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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Problemas Actuais do Processo de Ensino e Aprendizagem de Geografia em


Moçambique

Messe Daimone Mandala 708201351

Curso: Geografia
Disciplina: Didáctica de Geografia II
Ano de Frequência: 3º
Turma: C
Docente: Eliseu Almeida

Milange, Abril, 2022


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 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais
 Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
 Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
 Metodologia
adequada ao objecto 2.0
do trabalho
 Articulação e
domínio do discurso
académico
2.0
Conteúdo (expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e  Revisão
discussão bibliográfica
nacional e
2.
internacionais
relevantes na área
de estudo
 Exploração dos
2.0
dados
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos

 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas

Normas APA 6ª  Rigor e coerência


Referências edição em das
4.0
Bibliográficas citações e citações/referências
bibliografia bibliográficas

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Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

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Índice

Introdução..........................................................................................................................5

1.Problemas actuais do processo de ensino e aprendizagem de Geografia em


Moçambique......................................................................................................................6

1.1.Contextualização da Geografia escolar.......................................................................6

1.2.O Papel da Geografia Escolar......................................................................................7

2.Problemas actuais do processo de ensino e aprendizagem de Geografia em


Moçambique......................................................................................................................8

2.1.Formas de Organizar o Ensino de Geografia............................................................12

2.1.1.O Atlas....................................................................................................................12

2.1.2.Mapas.....................................................................................................................13

2.1.3.Os globos terrestres................................................................................................13

2.1.4.Cartaz......................................................................................................................13

Conclusão........................................................................................................................14

Referências bibliográficas...............................................................................................15

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Introdução

O presente trabalho da Cadeira de Didáctica Geografia II presa a


terminologia de um trabalho de carácter científico e traz uma abordagem virada
aos “Problemas actuais do processo de ensino e aprendizagem de Geografia
em Moçambique”. Parte-se do pressuposto de que, os saberes ligados ao espaço
geográfico, desde os primórdios da existência da humanidade, sempre foram
muito importantes. Num primeiro momento, porque envolviam, no limite, a
sobrevivência da espécie humana. A didáctica tem como objecto de estudo o
processo de ensino e seus elementos e propõe alcançar os fins relacionados à
aprendizagem. A didáctica diz respeito à prática pedagógica, ao fazer quotidiano
da actividade docente. A organização do ensino é, portanto, o compromisso
número um da didáctica. Portanto pensar na didáctica da Geografia é pensar
estuda nos aspectos científicos da Geografia. Onde se analisam os problemas e as
dificuldades que o ensino de disciplina apresenta e organiza os meios e as
sugestões para resolvê-los, bem como proporciona as bases técnicas, didácticas,
pedagógicas ao futuro professor.

Objectivo geral

 Analisar os problemas actuais do processo de ensino e aprendizagem de


Geografia em Moçambique e formas de organizar o ensino de Geografia.

Objectivos específicos

 Identificar os principais problemas e objectivos de ensino de Geografia em


Moçambique;
 Caracterizar o ensino de Geografia em Moçambique;
 Explicar a importância do uso dos meios modernos no ensino de Geografia.

A metodologia utilizada na elaboração do presente trabalho foi a consulta


bibliográfica, que consiste na recolha, análise crítica e interpretação de dados. No
que concerne as normas de publicação de trabalhos científicos, usou-se a sexta
edição das normas American Psycologcal Association (APA). Cuja citações estão
inseridas no desenvolvimento do trabalho e na referencia bibliográfica.

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Estruturalmente o trabalho obedece a seguinte organização: introdução,
desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas.

1. Problemas actuais do processo de ensino e aprendizagem de Geografia em


Moçambique
1.1. Contextualização da Geografia escolar

A Geografia é uma disciplina curricular presente no ensino básico. Tem


como objecto de estudo o espaço, sendo este construído pela sociedade, por meio
de suas relações sociais. Entender toda essa dinâmica requer um olhar geográfico
e a atenção para alguns conceitos próprios dessa ciência.

