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MANEJO PRODUTIVO DE TOUROS DE CORTE

Prof. Venício José de Andrade Segundo estimativas do ANUALPEC (2004), em dezembro de 2003 o Brasil era detentor de um rebanho bovino estimado em 164.831.365 cabeças. Desse total 60.880.089 era constituído por fêmeas em idade de reprodução, das quais aproximadamente 6,0% eram submetidas ao protocolo de inseminação artificial (ASBIA, 2004). Baseado em tais estimativas conclui-se que aproximadamente 94,0% do rebanho bovino nacional é servido em regime de monta natural a campo, o que impõe aos técnicos e criadores grande responsabilidade no tocante às avaliações e critérios de seleção dos reprodutores a serem utilizados durante a estação reprodutiva. Um único reprodutor pode servir a um grande número de fêmeas, variável com o sistema de acasalamento utilizado. A importância de uma criteriosa avaliação dos mesmos, da puberdade à maturidade sexual, envolvendo aferições periódicas das condições clínicas e físicas dos órgãos reprodutivos, dos membros locomotores, da qualidade física e morfológica do sêmen, bem como do comportamento sexual, torna-se de grande importância, uma vez que deles muito dependerá a taxa de fertilidade ao final da estação de monta. Deve-se ressaltar que o diagnóstico da subfertilidade é muito mais importante do que o da infertilidade, já que pode comprometer a produtividade do rebanho por um longo período quando não diagnosticada em tempo hábil. No entanto, o que se observa é que os touros somente são submetidos a uma avaliação andrológica mais detalhada quando se observam problemas ou anomalias que afetam seu desempenho reprodutivo, ou as anormalidades são bastante perceptíveis. Deve-se ter sempre em mente que os exames andrológicos, juntamente com as avaliações do desempenho comportamental (libido e capacidade de serviço) devem ser realizados rotineiramente, dentro de uma programação definida, o que resultará em benefícios em termos de aumentos da produtividade e do melhoramento genético, uma vez que permitem a identificação e eliminação precoce de animais com problemas e seleção apenas daqueles que apresentam maiores potenciais reprodutivos. Segundo GALLOWAY (1989) e WILTBANK (1984) o touro é considerado de alta fertilidade quando é capaz de produzir em média 80 bezerros por ano ou quando em contato com um lote de 30-50 fêmeas cíclicas, fecundar em torno de 80-85% delas nos primeiros 21dias. Dentro deste conceito, todo cuidado deve ser dispensado na avaliação do futuro potencial reprodutivo dos touros. Devem ser avaliados aqueles aspectos inerentes à idade à puberdade e à maturidade sexual, aos aspectos clínicos e andrológicos, à biometria testicular, as características seminais, e ao comportamento sexual, o que permitirá explora-los ao máximo pela adequação de seu potencial de servir ao maior número possível de fêmeas durante a estação de monta. ALTERNATIVAS DISPONÍVEIS Embora a fertilidade no touro mereça maiores cuidados que na fêmea, devido à proporção de ventres servidos por um único touro, seja no regime de monta natural ou no sistema de 1

inseminação artificial, o que se observa entre os criadores, é que a ênfase na seleção de características ponderais e de conformação racial, notadamente entre os criadores de raças puras, tem contribuído muitas vezes, para minimizar a atenção dispensada ao desempenho reprodutivo dos touros, não obstante a constatação de que em bovinos de corte, o desempenho reprodutivo é cinco vezes mais importante que o crescimento e pelo menos dez vezes mais importante que a qualidade da carne produzida (Coulter, 1986). Se o objetivo é fazer com que as fêmeas do rebanho produzam uma cria a cada ano de sua vida produtiva, elas deverão ficar gestantes nos primeiros dias da estação de monta, para que suas crias sejam produzidas nos primeiros dias da estação de nascimento, de tal forma que possam ter o tempo necessário para a perfeita recuperação do trato genital bem como dos estresses da gestação anterior e assim se apresentarem em condições de serem servidas e fecundadas logo nos primeiros dias da estação de monta subseqüente. Para que isto ocorra será necessário que os touros se apresentem em condições físicas e fisiológicas adequadas, notadamente naqueles aspectos relacionados aos eventos reprodutivos, logo no início da estação de monta, principalmente naquelas situações em que uma estação de monta limitada e bem definida é utilizada. Vários experimentos têm sido conduzidos em outros países, bem como no Brasil, testando-se alternativas de manejo que possibilitem aos reprodutores atingirem a puberdade o mais precocemente possível e apresentarem um adequado desempenho reprodutivo durante sua vida útil, garantindo assim um alto percentual de fêmeas gestantes, notadamente durante os primeiros dias da estação de monta, o que permitirá a elas se tornarem produtoras regulares durante a vida produtiva. Considerando que um único reprodutor pode servir a um grande número de fêmeas, variável com o sistema de acasalamento utilizado, a importância de uma criteriosa avaliação dos mesmos, desde a puberdade até a maturidade sexual, envolvendo aferições periódicas das condições clínicas e física dos órgãos reprodutivos, dos membros locomotores, da verificação da qualidade física e morfológica do sêmen, bem como do comportamento sexual, torna-se de grande importância, uma vez que deles muito dependerá a taxa de fertilidade ao final da estação de monta. Tais medidas irão não somente aumentar a taxa de nascimento, como também apresentará um retorno econômico mais elevado, considerando que touros testados, com sêmen de boa qualidade e de bom comportamento sexual poderão servir a um número maior de fêmeas, notadamente durante os primeiros dias da estação de monta, quando comparados àqueles que não se apresentam em adequadas condições físicas, com problemas nos aspectos seminais e no comportamento sexual, bem como permitirá uma maior pressão de seleção daqueles reprodutores que realmente irão promover o melhoramento genético das características de interesse zootécnico. IDADE A PUBERDADE E/OU MATURIDADE SEXUAL Tal como nas fêmeas os machos possuem períodos que devem ser considerados, quando se trata do início da atividade reprodutiva e desenvolvimento dos órgãos genitais. A puberdade é a idade onde o touro jovem apresenta libido, devido à produção de testosterona (capacidade esteroidogênica) e produz espermatozóides (capacidade gametogênica), função esta coordenada por uma complexa inter-relação hormonal. O início da manifestação destas

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da motilidade espermática progressiva. Considerando a idade à puberdade como o momento em que o animal adquire capacidade para reproduzir. pode-se dizer que puberdade é o primeiro potencial reprodutivo. notadamente durante os períodos de seca invernal. se observam marcadas mudanças quantitativas e qualitativas no potencial reprodutivas. Nesta fase o macho não possui ainda capacidade reprodutiva plena e deve ser utilizado na reprodução com reservas.0% do Brasil se encontram. Após atingir a puberdade. com fertilidade não adequada pode prejudicar a taxa de gestação e comprometer a produção de um grande número de fêmeas. manejo. e a fertilidade muito baixa. a quantidade e qualidade dos espermatozóides no ejaculado são pequenas. antecipando o início da atividade reprodutiva. sanitário. É a partir desta fase que o macho deve se iniciar na reprodução. de tal forma que não venha a comprometer a eficiência reprodutiva do rebanho. do vigor espermático. no sentido de predizer precocemente possível o futuro potencial do reprodutor. Os resultados podem ajudar a determinar o número de fêmeas a ser colocado com este touro. deve-se colocar o jovem touro com um número menor de fêmeas. nutrição. o comportamento apresentado pelo mesmo durante a estação de monta em que esteja servindo. enquanto que na maturidade sexual o reprodutor atingirá seu potencial máximo. uma vez que um touro imaturo. Definir quando iniciar a reprodução dos machos é um desafio maior que nas fêmeas. bem como as qualidades físicas e morfológicas do seu sêmen são fatores que podem impedir a obtenção de uma alta eficiência reprodutiva. maximizando assim sua utilização. 3 . Somente após a fase puberal. produz espermatozóides em qualidade e quantidade suficientes para promover a fertilização (50 x 10 6 sptz/ml com no mínimo 10% de motilidade progressiva) mostra um completo desenvolvimento dos órgãos sexuais primários de forma a permitir a cópula. tais como clima. pois embora possa ter libido. o que compromete sobremaneira o desenvolvimento dos animais. Para as condições tropicais. o animal precisará ainda de algum tempo para manifestar sua capacidade reprodutiva plena. Fatores ambientes. aliado à redução das patologias espermáticas. Vale lembrar que pode iniciar a reprodução.características é considerado como puberdade. quando o macho mostra interesse pela fêmea (libido). etc. bem como o grau de correlação entre algumas medidas testiculares e seminais com o comportamento sexual. podem afetar de forma marcante a idade em que os tourinhos atingem a idade à puberdade e a maturidade sexual. onde 97. ou seja. expresso pelo aumento da concentração espermática. No macho o início da função reprodutiva tem grande importância. uma vez que a quantidade e qualidade dos espermatozóides no ejaculado são ainda inadequadas para se conseguir altos índices de fertilidade. mas ainda vai melhorar seu perfil espermático até a idade adulta. o fator de maior impacto sobre a idade à puberdade está relacionado à oferta quali-quantitativa de alimentos. A maturidade sexual é atingida cerca de dois a três meses mais tarde em relação à puberdade. Para que este problema não ocorra será imprescindível a avaliação andrológica de cada animal antes do mesmo iniciar a reprodução. Nesta fase. Vários estudos têm sido conduzidos no sentido de se estabelecer qual a idade mais apropriada para o início da atividade sexual. do volume seminal. A idade em que o animal atinge a puberdade e a maturidade sexual.

