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REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AA ANO LX V - Nº

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AA ANO LX V - Nº 125

DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

AA

FEDERATIVA DO BRASIL DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS AA ANO LX V - Nº 125 -

ANO LXV - 125 - TERÇA-FEIRA, 24 DE AGOSTO DE 2010 - BRASÍLIA-DF

MESA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS (Biênio 2009/2010)

PRESIDENTE

1º VICE-PRESIDENTE

2º VICE-PRESIDENTE

1º SECRETÁRIO

2º SECRETÁRIO

3º SECRETÁRIO

4º SECRETÁRIO

1º SUPLENTE

2º SUPLENTE

3º SUPLENTE

4º SUPLENTE

MICHEL TEMER – PMDB-SP

MARCO MAIA – PT-RS

ANTONIO CARLOS MAGALHÃES NETO – DEM-BA

RAFAEL GUERRA – PSDB-MG

INOCÊNCIO OLIVEIRA – PR-PE

ODAIR CUNHA – PT-MG

NELSON MARQUEZELLI – PTB-SP

MARCELO ORTIZ – PV-SP

GIOVANNI QUEIROZ – PDT-PA

LEANDRO SAMPAIO – PPS-RJ

MANOEL JUNIOR – PMDB-PB

CÂMARA DOS DEPUTADOS

SUMÁRIO

SEÇÃO I

1 – ATA DA 176ª SESSÃO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, SOLENE, MATUTINA, DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDINÁRIA, DA 53ª LE- GISLATURA, EM 23 DE AGOSTO DE 2010. I – Abertura da sessão. II – Leitura e assinatura da ata da sessão anterior. III – Leitura do expediente.

OFÍCIOS

Nº 6.928/10 – Da Senhora Ministra Ellen Gra- cie, do Supremo Tribunal Federal, comunicando a decisão proferida na Ação Direta de Inconstitucio- nalidade nº 806

38295

Nº 6.932/10 – Da Senhora Ministra Ellen Gra- cie, do Supremo Tribunal Federal, comunicando a de- cisão proferida no Mandado de Injunção nº

38296

Nº 2.125/10 – Da Senhora Maria Isabel do Prado, Juíza Federal da Segunda Vara Federal de Guarulhos, solicitando cópia das informações cons- tantes do Dossiê Notebook e do Dossiê Pro Stations, que fazem parte do Processo nº Nº 292/10 – Do Senhor Senador José Sar- ney, Presidente do Senado Federal, encaminhando

38297

a

Resolução nº N° 1.749/10 – Do Senhor Senador José Sar-

38298

ney, Presidente do Senado Federal, comunicando

a

leitura do Ofício nº 105-P/MC/10, do Supremo

Tribunal

38299

N° 1.196/10 – Do Senhor Deputado Michel Temer, Presidente da Câmara dos Deputados, de- volvendo ao Deputado Otávio Leite o PLP nº 593/10, de autoria deste, pelas razões que aduz

38300

Nº 841/10 – Do Senhor Deputado Henrique Eduardo Alves, Líder do Bloco PMDB/PTC, comu- nicando que o Deputado Eduardo Cunha passa a integrar a Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL nº Nº 343/10 – Do Senhor Deputado Jovair Aran- tes, Líder do PTB, indicando o Deputado William Woo para integrar a Comissão Especial destinada

38301

proferir parecer à PEC nº 443/09 N° 157/10 – Do Senhor Deputado Angelo Vanhoni, Presidente da Comissão de Educação e Cultura, comunicando a apreciação do PL nº 4.651

a

38302

/09

38303

N° 218/10 – Do Senhor Deputado Átila Lira, Presidente em exercício da Comissão de Educação

e Cultura, comunicando que o PL nº 5.650-A/09

recebeu pareceres divergentes das Comissões de mérito, passando a tramitar sob a apreciação do Plenário

38303

 

N° 219/10 – Do Senhor Deputado Átila Lira,

Presidente em exercício da Comissão de Educação

 

e

Cultura, comunicando que o PL nº 5.741-A/09

recebeu pareceres divergentes das Comissões de mérito, passando a tramitar sob a apreciação do Plenário

38303

 

N° 227/10 – Do Senhor Deputado Átila Lira,

Presidente em exercício da Comissão de Educação

 

e

Cultura, comunicando que o PL nº 6.220-A/09

recebeu pareceres divergentes das Comissões de mérito, passando a tramitar sob a apreciação do Plenário

38303

 

N° 229/10 – Do Senhor Deputado Átila Lira,

Presidente em exercício da Comissão de Educação

 

e

Cultura, comunicando que o PL nº 6.565-A/09

recebeu pareceres divergentes das Comissões de mérito, passando a tramitar sob a apreciação do Plenário

38304

Nº 107/10 – Do Senhor Deputado Emanuel Fernandes, Presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, comunicando a apreciação do PL nº N° 309/10 – Do Senhor Deputado Vieira da Cunha, Presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, comunicando a apreciação do PL

