Apropriar-se da linguagem escrita, reconhecendo-a como forma de interação nos
diferentes campos de atuação da vida social e utilizando-a para ampliar suas
possibilidades de participar da cultura letrada, de construir conhecimentos
(inclusive escolares) e desenvolver com maior autonomia e protagonismo na vida
social.
3. Ler, escutar e produzir textos orais, escritos e multissemióticos que circulam em
diferentes campos de atuação e mídias, com compreensão, autonomia, fluência e
criticidade, de modo a se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e
sentimentos, e continuar aprendendo.
4. Compreender o fenômeno da variação linguística, demonstrando atitude
respeitosa di-ante de variedades linguísticas e rejeitando preconceitos linguísticos.
5. Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados
à si-tuação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero
textual.

81
6. Analisar informações, argumentos e opiniões manifestados em interações sociais
e nosmeios de comunicação, posicionando-se ética e criticamente em relação a
conteúdos discriminatórios que ferem direitos humanos e ambientais.
7. Reconhecer o texto como lugar de manifestação e negociação de sentidos, valores
eideologias.
8. Selecionar textos e livros para leitura integral, de acordo com objetivos, interesses
e pro-jetos pessoais (estudo, formação pessoal, entretenimento, pesquisa,
trabalho etc.).
9. Envolver-se em práticas de leitura literária que possibilitem o desenvolvimento do
senso estético para fruição, valorizando a literatura e outras manifestações
artístico culturais como formas de acesso às dimensões lúdicas, de imaginário e
encantamento, reconhecendo o potencial transformador e humanizador da
experiência com a literatura.
10. Mobilizar práticas da cultura digital, diferentes linguagens, mídias e ferramentas
digitaispara expandir as formas de produzir sentidos (nos processos de
compreensão e a produção), aprender e refletir sobre o mundo e realizar diferentes
projetos autorais.

Quadro de Habilidades de Língua Portuguesa

LÍNGUA PORTUGUESA

CAMPOS
ANO/ PRÁTICAS DE OBJETOS DE
COMPONENTE DE HABILIDADES
FAIXA LINGUAGEM CONHECIMENTO
ATUAÇÃO

(EF01LP01) Reconhecer que


Todos os Leitura/escuta
Língua Protocolos de textos são lidos e escritos da
1º campos de (compartilhada
Portuguesa leitura esquerda para a direita e de
atuação e autônoma)
cima para baixo da página.
(EF01LP02) Escrever,
espontaneamente ou por
Todos os Escrita
Língua Correspondência ditado, palavras e frases de
1º campos de (compartilhada
Portuguesa fonema-grafema forma alfabética – usando
atuação e autônoma)
letras/grafemas que
representem fonemas.
(EF01LP03) Observar
Construção do escritas convencionais,
Todos os Escrita
Língua sistema alfabético/ comparando-as às suas
1º campos de (compartilhada
Portuguesa Convenções da produções escritas,
atuação e autônoma)
escrita percebendo semelhanças e
diferenças.

82
Análise Conhecimento do
Todos os (EF01LP04) Distinguir as
Língua linguística/sem alfabeto do
1º campos de letras do alfabeto de outros
Portuguesa iótica português do
atuação sinais gráficos.
(Alfabetização) Brasil
Análise (EF01LP05) Reconhecer o
Todos os
Língua linguística/sem Construção do sistema de escrita alfabética
1º campos de
Portuguesa iótica sistema alfabético como representação dos
atuação
(Alfabetização) sons da fala.
Análise
Todos os Construção do (EF01LP06) Segmentar
Língua linguística/sem
1º campos de sistema alfabético oralmente palavras em
Portuguesa iótica
atuação e da ortografia sílabas.
(Alfabetização)
Análise
Todos os Construção do (EF01LP07) Identificar
Língua linguística/sem
1º campos de sistema alfabético fonemas e sua representação
Portuguesa iótica
atuação e da ortografia por letras.
(Alfabetização)
(EF01LP08) Relacionar
Análise
Todos os Construção do elementos sonoros (sílabas,
Língua linguística/sem
1º campos de sistema alfabético fonemas, partes de palavras)
Portuguesa iótica
atuação e da ortografia com sua representação
(Alfabetização)
escrita.
Análise (EF01LP09) Comparar
Todos os Construção do
Língua linguística/sem palavras, identificando
1º campos de sistema alfabético
Portuguesa iótica semelhanças e diferenças
atuação e da ortografia
(Alfabetização) entre sons de sílabas iniciais.
Análise Conhecimento do
Todos os (EF01LP10) Nomear as letras
Língua linguística/sem alfabeto do
1º campos de do alfabeto e recitá-lo na
Portuguesa iótica português do
atuação ordem das letras.
(Alfabetização) Brasil
(EF01LP11) Conhecer,
Análise Conhecimento das
Todos os diferenciar e relacionar letras
Língua linguística/sem diversas grafias do
1º campos de em formato imprensa e
Portuguesa iótica alfabeto/
atuação cursiva, maiúsculas e
(Alfabetização) Acentuação
minúsculas.
Segmentação de
Análise (EF01LP12) Reconhecer a
Todos os palavras/Classifica
Língua linguística/sem separação das palavras, na
1º campos de ção de palavras
Portuguesa iótica escrita, por espaços em
atuação por número de
(Alfabetização) branco.
sílabas
(EF01LP13) Comparar
Análise
Todos os palavras, identificando
Língua linguística/sem Construção do
1º campos de semelhanças e diferenças
Portuguesa iótica sistema alfabético
atuação entre sons de sílabas mediais
(Alfabetização)
e finais.
(EF01LP14) Identificar outros
Análise
Todos os sinais no texto além das
Língua linguística/sem
1º campos de Pontuação letras, como pontos finais, de
Portuguesa iótica
atuação interrogação e exclamação e
(Alfabetização)
seus efeitos na entonação.
(EF01LP15) Agrupar palavras
Análise pelo critério de aproximação
Todos os Sinonímia e
Língua linguística/sem de significado (sinonímia) e
1º campos de antonímia/Morfolo
Portuguesa iótica separar palavras pelo critério
atuação gia/Pontuação
(Alfabetização) de oposição de significado
(antonímia).

83
(EF01LP16) Ler e
compreender, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
quadras, quadrinhas,
Campo da Leitura/escuta parlendas, trava-línguas,
Língua Compreensão em
1º vida (compartilhada dentre outros gêneros do
Portuguesa leitura
cotidiana e autônoma) campo da vida cotidiana,
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto e
relacionando sua forma de
organização à sua finalidade.
(EF01LP17) Planejar e
produzir, em colaboração
com os colegas e com a
ajuda do professor, listas,
agendas, calendários, avisos,
convites, receitas, instruções
Campo da Escrita de montagem e legendas
Língua Escrita autônoma
1º vida (compartilhada para álbuns, fotos ou
Portuguesa e compartilhada
cotidiana e autônoma) ilustrações (digitais ou
impressos), dentre outros
gêneros do campo da vida
cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto/ finalidade do
texto.
(EF01LP18) Registrar, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
cantigas, quadras,
Campo da Escrita quadrinhas, parlendas, trava-
Língua Escrita autônoma
1º vida (compartilhada línguas, dentre outros
Portuguesa e compartilhada
cotidiana e autônoma) gêneros do campo da vida
cotidiana, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF01LP19) Recitar
Campo da parlendas, quadras,
Língua Produção de texto
1º vida Oralidade quadrinhas, trava-línguas,
Portuguesa oral
cotidiana com entonação adequada e
observando as rimas.
(EF01LP20) Identificar e
reproduzir, em listas,
agendas, calendários, regras,
Análise avisos, convites, receitas,
Campo da Forma de
Língua linguística/sem instruções de montagem e
1º vida composição do
Portuguesa iótica legendas para álbuns, fotos
cotidiana texto
(Alfabetização) ou ilustrações (digitais ou
impressos), a formatação e
diagramação específica de
cada um desses gêneros.

84
(EF01LP21) Escrever, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
listas de regras e
regulamentos que organizam
Escrita(compar
Língua Campo da Escrita a vida na comunidade
1º tilhada e
Portuguesa vida pública compartilhada escolar, dentre outros
autônoma)
gêneros do campo da
atuação cidadã,
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF01LP22) Planejar e
produzir, em colaboração
com os colegas e com a
ajuda do professor,
Campo das diagramas, entrevistas,
Escrita
Língua práticas de Produção de curiosidades, dentre outros
1º (compartilhada
Portuguesa estudo e textos gêneros do campo
e autônoma)
pesquisa investigativo, digitais ou
impressos, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF01LP23) Planejar e
produzir, em colaboração
com os colegas e com a
ajuda do professor,
entrevistas, curiosidades,
Campo das dentre outros gêneros do
Planejamento de
Língua práticas de campo investigativo, que
1º Oralidade texto oral
Portuguesa estudo e possam ser repassados
Exposição oral
pesquisa oralmente por meio de
ferramentas digitais, em
áudio ou vídeo, considerando
a situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF01LP24) Identificar e
reproduzir, em enunciados de
Forma de tarefas escolares, diagramas,
Campo das Análise
composição dos entrevistas, curiosidades,
Língua práticas de linguística/sem
1º textos/Adequação digitais ou impressos, a
Portuguesa estudo e iótica
do texto às normas formatação e diagramação
pesquisa (Alfabetização)
de escrita específica de cada um
desses gêneros, inclusive em
suas versões orais.
(EF01LP25) Produzir, tendo o
professor como escriba,
recontagens de histórias lidas
pelo professor, histórias
Campo Escrita
Língua Escrita autônoma imaginadas ou baseadas em
1º artístico- (compartilhada
Portuguesa e compartilhada livros de imagens,
literário e autônoma)
observando a forma de
composição de textos
narrativos (personagens,
enredo, tempo e espaço).

85
(EF01LP26) Identificar
Análise
Campo Formas de elementos de uma narrativa
Língua linguística/sem
1º artístico- composição de lida ou escutada, incluindo
Portuguesa iótica
literário narrativas personagens, enredo, tempo
(Alfabetização)
e espaço.
(EF01LP01.RJ) Escrever
Campos da nome e sobrenome por cópia,
Língua Escrita
1º vida Escrita (autônoma) memorização e, mais tarde,
Portuguesa (autônoma)
cotidiana relacionando elementos
sonoros (fonemas e sílabas).
(EF01LP02.RJ) Ler e
compreender, em
colaboração com os colegas
Campo Leitura /escuta Leitura e com a ajuda do professor e,
Língua
1º Artítico- (compartilhada colaborativa e mais tarde, de maneira
Portuguesa
Literário e autônoma) autônoma autônoma, textos não
verbais, como rótulos,
embalagens, propagandas,
placas e cenas.
(EF01LP03.RJ) Identificar e
diferenciar, em textos, com a
Análise colaboração dos colegas e
Todos os Construção do
Língua linguística / com a ajuda do professor,
1º campos de sistema alfabético
Portuguesa semiótica substantivos próprios e
atuação / Morfologia
(Alfabetização) comuns, utilizando
corretamente as letras
maiúsculas e minúsculas.
(EF01LP04.RJ) Utilizar,
corretamente na fala, na
Análise escrita e ao produzir um
Todos os Construção do
Língua linguística / texto, a flexão dos
1º campos de sistema alfabético
Portuguesa semiótica substantivos (gênero e
atuação / Morfologia
(Alfabetização) número) em colaboração com
os colegas e com a ajuda do
professor.
(EF01LP05.RJ) Perceber a
linguagem como meio de
comunicação social
Produção de texto participando de atividades em
Todos os
Língua oral / Intercâmbio sala de aula, interagindo
1º campos de Oralidade
Portuguesa conversacional em oralmente e emitindo
atuação
sala de aula opiniões sobre diferentes
assuntos, questionando,
sugerindo, argumentando e
respeitando os turnos da fala.
(EF01LP06.RJ) Apreciar a
Campos da Leitura /escuta
Língua Apreciação da leitura, percebendo-a como
1º vida (compartilhada
Portuguesa leitura fonte de informação, prazer e
cotidiana e autônoma)
conhecimento.
Todos os Escuta (EF01LP07.RJ) Escrever,
Língua Construção do
1º campos de (compartilhada utilizando o traçado correto
Portuguesa sistema
atuação e autônoma) das letras.

86
(EF12LP09) Ler e
compreender, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
slogans, anúncios
Leitura/escuta publicitários e textos de
Língua Campo da Compreensão em
1º, 2º (compartilhada campanhas de
Portuguesa vida pública leitura
e autônoma) conscientização destinados
ao público infantil, dentre
outros gêneros do campo
publicitário, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF12LP10) Ler e
compreender, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
cartazes, avisos, folhetos,
Leitura/escuta regras e regulamentos que
Língua Campo da Compreensão em
1º, 2º (compartilhada organizam a vida na
Portuguesa vida pública leitura
e autônoma) comunidade escolar, dentre
outros gêneros do campo da
atuação cidadã,
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF12LP11) Escrever, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
fotolegendas em notícias,
manchetes e lides em
Escrita notícias, álbum de fotos
Língua Campo da Escrita
1º, 2º (compartilhada digital noticioso e notícias
Portuguesa vida pública compartilhada
e autônoma) curtas para público infantil,
digitais ou impressos, dentre
outros gêneros do campo
jornalístico, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF12LP12) Escrever, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
slogans, anúncios
publicitários e textos de
Escrita(compar campanhas de
Língua Campo da Escrita
1º, 2º tilhada e conscientização destinados
Portuguesa vida pública compartilhada
autônoma) ao público infantil, dentre
outros gêneros do campo
publicitário, considerando a
situação comunicativa e o
tema/ assunto/finalidade do
texto.

87
(EF12LP13) Planejar, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
slogans e peça de campanha
de conscientização destinada
ao público infantil que
Língua Campo da Produção de texto
1º, 2º Oralidade possam ser repassados
Portuguesa vida pública oral
oralmente por meio de
ferramentas digitais, em
áudio ou vídeo, considerando
a situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF12LP14) Identificar e
reproduzir, em fotolegendas
de notícias, álbum de fotos
Análise digital noticioso, cartas de
Forma de
Língua Campo da linguística/sem leitor (revista infantil), digitais
1º, 2º composição do
Portuguesa vida pública iótica ou impressos, a formatação e
texto
(Alfabetização) diagramação específica de
cada um desses gêneros,
inclusive em suas versões
orais.
Análise
Forma de (EF12LP15) Identificar a
Língua Campo da linguística/sem
1º, 2º composição do forma de composição de
Portuguesa vida pública iótica
texto slogans publicitários.
(Alfabetização)
(EF12LP16) Identificar e
reproduzir, em anúncios
publicitários e textos de
campanhas de
Análise
Forma de conscientização destinados
Língua Campo da linguística/sem
1º, 2º composição do ao público infantil (orais e
Portuguesa vida pública iótica
texto escritos, digitais ou
(Alfabetização)
impressos), a formatação e
diagramação específica de
cada um desses gêneros,
inclusive o uso de imagens.
(EF12LP17) Ler e
compreender, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor,
enunciados de tarefas
Campo das escolares, diagramas,
Leitura/escuta
Língua práticas de Compreensão em curiosidades, pequenos
1º, 2º (compartilhada
Portuguesa estudo e leitura relatos de experimentos,
e autônoma)
pesquisa entrevistas, verbetes de
enciclopédia infantil, entre
outros gêneros do campo
investigativo, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF12LP18) Apreciar poemas
e outros textos versificados,
Campo Leitura/escuta observando rimas,
Língua Apreciação
1º, 2º artístico- (compartilhada sonoridades, jogos de
Portuguesa estética/Estilo
literário e autônoma) palavras, reconhecendo seu
pertencimento ao mundo
imaginário e sua dimensão
88
de encantamento, jogo e
fruição.

(EF12LP19) Reconhecer, em
textos versificados, rimas,
Análise
Campo Formas de sonoridades, jogos de
Língua linguística/sem
1º, 2º artístico- composição de palavras, palavras,
Portuguesa iótica
literário textos poéticos expressões, comparações,
(Alfabetização)
relacionando-as com
sensações e associações.
(EF15LP01) Identificar a
função social de textos que
circulam em campos da vida
social dos quais participa
Reconstrução das cotidianamente (a casa, a
1º; 2º; Todos os Leitura/escuta
Língua condições de rua, a comunidade, a escola)
3º; 4º; campos de (compartilhada
Portuguesa produção e e nas mídias impressa, de
5º atuação e autônoma)
recepção de textos massa e digital,
reconhecendo para que
foram produzidos, onde
circulam, quem os produziu e
a quem se destinam.
(EF15LP02) Estabelecer
expectativas em relação ao
texto que vai ler
(pressuposições
antecipadoras dos sentidos,
da forma e da função social
do texto), apoiando-se em
seus conhecimentos prévios
sobre as condições de
1º; 2º; Todos os Leitura/escuta produção e recepção desse
Língua Estratégia de
3º; 4º; campos de (compartilhada texto, o gênero, o suporte e o
Portuguesa leitura
5º atuação e autônoma) universo temático, bem como
sobre saliências textuais,
recursos gráficos, imagens,
dados da própria obra
(índice, prefácio etc.),
confirmando antecipações e
inferências realizadas antes e
durante a leitura de textos,
checando a adequação das
hipóteses realizadas.
1º; 2º; Todos os Leitura/escuta (EF15LP03) Localizar
Língua Estratégia de
3º; 4º; campos de (compartilhada informações explícitas em
Portuguesa leitura
5º atuação e autônoma) textos.

(EF15LP04) Identificar o
1º; 2º; Todos os Leitura/escuta efeito de sentido produzido
Língua Estratégia de
3º; 4º; campos de (compartilhada pelo uso de recursos
Portuguesa leitura
5º atuação e autônoma) expressivos gráfico-visuais
em textos multissemióticos.

89
(EF15LP05) Planejar, com a
ajuda do professor, o texto
que será produzido,
considerando a situação
comunicativa, os
interlocutores (quem
escreve/para quem escreve);
a finalidade ou o propósito
Produção de (escrever para quê); a
1º; 2º; Todos os textos circulação (onde o texto vai
Língua Planejamento de
3º; 4º; campos de (escrita circular); o suporte (qual é o
Portuguesa texto
5º atuação compartilhada portador do texto); a
e autônoma) linguagem, organização e
forma do texto e seu tema,
pesquisando em meios
impressos ou digitais, sempre
que for preciso, informações
necessárias à produção do
texto, organizando em
tópicos os dados e as fontes
pesquisadas.
(EF15LP06) Reler e revisar o
texto produzido com a ajuda
Produção de do professor e a colaboração
1º; 2º; Todos os
Língua textos(escrita dos colegas, para corrigi-lo e
3º; 4º; campos de Revisão de textos
Portuguesa compartilhada aprimorá-lo, fazendo cortes,
5º atuação
e autônoma) acréscimos, reformulações,
correções de ortografia e
pontuação.
(EF15LP07) Editar a versão
Produção de final do texto, em
1º; 2º; Todos os textos colaboração com os colegas
Língua
3º; 4º; campos de (escrita Edição de textos e com a ajuda do professor,
Portuguesa
5º atuação compartilhada ilustrando, quando for o caso,
e autônoma) em suporte adequado,
manual ou digital.
(EF15LP08) Utilizar software,
Produção de
inclusive programas de
1º; 2º; Todos os textos
Língua Utilização de edição de texto, para editar e
3º; 4º; campos de (escrita
Portuguesa tecnologia digital publicar os textos produzidos,
5º atuação compartilhada
explorando os recursos
e autônoma)
multissemióticos disponíveis.
(EF15LP09) Expressar-se em
situações de intercâmbio oral
Oralidade com clareza, preocupando-se
1º; 2º; Todos os
Língua pública/Intercâmbi em ser compreendido pelo
3º; 4º; campos de Oralidade
Portuguesa o conversacional interlocutor e usando a
5º atuação
em sala de aula palavra com tom de voz
audível, boa articulação e
ritmo adequado.
(EF15LP10) Escutar, com
atenção, falas de professores
1º; 2º; Todos os e colegas, formulando
Língua
3º; 4º; campos de Oralidade Escuta atenta perguntas pertinentes ao
Portuguesa
5º atuação tema e solicitando
esclarecimentos sempre que
necessário.

90
(EF15LP11) Reconhecer
características da
conversação espontânea
presencial, respeitando os
1º; 2º; Todos os Características da
Língua turnos de fala, selecionando
3º; 4º; campos de Oralidade conversação
Portuguesa e utilizando, durante a
5º atuação espontânea
conversação, formas de
tratamento adequadas, de
acordo com a situação e a
posição do interlocutor.
(EF15LP12) Atribuir
significado a aspectos não
linguísticos (paralinguísticos)
Aspectos não
1º; 2º; Todos os observados na fala, como
Língua linguísticos
3º; 4º; campos de Oralidade direção do olhar, riso, gestos,
Portuguesa (paralinguísticos)
5º atuação movimentos da cabeça (de
no ato da fala
concordância ou
discordância), expressão
corporal, tom de voz.
(EF15LP13) Identificar
finalidades da interação oral
1º; 2º; Todos os Relato em diferentes contextos
Língua
3º; 4º; campos de Oralidade oral/Registro comunicativos (solicitar
Portuguesa
5º atuação formal e informal informações, apresentar
opiniões, informar, relatar
experiências etc.).
(EF15LP14) Construir o
sentido de histórias em
quadrinhos e tirinhas,
1º; 2º; Campo da Leitura/escuta Leitura de imagens
Língua relacionando imagens e
3º; 4º; vida (compartilhada em narrativas
Portuguesa palavras e interpretando
5º cotidiana e autônoma) visuais
recursos gráficos (tipos de
balões, de letras,
onomatopeias).
(EF15LP15) Reconhecer que
os textos literários fazem
parte do mundo do imaginário
1º; 2º; Campo Leitura/escuta e apresentam uma dimensão
Língua Formação do leitor
3º; 4º; artístico- (compartilhada lúdica, de encantamento,
Portuguesa literário
5º literário e autônoma) valorizando-os, em sua
diversidade cultural, como
patrimônio artístico da
humanidade.
(EF15LP16) Ler e
compreender, em
colaboração com os colegas
e com a ajuda do professor e,
1º; 2º; Campo Leitura/escuta Leitura mais tarde, de maneira
Língua
3º; 4º; artístico- (compartilhada colaborativa e autônoma, textos narrativos
Portuguesa
5º literário e autônoma) autônoma de maior porte como contos
(populares, de fadas,
acumulativos, de
assombração etc.) e
crônicas.

91
(EF15LP17) Apreciar poemas
visuais e concretos,
observando efeitos de
1º; 2º; Campo Leitura/escuta
Língua Apreciação sentido criados pelo formato
3º; 4º; artístico- (compartilhada
Portuguesa estética/Estilo do texto na página,
5º literário e autônoma)
distribuição e diagramação
das letras, pelas ilustrações e
por outros efeitos visuais.
1º; 2º; Campo Leitura/escuta Formação do leitor (EF15LP18) Relacionar texto
Língua
3º; 4º; artístico- (compartilhada literário/Leitura com ilustrações e outros
Portuguesa
5º literário e autônoma) multissemiótica recursos gráficos.
(EF15LP19) Recontar
1º; 2º; Campo
Língua Contagem de oralmente, com e sem apoio
3º; 4º; artístico- Oralidade
Portuguesa histórias de imagem, textos literários
5º literário
lidos pelo professor.
(EF02LP01) Utilizar, ao
produzir o texto, grafia
correta de palavras
conhecidas ou com
Construção do estruturas silábicas já
Todos os Escrita
Língua sistema alfabético/ dominadas, letras maiúsculas
2º campos de (compartilhada
Portuguesa Convenções da em início de frases e em
atuação e autônoma)
escrita substantivos próprios,
segmentação entre as
palavras, ponto final, ponto
de interrogação e ponto de
exclamação.
(EF02LP02) Segmentar
Análise
Todos os Construção do palavras em sílabas e
Língua linguística/sem
2º campos de sistema alfabético remover e substituir sílabas
Portuguesa iótica
atuação e da ortografia iniciais, mediais ou finais para
(Alfabetização)
criar novas palavras.
(EF02LP03) Ler e escrever
palavras com
correspondências regulares
Análise
Todos os Construção do diretas entre letras e fonemas
Língua linguística/sem
2º campos de sistema alfabético (f, v, t, d, p, b) e
Portuguesa iótica
atuação e da ortografia correspondências regulares
(Alfabetização)
contextuais (c e q; e e o, em
posição átona em final de
palavra).
(EF02LP04) Ler e escrever
Análise
Todos os Construção do corretamente palavras com
Língua linguística/sem
2º campos de sistema alfabético sílabas CV, V, CVC, CCV,
Portuguesa iótica
atuação e da ortografia identificando que existem
(Alfabetização)
vogais em todas as sílabas.
Análise (EF02LP05) Ler e escrever
Todos os Construção do
Língua linguística/sem corretamente palavras com
2º campos de sistema alfabético
Portuguesa iótica marcas de nasalidade (til, m,
atuação e da ortografia
(Alfabetização) n).
Análise Conhecimento do (EF02LP06) Perceber o
Todos os
Língua linguística/sem alfabeto do princípio acrofônico que
2º campos de
Portuguesa iótica português do opera nos nomes das letras
atuação
(Alfabetização) Brasil do alfabeto.

92
Análise Conhecimento das (EF02LP07) Escrever
Todos os
Língua linguística/sem diversas grafias do palavras, frases, textos curtos
2º campos de
Portuguesa iótica alfabeto/ nas formas imprensa e
atuação
(Alfabetização) Acentuação cursiva.
Segmentação de
Análise
Todos os palavras/Classifica (EF02LP08) Segmentar
Língua linguística/sem
2º campos de ção de palavras corretamente as palavras ao
Portuguesa iótica
atuação por número de escrever frases e textos.
(Alfabetização)
sílabas
Análise (EF02LP09) Usar
Todos os
Língua linguística/sem adequadamente ponto final,
2º campos de Pontuação
Portuguesa iótica ponto de interrogação e
atuação
(Alfabetização) ponto de exclamação.
(EF02LP10) Identificar
sinônimos de palavras de
Análise texto lido, determinando a
Todos os Sinonímia e
Língua linguística/sem diferença de sentido entre
2º campos de antonímia/Morfolo
Portuguesa iótica eles, e formar antônimos de
atuação gia/Pontuação
(Alfabetização) palavras encontradas em
texto lido pelo acréscimo do
prefixo de negação in-/im-.
Análise (EF02LP11) Formar o
Todos os
Língua linguística/sem aumentativo e o diminutivo de
2º campos de Morfologia
Portuguesa iótica palavras com os sufixos -ão e
atuação
(Alfabetização) -inho/-zinho.
(EF02LP12) Ler e
compreender com certa
autonomia cantigas, letras de
canção, dentre outros
Campo da Leitura/escuta
Língua Compreensão em gêneros do campo da vida
2º vida (compartilhada
Portuguesa leitura cotidiana, considerando a
cotidiana e autônoma)
situação comunicativa e o
tema/assunto do texto e
relacionando sua forma de
organização à sua finalidade.
(EF02LP13) Planejar e
produzir bilhetes e cartas, em
meio impresso e/ou digital,
Campo da Escrita dentre outros gêneros do
Língua Escrita autônoma
2º vida (compartilhada campo da vida cotidiana,
Portuguesa e compartilhada
cotidiana e autônoma) considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF02LP14) Planejar e
produzir pequenos relatos de
observação de processos, de
Campo da Escrita fatos, de experiências
Língua Escrita autônoma
2º vida (compartilhada pessoais, mantendo as
Portuguesa e compartilhada
cotidiana e autônoma) características do gênero,
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
Campo da (EF02LP15) Cantar cantigas
Língua Produção de texto
2º vida Oralidade e canções, obedecendo ao
Portuguesa oral
cotidiana ritmo e à melodia.

93
(EF02LP16) Identificar e
reproduzir, em bilhetes,
Análise recados, avisos, cartas, e-
Campo da Forma de
Língua linguística/sem mails, receitas (modo de
2º vida composição do
Portuguesa iótica fazer), relatos (digitais ou
cotidiana texto
(Alfabetização) impressos), a formatação e
diagramação específica de
cada um desses gêneros.
(EF02LP17) Identificar e
reproduzir, em relatos de
experiências pessoais, a
sequência dos fatos,
Análise utilizando expressões que
Campo da Forma de
Língua linguística/sem marquem a passagem do
2º vida composição do
Portuguesa iótica tempo (“antes”, “depois”,
cotidiana texto
(Alfabetização) “ontem”, “hoje”, “amanhã”,
“outro dia”, “antigamente”, “há
muito tempo” etc.), e o nível
de informatividade
necessário.
(EF02LP18) Planejar e
produzir cartazes e folhetos
para divulgar eventos da
escola ou da comunidade,
utilizando linguagem
Escrita
Língua Campo da Escrita persuasiva e elementos
2º (compartilhada
Portuguesa vida pública compartilhada textuais e visuais (tamanho
e autônoma)
da letra, leiaute, imagens)
adequados ao gênero,
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF02LP19) Planejar e
produzir, em colaboração
com os colegas e com a
ajuda do professor, notícias
curtas para público infantil,
para compor jornal falado que
Língua Campo da Produção de texto
2º Oralidade possa ser repassado
Portuguesa vida pública oral
oralmente ou em meio digital,
em áudio ou vídeo, dentre
outros gêneros do campo
jornalístico, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF02LP20) Reconhecer a
função de textos utilizados
Campo das para apresentar informações
Leitura/escuta
Língua práticas de Imagens analíticas coletadas em atividades de
2º (compartilhada
Portuguesa estudo e em textos pesquisa (enquetes,
e autônoma)
pesquisa pequenas entrevistas,
registros de
experimentações).

94
(EF02LP21) Explorar, com a
Campo das mediação do professor,
Leitura/escuta
Língua práticas de textos informativos de
2º (compartilhada Pesquisa
Portuguesa estudo e diferentes ambientes digitais
e autônoma)
pesquisa de pesquisa, conhecendo
suas possibilidades.
(EF02LP22) Planejar e
produzir, em colaboração
com os colegas e com a
ajuda do professor, pequenos
relatos de experimentos,
Campo das
Escrita entrevistas, verbetes de
Língua práticas de Produção de
2º (compartilhada enciclopédia infantil, dentre
Portuguesa estudo e textos
e autônoma) outros gêneros do campo
pesquisa
investigativo, digitais ou
impressos, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF02LP23) Planejar e
produzir, com certa
Campo das
Escrita autonomia, pequenos
Língua práticas de
2º (compartilhada Escrita autônoma registros de observação de
Portuguesa estudo e
e autônoma) resultados de pesquisa,
pesquisa
coerentes com um tema
investigado.
(EF02LP24) Planejar e
produzir, em colaboração
com os colegas e com a
ajuda do professor, relatos de
experimentos, registros de
observação, entrevistas,
Campo das
Planejamento de dentre outros gêneros do
Língua práticas de
2º Oralidade texto oral campo investigativo, que
Portuguesa estudo e
Exposição oral possam ser repassados
pesquisa
oralmente por meio de
ferramentas digitais, em
áudio ou vídeo, considerando
a situação comunicativa e o
tema/assunto/ finalidade do
texto.
(EF02LP25) Identificar e
reproduzir, em relatos de
Forma de experimentos, entrevistas,
Campo das Análise
composição dos verbetes de enciclopédia
Língua práticas de linguística/sem
2º textos/Adequação infantil, digitais ou impressos,
Portuguesa estudo e iótica
do texto às normas a formatação e diagramação
pesquisa (Alfabetização)
de escrita específica de cada um
desses gêneros, inclusive em
suas versões orais.
(EF02LP26) Ler e
compreender, com certa
Campo Leitura/escuta
Língua Formação do leitor autonomia, textos literários,
2º artístico- (compartilhada
Portuguesa literário de gêneros variados,
literário e autônoma)
desenvolvendo o gosto pela
leitura.