Trinta deles (grupo A) foram criados em pastagem artificial de Brachiaria decumbens e Andropogon sp. portanto obterem ganhos de pesos mais elevados.14 24 . criados. 1979). Hardin et al. onde a quase totalidade dos rebanhos é criada em regime extensivo. respectivamente. examinaram 55 tourinhos Nelore com 24 meses de idade quanto ao peso corporal. aumenta a vida útil. Os tourinhos deverão ser alimentados níveis mais altos e. no Canadá. uma vez que sua antecipação proporciona um mais rápido retorno do investimento. A idade à puberdade e a duração do período de adolescência (período compreendido entre a puberdade e a maturidade sexual) têm merecido grande atenção dos pesquisadores. com reflexos nos aspectos econômicos e no melhoramento genético. sem sombra de dúvida.. Embora poucos dados existam com relação às raças indianas. e por Cardoso (1977). supõe-se que para as condições nacionais. tem sido demonstrado que a idade à puberdade ocorre mais tardiamente. devido a fatores ligados aos rigores do clima e às condições genéticas. em condições brasileiras (TAB. caso contrário não alcançarão puberdade a uma idade mais precoce.14 * Cardoso (1977). No entanto. foi encontrado espermatozóide no sêmen aos 12 meses de idade em 42% dos tourinhos. 1982. 4 .30 Bos taurus taurus** 06 . 1984) estabeleceram uma idade entre 15 e 19 meses para verificação da puberdade em reprodutores Bos taurus indicus criados em regiões de clima tropical.. TABELA 9 . a puberdade é. 1982 e Wildeus et al. o fator primordial no atraso da idade à puberdade e à maturidade sexual se deva a deficiência nutricional. ejaculados satisfatórios somente foram obtidos a partir dos 20 meses de idade. ao mesmo tempo em que permite uma maior intensidade de seleção e reduz o intervalo entre gerações. respectivamente. Vale Filho et al.Vista por este angulo. de 6 a 8 e 12 a 14 meses e para Bos taurus indicus.. Nos trópicos. volume ejaculado e percentagem de defeitos maiores (TAB 10). uma vez que neste período ocorrerá a grande maioria das transformações que irão refletir no futuro desempenho do reprodutor. o marco inicial do processo reprodutivo e produtivo. variáveis de 12 a 14 e de 24 a 30 meses. este fato foi observado por Cardoso (1977) e por Fonseca et al (1975).08 12 . Outros autores (Fields et al. foram observadas idades à puberdade e maturidade sexual para Bos taurus taurus. criados em pastagem nativa (Pannicum maximum) de baixa qualidade. ** Vale Filho (1986) Em estudo com animais da raça Brahman (Hernandez-Prado et al. 9).Idades à puberdade e maturidade sexual em touros Bos taurus taurus e Bos taurus indicus. (1989). Em trabalhos conduzidos por Vale Filho (1986). resultando assim num maior ganho genético por unidade de tempo. com suplementação protéica durante o período de seca e 25 (grupo B).. em climas temperado e tropical Idade à Puberdade (meses) Espécie Animal Puberdade Maturidade Sexual Bos taurus indicus* 12 . Na raça Nelore. CE.

e que poderão comprometer o retorno econômico da atividade. comparou a idade a puberdade de tourinhos alimentados "ad libitum" com aqueles restritos em 35% em relação ao primeiro grupo. A maturidade sexual é atingida cerca de dois a três meses mais tarde que a puberdade. % Grupo A (n=30) 53. Daí a importância da avaliação clínica e andrológica completa de todos os reprodutores jovens e adultos que servem ao rebanho. % tardia. Em estudos conduzidos por Waddad & Gaili (1985). mas ainda vai melhorar seu perfil espermático até a idade adulta. Em trabalho conduzido por Sosa Flores (1972). em relação ao grupo restrito. provocar variações consideráveis na idade em que tais fenômenos são registrados. tanto dentro quanto entre raças. Dentre as alterações que poderão acometer o reprodutor estão a degeneração testicular. 1982. É a partir desta fase que o macho deve iniciar a reprodução. % maturação. Observaram que. nesta 5 . comparados com 0. conseqüentemente.0 6. no Texas e Fields et al. bem como da melhoria das condições de meio ambiente. Pelos resultados relatados na literatura pode se observar. Vale lembrar que pode iniciar a reprodução. no grupo A. 53.pastagem de Brachiaria decumbens e Andropogon sp. sendo que.Efeito da suplementação alimentar sobre a maturidade sexual em tourinhos Nelore de 24 meses de idade.Pastagem de Pannicum maximum. Grupo B . como a degeneração testicular.0% em fase de maturação no grupo B.TABELA 10 .0 Vale Filho et al. a desmama e aos 18 meses foi altamente correlacionado com a concentração espermática e medidas testiculares aos 22 meses de idade. Nível Maturidade sexual Em fase de Com maturação Puberdade nutricional completa. através de alterações nas funções dos órgãos reprodutivos. % retardada.3 20. no entanto. adquiridas. ficou evidente que o peso ao nascimento. notadamente a nutrição.0 20. mais suplementação protéica durante o período de seca. (1989) * Grupo A .0 32.3% dos animais apresentavam características de maturidade sexual e 20% estavam em fase de maturação. Observaram que a puberdade ocorria mais cedo e a um peso mais leve no grupo alimentado "ad libitum". muitas delas são de origem genética e outras.0 32.0% de tourinhos com maturação completa e 32. Assim. uma grande variação na idade à puberdade. na Flórida).0 36. aos 24 meses de idade.7 Grupo B (n=25) 0. 1981. evidenciando o efeito do fator nutricional. as doenças que podem afetar os testículos e as glândulas anexas e. mas também objetivando eliminarem-se aqueles touros inaptos ao exercício da função reprodutiva. Vários outros fatores poderão. A partir de então vários estudos têm demonstrado que touros Bos taurus indicus atingem a puberdade mais tardiamente que os Bos taurus taurus (Romo. Tal variabilidade permite uma grande possibilidade de melhoria do nível de produção desta característica pelo uso de programas de seleção. a fertilidade. com animais da raça Brahman. não só com o objetivo de antecipar o início da atividade reprodutiva.

AVALIAÇÃO CLÍNICO-ANDROLÓGICA Até final dos anos 80 a avaliação dos reprodutores contemplava apenas aspectos clínicos do animal e físicos e morfológicos do sêmen. e a produção do hormônio sexual masculino. o que permitirá o diagnóstico de seu potencial atual. O exame andrológico não deve ser entendido como um teste de fertilidade. vigor e patologia espermática) e da capacidade de monta e teste da libido. o fato do touro se apresentar com sêmen de boa qualidade não o credencia com um bom reprodutor. tais como libido. uma vez que dele depende o sucesso da monta. de preferência uma vez por ano. juntamente com as avaliações andrológicas. como um teste para detectar touros com baixo potencial reprodutivo. dos parâmetros espermáticos (motilidade progressiva. é realizada cuidadosa palpação para se detectarem alterações de conformação. antes do início da estação de monta. devem ser descartados. deve ser executar um número menor de montas. a testosterona. fibromas. uma vez que os mesmos apresentam duas funções fundamentais: a espermatogênese (produção de espermatozóides). Portanto. Aqueles animais com defeitos de conformação. capacidade 6 . pois um touro imaturo. observam-se as características externas do animal. com o objetivo de certificar o reprodutor para o exercício da função reprodutiva. BIOMETRIA TESTICULAR Na maioria das propriedades. problemas de casco são passíveis de tratamento. o único exame aos quais os touros são submetidos. ser colocado com um número menor de fêmeas. os quais têm comprovado. Problemas como contusões. de consistência e sensibilidade. Raramente a circunferência escrotal era avaliada. No entanto. que estão expostos a muitos fatores que podem prejudicar sua fertilidade. bem como determinará o número de fêmeas no lote que ele irá servir. ou mesmo doenças sistêmicas. Definir quando iniciar a reprodução dos machos é certamente uma dúvida ainda maior que em relação às fêmeas. Antes de se iniciar o exame propriamente dito. no sentido de certificá-los como aptos à reprodução se relaciona ao exame físico e morfológico do material ejaculado. normalmente de origem genética. sua grande importância na eficiência produtiva e reprodutiva dos rebanhos. No macho esta questão apresenta maior importância. Somente aqueles touros considerados fisicamente satisfatórios serão submetidos às avaliações mais específicas. O exame dos testículos é muito importante. não prejudicando a atividade sexual futura. com ênfase para o sistema locomotor. uma vez que outros fatores. com fertilidade não adequada pode prejudicar a taxa de gestação e comprometer a produção de um grande número de fêmeas. Para que este problema não ocorra é imprescindível a avaliação andrológica de cada animal antes do mesmo iniciar a reprodução. dos testículos.fase. é importante que o exame andrológico seja repetido periodicamente. O exame andrológico completo inclui o exame das glândulas seminais. como traumatismos. O exame andrológico não garante a aptidão reprodutiva do animal por um período muito prolongado. mas sim. principalmente no caso de touros de monta a campo. estresse térmico. Também não se levava em consideração aspectos comportamentais. ou seja. Dessa forma. que dura cerca de 61 dias.

