de ESTAGIO

Instituto Politécnico de Coimbra – Escola Superior de Educação – A R T E

relaTORIO
& DESIGN

por N Í S I A J O Ã O S O U S A - Supervisor: Professor Bartolomeu Paiva -Tutor de estágio: Juliana Guiomar .

C o i m b r a, Julho, 2011

2

AGRADECIMENTOS
À grande profissional e “sábia” equipa da Menina Design Group, que me permitiu ver além de um suposto limite. E ainda, um especial obrigado para a Alexandra Santos, colega estagiária da área do Marketing, que me transmitiu o seu saber…

3

4

RESUMO

Desenvolver produtos recorrendo às áreas do Design e do Marketing é uma tendência da globalização. Confere aos produtos maior competitividade no Mundo real e contemporâneo, demonstrando que os tempos vindouros irão ser caracterizados e extremamente marcados pela mudança. Os cenários sociais são contemplados por estes profissionais em busca de novas estratégias empresariais, ao jeito da vivência do século XXI. Agora as características do indivíduo ou a área a que este pertence continuam a ser respeitadas. A Menina Design Group definiu-se, para mim, como uma aposta nacional estratégica, oferecendo oportunidades aos mais sonhadores e ambiciosos jovens criadores. Esta entidade aproveita-se da abertura que a comunidade do Design desenvolveu para atingir o sucesso no mundo dos negócios. As técnicas que o Design tem integrado do Marketing têm gerado uma situação de partilha e de promoções complementares. Realidade que denuncia oportunidades através de novas ferramentas, focando-se no consumidor como a matriz dos seus objectivos. Talvez se proponha como uma armadilha para o indivíduo, ou como uma promoção de determinados valores representativos de uma comunidade. A Menina Design Group move-se em equipa, motivada por desejos, tudo isto em prol da transformação e do desenvolvimento. Negam a confusão e são apologistas do método, são assim atraentes para os mercados por promoverem valores especializados que vão ao encontro de oportunidades rentáveis. O Marketing e o Design confluem para o sucesso…

Palavras-chave: oportunidade, negócio, aposta, inovação.

5

6

ÍNDICE

Lista de Abreviaturas 1. 2. Introdução Caracterização da Entidade de Acolhimento 2.1. Denominação 2.2. Sector de actividade 2.3. Localização 2.4. História 2.5. Enquadramento Orgânico e Missão 2.6. Objectivos 2.7. Organograma e Breve Caracterização dos Recursos Humanos 2.8. Instalações 3. Abordagem Teórica Associada ao Estágio 3.1. Conceito Marketeer 3.2. Briefing – do Marketing e do Design 3.3. Caso Prático na MDG – Portugal Brands 4. 5. 6. 7. 8. Descrição e análise de Actividades Reflexão sobre o contributo profissionalizante do estágio Considerações Finais Referências Webgráficas Anexos

8 9 11 12 13 14 15 16 20

21 23

24 25 29 34 47 51 53 57

7

LISTA DE ABREVIATURAS

BL…………………………………………………………………………………………………………Boca do Lobo

CD……..……………………………………………………………………………………………………….Club Delux

CEO……………………………………………………………………………………. Chief Executive Officer

DG…………………………………………………..…………………………………………………Design Galerist

DL………………………………………………………………..………………………………………………Delightfull

ESEC ……………..………………………………...Escola Superior de Educação de Coimbra

ICFF ……………..………………………………….International Contemporary Furniture Fair

MDG……………………………………………………..………………………………Menina Design Group

MDI………………………………………………………….…….……………….Menina Design Interiores

PB…………………………………………………………………………………..……………….Portugal Brands

PME’s………………………………………………………………..….Pequenas e Médias Empresas

SPB…………………………………………………………………………..………..Serviço Portugal Brand

VIP…………………………………………………………………………….……….Very Important Product

8

1.INTRODUÇÃO

Quase tudo o que existe no Mundo contém Design, cada objecto conta uma história e assim sabemos com entendê-lo. Tanto o Design como o Marketing podem operar em campos diversificados, e ajudar-se mutuamente. Porém, o interesse comum está sempre em entender as pessoas e conquistá-las através de soluções para as suas necessidades. Os extremos precisam de ser analisados e sintetizados para concretizar o aperfeiçoamento de um Mundo mais ergonómico, em que se promova uma melhoria considerável na vida quotidiana sem que o utilizador se aperceba directamente disso. Os resultados não podem nunca ser difusos, o Mundo exige clareza, evidência e usabilidade aos objectos. Hoje existem demasiadas coisas desnecessárias, culpa de designers e marketeers que sugerem necessidades supérfluas, gerando uma produção muito acima do essencial. O Design precisa ser bom mas o Marketing pode ajudá-lo a potenciar a qualidade. Contudo, o verdadeiro Design é inovador, é essencialmente útil, têm um aspecto estético agradável ao consumidor e ao espaço em que se insere, oferece um carácter duradouro, que se assume em todos os seus detalhes e que opta por uma postura amiga do ambiente. O Design não existe sozinho, ele existe para a sua envolvente com uma produção de energia emocional, contribuindo directamente para a vida do utilizador. Parece que, cada vez mais, os objectos se integram naturalmente, passam a fazer parte das vidas e das famílias, onde existe uma comunicação fácil com o consumidor. Os recursos são variadíssimos e a evolução marcou profundamente a interacção que actualmente acontece entre objectos e pessoas, aproveitando-se da evolução tecnológica. O Design estimula a mente, o verdadeiro desafio passou a ser a sustentabilidade através do aparecimento do conceito de regeneração, pois as escolhas do consumidor têm consequências que podem actuar na vivência das próximas gerações. Por vezes é flagrante o risco da junção do Marketing e do Design, apesar de todos os aspectos positivos que paralelamente daí podem ser retirados. A meu ver, estas duas áreas têm, actualmente, uma capacidade de suscitar reflexão entre a população, comparativamente a outras áreas de estudo e acção (por intervirem directamente no comércio e na sociedade). Uma das funções do Marketing é ajudar a

9

vender o Design que é ‘fruído’ pela humanidade, num processo de manipulação que pode ser autêntico, mentiroso ou simplesmente estratégico. Mas o verdadeiro Design precisa de ter significado, e transmitir a motivação pessoal de quem o consome! Depois de muitos erros da sociedade devido a limites e valores ultrapassados, a economia manipulou e venceu, fez uso de tudo o que tinha para usar, também culpa do Marketing e do Design. As consequências já começam a ser notórias, e em algumas zonas do planeta são mesmo evidentes, entristecendo quem as observa… Agora há novos desafios, o problema a ser resolvido é de natureza ecológica e exigente, estragamos o Mundo, está muito na mão do Design ajudá-lo, comprometendo contudo o lucro. Menos dinheiro e menos felicidade, esta será a verdade… Mesmo assim, há que espicaçar a consciência do Mundo, este tem de aperceber-se da manipulação, que nem sempre é positiva e à qual está sujeita a todo o momento! O Planeta Terra gira em torno do Sol, uma estrela brilhante que proporciona luz para o nosso Mundo, permitindo que tudo exista aos nossos olhos, estando no olhar e na apreciação individual a escolha do futuro. Mas, infelizmente, hoje o Mundo só gira em torno do dinheiro… Então onde estão a verdade e os verdadeiros valores? Quando não há uma objectividade no que realmente se deseja para o futuro, não se caminha para algo realmente bom… Nós somos afinal produto do nosso meio.

10

2. CARACTERIZAÇÃO DA ENTIDADE DE ACOLHIMENTO

Durante dois curtos meses fiz parte da inspiradora empresa Menina Design Group (MDG – www.meninadesign.pt). Em 2003, no segundo dia do mês de Abril criou-se este ‘grupo de sonhos’. O objectivo era estimular o Design Português com o propósito que este evoluísse e crescesse aos olhos do Mundo, gerando o fascínio pelo Design no país. Esta empresa é uma prova de amor e profissionalismo, demonstra orgulho de se ser português projectando o futuro. Com uma postura extremamente criativa, procura a revolução a nível económico e social. Fazendo uso de uma estratégia invejada por muitos, acredita e aposta no lançamento de negócios em Design. Procura constantemente o sucesso e actualiza-se a toda a hora, alia-se a tudo o que considera bom e vive no sonho de ser a melhor, sem nunca descuidar a sua nacionalidade. O seu período de vida, até então, pode ser curto mas o seu trabalho já é reconhecido a nível internacional. Revela-se com um trabalho intenso, com orgulho em si mesmo e na sua equipa, conquistando o Mundo através da sua visão avançada de Design Thinking e Marketing. Apresentam novas propostas para o mercado e acredita no sonho através da promoção de processos de comunicação, que apostam na criatividade e dinamização empresarial. São extremamente competitivos, mas têm trazido consigo variadíssimas vantagens tanto para a indústria como para o comércio ou para os próprios designers, que actuam em colaboração. Esta entidade divide-se em grupos: produto (Boca do Lobo – www-bocadolobo.com; Delightfull – www.delightfull.eu; Brabbu – www.brab bu.com), serviços (Portugal Brands – www.portugalbrands.pt; Preggo – mdp reggo.com; Menina Design de Interiores – www.meninadesign.pt), dotcom (http://portugalbrands.com; http://clubdelux.pt; http://www. designgallerist.com) e social (Fundação do Design).

11

2.1. DENOMINAÇÃO

O seu nome nasceu da paixão pelo Design e pela inovação, foi na procura pelo desconhecido de uma forma confiante que se distinguiu nos mercados, onde o sonho é assumido como factor chave para o seu reconhecimento. Assim, denominam-se como Designers de produto, interiores, equipamento, gráfico e multimédia, são gestores, informáticos e marketeers, são verdadeiramente empreendedores. Primeiro tratavam somente de interiores, mas rapidamente entenderam que precisavam de evoluir, por necessidade do mercado. Criaram então serviços para que a empresa se fizesse notar e oferecesse ao cliente resultados mais eficientes. Todas estas variantes se interligam mutuamente na Menina Design Group, numa procura constante de progressão. A segurança que transmite permite-lhes uma postura profissional na procura constante da liderança, “A inovação é o nosso estilo de vida”, defende a MDG.

.

12

2.2. SECTOR DE ACTIVIDADE
A MDG desafia dois grandes mundos: o de Design e o de Marketing. Hoje, assume-se como uma das marcas com mais potencial a nível nacional. Promover a criatividade e materializá-la nos seus sucessos são uma das suas estratégias. O Design da empresa desenvolve objectos inovadores e de atracção visual, o Marketing promove tudo em torno destes, desenvolvendo histórias que apoiem e autentiquem esses objectos. Uma das suas marcas e produtos é a importante Boca do Lobo (BL), que actua num mercado luxuoso, ao conceber peças exclusivas e de grande valor criando uma fortíssima marca de mobiliário, talvez a melhor em Portugal, já intitulada por entendidos fora da empresa, como a

joalharia do Design português. Em forma de desafio a Delightfull (DL)
aposta em toda a capacidade dos produtos de iluminação, pois ao fazer uso de materiais atractivos junta a forma aparentemente tradicional ao requinte. A Brabbu (B) é uma marca embrionária, está ainda em crescimento, percebeu-se que faltava uma marca mais masculina que não descuidasse o charme. A informação sobre esta é ainda muito escassa pois encontra-se em desenvolvimento. Todas estas marcas podem existir individualmente, como também apoiarem-se umas às outras, idealizando espaços de características distintas. Optam por uma filosofia industrial, que alia qualidade e acrescenta uma visão inovadora, oferecendo soluções favoráveis ao seu público-alvo. Para tal, foi necessário oferecer ao cliente serviços de qualidade que ajudassem a contribuir para a sua felicidade. Desenvolveuse então a Menina Design Interiores (MDI), esta foi a ideia inicial da MDG. Hoje a MDI integra todos os produtos da MDG em prol do desenvolvimento de espaços que sejam ‘a cara’ do desejo do cliente. A Portugal Brands (PB) aposta no desenvolvimento desta ‘vontade’ de promover o Design de diferentes empresas portuguesas, dentro e fora da MDG, para o estrangeiro, rico e global. A fim de perceber melhor qual o verdadeiro mercado da MDG, e criar tribos seguidoras do ‘seu’ Design, desenvolveram-se blogues, o Club Delux (CD - que denuncia e mostra uma cultura de luxo de carácter global) e o Design Gallerist (DG - que assume o Design enquanto arte, mostrando tudo o que está a aparecer nesse quadro). De maneira pró-activa, não se limitam à criação que desenvolvem, apostam claramente na garantia de serem capazes de competir a nível global.