95
Campo Escrita (EF02LP27) Reescrever
Língua Escrita autônoma
2º artístico- (compartilhada textos narrativos literários
Portuguesa e compartilhada
literário e autônoma) lidos pelo professor.
(EF02LP28) Reconhecer o
conflito gerador de uma
Análise
Campo Formas de narrativa ficcional e sua
Língua linguística/sem
2º artístico- composição de resolução, além de palavras,
Portuguesa iótica
literário narrativas expressões e frases que
(Alfabetização)
caracterizam personagens e
ambientes.
(EF02LP29) Observar, em
Análise Formas de
Campo poemas visuais, o formato do
Língua linguística/sem composição de
2º artístico- texto na página, as
Portuguesa iótica textos poéticos
literário ilustrações e outros efeitos
(Alfabetização) visuais
visuais.
(EF02LP01.RJ) Escrever
Campo da nome e sobrenome por cópia,
Língua Escrita
2º vida Escrita (autônoma) memorização e, mais tarde,
Portuguesa (autônoma)
cotidiana relacionando elementos
sonoros (fonemas e sílabas).
(EF02LP02.RJ) Utilizar,
corretamente na fala, na
Análise escrita e ao produzir um
Todos os Construção do
Língua Linguística / texto, a flexão dos
2º campos de sistema alfabético
Portuguesa Semiótica substantivos (gênero, número
atuação / Morfologia
(alfabetização) e grau) em colaboração com
os colegas e com a ajuda do
professor.
(EF02LP03.RJ) Reconhecer
a linguagem formal e informal
Leitura / oral e escrita, com o auxílio
Todos os Relato oral e
Língua Escuta do professor e mais tarde
2º campos de escrito / Registro
Portuguesa (compartilhada autonomamente, aprendendo
atuação formal e informal
e autônoma) a adequá-las às diferentes
situações de comunicação
das quais participa.
(EF02LP04.RJ) Perceber a
importância das
Análise onomatopeias reconhecendo
Forma de
linguística a função dessa figura de
Campo composição do
Língua Semiótica linguagem em histórias em
3º artístico - texto /
Portuguesa Análise quadrinho como uma das
literário Compreensão em
linguística maneiras para se descrever
leitura
Semiótica os sons do mundo, deixando
o texto mais divertido e fácil
de ser compreendido.
(EF03LP01) Ler e escrever
palavras com
Análise correspondências regulares
Todos os linguística/sem Construção do contextuais entre grafemas e
Língua
3º campos de iótica sistema alfabético fonemas – c/qu; g/gu; r/rr;
Portuguesa
atuação (Ortografizaçã e da ortografia s/ss; o (e não u) e e (e não i)
o) em sílaba átona em final de
palavra – e com marcas de
nasalidade (til, m, n).

96
(EF03LP02) Ler e escrever
Análise
corretamente palavras com
Todos os linguística/sem Construção do
Língua sílabas CV, V, CVC, CCV,
3º campos de iótica sistema alfabético
Portuguesa VC, VV, CVV, identificando
atuação (Ortografizaçã e da ortografia
que existem vogais em todas
o)
as sílabas.
Análise
Todos os linguística/sem Construção do (EF03LP03) Ler e escrever
Língua
3º campos de iótica sistema alfabético corretamente palavras com
Portuguesa
atuação (Ortografizaçã e da ortografia os dígrafos lh, nh, ch.
o)
(EF03LP04) Usar acento
Análise gráfico (agudo ou circunflexo)
Conhecimento das
Todos os linguística/sem em monossílabos tônicos
Língua diversas grafias do
3º campos de iótica terminados em a, e, o e em
Portuguesa alfabeto/
atuação (Ortografizaçã palavras oxítonas terminadas
Acentuação
o) em a, e, o, seguidas ou não
de s.
Análise Segmentação de (EF03LP05) Identificar o
Todos os linguística/sem palavras/Classifica número de sílabas de
Língua
3º campos de iótica ção de palavras palavras, classificando-as em
Portuguesa
atuação (Ortografizaçã por número de monossílabas, dissílabas,
o) sílabas trissílabas e polissílabas.
Análise
(EF03LP06) Identificar a
Todos os linguística/sem
Língua Construção do sílaba tônica em palavras,
3º campos de iótica
Portuguesa sistema alfabético classificando-as em oxítonas,
atuação (Ortografizaçã
paroxítonas e proparoxítonas.
o)
(EF03LP07) Identificar a
Análise função na leitura e usar na
Todos os linguística/sem escrita ponto final, ponto de
Língua
3º campos de iótica Pontuação interrogação, ponto de
Portuguesa
atuação (Ortografizaçã exclamação e, em diálogos
o) (discurso direto), dois-pontos
e travessão.
Análise (EF03LP08) Identificar e
Todos os linguística/sem diferenciar, em textos,
Língua
3º campos de iótica Morfologia substantivos e verbos e suas
Portuguesa
atuação (Ortografizaçã funções na oração: agente,
o) ação, objeto da ação.
Análise
(EF03LP09) Identificar, em
Todos os linguística/sem
Língua textos, adjetivos e sua função
3º campos de iótica Morfossintaxe
Portuguesa de atribuição de propriedades
atuação (Ortografizaçã
aos substantivos.
o)
(EF03LP10) Reconhecer
prefixos e sufixos produtivos
Análise
na formação de palavras
Todos os linguística/sem
Língua derivadas de substantivos, de
3º campos de iótica Morfologia
Portuguesa adjetivos e de verbos,
atuação (Ortografizaçã
utilizando-os para
o)
compreender palavras e para
formar novas palavras.
(EF03LP11) Ler e
compreender, com
Campo da Leitura/escuta
Língua Compreensão em autonomia, textos injuntivos
3º vida (compartilhada
Portuguesa leitura instrucionais (receitas,
cotidiana e autônoma)
instruções de montagem
etc.), com a estrutura própria
97
desses textos (verbos
imperativos, indicação de
passos a ser seguidos) e
mesclando palavras, imagens
e recursos gráfico- visuais,
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF03LP12) Ler e
compreender, com
autonomia, cartas pessoais e
diários, com expressão de
sentimentos e opiniões,
Campo da Leitura/escuta
Língua Compreensão em dentre outros gêneros do
3º vida (compartilhada
Portuguesa leitura campo da vida cotidiana, de
cotidiana e autônoma)
acordo com as convenções
do gênero carta e
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF03LP13) Planejar e
produzir cartas pessoais e
diários, com expressão de
Produção de sentimentos e opiniões,
Campo da textos dentre outros gêneros do
Língua Escrita
3º vida (escrita campo da vida cotidiana, de
Portuguesa colaborativa
cotidiana compartilhada acordo com as convenções
e autônoma) dos gêneros carta e diário e
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF03LP14) Planejar e
produzir textos injuntivos
instrucionais, com a estrutura
própria desses textos (verbos
Campo da Escrita imperativos, indicação de
Língua Escrita
3º vida (compartilhada passos a ser seguidos) e
Portuguesa colaborativa
cotidiana e autônoma) mesclando palavras, imagens
e recursos gráfico-visuais,
considerando a situação
comunicativa e o tema/
assunto do texto.
(EF03LP15) Assistir, em
Campo da vídeo digital, a programa de
Língua Produção de texto
3º vida Oralidade culinária infantil e, a partir
Portuguesa oral
cotidiana dele, planejar e produzir
receitas em áudio ou vídeo.
(EF03LP16) Identificar e
reproduzir, em textos
injuntivos instrucionais
(receitas, instruções de
Análise
montagem, digitais ou
Campo da linguística/sem Forma de
Língua impressos), a formatação
3º vida iótica composição do
Portuguesa própria desses textos (verbos
cotidiana (Ortografizaçã texto
imperativos, indicação de
o)
passos a ser seguidos) e a
diagramação específica dos
textos desses gêneros (lista
de ingredientes ou materiais
98
e instruções de execução –
"modo de fazer").
(EF03LP17) Identificar e
reproduzir, em gêneros
epistolares e diários, a
formatação própria desses
Análise
textos (relatos de
Campo da linguística/sem Forma de
Língua acontecimentos, expressão
3º vida iótica composição do
Portuguesa de vivências, emoções,
cotidiana (Ortografizaçã texto
opiniões ou críticas) e a
o)
diagramação específica dos
textos desses gêneros (data,
saudação, corpo do texto,
despedida, assinatura).
(EF03LP18) Ler e
compreender, com
autonomia, cartas dirigidas a
veículos da mídia impressa
ou digital (cartas de leitor e
Leitura/escuta de reclamação a jornais,
Língua Campo da Compreensão em
3º (compartilhada revistas) e notícias, dentre
Portuguesa vida pública leitura
e autônoma) outros gêneros do campo
jornalístico, de acordo com as
convenções do gênero carta
e considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF03LP19) Identificar e
discutir o propósito do uso de
recursos de persuasão
Leitura/escuta (cores, imagens, escolha de
Língua Campo da Compreensão em
3º (compartilhada palavras, jogo de palavras,
Portuguesa vida pública leitura
e autônoma) tamanho de letras) em textos
publicitários e de
propaganda, como elementos
de convencimento.
(EF03LP20) Produzir cartas
dirigidas a veículos da mídia
impressa ou digital (cartas do
leitor ou de reclamação a
Produção de
jornais ou revistas), dentre
textos
Língua Campo da Escrita outros gêneros do campopo
3º (escrita
Portuguesa vida pública colaborativa lítico-cidadão, com opiniões e
compartilhada
críticas, de acordo com as
e autônoma)
convenções do gênero carta
e considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF03LP21) Produzir
anúncios publicitários, textos
de campanhas de
Produção de
conscientização destinados
textos
Língua Campo da Escrita ao público infantil,
3º (escrita
Portuguesa vida pública colaborativa observando os recursos de
compartilhada
persuasão utilizados nos
e autônoma)
textos publicitários e de
propaganda (cores, imagens,
slogan, escolha de palavras,

99
jogo de palavras, tamanho e
tipo de letras, diagramação).
(EF03LP22) Planejar e
produzir, em colaboração
com os colegas, telejornal
para público infantil com
algumas notícias e textos de
campanhas que possam ser
Língua Campo da Planejamento e repassados oralmente ou em
3º Oralidade
Portuguesa vida pública produção de texto meio digital, em áudio ou
vídeo, considerando a
situação comunicativa, a
organização específica da
fala nesses gêneros e o
tema/assunto/ finalidade dos
textos.
(EF03LP23) Analisar o uso
Análise de adjetivos em cartas
linguística/sem Forma de dirigidas a veículos da mídia
Língua Campo da
3º iótica composição dos impressa ou digital (cartas do
Portuguesa vida pública
(Ortografizaçã textos leitor ou de reclamação a
o) jornais ou revistas), digitais
ou impressas.
(EF03LP24) Ler/ouvir e
compreender, com
Campo das autonomia, relatos de
Leitura/escuta
Língua práticas de Compreensão em observações e de pesquisas
3º (compartilhada
Portuguesa estudo e leitura em fontes de informações,
e autônoma)
pesquisa considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF03LP25) Planejar e
produzir textos para
apresentar resultados de
observações e de pesquisas
Campo das Produção de
em fontes de informações,
Língua práticas de textos(escrita Produção de
3º incluindo, quando pertinente,
Portuguesa estudo e compartilhada textos
imagens, diagramas e
pesquisa e autônoma)
gráficos ou tabelas simples,
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF03LP26) Identificar e
reproduzir, em relatórios de
Forma de observação e pesquisa, a
Análise
Campo das composição dos formatação e diagramação
linguística/sem
Língua práticas de textos específica desses gêneros
3º iótica
Portuguesa estudo e Adequação do (passos ou lista de itens,
(Ortografizaçã
pesquisa texto às normas de tabelas, ilustrações, gráficos,
o)
escrita resumo dos resultados),
inclusive em suas versões
orais.
(EF03LP27) Recitar cordel e
Campo cantar repentes e emboladas,
Língua Performances
3º artístico- Oralidade observando as rimas e
Portuguesa orais
literário obedecendo ao ritmo e à
melodia.

100
Forma de (EF03LP01.RJ) Ler, escrever
Todos os Análise composição do e separar, corretamente,
Língua
3º campos de linguística / texto / palavras com encontros
Portuguesa
atuação semiótica Compreensão em consonantais perfeitos e
leitura imperfeitos.
(EF03LP02.RJ) Utilizar,
corretamente, na fala, na
Análise escrita e ao produzir um
Todos os Construção do
Língua linguística / texto, a flexão dos
3º campos de sistema alfabético
Portuguesa semiótica substantivos (gênero, número
atuação / Morfologia
(Alfabetização) e grau) em colaboração com
os colegas e com a ajuda do
professor.
(EF03LP03.RJ) Identificar e
Todos os Construção do distinguir tipos de frases
Língua Semiótica
3º campos de sistema alfabético (afirmativas, negativas,
Portuguesa (alfabetização)
atuação / pontuação interrogativas e
exclamativas).
(EF03LP04.RJ) Identificar o
Forma de
efeito de sentido produzido
Todos os Análise composição do
Língua pelo uso da figura de
3º campos de linguística / texto /
Portuguesa linguagem onomatopeia em
atuação Semiótica Compreensão em
histórias em quadrinho e
leitura
poemas.
(EF03LP05.RJ) Identificar,
com auxílio do professor e
Análise Forma de
mais tarde autonomamente
Todos os linguística / composição do
Língua os encontros vocálicos nas
3º campos de Semiótica texto /
Portuguesa palavras, separando-as
atuação (ortografização Compreensão em
corretamente, sem se
) leitura
preocupar-se, ainda, com a
classificação das mesmas.
(EF03LP06.RJ) Perceber a
Forma de função da vírgula, bem como
Todos os Análise composição do utilizá-la para separar
Língua
3º campos de linguística / texto / elementos de uma lista, sem,
Portuguesa
atuação Semiótica Compreensão em no entanto, preocupar-se
leitura ainda com a formalização das
regras de seu uso.
(EF35LP01) Ler e
compreender,
Todos os Leitura/escuta silenciosamente e, em
Língua 3º, 4º, Decodificação/Fluê
campos de (compartilhada seguida, em voz alta, com
Portuguesa 5º ncia de leitura
atuação e autônoma) autonomia e fluência, textos
curtos com nível de
textualidade adequado.
(EF35LP02) Selecionar livros
da biblioteca e/ou do cantinho
de leitura da sala de aula
Todos os Leitura/escuta e/ou disponíveis em meios
Língua 3º, 4º,
campos de (compartilhada Formação de leitor digitais para leitura individual,
Portuguesa 5º
atuação e autônoma) justificando a escolha e
compartilhando com os
colegas sua opinião, após a
leitura.

101
(EF35LP03) Identificar a ideia
Todos os Leitura/escuta
Língua 3º, 4º, central do texto,
campos de (compartilhada Compreensão
Portuguesa 5º demonstrando compreensão
atuação e autônoma)
global.

Todos os Leitura/escuta (EF35LP04) Inferir


Língua 3º, 4º, Estratégia de
campos de (compartilhada informações implícitas nos
Portuguesa 5º leitura
atuação e autônoma) textos lidos.

(EF35LP05) Inferir o sentido


Todos os Leitura/escuta de palavras ou expressões
Língua 3º, 4º, Estratégia de
campos de (compartilhada desconhecidas em textos,
Portuguesa 5º leitura
atuação e autônoma) com base no contexto da
frase ou do texto.
(EF35LP06) Recuperar
relações entre partes de um
texto, identificando
substituições lexicais (de
Todos os Leitura/escuta substantivos por sinônimos)
Língua 3º, 4º, Estratégia de
campos de (compartilhada ou pronominais (uso de
Portuguesa 5º leitura
atuação e autônoma) pronomes anafóricos –
pessoais, possessivos,
demonstrativos) que
contribuem para a
continuidade do texto.
(EF35LP07) Utilizar, ao
produzir um texto,
conhecimentos linguísticos e
gramaticais, tais como
Produção de
Construção do ortografia, regras básicas de
Todos os textos
Língua 3º, 4º, sistema alfabético/ concordância nominal e
campos de (escrita
Portuguesa 5º Convenções da verbal, pontuação (ponto
atuação compartilhada
escrita final, ponto de exclamação,
e autônoma)
ponto de interrogação,
vírgulas em enumerações) e
pontuação do discurso direto,
quando for o caso.
(EF35LP08) Utilizar, ao
produzir um texto, recursos
de referenciação (por
substituição lexical ou por
Construção do
pronomes pessoais,
sistema alfabético/
Produção de possessivos e
Estabelecimento
Todos os textos demonstrativos), vocabulário
Língua 3º, 4º, de relações
campos de (escrita apropriado ao gênero,
Portuguesa 5º anafóricas na
atuação compartilhada recursos de coesão
referenciação e
e autônoma) pronominal (pronomes
construção da
anafóricos) e articuladores de
coesão
relações de sentido (tempo,
causa, oposição, conclusão,
comparação), com nível
suficiente de informatividade.
(EF35LP09) Organizar o
Produção de texto em unidades de
Planejamento de
Todos os textos sentido, dividindo-o em
Língua 3º, 4º, texto/Progressão
campos de (escrita parágrafos segundo as
Portuguesa 5º temática e
atuação compartilhada normas gráficas e de acordo
paragrafação
e autônoma) com as características do
gênero textual.
102
(EF35LP10) Identificar
gêneros do discurso oral,
utilizados em diferentes
situações e contextos
comunicativos, e suas
características linguístico-
Todos os Forma de expressivas e composicionais
Língua 3º, 4º,
campos de Oralidade composição de (conversação espontânea,
Portuguesa 5º
atuação gêneros orais conversação telefônica,
entrevistas pessoais,
entrevistas no rádio ou na
TV, debate, noticiário de
rádio e TV, narração de jogos
esportivos no rádio e TV,
aula, debate etc.).
(EF35LP11) Ouvir gravações,
canções, textos falados em
diferentes variedades
linguísticas, identificando
características regionais,
Todos os urbanas e rurais da fala e
Língua 3º, 4º, Variação
campos de Oralidade respeitando as diversas
Portuguesa 5º linguística
atuação variedades linguísticas como
características do uso da
língua por diferentes grupos
regionais ou diferentes
culturas locais, rejeitando
preconceitos linguísticos.
(EF35LP12) Recorrer ao
Análise dicionário para esclarecer
Todos os linguística/sem Construção do dúvida sobre a escrita de
Língua 3º, 4º,
campos de iótica sistema alfabético palavras, especialmente no
Portuguesa 5º
atuação (Ortografizaçã e da ortografia caso de palavras com
o) relações irregulares fonema-
grafema.
(EF35LP13) Memorizar a
Análise
grafia de palavras de uso
Todos os linguística/sem Construção do
Língua 3º, 4º, frequente nas quais as
campos de iótica sistema alfabético
Portuguesa 5º relações fonema-grafema são
atuação (Ortografizaçã e da ortografia
irregulares e com h inicial que
o)
não representa fonema.
(EF35LP14) Identificar em
Análise
textos e usar na produção
Todos os linguística/sem
Língua 3º, 4º, textual pronomes pessoais,
campos de iótica Morfologia
Portuguesa 5º possessivos e
atuação (Ortografizaçã
demonstrativos, como
o)
recurso coesivo anafórico.
(EF35LP15) Opinar e
defender ponto de vista sobre
tema polêmico relacionado a
Produção de
situações vivenciadas na
textos
Língua 3º, 4º, Campo da Escrita escola e/ou na comunidade,
(escrita
Portuguesa 5º vida pública colaborativa utilizando registro formal e
compartilhada
estrutura adequada à
e autônoma)
argumentação, considerando
a situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.

103
(EF35LP16) Identificar e
reproduzir, em notícias,
manchetes, lides e corpo de
Análise notícias simples para público
linguística/sem Forma de infantil e cartas de
Língua 3º, 4º, Campo da
iótica composição dos reclamação (revista infantil),
Portuguesa 5º vida pública
(Ortografizaçã textos digitais ou impressos, a
o) formatação e diagramação
específica de cada um
desses gêneros, inclusive em
suas versões orais.
(EF35LP17) Buscar e
selecionar, com o apoio do
Campo das
Leitura/escuta professor, informações de
Língua 3º, 4º, práticas de
(compartilhada Pesquisa interesse sobre fenômenos
Portuguesa 5º estudo e
e autônoma) sociais e naturais, em textos
pesquisa
que circulam em meios
impressos ou digitais.
(EF35LP18) Escutar, com
atenção, apresentações de
Campo das trabalhos realizadas por
Língua 3º, 4º, práticas de Escuta de textos colegas, formulando
Oralidade
Portuguesa 5º estudo e orais perguntas pertinentes ao
pesquisa tema e solicitando
esclarecimentos sempre que
necessário.

(EF35LP19) Recuperar as
Campo das
ideias principais em situações
Língua 3º, 4º, práticas de Compreensão de
Oralidade formais de escuta de
Portuguesa 5º estudo e textos orais
exposições, apresentações e
pesquisa
palestras.

(EF35LP20) Expor trabalhos


ou pesquisas escolares, em
sala de aula, com apoio de
Campo das recursos multissemióticos
Planejamento de
Língua 3º, 4º, práticas de (imagens, diagrama, tabelas
Oralidade texto oral
Portuguesa 5º estudo e etc.), orientando-se por
Exposição oral
pesquisa roteiro escrito, planejando o
tempo de fala e adequando a
linguagem à situação
comunicativa.
(EF35LP21) Ler e
compreender, de forma
autônoma, textos literários de
Campo Leitura/escuta
Língua 3º, 4º, Formação do leitor diferentes gêneros e
artístico- (compartilhada
Portuguesa 5º literário extensões, inclusive aqueles
literário e autônoma)
sem ilustrações,
estabelecendo preferências
por gêneros, temas, autores.
(EF35LP22) Perceber
diálogos em textos narrativos,
observando o efeito de
Campo Leitura/escuta Formação do leitor
Língua 3º, 4º, sentido de verbos de
artístico- (compartilhada literário/ Leitura
Portuguesa 5º enunciação e, se for o caso,
literário e autônoma) multissemiótica
o uso de variedades
linguísticas no discurso
direto.
104
(EF35LP23) Apreciar poemas
e outros textos versificados,
Campo Leitura/escuta observando rimas,
Língua 3º, 4º, Apreciação
artístico- (compartilhada aliterações e diferentes
Portuguesa 5º estética/Estilo
literário e autônoma) modos de divisão dos versos,
estrofes e refrões e seu efeito
de sentido.
(EF35LP24) Identificar
funções do texto dramático
Campo Leitura/escuta (escrito para ser encenado) e
Língua 3º, 4º,
artístico- (compartilhada Textos dramáticos sua organização por meio de
Portuguesa 5º
literário e autônoma) diálogos entre personagens e
marcadores das falas das
personagens e de cena.
(EF35LP25) Criar narrativas
ficcionais, com certa
autonomia, utilizando
Produção de
detalhes descritivos,
Campo textos
Língua 3º, 4º, Escrita autônoma sequências de eventos e
artístico- (escrita
Portuguesa 5º e compartilhada imagens apropriadas para
literário compartilhada
sustentar o sentido do texto,
e autônoma)
e marcadores de tempo,
espaço e de fala de
personagens.
(EF35LP26) Ler e
compreender, com certa
autonomia, narrativas
Produção de ficcionais que apresentem
Campo textos cenários e personagens,
Língua 3º, 4º, Escrita autônoma
artístico- (escrita observando os elementos da
Portuguesa 5º e compartilhada
literário compartilhada estrutura narrativa: enredo,
e autônoma) tempo, espaço, personagens,
narrador e a construção do
discurso indireto e discurso
direto.
(EF35LP27) Ler e
compreender, com certa
Produção de
Campo autonomia, textos em versos,
Língua 3º, 4º, textos(escrita
artístico- Escrita autônoma explorando rimas, sons e
Portuguesa 5º compartilhada
literário jogos de palavras, imagens
e autônoma)
poéticas (sentidos figurados)
e recursos visuais e sonoros.
(EF35LP28) Declamar
Campo
Língua 3º, 4º, poemas, com entonação,
artístico- Oralidade Declamação
Portuguesa 5º postura e interpretação
literário
adequadas.
(EF35LP29) Identificar, em
narrativas, cenário,
Análise
personagem central, conflito
Campo linguística/sem Formas de
Língua 3º, 4º, gerador, resolução e o ponto
artístico- iótica composição de
Portuguesa 5º de vista com base no qual
literário (Ortografizaçã narrativas
histórias são narradas,
o)
diferenciando narrativas em
primeira e terceira pessoas.

105
(EF35LP30) Diferenciar
discurso indireto e discurso
Análise
direto, determinando o efeito
Campo linguística/sem
Língua 3º, 4º, Discurso direto e de sentido de verbos de
artístico- iótica
Portuguesa 5º indireto enunciação e explicando o
literário (Ortografizaçã
uso de variedades
o)
linguísticas no discurso
direto, quando for o caso.
Análise (EF35LP31) Identificar, em
Campo linguística/sem Forma de textos versificados, efeitos de
Língua 3º, 4º,
artístico-
iótica composição de sentido decorrentes do uso
Portuguesa 5º
literário
(Ortografizaçã textos poéticos de recursos rítmicos e
o) sonoros e de metáforas.
Análise (EF04LP01) Grafar palavras
Todos os linguística/sem Construção do utilizando regras de
Língua
4º campos de iótica sistema alfabético correspondência fonema--
Portuguesa
atuação (Ortografizaçã e da ortografia grafema regulares diretas e
o) contextuais.
(EF04LP02) Ler e escrever,
Análise
corretamente, palavras com
Todos os linguística/sem Construção do
Língua sílabas VV e CVV em casos
4º campos de iótica sistema alfabético
Portuguesa nos quais a combinação VV
atuação (Ortografizaçã e da ortografia
(ditongo) é reduzida na língua
o)
oral (ai, ei, ou).
(EF04LP03) Localizar
Conhecimento do
Análise palavras no dicionário para
alfabeto do
Todos os linguística/sem esclarecer significados,
Língua português do
4º campos de iótica reconhecendo o significado
Portuguesa Brasil/Ordem
atuação (Ortografizaçã mais plausível para o
alfabética/Polisse
o) contexto que deu origem à
mia
consulta.
Análise
Conhecimento das (EF04LP04) Usar acento
Todos os linguística/sem
Língua diversas grafias do gráfico (agudo ou circunflexo)
4º campos de iótica
Portuguesa alfabeto/ em paroxítonas terminadas
atuação (Ortografizaçã
Acentuação em -i(s), -l, -r, -ão(s).
o)
(EF04LP05) Identificar a
função na leitura e usar,
adequadamente, na escrita
Análise
ponto final, de interrogação,
Todos os linguística/sem
Língua de exclamação, dois-pontos e
4º campos de iótica Pontuação
Portuguesa travessão em diálogos
atuação (Ortografizaçã
(discurso direto), vírgula em
o)
enumerações e em
separação de vocativo e de
aposto.
(EF04LP06) Identificar em
Análise
textos e usar na produção
Todos os linguística/sem
Língua Morfologia/Morfoss textual a concordância entre
4º campos de iótica
Portuguesa intaxe substantivo ou pronome
atuação (Ortografizaçã
pessoal e verbo
o)
(concordância verbal).
(EF04LP07) Identificar em
Análise
textos e usar na produção
Todos os linguística/sem
Língua textual a concordância entre
4º campos de iótica Morfossintaxe
Portuguesa artigo, substantivo e adjetivo
atuação (Ortografizaçã
(concordância no grupo
o)
nominal).

106
(EF04LP08) Reconhecer e
Análise
grafar, corretamente,
Todos os linguística/sem
Língua palavras derivadas com os
4º campos de iótica Morfologia
Portuguesa sufixos -agem, -oso, -eza, -
atuação (Ortografizaçã
izar/-isar (regulares
o)
morfológicas).
(EF04LP09) Ler e
compreender, com
autonomia, boletos, faturas e
carnês, dentre outros
gêneros do campo da vida
Campo da Leitura/escuta
Língua Compreensão em cotidiana, de acordo com as
4º vida (compartilhada
Portuguesa leitura convenções do gênero
cotidiana e autônoma)
(campos, itens elencados,
medidas de consumo, código
de barras) e considerando a
situação comunicativa e a
finalidade do texto.
(EF04LP10) Ler e
compreender, com
autonomia, cartas pessoais
de reclamação, dentre outros
Campo da Leitura/escuta gêneros do campo da vida
Língua Compreensão em
4º vida (compartilhada cotidiana, de acordo com as
Portuguesa leitura
cotidiana e autônoma) convenções do gênero carta
e considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF04LP11) Planejar e
produzir, com autonomia,
cartas pessoais de
reclamação, dentre outros
gêneros do campo da vida
Produção de
cotidiana, de acordo com as
Campo da textos
Língua Escrita convenções do gênero carta
4º vida (escrita
Portuguesa colaborativa e com a estrutura própria
cotidiana compartilhada
desses textos (problema,
e autônoma)
opinião, argumentos),
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF04LP12) Assistir, em
vídeo digital, a programa
Campo da infantil com instruções de
Língua Produção de texto
4º vida Oralidade montagem, de jogos e
Portuguesa oral
cotidiana brincadeiras e, a partir dele,
planejar e produzir tutoriais
em áudio ou vídeo.

107
(EF04LP13) Identificar e
reproduzir, em textos
injuntivos instrucionais
(instruções de jogos digitais
Análise ou impressos), a formatação
Campo da linguística/sem Forma de própria desses textos (verbos
Língua
4º vida iótica composição do imperativos, indicação de
Portuguesa
cotidiana (Ortografizaçã texto passos a ser seguidos) e
o) formato específico dos textos
orais ou escritos desses
gêneros (lista/ apresentação
de materiais e
instruções/passos de jogo).
(EF04LP14) Identificar, em
Leitura/escuta
Língua Campo da Compreensão em notícias, fatos, participantes,
4º (compartilhada
Portuguesa vida pública leitura local e momento/tempo da
e autônoma)
ocorrência do fato noticiado.
(EF04LP15) Distinguir fatos
Leitura/escuta de opiniões/sugestões em
Língua Campo da Compreensão em
4º (compartilhada textos (informativos,
Portuguesa vida pública leitura
e autônoma) jornalísticos, publicitários
etc.).
(EF04LP16) Produzir notícias
sobre fatos ocorridos no
universo escolar, digitais ou
impressas, para o jornal da
Produção de
escola, noticiando os fatos e
Língua Campo da textos(escrita Escrita
4º seus atores e comentando
Portuguesa vida pública compartilhada colaborativa
decorrências, de acordo com
e autônoma)
as convenções do gênero
notícia e considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF04LP17) Produzir jornais
radiofônicos ou televisivos e
entrevistas veiculadas em
rádio, TV e na internet,
Língua Campo da Planejamento e
4º Oralidade orientando-se por roteiro ou
Portuguesa vida pública produção de texto
texto e demonstrando
conhecimento dos gêneros
jornal falado/televisivo e
entrevista.
(EF04LP18) Analisar o
padrão entonacional e a
Análise
expressão facial e corporal
linguística/sem Forma de
Língua Campo da de âncoras de jornais
4º iótica composição dos
Portuguesa vida pública radiofônicos ou televisivos e
(Ortografizaçã textos
de
o)
entrevistadores/entrevistados
.
(EF04LP19) Ler e
compreender textos
Campo das
Leitura/escuta expositivos de divulgação
Língua práticas de Compreensão em
4º (compartilhada científica para crianças,
Portuguesa estudo e leitura
e autônoma) considerando a situação
pesquisa
comunicativa e o tema/
assunto do texto.