O exame das glândulas internas (próstatas e vesículas seminais) é realizado por palpação retal e é importante pelo fato de principalmente as vesículas seminais produzirem o líquido seminal. Portanto. atenção especial tem sido dada à circunferência escrotal. Segundo Coulter et al. Para cada cm a mais na CE. apresentando correlação com várias características reprodutivas do próprio animal e de sua prole. 1962. bem como do aparelho locomotor. vários autores têm procurado quantificar as respostas dos mesmos naqueles aspectos relacionados às características seminais. prepúcio. dificilmente são recuperáveis. 7 . (1976). 1981. Costa & Silva. 1994). biometria testicular e comportamento sexual.. uma vez que no Brasil mais de 95% das fêmeas em idade de reprodução são submetidas ao regime de monta natural. 1992. da capacidade de servir ou não a uma fêmea em cio. 1994). 1988) e estreita relação com outras características reprodutivas não só nos machos. durante a estação de monta. moderada a alta herdabilidade (Coulter & Keller. acima da média da população. uma vez que apresenta alta repetibilidade entre técnicos ou entre estações do ano (Hanan et al.98).. glândulas vesiculares). etc. que permitam predizer o mais precocemente possível o futuro potencial reprodutivo. Objetivando desenvolver critérios de avaliação dos reprodutores. 1985). Wildeus & Hammond. estabelecendo assim tabelas de pontos para suas classificações. a campo. aprumos. A medida da CE é um método útil na predição do futuro potencial reprodutivo dos touros jovens. a CE apresenta alta repetibilidade (0.de serviço. Falcon. Lunstra et al. Na avaliação da saúde reprodutiva dos touros deve ser considerado o exame do sistema genital (testículos. o tamanho dos testículos é altamente correlacionado com a produção e concentração espermáticas em animais jovens (Amann & Almquist. 1978). Costa e Silva. a biometria testicular pode ser utilizada como um parâmetro de seleção de touros jovens. desempenham um importante papel no resultado final da eficiência reprodutiva do plantel. É um parâmetro de alta confiabilidade. epidídimo. idade e condições de manejo. registrou-se um incremento de 0. do material ejaculado. para determinação da habilidade reprodutiva e da relação touro/vaca. Fonseca et al. que entra em íntimo contato com as células espermáticas e pode exercer efeitos marcantes sobre a capacidade fecundante dos espermatozóides. uma vez que dentro da mesma raça. associadas ao comportamento sexual. Dentre as diferentes características estudadas.25 cm na circunferência escrotal dos filhos e 3. 1979. 1993. a presença de alterações nas mesmas (vesiculites).86 dias de antecipação na idade da primeira ovulação de suas filhas (Brinks. 1969. a motilidade e à morfologia espermáticas. CIRCUNFERÊNCIA ESCROTAL (CE) A biometria testicular está diretamente relacionada com o desenvolvimento testicular e proporciona uma medição indireta da capacidade de produção de espermatozóides e da puberdade. mas também nas fêmeas (Toelle & Robinson.

volume e concentração. Inicialmente. com idade média de 18 meses.. variando de moderadas a altas (p<0. mas também para raças indianas. não só para raças européias. através de estímulos elétricos na genitália interna. 1987. A higienização dos materiais utilizados para 8 .61 e 0. A correlação genética entre ambas as características foi de . Estudando a progênie de 63 touros Toelle & Robison (1985). concentração 0.71 a -1. 1984. Brinks. foram relatadas por Brinks et al. Lunstra et al.66) em 645 fêmeas. motilidade 0. Posteriormente.59. Em touros condicionados. o condicionamento demanda tempo e estrutura adequada para o que nem sempre é possível de se conciliar. 1984. (1978) relataram correlação de -0. Vieira et al.. respectivamente. Temblador & Gonzales.62). CARACTERÍSTICAS SEMINAIS Geralmente. idade à primeira cobrição (r = -0. devem-se evitar variações de temperatura. Correlações positivas entre CE e produção quali-quantitativa de sêmen. para Guzerá e Nelore).62. Concluíram eles que a seleção dos machos pelo tamanho testicular leva. variando de -0.55) e idade ao primeiro parto (r = -0. 1988. Correlações genéticas entre a CE de tourinhos de sobreano e idade à puberdade. No Brasil. 1988). Madrid et al. o ejaculado adquire um aspecto mais denso. particularmente aqueles referentes à idade ao primeiro parto e às taxas de prenhez. indiretamente..44.64 e 0. de suas meioirmãs.. uma vez que contém espermatozóides..01) entre a CE e as características seminais (volume 0. raça ou peso corporal. independente da idade. foram relatadas por vários autores (Knights et al. devendo ser coletado. Fêmeas servidas por touros adultos. em estação de monta de 90 dias. Martins Filho & Lobo (1991).. pois podem provocar morte ou defeitos morfológicos nos espermatozóides.49. Resultados similares foram observados nas raças indianas e seus cruzamentos (Oyedipe et al. 1981. Em touros Guzerá e Nelore. 1991) encontraram correlações positivas.73 e 0. é possível o uso de vagina artificial. percentagem de espermatozóides vivos. com CE abaixo de 30 cm exibiram taxas de gestação de apenas 31. (1978). estimaram correlações genéticas entre a biometria testicular e a taxa de prenhez (r = 0. mantidos a pasto e suplementados com feno e concentrado (Troconiz et al. Após a colheita do sêmen. Gipson et al.0% (Smith et al. mensuraram a CE de 393 touros Nelore e a idade ao primeiro parto de 703 de suas filhas.. a colheita do sêmen para avaliação das características seminais é efetuada com eletroejaculador. levando a conclusões errôneas a respeito da capacidade reprodutiva do animal. sugerindo a possibilidade de seleção indireta de fêmeas pela da seleção de reprodutores pela CE. 1988).Altas correlações entre circunferência escrotal e idade à puberdade têm sido registradas.65 entre a circunferência escrotal e idade à puberdade. motilidade progressiva. 1981). ocorre apenas liberação de plasma seminal. que deve ser desprezado. No entanto. método que supera o primeiro por ser menos traumático e proporcionar amostras seminais que se aproximam bastante do ejaculado depositado naturalmente na vaca. a um melhoramento nos índices reprodutivos da progênie feminina.07. no nordeste do estado de São Paulo.0.

A morfologia espermática baseia-se no sistema proposto por Blom (1973). Espermatozóides morfologicamente íntegros apresentam maiores chances de percorrer o trato genital da fêmea e de fecundar o ovócito. e conseqüentemente. A qualidade do sêmen evolui muito da fase pré-púberal até a puberdade. Casagrande et al. Mudanças na qualidade espermática são atribuídas ao crescimento testicular.. As características seminais consideradas na avaliação da capacidade reprodutiva do touro são a motilidade. que representa a porcentagem de espermatozóides em movimento progressivo. os classificados como defeitos maiores. a força de propulsão dos espermatozóides com movimento progressivo. foi registrada correlação positiva de 0. traumatismos e até mesmo alguns de origem genética. observados ao microscópio) é considerada a mais importante característica seminal. que estão expostos a muitos fatores que podem prejudicar sua fertilidade. 1989). estresse térmico. notadamente. Fonseca et al. quando superam determinados limites (Barth & Oko. (1992) sugerem. ou mesmo doenças sistêmicas. que classificou as anomalias espermáticas em defeitos maiores e menores. apesar de sua importância intrínseca. principalmente no caso de touros de monta a campo. causadas por processos de degeneração testicular. 1989. O exame andrológico não garante a aptidão reprodutiva do animal por um período muito prolongado. por conseguinte não afetam a fertilidade. 1980). devido ao seu efeito sobre a fertilidade. Portanto. ao tempo de repouso e ao condicionamento físico do reprodutor. o vigor. à eficiência na espermatogênese e às alterações no ambiente epididimal para o processo da maturação espermática (Atos & Thomas. desde que não alcancem níveis muito elevados (Barth & Oko. pois a presença de resíduos também pode provocar alterações das características dos mesmos. de espermatozóides com motilidade progressiva em cada 100. ou seja. baseando-se no sistema proposto por Blom (1973). e o quadro de patologias espermáticas. não se constitui num item desclassificatório. de preferência uma vez por ano. 1992). antes do início da estação de monta A análise dos parâmetros espermáticos está altamente correlacionada com a capacidade de fecundação do espermatozóide. como traumatismos.manipulação do sêmen também é fundamental. uma vez que está altamente correlacionada ao método de colheita. que seja aceito um máximo de 20% tanto para defeitos maiores quanto para defeitos menores. A motilidade espermática (nº. COMPORTAMENTO SEXUAL 9 . têm sido associados com distúrbios da espermatogênese. Quanto à concentração. São considerados o vigor (0-5) e a motilidade progressiva (0100).40 entre motilidade e fertilidade. Os defeitos maiores quando em alta percentagem. Em estudo conduzido por Wiltbank (1965). sendo que o somatório dos dois não deve ultrapassar o máximo de 30%. que compreende as alterações morfológicas das células. é importante que o exame andrológico seja repetido periodicamente. segundo Fonseca (1992). podem afetar a fertilidade. enquanto os defeitos menores podem não estar relacionados a defeitos na espermatogênese e.

