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LITERATURA: BARROCO Pode ser chato ou legal Barroco é paradoxal Marca central é a antítese Tem-se prazer ou martírio Mulher

é anjo ou demônio E leva o homem ao delírio
Exageros e trocadilhos São as marcas do cultismo Organização das idéias E o jogo do conceptismo Mostra conflito do homem Ante a fé e o pecado Sacanagem é proibida E nada está liberado Poesia sacra ligada Ao pecado e à salvação Arrependimento presente É o homem pedindo perdão Satírica, mete pau, No clero e na sociedade, Políticos e bajuladores Têm que enfrentar a verdade Gregório de Matos é exemplo Do barroquismo eterno Descia a lenha em todos Chamado Boca do Inferno Se Gregório é depravado Padre Vieira é abençoado Defende judeus da perseguição E índios da escravidão E uma estrutura clássica Apresenta seu sermão O da Sexagésima questiona O efeito da pregação. E no contraste;de idéias Barroco foi se firmando Como a arte do conflito Com a Igreja dominando

ou seja Filho do Trovão .ARCADISMO Quero uma vida no campo Que seja muito simplória Curtindo o Arcadismo Isso vai ser a glória Voltou o ideal clássico Valorizando o bucolismo Buscando o equilíbrio Clareza e pastoralismo lroniza clero e nobreza O escrachado do Bocage É um poeta português Que gosta da sacanagem E não se limita ao bucólico Antecipa o romantismo Ao expressar o sofrimento Isso é subjetivismo Tem Marília de Dirceu De Tomaz Antônio Gonzaga A primeira parte exalta Beleza da musa amada Segunda parte no cárcere Melancolia presente Satírico também foi Cartas Chilenas não mentem E Cláudio Manuel da Costa No amor é desilusão Escreve a rusticidade de Minas E de Portugal a sofisticação Clássica epopéia O Uraguai Basílio da Gama cria Retrata o grande conflito Entre europeus e jesuítas Outra epopéia famosa Escreveu Santa Rita Durão Chamada Caramuru.

e amou" Castro Alves é condoreiro.Que é a estória do naufrágio De Diogo Álvares Correia Que enaltece os índios Fauna e flora brasileiras ROMANTISMO Excesso de sofrimento Mulher fenomenal O herói sempre presente Romantismo é legal A morte serve de fuga Se renuncio a viver A natureza é cúmplice Por amor posso morrer Poeta romântico espelha Excesso do "eu" nos poemas Criando com liberdade Romantismo em vários temas Três gerações encontramos Na poesia do Romantismo Nacionalista.sonhou . Ultra-Romântica Por fim o condoreirismo Gonçalves Dias retrata O índio e nacionalismo "Minha terra tem palmeiras .. Sua poesia é social Dos escravos revela dramas Descreve a mulher sensual .. " Nunca me esqueço disso Álvares de Azevedo é sofrido A morte ele procurou Levado pelo mal-da-século "Foi poeta .

Navio Negreiro é sua marca De eloqüência e vibração Espumas Flutuantes cultiva Mulher. No Sargento de Milícias Leonardo é o primeiro anti-herói E se enrola com a polícia REALISMO Chega de mela-mela Agora é nova visão O Realismo é crítico Romance de Revolução Visão objetivista Adultério é a maior chaga Personagens são redondas O homem mostrando a cara Vou te contar uma história Eça é de Queirós Que ataca a hipocrisia Pra tudo levanta a voz No Crime do Padre Amara O padre a beata engravidou Morreram beata e filho Mas O Crime continuou . natureza e nação A Moreninha é um romance De aspecto urbano Do conhecido Macedo Que açucara o cotidiano A virgem dos lábios de mel E a Iracema de Alencar Deflorada por Martim América vem simbolizar Do Manuel de Almeida.

"defunto autor" E Dom Casmurro que acha Que Capitu o traiu Fica sempre na dúvida Do filho que ela pariu NATURALISMO É hora do rala-rala. personagens Têm análise patológica .Luísa no Primo Basílio Sonha muito e não faz nada Sacaneia seu marido E fica na mão da empregada No Brasil quem ironiza É Machado de Assis Revela com muito cinismo Baixarias do país Universalismo. percepção Dá pouco interesse ao enredo Só as personagens em questão Nas Memórias de Brás Cubas Conversa com o leitor Explora metalinguagem "Autor defunto". humor negro Pessimismo. Inspirado no determinismo Faz o Romance de Tese Esse é o Naturalismo Enquanto no Realismo Perspectiva é psicológica No Naturalismo.

