Espiroquetídeos Características Bactérias móveis, helicoidais, cujo flagelo da maioria dos espiroquetídeos está localizado no interior da membrana externa

. Esta é formada por múltiplas camadas e denominada bainha externa. São visualizados somente em campo escuro ou quando tratados com sais de prata que os tornam mais espessos. Englobam três gêneros de importância médica: Treponema sp., Borrelia sp. e Leptospira sp. Treponema pallidum Doença Sífilis venérea Também conhecida como cancro-duro, devido ao inchaço apresentado nos linfonodos. Caracteriza-se por lesões purulentas no aparelho genital feminino e masculino. A bactéria causadora, T. palliudm, possui filamentos responsáveis pelos movimentos de rotação e flexão que facilitam a invasão tecidual. Apresenta divisão transversal a cada 33 horas e sua visualização só é possível em campo escuro ou fluorescência. Não produzem endotoxinas ou exotoxinas. Quando em mio externo são altamente sensíveis ao ressecamento. Fatores de virulência Ainda há poucos estudos sobre estes fatores, alguns pesquisadores sugerem que: a) Há fixação da bactéria a receptores existentes nos mucopolissacarídeos do tecido conjuntivo por meio de uma das suas extremidades. O receptor seria a fibronectina e a adesão ocorreria através de adesinas de origem protéica. b) Produz uma enzima chamada mucopolissacairdase, que dissolve os mucopolissacarídeos permitindo a passagem pelos espaços extravasculares, levando ao colapso, trombose e à obstrução vascular, produzindo necrose. c) A capsula constitui-se de ácido hialurônico e de sulfato de condroitina, estando então relacionada ao processo infeccioso, além da função antifagocitária. d) A imunossupressão que se observa na sífilis parece ser induzida pelos mucopolissacarídeos sendo provável que as manifestações clínicas estejam relacionadas com as fases de supressão imunológica do hospedeiro. Patogênese

Surgem placas úmidas branco-acinzentadas e condilomas planos. ou ainda de abrasão na pele.Pode ser confundida no inicio com carcinomas e indicam respostas imunes ativas. levando à insuficiência e regurgitação de sangue através da válvula aórtica.Só é reconhecida por sorologia e pode durar até quatro anos. que se expressa pela reação inflamatória local. ocorre em cerca de 15% dos pacientes não tratados. Os exantemas característicos ocorrem nas palmas das mãos e plantas dos pés. maculopapular ou pustulosa. podendo ser macular. variando de 1 a 12 semanas. A sintomática é meningovascular. Pode ser observado ainda queratite. febre e mal-estar. podemos observar as espiroquetas em campo escuro. *Goma. anomalidades cardiovasculares e formação de lesões granumalotasas em qualquer órgão. Manifesta-se com alterações físicas e psíquicas. Em pacientes imunodeprimidos podem ocorrer múltiplas ulcerações. A partir de um raspado da lesão. com presença abundante de espiroquetas. A sífilis neuromuscular tardia pode ser sintomática ou assintomática. O cancro regride entre três a seis semanas. Divide-se em estágios: Sífilis primária – Desenvolvimento da lesão primária no local da inoculação. sendo indolores e firmes. A expressão mais evidente reflete-se numa erupção disseminada. Sífilis cardiovascular – Ocorre em 10% dos pacientes não tratados. (Principalmente o sistema nervoso central). Qualquer nervocraniano pode ser atingido pela inflamação. atingindo a corrente circulatória e linfática disseminando-se por todo o corpo. O diagnóstico nesta fase ocorre somente através de meios sorológicos. Os gânglios linfáticos regionais aumentam. Os sintomas sistêmicos incluem linfodenopatia generalizada. hepatite e ostite. semelhante à meningite asséptica do estágio secundário. É causada pela inflamação dos pequenos vasos que nutrem a aorta ascendente. provocando aneurisma aórtico e dilatação do anel aórtico. . que podem ser observados no material coletado das lesões. dá origem a uma lesão ulcerosa.Introduzem-se no organismo através de ferimento ou corte. A resposta inata. ou seja. Sífilis latente . Tem inicio entre duas e oito semanas após o aparecemento do cancro e tem duração de poucos dias a meses. resultando no desenvolvimento de surdez e alterações visuais. Sífilis tardia – Inclui alterações no sistema nervoso central. Até que chegue a este estágio dura de 5 a 10 anos a partir do primeiro estágio. Sífilis secundária – Inicia-se quando os microrganismos são mais numerosos. É a complicação mais comum na sífilis tardia. denominada cancro-duro. Sífilis tardia “benigna” – É caracterizada pela formação de lesões granulomatosas inespecíficas denominadas gomas. A assintomática é caracterizada por alterações do LCR. perda de cabelo ou adelgaçamento das sombrancelhas. A infecção do sistema nervoso central ocorre em qualquer estágio da doença. denominadas gomas.