108
(EF04LP20) Reconhecer a
Campo das função de gráficos,
Leitura/escuta
Língua práticas de Imagens analíticas diagramas e tabelas em
4º (compartilhada
Portuguesa estudo e em textos textos, como forma de
e autônoma)
pesquisa apresentação de dados e
informações.
(EF04LP21) Planejar e
produzir textos sobre temas
de interesse, com base em
resultados de observações e
Produção de
Campo das pesquisas em fontes de
textos
Língua práticas de Produção de informações impressas ou
4º (escrita
Portuguesa estudo e textos eletrônicas, incluindo, quando
compartilhada
pesquisa pertinente, imagens e
e autônoma)
gráficos ou tabelas simples,
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF04LP22) Planejar e
produzir, com certa
Produção de
Campo das autonomia, verbetes de
textos
Língua práticas de enciclopédia infantil, digitais
4º (escrita Escrita autônoma
Portuguesa estudo e ou impressos, considerando
compartilhada
pesquisa a situação comunicativa e o
e autônoma)
tema/ assunto/finalidade do
texto.
(EF04LP23) Identificar e
reproduzir, em verbetes de
enciclopédia infantil, digitais
ou impressos, a formatação e
Análise Forma de
Campo das diagramação específica
linguística/sem composição dos
Língua práticas de desse gênero (título do
4º iótica textos
Portuguesa estudo e verbete, definição,
(Ortografizaçã Coesão e
pesquisa detalhamento, curiosidades),
o) articuladores
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF04LP24) Identificar e
Análise Forma de reproduzir, em seu formato,
Campo das
linguística/sem composição dos tabelas, diagramas e gráficos
Língua práticas de
4º iótica textosAdequação em relatórios de observação
Portuguesa estudo e
(Ortografizaçã do texto às normas e pesquisa, como forma de
pesquisa
o) de escrita apresentação de dados e
informações.
(EF04LP25) Representar
Produção de cenas de textos dramáticos,
Campo das
textos reproduzindo as falas das
Língua práticas de
4º (escrita Escrita autônoma personagens, de acordo com
Portuguesa estudo e
compartilhada as rubricas de interpretação e
pesquisa
e autônoma) movimento indicadas pelo
autor.
Análise (EF04LP26) Observar, em
Forma de
Campo linguística/sem poemas concretos, o formato,
Língua composição de
4º artístico- iótica a distribuição e a
Portuguesa textos poéticos
literário (Ortografizaçã diagramação das letras do
visuais
o) texto na página.

109
Análise
(EF04LP27) Identificar, em
Campo linguística/sem Forma de
Língua textos dramáticos,
4º artístico- iótica composição de
Portuguesa marcadores das falas das
literário (Ortografizaçã textos dramáticos
personagens e de cena.
o)
(EF04LP01.RJ) Reconhecer
Análise
posições distintas entre duas
Todos os linguística/sem Forma de
Língua ou mais opiniões relativas ao
4º campos de iótica composição dos
Portuguesa mesmo fato ou ao mesmo
atuação (Ortografizaçã textos
tema em diferentes gêneros
o)
textuais.
(EF04LP02.RJ) Identificar os
Todos os Leitura/escuta diferentes pontos de vistas
Língua Formação do
4º campos de (compartilhada em textos de um mesmo
Portuguesa leitor literário
atuação e autônoma) gênero e que tratam do
mesmo tema.
Análise
Todos os linguística/sem (EF04LP03.RJ) Estabelecer,
Língua Planejamento e
4º campos de ió tica no texto, relações de causa e
Portuguesa produção de texto
atuação (Ortografizaçã consequência.
o)
Análise
(EF04LP04.RJ) Identificar o
Todos os linguística/sem
Língua Compreensão em conflito gerador do enredo e
4º campos de ió tica
Portuguesa leitura os elementos que constroem
atuação (Ortografizaçã
a narrativa
o)
(EF05LP01) Grafar palavras
utilizando regras de
Análise
correspondência fonema-
Todos os linguística/sem Construção do
Língua grafema regulares,
5º campos de iótica sistema alfabético
Portuguesa contextuais e morfológicas e
atuação (Ortografizaçã e da ortografia
palavras de uso frequente
o)
com correspondências
irregulares.
(EF05LP02) Identificar o
caráter polissêmico das
palavras (uma mesma
Conhecimento do palavra com diferentes
Análise
alfabeto do significados, de acordo com o
Todos os linguística/sem
Língua português do contexto de uso),
5º campos de iótica
Portuguesa Brasil/Ordem comparando o significado de
atuação (Ortografizaçã
alfabética/Polisse determinados termos
o)
mia utilizados nas áreas
científicas com esses
mesmos termos utilizados na
linguagem usual.
Análise
Conhecimento das (EF05LP03) Acentuar
Todos os linguística/sem
Língua diversas grafias do corretamente palavras
5º campos de iótica
Portuguesa alfabeto/ oxítonas, paroxítonas e
atuação (Ortografizaçã
Acentuação proparoxítonas.
o)
(EF05LP04) Diferenciar, na
Análise
leitura de textos, vírgula,
Todos os linguística/sem
Língua ponto e vírgula, dois-pontos e
5º campos de iótica Pontuação
Portuguesa reconhecer, na leitura de
atuação (Ortografizaçã
textos, o efeito de sentido
o)
que decorre do uso de

110
reticências, aspas,
parênteses.
Análise
(EF05LP05) Identificar a
Todos os linguística/sem
Língua expressão de presente,
5º campos de iótica Morfologia
Portuguesa passado e futuro em tempos
atuação (Ortografizaçã
verbais do modo indicativo.
o)
(EF05LP06) Flexionar,
Análise
adequadamente, na escrita e
Todos os linguística/sem
Língua na oralidade, os verbos em
5º campos de iótica Morfologia
Portuguesa concordância com pronomes
atuação (Ortografizaçã
pessoais/nomes sujeitos da
o)
oração.
(EF05LP07) Identificar, em
Análise
textos, o uso de conjunções e
Todos os linguística/sem
Língua a relação que estabelecem
5º campos de iótica Morfologia
Portuguesa entre partes do texto: adição,
atuação (Ortografizaçã
oposição, tempo, causa,
o)
condição, finalidade.
Análise
(EF05LP08) Diferenciar
Todos os linguística/sem
Língua palavras primitivas, derivadas
5º campos de iótica Morfologia
Portuguesa e compostas, e derivadas por
atuação (Ortografizaçã
adição de prefixo e de sufixo.
o)
(EF05LP09) Ler e
compreender, com
autonomia, textos instrucional
de regras de jogo, dentre
Campo da Leitura/escuta
Língua Compreensão em outros gêneros do campo da
5º vida (compartilhada
Portuguesa leitura vida cotidiana, de acordo com
cotidiana e autônoma)
as convenções do gênero e
considerando a situação
comunicativa e a finalidade
do texto.
(EF05LP10) Ler e
compreender, com
autonomia, anedotas, piadas
e cartuns, dentre outros
Campo da Leitura/escuta
Língua Compreensão em gêneros do campo da vida
5º vida (compartilhada
Portuguesa leitura cotidiana, de acordo com as
cotidiana e autônoma)
convenções do gênero e
considerando a situação
comunicativa e a finalidade
do texto.
(EF05LP11) Registrar, com
autonomia, anedotas, piadas
Produção de e cartuns, dentre outros
Campo da textos gêneros do campo da vida
Língua Escrita
5º vida (escrita cotidiana, de acordo com as
Portuguesa colaborativa
cotidiana compartilhada convenções do gênero e
e autônoma) considerando a situação
comunicativa e a finalidade
do texto.

111
(EF05LP12) Planejar e
produzir, com autonomia,
textos instrucionais de regras
de jogo, dentre outros
Campo da Escrita
Língua Escrita gêneros do campo da vida
5º vida (compartilhada
Portuguesa colaborativa cotidiana, de acordo com as
cotidiana e autônoma)
convenções do gênero e
considerando a situação
comunicativa e a finalidade
do texto.
(EF05LP13) Assistir, em
vídeo digital, a postagem de
vlog infantil de críticas de
Campo da
Língua Produção de texto brinquedos e livros de
5º vida Oralidade
Portuguesa oral literatura infantil e, a partir
cotidiana
dele, planejar e produzir
resenhas digitais em áudio ou
vídeo.
(EF05LP14) Identificar e
Análise reproduzir, em textos de
Campo da linguística/sem Forma de resenha crítica de brinquedos
Língua
5º vida iótica composição do ou livros de literatura infantil,
Portuguesa
cotidiana (Ortografizaçã texto a formatação própria desses
o) textos (apresentação e
avaliação do produto).
(EF05LP15) Ler/assistir e
compreender, com
autonomia, notícias,
reportagens, vídeos em vlogs
Leitura/escuta argumentativos, dentre outros
Língua Campo da Compreensão em
5º (compartilhada gêneros do campo político-
Portuguesa vida pública leitura
e autônoma) cidadão, de acordo com as
convenções dos gêneros e
considerando a situação
comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF05LP16) Comparar
informações sobre um
Leitura/escuta
Língua Campo da Compreensão em mesmo fato veiculadas em
5º (compartilhada
Portuguesa vida pública leitura diferentes mídias e concluir
e autônoma)
sobre qual é mais confiável e
por quê.
(EF05LP17) Produzir roteiro
para edição de uma
reportagem digital sobre
Produção de temas de interesse da turma,
textos a partir de buscas de
Língua Campo da Escrita
5º (escrita informações, imagens, áudios
Portuguesa vida pública colaborativa
compartilhada e vídeos na internet, de
e autônoma) acordo com as convenções
do gênero e considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.

112
(EF05LP18) Roteirizar,
produzir e editar vídeo para
vlogs argumentativos sobre
produtos de mídia para
público infantil (filmes,
desenhos animados, HQs,
Língua Campo da Planejamento e
5º Oralidade games etc.), com base em
Portuguesa vida pública produção de texto
conhecimentos sobre os
mesmos, de acordo com as
convenções do gênero e
considerando a situação
comunicativa e o tema/
assunto/finalidade do texto.
(EF05LP19) Argumentar
oralmente sobre
acontecimentos de interesse
social, com base em
Língua Campo da
5º Oralidade Produção de texto conhecimentos sobre fatos
Portuguesa vida pública
divulgados em TV, rádio,
mídia impressa e digital,
respeitando pontos de vista
diferentes.
(EF05LP20) Analisar a
validade e força de
argumentos em
Análise
argumentações sobre
linguística/sem Forma de
Língua Campo da produtos de mídia para
5º iótica composição dos
Portuguesa vida pública público infantil (filmes,
(Ortografizaçã textos
desenhos animados, HQs,
o)
games etc.), com base em
conhecimentos sobre os
mesmos.
(EF05LP21) Analisar o
Análise padrão entonacional, a
linguística/sem Forma de expressão facial e corporal e
Língua Campo da
5º iótica composição dos as escolhas de variedade e
Portuguesa vida pública
(Ortografizaçã textos registro linguísticos de
o) vloggers de vlogs opinativos
ou argumentativos.
(EF05LP22) Ler e
compreender verbetes de
Campo das
Leitura/escuta dicionário, identificando a
Língua práticas de Compreensão em
5º (compartilhada estrutura, as informações
Portuguesa estudo e leitura
e autônoma) gramaticais (significado de
pesquisa
abreviaturas) e as
informações semânticas.
Campo das
Leitura/escuta (EF05LP23) Comparar
Língua práticas de Imagens analíticas
5º (compartilhada informações apresentadas
Portuguesa estudo e em textos
e autônoma) em gráficos ou tabelas.
pesquisa

113
(EF05LP24) Planejar e
produzir texto sobre tema de
interesse, organizando
Produção de
Campo das resultados de pesquisa em
textos
Língua práticas de Produção de fontes de informação
5º (escrita
Portuguesa estudo e textos impressas ou digitais,
compartilhada
pesquisa incluindo imagens e gráficos
e autônoma)
ou tabelas, considerando a
situação comunicativa e o
tema/assunto do texto.
(EF05LP25) Planejar e
produzir, com certa
autonomia, verbetes de
Campo
Língua Performances dicionário, digitais ou
5º artístico- Oralidade
Portuguesa orais impressos, considerando a
literário
situação comunicativa e o
tema/assunto/finalidade do
texto.
(EF05LP26) Utilizar, ao
produzir o texto,
Forma de conhecimentos linguísticos e
Análise
Campo das composição dos gramaticais: regras sintáticas
linguística/sem
Língua práticas de textos de concordância nominal e
5º iótica
Portuguesa estudo e Adequação do verbal, convenções de escrita
(Ortografizaçã
pesquisa texto às normas de de citações, pontuação
o)
escrita (ponto final, dois-pontos,
vírgulas em enumerações) e
regras ortográficas.
(EF05LP27) Utilizar, ao
produzir o texto, recursos de
Análise Forma de coesão pronominal
Campo das
linguística/sem composição dos (pronomes anafóricos) e
Língua práticas de
5º iótica textos articuladores de relações de
Portuguesa estudo e
(Ortografizaçã Coesão e sentido (tempo, causa,
pesquisa
o) articuladores oposição, conclusão,
comparação), com nível
adequado de informatividade.
(EF05LP28) Observar, em
Análise
Forma de ciberpoemas e minicontos
Campo linguística/sem
Língua composição de infantis em mídia digital, os
5º artístico- iótica
Portuguesa textos poéticos recursos multissemióticos
literário (Ortografizaçã
visuais presentes nesses textos
o)
digitais.
Análise (EF05LP01.RJ) Reconhecer
Todos os linguística/sem a leitura de textos verbais
Língua Compreensão em
5º campos de iótica como possibilidade de
Portuguesa leitura
atuação (Ortografizaçã acesso a diferentes
o) informações.
EF05LP02.RJ) Interpretar
Análise
textos com material gráfico
Todos os linguística/sem Forma de
Língua diverso e com auxílio de
5º campos de iótica composição dos
Portuguesa elementos não verbais,
atuação (Ortografizaçã textos
identificando características e
o)
ações dos personagens.
Análise
Todos os linguística/sem (EF05LP03.RJ) Antecipar o
Língua Compreensão em
5º campos de iótica assunto e identificar o gênero
Portuguesa leitura
atuação (Ortografizaçã de um texto a partir de suas
o) características.
114
Análise
(EF05LP04.RJ) Identificar o
Todos os linguística/sem
Língua Compreensão em conflito gerador do enredo e
5º campos de iótica
Portuguesa leitura os elementos que constroem
atuação (Ortografizaçã
a narrativa.
o)
Análise
Todos os linguística/sem (EF05LP05.RJ) Identificar, no
Língua Planejamento e
5º campos de iótica texto, relações de causa e
Portuguesa produção de texto
atuação (Ortografizaçã consequência.
o)
Análise
(EF05LP06.RJ) Analisar o
Todos os linguística/sem
Língua Planejamento e próprio texto, verificando a
5º campos de iótica
Portuguesa produção de texto adequação ao leitor e aos
atuação (Ortografizaçã
objetivos da comunicação.
o)
(EF05LP07.RJ)Estabelece
Análise
relações lógico discursivas
Todos os linguística/sem
Língua Compreensão em entre partes de um texto,
5º campos de iótica
Portuguesa leitura identificando repetições e/ou
atuação (Ortografizaçã
substituições que contribuem
o)
para sua continuidade.
(EF06LP01) Reconhecer a
impossibilidade de uma
Reconstrução do neutralidade absoluta no
contexto de relato de fatos e identificar
produção, diferentes graus de
circulação e parcialidade/ imparcialidade
recepção de textos dados pelo recorte feito e
Campo
Língua Caracterização do pelos efeitos de sentido
6º jornalístico Leitura
Portuguesa campo jornalístico advindos de escolhas feitas
/midiático
e relação entre os pelo autor, de forma a poder
gêneros em desenvolver uma atitude
circulação, mídias crítica frente aos textos
e práticas da jornalísticos e tornar-se
cultura digital consciente das escolhas
feitas enquanto produtor de
textos.
Reconstrução do
contexto de
produção,
circulação e
(EF06LP02) Estabelecer
recepção de textos
Campo relação entre os diferentes
Língua Caracterização do
6º jornalístico Leitura gêneros jornalísticos,
Portuguesa campo jornalístico
/midiático compreendendo a
e relação entre os
centralidade da notícia.
gêneros em
circulação, mídias
e práticas da
cultura digital

(EF06LP03) Analisar
Todos os Análise
Língua diferenças de sentido entre
6º campos de linguística/semi Léxico/morfologia
Portuguesa palavras de uma série
atuação ótica
sinonímica.

115
(EF06LP04) Analisar a função
e as flexões de substantivos e
Todos os Análise
Língua adjetivos e de verbos nos
6º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa modos Indicativo, Subjuntivo
atuação ótica
e Imperativo: afirmativo e
negativo.
(EF06LP05) Identificar os
Todos os Análise efeitos de sentido dos modos
Língua
6º campos de linguística/semi Morfossintaxe verbais, considerando o
Portuguesa
atuação ótica gênero textual e a intenção
comunicativa.
(EF06LP06) Empregar,
adequadamente, as regras de
concordância nominal
Todos os Análise (relações entre os
Língua
6º campos de linguística/semi Morfossintaxe substantivos e seus
Portuguesa
atuação ótica determinantes) e as regras de
concordância verbal (relações
entre o verbo e o sujeito
simples e composto).
(EF06LP07) Identificar, em
textos, períodos compostos
Todos os Análise por orações separadas por
Língua
6º campos de linguística/semi Morfossintaxe vírgula sem a utilização de
Portuguesa
atuação ótica conectivos, nomeando-os
como períodos compostos por
coordenação.
(EF06LP08) Identificar, em
texto ou sequência textual,
Todos os Análise orações como unidades
Língua
6º campos de linguística/semi Morfossintaxe constituídas em torno de um
Portuguesa
atuação ótica núcleo verbal e períodos
como conjunto de orações
conectadas.

Todos os Análise (EF06LP09) Classificar, em


Língua
6º campos de linguística/semi Morfossintaxe texto ou sequência textual, os
Portuguesa
atuação ótica períodos simples compostos.

(EF06LP10) Identificar
Todos os Análise
Língua sintagmas nominais e verbais
6º campos de linguística/semi Sintaxe
Portuguesa como constituintes imediatos
atuação ótica
da oração.
(EF06LP11) Utilizar, ao
Elementos produzir texto, conhecimentos
Todos os Análise
Língua notacionais da linguísticos e gramaticais:
6º campos de linguística/semi
Portuguesa escrita/morfossinta tempos verbais, concordância
atuação ótica
xe nominal e verbal, regras
ortográficas, pontuação etc.
(EF06LP12) Utilizar, ao
produzir texto, recursos de
coesão referencial (nome e
pronomes), recursos
Todos os Análise
Língua semânticos de sinonímia,
6º campos de linguística/semi Semântica Coesão
Portuguesa antonímia e homonímia e
atuação ótica
mecanismos de
representação de diferentes
vozes (discurso direto e
indireto).
116
Reconstrução do
contexto de
produção,
circulação e (EF67LP01) Analisar a
recepção de textos estrutura e funcionamento
Campo
Língua Caracterização do dos hiperlinks em textos
6º, 7º jornalístico Leitura
Portuguesa campo jornalístico noticiosos publicados na Web
/midiático
e relação entre os e vislumbrar possibilidades de
gêneros em uma escrita hipertextual.
circulação, mídias
e práticas da
cultura digital
(EF67LP02) Explorar o
espaço reservado ao leitor
nos jornais, revistas,
impressos e on-line, sites
noticiosos etc., destacando
notícias, fotorreportagens,
entrevistas, charges,
Campo
Língua Apreciação e assuntos, temas, debates em
6º, 7º jornalístico Leitura
Portuguesa réplica foco, posicionando-se de
/midiático
maneira ética e respeitosa
frente a esses textos e
opiniões a eles relacionadas,
e publicar notícias, notas
jornalísticas, fotorreportagem
de interesse geral nesses
espaços do leitor.
(EF67LP03) Comparar
Campo informações sobre um mesmo
Língua Relação entre
6º, 7º jornalístico Leitura fato divulgadas em diferentes
Portuguesa textos
/midiático veículos e mídias, analisando
e avaliando a confiabilidade.
(EF67LP04) Distinguir, em
Campo Estratégia de segmentos descontínuos de
Língua
6º, 7º jornalístico Leitura leitura Distinção de textos, fato da opinião
Portuguesa
/midiático fato e opinião enunciada em relação a esse
mesmo fato.
(EF67LP05) Identificar e
avaliar
Estratégia de
teses/opiniões/posicionament
leitura:
os explícitos e argumentos
Campo identificação de
Língua em textos argumentativos
6º, 7º jornalístico Leitura teses e
Portuguesa (carta de leitor, comentário,
/midiático argumentos
artigo de opinião, resenha
Apreciação e
crítica etc.), manifestando
réplica
concordância ou
discordância.
(EF67LP06) Identificar os
efeitos de sentido provocados
Campo pela seleção lexical,
Língua
6º, 7º jornalístico Leitura Efeitos de sentido topicalização de elementos e
Portuguesa
/midiático seleção e hierarquização de
informações, uso de 3ª
pessoa etc.

117
(EF67LP07) Identificar o uso
de recursos persuasivos em
textos argumentativos
diversos (como a elaboração
Campo
Língua do título, escolhas lexicais,
6º, 7º jornalístico Leitura Efeitos de sentido
Portuguesa construções metafóricas, a
/midiático
explicitação ou a ocultação de
fontes de informação) e
perceber seus efeitos de
sentido.
(EF67LP08) Identificar os
efeitos de sentido devidos à
escolha de imagens estáticas,
sequenciação ou
sobreposição de imagens,
definição de figura/fundo,
ângulo, profundidade e foco,
cores/tonalidades, relação
Campo Efeitos de sentido
Língua com o escrito (relações de
6º, 7º jornalístico Leitura Exploração da
Portuguesa reiteração, complementação
/midiático multissemiose
ou oposição) etc. em notícias,
reportagens,
fotorreportagens, foto-
denúncias, memes, gifs,
anúncios publicitários e
propagandas publicados em
jornais, revistas, sites na
internet etc.
(EF67LP09) Planejar notícia
impressa e para circulação
em outras mídias (rádio ou
TV/vídeo), tendo em vista as
condições de produção, do
texto – objetivo,
leitores/espectadores,
veículos e mídia de circulação
etc. –, a partir da escolha do
fato a ser noticiado (de
relevância para a turma,
escola ou comunidade), do
Estratégias de
Campo levantamento de dados e
Língua Produção de produção:
6º, 7º jornalístico informações sobre o fato –
Portuguesa textos planejamento de
/midiático que pode envolver entrevistas
textos informativos
com envolvidos ou com
especialistas, consultas a
fontes, análise de
documentos, cobertura de
eventos etc.–, do registro
dessas informações e dados,
da escolha de fotos ou
imagens a produzir ou a
utilizar etc. e a previsão de
uma estrutura hipertextual (no
caso de publicação em sites
ou blogs noticiosos).

118
(EF67LP10) Produzir notícia
impressa tendo em vista
Textualização, características do gênero –
tendo em vista título ou manchete com verbo
suas condições de no tempo presente, linha fina
produção, as (opcional), lide, progressão
características do dada pela ordem decrescente
gênero em de importância dos fatos, uso
Campo
Língua Produção de questão, o de 3ª pessoa, de palavras
6º, 7º jornalístico
Portuguesa textos estabelecimento que indicam precisão –, e o
/midiático
de coesão, estabelecimento adequado de
adequação à coesão e produzir notícia para
norma-padrão e o TV, rádio e internet, tendo em
uso adequado de vista, além das características
ferramentas de do gênero, os recursos de
edição mídias disponíveis e o manejo
de recursos de captação e
edição de áudio e imagem.
(EF67LP11) Planejar
resenhas, vlogs, vídeos e
podcasts variados, e textos e
vídeos de apresentação e
apreciação próprios das
culturas juvenis (algumas
possibilidades: fanzines,
fanclipes, e-zines, gameplay,
detonado etc.), dentre outros,
tendo em vista as condições
de produção do texto –
objetivo,
leitores/espectadores,
Estratégias de veículos e mídia de circulação
produção: etc. –, a partir da escolha de
Campo
Língua Produção de planejamento de uma produção ou evento
6º, 7º jornalístico
Portuguesa textos textos cultural para analisar – livro,
/midiático
argumentativos e filme, série, game, canção,
apreciativos videoclipe, fanclipe, show,
saraus, slams etc. – da busca
de informação sobre a
produção ou evento
escolhido, da síntese de
informações sobre a
obra/evento e do
elenco/seleção de aspectos,
elementos ou recursos que
possam ser destacados
positiva ou negativamente ou
da roteirização do passo a
passo do game para posterior
gravação dos vídeos.
(EF67LP01.NF) Planejar e
apresentar resenhas, vídeos
e podcasts variados com
Estratégias de
apreciação das culturas
Língua Campo Produção de produção:
6º, 7º juvenis (algumas
Portuguesa midiático textos planejamento de
possibilidades: batalhas de
textos apreciativos
Rap, poesia marginal local,
samba enredo) tendo em
vista as condições de
119
produção do texto – objetivo,
leitores/espectadores,
veículos e mídia de circulação
etc.
(EF67LP12) Produzir
resenhas críticas, vlogs,
vídeos, podcasts variados e
produções e gêneros próprios
das culturas juvenis (algumas
possibilidades: fanzines,
fanclipes, e-zines, gameplay,
detonado etc.), que
Textualização de apresentem/descrevam e/ou
Campo
Língua Produção de textos avaliem produções culturais
6º, 7º jornalístico
Portuguesa textos argumentativos e (livro, filme, série, game,
/midiático
apreciativos canção, disco, videoclipe etc.)
ou evento (show, sarau, slam
etc.), tendo em vista o
contexto de produção dado,
as características do gênero,
os recursos das mídias
envolvidas e a textualização
adequada dos textos e/ou
produções.
(EF67LP13) Produzir, revisar
e editar textos publicitários,
levando em conta o contexto
de produção dado,
explorando recursos
multissemióticos,
relacionando elementos
Campo Produção e edição
Língua Produção de verbais e visuais, utilizando
6º, 7º jornalístico de textos
Portuguesa textos adequadamente estratégias
/midiático publicitários
discursivas de persuasão
e/ou convencimento e criando
título ou slogan que façam o
leitor motivar-se a interagir
com o texto produzido e se
sinta atraído pelo serviço,
ideia ou produto em questão.

120
(EF67LP14) Definir o contexto
de produção da entrevista
(objetivos, o que se pretende
conseguir, porque aquele
entrevistado etc.), levantar
informações sobre o
entrevistado e sobre o
acontecimento ou tema em
questão, preparar o roteiro de
perguntar e realizar entrevista
oral com envolvidos ou
especialistas relacionados
Campo Planejamento e com o fato noticiado ou com o
Língua
6º, 7º jornalístico Oralidade produção de tema em pauta, usando
Portuguesa
/midiático entrevistas orais roteiro previamente elaborado
e formulando outras
perguntas a partir das
respostas dadas e, quando
for o caso, selecionar partes,
transcrever e proceder a uma
edição escrita do texto,
adequando-o a seu contexto
de publicação, à construção
composicional do gênero e
garantindo a relevância das
informações mantidas e a
continuidade temática.
(EF67LP15) Identificar a
proibição imposta ou o direito
garantido, bem como as
circunstâncias de sua
aplicação, em artigos relativos
Estratégias e
Campo de a normas, regimentos
procedimentos de
Língua atuação na escolares, regimentos e
6º, 7º Leitura leitura em textos
Portuguesa vida estatutos da sociedade civil,
legais e
pública regulamentações para o
normativos
mercado publicitário, Código
de Defesa do Consumidor,
Código Nacional de Trânsito,
ECA, Constituição, dentre
outros.

121
(EF67LP16) Explorar e
analisar espaços de
reclamação de direitos e de
envio de solicitações (tais
como ouvidorias, SAC, canais
ligados a órgãos públicos,
plataformas do consumidor,
plataformas de reclamação),
Contexto de bem como de textos
produção, pertencentes a gêneros que
circulação e circulam nesses espaços,
Campo de
recepção de textos reclamação ou carta de
Língua atuação na
6º, 7º Leitura e práticas reclamação, solicitação ou
Portuguesa vida
relacionadas à carta de solicitação, como
pública
defesa de direitos forma de ampliar as
e à participação possibilidades de produção
social desses textos em casos que
remetam a reivindicações que
envolvam a escola, a
comunidade ou algum de
seus membros como forma
de se engajar na busca de
solução de problemas
pessoais, dos outros e
coletivos.
(EF67LP17) Analisar, a partir
do contexto de produção, a
forma de organização das
cartas de solicitação e de
reclamação (datação, forma
de início, apresentação
Relação entre contextualizada do pedido ou
contexto de da reclamação, em geral,
produção e acompanhada de
características explicações, argumentos e/ou
composicionais e relatos do problema, fórmula
estilísticas dos de finalização mais ou menos
Campo de
gêneros (carta de cordata, dependendo do tipo
Língua atuação na
6º, 7º Leitura solicitação, carta de carta e subscrição) e
Portuguesa vida
de reclamação, algumas das marcas
pública
petição on-line, linguísticas relacionadas à
carta aberta, argumentação, explicação ou
abaixo-assinado, relato de fatos, como forma
proposta etc.) de possibilitar a escrita
Apreciação e fundamentada de cartas
réplica como essas ou de postagens
em canais próprios de
reclamações e solicitações
em situações que envolvam
questões relativas à escola, à
comunidade ou a algum dos
seus membros.
(EF67LP18) Identificar o
Estratégias, objeto da reclamação e/ou da
Campo de
procedimentos de solicitação e sua sustentação,
Língua atuação na
6º, 7º Leitura leitura em textos explicação ou justificativa, de
Portuguesa vida
reivindicatórios ou forma a poder analisar a
pública
propositivos pertinência da solicitação ou
justificação.
122
(EF67LP19) Realizar
levantamento de questões,
Estratégia de problemas que requeiram a
Campo de produção: denúncia de desrespeito a
Língua atuação na Produção de planejamento de direitos, reivindicações,
6º, 7º
Portuguesa vida textos textos reclamações, solicitações que
pública reivindicatórios ou contemplem a comunidade
propositivos escolar ou algum de seus
membros e examinar normas
e legislações.

Campo (EF67LP20) Realizar


das pesquisa, a partir de recortes
Língua Curadoria de
6º, 7º práticas de Leitura e questões definidos
Portuguesa informação
estudo e previamente, usando fontes
pesquisa indicadas e abertas.

(EF67LP21) Divulgar
Campo resultados de pesquisas por
Estratégias de
das meio de apresentações orais,
Língua Produção de escrita:
6º, 7º práticas de painéis, artigos de divulgação
Portuguesa textos textualização,
estudo e científica, verbetes de
revisão e edição
pesquisa enciclopédia, podcasts
científicos etc.

Campo (EF67LP22) Produzir


Estratégias de
das resumos, a partir das notas
Língua Produção de escrita:
6º, 7º práticas de e/ou esquemas feitos, com o
Portuguesa textos textualização,
estudo e uso adequado de paráfrases
revisão e edição
pesquisa e citações.

(EF67LP23) Respeitar os
turnos de fala, na participação
em conversações e em
Campo discussões ou atividades
das coletivas, na sala de aula e na
Língua Conversação
6º, 7º práticas de Oralidade escola e formular perguntas
Portuguesa espontânea
estudo e coerentes e adequadas em
pesquisa momentos oportunos em
situações de aulas,
apresentação oral, seminário
etc.
(EF67LP24) Tomar nota de
aulas, apresentações orais,
entrevistas (ao vivo, áudio,
Campo
Procedimentos de TV, vídeo), identificando e
das
Língua apoio à hierarquizando as
6º, 7º práticas de Oralidade
Portuguesa compreensão informações principais, tendo
estudo e
Tomada de nota em vista apoiar o estudo e a
pesquisa
produção de sínteses e
reflexões pessoais ou outros
objetivos em questão.

