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Alimentação saudável: verão exige cuidados com DTAs - doenças transmitidas por alimentos

Durante o verão, estação mais quente do ano no Brasil, alguns cuidados extras devem ser tomados com a alimentação. Segundo o Ministério da Saúde, de 1999 a 2007, ocorreram 5.699 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), nos quais 114 mil pessoas foram contaminadas. Até 2006, dos 4.892 surtos ocorridos, a maior parte deles, 1.404 (28,7%), foi nos meses de janeiro a março. É importante salientar que nesse período as pessoas fazem mais refeições fora de suas residências e comem alimentos de vários lugares, como ambulantes, vendedores de praia, lanchonetes, restaurantes , explica a coordenadora de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério, Greice Madeleine Ikeda do Carmo.

Segundo ela, as pessoas estão suscetíveis a terem Doenças Transmitidas por Alimentos durante todo o ano, mas o aumento de surtos no verão está associado às férias e viagens. Apesar da refeição feita fora de casa ser a suspeita número um de causar problemas, a pesquisa mostra que a maioria dos surtos, 1.979 (34,7%) ocorreu dentro da residência. Para a coordenadora, nas férias, as pessoas não costumam fazer alimentos frescos para cada refeição.

Alimento mal armazenado é comida estragada
Muitos alimentos são reaproveitados para mais tarde. O problema é que muita gente esquece de armazená-los corretamente, em refrigeradores ou freezers. Com isso, os alimentos ficam expostos a temperatura ambiente e sujeitos a multiplicação de microorganismos, que podem causar as DTA , alerta Greice Madeleine.

A pesquisa revela que entre os alimentos, ovos crus e mal passados, também usados na preparação da famosa maionese caseira, provocaram 874 surtos (22,6%) das doenças. Em seguida estão os pratos mistos, com alimentos de origem animal e vegetal, responsáveis por 666 surtos (17,2%), as carnes vermelhas, com 450 ocorrências (11,6%) e as sobremesas, com 422 surtos (10,9%). Água, leite e seus derivados também provocaram surtos, com 333 (8,6%) e 276 (7,1%) notificações, respectivamente.

Maionese e salmonella: dupla de vilãs perigosas
As bactérias são responsáveis por 83,5% dos surtos. A Salmonella spp é a vilã na contaminação, presente em mais de mil surtos (42,2%). Em seguida estão os vírus, observados em 14,1% dos casos notificados, e

As BPF são medidas exigidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que devem ser adotadas pelas indústrias de alimentos para garantir a qualidade sanitária e a conformidade dos produtos alimentícios com os regulamentos técnicos. sendo facilmente transportados. alguns microorganismos podem multiplicar-se rapidamente. preparar. da cozinha e dos utensílios. hábitos e métodos de higiene do manipulador. diarreia. frangos. é importante checar a data de validade e reparar se alguma alteração na cor. com 1. Na compra de alimentos.produtos químicos. Como evitar as DTA . Essas recomendações valem tanto para quem vai ao restaurante ou decide produzir os seus próprios pratos em casa. São técnicas muito simples sobre a forma de manipular.3%. náuseas. quanto também para hotéis e restaurantes. Embora o principal fator seja a falta de boas práticas. . servir e transportar os alimentos. evite deixar alimentos expostos por mais de duas horas. entre outros fatores. água. São elas: y Lavar as mãos antes e durante a preparação dos alimentos e desinfetar os utensílios e equipamentos utilizados em sua preparação: os microorganismos que causam as doenças podem ser encontrados na terra. como carnes. a Secretaria de Vigilância em Saúde faz algumas recomendações que são de aplicação geral. As contaminações causam sintomas como falta de apetite. O reaquecimento adequado (70°C) elimina os microorganismos que possam ter se desenvolvido durante a conservação do alimento. vômitos. os alimentos crus podem transferir os microorganismos a outros alimentos durante a preparação. acondicionar. a falta de Boas Práticas de Fabricação (BPF) é o principal fator para a proliferação de microorganismos causadores das doenças transmitidas por alimentos. Alimentos prontos que serão consumidos posteriormente devem ser armazenados sob refrigeração. preparados ou não. Por isso. Greice Madeleine. ovos ou peixes impede a formação de microorganismos nocivos ou mata os que sejam perigosos. dores abdominais e febre. aquecer. afirma. y Mantenha os alimentos em temperatura segura: com o calor. y Separar alimentos crus dos cozidos ou prontos para comer e utilizar utensílios diferentes para a manipulação dos alimentos diferentes: se contaminados. recomenda que as pessoas observem. animais.doenças transmitidas por alimentos? Para evitar casos e surtos de DTA. De acordo com Greice Madeleine. a qualidade da comida. tanto para os alimentos comprados de vendedores de rua em postos fixos ou ambulantes. que devem ser utilizados por qualquer pessoa em qualquer lugar . pessoas. y Cozinhar completamente o alimento (60°C). no cheiro ou na aparência do produto.