O instinto predomina Fortemente sobre a razão Homem animalizado Tudo é esculhambação De Aluísio de Azevedo O Cortiço é um exemplo De romance coletivo. Mostra depravação sem medo Da pobreza do cortiço João Romão é proprietário O sobrado é de Miranda Que é um burguês milionário O Mulato denuncia O preconceito racial Revela o padre assassino E o triunfo do mal Raul Pompéia e O Ateneu Crônica de saudades Colégio interno que tem Muitas atrocidades Além de Aristarco que é Um diretor repressor Relata homossexualismo E a falta de pudor PARNASIANISMO Lapidação das palavras Presente o descritivismo Arte pela Arte É o ideal do Parnasianismo Métricas são perfeitas Formalismo da poesia Preferência pelos sonetos Volta da mitologia .

É uma poesia plástica Palavra é a matéria prima Imagens com muitas cores Ricas são as suas rimas Olavo Bilac é um príncipe Um ourives da palavra Além do amor sensual Patriotismo exaltava Na Profissão de Fé Criou manifesto parnasiano Não quis saber dos problemas Considerados urbanos Na tríade parnasiana Temos Raimundo Correia Além de Olavo Bilac E Alberto de Oliveira Alberto de Oliveira é ortodoxo Preso ao rigor formal Correia aproxima-se do Romantismo Com a mulher ideal. observe Musicalidade é marcante Sinestesia também Subjetivismo constante No misticismo o mistério Busca o transcendente Pra justificar a existência Mergulha no inconsciente . SIMBOLISMO No Simbolismo.

A musicalidade aparece Devido a aliterações "Vozes veladas. veludosas vozes Volúpias dos violões" Cruz e Sousa é revolta Um tédio que causa dor Obsessão pelo branco (cor branca) O erótico e o amor Ao usar muito soneto Tende ao Parnasíanismo Na busca de paz para a alma Explora o Simbolismo Alphonsus de Guimaraens Acredite se quiser Associa a Virgem Maria À figura ideal da mulher Fala do amor e da morte E temáticas de dor Místico religioso Teve decepções no amor PRÉ-MODERNISMO Passadismo já passou Lá vem o Pré-Modernismo Fase de transição Antes do Modernismo Busca linguagem mais simples Chamada coloquial Realidade brasileira Denúncia do social É o Novo Regionalismo Modernismo vindo aos poucos .

Fanatismo e mais questões Lima Barreto. Viveu muito revoltado Por ser mulato e alcoólatra Se achava discriminado Traços autobiográficos A sua obra tem Linguagem objetiva.Enfoque nos suburbanos. oprimido. Sertanejos e caboclos Euclides da Cunha é rebuscado Autor de Os Sertões Onde denuncia a miséria. informal Muito simples também Em Policarpo Quaresma Critica o nacionalismo Os desmandos da república E o patético ufanismo Monteiro Lobato foi Grande escritor do Brasil Fez das personagens do "Sítio" Famosa criação infantil Em Urupês ele acusa Jeca Tatu de indolente Mas reconhece que o mesmo Era um caboclo doente .

