CALENDÁRIO DE OBRIGAÇÕES PERIÓDICAS DO CONTRIBUINTE Relativamente aos principais impostos ± IVA, IRPS, IRPC, ICE ± é o seguinte o calendário de obrigações

relevantes do contribuinte, incluindo as contribuições obrigatórias para o sistema de segurança social (INSS): Obrigações Obrigações de periodicidad e mensal: Dia 10 Termo do prazo de entrega da contribuição para a segurança social 20 Entrega das quantias retidas na fonte, a título de IRPC e IRPS no mês anterior ± IRPC M/39, IRPS M/19 Último dia Entrega da declaração periódica Modelo útil A relativa às vendas processadas no mês anterior, conjuntamente com a entrega do montante de IVA que seja devido no mesmo período Entrega de declaração, pelas entidades sujeitas a ICE, relativa a bens produzidos no País fora de armazém de regime aduaneiro, conjuntamente com a entrega do imposto liquidado Obrigações Termo do prazo de entrega da declaração anual M/10 e M/10 V1 (Janeiro a Março), no caso de contribuintes que no ano anterior hajam auferido rendimentos que não sejam exclusivamente resultantes de trabalho dependente Efectivação da 1ª prestação do pagamento por conta ± IRPC M/39 Entrega até ao último dia do mês, da declaração periódica de rendimentos M/22 a processar anualmente Conjuntamente com a apresentação da declaração periódica de rendimentos M/22, pagamento da diferença que existir entre o IRPC total nela calculado e as importâncias entregues por conta. Havendo Legislação Aplicável

Instruções do INSS Art. 29 do Regulamento do IRPS e Art. 45 do Regulamento do IRPC Art. 32 do Código do IVA,

Nº 3 do Art. 10 do Código do ICE

Cont.... Mês Abril

Legislação Aplicável Art.10 e Art. 13 do Regulamento do IRPS

Maio

Art. 27 do Regulamento do IRPC Art. 39 do Regulamento do IRPC Art. 27 do Regulamento do IRPC

lugar a pagamento juntar Guia de Pagamento M/39 Termo do prazo normal (dia 31) de pagamento das importâncias em dívida do IRPS relativo aos rendimentos da 1ª categoria do ano anterior - IRPS M/19 Efectivação da 1ª prestação do pagamento especial por conta ± IRPC M/39 Entrega até ao último dia útil do mês, da Declaração Anual de Informação Contabilística e Fiscal M/20 e respectivos anexos Termo do prazo (30 do mês) de pagamento das importâncias em dívida do IRPS relativo aos rendimentos das 2ª, 3ª, 4ª e 5ª categorias do ano anterior - IRPS M/19 Efectivação da 2ª prestação do pagamento por conta ± IRPC M/39 Efectivação da 2ª prestação do pagamento especial por conta ± IRPC M/39 Termo do prazo de pagamento do IRPS, liquidado nos termos da alínea d) do nº 1 do art 20 do Regulamento do IRPS ((falta de apresentação de declaração dentro do prazo legal), acrescido dos juros compensatórios que sejam devidos Efectivação da 3ª e última prestação do pagamento por conta ± IRPC M/39 Nº. 1 do Art. 28 do Regulamento do IRPS Art. 71 do Código do IRPC Art. 40 do Regulamento do IRPC Alínea a) do Nº 1 do Art. 28 do Regulamento do IRPS Art. 70 do Código do IRPC Art. 71 do Código do IRPC Alínea d) do Nº. 1 do Art. 28 do Regulamento do IRPS Art. 70 do Código do IRPC

Junho

Julho Agosto

Setembro

OS IMPOSTOS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO Principais Impostos do Estado Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas (IRPC) Regras de Incidência: São tributadas em IRPC (sujeitos passivos): As sociedades comerciais e as demais pessoas colectivas de direito público ou privado com sede ou direcção efectiva em território moçambicano, pela totalidade dos seus rendimentos, incluindo os obtidos fora do território nacional, sem prejuízo das regras de prevenção da dupla tributação internacional aplicáveis - convenções internacionais estabelecidas com Portugal, Itália, Maurícias e Emiratos Árabes Unidos;

As entidades, com ou sem personalidade jurídica, que não tenham sede nem direcção efectiva no território nacional, relativamente apenas à parcela dos respectivos rendimentos obtidos no País e aqui não sujeitos a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS). Para efeitos de sujeição a imposto consideram-se obtidos no território nacional os rendimentos imputáveis a estabelecimento estável aí situado, e bem assim os que, não se encontrando nessas condições, sejam relativos a imóveis aí situados, ou respeitem a rendimentos cujo devedor tenha residência, sede ou direcção efectiva em território nacional, ou cujo pagamento seja imputável a um estabelecimento estável nele situado. Transparência Fiscal A matéria colectável, determinada nos termos do IRPC, das seguintes sociedades com sede ou direcção efectiva em território nacional, é imputada aos sócios das mesmas integrando-se na determinação do rendimento tributável destes para efeitos de IRPS ou IRPC, consoante o que lhes seja imputável, ainda que, não tenha havido distribuição de lucros: y y y Sociedades civis não constituídas sob forma comercial; Sociedades de profissionais; Sociedades de simples administração de bens, designadamente quando a maioria do respectivo capital social pertença, directa ou indirectamente, a um grupo familiar.

A imputação aos sócios ou membros das entidades abrangidas é feita nos termos e proporção que resultem do acto constitutivo das mesmas entidades ou, na falta de tais elementos, em partes iguais. Isenções São, entre outros, isentos de IRPC: y Os rendimentos directamente resultantes do exercício da actividade sujeita ao Imposto Especial sobre o Jogo estabelecido pela Lei n.º 8/94, de 14 de Setembro; As sociedades e outras entidades às quais seja aplicável o regime de transparência fiscal acima enunciado.

y

não tendo sede nem direcção efectiva em território nacional. aqui não possuam também estabelecimento estável ao qual os correspondentes rendimentos sejam imputáveis. classificados nas seguintes categorias: y y y y Primeira Categoria: rendimentos do trabalho dependente.Taxas Aplicáveis: A taxa do IRPC é de 32%. quando derivados da prestação de serviços de telecomunicações e transportes internacionais. Existindo agregado familiar. seja qual for o local onde se obtenham e a moeda e a forma por que sejam auferidos. expressos quer em dinheiro quer em espécie. bem como montagem e instalação de equipamentos efectuados por essas entidades . Quarta Categoria: rendimentos prediais. não tendo sede nem direcção efectiva em território nacional. o imposto é devido pelo conjunto dos rendimentos das pessoas que o constituem. mesmo que provenientes de actos ilícitos. não sendo também admissível a respectiva dedução para efeitos fiscais. aqui não possuam também estabelecimento estável ao qual os correspondentes rendimentos sejam imputáveis ± a título de taxa liberatória Entidades que. Terceira Categoria: rendimentos de capitais e das mais-valias. 1 2 São tributados autonomamente.a título de taxa liberatória Rendimentos de títulos cotados na Bolsa de Valores de Moçambique ± a título de taxa liberatória Encargos não devidamente documentados e despesas de carácter confidencial ou ilícito1 Taxas 10% 20% 20% 10% 10% 35% Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Singulares (IRPS) Regras de Incidência2 O Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS) incide sobre o valor global anual dos respectivos rendimentos. . Segunda Categoria: rendimentos empresariais e profissionais. salvo nas seguintes situações: Situações particulares Actividade agrícola e pecuária. até Dezembro de 2010 Rendimentos aos quais seja aplicável a obrigatoriedade de retenção na fonte do correspondente imposto Entidades que.