poderem comprometer substancialmente a eficiência reprodutiva ao final do período de monta. o que pode tornar os resultados com touros imaturos. deve-se ficar atendo ao fato de touros dominantes.Com um percentual inferior a 5% do rebanho nacional fazendo uso da técnica da inseminação artificial. foram observados que 113 deles apresentavam alguma anormalidade que os tornavam inaptos à reprodução. 1976). Segundo Blockey (1979). definida como a vontade e avidez do touro à monta e ao serviço completo e a capacidade de serviço. durante os testes de capacidade de serviço. Embora a capacidade de serviço apresente alta herdabilidade (Boyd & Corah. 1986. torna-se evidente a importância da avaliação dos reprodutores. Nos testes de capacidade de serviço e libido realizados por Blockey (1975). pelo fato de não permitir os serviços dos touros subordinados. (1977) observaram que um touro dominante inibe a capacidade de serviço de um touro subordinado. correlacionando comportamento sexual em touros jovens com hierarquia social e comportamento sexual em rebanhos com um ou com múltiplos touros. Boyd & Corah. somente detectáveis quando eles serviam ou tentavam servir as fêmeas. Dentro do comportamento sexual dos bovinos distinguem-se dois aspectos: a libido. mas também do comportamento sexual. (1980). 31 deles apresentavam sinais clínicos de anormalidades (desvios de pênis. a dominância social não foi observada em touros jovens (< de 3 anos de idade). a monta (Chenoweth. deformações espondilosas e problemas nos membros locomotores). a dominância social é influenciada tanto pela idade quanto pelo peso dos touros. o desempenho sexual de touros melhora significativamente à medida que ganham experiência. Dentre os 113 touros eliminados. não apenas do ponto de vista dos parâmetros seminais. resultando num total de 48 touros eliminados. 1988). com mesmo peso e idade (Collis. não confiáveis. pode-se observar também um importante componente de aprendizagem prévia. Boyd et al (1989) observaram que tourinhos de 13 meses de idade. Rupp et al. verificando-se grandes variações entre linhagens e raças (Chenoweth. COMPORTAMENTO SEXUAL E HIERARQUIA SOCIAL Poucos dados se encontram disponíveis na literatura. que poderiam provavelmente ter sido considerados aptos numa simples avaliação andrológica. Segundo Bujarbaruah et al. com alta libido. aderência peniana. 10 . com sucesso. não obstante uma marcada diferença entre raças. No entanto. com baixa capacidade de serviço mostraram mudança positiva no quadro após curta experiência sexual. 1986). 1990). Ambos componentes são altamente influenciados por fatores genéticos. porém com problemas nos aspectos seminais. utilizando 548 touros. Outros 17 touros foram eliminados com base no desempenho apresentado durante os testes de capacidade de serviço. que é a habilidade de realizar. 1988). Embora não exista qualquer correlação entre libido e qualidade seminal ou viceversal (Chenoweth. se o objetivo é a obtenção de altos índices reprodutivos ao final da estação de monta.

04 Relação monta:serviço 2. possivelmente devido à presença de um segundo touro no lote (Lunstra.22g 0. mas não em rebanhos com um único touro.3 13. o número de montas aumentou significativamente. expostos a 15 novilhas em testes a pasto com apenas um touro no lote. Quando comparado ao lote com apenas um touro.Médias dos quadrados mínimos para características de fertilidade de touros com baixa e alta capacidade de serviço (CS).40e 7. % 29. uma vez que nas regiões tropicais mais de 95% dos bezerros são produzidos por touros em regime de monta natural. Chenoweth & Osborne (1975) registraram uma marcada diferença entre touros das raças européias e zebuínas com relação à libido. Dentro da mesma linha Blockey (1979) observou que aproximadamente 30% dos touros das raças zebuínas que produzem sêmen de qualidade adequada deixavam de servir as fêmeas em cio. % 15.20e 8. Em rebanhos com apenas um touro com alta ou baixa capacidade de serviço.40d 24.90f 0.50 Número de serviços 7. não houve diferença entre o percentual de novilhas servidas. incluindo o desenvolvimento de testes práticos para libido e capacidade de serviço.90 Serviços/novilha servida 1. indicando que mais estudos são necessários para se conhecer o padrão comportamental do Zebu. gestantes ou taxa de fertilidade (TAB.2 Godfrey & Lunstra (1989). a = Erro padrão das médias dos grupos Médias dentro das linhas com letras diferentes diferem para tipo de teste (p<0.50 Eficiência dos serviços 0.8 7. tanto para o touro com baixa como para o com alta CS.6 2.90f 1. não se registrou diferença no número de montas. 12).NÍVEL DE ATIVIDADE SEXUAL EM REBANHOS MULTIPLOS Estudo conduzido por Godfrey & Lunstra (1989) indicou que a capacidade de serviço pode influenciar o nível de atividade sexual em rebanhos com mais de um touro.70 1.5 35. 11 .6 28.1 2.50 1.70h 4.80h 0.36h 0. Lote com um touro Lote com dois touros Característica Baixa CS Alta CS Baixa CS Alta CS EPa Número de montas 19.05 a = erro padrão das médias dos grupos No entanto.90d 3.00c 14. % 38.S Alta CS EPa Novilhas servidas.70g 1.4 Novilhas gestantes. um de baixa e outro de alta capacidade de serviço.20 Godfrey & Lunstra (1989).10e 3.Médias dos quadrados mínimos de algumas características do comportamento de 10 touros com alta CS e 10 com baixa CS em lotes com apenas um ou com dois touros (relação touro:vaca 1:15). P>0.01) Quanto à libido. 1986). poucos estudos existem com relação às raças zebuínas.11) TABELA 11 . TABELA 12 .90 1.00e 8.60e 14.80g 1.90 Número de novilhas servidas 4. quando de usaram dois touros.70 0.9 Taxa de concepção. no mesmo lote de fêmeas.30c 28.90e 6. a campo.24g 0. mas o número de serviços foi maior no touro de alta capacidade de serviço (TAB.39h 0. Característica Baixa C.

e contidas em troncos preparados para este fim. Questionável. que passou a variar de zero a dez. Chenoweth & Osborne. onde os aspectos físicos e morfológicos do sêmen e a circunferência escrotal são avaliados e pontificados de acordo com a idade dos animais. questionáveis e insatisfatórios (TAB.29 < 10 > 29 Total de defeitos. a combinação das diferentes características indicadoras da qualidade do sêmen e da biometria testicular de acordo com a idade.19 20 . adaptado por Chenoweth & Ball (1980). após observação do comportamento sexual por um período de cinco minutos.30 32 . Insatisfatório. propuseram um teste para avaliação da libido e habilidade de monta em touros de corte jovens. entretanto. em um índice.20 31 .60 > 70 < 50 Total de pontos 20 12 10 3 MORFOLOGIA ESPERMÁTICA Defeitos maiores.AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE REPRODUTIVA As características anteriormente mencionadas são passíveis de resposta à seleção. C l a s s i f i c a ç ã o Parâmetros analisados Excelente Bom Regular Fraco MOTILIDADE ESPERMÁTICA De massa (Vigor) 5 4-5 4 0-3 Individual. 13). Osborne et al. adaptado mais tarde por Chenoweth & Ball (1980). Neste caso. classificando os em uma escala de 0 a quatro. menos de 30 pontos. A eficácia da resposta à seleção é inversamente proporcional ao número de características para as quais se seleciona.14 30 . o mais largamente utilizado tem sido o Breeding Soundness Evaluation. recomendado pela Sociedade Americana de Teriogenologia (1976). Em 1971. Theriogenology (1976). alterando o sistema de pontificação (TAB. além de difícil execução. são pouco eficiente em termos de ganho genético em função do tempo necessário para se atingirem níveis satisfatórios. % 10 . do ponto de vista prático.39 40 . de 60 a 100 pontos.59 < 25 > 59 Total de pontos 40 25 10 3 CIRCUNFERÊNCIA ESCROTAL. % 26 .32 30 > 34 < 30 15 . permitindo classificá-los em satisfatórios.39 34 < 30 > 39 < 34 Total de pontos 40 24 10 10 American Soc.Satisfatório. observando-se todas 12 . introduziram algumas modificações.70 50 . a seleção de touros para as diversas características integrantes da qualidade do sêmen e da biometria testicular. Dentre os sistemas propostos para avaliação da capacidade reprodutiva dos touros europeus..38 32 > 38 < 32 34 . cm Idade em meses: 12 . em curral com fêmeas com cio induzido. 14). pela utilização de fêmeas não obrigatoriamente em cio. como a Classificação Andrológica por Pontos (CAP) seria mais recomendável. Em 1974. TABELA 13 .Classificação andrológica de touros baseada na circunferência escrotal e na qualidade seminal. % 60 .36 31 > 36 < 31 21 . Sistema classificatório . de 30 a 59.