123
(EF67LP25) Reconhecer e
utilizar os critérios de
organização tópica (do geral
para o específico, do
específico para o geral etc.),
as marcas linguísticas dessa
Campo
organização (marcadores de
das Análise Textualização
Língua ordenação e enumeração, de
6º, 7º práticas de linguística/semi Progressão
Portuguesa explicação, definição e
estudo e ótica temática
exemplificação, por exemplo)
pesquisa
e os mecanismos de
paráfrase, de maneira a
organizar mais
adequadamente a coesão e a
progressão temática de seus
textos.
(EF67LP26) Reconhecer a
Campo estrutura de hipertexto em
das Análise textos de divulgação científica
Língua
6º, 7º práticas de linguística/semi Textualização e proceder à remissão a
Portuguesa
estudo e ótica conceitos e relações por meio
pesquisa de notas de rodapés ou
boxes.
(EF67LP27) Analisar, entre os
textos literários e entre estes
e outras manifestações
artísticas (como cinema,
Campo teatro, música, artes visuais e
Língua Relação entre
6º, 7º artístico- Leitura midiáticas), referências
Portuguesa textos
literário explícitas ou implícitas a
outros textos, quanto aos
temas, personagens e
recursos literários e
semióticos
(EF67LP28) Ler, de forma
autônoma, e compreender –
selecionando procedimentos
e estratégias de leitura
adequados a diferentes
objetivos e levando em conta
características dos gêneros e
suportes –, romances
infantojuvenis, contos
populares, contos de terror,
Campo Estratégias de lendas brasileiras, indígenas
Língua
6º, 7º artístico- Leitura leitura Apreciação e africanas, narrativas de
Portuguesa
literário e réplica aventuras, narrativas de
enigma, mitos, crônicas,
autobiografias, histórias em
quadrinhos, mangás, poemas
de forma livre e fixa (como
sonetos e cordéis), vídeo-
poemas, poemas visuais,
dentre outros, expressando
avaliação sobre o texto lido e
estabelecendo preferências
por gêneros, temas, autores.

124
(EF67LP02.NF) Ler, de forma
autônoma, compreender e
reconhecer características
territoriais - selecionando
Campo Estratégias de
Língua procedimentos e estratégias
6º, 7º artístico- Leitura leitura Apreciação
Portuguesa de leitura adequados a
literário e réplica
diferentes objetivos do gênero
trova, avaliando o texto lido e
valorizando temas e autores
locais.

Reconstrução da (EF67LP29) Identificar, em


textualidade texto dramático, personagem,
Campo Efeitos de sentidos ato, cena, fala e indicações
Língua
6º, 7º artístico- Leitura provocados pelos cênicas e a organização do
Portuguesa
literário usos de recursos texto: enredo, conflitos, ideias
linguísticos e principais, pontos de vista,
multissemióticos universos de referência.
(EF67LP30) Criar narrativas
ficcionais, tais como contos
populares, contos de
suspense, mistério, terror,
humor, narrativas de enigma,
crônicas, histórias em
quadrinhos, dentre outros,
que utilizem cenários e
personagens realistas ou de
Construção da fantasia, observando os
Campo
Língua Produção de textualidade elementos da estrutura
6º, 7º artístico-
Portuguesa textos Relação entre narrativa próprios ao gênero
literário
textos pretendido, tais como enredo,
personagens, tempo, espaço
e narrador, utilizando tempos
verbais adequados à
narração de fatos passados,
empregando conhecimentos
sobre diferentes modos de se
iniciar uma história e de
inserir os discursos direto e
indireto.
(EF67LP31) Criar poemas
compostos por versos livres e
de forma fixa (como quadras
e sonetos), utilizando
recursos visuais, semânticos
Construção da e sonoros, tais como
Campo
Língua Produção de textualidade cadências, ritmos e rimas, e
6º, 7º artístico-
Portuguesa textos Relação entre poemas visuais e vídeo-
literário
textos poemas, explorando as
relações entre imagem e texto
verbal, a distribuição da
mancha gráfica (poema
visual) e outros recursos
visuais e sonoros.

125
(EF67LP32) Escrever
Todos os Análise
Língua palavras com correção
6º, 7º campos de linguística/semi Fono-ortografia
Portuguesa ortográfica, obedecendo as
atuação ótica
convenções da língua escrita.
Todos os Análise Elementos
Língua (EF67LP33) Pontuar textos
6º, 7º campos de linguística/semi notacionais da
Portuguesa adequadamente.
atuação ótica escrita
(EF67LP34) Formar
Todos os Análise
Língua antônimos com acréscimo de
6º, 7º campos de linguística/semi Léxico/morfologia
Portuguesa prefixos que expressam
atuação ótica
noção de negação.
(EF67LP35) Distinguir
Todos os Análise
Língua palavras derivadas por
6º, 7º campos de linguística/semi Léxico/morfologia
Portuguesa acréscimo de afixos e
atuação ótica
palavras compostas.
(EF67LP36) Utilizar, ao
produzir texto, recursos de
Todos os Análise
Língua coesão referencial (léxica e
6º, 7º campos de linguística/semi Coesão
Portuguesa pronominal) e sequencial e
atuação ótica
outros recursos expressivos
adequados ao gênero textual.
(EF67LP37) Analisar, em
diferentes textos, os efeitos
de sentido decorrentes do uso
Todos os Análise
Língua Sequências de recursos linguístico-
6º, 7º campos de linguística/semi
Portuguesa textuais discursivos de prescrição,
atuação ótica
causalidade, sequências
descritivas e expositivas e
ordenação de eventos.
(EF67LP38) Analisar os
efeitos de sentido do uso de
Todos os Análise
Língua Figuras de figuras de linguagem, como
6º, 7º campos de linguística/semi
Portuguesa linguagem comparação, metáfora,
atuação ótica
metonímia, personificação,
hipérbole, dentre outras.
(EF69LP01) Diferenciar
liberdade de expressão de
Apreciação e discursos de ódio,
Campo
Língua 6º; 7º; réplica posicionando-se
jornalístico Leitura
Portuguesa 8º; 9º Relação entre contrariamente a esse tipo de
/midiático
gêneros e mídias discurso e vislumbrando
possibilidades de denúncia
quando for o caso.
(EF69LP02) Analisar e
comparar peças publicitárias
variadas (cartazes, folhetos,
outdoor, anúncios e
propagandas em diferentes
Apreciação e
Campo mídias, spots, jingle, vídeos
Língua 6º; 7º; réplica
jornalístico Leitura etc.), de forma a perceber a
Portuguesa 8º; 9º Relação entre
/midiático articulação entre elas em
gêneros e mídias
campanhas, as
especificidades das várias
semioses e mídias, a
adequação dessas peças ao
público-alvo, aos objetivos do

126
anunciante e/ou da campanha
e à construção composicional
e estilo dos gêneros em
questão, como forma de
ampliar suas possibilidades
de compreensão (e produção)
de textos pertencentes a
esses gêneros.
(EF69LP03) Identificar, em
notícias, o fato central, suas
principais circunstâncias e
eventuais decorrências; em
reportagens e
fotorreportagens o fato ou a
Estratégia de
Campo temática retratada e a
Língua 6º; 7º; leitura: apreender
jornalístico Leitura perspectiva de abordagem,
Portuguesa 8º; 9º os sentidos globais
/midiático em entrevistas os principais
do texto
temas/subtemas abordados,
explicações dadas ou teses
defendidas em relação a
esses subtemas; em tirinhas,
memes, charge, a crítica,
ironia ou humor presente.
(EF69LP04) Identificar e
analisar os efeitos de sentido
que fortalecem a persuasão
nos textos publicitários,
relacionando as estratégias
de persuasão e apelo ao
Campo
Língua 6º; 7º; consumo com os recursos
jornalístico Leitura Efeitos de sentido
Portuguesa 8º; 9º linguístico-discursivos
/midiático
utilizados, como imagens,
tempo verbal, jogos de
palavras, figuras de
linguagem etc., com vistas a
fomentar práticas de consumo
conscientes.
(EF69LP05) Inferir e justificar,
em textos multissemióticos –
tirinhas, charges, memes, gifs
etc. –, o efeito de humor,
Campo
Língua 6º; 7º; ironia e/ou crítica pelo uso
jornalístico Leitura Efeitos de sentido
Portuguesa 8º; 9º ambíguo de palavras,
/midiático
expressões ou imagens
ambíguas, de clichês, de
recursos iconográficos, de
pontuação etc.

127
(EF69LP06) Produzir e
publicar notícias,
fotodenúncias,
fotorreportagens,
reportagens, reportagens
multimidiáticas, infográficos,
podcasts noticiosos,
entrevistas, cartas de leitor,
comentários, artigos de
opinião de interesse local ou
global, textos de
apresentação e apreciação de
produção cultural – resenhas
e outros próprios das formas
de expressão das culturas
juvenis, tais como vlogs e
podcasts culturais, gameplay,
detonado etc.– e cartazes,
anúncios, propagandas,
Relação do texto spots, jingles de campanhas
Campo com o contexto de sociais, dentre outros em
Língua 6º; 7º; Produção de
jornalístico produção e várias mídias, vivenciando de
Portuguesa 8º; 9º textos
/midiático experimentação de forma significativa o papel de
papéis sociais repórter, de comentador, de
analista, de crítico, de editor
ou articulista, de booktuber,
de vlogger (vlogueiro) etc.,
como forma de compreender
as condições de produção
que envolvem a circulação
desses textos e poder
participar e vislumbrar
possibilidades de participação
nas práticas de linguagem do
campo jornalístico e do
campo midiático de forma
ética e responsável, levando-
se em consideração o
contexto da Web 2.0, que
amplia a possibilidade de
circulação desses textos e
“funde” os papéis autor e
leitor.

128
(EF69LP07) Produzir textos
em diferentes gêneros,
considerando sua adequação
ao contexto produção e
circulação – os enunciadores
envolvidos, os objetivos\, o
gênero, o suporte, a
circulação -, ao modo (escrito
ou oral; imagem estática ou
em movimento etc.), à
variedade linguística e/ou
semiótica apropriada a esse
contexto, à construção da
textualidade relacionada às
propriedades textuais e do
Campo
Língua 6º; 7º; Produção de gênero), utilizando estratégias
jornalístico Textualização
Portuguesa 8º; 9º textos de planejamento, elaboração,
/midiático
revisão, edição,
reescrita/redesign e avaliação
de textos, para, com a ajuda
do professor e a colaboração
dos colegas, corrigir e
aprimorar as produções
realizadas, fazendo cortes,
acréscimos, reformulações,
correções de concordância,
ortografia, pontuação em
textos e editando imagens,
arquivos sonoros, fazendo
cortes, acréscimos, ajustes,
acrescentando/ alterando
efeitos, ordenamentos etc.
(EF69LP08) Revisar/editar o
texto produzido – notícia,
reportagem, resenha, artigo
de opinião, dentre outros –,
tendo em vista sua
adequação ao contexto de
produção, a mídia em
Campo Revisão/edição de
Língua 6º; 7º; Produção de questão, características do
jornalístico texto informativo e
Portuguesa 8º; 9º textos gênero, aspectos relativos à
/midiático opinativo
textualidade, a relação entre
as diferentes semioses, a
formatação e uso adequado
das ferramentas de edição
(de texto, foto, áudio e vídeo,
dependendo do caso) e
adequação à norma culta.

129
(EF69LP09) Planejar uma
campanha publicitária sobre
questões/problemas, temas,
causas significativas para a
escola e/ou comunidade, a
partir de um levantamento de
material sobre o tema ou
evento, da definição do
Planejamento de público-alvo, do texto ou peça
Campo
Língua 6º; 7º; Produção de textos de peças a ser produzido – cartaz,
jornalístico
Portuguesa 8º; 9º textos publicitárias de banner, folheto, panfleto,
/midiático
campanhas sociais anúncio impresso e para
internet, spot, propaganda de
rádio, TV etc. –, da
ferramenta de edição de
texto, áudio ou vídeo que será
utilizada, do recorte e enfoque
a ser dado, das estratégias de
persuasão que serão
utilizadas etc.
(EF69LP10) Produzir notícias
para rádios, TV ou vídeos,
podcasts noticiosos e de
opinião, entrevistas,
Oralidade
comentários, vlogs, jornais
*Considerar
radiofônicos e televisivos,
todas as
dentre outros possíveis,
habilidades dos
relativos a fato e temas de
Campo eixos leitura e Produção de
Língua 6º; 7º; interesse pessoal, local ou
jornalístico produção que textos jornalísticos
Portuguesa 8º; 9º global e textos orais de
/midiático se referem a orais
apreciação e opinião –
textos ou
podcasts e vlogs noticiosos,
produções
culturais e de opinião,
orais, em áudio
orientando-se por roteiro ou
ou vídeo
texto, considerando o
contexto de produção e
demonstrando domínio dos
gêneros.
Oralidade
(EF69LP11) Identificar e
*Considerar
analisar posicionamentos
todas as
defendidos e refutados na
habilidades dos
escuta de interações
Campo eixos leitura e Produção de
Língua 6º; 7º; polêmicas em entrevistas,
jornalístico produção que textos jornalísticos
Portuguesa 8º; 9º discussões e debates
/midiático se referem a orais
(televisivo, em sala de aula,
textos ou
em redes sociais etc.), entre
produções
outros, e se posicionar frente
orais, em áudio
a eles.
ou vídeo

130
(EF69LP12) Desenvolver
estratégias de planejamento,
elaboração, revisão, edição,
reescrita/ redesign (esses três
últimos quando não for
situação ao vivo) e avaliação
de textos orais, áudio e/ou
Oralidade vídeo, considerando sua
*Considerar adequação aos contextos em
todas as que foram produzidos, à
habilidades dos forma composicional e estilo
Campo eixos leitura e Planejamento e de gêneros, a clareza,
Língua 6º; 7º;
jornalístico produção que produção de textos progressão temática e
Portuguesa 8º; 9º
/midiático se referem a jornalísticos orais variedade linguística
textos ou empregada, os elementos
produções relacionados à fala, tais como
orais, em áudio modulação de voz,
ou vídeo entonação, ritmo, altura e
intensidade, respiração etc.,
os elementos cinésicos, tais
como postura corporal,
movimentos e gestualidade
significativa, expressão facial,
contato de olho com plateia
etc.
Participação em (EF69LP13) Engajar-se e
discussões orais contribuir com a busca de
Campo de temas conclusões comuns relativas
Língua 6º; 7º;
jornalístico Oralidade controversos de a problemas, temas ou
Portuguesa 8º; 9º
/midiático interesse da turma questões polêmicas de
e/ou de relevância interesse da turma e/ou de
social relevância social.
(EF69LP14) Formular
perguntas e decompor, com a
ajuda dos colegas e dos
Participação em professores, tema/questão
discussões orais polêmica, explicações e ou
Campo de temas argumentos relativos ao
Língua 6º; 7º;
jornalístico Oralidade controversos de objeto de discussão para
Portuguesa 8º; 9º
/midiático interesse da turma análise mais minuciosa e
e/ou de relevância buscar em fontes diversas
social informações ou dados que
permitam analisar partes da
questão e compartilhá-los
com a turma.
Participação em (EF69LP15) Apresentar
discussões orais argumentos e contra-
Campo de temas argumentos coerentes,
Língua 6º; 7º;
jornalístico Oralidade controversos de respeitando os turnos de fala,
Portuguesa 8º; 9º
/midiático interesse da turma na participação em
e/ou de relevância discussões sobre temas
social controversos e/ou polêmicos.

131
(EF69LP16) Analisar e utilizar
as formas de composição dos
gêneros jornalísticos da
ordem do relatar, tais como
notícias (pirâmide invertida no
impresso X blocos noticiosos
hipertextuais e hipermidiáticos
no digital, que também pode
contar com imagens de vários
Campo Análise tipos, vídeos, gravações de
Língua 6º; 7º; Construção
jornalístico linguística/semi áudio etc.), da ordem do
Portuguesa 8º; 9º composicional
/midiático ótica argumentar, tais como artigos
de opinião e editorial
(contextualização, defesa de
tese/opinião e uso de
argumentos) e das
entrevistas: apresentação e
contextualização do
entrevistado e do tema,
estrutura pergunta e resposta
etc.
(EF69LP17) Perceber e
analisar os recursos
estilísticos e semióticos dos
gêneros jornalísticos e
publicitários, os aspectos
relativos ao tratamento da
informação em notícias, como
a ordenação dos eventos, as
escolhas lexicais, o efeito de
imparcialidade do relato, a
morfologia do verbo, em
textos noticiosos e
argumentativos,
reconhecendo marcas de
pessoa, número, tempo,
modo, a distribuição dos
verbos nos gêneros textuais
Campo Análise
Língua 6º; 7º; (por exemplo, as formas de
jornalístico linguística/semi Estilo
Portuguesa 8º; 9º pretérito em relatos; as
/midiático ótica
formas de presente e futuro
em gêneros argumentativos;
as formas de imperativo em
gêneros publicitários), o uso
de recursos persuasivos em
textos argumentativos
diversos (como a elaboração
do título, escolhas lexicais,
construções metafóricas, a
explicitação ou a ocultação de
fontes de informação) e as
estratégias de persuasão e
apelo ao consumo com os
recursos linguístico-
discursivos utilizados (tempo
verbal, jogos de palavras,
metáforas, imagens).

132
(EF69LP18) Utilizar, na
escrita/reescrita de textos
argumentativos, recursos
linguísticos que marquem as
relações de sentido entre
parágrafos e enunciados do
texto e operadores de
conexão adequados aos tipos
Campo Análise de argumento e à forma de
Língua 6º; 7º;
jornalístico linguística/semi Estilo composição de textos
Portuguesa 8º; 9º
/midiático ótica argumentativos, de maneira a
garantir a coesão, a coerência
e a progressão temática
nesses textos
(“primeiramente, mas, no
entanto, em
primeiro/segundo/terceiro
lugar, finalmente, em
conclusão” etc.).
(EF69LP19) Analisar, em
gêneros orais que envolvam
argumentação, os efeitos de
Campo Análise
Língua 6º; 7º; sentido de elementos típicos
jornalístico linguística/semi Efeito de sentido
Portuguesa 8º; 9º da modalidade falada, como a
/midiático ótica
pausa, a entonação, o ritmo,
a gestualidade e expressão
facial, as hesitações etc.
(EF69LP20) Identificar, tendo
em vista o contexto de
produção, a forma de
organização dos textos
normativos e legais, a lógica
de hierarquização de seus
itens e subitens e suas
partes: parte inicial (título –
nome e data – e ementa),
blocos de artigos (parte, livro,
Reconstrução das capítulo, seção, subseção),
condições de artigos (caput e parágrafos e
produção e incisos) e parte final
circulação e (disposições pertinentes à
Campo de
adequação do sua implementação) e
Língua 6º; 7º; atuação na
Leitura texto à construção analisar efeitos de sentido
Portuguesa 8º; 9º vida
composicional e causados pelo uso de
pública
ao estilo de gênero vocabulário técnico, pelo uso
(Lei, código, do imperativo, de palavras e
estatuto, código, expressões que indicam
regimento etc.) circunstâncias, como
advérbios e locuções
adverbiais, de palavras que
indicam generalidade, como
alguns pronomes indefinidos,
de forma a poder
compreender o caráter
imperativo, coercitivo e
generalista das leis e de
outras formas de
regulamentação.

133
(EF69LP21) Posicionar-se em
relação a conteúdos
veiculados em práticas não
institucionalizadas de
participação social, sobretudo
àquelas vinculadas a
manifestações artísticas,
produções culturais,
Campo de intervenções urbanas e
Língua 6º; 7º; atuação na Apreciação e práticas próprias das culturas
Leitura
Portuguesa 8º; 9º vida réplica juvenis que pretendam
pública denunciar, expor uma
problemática ou “convocar”
para uma reflexão/ação,
relacionando esse
texto/produção com seu
contexto de produção e
relacionando as partes e
semioses presentes para a
construção de sentidos.
(EF69LP22) Produzir, revisar
e editar textos reivindicatórios
ou propositivos sobre
problemas que afetam a vida
escolar ou da comunidade,
Campo de
justificando pontos de vista,
Língua 6º; 7º; atuação na Produção de Textualização,
reivindicações e detalhando
Portuguesa 8º; 9º vida textos revisão e edição
propostas (justificativa,
pública
objetivos, ações previstas
etc.), levando em conta seu
contexto de produção e as
características dos gêneros
em questão.
(EF69LP23) Contribuir com a
escrita de textos normativos,
quando houver esse tipo de
demanda na escola –
regimentos e estatutos de
organizações da sociedade
civil do âmbito da atuação das
Campo de crianças e jovens (grêmio
Língua 6º; 7º; atuação na Produção de Textualização, livre, clubes de leitura,
Portuguesa 8º; 9º vida textos revisão e edição associações culturais etc.) – e
pública de regras e regulamentos nos
vários âmbitos da escola –
campeonatos, festivais,
regras de convivência etc.,
levando em conta o contexto
de produção e as
características dos gêneros
em questão.

134
(EF69LP24) Discutir casos,
reais ou simulações,
submetidos a juízo, que
envolvam (supostos)
desrespeitos a artigos, do
ECA, do Código de Defesa do
Consumidor, do Código
Nacional de Trânsito, de
regulamentações do mercado
publicitário etc., como forma
Campo de de criar familiaridade com
Língua 6º; 7º; atuação na textos legais – seu
Oralidade Discussão oral
Portuguesa 8º; 9º vida vocabulário, formas de
pública organização, marcas de estilo
etc. -, de maneira a facilitar a
compreensão de leis,
fortalecer a defesa de direitos,
fomentar a escrita de textos
normativos (se e quando isso
for necessário) e possibilitar a
compreensão do caráter
interpretativo das leis e as
várias perspectivas que
podem estar em jogo.
(EF69LP25) Posicionar-se de
forma consistente e
sustentada em uma
discussão, assembleia,
reuniões de colegiados da
escola, de agremiações e
outras situações de
Campo de
apresentação de propostas e
Língua 6º; 7º; atuação na
Oralidade Discussão oral defesas de opiniões,
Portuguesa 8º; 9º vida
respeitando as opiniões
pública
contrárias e propostas
alternativas e fundamentando
seus posicionamentos, no
tempo de fala previsto,
valendo-se de sínteses e
propostas claras e
justificadas.
(EF69LP26) Tomar nota em
discussões, debates,
palestras, apresentação de
propostas, reuniões, como
forma de documentar o
Campo de
evento e apoiar a própria fala
Língua 6º; 7º; atuação na
Oralidade Registro (que pode se dar no momento
Portuguesa 8º; 9º vida
do evento ou posteriormente,
pública
quando, por exemplo, for
necessária a retomada dos
assuntos tratados em outros
contextos públicos, como
diante dos representados).
(EF69LP27) Analisar a forma
composicional de textos
pertencentes a gêneros
normativos/ jurídicos e a
gêneros da esfera política,
135
tais como propostas,
programas políticos
(posicionamento quanto a
Língua 6º; 7º; Campo de Análise Análise de textos diferentes ações a serem
Portuguesa 8º; 9º atuação na linguística/semi legais/normativos, propostas, objetivos, ações
vida ótica propositivos e previstas etc.), propaganda
pública reivindicatórios política (propostas e sua
sustentação, posicionamento
quanto a temas em
discussão) e textos
reivindicatórios: cartas de
reclamação, petição
(proposta, suas justificativas e
ações a serem adotadas) e
suas marcas linguísticas, de
forma a incrementar a
compreensão de textos
pertencentes a esses gêneros
e a possibilitar a produção de
textos mais adequados e/ou
fundamentados quando isso
for requerido.
(EF69LP28) Observar os
mecanismos de modalização
adequados aos textos
jurídicos, as modalidades
deônticas, que se referem ao
eixo da conduta
(obrigatoriedade/permissibilid
ade) como, por exemplo:
Proibição: “Não se deve
fumar em recintos fechados.”;
Obrigatoriedade: “A vida tem
que valer a pena.”;
Possibilidade: “É permitido a
Campo de
Análise entrada de menores
Língua 6º; 7º; atuação na
linguística/semi Modalização acompanhados de adultos
Portuguesa 8º; 9º vida
ótica responsáveis”, e os
pública
mecanismos de modalização
adequados aos textos
políticos e propositivos, as
modalidades apreciativas, em
que o locutor exprime um
juízo de valor (positivo ou
negativo) acerca do que
enuncia. Por exemplo: “Que
belo discurso!”, “Discordo das
escolhas de Antônio.”
“Felizmente, o buraco ainda
não causou acidentes mais
graves.”
(EF69LP29) Refletir sobre a
Reconstrução das
relação entre os contextos de
Campo condições de
produção dos gêneros de
das produção e
Língua 6º; 7º; divulgação científica – texto
práticas de Leitura recepção dos
Portuguesa 8º; 9º didático, artigo de divulgação
estudo e textos e
científica, reportagem de
pesquisa adequação do
divulgação científica, verbete
texto à construção
de enciclopédia (impressa e
136
composicional e digital), esquema, infográfico
ao estilo de gênero (estático e animado),
relatório, relato multimidiático
de campo, podcasts e vídeos
variados de divulgação
científica etc. – e os aspectos
relativos à construção
composicional e às marcas
linguística características
desses gêneros, de forma a
ampliar suas possibilidades
de compreensão (e produção)
de textos pertencentes a
esses gêneros.
(EF69LP30) Comparar, com a
ajuda do professor,
conteúdos, dados e
informações de diferentes
fontes, levando em conta
seus contextos de produção e
Campo
referências, identificando
das
Língua 6º; 7º; Relação entre coincidências,
práticas de Leitura
Portuguesa 8º; 9º textos complementaridades e
estudo e
contradições, de forma a
pesquisa
poder identificar
erros/imprecisões conceituais,
compreender e posicionar-se
criticamente sobre os
conteúdos e informações em
questão.
(EF69LP31) Utilizar pistas
linguísticas – tais como “em
Campo primeiro/segundo/terceiro
das lugar”, “por outro lado”, “dito
Língua 6º; 7º; Apreciação e
práticas de Leitura de outro modo”, isto é”, “por
Portuguesa 8º; 9º réplica
estudo e exemplo” – para compreender
pesquisa a hierarquização das
proposições, sintetizando o
conteúdo dos textos.
(EF69LP32) Selecionar
informações e dados
relevantes de fontes diversas
Estratégias e
(impressas, digitais, orais
procedimentos de
Campo etc.), avaliando a qualidade e
leitura Relação do
das a utilidade dessas fontes, e
Língua 6º; 7º; verbal com outras
práticas de Leitura organizar, esquematicamente,
Portuguesa 8º; 9º semioses
estudo e com ajuda do professor, as
Procedimentos e
pesquisa informações necessárias
gêneros de apoio
(sem excedê-las) com ou sem
à compreensão
apoio de ferramentas digitais,
em quadros, tabelas ou
gráficos.
(EF69LP33) Articular o verbal
Estratégias e
Campo com os esquemas,
procedimentos de
das infográficos, imagens
Língua 6º; 7º; leitura Relação do
práticas de Leitura variadas etc. na
Portuguesa 8º; 9º verbal com outras
estudo e (re)construção dos sentidos
semioses
pesquisa dos textos de divulgação
Procedimentos e
científica e retextualizar do
137
gêneros de apoio discursivo para o
à compreensão esquemático – infográfico,
esquema, tabela, gráfico,
ilustração etc. – e, ao
contrário, transformar o
conteúdo das tabelas,
esquemas, infográficos,
ilustrações etc. em texto
discursivo, como forma de
ampliar as possibilidades de
compreensão desses textos e
analisar as características das
multissemioses e dos gêneros
em questão.
(EF69LP34) Grifar as partes
essenciais do texto, tendo em
vista os objetivos de leitura,
produzir marginálias (ou
tomar notas em outro
Estratégias e suporte), sínteses
procedimentos de organizadas em itens, quadro
Campo
leitura Relação do sinóptico, quadro
das
Língua 6º; 7º; verbal com outras comparativo, esquema,
práticas de Leitura
Portuguesa 8º; 9º semioses resumo ou resenha do texto
estudo e
Procedimentos e lido (com ou sem
pesquisa
gêneros de apoio comentário/análise), mapa
à compreensão conceitual, dependendo do
que for mais adequado, como
forma de possibilitar uma
maior compreensão do texto,
a sistematização de
conteúdos e informações e
(EF69LP35) Planejar textos
de divulgação científica, a
partir da elaboração de
esquema que considere as
pesquisas feitas
anteriormente, de notas e
sínteses de leituras ou de
registros de experimentos ou
de estudo de campo,
produzir, revisar e editar
Consideração das textos voltados para a
Campo condições de divulgação do conhecimento
das produção de textos e de dados e resultados de
Língua 6º; 7º; Produção de
práticas de de divulgação pesquisas, tais como artigo
Portuguesa 8º; 9º textos
estudo e científica de divulgação científica, artigo
pesquisa Estratégias de de opinião, reportagem
escrita científica, verbete de
enciclopédia, verbete de
enciclopédia digital
colaborativa , infográfico,
relatório, relato de
experimento científico, relato
(multimidiático) de campo,
tendo em vista seus contextos
de produção, que podem
envolver a disponibilização de
informações e conhecimentos
138
em circulação em um formato
mais acessível para um
público específico ou a
divulgação de conhecimentos
advindos de pesquisas
bibliográficas, experimentos
científicos e estudos de
campo realizados.
(EF69LP36) Produzir, revisar
e editar textos voltados para a
divulgação do conhecimento
e de dados e resultados de
pesquisas, tais como artigos
de divulgação científica,
verbete de enciclopédia,
Campo
Estratégias de infográfico, infográfico
das
Língua 6º; 7º; Produção de escrita: animado, podcast ou vlog
práticas de
Portuguesa 8º; 9º textos textualização, científico, relato de
estudo e
revisão e edição experimento, relatório,
pesquisa
relatório multimidiático de
campo, dentre outros,
considerando o contexto de
produção e as regularidades
dos gêneros em termos de
suas construções
composicionais e estilos.
(EF69LP37) Produzir roteiros
para elaboração de vídeos de
diferentes tipos (vlog
científico, vídeo-minuto,
Campo
programa de rádio, podcasts)
das
Língua 6º; 7º; Produção de Estratégias de para divulgação de
práticas de
Portuguesa 8º; 9º textos produção conhecimentos científicos e
estudo e
resultados de pesquisa, tendo
pesquisa
em vista seu contexto de
produção, os elementos e a
construção composicional dos
roteiros.
(EF69LP38) Organizar os
dados e informações
pesquisados em painéis ou
slides de apresentação,
levando em conta o contexto
de produção, o tempo
disponível, as características
do gênero apresentação oral,
Estratégias de
Campo a multissemiose, as mídias e
produção:
das tecnologias que serão
Língua 6º; 7º; planejamento e
práticas de Oralidade utilizadas, ensaiar a
Portuguesa 8º; 9º produção de
estudo e apresentação, considerando
apresentações
pesquisa também elementos
orais
paralinguísticos e cinésicos e
proceder à exposição oral de
resultados de estudos e
pesquisas, no tempo
determinado, a partir do
planejamento e da definição
de diferentes formas de uso
da fala – memorizada, com
139
apoio da leitura ou fala
espontânea.
(EF69LP39) Definir o recorte
temático da entrevista e o
entrevistado, levantar
informações sobre o
entrevistado e sobre o tema
da entrevista, elaborar roteiro
Campo de perguntas, realizar
das entrevista, a partir do roteiro,
Língua 6º; 7º; Estratégias de
práticas de Oralidade abrindo possibilidades para
Portuguesa 8º; 9º produção
estudo e fazer perguntas a partir da
pesquisa resposta, se o contexto
permitir, tomar nota, gravar ou
salvar a entrevista e usar
adequadamente as
informações obtidas, de
acordo com os objetivos
estabelecidos.
(EF69LP40) Analisar, em
gravações de seminários,
conferências rápidas, trechos
de palestras, dentre outros, a
construção composicional dos
gêneros de apresentação –
abertura/saudação,
introdução ao tema,
apresentação do plano de
exposição, desenvolvimento
dos conteúdos, por meio do
encadeamento de temas e
subtemas (coesão temática),
Construção síntese final e/ou conclusão,
Campo composicional encerramento –, os
das Análise Elementos elementos paralinguísticos
Língua 6º; 7º;
práticas de linguística/semi paralinguísticos e (tais como: tom e volume da
Portuguesa 8º; 9º
estudo e ótica cinésicos voz, pausas e hesitações –
pesquisa Apresentações que, em geral, devem ser
orais minimizadas –, modulação de
voz e entonação, ritmo,
respiração etc.) e cinésicos
(tais como: postura corporal,
movimentos e gestualidade
significativa, expressão facial,
contato de olho com plateia,
modulação de voz e
entonação, sincronia da fala
com ferramenta de apoio
etc.), para melhor performar
apresentações orais no
campo da divulgação do
conhecimento.

