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Romantismo

Prof.a Raquel Pereira dos Santos


• O Romantismo é um movimento artístico e cultural que privilegia as
emoções, a subjetividade e o individualismo.
• Contrário ao objetivismo e as tradições clássicas de perfeição, ele
apresenta uma visão de mundo centrada no ser humano com
destaque para as sensações humanas e a liberdade de pensamento.
• O Romantismo surgiu na Europa no século XVIII no contexto da
Revolução Industrial e do Iluminismo, movimento intelectual e
filosófico baseado na razão. Ele durou até meados do século XIX,
quando começa o realismo.
• Rapidamente, esse estilo chegou a outros países inspirando
diversos campos da arte: literatura, pintura, escultura,
arquitetura e música.
• No Brasil, o movimento romântico começa em meados do
século XIX, anos depois da independência do país (1822) com a
publicação da obra Suspiros poéticos e saudades, de Gonçalves
de Magalhães, em 1836.
Contexto histórico
•Como escola literária, as bases do
sentimentalismo romântico e do
escapismo pelo suicídio foram
estabelecidas pelo romance "Os sofrimentos
do jovem Werther", de Goethe, publicado na
Alemanha em 1774.
• Na Inglaterra, o Romantismo se manifesta nos primeiros anos do século XIX,
com destaque para a poesia ultrarromântica de Lord Byron e para o
romance histórico Ivanhoé, de Walter Scott.
• Também figuram entre as primeiras obras do início da revolução romântica
na Europa os livros Manon Lescut, do árabe Prévost (1731), e a História de Tom
Joses, de Henry Fielding (1749).
• O romance, contudo, já era utilizado no Império Romano, cuja
palavra romano era aplicada para designar as línguas usadas pelos povos sob
o seu domínio. Tais idiomas eram, na verdade, uma forma popular do latim.