13

2.3. LOCALIZAÇÃO

A empresa localiza o seu cérebro na baixa do Porto, uma cidade que sempre fora abastada e com uma grande classe industrial. A Menina Design Group situa-se numa zona extremamente turística e histórica da Cidade Invicta. O sítio, bastante inspirador, no Palácio das Artes – Fábrica dos Talentos, dá asas à criatividade através do elo que os jovens criativos proporcionam às empresas. Esta encontrase na seguinte morada: Largo de S. Domingos, 16-22, 4050-545 Porto, Portugal.

14

2.4. HISTÓRIA

A Menina Design Group (Designing our Future) iniciou-se com Amândio Pereira (actual CEO da empresa) e com Ricardo Magalhães, (antigo designer criativo). O primeiro nome da empresa foi Menina Design Lda., com o propósito de projectar espaços e assim nasceu há oito anos, a dois de Abril. Revela-se uma empresa especializada em Design, mostrando-se como ‘activista’ desta área no país. Esta realiza um processo empresarial em função do cliente. Para aumentar a qualidade de fabricação e ampliar a capacidade de competitividade, a fábrica foi ‘criada’ um ano depois no mês de Junho, e foi chamada de Preggo, perto do Porto, em Rio Tinto. Assim, a capacidade de resposta aumentou, a criatividade passou a poder voar mais alto, pois a proximidade com os técnicos e artesãos era uma realidade, permitindo uma grande flexibilidade. No entanto, os acabamentos em madeira e outros pormenores não são elaborados ali, o serviço é contratado no exterior. Hoje esta unidade, por estar receptiva a qualquer proposta, tem uma longa lista de clientes, que na sua maioria são designers e artistas. Definindo-se pela excelência, a marca de mobiliário exclusivo Boca do Lobo (Exclusive Design) foi criada em 2005, com um estilo vincado e muita personalidade. Uniu conteúdos, formas e técnicas tradicionais através das especializadas mãos do artesão para transmitir o seu “afecto” pelo Design. A iniciativa empresarial da Portugal Brands nasceu em Abril de 2008, vindo acrescentar competitividade no que respeita ao mercado em Portugal, ajudando a criar rendimentos financeiros no país. Também no mesmo ano, mas em Novembro, em parceria com a empresa Candeeiros Castro (das imediações da cidade do Porto) nasceu a Delightfull ( Brighten

Your World). Esta “união” aconteceu por se ter percebido a
potencialidade da empresa (Candeeiros Castro), onde com uns “pozinhos” de estratégia e Design a ambição tornou-se internacional. As outras marcas e projectos concebidos pela MDG são ainda muito recentes. O Club Delux (Luxury Paradise) é um blogue que tem como intenção implantar uma cultura de luxo, através deste também é possível entender quais as tendências de luxo que interessam ao consumidor. Revela-se então uma estratégia extremamente importante para a evolução da Menina Design Group no seu geral. Avaliando pelos registos no blogue, acredito que tenha tido início a meados do último mês do ano passado: Design Gallerist (Rare Products on Earth), que aposta

15

basicamente na mesma estratégia blogista, contudo, o tema é outro. Este revela novos desenvolvimentos contemporâneos de um Design artístico, os seus arquivos iniciam-se na mesma data. A Brabbu (Timelesse Design), apesar de já ter sido ‘lançada’, o seu grande início ainda não começou, e provavelmente este só acontecerá depois do Verão.

Este esquema foi disponibilizado por Juliana Guiomar (foi o último a ser elaborado, mas algumas das informações já não estão actualizadas).

2.5. ENQUADRAMENTO ORGÂNICO E MISSÃO
A missão da Menina Design Group é “Designing Our Future”. Possui uma visão focada para impulsionar o Design usando uma imensa força empresarial, isto aperfeiçoa os métodos de renovação e inovação. Para estes fins criaram-se redes de conexão entre a indústria, ligando o Design e o Marketing. Estes defendem os valores criativos e fazem uso destes, necessitando de estar em constante remodelação, porque o tempo altera-se a cada segundo e os gostos dos clientes também, portanto, há que perceber o consumidor para que as suas marcas ofereçam um trabalho qualificado. Entretanto, não seguem um pensamento aparentemente normal, procuram o sucesso através de um estilo irreverente a caminho do futuro. A equipa da MDG procura o sucesso entre a ligação e partilha de saberes, práticas e comércios, trabalhando sempre em Corporativismo Empresarial na procura de uma melhor satisfação do cliente. Para tal, acentuam fortes e duradoiras

16

relações com os seus compradores, numa relação baseada na confiança, dedicação e qualidade, onde existe um grande esforço de surpreender sempre o cliente ao oferecer-lhe mais do que está à espera, em todos os aspectos. Há uma profunda paixão pelo Design e isso facilita toda a acção. A MDG opta por permanecer no nosso país (Portugal) usando isso com orgulho e com uma postura que os distingue pela positiva do resto do Mundo, ou pelo menos, é nisso que acreditam. Ao contrário do que muitos pensam, apostar numa postura nacional no resto do globo não é negativo, a MDG é inovadora e competitiva em quase todos os mercados, apesar da sua “juventude”. Consegue um trabalho de altíssima qualidade através da recuperação de técnicas que têm vindo a ser abandonadas, mas que conferem à MDG muita competitividade. A Menina Design distingue-se ainda pela sua faceta de investigadora, não só dos mercados como de ‘novos talentos’ (universitários maioritariamente), apostando no crescimento intelectual e nas parcerias com instituições do Ensino Superior. Com uma acentuada personalidade emocional, a reconhecida marca Boca do Lobo define-se como uma equipa que deposita amor no que sente e faz, revelando resultados extremamente positivos, onde nenhum detalhe é menos pensado, ultrapassando muitas barreiras, como por exemplo a que divide a Arte e o Design e a que separa o tradicional do contemporâneo. Mostra-se como uma marca talentosa e experiente que transfere prazer para os ‘portadores’ dos seus objectos luxuosos. Este reinterpreta o passado juntando-lhe um pouco de tecnologia, proporcionando às suas peças uma poética intemporal, onde o artesão assume grande parte da culpa, visando a criatividade nos seus projectos. Contudo, a BL é um espírito e uma alma! É surpresa e personalidade, provoca e faz uso do inesperado para se mostrar e se definir. Tende a identificar o seu mobiliário como apaixonante, de materiais nobres, invocando óptimas sensações. Pode ser contraditória a um olhar desatento, mas é apenas a mistura inspiradora e criativa do artesão e do designer, concebendo peças renovadas de elevado nível e prestígio. A Delightfull assume como sua missão o “Design Unique Lamps”. De maneira idêntica à BL, a Delightfull também assume uma personalidade emocional e forte. Esforça-se por arcar um “Design artístico”, valorizando o seu produto de iluminação com alma, para que este seja gerador de cultura. Opta por estilos do “vintage” ao clássico, onde também aliam o trabalho manual do artesão à experiência do Design, apesar de ser produzindo com sabedoria industrial. Isto não resulta em simples candeeiros projectados, quer de suspensão, chão, mesa ou parede. A sua iluminação assume uma presença fortíssima no

17

espaço, criando um conceito em torno do ambiente em que se insere e correspondendo às necessidades do cliente. Possuem uma tipologia suave e ajustável, com um simultâneo estilo sofisticado e discreto. Misturam os ícones da “manipulação” de luz já existentes na história, com a inovação actual… Assumem-se como um toque perfeito! A Preggo tem como missão responder a todos os clientes (independentemente da sua área) com rapidez na execução dos seus pedidos, num resultado com grande qualidade, tanto técnica como estética. Actua há anos com uma função integrada, acreditam que a qualidade do Mundo está na qualidade dos seus produtos. Aqui a ideia do cliente prevalece de maneira exigente, torna-se autêntica no mundo real, passa da imaginação ao mundo físico, aliando-se a qualificados detalhes. O entusiasmo, a formação e a precisão levam à vitória da equipa. Na fábrica realizam-se trabalhos de logística, Design, marcenaria, polimentos e engenharia do produto, oferecendo a possibilidade de parcerias que assumem as actividades não realizadas no local para aperfeiçoamento, satisfazendo os mais variados pedidos do cliente. Fazendo uso do pouco tempo, valorizam o apoio técnico e diferenciam a sua oferta, desde a embalagem a qualquer tipo de verniz. Preenche altos requisitos na produção de objectos qualificados. Mostram o seu trabalho a quem o quiser ver e apreender, juntando a dificuldade que o artesão tem em projectar com o talento dos jovens. É importante sublinhar que a Menina Design Group, a Boca do Lobo e a Preggo apesar de funcionarem individualmente, são uma espécie de cooperação empresarial que espalha a criatividade, o país, a técnica, o artesanato e a inovação a nível internacional. Como o slogan da Preggo diz “Your Idea Our Solution”, sendo esta a sua verdadeira aposta. Outra das marcas implantadas na MDG é a Portugal Brands, mas esta, ao contrário das outras, desenvolve um trabalho mais dirigido para o Marketing. A PB defende a imagem do país e das empresas portuguesas no exterior. Espalha uma imagem positiva na economia, passando a verdadeira realidade de Portugal, a PB realiza a comunicação (com Presskit integrado). A missão desta entidade é “liderar o maior movimento de promoção de Marcas Portuguesas no Mundo”, cooperando no seu sucesso a nível global, difundindo-as com a credibilidade de empresas que se assumem voltadas para o futuro no seu negócio, sempre com uma imagem positiva. A PB debate as suas expectativas em relação a empresas nacionais, envolvendo-se nos seus portfolios, a fim de passar uma forte imagem do Design nacional. A Portugal Brands é extremamente ambiciosa, acredita que oferece o melhor do Design português ao Mundo, como nenhuma outra empresa havia feito, procura a excelência numa atitude corporativista. Centralizam-

18

se na marca, mas partilham competências. Esta faz questão de estar presente nos melhores circuitos da área, e apesar do esforço e do tempo gasto ser inferior, o certo é que a visibilidade comercial é muito maior a nível global, traduzindo estratégia e eficácia. Na procura de oportunidades de negócio, a Portugal Brands destaca-se pelo seu empreendorismo, fortalecendo o mercado nacional ao promover os seus produtos. A Menina Design Group dirige ainda os seus dois bloges, o Club DeLuxe e o Design Gallerist. O blogue sobre assuntos de luxo, Club DeLuxe (Luxury Paradise) promove uma cultura que aprecie este nível de produtos e serviços. Expõe o que há de melhor no Mundo, encara-o como perfeito nos seus apontamentos “sedutores”, provocando o desejo nas pessoas, pela argumentação atraente apresentada através da partilha de experiências, conselhos e orientações. Noutra vertente, o Design Gallerist aposta na montra da raridade de peças de Design (Rare Products on

Earth). Tenta sempre estar à frente em antecipação, a fim de ‘denunciar’
antes dos outros os produtos contemporâneos e emergentes que se situam entre o Design e a arte. Esta aposta na difusão internacional, fazendo uso de entrevistas a designers, comentários e artigos sobre exposições, entre outros, denunciando avanços importantes. A MDG desenvolve assim um trabalho diversificado, onde a sua diversidade cria uma ‘rede’ multidisciplinar em torno do consumidor e dos mercados internacionais.

.

19

2.6. OBJECTIVOS

A empresa gere possibilidades e ocasiões, em parceria com entidades do Ensino Superior portuguesas e internacionais (ESEC, EDAD, IPAM e Politecnico di Milano, e ainda de França, Espanha e Polónia entre outros), apoiando recém-licenciados ambiciosos que pretendem entrar no mundo empresarial. A Fundação do Design (‘marca’ membro da MDG) tem uma acção social que apoia designers e marketeers, mas também áreas como a Gestão, a Informática e a Comunicação Social. O objectivo para este ano é apoiar nessas vertentes cerca de 130 jovens junto da indústria, em forma de estágios. Este investimento da MDG realiza no Verão, de Junho a Setembro, um workshop designado “O Calor da Inovação” com cerca de 60 jovens. Nesta iniciativa vai-se realizar “72H Design Nonstop”, uma actividade entusiasta para Designers de Produto. É importante referir que a escolha de integrar estudantes de vários países é uma estratégia pensada. Este intercâmbio de culturas contribui para a promoção do Design no contexto mundial, oferecendo aos estudantes uma maior maturidade, devido ao rápido acesso à realidade industrial. Esforçam-se por espalhar os seus designers e marketeers pelo Mundo para que o entendimento real sobre os mercados seja eficiente, tornando-se uma condição indispensável para o sucesso da MDG. Focamse na oportunidade, a fim de não se desperdiçar talentos. Revela-se um importante meio de recursos para o Design, estabelecendo ligações criativas e parcerias com a indústria, uma estratégia empresarial que se baseia de forma empreendedora em

network. Oferece formação para quem quer ser mais, promovendo
portefólios e orientação na criação de profissionais atractivos e qualificados, estabelecendo uma alargada e competitiva rede de contactos empresariais. Toda esta acção formativa resulta em serviços e produtos inovadores com grande qualidade, isto aumenta os lucros e influencia do negócio. a seu diferenciação

20

.