100 10. em particular. para fins alheios à mesma.700 141.512.001 a 168. . havidas como transacções tributáveis: y As prestações de serviços gratuitos efectuados pela própria empresa com vista às necessidades particulares do seu titular.512. e as não residentes.000 Taxas 10% 15% 20% 25% 32% Parcela a abater (MT) 0 2.500 35. pela totalidade dos respectivos rendimentos. Determinação do Rendimento Colectável O rendimento colectável em IRPS é o que resulta do englobamento dos rendimentos das várias categorias auferidos em cada ano.y Quinta Categoria: outros rendimentos. Não são englobados para efeito de tributação os rendimentos aos quais seja aplicado o regime de taxa liberatória. bem como sobre as importações de bens.000 De 504. depois de feitas as deduções e os abatimentos previstos no respectivo Código. por um sujeito passivo agindo como tal. São sujeitas a IRPS as pessoas singulares que residam no território nacional.000 Além de 1. São. sem prejuízo da opção pelo englobamento.000 De 42. a título oneroso.001 a 504.000 De 168.001 a 1. Os rendimentos isentos entram no englobamento apenas para efeito de determinação da taxa a aplicar aos restantes rendimentos. incluindo os produzidos fora desse território. em geral.540 Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) Regras de Incidência O imposto sobre o Valor Acrescentado incide sobre o valor das transmissões de bens e prestações de serviços realizadas no território nacional. do pessoal ou. Taxas Aplicáveis: As taxas do imposto são as constantes da tabela seguinte: Rendimento Colectável Anual (MT) Até 42. pelos rendimentos aqui obtidos.

industriais e de prestação de serviços. devem considerar-se excessivas. importados ou produzidos que não se encontrarem nas existências dos estabelecimentos do sujeito passivo e bem assim os que tenham sido consumidos em quantidades que. desde que esses organismos prossigam objectivos de natureza política. silvícola. filantrópica. Transmissões de bens e prestações de serviços. para fins alheios à mesma e ainda em sectores de actividade isentos quando. Prestações de serviços que tenham por objecto o ensino. designadamente de carácter assistencial ou visando fins de carácter social. . cultural. cultural ou artístico. recreativa. desportiva. quando situados nas zonas rurais. cívica ou de representação de interesses económicos e a única contraprestação seja uma quota fixada nos termos dos respectivos estatutos. do pessoal ou. tendo em conta o volume de produção. religiosa. são também considerados como tendo sido objecto de transmissão pelo sujeito passivo os bens adquiridos. patriótica. para fins comerciais. sindical. Transmissões de bens e prestações de serviços no âmbito de actividades agrícola.y A utilização de bens da empresa para uso próprio do seu titular. relativamente a esses bens ou aos elementos que os constituem tenha havido dedução total ou parcial do imposto. y Isenções São isentas do imposto. Locação de imóveis para fins de habitação ou. efectuadas por entidades sem fins lucrativos. em geral. Prestações de serviços efectuadas no interesse colectivo dos seus associados por organismos sem finalidade lucrativa. y y y y y y Operações bancárias e financeiras. Salvo prova em contrário. bem como as transmissões de bens e prestações de serviços conexas. pecuária e pesca expressamente enumeradas. as seguintes operações internas (enumeração meramente exemplificativa): Transmissões de determinados bens e as prestações de serviços expressamente indicadas no código do imposto: y Prestações de serviços na área da Saúde e transmissões de bens com eles correlacionadas.

As prestações de serviços que estejam directamente relacionadas com o trânsito. não foram objecto de direito à dedução e bem assim as transmissões de bens cuja aquisição tenha sido feita com exclusão do direito a dedução. Operações sujeitas a sisa ainda que dela isentas. exportação. ³draubaque´ ou trânsito. Taxa do Imposto A taxa do imposto é de 17%. referência: y No caso de bens ou serviços sujeitos ao regime de preços fixos. importação temporária ou ³draubaque´ que sejam isentas totalmente de direitos aduaneiros. em regra. Transmissões de bens afectos exclusivamente a um sector de actividade isento ou que. do destinatário ou de um terceiro. com excepção do próprio imposto sobre o valor acrescentado. taxa e outras imposições. direitos. ou quando gozem de isenção do pagamento de direitos de importação. e outras operações equiparadas. As transmissões de bens expedidos ou transportados com destino ao estrangeiro pelo vendedor ou por um terceiro por conta deste. y y Relativamente às actividades de importação. efectuadas pelos corretores e outros mediadores de seguros. Merecem. bem como as prestações de serviços conexas. resultantes de se fazer aplicar a taxa geral do imposto apenas sobre uma fracção do respectivo preço. em qualquer caso. As importações de bens nos regimes de trânsito. o valor da contraprestação obtida ou a obter do adquirente. operações assimiladas e transportes internacionais. . incluindo os combustíveis. beneficiam de isenção. y y y Valor Tributável O valor tributável das transmissões de bens e das prestações de serviços sujeitas a imposto é. a existência de taxas reais diferenciadas. entre outras: y As importações definitivas de bens cuja transmissão no território nacional beneficie de isenção objectiva.y Operações de seguro e resseguro. todavia. exportação ou importação de bens isentos de imposto por terem sido declarados em regime temporário. nele se incluindo os impostos.

passados 12 meses relativamente ao período em que se iniciou o excesso. Outros Impostos sobre a Despesa . deduzem a totalidade do imposto suportado nas respectivas aquisições de bens e serviços. os sujeitos passivos deduzem ao imposto incidente sobre as operações tributáveis que efectuaram. Os sujeitos passivos que simultaneamente efectuem transacções isentas. Havendo lugar simultaneamente a transacções que conferem direito a dedução e a outras que o não conferem. não há lugar a qualquer dedução ou reembolso. o excesso é deduzido nos períodos de imposto seguintes. este pode solicitar o correspondente reembolso. Regra geral. Quando. o sujeito passivo efectue exclusivamente transacções isentas nos casos que não conferem o direito de dedução (exemplo da actividade agrícola. sem direito a dedução. o IVA dedutível que lhes foi facturado na aquisição de bens e serviços por outros sujeitos passivos.000MT. y Direito à Dedução Para apuramento do imposto a entregar mensalmente nos cofres do Estado. quando não tenha havido renuncia à isenção). é dedutível apenas o imposto suportado nas aquisições para a realização das primeiras. porém. nomeadamente a actividade de exportação. silvícola.y O regime de taxa ³zero´ aplicável num número limitado de isenções. persistir crédito a favor do sujeito passivo superior a 50. nos casos em que a isenção não prejudica o direito de dedução (como é o caso da exportação). A conjugação das regras para o efeito aplicáveis pode assim resumidamente enunciarse: y Os sujeitos passivos que realizem apenas transacções sujeitas a imposto e dele não isentas. pecuária ou de pesca. A percentagem de 5% aplicável sobre as vendas a contribuintes do ³regime simplificado´. y y y Pedidos de Reembolso Sempre que a dedução de imposto a que haja lugar supere o montante devido pelas operações no período correspondente. deduzem a totalidade do imposto suportado.

seguro e frete) e as taxas actualmente em vigor são as seguintes: Descrição Matérias Primas Bens Intermediários Bens de Capital Bens de Consumo Bens Essenciais (1) Combustíveis Energia 3 Classe M I K C E N W Taxas 2. o valor CIF (custo.0% 20. . respectivamente de 15%. sem que se mostrem devidamente selados. Na importação a base de referência é. em regra.0% 0. e bem assim os objectivos extra-fiscais (de índole social. As taxas estabelecidas encontram-se distribuídas por quatro escalões. de 11 de Dezembro.0% 5. no produtor ou no importador.0% 0. é a constante do Decreto nº 37/2002. contendo a lista dos bens tributados.0% Relativamente às bebidas alcoólicas e ao tabaco manipulado. A tabela de taxas em vigor.4. com aposição de selo especial comprovativo do pagamento do imposto. segundo a natureza dos bens a tributar. sujeitos a regime especial de fiscalização. consoante o caso. no acto do respectivo desembaraço aduaneiro. para este efeito definido como ³território aduaneiro´.Imposto sobre Consumos Específicos3 O Imposto sobre Consumos Específicos tributa de forma selectiva o consumo de determinados bens constantes de tabela anexa ao respectivo Código e incide. 40% e 65%. de uma só vez. 30%. e encontra-se organizada segundo a classificação e a nomenclatura da pauta aduaneira. considerando-se que tal ocorre quando o produto fabricado sai da unidade de produção em condições normais de comercialização ou. económica ou de prevenção geral ou especial) a prosseguir em cada caso. no caso de bens importados.5% 7.2 Direitos Aduaneiros Os direitos aduaneiros incidem sobre o valor (determinado nos termos da regulamentação aduaneira aplicável) das mercadorias objecto de importação ou exportação através das fronteiras do território nacional. é ainda exigível o imposto quando tais produtos forem detidos em território nacional. O pagamento do imposto é exigível no momento em que se verifica a introdução dos bens no consumo.5% 5. 5.1. para fins comerciais.