Nº de serviços Taxa de concepção ao Taxa de gestação ao final da em 40 minutos primeiro serviço estação de monta 0 .0) 33.0 82. TABELA 16 . ao maior número de fêmeas em cio que são servidas. OBS . A relação entre a capacidade de serviço e a fertilidade do rebanho foi demonstrada por Blockey (1978). tentativas ou serviços).6 (média) 60.0 .0 2 34.0 0. durante os primeiros 21 dias da estação de monta.0 27.Número de serviços efetuados por touros com diferentes capacidades de serviço.Taxas de gestação ao primeiro serviço e ao final da estação de monta.Tabela de pontos para avaliação do comportamento sexual de touros. seguido de desinteresse sexual 8 Um serviço.05 As razões para os melhores índices de concepção ao primeiro serviço para touros com alta capacidade de serviço (TAB.0 . 16) se devem as maiores proporções de fêmeas detectadas em cio. bem como uma maior proporção de fêmeas servidas duas ou mais vezes no mesmo cio (Blockey.0 58.0) 97. (1971).0 (4.0 3-4 60.0 91.67. por um período de cinco minutos.0 95. seguido por interesse sexual (montas.0 (70.0 79.0 5-6 95.78.0 (89.0 7-8 122.0 .0 92.0 (4. média e alta capacidade de serviço apresentaram taxas de concepção ao primeiro serviço e taxas médias de gestação ao final da estação de monta significativamente diferentes (TAB. 1978). em lotes com 40 fêmeas.100.as atitudes que o touro demonstrava frente a uma fêmea em estro.10 130.0 (55.0 .0 93. no qual o touro era exposto a uma fêmea em um pequeno curral de fácil observação. seguido de desinteresse sexual 10 Dois serviços. Touros de baixa. cheirou a região perineal) 2 Positivo interesse pela fêmea em mais de uma ocasião 3 Ativa perseguição da fêmea com persistente interesse sexual 4 Uma monta ou tentativa de monta. ou tentativas de monta.0 25.0 .0) 7 .0 67.11 (alta) 73.0) 3 .0 80. Notas A t i t u d e s 0 Touro não mostrou interesse sexual 1 Interesse sexual mostrado apenas uma vez (ex.0 (90.0 13 . mas nenhum serviço 6 Mais de duas montas ou tentativas de monta.teste com duração de cinco minutos.0 78. mais nenhum serviço 5 Duas montas.96.0 9 .0) 92. TABELA 14 . nas nenhum serviço 7 Um serviço (monta completa ou cópula).2 (baixa) 21. 15).0 > 11 136.0 . Osborne et al. TABELA 15 . seguido por interesse sexual (montas ou tentativas de monta) 9 Dois serviços. % de fêmeas servidas Número de serviços % de serviços Uma vez Mais de duas vezes 0-1 10.68. modificado por Chenoweth & Osborne (1974). para touros com diferentes capacidades de serviço.0) Blockey (1978) P<0.40.0 47.

47 > 34 32 < 34 30 < 32 < 30 48 . C l a s s i f i c a ç ã o Questionáveis Bons Muito bons Excelentes Fazendas 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A 3 5 2 1 10 4 6 7 25 0 4 B 19 8 13 3 12 15 38 1 8 0 3 A+B 22 13 15 4 22 19 42 8 33 0 7 Fonte . 1982). uma vez que de um total de 185 touros. por ocasião do início da estação de monta (Fonseca 1989).35 > 32 30 < 32 28 < 30 < 28 36 . Para as raças zebuínas.34. 1989. (1989). % 10 > 10 a 15 > 15 a 20 > 20 Total de defeitos.34.17).Classificação andrológica sugerida para touros Zebu.Blockey (1978) Com ligeiras adaptações.99 Total do Reprodutor (pontos) 86 .19.9. revelou que a libido de touros Zebu é muito baixa. C l a s s i f i c a ç ã o Parâmetros analisados Excelente Muito bom Bom Questionável MOTILIDADE ESPERMÁTICA Vigor (escala de 0 a 5) 5 4a<5 3a<4 < 3 Motilidade progressiva.Pontuação obtida por touros submetidos ao teste de libido. proposta por Fonseca et al.11. % 70 60 a < 70 50 a < 60 < 50 Total de pontos 16 . A utilização da tabela de pontos para avaliação andrológica de touros Zebu (TAB.. 1989).86 40 .62 < 40 Fonseca et al.99 10 .99 CIRCUNF.14.59 > 36 34 < 36 32 < 34 < 32 < 60 > 38 36 < 38 33 < 36 < 33 Total de pontos 35 . % 15 > 15 a 20 > 20 a 30 > 30 Total de pontos 35 .99 0. TABELA 18 . baseada na circunferência escrotal e nas características físico-morfológicas do sêmen.24. Vale Filho.14. juntamente com a tabela de pontos para avaliação do comportamento sexual dos touros (TAB.40 25 .99 15 .99 MORFOLOGIA ESPERMÁTICA Defeitos maiores.99 0 .100 62 .0%) deles não conseguiram uma só monta completa (notas de zero a seis). em duas fazendas. esta tabela vem sendo utilizada no Brasil para avaliação de animais das raças européias (Mies Filho et al. 137 (74.24.20 12 .Fonseca (1989) diferentes Total 67 118 185 14 . (1989) A aplicação do teste de avaliação do comportamento sexual em duas fazendas do estado de Minas Gerais (TABELA 18). cm Idade em meses : 24 .9 . 14) proposta por Chenoweth & Osborne (1974)..40 25 .99 0 . TABELA 17 . permite identificar aqueles reprodutores altamente férteis e que poderão aumentar substancialmente as atuais taxas de fertilidade registradas. ESCROTAL. várias tabelas para classificação dos reprodutores têm sido propostas (Fonseca et al.99 15 .

84 5.88 5. Salienta ainda que dependendo das condições ambientes. 15 . foram mais animadores. quando houver apenas identificação das fêmeas em cio. a utilização de uma Classificação Andrológica por Pontos (CAP). para as raças européias aos 12-14 meses.Do ponto de vista da qualidade biológica do sêmen e da biometria testicular os resultados obtidos nas mesmas fazendas. as medidas preconizadas por Chenoweth & Ball (1980).55 17.03 Inaptos recuperável.75 45.Fonseca (1989) Se forem considerados os problemas de baixa libido associados aos problemas da qualidade biológica do sêmen. sendo três em cio. a situação torna-se ainda mais caótica. n 2 8 10 % 3. num lote de 20 fêmeas. porém com adaptações quanto à circunferência escrotal. sugere que seja aferida pela presença do touro. para as raças zebuínas.84 Inaptos definitivos N 4 30 34 % 7. considerando de alta libido o touro que apresentaram salto e galeio.44 Questionáveis Aptos c/ restrição n 3 21 24 % 5. e baixo libido. mas não se observar galeio.55 6. De um total de 171 touros testados 68 (39.03 Bons n 3 8 11 % 5. Vale Filho (1989) propõe. embora não totalmente satisfatórios. nas diferentes faixas etárias discriminadas para Bos taurus taurus. TABELA 19 . notadamente nutricionais.7 6. o dobro da idade para a mesma CE.89 Total n 54 117 171 % 100 100 100 Fonte . somente serão atingidas pelas raças zebuínas aos 30-36 meses de idade.40 19. por um período de cinco minutos.99 8. Com relação à libido.40 25.Pontuação obtida por touros classificados com base na circunferência escrotal e nas características físico-morfológicas do sêmen. Com base em estudos de Cardoso (1977) e de Vale Filho (1986 e 1987) o autor sugere para touros zebuínos criados no Brasil. porém sem salto. Os dados observados anteriormente são suficientes para justificar a necessidade da avaliação andrológica e do comportamento sexual dos reprodutores quando do início da estação de monta.84 6.94 14.77 Muito Bons n 34 43 77 % 63.00 36.76%) deles apresentavam algum distúrbio de fertilidade no momento do exame (TAB. F a z e n d a Classificação A B A+B Aptos Excelentes n 8 7 15 % 14. 19). pela associação da tabela de classificação andrológica proposta por Chenoweth & Ball (1980). média libido quando o touro saltar.