Características . é administrada: Cefalosporina ou Teraciclina ou Enteromicina *Lembrar que os exames sorológicos podem dar positivos falsos. Tratamento Penicilina *Quando o paciente é alérgico a penicilina. podendo sofrer reinfecção na adolescência. contato de mucosas com lesões infecciosas ou transferência transplacentária. Borrelia sp. Imunológicos – Ocorre em pacientes que nascem com sífilis. Transmissão Transmissão por contato sexual. A maioria dos fetos morre e cerca de 50% dos que sobre vivem nascem assintomáticos.Sífilis congênitas – Pode ocorrer em qualquer estágio da doença e os espiroquetas podem ser trasnmitidos a partir do quarto mês de gravidez. A infecção intrauterina óssea pode causar anormalidades das tíbias ou dos dentes. Diagnóstico Provas de raspado – Com visualização das amostras em campo escuro ou visão de anticorpos por fluorescência. O paciente deixa de transmiti-la quatro anos após o inicio da doença. Provas sorológicas – Reconhecimento de antígenos. A infecção é caracterizada por hepatoesplenomegalia. Os demais apresentam lesões do tipo secundárias. trombocitopenia. infectados por via transplacentária. A pesquisa de sífilis deve ser feita deurante o pré-natal. principalmente quando o paciente apresenta o cancro-duro ou ulceração na mucosa. Teste de antígeno – Detecção de cardiolipina. *A transmissão é mais intensa no início da doença. anemia e lesão óssea. por via trasnplacentária. introdução direta no sistema vascular por agulhas contaminadas ou transfusões. já que o teste é de reconhecimento do antígeno e o corpo pode possuir outros treponemas não patogênicas. meningite.

miocardite ou dores musculares generalizadas. Borrelia burgdorferi Doença Doença de Lyme (Borreliose) Acomete no verão. . Tratamento para Brorrelia sp. As proteínas relacionadas aos fatores de virulência apresentam-se nos plasmídeos. ocorre além de febre. animais domésticos. Ocorre também cefaléia. Apresentam cromossomos lineares e vários plasmídeos lineares. roedores e pássaros. Borrelia recorrentis Doença Febre recorrente Doença sistêmica. artralgia. conhecida como eritema migratório. necessitam de ácidos graxos de cadeias longas para o crescimento e produzem ácido lático como produto final da fermentação da glicose. desenvolvida entre dois a quinze dias de incubação. mialgia. tontura. Na fase aguda. porém capazes de crescer em condições de anaerobiose. Detecção de antígenos. possuem membrana que recobre o flagelo periplasmático e o cilindro protoplasmático. Diagnóstico para Brorrelia sp. Detecção de espiroquetas no sangue periférico de pessoas ou animais com picos febris. A visualização das espiroquetas deve ser feita em microscopia de campo escuro. São microaerófilas. São veiculadas pro artrópodes (carrapato pertencente à família Ixodideae) e são patogênicas para o homem. Mulheres grávidas que contraem a febre recorrente eventualmente abortam ou dão a luz natimortos ou recém–nascidos infectados por via transplacentária. náusea e vômitos. fadiga e inchaço dos nódulos linfáticos. causando uma lesão característica na pele. O período febril persistente por 3 a 7 dias. Manifestações crônicas ou tardias podem envolver os sitemas nervosos.Espiraladas. respiratório e cardiovascular. características estas particulares ao gênero. artralgia. sendo seguido por intervalos não-febris de vários dias e semanas. Algumas semanas ou meses após infecção alguns pacientes podem desenvolver miningoencefalite. mialgia. Ocorre lesão eritematosa. dor de cabeça.