38304

nº 3.572/08 e seu apensado N° 205/10 – Do Senhor Deputado Manato,

38304

Vice-Presidente no exercício da Presidência da

Comissão de Seguridade Social e Família, comuni- cando a apreciação do PL nº 508/07 e seus apen-

 

38304

Nº 70/10 – Do Senhor Deputado José Paulo Tóffano, da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, comunicando a apreciação do PDC

38305

Nº 73/10 – Do Senhor Deputado José Paulo Tóffano, da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, comunicando a apreciação do PL nº

4.872/09 e seu

38305

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Agosto de 2010

Nº 28/10 – Do Senhor Deputado Carlos Willian, Presidente da Comissão Especial desti- nada a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 347-A/2009, comunicando a apro- vação do parecer oferecido à referida proposição. 38305 Nº 27/10 – Do Senhor Deputado Vic Pires Franco, Presidente da Comissão Especial destinada

a proferir parecer à PEC nº 386-A/09, comunicando

aprovação do parecer oferecido à referida propo- sição

a

38305

CARTA

S/Nº/10 – Da Pastoral Carcerária Nacional e outros, encaminhando moção de repúdio à apro- vação da PEC nº 308/04

38306

NOTA TÉCNICA

– Da Associação Brasileira de Franquias Pos- tais (ABRAPOST), apresentando apontamentos quanto ao Acórdão nº 1.905/10 do TCU e demais aspectos relevantes dos certames promovidos para

substituição da atual rede franqueada dos Cor- reios

a

38308

COMUNICADOS

Do Senhor Deputado Michel Temer, Presi- dente da Câmara dos Deputados, comunicando o cancelamento da sessão do dia 18/08/10 e convo- cando a sessão do dia 19/08/10 Do Senhor Deputado Michel Temer, Presiden- te da Câmara dos Deputados, comunicando a não realização, por falta de quorum, da sessão do dia

38306

19/08/10

38306

Do Senhor Deputado Michel Temer, Presiden- te da Câmara dos Deputados, comunicando a não realização, por falta de quorum, da sessão do dia

20/08/10

38306

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR

Nº 596/2010 – da Srª. Vanessa Grazziotin – Altera a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio

de 2000, para tornar indisponível para limitação de empenho as dotações orçamentárias voltadas para

a interiorização do desenvolvimento de responsa-

bilidade da Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, Sudam – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia e SUDENE – Su- perintendência do Desenvolvimento do Nordeste. 38317

PROJETOS DE LEI

Nº 1.681-E/1999 – Do Sr. Arnaldo Faria de Sá – Regula o exercício da Profissão de Técnico em Imobilização Ortopédica e dá outras Providências 38317 Nº 1.376-D/2003 – Do Sr. Affonso Camargo

– Dispõe sobre a política de controle da natalidade

38317

de cães e gatos e dá outras Nº 4.723-B/2004 – Do Poder Executivo – In- clui Seção ao Capítulo II da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados

Especiais Cíveis e Criminais, relativa à uniformiza- ção de

38320

Nº 7.714/2010 – Do Sr. Beto Faro – Altera os arts. 1º e 11, da Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997, e dá outras providências Nº 7.720/2010 – Do Sr. Vicentinho – Modifica

38322

Estatuto da Igualdade Racial para incluir o quesito cor/raça em instrumentos de coleta de dados refe- rentes a trabalho e emprego e para dispor sobre a

o

realização de pesquisa censitária que verifique o percentual de trabalhadores negros no setor públi- co

38324

 

Nº 7.722/2010 – Do Sr. Felipe Bornier – Altera

a

Lei nº 662, de 6 de abril de 1949, para determi-

nar que, durante as edições da Copa do Mundo de Futebol organizada pela Fédération Internationale Football Association – FIFA, serão feriados nacionais os dias em que houver jogo da Seleção Brasileira

 

Masculina de Futebol Nº 7.723/2010 – Do Sr. José Airton Cirilo – Al- tera a redação do art. 48 da Lei nº 9.394, de 1996,

38325

que estabelece as diretrizes e bases da educação

38326

Nº 7.724/2010 – Do Sr. Carlos Bezerra – Acrescenta o art. 7º-A à Lei nº 9.868, de 10 de no- vembro de 1999, que “dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade

e

da ação declaratória de constitucionalidade peran-

te o Supremo Tribunal Federal”, a fim de disciplinar

 

a

manifestação processual de órgãos e entidades

nessas ações

38327

Nº 7.725/2010 – Do Sr. Francisco Rossi – Dispõe sobre a instalação de placas informativas orientando os usuários das rodovias federais, esta- duais e municipais a denunciar os motoristas com

sinal de embriaguez

Institui em toda a rede de ensino público e privado

38329

Nº 7.726/2010 – Do Sr. Francisco Rossi – Dis- põe sobre o desconto de 50% (cinqüenta por cento) em eventos culturais e artísticos para doadores de sangue

38330

Nº 7.728/2010 – Do Sr. Francisco Rossi –

a

obrigatoriedade aos servidores de notificar pes-

soalmente ou por meio da Instituição, os casos de violência contra a criança e o adolescente, às se- cretarias de segurança pública