Assim, ela é entendida como uma ciência social, que estuda o espaço
construído pelo homem, a partir das relações que estes mantêm entre si e com a
natureza, “[...] é por excelência uma disciplina formativa, capaz de
instrumentalizar o aluno para que exerça de facto a sua cidadania”. (Callai, 2001,
p.134).

Também, auxilia a formação do cidadão, oferecendo suporte ao aluno,


para que ele compreenda o seu espaço, as modificações que o circundam e as que
influenciam a sua vida, uma vez que o mundo estudado não é somente a
constituição de territórios, pois estes já foram construídos.

Por seu turno, Cavalcanti (2002) fomenta que a Geografia é a ciência que
estuda, analisa e tenta explicar (conhecer) o espaço produzido pelo homem e,
enquanto matéria de ensino, ela permite que o aluno ‘se perceba como participante
do espaço que estuda’, onde os fenómenos que ali ocorrem são resultados da vida e
do trabalho dos homens e estão inseridos num processo de desenvolvimento (p. 13).

Contudo, enquanto disciplina escolar, a Geografia sofreu mudanças em seu


plano teórico, na forma de pensar e compreender o espaço nas últimas décadas. A
necessidade de se desenvolver uma forma mais crítica e reflexiva, fez com que
esta disciplina buscasse novas formas para desenvolver um aluno activo na
sociedade. Neste sentido, o trabalho docente recebeu uma maior atenção, visto
que ao professor de Geografia foram exigidas clareza em seus objectivos e
adopção de metodologias diversificadas, para que o aluno compreenda a ciência
geográfica.

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Observa-se que o professor, muitas vezes, se mostra despreparado para o
ensino, visto que ainda possui muitas dúvidas quanto, por exemplo, à definição do
que vai trabalhar e, por isso, insiste em seguir fielmente o livro didáctico ou uma
lista de conteúdos a partir de programas e provas.

1.2. O Papel da Geografia Escolar

Na óptica de Callai (2001), alude que a geografia tem um papel pertinente, visto
que auxilia a formação do cidadão, oferecendo suporte ao aluno, para que ele
compreenda o seu espaço, as modificações que o circundam e as que influenciam a
sua vida, uma vez que o mundo estudado não é somente a constituição de territórios,
pois estes já foram construídos. ( p.134)

Alem disso, a geografia escolar cumpre importante papel na formação do


indivíduo em sua integralidade a saber, pode auxiliá-lo a ampliar suas concepções
de mundo, a compreender as transformações e processos que ocorrem através da
interacção dinâmica entre os elementos da natureza, possibilitando ainda uma
melhor apreensão das relações que se estabelecem entre sociedade e natureza.

Conforme proposto pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s


(Brasil, 2001, p. 109), consiste como “[...] objectivo da Geografia explicar e
compreender as relações entre a sociedade e a natureza, e como ocorre a
apropriação desta por aquela”.

Assim, ao produzir sua própria existência, os homens organizados


socialmente, constroem não só a sua história, conhecimento e processo de
humanização, como produzem também o espaço geográfico; espaço este, que
deve ser interpretado e apreendido em suas múltiplas dimensões.

Nesse sentido, a geografia quotidiana possibilita ao indivíduo experiências


fundamentais para a formação da consciência de si e do mundo em que vive.
Portanto, as questões atinentes aos estudos ambientais não podem ser ensinadas e
compreendidas dissociadas do estudo da geografia e da concepção de apropriação
do espaço geográfico.

Nesse sentido, a geografia enquanto componente curricular constitui-se de


extrema relevância, dada a multiplicidade de ramos que agrega, bem como da
possibilidade desta em relacionar-se com outras ciências ou disciplinas escolares,

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propiciando assim a compreensão e criticidade sobre as relações que se
estabelecem entre seres humanos e natureza, e também entre a sociedade.