O Romantismo no Brasil coincide com os movimentos políticos de independência. 3ª geração (condoreira) Caracterizada pela poesia social e libertária. como 1º romance brasileiro. dúvida. com Antônio José ou o poeta e a inquisição (1838). e . Entre os principais autores podem ser destacados Gonçalves Dias. lança um livro de poesias românticas intitulado Suspiros poéticos e saudades. A imagem do português conquistador deveria ser varrida. no mesmo ano. porém sua trama confusa não define as linhas que o romance romântico seguiria no Brasil. Seu principal representante foi Castro Alves. A poesia é intimista e egocêntrica. José de Alencar . Segundo Karl Menheim. de autoria de Teixeira e Sousa. pela exaltação da natureza. A literatura romântica expressa uma ligação com o movimento libertador de 1822. Sofreu forte influência de Victor Hugo e sua poesia político social. O termo condoreirismo é conseqüência do símbolo de liberdade adotado pelos jovens românticos: o condor. Gonçalves de Magalhães.Romantismo O Romantismo se inicia no Brasil em 1836. quando Gonçalves de Magalhães publica na França a ³Niterói´ . o ³Romantismo expressa os sentimentos dos descontentes com as novas estruturas: a nobreza decadente e a pequena burguesia em ascensão´. há necessidade de auto -afirmação da Pátria que se formava.Revista Brasiliense e. Junqueira Freire e Fagundes Varela. Visconde de Taunay e Bernardo Guimarães. Teatro Romântico É no Romantismo que se define o teatro nacional. de criar uma literatura nacional. pessimismo.(do "mal século") Influenciada pela poesia de Lord Byron e Musset. De fato. desilusão adolescente e tédio constante. seguido por Tobias Barreto e Sousândrade Principais Representantes: y y y y y Casimiro de Abreu Castro Alves Fagundes Varela Visconde de Taunay Joaquim Manuel Romantismo (prosa) Conologicamente o 1º romance brasileiro foi "O filho do pescador" (1843). Gonçalves de Magalhães e Araújo Porto Alegre. medievalismo e criação do herói nacional. Os poetas dessa geração foram Álvares de Azevedo. 2ª geração . Por isso. um desejo de construir uma pátria nova. Seu tema preferido é a fuga da realidade. de Joaquim Manuel de Macedo. seu iniciador. Volta ao passado histórico. Como autores importantes ainda podem ser citados Manuel Antônio de Almeida. impregnada de egocentrismo. convencionou-se adotar o romance "A Moreninha" (1844). negativismo boêmio. A POESIA ROMÂNTICA BRASILEIRA PODE SER DIVIDIDA EM TRÊS GE RAÇÕES: 1ª geração (nacionalista ou indianista) Marcada pela busca de uma identidade nacional. a literatura dos princípios do século XIX reflete um profundo sentimento nacionalista. Daí as atitudes saudosistas ou reivindicatórias que caracterizam o Romantismo. Casimiro de Abreu. em virtude da vinda da família real para o Brasil (1808).

acelera-se a decadência da economia cafeeira no Brasil e o país experimenta sua primeira crise depois da Independência. em 1881 Aluísio Azevedo publica O Mulato (primeiro romance naturalista brasileiro) e Machado de Assis publica Memórias Póstumas de Brás Cubas (primeiro romance realista do Brasil). ROMANTISMO subjetividade imaginação sentimento verdade individual fantasia . natural. em 1850. Dickens e Victor Hugo. propiciarão o surgimento do Realismo no Brasil. razão verdade universal fatos observáveis homem = uma peça do mundo crítica do presente Realismo: Veracidade: Despreza a imaginação romântica Contemporaneidade: descreve a realidade Retrato fiel das personagens: caráter. ao lado do importante papel desempenhado pelo ator João Caetano. devaneio homem = centro do mundo volta ao passado REALISMO / NATURALISMO objetividade realidade circundante inteligência . Balzac. O contexto social que daí se origina.Martins Pena. aliado à leitura de grandes mestres realistas europeus como Stendhal. foram responsáveis por sua consolidação. aspectos negativos da natureza humana Gosto pelos detalhes: Lentidão na narrativa Materialismo do amor: Mulher objeto de prazer/adultério Denúncia das injustiças sociais Determinismo e relação entre causa e efeito Linguagem próxima a realidade: simples. com suas comédias de costumes. . Assim. clara e equilibrada No Brasil Ver artigo principal: Realismo no Brasil A partir da extinção do tráfico negreiro.