2.7 ORGANOGRAMA E BREVE CARACTERIZAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS

Este esquema foi disponibilizado por Juliana Guiomar (este foi o último organograma elaborado, mas algumas das informações já não estão actualizadas).

21

A equipa revelou-se muito animada e dedicada às suas tarefas. Num clima livre, as pessoas são extremamente diversificadas em todos os aspectos, estilo de trabalho, gostos, aparência e carácter. O ambiente é agradável e o grupo ambicioso e aplicado… Uma coisa une todos: o gosto por inovar. “We love Design”!

22

2.8. INSTALAÇÕES

Em forma de apoio político para a comunidade artística, a Menina Design Group sedia-se no Palácio das Artes. Este lugar foi renovado em 2003, faz jus a um projecto da Fundação da Juventude definindo-se como um espaço que promove e apoia actividades artísticas, é sem qualquer tipo de dúvida, um sítio de nítida estratégia… O Palácio das Artes está aberto ao público de segunda a sábado, das 9:00h às 19:30h. O edifício oferece variadas soluções para os artistas (residências artísticas, salas multimédia, salas para workshops, salas multidisciplinares, laboratórios criativos, e galeria de artes visuais e plásticas). No mesmo edifício ainda se encontra o glamoroso restaurante do Chef Rui Paula, e a loja do arquitecto Paulo Lobo de artesanato contemporâneo “Lobo Taste”. Caso haja alguma razão para esse fim, para entrar em contacto com os gestores do edifício os números telefónicos disponíveis são: 22 202 38 76; e 22 202 23 80. O espaço destinado à MDG são três salas do segundo andar do edifício, com vista privilegiada para a rua depois de uma majestosa escadaria em jeito de labirinto. O espaço é extremamente inspirador… O chão de madeira escura realça a graciosidade do espaço! É uma área limpa de decorações, realçado por Forest Cabinet (Edição Limitada da Boca do Lobo), mas mesmo assim, o mobiliário do qual faz uso oferece à sua envolvente o aconchego necessário e indispensável. As mesas ora redondas ora rectangulares, ora de tampo de madeira escura ou pintado de branco com ‘pernas douradas’ ou simplesmente com cavaletes, serviam para as cadeiras restauradas de madeira, bem diferentes umas das outras. Os candeeiros de luz branca são discretos e aplicados às paredes, mas a iluminação ganha requinte com o imponente candeeiro da Delightfull que se encontra na sala central. Inicialmente as três salas dividiam-se (da esquerda para a direita) entre o pessoal que estava a trabalhar para desenvolvimento de produto, a sala do meio era para Marketing e Design Gráfico, e por fim a outra sala está disponível para os ‘verdadeiros’ membros da empresa. Mas posteriormente a direcção considerou que era mais rentável se estivéssemos divididos por marcas, então, cada marca passou a ter a sua localização estratégica.

23

3. ABORDAGEM TEÓRICA ASSOCIADA AO ESTÁGIO 3.1. CONCEITO MARKETEER

“Um processo social e gerencial pelo qual indivíduos e grupos obtêm o que necessitam e desejam, através da criação, oferta e troca de produtos de valor com outros.” Philip Kotler
(Fonte: http://webmail.faac.unesp.br/~paula/Paula/106.pdf)

O consumidor e os seus desejos são hoje o centro da acção dos mercados. Esta é a principal razão da existência do Marketing, que nasceu verdadeiramente a seguir à Segunda Guerra Mundial, já com a intenção de activar os estímulos do consumidor através das suas necessidades. A primeira definição da área do Marketing foi a seguinte: “ O desempenho das actividades comerciais que dirigem o fluxo de bens e serviços do produtor ao consumidor ou usuário”, esta descrição aconteceu em 1960 pela Associação Americana de Marketing. Esta disciplina representa o mercado e a acção, ou seja, comercialização. Hoje, há conflitos sobre a sua função, alguns criticam por acreditar que este só serve para vender (mesmo que o produto de venda não tenha qualidade ou não corresponda ao que este afirma ter atreves dos marketeers). Porém, esta disciplina centra-se verdadeiramente nas necessidades do consumidor, focando-as para as analisar e entender (de maneira idêntica aos que os designers fazem para fins parecidos mas diferentes), bem ao jeito da afirmação de Philip Kotler: “Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros” (Fonte: http://gestor.pt/definicao-de-marketing/) Philip Kotler, um professor universitário americano e um guru no ramo empresarial é considerado dos maiores craques e pensadores do conceito do Marketing, ele é bem claro na ideologia que transmite ao Mundo. As suas explicações são directas e concisas, tornando-se praticamente impossível descrever a disciplina sem o apoio das suas definições, como é o caso das seguintes afirmações: “O marketing procura o equilíbrio entre a oferta e a demanda.”; “Marketing não é a arte de descobrir maneiras inteligentes de descartar-se do que foi produzido. Marketing é a arte de criar valor genuíno para os clientes. É a arte de ajudar os clientes a tornarem-se ainda melhores.”; “Marketing é a função empresarial que identifica necessidades e desejos insatisfeitos, define e

24

mede a sua magnitude e o seu potencial de rentabilidade específica que mercados alvo serão mais bem atendidos pela empresa, decide sobre produtos, serviços e programas adequados para servir a esses mercados seleccionados e convoca a todos na organização para pensar no cliente e atender ao cliente.” (Fonte: http://www.merkatus.com.br/ 10_boletim/18.htm). A partir destas citações é fácil identificar que a verdadeira função do Marketing está na satisfação dos desejos e necessidades do cliente, onde a organização permite ao Marketing antecipar-se em relação às carências futuras com atenção à rentabilidade dessas situações, esta disciplina mostra-se então com um grande valor e influência sobre a sociedade. A tradução do termo para português é ‘mercadologia’, que significa para a sociedade no geral a união da economia e da estratégia, de publicidade, e algumas áreas que estudam o Homem como sociologia, psicologia e antropologia. É extremamente virado para o negócio, representa e define as actividades que uma identidade (empresarial ou não) adapta criando rentabilidade. O marketeer é atento, ele transforma a precisão do consumidor em oportunidades rentáveis de negócio, construindo relações satisfatórias.

3.2. BRIEFING - ELO DO MARKETING E DO DESIGN

Hoje o futuro empresarial depende muito da eficácia tanto do Design como do Marketing, união que hoje há quem chame de Design Thinking ou “Design Marketeer”. Os processos de decisão devem passar pela mão destes profissionais, assim a taxa de sucesso será, provavelmente, muito acrescentada. Estas disciplinas sempre cresceram independentes e com alguma rivalidade, no entanto, hoje ajudam-se mutuamente. O verdadeiro designer destes dias aprendeu muito sobre Marketing, faz uso deste para acrescentar valor ao seu produto. Isto reflecte que o Design que actua nesta sociedade projecta para o consumidor um estilo idêntico ao que os marketeers usam. Ambos os profissionais, das diferentes áreas, confundem-se em algumas das suas acções: calculam as pobrezas do cliente; definem e estudam o mercado em que pretendem estar; depois desse estudo de

25

mercado projectam com base nas conclusões dessa análise; valorizam a marca e a sua identidade. Anteriormente havia uma diferenciação mais eficaz entre estas áreas, o marketing geria a marca e as estratégias com influência nos seus dados sobre o mercado, mas o designer é que tinha a estratégia estética. Cresceram em competição mas considero que o caminho do sucesso juntou as suas estradas… Agora estas áreas quando trabalham individualmente os seus resultados são claramente inferiores ao que seriam se trabalhassem em conjunto. Resultado óbvio, uma vez que, partilham as mesmas intenções. O mercado tem-se tornado extremamente exigente, o nível de competição e de opções têm-se vindo a tornar aparentemente ilimitada, isto torna muito mais complexo agradar ao consumidor. As entidades não podem ser limitadas ao ponto de pensar ‘pequeno’, o retorno monetário está em crise e para o contornar é necessário usar estas duas áreas em conjunto. A identidade precisa ser consistente definindo-se por ambos os profissionais a caminho da diferenciação da concorrência, que normalmente acontece através da inovação. O Briefing une o Marketing ao Design, as instruções para ambos os profissionais são idênticas se não as mesmas. Baseiam-se nas mesmas informações e orientações para a realização de um projecto, eles baseiam-se e necessitam dos mesmos dados sobre a empresa (história, missão, cultura e politica empresarial, entre outra definições) que a identidade sustenta. No mercado ambos devem estar atentos, às suas tendências, previsões, anomalias, carências, áreas e serviços que este disponibiliza, aos antecedentes da identidade, a concorrência, os pontos fracos, os fortes e fragmentações. Em relação à marca a que se dedicam estes precisam de a analisar profundamente (vendas, funcionamento, produtos, cores, atributos, diferenciação da concorrência, avaliação dos preços e imagem da entidade, limitações impostas pela marca ou pela lei, anterior comunicação, etc.). Ambos avaliam regularmente o que rodeia a identidade para quem trabalham, isto é, analisam a concorrência, com quem estão em luta directa, tentam perceber quem é verdadeiramente essa concorrência, quem está na mesma competição, observam a oferta e características (preços, comunicação, estéticas, estratégia, investimentos, entre muitos outros factores). O mercado em que se inserem define um público-alvo que é necessário ter algumas noções (idades; classe social, hábitos, sexo, estilo de vida, motivações que move esse público, o seu conhecimento, etc.). Ambos os profissionais precisam de se apropriar destes dados para chegar aos meus objectivos como aumentar as vendas e rentabilidade da empresa, aumentar as visitas à loja da mesma e diferenciá-la no mercado. Juntos são limitados pelo orçamento disponível

26

ou operacional e pelos tempos que têm para realizar determinada acção. Eles partilham toda a mesma base de informação. O Marketing e o Design levam a que o consumidor reconheça o produto devido à imagem e à comunicação coerente, situação só possível quando ambas as disciplinas trabalham em conjunto, relacionando as suas características como uma aliança e não independentes. As metas são equivalentes e as estratégias devem procurar o mesmo, negando um entendimento variado sobre a mesma realidade. Contudo, a hierarquia de poderes e funções dentro da empresa deve ser respeitada, trabalhar em conjunto não significa terem as mesmas funções, é extremamente importante ter em atenção esse apontamento. Essa barreira não deve ser atropelada, pois a distinção de valores e responsabilidades ainda é hoje uma mais-valia para a criação, pois ajudar a manter a organização necessária em prol do fundamental bom ambiente na empresa. A estruturação da entidade é vital para que se atinjam os objectivos estabelecidos, isto permitirá estratégias mais arriscadas mas mais ofensivas, onde os resultados serão bem mais favoráveis e adequados. Ambos os profissionais, designers e marketeers, devem estar em constante mutação e avaliação do que os envolve no geral. O Marketing pode apoiar o projecto do designer testando-o, resultando num melhoramento do projecto. Quando o projecto é realmente realizado, passando da ideia à realidade da Humanidade, o Marketing ajuda-o e realiza a comunicação deste, divulgando-o fazendo uso de todos os recursos disponíveis na actualidade, a fim de intensificar as suas vendas. O resultado desta acção em conjunto só pode ser positiva, onde a empresa e/ou a marca são sempre componentes essenciais da acção destes profissionais. Só este factor permite que se encontre estabilidade e aprovação por parte dos mercados. Eles criam a ligação entre o produto e o mercado. A importância e tudo o que gira em torno da marca é o seu foco. Hoje cria-se um nome que gere um termo como um sinal ou um símbolo, colaborando entre si, para identificar determinado serviço. Procuram identificar, qualificar em prol de satisfação e lealdade, apontando para o crescimento de vendas e lucros através de uma rápida aceitação dos mercados. As suas estratégias devem estar sempre em evolução para que não exista uma estagnação ou declínio de vendas, e uma consecutiva perca de lucros. Conclui-se que as escolhas tanto do Marketing como do Design definem-se pelo cliente e pelos problemas que este tem por resolver. Ambos necessitam optar por uma postura pró-activa e questionadora, fomentando discussões e criação de ideias. Isto estimulará uma discussão interna que alimenta variadas soluções e propõe diversificados

