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ECONOMIA MONETÁRIA - aula 2

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Políticas econômicas Política monetária Demanda de moeda e a teoria quantitativa da moeda Teoria monetária Eficácia das políticas monetária e fiscal O balanço de pagamentos e as funções IS-LM Exercícios

POLÍTICAS ECONÔMICAS A gestão da economia visa atender às necessidades de bens e serviços da sociedade e atingir determinados objetivos sociais e macroeconômicos, como pleno emprego, distribuição de riqueza, estabilidade de preços e crescimento econômico. Para tanto, o governo atua na economia por meio de políticas econômicas, identificadas pela política monetária, política fiscal, política cambial e política de rendas. Política monetária – diz respeito à atuação do governo sobre a quantidade de moeda, crédito e o nível das taxas de juros, com objetivo de manter a liquidez do sistema econômico. Política fiscal – controle e administração das contas públicas através da política tributária e de gastos. Política cambial – refere-se à atuação do governo sobre a taxa de câmbio. Política de rendas – diz respeito à interferência direta do governo na formação de preços, por meio de congelamento de preços e salários, fixação de reajustes salariais etc.

Os instrumentos das políticas econômicas são mais eficientes quando aplicados em mercados financeiros mais desenvolvidos. Em mercados menos evoluídos, cuja pequena dimensão e alta concentração de riqueza limitam os efeitos desses instrumentos econômicos, o governo costuma promover maior intervenção no mercado, por meio, principalmente, da fixação das taxas de juros, controle direto do crédito e subsídios ao setor produtivo.

POLÍTICA MONETÁRIA

A política monetária enfatiza sua atuação sobre os meios de pagamento, títulos públicos e taxas de juros, modificando o custo e o nível de oferta do crédito. A política monetária é geralmente executada pelo Banco Central de cada país, o qual possui poderes e competência próprios para controlar a quantidade de moeda na economia. O Banco Central administra a política monetária por intermédio dos seguintes instrumentos clássicos de controle monetário: a) recolhimentos compulsórios; 1

seja no caixa das empresas. os meios de pagamento. retraindo a demanda agregada (consumo e investimento) e a atividade econômica. Tem-se uma situação de desemprego de recursos. transporte. etc. Especulação: parcela da demanda de moeda que o público retém. Essa política visa. e não o utilizem na compra de títulos.b) operações de mercado aberto – open market. As medidas restritivas são tomadas sempre que o crescimento da demanda e dos investimentos empresariais se situarem acima da capacidade da oferta de moeda da economia. Mostra de quanto a demanda deve cair para restabelecer o equilíbrio de pleno emprego. uma política monetária é restritiva quando as autoridades monetárias promovem reduções dos meios de pagamento da economia. DEMANDA DE MOEDA E A TEORIA QUANTITATIVA DA MOEDA A demanda de moeda Corresponde à quantidade de moeda que o setor privado não bancário retém. ou atrasos em recebimentos esperados. seja com o público. são dinamizados o consumo e o investimento agregados com reflexos positivos sobre a expansão da atividade econômica. Com isso. L = Lt + Ls Lt = f (y) + Ls = f ( i ) 2 . em essência. injetando maior volume de recursos nos mercados e elevando. Por outro lado. Precaução: o público e as empresas precisam ter uma certa reserva monetária para fazer face a pagamentos imprevistos. O que faz com que as pessoas e empresas retenham dinheiro. Tem-se aqui uma inflação de demanda. Hiato inflacionário – excesso de demanda agregada em relação à oferta agregada de pleno emprego. em média. Uma política monetária é expansionista quando eleva a liquidez da economia. imóveis etc. Hiato deflacionário – insuficiência da demanda agregada em relação a oferta agregada de pleno emprego. Essa situação é geralmente adotada em momentos de retração do nível da economia. c) políticas de redesconto bancário e empréstimos de liquidez. com o objetivo de auferir algum ganho futuro na compra de ativos (títulos. aluguel etc. em que se produz um hiato deflacionário. quais são os motivos ou razões para a demanda de moeda per se? Motivos para a procura de moeda: Transação: as pessoas e empresas precisam de dinheiro para suas transações do dia-a-dia. restringir a oferta de crédito e elevar seu custo de forma a adequar o consumo e o investimento agregados à oferta monetária da economia.). para alimentação.? Isto é. Mostra de quanto a demanda agregada deve ser aumentada para que possa atingir o equilíbrio de pleno emprego. em conseqüência. visando anular os efeitos de um hiato inflacionário. imóveis.

