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INTRODUÇÃO

AOS ESTUDOS
HISTÓRICOS

Simone de Oliveira
Fato histórico e
acontecimento
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:

 Diferenciar fato histórico de acontecimento.


 Analisar o trabalho do historiador em relação ao fato histórico.
 Reconhecer fatos históricos e a importância que eles têm para o
desenvolvimento da sociedade.

Introdução
O fato histórico e o acontecimento são conceitos básicos para o campo da
história. O fato histórico é constituído por um ou vários acontecimentos
que se formam a partir de certo contexto. Ele não é algo dado, objetivo,
e sim algo construído como resultado da sociedade em que ocorre. Além
disso, ele pode transformar o seu próprio campo social.
O historiador, por sua vez, seleciona e analisa os fatos históricos para
comunicá-los. Entretanto, essa atividade não é tão simples. Ela perpassa
documentos oficiais e dados objetivos, mas também considera trajetó-
rias subjetivas, como as presentes em memórias, relatos, documentos e
objetos informais.
Neste capítulo, você vai estudar as diferenças entre fato histórico e
acontecimento. Também vai analisar o trabalho do historiador em relação
aos fatos históricos e seus percursos de objetividade e subjetividade.
Além disso, você vai verificar a importância dos fatos históricos para o
desenvolvimento da sociedade como um todo.

Fato histórico versus acontecimento


Para iniciar a sua reflexão sobre as diferenças entre fato histórico e aconteci-
mento, você deve ter em mente alguns conceitos fundamentais relacionados
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ao ensino da história. Na perspectiva de um olhar epistemologicamente mais


profundo, é possível partir de algumas questões. Por exemplo: o que é história?
Qual é o ofício do historiador? Como diferenciar fato histórico e acontecimento?
Pensar a definição de história não é algo fácil ou simplista. Isso exige uma
discussão profunda e reflexiva que não deve se restringir aos cursos de história
em nível acadêmico, mas deve se iniciar ainda na escola. A discussão sobre
o que é história faz parte de diversos níveis de estudo. Ela inclui as aulas do
ensino fundamental, a universidade e os grandes teóricos de diversas áreas
de pesquisa. Também está em jogo a noção de que a história é constituída
por homens e mulheres. Além disso, você deve considerar que os fatos e
acontecimentos são processos que formam a consciência humana, bem como
são desencadeadores de mudanças no status quo.
Muitos teóricos apresentaram as suas definições do conceito de história
ao longo dos anos. Alguns fizeram isso por meio de paradigmas tradicionais;
outros, buscando reflexões profundas e libertadoras para a humanidade. De
modo geral, você pode considerar que a história é o estudo dos resultados de
processos humanos. Assim, o que as pessoas são e o modo como vivem é o
resultado de determinada história.
Karl Marx concorda com essa linha de raciocínio quando afirma que os
processos sociais formam e constituem os sujeitos, a sua consciência e o modo
como agem diante de determinados fatos ou acontecimentos (BLOCH, 2001).
Ainda, conforme Bloch (2001), é possível analisar a história da humanidade
sob duas perspectivas, descritas a seguir:

 Causas da mudança: são todos os acontecimentos que podem ter


influenciado o desenvolvimento do fato histórico.
 Consequências da mudança: são os acontecimentos que se desenvol-
veram em decorrência do fato histórico.

Nesse sentido, o ofício do historiador envolve o estudo do fato e do aconte-


cimento histórico. Mas, afinal, o que é um fato histórico? O que é um aconteci-
mento? Há diferenças entre esses conceitos? Antes do século XX, o fato histórico
era considerado um dado pronto, que poderia se capturado de forma bruta e
até imparcial nos documentos. Era como se o historiador pudesse colecionar
fatos a partir de fontes primárias, geralmente extraídos por meio de documentos
escritos. Esse conceito passou a ser questionado por alguns teóricos no início
do século XX. Um desses teóricos foi Lucien Febvre (1978), um dos expoentes
da escola dos Annales. Ele afirmava que os fatos não existiam em si, mas eram
sistematizados e construídos pelos historiadores com base em vários eventos.
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Assim, a noção de fato histórico anterior ao século XX passa a ser repen-