140
(EF69LP41) Usar
adequadamente ferramentas
de apoio a apresentações
orais, escolhendo e usando
tipos e tamanhos de fontes
que permitam boa
visualização, topicalizando
Usar
Campo e/ou organizando o conteúdo
adequadamente
das Análise em itens, inserindo de forma
Língua 6º; 7º; ferramentas de
práticas de linguística/semi adequada imagens, gráficos,
Portuguesa 8º; 9º apoio a
estudo e ótica tabelas, formas e elementos
apresentações
pesquisa gráficos, dimensionando a
orais
quantidade de texto (e
imagem) por slide, usando
progressivamente e de forma
harmônica recursos mais
sofisticados como efeitos de
transição, slides mestres,
layouts personalizados etc.
(EF69LP42) Analisar a
construção composicional dos
textos pertencentes a gêneros
relacionados à divulgação de
conhecimentos: título, (olho),
introdução, divisão do texto
em subtítulos, imagens
ilustrativas de conceitos,
relações, ou resultados
complexos (fotos, ilustrações,
esquemas, gráficos,
infográficos, diagramas,
figuras, tabelas, mapas) etc.,
exposição, contendo
definições, descrições,
comparações, enumerações,
exemplificações e remissões
a conceitos e relações por
Campo Construção
meio de notas de rodapé,
das Análise composicional e
Língua 6º; 7º; boxes ou links; ou título,
práticas de linguística/semi estilo Gêneros de
Portuguesa 8º; 9º contextualização do campo,
estudo e ótica divulgação
ordenação temporal ou
pesquisa científica
temática por tema ou
subtema, intercalação de
trechos verbais com fotos,
ilustrações, áudios, vídeos
etc. e reconhecer traços da
linguagem dos textos de
divulgação científica, fazendo
uso consciente das
estratégias de
impessoalização da
linguagem (ou de
pessoalização, se o tipo de
publicação e objetivos assim
o demandarem, como em
alguns podcasts e vídeos de
divulgação científica), 3ª
pessoa, presente atemporal,
recurso à citação, uso de
141
vocabulário
técnico/especializado etc.,
como forma de ampliar suas
capacidades de compreensão
e produção de textos nesses
gêneros.
(EF69LP43) Identificar e
utilizar os modos de
introdução de outras vozes no
texto – citação literal e sua
formatação e paráfrase –, as
pistas linguísticas
responsáveis por introduzir no
texto a posição do autor e dos
outros autores citados
Campo (“Segundo X; De acordo com
das Análise Y; De minha/nossa parte,
Língua 6º; 7º; Marcas linguísticas
práticas de linguística/semi penso/amos que”...) e os
Portuguesa 8º; 9º Intertextualidade
estudo e ótica elementos de normatização
pesquisa (tais como as regras de
inclusão e formatação de
citações e paráfrases, de
organização de referências
bibliográficas) em textos
científicos, desenvolvendo
reflexão sobre o modo como
a intertextualidade e a
retextualização ocorrem
nesses textos.
(EF69LP44) Inferir a presença
de valores sociais, culturais e
humanos e de diferentes
Reconstrução das
visões de mundo, em textos
condições de
literários, reconhecendo
Campo produção,
Língua 6º; 7º; nesses textos formas de
artístico- Leitura circulação e
Portuguesa 8º; 9º estabelecer múltiplos olhares
literário recepção
sobre as identidades,
Apreciação e
sociedades e culturas e
réplica
considerando a autoria e o
contexto social e histórico de
sua produção.
(EF69LP45) Posicionar-se
criticamente em relação a
textos pertencentes a gêneros
como quarta-capa, programa
(de teatro, dança, exposição
etc.), sinopse, resenha crítica,
Reconstrução das
comentário em blog/vlog
condições de
cultural etc., para selecionar
Campo produção,
Língua 6º; 7º; obras literárias e outras
artístico- Leitura circulação e
Portuguesa 8º; 9º manifestações artísticas
literário recepção
(cinema, teatro, exposições,
Apreciação e
espetáculos, CD´s, DVD´s
réplica
etc.), diferenciando as
sequências descritivas e
avaliativas e reconhecendo-
os como gêneros que apoiam
a escolha do livro ou
produção cultural e
142
consultando-os no momento
de fazer escolhas, quando for
o caso.
(EF69LP46) Participar de
práticas de compartilhamento
de leitura/recepção de obras
literárias/ manifestações
artísticas, como rodas de
leitura, clubes de leitura,
Reconstrução das
eventos de contação de
condições de
histórias, de leituras
Campo produção,
Língua 6º; 7º; dramáticas, de apresentações
artístico- Leitura circulação e
Portuguesa 8º; 9º teatrais, musicais e de filmes,
literário recepção
cineclubes, festivais de vídeo,
Apreciação e
saraus, slams, canais de
réplica
booktubers, redes sociais
temáticas (de leitores, de
cinéfilos, de música etc.),
dentre outros, tecendo,
quando possível, comentários
de ordem estética e afetiva
(EF69LP47) Analisar, em
textos narrativos ficcionais, as
diferentes formas de
composição próprias de cada
gênero, os recursos coesivos
que constroem a passagem
do tempo e articulam suas
partes, a escolha lexical típica
de cada gênero para a
caracterização dos cenários e
dos personagens e os efeitos
de sentido decorrentes dos
tempos verbais, dos tipos de
discurso, dos verbos de
Reconstrução da enunciação e das variedades
textualidade e linguísticas (no discurso
compreensão dos direto, se houver)
Campo efeitos empregados, identificando o
Língua 6º; 7º;
artístico- Leitura de sentidos enredo e o foco narrativo e
Portuguesa 8º; 9º
literário provocados pelos percebendo como se
usos de recursos estrutura a narrativa nos
linguísticos e diferentes gêneros e os
multissemióticos efeitos de sentido decorrentes
do foco narrativo típico de
cada gênero, da
caracterização dos espaços
físico e psicológico e dos
tempos cronológico e
psicológico, das diferentes
vozes no texto (do narrador,
de personagens em discurso
direto e indireto), do uso de
pontuação expressiva,
palavras e expressões
conotativas e processos
figurativos e do uso de
recursos linguístico-

143
gramaticais próprios a cada
gênero narrativo.
(EF69LP48) Interpretar, em
Reconstrução da poemas, efeitos produzidos
textualidade e pelo uso de recursos
compreensão dos expressivos sonoros
Campo efeitos (estrofação, rimas, aliterações
Língua 6º; 7º;
artístico- Leitura de sentidos etc), semânticos (figuras de
Portuguesa 8º; 9º
literário provocados pelos linguagem, por exemplo),
usos de recursos gráfico- espacial (distribuição
linguísticos e da mancha gráfica no papel),
multissemióticos imagens e sua relação com o
texto verbal.
(EF69LP49) Mostrar-se
interessado e envolvido pela
leitura de livros de literatura e
por outras produções culturais
do campo e receptivo a textos
que rompam com seu
universo de expectativas, que
Campo representem um desafio em
Língua 6º; 7º; Adesão às práticas
artístico- Leitura relação às suas
Portuguesa 8º; 9º de leitura
literário possibilidades atuais e suas
experiências anteriores de
leitura, apoiando-se nas
marcas linguísticas, em seu
conhecimento sobre os
gêneros e a temática e nas
orientações dadas pelo
professor.
(EF69LP50) Elaborar texto
teatral, a partir da adaptação
de romances, contos, mitos,
narrativas de enigma e de
aventura, novelas, biografias
romanceadas, crônicas,
dentre outros, indicando as
rubricas para caracterização
do cenário, do espaço, do
Campo
Língua 6º; 7º; Produção de Relação entre tempo; explicitando a
artístico-
Portuguesa 8º; 9º textos textos caracterização física e
literário
psicológica dos personagens
e dos seus modos de ação;
reconfigurando a inserção do
discurso direto e dos tipos de
narrador; explicitando as
marcas de variação linguística
(dialetos, registros e jargões)
e retextualizando o
tratamento da temática.

144
(EF69LP51) Engajar-se
ativamente nos processos de
planejamento, textualização,
revisão/ edição e reescrita,
Consideração das tendo em vista as restrições
condições de temáticas, composicionais e
produção estilísticas dos textos
Campo
Língua 6º; 7º; Produção de Estratégias de pretendidos e as
artístico-
Portuguesa 8º; 9º textos produção: configurações da situação de
literário
planejamento, produção – o leitor
textualização e pretendido, o suporte, o
revisão/edição contexto de circulação do
texto, as finalidades etc. – e
considerando a imaginação, a
estesia e a verossimilhança
próprias ao texto literário.
(EF69LP52) Representar
cenas ou textos dramáticos,
considerando, na
caracterização dos
personagens, os aspectos
linguísticos e paralinguísticos
das falas (timbre e tom de
voz, pausas e hesitações,
Campo
Língua 6º; 7º; Produção de entonação e expressividade,
artístico- Oralidade
Portuguesa 8º; 9º textos orais variedades e registros
literário
linguísticos), os gestos e os
deslocamentos no espaço
cênico, o figurino e a
maquiagem e elaborando as
rubricas indicadas pelo autor
por meio do cenário, da trilha
sonora e da exploração dos
modos de interpretação.

145
(EF69LP53) Ler em voz alta
textos literários diversos –
como contos de amor, de
humor, de suspense, de
terror; crônicas líricas,
humorísticas, críticas; bem
como leituras orais
capituladas (compartilhadas
ou não com o professor) de
livros de maior extensão,
como romances, narrativas de
enigma, narrativas de
aventura, literatura
infantojuvenil, –
contar/recontar histórias tanto
da tradição oral (causos,
contos de esperteza, contos
de animais, contos de amor,
contos de encantamento,
piadas, dentre outros) quanto
da tradição literária escrita,
expressando a compreensão
e interpretação do texto por
Campo Produção de meio de uma leitura ou fala
Língua 6º; 7º;
artístico- Oralidade textos orais expressiva e fluente, que
Portuguesa 8º; 9º
literário Oralização respeite o ritmo, as pausas,
as hesitações, a entonação
indicados tanto pela
pontuação quanto por outros
recursos gráfico-editoriais,
como negritos, itálicos, caixa-
alta, ilustrações etc.,
gravando essa leitura ou esse
conto/reconto, seja para
análise posterior, seja para
produção de audiobooks de
textos literários diversos ou
de podcasts de leituras
dramáticas com ou sem
efeitos especiais e ler e/ou
declamar poemas diversos,
tanto de forma livre quanto de
forma fixa (como quadras,
sonetos, liras, haicais etc.),
empregando os recursos
linguísticos, paralinguísticos e
cinésicos necessários aos
efeitos de sentido
pretendidos.

146
(EF69LP54) Analisar os
efeitos de sentido decorrentes
da interação entre os
elementos linguísticos e os
recursos paralinguísticos e
cinésicos, como as variações
no ritmo, as modulações no
tom de voz, as pausas, as
manipulações do estrato
sonoro da linguagem, obtidos
por meio da estrofação, das
rimas e de figuras de
linguagem como as
aliterações, as assonâncias,
as onomatopeias, dentre
outras, a postura corporal e a
gestualidade, na declamação
Recursos de poemas, apresentações
linguísticos e musicais e teatrais, tanto em
Campo Análise
Língua 6º; 7º; semióticos que gêneros em prosa quanto nos
artístico- linguística/semi
Portuguesa 8º; 9º operam nos textos gêneros poéticos, os efeitos
literário ótica
pertencentes aos de sentido decorrentes do
gêneros literários emprego de figuras de
linguagem, tais como
comparação, metáfora,
personificação, metonímia,
hipérbole, eufemismo, ironia,
paradoxo e antítese e os
efeitos de sentido decorrentes
do emprego de palavras e
expressões denotativas e
conotativas (adjetivos,
locuções adjetivas, orações
subordinadas adjetivas etc.),
que funcionam como
modificadores, percebendo
sua função na caracterização
dos espaços, tempos,
personagens e ações próprios
de cada gênero narrativo.
(EF69LP55) Reconhecer as
Todos os Análise
Língua 6º; 7º; Variação variedades da língua falada, o
campos de linguística/semi
Portuguesa 8º; 9º linguística conceito de norma-padrão e o
atuação ótica
de preconceito linguístico.
(EF69LP56) Fazer uso
consciente e reflexivo de
Todos os Análise
Língua 6º; 7º; Variação regras e normas da norma-
campos de linguística/semi
Portuguesa 8º; 9º linguística padrão em situações de fala e
atuação ótica
escrita nas quais ela deve ser
usada.
EF69LP01.RJ) Aplicar os
Modalidades oral e conhecimentos relativos à
Todos os Análise
Língua 6º; 7º; escrita da língua variação linguística da região
campos de linguística/semi
Portuguesa 8º; 9º na produção de fluminense e às diferenças
atuação ótica
textos. entre oralidade e escrita na
produção de textos.

147
Modalidades oral e EF69LP02.RJ) Reconhecer a
Todos os Análise
Língua 6º; 7º; escrita da língua importância do conto oral
campos de linguística/semi
Portuguesa 8º; 9º na produção de para o povo indígena e o
atuação ótica
textos. africano.
EF69LP03.RJ) Reconhecer a
Modalidades oral e
Todos os Análise importância da crônica e do
Língua 6º; 7º; escrita da língua
campos de linguística/semi conto na literatura nacional,
Portuguesa 8º; 9º na produção de
atuação ótica destacando a região
textos.
fluminense.
Reconstrução do
contexto de (EF07LP01) Distinguir
produção, diferentes propostas editoriais
circulação e – sensacionalismo, jornalismo
recepção de textos investigativo etc. –, de forma
Campo
Língua Caracterização do a identificar os recursos
7º jornalístico Leitura
Portuguesa campo jornalístico utilizados para
/midiático
e relação entre os impactar/chocar o leitor que
gêneros em podem comprometer uma
circulação, mídias análise crítica da notícia e do
e práticas da fato noticiado.
cultura digital
Reconstrução do
contexto de (EF07LP02) Comparar
produção, notícias e reportagens sobre
circulação e um mesmo fato divulgadas
recepção de textos em diferentes mídias,
Campo
Língua Caracterização do analisando as especificidades
7º jornalístico Leitura
Portuguesa campo jornalístico das mídias, os processos de
/midiático
e relação entre os (re)elaboração dos textos e a
gêneros em convergência das mídias em
circulação, mídias notícias ou reportagens
e práticas da multissemióticas.
cultura digital
(EF07LP03) Formar, com
Todos os Análise base em palavras primitivas,
Língua
7º campos de linguística/semi Léxico/morfologia palavras derivadas com os
Portuguesa
atuação ótica prefixos e sufixos mais
produtivos no português.

Todos os Análise (EF07LP04) Reconhecer, em


Língua
7º campos de linguística/semi Morfossintaxe textos, o verbo como o núcleo
Portuguesa
atuação ótica das orações.

(EF07LP05) Identificar, em
orações de textos lidos ou de
Todos os Análise
Língua produção própria, verbos de
7º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa predicação completa e
atuação ótica
incompleta: intransitivos e
transitivos.
(EF07LP06) Empregar as
regras básicas de
Todos os Análise
Língua concordância nominal e
7º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa verbal em situações
atuação ótica
comunicativas e na produção
de textos.

148
(EF07LP07) Identificar, em
textos lidos ou de produção
Todos os Análise
Língua própria, a estrutura básica da
7º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa oração: sujeito, predicado,
atuação ótica
complemento (objetos direto e
indireto).
(EF07LP08) Identificar, em
textos lidos ou de produção
Todos os Análise
Língua própria, adjetivos que
7º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa ampliam o sentido do
atuação ótica
substantivo sujeito ou
complemento verbal.
(EF07LP09) Identificar, em
textos lidos ou de produção
Todos os Análise
Língua própria, advérbios e locuções
7º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa adverbiais que ampliam o
atuação ótica
sentido do verbo núcleo da
oração.
(EF07LP10) Utilizar, ao
produzir texto, conhecimentos
Todos os Análise
Língua linguísticos e gramaticais:
7º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa modos e tempos verbais,
atuação ótica
concordância nominal e
verbal, pontuação etc.
(EF07LP11) Identificar, em
textos lidos ou de produção
própria, períodos compostos
nos quais duas orações são
Todos os Análise
Língua conectadas por vírgula, ou
7º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa por conjunções que
atuação ótica
expressem soma de sentido
(conjunção “e”) ou oposição
de sentidos (conjunções
“mas”, “porém”).
(EF07LP12) Reconhecer
recursos de coesão
referencial: substituições
Todos os Análise
Língua lexicais (de substantivos por
7º campos de linguística/semi Semântica Coesão
Portuguesa sinônimos) ou pronominais
atuação ótica
(uso de pronomes anafóricos
– pessoais, possessivos,
demonstrativos).
(EF07LP13) Estabelecer
relações entre partes do
texto, identificando
substituições lexicais (de
Todos os Análise substantivos por sinônimos)
Língua
7º campos de linguística/semi Coesão ou pronominais (uso de
Portuguesa
atuação ótica pronomes anafóricos –
pessoais, possessivos,
demonstrativos), que
contribuem para a
continuidade do texto.
(EF07LP14) Identificar, em
Todos os Análise textos, os efeitos de sentido
Língua
7º campos de linguística/semi Modalização do uso de estratégias de
Portuguesa
atuação ótica modalização e
argumentatividade.

149
Reconstrução do
(EF08LP01) Identificar e
contexto de
comparar as várias editorias
produção,
de jornais impressos e digitais
circulação e
e de sites noticiosos, de
recepção de textos
Campo forma a refletir sobre os tipos
Língua Caracterização do
8º jornalístico Leitura de fato que são noticiados e
Portuguesa campo jornalístico
/midiático comentados, as escolhas
e relação entre os
sobre o que noticiar e o que
gêneros em
não noticiar e o
circulação, mídias
destaque/enfoque dado e a
e práticas da
fidedignidade da informação.
cultura digital
(EF08LP02) Justificar
diferenças ou semelhanças
Campo no tratamento dado a uma
Língua Relação entre
8º jornalístico Leitura mesma informação veiculada
Portuguesa textos
/midiático em textos diferentes,
consultando sites e serviços
de checadores de fatos.
(EF08LP03) Produzir artigos
de opinião, tendo em vista o
contexto de produção dado, a
Textualização de defesa de um ponto de vista,
Campo
Língua Produção de textos utilizando argumentos e
8º jornalístico
Portuguesa textos argumentativos e contra-argumentos e
/midiático
apreciativos articuladores de coesão que
marquem relações de
oposição, contraste,
exemplificação, ênfase.
(EF08LP04) Utilizar, ao
produzir texto, conhecimentos
Todos os Análise linguísticos e gramaticais:
Língua
8º campos de linguística/semi Fono-ortografia ortografia, regências e
Portuguesa
atuação ótica concordâncias nominal e
verbal, modos e tempos
verbais, pontuação etc.
(EF08LP05) Analisar
processos de formação de
Todos os Análise palavras por composição
Língua
8º campos de linguística/ Léxico/morfologia (aglutinação e justaposição),
Portuguesa
atuação semiótica apropriando-se de regras
básicas de uso do hífen em
palavras compostas.
(EF08LP06) Identificar, em
textos lidos ou de produção
Todos os Análise própria, os termos
Língua
8º campos de linguística/semi Morfossintaxe constitutivos da oração
Portuguesa
atuação ótica (sujeito e seus modificadores,
verbo e seus complementos e
modificadores).
(EF08LP07) Diferenciar, em
textos lidos ou de produção
Todos os Análise própria, complementos diretos
Língua
8º campos de linguística/semi Morfossintaxe e indiretos de verbos
Portuguesa
atuação ótica transitivos, apropriando-se da
regência de verbos de uso
frequente.

150
(EF08LP08) Identificar, em
textos lidos ou de produção
Todos os Análise própria, verbos na voz ativa e
Língua
8º campos de linguística/semi Morfossintaxe na voz passiva, interpretando
Portuguesa
atuação ótica os efeitos de sentido de
sujeito ativo e passivo (agente
da passiva).
(EF08LP09) Interpretar
efeitos de sentido de
modificadores (adjuntos
adnominais – artigos definido
Todos os Análise ou indefinido, adjetivos,
Língua
8º campos de linguística/semi Morfossintaxe expressões adjetivas) em
Portuguesa
atuação ótica substantivos com função de
sujeito ou de complemento
verbal, usando-os para
enriquecer seus próprios
textos.
(EF08LP10) Interpretar, em
textos lidos ou de produção
própria, efeitos de sentido de
Todos os Análise modificadores do verbo
Língua
8º campos de linguística/semi Morfossintaxe (adjuntos adverbiais –
Portuguesa
atuação ótica advérbios e expressões
adverbiais), usando-os para
enriquecer seus próprios
textos.
(EF08LP11) Identificar, em
textos lidos ou de produção
Todos os Análise
Língua própria, agrupamento de
8º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa orações em períodos,
atuação ótica
diferenciando coordenação de
subordinação.
(EF08LP12) Identificar, em
textos lidos, orações
Todos os Análise
Língua subordinadas com
8º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa conjunções de uso frequente,
atuação ótica
incorporando-as às suas
próprias produções.
(EF08LP13) Inferir efeitos de
Todos os Análise sentido decorrentes do uso de
Língua
8º campos de linguística/semi Morfossintaxe recursos de coesão
Portuguesa
atuação ótica sequencial: conjunções e
articuladores textuais.
(EF08LP14) Utilizar, ao
produzir texto, recursos de
coesão sequencial
(articuladores) e referencial
Todos os Análise
Língua (léxica e pronominal),
8º campos de linguística/semi Semântica
Portuguesa construções passivas e
atuação ótica
impessoais, discurso direto e
indireto e outros recursos
expressivos adequados ao
gênero textual.
(EF08LP15) Estabelecer
Todos os Análise relações entre partes do
Língua
8º campos de linguística/semi Coesão texto, identificando o
Portuguesa
atuação ótica antecedente de um pronome
relativo ou o referente comum
151
de uma cadeia de
substituições lexicais.
(EF08LP16) Explicar os
efeitos de sentido do uso, em
textos, de estratégias de
Todos os Análise modalização e
Língua
8º campos de linguística/semi Modalização argumentatividade (sinais de
Portuguesa
atuação ótica pontuação, adjetivos,
substantivos, expressões de
grau, verbos e perífrases
verbais, advérbios etc.).
Reconstrução do
contexto de (EF89LP01) Analisar os
produção, interesses que movem o
circulação e campo jornalístico, os efeitos
recepção de textos das novas tecnologias no
Campo
Língua Caracterização do campo e as condições que
8º, 9º jornalístico Leitura
Portuguesa campo jornalístico fazem da informação uma
/midiático
e relação entre os mercadoria, de forma a poder
gêneros em desenvolver uma atitude
circulação, mídias crítica frente aos textos
e práticas da jornalísticos.
cultura digital
Reconstrução do
(EF89LP02) Analisar
contexto de
diferentes práticas (curtir,
produção,
compartilhar, comentar, curar
circulação e
etc.) e textos pertencentes a
recepção de textos
Campo diferentes gêneros da cultura
Língua Caracterização do
8º, 9º jornalístico Leitura digital (meme, gif, comentário,
Portuguesa campo jornalístico
/midiático charge digital etc.) envolvidos
e relação entre os
no trato com a informação e
gêneros em
opinião, de forma a
circulação, mídias
possibilitar uma presença
e práticas da
mais crítica e ética nas redes.
cultura digital
(EF89LP03) Analisar textos
de opinião (artigos de opinião,
editoriais, cartas de leitores,
Estratégia de
comentários, posts de blog e
leitura: apreender
Campo de redes sociais, charges,
Língua os sentidos globais
8º, 9º jornalístico Leitura memes, gifs etc.) e
Portuguesa do texto
/midiático posicionar-se de forma crítica
Apreciação e
e fundamentada, ética e
réplica
respeitosa frente a fatos e
opiniões relacionados a esses
textos.
(EF89LP04) Identificar e
avaliar
teses/opiniões/posicionament
Estratégia de os explícitos e implícitos,
leitura: apreender argumentos e contra-
Campo
Língua os sentidos globais argumentos em textos
8º, 9º jornalístico Leitura
Portuguesa do texto argumentativos do campo
/midiático
Apreciação e (carta de leitor, comentário,
réplica artigo de opinião, resenha
crítica etc.), posicionando-se
frente à questão controversa
de forma sustentada.

152
(EF89LP05) Analisar o efeito
de sentido produzido pelo
Campo uso, em textos, de recurso a
Língua
8º, 9º jornalístico Leitura Efeitos de sentido formas de apropriação textual
Portuguesa
/midiático (paráfrases, citações,
discurso direto, indireto ou
indireto livre).
(EF89LP06) Analisar o uso de
recursos persuasivos em
textos argumentativos
Campo diversos (como a elaboração
Língua
8º, 9º jornalístico Leitura Efeitos de sentido do título, escolhas lexicais,
Portuguesa
/midiático construções metafóricas, a
explicitação ou a ocultação de
fontes de informação) e seus
efeitos de sentido.
(EF89LP07) Analisar, em
notícias, reportagens e peças
publicitárias em várias mídias,
os efeitos de sentido devidos
ao tratamento e à composição
dos elementos nas imagens
em movimento, à
Campo Efeitos de sentido
Língua performance, à montagem
8º, 9º jornalístico Leitura Exploração da
Portuguesa feita (ritmo, duração e
/midiático multissemiose
sincronização entre as
linguagens –
complementaridades,
interferências etc.) e ao ritmo,
melodia, instrumentos e
sampleamentos das músicas
e efeitos sonoros.
(EF89LP08) Planejar
reportagem impressa e em
outras mídias (rádio ou
TV/vídeo, sites), tendo em
vista as condições de
produção do texto – objetivo,
leitores/espectadores,
veículos e mídia de circulação
etc. – a partir da escolha do
fato a ser aprofundado ou do
tema a ser focado (de
relevância para a turma,
Estratégia de
Campo escola ou comunidade), do
Língua Produção de produção:
8º, 9º jornalístico levantamento de dados e
Portuguesa textos planejamento de
/midiático informações sobre o fato ou
textos informativos
tema – que pode envolver
entrevistas com envolvidos ou
com especialistas, consultas
a fontes diversas, análise de
documentos, cobertura de
eventos etc. -, do registro
dessas informações e dados,
da escolha de fotos ou
imagens a produzir ou a
utilizar etc., da produção de
infográficos, quando for o
caso, e da organização
153
hipertextual (no caso a
publicação em sites ou blogs
noticiosos ou mesmo de
jornais impressos, por meio
de boxes variados).
(EF89LP09) Produzir
reportagem impressa, com
título, linha fina (optativa),
organização composicional
(expositiva, interpretativa e/ou
opinativa), progressão
temática e uso de recursos
linguísticos compatíveis com
Estratégia de
Campo as escolhas feitas e
Língua Produção de produção:
8º, 9º jornalístico reportagens multimidiáticas,
Portuguesa textos textualização de
/midiático tendo em vista as condições
textos informativos
de produção, as
características do gênero, os
recursos e mídias disponíveis,
sua organização hipertextual
e o manejo adequado de
recursos de captação e
edição de áudio e imagem e
adequação à norma-padrão.
(EF89LP10) Planejar artigos
de opinião, tendo em vista as
condições de produção do
texto – objetivo,
leitores/espectadores,
veículos e mídia de circulação
etc. –, a partir da escolha do
tema ou questão a ser
discutido(a), da relevância
para a turma, escola ou
Estratégia de
comunidade, do levantamento
produção:
Campo de dados e informações sobre
Língua Produção de planejamento de
8º, 9º jornalístico a questão, de argumentos
Portuguesa textos textos
/midiático relacionados a diferentes
argumentativos e
posicionamentos em jogo, da
apreciativos
definição – o que pode
envolver consultas a fontes
diversas, entrevistas com
especialistas, análise de
textos, organização
esquemática das informações
e argumentos – dos (tipos de)
argumentos e estratégias que
pretende utilizar para
convencer os leitores.
(EF89LP11) Produzir, revisar
e editar peças e campanhas
Estratégias de
publicitárias, envolvendo o
produção:
uso articulado e
Campo planejamento,
Língua Produção de complementar de diferentes
8º, 9º jornalístico textualização,
Portuguesa textos peças publicitárias: cartaz,
/midiático revisão e edição
banner, indoor, folheto,
de textos
panfleto, anúncio de
publicitários
jornal/revista, para internet,
spot, propaganda de rádio,
154
TV, a partir da escolha da
questão/problema/causa
significativa para a escola
e/ou a comunidade escolar,
da definição do público-alvo,
das peças que serão
produzidas, das estratégias
de persuasão e
convencimento que serão
utilizadas.
(EF89LP12) Planejar
coletivamente a realização de
um debate sobre tema
previamente definido, de
interesse coletivo, com regras
acordadas e planejar, em
grupo, participação em
debate a partir do
levantamento de informações
e argumentos que possam
sustentar o posicionamento a
ser defendido (o que pode
envolver entrevistas com
especialistas, consultas a
fontes diversas, o registro das
informações e dados obtidos
etc.), tendo em vista as
condições de produção do
Estratégias de
debate – perfil dos ouvintes e
Campo produção:
Língua demais participantes,
8º, 9º jornalístico Oralidade planejamento e
Portuguesa objetivos do debate,
/midiático participação em
motivações para sua
debates regrados
realização, argumentos e
estratégias de convencimento
mais eficazes etc. e participar
de debates regrados, na
condição de membro de uma
equipe de debatedor,
apresentador/mediador,
espectador (com ou sem
direito a perguntas), e/ou de
juiz/avaliador, como forma de
compreender o
funcionamento do debate, e
poder participar de forma
convincente, ética, respeitosa
e crítica e desenvolver uma
atitude de respeito e diálogo
para com as ideias
divergentes.

155
(EF89LP13) Planejar
entrevistas orais com pessoas
ligadas ao fato noticiado,
especialistas etc., como forma
de obter dados e informações
sobre os fatos cobertos sobre
o tema ou questão discutida
ou temáticas em estudo,
levando em conta o gênero e
seu contexto de produção,
partindo do levantamento de
informações sobre o
entrevistado e sobre a
Estratégias de
temática e da elaboração de
produção:
Campo um roteiro de perguntas,
Língua planejamento,
8º, 9º jornalístico Oralidade garantindo a relevância das
Portuguesa realização e
/midiático informações mantidas e a
edição de
continuidade temática,
entrevistas orais
realizar entrevista e fazer
edição em áudio ou vídeo,
incluindo uma
contextualização inicial e uma
fala de encerramento para
publicação da entrevista
isoladamente ou como parte
integrante de reportagem
multimidiática, adequando-a a
seu contexto de publicação e
garantindo a relevância das
informações mantidas e a
continuidade temática.
(EF89LP14) Analisar, em
textos argumentativos e
Argumentação:
propositivos, os movimentos
movimentos
Campo Análise argumentativos de
Língua argumentativos,
8º, 9º jornalístico linguística/semi sustentação, refutação e
Portuguesa tipos de
/midiático ótica negociação e os tipos de
argumento e força
argumentos, avaliando a
argumentativa
força/tipo dos argumentos
utilizados.
(EF89LP15) Utilizar, nos
debates, operadores
argumentativos que marcam
Campo Análise a defesa de ideia e de diálogo
Língua
8º, 9º jornalístico linguística/semi Estilo com a tese do outro:
Portuguesa
/midiático ótica concordo, discordo, concordo
parcialmente, do meu ponto
de vista, na perspectiva aqui
assumida etc.