27

caminhos. Estes serão rectificados até que um seja aprovado pelo cliente, só aí se inicia o processo de produção. Portanto, ambos podem partilhar as mesmas fases de trabalho: 1º Análise da situação (Caracterização dos clientes, processamento da informação, concorrência e posicionamento, numa espécie de avaliação dos comportamentos prévios à sua acção); 2º Definição dos objectivos e posicionamento (especificar os objectivos adequados às tarefas operacionais definindo padrões e avaliando recursos específicos, onde cada dado deve pertencer a uma escala de valor distinto, definindo um comportamento especifico de consciência incutindo-os no resultado, criando tarefas prioritárias); 3º Selecção do público-alvo (percepção de comportamentos referentes a um grupo de pessoas extremamente determinado, este não deve ser muito vasto pois a margem de erro aumenta porque o produto deve conter uma mensagem que domine todo o público-alvo); 4º Escolha da mensagem (definir qual a melhor estratégia a apontar e a sua concepção criativa, inovadora e táctica, de forma bem estruturada procurando ser eficaz, funcionando como um todo); 5º Escolha dos canais de comunicação (após a determinação do produto e da estratégia para a sua venda, deve-se escolher os canais que mais facilmente cheguem ao pré-determinado público-alvo, o mais adequado possível ao produto produzido); 6º Determinação do orçamento do programa (capacidade financeira, definindo restrições, procurando o equilíbrio entre as despesas e os lucros de valores qualitativos e quantitativos, escolhendo métodos responsáveis); 7º Execução do plano (é tão importante como o produto e a sua concepção, que deve manter sempre o controlo da situação de forma crítica aos seus conteúdos); e por fim a 8º Avaliação dos resultados (perceber o cumprimento ou não das metas propostas, esta avaliação poder ser executada por distintas opções). Todos estes afazeres devem recomeçar depois de se chegar à última das fases, como um gesto diário e atento. Acredito que só esta situação, de coligação entre Marketing e Design pode contribuir para uma identidade de sucesso…

28

3.3. CASO PRÁTICO NA MDG - PORTUGAL BRANDS

“Este é um palco privilegiado para o mundo dos negócios”
RTP, JORNAL DA TARDE E TELEJORNAL

“Portugal Brands tem retorno em notoriedade” EXPRESSO “Os números falam por si: 17 empresas nacionais em exposição, 46mil visitantes de todo o Mundo!“ CASA CLÁUDIA “Portugal Brands continua a levar marcas Portuguesas além fronteiras e quer fazer nascer uma nova imagem de Portugal.“ JORNAL SOL “Agora Portugal começa a ser visto como um país com uma indústria de mobiliário séria, de vanguarda.“ REVISTA VISÃO
(Fonte: http://www.facebook.com/pages/Portugal-Brands/201864357800?sk=wall)

A Portugal Brands destaca-se como um dos melhores serviços de internacionalização de marcas nacionais no contexto da economia global. A sua missão, como já referenciei é “liderar o maior movimento de promoção de marcas portuguesas no Mundo”, difundindo a imagem positiva do Design do país. É uma montra do Design português oferecendo uma lista variada de serviços. Apesar da sua curta ‘idade’ a PB já conta com 85 publicações na imprensa (60% na nacional e 40% internacional). O espaço Web também está atento e já referenciou a marca cerca de sessenta vezes, tanto em blogues como em sites que analisam a especialidade. Incrivelmente, os espaços da PB já foram visitados por mais de setenta e duas mil pessoas ajudando, consideravelmente, na mudança de atitude e pensamento dos mercados, pois a imagem negativa que existe de Portugal e das suas empresas, na maioria dos casos, não corresponde à realidade, pois há excelentes trabalhos realizados na terra lusa. Assim, a Portugal Brands acrescenta sucesso, força e credibilidade às empresas com quem ‘viaja’. Difunde e salvaguarda a qualidade de resposta destas, dinamizando a sua ambição. A PB ama o seu país espalhando a sua identidade, acredita que esta faceta única os distingue. Esta empresa está presente nos grandes eventos de Design por todo o Mundo, consegue atingir a redução de custos em cerca de 70% na acção de internacionalização, assumindo como estratégia a partilha de serviços, oportunidades e talentos, com especial atenção aos mais jovens. Os serviços da PB são divididos por categorias para que não haja escapatória para as novas oportunidades: Serviço Portugal Brands de

29

Acção (Design Events, Design Events Special, www.PortugalBrands.com, Yearbook, Speed Meeting, Press Meeting e Red Carpet)); Serviço Portugal Brands (SPB) de Capacitação (Oficina da Marca, VIP Very Important Product, Observatório da Casa); e SPB de Sensibilização (Dinners With Taste, Link, Portuguese Soul, Portugal Brands TV, Portugal Brands Revista, Sale Point, Flagstore VIP). O SPB de Acção tenta intensificar a imagem das marcas nacionais nos grandes circuitos do Design no Mundo. Está na hora certa e no momento certo, capta atenção e isso permite uma competição com outros países, isto faz evoluir a imagem nacional e estimula as vendas, fazendo uso de menos gastos. Design Events é uma organização que possibilita a presença nas grandes feiras, favorece vivamente o negócio. O www.PortugalBrands.com é a loja online das marcas, a sua acção promove as marcas e facilita o intercâmbio com outras, tem como objectivo ‘vender’ talentos e criar parcerias para que sejam reconhecidos internacionalmente, tanto a nível industrial, como por universidades e/ou designers. Esta loja online integra várias actividades: Venda Online; Newsletter; Publicidade; Recrutamento com Webportfolio; e Rede Social. O Anuário, outro serviço integrante do SPB de Acção consiste na criação um guia anual de profissionais e marcas da área, denunciando a oferta da pátria lusa, onde o intercâmbio e a comunicação de marcas portuguesas resulta numa oferta 100% nacional distribuindo-a aos melhores compradores mundiais (ambicionam-se 150 marcas portuguesas, 6 Categorias do Sector Casa e 50 000 exemplares para distribuição mundial). O Speed Meeting (SPB Acção) faculta a ligação entre as marcas do país com os compradores externos, promovendo conexões pessoais com os compradores, isto possibilita a estes entenderem exactamente tudo o que temos para oferecer e valoriza fortemente as marcas, é importante usar a hospitalidade portuguesa e agarrar as oportunidades, fazendo uso dessa característica. Também no SPB Acção, a Press Meeting esforça-se em criar interesse na impressa internacional, com o desejo de tornar as marcas portuguesas notícia no Mundo, criando um ambiente propício para que tal aconteça. O Red Carpet tem o objectivo de criar um pavilhão nacional que se venha a tornar numa referência do Design, onde estaria exposto regularmente o produto de Portugal, e os compradores internacionais consultassem o que de melhor tem o país, existindo um espaço próprio para esse fim, recheado de marcas e definindo-se como uma atracção do País a nível comercial, como uma espécie de inspiração para os profissionais. O Serviço da Portugal Brands de Capacitação integra a Oficina da Marca que é, possivelmente, dos serviços mais valorizados. Faz uso de uma equipa especializada de designers e marketeers com uma visão

30

activa e criativa na transformação do capital. Esta centraliza-se no produto final em geral e facilita recursos e ferramentas às PME’s do país, aumentando-as à escala mundial, esta também detecta tendências através de planos de incorporação, gerindo uma verdadeira criação de marca sem fragilidades e ambiciosa. O trabalho da Oficina da Marca divide-se em acções distintas: Are You A Brand? (auto-avalia de forma orientada para definir objectivos e pontos de situação, decide caminhos através das respostas às seguintes perguntas: ”Quem é?; O que faz?; Qual a sua visão?; O que o faz único?; O que deveria adicionar ou subtrair?; Quem é que o ama?; Quem são os seus inimigos?; O que é que eles pensam de si?; Como é que se explica?; Como é que passa a palavra?; Como é que as pessoas se comprometem consigo?; Qual é a experiência por elas vivida?; Como é que ganha a lealdade delas?; Como é que divulga/expande o seu sucesso?;Como é que protege o seu portfolio?”); Wake Up (direcciona as marcas que se encontram numa fase inicial oferendo serviços de Marketing - virtual e presencial – orientando as suas estratégias e o Design – Produto, Web e Gráfico – onde a relação do Design se torna uma forte aposta empresarial com uma imagem confiante, e por fim aproxima a marca da comunicação social e consequentemente da opinião pública. Push It (estreita a ligação com possíveis clientes); 10 Vitaminas (representativas das componentes para o sucesso: VITA Start - possibilita reconhecer o âmbito para intervenções, aplicando uma lista de preferências e soluções, aperfeiçoando o funcionamento interno; VITA Focal - associa o produto a potencialidades da empresa; VITA Trend - usa as tendências para adaptar o produto ao mercado; VITA Design Análise - melhoria do produto, determinando a gestão do design estruturado para marca; VITA Com realiza a comunicação e pontos de contacto; VITA Press - aumenta a relação com os media; VITA Web - gere conteúdos digitais de comunicação; VITA Expo - faz em todos os passos para participação em feiras; VITA Sales - disciplina o elemento de vendas; e a décima e ultima a VITA Force – na gestão da imagem da marca no mercado); por fim, mas não menos importante, o serviço da Oficina da Marca chamado de Mundo Web (faz uso dos 2 biliões de utilizadores da internet e realiza a estratégia de comunicação, criando solidez e rentabilizando a estima da marca, atingindo uma sociedade distinta com ferramentas de marketing com poucos gastos, atingindo efeitos a curto - médio prazo, fazem uso de Newsletter – “relembrar o consumidor que existimos”, Blogs - “222 milhões de blogues, os consumidores confiam mais na informação das pessoas próximas”, Twitter – “32.1 milhões de contas”, Flicker e IStockphoto “64 milhões de usuários, 3.800 novas imagens por minuto”, Facebook “400 milhões de utilizadores, 20.000 novos registos por dia”,

31

Linkedin - “80% das empresas efectuam recrutamento a partir do Linkedin”, Youtube - “100 milhões de espectadores na Europa, 6,3 bilhões de vídeos”, Amazon e E-Bay - “Estar presente em todo o Mundo está à distância de um clique”, Wikipedia - “15 Milhões de artigos”, Issuu e Scribd - “O seu catálogo disponível em qualquer sítio, a qualquer hora”, Google Adwords - “Publicidade segmentada e com custos controlados”. Marcas como Aipi, Boca do Lobo, Associative Design, Celiége, Delightfull, Club

Delux, Baltazar, Fundação da Juventude, Tralhão, Koket, Menina Design Group e Interiores, Preggo, a própria Portugal Brands, Interwood e My Face são algumas das marcas clientes da Oficina da Marca, um serviço
especializado para as marcas. Dentro dos Serviços da Portugal Brands de Capacitação ainda existe o serviço chamado de Selo Vip, que autentifica a atributo de inovação de marcas de Portugal, indicando a superioridade do produto. Procura o
Marcas Portuguesas são notícia na CASA CLÁUDIA Fonte: http://www.facebook.com/photo.php ?fbid=228915333789004&set=a.2 16085198405351.65853.188616 227818915&type=1&theater