sada. Já não é possível ver somente o objeto dado e acabado como único tópico
gerador de um fato histórico, pois ele resulta da construção do historiador,
com o uso de coleta em vários tipos de fontes ou acontecimentos. Também
se faz hoje a crítica da noção de documento, que não é um material bruto,
objetivo e inocente, mas que exprime o poder da sociedade do passado sobre
a memória e o futuro (LE GOFF, 1998).
O que você consegue perceber a partir dessas afirmações? Você já deve ter
notado que, para analisar um fato histórico, o historiador tem de explorar várias
fontes ou acontecimentos. Portanto, é possível afirmar que um fato é constituído
por vários eventos. O conceito de acontecimento pode ser derivado do conceito
de fato. Assim, o acontecimento é entendido como um episódio que resulta em
transformações na sociedade. Por sua vez, vários acontecimentos constituem
um fato histórico.
Diversos acontecimentos podem desencadear um fato histórico. O aconteci-
mento, por criar uma nova possibilidade que pensa o acaso e a descontinuidade
como variáveis na história, vai desfazendo a moralização e a linearidade. Não
se trata, portanto, de pensar a história enquanto um conjunto articulado e de-
pendente de sequências de fatos, mas de introduzir as multiplicidades como
rupturas que remetem a um plano sistêmico, mais parecido com as tramas
vividas pela humanidade.
Para entender melhor o conceito de fato histórico, considere a temática da
abolição da escravatura. Os acontecimentos, os signos, as relações que constituem
o processo de aprendizagem acabam por definir esse acontecimento como um
fato histórico. Isso ocorre devido a todas as tramas e tipos de fontes diferentes
para coleta de informações, bem como à própria abrangência geográfica, cultural,
social, econômica, política e universal do tema. Portanto, ele é um fato histórico.
Na próxima seção, você vai ver como o trabalho do historiador se relaciona
ao fato histórico. Também vai ver como é possível sistematizar os processos
de aprendizagem e como ensinar história a partir dos fatos históricos.

Confira o vídeo disponível no link a seguir e faça o exercício mental de identificar vários
acontecimentos que constituíram o fato histórico “abolição da escravatura no Brasil”.

https://goo.gl/vhyzbM
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O trabalho do historiador em relação


ao fato histórico
O trabalho do historiador em relação ao fato histórico está vinculado aos con-
ceitos que envolvem o campo epistemológico da história e os seus processos
de ensino. Isso proporciona possíveis movimentos e rupturas no ensino da
história, em seus aspectos metodológicos, na apropriação dos conceitos e em
sua reprodução. Também podem ocorrer movimentos de criação e construção
de novos saberes, numa possibilidade de reconceitualizar a prática a partir do
modo como o historiador constrói o conhecimento.
Agora você pode estar se questionando o seguinte: o que faz um historiador?
Qual é o seu ofício? Entre as contribuições do historiador, está a tarefa de
delimitar, selecionar e realizar o recorte histórico dos temas a serem estudados.
Isso ocorre com base na análise de fontes diversas selecionadas pelos histo-
riadores. Como você pode notar, esse cenário demonstra que existem muitas
diferenças nos documentos estudados, no espaço e no tempo, assim como na
subjetividade da postura historiográfica do próprio historiador.
Um dos trabalhos do historiador em relação ao fato histórico é perceber
e considerar a diferença entre o passado e o presente. A ideia é analisar a
história enquanto conhecimento, pois ela também é produto da escrita dos
historiadores e, portanto, de suas escolhas e seleções. Em contrapartida, os
fatos são os acontecimentos que estão no passado, dispersos nas memórias
dos sujeitos, nas fontes e marcas deixadas pelo homem. Esse passado somente
se torna história se o historiador o estudar, registrar e interpretar.
Conforme Le Goff (1998), a relação existente entre o historiador e o fato
histórico está nas condições em que ele trabalha. Nesse contexto, a tomada de
consciência a respeito da construção do fato na perspectiva da objetividade
funciona como uma tentativa de inibir processos de manipulação que se mani-
festam em todos os níveis da constituição do saber histórico. O teórico também
afirma que essa situação não deve desembocar num ceticismo a propósito
da objetividade histórica e num abandono da noção de verdade em história.
Pelo contrário, os contínuos êxitos no desmascaramento e na denúncia das
mistificações e das falsificações da história permitem um relativo otimismo
a esse respeito.
O trabalho do historiador ganhou novas perspectivas nos últimos anos.
Hoje, ele já não trabalha apenas com um fato, com um documento ou com
fatos históricos generalizados. Configuraram-se a história política, a história
econômica e social e a história cultural. Assim, nasceu uma história das
representações. Essa história assumiu formas diversas:
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 história das concepções globais da sociedade ou história das ideologias;