• As composições de cunho popular e folclórico escritas em latim
vulgar, em prosa ou em verso e que relatavam fantasias e
aventuras, também eram chamadas de romance.
• E foi no século XVIII, que tomou o sentido atual, após passar
pelas formas de "romance de cavalaria, romance sentimental,
romance pastoral", na Europa. O romance pode ser
considerado o sucessor da epopeia.
Oposição ao Clássico
• No início, todos os movimentos em oposição ao clássico eram considerados
românticos. Dessa maneira, os modelos da Antiguidade Clássica foram substituídos
pelos da Idade Média quando surgiu a burguesia.
• A arte, que antes era de caráter nobre e erudita, passa a valorizar o folclórico e o
nacional. Ela extrapola as barreiras impostas pela Corte e começa a ganhar a
atenção do povo.
• A arte romântica, ao romper as muralhas da Corte e ganhar as ruas, liberta-se das
exigências dos nobres que pagavam sua produção e passa a ter um público
anônimo. É o surgimento do público consumidor, impulsionado no Brasil
pelo folhetim, uma literatura mais acessível.
• Na prosa, o aspecto formal do Classicismo é deixado de lado. O mesmo ocorre com
a poesia, com os versos livres, sem métrica e sem estrofação. A poesia também é
caracterizada pelo verso branco, sem rima.
Nacionalismo
• Os românticos pregam o nacionalismo, incentivam a exaltação da
natureza pátria, o retorno ao passado histórico e na criação do herói
nacional.
• Na literatura europeia, os heróis nacionais são belos e valentes
cavaleiros medievais. Na brasileira são os índios, igualmente belos,
valentes e civilizados.
• A natureza também é exaltada no Romantismo. Está é vista como
uma extensão da pátria ou refúgio à vida agitada dos centros urbanos
do século XIX. A exaltação à natureza ganha contornos de
prolongamento do escritor e de seu estado emocional.
Sentimentalismo Romântico
• Entre as marcas principais do Romantismo estão o sentimentalismo,
a supervalorização das emoções pessoais, o subjetivismo e
egocentrismo. É dessa maneira que os poetas se colocavam como o
centro do universo.
• Dentro de um universo particular, o poeta sente a derrota do ego,
produz frustração e tédio. São características do movimento
romântico: as fugas da realidade por meio do abuso de álcool e ópio,
a idealização da mulher, da sociedade e do amor bem como a
saudade da infância e a busca constante por casas de prostituição.
Romantismo em Portugal
• Os primeiros anos do Romantismo português coincidem com as lutas civis
entre liberais e conservadores. A renúncia de Dom Pedro ao trono brasileiro
e sua luta pelo trono de Portugal ao lado dos liberais, veio intensificar esses
conflitos.
• O Romantismo literário em Portugal tem como marco inicial a publicação,
em 1825, do poema Camões, escrito por Almeida Garrett. A obra foi
produzida durante seu exílio em Paris.
• Em Portugal, o movimento romântico esteve dividido em 2 fases:
1. Primeira geração romântica: fase nacionalista
2. Segunda geração romântica: fase de maturidade
Autores e obras do Romantismo em
Portugal
• Almeida Garret (1799-1854). Obras: Camões (1825), Viagens na minha terra (1846) e Folhas Caídas (1853).
• Alexandre Herculano (1810-1877). Obras: A Harpa do Crente (1838), Eurico, o Presbítero (1844)
e Poesias (1850).
• Antônio Feliciano de Castilho (1800-1875). Obras: Amor e melancolia (1828), A noite do Castelo (1836)
e Escavações poéticas (1844).
• Camilo Castelo Branco (1825-1890). Obras: Amor de perdição (1862), Coração, Cabeça e Estômago (1862)
e Amor de Salvação (1864).
• Júlio Dinis (1839-1871). Obras: As Pupilas do Senhor Reitor (1866), Uma Família Inglesa (1868) e A
Morgadinha dos Canaviais (1868).
• Soares de Passos (1826-1860). Única obra publicada: Poesias (1856).
• João de Deus (1830-1896). Obras: Ramo de Flores (1869) e Despedidas de Verão (1880).
Romantismo no Brasil
• No Brasil, duas publicações são consideradas o marco inicial do Romantismo
literário. Ambas foram lançadas em Paris, por Gonçalves de Magalhães, no ano
de 1836: a "Revista Niterói" e o livro de poesias "Suspiros poéticos e saudades".
• O Romantismo no Brasil se caracterizou, num primeiro momento, pela busca da
identidade nacional e resgate das tradições e valores da cultura popular e
do folclore. Temas como o índio, a exaltação da natureza, os regionalismos e
a realidade social do país são muito explorados pelos autores românticos.
• No país, o movimento foi dividido em três fases, ou gerações:
1. Primeira geração romântica (1836 a 1852): geração nacionalista-indianista.
2. Segunda geração romântica (1853 a 1869): geração ultrarromântica.
3. Terceira geração romântica (1870 a 1880): geração condoreira.
• Gonçalves de Magalhães (1811-1882) - Obras: Suspiros poéticos e saudades (1836), A Confederação de
Tamoios (1857) e Os Indígenas do Brasil perante a História (1860).
• Gonçalves Dias (1823-1864) - Obras: Canção do exílio (1843), I-Juca- Pirama (1851) e Os
Timbiras (1857).
• José de Alencar (1829-1877) - Obras: O Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874).
• Álvares de Azevedo (1831-1852) - Obras: Lira dos Vinte anos (1853), Noite na taverna (1855)
e Macário (1855).
• Casimiro de Abreu (1839-1860) - Obra: publicou somente um livro de poesias As primaveras (1859).
• Fagundes Varela (1841-1875) - Obras: Noturnas (1861), Cântico do Calvário (1863) e Cantos e
fantasias (1865).
• Castro Alves (1847-1871) - Obras: O Navio Negreiro (1869) e Espumas flutuantes (1870).
• Tobias Barreto (1839-1889) - Obras: Amar (1866), A Escravidão (1868) e Dias e noites (1893).
• Sousândrade (1833-1902) - Obras: Harpas Selvagens (1857) e O Guesa (1858 e 1888).
Contexto histórico
• Com a Independência do Brasil, efetivada em 7 de setembro
de 1822, os escritores desse período buscam a autonomia da
literatura, retomando diversos aspectos da cultura brasileira.
Isso porque durante séculos de colonização, o Brasil sofreu
forte influência dos modelos europeus, sobretudo de Portugal.
• Nesse momento, os folhetins, pequenos capítulos de romances
publicados nos jornais, começam a se popularizar no país, o
que fez surgir um público leitor, tornando a leitura mais
acessível.
• O país tentava se organizar e consolidar seu poder, depois de anos de quase
400 anos de colonização portuguesa. Esse processo de transição e mudanças