38330

Nº 7.729/2010 – Do Sr. Lupércio Ramos – Reduz a zero as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de energia elétrica para os consumidores classificados na subclasse residen- cial baixa renda Nº 7.732/2010 – Do Sr. José Chaves – Dispõe sobre a preferência no atendimento dos serviços de saúde, órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais integrantes do Sistema Úni- co de Saúde (SUS) aos motoristas e cobradores

38331

Agosto de 2010

DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

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38291

de transporte público de passageiros, e de outras providências Nº 7.733/2010 – Do Sr. José Chaves – Torna inafiançável a prática de homicídio culposo na di- reção de veículo automotor, nos casos que espe- cifica

38332

aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 10 de maio de 1943, para ampliar o período de interrupção do contrato de trabalho em razão de casamento para até 5 dias consecutivos e estender esse beneficio aos empregados que tenham formalizado união

 

38333

estável Nº 7.755/2010 – do Senado Federal – Dispõe sobre a profissão de artesão e dá outras providên-

38351

Nº 7.737/2010 – Do Sr. Betinho Rosado – Estabelece a obrigatoriedade de contratação de energia elétrica produzida a partir de fonte eólica por meio de leilões e dá outras providências Nº 7.738/2010 – Do Sr. Felipe Maia – Dispõe sobre a fraude em

38351

38334

Nº 7.756/2010 – do Senado Federal – Altera

a

Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), apro-

38334

vada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para incluir dispositivo que proíbe a consul- ta a bancos de dados e cadastros de proteção ao crédito, públicos ou privados, para fins de admissão de empregados

Nº 7.757/2010 – do Senado Federal – Altera a Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, que “dispõe sobre a Isenção do Imposto sobre Produtos Indus- trializados – IPI, na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, bem como por pessoas portadoras de deficiência fisica, e dá outras providências”, para dispor sobre

isenção de automóveis com capacidade para até

a

Nº 7.739/2010 – do Sr. Iran Barbosa – Altera a Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, para isentar

a

aquisição de veículos destinados ao transporte

coletivo de escolares do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)

38335

38352

Nº 7.740/2010 – Do Sr. Chico Daltro – Isenta do IPI os produtos destinados à construção, am- pliação, reforma, manutenção e conservação de instalações, máquinas, veículos e equipamentos necessários ao ensino e à pesquisa; estabelece

alíquota zero nas contribuições para o PIS/PASEP

COFINS sobre a importação e aquisição desses

e

produtos por instituições de ensino e pesquisa

38337

7 (sete) passageiros, destinados à utilização na ca- tegoria de aluguel (táxi)

38352

Nº 7.742/2010 – Do Sr. Lindomar Garçon

Autoriza os Agentes Penitenciários Federais e

Nº 7.758/2010 – do Senado Federal – Estabe- lece incentivo fiscal de dedução do Imposto sobre

Estaduais a portarem arma fora do horário de ex- pediente

Nº 7.745/2010 – Do Sr. Roberto Alves – Insti- tui o ano de 2012 como “Ano Nacional Jorge Ama- do”

 

a

Renda das Pessoas Jurídicas a empresas que

38339

fizerem doações de materiais para uso em progra- mas governamentais de habitação popular Nº 7.759/2010 – do Senado Federal – Alte-

38353

38340

Nº 7.747/2010 – Do Sr. Augusto Carvalho – Altera as Leis nº 11.128, de 28 de junho de 2005;

ra a Lei nº 9.998, de 17 de agosto de 2000, para disciplinar a arrecadação da contribuição devida ao Fundo de Universalização dos Serviços de Te - lecomunicações (Fust)

nº 10.260, de 12 de julho de 2001; e nº 8.036, de

38353

11

de maio de 1990 Nº 7.750/2010 – Do Senado Federal – Altera

38340

Nº 7.760/2010 – do Senado Federal – Altera

o

art. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho

a

Lei nº 8.934, de 18 de novembro de 1994, e a Lei

(CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para conceder o adicional de periculosidade aos empregados de condomínios residenciais ou comerciais, verticais ou horizontais, nos serviços de portaria, vigilância e segurança

nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para atualizar a terminologia referente ao Registro Público de Empresas e Atividades Nº 7.752/2010 – Do Senado Federal – Acres- centa § 5º ao art. 110 da Lei nº 6.015, de 31 de de- zembro de 1973 (Lei de Registros Públicos), a fim de facilitar a substituição, no registro civil do filho, do nome dos pais alterado em virtude do casamento ou de sua dissolução ou separação judicial, bem como pela formação da união estável ou sua dis- solução

38342

38354

Nº 7.761/2010 – do Senado Federal – Altera

a

redação do caput do art. 71-A da Lei nº 8.213, de

24

de julho de 1991, para dispor sobre o salário-

maternidade da segurada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança. 38354

Nº 7.762/2010 – do Sr. Chico Lopes – Altera

 

38348

a

Lei nº 9.656, de 03 de junho de 1998, que dispõe

Nº 7.753/2010 – Do MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO – Dispõe sobre o subsídio do Procura-

sobre os Planos e Seguros Privados de Assistência

Saúde e dá outras Nº 7.765/2010 – do Sr. Nelson Goetten – Ti- pifica o crime de

à

38354

dor-Geral da República, referido no inciso Xl do art.