32

reconhecimento destes produtos pelo Mundo, distinguindo os que são verdadeiramente qualificados, com notoriedade e visibilidade. O Observatório Da Casa é outro dos SPB de Capacitação que apoia o processo de internacionalização das empresas, onde há a possibilidade de formar outras empresas que encorajem os jovens, facultando informação para a criação de novos produtos para exportação sustentada. A última área de serviço da Portugal Brands é a Sensibilização, esta divide-se em categorias de acção como: Dinners With Taste (gera ambiente estimulador ao empreendorismo entre empresas, elabora uma análise a nível industrial e social para criar produtos, favorecendo novos conhecimentos em procura de inovação); LINK (entusiasma a relação entre designers, indústria e universidades para ascensão do Design português, gerindo uma espécie de campeonato dinâmico); o Portuguese Soul (evidencia a alma lusa através de pequenos objectos contemporâneos no Design Events, a fim de revelar a identidade nacional aos visitantes que poderiam levar consigo em termos de oferta, fomentando o aparecimento de novos negócios); PortugalBrands Revista (para comunicar directamente com a indústria, informar sobre as inovações e mostrar orientações do comércio, e ainda expor sucessos das marcas clientes e solicitar diferentes marcas nacionais de sucesso para valorizar o país); a categoria Portugal Brands.Tv (canal actual que mostra o Design português, com postura descritiva, apresentando novidades e transmitindo o reconhecimento do sucesso nacional no estrangeiro); Sale Point (mostrar o Design nacional em lojas da especialidade espalhadas pelo Mundo, a fim de se sugerir a importantes espaços de venda, mostrando directamente e com carácter efectivo o “made in Portugal”); e finalmente Flagstore Vip (ambiciona criar um espaço de venda das marcas de excelência Portugal de Design numa das mais importantes cidades do Mundo, presenciando o nosso país à evidência universal). Todo este Marketing denuncia a preocupação da Portugal Brands em internacionalizar PME’s, reconhecendo que é uma poderosa mais-valia para a economia portuguesa, insistindo na estruturação de marcas com valor acrescentado, assumindo-as como habilitadas para a competição à escala mundial. A PB tem estado presente nos maiores encontros de design no Mundo. Há três anos que está presente em Londres (Tent London em 2008 e 2009, e na100% Design em 2010), já levaram 40 marcas portuguesas e representaram 20 países, onde conseguiram atingir 19.625 visitantes profissionais, desde arquitectos, agentes, apaixonados pelo Design, restaurantes, hotéis, estudantes, designers de interiores e

33

de outras áreas. Também são presença assídua em Milão, e já levaram mais de 30 marcas para a Zona Tortona, já há vários anos, estiveram representados mais de 30 países, com 100.000 visitantes profissionais (a mesma lista que apresentei para Londres). Na América marcam presença na ICFF (International Contemporary Furniture Fair) em Nova Iorque, onde já foram representados 40 países e 22 867 visitantes profissionais. Na Maison & Object, em Paris (69 536 visitantes profissionais (66% compradores, fabricantes e lojas; e 34% prescritores, arquitectos de interiores, designers e jornalistas) e 80 países representados. Com 25 821 visitantes profissionais, estiveram em Tóquio na Interior Lifestyle Japan, onde há 31 países representados. A Boca do Lobo, Boa Boca Gourmet, Corque, Jetclass, Espírito do

Ferro, Confiança, Glam, Mambo, Koket, Mood, Delightfull, Designerspad, Matrioskas, Piurra, My Face, Viriato, Tufted, Mytto e Muna são apenas
algumas das marcas portuguesas que viajaram com a PB. Todas elas têm grande talento no seu Design, o seu produto é de qualidade, e a PB com o seu Marketing ajuda o Design a chegar além fronteiras na procura do sucesso.

4. DESCRIÇÃO E ANÁLISE DAS ACTIVIDADES

(

querido diário

)

A recepção foi afável e extremamente profissional. O edifício transborda “magia”, onde o clima de sonho influencia constantemente todo o tipo de acções. Aparentemente todos os dias começam com a subida da majestosa escadaria em direcção à Ivânia Jesus que regista entusiasticamente as entradas dos colaboradores (trabalhadores residentes e temporários – estagiários) oferecendo sempre um alegre sorriso. Após isto, as indicações pela ‘casa’ foram acompanhadas pelas orientadoras de estágio, que nos conduzem, eu e a Ana Vieira, às salas de trabalho. Por lá, a recepção é tímida mas calorosa, o sentimento de tentativa de acolhimento por parte das pessoas presentes é nítida. Começa-se o trabalho com uma explicação clara e detalhada de todas as

34

“mitologias” da empresa Menina Design Group (‘mãe’ e colaboradora de outras entidades). O tema principal ronda a Oficina da Marca, através da qual a frescura entrou claramente na minha mente, o tema revelou-se para mim. Foi fulgurante, apercebi-me que nada sabia sobre o tema, lógicas completamente novas foram explicadas como nunca, sempre em volta da magia da marca. A estratégia em relação ao mercado é constante, a empresa procura todas as maneiras possíveis para brilhar a nível internacional. As manobras propõem uma rede poderosa de longo alcance, apostando num trabalho direccionado e eficaz com bases criativas. Torna-se complicado reflectir sobre a magia do momento, tudo parecia pouco para a sede de aprender. Como foi explicado por Ana Gomes (responsável de Marketing), enquanto manuseava os panfletos das marcas que a empresa tem em mãos, todo o trabalho da ‘comitiva’ é baseado no desenvolvimento de um trabalho disciplinar e enérgico em torno do mundo ‘virtual’ e ‘real’. O plano é estar perto dos grandes nomes do Mundo do Design, aprendendo e evoluindo com os pormenores das suas acções. Esta aproximação pode ainda representar uma atracção para possíveis compradores, impulsionando o feedback na praça. Mesmo assim, reconheço que a integração inicial no grupo foi bastante complicada. Além de não ter percebido imediatamente que as pessoas, cerca de vinte que me envolviam, eram estagiários, sentia que estava no meio de uma ‘corrida’ que não era a minha. Aparentavam-se todos mais confiantes, mais sabedores e experientes. Apercebi-me que muitos tinham um grande currículo o que me assustou, não me queria destacar pela negativa e tive medo que esse fosse um facto que não fosse possível contornar. Contudo, isso não aconteceu, pouco a pouco fui me integrando e falando com os colegas… Percebi a importância de saber trabalhar em grupo e partilhar experiências. Acredito que rivalidades e competitividade vão ser sempre factores presentes na área que estou a escolher para construir um futuro. Isto pode ser um ponto positivo quando usado a nosso favor, acreditando na solução como um empurrão e uma aposta para se ser mais e melhor. Voltando ao ‘trabalho em si’ e apesar do ambiente de trabalho, identifica-se claramente o carácter de aprendizagem constante. O horário é proposto regularmente, organizando os temas a desenvolver nos períodos da manhã e da tarde. Os temas são os seguintes: Mercados, Mundo Web, 100% Marca e Design de Produto/Gráfico. Logo no primeiro dia completo na empresa, no período da tarde houve uma actividade que achei extremamente interessante. Todos

35

desenvolveram uma pesquisa com carácter enriquecedor nas páginas da Web. Antes do anoitecer todos apresentaram a pesquisa das suas ‘notícias’ de qualquer tema do Mundo que identificasse alguma relevância para o desenvolvimento dos produtos na empresa, isto bem ao jeito do que acontece na escola (ESEC). Este acontecimento permitiu-me perceber quais os itens, em geral, a que se deve prestar mais atenção. Percebi ainda a forma como esta informação deve ser exposta. Imediatamente, analisei a forma como os colegas se exprimiam, avaliando-os de forma inevitável. Concluí no momento que a preparação que trazia da ESEC de apresentação em grupo é uma mais-valia. Ainda, para finalizar o dia, foime solicitado, e já depois de ter feito uma pesquisa pessoal relativamente ao perfil de trabalho de cada identidade dentro da MDG, que identificasse qual a minha preferência em relação às marcas para me focar no estágio, na qual a minha aparente escolha inicial apontava para a Boca do Lobo. Outro novo dia inicia-se com uma chegada pontual, possibilitando a conversa com os colegas. Só agora fui descobrindo que eram também eles estagiários, isto é, fui descobrindo ao longo do dia que somos um batalhão deles. Aparentemente, foi um facto que me aliviou (parecia estarmos todos no mesmo barco), contudo, com o decorrer do tempo apercebi-me que, apesar do convívio, a competição e pressão são constantes, tornando todas as tarefas muito mais complicadas. Os colegas estagiários são muito bons e escolhidos a dedo a nível nacional através dos seus currículos invejáveis. Precisava de me surpreender constantemente para me conseguir igualar. É um ‘mundo empresarial’, e esta é uma realidade a que me fui habituando. A Tânia Silva (orientadora do trabalho na Web) explicou a importância do Marketing para a Menina Design Group. Ali ninguém é só designer, ou apenas trata do Marketing ou de qualquer outro factor individual. A diferença é que todos fazem um pouco de tudo, entendendo que só desta maneira é criada uma afinidade com a marca, desenvolvendo-a com qualidade na procura insistente de sucesso. Facilitaram documentos referentes a todos os passos para um bom Design, é necessário amá-lo para os outros o quererem. A abordagem à Oficina da Marca foi fervorosa e apressada, percebi que cada marca ali possui um estilo e características completamente diferentes. Esta informação revelou-se estritamente necessária entender para desenvolver um trabalho focado na identidade já existente. O trabalho começou a evoluir e a acumular-se velozmente… É necessário realizar imensas tarefas, ao mesmo tempo que ainda tentava perceber como fazê-las. Tudo isto veio a resultar numa acção que se auto-propunha para fazer de tudo, a fim de responder com eficácia. No

36

entanto, os dias pareciam mais compridos do que realmente eram, começava a estar presente a ideia do cansaço, mas com a certeza de que precisava continuar. Os dias de trabalho, que supostamente estavam pré-ordenados, eram ‘partidos’ pelo meio. Nestes tempos eram abordados diferentes temas e em função de diferentes marcas (Menina Design Group, Boca do Lobo, Delightfull, Portugal Brands Preggo, Brabbu, MDI, Club DeLux, Design Galerist, Fundação do Design, My Face e Koket – as duas últimas marcas que não apontei anteriormente não fazem parte da empresa, é um serviço comprado à MDG/PB). Apesar de ter acesso a todo o tipo de informações sobre estas marcas, e de aparentemente entender a sua essência, primitivamente tornou-se complicado de o introduzir directamente no meu trabalho. Queria fazer tão bem que demorava mais tempo do que gostaria para acompanhar o raciocínio correcto em prol das identidades. Mesmo assim, deixaram comigo a função de escolher uma marca do grupo para comunicar, e outra para desenhar (podendo ser a mesma ou não). Até essa minha escolha ser efectuada, tinha algum tempo para ir ‘vagueando’ pelo mundo Web (que vive paralelamente ao mundo real como nunca me tinha debruçado suficientemente para me aperceber), a fim de entender o funcionamento de tudo. Dois dias se passaram. Até que finalmente alguém pergunta qual é a marca para que quero desenvolver o meu trabalho. Eu desde sempre apreciei verdadeiramente o trabalho desenvolvido na Boca de Lobo, mas estranhamente preferi a Koket, pareceu-me um desafio para a minha personalidade, envolvido num mistério imenso de Design. Canalizei o meu olhar, era urgente filtrar toda a informação. Analisei detalhadamente a proposta de divisão entre START | BUILD | DESIGN | LOVE através dos seus 10 passos mágicos: «1. we start finding a

fight; 2.we start our position in the world; 3.we build brands from inside out; 5.we build powerfull brands through passionate people ; 6.we design an extremely focused approach to the market; 7.we design brand experience (100% brand); 8.we design a process to put the brands inside consumers mind!; 9.we are extremely consistent and we execute with focus and discipline!; 10.we love»
Após tudo isto, como me fora indicado comecei pela comunicação. Por exclusão de partes e algum debate de ideias fiquei no processo de comunicação de marca mãe, a Menina Design Group. Foi-me proposta a criação de uma personagem fictícia para que a comunicação da marca seja mais eficiente. Inicialmente, não me pareceu de todo ético fazê-lo, achei que não seria leal com o cliente. No entanto, à medida que o tempo foi passando apercebi-me da sua