 história das estruturas mentais comuns a uma categoria social, a uma
sociedade, a uma época, ou história das mentalidades;
 história das produções do espírito ligadas não ao texto, à palavra, ao
gesto, mas à imagem, ou história do imaginário, que permite tratar o
documento literário e o artístico como documentos históricos de pleno
direito, sob a condição de se respeitar sua especificidade;
 história das condutas, das práticas, dos rituais, que remete a uma nova
forma de se trabalhar e de se relacionar com os fatos históricos (LE
GOFF, 1998).

Dificilmente é possível refletir sobre o trabalho do historiador sem relacioná-lo ao fato


histórico, pois este se constitui como objeto de análise e reflexão, ou seja, como o
significado da própria profissão. Afinal, o que seria do historiador sem o fato histórico?

O fato histórico, na atualidade, não está representado apenas nas grandes


obras da história da humanidade registrada em documentos escritos. Na contem-
poraneidade, o fato histórico pode ser estudado por meio, por exemplo, de uma
entrevista (história oral) ou de obras diversas que o registrem e o expressem.
Nesse contexto, o historiador encontra uma gama de acontecimentos sistema-
tizados de diferentes formas e perspectivas para realizar o seu trabalho. Diante
disso, é muito importante que ele aplique métodos de coleta, organização e pa-
dronização dos seus dados de investigação, pois um universo de acontecimentos
se abre para estudo, o que pode até confundir o próprio historiador.
O fato histórico não é, em história, de base essencialmente objetiva, pois
ele é fabricado, não dado. Em história, a objetividade não é a pura submissão
aos fatos; ela é criação humana cercada de complexidade e numa perspectiva
sistêmica local, regional ou até mesmo universal. Tal perspectiva revela as
tramas vividas num certo tempo, por um certo povo, num determinado espaço.
Portanto, só há fato ou fato histórico no interior de uma história-problema.
Nesse sentido, é difícil imaginar uma relação de generalização válida entre
o historiador e o fato histórico. Por exemplo: você pode se perguntar o que é
o fascismo, mas há fascismos diferentes na Itália, na Espanha e em Portugal.
Por isso, os trabalhos dos historiadores devem preservar as particularidades
e o local, entendido como uma situação específica.
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De modo sintético, mas não menos complexo, é possível dizer que a relação
do trabalho do historiador com o fato histórico deve ocorrer, inicialmente,
pela seleção dos acontecimentos que constituem um fato histórico. Para isso,
é necessário seguir algumas etapas, como você pode ver a seguir.

1. O historiador seleciona os fatos, os quais representam a realidade mais pró-


xima que será analisada, buscando uma objetividade mínima do contexto.
2. O historiador sintetiza ou resume todos os fatos e acontecimentos
selecionados para escrever sobre eles.
3. Após ter selecionado, sintetizado ou resumido os fatos, o historiador
comunica o fato histórico. É nesse momento que o historiador relata
o fato contextualizando objetivamente o tempo e o espaço em que ele
ocorreu. No entanto, é também nesse momento que o historiador revela a
subjetividade humana, expondo as suas opiniões e crenças e as correntes
teóricas a que se vincula. Dificilmente um historiador apenas comunica
os fatos sem seus apontamentos, sem usar a sua própria bagagem de
conhecimento e as suas concepções.