37

e no § 4º do art. 39, c/c o § 2º do art. 127 e a

38357

alínea “c” do inciso 1 do § 5º do art. 128, todos da Constituição Federal, e dá outras providências Nº 7.754/2010 – Do Senado Federal – Altera o art. 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),

 

Nº 7.767/2010 – da Srª. Solange Amaral – In-

38349

clui inciso V ao art. 22 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, e §§ 1º e 2º ao art. 71 da Lei nº 8.213, de

24

de julho de 1991, para assegurar, em qualquer

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

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hipótese, a concessão de salário-maternidade por cento e vinte dias a todas as seguradas do Regi- me Geral de Previdência Social que adotarem ou obtiverem guarda judicial para fins de Nº 7.768/2010 – do Sr. Mauro Mariani – Altera

38358

a

Lei nº 9.277, de 10 de maio de 1996, para dispor

sobre delegação da administração de aeroportos

 

a

Estados e

38359

Nº 7.769/2010 – da Srª. Gorete Pereira – Acrescenta dispositivos à Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, a fim de dispor sobre a respon- sabilidade das partes e de seus procuradores por litigância de má-fé

38360

Nº 7.770/2010 – da Srª. Sueli Vidigal – Acres- centa ao art. 1º da Lei nº 10.866, de 04 de maio de 2004, o repasse da arrecadação do Imposto de Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (CIDE) para atender a renovação da frota de trans- porte público ferroviário, aquaviário e Nº 7771/2010 – da Srª. Sueli Vidigal – Institui

38361

a

obrigatoriedade de elaboração e cumprimento do

Programa de Metas pelo Poder Executivo

38362

Nº 7.772/2010 – do Sr. Nelson Proença – Dis- põe sobre a designação e o exercício da profissão de Conselheiro em Dependência Química e deter- mina outras providências

38363

Nº 7.773/2010 – do Sr. Vicentinho – Dispõe sobre incentivos ao uso do gás natural veicular

38364

Nº 7.775/2010 – do Sr. Dr. Talmir – Dispõe so- bre a liberação de recursos pela Caixa Econômica Federal provenientes de transferências à conta do Orçamento Geral da União

38365

Nº 7.776/2010 – do Sr. Dr. Talmir – Acresce o art. 62-A ao Decreto-Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941 – Lei das Contravenções

38366

Nº 7.777/2010 – do Sr. Marcelo Itagiba – Al- tera os requisitos para candidatura a membro do Conselho Tutelar, e dá outras providências

38367

Nº 7.778/2010 – do Sr. Marcelo Itagiba – De- clara a SAARA, área de comércio popular localiza- da na Rua da Alfândega e adjacências, na cidade do Rio de Janeiro, Patrimônio Cultural Imaterial do

38368

Nº 7.782/2010 – do Sr. Hermes Parcianello – Altera a Lei nº 5.917, de 10 de setembro de 1973 para alterar trecho da BR 369 entre os municípios de Ourinhos-SP e Londrina-PR, na altura do mu- nicípio de Bandeirantes-PR, entre o Km 54 e Km

38370

 

PROJETOS DE DECRETO LEGISLATIVO

Nº 2.841/2010 – da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul. – Aprova o Regulamen-

 

to

do Fundo de Agricultura Familiar do Mercosul (FAF

Mercosul), adotado pela Decisão CMC Nº 06/09, aprovada durante a XXXVII Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum (CMC), em Assun- ção, em 23 de julho de 2009

38370

Nº 2.842/2010 – da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – Aprova o texto do Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República da Namíbia sobre Cooperação no Domínio da Defesa, celebrado em Windhoek, em 1º de junho de

38374

Nº 2.843/2010 – da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – Aprova o texto do Tratado de Transferência de Pessoas Condenadas e Execução de Penas Impostas por Julgamentos entre a República Federativa do Brasil e o Reino dos Países Baixos, assinado na Haia, no dia 23 de janeiro de 2009

38380

Nº 2.844/2010 – da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – Aprova o texto do Acordo Internacional do Café de 2007, assinado pelo Brasil em 19 de maio de Nº 2.845/2010 – da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional – Aprova o texto do Acordo sobre Privilégios e Imunidades do Tribunal Penal Internacional, celebrado durante a Primei-

38388

ra Assembléia de Estados Partes no Estatuto de Roma, realizada em Nova York, entre os dias 3 e 10 de setembro de 2002

38408

INDICAÇÕES

Nº 6.581/2010 – do Sr. Luiz Carlos Hauly – Sugere ao Ministério da Educação, a inclusão do curso de empreendedorismo como disciplina com- plementar de qualificação profissional

38422

Nº 6.582/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município

38422

Nº 6.583/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município

38423

Nº 6.584/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município Novo Airão

38423

Nº 6.585/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município Nova Olinda do Norte

38424

Nº 6.586/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município Novo

38424

Nº 6.587/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município Nº 6.588/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane-

38425

amento rural no município Presidente Figueiredo.

