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ANÁLISE ESTRUTURAL I

NOTAS DE AULA

Assunto:

Linhas de Influência de Estruturas Isostáticas

Prof. Roberto Márcio da Silva

1-) INTRODUÇÃO

As linhas de influência tem uma importante aplicação no projeto de estruturas submetidas a carregamentos móveis, tais como: pontes, viadutos, passarelas e vigas de rolamento.

Nos capítulos anteriores foram desenvolvidas técnicas para analisar estruturas isostáticas submetidas a carregamento fixo. Será mostrado agora como os esforços solicitantes numa estrutura isostática variam com a posição do carregamento móvel.

2-) DEFINIÇÃO

Uma linha de influência mostra como um determinado esforço numa seção varia quando uma carga concentrada move sobre a estrutura. A linha de influência é construída sobre o eixo da estrutura sendo que as abscissas representam as posições da carga móvel e as ordenadas representam os respectivos valores do esforço considerado.

Exemplo: Linha de influência de momento fletor para uma seção S

Linha de influência de momento fletor para uma seção S 3-) PROCEDIMENTO PARA ANÁLISE Será mostrado

3-) PROCEDIMENTO PARA ANÁLISE

Será mostrado a seguir os procedimentos para se construir uma linha de influência de um esforço numa determinada seção.

3.1-) Vigas sobre 2 apoios

Seja uma carga móvel vertical “P” deslocando-se sobre a viga AB mostrada abaixo, e x a posição desta carga.

Seja uma carga móvel vertical “ P ” deslocando-se sobre a viga AB mostrada abaixo, e

3.1.1-) Linha de influência das reações de apoio

3.1.1-) Linha de influência das reações de apoio ∑ M A = 0 V B .L

M A = 0 V B .L – P(x-a) = 0 V B = P(x-a)/L

dividindo agora ambos os membros pela carga P para tornar o carregamento unitário e adimensional, temos:

V B /P = P(x-a)/(P.L)

V

B

= (x-a)/L

B de “linha de influência” da reação de apoio V B , isto

é, uma equação que mostra como a reação V B varia com a posição x de uma carga unitária que se desloca sobre a estrutura. Nota-se que os

Chama-se

V

valores de V são adimensionais. Dando valores para x determina-se os B respectivos valores de
valores de
V
são adimensionais. Dando valores para x determina-se os
B
respectivos valores de
V
B .
x
= a ⇒
V
B = 0 (carga sobre o apoio A)
x
= L+a ⇒
V
B = (L+a-a)/L ⇒
V
B = 1 (carga sobre o apoio B)
x
= 0 ⇒
V
B = -a/L (carga na extremidade do balanço esquerdo)
x
= a+L+b ⇒
V
B = (a+L+b-a)/L ⇒ V
B = (L+b)/L > 1

A ordenada “Y S ” representa o valor da reação de apoio V B quando

carga móvel unitária estiver sobre a seção “s”. Analogamente, obtêm-

a

se V

A :

M B = 0 V A .L – P(L+a-x) = 0 V A = P(L+a-x)/L

dividindo-se ambos os membros por P, resulta:

V

A = (L+a-x)/L

Dando valores para x, obtêm-se: x = a ⇒ V A = (L+a-a)/L ⇒ V
Dando valores para x, obtêm-se:
x
= a ⇒
V
A = (L+a-a)/L ⇒ V
A = 1 (carga sobre o apoio A)
x
= L+a ⇒
V
A = [(L+a-(L+a)]/L ⇒ V
A = 0 (carga sobre o apoio B)
x
= 0 ⇒
V
A = (L+a)/L > 1 (carga na extremidade do balanço esquerdo)
x
= a+L+b ⇒
V
A = [-(a+L+b)+L+a]/L ⇒ V
A = -b/L

A ordenada “Y S ” representa o valor da reação de apoio V A quando

a

carga móvel unitária estiver sobre a seção “s”.