Possui dois flagelos que dispõem-se atravessando as espirais em sentidos opostos. dispnéia. . relacionando-se a inundações em períodos de chuvas intensas. a grande maioria dos casos notificados ocorre em grandes cidades. O homem é infectado frequentemente por mecanismos indiretos onde a água e os solos úmidos representam o principal veículo de transmissão. Os pacientes recuperam-se em 3-6 semanas sem seqüelas visíveis. Trabalhadores da área da saúde podem se infectar ao manusear tecidos infectados. Características Helicoidal. seguidos de animais domésticos como cães. Erotromicina – Paciente alérgicos a penicilina. Doença Leptospirose Zoonose disseminada por diversas espéices de mamíferos. Bactérias aeróbias que utilizam ácidos graxos de cadeia longa como fonte de energia e consumo. Roedores. particularmente em áreas críticas como favelas situadas nas proximidades de rios. acompanhada de icterícia e hemorragias internas. A infecção transplacentária é comum em bovinos e muito rara em humanos. As infecções resultam em formas brandas apresentando-se como uma doença de quadro febril. Leptospira sp. Doxiciclina – Dose única Amoxiciclina/Penicilina – Em crianças menores de 8 anos e mulheres grávidas ou lactantes.Tetraciclina – 1 dose a cada 6 horas por 4-5 dias. Patogênese Nas manifestações clínicas ocorre insuficiência renal e hepática. Caracterizando-se então como uma doença emergente. O envolvimento pulmonar ocorre frequentemente resultando em tosse. proncipalmente ratos. No Brasil. dor torácica e altos índices de letalidade. são os reservatórios mais importantes. bovinos e animais silvestres.

biópsia e fragmentos de tecidos pós mortem. segue-se a imune adaptativa com eliminação de leptospira pela urina. líquido ou sólido. Em pacientes alérgicos a este antibiótico pode ser utilizado a penicilina. Diagnóstico  Microscopia de campo escuro  Observação direta de fluidos e tecidos (É adotada a metodologia de impregnação pela prata. onde as bactérias podem ser encontradas aderidas às células epiteliais no lúmus dos túbulos proximais. o local de persistência mais significativo é o túbulo renal em animais portadores.  Imunológica – Detecção de antígenos primários. *As amostras são colidas a partir de cultivo de leptospiras do sangue. (4 semanas de cultivo). precisa ser adotada a hemodiálise. Na fase aguda. urina. .*A adesão a superfícies celulares e a toxidade parecem representar as características mais importantes das leptospiras na patogênese do processo infeccioso. porém pode produzir reações inflamatórias sintomáticas. com manifestação de insuficiência renal. portadores excretam leptropiras intermitentemente ou regularmente por períodos de meses.  Na fase aguda usa-se o cultivo a partir de sangue e urina. Sob o aspecto zoonótico. transfusão de sangue e reposição de plaquetas. itilizando-se o meio de Ellinghausen. criofratura e observação em microscopia eletrônica de varredura).  PCR  Elisa Tratamento Resistentes à Clorafenial e Rifanpicina. *Em pacientes em quadros graves. liquor. A resposta imune sistêmica é efetiva na eliminação da bactéria. anos ou pela vida toda. o tratamento baseia-se na administração de Doxixixlina.

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