38426

Agosto de 2010

DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Terça-feira 24

38293

Nº 6.589/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município Santo Antonio do Iça Nº 6.590/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município Rio Preto da Eva Nº 6.591/2010 – da Srª. Vanessa Grazziotin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medi- das urgentes visando à implantação de saneamento rural no município Santa Isabel do Rio Nº 6.592/2010 – da Srª. Vanessa Grazziotin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medi- das urgentes visando à implantação de saneamento rural no município São Gabriel da Cachoeira Nº 6.593/2010 – da Srª. Vanessa Grazziotin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medi- das urgentes visando à implantação de saneamento rural no município São Paulo de Olivença Nº 6.594/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no Município Nº 6595/2010 – da Srª. Vanessa Grazziotin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medi- das urgentes visando à implantação de saneamento rural no Município Nº 6.596/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no Município Tefé Nº 6.597/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no Município Tonantins Nº 6.598/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no município Uarini Nº 6599/2010 – da Srª. Vanessa Grazziotin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medi- das urgentes visando à implantação de saneamento rural no município Urucará. Nº 6.600/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no Município Uricurituba Nº 6.601/2010 – da Srª. Vanessa Grazzio- tin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medidas urgentes visando à implantação de sane- amento rural no Município Silves Nº 6.602/2010 – da Srª. Vanessa Grazziotin – Sugere ao Ministro das Cidades a adoção de medi- das urgentes visando à implantação de saneamento rural no município São Sebastião do

 

Nº 6.603/2010 – do Sr. Júlio Delgado – Sugere ao Ministro de Estado das Relações Exteriores a adoção das providências necessárias no sentido de

 

38426

que seja promovido o aprofundamento das relações bilaterais, com ênfase para o desenvolvimento das relações econômicas e comerciais, entre a Repúbli- ca Federativa do Brasil e a República do Sudão

38434

38427

Nº 6.604/2010 – do Sr. Júlio Delgado – Sugere ao Ministério da Educação que eventuais alterações nos processos seletivos de acesso ao ensino supe- rior ocorram, obrigatoriamente, com a antecedência mínima de doze meses Nº 6.605/2010 – do Sr. Ratinho Junior – Suge-

38427

38436

re

ao Poder Executivo, por intermédio do Ministério

das Cidades, no âmbito do Contran, a previsão e

38428

a

regulamentação de ato punitivo para o condutor

ou passageiro de motocicletas, motonetas e ciclo- motores que circular usando capacete após descer do veículo Nº 6.606/2010 – do Sr. Ratinho Junior – Su- gere ao Poder Executivo, por intermédio do Minis- tério da Saúde, tornar obrigatória, em toda a rede hospitalar, a utilização de mecanismo eletrônico para identificação e segurança de mães e recém- nascidos nas maternidades

38436

38428

38429

38436

 

Nº 6.607/2010 – do Sr. Ratinho Junior – Suge-

 

re

ao Poder Executivo, por intermédio do Ministério

da Educação, a criação de Sistema de Bibliotecas

38429

Virtuais Nº 6.608/2010 – da Srª. Vanessa Grazziotin

38437

Sugere ao Ministério das Cidades a adoção de

medidas urgentes visando à implantação de sane-

38430

amento rural na área rural da cidade Manaus/AM.

38438

 

Nº 6.609/2010 – da Comissão de Educação

 

e

Cultura – Sugere ao Ministério da Educação a

criação de Unidade da Rede Federal de Educação

38431

Tecnológica no município de Alagoinhas, Estado

da Bahia

 

38438

 

RECURSO

38431

Nº 454/2010 – do Sr. Arnaldo Faria de Sá – Recorre, nos termos do art. 95 § 8° do Regimento Interno, da decisão da Presidência na Questão de Ordem n. 697, de 2010, sobre o indeferimento liminar de emendas do Relator a medidas

38439

 

REQUERIMENTOS

Nº 5.976/2009 – Do Sr. Otavio Leite – Requer

 
 

a

convocação de sessão solene da Câmara dos De-

38432

putados em comemoração ao dia do Profissional de Educação Nº 7.308/2010 – Do Sr. Dr. Ubiali, Presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, In- dústria e Comércio – Requer a revisão do despacho do PL 142/2003, para incluir a referida Comissão em sua

38441

38433

38441

 

Nº 7.347/2010 – Do Sr. Iran Barbosa – Requer

38433

o

envio de votos de congratulações à Federação

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Agosto de 2010

Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Pro- cessamento de Dados, Serviços de Informática e Similares

38442

Nº 7.348/2010 – Do Sr. Dr. Nechar – Requer que o Projeto de Lei nº 4.774, de 2009, seja reme- tido à Comissão seguinte, nos termos regimentais apontados

38442

Nº 7.356/2010 – Do Sr. Dr. Ubiali, Presiden- te da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio – Requer a retirada de trami- tação do Requerimento nº 7.308/2010

38442

Nº 7.357/2010 – Da Sra. Janete Rocha Pie- tá, Presidente da Comissão Especial destinana a proferir parecer à PEC nº 485-A/05 – Solicitando prorrogação do prazo da referida

38443

IV – Homenagem Transcurso do centenário de criação do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. PRESIDENTE (Edson Santos) – Composição da Mesa Diretora dos trabalhos. Transcurso do cen- tenário de criação do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá. 38443

Oradores: ZEZÉU RIBEIRO (PT, BA), EDSON SANTOS (PT,

38444

Usaram da palavra os Srs. JOSÉ DE RIBA- MAR FEITOSA DANIEL, Presidente da Sociedade Cruz Santa do Axé Opô Afonjá; UBIRAJARA DA SILVA RAMOS COROA, Deputado Estadual da Bahia; ALEXANDRO REIS, Secretário de Políticas para Comunidades Tradicionais, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; ZULU ARAÚJO, Presidente da Fundação Cultural Pal- mares; MÃE STELLA DE OXÓSSI, Matriarca do Terreiro de Candomblé Ilê Axé Opô Afonjá V – Encerramento

38447

2

– TERMO DE ATA DA CÂMARA DOS DE-

PUTADOS, DA 4ª SESSÃO LEGISLATIVA ORDI- NÁRIA, DA 53ª LEGISLATURA, EM 23 DE AGOS- TO DE 2010. PRESIDENTE (Zezéu Ribeiro) – Inexistência de quorum regimental para abertura da sessão. PRESIDENTE (Zezéu Ribeiro) – Não reali- zação da sessão em face da persistência da falta de

38456

3

– DESPACHOS DA PRESIDÊNCIA

Indeferimento liminar de emendas apresen- tadas à Medida Provisória nº 493/10 que versam sobre matéria estranha

38474

Indeferimento liminar de emendas apresen- tadas à Medida Provisória nº 495/10 que versam

sobre matéria estranha

38474

Indeferimento liminar de emendas apresen- tadas à Medida Provisória nº 496/10 que versam sobre matéria estranha

38474

Indeferimento liminar de emendas apresen- tadas à Medida Provisória nº 497/10 que versam sobre matéria estranha

38474

4

– PARECERES – Propostas de Emenda à

Constituição nºs 347-B/09 e 386-B/09, Projetos de Lei nºs 508-A/07, 3.572-A/08, 4.651-A/09, 4.872- A/09 e 6.316-A/09, Projeto de Decreto Legislativo nº 1.677-B/09

38475

 

COMISSÕES

5

– ATAS

Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, Termo de Reunião em 18/08/10

38429

Comissão de Segurança Pública e Comba- te ao Crime Organizado, Termo de Reunião em

18/08/10

38429

6

– DESIGNAÇÕES

Comissão de Defesa do Consumidor, em

 

19/08/10

38429

Comissão de Educação e Cultura, em

18/08/10

38429

Comissão de Seguridade Social e Família, em 17/03/10

38431

 

SEÇÃO II

7

– ATOS DO PRESIDENTE

Tornar sem Efeito Nomeação: Diana Paula Mascarenhas Guerra Faraj

38431

Exonerar: Carlos Eduardo Santos de Oliveira, Diego Dias de Sá, Maurício Santana de Lima. Nomear: Cláudia Mattosinhos Cordeiro, Iara Martins Pereira, Patrick Bentim Rosa, Robson Fer- reira Santiago

38431

8

– PORTARIA – Nº 034, de 2010 – da Pri-

meira Secretaria, referente ao credenciamento de entidade de classe

38432

9 – MESA

10 – LÍDERES E VICE-LÍDERES

11 – DEPUTADOS EM EXERCÍCIO

12 – COMISSÕES

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

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38295

SEÇÃO I

Ata da 176 a Sessão, Solene, Matutina, em 23 de agosto de 2010

Presidência dos Srs.: Edson Santos, Zezéu Ribeiro, § 2º do artigo 18 do Regimento Interno.

I – ABERTURA DA SESSÃO (10 horas e 31 minutos)

O SR. PRESIDENTE (Edson Santos) – Declaro aberta a sessão. Sob a proteção de Deus e em nome do povo brasileiro iniciamos nossos trabalhos.

II – LEITURA DA ATA

O SR. PRESIDENTE (Edson Santos) – Fica dis-

pensada a leitura da ata da sessão anterior.

O SR. PRESIDENTE (Edson Santos) – Passa-se

à leitura do expediente.

O SR. ZEZÉU RIBEIRO, servindo como 1° Se-

cretário, procede à leitura do seguinte

III – EXPEDIENTE

do expediente. O SR. ZEZÉU RIBEIRO , servindo como 1° Se- cretário, procede à leitura do

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Of. 1.196 / 2010 /SGM/P

Brasília, 18 de agosto de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Deputado Otávio Leite

Anexo IV – Gabinete nº 437

N E S T A

Assunto: Devolução de Proposição.

Senhor Deputado, Reporto-me ao Projeto de Lei Complementar n.º 593, de 2010, de sua autoria, que “altera no art. 13, as regras da substituição tributária a que se refere”. Encaminho em devolução cópia do projeto em apreço, em virtude de já se encontrar em tramitação na Casa proposição de sua autoria de idêntico teor (Projeto de Lei Complementar n.º 586, de 2010). Atenciosamente,– Michel Temer, Presidente.

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 593, DE 2010 (Do Sr. Otavio Leite)

Altera no art. 13, as regras da substi- tuição tributária a que se refere.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Alterar o art. 13, inciso XIV alínea a) e §5º

da Lei n.º 123 de 14 de dezembro de 2006, que pas- sam a vigorar com as redações abaixo:

Art. 13

XIV

– ISS devido:

Em

relação aos serviços e condições listados no

art. 3º da LC 116/03; §1º A diferença entre a alíquota interna e a interes-

tadual e no regime estadual de substituição tributária ou de que o contribuinte se ache obrigado por força de an- tecipação de compras dentro ou fora do estado, de que tratam as alíneas a, b, g e h do inciso XIII do § –1o deste artigo, será calculada tomando-se por base as alíquotas do ICMS correspondentes das tabelas aplicáveis a faixa em que se encontram as pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional, no mês anterior ao da aquisição.

Nos casos de nova espécie entrar no regime de

substituição tributária a alíquota a ser aplicada sobre os estoques existentes no último dia do mês anterior,

será a mesma que a pessoa jurídica se encontrava no mês anterior ao da inclusão. Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data da sua publicação.

Justificação

O projeto ora apresentado visa corrigir uma prática

corrente adotada pelos estados em flagrante conflito com

os objetivos do tratamento especial e favorecido deter- minado pela CF/88, por força do disposto na EC 42.

É legítimo aos estados, a fim de garantirem o re-

colhimento do imposto de sua competência que o faça via regime de substituição tributária, contudo, devido

à prerrogativa Constitucional supra referida, não po- dem os estados, por meio deste ardil agravar a carga tributária das MEs e EPPs.

A forma como foi concebida originariamente na LC

123 tem sido objeto pelos Estados, para incluir uma gama

de produtos que acabam inviabilizando o negócio do micro ou pequeno empresário, não só pela elevação do ICMS em até 11%, quando a alíquota máxima das tabelas da LC 123, prevêem um imposto de 3,95%, mas também por sua incapacidade de concorrer com as grades lojas. No ISS ocorre o mesmo, alguns municípios in- troduziram a figura da antecipação e aplicam as suas respectivas alíquotas que quase sempre é a máxima de 5%. O objetivo é que o outro município, que não aquele da base do contribuinte, respeite a alíquota em que se encontra o ME ou o EPP, resguardando os casos tratados na LC 116/03. Como todos sabem o custo tributário é repassado ao produto ou serviços e consequentemente gerará uma elevação desses preços, produzindo uma receita bruta maior e que dentro do regime implica em mudança de faixa com a consequente elevação dos demais impostos (IR-CSLL-PIS-COFINS e até a Previdência Social).

A medida assegura os objetivos de tratamento

especial e favorecido previsto na Constituição Federal, protegendo assim o micro e pequenos empresários dos descasos estaduais. Finalmente trata-se de uma proposta que é ex- pressão dos estudos e do discernimento de importan- tes instituições da sociedade civil, que trabalham em prol de um direito tributário justo. A saber:

Pela ACRJ – Associação Comercial do Rio de Janeiro, Sr. José Luiz Alquéres, com destaque para Dra. Marcia Arakake e Dr. Condorcet Rezende. Pelo CDL – Clube dos Dirigentes Lojistas do Rio

de Janeiro, Sr. Aldo Rebello. Pelo CRC-RJ – Conselho Regional de Contabilida-

de do Estado do Rio de Janeiro, Sra. Diva Gesualdi. Pelo SESCON-RJ – Sindicato dos Escritórios Contábeis, Sr. Lindberger Augusto da Luz.

E pela UNIPEC – União dos Profissionais e Esc.

de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro, Sra. Ana Lúcia Simas

Sala das Sessões, 3 de agosto de 2010.– Depu- tado Otavio Leite, PSDB/RJ.

Devolva-se a presente proposição, ten- do em vista já se encontrar em tramitação na Casa proposição de idêntico teor de autoria do mesmo parlamentar (PLP 586/10). Oficie- se e, após, publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presidente.

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COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA

Of. Pres. nº 157/10-CEC

Brasília, 26 de maio de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados Edifício Principal Assunto: Comunica apreciação de proposição.

Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, para as provi- dências regimentais cabíveis, que o Projeto de Lei nº 4.651/2009, foi apreciado, nesta data, por esta Comissão. Atenciosamente,– Deputado Angelo Vanhoni, Presidente.

Publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

Of. Pres. nº 218/10-CEC

Brasília, 14 de julho de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados Edifício Principal Assunto: Proposição com pareceres divergentes

Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência que o Projeto de Lei nº 5.650-A/2009, do Senado Federal, que “autoriza

o Poder Executivo a criar o Centro Federal de Educa-

ção Tecnológica (Cefet) de Tefé, no Município de Tefé,

no Estado do Amazonas”, despachado às Comis- sões para apreciação conclusiva, nos termos do art. 24, II, do Regimento Interno da Casa, decaiu dessa condição, por ter recebido pareceres divergentes nas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Educação e Cultura, que lhe apreciaram

o mérito, passando doravante a tramitar sujeito à apre- ciação do Plenário, com base na alínea “g”, inciso II do referido art. 24. Atenciosamente,– Deputado Átila Lira, Presi- dente em exercício.