37

importância. Pelo que fui percebendo é de facto uma situação que pode trazer muitos benefícios para a entidade, mas que partia de mim fazê-lo de forma verdadeira ou não. Tive de criar para a Charlotte F. (a minha personagem fictícia) uma personalidade completa e concisa, para que esta passasse uma imagem credível. Então, tive de identificar estrategicamente vários pormenores como idade, localidade, formação, vivências e interesses, entre muitos outros factores. Com raízes nacionais a Charlotte revelou-se alguém curioso e entusiasta, ela é uma alegre “amante” e profissional do Design. A Charlotte procurava atrair a atenção de possíveis compradores ou admiradores da Menina Design Group e da Koket. Através da MDG era mais complicado aliciar, pois a empresa precisa de ser entendida no seu contexto, e o seu contexto é a sua verdadeira magia. Já a Koket (Love Happens) a situação é diferente, visto que há um produto concreto para apresentar e encantar. A Koket é uma marca de mobiliário americano muito feminino a sedutor, vive com uma personalidade independente e requintada mas simples e elegante, cheia de suaves apontamentos de fauna e flora. Regressando à minha personagem, o facebook, como rede social, e os mais variados blogues foi por onde a Charlotte mais passou o seu tempo. Tentou analisar o que realmente se identificava com a marca e tentou adaptar a mensagem ao seu receptor. Tarefa que se mostrou extremamente delicada, a margem de erro poderia ser imensa, e a acção se não for bem ponderada pode ter um sentido inverso ao pretendido para a empresa. As personagens fictícias têm como objectivo criar novos observadores, onde estas personagens devem falar como identidades distintas às empresas. Estas devem revelar-se apenas como apreciadoras de certa marca, de maneira a credibilizar o seu valor. Durante todo o tempo de estágio foi uma acção permanente e paralela a tudo o resto. Esta ajudava constantemente aos objectivos mensais no Mundo Web que a MDG me propunha. A Charlotte precisava de fazer 40 comentários diários em Blogs, 40 nos murais da concorrência, e fazer 40 novos contactos/amigos/seguidores no Facebook, 20 no Linkedin, 40 no Twitter, 40 no Youtube, 20 no Isso, Scribd, Flickr, entre outras redes sociais. Além disto, era necessário procurar 15 contactos de Blogues para possíveis publicações e por fim 15 contactos para possíveis compradores. Esta tarefa já me parecia bastante impraticável sendo apenas isto, mas era ainda necessário que cada acção efectuada fosse registada numa base de dados criada para esse fim, onde era essencial colocar os seguintes dados: Source of the

info; Company; Name of the contact; Profession; Indústry; Web Site; E-mail

38

Address; Adress; ZIP Code; City; Country; Tel.; Fax; Aditional Information about the company; Aditional Information about the contact person ; e por
fim colocados em separadores diferenciados por Continentes, tudo isto no Excel. Obviamente estes objectivos revelaram-se ambiciosos demais, apesar dos esforços, tanto para mim como para os colegas. Contudo, considero que talvez fosse possível se fosse a única função diária. Depois de várias demonstrações, entendi toda a importância que está em se saber o que se está a passar no Mundo em tempo real. Para que tal se torne realizável a Tânia Silva facultou-nos uma excelente forma de o realizar: Google Alerts. Para tal, teria de escolher um dos temas do Mundo da MDG e das suas marcas. Escolhi designers de produto como: Bouroullec Brothers; Campana Brothers; Front Design; Jaime Hayon; Jurgen Bey; Karim Rashid; Konstantin Gricic; Marc Newson; Maarten Baas; Maximvelcovsky; Marcel Wanders; Nacho Carbonell; Nika Zupanc; Philippe Starck; Peter Trag; Ron Arad; Ross Lovegrove; Studio Job; Tom Dixon; e Tord Bontje. Estes alertas permitiam-me receber por correio electrónico e em tempo real todas as referências no Mundo Web sobre estes nomes, que se apresentavam em separadores (blogues, Web e notícias). Assim, tornou-se bem mais fácil ser-se “culta” e saber o que se passa neste ‘universo’. Erradamente, percebi que dantes estava mal informada, e que por essa razão não podia desenvolver um trabalho coerente e de qualidade, que oferecesse competitividade ao mercado onde pretendesse actuar. Hoje, defino-me como seguidora e admiradora de nomes e profissionais bem importantes do Design com Philippe Starck e Kelly Wearstler. Quando há preferências deste género, ou de outro, torna-se mais fácil integrar a minha personalidade e desenvolver projectos mais ricos e actuais. Através do Marco Costa (antigo aluno da ESEC) chegou-me a primeira proposta verdadeiramente de Design, neste caso de produto. Apresentou-nos a primeira Table Minds, documento onde cada marca denuncia em pequenos quadradinhos os esboços ou ideias de um apontamento que possivelmente possa evoluir para um produto. Dessas propostas já lançadas deveria desenvolver de outra forma uma delas, e apresentar seis outras propostas. Supostamente, teria apenas uma semana exacta para desenvolver este ‘projecto’, facto que não se consumou, visto que, não o foi solicitado uma semana depois. Este projecto acabou por ser sempre arrastado, o que me levou a estar constantemente a pegar no assunto e no meu trabalho, evoluindo-o. Em forma de reflexão pessoal, acredito que este consecutivo adiamento de prazos foi algo propositado, apesar de tanto o Marco como a Rute Estrela (Designer de produto da Koket e também antiga aluna da ESEC) terem

39

dado algumas vistas de olhos, o verdadeiro feedback e ‘avaliação’ foi realmente dado só no fim. Possivelmente, devido à formação que adquiri em Arte e Design, que se torna ampla em variedade e pouco profunda em alguns casos, fiquei extremamente fascinada e confusa com a projecção de mobiliário. Apercebi-me da quantidade de questões das quais não tinha conhecimento e deveria saber mais. Fiquei completamente deslumbrada… Desenhar para uma marca é muito complexo. Não é como se faz na escola, em que basta responder às necessidades com o nosso estilo. Bem mais difícil que isso é idealizar produtos com estilos e personalidades que não são as minhas referências e concebê-los com paixão. Aprendi a gostar realmente da marca, e só quando essa paixão aconteceu é que percebi a Koket (www.bykoket.com). Esta marca revelase simples na sua forma, mas muito sugestiva no seu contexto. Inicialmente, com as referências que evidenciaram para eu entender a marca, não as entendi, levando a uma grande confusão de ideias. A realidade é que entender verdadeiramente uma marca é uma conquista, que nunca julguei tão relevante. A Koket é dirigida directamente de Nova York por Janet Morais (fortemente ligada à Europa por ter estudado em Madrid, Paris e EUA, esta é proprietária da empresa DeMorais & Associates de Design de interiores, e co-fundadora/proprietária da edição de representação internacional da marca, DeMorais Internacional). Janet comprou os serviços da MDG e a marca Koket nasceu no ano passado, ou seja, em 2010. A marca centraliza-se muito na identidade da Janet que procura uma imagem de luxo de nível internacional, busca significados através da sua marca, numa relação intemporal da imagem do seu produto. Ambiciona um produto com atitude activa no espaço, implicando sensações de conforto, paixão e determinação. Pretende ser uma marca exótica, com uma atitude singular e feminina no Mundo do desejo e da excelência. O mobiliário de interiores da Koket dá um toque ao espaço, estimulando sensações pelo delicado pormenor. São peças com uma alegria controlada pela coerência, mas que ainda assim, criam uma directa empatia com o seu cliente, idealizando que o comprador Koket não tem dúvidas de que quer e deseja a peça. A marca é comprada por pessoas que gostam de atribuir personalidade ao espaço, normalmente, são designers de interiores. É extremamente relevante entender quem é o ‘público’ que se está a conquistar, tal como com quem se está a competir directamente. Neste caso, o palco que a Koket pretende atingir é badalado por nomes sonantes como Armani Casa, Crhistopher Guy, Donguia, Kelly Weastler e Fendi casa.

40

Revela-se como uma marca ainda embrionária, representada por poucos produtos, mas que têm estado presentes nos grandes encontros do Design no Mundo com a Portugal Brands. Apesar de ser uma marca ainda pouco conhecida, é respeitada. O seu nome, Koket, tem-se mostrado incitador das suas grandes características: sensualidade e exotismo. No entanto, o facto de a marca procurar um misto de sensações, leva a que esta se adapte ao cliente surpreendendo-o de maneira inesperada, como só a verdadeira filosofia da marca o sabe fazer. Assim, a Koket nasceu do apelido de Janet "Janette la coquette", uma expressão que também denuncia esta identidade que se mostra apaixonante e apaixonada, num romantismo envolvente da linha que representa, com um fascínio misterioso por cativar o olhar. “O Amor Aconteceu com um simples esboço de uma cadeira com cocktails num salão da cidade de Nova York” (Fonte: http://www.facebook.com /pages/By-Koket/144473518924736?sk= info) sugere a marca de maneira tão requintada. A marca tem um traço que se inspira na fauna e flora, pelo glamour, por elegância acompanhada por sofisticação contemporânea. A Koket define a sua primeira colecção, chamada de Guilty Pleasures: “A collection of case goods and upholstery, lighting, where you will be mesmerized by a magical mineral medley, lux metallic’s, vibrant jewel tones, luxury craftsmanship, luscious fabrics, exotic nfo). Após este entendimento da marca em si, precisei subir ainda mais a minha escala de entendimento, era-me exigido o entendimento dos Stakeholders da Koket. Esta etapa demorei ainda mais a entender, o esquema que me fora apresentado também não foi imediatamente perceptível. Depois de já ter distinguido em que palco a marca está a actuar, tive de analisar o que o público pensa e o que espera da marca, isto dividido por grupos de interessados: arquitectos, publico em geral, os media, a indústria, os parceiros, decoradores, os designers de interiores, possíveis representantes da marca, pessoas influentes no público, concorrência, entre muitas outras áreas e profissionais. Bem, só isto já foi um esforço gigante, o que parece tão simples na sua filosofia é difícil de traduzir em resultados. Foi necessário tentar colocar a identidade da marca acima da minha, o tempo era curto, mas a necessidade era simplesmente elementar. Após todo este processo revi novamente o mundo Koket, as suas inspirações e as referências das distintas áreas, como arquitectura, música, comida, divãs, luxúria, interiores, fotografia, artes, fashion, stones, hand crafted jewelry for the home.” (Fonte: http://www.facebook.com/pages/ByKoket/144473518924736?sk=i

41

marketing, gastronomia, gráfico, entre muitos outros temas. Esta foi a postura inicial, onde apenas me era exigido que vagueasse para interiorizar todos estes factores. Rapidamente esse pedido foi alterado, e me foi entregue uma lista de pouco mais de 300 nomes de referentes nomes no Mundo do Design, para que uma a uma, identificasse quais poderiam ser possíveis novas referências para a Koket. Processo também complicado devido à recente assimilação parcial do que seria a alma Koket. Contudo, considero que completei o serviço correctamente, colocando essas referências noutra das muitas bases de dados de Excel. Sobre isto, comecei verdadeiramente a tentar desenhar para a marca, mas o problema começou a ser outro. Os conceitos envolventes já estavam presentes na minha mente, mas na minha mão não conseguia apanhar a linha da marca. Parecia sempre um traço grosseiro e pouco delicado, o treino realizou-se até ao fim do estágio, onde alguns dos esboços conseguiram retratar a marca e até alguns deles foram apontados como possíveis ideias para desenvolvimento de produtos Koket. Claro que isto era extremamente complicado devido ao curto espaço de tempo na empresa. Foi pedido, como trabalho extra, e numa questão de poucos dias, que se fizesse uma pesquisa sobre vários designers. Então cada estagiário, incluindo-me, teve de procurar 15 designers (que foram atribuídos individualmente a cada elemento), de cada designer era necessário 10 projectos intitulados e 5 produtos desses projectos, além disso, era necessária uma pequena descrição, a morada e o contacto. Para isto, havia um layout definido que resultou num rico manual para a empresa. Alguns dos nomes que pesquisei foram extremamente complicados de encontrar, e ainda hoje não tenho a certeza em alguns dos pontos que desenvolvi. Porém, reconheço que a informação não era de todo abundante, pois a minha técnica de pesquisa aprendida na MDG era eficaz, mas a informação que constava não era confiável nalgumas das suas características. Sempre de forma paralela continuei a desenvolver o meu trabalho de Web Action (Network), mas as exigências foram acrescentadas e nas diferentes casas era preciso haver evolução. No Facebook comecei a requisitar e subscrever newletters, nas páginas de Web recarreguei as respostas que considerava mais adequadas para a MDG de respostas a pedidos, no Linkedin tinha de rever toda a informação, tornando-a mais rica e aumentar os sites de ligação, nos Blogues era necessário definir toda uma linguagem gráfica comum, para o Behance tinha de trabalhar um email tipo para responder a Blogues, no Scribd havia de trabalhar os tags, títulos de publicações anteriores e