É nesse sentido que se revela a riqueza da relação de trabalho entre o


historiador e o fato histórico. Há, ao mesmo tempo, a busca generosa por
apresentar a realidade fidedigna, a complexa tarefa de não generalizar no que
diz respeito ao contexto de tempo e espaço e a necessidade de equilibrar as
concepções enraizadas e fundamentadas em bases epistemológicas. É aí que
está o grande desafio da relação entre o historiador e o fato histórico.
Na próxima seção, você vai ver como reconhecer fatos históricos e a im-
portância que eles têm para o desenvolvimento da sociedade.

Leia o artigo de Giovanni Levi “O trabalho do historiador: pesquisar, resumir, comunicar”,


disponível no link a seguir.

https://goo.gl/FWQrvE
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Fatos históricos e sua importância para o


desenvolvimento da sociedade
No início deste capítulo, você verificou a diferença entre fato histórico e acon-
tecimento, o que o levou a perceber que uma série de acontecimentos pode
organizar um fato histórico. Em seguida, você refletiu sobre a dinâmica existente
entre o trabalho do historiador e o fato histórico. Assim, viu como essa relação
se estabelece e aprendeu sobre a complexidade das escolhas do historiador na
busca pela objetividade dos fatos — em equilíbrio com a sua subjetividade.
Como você aprendeu, o historiador realiza o exercício constante de analisar
o fato a partir do tempo e do espaço em que ele ocorre, buscando atravessar o
passado e não julgar com o olhar do presente. Agora, você vai ver a importância
dos fatos históricos para o desenvolvimento da sociedade. Na Figura 1, a seguir,
você pode ver uma representação aproximada do conteúdo abordado neste capítulo.

Figura 1. Os fatos históricos e a sociedade.

A importância dos fatos históricos para o desenvolvimento da sociedade


vem se constituindo de diversas formas ao longo do tempo. Aqui, você vai
conhecer algumas das perspectivas de análise que podem ser utilizadas pelo
historiador, bem como os questionamentos que elas envolvem. Naturalmente,
você não deve deixar de lado a crítica documental, já que a objetividade
também é permeada pela subjetividade intrínseca à concepção do historiador.
Para verificar a importância do fato histórico no desenvolvimento de uma
sociedade, é necessária a investigação em várias fontes históricas, não somente
em fontes de registros oficiais. Silva e Silva (2006, p. 162) afirmam que:
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[...] a fonte histórica passou a ser a construção do historiador e suas perguntas,


sem deixar de lado a crítica documental, pois questionar o documento não era
apenas construir interpretações sobre ele, mas também conhecer sua origem,
sua relação com a sociedade que o produziu.