Resumindo, pode-se concluir que as linhas de influência das reações de apoio de uma viga biapoiada são lineares e têm valor unitário no apoio analisado, e zero no outro apoio, prolongando-se a reta até as extremidades dos balanços.

3.1.2-) Linha de influência da força cortante numa seção entre os apoios

influência da força cortante numa seção entre os apoios A linha de influência de Q S

A linha de influência de Q S pode ser obtida a partir das linhas de

influência de V A e V B .

Chamando a carga unitária de P = 1 e as reações de

x<a+c

x>a+c

Q

S

Q

S

= -

V

B

=

V

A

V

A

e

V

B

, tem-se:

Resultando portanto:

Resultando portanto: A ordenada “Y S 1 ” representa o valor da força cortante na seção

A ordenada “Y S1 ” representa o valor da força cortante na seção “S”, quando a carga unitária estiver na seção “S 1 ”.

3.1.3-) Linha de influência do momento fletor numa seção entre os apoios

influência do momento fletor numa seção entre os apoios A linha de influência de M S

A linha de influência de M S pode também ser obtida a partir das linhas de influência de V A e V B .

Fazendo a carga unitária P = 1 e as respectivas reações se:

x<a+c

x>a+c

M

S

M

S

=

V

B

=

V

A

.d (tração no lado de referência) .c

Resultando portanto:

V

A

e

V

B

, tem-

⇒ x>a+c ⇒ M S M S = V B = V A .d (tração no

A ordenada “Y S1 ” representa o valor do momento fletor na seção S” quando a carga unitária móvel estiver sobre a seção “S 1 ”. Neste

não são adimensionais pois foram obtidos do

por uma distância “c” ou “d”, tendo portanto a

caso os valores de

M

S

V

B

produto de

V

A

ou

dimensão de comprimento. As ordenadas positivas podem ser marcadas de qualquer lado desde que se indique o sinal.

3.2-) Vigas em balanço

3.2.1-) Linha de influência das reações de apoio

balanço 3.2.1-) Linha de influência das reações de apoio ∑ M A = 0 M A

M A = 0

M

A

M

A

– 1.x = 0

=

x

V = 0

V

A

V

A

–1 = 0

=

1

x

x

= 0 = L

M

A

M

A

=

=

0;

L;

V

A

V

A

=

=

1

1

Resultando portanto:

1.x = 0 = x ∑ V = 0 V A V A –1 = 0

3.2.2-) Linha de influência da força cortante numa seção do balanço

de influência da força cortante numa seção do balanço x<c ⇒ x>c ⇒ Q S Q

x<c

x>c

Q

S

Q

S

=

=

0

1

Resultando portanto:

⇒ x>c ⇒ Q S Q S = = 0 1 Resultando portanto: OBS: No caso

OBS: No caso do balanço para a esquerda o sinal de

⇒ Q S Q S = = 0 1 Resultando portanto: OBS: No caso do balanço

Q

S será negativo.

⇒ Q S Q S = = 0 1 Resultando portanto: OBS: No caso do balanço

3.2.3-) Linha de influência do momento fletor numa seção do balanço

de influência do momento fletor numa seção do balanço x<c ⇒ x ≥ c ⇒ M

x<c

xc

M

S

M

S

=

=

0

-1(x-c)

(tração na face superior)

Dando valores para x obtém-se:

x

x

= c = L

M

S

M

S

=

=

0

-1(L-c) = -1.d = -d

Resultando portanto:

⇒ M S M S = = 0 -1(L-c) = -1.d = -d Resultando portanto: Para

Para o balanço a esquerda a linha de influência é análoga.

OBS: As linhas de influência dos esforços solicitantes numa seção do balanço de uma viga biapoiada são os mesmos obtidos para a viga em balanço.