do determinismo social e da hereditariedade com as posições estético-sociais de Proudhon. nela se manifestaram pela primeira vez as novas ideias e o novo gosto de uma geração que reagia contra o marasmo em que tinha caído o Romantismo. Polémica esta que significou. à hipocrisia burguesa (avareza. poderia fazer um diagnóstico do meio social. o racismo e a sexualidade são retratados com uma linguagem clara e directa. como o autor que introduz este movimento no país. Com este cientismo Eça de Queirós já situava o Realismo na sua posição extrema de Naturalismo. uma arte que agisse como regeneradora da consciência social. O segundo episódio do aparecimento do Realismo verificou-se em 1871 nas Conferências do Casino (ou Conferências Democráticas do Casino). . à vida urbana (tensões sociais. Nesta nova manifestação da chamada Geração de 70 os contornos do que seria o Realismo apareceram desenhados com maior nitidez. Eça funde as teorias de Taine. uma arte revolucionária. junto a Antero de Quental. A Génese do Realismo em Portugal O primeiro aparecimento do Realismo em Portugal deu-se na Questão Coimbrã. como resposta à artificialidade. Eça de Queirós é apontado. Assim reagia contra o espírito da arte pela arte. económicas. Deixa de ser apenas distracção e torna-se meio de crítica a instituições. visando mostrar os problemas morais e assim contribuir para aperfeiçoar a Humanidade. e da sua figura central Antero de Quental. nas palavras de Teófilo Braga ³a dissolução do Romantismo´. pela representação da realidade circundante. mesmo que isso implicasse ent ar em r campos sórdidos. interessando-se pela análise social. Para Eça só uma arte que mostrasse efectivamente como era a Realidade. Reacções: Pinheiro Chagas atacou Eça. usura). da corrupção e do vício. Sob a influência do Cenáculo. Luciano Cordeiro argumentou que ele próprio já tinha defendido posições parecidas A implantação efectiva do Realismo dá-se com a publicação do O Crime do Padre Amaro. devido à Questão Coimbrã e às Conferências do Casino. políticas) à religião e à sociedade. que respondesse ao "espírito dos tempos" (zeitgeist). inveja. com vista à sua cura. A escravatura. Atacando o estado das letras nacionais e propondo uma nova arte. que pintasse o real sem floreados.Machado de Assis Raul Pompéia Aluízio Azevedo Em Portugal O Realismo na Literatura surge em Portugal após 1865. psicológico e de tese a principal forma de expressão. formalidade e aos exageros do Romantismo de uma sentimentalidade mórbida. Especialmente através da conferência realizada por Eça de Queirós intitulada O realismo como nova expressão da arte. sendo o romance social. do sofrimento.

Fialho de Almeida e Teixeira de Queiroz. Os defensores desta posição são José António dos Reis Dâmaso (1850-1895) e Júlio Lourenço Pinto (1842-1907) autor da Estética naturalista. (1882). aparecendo os factores como o meio. Estas acusações não eram infundadas porque de facto Eça já estava a descolar de um realismo ortodoxo para o seu estilo mai s pessoal onde o seu humor e a sua fantasia se aliam num estilo único. de observação positiva. ridicularizando o novo estilo deste. O que faz com que Silva Pinto (1848-1911) que tinha exposto a teoria da escola realista e elogiado Eça num panfleto intitulado Do Realismo na Arte. Camilo Castelo Branco vai parodiar o Realismo com Eusébio Macário(1879) e voltando a parodiar com A Corja (1880). esse núcleo resvalou. Camilo vai absorver a nova escola. No entanto estes dois autores são fracos do ponto de vista literário e totalmente esquecidos hoje em dia. como é nítido na novela A Brasileira de Prazins. Chegaram a aparecer panfletos acusando os realistas de desmoralização das famílias (Carlos Alberto Freire de Andrade: A escola realista. mesmo através da paródia. Reis Dâmaso. que pretendia ser um evangelho do naturalismo. Eça. regra geral. com o intuito de crítica de costumes e de reforma social. O segundo provocou escândalo aberto. Mas curiosamente. todo estabelecido sobre documentos. findou (se é . Em 1893 o próprio Eça o declarava morto nas Notas Contemporâneas: ³o homem experimental. E a polémica e a oposição entre Realismo e Romantismo estala definitivamente.seguida dois anos mais tarde pelo Primo Basílio. vai agora atacar Eça em Realismos. para uma posição mais extremadamente Realista. Pinheiro Chagas ataca Eça considerandoo antipatriota. vai desorientar os seus seguidores ortodoxos com a publicação de O Mandarim. Aqueles que não enveredaram por posições tão rígidas estão menos esquecidos como Luís de Magalhães que nos deixou O Brasileiro Soares (1886) que foi prefaciado por Eça. O primeiro destes romances foi acolhido pelos críticos de então com um silêncio generalizado. que são caracterizadas por métodos de narração e descrição baseados numa minuciosa observação e análise dos tipos sociais. na Revista de Estudos Livres vai-se insurgir contra a publicação de O Mandarim acusando Eça de ter atraiçoado o movimento. opúsculo oferecido às mães). Por volta de 1890 o Realismo/Naturalismo tinha perdido o seu ímpeto em Portugal. físicos e psicológicos. o Naturalismo. Desde a implantação do Realismo com a conferência de Eça que o movimento logrou um núcleo de apoiantes que se desmultiplicaram em explicar e defender o seu credo estético. pelo modo como apresenta a sociedade portuguesa. obras ambas de Eça. a educação e a hereditariedade a determinarem o carácter moral das personagens. tornando-se ortodoxos e dogmáticos. Entretanto o paladino do Realismo. Outros nomes são Trindade Coelho. São romances que têm afinidade com os de Émile Zola.