Portanto, a relevância do fato histórico para o desenvolvimento da sociedade


não está exclusivamente nesse fato. Ela está na ação do historiador sobre o
fato. Estão em jogo suas indagações, suas análises, suas interpretações e o
cruzamento de fatos ou acontecimentos. Tudo isso é necessário para se com-
preender a sociedade que produziu determinado fato, ou o fato produzido pelas
características de determinada sociedade, no seu recorte de tempo e espaço.
Na historiografia, a ampliação das fontes para a história e a sua interpretação
ganha destaque na obra de Le Goff e Nora (1998). Os autores desenvolvem novas
abordagens, novos problemas e novos objetos, pensando em uma história do
clima, da cozinha, do inconsciente, do cinema, das festas, do mito, etc. (JA-
NOTTI, 2005). A ideia por trás de seu trabalho é ampliar os fatos que podem ser
analisados como históricos na busca por compreender determinada sociedade.
Hoje, principalmente devido à chamada “nova história”, a ampliação do
conceito de fato histórico tem se difundido. Contemporaneamente, são consi-
derados todos os tipos de vestígios inscritos no passado. É o caso de livros de
receitas, fotografias, filmes, músicas, etc. Assim, entra em cena uma série de
elementos que auxiliam o historiador a compreender como se estabeleceram
os homens do passado e qual era o significado que determinados objetos
possuíam para as sociedades e para os grupos que os forjaram. Além disso,
não se perde de vista a relação de tais vestígios com o presente.
Agora, é interessante que você reflita mais atentamente sobre a importância
do fato histórico para o desenvolvimento da sociedade. Que fatos do passado
alteraram o modo de viver do presente? O que o homem aprendeu a partir de
alguns fatos históricos que modificaram a sua forma de agir e de se organi-
zar? Você já deve ter ouvido, ao longo dos seus anos escolares, o tradicional
conceito de história, geralmente apresentado no primeiro dia de aula: história
é a ciência que estuda o passado para compreender o presente e idealizar o
futuro. Essa concepção tem como base uma afirmação de Heródoto, que viveu
no século V a.C. e é considerado o pai da história. Contudo, em sua origem,
a afirmação não se referia ao conceito de história.
Em síntese, você deve considerar que o estudo dos fatos históricos per-
mite compreender uma série de estruturas da sociedade atual ou de outras
sociedades, mas não capacita para planejar, idealizar ou prever o futuro, pois
a história não é uma ciência exata. Os fatos históricos, segundo Rüsen (2007,
p. 133), “[...] permitem ao indivíduo a indagação sobre o passado de forma que
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a resposta lhe faça algum sentido no presente e que de alguma maneira esse
sujeito encontre uma orientação histórica para a sua vida cotidiana”.
Por outro lado, é possível perceber nitidamente a importância dos fatos
históricos para a reorganização e o desenvolvimento da sociedade. Vários
fatos históricos exemplificam isso. Um dos mais famosos é a Segunda Guerra
Mundial (Figura 2). Essa guerra mudou o mundo, mudou a forma de os países
se relacionarem e mudou a economia, já que a partir dela surgiram grandes
potências mundiais e novos sistemas econômicos. No final da Segunda Guerra
Mundial, havia tanta destruição e morte que foi criada a Declaração Universal
dos Direitos Humanos, documento utilizado até hoje.
Como você viu, os fatos históricos influenciam e desenvolvem a sociedade
de várias formas, conforme o fato, o contexto, o espaço e o tempo. Assim,
muitas variáveis precisam ser analisadas no conjunto de acontecimentos que
constitui um fato histórico.

No link a seguir, você pode conferir o acervo do jornal O Globo, que reúne conteúdos
publicados a partir de 1925. As páginas digitalizadas estão organizadas por edição e
podem ser acessadas de duas formas: pela data exata, usando a ferramenta de busca
por edição, ou na pesquisa por termos e palavras-chave.

https://goo.gl/MzjAJV

BLOCH, M. Apologia da história ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
FEBVRE, L. Febvre conta a história historizante. In: MOTA, C (org.). Febvre: história. São
Paulo: Ática, 1978.
JANOTTI, M. de L. O livro fontes históricas como fonte. In: PINSK, C. B. (org.). Fontes
históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
LE GOFF, J. (org.). A história nova. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
SILVA, K. V.; SILVA, M. H. Dicionário de conceitos históricos. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006.
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Leituras recomendadas
APRENDENDO com videoaulas: história: abolição dos escravos. Videoaula produzido
pelo Barão do Pirapora para a Rideel no projeto Aprendendo com videoaulas de Kelly
Gonçalves. [S. l.: s. n.], 2016. 1 vídeo (6 min). Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=ua9s4CffSEY. Acesso em: 20 fev. 2019.
BAUER, C. S.; OLIVEIRA, S.; ALVES, A. C. Z. Conteúdo e metodologia do ensino de história.
Porto Alegre: Sagah, 2018.
FERNANDES, L. E. O. A história: um antídoto às fake news. [S. l.: s. n.], 2018. 1 vídeo (7 min).
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=QJ39IUYQ4t4. Acesso em: 20 fev. 2019.
GLOBO. Acervo O Globo: fatos históricos. 2018. Disponível em: https://acervo.oglobo.
globo.com/fatos-historicos. Acesso em: 20 fev. 2019.
LEVI, G. O trabalho do historiador: pesquisar, resumir, comunicar. Revista Tempo, v. 20,
2014. Disponível no endereço eletrônico: http://www.scielo.br/pdf/tem/v20/pt_1413-
7704-tem-20-20143606.pdf. Acesso em: 20 fev. 2019.
RUSEN, J. Didática: funções do saber histórico. In: RUSEN, J. História viva: teoria da história,
formas e funções do conhecimento histórico. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2007.

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