1.7.0 1.6 4.7 ± 37. segundos* 59. para seleção e uso como reprodutores em estação de monta de 58 dias. % 9.5.5 ± 7. utilizaram-se 13 tourinhos da raça Nelore.3 ± 10.7 ± 2. com tourinhos da raça Nelore. motilidade progressiva e CAP. 9.8 ± 6. regular (de 60 a 70 pontos).4 e 1.8 para touros de dois anos. kg 438.6. 75. % 14.0 2.6 ± 8.2 ± 1. com idade de dois. num lote de 20 fêmeas. 68.0 ± 1. com dois. 20) No tocante às características seminais e CAP.8 CAP** 68. e baixo libido.9 ± 1.0 ± 51. (1994a) * aferida pela presença do touro. 77. cm 31. 63.8 83. 21).7.1. para defeitos maiores. 7. 14.0 ± 4.0.7 7. Os tourinhos.2 Circunferência escrotal.0.5 ± 1. 33.4 ± 8. boa (de 70 a 80 pontos).8 ± 6. com um total de 20 ou 30 novilhas por lote. com um total de 20 fêmeas. na região de Unaí. sendo considerado de alto libido o touro que apresentou salto e galeio. I d a d e ( a n o s ) Características do sêmen Dois (n=10) Três (n=110 Quatro (n=11) Tempo gasto no estímulo. 8.2 ± 2.2 75.2 ± 2. para verificação do desempenho reprodutivo ao toque intermediário e ao final da estação de monta (TAB. de touros Nelore de dois. após exame clínico-andrológico e capacidade de serviço. * sêmen colhido com auxílio de eletroejaculador. por um período de cinco minutos. total de defeitos. foram classificados pelo CAP e pela libido. registraram-se.1 65. porém sem salto. criados extensivamente na região de Unaí.5 Defeitos maiores. três e quatro anos.2 ± 1.5 47.Biometria testicular e libido de touros Nelore.2 para touros de três anos e 4. 22 e 23). criados extensivamente na região de Unaí. três e quatro anos de idade. 65. 34. separados em piquetes de Brachiaria decumbens. % 63. MG.4 ± 8.6 ± 8. de 20 ha.9 ± 1.7 Defeitos totais.Características do sêmen e classificação andrológica por pontos (CAP).9 ± 7. respectivamente.1 ± 4.8. quando houve apenas identificação das fêmeas em cio. (1994b).1 ± 4.5 ± 9.0. **CAP estabelecida numa escala de 1 a 100 sendo : muito boa (acima de 80 pontos). registraram-se os valores para CE e libido. 16 .9 ± 7.1 e 1. MG. em estação de monta de 58 dias.5 ± 7. médio libido quando o touro saltou mas não se observou galeio. TABELA 21 .1 Motilidade progressiva retilínea.7 23.5 8.9 ± 1.5 ± 1.9 para touros de quatro anos (TAB. três e quatro anos de idade.98 ± 9.7 34.1 ± 36.7 ± 2. respectivamente para touros de dois. MG. sendo três em cio. 4.9 Vale Filho et al (1994a).1 621.2 ± 10. criados extensivamente e submetidos à classificação andrológica por pontos (CAP) de acordo com proposta de Vale Filho (1989). TABELA 20 .9 ± 30.2 ± 3.3 ± 10.1 Libido* 1.8 77.0 ± 4.5 ± 1. 83.7 e 2. com dois e 13 com três anos de idade.Em estudos conduzidos por Vale Filho et al.2 ± 3. I d a d e ( a n o s ) Características estudadas Dois (n=10) Três (n=11) Quatro (n=11) Peso.0 Vale Filho et al.8. Num segundo estudo Vale Filho et al. (1994a).0 601.4 33.5 ± 1. três e quatro anos de idade (TAB.0 ± 1.7.9 ± 1.0 ± 42.7 4. de 31.

6 ± 6.6 84.2 84. Boa (de 70 a 80 pontos).6 Ao final da estação de monta 84. sendo três em cio. sendo considerado de alta libido o touro que apresentou salto e galeio.6 86.1 67.TABELA 22 .5 ± 0. com alto percentual de espermatozóides móveis. sem que haja prejuízo da fertilidade final.0 83.Classificação andrológica por pontos (CAP). ** aferida pela presença do touro. num lote de 20 fêmeas.Taxa de gestação ao final da estação de monta (58 dias) para tourinhos Nelore de dois anos de idade. ** aferida pela presença do touro. porém sem salto.7 Vale Filho et al. prejudicando assim melhoramento genético do rebanho. (1994b). ocasionando em menor número de descendentes. Regular (de 60 a 70 pontos). média libido quando o touro saltou. e tradicionalmente observa-se a relação de um touro para cada 25 vacas.3 74.6 85. *CAP estabelecida numa escala de 1 a 100 sendo: Muito boa (acima de 80 pontos). Regular (de 60 a 70 pontos). sendo considerado de alta libido o touro que apresentou salto e galeio.0 75. Boa (de 70 a 80 pontos). porém sem salto.1 84.7 83.0 ± 2. criados extensivamente na região de Unaí.0 alta 88.9 Média 79. quando houve apenas identificação das fêmeas em cio. Diversos estudos têm sido conduzidos.0 83. procurando determinar o número ideal de fêmeas a serem colocadas com um único reprodutor durante a estação de monta. média libido quando o touro saltou. Classificação andrológica por pontos (CAP) Libido Regular Boa Muito Boa Baixa 84. Os testes de avaliação têm mostrado que touros com maiores CE.7 Vale Filho et al. T a x a s d e f e r t i l i d a d e C A P * L i b i d o 3 2 1 Alta Média Baixa Ao toque intermediário 70. na eficiência reprodutiva de touros de dois e três anos de idade. *CAP estabelecida numa escala de 1 a 100 sendo: Muito boa (acima de 80 pontos).5 ± 0. mas não se observou galeio. uma vez que serão produzidos mais cedo durante a estação de 17 . por um período de cinco minutos. versus libido. por um período de cinco minutos. em lotes de 20 fêmeas. mas não se observou galeio. com baixa patologia espermática e com alta libido podem servir a um maior número de fêmeas durante a estação de monta.4 72. PROPORCÃO TOURO/VACA DURANTE A ESTAÇÃO DE MONTA "Qual relação touro: vaca a ser utilizada?".0 74. Tais touros têm demonstrado serem capazes de servir a um grande número de fêmeas nos primeiros dias da estação de monta. o que permite aumentar a quantidade de quilos de bezerros desmamados. e baixa libido. subestima o potencial reprodutivo do touro. esta pergunta se repete em toda estação de monta. muitas vezes.9 ± 14.7 84.2 ± 0. e baixa libido. em estação de monta de 58 dias. TABELA 23 . com diferentes CAP e Libido.0 ± 21. Esta relação. quando houve apenas identificação das fêmeas em cio. sendo três em cio. MG. num lote de 20 fêmeas.0 84. (1994b).0 ± 8.

em lotes de 25. em estação de monta de 90 dias. pela diminuição dos custos de produção dos bezerros. Galloway (1989) estimou um produção média diária de espermatozóides de 4 200 x 106 (15 x 106 sptz/g) para touros com CE de 30 cm e peso testicular de 280g. ou seja. 84 ejaculados no período de 21 dias. (1979). expostos a lotes de 40 e 50 vacas em uma estação de monta de 90 dias. Touro Serviços Média de Nº de fêmeas servidas no nº em 19 dias serviços/dia mínimo uma vez 9 105 5. Também Neville et al. uma variação de 4. o que seria suficiente para um total de quatro ejaculados diários (1000 x 106 espermatozóides em cada ejaculado). em lotes de 25 ou 40 fêmeas. Circunferência Peso total Produção Nº de Nº de Nº de fêmeas escrotal dos testículos diária de ejaculados ejaculados possíveis de (cm) (g) espermatozóides por dia em 21 dias serem servidas 30 280 4 200 x 106 4 84 42 35 450 6 750 x 106 6 126 63 6 40 700 10 500 x 10 10 210 105 Galloway (1989). considerando-se no mínimo um serviço por fêmea (TAB.Capacidade de serviço de touros em termos da função testicular e produção espermática. Trabalhando com touros das raças européias. (1988) compararam o desempenho de touros Angus. Por outro lado. trabalhando com touros de dois e três anos de idade. considerando-se dois ejaculados por fêmea (TAB. 40 ou 60 fêmeas.9 a 5. sem que fossem observadas diferenças significativas na fertilidade dos lotes. Os resultados após três anos de observação não revelaram diferenças entre grupos ou raças. Em estudo conduzido por Rupp et al.nascimento. ou seja. permite a ela produzir seu bezerro nos primeiros dias da estação de nascimento. não foram constatadas diferenças significativas na taxa de fertilidade entre os três grupos. (1977). Polled Hereford e Santa Gertrudis. uma variação de 93 a 105 serviços num período de 19 dias. aumentando assim o retorno econômico da atividade. para touros com alta capacidade de serviço.Desempenho de touros em termos de capacidade de serviço.5 serviços/dia. TABELA 25 . tornando-se assim uma produtora regular durante sua vida produtiva. em estação de monta de 21 dias. selecionados de acordo com os critérios anteriormente descritos e utilizados em sistema de monta natural. concluindo que o custo de manutenção de touros pode ser grandemente reduzido pela mais adequada utilização dos mesmos. TABELA 24 . de tal forma que terá o tempo suficiente para se recuperar dos estresses da gestação e da lactação e assim se apresentar em condições físicas e fisiológicas adequadas no início da estação de monta subseqüente.24). Blockey (1981) observou. o fato da fêmea ser servida e ficar gestante nos primeiros dias da estação de monta. Resultados similares foram registrados por Neville et al. Em outro estudo. o que seria suficiente para fecundar 42 vacas. com touros em sistemas de acasalamento individual ou múltiplo. o que corresponde a um total de 59 a 85 fêmeas servidas.5 85 18 . 25). num período de 19 dias.