para efeitos de incidência do imposto. apenas os prédios urbanos situados no território nacional. Incide sobre todo e qualquer combustível. designadamente por sucessão hereditária. uso ou habitação a favor de outrem. a título gratuito. Consideram-se bens imóveis. mesmo que tenha sido constituído direito de usufruto. importadores ou distribuidores que produzam industrialmente ou por qualquer forma comercializam combustível no território nacional. trata-se na realidade de um verdadeiro imposto. Os importadores individuais. Não são sujeitas a imposto: As transmissões. não devendo contudo o factor de correcção ser superior a 5%. de 24 de Dezembro. estando sujeitas a actualização trimestral. das pensões e subsídios por morte. As taxas aplicáveis são de quantitativo fixo. legado.Taxa sobre os Combustíveis4 Embora com a designação de Taxa sobre os Combustíveis na Lei nº 15/2002. 5 4 . tendo como sujeitos passivos: Os refinadores. como foi aliás originalmente designado no momento da respectiva criação pelo Decreto nº 22/90. doação ou por qualquer negócio jurídico que transmita a propriedade a título gratuito e entre vivos. que se destine a ser comercializado no território nacional. Impostos sobre a Transmissão da Propriedade Imposto sobre as Sucessões e Doações5 O Imposto sobre as Sucessões e Doações incide sobre as transmissões a título gratuito do direito de propriedade sobre bens móveis e imóveis. e no Regulamento aprovado pelo Decreto nº 56/2003. Uma parte significativa da receita arrecadada tem consignação específica. de 26 de Junho. O imposto é devido pelas pessoas singulares que adquiram a título gratuito a propriedade dos bens transmitidos. produzido ou importado. por despacho do Ministro das Finanças. pessoas singulares ou colectivas. mesmo nos casos em que a propriedade é transmitida separadamente do usufruto. por via terrestre ou marítima. que introduzam em território nacional. de acordo com a variação da taxa de inflação. combustível para uso próprio ou alheio. de 24 de Setembro (imposto sobre os combustíveis). designadamente a favor do Fundo de Estradas. uso ou habitação.

matrícula ou inscrição em território moçambicano. assistência ou beneficência. a título gratuito. direitos de autor e direitos conexos registados ou sujeitos a registo em território moçambicano. fica sujeita a imposto sobre as sucessões e doações apenas a parcela transmitida a título gratuito. os direitos de propriedade industrial. quando na transmissão se incluam prédios urbanos. o imposto incide sobre a totalidade dos bens ou direitos adquiridos. Taxas e Mínimo não Tributável: Descrição Descendentes. Para efeitos deste imposto consideram-se bens ou direitos situados em território moçambicano: os prédios urbanos aí situados. sede. Quando haja lugar a transmissão de bens. ou ambos. os direitos de crédito ou direitos patrimoniais sobre pessoas singulares ou colectivas quando o seu devedor tiver residência. cônjuges e ascendentes Irmãos e colaterais até ao 3. forem residentes em território moçambicano. os direitos sobre bens móveis corpóreos não sujeitos a registo. o imposto incide apenas sobre os bens ou direitos transmitidos aqui situados. Quando nem o transmitente nem o adquirente forem residentes em território moçambicano. sendo passível de Sisa. Critério de territorialidade: A sujeição ao imposto sobre as sucessões e doações determina-se pelas seguintes regras: Quando o transmitente ou o adquirente dos bens ou de direitos sobre os mesmos. independentemente do localização dos mesmos. direcção efectiva ou estabelecimento estável em território moçambicano. direcção efectiva ou estabelecimento estável em território moçambicano.As doações de bens com carácter de caridade.° grau Taxas 2% 5% . as participações sociais quando a sociedade participada tenha a sua sede. desde que destinadas a fazer face a situações de carência económica e social ou a situações de calamidade pública. os direitos sobre bens móveis registados ou sujeitos a registo. a respectiva parcela transmitida a título oneroso. simultaneamente a título gratuito e a título oneroso.

sejam decorridos 180 dias a contar da respectiva entrada no mesmo território nacional e se encontrem a circular ou a ser usados em condições normais de utilização: Automóveis ligeiros e automóveis pesados de antiguidade menor ou igual a 25 anos. a potência. a proceder à revisão das taxas do imposto. a cilindrada do motor. desde que possuam certificados de navegabilidade válidos. Aeronaves com motor de uso particular. a voltagem (quando movidos a electricidade) e a antiguidade. sempre que tal se mostre necessário atendendo às variações . fixadas com base nos seguintes critérios: Para automóveis ligeiros. Para barcos de recreio. a cilindrada do motor e a antiguidade. Imposto sobre Veículos O Imposto sobre Veículos incide sobre o uso e fruição dos veículos a seguir mencionados. independentemente de registo ou matrícula.Outros Impostos do Estado 5. Para automóveis pesados. consoante se trate de veículos de carga ou de passageiros. matriculados ou registados no País. a capacidade de carga ou lotação de passageiros. Para motociclos. Para aeronaves. Barcos de recreio com motor de uso particular. a propulsão a partir de 25 (HP). ou desde que. o peso máximo autorizado à descolagem.2.1.2. Consideram-se potencialmente em uso os veículos automóveis que circulem pelos seus próprios meios ou estacionem nas vias ou recintos públicos e os barcos de recreio e aeronaves. fica autorizado o Ministro das Finanças. e a antiguidade. o combustível utilizado.Entre quaisquer outras pessoas 10% 5. Nos termos do Regulamento em vigor. a tonelagem de arqueação bruta e a antiguidade. Motociclos de passageiros com ou sem carro de antiguidade menor ou igual 15 anos. As taxas do imposto sobre veículos são as constantes das tabelas anexas ao respectivo Regulamento aprovado pelo Decreto nº19/2002 de 23 de Julho. ouvido o Ministério dos Transportes e Comunicações.

2. incluindo os casos em que revista a forma de conta corrente. Operações realizadas por ou com intermediação de instituições de crédito.macroeconómicas. incluindo os casos em que sejam utilizadas folhas avulsas escrituradas por sistema informático ou semelhante para utilização ulterior sob a forma de livro. Não estão. a natureza dos diferentes actos e factos tributários e a possibilidade ou não de determinação do respectivo valor. mas não podendo as novas taxas ultrapassar o dobro das anteriores. comercial. incluindo os estabelecimentos e organismos do Estado. descoberto bancário ou modalidade equivalente. contratos. predial e outras entidades públicas. cabendo a respectiva liquidação e pagamento (enumeração não exaustiva) a: Notários. Emissão de cartões de crédito e de débito e cheques editados por instituições de crédito domiciliadas em território nacional.2. e testamentos cerrados ou internacionais. porém. designadamente. relativamente aos actos. sempre que dêem lugar a cobrança de juros. Emissão. sujeitas a imposto de selo as operações abrangidas pela incidência do imposto sobre o valor acrescentado e dele não isentas. 5. compreendendo designadamente. Imposto do Selo O Imposto do Selo incide sobre os documentos. aceitação ou apresentação a pagamento de letras e livranças. Empréstimos efectuados pelos sócios às sociedades. Emissão de apólices de seguro. no momento em que forem efectuados. Livros de comerciantes. O imposto devido é sempre pago por meio de guia. entre outros: Actos e contratos celebrados junto de notário e outros. no momento da aprovação e abertura. contratos e outros factos em que sejam intervenientes. Operações de crédito. comissões ou outras contraprestações semelhantes. no momento da cobrança dos prémios. As taxas aplicáveis consoante. livros. sociedades financeiras ou outras entidades a elas legalmente equiparadas. revestem a forma ³ad valorem´ (percentagens ou permilagens) ou quantitativo fixo (taxas específicas). prémios. conservadores dos registos civil. . papéis e actos designados na Tabela anexa ao respectivo Código. Testamentos públicos.