156
(EF89LP16) Analisar a
modalização realizada em
textos noticiosos e
argumentativos, por meio das
modalidades apreciativas,
viabilizadas por classes e
estruturas gramaticais como
Campo Análise adjetivos, locuções adjetivas,
Língua
8º, 9º jornalístico linguística/semi Modalização advérbios, locuções
Portuguesa
/midiático ótica adverbiais, orações adjetivas
e adverbiais, orações
relativas restritivas e
explicativas etc., de maneira a
perceber a apreciação
ideológica sobre os fatos
noticiados ou as posições
implícitas ou assumidas.
(EF89LP17) Relacionar textos
e documentos legais e
normativos de importância
universal, nacional ou local
que envolvam direitos, em
especial, de crianças,
adolescentes e jovens – tais
como a Declaração dos
Direitos Humanos, a
Constituição Brasileira, o ECA
-, e a regulamentação da
Reconstrução do
organização escolar – por
contexto de
Campo de exemplo, regimento escolar -,
produção,
Língua atuação na a seus contextos de
8º, 9º Leitura circulação e
Portuguesa vida produção, reconhecendo e
recepção de textos
pública analisando possíveis
legais e
motivações, finalidades e sua
normativos
vinculação com experiências
humanas e fatos históricos e
sociais, como forma de
ampliar a compreensão dos
direitos e deveres, de
fomentar os princípios
democráticos e uma atuação
pautada pela ética da
responsabilidade (o outro tem
direito a uma vida digna tanto
quanto eu tenho).

157
(EF89LP18) Explorar e
analisar instâncias e canais
de participação disponíveis na
escola (conselho de escola,
outros colegiados, grêmio
livre), na comunidade
(associações, coletivos,
movimentos, etc.), no
munícipio ou no país,
incluindo formas de
Contexto de
participação digital, como
produção,
canais e plataformas de
circulação e
Campo de participação (como portal e-
recepção de textos
Língua atuação na cidadania), serviços, portais e
8º, 9º Leitura e práticas
Portuguesa vida ferramentas de
relacionadas à
pública acompanhamentos do
defesa de direitos
trabalho de políticos e de
e à participação
tramitação de leis, canais de
social
educação política, bem como
de propostas e proposições
que circulam nesses canais,
de forma a participar do
debate de ideias e propostas
na esfera social e a engajar-
se com a busca de soluções
para problemas ou questões
que envolvam a vida da
escola e da comunidade.
(EF89LP19) Analisar, a partir
do contexto de produção, a
forma de organização das
cartas abertas, abaixo-
assinados e petições on-line
(identificação dos signatários,
explicitação da reivindicação
feita, acompanhada ou não
de uma breve apresentação
da problemática e/ou de
Relação entre
justificativas que visam
contexto de
sustentar a reivindicação) e a
produção e
Campo de proposição, discussão e
características
Língua atuação na aprovação de propostas
8º, 9º Leitura composicionais e
Portuguesa vida políticas ou de soluções para
estilísticas dos
pública problemas de interesse
gêneros
público, apresentadas ou
Apreciação e
lidas nos canais digitais de
réplica
participação, identificando
suas marcas linguísticas,
como forma de possibilitar a
escrita ou subscrição
consciente de abaixo-
assinados e textos dessa
natureza e poder se
posicionar de forma crítica e
fundamentada frente às
propostas

158
(EF89LP20) Comparar
propostas políticas e de
solução de problemas,
identificando o que se
pretende fazer/implementar,
por que (motivações,
justificativas), para que
(objetivos, benefícios e
consequências esperados),
como (ações e passos),
quando etc. e a forma de
Estratégias e avaliar a eficácia da
Campo de
procedimentos de proposta/solução,
Língua atuação na
8º, 9º Leitura leitura em textos contrastando dados e
Portuguesa vida
reivindicatórios ou informações de diferentes
pública
propositivos fontes, identificando
coincidências,
complementaridades e
contradições, de forma a
poder compreender e
posicionar-se criticamente
sobre os dados e informações
usados em fundamentação de
propostas e analisar a
coerência entre os elementos,
de forma a tomar decisões
fundamentadas.
(EF89LP21) Realizar
enquetes e pesquisas de
opinião, de forma a levantar
prioridades, problemas a
resolver ou propostas que
possam contribuir para
melhoria da escola ou da
comunidade, caracterizar
demanda/necessidade,
documentando-a de
diferentes maneiras por meio
Estratégia de
de diferentes procedimentos,
Campo de produção:
gêneros e mídias e, quando
Língua atuação na Produção de planejamento de
8º, 9º for o caso, selecionar
Portuguesa vida textos textos
informações e dados
pública reivindicatórios ou
relevantes de fontes
propositivos
pertinentes diversas (sites,
impressos, vídeos etc.),
avaliando a qualidade e a
utilidade dessas fontes, que
possam servir de
contextualização e
fundamentação de propostas,
de forma a justificar a
proposição de propostas,
projetos culturais e ações de
intervenção.

159
(EF89LP22) Compreender e
comparar as diferentes
posições e interesses em jogo
em uma discussão ou
Escuta apresentação de propostas,
Apreender o avaliando a validade e força
Campo de
sentido geral dos dos argumentos e as
Língua atuação na
8º, 9º Oralidade textos Apreciação consequências do que está
Portuguesa vida
e réplica sendo proposto e, quando for
pública
Produção/Propost o caso, formular e negociar
a propostas de diferentes
naturezas relativas a
interesses coletivos
envolvendo a escola ou
comunidade escolar.
(EF89LP23) Analisar, em
textos argumentativos,
reivindicatórios e propositivos,
Campo de Movimentos
Análise os movimentos
Língua atuação na argumentativos e
8º, 9º linguística/semi argumentativos utilizados
Portuguesa vida força dos
ótica (sustentação, refutação e
pública argumentos
negociação), avaliando a
força dos argumentos
utilizados.
Campo de (EF89LP24) Realizar
Língua atuação na Curadoria de pesquisa, estabelecendo o
8º, 9º Leitura
Portuguesa vida informação recorte das questões, usando
pública fontes abertas e confiáveis.
(EF89LP25) Divulgar o
resultado de pesquisas por
Campo de Estratégias de meio de apresentações orais,
Língua atuação na Produção de escrita: verbetes de enciclopédias
8º, 9º
Portuguesa vida textos textualização, colaborativas, reportagens de
pública revisão e edição divulgação científica, vlogs
científicos, vídeos de
diferentes tipos etc.
(EF89LP26) Produzir
resenhas, a partir das notas
e/ou esquemas feitos, com o
manejo adequado das vozes
Campo de Estratégias de
envolvidas (do resenhador, do
Língua atuação na Produção de escrita:
8º, 9º autor da obra e, se for o caso,
Portuguesa vida textos textualização,
também dos autores citados
pública revisão e edição
na obra resenhada), por meio
do uso de paráfrases, marcas
do discurso reportado e
citações.
(EF89LP27) Tecer
considerações e formular
Campo de
problematizações pertinentes,
Língua atuação na Conversação
8º, 9º Oralidade em momentos oportunos, em
Portuguesa vida espontânea
situações de aulas,
pública
apresentação oral, seminário
etc.

160
(EF89LP28) Tomar nota de
videoaulas, aulas digitais,
apresentações multimídias,
vídeos de divulgação
científica, documentários e
afins, identificando, em
função dos objetivos,
informações principais para
Campo de Procedimentos de
apoio ao estudo e realizando,
Língua atuação na apoio à
8º, 9º Oralidade quando necessário, uma
Portuguesa vida compreensão
síntese final que destaque e
pública Tomada de nota
reorganize os pontos ou
conceitos centrais e suas
relações e que, em alguns
casos, seja acompanhada de
reflexões pessoais, que
podem conter dúvidas,
questionamentos,
considerações etc.
(EF89LP29) Utilizar e
perceber mecanismos de
progressão temática, tais
como retomadas anafóricas
(“que, cujo, onde”, pronomes
do caso reto e oblíquos,
Campo de pronomes demonstrativos,
Análise Textualização
Língua atuação na nomes correferentes etc.),
8º, 9º linguística/semi Progressão
Portuguesa vida catáforas (remetendo para
ótica temática
pública adiante ao invés de retomar o
já dito), uso de organizadores
textuais, de coesivos etc., e
analisar os mecanismos de
reformulação e paráfrase
utilizados nos textos de
divulgação do conhecimento.
(EF89LP30) Analisar a
estrutura de hipertexto e
Campo de
Análise hiperlinks em textos de
Língua atuação na
8º, 9º linguística/semi Textualização divulgação científica que
Portuguesa vida
ótica circulam na Web e proceder à
pública
remissão a conceitos e
relações por meio de links.

161
(EF89LP31) Analisar e utilizar
modalização epistêmica, isto
é, modos de indicar uma
avaliação sobre o valor de
verdade e as condições de
verdade de uma proposição,
tais como os asseverativos –
quando se concorda com
(“realmente, evidentemente,
Campo de
Análise naturalmente, efetivamente,
Língua atuação na
8º, 9º linguística/semi Modalização claro, certo, lógico, sem
Portuguesa vida
ótica dúvida” etc.) ou discorda de
pública
(“de jeito nenhum, de forma
alguma”) uma ideia; e os
quase-asseverativos, que
indicam que se considera o
conteúdo como quase certo
(“talvez, assim,
possivelmente,
provavelmente,
eventualmente”).
(EF89LP32) Analisar os
efeitos de sentido decorrentes
do uso de mecanismos de
intertextualidade (referências,
alusões, retomadas) entre os
textos literários, entre esses
textos literários e outras
Campo
Língua Relação entre manifestações artísticas
8º, 9º artístico- Leitura
Portuguesa textos (cinema, teatro, artes visuais
literário
e midiáticas, música), quanto
aos temas, personagens,
estilos, autores etc., e entre o
texto original e paródias,
paráfrases, pastiches, trailer
honesto, vídeos-minuto,
vidding, dentre outros.
(EF89LP33) Ler, de forma
autônoma, e compreender –
selecionando procedimentos
e estratégias de leitura
adequados a diferentes
objetivos e levando em conta
características dos gêneros e
suportes – romances, contos
contemporâneos, minicontos,
Campo Estratégias de fábulas contemporâneas,
Língua
8º, 9º artístico- Leitura leitura Apreciação romances juvenis, biografias
Portuguesa
literário e réplica romanceadas, novelas,
crônicas visuais, narrativas de
ficção científica, narrativas de
suspense, poemas de forma
livre e fixa (como haicai),
poema concreto, ciberpoema,
dentre outros, expressando
avaliação sobre o texto lido e
estabelecendo preferências
por gêneros, temas, autores.

162
(EF89LP34) Analisar a
Reconstrução da organização de texto
textualidade e dramático apresentado em
compreensão dos teatro, televisão, cinema,
Campo
Língua efeitos de sentidos identificando e percebendo os
8º, 9º artístico- Leitura
Portuguesa provocados pelos sentidos decorrentes dos
literário
usos de recursos recursos linguísticos e
linguísticos e semióticos que sustentam sua
multissemióticos realização como peça teatral,
novela, filme etc.
(EF89LP35) Criar contos ou
crônicas (em especial, líricas),
crônicas visuais, minicontos,
narrativas de aventura e de
ficção científica, dentre
outros, com temáticas
Campo próprias ao gênero, usando
Língua Produção de Construção da
8º, 9º artístico- os conhecimentos sobre os
Portuguesa textos textualidade
literário constituintes estruturais e
recursos expressivos típicos
dos gêneros narrativos
pretendidos, e, no caso de
produção em grupo,
ferramentas de escrita
colaborativa.
(EF89LP36) Parodiar poemas
conhecidos da literatura e
criar textos em versos (como
poemas concretos,
ciberpoemas, haicais, liras,
microrroteiros, lambe-lambes
e outros tipos de poemas),
Campo
Língua Produção de Relação entre explorando o uso de recursos
8º, 9º artístico-
Portuguesa textos textos sonoros e semânticos (como
literário
figuras de linguagem e jogos
de palavras) e visuais (como
relações entre imagem e texto
verbal e distribuição da
mancha gráfica), de forma a
propiciar diferentes efeitos de
sentido.

(EF89LP01.NF) Criar texto


em trova, reconhecendo esse
gênero como atividade
Campo cultural característica do
Língua Produção de Construção da
8º, 9º artístico- território, utilizando como
Portuguesa textos textualidade
literário referência autores
friburguenses, uma vez que
Nova Friburgo é considerada
“Cidade das Trovas”.

163
(EF89LP02.NF) Criar e
apresentar resenhas, vídeos
e podcasts variados com
apreciação das culturas
juvenis (algumas
Campo possibilidades: batalhas de
Língua Produção de Construção da
8º, 9º artístico- Rap, poesia marginal local,
Portuguesa textos textualidade
literário samba enredos), tendo em
vista as condições de
produção do texto – objetivo,
leitores/espectadores,
veículos e mídia de circulação
etc.
(EF89LP37) Analisar os
efeitos de sentido do uso de
Todos os Análise
Língua Figuras de figuras de linguagem como
8º, 9º campos de linguística/semi
Portuguesa linguagem ironia, eufemismo, antítese,
atuação ótica
aliteração, assonância, dentre
outras.
(EF09LP01) Analisar o
fenômeno da disseminação
Reconstrução do
de notícias falsas nas redes
contexto de
sociais e desenvolver
produção,
estratégias para reconhecê-
circulação e
las, a partir da
recepção de textos
Campo verificação/avaliação do
Língua Caracterização do
9º jornalístico Leitura veículo, fonte, data e local da
Portuguesa campo jornalístico
/midiático publicação, autoria, URL, da
e relação entre os
análise da formatação, da
gêneros em
comparação de diferentes
circulação, mídias
fontes, da consulta a sites de
e práticas da
curadoria que atestam a
cultura digital
fidedignidade do relato dos
fatos e denunciam boatos etc.
(EF09LP02) Analisar e
comentar a cobertura da
Campo imprensa sobre fatos de
Língua Relação entre
9º jornalístico Leitura relevância social,
Portuguesa textos
/midiático comparando diferentes
enfoques por meio do uso de
ferramentas de curadoria.
(EF09LP03) Produzir artigos
de opinião, tendo em vista o
contexto de produção dado,
assumindo posição diante de
Textualização de tema polêmico,
Campo
Língua Produção de textos argumentando de acordo com
9º jornalístico
Portuguesa textos argumentativos e a estrutura própria desse tipo
/midiático
apreciativos de texto e utilizando
diferentes tipos de
argumentos – de autoridade,
comprovação, exemplificação
princípio etc.
(EF09LP04) Escrever textos
Todos os Análise
Língua corretamente, de acordo com
9º campos de linguística/semi Fono-ortografia
Portuguesa a norma-padrão, com
atuação ótica
estruturas sintáticas

164
complexas no nível da oração
e do período.
(EF09LP05) Identificar, em
Todos os Análise textos lidos e em produções
Língua
9º campos de linguística/semi Morfossintaxe próprias, orações com a
Portuguesa
atuação ótica estrutura sujeito-verbo de
ligação-predicativo.
(EF09LP06) Diferenciar, em
textos lidos e em produções
Todos os Análise
Língua próprias, o efeito de sentido
9º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa do uso dos verbos de ligação
atuação ótica
“ser”, “estar”, “ficar”, “parecer”
e “permanecer”.
(EF09LP07) Comparar o uso
Todos os Análise de regência verbal e regência
Língua
9º campos de linguística/semi Morfossintaxe nominal na norma-padrão
Portuguesa
atuação ótica com seu uso no português
brasileiro coloquial oral.
(EF09LP08) Identificar, em
textos lidos e em produções
próprias, a relação que
Todos os Análise
Língua conjunções (e locuções
9º campos de linguística/semi Morfossintaxe
Portuguesa conjuntivas) coordenativas e
atuação ótica
subordinativas estabelecem
entre as orações que
conectam.
(EF09LP09) Identificar efeitos
Elementos
Todos os Análise de sentido do uso de orações
Língua notacionais da
9º campos de linguística/semi adjetivas restritivas e
Portuguesa escrita/morfossinta
atuação ótica explicativas em um período
xe
composto.
(EF09LP10) Comparar as
Todos os Análise regras de colocação
Língua
9º campos de linguística/semi Coesão pronominal na norma-padrão
Portuguesa
atuação ótica com o seu uso no português
brasileiro coloquial.
(EF09LP11) Inferir efeitos de
Todos os Análise sentido decorrentes do uso de
Língua
9º campos de linguística/semi Coesão recursos de coesão
Portuguesa
atuação ótica sequencial (conjunções e
articuladores textuais).
(EF09LP12) Identificar
estrangeirismos,
Todos os Análise caracterizando-os segundo a
Língua Variação
9º campos de linguística/semi conservação, ou não, de sua
Portuguesa linguística
atuação ótica forma gráfica de origem,
avaliando a pertinência, ou
não, de seu uso.

165
ARTE

“A maneira como o ser humano vive, experimenta, imagina e vê o mundo


depende da estrutura e do nível de consciência.”
(Koellreutter apud Brito, 2011, p.50)
O ensino fundamental é uma etapa muito significativa e abrangente do percurso
estudantil, por isso vamos destacar alguns pontos referentes ao processo de ensino
e de aprendizagem em ARTE.
O que é ARTE? Arte é uma maneira de revelar aos outros como você
compreende as coisas, os fatos, o mundo, ou seja, tudo que está ao seu alcance e
além. Arte é expressão. Arte é tudo aquilo em que o homem manifesta toda a sua
sensibilidade no belo ou no feio das coisas, da vida, da natureza, de acordo com sua
escolha e seu coração levando aos sentidos de quem possa fruir do processo ou do
resultado final. A ARTE é uma linguagem!
Por conta disso, o primeiro ponto em destaque é a autonomia da Arte como
componente curricular. Existem conexões interdisciplinares de Arte com outros
componentes curriculares e há igual conexão deles com a Arte, contudo, o ensinar e
aprender Arte no Ensino Fundamental transcorre no âmbito de seus conhecimentos
específicos e não como ilustração ou representação de estudos desenvolvidos em
outras áreas.
O professor de Arte é o mediador que fomenta, facilita e fortalece o contato dos
estudantes com a cultura que o cerca e com um repertório artístico que está à espera
para ser descoberto ou desbravado, já que a Arte desenvolve a leitura da língua
estética do mundo. Aproximamos os estudantes dos signos sonoros, visuais, gestuais,
motores, textuais, táteis e verbais que engendram as linguagens artísticas e se
estendem a outros campos da cultura, ou seja, da estesia de nossos sentidos à
estética das criações.
Ao ensinar e aprender Arte no Ensino Fundamental, traçamos uma rota, mas
não podemos prever todos os acasos, surpresas e novas rotas que possam emergir
do processo, pois o ponto de partida da ARTE é o mundo.
Como trazê-la para dentro da escola com tempos e espaços determinados? Eis
o grande desafio do currículo. Inserida no campo do saber de Linguagens, a área de
Arte ganhou maior flexibilização na delimitação dos currículos e a possibilidade de
166
adequá-los à realidade local do aluno.
Este documento instrumenta o conhecimento e o reconhecimento da Arte
também em nosso município, Nova Friburgo - RJ, trazendo à luz os nossos artistas e
suas práticas, visto que a nossa região, assim como todo o nosso país, pulsa a Arte.
É chegada a hora de revelar e manter viva esta chama. “A aprendizagem de
Arte precisa alcançar a experiência e as vivências artísticas como prática social,
permitindo assim, que sejam protagonistas e criadores.” (BNCC p. 191).
Segundo a Base Nacional Comum Curricular, a progressão em Arte não deve
ser linear, rígida ou cumulativa em relação às linguagens ou objetos de conhecimento.
A proposta é de um “movimento no qual cada nova experiência se relacione
com as anteriores e as posteriores.” (BNCC p. 195).
Para isso, o trabalho com Arte divide-se em dois ciclos:
• 1º ao 5º ano – com o objetivo central de proposição de experiências e vivências
artísticas centradas nos interesses e culturas infantis.
• 6º ao 9º ano – com objetivo de maior sistematização dos conhecimentos e
proposição de experiências, com interações artísticas e culturais de diferentes
épocas e contextos, nacional e internacional.

I. DIMENSÕES DO CONHECIMENTO EM ARTE:


• Criação: refere-se ao fazer artístico, quando os sujeitos criam, produzem e
constroem. Trata-se de uma atitude intencional e investigativa que confere
materialidade estética a sentimentos, ideias, desejos e representações em processos,
acontecimentos e produções artísticas individuais ou coletivas. Essa dimensão trata
do apreender o que está em jogo durante o fazer artístico, processo permeado por
tomadas de decisão, entraves, desafios, conflitos, negociações e inquietações.
• Crítica: refere-se às impressões que impulsionam os sujeitos em direção a novas
compreensões do espaço em que vivem, com base no estabelecimento de relações,
por meio do estudo e da pesquisa, entre as diversas experiências e manifestações
artísticas e culturais vividas e conhecidas. Essa dimensão articula ação e pensamento
propositivos, envolvendo aspectos estéticos, políticos, históricos, filosóficos, sociais,
econômicos e culturais.
• Estesia: refere-se à experiência sensível dos sujeitos em relação ao espaço, ao
tempo, ao som, à ação, às imagens, ao próprio corpo e aos diferentes materiais. Essa
167
dimensão articula a sensibilidade e a percepção, tomadas como forma de conhecer a
si mesmo, o outro e o mundo. Nela, o corpo em sua totalidade (emoção, percepção,
intuição, sensibilidade e intelecto) é o protagonista da experiência.
• Expressão: refere-se às possibilidades de exteriorizar e manifestar as criações
subjetivas por meio de procedimentos artísticos, tanto em âmbito individual quanto
coletivo. Essa dimensão emerge da experiência artística com os elementos
constitutivos de cada linguagem, dos seus vocabulários específicos e das suas
materialidades.
• Fruição: refere-se ao deleite, ao prazer, ao estranhamento e à abertura para se
sensibilizar durante a participação em práticas artísticas e culturais. Essa dimensão
implica disponibilidade dos sujeitos para a relação continuada com produções
artísticas e culturais oriundas das mais diversas épocas, lugares e grupos sociais.
• Reflexão: refere-se ao processo de construir argumentos e ponderações sobre as
fruições, as experiências e os processos criativos, artísticos e culturais. É a atitude de
perceber, analisar e interpretar as manifestações artísticas e culturais, seja como
criador, seja como leitor.
A referência a essas dimensões busca facilitar o processo de ensino e
aprendizagem em Arte, integrando os conhecimentos do componente curricular. Uma
vez que os conhecimentos e as experiências artísticas são constituídos por
materialidades verbais e não verbais, sensíveis, corporais, visuais, plásticas e
sonoras, é importante levar em conta sua natureza vivencial, experiencial e subjetiva.
Na BNCC de Arte, cada uma das quatro linguagens do componente curricular
– Artes visuais, Dança, Música e Teatro – constitui uma unidade temática que reúne
objetos de conhecimento e habilidades articulados às seis dimensões apresentadas
anteriormente. Além dessas, uma última unidade temática: Artes integradas, explora
as relações e articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, inclusive
aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação.
Nessas unidades, as habilidades são organizadas em dois blocos (1º ao 5º ano
e 6º ao 9º ano), com o intuito de permitir que os sistemas e as redes de ensino, as
escolas e os professores organizem seus currículos e suas propostas pedagógicas
com a devida adequação aos seus contextos. A progressão das aprendizagens não
está proposta de forma linear, rígida ou cumulativa com relação a cada linguagem ou
objeto de conhecimento, mas propõe um movimento no qual cada nova experiência
168
se relaciona com as anteriores e as posteriores na aprendizagem de Arte.
Cumpre destacar que os critérios de organização das habilidades na BNCC
(com a explicitação dos objetos de conhecimento aos quais se relacionam e do
agrupamento desses objetos em unidades temáticas) expressam um arranjo possível
(dentre outros). Portanto, os agrupamentos propostos não devem ser tomados como
modelo obrigatório para o desenho dos currículos.
Considerando esses pressupostos, e em articulação com as competências
gerais da Educação Básica e as competências específicas da área de Linguagens, o
componente curricular de Arte deve garantir aos alunos o desenvolvimento de
algumas competências específicas.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE ARTES PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. ENTENDER A DIVERSIDADE CULTURAL - Explorar, conhecer, fruir e analisar


criticamente práticas e produções artísticas e culturais do seu entorno social, dos
povos indígenas, das comunidades tradicionais brasileiras e de diversas
sociedades, em distintos tempos e espaços, para reconhecer a arte como um
fenômeno cultural, histórico, social e sensível a diferentes contextos e dialogar com
as diversidades.
2. ARTE EM MÚLTIPLAS LINGUAGENS - Compreender as relações entre as
linguagens da Arte e suas práticas integradas, inclusive aquelas possibilitadas pelo
uso das novas tecnologias de informação e comunicação, pelo cinema e pelo
audiovisual, nas condições particulares de produção, na prática de cada linguagem
e nas suas articulações.
3. ARTE E IDENTIDADE - Pesquisar e conhecer distintas matrizes estéticas e
culturais – especialmente aquelas manifestas na arte e nas culturas que constituem
a identidade brasileira –, sua tradição e manifestações contemporâneas,
reelaborando-as nas criações em Arte.
4. LUDICIDADE - Experienciar a ludicidade, a percepção, a expressividade e a
imaginação, ressignificando espaços da escola e de fora dela no âmbito da Arte.
5. TECNOLOGIA - Mobilizar recursos tecnológicos como formas de registro, pesquisa
e criação artística.
6. ARTE E SOCIEDADE - Estabelecer relações entre arte, mídia, mercado e
169
consumo, compreendendo, de forma crítica e problematizadora, modos de
produção e de circulação da arte na sociedade.
7. CULTURA SOCIAL - Problematizar questões políticas, sociais, econômicas,
científicas, tecnológicas e culturais, por meio de exercícios, produções,
intervenções e apresentações artísticas.
8. AUTONOMIA E EXPRESSÃO - Desenvolver a autonomia, a crítica, a autoria e o
trabalho coletivo e colaborativo nas artes.
9. VALORIZAÇÃO DAS CULTURAS - Analisar e valorizar o patrimônio artístico
nacional e internacional, material e imaterial, com suas histórias e diferentes visões
de mundo.

Quadro de Habilidades de Arte


ARTE

UNIDADES OBJETOS DE
COMPONENTE ANO/FAIXA HABILIDADES
TEMÁTICAS CONHECIMENTO
(EF15AR01) Identificar e apreciar
formas distintas das artes visuais
tradicionais e
contemporâneas, cultivando a
percepção, o imaginário, a
Contextos e capacidade de simbolizar e o
Arte 1º ao 5º Ano Artes visuais
práticas repertório imagético, utilizando
imagens,
esculturas e fotografias de obras
de pintores brasileiros e
aproveitando para valorizar os
artistas locais e do nosso estado.
(EF15AR01.NF) Reconhecer e
explorar os trabalhos de teatro na
Contextos e
Arte 1º ao 5º Ano Artes visuais cidade, como forma de identificar
práticas
as características da arte local.

(EF15AR02) Explorar e
reconhecer elementos
constitutivos das artes visuais
Elementos da (ponto, linha,
Arte 1º ao 5º Ano Artes visuais
linguagem forma, cor, movimento etc. Através
do estudo dos elementos básicos
da linguagem visual propor a
leitura de obras abstratas.
(EF15AR03). Reconhecer e
analisar a influência de distintas
Matrizes estéticas matrizes estéticas e culturais das
Arte 1º ao 5º Ano Artes visuais artes visuais nas manifestações
e culturais
artísticas das culturas locais,
regionais e nacionais.

170
(EF15AR04). Experimentar
diferentes formas de expressão
artística (desenho, pintura,
colagem, quadrinhos, dobradura,
escultura, modelagem,
instalação, vídeo, fotografia etc.),
Arte 1º ao 5º Ano Artes visuais Materialidades fazendo uso sustentável de
materiais, instrumentos,
recursos e técnicas convencionais
e não convencionais, utilizando
elementos da
natureza (terra, frutas, sementes,
folhas, etc.).
(EF15AR05). Experimentar a
criação em artes visuais de modo
individual, coletivo e
colaborativo, explorando
diferentes espaços da
escola e da comunidade,
demonstrando como a arte se
manifesta, aproveitando para
Processos de
Arte 1º ao 5º Ano Artes visuais trabalhar o lado individual do
criação
aluno como
também o trabalho em grupo
utilizando não
apenas o ambiente de dentro da
escola, mas levando-os a
conhecer e trabalhar na
comunidade onde a escola está
inserida.
(EF15AR06) Dialogar sobre a sua
criação e as dos colegas, para
Processos de alcançar sentidos plurais, onde as
Arte 1º ao 5º Ano Artes visuais
criação criações devem ter finalidades
reflexivas.
(EF15AR07) Reconhecer algumas
categorias do sistema das artes
visuais (museus, galerias,
instituições, artistas, artesãos,
Sistemas da curadores etc.).
Arte 1º ao 5º Ano Artes visuais
linguagem Trabalhar o que é um museu e
qual a sua finalidade. Assim, como
das galerias e demais espaços
artísticos e culturais.
(EF15AR08) Experimentar e
apreciar formas distintas de
manifestações da dança presentes
em diferentes contextos,
cultivando a
Contextos e
Arte 1º ao 5º Ano Dança percepção, o imaginário, a
práticas
capacidade de
simbolizar e o repertório corporal,
através das danças locais,
regionais, de matrizes indígena e
afro- brasileiras.

171
(EF15AR09) Estabelecer relações
entre as partes do corpo e destas
com o todo corporal na construção
Elementos da do movimento dançado para a
Arte 1º ao 5º Ano Dança
linguagem prática de movimentos corporais
buscando trabalhar a consciência
e percepção do corpo e suas
sonoridades.
(EF15AR10). Experimentar
diferentes formas de orientação no
espaço (deslocamentos, planos,
direções, caminhos etc.) e ritmos
Elementos da de
Arte 1º ao 5º Ano Dança
linguagem movimento (lento, moderado e
rápido) na construção do
movimento dançado.

(EF15AR11) Criar e improvisar


movimentos dançados de modo
individual, coletivo e colaborativo,
considerando os aspectos
estruturais, dinâmicos e
Processo de expressivos dos
Arte 1º ao 5º Ano Dança
criação elementos constitutivos do
movimento, com
base nos códigos de dança,
trabalhando não apenas a dança
regional, mas também a nacional
e internacional.
(EF15AR12) Discutir, com respeito
e sem preconceito, as
experiências pessoais e
Processo de
Arte 1º ao 5º Ano Dança coletivas em danças vivenciadas
criação
na escola, como fonte para a
construção de vocabulários e
repertórios próprios.
(EF15AR13) Identificar e apreciar
criticamente diversas formas e
gêneros de expressão
musical, reconhecendo e
Contextos e
Arte 1º ao 5º Ano Música analisando os usos e
práticas
as funções da música em diversos
contextos de circulação, em
especial, aqueles da vida
cotidiana.
(EF15AR14) Perceber e explorar
os elementos constitutivos da
música (altura, intensidade,
timbre, melodia, ritmo etc.), por
Elementos da meio de jogos, brincadeiras,
Arte 1º ao 5º Ano Música
linguagem canções e práticas diversas de
composição/criação, execução e
apreciação musical, podendo
associar uma música conhecida
pelos alunos.