começou um pouco antes de independência, em 1808, com a vinda da
família real portuguesa.
• Quando chegou ao país fugindo das invasões napoleônicas na Europa, o
príncipe regente, Dom João, declarou a abertura dos portos às nações
amigas, o que resultou na expansão da comercialização e diversificação do
comércio. Outro fator importante foi a transferência da capital do país, que
antes era Salvador, e passou a ser o Rio de Janeiro.
• Esse processo foi crucial para alavancar a modernização da cidade,
resultando na construção de diversos edifícios públicos como o Museu
Nacional, a Biblioteca Nacional e o Real Teatro São João. Nesse momento,
também foi criada a imprensa Régia e algumas instituições como o Banco do
Brasil e a Real Academia Militar.
• Todos esses fatores foram essenciais para acelerar o processo de
independência do Brasil, declarada em 7 de setembro de 1822 por Dom
Pedro.
Fases do Romantismo no Brasil
O movimento romântico no Brasil está dividido em três fases, também
chamadas de gerações. Cada uma delas possui características próprias
e reúne diversos escritores.
• Primeira geração romântica (1836 a 1852): nacionalista, indianista e
religiosa.
• Segunda geração romântica (1853 a 1869): egocentrismo exacerbado
e pessimismo.
• Terceira geração romântica (1870 a 1880): cunho social e libertário.
1.ª Fase do Romantismo no Brasil
(1836-1852)
• Após a independência do Brasil, em 7 de setembro de 1822, a literatura
brasileira buscou focar em temas nacionais e que estivessem relacionados
com o sentimento patriótico de uma nova nação que estava sendo
construída.
• A primeira geração romântica no Brasil teve como principais características o
nacionalismo e o indianismo. Os temas mais explorados pelos escritores
desse momento são: natureza, sentimentalismo, religiosidade, ufanismo e
nacionalismo.
• A valorização da cultura, da história do país e das tradições populares
estiveram muito presentes nessa primeira fase. O indianismo expressa uma
das buscas aos temas nacionais e, nesse contexto, o índio é eleito como
herói nacional e apontado como um ser puro e inocente.
Os principais escritores da Primeira
Fase do Romantismo foram:
• Gonçalves de Magalhães (1811-1882) foi fundador do romantismo
no Brasil e autor das obras: Suspiros poéticos e saudades (1836), A
Confederação de Tamoios (1857) e Os Indígenas do Brasil perante a
História (1860)
• Gonçalves Dias (1823-1864) foi um escritor focado em temas
nacionais e indianistas, autor das seguintes obras: Canção do
exílio (1843), I-Juca- Pirama (1851) e Os Timbiras (1857).
• José de Alencar (1829-1877) escreveu diversos romances indianistas,
regionalistas e históricos com destaque para as obras: O
Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874).
2.ª Fase do Romantismo no Brasil
(1853 a 1869)
• Conhecida como a geração do “Mal do Século” ou
“Ultrarromântica”, a segunda geração romântica foi
profundamente influenciada pela poesia do inglês George
Gordon Byron, (1788-1824). Por isso, é muitas vezes chamada
de geração “Byroniana”.
• Marcada por aspectos negativos, a poesia desse período
romântico é permeada dos temas: egocentrismo, negativismo,
pessimismo, dúvida, desilusão, boêmia, exaltação da morte e
fuga da realidade.
Escritores e obras da segunda
geração romântica
• Álvares de Azevedo (1831-1852) foi um dos principais escritores desse
momento, com uma obra focada na tristeza e na morte, tais como: Lira dos
vinte anos (1853), Noite na taverna (1855) e Macário (1855).
• Casimiro de Abreu (1839-1860) explorou temas como a saudade da infância
e a tristeza. Durante sua vida, publicou somente uma obra, seu livro de
poesias As primaveras (1859).
• Fagundes Varela (1841-1875) possui uma obra focada em temas
pessimistas e melancólicos. Destacam-se: Noturnas (1861), Cântico do
Calvário (1863) e Cantos e fantasias (1865).
• Junqueira Freire (1832-1855) explorou temas religiosos e o conflito
existencial, sendo que sua obra de maior destaque é Inspirações do Claustro,
publicada postumamente.
3.ª fase do romantismo no Brasil
(1870 a 1880)
• Chamada de “Geração Condoreira”, a terceira geração romântica é
caracterizada pela poesia libertária e social.
• Esse período está associado ao condor, águia da cordilheira dos
Andes, com o intuito de revelar sua mais importante característica: a
liberdade.
• Essa geração sofreu grande influência do escritor francês Victor-Marie
Hugo (1802-1885), daí ser conhecida também como geração
“Hugoana”.
• O grande foco dos escritores desse momento foram os problemas
sociais e também o abolicionismo.
Escritores e obras da terceira
geração romântica
• No Brasil, os principais representantes da terceira fase romântica foram:
• Castro Alves (1847-1871), fundador da poesia social, ficou conhecido com o
“poeta dos escravos”, pois abordou temas abolicionistas. Sua obra mais
relevante do momento é O Navio Negreiro (1869).
• Tobias Barreto (1839-1889) foi um grande expoente da poesia social e lírica
dessa geração. Merece destaque suas obras: Amar (1866), A Escravidão (1868)
e Dias e noites (1893).
• Sousândrade (1833-1902) foi um dos poetas mais originais e vanguardistas
da terceira geração. De sua obra, destacam-se: Harpas Selvagens (1857) e O
Guesa, livro escrito entre os anos de 1858 e 1888.
Em resumo…
Na literatura, esse movimento artístico
era caracterizado por:
• Se opor ao modelo clássico; • Exaltação do nacionalismo, natureza e da
pátria;
• Estruturação do texto em prosa, longo;
• Narração cronológica;
• Idealização da mulher, do amor e da
sociedade;
• O ser é o centro da obra;
• Criou-se um herói nacional;
• Surgiu o público consumidor, folhetim;
• Valorização extrema das emoções e
• Versos livres e versos brancos; sentimentos individuais;
• Recordação da infância; • Subjetividade;
• Fuga do real. • Egocentrismo;
Quais são as primeiras obras da revolução
romântica?
• Livro Mon Lescut, do Prévost (1731);
• Livro História de Tom Joses, de Henry Fielding (1749);
• Poesias de Lord Byron, consideradas ultrarromânticas;
• Romance Ivanhoé, de Walter Scott.
Observação:
As obras populares e folclóricas compostas em latim vulgar, em prosa
ou verso que tinham temas como fantasias e aventuras eram
denominadas romances.
Como foi o Romantismo no Brasil?

