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ECOFISIOLOGIA E FISIOLOGIA DE PLANTAS FORRAGEIRAS PROF. DR.

CECILIO VIEGA SOARES FILHO IMPORTÂNCIA: - Orientação e estabelecer os limites de flexibilidade para obtermos altas produções e persistência da pastagem; - Tornar o sistema mais eficiente para a utilização de forragens sob pastejo. FOTOSSÍNTESE: é a transformação da energia solar em compostos orgânicos, via fotossíntese. A umidade do solo, o CO2 do ar, a capacidade fotossintética das folhas e luz solar. FOTOSSÍNTESE: Fixação do CO2 pelas plantas C3 e C4. O CO2 é fixado nos cloroplastos das células do mesófilo foliar. Plantas C3 CO2 + RUDP –RUDP-carboxilase - -ácido-fosfoglicerico (PGA) Plantas C4 CO2 + PEP-carboxilase – ác. oxaloacético (OAA) – aspartato ou malato – cél. Clorofiladas da bainha. IAF: índice de área foliar. É a área ocupada por folhas em relação à área de solo ocupada pela planta. EFICIÊNCIA FOTOSSINTÉTICA: disposição das folhas na planta, ângulo de inserção, idade, grupo anatômico, hábito de crescimento. IAF: é maior para as gramíneas. Maior eficiência no aproveitamento da luz solar em relação as leguminosas. GRUPO ANATÔMICO PLANTAS C4: as células circundantes aos vasos lenhosos se mostram com numerosos e grandes cloroplastos, podendo formar uma coroa fechada ou aberta em Y. Ocorre em gramíneas tropicais.

FATORES QUE AFETAM O IAF densidade de semeadura espaçamento de plantio tamanho da semente nível de fertilidade do solo REBROTA DE PLANTAS .Apresentam a anatomia de Kranz na sua estrutura foliar.mais alto ponto de saturação de luz (64. Além do mesófilo foliar as células da bainha foliar (células que circundam os vasos do floema são também clorofiladas)..rebrotação a partir de gemas basilares. .000 lux) . PLANTAS C3: Não se verifica a presença de cloroplastos nas células circundantes aos vasos lenhosos. As plantas C4 se distinguem das C3 por apresentarem: . .A partir de meristemas apicais remanescentes na soca. CARBOIDRATOS DE RESERVA ..Melhor adaptação das plantas as condições de maior insolação e temperatura => maior eficiência do uso da H2O. . .mais baixo ponto de compensação de CO2 (5 x 50 ppm) .o perfilhamento resulta da formação e desenvolvimento de gemas axilares. CRESCIMENTO VEGETAL – CURVA SIGMÓIDE Vigor de rebrota: a partir de meristema apical – explica a rapidez com novas folhas são formadas.Não apresentam o fenômeno da fotorespiração que é o aumento da taxa respiratória estimulado pela luz.Fotossíntese máxima a temperatura entre 30-35oC e mínima a 15oC. Ocorrem em gramíneas temperadas e leguminosas. em decorrência da cessação da produção de auxinas. por haverem escapado à eliminação pela lâmina de corte ou boca do animal.000 x 23.

Senescência é acelerada MORFOLOGIA – ESTRUTURA E ARRANJO FOLIAR As folhas situadas no estrato mais elevado da planta recebem a maior intensidade luminosa e a melhor qualidade de luz para fazer a fotossíntese. O principal efeito da alteração da qualidade de luz que penetra na massa de forragem deve-se a reações fisiológicas dependentes do fitocromo.Após o corte verifica-se que a concentração dos carboidratos de reserva se reduz.Perfilhamento .Rizomas . a) supressão da fotossíntese b) utilização para respiração do sistema radicular c) utilização para constituição de nova parte aérea.Gemas Interação IAF x Reservas orgânicas x mecanismos de rebrota ÁGUA – FATOR DE PRODUÇÃO E QUALIDADE DA PLANTA FORRAGEIRA DÉFICIT DE H2O .Redução do sistema radicular . LOCALIZAÇÃO: .Sistema radicular . Peso e número de perfilhos Número de perfilhos .Estolões .Redução da absorção de nutrientes .Base do caule .Coroa . PERFILHAMENTO Característica mais importante para o estabelecimento da produtividade dessas plantas. para ser posteriormente restabelecida.