2. Problemas actuais do processo de ensino e aprendizagem de Geografia em


Moçambique

De acordo com Oliveira (2008), os professores encontram-se


desmotivados e apresenta baixo rendimento, assim, continua reproduzindo
fórmulas antigas como receituários, ficando então, entre seguir o livro didáctico
(como cadernos de actividades, plano de aula e avaliações) ou seguir programas
oficiais que listam conteúdos para todo o território nacional, desprezando as
realidades regionalizadas, nas quais os alunos estão inseridos, como, por exemplo,
a elaboração dos Parâmetros Curriculares Nacionais, como uma das incumbências
do Ministério da Educação de promover a “modernização” das escolas.

A escola não pode desconhecer as condições concretas de vida de seus alunos, pois
essas são o “pano de fundo” dos diversos projectos de vida, os quais devem ser
considerados no espaço escolar. O ponto básico das disciplinas em geral e da
Geografia em particular, é levar o aluno à compreensão do seu espaço vivido e da
sociedade que o constrói. Considera-se como primeiro passo para o desenvolvimento
desse trabalho, o conhecimento, pelo professor, da realidade em que pretende actuar,
por isso apresenta-se a seguir as especificidades das turmas seleccionadas para este
estudo de caso (Idem).

Apesar de toda a importância da Geografia, o ensino desta vem sofrendo sérios


problemas, também presentes nas aulas de outras disciplinas, como a utilização apenas
do livro didáctico nas aulas, a formação deficiente do professor, o desinteresse dos
alunos, a infra-estrutura precária e falta de materiais na escola, dentre outros. Além
destes, é perceptível outro obstáculo no ensino de Geografia: a frequente inexistência de
metodologias dinâmicas e motivadoras.

Os professores encontram diversas dificuldades em sua trajectória como educadores,


como o próprio sucateamento da educação pelo governo. Não é novidade para
ninguém dizer que as escolas públicas apresentam falta de estrutura, prédios
depredados, caindo aos pedaços, salas muita das vezes muito quentes, com

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ventiladores quebrados. E também a superlotação das salas de aula, algumas
chegando a 55 alunos, tornando o ambiente insuportável, desorganizado e
barulhento, elevando o nível de stress e desconforto do professor, que muita das
vezes esta ali para dar o melhor de si, mas as condições do ambiente não o permitem,
(Vesentini, 1989).

Uma questão bastante discutida e problemática é a utilização apenas do livro


didáctico em sala de aula. Aulas assim, não despertam a curiosidade dos alunos, pois
estes percebem que o professor repassa apenas o que está contido no livro, tornando o
livro o “detentor de todo o conhecimento”, sem que haja o diálogo e a exposição das
opiniões de ambas as partes. O livro didáctico deve ser utilizado apenas como mais uma
ferramenta favorecedora do conhecimento, não como o direcionador da aula.

A formação deficiente do professor é um dos problemas mais graves e presentes que


afectam o ensino de Geografia, uma vez que as licenciaturas estão perdendo o foco
em formar professores, fazendo com que muitos dos licenciandos saiam da
universidade sem uma efectiva formação para actuar devidamente na carreira
docente. O desinteresse dos alunos também é um factor prejudicial para o processo
de ensino e aprendizagem. Sem o interesse do aluno, o ensino torna-se uma tarefa
ainda mais árdua, onde dificilmente o discente irá absorver algo do conteúdo passado
pelo professor, implicando directamente no aprendizado, pois uma das maiores
dificuldades enfrentadas pelos docentes na actualidade é ensinar à um aluno que não
quer aprender, (Castrogiovanni, 2000).

