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FORMAÇÃO DE PASTAGEM O investimento na formação ou implantação de pastagem pode ser considerado uma das atividades mais importantes, sob

o ponto de vista econômico, para a produção dos ovinos. Esta prática é tão importante, que deve ser considerada como um plantio semelhante a outras culturas, e, como tal, o produtor deve procurar, da melhor maneira possível, as técnicas mais recomendadas à formação da pastagem em sua propriedade. Sabe-se que a produtividade do pasto está intimamente relacionada com aspectos, como: - escolha do local para implantação da pastagem; - escolha das espécies forrageiras; - época de plantio e preparo do solo; - calagem, adubação e controle de plantas invasoras; - cuidados no plantio; - utilização da pastagem. 1 - Local de plantio Na escolha do terreno que deve ser transformado em pastagem, pela introdução de espécies forrageiras, deve-se levar em conta que as altas produções são obtidas em solos de maiores fertilidade. A locação das pastagens depende da topografia, das aguadas e das facilidades de se realizar a construção de boas cercas. A maioria das espécies forrageiras não toleram solos encharcados. Onde for possível, é recomendável que haja disponibilidade de árvores ou bosque em cada pastagem, para proteger o gado contra o sol, as chuvas e os ventos frios. 2 - Escolha das Espécies Forrageiras a - Aspectos climáticos O clima de uma região exerce acentuada influência sobre a vegetação local, determinando as espécies forrageiras a serem introduzidas. A precipitação pluviométrica, a temperatura e a luminosidade (foto-período) são os fatores mais importantes e os que promovem, através de suas variações, as sazonalidades de produção das forrageiras. Assim, as gramíneas tropicais, que são normalmente originárias da África, começam a ter seus crescimentos prejudicados em condições de temperaturas abaixo de 20ºC. Verifica-se que a produtividade de uma forrageira varia de acordo com as estações do ano; seu crescimento vegetativo começa na primavera, com o início das chuvas e aumento da temperatura inclusive do foto-período. Sua produção começa a decrescer no outono, quando normalmente ocorre o período reprodutivo, com emissão da inflorescência e produção de sementes. No inverno, a produção torna-se muito pequena, limitada basicamente pela baixa umidade no solo e temperaturas mais baixas. Além destas considerações de aspecto geral, as forrageiras têm suas adaptações individuais, que podem ser vistos no Quadro 1. b - Aspectos do solo Foi observado que, para a escolha da espécie forrageira a ser utilizada, o clima tem uma considerável influência. Além dele, o solo, nos aspectos de topografia, profundidade e principalmente fertilidade, constitui fator determinante. Tomando como exemplo a tolerância ao alumínio no solo, pode-se considerar que as espécies como braquiária decumbens, humidicola e andropogon são tolerantes, portanto mais indicadas para área com alto alumínio, como os solos de cerrado, porém não indicada para ovinos. Espécies do gênero Panicum, como colonião, Tanzânia, Aruana, centenário e variedades de capim-elefante, são menos tolerantes, portanto merecendo cuidados na escolha da área e na

e o produtor deve ter informações analíticas a respeito da qualidade desse calcário.Calagem e adubação de Plantio O primeiro passo a ser realizado com relação a estas duas práticas é a análise de solo. pode ser realizada com trator de pneu com lâmina. como é o caso da Brachiaria spp.Topografia da região São grandes os riscos de erosão durante o processo de formação e utilização de pastagens em áreas montanhosas. para maior descompactação do solo e combate às plantas invasoras. Deve ser realizada em nível. assim. diminuição de sua palatabilidade e. inclusive em perfis mais profundos do solo. ou seja.Tolerância à cigarrinha Nos últimos anos. c . devem-se levar em consideração outros fatores ligados ao estabelecimento e manejo das pastagens. O Quadro 4 mostra o grau de resistência de algumas gramíneas forrageiras a essa praga. antes da aração. . Os prejuízos causados por essa praga se caracterizam.correção do solo. construídos com arado de discos (passando 3 a 5 vezes no mesmo lugar). d . à substituição total e de forma desordenada das forrageiras nativas ou naturalizadas por outras espécies susceptíveis a essa praga. em parte. para evitar possíveis erosões. recomenda-se uma segunda gradagem (após 20 dias da primeira). Em muitos casos. distanciados de acordo com a declividade do terreno e tipo de solo. As práticas mais recomendadas são: a .Controle da erosão recomendam-se os terraços de base estreita. b . provocadas por chuvas ocasionais. com reflexos negativos na produção animal. numa etapa posterior. Apesar da escolha da espécie forrageira ser de grande importância em programas de formação de pastagens. como o de faixas alternadas e em nível. (Botrel. esses riscos poderão ser diminuídos. vem ocorrendo. Isto se deve. Entretanto. ocorre de outubro a dezembro. Em destocas leves. a fim de se garantirem a persistência e manutenção de sua produtividade.Época de Plantio e Preparo do Solo A umidade e o calor são importantes no momento do plantio. para as condições do Brasil Central. inicialmente. O preparo do solo deve ser realizado no fim do período da seca. o uso de variadas espécies forrageiras é sempre aconselhável. d . O calcário deve ser dolomítico (presença de magnésio). caso seja necessária. além de apresentar um rápido estabelecimento. É oportuno informar que a diversificação. nos meses de agosto e setembro. para eliminar o restante das ervas daninhas. também permita uma boa cobertura vegetal do solo. 1990) 3 . em muitas regiões do Brasil. e realizada em nível.Aração deve ser o mais profunda possível. uma acentuada incidência de cigarrinhas das pastagens (Deois flavopicta).Gradagem possui a finalidade de destorroar o solo e controlar as plantas invasoras. A calagem ou aplicação do calcário deve ser em função da análise do solo e deve ser distribuída em toda a superfície do terreno. e da escolha de uma espécie forrageira que. da erosão. visando a minimizar os efeitos tóxicos do alumínio. c . o qual deve ser realizado no início da estação de chuva. 4 . Portanto. por uma perda do valor nutritivo da forragem.Destoca do terreno. protegendo-o. através da adoção de métodos adequados de preparo do solo. pela morte das plantas. um dos pontos fundamentais num programa de formação de pastagens é a utilização de espécies forrageiras resistentes a cigarrinhas. acompanhando os terraços. nivelados. fazê-la com trator de esteira. que.

incorporado ou na superfície do solo. em torno de 15% de enxofre. Deve ser aplicado com critério nas doses recomendadas pelos técnicos. tanner-grass (braquiaria de brejo). nas camadas subsuperficiais (abaixo de 20 cm) do solo. após a aração e antes da gradagem. em excesso. que deve estar explícito na embalagem. pois. Sua movimentação é acompanhada de cálcio. Algumas constantes: braquiaria brizantha = 210. é também uma fonte de enxofre (em torno de 15%). observando-se a análise de solo. Misturas formuladas ricas em fósforo como 4-30-10 + zinco ou 4-30-16 + zinco são também apropriadas. Pode ser aplicado. que são arrastadas sobre o terreno. O CNPGL (1995) menciona 3 métodos de plantio para o 'coast-cross'. O gesso. É oportuno observar que o superfostato simples contém 10 a 12%. após dissolução. as sementes devem ser enterradas a uma profundidade de 1 a 2 cm.Uso do gesso agrícola O gesso agrícola (sulfato de cálcio) tem sido recomendado a áreas cujos teores de alumínio são altos e os de cálcio baixos.Plantio O primeiro ponto a ser considerado é a quantidade de semente ou taxa de semeadura (Tx). se mobiliza rapidamente e se fixa nas camadas inferiores do solo. a quantidade a ser utilizada está em função do valor cultural das sementes e de uma constante (K). colonião = 160. Esta adubação deve ser realizada. magnésio (do calcário) e outros cátions. O gesso não é corretivo de acidez e não substitui o calcário. braquiaria decumbens e humidicola = 180. 5 . O valor cultural (VC). Outro elemento importante para as plantas forrageiras é o enxofre. dentre elas podem-se citar: 'coast-cross'. para aquelas formadas com espécies mais susceptíveis ao alumínio e mais exigentes em cálcio. Em geral. para que haja incorporação do fósforo. recomenda-se basicamente a aplicação de fósforo (superfostato simples. permitindo às plantas superar veranico e usar com maior eficiência os nutrientes aplicados ao solo. distribuidores de calcário ou mesmo o plantio manual a lanço. em toda a superfície do solo. Para se chegar à quantidade mínima de semente ou à taxa de semeadura. como as espécies do gênero Panicum e os cultivares de capim-elefante. expressa em kg/ha. por sua vez. Com isto. é sempre conveniente. Basicamente. podem-se utilizar semeadeiras de cereais. Muitas espécies forrageiras se propagam por mudas. 6 . favorece o aprofundamento das raízes.Na adubação de plantio. está em função do índice de germinação e pureza das sementes. na camada de 30 a 50 cm abaixo da superfície do solo. aumentam os teores destes elementos. pois. de acordo com a espécie forrageira a ser plantada. Para a recomendação de gesso é necessária a análise do solo. pode causar movimentação de nutrientes no solo com suas possíveis perdas. além de melhorar as condições físicas do solo. capim-angola. abaixo dessa camada. principalmente. andropogon = 200. divide-se a constante pelo valor cultural (Tx = K/CV). Encaminhar as amostras à análise química. sendo: . antes ou depois do calcário. no caso de pastagem. e o gesso. As quantidades a serem aplicadas dependem dessa fração no solo. É indicado para culturas anuais e perenes e. A maneira mais indicada para se realizar a semeadura é com o uso de semeadeiras especiais para pastagem. devem-se adaptar atrás dos implementos rolos (de pneus por exemplo) ou mesmo uma peça de madeira ou correntes. grama estrela. para que haja maior contato da semente com as partículas do solo. e o gesso agrícola. Quando não se usa a plantadeira especial. e a toxidez do alumínio se reduz e. Tifton. O calcário atua na camada arável do solo (onde foi aplicado). em conseqüência. inclusive os ligados às empresas produtoras de semente. principalmente nos solos pobres em potássio. superfostato triplo. termofosfato). Entretanto. Consultar técnicos. inclusive. solicitando também a análise do teor de argila.

Para seu uso. mas exige maior quantidade de mudas e de cuidados especiais. c . observando-se os teores de potássio no solo. Os sulcos são feitos manualmente com enxadas ou com sulcadores de tração mecânica ou animal. nitrocálcio. Em pastagens recém-implantadas ou reformadas. . . a aplicação do herbicida deve ser realizada cerca de 30 a 45 dias após a semeadura. o controle das plantas daninhas através de herbicidas tem-se mostrado muito eficiente e com uma relação de benefício/custo bastante favorável. uréia). . As vantagens do controle de plantas invasoras na implantação da pastagem são: .menor necessidade de gastos com controle das plantas daninhas nos anos seguintes. 20-05-20 ou 20-05-15. normalmente é necessário o controle de plantas invasoras ou daninhas. Recomenda-se evitar o corte das mudas em local onde existam plantas invasoras. para impedir infestações da área de plantio com plantas indesejáveis. Recomendam-se herbicidas à base de Picloram + 2. utiliza-se de uma baixa dosagem de herbicida (ao redor de 1.Plantio em sulcos: É o método mais eficiente.Controle de plantas invasoras Após o plantio da forrageira. conseguindo-se um rápido estabelecimento da pastagem. devem-se seguir as recomendações do fabricante.5 a 2. por meio de uma leve gradagem.5 t/ha. a uma profundidade de 15 a 20 cm. com espaçamento de 50 cm.0 t/ha.melhor formação das pastagens.4-D ( Tordon ). com espaçamento de 40 a 50 cm. A aplicação de potássio será realizada de acordo com a análise de solo. . Em seguida.maior perfilhamento das gramíneas. para que a rebrota não seja prejudicada. com touceiras mais vigorosas. 8 . plantio superficial 4. A cobertura total das mudas deve ser evitada.Quantidade de mudas: Depende do sistema de plantio adotado: plantio em sulcos 2. Em qualquer um dos métodos acima.a . É um método prático. o que se torna altamente vantajoso. b .Plantio superficial: Consiste na distribuição das mudas sobre a superfície do solo.liberação da pastagem aos animais em aproximadamente 90 dias após o plantio. evita-se a concorrência das plantas daninhas com as gramíneas que estão emergindo.Adubação de cobertura Consiste na adubação nitrogenada e potássica e deve ser realizada a lanço.a antecipação no uso da pastagem pelos animais cobre os custos com a aplicação. devem-se distribuir as mudas nos sulcos de maneira uniforme e cobri-las parcialmente com terra. com mais de 60 dias de crescimento. para que sejam bem incorporadas ao solo.0 litros/ha). . Nessa aplicação. Recomendam-se também as formulações 20-0-20. Além dos métodos convencionais (manual ou mecânico). Nesse caso. é preciso que as mudas estejam maduras. 30 a 40 dias após o plantio.5 t/ha. com imediata incorporação das mudas. . d . e levemente cobertas com terra.Plantio em covas: As mudas são distribuídas em covas. Este método exige mais mão-de-obra. plantio em covas 3. 7 .maior número de plantas forrageiras por m2. Aplicar de 30 a 50 kg de nitrogênio/ha (sulfato de amônio. após a realização do último corte ou pastejo.

À medida que ocorre a maturação da planta. devido a uma menor freqüência de utilização. No entanto. que pode ser considerada para todas as espécies. a pastagem poderá. O estádio de crescimento das plantas forrageiras é importante na produção de forragem. os manejos caracterizados pelo super ou sub-pastejo não são os mais adequados. Parece ser conveniente manter a pastagem com uma quantidade de forragem próximo do ponto máximo de produção. O excesso de forragem no campo. alterando. isto indica que se deve deixar as gramíneas entrarem no estádio reprodutivo para maximizar a produção e melhorar o aproveitamento da pastagem. . além de reduzir a qualidade da forragem. conseqüentemente. ou seja. capaz de compatibilizar a produção do animal com a produção por área. pois. também causa redução na taxa de crescimento das plantas. apesar de a produção de forragem continuar. A produção relativa de matéria seca tornase maior. Quando uma espécie passa do estádio vegetativo para o reprodutivo. Assim sendo. É preciso que o produtor seja capaz de adotar uma forma de utilização intermediária. menor digestibilidade e menor consumo por parte do animal. A partir de tal ponto. PRODUTIVIDADE E QUALIDADE a)Efeito da planta: Um dos fatores que determina o crescimento das plantas forrageiras é a quantidade de forragem existente numa pastagem. evitar riscos. Por outro lado. ser utilizada pelo rebanho. seria necessário uma alta pressão de pastejo. 1985). um fator muito importante a ser considerado é o efeito do estádio de crescimento da planta sobre a qualidade da forragem. a utilização freqüente e intensiva das pastagens determina baixa produção de forragem. após 90 dias a partir da germinação. Perdas de forragem normalmente ocorrem. o que afetaria a persistência das plantas forrageiras.9 . a produção relativa passa a decrescer. caso contrário. e seus efeitos modificam o crescimento das espécies forrageiras. até que seja atingido o ponto de maximização. a taxa de crescimento do vegetal se altera. No entanto. entretanto essa suposta subutilização da pastagem promove benefício para o sistema com sobra de material vegetativo importante para o solo. Existe uma relação entre a quantidade e qualidade de forragem. deixar sementear para posteriormente permitir o pastejo. por unidade de superfície. Caso a forrageira não tenha coberto todo o espaço de solo. esse manejo pode proporcionar desaparecimento da espécie forrageira.Utilização da Pastagem Quando bem formada. uma 'pressão ótima de pastejo'. à medida que a quantidade de forragem existente na pastagem vai aumentando. Os primeiros pastejos devem ser realizados com lotação animal mais leve MANEJO DE PASTAGEM O manejo das pastagens tem como objetivos maximizar o lucro do produtor. Aparentemente. estresses desnecessários do animal e manter o equilíbrio do ecossistema (solo-planta-animal). Muitos são os fatores biológicos e econômicos que controlam esse manejo. de um modo geral. há perdas de nutrientes. O resultado será aparentemente a pouca utilização da pastagem. porém de melhor qualidade. a utilização das pastagens (Gardner e Alvim.

Fontes de fósforo é outro aspecto que deve ser considerado. pois o crescimento das plantas pode ser muito reduzido em solos com deficiência de P.P: A adubação de manutenção com P depende da aplicação inicial na fase de formação. Outros nutrientes: Em pastagens de gramíneas adubadas com N. que apresente ótimo teor de matéria orgânica. entre elas. o que torna necessária a aplicação de elementos indispensáveis ao bom desenvolvimento das forrageiras. por outro lado. destinadas a fornecer cálcio e PASTEJO CONTÍNUO E ROTACIONADO Há vários métodos de pastejo. Não havendo. superfostato triplo) obtêm-se respostas mais acentuadas e imediatas. isto é. O pastejo contínuo significa presença contínua de animais numa pastagem.: superfostato simples. e. aplicado no plantio. Outro fato a ser considerado é que há uma tendência do maior aproveitamento da adubação nitrogenada no pastejo rotativo. entretanto. e. em redução na qualidade e no consumo animal. é necessário trabalhar com altas taxas de lotação. encontram-se estudiosos do assunto que argumentam a favor do rotacionado. na forma de cloreto de potássio. enquanto a análise do solo indicar deficiência de K. é importante suprir a pastagem. que a desfoliação da forrageira não é realizada de forma contínua sobre as mesmas plantas. as altas produções de forragem obtidas acarretam grande remoção de nutrientes do solo. Efeito do fósforo . Um solo bem drenado. (Gardner. Apenas nestas condições a pesquisa mundial tem encontrado pequenas vantagens a favor do pastejo rotacionado. conseqüentemente. As retiradas de enxofre (S) são também grandes. bem como maior monitoramento por parte do produtor. que naturalmente interferem no manejo das pastagens. os mais importantes são os pastejos contínuos e rotacionados ou rotativos. mesmo que a carga animal seja mais elevada. poucos são os solos que apresentam essas características. Entretanto. As retiradas de potássio (K) do solo são particularmente elevadas. Existem divergências quanto à melhor maneira de utilização das pastagens. devem ser efetuadas juntamente com as de N. Vale lembrar. uma vez que os animais executam naturalmente uma rotatividade em relação à unidade de plantas. com capacidade de reter água. devem-se aplicar pequenas doses de calcário dolomítico. de um modo geral. Contudo. Assim. um fato que não suscita dúvidas é que certas espécies não suportam bem o pastejo contínuo. Para que este pastejo resulte em aumento da produção animal. seria o mais apropriado.b) Efeito da fertilidade do solo: O nível de fertilidade do solo é altamente decisivo quanto ao crescimento de qualquer forrageira. Deve-se considerar ainda que carga baixa resulta em excesso de forragem e. pois com o uso de fontes mais solúveis (Ex. Quando isto ocorrer. as aplicações deste nutriente. O pastejo rotativo requer piqueteamento ou subdivisão da pastagem. devido ao período de descanso que as plantas necessitam para transformar o N absorvido em tecido novo. mas este elemento é facilmente fornecido através de fertilizantes como o sulfato de amônio e o superfostato simples. concorre para acidificar o solo. O uso contínuo de fertilizantes nitrogenados em pastagens. Outro fato é a não desfoliação da planta de uma só vez. 1985) . Há quem acredite que o pastejo contínuo é o mais eficiente. podem-se citar duas leguminosas (alfafa e leucena) e o capim-elefante. se há efeito residual deste nutriente. com presença de nutrientes essenciais e livre de elementos indesejáveis como o alumínio.

ou seja. Aumentando a pressão de pastejo. . e isto acontece com algum sacrifício da produção por animal. ocorre uma redução sucessiva na disponibilidade de forragem. e. Pode-se ainda observar que. Para se obter maior produção por hectare. máximas produções por animal e por área não podem ser obtidas simultaneamente. Neste caso. como o ganho por área são prejudicados. haverá prejuízo direto. Na situação de superpastejo. o ganho por animal é alto. tanto para o animal como para a espécie forrageira. causando redução no ritmo de ganho (peso ou leite) por animal. tanto o ganho por animal.PRODUÇÃO POR ANIMAL E POR ÁREA Alcançar a maior produção por área. enquanto é baixo o ganho por área. A influência da pressão de pastejo sobre o ganho por animal e sobre o ganho por unidade de área . conclui-se que este último poderá levar a conseqüências bem mais danosas à pastagem. ocorrerá fatalmente uma redução no desempenho por animal. em última análise. nas condições de subpastejo. Máximas produções por unidade de área só ocorrem com equilibrada utilização da forragem produzida. ao se compararem os dois. deve ser o interesse básico na utilização das pastagens.

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