Concluíram que o número de vacas utilizado não foi suficiente para determinar diferenças na fertilidade entre os touros considerados superiores. Foram selecionados 56 touros da raça Nelore. 1989.0 Crudeli (1990) OBS . sendo estes submetidos à avaliação andrológica e ao teste de libido. média e baixa capacidade de serviço. qualidade seminal e comportamento sexual. 738 (59.0%) foram marcadas pelos touros.5%). com proporções de fêmeas maiores que as comumente utilizadas.1 89. 50. 1:50.06 91.5% de gestação nas proporções de 1:25. com alta. T2=1:50.6 88. 1994). % de serviço 30 dias 60 dias 90 dias 120 dias Alta 71.. obtendo-se 42. Estudos com as raças zebuínas são ainda escassos. respectivamente.9 ± 4. aos 30 60..8.1 77. (5 touros para 250 vacas). O diagnóstico de gestação foi feito por palpação retal 60 e 90 dias após o início da estação de monta. e seus efeitos sobre a fertilidade do rebanho.7 96 5. em quatro tratamentos: T1=1:25.1 89.0 59 3 93 4.5 ± 4. respectivamente.2. Capacidade T a x a s d e g e s t a ç ã o a o s. naqueles trabalhos onde se utilizaram touros avaliados pela CE.2 80. e 41. destas. Vale Filho et al.9 88. com uma proporção de 40.5 ± 5. 1990. 624 (84. dos quais se esperava melhor desempenho (TAB. Esses dados indicam que as maiorias das fêmeas bovinas são cobertas por apenas um touro. (5 touros para 375 vacas) e.1 Média 68.3%) foram marcadas por um. 90 e 120 dias da estação de monta.9 75 Blockey (1981).7 Média geral 68. Trabalhando com touros Nelore com CE variável de 33 a 37 cm e com capacidade de serviço alta. média e baixa.2%) e 02 (0.4 84. Os animais foram avaliados por 45 dias. Observou-se que das 1250 vacas que compunham os tratamentos. 39.5 88. Destes animais foram selecionados apenas 20 touros com libido muito boa a excelente (7-10).5 91. T3=1:75. com relação à fertilidade a campo. dois e três touros.7 83. 26). Os touros usavam buçal marcador com diferentes cores para identificar as fêmeas cobertas.05) entre os grupos. Fonseca (1989) sugere que a proporção touro/vaca utilizada na grande maioria dos rebanhos nacionais poderá ser grandemente modificada com a utilização de touros com alta classificação nos aspectos relacionados à CE. que foram distribuídos em acasalamento coletivo. (2000) recentemente avaliaram o potencial reprodutivo de touros da raça Nelore submetidos a diferentes relações touro: vaca. No entanto.Taxas de gestação obtidas para touros Nelore. (5 touros para 125 vacas). obtiveram-se resultados significativamente positivos (Fonseca. Os autores observaram que a relação touro:vaca não alterou significativamente as taxas de gestações para estação de monta de 45 dias. qualidade do sêmen e comportamento sexual. sendo feitos rodeios e anotação diária das fêmeas e cores marcadas.6 80.4 ± 6. com sete a dez anos de idade.8 Baixa 65.1. 19 .40 fêmeas por lote Santos et al. em estação de monta de 120 dias. T4=1:100 (5 touros para 500 vacas). TABELA 26 . Crudeli et al.3 vacas por touro Crudeli (1990) não observou diferença (p>0. 1:75 e 1:100. adultos. 112 (15.

0 85.0 cm e com defeitos maiores de 1.5 ± 4. TABELA 27 – Número de vacas recomendado por touro. com CE variando de 33.2 6 67. com lotes de 40 fêmeas. com o objetivo de se testar o limite da potencialidade dos touros Nelore.3 4 68. a relação touro: vaca recomendada para cada categoria de touro durante a estação de monta (TAB.3 ± 6.5 90.1 5 63. 28. portanto com maior pressão de cios. 27).0% e totais de 5.5 8 74.0 a 31.2 90.0 90.9 ± 4. TABELA 28 – Taxas de gestação registradas por nove touros.0 a 60.3 90.3 9 66.Mais recentemente Fonseca (2000) sugeriu baseado no confronto dos testes de avaliação andrológica. Com base nos resultados observados com a proporção touro:vaca de 1:40 Fonseca (2000) idealizou um segundo experimento utilizando-se a proporção 1:60.0 86. em que os animais são classificados em excelentes.7 92.7 2 68.6 90.8 Média 68. e dos testes de comportamento.3 82.2 80.3 72.5 84. baseado no teste de avaliação físico-morfológica do sêmen e circunferência escrotal (teste 1) e comportamento sexual (teste 2).0%.3 85.0 85.1 84.4 ± 5.2 80.05 O autor concluiu que não houve comprometimento da taxa de gestação. % Nº do touro 30 dias 60 dias 90 dias 120 dias 1 68. ou muito bons.9 92. 20 . demonstrando a viabilidade da utilização de uma proporção de vacas muito superior à comumente utilizada pelos criadores.0 3 61. em lotes de 40 fêmeas solteiras.7 75. desde que os touros sejam avaliados quanto aos aspectos clinco-andrológicos e comportamentais. em que os animais receberam classificação idêntica.6 84. obtendo-se os resultados de taxas de gestação apresentados na TAB.7 95.0 a 37.1 89.0 Fonte : Adaptado de Fonseca (2000) P>0.5 75. Teste 2 Teste 1 Excelente Muito bom Bom Questionável Excelente 80 70 60 50 Muito bom 60 55 50 40 Bom 50 45 40 30 Questionável 40 30 25 15 Fonte: Fonseca (2000) Em um primeiro experimento Fonseca (2000) utilizou nove reprodutores. em estação de monta de 120 dias Gestação obtida após o início da EM.8 94.0 7 78. muito bons.6 85.2 79.3 92.7 90. selecionados de um grupo de 74 touros classificados como excelentes.6 88.4 78.6 94. bons e questionáveis em ambos os testes. bons e questionáveis. novamente trabalhando com novilhas e vacas solteiras.

76 cm.30).0 e defeitos totais de 8. % touro:vaca 30 dias 60 dias 90 dias 1:40 64. Foi então implantado um experimento. sendo que neste caso utilizaram-se somente aqueles classificados como excelentes e muito bons no teste 1 e muito bons e bons no teste 2. ou seja.26 92. Os oito touros restantes receberam 40 fêmeas cada e funcionou como lote testemunha.65 a 26. 60 e 90 dias de Estação de monta.31 84. onde foram utilizados touros previamente avaliados nos testes clínico-andrológicos (teste1) e comportamentais (teste 2).96 97.0 ± 11.52 a 56. o autor concluiu que os mesmos não haviam atingido o limite de suas 21 . quanto à taxa de gestação em acasalamentos coletivos. aos 30. em lotes individualizados.72 92. com manejo de rodeios a cada dois dias.26 95. sendo selecionados oito deles para o teste com 60 fêmeas.88 89. % Touro:vaca fêmeas touros 30 dias 60 dias 90 dias 120 dias 1:40 353 9 42.67 ± 2. os defeitos maiores de 3. devido ao fator hierarquia social.0 ± 2.90 Fonte: Fonseca (2000) P>0.29) TABELA 29 – Taxas de gestação registradas em dois rebanhos Nelore. viabilizando assim a utilização do método em grandes rebanhos. Diante do sucesso com as proporções de 1:40 e 1:60 em acasalamentos individualizados. Foram utilizadas 300 fêmeas solteiras e não gestantes em uma invernada com área de 400 ha.05 Observou-se que não houve diferença (P>0. na proporção touro:vaca de 1:40 ou 1:60.18 92.29 Média 66. uma vez que tradicionalmente se utiliza um touro para lotes de apenas 25 fêmeas. servidas por touros com aptidão reprodutiva previamente estabelecida. A CE variou de 33. em acasalamentos individualizados.21% (TAB.02 93. onde os acasalamentos individualizados seriam de difícil aplicação.29 79. em estação de monta de 90 dias.98 Fonte: Fonseca (2000) P>0.05 Como nos testes anteriores os touros Nelore suportaram o desafio e não demonstraram sinais de esgotamento. diariamente.26 1:60 68.83 ± 0. acasaladas coletivamente com touros previamente avaliados. Proporção Taxas de gestação .52 ± 3.50 ± 0. em estação de monta de 120 dias.53 93. demonstrando que os touros zebuínos vêm sendo subutilizados em monta natural.60 89.05) entre as proporções 1:40 ou 1:60 fêmeas.5 a 41. a preocupação passou a ser o comportamento dos touros em acasalamentos coletivos. Os resultados registrados (TAB.56 86.05) entre os grupos. não mostraram diferenças (P>0.Foram utilizados 16 touros previamente avaliados. vários touros com um lote de fêmeas na mesma invernada. O número de fêmeas em cio. Proporção Nº de Nº de Taxas de gestação. TABELA 30 – Taxas de gestação registradas em um rebanhos de fêmeas Nelore. impediu que os touros dominantes impedissem o acasalamento dos touros vassalos. na proporção de 1:40 ou 1:60.78 1:60 297 5 60.