172
(EF15AR15) Explorar fontes
sonoras diversas, como as
existentes no próprio corpo
(palmas, voz, percussão corporal),
na natureza e em
objetos cotidianos, reconhecendo
os elementos
constitutivos da música e as
características de
instrumentos musicais variados,
através das atividades realizadas,
Arte 1º ao 5º Ano Música Materialidades das vivências que os
alunos vão adquirindo, torna-se
possível que eles passem a
experimentar mais
possibilidades. Tais como:
diferenciar o som dos
instrumentos musicais, assim
como
identificar os nomes e as famílias
as quais pertencem. Exemplo:
violão, violino (cordas)...

(EF15AR16) Explorar diferentes


formas de registro musical não
convencional
(representação
gráfica de sons, partituras
criativas etc.), bem
como procedimentos e técnicas de
Notação e registro em áudio e audiovisual, e
Arte 1º ao 5º Ano Música
Registro musical reconhecer a notação
musical convencional, tendo a
consciência de
que o objetivo é experimentar e
aproveitar a vivência da criança
sem ter o intuito de transformar em
uma aula de música convencional.

(EF15AR17) Experimentar
improvisações, composições e
sonorização de histórias, entre
outros, utilizando vozes, sons
corporais e/ou instrumentos
Processos de
Arte 1º ao 5º Ano Música musicais convencionais ou não
criação
convencionais, de modo individual,
coletivo e colaborativo,
valorizando o processo criativo de
forma coletiva e individual.

(EF15AR01.NF) Reconhecer as
Processos de
Arte 1º ao 5º Ano Música músicas locais e identificar
criação
carcterísticas do meio social.

173
(EF15AR18) Reconhecer e
apreciar formas distintas de
manifestações do teatro
presentes em diferentes
contextos, aprendendo a ver e a
Contextos e
Arte 1º ao 5º Ano Teatro ouvir histórias dramatizadas e
práticas
cultivando a percepção, o
imaginário, a capacidade de
simbolizar e o repertório ficcional.
Podendo utilizar temas atuais e
do cotidiano dos alunos.
(EF15AR19) Descobrir
teatralidades na vida cotidiana,
identificando elementos teatrais
Elementos da (variadasentonações de voz,
Arte 1º ao 5º Ano Teatro diferentes fisicalidades,
linguagem
diversidade de personagens e
narrativas etc.), tendo como
referência o ambiente onde vivem.

(EF15AR20) Experimentar o
trabalho colaborativo, coletivo e
autoral em improvisações teatrais
e processos narrativos criativos
Processos de em teatro, explorando desde a
Arte 1º ao 5º Ano Teatro
criação teatralidade dos gestos e das
ações do cotidiano até elementos
de diferentes matrizes estéticas e
culturais.
EF15AR21) Exercitar a imitação e
o faz de conta, ressignificando
objetos e fatos eexperimentando-
se no lugar do outro, aocompor e
Processos de encenar acontecimentos cênicos,
Arte 1º ao 5º Ano Teatro
criação por meio de músicas, imagens,
textos ou outros pontos de partida,
de forma intencional e reflexiva.

(EF15AR22) Experimentar
possibilidades criativas de
movimento e de voz na criação de
Processos de umpersonagem teatral, discutindo
Arte 1º ao 5º Ano Teatro
criação estereótipos, tornando esse
momento propício para a reflexão.

(EF15AR23) Reconhecer e
experimentar, em projetos
Artes Processos de temáticos, as relações
Arte 1º ao 5º Ano
Integradas criação processuais entre diversas
linguagens artísticas.

174
(EF15AR24) Caracterizar e
experimentar brinquedos,
Artes Matrizes estéticas brincadeiras, jogos, danças,
Arte 1º ao 5º Ano canções e histórias de diferentes
Integradas culturais
matrizes estéticas e culturais.

(EF15AR25) Conhecer e valorizar


o patrimônio cultural, material e
imaterial, de culturas
diversas, em especial a brasileira,
incluindo-se
Artes Patrimônio suas matrizes indígenas, africanas
Arte 1º ao 5º Ano
Integradas cultural e europeias, de diferentes épocas,
favorecendo a
construção de vocabulário e
repertório relativos às diferentes
linguagens artísticas.

(EF15AR26) Explorar diferentes


tecnologias e recursos digitais
(multimeios, animações, jogos
Artes
Arte 1º ao 5º Ano Arte e tecnologia eletrônicos, gravações em áudio e
Integradas
vídeo, fotografia, softwares etc.)
nos processos de
criação artística
(EF69AR01) Pesquisar, apreciar e
analisar formas distintas das artes
visuais tradicionais e
contemporâneas, em obras de
artistas
brasileiros e estrangeiros de
diferentes épocas
Contextos e
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Artes visuais e em diferentes matrizes estéticas
práticas
e culturais, de modo a ampliar a
experiência com
diferentes contextos e práticas
artístico-visuais e cultivar a
percepção, o imaginário, a
capacidade de simbolizar e o
repertório imagético.
(EF69AR02) Pesquisar e analisar
diferentes estilos visuais,
Contextos e
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Artes visuais contextualizando-os no tempo e no
práticas
espaço.

(EF69AR03) Analisar situações


nas quais as linguagens das artes
visuais se integram às
linguagens audiovisuais (cinema,
Contextos e animações, vídeos, etc.), gráficas
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Artes visuais
práticas (capas de livros, ilustrações de
textos diversos, etc.),
cenográficas, coreográficas,
musicais, etc.

175
(EF69AR04) Analisar os
elementos constitutivos das artes
visuais (ponto, linha, forma,
Elementos da
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Artes visuais direção, cor, tom, escala,
linguagem
dimensão, espaço, movimento,
etc.) na apreciação de diferentes
produções artísticas.
(EF69AR05) Experimentar e
analisar diferentes formas de
expressão artística (desenho,
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Artes visuais Materialidades pintura, colagem, quadrinhos,
dobradura, escultura, modelagem,
instalação, vídeo, fotografia,
performance, etc.).

(EF69AR06) Desenvolver
processos de criação em artes
visuais, com base em temas ou
interesses artísticos, de modo
Processos de individual,
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Artes visuais
criação coletivo e colaborativo, fazendo
uso de materiais, instrumentos e
recursos convencionais,
alternativos e digitais.
(EF69AR07) Dialogar com
princípios conceituais,
Processos de proposições temáticas, repertórios
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Artes visuais imagéticos e processos de criação
criação
nas suas produções visuais;
analisar e criar releituras de obras.

(EF69AR08) Diferenciar as
categorias de artista, artesão,
produtor cultural, curador,
Sistemas da designer,
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Artes visuais
linguagem entre outras, estabelecendo
relações entre os profissionais do
sistema das artes visuais.

(EF69AR01.RJ) Apreciar e
conhecer as matrizes que
formaram o povo brasileiro;
Matrizes estéticas perceber a influência indígena em
Arte 6º Artes visuais
e culturais nossos hábitos e
costumes cotidianos; produzir
artisticamente elementos da
matriz indígena.
(EF06AR01.NF) Reconhecer,
diferenciar e apreciar as diversas
categorias de artistas em nossa
cidade, tais como, artesão,
Contexto e
Arte 6º Artes visuais escultor, pintor, designer,
práticas
carnavalesco, entre outras,
refletindo sobre o seu papel como
profissional e a sua contribuição
cultural.

176
(EF69AR02.RJ) Identificar a
presença da arte africana e sua
importância na vida cultural de
Matrizes estéticas
Arte 7º Artes visuais nosso país; analisar o valor
e culturais
simbólico e sociocultural da arte
africana; criar artisticamente
elementos visuais.
(EF69AR03.RJ) Reconhecer a
influência da cultura europeia nas
artes brasileiras em geral;
Matrizes estéticas contextualizar a produção artística
Arte 8º Artes visuais
e culturais europeia no processo de
construção da identidade cultural
brasileira.

(EF69AR04.RJ) Refletir sobre as


características do corpo humano,
identificando semelhanças e
diferenças ocasionadas pelas
várias maneiras de representá-lo
Matrizes estéticas ao longo da história;
Arte 9º Artes visuais
e culturais reconhecer a influência da cultura
europeia nas artes brasileiras em
geral; contextualizar a
produção artística europeia no
processo de construção da
identidade cultural brasileira.
(EF69AR09) Pesquisar e analisar
diferentes formas de expressão,
representação e
Contextos e encenação da dança,
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Dança reconhecendo e
práticas
apreciando composições de dança
de artistas e grupos brasileiros e
estrangeiros de diferentes épocas.
(EF69AR10) Explorar elementos
constitutivos do movimento
cotidiano e do movimento
Elementos da dançado, abordando criticamente,
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Dança
linguagem odesenvolvimento das formas de
dança em sua história tradicional e
contemporânea.
(EF69AR11) Experimentar e
analisar os fatores de movimento
Elementos da (tempo, peso, fluência e espaço)
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Dança como elementos que,
linguagem
combinados, geram as ações
corporais e o movimento dançado.

(EF69AR12) Investigar e
experimentar procedimentos de
improvisação e criação do
Processos de movimento como fonte para a
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Dança
criação construção de vocabulários e
repertórios próprios.

177
(EF69AR13) Investigar
brincadeiras, jogos, danças
coletivas e outras práticas de
Processos de dança de diferentes matrizes
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Dança
criação estéticas e culturais como
referência para a criação e a
composição de danças autorais,
individualmente e em grupo.
(EF69AR14) Analisar e
experimentar diferentes
elementos (figurino, iluminação,
cenário, trilha
Processos de
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Dança sonora etc.) e espaços
criação
(convencionais e não
convencionais) para composição
cênica e apresentação
coreográfica.
(EF69AR15) Discutir as
experiências pessoais e coletivas
Processos de em dança vivenciadas na escola e
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Dança em outros contextos,
criação
problematizando estereótipos e
preconceitos.
(EF69AR05.RJ) Apreciar e
conhecer as matrizes que
formaram o povo brasileiro;
Matrizes estéticas perceber a influência indígena em
Arte 6º Dança
e culturais nossos hábitos e
costumes cotidianos; produzir
artisticamente elementos da matriz
indígena.
(EF69AR06.RJ) Identificar a
presença da arte africana e sua
importância na vida cultural de
Matrizes estéticas
Arte 7º Dança nosso país; analisar o valor
e culturais
simbólico e sociocultural da arte
africana; criar artisticamente
elementos corporais.
(EF69AR07.RJ) Reconhecer a
influência da cultura europeia nas
artes brasileiras em geral;
contextualizar a produção artística
Matrizes estéticas
Arte 8º Dança europeia no
e culturais
processo de construção da
identidade cultural brasileira;
desenvolver a consciência e
sensibilização corporal.
(EF08AR01.NF) Pesquisar os
diferentes grupos de dança que
atuam ou já atuaram em nosso
Contexto e município, bem como a sua
Arte 8º Dança
práticas projeção nacional e internacional.
Identificar e refletir sobre os vários
estilos de dança presentes e a sua
contribuição cultural.

178
(EF69AR08.RJ) Conhecer e
refletir sobre a estrutura e as
características do corpo humano,
identificando semelhanças e
diferenças
ocasionadas pelas várias
maneiras de
representá-lo ao longo da história;
analisar esculturas que sugerem
Matrizes estéticas
Arte 9º Dança movimentos;
e culturais
reconhecer a influência da cultura
europeia nas artes brasileiras em
geral; contextualizar a
produção artística europeia no
processo de
construção da identidade cultural
brasileira; apreciar e criar
movimentos a partir de danças
europeias.
(EF69AR17) Explorar e analisar,
criticamente, diferentes meios e
Contextos e equipamentos culturais de
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Música
práticas circulação da música e do
conhecimento musical.

(EF69AR18) Reconhecer e
apreciar o papel de músicos e
Contextos e grupos de música brasileiros e
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Música estrangeiros que contribuíram
práticas
para o desenvolvimento de formas
e gêneros musicais.

(EF69AR19) Identificar e analisar


diferentes estilos musicais,
Contextos e contextualizando-os no tempo e
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Música
práticas no espaço, de modo a aprimorar a
capacidade de apreciação da
estética musical.
(EF69AR20) Explorar e analisar
elementos constitutivos da
música (altura, intensidade,
timbre, melodia, ritmo etc.), por
Elementos da meio derecursos tecnológicos
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Música
linguagem (games e plataformas
digitais), jogos, canções e
práticas diversas de
composição/criação, execução e
apreciação musicais.
(EF69AR21) Explorar e analisar
fontes e materiais sonoros em
práticas decomposição/criação,
execução e apreciação musical,
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Música Materialidades
reconhecendo timbres e
características de instrumentos
musicais diversos.

179
(EF69AR22) Explorar e identificar
diferentes formas de registro
musical (notação musical
Notação e tradicional, partituras criativas e
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Música procedimentos da música
registro musical
contemporânea), bem como
procedimentos e técnicas de
registro em áudio e audiovisual.

(EF69AR23) Explorar e criar


improvisações, composições,
arranjos, jingles, trilhas sonoras,
entre outros, utilizando vozes,
sons corporais
Processos de
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Música e/ou instrumentos acústicos ou
criação
eletrônicos, convencionais ou não
convencionais,
expressando ideias musicais de
maneira individual, coletiva e
colaborativa.
(EF69AR09.RJ) Apreciar e
conhecer as matrizes que
formaram o povo brasileiro;
conhecer os processos da
formação da música brasileira a
partir de aspectos das etnias
Matrizes africanas,
Arte 6º Música estéticas e indígenas e europeias e sua
culturais influência na construção de nossa
música; perceber a
influência indígena em nossos
hábitos e
costumes cotidianos; produzir
artisticamente elementos
musicais da matriz indígena.
(EF69AR10.RJ) Pesquisar e
exercitar elementos da arte
popular como: folguedos,
Matrizes brinquedos, parlendas, trava-
Arte 7º Música estéticas e línguas e manifestações
culturais musicais presentes nas
comunidades rural e urbana; criar
partituras sonoras a partir da
matriz afro.
Matrizes (EF69AR11.RJ) Explorar e criar
Arte 8º Música estéticas e objetos sonoros estimulando a
culturais sensibilidade.

(EF08AR02.NF) Reconhecer e
apreciar a participação de
Contextos e músicos, bandas e grupos
práticas musicais em Nova Friburgo, dos
Arte 8º Música
mais variados estilos, refletindo
sobre o seu papel na construção
da cultura musical em nossa
cidade.

180
(EF09AR01.NF) Pesquisar e
apreciar compositores, músicos e
intérpretes friburguenses que
Contextos e contribuíram com a sua arte para
Arte 9º Música práticas a construção da cultura musical
em nosso município e fora dele,
analisando criticamente o seu
reconhecimento como agente
cultural.
(EF09AR02.NF) Identificar e
apreciar os diferentes estilos
presentes na prática musical em
Contextos e nossa cidade, de modo a
Arte 9º Música
práticas reconhecer o seu valor cultural
respeitando a diversidade e
aprimorando a capacidade de
apreciação da estética musical.
(EF69AR24) Reconhecer e
apreciar artistas e grupos de teatro
brasileiros e estrangeiros de
Contextos e diferentes épocas, investigando os
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Teatro
práticas modos de criação, produção,
divulgação, circulação e
organização da atuação
profissional em teatro.
(EF69AR25) Identificar e analisar
diferentes estilos cênicos,
Contextos e contextualizando-os no tempo e no
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Teatro espaço de modo a aprimorar a
práticas
capacidade de apreciação da
estética teatral.
(EF69AR26) Explorar diferentes
elementos envolvidos na
Elementos da composição dos acontecimentos
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Teatro cênicos (figurinos, adereços,
linguagem
cenário, iluminação e sonoplastia)
e reconhecer seus vocabulários.

(EF69AR27) Pesquisar e criar


formas de dramaturgias e espaços
Processos de cênicos para o
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Teatro
criação acontecimento teatral, em diálogo
com o teatro contemporâneo.
(EF69AR28) Investigar e
experimentar diferentes funções
Processos de teatrais e discutir os limites e
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Teatro
criação desafios do trabalho artístico
coletivo e colaborativo.

(EF69AR29) Experimentar a
gestualidade e as construções
Processos de corporais e vocais de maneira
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Teatro
criação imaginativa na improvisação
teatral e no jogo cênico.

181
(EF69AR30) Compor
improvisações e acontecimentos
cênicos com base em textos
dramáticos ou outros estímulos
Processos de (música, imagens, objetos etc.),
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Teatro
criação caracterizando
personagens (com figurinos e
adereços), cenário, iluminação e
sonoplastia e considerando a
relação com o espectador.
(EF69AR13.RJ) Apreciar e
conhecer as matrizes que
formaram o povo brasileiro;
Matrizes estéticas perceber a influência indígena em
Arte 6º Teatro
e culturais nossos hábitos e
costumes cotidianos; produzir
artisticamente elementos da matriz
indígena.
(EF69AR14.RJ) Identificar a
presença da arte africana e sua
importância na vida cultural de
Matrizes estéticas
Arte 7º Teatro nosso país; analisar o valor
e culturais
simbólico e sociocultural da arte
africana; criar artisticamente
elementos corporais.
(EF07AR01.NF) Reconhecer e
apreciar os diversos grupos
teatrais que fizeram parte da
história do teatro em nossa cidade,
Contextos e bem como os artistas que atuam
Arte 7º Teatro
práticas ou atuaram de forma amadora ou
profissional refletindo sobre a sua
contribuição cultural, investigando
o processo de criação, produção e
divulgação.
(EF69AR15.RJ) Reconhecer a
influência da cultura europeia nas
artes brasileiras em geral;
contextualizar a produção artística
Matrizes estéticas
Arte 8º Teatro europeia no
e culturais
processo de construção da
identidade cultural brasileira;
desenvolver a consciência e
sensibilização corporal.

182
(EF69AR16.RJ) Conhecer e refletir
sobre a estrutura e as
características do corpo humano,
identificando semelhanças e
diferenças
ocasionadas pelas várias
maneiras de
representá-lo ao longo da história;
analisar esculturas que sugerem
Matrizes estéticas
Arte 9º Teatro movimentos;
e culturais
reconhecer a influência da cultura
europeia nas artes brasileiras em
geral; contextualizar a
produção artística europeia no
processo de
construção da identidade cultural
brasileira; apreciar e criar
movimentos a partir de danças
europeias.
(EF69AR31) Relacionar as
práticas artísticas às diferentes
Artes Contextos e
Arte 6º; 7º; 8º; 9º dimensões da vida social, cultural,
integradas práticas
política, histórica, econômica,
estética e ética.
(EF69AR32) Analisar e explorar,
em projetos temáticos, as relações
Artes Processos de
Arte 6º; 7º; 8º; 9º processuais entre diversas
integradas criação
linguagens artísticas.

(EF69AR33) Analisar aspectos


históricos, sociais e políticos da
produção artística,
Artes Matrizes estéticas
Arte 6º; 7º; 8º; 9º problematizando as narrativas
integradas e culturais
eurocêntricas e as diversas
categorizações da arte (arte,
artesanato, folclore, design etc.).
(EF69AR34) Analisar e valorizar o
patrimônio cultural, material e
imaterial, de culturas
diversas, em especial a brasileira,
incluindo
Artes Patrimônio
Arte 6º; 7º; 8º; 9º suas matrizes indígenas, africanas
integradas cultural
e europeias, de diferentes épocas,
e favorecendo a
construção de vocabulário e
repertório relativos às diferentes
linguagens artísticas.
(EF69AR35) Identificar e
manipular diferentes tecnologias e
recursos digitais para acessar,
Artes
Arte 6º; 7º; 8º; 9º Arte e tecnologia apreciar, produzir, registrar e
integradas
compartilhar práticas e repertórios
artísticos, de modo reflexivo, ético
e responsável.

183
(EF06AR02.NF) Analisar e
contextualizar as diversas
influências nas artes trazidas por
Artes Matrizes estéticas
Arte 6º intermédio dos imigrantes que
integradas e culturais
participaram da formação social,
cultural, política, econômica e
estética do nosso município.
(EF07AR02.NF) Analisar e
valorizar em todas as áreas as
manifestações artísticas de rua em
nossa cidade, tais como, práticas
Artes Patrimônio
Arte 7º circenses, dança, música, teatro,
integradas cultural
artesanato, pintura, instalações
artísticas entre outras, que
contribuem para o enriquecimento
cultural.

184
EDUCAÇÃO FÍSICA

A BNCC traz a Educação Física como uma área de conhecimento que se


enquadra na área das Linguagens, junto com Língua Portuguesa, Língua Inglesa e
Artes, direcionando assim o aluno a um conhecimento com sentido e significado das
manifestações da cultura corporal de movimento.
Pretende-se com a Educação Física na escola abordar as práticas corporais de
acordo com as diferentes formas de expressão social, certo de que o movimento
humano também pode se caracterizar por aspectos culturais.
Esse componente curricular vem sendo estudado e discutido anteriormente à
Base. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PNCs) foram elaborados nos anos
1996/1997, sendo implementados no ano de 1998. Os Parâmetros foram elaborados
de modo a servir de referencial para o trabalho do professor, respeitando a concepção
pedagógica própria e a pluralidade cultural brasileira. Eles são abertos e flexíveis,
podendo ser adaptados a realidade de cada região. Nele encontra-se um
direcionamento para a Educação Física escolar.
Já a BNCC teve os seus estudos e confecção no período de 2014 a 2017, com
um longo processo de elaboração, consultas públicas, seminários estaduais,
audiências públicas regionais e homologação (BNCC - Educação Infantil e Ensino
Fundamental), ocorrendo o início da implementação em janeiro de 2018.
Fazendo parte desse processo e tendo como norte essa orientação, todas as
práticas corporais podem ser objeto do trabalho pedagógico em qualquer etapa e
modalidade de ensino. Ainda assim, alguns critérios de progressão do conhecimento
devem ser atendidos, tais como os elementos específicos das diferentes práticas
corporais, as características dos sujeitos e os contextos de atuação, sinalizando
tendências de organização dos conhecimentos.
De acordo com a BNCC (2017, p 213), observa-se que:

É fundamental frisar que a Educação Física oferece uma série de


possibilidades para enriquecer a experiência das crianças, jovens e adultos
na Educação Básica, permitindo o acesso a um vasto universo cultural. Esse
universo compreende saberes corporais, experiências estéticas, emotivas,
lúdicas e agonistas, que se inscrevem, mas não se restringem, à
racionalidade típica dos saberes científicos que, comumente, orienta as
práticas pedagógicas na escola. Experimentar e analisar as diferentes formas
de expressão que não se alicerçam apenas nessa racionalidade é uma das

185
potencialidades desse componente na Educação Básica. Para além da
vivência, a experiência efetiva das práticas corporais oportuniza aos alunos
participar, de forma autônoma, em contextos de lazer e saúde.

O Referencial Curricular para Educação Física separa as habilidades dos anos


de escolaridade em Unidades Temáticas, são elas: Brincadeiras e Jogos, Esportes,
Ginásticas, Danças, Lutas e Práticas Corporais de Aventura. Todas elas incorporam
as habilidades a serem trabalhadas num processo de progressividade espiraladas ano
a ano, formando elos compatíveis com a realidade social e cultural do território.
Ainda seguindo essa estrutura, temos que:

Na BNCC, cada uma das práticas corporais tematizadas compõe uma das
seis unidades temáticas abordadas ao longo do Ensino Fundamental. Cabe
destacar que a categorização apresentada não tem pretensões de
universalidade, pois se trata de um entendimento possível, entre outros,
sobre as denominações das (e as fronteiras entre as) manifestações culturais
tematizadas na Educação Física escolar. (BNCC, p. 214)

São contempladas nas seguintes unidades temáticas:


• Brincadeiras e Jogos abrange: pequenos jogos, jogos de iniciação,
brincadeiras de contestes, cantigas de roda, estafetas, brincadeiras de roda,
entre outras que se enquadrem a sua realidade e faixa etária.
• Esportes abrange: Vôlei, Futsal, Basquete, Handebol, e outras em seja
permitido as suas adaptações.
• Ginásticas tais como: condicionamento físico, de relaxamento, localizada,
conscientização corporal, generalizada, GRD, etc.
• Danças tais como: hip-hop, street dance, samba, balé, bolero, gafieira,
danças urbanas, tango, pagode etc.
• Lutas tais como: capoeira, jiu-jitsu, tae kwon do, judô, kenjutsu etc.
• Práticas Corporais de Aventura tais como: skate, patins, mountainbike,
rapel, escalada, slackline, caminhadas ecológicas etc.

Todo o trabalho de sala de aula será adaptado à fase que o estudante se


encontra, com um olhar crítico do docente ao que se enfatiza em cada momento para
que o processo flua de forma natural e espontânea, respeitando o cognitivo atual.
De acordo com o DOC-RJ (2019, p.269) orienta-se que:

186
A Educação Física nos anos iniciais deve antes de tudo reconhecer a
importância de proporcionar aos estudantes a continuidade das experiências
surgidas com base no brincar, vivenciadas por eles desde a Educação
Infantil, pois, assim como afirma Kunz (2001) [...] a prática pedagógica da
Educação Física na Educação Infantil, proporciona à criança, um
conhecimento maior de si mesmo e do mundo à sua volta”. Além disso,
segundo a BNCC (2017, p.222), os conhecimentos que as crianças possuem
a partir de suas vivências escolares devem ser reconhecidos e
problematizados de forma a proporcionar-lhes a compreensão do mundo,
além de fomentar a integração dessas crianças nas várias esferas da vida
social.

A organização da prática da Educação Física deve ser feita priorizando as 8


dimensões do conhecimento, delimitadas dentro das habilidades, sendo elas:
1. Experimentação: vivência das práticas corporais;
2. Uso e apropriação: realização da prática corporal de forma autônomo;
3. Fruição: apreciação estética das experiências sensíveis geradas pelas
práticas corporais;
4. Reflexão sobre a ação: conhecimento gerado na observação das próprias
vivências corporais e dos outros 5.
5. Construção de valores: a partir das vivências e das discussões coletivas em torno
delas;
6. Análise: entender as características e o funcionamento das práticas corporais
(saber sobre);
7. Compreensão: esclarecimento do processo de inserção das práticas no contexto
sociocultural;
8. Protagonismo comunitário: as atitudes e ações voltadas à democratização do
acesso às práticas corporais.

Seguindo a esse Documento de Orientação Curricular, tem de se ressaltar que


todas as habilidades da Educação Física na Educação Básica descritas e organizadas
na tabela, devem estar lincadas a alguma das Competências Específicas do
Componente Curricular e por sua vez a prática final estar associada a alguma das
Competências Gerais.
Dessa forma, espera-se que, a Educação Física, por meio do trabalho significativo
do professor, venha a exercer um papel de educar os estudantes para serem
indivíduos autônomos, críticos e reflexivos diante das práticas corporais e da
sociedade em que vivem.
187
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA PARA O ENSINO
FUNDAMENTAL

1. Compreender a origem da cultura corporal de movimento e seus vínculos com a


organização da vida coletiva e individual.
2. Planejar e empregar estratégias para resolver desafios e aumentar as
possibilidades de aprendizagem das práticas corporais, além de se envolver no
processo de ampliação do acervo cultural nesse campo.
3. Refletir, criticamente, sobre as relações entre a realização das práticas corporais
e os processos de saúde/doença, inclusive no contexto das atividades laborais.
4. Identificar a multiplicidade de padrões de desempenho, saúde, beleza e estética
corporal, analisando, criticamente, os modelos disseminados na mídia e discutir
posturas consumistas e preconceituosas.
5. Identificar as formas de produção dos preconceitos, compreender seus efeitos e
combater posicionamentos discriminatórios em relação às práticas corporais e aos
seus participantes.
6. Interpretar e recriar os valores, os sentidos e os significados atribuídos às
diferentes práticas corporais, bem como aos sujeitos que delas participam.
7. Reconhecer as práticas corporais como elementos constitutivos da identidade
cultural dos povos e grupos.
8. Usufruir das práticas corporais de forma autônoma para potencializar o
envolvimento em contextos de lazer, ampliar as redes de sociabilidade e a
promoção da saúde.
9. Reconhecer o acesso às práticas corporais como direito do cidadão, propondo e
produzindo alternativas para sua realização no contexto comunitário.
10. Experimentar, desfrutar, apreciar e criar diferentes brincadeiras, jogos, danças,
ginásticas, esportes, lutas e práticas corporais de aventura, valorizando o trabalho
coletivo e o protagonismo.

188
Quadro de Habilidades de Educação Física
EDUCAÇÃO FÍSICA

UNIDADES OBJETOS DE
COMPONENTE ANO/FAIXA HABILIDADES
TEMÁTICAS CONHECIMENTO

(EF12EF01) Experimentar, fruir e


Brincadeiras e
recriar diferentes brincadeiras e
jogos da cultura
jogos da cultura popular presentes
Educação Brincadeiras popular presentes
1º; 2º no contexto comunitário e regional,
Física e jogos no contexto
reconhecendo e respeitando as
comunitário e
diferenças individuais de
regional
desempenho dos colegas.
(EF12EF02) Explicar, por meio de
múltiplas linguagens (corporal,
Brincadeiras e
visual, oral e escrita), as
jogos da cultura
brincadeiras e os jogos populares
Educação Brincadeiras popular presentes
1º; 2º do contexto comunitário e regional,
Física e jogos no contexto
reconhecendo e valorizando a
comunitário e
importância desses jogos e
regional
brincadeiras para suas culturas de
origem.

Brincadeiras e (EF12EF03) Planejar e utilizar


jogos da cultura estratégias para resolver desafios
Educação Brincadeiras popular presentes de brincadeiras e jogos populares
1º; 2º
Física e jogos no contexto do contexto comunitário e regional,
comunitário e com base no reconhecimento das
regional características dessas práticas.

(EF12EF04) Colaborar na
proposição e na produção de
Brincadeiras e
alternativas para a prática, em
jogos da cultura
outros momentos e espaços, de
Educação Brincadeiras popular presentes
1º; 2º brincadeiras e jogos e demais
Física e jogos no contexto
práticas corporais tematizadas na
comunitário e
escola, produzindo textos (orais,
regional
escritos, audiovisuais) para divulgá-
las na escola e na comunidade.
(EF12EF05) Experimentar e fruir,
prezando pelo trabalho coletivo e
Esportes de marca
Educação pelo protagonismo, a prática de
1º; 2º Esportes Esportes de
Física esportes de marca e de precisão,
precisão
identificando os elementos comuns
a esses esportes.
(EF12EF06) Discutir a importância
da observação das normas e das
Esportes de marca
Educação regras dos esportes de marca e de
1º; 2º Esportes Esportes de
Física precisão para assegurar a
precisão
integridade própria e as dos demais
participantes.