3.3-) Exemplo

Para a viga biapoiada abaixo pede-se traçar as linhas de influência de: V V ,
Para a viga biapoiada abaixo pede-se traçar as linhas de influência de:
V
V
,
,
e
.
A ,
B ,
Q S1
M S1
Q S2
M S2

3.4-) VIGAS GERBER

Como visto anteriormente, vigas Gerber são estruturas isostáticas de eixo reto que resultam da associação de vigas simples (vigas em balanço, vigas biapoiadas). O traçado das linhas de influência de vigas Gerber é obtido a partir das linhas de influência das vigas simples, levando em consideração a transmissão de carga da viga que está apoiada para aquela que serve de apoio. Deve-se lembrar que quando a carga móvel está sobre um apoio ela é integralmente transmitida para ele. Através de alguns .exemplos mostrar-se-á como traçar as linhas de influência para as vigas Gerber.

EXEMPLO 1

Para a viga abaixo pede-se as linhas de influência de

V

A

,

M

A

.

viga abaixo pede-se as linhas de influência de V A , M A . Decomposição da

Decomposição da estrutura.

Traça a L.I. para a viga AB. Como a viga BCD esta apoiada em AB, haverá transmissão de carga.

EXEMPLO 2

Para a viga abaixo, pede-se: V , V , e M . C E Q
Para a viga abaixo, pede-se:
V
, V
,
e M
.
C
E
Q S1
S1
Decomposição
Regra Geral: Traça-se a LI para a viga simples que contém a seção
estudada, depois prolonga esta linha para as vigas que transmitem
carga para a viga que contém a seção estudada.

EXEMPLO 3

EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12
EXEMPLO 3 12

3.5-) TRELIÇAS

As linhas de influência das reações de apoio das vigas treliçadas são as mesmas obtidas para as vigas de alma cheia.

∑ M E .L - 1(L-x) = O ⇒ = 0 ⇒ V V A
M
E .L - 1(L-x) = O ⇒
= 0 ⇒
V
V
A = (L-x)/L
A
M
A .L - 1.x = O ⇒
= 0 ⇒
V
V
E = x/L.
E
x
= 0 ⇒
V
A 1;
=
V
= 0
E
x
= L ⇒
V
A 0;
=
V
= 1
E
V A 1; = V = 0 E x = L ⇒ V A 0; =
V A 1; = V = 0 E x = L ⇒ V A 0; =

Cabe salientar que no caso das treliças o efeito do carregamento móvel chega nos nós indiretamente, através de elementos estruturais secundários como as transversinas. As linhas de influência das forças normais nas barras podem ser determinadas a partir das LI. das reações de apoio. Deve-se portanto procurar expressar a força normal na barra em função das reações de apoio.

EXEMPLO Traçar as linhas de influência das forças normais nas barras BC, GH, GC, GB e HC da viga treliçada.

nas barras BC , GH , GC , GB e HC da viga treliçada. Aplicando-se o

Aplicando-se o processo das seções é possível expressar diretamente as forças normais nas barras em função das reações de apoio.

BARRA BC:

Seccionando a barra BC e substituindo-a pelas forças normais que

ela aplica nos nós B e C têm-se:

pelas forças normais que ela aplica nos nós B e C têm-se: Liberdade: rotação em torno

Liberdade: rotação em torno de G. Condição de equilíbrio: M G (esq) = 0 ou M G (dir) = 0

x a ⇒∑M G (dir) = 0

V

E

.3a -

N

BC

.b = 0

N

BC

=

(

V

E

.3a)/b

x a ⇒∑M G (esq) = 0

V

A

.

a -

N

BC

. b = 0

N

BC

=

(

V

A

.a)/b

BARRA GH: Seccionando a barra GH e substituindo-a por tem-se: N GH nos nós G

BARRA GH:

Seccionando a barra GH e substituindo-a por

tem-se:

N GH

nos nós G e H,

barra GH e substituindo-a por tem-se: N GH nos nós G e H, Liberdade: rotação em
Liberdade: rotação em torno de C. Condição de equilíbrio: ∑M C (dir) = 0 ou
Liberdade: rotação em torno de C.
Condição de equilíbrio: ∑M C (dir) = 0 ou ∑M C (esq) = 0
x
≤ 2a ⇒ ∑M C (dir) = 0 ⇒
V
E .2a +
.b = 0
N GH
N
= -(
V
E .2a)/b
GH
x
≥ 2a ⇒ ∑M C (esq)= 0
V
A .2a +
.b = 0
N GH
N
= -(
V
A .2a)/b
GH

BARRA GC:

Seccionando a barra GC e substituindo-a por

tem-se:

N GC

nos nós G e C,

barra GC e substituindo-a por tem-se: N GC nos nós G e C, Liberdade: translação vertical
Liberdade: translação vertical (dois corpos rígidos ligados por duas barras paralelas biarticuladas). Condição de
Liberdade: translação vertical (dois corpos rígidos ligados por duas
barras paralelas biarticuladas).
Condição de equilíbrio: ∑V(esq) = 0 ou ∑V(dir) = 0
x
≤ a ⇒ ∑V(dir) = 0 ⇒
V
.sen α = 0
E +
N GC
N
= -
V
E /sen α
GC
X
≥ 2a ⇒ ∑V(esq) = 0 ⇒
V
-
.sen α = 0
A
N GC
= V
A / sen α
N GC

Obs:. Quando a carga estiver no painel que contém a barra GC, parte dela transmite para o nó G e parte para o nó H. Como a linha de influência de estrutura isostática é sempre linear, então pode-se traçar a linha do início ao fim do painel; e ligar os pontos (N e M) através de uma reta.

BARRA GB:

Seccionando a barra GB e substituindo-a por

tem-se:

N GB

nos nós G e B,

barra GB e substituindo-a por tem-se: N GB nos nós G e B, Liberdade: translação vertical

Liberdade: translação vertical (dois corpos rígidos ligados por 2 barras paralelas biarticuladas). Condição de equilíbrio: V (esq) = 0 ou V(dir) = 0

x a ⇒ ∑V (esq) = 0

V

A +

N GB

= 0

N GB

= -

V

A

Obs:. Para x < a, a variação é linear, basta ligar os pontos 1 e 2.

a, a variação é linear, basta ligar os pontos 1 e 2. BARRA HC: Seccionando a

BARRA HC:

Seccionando a barra HC e substituindo-a por

tem-se:

N HC

nos nós H e C,

basta ligar os pontos 1 e 2. BARRA HC: Seccionando a barra HC e substituindo-a por

Estudando o equilíbrio do nó H tem-se:

V H = 0

x a ou x 3a ⇒ ∑V H = 0

x = 2a ⇒ ∑V H = 0

a

2a < x < 3a parte de P =1, transmite para o nó H, então a variação é linear de G até H e de H até I.

N

HC

= 0

N

HC

+ 1 = 0 N

HC

= -1

< x < 2a parte de P =1, transmite para o nó H

x < 2a ⇒ parte de P =1, transmite para o nó H 3.6-) CARREGAMENTO Em

3.6-) CARREGAMENTO

Em estruturas submetidas a carregamento móvel podem atuar cargas permanentes e cargas acidentais. A seguir mostra-se que será possível a partir das linhas de influência localizar as cargas acidentais na estrutura para que estas causem o máximo valor do esforço que está sendo analisado. Dois tipos de cargas serão considerados:

1 - Cargas Concentradas

Como as ordenadas obtidas nas linhas de influência são determinadas usando uma carga unitária adimensional, então para qualquer carga concentrada "P" atuando na estrutura numa seção de abscissa x, o valor do seu efeito pode ser obtido multiplicando-se a ordenada adimensional na seção pelo valor da carga "P".