A infra-estrutura precária é outro obstáculo presente nas escolas. Um ambiente


confortável e acessível a todos contribui para um maior interesse por parte dos
discentes. A falta de materiais é um dos problemas mais prejudiciais na educação,
principalmente nas aulas de Geografia, onde se precisa de suportes diferenciados e
necessários à disciplina como mapas actualizados, globos, imagens, entre outros. Esta é
uma das necessidades que fazem com que as aulas continuem sempre tradicionais e
cansativas, afectando directamente no interesse e aprendizado do alunado. A
indisponibilidade de materiais é tão séria que falta até mesmo livros didácticos para
atender a demanda de alunos.

Outro grande problema que afecta profundamente as aulas de Geografia é a falta de


metodologias dinâmicas, inovadoras e motivadoras. Assim, como afirma Filizola e
Kozel (2009),

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Embora a exposição dialogada, o uso do quadro de giz e a lida com o livro didáctico
sejam bastante empregados em nosso quotidiano escolar, não podemos negar que
outros recursos devem ser utilizados. Mais do que isso, julgamos da máxima
importância a presença de múltiplas linguagens nas aulas de Geografia, bem como
nas aulas desenvolvidas por todas as disciplinas. (Filizola e Kozel, 2009, p. 26)

Ou seja, torna-se imprescindível fazer as aulas mais atractivas, sem deixar de


envolver o quotidiano do aluno, usando uma linguagem mais didáctica, para que o
público-alvo seja de fato atingido e o objectivo da Geografia alcançado. É preciso
deixar de lado as aulas tradicionais onde o professor só expõe informações e o aluno só
recebe-as. É necessário que haja um diálogo professor-aluno, onde um possa aprender
com o outro na construção de conceitos.

De acordo com INDE/MINED. (2010), os objectivos gerais da disciplina de


Geografia são:

 Contribuir para a formação da concepção científica do mundo;

 Desenvolver a independência cognoscitiva; Dominar linguagem geográfica e


cartográfica;

 Localizar objectos geográficos, estabelecendo relação entre os factores que


contribuem para a sua distribuição espacial;

 Compreender as dinâmicas sociais e espaciais a diferentes escalas; Analisar


processos de transformação do espaço ao longo da história da humanidade;

 Relacionar questões geográficas com processos sociais, económicos, culturais e


políticos;

 Utilizar material cartográfico estabelecendo as inter-relações entre a Natureza e


a Sociedade;

 Realizar pesquisa útil e relevante sobre problemas da sua comunidade,


contribuindo para o seu desenvolvimento sustentável;

 Participar activamente em acções que visem melhorar a qualidade de vida da sua


comunidade;

 Intervir para a melhoria de um mundo complexo e em constante transformação;

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 Elaborar projectos que visem melhorar a vida da sua comunidade;

 Formar um sistema de habilidades, relacionados com os conhecimentos


geográficos, que podem ser usados na vida prática;

 Assumir a necessidade de exploração racional dos recursos naturais;

 Preconizar o princípio da protecção da Natureza e da educação ambiental como


fundamentos da correcta relação entre a Sociedade e a Natureza;

 Valorizar a diversidade natural e cultural como riquezas da humanidade;

 Desenvolver o amor à Pátria moçambicana, o espírito de patriotismo e de


solidariedade.

Novos desafios são postos aos Professores de geografia em Moçambique, sendo


os principais deles a necessidade de produzir uma leitura de mundo que não seja
apenas repetição das informações que os alunos recebem por meios dos diferentes
meios de comunicação. Esta concorrência, por muitas vezes desleal, entre as aulas de
geografias e a as informações difundidas pelas médias configura-se como importante
elemento de compreensão daquilo que o autor denomina de perda do monopólio
informativo que durante muito tempo sustentou a autoridade do Professor de
geografia. No momento actual, tais Professores se deparam com uma realidade na
qual os conteúdos e as informações geográficas estão amplamente acessíveis, o que
não significa que a interpretação e compreensão das mesmas também estejam.
(Girotto, 2015).

No ensino da geografia torna-se necessário inserir os alunos a compreender as


dinâmicas espaciais e entender suas contradições, fragmentações e dimensões
territoriais do meio em que se encontram.