esse aumento de demanda provoca aumento de preços. Isso não ocorre na teoria Keynesiana. que se alteram muito lentamente). A existência da procura de moeda para especulação “quebra” a Lei de Say. o que eleva diretamente a demanda agregada de bens e serviços. não é fixado). nível de renda y não é necessariamente de pleno emprego (ou seja. suporte da teoria clássica. e o nível de renda fixado ao nível de pleno emprego. nem toda moeda representa aumento da demanda agregada. Isso leva a uma relação diretamente proporcional entre moeda M e preços P. Com renda em pleno emprego (y fixada). dada uma expansão monetária. da taxa de juros) e só depois poderia ou não afetar os preços. Teoria Keynesiana A teoria Keynesiana da moeda apresenta duas diferenças básicas em relação à teoria clássica: • • a presença da taxa de juros (e de expectativas). portanto. Na teoria clássica. nem toda renda é utilizada para transações e precaução. uma expansão monetária seria toda usada para satisfazer a demanda transacional e precaucional. Ou seja. de forma direta. Assim. A equação que mostra esta igualdade é dada por: MV = Py Onde: M = a quantidade de moeda na economia (manual + escritural) V = velocidade-renda da moeda P = nível geral de preços y = nível de renda nacional real (PIB real) TEORIA MONETÁRIA Teoria Clássica A teoria clássica considera a Teoria Quantitativa da Moeda: MV = Py A velocidade V é considerada constante a curto prazo (depende de hábitos da coletividade. Supõe também que a moeda seria procurada pela coletividade apenas para satisfazer os motivos precaução e transação. a “armadilha da liquidez”. na qual uma expansão monetária seria usada em parte para especulação (dependendo. deve haver uma igualdade entre o lado real e o monetário da economia. A concepção da teoria quantitativa da moeda é baseada na correspondência que deve haver entre o total dos meios de pagamento num sistema econômico e o valor global de bens e serviços transacionados. dependendo de a renda estar ou não em pleno emprego.Equilíbrio: M = Lt + Ls A Teoria Quantitativa da Moeda Há uma relação direta entre o volume de moeda do sistema econômico e o processo inflacionário. Como a moeda pode ficar ociosa (as pessoas ficam observando a movimentação da taxa de juros). na qual toda expansão monetária iria 3 . Pode até ocorrer uma situação extrema.

e procurava acentuar maior importância da política fiscal para tirar a economia do desemprego. em que a elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros é infinita. que existem situações nas quais a política monetária é completamente ineficaz. depende da sensibilidade do nível de renda em relação a variações da taxa de juros. dado que a LM é sensível à taxa de juros. Significa que qualquer aumento na oferta de moeda será retido em encaixes especulativos. é determinada pelo encontro da poupança (oferta de fundos) com os investimento (demanda de fundos). com esse conceito. A elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros é zero. a taxa de juros é um fenômeno real. Na teoria Keynesiana. para aumentar o nível de renda. isto é. Trecho Intermediário Rigorosamente. Trecho Keynesiano É a “armadilha da liquidez”.para os especuladores. é interessante destacar três trechos da curva LM: Trecho Clássico LM não é sensível à taxa de juros. 4 . Keynes queria ilustrar. também um trecho Keynesiano. a demanda especulativa é nula. dado que é determinada pelo encontro da oferta de moeda com a demanda de moeda. EFICÁCIA DAS POLÍTICAS MONETÁRIA FISCAL A eficácia ou poder de cada política. No fundo. Nota: Na teoria clássica. Para a discussão que se segue. que são variáveis reais. Portanto. a taxa de juros é um fenômeno monetário. dependerá das elasticidades das curvas IS e LM.

Trecho Keynesiano • • a política fiscal é totalmente eficaz (O multiplicador Keynesiano funciona plenamente). política monetária totalmente ineficaz (todo excesso de moeda é entesourado em saldos especulativos) 5 .Assim. podemos observar: Trecho Clássico • • a política monetária é totalmente eficaz. em que o aumento em G é totalmente diluído pela queda no investimento I). a política fiscal é totalmente ineficaz (efeito crowding out completo.

quando a propensão marginal a consumir aumenta (efeito multiplicador Keynesiano se eleva). aumenta. quando a elasticidade dos investimentos em relação à taxa de juros se eleva (um efeito crowding out muito elevado). aumenta.Trecho Intermediário • a eficácia de uma ou outra política dependerá das elasticidades da IS e da LM. 6 . aumenta. quando a elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros aumenta (pois aumenta a tendência para manter muitos encaixes ociosos. criando renda). A eficácia da política fiscal: • • diminui. Em síntese. coeteris paribus: A eficácia da política monetária: • • • diminui. quando a velocidade-renda da moeda aumenta (a moeda gira rápido. para especulação). quando mais I seja sensível a i. podemos dizer que.

a taxa de juros i0 e o nível de renda Y0 correspondem ao equilíbrio do setor real (IS). K = Fluxo líquido de capitais.as transações correntes e os movimentos de capital .O BALANÇO DE PAGAMENTOS E AS FUNÇÕES IS-LM Comparando a situação de equilíbrio dado pela intersecção das funções IS-LM com a curva do balanço de pagamentos (BP). ocorre desequilíbrio. necessária para o equilíbrio do balanço de pagamentos. O resultado será a redução das reservas internacionais do país. Equilíbrio do balanço de pagamentos.K . do setor monetário (LM) e do balanço global de pagamentos (BP). Como i0 é inferior a i1. porque. 7 .RMI = 0 Onde: X e M = Exportações e importações de mercadorias e serviços. Nesta situação. as taxas de juros e os níveis de renda correspondentes ao equilíbrio interno mostram que. tem-se um déficit do balanço de pagamentos como um todo. resultante de déficit global do balanço de pagamentos. Nota: O balanço de pagamentos que se constitui de duas grandes agregações de contas . podem ser caracterizadas três situações. Neste caso. Situação (b) Na segunda situação. relacionadas à taxa de juros. em termos nominais (valor positivo corresponde a saída líquida e valor negativo corresponde a entrada líquida de recursos no país). Situação (c) Finalmente. a intersecção de IS-LM correspondente a i0 e y0 fica situado abaixo da curva BP. As reservas internacionais se mantêm e não há razões. RMI = Reservas monetárias internacionais do país.pode ser expresso pelas seguintes igualdades: X . sinalizado pelo aumento das reservas internacionais do país.M . a taxa de juros é maior do que a taxa i1. em termos nominais. em níveis superiores aos que equilibrariam a conta de capital. a taxa de juros que equilibraria o setor externo é inferior à exigida para também equilibrar o setor externo. ao nível de equilíbrio interno dado por Y0. Situação (a) Quando o equilíbrio dado pela intersecção das funções IS-LM fica acima da curva BP tem-se uma situação de superávit do balanço de pagamentos. resultante do superávit do balanço de pagamentos como um todo. Esta situação corresponde a uma menor saída líquida de recursos de capital do que aquela necessária para igualar (X-M) a K. a terceira situação corresponde à simultaneidade dos equilíbrios interno e externo. Neste caso. para movimentos autônomos de capitais que modifiquem o nível de reservas internacionais do país. ocorrerão movimentos líquidos de saída de capitais para o exterior. expressas na Figura 1: • • • Superávit do balanço de pagamentos. Assim sendo. Déficit do balanço de pagamentos. fixado o nível de renda Y0.

em relação ao equilíbrio interno dado pelas funções IS-LM.Figura 1: Situação de superávit. 8 . déficit e equilíbrio do balanço internacional de pagamentos.

Política monetária: conjunto de medidas tomadas pelo governo por meio de diversos instrumentos. que procura explicar como se dá o equilíbrio simultâneo do mercado de bens e serviços e do mercado de ativos (moeda e títulos). consideram possível haver equilíbrio com desemprego. é contracionista quando resulta em aumento da oferta de moeda e é expansionista em caso contrário. o efeito da política fiscal é tanto mais eficaz quanto menor for a magnitude do efeito deslocamento dela decorrente. 9 . atribuíam à política fiscal um papel secundário. embora tampouco defendessem uma política monetária ativa. não acreditavam que a política monetária fosse capaz de estabilizar a economia.Termos -chaves Curva IS: representa as diversas combinações de renda e taxa de juros que equilibram o mercado de bens e serviços (equilíbrio de fluxos). Modelo IS-LM: modelo macroeconômico desenvolvido por Hicks e Hansen. Monetaristas: economistas seguidores de Friedman. Curva LM: representa as diversas combinações de quantidades de moeda ofertada que equilibram os mercados monetário e de títulos (equilíbrio de estoques). Política fiscal: conjunto de medidas tomadas pelo governo que consiste em alterar os valores da tributação (T) ou de seus gastos (G). Fiscalistas: economistas seguidores dos preceitos keynesianos. o que poderia ser feito por meio de uma política fiscal ativa. é contracionista se provoca redução da renda de equilíbrio para uma dada taxa de juros e é expansionista em caso contrário. Efeito deslocamento (crowding-out): situação observada quando o aumento dos gastos públicos provoca redução do investimento privado.

coeteris paribus. IS para a direita. 10 .ECM Segundo o modelo IS-LM para uma economia fechada. um aumento na oferta monetária desloca a(s) função(ões): (A) (B) (C) (D) (E) LM para a direita. onde r é a taxa real de juros e Y é o produto real.ECM No modelo IS-LM para uma economia fechada.EXERCÍCIOS 1. IS para a esquerda. sobre o deslocamento da curva IS. QUESTÃO 03 – ENC 2000 . IS e LM para a direita. LM para a esquerda.ECM Considere o modelo IS-LM-BP com taxa de câmbio fixa. QUESTÃO 06 – ENC 2000 . QUESTÃO 06 – ENC 99 . 2. a taxa de juros e a renda real? Deslocamento da curva IS para a direita direita esquerda esquerda esquerda Taxa real de juros elevação redução redução redução elevação Renda real elevação redução redução redução redução (A) (B) (C) (D) (E) 3. quais as conseqüências de um aumento dos gastos públicos.

mas ocorre déficit na conta corrente do balanço de pagamentos. ocasionando redução das reservas internacionais. ocasionando perda de reservas internacionais. o deslocamento da curva de demanda agregada de DD0 para DD1 é compatível com (A) uma política fiscal contracionista. (B) mas ocorre superávit no balanço de pagamentos. não havendo variação no nível das reservas internacionais. ocasionando elevação de reservas internacionais.ECM 11 . (C) e externo. QUESTÃO 10 . (D) um choque negativo de oferta.No ponto A (interseção das curvas IS e LM). (E) e externo. a economia encontra-se em equilíbrio doméstico (A) mas ocorre déficit no balanço de pagamentos. 3. ocasionando elevação das reservas internacionais. (D) e externo.ENC 2001 .ENC 2001 . (C) uma política monetária expansionista. (B) uma política monetária contracionista. mas ocorre superávit no balanço de pagamentos. 4.ECM Observe o seguinte gráfico: Supondo que ele representa uma economia operando no curto prazo com curva de oferta agregada (SS) positivamente inclinada. QUESTÃO 12 . (E) um choque positivo de oferta.

Considere o modelo IS-LM para uma economia fechada e observe o gráfico abaixo. 5. a renda real. o produto real. (D) elevação dos impostos sobre a aquisição de bens de consumo. O deslocamento da curva IS de IS0 para IS1 é compatível com uma (A) venda de títulos públicos por parte do Banco Central. a economia está em equilíbrio interno e externo (ponto A no gráfico). 12 . na situação inicial. QUESTÕES 13 E 14 . (B) redução das alíquotas do imposto de renda das pessoas físicas. onde r é a taxa real de juros e y. (C) redução “autônoma” do investimento privado.ENC 2001 -ECM Nas questões 13 e 14 considere o modelo IS-LM-BP para uma economia que opera com baixa mobilidade de capitais. Suponha que. (E) expansão inesperada da base monetária. onde r é a taxa real de juros e y. representado no gráfico abaixo.

onde estão desenhadas as curvas IS. LM e BP. a renda real. y.13 No regime de taxa fixa de câmbio.ENC 2001 . (D) I e II. a velocidade renda (ou de circulação) da moeda. tudo o mais permanecendo constante no longo prazo. no sistema de eixos superior. tem os seguintes efeitos sobre o Balanço de Pagamentos: Saldo da conta corrente aumenta aumenta diminui não muda não muda Saldo da conta capital diminui aumenta aumenta aumenta diminui (A) (B) (C) (D) (E) 6. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s): (A) I. v. QUESTÃO 16 . pode-se afirmar que. se encontra em situação inicial de equilíbrio interno e externo representada pelos pontos A e B nos gráficos abaixo. 7. no inferior. onde M é a quantidade de moeda.ECM Suponha uma economia que. e de demanda e oferta agregadas. (C) III. uma política fiscal expansionista. tem como conseqüência: Deslocamento da curva IS para a direita para a direita para a direita para a esquerda nenhum Deslocamento da curva LM nenhum para a esquerda para a direita para a esquerda para a direita Taxa real de juros aumenta aumenta aumenta diminui diminui Nível de renda real aumenta aumenta diminui diminui aumenta (A) (B) (C) (D) (E) 14 No regime de taxa flexível de câmbio. uma elevação da oferta de moeda implicará elevação do nível geral de preços. uma elevação da renda real causará redução do nível geral de preços. (E) II e III. I. (B) II. uma redução da oferta monetária provocará redução da renda real. uma elevação das alíquotas do imposto de renda sobre as pessoas físicas. após a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo. P. QUESTÃO 15 . se vigorar a Teoria Quantitativa da Moeda. sob o regime de taxa flexível de câmbio e baixa mobilidade de capitais. até a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo. III. o nível geral de preços e y.ENC 2001 -ECM Considerando a versão da equação de trocas dada por M . 13 . v = P . II.

entre outras medidas.ECM Para enfrentar a crise cambial de fins de 1998 e início de 1999. Reproduza-o no Caderno de Respostas e complete-o com todos os deslocamentos de curvas que ocorrem devido à redução da alíquota do compulsório.ENC 2001 . Ultrapassada a fase mais aguda da crise. b) No gráfico abaixo está representada a situação de equilíbrio interno e externo (ponto A) anterior à redução da alíquota do recolhimento compulsório. Relacione tal ajustamento com os resultados macroeconômicos do Brasil no ano de 2000. reduziu paulatinamente a alíquota do recolhimento compulsório. os resultados esperados. o Banco Central do Brasil. e partindo do equilíbrio representado pelo ponto A. referentes às variações do PIB e da taxa de juros.Se o governo pratica uma política fiscal expansionista. explique o deslocamento de cada curva em resposta à redução da alíquota do recolhimento compulsório. até a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo. como no gráfico abaixo). e o país passou a adotar o regime de taxa flexível (flutuante) de câmbio. são: (A) (B) (C) (D) (E) Nível de preços aumento aumento aumento queda queda Renda real Aumento aumento queda queda aumento Taxa real de juros Aumento queda aumenta diminui diminui 8. até encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo. com baixa mobilidade de capital (BP quase vertical. 14 . o Banco Central. após a economia encontrar uma nova situação de equilíbrio interno e externo. QUESTÃO 1 (DISCURSIVA) . identificando-a pela letra B. em diferentes momentos de 1999 e 2000. elevou drasticamente a alíquota do recolhimento compulsório incidente sobre os depósitos à vista nos bancos comerciais. a) Tendo em mente o modelo IS-LM-BP.

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