coisas e homens da nova Colônia . um sentir novo. em roteiros náuticos. . José de Anchieta. extensões territoriais) e sociais. Manuel da Nóbrega. essa Literatura Informativa produzida no Brasil desde o descobrimento até o final do século XVI (daí também a denominação QUINHENTISMO BRASILEIRO) é um ramo da literatura de expansão ultramarina do Quinhentismo Português (como a Historiografia e a epopéia camoniana). mais do que um movimento consistente. junta-se a obra dos jesuítas.daí a denominação LITERATURA INFORMATIVA. Bento Teixeira. de documentos. etc. pertencem as primeiras manifestações literárias da Colônia Brasil. Pertencem à série de autores dessa Literatura: Pero Vaz de Caminha. em descrições geográficas (fauna. Alargando as escolhas literárias e renovando um meio literário que estava muito fechado sobre si mesmo. cartas e mapas que INFORMAM à Matriz (Portugal) dados acerca de fatos. a essa "documentação" toda. em relatos de naufrágios. essas primeiras manifestações literárias brasileiras constituem-se. Pero Magalhães Gândavo. Em suma. já que consiste numa literatura de viajantes e de descobridores. que se opôs ao Idealismo e ao Romantismo. QUINHENTISMO BRASILEIRO OU LITERATURA INFORMATIVA Ao "Ciclo dos Descobrimentos" da Literatura Portuguesa do século XVI. como já citado. como uma tendência estética. Calcada em motivos solidamente políticos e econômicos. cuja missão principal é a de converter ao Cristianismo (catequizar) o habitante natural dessa colônia. A sua consequência mais importante foi a introdução em Portugal às influências estrangeiras nos vários domínios do saber. essas duas últimas tendências consideradas as principais na opinião de Sílvio Romero (3). flora. definido por Fidelino de Figueiredo (2) como "conjunto de obras que têm por objeto os descobrimentos marítimos e as suas conseqüências morais e políticas". em descrições dos selvagens.que jamais existiu.. a não ser em teoria) Balanço do Realismo em Portugal Embora por vezes doutrinariamente fraco e/ou confuso o Realismo em Portugal apresentase por isso mesmo.

etc. o Venturoso. tem-nos muitos. Senhor. Dela foram feitas muitas paródias. Vossa perna encanareis. . Murilo Mendes) Sátiras à parte. melancias. Tem goiabas.também chamado de certidão de nascimento do Brasil . Esmeralda é para os trouxas. Cruzados não faltarão. Pero Vaz de Caminha é o escrivão-mor da armada de Pedro Álvares Cabral e se incumbe de relatar e caracterizar sem "afremosentar nem afear aja aqui de poer" ao rei de Portugal. Tão fértil eu nunca vi. Quanto aos bichos. Vicente do Salvador. acompanhados de uma análise das informações neles veiculadas. Rocha Pita. Tem macaco até demais Diamantes têm à vontade.Gabriel Soares de Sousa." ( "A Carta de Pero Vaz". No chão espeta um caniço.é a "Carta de Pero Vaz de Caminha". O primeiro documento literário brasileiro . na data de 1o. No dia seguinte nasce Bengala de castão de oiro. Botelho de Oliveira. Banana que nem chuchu. veremos a seguir exemplos de trechos originais da "Carta" de Caminha e de outros documentos. como a que se segue: "A terra é mui graciosa. De plumagens mui vistosas. Dom Manuel I. de Maio de 1500. Ambrósio Fernandes Brandão. A gente vai passear. Reforçai. Salvo o devido respeito. a arca. obra narrativodescritiva que contém as primeiras impressões de um europeu diante de uma terra e de uma gente diferente de tudo que ele havia visto até então. Ficarei muito saudoso Se for embora daqui.