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No final da Segunda Guerra Mundial quase toda a Europa tinha ficado destruída,

com as estruturas sociais, políticas e económicas totalmente arrasadas. Tornando-


se urgente a sua recuperação e solidificação. No período pós-1945, a Europa
encontra-se em ruínas, desautorizada e dividida entre duas potências mundiais:
os Estados Unidos da América e a União Soviética. Para conter o alastramento
comunista, foi concebido a 5 de junho de 1947 o Programa de Recuperação
Europeu, mais conhecido como Plano Marshall. Facultando dividendos aos
Estados Unidos (estes pretendiam o controlo económico europeu),
proporcionava, contudo, a necessitada ajuda financeira à Europa . Foi criada a
Organização Europeia de Cooperação Económica (1948) e, obrigando a uma
estreita colaboração económica entre os países a ajudar. Assim, assistiu-se a um
desequilíbrio evolutivo entre as zonas sob influência da URSS, a Oriente, e as que
se situavam a Ocidente - das quais apenas dezasseis países aderiram ao Plano, em
julho de 1947. Com o intuito de criar uma nova ordem monetária internacional, e
mesmo antes do Plano Marshall, foram tomadas medidas como os acordos da
Conferência de Bretton Woods, em julho de 1944, que tornaram o dólar o eixo
monetário internacional, uma vez que os Estados Unidos possuíam cerca de 80%
das reservas de ouro do mundo. Apoiando esta política, o Fundo Monetário
Internacional concedeu empréstimos reembolsáveis aos países que se
encontravam endividados, e o Banco Internacional para a Reconstrução e
Desenvolvimento (BIRD) custeava os investimentos a médio e longo prazo. No
Congresso dos Estados Unidos, em abril de 1948, foi também aprovado o
Programa de Recuperação Europeia, que previa uns 90% de doações e 10% de
empréstimos aos países, tendo sido recebidos por governos europeus, entre 1948
e 1952, cerca de treze mil milhões de dólares. No mês de abril de 1949 surgia uma
nova organização, a NATO, cuja principal finalidade era a de criar tratados
permanentes em que os Estados Unidos se obrigavam a promover a segurança
das potências democráticas e obrigava todos os membros a socorrer os demais
em caso de ataque.
Europa atualmente tem cincos grandes desafios para enfrentar como tais a
imigração descontrolada, as alterações climáticas, envelhecimento da população,
estagnação económica e a segurança europeia.

Nos últimos anos a Europa teve de responder ao desafio migratório mais grave
desde a Segunda Guerra Mundial. Em 2015 foram registados na UE 1,25 milhões
de requerentes de asilo; em 2019, este número diminuiu para 612 700
requerentes. Em 2019, mais de 120 000 pessoas chegaram à Europa por via
marítima, em comparação com mais de um milhão em 2015. Em 2019, o número
total de passagens ilegais de fronteiras na UE diminuiu para 141 700 - o seu nível
mais baixo em seis anos e 92% abaixo do pico da crise migratória de 2015.