a incidência deste imposto ficou reduzida às áreas do País ainda não municipalizadas. Locador e sublocador. de 30 de Janeiro. legalmente definido como ³representando a contribuição mínima de cada cidadão para os gastos públicos´. Entidades emitentes de letras e outros títulos de crédito. no seu ordenamento actual.Sistema Tributário Autárquico . nos arrendamentos e subarrendamentos. Empresas seguradoras relativamente à soma do prémio do seguro. Com a entrada em vigor do Sistema Tributário Autárquico em 2001. 5. líquidas de imposto. no caso de títulos emitidos no estrangeiro.3. Quaisquer outras entidades que intervenham nos actos e contratos ou emitam ou utilizem os documentos. títulos ou papéis sujeitos a imposto do selo. Imposto de Reconstrução Nacional Regulamentado. As taxas do imposto. aptidão para o trabalho e demais condições estabelecidas no respectivo Código.2. custo da apólice e quaisquer outras importâncias cobradas em conjunto ou em documento separado. comissões e outras contraprestações. diversificadas de modo a atender ao grau de desenvolvimento e às condições sócio-económicas prevalecentes em cada distrito ou região. 5. cheques. o imposto de reconstrução nacional reveste a natureza de imposto geral de capitação. ocupação. cartões de crédito e de débito e livranças ou. quando para elas se verifiquem as circunstâncias de idade. ainda que estrangeiras. mediante propostas de cada Governo Provincial.3. são estabelecidas para cada ano pelo Ministro das Finanças.Entidades concedentes do crédito e da garantia ou credoras dos juros. prémios. pelo código aprovado pelo Decreto nº 4/87. à primeira entidade que intervenha na negociação ou pagamento. de montante inexpressivo. O imposto incide sobre todos as pessoas residentes no território nacional. livros. bem como às comissões pagas a mediadores. sendo dele formalmente isentos ³os contribuintes que façam prova de pagamento ou isenção do Imposto Pessoal Autárquico na circunscrição territorial da respectiva residência´.

A Lei nº 1/2008. incluía ainda outros dois impostos. O Código aprovado pelo Decreto nº 52/2000. nos termos do nº 2 do artigo 86 da Lei nº 1/2008. No quadro da Lei nº 1/2008 (Lei de Finanças Municipais). Taxas por Licenças Concedidas e por Actividade Económica. Imposto Autárquico da Sisa (Sisa Autárquica). extintos ambos por força da entrada em vigor do IRPC e IRPS. redefine o regime financeiro. Tarifas e Taxas pela Prestação de Serviços. Aguarda pela publicação do novo Código Tributário Autárquico a entrada em vigor do Imposto Autárquico sobre Veículos e da Sisa Autárquica (ambos configurados à semelhança dos correspondentes impostos do Estado). e bem assim a previsão do lançamento de derramas sobre as colectas de alguns impostos do Estado. o Sistema Tributário Autárquico integra os seguintes impostos e outros tributos: Imposto Pessoal Autárquico. sisa e imposto sucessório aludidos no artigo 92 da Lei n. é protelada a entrada em vigor desta nova configuração do Sistema Tributário Autárquico. Do mesmo modo estão hoje prejudicados os antigos ³adicionais municipais´ sobre as colectas da contribuição predial urbana.º 11/97.´ Em resultado deste diferimento da entrada em vigor da nova Lei: Encontram-se em vigor o Imposto Pessoal e o Imposto Predial Autárquicos. até à entrada em vigor do (novo) Código Tributário Autárquico. por força da extinção dos impostos sobre que incidiam. Mantém-se igualmente em vigor a denominada Taxa por Actividade Económica. a aprovar nos termos da presente Lei. instituída e regulada pelo mesmo Código. Não obstante. que se transcreve: ³Mantêm . de 31 de Maio. de 21 de Dezembro. de 31 de Maio. orçamental e patrimonial das autarquias locais. Imposto Predial Autárquico.º 11/97. e bem assim da Contribuição de Melhorias. igualmente extintos. de 21 de Dezembro. . respectivamente o Imposto Autárquico de Comércio e Indústria e o Imposto sobre os Rendimentos do Trabalho ± Secção B. de 16 de Janeiro.se em vigor os impostos autárquicos da Lei n. Contribuição de Melhorias. bem como reformula o Sistema Tributário Autárquico. Imposto Autárquico sobre Veículos. de 31 de Maio. embora ainda nos termos regulados pelo Código Tributário Autárquico aprovado pelo Decreto nº 52/2000. instituídos inicialmente pela Lei nº 11/97.

quando tenham entre 18 a 60 anos de idade e para elas se verifiquem as circunstâncias de ocupação. é o equivalente a nível autárquico do Imposto de Reconstrução Nacional cobrado como imposto do Estado fora das áreas das actuais autarquias. produzir rendimento e esteja afecto a quaisquer fins que não sejam a agricultura. respectivamente). Imposto Predial Autárquico Incidência: O Imposto Predial Autárquico incide sobre o valor patrimonial dos prédios urbanos situados no território da respectiva autarquia. Seja susceptível de. podendo o imposto ser cobrado em dinheiro ou em espécie. sempre que afectos a fins não transitórios.3. ao estabelecer no seu artigo 54 que ³o valor do Imposto Pessoal Autárquico a vigorar anualmente é determinado em função do salário mínimo nacional mais elevado em vigor em 30 de Junho do ano anterior´. Para este efeito: Entende-se como tendo carácter de permanência os edifícios ou construções existentes. 5. No regime de propriedade horizontal ou outra forma de condomínio. Imposto Pessoal Autárquico Imposto anual de capitação (³poll tax´). o Código Tributário Autárquico ainda em vigor comete às assembleias municipais a competência para fixá-las. 3%. Esta disposição estará prejudicada logo que entre em vigor o novo Código. C e D.3.Com estas notas introdutórias. silvicultura ou pecuária. 5. de 16 de Janeiro. abrangendo os edifícios e construções nela incorporados ou assentes com carácter de permanência. entendendo-se por prédio urbano toda a parcela de terreno. residentes na respectiva autarquia. aptidão para o trabalho e demais condições estabelecidas no respectivo Código. desde que: Faça parte do património de uma pessoa singular ou colectiva ou a esta possa imputar-se o respectivo uso ou fruirão sem o pagamento de uma renda.1. consoante a classificação das diferentes autarquias (níveis A. cada fracção autónoma será havida como constituindo um prédio. descrevem-se de seguida os elementos essenciais de cada um dos tributos que actualmente integram ou está previsto venham a integrar o Sistema Tributário Autárquico do País. em condições normais. ainda que móveis por natureza.2. estabelecendo apenas um limite para este efeito (não poderem exceder o máximo de dois décimos do salário mínimo nacional mensal para os trabalhadores da indústria). dada a diferente solução adoptada pela Lei nº 1/2008. . incidindo sobre todas as pessoas nacionais ou estrangeiras. através da aplicação das taxas de 4%. parecendo também afastado o princípio da cobrança em espécie. e designadamente quando se acharem assentes no mesmo local por um período superior a seis meses. No referente às taxas do imposto. B. 2% e 1%.

por um período de cinco anos a contar da data da licença de habitação. ouvido o Conselho Municipal. Igualmente aqui se verifica com a Lei nº 1/2008. desde que exercida num estabelecimento. graduadas entre 0. consoante se trate de prédios destinados a habitação ou a quaisquer outros fins. no território da respectiva autarquia. sendo devida por determinado quantitativo certo. Taxas aplicáveis: O Código ainda em vigor confere à Assembleia Municipal. quando habitadas pelo respectivo proprietário. a competência para aprovar a tabela de taxas a aplicar. na condição apenas de não deverem os benefícios a conceder (graduados na razão inversa do valor dos prédios) exceder 10 ou15 anos. a Taxa por Actividade Económica é aplicada relativamente a cada estabelecimento. incluindo a prestação de serviços. de 16 de Janeiro. presumindo-se como tais as pessoas em nome de quem os mesmos se encontrem inscritos na matriz predial ou que deles tenham posse a qualquer título naquela data. a taxa por actividade económica reveste a natureza de ³licença de porta aberta´. Também aqui a nova Lei vem limitar significativamente o âmbito dos poderes da autarquia no exercício da respectiva capacidade tributária. Na configuração do mesmo Código. respectivamente. respectivamente. À Assembleia Municipal cabe: . Localização do estabelecimento. a isenção permanente das casas de construção precária e outras construções não definitivas.4% e 0. O mesmo Código confere à Assembleia Autárquica competência para definir o quadro de isenções e bonificações da taxa do imposto a observar como incentivo à construção ou aquisição de habitação própria.2% e 1% do valor patrimonial dos prédios sujeitos a imposto. sendo devida pelo exercício de qualquer actividade de natureza comercial ou industrial.São sujeitos passivos do imposto os titulares do direito de propriedade em 31 de Dezembro do ano anterior àquele a que a colecta respeite. de 16 de Janeiro. 5. entre outras. ao abandonar o conceito de um intervalo de variação e graduar logo as taxas definitivas do imposto em 0. consoante se trate de isenção ou redução da taxa do imposto. Isenções: O Código Tributário Autárquico ainda em vigor contempla. Esta isenção está agora omitida pela Lei nº1/2008. uma redução da autonomia dos órgãos autárquicos no exercício da respectiva capacidade tributária. Taxa por Actividade Económica Nos termos do Código Tributário Autárquico ainda formalmente em vigor.7%. na parte destinada a habitação.3. graduado em função dos seguintes factores: Natureza da actividade exercida.3. ao prever apenas a isenção dos prédios urbanos construídos de novo. Área ocupada.

