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A empresa ANDALUZ, situada no estado do Espírito Santo, bairro industrial

Civit II, município da Serra. Ocupa uma área de 20.000 m², sendo 4.800 m² de área
construída, onde são fabricados produtos destinados ao setor elétrico, a saber:
Eletroduto de PVC; Conduletes de PVC; Caixas plásticas; Caixas de passagem;
Quadros de disjuntores plásticos e metálicos; Painéis modulares; Abraçadeiras;
Caixas modulares e termoplásticas; Nípel roscado; Leitos para cabos; Acessórios
para fixação; Porcas, arruelas e parafusos e Eletrocalhas. A empresa foi fundada em
Agosto de 2000, conforme CNPJ, conta com mais de 100 funcionários diretos e gera
centenas de empregos indiretos, sendo classificada como uma empresa de grande
porte no regime de Sociedade Empresária Limitada, tendo a missão de "investir
constantemente na melhoria contínua da qualidade de seus produtos, com preços
competitivos para melhor atender aos seus clientes."

O local do estágio se deu no setor de manutenção da empresa, uma ideia do


diretor de produção Harlei Lima, como forma de testar meus conhecimentos
mecânicos. Esse local é "gerenciado" pelo supervisor Sergio Soares, técnico em
mecânica com mais de 1 década de "casa". O setor é composto por 1 escritório, 1
local de estoque subdivida em 3 "ruas" , 1 bancada de testes/reparos, utilizada pelos
técnicos, e 1 serralheria, que fabrica e repara sob demanda de projetos internos que
necessitam de soldagem, predominantemente via MIG/MAG. A organização se dá
em duas equipes distintas que não se comunicam: A chefia, integrada pelo Sergio
Soares e sua assistente pessoal, e o setor de manutenção, que abriga 11
colaboradores. Não há diálogo entre a chefia e o setor de manutenção, há apenas
uma intermediação feita pelo colaborador Carlos, que obtém as demandas e as
distribuem à equipe.
As demandas do setor se dão por meio da falha, usualmente, e previsão de
falha, pouco usual, de maquinas e equipamentos de todos o setor. Cabe ressaltar
que o plano de manutenção preventiva é inexistente na prática. A fábrica abriga
equipamentos de extrusão, injeção de termoplásticos, puncionadeiras bem como
equipamentos de pintura eletroestática, torneadeiras CNC (para reparo nos moldes
das injetoras) e trituradoras, As quais não explanarei com detalhes por ética
profissional e sigilo comercial de acordo a lei de propriedade industrial (lei 9.279/96).
Rapidamente identifiquei gargalos no planejamento das atividades de
manutenção ao obter manuais técnicos (por pesquisa própria) de todas as máquinas
de produção da indústria, e comuniquei ao colaborador intermediador que
poderíamos adotar um ciclo PDCA no setor, entretanto não há interesse em
melhoria por parte da chefia, apenas o interesse em manter cargos e regalias que
este os trazem (um dos motivos de minha desistência do estágio), sem contar que a
comunicação é extremamente precária por parte do supervisor.

Cabe ressaltar que o setor de manutenção está intimamente ligado à gerencia


de produção, uma vez que o correto funcionamento evita gargalos melhorando a
produtividade, a exemplo, houve um momento em que uma máquina produzia 20
peças sendo 17 com defeito e apenas 3 prontas para a comercialização. Apesar de
estudante de engenharia de produção possuo graduação completa em engenharia
mecânica e, portanto, não posso deixar de fazer uma análise dos problemas
observados.

Foi adotado, no período, os conhecimentos teóricos apresentados no livro


Manutenção Mecânica Industrial – Conceitos Básicos e Tecnologia Aplicada, de
Paulo Paulo Samuel De Almeida e o livro Manutenção. Função Estratégica, de Alan
Kardec.

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