189
(EF12EF07) Experimentar, fruir e
identificar diferentes elementos
básicos da ginástica (equilíbrios,
Educação saltos, giros, rotações, acrobacias,
1º; 2º Ginásticas Ginástica geral
Física com e sem materiais) e da ginástica
geral, de forma individual e em
pequenos grupos, adotando
procedimentos de segurança.
(EF12EF08) Planejar e utilizar
Educação estratégias para a execução de
1º; 2º Ginásticas Ginástica geral
Física diferentes elementos básicos da
ginástica e da ginástica geral.
(EF12EF09) Participar da ginástica
geral, identificando as
Educação potencialidades e os limites do
1º; 2º Ginásticas Ginástica geral
Física corpo, e respeitando as diferenças
individuais e de desempenho
corporal.
(EF12EF10) Descrever, por meio de
múltiplas linguagens (corporal, oral,
escrita e audiovisual), as
Educação características dos elementos
1º; 2º Ginásticas Ginástica geral
Física básicos da ginástica e da ginástica
geral, identificando a presença
desses elementos em distintas
práticas corporais.
(EF12EF11) Experimentar e fruir
diferentes danças do contexto
Danças do comunitário e regional (rodas
Educação contexto cantadas, brincadeiras rítmicas e
1º; 2º Danças
Física comunitário e expressivas), e recriá-las,
regional respeitando as diferenças
individuais e de desempenho
corporal.
(EF12EF12) Identificar os
elementos constitutivos (ritmo,
Danças do
espaço, gestos) das danças do
Educação contexto
1º; 2º Danças contexto comunitário e regional,
Física comunitário e
valorizando e respeitando as
regional
manifestações de diferentes
culturas.
Brincadeiras e
(EF35EF01) Experimentar e fruir
jogos populares
brincadeiras e jogos populares do
do Brasil e do
Brasil e do mundo, incluindo
Educação Brincadeiras mundo
3º; 4º; 5º aqueles de matriz indígena e
Física e jogos Brincadeiras e
africana, e recriá-los, valorizando a
jogos de matriz
importância desse patrimônio
indígena e
histórico cultural.
africana
Brincadeiras e
jogos populares (EF35EF02) Planejar e utilizar
do Brasil e do estratégias para possibilitar a
Educação Brincadeiras mundo participação segura de todos os
3º; 4º; 5º
Física e jogos Brincadeiras e alunos em brincadeiras e jogos
jogos de matriz populares do Brasil e de matriz
indígena e indígena e africana.
africana

190
(EF35EF03) Descrever, por meio de
Brincadeiras e
múltiplas linguagens (corporal, oral,
jogos populares
escrita, audiovisual), as brincadeiras
do Brasil e do
e os jogos populares do Brasil e de
Educação Brincadeiras mundo
3º; 4º; 5º matriz indígena e africana,
Física e jogos Brincadeiras e
explicando suas características e a
jogos de matriz
importância desse patrimônio
indígena e
histórico cultural na preservação
africana
das diferentes culturas.
(EF35EF04) Recriar, individual e
Brincadeiras e
coletivamente, e experimentar, na
jogos populares
escola e fora dela, brincadeiras e
do Brasil e do
jogos populares do Brasil e do
Educação Brincadeiras mundo
3º; 4º; 5º mundo, incluindo aqueles de matriz
Física e jogos Brincadeiras e
indígena e africana, e demais
jogos de matriz
práticas corporais tematizadas na
indígena e
escola, adequando-as aos espaços
africana
públicos disponíveis.
Brincadeiras e
jogos populares
do Brasil e do (EF35EF01.RJ) Reconhecer o valor
Educação Brincadeiras mundo histórico e cultural das brincadeiras
3º; 4º; 5º
Física e jogos Brincadeiras e e jogos populares em relação aos
jogos de matriz jogos eletrônicos.
indígena e
africana

Brincadeiras e
jogos populares
do Brasil e do EF35EF01.RJ) Reconhecer o valor
Educação Brincadeiras mundo histórico e cultural das brincadeiras
3º; 4º; 5º
Física e jogos Brincadeiras e e jogos populares em relação aos
jogos de matriz jogos eletrônicos.
indígena e
africana
(EF35EF05) Experimentar e fruir
diversos tipos de esportes de
Esportes de
campo e taco, rede/parede e
campo e taco
invasão, identificando seus
Educação Esportes de
3º; 4º; 5º Esportes elementos comuns e criando
Física rede/parede
estratégias individuais e coletivas
Esportes de
básicas para sua execução,
invasão
prezando pelo trabalho coletivo e
pelo protagonismo.
(EF35EF06) Diferenciar os
Esportes de
conceitos de jogo e esporte,
campo e taco
identificando as características que
Educação Esportes de
3º; 4º; 5º Esportes os constituem na
Física rede/parede
contemporaneidade e suas
Esportes de
manifestações (profissional e
invasão
comunitária/lazer).
Esportes de (EF35EF03.RJ) Criar e
campo e taco experimentar novas regras para os
Educação Esportes de diversos tipos de esporte visando a
3º; 4º; 5º Esportes
Física rede/parede inclusão e a participação de todos,
Esportes de reconhecendo na prática das
invasão modalidades esportivas uma opção

191
para superação de dificuldades e
das diferenças.
(EF35EF07) Experimentar e fruir, de
forma coletiva, combinações de
diferentes elementos da ginástica
Educação
3º; 4º; 5º Ginásticas Ginástica geral geral (equilíbrios, saltos, giros,
Física
rotações, acrobacias, com e sem
materiais), propondo coreografias
com diferentes temas do cotidiano.
(EF35EF08) Planejar e utilizar
estratégias para resolver desafios
na execução de elementos básicos
Educação de apresentações coletivas de
3º; 4º; 5º Ginásticas Ginástica geral
Física ginástica geral, reconhecendo as
potencialidades e os limites do
corpo e adotando procedimentos de
segurança.
(EF35EF09) Experimentar, recriar e
Danças do Brasil e fruir danças populares do Brasil e
do mundo do mundo e danças de matriz
Educação
3º; 4º; 5º Danças Danças de matriz indígena e africana, valorizando e
Física
indígena e respeitando os diferentes sentidos e
africana significados dessas danças em suas
culturas de origem.
(EF35EF10) Comparar e identificar
Danças do Brasil e
os elementos constitutivos comuns
do mundo
Educação e diferentes (ritmo, espaço, gestos)
3º; 4º; 5º Danças Danças de matriz
Física em danças populares do Brasil e do
indígena e
mundo e danças de matriz indígena
africana
e africana.
(EF35EF11) Formular e utilizar
Danças do Brasil e
estratégias para a execução de
do mundo
Educação elementos constitutivos das danças
3º; 4º; 5º Danças Danças de matriz
Física populares do Brasil e do mundo, e
indígena e
das danças de matriz indígena e
africana
africana.

Danças do Brasil e (EF35EF12) Identificar situações de


do mundo injustiça e preconceito geradas e/ou
Educação
3º; 4º; 5º Danças Danças de matriz presentes no contexto das danças e
Física
indígena e demais práticas corporais e discutir
africana alternativas para superá-las.

Lutas do contexto
comunitário e (EF35EF13) Experimentar, fruir e
Educação regional recriar diferentes lutas presentes no
3º; 4º; 5º Lutas
Física Lutas de matriz contexto comunitário e regional e
indígena e lutas de matriz indígena e africana.
africana
(EF35EF14) Planejar e utilizar
Lutas do contexto
estratégias básicas das lutas do
comunitário e
contexto comunitário e regional e
Educação regional
3º; 4º; 5º Lutas lutas de matriz indígena e africana
Física Lutas de matriz
experimentadas, respeitando o
indígena e
colega como oponente e as normas
africana
de segurança.

192
(EF35EF15) Identificar as
Lutas do contexto
características das lutas do contexto
comunitário e
comunitário e regional e lutas de
Educação regional
3º; 4º; 5º Lutas matriz indígena e africana,
Física Lutas de matriz
reconhecendo as diferenças entre
indígena e
lutas e brigas e entre lutas e as
africana
demais práticas corporais.
(EF67EF01) Experimentar e fruir, na
escola e fora dela, jogos eletrônicos
Educação Brincadeiras diversos, valorizando e respeitando
6º; 7º Jogos eletrônicos
Física e jogos os sentidos e significados atribuídos
a eles por diferentes grupos sociais
e etários.
(EF67EF02) Identificar as
transformações nas características
dos jogos eletrônicos em função
Educação Brincadeiras
6º; 7º Jogos eletrônicos dos avanços das tecnologias e nas
Física e jogos
respectivas exigências corporais
colocadas por esses diferentes tipos
de jogos.
(EF67EF01.RJ) Apresentar jogos de
Jogos e raízes indígenas e africanas
Educação Brincadeiras
6º; 7º Brincadeiras especialmente os com maior
Física e jogos
Populares significado regional, proporcionando
a prática desses conteúdos .
(EF67EF02.RJ) Ampliar o uso, a
Jogos e
Educação Brincadeiras apropriação e a fruição de jogos e
6º; 7º Brincadeiras
Física e jogos brincadeiras populares, inclusive os
Populares
brinquedos cantados.
(EF67EF03.RJ) Ampliar o uso, a
Educação Brincadeiras Jogos de apropriação e a fruição de jogos de
6º; 7º
Física e jogos Tabuleiro tabuleiro, incluindo os de origem
indígena e africana.
Esportes de marca
Esportes de (EF67EF03) Experimentar e fruir
precisão esportes de marca, precisão,
Educação
6º; 7º Esportes Esportes de invasão e técnico-combinatórios,
Física
invasão valorizando o trabalho coletivo e o
Esportes técnico- protagonismo.
combinatórios

Esportes de marca
(EF67EF04) Praticar um ou mais
Esportes de
esportes de marca, precisão,
precisão
Educação invasão e técnico-combinatórios
6º; 7º Esportes Esportes de
Física oferecidos pela escola, usando
invasão
habilidades técnico-táticas básicas
Esportes técnico-
e respeitando regras.
combinatórios
Esportes de marca
(EF67EF05) Planejar e utilizar
Esportes de
estratégias para solucionar os
precisão
Educação desafios técnicos e táticos, tanto
6º; 7º Esportes Esportes de
Física nos esportes de marca, precisão,
invasão
invasão e técnico-combinatórios
Esportes técnico-
como nas modalidades esportivas
combinatórios

193
escolhidas para praticar de forma
específica.
Esportes de marca
Esportes de (EF67EF06) Analisar as
precisão transformações na organização e
Educação
6º; 7º Esportes Esportes de na prática dos esportes em suas
Física
invasão diferentes manifestações
Esportes técnico- (profissional e comunitário/lazer).
combinatórios

Esportes de marca
(EF67EF07) Propor e produzir
Esportes de
alternativas para experimentação
precisão
Educação dos esportes não disponíveis e/ou
6º; 7º Esportes Esportes de
Física acessíveis na comunidade e das
invasão
demais práticas corporais
Esportes técnico-
tematizadas na escola.
combinatórios

Esportes de marca
(EF67EF04.RJ) Apresentar
Esportes de
esportes de raízes indígenas e
precisão
Educação africanas especialmente os com
6º; 7º Esportes Esportes de
Física maior significado regional,
invasão
proporcionando a prática desses
Esportes técnico-
conteúdos
combinatórios
(EF67EF08) Experimentar e fruir
exercícios físicos que solicitem
diferentes capacidades físicas,
Ginástica de
Educação identificando seus tipos (força,
6º; 7º Ginásticas condicionamento
Física velocidade, resistência,
físico
flexibilidade) e as sensações
corporais provocadas pela sua
prática.
(EF67EF09) Construir,
coletivamente, procedimentos e
Ginástica de
Educação normas de convívio que viabilizem a
6º; 7º Ginásticas condicionamento
Física participação de todos na prática de
físico
exercícios físicos, com o objetivo de
promover a saúde.
(EF67EF10) Diferenciar exercício
Ginástica de físico de atividade física e propor
Educação
6º; 7º Ginásticas condicionamento alternativas para a prática de
Física
físico exercícios físicos dentro e fora do
ambiente escolar.
(EF67EF05.RJ) Apresentar,
experimentar e fruir as diferentes
Ginástica de metodologias de ginásticas como
Educação
6º; 7º Ginásticas condicionamento expressões artísticas e culturais da
Física
físico humanidade, contextualizando e
valorizando os diferentes tipos e
origens das ginásticas.
(EF67EF11) Experimentar, fruir e
recriar danças urbanas,
Educação
6º; 7º Danças Danças urbanas identificando seus elementos
Física
constitutivos (ritmo, espaço,
gestos).

194
(EF67EF12) Planejar e utilizar
Educação estratégias para aprender
6º; 7º Danças Danças urbanas
Física elementos constitutivos das danças
urbanas.
(EF67EF13) Diferenciar as danças
urbanas das demais manifestações
Educação
6º; 7º Danças Danças urbanas da dança, valorizando e respeitando
Física
os sentidos e significados atribuídos
a eles por diferentes grupos sociais.

Educação Danças Étnicas e (EF67EF06.RJ) Introduzir o ensino


6º; 7º Danças das danças, cânticos e ginásticas
Física Culturais
indígenas e africanas.
(EF67EF14) Experimentar, fruir e
recriar diferentes lutas do Brasil,
Educação
6º; 7º Lutas Lutas do Brasil valorizando a própria segurança e
Física
integridade física, bem como as dos
demais.
(EF67EF15) Planejar e utilizar
Educação estratégias básicas das lutas do
6º; 7º Lutas Lutas do Brasil
Física Brasil, respeitando o colega como
oponente.
(EF67EF16) Identificar as
características (códigos, rituais,
Educação elementos técnico-táticos,
6º; 7º Lutas Lutas do Brasil
Física indumentária, materiais,
instalações, instituições) das lutas
do Brasil.
(EF67EF17) Problematizar
preconceitos e estereótipos
relacionados ao universo das lutas
Educação
6º; 7º Lutas Lutas do Brasil e demais práticas corporais,
Física
propondo alternativas para superá-
los, com base na solidariedade, na
justiça, na equidade e no respeito.
(EF67EF07.RJ) Apresentar,
Educação
6º; 7º Lutas Lutas do Brasil experimentar e fruir lutas indígenas
Física
e africanas.
(EF67EF18) Experimentar e fruir
Práticas Práticas corporais diferentes práticas corporais de
Educação
6º; 7º corporais de de aventura aventura urbanas, valorizando a
Física
aventura urbanas própria segurança e integridade
física, bem como as dos demais.
(EF67EF19) Identificar os riscos
Práticas Práticas corporais durante a realização de práticas
Educação
6º; 7º corporais de de aventura corporais de aventura urbanas e
Física
aventura urbanas planejar estratégias para sua
superação.
(EF67EF20) Executar práticas
Práticas Práticas corporais corporais de aventura urbanas,
Educação
6º; 7º corporais de de aventura respeitando o patrimônio público e
Física
aventura urbanas utilizando alternativas para a prática
segura em diversos espaços.

195
(EF67EF21) Identificar a origem das
práticas corporais de aventura e as
possibilidades de recriá-las,
Práticas Práticas corporais
Educação reconhecendo as características
6º; 7º corporais de de aventura
Física (instrumentos, equipamentos de
aventura urbanas
segurança, indumentária,
organização) e seus tipos de
práticas.
(EF67EF08.RJ) Aprofundar o uso, a
Educação Brincadeiras Jogos de apropriação e a fruição de jogos de
6º; 7º
Física e jogos Tabuleiro tabuleiro, incluindo os de origem
indígena e africana
EF67EF09.RJ) Ampliar a prática de
jogos e brincadeiras populares de
Jogos e raízes brasileiras (inclusive as de
Educação Brincadeiras
6º; 7º Brincadeiras matrizes indígenas e africanas),
Física e jogos
Populáres especialmente os com maior
significado regional, inclusive os
brinquedos cantados
(EF67EF10.RJ) Ampliar a prática de
Educação Esportes de esportes populares de raízes
8º; 9º Esportes
Física rede/parede brasileiras, especialmente os com
maior significado regional
Esportes de
rede/parede (EF89EF01) Experimentar
Esportes de diferentes papéis (jogador, árbitro e
Educação campo e taco técnico) e fruir os esportes de
8º; 9º Esportes
Física Esportes de rede/parede, campo e taco, invasão
invasão e combate, valorizando o trabalho
Esportes de coletivo e o protagonismo.
combate

Esportes de
rede/parede
(EF89EF02) Praticar um ou mais
Esportes de
esportes de rede/parede, campo e
Educação campo e taco
8º; 9º Esportes taco, invasão e combate oferecidos
Física Esportes de
pela escola, usando habilidades
invasão
técnico-táticas básicas.
Esportes de
combate

Esportes de (EF89EF03) Formular e utilizar


rede/parede estratégias para solucionar os
Esportes de desafios técnicos e táticos, tanto
Educação campo e taco nos esportes de campo e taco,
8º; 9º Esportes
Física Esportes de rede/parede, invasão e combate
invasão como nas modalidades esportivas
Esportes de escolhidas para praticar de forma
combate específica.

196
(EF89EF04) Identificar os
Esportes de elementos técnicos ou técnico-
rede/parede táticos individuais, combinações
Esportes de táticas, sistemas de jogo e regras
Educação campo e taco das modalidades esportivas
8º; 9º Esportes
Física Esportes de praticadas, bem como diferenciar as
invasão modalidades esportivas com base
Esportes de nos critérios da lógica interna das
combate categorias de esporte: rede/parede,
campo e taco, invasão e combate.
Esportes de
rede/parede (EF89EF05) Identificar as
Esportes de transformações históricas do
Educação campo e taco fenômeno esportivo e discutir
8º; 9º Esportes
Física Esportes de alguns de seus problemas (doping,
invasão corrupção, violência etc.) e a forma
Esportes de como as mídias os apresentam.
combate

Esportes de
(EF89EF06) Verificar locais
rede/parede
disponíveis na comunidade para a
Esportes de
prática de esportes e das demais
Educação campo e taco
8º; 9º Esportes práticas corporais tematizadas na
Física Esportes de
escola, propondo e produzindo
invasão
alternativas para utilizá-los no
Esportes de
tempo livre.
combate

(EF89EF07) Experimentar e fruir um


ou mais programas de exercícios
Ginástica de
físicos, identificando as exigências
condicionamento
corporais desses diferentes
Educação físico
8º; 9º Ginásticas programas e reconhecendo a
Física Ginástica de
importância de uma prática
conscientização
individualizada, adequada às
corporal
características e necessidades de
cada sujeito.

Ginástica de (EF89EF08) Discutir as


condicionamento transformações históricas dos
Educação físico padrões de desempenho, saúde e
8º; 9º Ginásticas
Física Ginástica de beleza, considerando a forma como
conscientização são apresentados nos diferentes
corporal meios (científico, midiático etc.).
Ginástica de (EF89EF09) Problematizar a prática
condicionamento excessiva de exercícios físicos e o
Educação físico uso de medicamentos para a
8º; 9º Ginásticas
Física Ginástica de ampliação do rendimento ou
conscientização potencialização das transformações
corporal corporais.
Ginástica de
(EF89EF10) Experimentar e fruir um
condicionamento
ou mais tipos de ginástica de
Educação físico
8º; 9º Ginásticas conscientização corporal,
Física Ginástica de
identificando as exigências
conscientização
corporais dos mesmos.
corporal

197
(EF89EF11) Identificar as
diferenças e semelhanças entre a
Ginástica de
ginástica de conscientização
condicionamento
corporal e as de condicionamento
Educação físico
8º; 9º Ginásticas físico e discutir como a prática de
Física Ginástica de
cada uma dessas manifestações
conscientização
pode contribuir para a melhoria das
corporal
condições de vida, saúde, bem-
estar e cuidado consigo mesmo.
(EF89EF12) Experimentar, fruir e
Educação recriar danças de salão, valorizando
8º; 9º Danças Danças de salão
Física a diversidade cultural e respeitando
a tradição dessas culturas.
(EF89EF13) Planejar e utilizar
estratégias para se apropriar dos
Educação
8º; 9º Danças Danças de salão elementos constitutivos (ritmo,
Física
espaço, gestos) das danças de
salão.
(EF89EF14) Discutir estereótipos e
preconceitos relativos às danças de
Educação
8º; 9º Danças Danças de salão salão e demais práticas corporais e
Física
propor alternativas para sua
superação.
(EF89EF15) Analisar as
características (ritmos, gestos,
Educação coreografias e músicas) das danças
8º; 9º Danças Danças de salão
Física de salão, bem como suas
transformações históricas e os
grupos de origem.
(EF67EF11.RJ) Ampliar e
Educação Danças Étnicas e aprofundar o conhecimento e a
8º; 9º Danças
Física Culturais prática das danças, cânticos e
ginásticas indígenas e africanas.
(EF89EF16) Experimentar e fruir a
execução dos movimentos
Educação pertencentes às lutas do mundo,
8º; 9º Lutas Lutas do mundo
Física adotando procedimentos de
segurança e respeitando o
oponente.
(EF89EF17) Planejar e utilizar
Educação estratégias básicas das lutas
8º; 9º Lutas Lutas do mundo
Física experimentadas, reconhecendo as
suas características técnico-táticas.
(EF89EF18) Discutir as
transformações históricas, o
Educação processo de esportivização e a
8º; 9º Lutas Lutas do mundo
Física midiatização de uma ou mais lutas,
valorizando e respeitando as
culturas de origem.
(EF89EF19) Experimentar e fruir
diferentes práticas corporais de
aventura na natureza, valorizando a
Práticas Práticas corporais
Educação própria segurança e integridade
8º; 9º corporais de de aventura na
Física física, bem como as dos demais,
aventura natureza
respeitando o patrimônio natural e
minimizando os impactos de
degradação ambiental.

198
(EF89EF20) Identificar riscos,
formular estratégias e observar
Práticas Práticas corporais
Educação normas de segurança para superar
8º; 9º corporais de de aventura na
Física os desafios na realização de
aventura natureza
práticas corporais de aventura na
natureza.
(EF89EF21) Identificar as
características (equipamentos de
Práticas Práticas corporais segurança, instrumentos,
Educação
8º; 9º corporais de de aventura na indumentária, organização) das
Física
aventura natureza práticas corporais de aventura na
natureza, bem como suas
transformações históricas.

199
LÍNGUA INGLESA

A globalização e a pluralidade tornaram fundamental o conhecimento da Língua


Inglesa, pois através dela os alunos podem ter acesso aos saberes linguísticos
essenciais para a sua participação no mundo social, bem como ampliar suas
possibilidades de interação e construção de novos conhecimentos.
A proposta da BNCC para o ensino da Língua Inglesa é o uso dessa língua no
cotidiano do aluno, levando-o a práticas discursivas e linguísticas, de forma a
consolidar práticas sociais de uso, sendo utilizada em vários contextos, deixando de
ser apenas uma língua falada em alguns países, pertencentes a um determinado
território.
Além disso, a Base ressalta a visão dos multiletramentos, concebida também
nas práticas sociais do mundo digital. Através dessas práticas, o Inglês amplia as
possibilidades da participação e circulação, utilizando diferentes linguagens: verbal,
visual, corporal e audiovisual, em um processo de significação contextualizado.
Outra implicação da BNCC, diz respeito ao estudo do léxico e da gramática,
que deve levar o aluno, de modo indutivo, a descobrir o funcionamento sistêmico do
Inglês. A proposta é que o professor trabalhe outras formas de ensinar, sem o uso
exclusivo de regras, mas com o uso da forma discursiva da língua com materiais
variados, atendendo às necessidades de seu contexto escolar e social.

Nessa proposta, a língua inglesa não é mais aquela do “estrangeiro”, oriundo


de países hegemônicos, cujos falantes servem de modelo a ser seguido, nem
tampouco trata-se de uma variante da língua inglesa. Nessa perspectiva, são
acolhidos e legitimados os usos que dela fazem falantes espalhados no
mundo inteiro, com diferentes repertórios linguísticos e culturais, o que
possibilita, por exemplo, questionar a visão de que o único inglês “correto” –
e a ser ensinado – e aquele falado por estadunidenses ou britânicos.
(BNCC, 2017, p. 239)

A BNCC de Língua Inglesa para o Ensino Fundamental – Anos Finais - está


organizada por eixos, unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades,
distribuídos por ano de escolaridade, em um crescente grau de complexidade e
consolidação das aprendizagens para facilitar a organização didática das aulas. Seus
eixos são oralidade, leitura, escrita, conhecimentos linguísticos e dimensão
intercultural.

200
Envolve as práticas de linguagem com foco na compreensão (escuta) e
Oralidade na produção oral (fala), com ou sem contato do professor.

São abordadas práticas de linguagem decorrentes da interação do leitor


Leitura e com o texto escrito e as práticas de produção de textos, respectivamente.
Escrita

Conhecimentos Estão relacionados à análise e à reflexão sobre a língua, sempre de


Linguísticos modo contextualizado, contexto articulado e a serviço das práticas de
oralidade, leitura e escrita.

Nasce da compreensão de que as culturas, especialmente na sociedade


Dimensão contemporânea, estão em contínuo processo de interação e
Intercultural construção. Esse é um aspecto que deve ser tematizado em sala de
aula.

Esta Proposta Curricular deve nortear a elaboração dos Planos de Curso e de


Aula para o componente curricular Língua Inglesa, bem como dialogar com os Projetos
Políticos Pedagógicos de cada Unidade Escolar. Vale destacar que caberá aos
professores e professoras construir, a partir dela, seu próprio percurso de acordo com
os sujeitos atendidos e também à realidade da escola a que pertence, a fim de atingir
um objetivo comum, qual seja, proporcionar aos alunos e alunas o acesso aos
conhecimentos da Língua Inglesa que estão garantidos na Base Nacional Comum
Curricular (BNCC).
Em articulação com as competências gerais da BNCC e as competências
específicas da área de Linguagens, o componente curricular Língua Inglesa
deve garantir aos alunos e alunas o desenvolvimento de seis competências
específicas.

COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LÍNGUA INGLESA PARA O ENSINO


FUNDAMENTAL

1. Identificar o lugar de si e o do outro em um mundo plurilíngue e multicultural,


201
refletindo, criticamente, sobre como a aprendizagem da língua inglesa contribui
para a inserção dos sujeitos no mundo globalizado, inclusive no que concerne ao
mundo do trabalho.
2. Comunicar-se na língua inglesa, por meio do uso variado de linguagens em mídias
impressas ou digitais, reconhecendo-a como ferramenta de acesso ao
conhecimento, de ampliação das perspectivas e de possibilidades para a
compreensão dos valores e interesses de outras culturas e para o exercício do
protagonismo social.
3. Identificar similaridades e diferenças entre a língua inglesa e a língua
materna/outras línguas, articulando-as a aspectos sociais, culturais e identitários,
em uma relação intrínseca entre língua, cultura e identidade.
4. Elaborar repertórios linguístico-discursivos da língua inglesa, usados em
diferentes países e por grupos sociais distintos dentro de um mesmo país, de
modo a reconhecer a diversidade linguística como direito e valorizar os usos
heterogêneos, híbridos e multimodais emergentes nas sociedades
contemporâneas.
5. Utilizar novas tecnologias, com novas linguagens e modos de interação, para
pesquisar, selecionar, compartilhar, posicionar-se e produzir sentidos em práticas
de letramento na língua inglesa, de forma ética, crítica e responsável.
6. Conhecer diferentes patrimônios culturais, materiais e imateriais, difundidos na
língua inglesa, com vistas ao exercício da fruição e da ampliação de perspectivas
no contato com diferentes manifestações artístico-culturais.

Quadro de Habilidades de Língua Inglesa (Anos Finais)


LÍNGUA INGLESA
COMPO ANO/ UNIDADES OBJETOS DE
EIXO HABILIDADE
NENTE FAIXA TEMÁTICAS CONHECIMENTO
(EF06LI01) Interagir em
Oralidade: situações de
Língua produção e Interação Construção de intercâmbio oral
6º ano
Inglesa compreensão discursiva repertório lexical demonstrando iniciativa
oral para utilizar a língua
inglesa.
(EF06LI03) Solicitar
Oralidade:
esclarecimentos em
Língua produção e Interação Construção de
6º ano língua inglesa sobre o
Inglesa compreensão discursiva repertório lexical
que não entendeu e o
oral
significado de palavras

202
ou expressões
desconhecidas.

EF06LI16) Construir
Oralidade: repertório relativo às
Língua produção e Interação Construção de expressões usadas
6º ano
Inglesa compreensão discursiva repertório lexical para o convívio social e
oral o uso da língua inglesa
em sala de aula.
(EF06LI02) Coletar
informações do grupo,
perguntando e
respondendo sobre a
Oralidade: Estratégias de troca família, os amigos, a
Interação
Língua produção e de informações a escola e a comunidade
6º ano discursiva /
Inglesa compreensão respeito de si e do participando de
produção oral
oral outro. momentos de interação
comunicativa dirigida
(entre professor-
estudante / duplas
/grupos / turmas).
(EF06LI17) Construir
repertório lexical
relativo a temas
familiares (escola,
Oralidade: Estratégias de troca
Interação família, rotina diária,
Língua produção e de informações a
6º ano discursiva / atividades de lazer,
Inglesa compreensão respeito de si e do
produção oral esportes, entre outros)
oral outro.
que favoreçam o
compartilhamento de
informações nas
atividades orais.
(EF06LI05) Aplicar os
conhecimentos da
língua inglesa para falar
Oralidade: Estratégias de troca
Interação de si e de outras
Língua produção e de informações a
6º ano discursiva / pessoas, explicitando
Inglesa compreensão respeito de si e do
produção oral informações pessoais e
oral outro.
características
relacionadas a gostos,
preferências e rotinas.

(EF06LI19) Utilizar o
Oralidade: Estratégias de troca presente do indicativo
Interação
Língua produção e de informações a para identificar pessoas
6º ano discursiva /
Inglesa compreensão respeito de si e do (verbo to be) e
produção oral
oral outro. descrever rotinas
diárias.

203
(EF06LI20) Utilizar o
Oralidade: Estratégias de troca presente contínuo para
Interação
Língua produção e de informações a descrever ações em
6º ano discursiva /
Inglesa compreensão respeito de si e do progresso nas práticas
produção oral
oral outro. de interação
comunicativa.

Oralidade: Estratégias de troca


Interação (EF06LI22) Descrever
Língua produção e de informações a
6º ano discursiva / relações por meio do
Inglesa compreensão respeito de si e do
produção oral uso de apóstrofo (’) + s.
oral outro.

(EF06LI23) Empregar,
Oralidade: Estratégias de troca de forma inteligível, os
Interação
Língua produção e de informações a adjetivos possessivos
6º ano discursiva /
Inglesa compreensão respeito de si e do ao compartilhar
produção oral
oral outro. informações sobre
família e amigos.

(EF06LI04)Reconhecer,
com o apoio de
Estratégias de palavras cognatas e
Oralidade: compreensão de pistas do contexto
Língua Compreensão
6º ano compreensão textos orais: palavras discursivo, o assunto e
Inglesa oral
oral. cognatas e pistas do as informações
contexto discursivo principais em textos
orais sobre temas
familiares.
(EF06LI18) Reconhecer
semelhanças e
diferenças na pronúncia
de palavras da língua
Oralidade: inglesa e da língua
Língua Compreensão Pronúncia (variação
6º ano compreensão materna e/ou outras
Inglesa oral linguística).
oral. línguas conhecidas,
que poderão propiciar a
percepção de diferentes
“ingleses” falados no
mundo.
(EF06LI01.RJ)
Reconhecer as
diferentes formas de
organização familiar e
as características da
Oralidade: Produção de textos
Língua comunidade intra e
6º ano compreensão Produção oral orais, com a
Inglesa extra-escolar,
oral. mediação do profesor
observando os
impactos de cada uma
dessas dimensões para
o cotidiano familiar de
cada um.

204
(EF06LI06) Planejar
apresentação sobre a
família, a comunidade e
a escola,
Oralidade:
Língua Desenvolvimento do compartilhando-a
6º ano compreensão Produção oral
Inglesa pensamento crítico. oralmente com o grupo,
oral.
de acordo com o
repertório linguístico e
cultural adquirido até o
momento.
(EF06LI07) Formular
hipóteses sobre a
Oralidade: Hipóteses sobre a finalidade de um texto
Língua Estratégias de
6º ano compreensão finalidade de um texto em língua inglesa, com
Inglesa leitura
oral. / base em sua estrutura,
organização textual e
pistas gráficas.
(EF06LI08) Identificar o
assunto de um texto,
reconhecendo sua
Compreensão geral e organização textual e
Oralidade:
Língua Estratégias de específica: leitura palavras cognatas por
6º ano compreensão
Inglesa leitura rápida (skimming, meio da aplicação de
oral.
scanning) conhecimentos prévios
e da inferência de
sentidos pelo contexto
discursivo.

Compreensão geral e
Oralidade: (EF06LI09) Localizar
Língua Estratégias de específica: leitura
6º ano compreensão informações específicas
Inglesa leitura rápida (skimming,
oral. em texto.