as pessoas em nome dos quais os mesmos se encontrem matriculados ou registados. Imposto Autárquico da Sisa (Sisa Autárquica) Previsto na Lei nº 1/2008. Neste sentido precisa ainda o texto do Código em vigor que o lançamento da taxa por actividade económica não prejudica a cobrança das licenças para o exercício da respectiva actividade (alvarás) legalmente previstas em outros regulamentos. Incide sobre as transmissões. 5. de 16 de Janeiro. graduadas em função do critério acima enunciado. justifica a sua configuração autónoma no actual Código Tributário Autárquico.4. atendendo aos factores atrás aludidos. não podendo exceder. de 16 de Janeiro. ou a imposição das convenientes taxas de serviços pela apresentação de petições de qualquer natureza junto da administração autárquica. Contribuição de Melhorias Prevista na Lei nº 1/2008. do direito de propriedade ou de figuras parcelares desse direito. e a sua entrada em vigor aguarda a publicação do novo Código Tributário Autárquico. até prova em contrário. designadamente ao não ter por correspondência uma contraprestação directa por parte da administração autárquica. presumindo-se como tal. A especial natureza deste tributo. ou devidas pela concessão de licenças. que não reúne um dos elementos essenciais de tipificação de uma ³taxa´. residentes na respectiva autarquia. Imposto Autárquico sobre Veículos Previsto na Lei nº 1/2008.6. relativamente a cada estabelecimento. sobre bens imóveis situados no território da autarquia. . Ficarão a ele sujeitos os proprietários dos veículos passíveis de imposto. virá substituir nas autarquias o correspondente imposto do Estado.5.3. um quantitativo máximo equivalente a 20 vezes o valor mensal do salário mínimo nacional para os trabalhadores da indústria.3. e bem assim quanto aos mecanismos específicos de lançamento e fiscalização do correspondente tributo. de 16 de Janeiro.Deliberar em matéria de tipificação dos estabelecimentos sujeitos a tributação. constitui uma inovação no direito tributário moçambicano no período pós-Independência (exemplos remotos de aplicação ainda no período colonial na então Cidade de Lourenço Marques). 5. Fixar as taxas a vigorar em cada ano. e ainda a regulamentar. 5.3. quer sejam pessoas singulares quer colectivas. de direito público ou privado. virá substituir nas autarquias o correspondente imposto do Estado. a título oneroso. e a sua entrada em vigor aguarda a publicação do novo Código Tributário Autárquico. sendo devido pelo adquirente.

de ocupação da via pública por motivo de obras e de utilização de edifícios. Estão excluídas da possibilidade de lançamento da Contribuição de Melhorias a pavimentação de vias e logradouros públicos executadas pela autarquia e que directamente valorizem os imóveis em causa ou adjacentes. alargamento.3. Obras de embelezamento em geral. iluminação e arborização de praças e vias públicas. o plano das obras deve ter o acordo prévio de pelo menos 2/3 dos proprietários ou possuidores a qualquer título dos imóveis beneficiados pela obra.3. bem como a simples reparação e recapeamento de pavimento. no máximo de 12.A Contribuição de Melhorias é definida como contribuição especial devida pela execução de obras públicas de que resulte valorização imobiliária. devendo estipular-se a possibilidade de pagamento em prestações. Concessão de licenças de loteamento. realizadas pela autarquia por administração directa ou indirecta: Abertura.7. O sujeito passivo da Contribuição de Melhorias é o proprietário ou o possuidor a qualquer título do imóvel beneficiado pela obra. . Nos casos em que a obra seja da iniciativa da autarquia. O seu lançamento poderá ter lugar quando para os imóveis situados na respectiva zona de influência beneficiem das seguintes obras públicas. de execução de obras particulares. Construção e ampliação de parques e jardins. A contribuição de melhorias deve ser calculada tendo em conta a despesa realizada com a obra. 5. tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado. que será repartida entre os imóveis beneficiados. de alteração de traçado geométrico de vias e logradouros públicos e a colocação de guias e sarjetas. Para o respectivo lançamento deverão observar-se os seguintes requisitos: As obras públicas a executar poderão surgir de iniciativa quer da autarquia quer de pelo menos 2/3 dos proprietários ou possuidores a qualquer título de imóveis situados na zona de influência da obra a realizar. Outros Tributos Municipais 5. O contribuinte que pagar de uma só vez a contribuição de melhorias gozará de um desconto de 15% sobre o valor total da respectiva quota-parte.1 Taxas por Licenças Concedidas: As autarquias locais podem cobrar taxas relativas a: Realização de infra-estruturas e equipamentos simples.7.

Aferição e conferição de pesos. Registos determinados por lei. Transportes urbanos colectivos de pessoas e mercadorias. ossários e de outras instalações em cemitérios mantidos pela autarquia. Recolha.2 Tarifas e Taxas pela Prestação de Serviços: Há lugar ao estabelecimento de tarifas ou taxas de prestação de serviços nos casos em que as autarquias tenham sob sua administração directa a prestação de determinado serviço público. Ocupação e aproveitamento do domínio público sob administração da autarquia e aproveitamento dos bens de utilização pública. medidas e aparelhos de medição. Qualquer outra licença da competência das autarquias cuja tramitação não esteja isenta por lei. Ocupação e utilização de locais reservados nos mercados e feiras. Licenciamento sanitário de instalações. Autorização para o emprego de meios de publicidade destinados a propaganda social. 5. . conservação e tratamento de esgotos. Prestação de serviços ao público. bem como a ligação. comodidade ou recreio público.3. Estacionamento de veículos em parques ou outros locais a esse fim destinados.7. concessão de terrenos e uso de jazigos. depósito e tratamento de lixo. nomeadamente nos seguintes casos: Abastecimento de água e energia eléctrica. Realização de enterros.Uso e aproveitamento do solo da autarquia. Autorização da venda ambulante nas vias e recintos públicos. Utilização de matadouros. Utilização de quaisquer instalações destinadas ao conforto.

consoante sejam pessoas colectivas ou singulares. reabilitar ou expandir. 5. Actividade petrolífera.Manutenção de jardins e mercados. . de 14 de Setembro (Lei do Jogo). A taxa efectiva a aplicar em cada caso concreto é a estipulada no correspondente contrato de concessão. 5. Entre 20% e 40%.1. no caso de casinos a operar em instalações de infra-estruturas a construir. O referido imposto reveste a forma de uma percentagem incidente sobre as receitas brutas resultantes da exploração do jogo. líquidas da importância dos pagamentos dos ganhos aos jogadores. sempre que possível na base do critério de recuperação de custos.Regimes Tributários Especiais São sujeitas a regime fiscal especial as seguintes actividades: Exploração de jogos de fortuna ou azar. observando-se ainda que: São isentos de IRPC os rendimentos directamente imputáveis às actividades sujeitas ao Imposto Especial sobre o Jogo. tratando-se de casinos a funcionar em instalações de infraestruturas existentes. Actividade mineira. Manutenção de vias. Empresas que laborem em regime de Zona Franca Industrial. incluindo o preço dos títulos das apostas e bilhetes de acesso ou ingresso nas áreas de jogo. Imposto Especial sobre o Jogo A exploração de jogos de fortuna ou azar no País está sujeita a um quadro normativo especial fixado pela Lei nº 8/94. A fixação das tarifas a aplicar cabe à Assembleia Autárquica.4. actividades que igualmente beneficiam de isenção do IVA relativamente a todas as respectivas operações.4. assim graduada nos termos da Lei do Jogo: Entre 30% e 50%. que igualmente estabelece o Imposto Especial sobre o Jogo. A parcela de dividendos distribuídos aos sócios das entidades concessionárias igualmente beneficia de isenção de IRPC ou IRPS.