(2000) P<0.5 Fonte: Fonseca (2000) P>0. onde se utilizaram 22 . 42 e 63 dias da estação de monta. 32). % Nº de Nº de 30 dias 60 dias 90 dias Grupos touros fêmeas N % N % N % G1 5 400 248 62. a proporção de 1:80 (TAB. Pela análise das taxas de gestação registradas no lote de fêmeas com a proporção touro: vaca de 1:100 observou-se nítida diferença em relação aos resultados anteriores.5 G2 10 400 269 67. 31). Decidiu então um novo desafio.05) entre os grupos aos 21.capacidades reprodutivas.8b Fonte: Pineda et al. face aos resultados obtidos com as proporções de um touro para 80 fêmeas. todos classificados como excelentes nos testes 1 e 2.5b Baixa Questionável 80 35 43. acasaladas coletivamente com três touros. também em acasalamentos coletivos. (2000) acasalaram touros de muito alta.05 Prosseguindo com os testes para se testar o limite dos reprodutores.8b 47 58. na proporção touro:vaca de 1:40 ou 1:80. TABELA 32 – Taxas de gestação registradas aos 21. conforme TAB. mostrando que touros com baixa habilidade de monta e questionáveis na classificação andrológica.8a Média Bom 80 39 48. Taxas d gestação. acasaladas coletivamente com touros previamente avaliados.9 764 95. Foram utilizados cinco touros classificados como excelentes no teste 1 e muito bons no teste 2 (G1).6 687 85.05 Objetivando demonstrar a importância das avaliações nos testes comportamentais e da classificação andrológica sobre o desempenho dos touros e a eficiência reprodutiva do rebanho. Classificação Taxas de Gestação. não suportam uma proporção muito alta de fêmeas durante estações de monta de curta duração.7b 55 68. Novamente os resultados registrados para as taxas de gestação demonstraram que os touros suportaram. Os dados registrados mostraram diferença (P<0. em estação de monta iniciando em 1º de dezembro e com duração de 120 dias (G1) e confrontando os resultados observados com aqueles obtidos por touros com proporção touro:vaca de 1:40 (G2).3b 54 67. Desta vez foram utilizadas 300 vacas paridas durante o mês de agosto.33. Pineda et al. Para comparação foram utilizados dez touros também acasalados coletivamente num grupo de 400 fêmeas. em estação de monta de 90 dias. (TAB. com grupos de 80 fêmeas durante um período de 63 dias.2 349 87. em grupos de fêmeas expostas a touros com diferentes habilidades de monta e classificação andrológica. na proporção 1:80. média e baixa habilidade de monta e excelentes. em estação de monta de 90 dias. em grupos de 400 fêmeas solteiras. % Habilidade do Nº de 21 dias 43 dias 63 dias de Monta Touro fêmeas N % N % N % a a Muito alta Excelente 80 50 62. pelo mesmo período (G2).0 338 84. 42 e 63 dias da estação de monta. sem maiores problemas.5 58 72.5 Totais 15 800 517 64. bons e questionáveis na avaliação andrológica. TABELA 31 – Taxas de gestação registradas em um rebanhos de fêmeas Nelore.2 390 97. dessa vez com 80 fêmeas por touro. o próximo passo foi desafiar os touros Nelore com um número ainda maior de fêmeas.8ab 49 61.5 71 88.5 374 93.

embora estivessem submetidas ao manejo de duas amamentações diárias. Baseado no até então exposto pode-se simular.0 1. em grupos de fêmeas expostas a touros com diferentes habilidades de monta e classificação andrológica.2 Fonte.50 N.81 0. notadamente com relação aos percentuais de fêmeas gestantes nos primeiros 30 dias da estação de monta. com estimativas de ciclidade crescentes do primeiro para o quarto ciclo estral e estimativas de taxas de gestação decrescentes (TAB. º de fêmeas vazias para o próximo ciclo 44 24 13 7 23 . º de fêmeas gestantes ao final do ciclo 18 10 6 2 N.6 0. TABELA 34 . º de estros /dia do ciclo 1. 90 e 120 dias da estação de monta. várias situações em que a proporção touro: vaca variou de 1:40 a 1:80.38 N.proporções de 1:40.0 190 64.Taxas de gestação registradas aos 30. com proporções touro: vacas variáveis de 1:40 a 1:80. º de fêmeas vazias para o próximo ciclo 33 18 10 6 Proporção touro: vaca 1: 80 Proporção touro: vaca cíclica 1 : 56 1 : 33 1 : 19 1 : 10 N. 60.0 248 83.46 0. em acasalamentos coletivos. na proporção 1:100 e 1:40. uma vez que nos demais experimentos se utilizaram fêmeas solteiras e neste foram utilizadas vacas paridas.8 Totais 11 629 561 89.23 N. C i c l o s e s t r a i s 1º 2º 3º 4º Estimativas de ciclididade (%) 70 75 80 80 Estimativas da taxa de gestação (%) 65 60 60 60 Proporção touro: vaca 1: 40 Proporção touro: vaca cíclica 1 : 28 1 : 17 1 : 10 1:5 N. 1:60 e 1:80.90 0. e portando com maiores dificuldades para manifestarem cio pós-parto. º de estros/dia do ciclo 2. Fonseca e Franco (2000) P>0. Nº Nº Taxas de gestação.Estimativas simuladas da taxa de gestação em diferentes ciclos estrais. 34).68 0.6 G2 08 332 nd nd nd 298 89. % de de 30 dias 60 dias 90 dias 120 dias Grupos Touros Vacas N % N % N % N % G1 03 297 104 35. º de estros/dia do ciclo 2. durante o primeiro mês da estação de monta. º fêmeas gestantes ao final do ciclo 27 15 8 4 N.05 nd = não diagnosticado Os autores concluíram que não se pode imputar aos touros a total responsabilidade pela queda nas taxas de gestação durante o primeiro mês da estação de monta. TABELA33 .6 1. º de fêmeas vazias para o próximo ciclo 22 12 6 4 Proporção touro: vaca 1: 60 Proporção touro: vaca cíclica 1 : 42 1 : 25 1 : 14 1:8 N.19 0.5 263 88. para uma estação de monta de 90 dias. º fêmeas gestantes ao final do ciclo 36 20 11 6 N.34 0. numa estação de monta de 90 dias.

poderão perfeitamente servir a um maior número de fêmeas em um curto período de tempo do que o tradicional 1:25 recomendado e utilizado na grande maioria das criações. no entanto ressaltar que o número de fêmeas que um touro poderá servir durante a estação de monta. Tal prática objetiva uniformizar. topografia e estado de conservação das pastagens. Terminada a estação de monta os touros deverão ser mantidos em pastos de boa qualidade. dependerá ainda de fatores tais como tamanho. protéica e energética.Por esta simulação. quando do início da próxima estação de monta. recebendo suplementação volumosa. 24 . Todos eles são igualmente importantes e deverão ser levados em consideração no planejamento de um sistema de produção. pode-se observar que não existe nenhum milagre no aumento dos atuais índices registrados para a grande maioria das características reprodutivas de interesse econômico. decrescendo no ciclo subseqüente para 1. principalmente nas grandes invernadas. durante os primeiros 21 dias da estação de monta. com uma proporção touro : vaca de 1 para 80. associado à melhoria do nível nutricional.6 serviços/dia. haveria apenas 2. qualidade do sêmen. deverão ser mantidos separados daqueles mais jovens. principalmente durante os períodos críticos do ano. ou aos aspectos sanitários.5 serviços ao final do quarto ciclo estral. Embora seja apenas uma simulação. Os touros mais velhos. ou ao potencial genético do rebanho. bem como em piquetes sujos ou mal conservados. deve-se acrescentar que a taxa de desfrute do rebanho depende de um manejo adequado. Concluindo. Outra prática de manejo importante se refere à movimentação semanal do rebanho. do controle sanitário. bem como da categoria das fêmeas. sobre as quais pouca ou nenhuma informação está disponível. comportamento sexual (libido e capacidade de serviço) e finalmente pelas qualidades zootécnicas. os valores mostram que se os touros se apresentam em boas condições físicas e fisiológicas. dos sistemas de cruzamento. foram aprovados nos exames andrológicos e nos testes de libido e capacidade de serviço. O problema não se resume estritamente aos aspectos nutricionais. aliados às práticas do manejo reprodutivo preconizadas. para que estejam em condições físicas e fisiológicas adequadas. circunferência escrotal. seu potencial reprodutivo. RECOMENDAÇÕES FINAIS Nunca selecionar para reprodução. 6 e terminando com 0. mineral. Os habilitados para entrar em reprodução deverão ser selecionados pelo desempenho produtivo (teste de desempenho). ou seja. precocidade. acima de 48 meses. elevar substancialmente a eficiência reprodutiva do rebanho bovino nacional e conseqüentemente o montante de proteína de primeira qualidade disponível à população. Deve-se. Desta forma. tourinhos filhos de fêmeas de primeira cria. os touros nos lotes de fêmeas. numérica e qualitativamente. evitando assim grupos de fêmeas ou de touros isolados na pastagem. bem como dar especial atenção às características produtivas e reprodutivas de suas mães. Com estas técnicas de manejo alternativo pode-se com custo relativamente reduzido. maturidade sexual. da melhoria do potencial genético.

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