Além disso. afirma Maria Auxiliadora. y Evite consumir preparações culinárias que contem ovos. Pescados e mariscos oferecem riscos. que até perdeu peso devido à desidratação. Bisnagas são proibidas. Maria Auxiliadora Gorga Luna. Para Bruno Ramos. como vômitos e diarreia. o que explica o baixo número de casos. principalmente. e também sorvetes de procedência duvidosa. Algumas têm um leve mal-estar. as identificações ocorrem quando um grande número de pessoas ou uma família passa mal por consumir o mesmo tipo de alimento. nos quais 2. No caso de restaurantes. pois podem estar contaminados com toxinas que permanecem ativas mesmo depois de cozidos. uma dor de barriga e. Maionese leva à internaçãocom náuseas e cólicas Entre 1999 e 2008. Segundo ela. o que contribui para a proliferação de microorganismos causadores das intoxicações . ovos fritos moles e maionese caseira. os surtos são subnotificados. As duas não têm autorização da Vigilância Sanitária para serem comercializadas. foram notificados 121 surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) no Distrito Federal. transformou-se em náuseas e cólicas intestinais. consistência. por isso. Após 30 minutos. Comi um salgado na rua. como gemadas. Se for comer na rua. um simples salgado com maionese resultou em internação e duas horas de soro. As pessoas tem que escolher um lugar que ofereça segurança. observe primeiro o ambulante. acondicionamento e suas condições físicas como aparência. Os ambulantes somente completam a bisnaga e esquecem de lavá-la. perdi a visão periférica e tive dor de cabeça . Nem todas as pessoas apresentam os sintomas mais graves. Para a chefe do Núcleo de Vigilância de Alimentos. conta o analista de sistemas. maionese caseira e as famosas quentinhas. não procuram os médicos . odor. as pessoas devem tomar cuidado ao consumir alimentos na rua. sua higiene. se ele usa . comecei a sentir um mal estar que foi se agravando. Para a chefe do Núcleo de Vigilância em Alimentos da Vigilância Sanitária do DF. 34 anos. O problema de Bruno foi o uso da maionese em bisnaga.y Use água e ingredientes seguros: a água pode conter microorganismos prejudiciais à saúde.911 pessoas foram contaminadas. Escolha alimentos já tratados como leite pasteurizado. frutas e verduras que podem ser descascadas. escolha um que tenha boa procedência. elas ficam fora da refrigeração. explica. beba água e gelo apenas de procedência conhecida. e evitar. y Sempre checar o prazo de validade dos alimentos. por isso.

principalmente em crianças. Se com o soro e a dieta os sintomas não melhorarem ou se agravarem. Para o médico. por isso os restaurantes tem uma grande responsabilidade com a saúde das pessoas. É por isso que as empresas devem seguir as Boas Práticas de Fabricação e agir de forma preventiva para evitar problemas mais graves . alimento. hemorragia. Soluções caseiras ? Segundo o chefe da Unidade de Gastroenterologia do Hospital de Base do Distrito Federal. Fiquei quase uma semana assim . Se ele mexe com dinheiro. relata. o alimento mal conservado é uma fonte de sérios problemas. o melhor é procurar a unidade de saúde mais próxima . Antibióticos devem ser evitados. abrigo e acesso. 80% a 90% dos casos podem ser resolvidos em casa com soro caseiro. banana e maça cozidas. alerta Maria Auxiliadora. canja de galinha. não deve pegar na comida .toca. explica Luis Cláudio. Luis Cláudio Martinez Lopes. Columbano Junqueira Neto. O problema é quando essa defesa natural não é suficiente para a proteção. Apesar de serem mais seguras para o consumo na rua. Cuidados na preparação de alimentos e turismo caminham juntos O consultor de Gastronomia e Segurança de Alimentos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Luis Cláudio diz que todos os cuidados com a manipulação de alimentos. e a contaminação pode progredir para um quadro maior e causar perfuração intestinal. O estômago das pessoas é uma ótima defesa do nosso organismo contra essas substâncias nocivas ingeridas no dia a dia. afirma que a alimentação está associada à questão do turismo. No caso da secretária Ana Maria Silva. . a melancia foi a grande vilã. diz. regras de higiene e de comportamento no ambiente de trabalho podem evitar os surtos e contribuir para o controle da situação. O controle desses fatores é essencial para combater qualquer risco . Tive muita dor de barriga e vomitei bastante. sopa de verdura. muito líquido e uma dieta sem fibras como arroz mole com cenoura. explica. pois estão com o sistema imunológico mais suscetível. Qualquer descuido e pode ter milhares de pessoas com contaminação por alimentos. necrose intestinal e até a morte . São os quatro A : água. saúde do manipulador. avental e como manipula o alimento. idosos ou pessoas debilitadas. já que podem agravar a situação. as frutas também podem estar contaminadas.

não só para os clientes como para as empresas e seus funcionários. bem orientado e não há riscos ou preocupações com os clientes . comemora. Exames médicos são realizados anualmente e eles são orientados a comunicar qualquer tipo de doença ou ferimento que tenham. É um sistema de gestão de qualidade.Um bom fornecedor de alimentos. o SIF (Sistema de Inspeção Federal também é importante para garantir a qualidade do estabelecimento e do serviço. Luis Cláudio informa que há instituições públicas como o Sebrae. Plantas ou mudas atacadas devem ser eliminadas. bactérias e vírus atacam o morangueiro destruindo folhas. A prática dentro do restaurante acaba sendo levada pra dentro da residência do funcionário . que mantenha as condições higiênicas e sanitárias adequadas. entendem e absorvem a questão das boas práticas. ajuda nessa prevenção. o consultor explica que a capacitação do manipulador. Senac e Senai que oferecem cursos e programas de qualificação para ajudar na implantação das normas estabelecidas pela Anvisa. além de treinamentos e renovação de conhecimentos anuais. caules. Lisandre Werner Thomaz da Silva. A legislação veio para ficar. Para suprir a carência de empresas e ambulantes que buscam orientação sobre as Boas Práticas de Fabricação. Outras medidas fitossanitárias preconizadas são: y Escolher áreas novas para plantio. Medidas gerais de controle As medidas gerais de controle das doenças são principalmente preventivas. Ela trouxe muitos benefícios. frutos e raízes. e a principal é o uso de mudas sadias. Sistema de Produção de Morango para Mesa na Região da Serra Gaúcha e Encosta Superior do Nordeste Normam Simon Alexandre Meneguzzo Arlindo Calgaro Doenças causadas por fungos e bactérias Diversos fungos. Para a presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Capacitação para manipular alimentos e crucial Além dos instrumentos de controle. Eles aprendem. idôneo. as normas são bem vindas. .

Usar mudas sadias. ficando com cor marrom clara com o centro acinzentado. Colher os morangos com manuseio mínimo e resfriamento rápido. ferramentas. riscos de intoxicação). São manchas arredondadas que podem atingir 5 a 25 mm de diâmetro. as manchas se desenvolvem. restringindo a duração do molhamento foliar. arredondadas. A doença pode atacar. até 2 horas após a colheita. principalmente em folhas velhas e quando as temperaturas são mais elevadas. etc) com uma solução desinfetante à base de hipoclorito de s ódio a 2.W. caixarias. sem o centro branco presente na micosferela. porém nestes. É causada pelo fungo Diplocarpon earliana (Ell. pedúnculos. Posteriormente. .) H. podendo ser encontrada em todas as regiões onde a cultura é praticada. período de carência. visto que grande parte das doenças são introduzidas na lavoura quando plantadas mudas infectadas. oxicloreto de cobre e tiofanato metílico. Diminuir a dispersão dos patógenos protegendo as culturas do respingo de gotas de água e interferir no início da infeção. é uma das doenças mais comuns do morangueiro. os pecíolos. É causada pelo fungo Mycosphaerella fragariae (Tul. et Ev. Lindau.) Wolf. introduzindo na área. Definir o controle químico sob a orientação de técnicos habilitados para recomendar este tipo de tratamento. cálices e frutos. outras culturas que possam dispensar a irrigação (milho. Usar adubação de acordo com o recomendado para a cultura. Utilizar pesticidas com registro para a cultura (Tabela 1). Mancha de Dendrofoma A mancha de dendrofoma é também conhecida como "Crestamento das Folhas". as man chas podem se juntar evoluindo para toda a folha. Sob condições favoráveis. entre outras). mandioca. Os fungicidas organos-sintéticos devem ser receitados com os devidos alertas quanto aos cuidados de uso (dosagens. citando-se: dodine e o tiofanato metílico. Controle: Utilizar as medidas gerais de controle. cálices florais e estolões. conforme a região. além de evitar a presença de resíduos de fungicidas nos morangos colhidos. Os fungicidas registrados atualmente (2004) para o controle desta doença. Utilizar cultivares resistentes às doenças. Controle: Uso das medidas gerais de controle. et Ev. o fungo pode infectar os pecíolos. "mancha -das-folhas" e "micosferela". ao máximo. as visitas de pessoas às lavouras. batata -doce. Além das folhas. Inicialmente forma pequenas manchas. são dodine. depois do mo rango. além das folhas. de coloração púrpura.5% de cloro ativo e restringir. e ataca principalmente os folíolos. é pouco comum. O controle químico deve ser feito com aplicação de fungicidas registrados para a cultura do morangueiro.). No controle químico são utilizados fungicidas registrados e indicados para o controle desta doença. técnicas de aplicação. Anderson. e ocorre no final do ciclo. esta doença é considerada de importância secundária para a cultura do morangueiro. Lavar e higienizar o material utilizado na propriedade (implementos. Manchas Foliares Mancha de Micosferela A Mancha de Micosferela também conhecida como "pinta". Retirar e destruir semanalmente plantas ou partes delas com sintomas das doenças. Também é referida como "escaldadura foliar". Controle: Utilizar as práticas gerais de controle. com o centro marrom ou castanho circundado por uma zona purpúrea.y y y y y y y y y y Usar sistema de rotação de culturas. Mancha de Diplocarpon A "Mancha-de-Diplocarpon" é muitas vezes confundida com a "Mancha de Micosferela". Os fungicidas cúpricos têm apresentado bom controle da doença. Manifesta-se por manchas irregulares de coloração purpúrea. É caus ada pelo fungo Dendrophoma obscurans (Ell.

marrom avermelhadas. ainda. deve-se dar destaque ao uso de mudas fiscalizadas e mais tolerantes ao oídio. entre outros. O controle químico tem pouca eficiência. Além disto. É provocada por várias espécies de Colletotrichum. cactorum. Controle: Além das medidas gerais. No sistema radicular podem aparecer lesões necróticas pardas e. Cylindrocladium sp. gloeosporioides (Glomerella cingulata). que poderão estar associados a nematóides e a outros microorganismos. daí ser também chamada de "doença de chocolate". Os frutos atacados podem assumir uma cor .. em locais isolados ou afastados das lavouras destinadas à produção de frutos. de cor escura. secam e caem. o cálice e pedúnculos. para diminuir a incidência desta doenças é importante utilizar mudas produzidas em solos li res da v doença. Nas plantas infectadas é verificado apodrecimento seguido de coloração marrom no rizoma. Podridão por Phythophthora Esta doença. As folhas atacadas murcham. embora alguns autores mencionem o agente causal como S. As lesões aumentam seu tamanho. revestidas por um exsudado da bactéria na face inferior da folha. humilii. onde se constata uma cor avermelhada. nos estolões. Manifesta-se sob a forma de manchas esbranquiçadas pulverulentas inicialmente na face inf rior das folhas. e os frutos. A disseminação da doença é feita através de mudas contaminadas. Podridões de Caules e Raízes Antracnose Esta doença se caracteriza por apresentar manchas necróticas. e o uso de fungicidas do grupo dos IBE e estrobilurinas. os tecidos podem se desprender com facilidade. encharcadas.Mancha Angular A mancha angular é também conhecida como "mancha bacteriana". enrolam-se em direção à nervura central. Inicialmente aparecem pequenas manchas angulares. esta doença é causada pela bactéria Xanthomonas fragariae Kennedy & King. acutatum e C. podendo atacar. sendo favorecida por outros meios. de coloração verde-clara na face inferior dos folíolos. a drenagem adequada e o uso de variedades tolerantes aos fungos do solo. Os conídios contidos nesses locais são dispersados para outras plantas pelo respingo de gotas de chuva. Em condições mais favoráveis de temperatura amena e alta umidade. deprimidas. apresentando manchas irregulares. ocorre com maior intensidade em solos pesados e sujeitos a encharcamento e se dissemina no solo pelo escorrimento de água e pelo movimento de solo. Os frutos colonizados pelo patógeno desenvolvem uma podridão seca e escurecem mumificando os frutos imaturos e apodrecendo tot almente os frutos maduros. Rhizoctonia sp. Pode afetar o centro das ra ízes. causada pelo fungo Phytophthora fragariae e P. Controle: Recomenda-se adotar as medidas gerais de controle de doenças. Oídio Esta doença é causada pelo fungo Sphaerotheca macularis. pecíolos folhas e frutos. em qualquer estádio de desenvolvimento. É muito freqüente em climas quentes e úmidos. com o avanço da doença. pode -se observar sobre as lesões uma massa rósea característica do fungo. às vezes pela invasão dos tecidos por outros agentes patogênicos. A coloração interna das raízes se observa na primavera e é característica nas plantas com infecção inicial. Podridões das Raízes São causadas por um complexo de fungos do solo como: Fusarium sp. o plantio em solo sem infestação prévia ou onde tenha sido feita a rotação de culturas. tornam-se visíveis. Controle: As medidas de controle que têm maior efeito para a redução de perdas causadas por estas doenças são o uso de mudas sadias. Controle: Utilizar as medidas gerais de controle. dentre as quais são citadas C. estolões. fragariae.. e Phytophthora sp. C. de e forma e distribuição irregular sobre as folhas. Esta doença também afeta os frutos que inicialmente se apresentam descoloridos e manchados. flores e frutos. como água da chuva e irrigação.

procimidona e o tiofanato metílico. Controle: Às práticas gerais de controle. Murcha de Verticillium A Murcha de Verticillium é causada pelo fungo Verticillium alboatrum. O isolado T15 do Trichoderma viride da Embrapa Uva e Vinho controla este patógeno. relativamente profundas. . Mofo Cinzento É causado pelo fungo Botrytis cinerea Pers. dar ênfase ao uso de cultivares tolerantes e à seleção de áreas não contaminadas. ou "mofo cinzento". que evoluem para o crestamento e morte da planta. citam-se: iprodiona. devido ao bolor de cor cinza característico que se forma sobre a lesão. "podridão seca". flores e frutos com sintomas. com morangos firmes e resistentes ao manuseio de colheita e a limpeza e destruição semanal de folhas. inicia a infecção da flor e dos frutos e a produção dos conídios. No pecíolo destas folhas surgem lesões escuras. Trata -se de uma doença bastante comum. deixando a touceira "repolhuda". esta doença causa a morte das raízes finas e o escurecimento da raiz principal e.marrom e apresentar um sabor amargo. inicialmente. causando a decomposição e a coloração marrom-clara nos tecidos. As podridões manifestam-se no campo. Este fungo coloniza as folhas e cálices como agente endofítico e. (Clonostachis rosea) agente de controle biológico. Em situações de ocorrência de manchas com plantas doentes. Controle: Além das medidas gerais de higiene. acrescenta-se o uso de canteiros altos e bem nivelados. ou então. recomenda -se o uso de fungicidas específicos para fungos deste grupo. sendo também chamado de "botritis". além das medidas gerais preconizadas para a instalação e condução da lavoura. que são estruturas de disseminação. a "murcha de verticillium" é uma das principais doenças de morangueiro. causa a podridão da coroa e a morte das plantas. será indispensável que a cobertura das plantas nos túneis baixos cubra completamente as plantas nos dias de chuva . Para a redução das perdas causadas por estas doenças. que afeta mais de 300 espécies de plantas. permitir novas brotações em que as folhas se desenvolvem pouco. o que faz com que frutos aparentemente sadios na colheita desenvolva a m podridão durante o período de pós-colheita. nesses tecidos. Infeções iniciais podem se originar de restos de outras plantas contaminadas. O fungo tem uma fase de infecção latente nos frutos. & F. Manifesta-se. é importante manter o controle da irrigação e evitar encharcamento do canteiro. durante o transporte. A touceira da planta afetada pode morrer. A cobertura dos canteiros com lona plásti a ou material c inerte de origem vegetal evita as condições de alta umidade que favorecem o desenvolvimento dos fungos de solo. oxicloreto de cobre. Controle: As medidas de controle baseiam-se no uso de cultivares mais resistentes ao patógeno. Entre os raros fungicidas registrados e indicados para o controle desta doença. Podridão por Rhizoctonia Causada pelo fungo Rhizoctonia solani Kühn. em infecções mais graves. O uso do fungo Gliocladium roseum. Recomenda-se o emprego de práticas adequadas que impeçam o contato direto dos frutos com o solo. Entre os fungicidas registrados e indicados para o controle do Mofo Cinzento. A infecção pode atingir as gemas terminais e os frutos. nas folhas periféricas mais velhas com sintomas de murcha. podendo afetar os frutos em qualquer estádio de desenvolvimento. Por outro lado. provou exercer controle desta doença. citam-se os benzimidazóis Doenças que afetam os Frutos As lesões nos frutos são causadas por vários microorganismos que podem depreciar os morangos no aspecto comercial como também no aspecto de segurança alimentar. provocando o apodrecimento. Controle: Os fungicidas indicados para o controle da podridão por Rhizoctonia são pouco eficazes e para reduzir as perdas recomenda-se otimizar o manejo da cultura. armazenamento e a comercialização dos frutos.

É também conhecida como "Podridão Mole". Pecuária e c Abastecimento para uso na cultura do morango. Fonte: SIA. www. como Gloeosporium sp. pois a incidência aumenta em frutos que sofreram o molhamento pela chuva ou irrigação. tanto o fungo Colletotrichum fragariae.br Nome Técnico Produto comercial Dose (g. de modo geral se desenvolvem em condições de umidade e temperatura elevadas. gloeoporioides /Glomerella cingulata.. Dez 2004.. pois o fruto apresenta-se mole. C. embora raramente apareça na lavoura. acutatum e C. Podridão de frutos pela Antracnose Os agentes desta doença. Controle: A diminuição das perdas causadas por esta podridão é obtida com o uso de mudas sadias. inseticidas e acaricidas registrados no Ministério da Agri ultura. com extravasamento do conteúdo celular. aquoso. Tabela 1. Fungicidas. ml/100L) Carência (Dias) Classe Toxicológica Abamectin Azoxistrobina Cyhexatin Difenoconazol Dimetoato Dodina Enxofre Fenpiroximate Fenpropatrin Fluazinam Imibenconazol Iprodiona Vertimec 18 CE Amistar Cyhexatin 500 Score Tiomet 400 CE Dodex 450 SC Suficamp Ortus 50 SC Danimen 300 CE Frowncide 500 SC Manage 150 Rovral SC Malathion 1000 CE Cheminova 50-75 96-128 g/ha 50 40ml/100l 3 85 ml/100l 300 100 65 100ml/100l 75-100g/100l 150ml/100l 100 3 2 14 7 3 14 SR * 5 3 3 14 1 7 III IV III I I I IV II I II II IV II Malatol Malathion 500 CE Cheminova 200 7 II . durante o processo de comercialização.gov.anvisa.ANVISA.Podridão por Rhizopus Causada pelo fungo Rhizopus nigricans Ehr. com a eliminação semanal das partes doentes das plantas e com a proteção das plantas com a cobertura plástica e. Controle: A diminuição das perdas causadas por esta podridão é obtida com a proteção das plantas com o manejo equilibrado dos nutrientes e cobertura plá stica pois a incidência aumenta em frutos que sofreram o molhamento pela chuva ou irrigação. esta doença ocorre preferencialmente em pós colheita. e os sintomas foram descritos previamente.

Malathion 500 CE Sultox Oxicloreto de cobre Pirimetanil Procimidona Procimidona Propargite Tebuconazol Tebuconazol Tebuconazol Tebuconazol Thiamethoxan Tiofanato-metilico Tiofanato-metilico Tiofanato-metilico Tiofanato-metilico Triforina * SR .Sem restrições Fonte: Embrapa Uva e Vinho 200 250g/100l 200ml/100l 500-1000g/ha 500-1000g/ha 30 75ml/100l 75ml/100l 750g/ha 75ml/100l 10 70g/100l 90g/100l 70g/100l 100ml/100l 150ml/100l 7 7 3 1 1 4 5 5 5 5 1 5 14 14 14 2 II IV III II II II III III III III III IV IV IV IV II Ramexane 850 PM Mythos Sialex 500 Sumilex 500 PM Omite 720 CE Constant Elite Folicur PM Folicur 200 CE Actara 250 WGR Fungiscan 700 PM Metiltiofan Cercobin 700PM Tiofanato Sanachem 500 SC Saprol .

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