relativamente à graduação das taxas do Imposto. graduada pelo Conselho de Ministros entre 10% e 20% da correspondente colecta. nos termos do qual a taxa do imposto a fixar para cada caso seria em função do período da concessão. O contrato de concessão deverá estabelecer outras obrigações especiais de financiamento ou desenvolvimento de infra-estruturas de base e utilidade pública ou de prestação de determinados serviços de carácter social não lucrativo. vem introduzir a previsão de um critério diferente do acima citado e incluído na Lei do Jogo. serão estabelecidas pela contrato de concessão. reabilitação. de 26 de Junho (Lei de Bases do Sistema Tributário). expansão e/ou modernização e arranque da exploração dos empreendimentos concessionados. Note-se ainda que. Revertem para o município ou municípios de cada uma das zonas de concessão 50% da cobrança do Imposto de Selo incorporado nos bilhetes e cartões de entrada nos casinos. platina) e 10% pedras preciosas Pedras semi-preciosas 6% Minerais básicos 5% . metais preciosos (ouro.prata. sendo o montante total dos resultantes encargos fixado no mínimo correspondente a 5% e máximo de 25% das receitas totais anuais colectadas pelo Estado.Beneficiam de isenção dos direitos de importação. fica consignada ao financiamento de acções de fomento do turismo e desenvolvimento da capacidade de funcionamento dos serviços encarregues do controlo. respectivamente: Período de Concessão De 10 a 14 anos De 15 a 19 anos De 20 a 24 anos De 25 a 30 anos Taxas 20% 25% 30% 35% As taxas aplicáveis sobre o valor de venda da produção obtida são as seguintes: Produto mineiro extraído da terra Taxas Diamantes. de acordo com os planos de desenvolvimento económico e social do município ou municípios da zona de concessão. acompanhamento e fiscalização das actividades de casinos e outros locais de jogo. os bens de equipamento e materiais importados e destinados exclusivamente à implementação. Ao exercício pelas concessionárias de quaisquer outras actividades não sujeitas ao Imposto Especial sobre o Jogo é aplicável o regime tributário geral. uma parcela das receitas do Imposto Especial sobre o Jogo. a Lei nº 15/2002. do IVA e do Imposto sobre Consumos Específicos.

diferenciadas segundo a natureza do correspondente título e graduadas na razão directa da antiguidade dos direitos. ou. 5. linhas férreas.2.2. incidente sobre o petróleo produzido no território nacional. todavia. concessão mineira ou certificado mineiro. isentos do imposto sobre a produção mineira: os produtos mineiros extraídos para a construção. ² pessoas singulares ou colectivas que destinem os materiais extraídos a projectos de construção. no caso da água mineral. para além dos demais impostos que integram o Sistema Tributário Nacional.2 Imposto sobre a Superfície O imposto sobre a superfície é devido anualmente e incide sobre a área sujeita a licença de reconhecimento. sobre cada título mineiro.4. concessão mineira ou certificado mineiro.Carvão e restantes produtos mineiros 3% São. a partir das designadas áreas de desenvolvimento e produção. quando os materiais extraídos sejam para a produção artesanal de cerâmica. em áreas sujeitas a título de uso e aproveitamento da terra. reabilitação ou manutenção de estradas. nos termos da Lei n. quando tais projectos sejam realizados pelos próprios interessados. . ² pessoas singulares utentes de terra. estão sujeitas. barragens e outros trabalhos de engenharia ou infra-estruturas de interesse público. em áreas não sujeitas a título mineiro ou autorização mineira. quando os materiais extraídos são para ser usados nessa terra. desde que a extracção seja realizada por: ² pessoas singulares nas terras onde é usual realizar-se essa extracção. A obrigação tributária considera-se constituída a partir da atribuição da área sujeita a licença de reconhecimento. os produtos mineiros extraídos para investigação geológica realizada pelo Estado através de entidades estatais especializadas ou por instituições educacionais ou de investigação científica. armazéns e instalações na sua própria terra. As taxas aplicáveis são de quantitativo anual fixo. 5. ao Imposto sobre a Produção do Petróleo. licença de prospecção e pesquisa.4.º 12/2007 de 27 de Junho.3 Imposto específico da actividade petrolífera As pessoas que no País exerçam actividade petrolífera. licença de prospecção e pesquisa. na construção de habitação e outras instalações próprias. incluindo a construção de habitações. incluindo os autárquicos.

Salvo tratando-se de concessão outorgada antes da entrada em Taxas vigor da Lei n. argilas ou areias betuminosas. determinado com base nos preços médios ponderados a que tenha sido vendido pelo produtor e suas contratadas no mês a que corresponde o imposto a liquidar. as taxas aplicáveis são as seguintes. de 22 de Março (Lei Geral Tributária). medida a partir da primeira estação de medição estabelecida pelo Governo. bebidas alcoólicas. a isenção assim concedida é extensiva ao Imposto sobre o Valor Acrescentado e ao Imposto sobre Consumos Específicos. tabacos. o gás natural ou outros hidrocarbonetos produzidos ou susceptíveis de serem produzidos a partir do petróleo bruto.Para efeitos da aplicação deste imposto. com excepção de bens alimentares. gás natural.º 12/2007. tendo como referência os preços internacionais dos principais centros internacionais de exportação de petróleo. A base tributável do imposto é o valor do petróleo produzido. as mesmas entidades (³operadores de ZFI´ e ³empresas com certificado de ZFI´) beneficiam por um período de dez anos da redução em 60% da taxa do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas incidente sobre os lucros provenientes da exploração de actividades para as quais tiverem sido licenciadas. dispõe que: . a aquisição e utilização dos imóveis destinados à prossecução das respectivas actividades são isentas de Sisa. nas vendas que eventualmente possam ser efectuadas para o mercado interno são aplicáveis as imposições fiscais e aduaneiras normalmente incidentes na importação de mercadorias (IVA incluído).: Descrição Petróleo Bruto 10% Gás natural 6% de isenção de direitos aduaneiros na importação de mercadorias destinadas à prossecução das respectivas actividades. O imposto incide sobre a quantidade total de petróleo extraído do jazigo. de 27 de Junho (caso em que se mantém as taxas já contratualizadas). o artigo 50 da Lei nº 2/2006. GARANTIAS GERAIS E MEIOS DE DEFESA DO CONTRIBUINTE Em matéria de garantias do contribuinte. vestuário e outros artigos de uso pessoal e doméstico. incluindo os devidos nas aquisições no mercado interno. o termo ³petróleo´ compreende o petróleo bruto. incluindo as quantidades de petróleo perdidas em resultado de deficiência de operação petrolífera ou negligência.