• O marco inicial do Romantismo no Brasil:


• o lançamento da “Revista Niterói” e o livro “Suspiros poéticos e
saudades”, de Gonçalves de Magalhães lançados em Paris.
• O Romantismo era muito parecido com o movimento romântico
europeu, mas se diferenciava pelo alto nacionalismo, pela
exaltação do índio entre outras características.
O Romantismo no Brasil: 3 períodos
diferentes
• Primeira Geração: Valorização da cultura local e rompimento com as influências
europeias. Motivada pela Independência do Brasil em 1822, as obras
transmitiam valores nacionalistas, colocando os índios como representantes da
cultura.
• Segunda Geração: Surgiu na segunda metade do século XIX e foi marcada pelo
pessimismo, desilusão, exaltação da morte, depressão e solidão. Esse período
também é chamado de “ultrarromântico” ou “mal do século”.
• Terceira Geração: Os artistas expressavam as suas opiniões e ideais
abolicionistas, faziam críticas sociais e valorizavam a liberdade.
Exercício
a) Aparentemente idealista, foi, na
realidade, o primeiro momento do
1 – (Fuvest) – Naturalismo Literário.
Poderíamos b) Cultivando o passado, procurou formas
sintetizar de compreender e explicar o presente.
uma das c) Pregando a liberdade formal, manteve-se
característica preso aos modelos legados pelos clássicos.
s do d) Embora marcado por tendências liberais,
opôs-se ao nacionalismo político.
Romantismo
pela seguinte e) Voltado para temas nacionalistas,
desinteressou-se do elemento exótico,
aproximação incompatível com a exaltação da pátria.
de opostos:
a) amor constitui o objetivo fundamental da
existência e o casamento, o fim último da
2– (UFV-MG) – A ficção vida.
romântica é repleta de
sentimentalismos, b) Não há defesa intransigente do
inquietações, amor
como única
casamento e da continência sexual anterior
possibilidade de a ele.
realização,
personagens
c) A frustração amorosa leva,
burgueses idealizados, incondicionalmente, à morte.
culminando sempre
com o habitual “… e
d) Os protagonistas são retratados como
foram felizes para personagens belos, puros, corajosos.
sempre”.
Assinale a alternativa e) A economia burguesa determina os
que não corresponde gostos e a maneira de ver o mundo ficcional
à afirmação acima: romântico.
a) Romantismo, como estilo, não é modelado pela
individualidade do autor; a forma predomina sempre sobre
o conteúdo.