42

adicionar os links da marca, e na Web (Wikipédia) era necessário desenvolver um documento. Todas estas funções criaram em mim um sistema de auto controlo que não existia anteriormente. A informação e novas formas de trabalhar eram tantas e tão diferentes do que existia na minha cabeça que, inevitavelmente, me levou a alguns erros na minha acção. Isto gerou inicialmente frustração, que depois evoluiu para uma sensação de querer ser mais. Percebi que a estratégia da MDG na ligação dos jovens ao mundo empresarial estava a resultar em mim, exigindo imenso esforço pessoal. Bem a meio do estágio, aliviando a tenção e impulsionando o ‘povo’ estagiário da MDG Amândio Pereira, CEO da empresa, veio dos EUA e antes de se dirigir para a Zona Tortona, realizou um workshop de dois dias. Estes dias mudaram completamente o meu olhar para a dimensão empresarial. Percebi da quão limitada era a minha capacidade para um dia sobreviver neste Mundo. Antes disto, considerava estupidamente que a minha função profissional numa entidade se limitava a desenhar produtos ‘fantásticos’ que iriam vender imenso, um erro que se poderia revelar fatal para a minha carreira. Inicialmente, preciso de conseguir que me empreguem e para tal, chegar a qualquer empresa com esta postura nunca me levaria a lugar algum. Antes de me dirigir a qualquer possível proposta de emprego preciso analisar essa entidade fortemente, a fim de entender quais as suas falhas. A partir daí, preciso de desenvolver propostas que tragam dinheiro para a empresa. Para levar qualquer entidade ao sucesso, inicialmente, preciso vender e melhorar a proposta desta, e só depois é que devo desenvolver novas propostas. Nunca imaginei sequer que a função de um designer pudesse ser tão alargada e rica! O meu posicionamento inicial não pode ser caracterizado por metas muito ambiciosas, pois muito provavelmente, a empresa (essencialmente se for portuguesa) não vai ter dinheiro para investir em propostas muito ambiciosas. Logo, o meu trabalho tem antes de ser rigoroso e franco com a entidade empregadora, só depois disso é que posso ‘pular do rebanho’. Quando chego à empresa ou quando apresento um projecto, não posso mesmo falar de conceitos relativos ao Design. Se nos oferecem uma oportunidade, as questões do Design são problemas nossos, a linguagem das pessoas do negócio não é provavelmente entendida na nossa área o suficiente para a perceber. A linguagem destas pessoas do negócio é outra, eles querem saber quais serão os resultados, os gastos e os lucros, quando e como fazer. Para isso é preciso mostrar-me confiante e mostrar uma proposta apoiada nos verdadeiros valores da empresa, valores que preciso interiorizar anteriormente.

43

Percebi a importância de desaprender, para evitar a falha. A partir do momento em que existe qualquer tipo de falha a quebra de confiança em nós, designers, e no seu positivo contributo pode ser abismal. O designer não tem a simples função de projectar, ele precisa criar sorrisos, sorrisos hoje que apenas são criados através da quantidade de dinheiro que este pode trazer. Sendo assim, a estratégia é o ponto mais importante para toda a evolução, e assim adequar o produto ao mercado e ao orçamento disponível, onde o designer se deve mover com sensibilidade. Só depois disto, a minha mente se iluminou e entendi o verdadeiro significado da ligação do Marketing ao Design, e a ideologia do Design Thinking… De forma inesperada caíram novos projecto nos meus já variadíssimos afazeres, precisava criar um produto minimalista e uma base de dados de mais 400 contactos. Parece que uma nova empresa portuguesa queria contratar os serviços da PB, onde um possível contrato dependia dos nossos projectos. Todos os estagiários, num prazo de três curtos dias, tinham de desenvolver pelo menos um produto minimalista já em 3D para apresentar ao possível novo cliente. A única informação que tínhamos era que o orçamento era reduzido e os resultados precisavam ser de baixo custo. Foi uma lufada de ar fresco, provavelmente é o inverso do que estava a ser desenvolvido na MDG. Comecei imediatamente uma pesquisa extremamente diversificada sobre o tema, não tinha conhecimento suficiente sobre minimalismo, nem sobre como fazer mobiliário realmente barato. No entanto, o entusiasmo em mim foi notório e o trabalho que desenvolvi deixou-me agradada. Apesar de o tempo ser pouco, desenvolvi um conjunto de cadeiras (Quiva) e bancos (Quivo) onde orgulhosamente coloquei no espaço disponível para o designer, o mentor do projecto, o meu nome: Nísia João… A outra base de dados que tive de elaborar foram mais de 400 designers dos melhores do Mundo (divididos pelas etiquetas que já referi interiormente), um trabalho muito dificultado pelo apertado prazo de entrega. Torna-se complicado descrever todos os acontecimentos, pois estes aconteciam sempre paralelamente e possuíam um carisma duradouro, onde as funções diárias eram um leque multifacetado e preenchido. Passou a ser também necessário fazer publicidade, desta vez, falando como marca (o que acrescenta muito consideravelmente a responsabilidade) sobre todas as presenças em feiras (antes, durante e depois), comunicando ao Mundo, tanto quanto possível, o acontecimento e posicionamento da MDG/PB. Todas as publicações também precisavam ser colocadas nas mesmas bases de dados. Noutra fase de trabalho, agora em recta final do estágio, era-me exigido uma tarefa ainda mais direccionada e específica. A verdade é que

44

já sentia que a minha acção tinha mesmo influência no sucesso da empresa. Foi-me pedido que realizasse uma apresentação da marca para a qual estava a desenhar, a Koket, para a designer Rute Estrela, a responsável pelos produtos da marca. Esta apresentação deveria ser feita pela ‘mesa’ Koket, que no caso era constituída por mim, Ana Rita Rodrigues e Ana Vieira. Esta deveria ser apresentada como se fosse para alguém que desconhecesse a marca, mas com a sugestão que essa pessoa fosse um possível investidor. Isto aconteceu duas vezes no espaço de uma semana e era necessário inovar e evoluir na apresentação. A primeira suscitou um sorriso da Rute, um óptimo ponto de partida para melhorar ainda mais para a próxima exibição. Mais uma vez, o tempo era curto e era preferível desenvolver um trabalho menos ambicioso mas mais eficaz. A escolha foi o desenvolvimento de um Power Point de apresentação da marca e alguns cartazes simplificados que permitissem o reconhecimento imediato da alma Koket. O entendimento entre o grupo foi fácil, o debate de ideias foi enriquecedor e as escolhas foram rápidas. Para a apresentação consideramos que com o carácter inicial se apresentasse a marca em contornos gerais e fundamentais, focadas em factores, como Missão,

Visão e O que Esperar da Koket. Após isso, percebemos o quanto era
necessário mostrar o ‘mundo’ da marca apologista do Love Happens. Para tal, fez-se uma pesquisa do melhor que havia para se mostrar a nível internacional, tendo em atenção que esta escolha deveria identificar-se com a marca. Tendo isto em conta a pesquisa dividiu-se em cinco temas: Fashion; Design; Art; Jewellery; e Fauna e Flora. O trabalho dentro da “mesa” da marca precisava ser dividido, isto porque a comunicação da Koket não poderia ficar prejudicada por termos mais este trabalho. Então foram-se dividindo tarefas entre os três elementos da ‘mesa’. Enquanto uma fazia a apresentação e filtrava a informação (neste caso fui eu), outra faria a pesquisa relativa a todos os temas (Ana Vieira) a outra fazia a comunicação (Ana Rodrigues) que ia subscrevendo newsletters do universo da marca, onde paralelamente ia postando comentários em blogues de luxo com referências à Koket, enquanto ainda aumentava a base de dados de possíveis clientes da marca. Entretanto, para que o trabalho se identificasse com todas e não se tornasse demasiado ‘desesperante’ fomos trocando de funções. Antes da apresentação final foi ainda requerida uma revisão aos nomes consideradas referências para o Love Happens. Precisava-mos retirar os nomes que não considerasse-mos necessários ou realmente fiáveis para a marca. E ainda deveríamos propor novos nomes (sugeri nomes como Francis Halard - fotógrafo da Vogue, Elle Decor, Valentino, K. Wearstler–, o Sasaguchi – fotógrafo da Benetton, Vogue, Elle, revista

45

Bazzar, Converse, Dolce e Gabanna –, o Rohrbacher –um joalheiro com um produto extremamente elegante e charmoso- e a revista Harper’s Bazzar. Propus a criação de uma catálogo para a marca que se identificasse como encantador, com o possível uso da ilustração para a elaboração de uma história bem ao jeito sedutor da Koket. Na última apresentação também foi acrescentado a ‘nomeação’ pela mesa Koket de 10 projectos do melhor, dividindo-se entre: Press, Web Site, Portefólios, Blogues e Catálogos. O trabalho foi completamente exaustivo, mas o resultado foi favorável ao gosto de todas. Quando a Rute chegou, depois de pequenos contra-tempos, o trabalho estava terminado e nós prontas para a receber. Senti que me mostrei confiável, era notável que tinha certeza do que falava, intervindo nas alturas apropriadas, tanto para o grupo, como a nível pessoal. Estranhamente, a apresentação não foi tão rígida como esperávamos e felizmente esta tornou-se alegre a animada. Isto foi resultado de uma ‘paixão’ que finalmente se criara entre todas as meninas da ‘mesa’ pela marca. A Rute mostrou-se contente com a nossa apresentação, ela fez questão de sublinhar a quão satisfeita estava. O feedback foi muito proveitoso, até as coisas que não concordava tanto foram referenciadas e debatidas até chegarmos a um senso comum. Foi extremamente proveitoso a nível pessoal (foram apontes algumas das minhas ideias com potencial para pertencer ao produto Koket). – os trabalhos encontram-se em anexo. Este foi o último dia, os últimos momentos foram marcados pela devolução da minha fita de finalista e da Ana Vieira, estas já andavam ‘perdidas’ há dias em termos de brincadeira. Surpreendentemente, reapareceram no último dia fixadas num placar acompanhadas de extras, tornou-se um kit: uma lembrança, as fitas oficiais e as fitas improvisadas em papel higiénico. Um gesto simples que trouxe palavras bonitas por parte dos colegas. A despedida foi rápida, tinha um coração apertadinho e os abraços foram calorosos. Menina Design Group, fiquei com sede de mais…

46

5. REFLEXÃO SOBRE OS CONTRIBUTO PROFISSIONALIZANTE DO ESTÁGIO

O proveito que retirei deste estágio curricular foi abissal… Senti-me a crescer todos os dias! Inicialmente o sentimento chave baseava-se no medo, tudo me assustava. Havia demasiados termos e técnicas, precisava conhecer tudo de tudo. O esforço foi notório, ensinando-me a trabalhar em grupo. Quando se está inserido numa empresa, por muito que se tenha o nosso estilo e a nossa forma de trabalhar, isso deixa de ser a verdade imaculada, essas técnicas necessitam de ser reformuladas. Precisei transformar-me acima do óbvio, criei uma perspectiva mais acentuada e rentável para a entidade de acolhimento, renovando as minhas potencialidades. Desejei, acima de tudo o que existia na minha vida, oferecer boas soluções à MDG junto do mercado. Para que tal fosse possível no pouco tempo disponível para essa acção, precisava de atingir um rápido amadurecimento. E foi com muito custo que tive de descobrir as minhas verdadeiras limitações para as poder evoluir e transpor. O negócio mostrou-se verdadeiro, as noções de desenho e projecção que tinha adquirido anteriormente transformaram-se, ‘substitui’ o meu processo pessoal de trabalho e acrescentei capacidade de diálogo e troca com os colegas e com os dirigentes. Foi complicado adoptar uma nova postura em função de troca de ideias. Naturalmente, dei por mim a repensar tudo o que tinha como meu, a minha forma de estar, de pensar e de expor os ideais que até então defendia, pois a minha capacidade de oferecer soluções (inicialmente) mostrou-se inferior à exigida. O meu índice de preocupação aumentou sem parar. Sem me aperceber adquiri vontade e necessidade de provocar o sucesso, sensação que não tinha conhecimento que existia. A corrida empresarial passou a fazer parte do meu dia-a-dia, era uma meta tanto da MDG como minha, assim me fui tornando parte da empresa. Procurei sem parar como que poderia progredir, correspondendo ao majestoso nível e ritmo que me era exigido. A situação de estágio para a entidade parecia metamorfosear-se num objectivo pessoal… Mas aos poucos senti o meu talento ser reconhecido, senti o quanto acreditavam e confiavam no trabalho que desenvolvia em qualquer área, quer de Design de produto, Marketing,