. Número único de identificação tributária .liquidação. Pedido de pagamento do tributo e respectivo prazo. e incluir a seguinte informação: Nome do contribuinte. b) apresentar reclamações ou recursos hierárquicos. em particular no caso da alínea b). Data da notificação.. a eficiência e a . designadamente naquilo que se refere às regras de liquidação do imposto e ao regime geral de infracções tributárias. Assim. quando efectuada pelo contribuinte. juros e multas. de 22 de Março. nos termos e com os fundamentos previstos na Lei. e. alcance e aplicabilidade destas disposições. pode ainda ser de tipo adicional... c) poder ser esclarecido pelo competente serviço tributário acerca da interpretação das leis tributárias e do modo mais cómodo e seguro de as cumprir. importa recapitular alguns princípios e conceitos da mesma Lei e bem assim da Lei nº 15/2002. ORGANIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Pela Lei n. solicitar revisões ou apresentar recursos contenciosos de quaisquer actos ou omissões da administração tributária. Fundamentação da liquidação. quando efectuada pela administração tributária. Havendo lugar a liquidação oficiosa e designadamente no caso de liquidação adicional. é oficiosa. mesmo quando implique um aumento da matéria tributável em relação à declarada pelo sujeito passivo. foi instituída a Autoridade Tributária de Moçambique (ATM). de 26 de Junho (Lei de Bases de Sistema Tributário). d) poder ser informado sobre a sua concreta situação tributária. no que à liquidação do imposto respeita. lesivos dos seus direitos ou interesses legalmente protegidos. sendo oficiosa. o modo e o prazo para efectuar o pagamento.³. nos prazos.NUIT. o artigo 85 da Lei nº 2/2006 estipula que a mesma deve ser objecto de notificação ao contribuinte. prescreve o artigo 26 da Lei nº 15/2002 que a mesma: ³. Facto objecto da notificação e o respectivo período tributário.constituem garantias gerais do sujeito passivo: a) não pagar tributos que não tenham sido estabelecidos de harmonia com a Constituição. ou presumida´..´ Para uma melhor compreensão do sentido. Montante liquidado. ou reveste a natureza de auto . tendo por objectivos ³assegurar a eficácia. Lugar.º 1/2006.. .

º 29/2006.´ Nos termos do artigo 9 do respectivo Estatuto Orgânico. No que respeita especificamente à Direcção-Geral de Impostos (DGI). o Director-Geral de Impostos. . Direcção de Normação Tributária. integrando como membros permanentes: o Director-Geral das Alfândegas. designados pelo Presidente da Autoridade Tributária. como órgão de consulta da ATM. Direcção de Auditoria. com a missão de ³analisar e acompanhar a evolução do sistema fiscal e das políticas tributárias. o Director-Geral dos Serviços Comuns. Estudos e Cooperação Internacional. prevê também a existência de um Conselho da Fiscalidade. aprovado pelo Decreto n. Fiscalização e Investigação. Gabinete de Controlo Interno. de 30 de Agosto. O artigo 10 da Lei nº 1/2006 de 22 de Março. Direcção-Geral dos Serviços Comuns. garantindo uma maior comodidade para os contribuintes no cumprimento das obrigações fiscais e criando uma maior capacidade de detecção sobre o incumprimento e evasão fiscais. a mesma tem por função (artigo 15 do Estatuto Orgânico da ATM) a implementação da política e legislação tributárias. com vista a que se mantenham como instrumento decisivo de justiça social´. Direcção-Geral de Impostos. peritos de reconhecido mérito. Gabinete de Comunicação e Imagem. O Conselho da Fiscalidade é presidido pelo Presidente da ATM. e de todas as acções de controlo e fiscalização necessárias à prossecução das suas competências. Gabinete de Planeamento. a Autoridade Tributária de Moçambique tem a seguinte estrutura orgânica: Direcção-Geral das Alfândegas. Reembolsos e Benefícios Fiscais. os outros Directores-Gerais da Autoridade Tributária. três representantes das associações empresariais. e integra as seguintes unidades orgânicas: Direcção de Controlo de Cobrança.equidade na aplicação das políticas tributária e aduaneira do País.

e proceder à avaliação dos níveis de cobrança. Manter o registo actualizado dos contribuintes. Prevenir e combater a fraude e evasão fiscais. Executar a política tributária e realizar uma avaliação contínua da sua repercussão na ordem financeira. económica e social. Assegurar o lançamento. Promover e realizar acções de auditoria e fiscalização tributária com vista à prevenção e combate à fraude e evasão fiscais. o País encontra-se dividido em áreas fiscais. suas obrigações e o modo mais cómodo e seguro de as cumprir. agrupando em regra cada uma delas a área de diversos distritos. a qual se encontra dividida em duas áreas (designadas de Bairros Fiscais). Controlar a aplicação das leis fiscais e a reintegração ou defesa dos respectivos interesses violados. Colaborar na elaboração das propostas de medidas de política e alterações à legislação no âmbito da sua actividade. na qual funciona um único Juízo. Prestar esclarecimentos aos contribuintes acerca da interpretação das leis fiscais. a liquidação e a cobrança dos impostos cuja arrecadação esteja a seu cargo. agrupando as áreas dos dois Bairros Fiscais. com excepção da cidade de Maputo. Acompanhar e monitorar a execução dos benefícios fiscais e proceder à determinação e controlo da respectiva despesa fiscal. Exercer a acção de informação pública no domínio tributário. . com a excepção uma vez mais da Cidade de Maputo. Informar sobre os aspectos decorrentes da execução das leis fiscais. A cada uma dessas áreas fiscais corresponde uma Direcção de Área Fiscal (antigas repartições de Finanças) e junto de cada uma destas funciona também o respectivo Juízo das Execuções Fiscais. e no que respeita à organização dos serviços da administração tributária. Territorialmente.Direcção do Contencioso Tributário São competências da DGI (artigo 16 do mesmo diploma): Assegurar a arrecadação de impostos e de outras receitas do Estado cuja cobrança lhe seja cometida.

Enquadramento Geral Lei nº 2/2006. Em particular. o respectivo Título III descreve o conteúdo do Sistema Tributário Nacional.º 15/2002. até ao início de funções da Autoridade Tributária. LISTA DA LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA RELEVANTE 9. aplicáveis a todos os tributos nacionais e autárquicos. de 24 de Dezembro Aprova o Regulamento do Número Único de Identificação Tributária (NUIT. de 17 de Março e de 1 de Abril. de 22 de Março Cria a Autoridade Tributária de Moçambique. ao imposto sobre veículos e aos impostos autárquicos. de 26 de Dezembro Aprova o Regime das Infracções Tributárias.Até à efectiva entrada em funcionamento dos Tribunais de jurisdição fiscal de 1ª instância previstos na Lei nº 2/2004. as respectivas funções continuam a ser exercidas em cada área fiscal pelo Director de Área Fiscal. considerando-se revogado tudo o que se mostre em desconformidade com esta última. Lei nº 2/2004. Nos termos do artigo 2 deste Decreto porém. Decreto nº 52/2003.º 46/2002. em complemento da reforma dos impostos indirectos. Lei n. de 22 de Março (Lei Geral Tributária) Estabelece os princípios e normas gerais do ordenamento jurídico tributário do Pais. obedecendo aos princípios da unidade e da progressividade. organização. Decreto n. e igualmente define os princípios da organização do sistema. composição e funcionamento dos tribunais fiscais. actuando como Juiz das Contribuições e Impostos em 1ª instância. ao abrigo do disposto nos artigos 12 e 21 da Lei nº 1/2006. designadamente o disposto no . Decreto n. bem como os elementos essenciais do imposto. respectivamente. em complemento do estabelecido na Lei n. de conformidade com o previsto no artigo 16 da Lei nº 15/2002.º 1/2006. e a respectiva legislação complementar. de 26 de Junho (Lei de Bases do Sistema Tributário) Estabelece as bases para a implementação do novo sistema de tributação do rendimento. de 21 de Janeiro Estabelece a competência. de 26 de Junho. mantendo porém em vigor toda a legislação anterior pertinente enquanto não for aprovada nova legislação que a substitua.1.º 29/2006. de 22 de Março. mas mantendo em funcionamento os actuais serviços tributários e aduaneiros. de 26 de Junho. regidos por legislação própria. Lei nº 15/2002. de 21 de Janeiro. ficando revogados os Decretos nºs 3/2000 e 5/2004. as garantias e obrigações dos contribuintes e da administração tributária. de 30 de Agosto Aprova o Estatuto Orgânico da Autoridade Tributária de Moçambique. devendo os restantes Títulos ser lidos em conjugação com a Lei nº 2/2006 de 22 de Março. o regime pelo mesmo regulado não se aplica às infracções tributárias relativas a direitos aduaneiros.