população de perfilhos .balanço hormonal . Época: estágio de desenvolvimento da planta.florescimento . hábito prostrado de crescimento e elevado ritmo de expansão de área foliar a fim de que. EFEITO DO DESFOLHAMENTO Frequência: intervalo de tempo entre desfolhações. Uniformidade: proporção das partes da planta que foi removida.perfilhamento O perfilhamento é determinado por: .densidade de perfilhos .fotoperíodo . ocorra maior interceptação de luz. Intensidade: proporção da planta que foi removida.intensidade luminosa . IAF REMANESCENTE X CARBOIDRATOS DE RESERVA .disponibilidade de nutrientes minerais .temperatura . O nitrogênio é o elemento mais importante no estabelecimento da população de perfilhos MANEJO Quando os cortes são frequentes e baixos as plantas devem apresentar perfilhamento abundante.água .carboidratos de reserva A densidade é mais importante do que o peso de perfilhos. logo após o corte.genótipo da planta .. Plantas cespitosas: elongam as hastes e proporciona melhor distribuição da luz dentro da massa de forragem e maior eficiência fotossintética das folhas com elevada produção quando os cortes não são frequentes.

IAFR .rebrota após o corte . IAFR mínimo => a quantidade de CO2 absorvida pela fotossíntese é menor que a quantidade de CO2 liberada pela respiração => rebrota => carboidratos de reserva. estaquiose. Produção de carboidratos pela fotossíntese.VELOCIDADE DE REBROTA DAS GRAMÍNEAS Carboidratos acumulam-se principalmente na base dos colmos. RESERVAS ORGÃNICAS ARMAZENADAS CARBOIDRATOS NÃO ESTRUTURAIS Glicose. sacarose. Utilizados: .absorção de água e nutrientes. Os níveis de carboidratos de reserva afetam a rebrota por dois a sete dias após a remoção da parte aérea ou até quando a rebrota apresentou uma folha completamente expandida. maltose. proporcionando a planta menor tempo de dependencia sob o nível de carboidratos de reserva para sua recuperação.iniciar o crescimento primavera .formação de sementes MORFOLOGIA DE PLANTAS FORRAGEIRAS HÁBITO DE CRESCIMENTO .florescimento .preservação dos pontos de crescimento . IAFR => A altura de corte afeta a quantidade de tecido fotossintético remanescente determina ou não o uso de reservas orgânicas armazenadas. Índice de área foliar remanescente (IAFR) após a desfolha => vigor de rebrota. frutose. rafiose. polissacarídeos de reserva: amido e frutusonas.quantidade de reservas acumuladas na base dos colmos . melobiose.

Hemartria e estrelas. formando por vários segmentos superpostos unidos por nós.balanço hormonal . 3) Espécies que alongam os colmos formando perfilhos prostrados ou estolhos. Colonião. Setaria. gordura e milheto. Ex. A arquitetura da planta e a competição por luz: A arquitetura do dossel vegetativo é fundamental a interceptação luminosa pelas plantas => + importante => altura. Rhodes. Preservação do meristema apical => ocorre rápida formação de perfilhos a partir desse pontos de crescimento. 2) Espécies de hábito ereto que não alongam seus pontos de crescimento durante a fase de crescimento vegetativo. O hábito de crescimento pode exercer efeitos indiretos na interceptação da radiação pelas plantas: . Preservação dos pontos de crescimento Meristema apical: é o ponto de crescimento da gramínea onde o tecido é formado por células propensas a divisão celular. Na base de cada perfilho encontra-se um pequeno cilindro de 1-2 mm de comprimento.determinada pela arquitetura das plantas . 4) Espécies que alongam os entrenós subterraneamente formando rizomas.1) Espécies de hábito ereto em que ocorre o alongamento do colmo durante a fase de crescimento vegetativo. Azévem perene. Aveia. Hábito de crescimento da planta e a competição pela luz. que nascem a partir de gemas axilares. Ex.genótipo da planta . humidicola. Ex. Pangola. Quicuio. Perfilhamento é determinado por: . através de hormônios como auxinas e giberelinas.permite maior ou menor proteção dos pontos de crescimento ao corte. bermudas. Meristema apical => dominância => expansão de perfilhos laterais. denominado de meristema apical. Ex. ainda mais com a a entrada de luz.