47

comunicação, estudos de mercados ou para as simples mas estafantes base de dados. Foquei o mercado, analisei o meu talento, estudei tanto quanto podia… Era-me pedido uma análise e um contributo pessoal no trabalho que desenvolvia, muitas das vezes sem supervisão. Foi muito complicado perceber quais eram as verdadeiras oportunidades de acção, onde é era suposto actuar… E aqui se tornou notória a evolução na minha tomada de decisões, que muitas vezes me levou ao erro. Contudo, esses erros foram um mal necessário, sem eles não tinha sido possível reconhecer o que poderia melhorar no meu desempenho. Os erros tornaram-se bonitos, tanto aos meus olhos como aos dos meus ‘responsáveis’ que também se aperceberam da situação. A novidade era um dado que um segundo depois já estava desactualizada. Portanto, precisava constantemente de evoluir, de ser mais e melhor através do estabelecimento de inovações. Aprendi a redireccionar a minha acção para o amadurecimento de ideias a um ritmo veloz, acolhendo uma nova forma de trabalho, garantido a estratégia de mobilidade da Menina Design Group. Aprendi a divulgar o que é português, a apreciar e a valorizar o trabalho nacional, percebi que era a única forma de, independentemente do sector, acrescentar valor à economia nacional. Assimilei o sucesso das marcas portuguesas de Design, percebi o potencial da exportação de produtos nacionais - tudo em nome de um País que exige um cenário mais optimista. Reconheço que este é um parâmetro que dificilmente acrescentaria à minha postura se estivesse noutra entidade. Nós, portugueses, somos bons! É necessário que este reconhecimento aconteça a fim de demonstrar valores esquecidos há longos tempos. Assumi valores éticos fundamentais, a verdade absoluta é que a aplicação destes contorna graves riscos. Este é um factor de nítida diferenciação e esta opção faz a dignidade nas escolhas de consumo do cliente. A partir deste princípio, o prazer tanto de quem produz, como de quem compra ou faz uso aumenta. A lógica é que uma feliz administração dos princípios que me incutiram na empresa permite que o tempo seja melhor administrado em prol da entidade. Isto, sem esquecer o prazer de ‘fazer’ Design para os verdadeiros amantes (grupo que hoje acredito pertencer). Tudo isto, justifica o avultado processo de propaganda que desenvolvi todos os dias e o brilho nos olhos enquanto falava do que fazia. Mas a dificuldade estava na adequação da minha linguagem à linguagem da MDG, a competição é brava e encontrei a necessidade de reunir intenções e missões, onde a partilha de capacidades é fundamental para contornar a competitividade que me parecia irreal. Exigiu um avultado

48

esforço na estruturação de ideias, tornei-me mais metódica e crítica, tanto nas minhas propostas como na dos colegas. Isto possibilitou uma positiva evolução e aprofundamento de capacidades criativas a caminho do êxito, o importante deixou de ser apenas a minha opinião. Percebi o quão limitada estava a nível profissional, resultando num clima favorável e orientado para a aproximação de um objectivo. Assim, acumulei vivências e saberes das actividades que fora desenvolvendo. Tornei-me persistente, eliminei falhas, exercitei pensamentos e práticas em cerca de 12 horas diárias, que resultara na consolidação dos meus passos. Isto resultou ainda numa adaptação de valores, reuni um conjunto de sonhos e caminhei para soluções. Finalmente percebi que dar passos atrás ou ‘empatar-me’ em algo (aparentemente desnecessário) não é esbanjamento, é um processo evolutivo, daí cresce-se. Gradualmente fui-me tornando menos amadora, comecei a dominar vários mercados e a percebê-los, levando a um leque aumentado de sucesso. Com vontade e determinação arrumei e filtrei os meus alvos e objectivos, garanti a minha luta pessoal a favor da MDG. Ao conseguir definir uma atitude, a batalha diária começou a ser outra, a dimensão a dominar foca-se, tornando-se mais concisa e sábia a minha atenção, reflectindo-se em acções estratégicas. A fantasia passou a fazer parte apenas para que o meu horizonte seja exigente, passei a não me contentar com pouco. Paralelamente aos objectivos que me eram exigidos por parte da entidade, formalizei as minhas etapas pessoais que se baseavam no que eu sabia e no que precisar conhecer, a fim de desenvolver um trabalho em que me destacasse. Não queria ser mais uma (apesar de ter noção do quanto os meus colegas são superiores a mim a nível curricular). Mesmo assim, percebi que ter currículo não é, de todo, ser competente. Entendi o verdadeiro sentido de se ser habilitado, não basta ter saberes através da formação, é preciso manter uma atitude crítica, é exigido ser-se ambicioso e curioso, não basta ser-se correcto, há que existir ambição e notoriedade! É absolutamente necessário usar o pensamento pessoal, encarar a mudança e juntar um pouquinho de sorte, isto é a verdade… Apercebi-me do potencial que muitos professores, ao longo da minha vida académica, referenciavam como não bem aproveitada, fiquei triste mas confiei mais em mim e no que sei saber! Mas assustei-me, tenho medo de não conseguir viver do meu ‘amor pelo Design’. É um mundo realmente fascinante, deixou de ser um trabalhou ou uma obrigação, passou simplesmente a fazer parte! Anteriormente poderia estar confusa quanto aos meus objectivos futuros, mas resultando de um contacto variado sobre variadas áreas de projecção do Design, apercebi-

49

-me qual das suas ferramentas que me garante mais felicidade, e portanto, mais qualidade profissional: Design de produto. Interessa-me criar mobiliário, é tão interessante que não me apetece parar. Mas sei que o que o tornou ainda melhor foi o método utilizado na MDG que nos permitiu idealizar um produto do início ao fim. Infelizmente, não me é possível antecipar nem garantir o meu futuro. Não sei qual será o resultado de toda a minha vontade, não quero que o azar me encontre e tenho-me esforçado por isso. Tem sido uma acção muito gratificante e honrosa, quero continuar a apostar na evolução. Há a necessidade de alterar fórmulas regularmente, satisfazer o cliente é uma necessidade e não é nada fácil, tudo precisa ser coerente. O negócio precisa reunir carácter suficiente, não só para chegar ao sucesso, como essencialmente ficar nesse patamar (algo extremamente dificultado pela feroz competição dos mercados). Mas são estes os termos da minha descoberta, tenho de conquistar e não me basta fazer uns rabiscos e acreditar que irão trazer algum contributo considerável de Design. Ter vontade de acertar não chega, mas é um princípio fundamental, facto do qual não fazia a mais pequena ideia antes. Cresci enquanto pessoa e profissional, tornei-me ambiciosa e apaixonada. Quero chegar antes dos outros, quero contribuir para a qualificação do Design. Pareceme então que os valores meus foram

adequados, não alterados mas revitalizados. Compreendi que para vingar no preciso essencialmente de saberes, de descobertas, análise, na verdadeira expressão! e de mais da ser eu mesma, Design

50

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tanto a disciplina do Marketing como do Design têm-se revelado um debate extremamente entusiasta na sociedade, isto acontece essencialmente no ramo empresarial. Ambas, e com um cheirinho a Design Thinking reflectem-se como interessantes por indicarem um caminho diversificado para solucionar problemas e necessidades. Têm vindo a florescer a um ritmo acelerado devido às condições oscilantes da crise pelo Mundo. Parece que estas áreas de saber ‘manipulam’ com mais facilidade o consciente da humanidade, usam como recurso as próprias inconsciências do povo. Por isto, revelam-se de extrema competitividade, a uma velocidade galopante acompanhando a complexidade do Planeta. Os processos que evidenciei ao longo do trabalho, e os que descobri através da Menina Design Group, conseguiram criar em mim meios para atingir processos que anteriormente, eu ou qualquer um que queira envergar no mundo do Design, não conseguiria. Este é um tipo de saber extremamente poderoso no ramo empresarial, pois permite explorar métodos e contextos realmente novos. Verificam-se apontamentos de gestão e planeamento estratégico, combinando e apoiando variadas áreas. Isto acrescenta questões como o caso da discussão sobre se o Marketing e o Design se distinguem como áreas. Ou será que é só uma forma de pensar? Ou se poderiam ser consideradas apenas como uma única disciplina? A verdade é que só existem duas formas de pensar em qualquer ideologia ou conceito. Estas seriam o pensar superficial (alguém que faz alguma coisa do que gosta, ou do que é aparentemente possível) ou em profundidade (alguém que segue um pensamento profundo e construtivo que faz por controlar a orientação da sua vida). O “elo” do Design com o Marketing é uma combinação inevitável e inteligente, que procura orientações enquanto desafio para atingir outras dimensões. As questões nunca são esgotáveis para resolver os objectivos destas disciplinas. Estas disciplinas, e ainda mais a de Design, estão a dirigir-se a conceitos diferentes daqueles que as originaram. Portanto, percebe-se que estão a nascer mais especializações de saberes. O indivíduo já não se distingue por áreas, mas por mentalidades. A distribuição por funções está a ser analisada e reelaborada hoje em dia. Estas funções serão recompostas, seguindo uma estrutura organizada para gerir diferentes propósitos, que respeitem valores e

51

identidades, facilitando o fluxo de resposta e recepção. Ambas as disciplinas facilitam o relacionamento e a administração. Reflectindo, estes profissionais distinguem-se essencialmente pela sua avultada capacidade de comunicação, visão e inovação, e possuem uma característica fundamental: a sensibilidade, essencial ao entendimento da mudança da sociedade. Assim, acredito que o Design gerou esta forma para se fazer potenciar. A verdade é que isto aponta para caminhos irreversíveis - o Design está a mudar… Como futura designer exclamo: Obrigado Marketing!

52

7. REFERÊNCIAS WEBGRAFICAS

http://www.reocities.com/ResearchTr iangle/4480/academic/academicfiles/mcdonaldsanalise_de_marketing.pdf consultado a 27 de Março de 2011 http://www.allfreeessays.com/topics /mcdonalds-marketing-strategy/0 consultado a 27 de Março de 2011 http://pt.scribd.com/doc/11520753 /Marketing-Strategies-of-McDonalds consultado a 27 de Março de 2011 http://www.mcdonalds.co.uk/static/p df/aboutus/education/mcd_marketin g.pdf consultado a 27 de Março de 2011 http://www.bionicgraphics.co.uk/395 3/86726/portfolio/brand-marketing consultado a 27 de Março de 2011 http://www.businessweek.com/innova te/content/aug2008/id20080825_ 105720.htm consultado a 10 de Março de 2011 http://www.portugalbrands.pt/ consultado a 10 de Março de 2011 http://www.oficinadamarca.com/ consultado a 7 de Março de 2011

http://www.facebook.com/pages/Por tugalBrands/201864357800?sk=inf o consultado a 27 de Março de 2011 http://meninadesign.pt/ consultado a 27 de Março de 2011 http://www.facebook.com/pages/ByK oket/144473518924736?sk=info consultado a 9 de Abril de 2011 http://www.businessweek.com/innova te/content/aug2008/id20080825_ 105720.htm consultado a 12 de Abril de 2011 http://webinsider.uol.com.br/2007/0 7/02/design-e-marketing-sao-aliadosnao-inimigos/ consultado a 14 de Abril de 2011 http://pulsardesign.blogspot.com/20 10/01/plano-de-marketingimportancia-de.html consultado a 14 de Abril de 2011 http://www.designsimples.com.br/des ign-thinking-marketing-para-convencer/ consultado a 14 de Abril de 2011 http://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_Kot ler consultado a 20 de Abril de 2011

53

http://webmail.faac.unesp.br/~paula/ Paula/106.pdf consultado a 21 de Abril de 2011 http://www.merkatus.com.br/10_bol etim/18.htm consultado a 1 de Maio de 2011 http://www.ua.pt/saa/PageDisc.aspx ?id=3923&b=1 consultado a 1 de Maio de 2011 http://paulooliveira.wordpress.com/2 008/07/19/markenting-paraprofissionais-da-area-design-deinteriores/ consultado a 1 de Maio de 2011 http://www.portaldemarketing.com.br /artigos/design.htm consultado a 14 de Maio de 2011

http://by3.com.br/essenciais/porque-investir-em-design/ consultado a 14 de Maio de 2011 http://exame.abril.com.br/marketing/ noticias/design-e-a-coisa-maisimportante-no-marketing-moderno-dizfrancisco-madia consultado a 14 de Maio de 2011 http://parapluiedesign.com/parapluie/2011/02/07 /porque-nao-2/ consultado a 1 de Maio de 2011

CONSULTA DE DOCUMENTOS CEDIDOS PELA EMPRESA MENINA DESIGN GROUP IMAGENS: FOTOGRAFIAS RETIRADAS DURANTE O ESTÁGIO NA MDG

54

55

56

8.

ANEXOS

57

58

Nísiajoão
Student of art and design
ESEC, 2011

59

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful