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Elementos de Naquinas ! Tema: Parafusos de Fixaçao 1. Caracteristicas dimensionais L P L S L R L C L EF P/2 P/2 L P = comprimento total do parafuso L C = comprimento total das chapas L S = comprimento da parte nao-roscada L S = 1/3 a 2/3 de L P L R = comprimento total da parte roscada L EF = comprimento efetivo da parte roscada A NAX = area nominal do parafuso 4 d A 2 MAX π = A S = area resistente do parafuso (tabelada) DIÄMETROS: d = diametro nominal do parafuso d 2 = diametro primitivo do parafuso (tabelado) d 3 = diametro de raiz do parafuso (tabelado) 2. !mportancia do pré-carregamento nos parafusos: (a) condiçao inicial; (b) aplicaçao do pré-carregamento (F AP =100 lb); (c) parafuso pré-apertado; (d) parafuso pré apertado sujeito a força externa de 90 lb (nao ocorre separaçao das chapas); (e) parafuso pré-apertado com força externa maior que F AP (ocorre separaçao das chapas) PRÉ-APERTO IMPEDE A SEPARAÇÀO DAS CHAPAS . F ENS = força de ensaio do parafuso (obtida segundo a norma ABNT ou D!N). F RUP = força de ruptura do parafuso (obtida segundo a norma ABNT ou D!N). F AP = força de aperto no parafuso (≈ 0.50 a 0.90 da força de ensaio) 3. Forças no parafuso e na chapa NO APERTO... APL!CANDO FORÇA EXTERNA... K P = rigidez do parafuso (N/mm ou kN/mm) K C = rigidez das chapas (N/mm ou kN/mm) parafuso (kp) chapas (kc) F AP parafuso (kp) chapas (kc) F rigidez do parafuso: + = S EF S P P A L A L E k max 1 1 E P = módulo de elasticidade do parafuso rigidez das chapas: C C C C E A L k = 1 chapa E C = módulo de elasticidade das chapas A C = area efetiva das chapas d EF L C d F modelo real – elementos finitos modelo aproximado calculo da area efetiva das chapas: ( ) A d d C EF F = − π 4 2 2 d EF = diametro efetivo do cone de influência d F = diametro do furo onde... L C d F 2 tan L d 2 2 d d d C 2 3 2 EF ϕ + = + = d 2 = diametro de cabeça ϕ = angulo de influência (30 o ≤ ϕ ≤ +2 o ) NOTAS: - quando houver arruela, considerar d 2 ≈ 2d - d F obtido via tabela equilibrio parafuso-chapas: No aperto... AP tc tp F F F = = F tp = força total de traçao no parafuso F tc = força total de compressao nas chapas F AP = força de aperto Aplicando força externa... C p δ = δ δ P = deformaçao do parafuso ( ≥ 0 ) δ C = deformaçao das chapas ( ≤ 0 ) Assim: F k k k F C F P P P C = + = ( ) F k k k F C C C P C = + = − 1 F C = coeficiente de junta (parcela da força externa que incide sobre o parafuso) d3= diametro maximo do cone de influência e as forças totais (aperto mais externa) atuando no parafuso e nas chapas sao: P AP TP F F F + = F TP = força total atuando no parafuso C AP TC F F F − = F TC = força total nas chapas A força externa necessaria para separar a junta é aquela que faz F TC = 0, ou seja: C AP F F 0 − = ( ) C 1 F F AP SEP − = e ( ) F C 1 F F F n AP SEP SEP − = = onde... F SEP = força externa necessaria para provocar a separaçao da junta n SEP = coeficiente de segurança contra a separaçao da junta 3.1 Diagrama de carregamentos δ δδ δ δ δδ δ P δ δδ δ C F TP F TC F F P F C 1 1 K P K C A B C B F AP F B = ponto após o aperto, sem carga externa A = ponto de operação do parafuso C = ponto de operação da chapa +. Tensoes provocadas no parafuso: (torque no aperto + carregamento axial) T K F d AP AP AP = K AP = constante de transferência força/torque (≈ 0.20 a 0.22) T AP = torque de aperto F AP = força de aperto desenvolvida entre o parafuso e as chapas • tensao de cisalhamento devida ao torque de aperto: 3 3 AP AP d 20 . 0 T 5 . 0 = τ • tensao normal devida a força axial no parafuso: S AP A F = σ • tensao de von Nises (no aperto): VM E 2 3 3 AP 2 S AP 2 2 EQ n d 20 . 0 T 5 . 0 3 A F 3 σ ≤ + = τ + σ = σ 5. Fatores de segurança empregados no calculo de parafusos: n SEP = fator de segurança contra a separaçao das chapas ( )F C 1 F n AP SEP − = n mec = fator de segurança para a resistência mecanica em operaçao CF F F n AP ens mec − = notas: (1) no projeto de parafusos de fixaçao sujeitos a carregamentos axiais devem ser verificados tanto n SEP quanto n mec (2) o fator de segurança para tensoes combinadas, n vN , deve ser verificado após o calculo de n NEC e, se necessario, alterar a classe de resistência para que o parafuso nao falhe no aperto. 6. Elementos adicionais (selos) No caso de selos mecanicos tem-se duas alternativas: • Selo total: separaçao total das chapas pelo selo. Neste caso considerar C = 1. • Selo parcial: quando o selo é colocado fora do cone de influência. Neste caso o selo nao altera a formulaçao desenvolvida junta aparafusada com selagem total juntas aparafusadas com selagem parcial Recomendaçao: • o selo mecanico, por ser deformavel, nao garante o contato entre as chapas e, portanto deve ser sempre colocado fora do cone de influência, a menos que restriçoes de espaço estejam presentes. Neste caso, a analise foge ao escopo deste texto. /. Graficos para a constante de junta C para parafusos passantes Chapa de aço, parafuso de aço com porca e arruela, furo H13, ϕ = 40 o , L R =L P /3 NOTAS: Para furos H12, multiplicar C por 0.98 e para furos H1+ multiplicar C por 1.035 (valores médios). Para outros materiais (ex. chapa de aluminio e parafusos de aço) devem ser levantadas outras curvas. 1 5 10 15 20 25 30 0.03 0.04 0.06 0.08 0.1 0.12 0.14 0.16 0.18 0.2 0.22 comprimento da chapa L ( mm) comprimento da chapa L ( mm) comprimento da chapa L ( mm) comprimento da chapa L ( mm) c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C 3 3.5 4 5 6 7 8 10 12 14 d C C 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 0.08 0.1 0.12 0.14 0.16 0.18 0.2 0.22 0.23 comprimento da chapa L (mm) comprimento da chapa L (mm) comprimento da chapa L (mm) comprimento da chapa L (mm) c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C 16 18 20 22 24 27 30 33 36 39 d C C L c d 2 d 3 8. Graficos para a constante de junta C para parafusos passantes: Chapa de alumínio, parafuso de aço com porca e arruela, furo H13, ϕ = 40 o , L R =L P /3 NOTAS: Para furos H12, multiplicar C por 0.98 e para furos H1+ multiplicar C por 1.035 (valores médios). Para outros materiais devem ser consultadas outras curvas. 1 5 10 15 20 25 30 0.05 0.1 0.15 0.2 0.25 0.3 0.35 0.4 0.45 comprimento da chapa Lc (mm) comprimento da chapa Lc (mm) comprimento da chapa Lc (mm) comprimento da chapa Lc (mm) c o n t a n t e d e j u n t a C c o n t a n t e d e j u n t a C c o n t a n t e d e j u n t a C c o n t a n t e d e j u n t a C 3 3.5 4 5 6 7 8 10 12 14 d 10 15 20 25 30 35 40 45 50 55 60 0.2 0.25 0.3 0.35 0.4 0.45 comprimento da chapa Lc (mm) comprimento da chapa Lc (mm) comprimento da chapa Lc (mm) comprimento da chapa Lc (mm) c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C 16 18 20 22 24 27 30 33 36 39 d L c d 2 d 3 9. Graficos para a constante de junta C para prisioneiros com rosca parcial Chapa de aço, parafuso de aço com porca e arruela, furo H13, ϕ = 30 o , L R = 2L P /3 L c NOTAS: Para furos H12, multiplicar C por 0.98 e para furos H1+ multiplicar C por 1.035 (valores médios). Para outros materiais devem ser consultadas outras curvas. 10 20 30 40 50 60 68 0.04 0.06 0.08 0.1 0.12 0.14 0.16 0.18 0.2 0.22 0.24 0.26 comprimento do parafuso Lp = Lc (mm) comprimento do parafuso Lp = Lc (mm) comprimento do parafuso Lp = Lc (mm) comprimento do parafuso Lp = Lc (mm) c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C 3 3.5 4 5 6 7 8 10 12 14 d 30 40 60 80 100 120 140 160 175 0.07 0.08 0.1 0.12 0.14 0.16 0.18 0.2 0.22 0.24 0.26 comprimento do parafuso Lp = Lc (mm) comprimento do parafuso Lp = Lc (mm) comprimento do parafuso Lp = Lc (mm) comprimento do parafuso Lp = Lc (mm) c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C c o n s t a n t e d e j u n t a C 16 18 20 22 24 27 30 33 36 39 d d 2 d 3 10. Expressoes alternativas para n mec e n sep : Assumindo uma relaçao entre F ap e F ens do tipo: onde 0.+0 ≤ α ≤ 0.90 podem ser deduzidas expressoes alternativas para C e F ens . F ap = α F ens mec sep n n 1 1 1 C α − α + = ( ) ( ) ( ) ( ) 0 C Fn F 1 CF F 1 CF F F n Fn FC n Fens c 1 F F c 1 F F n mec ens ens ap ens mec sep sep ens ap sep = − α − → α − = − = = + α → − α = − = ( ) α − α + α − = nsep mec mec ens n n 1 1 1 Fn F