de 18 de Abril de 1942.Diploma Legislativo nº 783. e revoga toda a legislação em contrário. aplicável aos rendimentos do exercício de 2008 e seguintes. aplicável aos rendimentos do exercício de 2008 e seguintes. aplicável aos rendimentos do exercício de 2008 e seguintes. de 12 de Dezembro de 1950. de 16 de Abril Aprova o Regulamento do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas. Diploma Ministerial n. Decreto nº 8/2008. de 30 de Julho. de 22 de Junho Aprova o Regulamento do Procedimento de Fiscalização Tributária. de 31 de Dezembro Aprova nova redacção do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares. de 31 de Dezembro Aprova nova redacção do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas. Diploma Ministerial n. ficando revogados o Decreto n.º 82/2005.º 1/2007. de 3 de Janeiro Aprova a tabela de retenções na fonte do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares. de 20 de Abril Aprova o Regulamento do Reembolso do IRPS e IRPC. e revoga toda a legislação em contrário.IRPS ± Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares Lei nº 33/2007. ficando revogados o Decreto n. 9.2. e o Código das Execuções Fiscais. suas alterações e demais a legislação complementar em contrário. de 16 de Abril Aprova o Regulamento do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares.3.IRPC ± Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas Lei nº 34/2007. aplicável aos rendimentos do exercício de 2008 e seguintes. 9. aprovado pelo Decreto nº 38 088. de 27 de Janeiro de 1968 Permanece em vigor na parte respeitante à tabela das taxas anuais de reintegração e de amortização a que se refere o nº 5 do artigo 26 do Código do IRPC. Decreto nº 9/2008. aplicável aos rendimentos do trabalho dependente e pensões. suas alterações e demais a legislação complementar em contrário. Portaria nº 20 779.º 21/2002. Decreto nº 19/2005. . cuja aplicação é extensível supletivamente à Direcção-Geral das Alfândegas no que não for incompatível com a natureza específica dos respectivos procedimentos de inspecção. prevista no artigo 31 do respectivo Regulamento.º 82/2005. Diploma Ministerial n. de 30 de Dezembro de 1967 Permanece em vigor na parte respeitante à tabela das taxas e limites das provisões a que se refere a alínea b) do nº 1 do artigo 28 do Código do IRPC. Portaria nº 20 817.º 20/2002. de 20 de Abril Aprova o Regulamento do Reembolso do IRPS e IRPC. de 30 de Julho.

de 29 de Dezembro Aprova o Regulamento da Cobrança. os Decretos nºs 78/98 e 79/98. 9. do Pagamento e do Reembolso do Imposto sobre o Valor Acrescentado.4. de 11 de Dezembro Altera diversas disposições do Código aprovado pelo Decreto nº 52/98. Decreto nº 27/2000. . de 31 de Dezembro Aprova nova redacção do Código do IVA. Diploma Ministerial nº 198/98 Concernente à aprovação do Regulamento das Operações de Registo Prévio em IVA.5. Decreto nº 37/2002. de 7 de Fevereiro.º 2/2007. e a demais legislação complementar em contrário. todos de 1 de Junho.6. de 10 de Outubro Regime Especial de Exigibilidade do Imposto sobre o Valor Acrescentado nas Empreitadas e Subempreitadas de Obras Públicas. de 10 de Outubro Referente à prestação de serviços de transporte rodoviário de passageiros. presumem-se em vigor a generalidade das disposições referentes ao capítulo de reembolsos. vinhos.º 39/2002. de 16 de Abril Aprova o Regulamento do Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado. de 1 de Novembro Referente à aplicação do Imposto sobre o Valor Acrescentado nas transacções que tenham por objecto o fornecimento de água potável. de 16 de Abril. Parte significativa deste regulamento estará tacitamente revogada com a publicação do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 7/2008. de 29 de Setembro Aprova o Código do Imposto sobre Consumos Específicos. 9. e aprova nova tabela de taxas do Código do Imposto sobre Consumos Específicos. de 21 de Setembro. Decreto nº 26/2000. de 10 de Outubro Atinente ao uso de máquinas registadoras. 35/99 e 36/99. com as alterações posteriormente introduzidas pela Lei n.ICE ± Imposto sobre Consumos Específicos Decreto nº 52/98. e suas alterações. Decreto nº 7/2008. Decreto nº 28/2000. Não obstante. de 26 de Dezembro Aprova as Instruções Preliminares e o texto da Pauta Aduaneira em vigor. ambos de 29 de Dezembro. matéria não tratada pelo actual Regulamento do Código do IVA. e revoga toda a legislação em contrário.IVA ± Imposto sobre o Valor Acrescentado: Lei nº 32/2007. e respectiva tabela anexa de taxas aplicáveis.9. relativas ao regime especial aplicável aos fabricantes de cervejas.Direitos Aduaneiros Decreto n. Decreto nº 80/99. outras bebidas alcoólicas e tabaco manipulado. os Decretos nºs 34/99. ficando revogados o Decreto nº 51/98. Decreto nº 77/98.

de 16 de Janeiro Define o regime financeiro. Demais legislação aduaneira A dispersão e a natureza especializada da demais legislação aduaneira e da respectiva regulamentação vão para além dos objectivos da presente recolha. posteriormente alterado pelo Decreto nº 38/2005.Outros Impostos do Estado Decreto nº 46/2004. 9. 9. 1ª Série. ficando extintos os anteriores Impostos de Camionagem e de Compensação. de 2 de Março de 2007. mas com produção de efeitos só após a entrada em vigor do Código Tributário Autárquico a aprovar nos termos da nova Lei. bem como o selo de Manifesto de Veículos Automóveis. publicado em Suplemento ao nº 9 do Boletim da República. de 27 de Outubro Aprova o Código da Sisa. tributo originalmente criado pelo Decreto nº 22/90.8. de 29 de Agosto. orçamental e patrimonial das autarquias locais. Decreto nº 31/98.9. com a designação de Imposto sobre os Combustíveis. já revogada pela Lei nº 1/2008. Decreto n° 4/87. de 24 de Dezembro Aprova o Regulamento da Taxa sobre os Combustíveis. As respectivas taxas actuais constam de Despacho de 21 de Fevereiro de 2007. de 7 de Fevereiro Reduz de 25% para 20% a taxa geral dos direitos de importação incidente sobre bens de consumo. Decreto n° 19/2002. optando-se pela referência sumária que vai inserida. 9. elaborado nos termos da Lei nº 11/97. bem como reformula o Sistema Tributário Autárquico. Decreto nº 6/2004. de 24 de Setembro. de 21 de Dezembro Relativo à aprovação do Código Tributário Autárquico.7. Lei nº 28/2007. Este diploma .Sistema Tributário Autárquico Lei nº 1/2008. de 30 de Janeiro Aprova o Código do Imposto de Reconstrução Nacional.Lei nº 3/2007. Decreto nº 52/2000.Imposto sobre os combustíveis Decreto nº 56/2003. de 31 de Maio. de 23 de Julho Aprova o Regulamento do Imposto sobre Veículos. de 4 de Dezembro Aprova o Código do Imposto de Sucessões e Doações. de 1 de Julho Aprova o Regulamento da Taxa Militar. de 1 de Abril Aprova o Código do Imposto do Selo. de 16 de Janeiro.

Incentivos Fiscais.º 14/2002. ainda a publicar. de 27 de Junho Reformula o regime de incentivos fiscais aplicáveis aos empreendimentos relativos a investimentos no âmbito da Lei n.º 3/2001. . de 27 de Junho Reformula o regime tributário específico relativo à actividade petrolífera.º 12/2007.º 11/2007. de 26 de Junho (Lei de Minas). regulando designadamente a aplicação do imposto sobre a produção mineira e do imposto sobre a superfície.10. 9. Investimento e Regimes Especiais Decreto nº 16/2002. de 21 de Fevereiro (Lei de Petróleos). Lei n. de 27 de Junho Reformula o regime tributário específico relativo à actividade mineira. designadamente no que concerne à aplicação do imposto sobre a produção do petróleo. e da Lei n. Lei nº 8/94.º 13/2007. e estabelece o Imposto Especial sobre o Jogo. Lei n. de 14 de Setembro Aprova o quadro legal e disciplinador da prática das actividades de exploração de jogos de fortuna ou azar no País. ficando revogada a parte correspondente do Código dos Benefícios Fiscais aprovado pelo Decreto nº 16/2002. de 27 de Junho Aprova o Código dos Benefícios Fiscais. Lei n.mantém-se provisoriamente em vigor até à entrada em vigor do novo Código Tributário Autárquico. de 27 de Junho.