2 - Cargas Distribuídas

Considere

um

pedaço

de

viga

uniformemente distribuída p.

submetida

um pedaço de viga uniformemente distribuída p. submetida a uma carga LINHA DE INFLUENCIA Como mostrado

a

uma

carga

LINHA DE

INFLUENCIA

Como mostrado na figura acima cada elemento dx da viga estará submetido a uma carga concentrada dP = p.dx. Se dP está localizado numa abscissa "x", onde a linha de influência tem ordenada "y", então o efeito de dP será: dP.y = p.dx.y

Portanto, o efeito de todas as cargas concentradas dP é obtido

pela

integração

sobre

todo

∫∫

dP. y = p.dx. y = p. y.dx = p.área

o

comprimento

da

viga,

isto

é:

Como p é constante, pode-se concluir que "o efeito da carga distribuída é simplesmente obtido multiplicando a carga "p" pela área sob a linha de influência".

TREM - TIPO

Em geral as cargas a serem consideradas nos projetos de estruturas solicitadas por carregamento móvel, são especificadas em Normas Técnicas. Estas cargas são representadas pelos chamados trem-tipo, onde são indicadas as cargas concentradas, as distâncias entre elas, além de eventuais cargas distribuídas. Por exemplo:

elas, além de eventuais cargas distribuídas. Por exemplo: 3.7-) ESFORÇOS MÁXIMOS Conhecido o carregamento permanente

3.7-) ESFORÇOS MÁXIMOS

Conhecido o carregamento permanente e dado um determinado "trem - tipo" constituído de cargas concentradas e distribuídas, pode- se determinar os valores máximos dos esforços numa seção. Na pesquisa destes valores máximos deve-se considerar o carregamento permanente em toda a estrutura e o carregamento acidental (trem - tipo) nas posições mais desfavoráveis.

EXEMPLO:

Seja determinar, para a viga abaixo, os valores máximos do momento fletor na seção “s”, para o carregamento a seguir :

PERMANENTE M = 0,5t/m × 4,562m 2 = 2,281t.m S ⊕ ACIDENTAL M = (6t
PERMANENTE
M
= 0,5t/m × 4,562m 2 = 2,281t.m
S
⊕ ACIDENTAL
M
= (6t × 1,875m) + (2t × 1,125m) + (1,5t/m × 7,5m 2 ) = 24,7t.m
S
2
A 1 =
A 2 =
-1,25m
2
PERMANENTE
7,5m
M
= 2,281t.m
S
⊕ ACIDENTAL
A 3 = -1,688m 2
M
=
24,7t.m
S
∑A= 4,562m 2
M = 27,03t.m
S
PERMANENTE M = 0,5t/m × 4,562m 2 = 2,281t.m S θ ACIDENTAL M = (1,5t/m
PERMANENTE M = 0,5t/m × 4,562m 2 = 2,281t.m S θ ACIDENTAL M = (1,5t/m
PERMANENTE
M
= 0,5t/m × 4,562m 2 = 2,281t.m
S
θ
ACIDENTAL
M
= (1,5t/m × -1,25m 2 ) + (1,5t/m × -1,688m 2 ) + (6t × -1,125m) +
S

(2t × -0,375m) = -11,907t.m

A 1 = A 2 =

A 3 = -1,688m 2

7,5m 2

-1,25m

2

A= 4,562m 2

PERMANENTE

M

S

M

θ

S

ACIDENTAL

θ

=

= -11,907t.m

-9,62t.m

2,281t.m

M =

S

Obs:. Deveria ser pesquisada a colocação da carga concentrada de 6t na ordenada y 4 . No caso verifica-se que se obtém o mesmo valor. (COINCIDÊNCIA !!)

4-) OBTENÇÃO GRÁFICA DAS LINHAS DE INFLUÊNCIA Em 1886, Heinrich Müller-Breslau desenvolveu uma técnica para construção gráfica da linha de Influência. Esta técnica é conhecida como "Princípio de Müller-Breslau".