b) Romantismo é um movimento de expressão universal,


inspirado nos modelos medievais e unificado pela
prevalência de características comuns a todos os escritores
da época.
c) Romantismo, como estilo de época, consistiu
3. Assinale basicamente num fenômeno estético-literário desenvolvido
em oposição ao intelectualismo e à tradição racionalista e
a clássica do século XVIII.
d) Romantismo, ou melhor, o espírito romântico, pode ser
alternativa sintetizado numa única qualidade: a imaginação. Pode-se
creditar à imaginação a capacidade extraordinária dos
falsa: românticos de criarem mundos imaginários.

e) Romantismo caracterizou-se por um complexo de


características, como o subjetivismo, o ilogismo, o senso de
mistério, o exagero, o culto da natureza e o escapismo.
4 – (FUVEST-SP) – “A
identificação da natureza
com o sofrimento humano,
a tragédia perene do
amante rejeitado, o jovem a) barrocos.
andarilho condenado à vida b) arcádicos.
errante em sua curta
eternidade, a solidão do c) românticos.
artista. E, enfim, a d) simbolistas.
resignação e a reconciliação
– ressentidas um pouco, e) parnasianos.
por certo.”
O texto acima enumera
preferências temáticas e
concepções existenciais
dos poetas:
5– (OSEC-SP) – • a) lusófoba e nacionalista.
A época • b) de influência inglesa.

romântica • c) atéia e influenciada pelo positivismo.