Nas escolas moçambicanas, a geografia escolar vem mantendo uma prática


tradicional. Para a maior parte dos alunos, a aprendizagem da geografia se reduz
somente à memorização, sem que se faça referência às experiências socio‐espaciais.
O ensino‐aprendizagem se caracteriza pela utilização excessiva do livro didáctico,
pela aplicação de conteúdos de forma desvinculada dos contextos locais e de suas
relações ampliadas, como também pela utilização descontextualizada e estereotipada
do arsenal cartográfico subjacente. Essa relação se dimensiona na manutenção do

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status quo de um saber confuso, inconsistente, desarticulado e fragmentado, que
apenas “serve” ao mercado de trabalho (Basílio, 2013).

2.1. Formas de Organizar o Ensino de Geografia

Segundo Ntombela (1999), na actualidade, a Geografia tem buscado práticas


pedagógicas que apresentem aos alunos os diferentes aspectos de um mesmo fenómeno,
em diferentes momentos da escolaridade, de modo que os alunos possam construir
compreensões novas e mais complexas a seu respeito.

Desse modo, as práticas didácticas deveriam abarcar procedimentos de


problematização, observação, registo, descrição, documentação, representação e
pesquisa dos fenómenos sociais, culturais ou naturais que compõem a paisagem e o
espaço geográfico, a fim de formularem hipóteses e explicações referentes às relações e
transformações que ocorrem no espaço, devendo haver uma inter-relação entre o estudo
da sociedade e da natureza. No ensino e aprendizagem, deve-se entender que sociedade
e natureza constituem a base material ou física sobre a qual o espaço geográfico é
construído.

Segundo Cavalcanti (2010), o modo de trabalhar os conteúdos geográficos no ensino


supera seu histórico papel de dar conta da apresentação de dados e da descrição de
países, regiões e lugares mencionados. O conteúdo de ensino em sala requer do
educador uma opção metodológica que favoreça a aprendizagem do aluno (p. 47).

2.1.1. O Atlas
Na óptica de Oliveira (2009), é a aconselhável que cada aluno possua um
exemplar de um atlas escolar adaptado ao seu nível de conhecimentos trata se de um
instrumento de ensino que só deve conter mapas claros sem sobre cargas excessivas,
elaborados tendo em conta imperativos pedagógicos (unidade de ensino convencionais e
de gamas de cores) quando existe atlas estabelecidos em relação a uma colecção de
mapa murais isso facilita muito o trabalho dos alunos, que se familiarizam rapidamente
com todas as convenções dos cartógrafos .

Os atlas especializados são notável instrumento de trabalho para os professores,


que podem por vezes serem utilizados na aula, utilizando um bom atlas, o aluno adquire
não só os conhecimentos novos, como circunstância preciosa em pedagogia, o hábito do
trabalho pessoal. É, porem, de lamentar que os atlas escolares tenham ainda um preço

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relativamente elevado. O atlas geográfico é também recurso que deve fazer parte das
aulas quotidianas de Geografia, uma vez que permitem a análise espacial em diferentes
escalas e temáticas a serem abordadas.

2.1.2. Mapas

Os mapas possibilitam que o aluno tenha domínio espacial, ajudando-o na


síntese dos fenómenos que se realizam num determinado espaço. No dia-a-dia do
cidadão, é possível ter a leitura do espaço por meio de diferentes informações e, na
cartografia, por meio de formas distintas de representar estas informações. Assim,
podem-se ter diversos produtos, como resultado das informações para várias finalidades,
como: mapas de turismo, de planeamento, rodoviários, de minerais, geológicos, entre
outros, (Cavalcanti, 2010).