Devido a guerrilhas em países como a Síria e o aumento do terrorismo em Africa


muitos refugiados tentam encontrar o seu destino na Europa que acaba por haver
uma entrada descontrolada enorme nas fronteiras europeias.
A UE adotou legislação ambiciosa em vários domínios estratégicos para cumprir
os seus compromissos internacionais em matéria de luta contra as alterações
climáticas. Os países da UE estabeleceram metas vinculativas em matéria de
emissões para setores-chave da economia, a fim de reduzir substancialmente as
emissões de gases com efeito de estufa. Em 2017, a UE já tinha reduzido as suas
emissões em quase 22 % em relação a 1990, tendo assim atingido a sua meta de
redução das emissões até 2020 três anos antes do prazo previsto.
Em dezembro de 2020, à luz do compromisso assumido pela UE de aumentar a
sua ambição em matéria de clima em consonância com o Acordo de Paris, os
dirigentes da UE aprovaram uma meta vinculativa da UE que consiste numa
redução interna líquida de pelo menos 55 % das emissões de gases com efeito de
estufa até 2030, em comparação com os valores de 1990 – o que representa um
aumento substancial em relação à meta anterior da UE para 2030 que visava
reduzir as emissões em 40 %.
As previsões indicam que, em 2030, a esperança média de vida dos europeus
andará à volta dos 90 anos. Se é positivo que se viva cada vez mais na Europa, é
paralelamente uma notícia preocupante quando se analisa essa realidade.
Segundo os últimos números, relativos a 2070, a UE passará de uma média de 3,3
pessoas em idade ativa para cada pessoa com mais de 65 anos para apenas duas
pessoas em idade ativa. O gradual envelhecimento da população europeia terá
um grande impacto económico, das poupanças individuais dos cidadãos aos
orçamentos governamentais relativos à saúde, por exemplo.
A Zona Euro cresce, mas pouco, muito próximo mesmo da estagnação. Para quem
não andou a estudar economia a estagnação econômica refere-se a uma situação
em que o produto nacional não mantém um nível de crescimento compatível com
o potencial econômico de um país, durante um período prolongado, no qual o
lento crescimento econômico é geralmente acompanhado de alto desemprego de
fatores. Em maio passado, a Comissão Europeia reviu em baixa as suas projeções
anteriores: em 2019, o PIB crescerá apenas 1,2%. Bruxelas alertou para riscos
decorrentes do protecionismo, do Brexit e da disputa comercial entre Estados
Unidos e China. A economia da Alemanha, a maior das 28, acompanha o cenário
sombrio, continuando a apresentar sinais de vulnerabilidade, nomeadamente ao
nível do consumo privado. Segundo as previsões, em 2019 o PIB alemão deverá
crescer apenas 0,5%, enquanto a evolução em 2020 não deverá ir além de 1,5%. A
Europa enfrenta também um problema de desigualdade entre quem lá vive.
Segundo números referentes a 2017, os 20% mais ricos representam pelo menos
um terço dos rendimentos totais; e os 20% com os rendimentos mais baixos
correspondem a menos de 1/10 de todo o rendimento da UE.
Devido ao que se estar a passar na Ucrânia a urgência de um exército europeio é
elevada pois a segurança da Europa está cada vez mais em risco e a dependência
externa de países como o EUA e o Canada não pode ficar sempre pendente tendo
a recorrer a outros meios.
Apesar disto a UE tem parcerias com os principais intervenientes a nível mundial,
nomeadamente com potências emergentes e grupos regionais, procurando
assegurar que essas relações assentam em interesses comuns e têm benefícios
mútuos.
A UE não tem um exército permanente, contando com efetivos militares
colocados à disposição pelos países da UE. A UE pode enviar missões para pontos
conturbados do globo para controlar e manter a ordem pública, participar em
esforços de manutenção da paz ou prestar ajuda humanitária às populações
afetadas.
A Europa 2020 é a estratégia de crescimento da UE para a próxima década. Num
mundo em mutação, pretendemos que a UE se torne uma economia inteligente,
sustentável e inclusiva. Estas três prioridades, que se reforçam mutuamente,
deverão ajudar a UE e os Estados-membros a atingir níveis elevados de emprego,
de produtividade e coesão social. A UE definiu cinco objetivos ambiciosos em
matéria de emprego, inovação, educação, inclusão social e clima/energia que
deverão ser alcançadas em 2020. Como todos sabemos estas medidas não forma
atingidas até 2020 devido á pandemia mundial em que vivemos. A UE quer a
Europa mais verde principalmente nas áreas de produção como a agrícola, por
exemplo onde vemos que as medidas novas da PAC andam muito em volta da
agricultura biologia e sustentável.

Com este trabalho aprendemos muito sobre a Europa no seu passado, presente e
futuro e ficamos a saber que o seu futuro é incerto, mas com medidas concretas e
para serem cumpridas.

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