4.1-) PRINCÍPIO DE MÜLLER-BRESLAU

A linha de Influência de um esforço numa seção tem a mesma forma da deformada da estrutura quando a capacidade de resistir tal esforço na seção da estrutura é eliminada, e esta é submetida a um deslocamento unitário associado ao esforço.

EXEMPLO 1

um deslocamento unitário associado ao esforço. EXEMPLO 1 - Para obtenção de de resistir momento fletor

- Para obtenção de

de resistir momento fletor na seção “s”), resultando portanto:

M

S , basta articular a seção “s” (retirar a capacidade

, basta articular a seção “ s ” (retirar a capacidade - Para obtenção de (retirar

- Para obtenção de

(retirar a

resultando portanto:

Q

S , basta liberar a translação vertical em “s

resistir à força cortante

na seção

s”),

capacidade de

à força cortante na seção “ s ”), capacidade de -Para obtenção de resultando: V A

-Para obtenção de resultando:

V

A , basta liberar a translação vertical em “A”,

“ s ”), capacidade de -Para obtenção de resultando: V A , basta liberar a translação

EXEMPLO 2

Para obtenção de analogicamente obtém-se V B , libera-se a translação vertical em “B”, V
Para obtenção de
analogicamente obtém-se
V
B , libera-se a translação vertical em “B”,
V
,
e
.
D ,
Q S1
M S2
Q S3
de analogicamente obtém-se V B , libera-se a translação vertical em “B”, V , e .

EXEMPLO 3

EXEMPLO 3 Bibliografia: Hibbeler, R.C “Structural Analysis”, Macmillan Publishing Company, New York, 1985. 24
EXEMPLO 3 Bibliografia: Hibbeler, R.C “Structural Analysis”, Macmillan Publishing Company, New York, 1985. 24
EXEMPLO 3 Bibliografia: Hibbeler, R.C “Structural Analysis”, Macmillan Publishing Company, New York, 1985. 24
Bibliografia:
Bibliografia:

Hibbeler, R.C “Structural Analysis”, Macmillan Publishing Company, New York, 1985.

24

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Exercício 1:

Para a estrutura abaixo, pede-se:

a) Traçar a linha de influência de M S1 , Q S2 , e Q S3 .

máx ⊕ máxΟ b) Calcular M e M para os trens-tipo abaixo. S1 S1
máx ⊕
máxΟ
b) Calcular
M
e M
para os trens-tipo abaixo.
S1
S1

Respostas:

M

M

M

máx

S1

máxΟ

S1

máxΟ

S1

= 0,1684 + 14,25 = 14,42t.m

= 0,1684 - 12,99 = -12,83t.m

= 0,1684 - 11,67 = -10,99t.m

a)

a) b) A 1 = -0,375 A 3 = -1,25 A 5 = -0,2083 A 2

b) A 1 = -0,375 A 3 = -1,25 A 5 = -0,2083

A 2 = +1,50 A 4 = 0,4175 A = 0,0842

M

M

M

M

PERMANENTE

S1

ACIDENTAL.

S1

ACIDENTAL. Ο

S1

ACIDENTAL.

S1

0,0842

= 2

×

=

0,1684t.m

 

= 0,4175)]

[3.(1,5

+

+

(10

×

0,75)

+

(4

×

0,25)

= 14,25t.m

= 3.( 1,833)

(10

×

0,75)

=−

12,99t.m

 

= 3.( 1,833)

(10

×

0,5)

(4

×

0,167)

=−

11,167t.m

Exercício 2:

Para a estrutura abaixo, pede-se:

a) Traçar a linha de influência de Q S1 .

máx ⊕ máxΟ b) Valores de Q e Q para o trem-tipo abaixo. S1 S1
máx ⊕
máxΟ
b) Valores de Q
e Q
para o trem-tipo abaixo.
S1
S1
a)

b) A 1 = -0,125 A 3 = -1,250

A 2 = +1,125 A = -0,250

Q

Q

Q

PERMANENTE

S1

ACIDENTAL. Ο

S1

ACIDENTAL.

S1

=−

2

0,250(m ) 2(t / m)

×

=−

0,500t.m

=

4.( 0,125

1,250)

(10

×

0,500)

(5

×

0,167)

=−

11,335t.m

=

4.(1,125)

+

(10

×

0,750)

+

(5

×

0,250)

=

13,250t.m

Respostas:

Q

Q

máxΟ

S1

máx

S1

= -0,500 - 11,335 = -11,835t.m

= -0,500 + 13,250 = 12,750t.m

Exercício 3:

Para a treliça abaixo, pede-se:

a) Traçar a linha de influência dos esforços normais nas barras CI e IJ. b) Calcular os esforços máximo e mínimo na barra CI para o carregamento indicado, definindo, inclusive, se eles correspondem a tração ou compressão na barra.

se eles correspondem a tração ou compressão na barra. a) M ∑ (0 ∑ (0 ∑
se eles correspondem a tração ou compressão na barra. a) M ∑ (0 ∑ (0 ∑

a)

M

(0

(0

V

(6,4

(6,4

M

V

C

= ∴

0

2 (3,2)

V

K

N

IJ

x

3,2)

0

= ∴−

N

CI

+

V

K

x

= 0

x

B

=

x

3,2)

N

0

CI

=−

19,2)

3,2

N

19,2)

V

H

CI

=

+

0

2,4

N

CI

N

IJ

2,4

=

=

V

K

=

0

0

N

IJ

N

=

IJ

=

2,667 V

K

1,333 V

H

b) A 1 = -0,53 A 3 = 2,14 A 2 = -3,22 ∑ A

b) A 1 = -0,53 A 3 = 2,14

A 2 = -3,22 A = -1,61

N

N

N

PERMANENTE

CI

ACIDENTAL. Ο

CI

ACIDENTAL.

CI

=

2

( 1,61)

=−

3,23t

 

=

4

( 3,75)

(15

×

0,67)

(8

×

0,333)

=−

27,71t

=

4 (2,14)

+

(15

×

0,67)

+

(8

×

0,333)

=

21,25t

Respostas:

N

N

máx

CI

máxΟ

CI

= -3,23 + 21,25 = 18,02t

(tração)

= -3,23 - 27,71 = -30,94t

(compressão)

Exercício 4:

Para a treliça abaixo, pede-se:

Calcular os valores máximos (positivos e negativos) da força normal na barra CI, para os trens-tipo abaixo e para “carregamento inferior”.

os trens-tipo abaixo e para “carregamento inferior”. 3 sen( ) α = = 0,6 5 4
3 sen( ) α = = 0,6 5 4 cos( ) α = = 0,8
3
sen( )
α
=
= 0,6
5
4
cos( )
α
=
= 0,8
5
∑ V
= 0
V
N
D
CI
(0
x
8)
∑ V
= 0
V
+
N
A
CI
(12
x
16)

sen( α ) =

0

N

sen( )

α =

0

N

CI

CI

=

=

D A
D
A

V

V

sen( )

α

=

sen( )

α

1,667 V

D

=−

1,667 V

A

A 1 = 6,666 A 2 = 1,112 ∑ A = 7,778 N N N
A 1 = 6,666 A 2 = 1,112 ∑ A = 7,778 N N N

A 1 = 6,666 A 2 = 1,112 A = 7,778

N

N

N

PERMANENTE

CI

ACIDENTAL.

CI

ACIDENTAL.

CI

Ο

=

=

=

1,5 7,778

(3 7,778)

0

=

+

11,667t

(10 1,111)

+

Respostas:

N

N

máx

CI

máxΟ

CI

= 37,776 + 11,667 = 49,443t

= 0 + 11,667 = 11,667t

(4 0,833)

=

37,776t