entre-nó. número e arranjo espacial de fitomeros. A produção de perfilhos e de suas folhas é altamente sincronizada com a formação das folhas na haste principal. Perfilhos áereos: surgem a partir de nós superiores dos colmos basais em florescimento e que não desenvolvem sistema radicular independente. Uma planta de gramínea é um conjunto de perfilhos provenientes de um perfilho primário ou da coroa. A morfologia de uma gramínea pode ser conceituada como um arranjo hierarquico de subunidades estruturais ou módulos. . nó e uma gema axilar localizada abaixo do ponto de inserção da bainha. Cada fitômero diferencia-se a partir de um único meristema apical e é constituído pela lâmina e bainha foliar. Perfilhos basais: originam da base da planta e possuem seu próprio sistema radicular. A arquitetura de um perfilho de gramínea é determinada pelo tamanho.- florescimento fotoperíodo temperatura intensidade luminosa disponibilidade de nutrientes água Dinâmica do perfilhamento Os perfilhos são as unidades básicas de crescimento das gramíneas e se constituem nas estruturas sobre as quais as sementes irão se desenvolver. Os perfilhos são formados a partir das gemas axilares dos entrenós mais baixos da haste principal ou de um outro perfilho. o que determina um padrão de surgimento de perfilhos altamente previsível. Podem produzir perfilhos secundários e terciários => hierarquia de perfilhos.

ÁREA FOLIAR REMANESCENTE A recuperação de plantas desfolhadas depende da área foliar remanescente após o corte e dos teores de carboidratos. número de pontos de crescimento para a rebrota poder ocorrer. Crescimento após o corte: influenciado por carboidratos não estruturais (nas raízes e base do caule). Intensidade: diz respeito a proporção do material vegetal removido i IAFr Época. condições ambientes vigentes e ao estádio de desenvolvimento das plantas. O intervalo entre o surgimento de duas folhas consecutivas pode ser expresso por uma soma de temperatura.O potencial de perfilhamento de um genótipo é determinado pela sua velocidade de emissão de folhas pois a cada folha formada corresponde a geração de uma gema axilar. Azevém: 100 graus-dia. SENESCÊNCIA FOLIAR CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS . Esta soma de temperatura é chamada de FILOCRONO. caracteristica morfológicas das plantas. DESFOLHAÇÃO DE PLANTAS FORRAGEIRAS Frequência: intervalo de tempo entre cortes ou pastejo sucessivos. pela área foliar remanescente após desfolha. PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA O ESTABELECIMENTO DO MANEJO CARBOIDRATOS NÃO ESTRUTURAIS A redução dos teores de carboidratos nos órgãos de reserva da planta está associada com manutenção da respiração e o crescimento do sistema radicular logo após a desfolha. estação do ano. Festuca: 220 graus-dia. Ex. isto é.

e o consequente fenômeno do alongamento do colmo. é o tecido meristemático responsável pela produção de novas folhas e pelo alongamento do colmo. a posição dos pontos de crescimento por ocasião do corte ou pastejo é um importante fator morfológico a determinar o grau de sucetibilidade das plantas forrageiras á desfolhação. diminui a densidade de gemas próximo ao solo e aumenta a vulnerabilidade dos meristemas apicais ao corte. Ao mesmo tempo que se formam primórdios foliares. As células originadas do meristema apical. o ápice do colmo. são formadas ao longo do colmo das gramíneas. primórdios foliares. originamse a partir de uma região de intensa atividade meristemática. enquanto não passar de sua fase vegetativa para a fase reprodutiva. PERFILHAMENTO Inibição do . O alongamento dos entre-nós aumenta a altura das plantas. também denominado meristema apical ou gema apical. Este.Na fase inicial de desenvolvimento. gemas axilares podem se desenvolver abaixo do nível do solo. as gemas axilares. em determinado momento se diferenciam e se estendem originando a formação dos entrenós. Num estádio mais avançado de desenvolvimento. Assim. outros tecidos meristemáticos.