• d) carente de bons poetas.
caracteriza-
se por ser:
6 – (UFPA) – A
a) Observa-se um detrimento da poesia em
liberdade de favor da prosa.
inspiração, pregada
pelos românticos, b) Registra-se o abandono total do soneto.
correspondia, c) Verifica-se a interpenetração dos gêneros,
também, à liberdade o que muito enriqueceu os já existentes,
formal – esta possibilitando o aparecimento de novos.
peculiaridade
d) Ampliou-se o alcance da poesia, o que já
possibilitou a mistura
não se pode dizer quanto ao romance e ao
dos gêneros literários
teatro.
e o consequente
abandono da e) Usou-se, quase abusivamente, o verso
hierarquia clássica livre, o que muito contribuiu para o
que os presidia. desenvolvimento de nossa poesia.
Como conseqüência,
no Brasil:
7– (UFPA) – Na época da
independência do Brasil,
quando nosso país • a) Romantismo
precisava auto-afirmar-se
como nação, entrou em • b) Barroco
vigência entre nós um
estilo de época que, pelos
• c) Realismo/Naturalismo
ideais de liberdade que • d) Modernismo
professava através de sua
ideologia, se prestava • e) Neoclassicismo
admiravelmente a
expressar esses anseios
nacionalistas. Tal estilo
foi:
I. A primeira fase do
romantismo no Brasil foi
marcada pela criação do
herói nacional na figura do
negro afrodescendente. • a) I
II. A segunda fase do b) II
romantismo no Brasil é
chamada de ultrarromântica
c) I e II
marcada pelo forte d) II e III
pessimismo. e) I, II e III
III. A terceira fase do
romantismo no Brasil foi •
caracterizada pela poesia
social e libertária.
Sobre as fases do
romantismo, estão
corretas as afirmações:
9 – (UFRS) – Considere as
afirmações abaixo sobre o
Romantismo no Brasil.
I. A primeira geração de poetas
românticos no Brasil
caracterizou-se pela ênfase no
sentimento nacionalista,
tematizando o índio, a natureza e a) Apenas I.
o amor à pátria.
II. Álvares de Azevedo, Casimiro b) Apenas II.
de Abreu e Fagundes Varela,
representantes da segunda c) Apenas I e II.
geração da poesia romântica,
expressam, sobretudo, um forte
intimismo. d) Apenas II e III.
III. A poesia de Castro Alves,
cronologicamente inserida na e) I, II e III.
terceira geração romântica,
apresenta importantes ligações
com a estética barroca, pela
religiosidade e o tom místico da
maioria dos poemas.

Quais estão corretas?


• a)uma forma de apresentar o índio em toda a
sua realidade objetiva; o índio como elemento
étnico da futura raça brasileira.
• b)um meio de reconstruir o grave perigo que
10 – (FAU- o índio representava durante a instalação da
capitania de São Vicente.
SP) – O • c) um modelo francês seguido no Brasil; uma
indianismo necessidade de exotismo que em nada difere
do modelo europeu.
de nossos • d) um meio de eternizar liricamente a
poetas aceitação, pelo índio, da nova civilização que
se instalava.
românticos • e) uma forma de apresentar o índio como
motivo estético; idealização com simpatia e
é: piedade; exaltação da bravura, do heroísmo e
de todas as qualidades morais superiores.
• a) expressão do nacionalismo através
da descrição de costumes e regiões
11 – (U.F. Juiz de do Brasil.
Fora-MG) – Em • b) análise crítica e científica dos
relação ao fenômenos da sociedade brasileira.
Romantismo • c) desenvolvimento do teatro
brasileiro, nacional.
todas as
• d) expressão poética de temas
afirmações confessionais, indianistas e
são humanistas.
verdadeiras.
• e) caracterização do romance como
Exceto: forma de entretenimento e
moralização.
12 – (FAU-SP) – O indianismo de nossos poetas românticos é:

a) uma forma de apresentar o índio em toda a sua realidade objetiva; o índio como elemento
étnico da futura raça brasileira.
b) um meio de reconstruir o grave perigo que o índio representava durante a instalação da
capitania de São Vicente.
c) um modelo francês seguido no Brasil; uma necessidade de exotismo que em nada difere
do modelo europeu.
d) um meio de eternizar liricamente a aceitação, pelo índio, da nova civilização que se
instalava.
e) uma forma de apresentar o índio como motivo estético; idealização com simpatia e
piedade; exaltação da bravura, do heroísmo e de todas as qualidades morais superiores.
Canção do exílio
Minha terra tem palmeiras,
Minha terra tem primores,
Onde canta o Sabiá,
Que tais não encontro eu cá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Em cismar - sozinho, à noite -
Não gorjeiam como lá.
Mais prazer eu encontro lá;
Nosso céu tem mais estrelas, Minha terra tem palmeiras
Nossas várzeas tem mais flores, Onde canta o Sabiá.
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores. [...] Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras
Onde canta o Sabiá.
DIAS, G. Poesia e prosa completas. Rio de Janeiro: Aguilar, 1998.
a) O eu-lírico encontra-se na Inglaterra
quando mostra-se onde se encontra.
13. Em Canção
do Exílio, há
oposição entre b) A oposição entre lá e cá revela que o eu-
os advérbios de lírico encontra-se no mesmo espaço/lugar.
lugar cá e lá.
Assinale a c) Infere-se que o eu-lírico encontra-se
alternativa em São Paulo quando faz uso do advérbio
correta sobre a cá.
marcação
d) No verso Não permita Deus que eu morra/
espacial:
sem que eu volte para lá..., o eu-lírico se refere
à sua terra natal (Maranhão- Brasil).
13. Sobre a prosa no Romantismo brasileiro é incorreto afirmar:

a) Foi disseminada pelos folhetins publicados nos jornais.


b) Caracterizou-se por romances policiais de caráter nacionalista.
c) Teve José de Alencar como maior representante dos romances
indianistas.
d) Apresentou aspectos dos costumes burgueses com os romances
urbanos.
e) Valorizou a identidade nacional por meio dos romances
regionalistas.
14 – (UFRN) – Sobre Gonçalves Dias, é correto afirmar:

• a) natural do Ceará, escreveu obras indianistas como A Confederação dos Tamoios e


Ubirajara.
• b) poeta gaúcho, destacou-se, dentro do Romantismo, pela poesia lírica e sentimental
como, por exemplo, Lira dos Vinte Anos e A Noite na Taverna.
• c) poeta maranhense, um dos principais representantes do Romantismo, escreveu poesias
sentimentais e poemas de enaltecimento do índio como, por exemplo, Timbiras.
• d) natural de Minas Gerais, foi um dos representantes do Pré-Modernismo ao escrever
Inspirações do Claustro.
• e) poeta paulista, pertencente ao Parnasianismo, ficou famoso com a obra Conferências
Literárias.
15 – (UFRR) – A obra romanesca de José de Alencar introduziu na literatura brasileira quatro tipos de romances:
indianista, histórico, urbano e regional. Desses quatro tipos, os que tiveram sua vida prolongada, de forma mais clara
e intensa, até o Modernismo, ainda que modificados, foram:

• a) Indianista e histórico;
• b) Histórico e urbano;
• c) Urbano e regional;
• d) Regional e indianista;
• e) Indianista e urbano.
16 – (UCP-PR) – O desejo de morrer e a sentimentalidade doentia são
características da poesia do autor de Lira dos vinte anos. Trata-se de:

• a) Gonçalves Dias.
• b) Castro Alves.
• c) Gonçalves de Magalhães.
• d) Casimiro de Abreu.
• e) Álvares de Azevedo.
17 – (FUVEST-SP) – Sobre o romance indianista de José de
Alencar, pode-se afirmar que:

a) analisa as reações psicológicas da personagem como um efeito


das influências sociais.
b) é um composto resultante de formas originais do conto.
c) dá forma ao herói amalgamando-o à vida da natureza.
d) representa contestação política ao domínio português.
e) mantém-se preso aos modelos legados pelos clássicos.
18 – (UFES) – Em relação ao romance Lucíola, de José de
Alencar, só não é correto dizer que:

• a) analisa o drama íntimo de uma mulher, dividida entre o amor conjugal e a riqueza
material.
• b) é escrito em forma de cartas, que serão reunidas e publicadas pela senhora que
aparece no texto.
• c) narrador em 1ª pessoa retrata um perfil de mulher aparentemente mundana e frívola.
• d) protagonista relata, através de sua visão romântica, a sina da prostituição de Lúcia.
• e) autor revela aspectos negativos dos costumes burgueses do Rio de Janeiro de cem anos
atrás.
19. Entre as obras mais comentadas do Visconde de Taunay estão: O Encilhamento, A Retirada
da Laguna e, principalmente, o romance:

• a) A Moreninha.
b) Inocência.
c) Clarissa.
d) Rosa.
e) A Escrava Isaura.
20.Sobre o romance regional, estão corretas todas as
alternativas, exceto:

a) apresenta o índio como herói nacional, símbolo da pureza e


inocência.
b) é marcado pela diversidade regional e cultural do Brasil.
c) está relacionado com as particularidades dos habitantes de
diferentes regiões.
d) explora expressões utilizadas no universo sertanejo.
e) apresenta paisagens do sertão nordestino em muitas obras.
21. A palavra de Castro Alves seria, no contexto em que se inseriu, uma palavra
aberta à realidade da nação, indignando-se o poeta com o problema do escravo e
entusiasmando-se com o progresso e a técnica que já atingiam o meio rural. Esse
último aspecto permite afirmar que

a) identifica-se aos poetas da segunda geração romântica no que se refere à


concepção da natureza como refúgio.
b) afasta-se, nesse sentido, de outros poetas, como Fagundes Varela, que
consideram o campo um antídoto para os males da cidade.
c) trata a natureza da mesma forma que o poeta árcade que o antecedeu.
d) antecipa o comportamento do poeta parnasiano que se entusiasma com a
realidade exterior.
e) idealiza a natureza da pátria, buscando preservar a sua simplicidade e pureza, tal
como Gonçalves Dias.
7. Assinale a alternativa que completa adequadamente a asserção:

O Romantismo, graças à ideologia dominante e a um complexo conteúdo artístico,


social e político, caracteriza-se como uma época propícia ao aparecimento de
naturezas humanas marcadas por
a) teocentrismo, hipersensibilidade, alegria, otimismo e crença.
b) etnocentrismo, insensibilidade, descontração, otimismo e crença na sociedade.
c) egocentrismo, hipersensibilidade, melancolia, pessimismo, angústia e desespero.
d) teocentrismo, insensibilidade, descontração, angústia e desesperança.
e) egocentrismo, hipersensibilidade, alegria, descontração e crença no futuro.
8. Numere a coluna da esquerda, de acordo
com a coluna da direita, tendo em vista a
poesia romântica brasileira:
1. primeira geração ( ) abolicionismo
2. segunda geração ( ) condoreirismo
3. terceira geração ( ) autocomiseração exacerbada
( ) obsessão pela morte
( ) indianismo
( ) nacionalismo
17.Considere as afirmações abaixo sobre o
romantismo no Brasil:
I. O movimento romântico no Brasil teve início em 1836 com a publicação de “Suspiros poéticos e
saudades” de Gonçalves de Magalhães.
II. O romantismo no Brasil se destacou na poesia e na prosa.
III. A segunda fase do romantismo no Brasil sofreu influências da poesia do poeta inglês Lord Byron.
Estão corretas as afirmações:

a) I
b) I e II
c) I e III
d) II e III
e) I, II e III

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