2.1.3. Os globos terrestres

O globo é a única representação da terra que não a deforma por esse motivo
utiliza-se com frequência sobretudo no caso de alunos mais novos, a fim de lhes fazer
compreender os exageros e distorções dos mapas. Há diferentes tipos de globos: de
madeira, gesso, matéria plástica ou borracha, uns têm uma superfície lisa outros
moldados indicam os relevos dos constituintes e profundidades dos oceanos enquanto
outros ainda, cobertos de ardósia, permitem desenhos a giz, (Cavalcanti, 2010).

2.1.4. Cartaz

A confecção desse recurso pode ser realizada tanto pelo professor, como pelos
alunos em todos os níveis de ensino, mediante a utilização de vários outros materiais
(papel madeira, cartolina, fotografias, revistas, jornais, cola, tesoura, régua, lápis de cor,
caneta hidrocor, fita crepe, etc.). Como sugestão: quando o cartaz for utilizado enquanto
dinâmica, ou seja, produzido pelo aluno, o professor pode optar por temáticas
diferentes. Assim os alunos confeccionarão os cartazes e em seguida terão um tempo
para apresentá-lo na sala de aula (Cavalcanti, 2010).

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Conclusão

Diante das reflexões empreendidas no presente trabalho, depreende-se que


o ensino de Geografia Escolar representa um caminho para o desenvolvimento de
habilidades e competências básicas exigidas no mundo actual. A compreensão
deste conteúdo é essencial para a transformação da realidade. o professor no seu
esforço de fazer compreender o aluno em sua pertença, na organização socio-
espacial subjacente à produção do seu conhecimento. Organizar as formas de
ensino de Geografia tem por objectivo motivar e despertar o interesse dos alunos;
favorecer o desenvolvimento das capacidades de observação; aproximar o aluno à
realidade; visualizar ou concretizar os conteúdos de aprendizagem; oferecer
informações; permitir a fixação da aprendizagem; ilustrar noções mais abstractas;
e desenvolver a experimentação concreta. Pensar na sociedade actual, marcada
pela transnacionalização do capitalismo, requer compreender que nesse processo
estão presentes diversas globalizações, e não apenas um processo unívoco,
coerente e consensual.

Não obstante, é importante referenciar que o trabalho científico nunca é acabado,


sempre é susceptível de críticas e sugestões para o melhoramento do mesmo.

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Referências bibliográficas

Basílio, Guilherme. (2013). Os saberes locais e o novo currículo do ensino básico em


Moçambique. Maputo: Texto Editores.

Brasil. (2001). Ministério da Educação e Cultura. Secretaria da Educação


Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. História e geografia.
Brasília.

Callai, H. C. (2001). A Geografia e a escola: muda a Geografia? muda o ensino?. Terra


Livre, São Paulo.

Castrogiovanni, A. C. (2000). Ensino de geografia: praticas e textualizações no


quotidiano. Porto Alegre, Mediação.

Cavalcanti, L.S (2002). Geografia e Práticas de ensino. Goiânia: Alternativa.

Cavalcanti, S. (2010). Geografia, Escola e Construção de Conhecimentos. Editora


Papirus. São Paulo.

Filizola, R. (2009). Didáctica da Geografia. Editorial Base. São Paulo.

Girotto, E. D. (2015). Ensino de geografia e raciocínio geográfico: as contribuições de


Pistrak para a superação da dicotomia curricular. Revista Brasileira de
Educação em Geografia, Campinas, v. 5, n. 9, p. 71-86, jan./jun.

INDE/MINED. (2010). Programas de Ensino do 1º Ciclo e 2º Ciclo do ESG. Edição:


Ministério da Educação e do Desenvolvimento Humano.

Ntombela, P. (1999). Didáctica de la Geografia, Coleccion de didactica, nº 4, Editorial


Cincel, Madrid.

Oliveira, T. L. (2009). Ensino de Geografia na contemporaneidade: O Uso de recursos


didácticos na sua abordagem. URCA. Porto Alegre.

Vesentini, J. W.  (1989). Geografia e ensino: textos críticos. São Paulo: Papirus.

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