Transfira-se ao Plenário a competência para apreciar o Projeto de Lei n. 5.650/2009, pois configurou-se a hipótese do art. 24, inci- so II, alínea “g” do RICD. Publique-se. Oficie- se.

Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

Of. Pres. nº 219/10-CEC

Brasília, 14 de julho de 2010

A Sua Excelência O Senhor

Michel Temer Presidente Da Câmara dos Deputados Edifício Principal Assunto: Proposição com pareceres divergentes

Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência que o Projeto de Lei nº 5.741-A/2009, do Senado Federal, que “au- toriza o Poder Executivo a criar campus do Instituto Federal do Paraná, no Município de Nova Tebas, no Estado do Paraná”, despachado às Comissões para apreciação conclusiva, nos termos do art. 24, II, do Regimento Interno da Casa, decaiu dessa condição, por ter recebido pareceres divergentes nas Comis- sões de Trabalho, de Administração e Serviço Públi- co e de Educação e Cultura, que lhe apreciaram o mérito, passando doravante a tramitar sujeito à apre- ciação do Plenário, com base na alínea “g”, inciso II do referido art. 24. Atenciosamente,– Deputado Átila Lira, Presi- dente em exercício.

Transfira-se ao Plenário a competência para apreciar o Projeto de Lei n. 5.741/2009, pois configurou-se a hipótese do art. 24, inciso II, alínea “g” do RICD. Publique-se. Oficie-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

Of. Pres. nº 227/10-CEC

Brasília, 14 de julho de 2010

A Sua Excelência O Senhor

Michel Temer Presidente Da Câmara Dos Deputados Edifício Principal Assunto: Proposição Com Pareceres Divergentes.

Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência que o Projeto de Lei nº 6.220-A/2009, do Sr. Rogério Marinho, que “dispõe sobre a criação de Escola Técnica Federal de Goianinha, Rio Grande do Norte, despachado às Co-

missões para apreciação conclusiva, nos termos do art. 24, II, do Regimento Interno da Casa, decaiu dessa condição, por ter recebido pareceres divergentes nas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Educação e Cultura, que lhe apreciaram

o mérito, passando doravante a tramitar sujeito à apre-

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Agosto de 2010

ciação do Plenário, com base na alínea “g”, inciso II do referido art. 24. Atenciosamente, – Deputado Átila Lira, Presi- dente em exercício

Transfira-se ao Plenário a competência para apreciar o Projeto de Lei n. 6.220/2009, pois configurou-se a hipótese do art. 24, inciso II, alínea “g” do RICD. Publique-se. Oficie-se. Em 23/08/10. – Michel Temer, Presi- dente.

Of. Pres. nº 229/10-CEC

Brasília, 14 de julho de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados Edifício Principal Assunto: Proposição com pareceres divergentes.

Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência que o Projeto de

Lei nº 6.565-A/2009, do Sr. Roberto Alves, que “autoriza

o Poder Executivo a criar a Escola Técnica Federal do

Petróleo do Litoral Norte Paulista, no Estado de São

Paulo”, despachado às Comissões para apreciação conclusiva, nos termos do art. 24, II, do Regimento In- terno da Casa, decaiu dessa condição, por ter recebido pareceres divergentes nas Comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Educação e Cul- tura, que lhe apreciaram o mérito, passando doravante

a tramitar sujeito à apreciação do Plenário, com base na alínea “g”, inciso II do referido art. 24. Atenciosamente,– Deputado Átila Lira, Presi- dente em exercício.

Transfira-se ao Plenário a competência para apreciar o Projeto de Lei n. 6.565/2009, pois configurou-se a hipótese do art. 24, inciso II, alínea “g” do RICD. Publique-se. Oficie-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL

Of.Pres – nº 107/10-CREDN

Brasília, 18 de agosto de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Deputado Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados Gabinete do Presidente Ed. Principal Assunto: Comunica apreciação de Proposição.

Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, para as provi- dências regimentais cabíveis, que o Projeto de Lei

nº 6.316, de 2009, foi apreciado, nesta data, por este Órgão Técnico. Atenciosamente,– Deputado Emanuel Fernan- des, Presidente.

Publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA

Ofício n.º 0309/2010-P

Brasília, 7 de julho de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Deputado Michel Temer

Presidente da Câmara dos Deputados

Nesta

Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen- to ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a apreciação, por este Órgão Técnico, do Projeto de Lei nº 3.572/08 e do Projeto de Lei nº 5.010/2009, apensado. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação dos referidos projetos e do respectivo parecer. Respeitosamente,– Deputado Vieira da Cunha Presidente.

Publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

Ofício nº 0205/2010-P

Brasília, 26 de maio de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Deputado Michel Temer

Presidente da Câmara dos Deputados

Nesta

Senhor Presidente, Comunico a Vossa Excelência, em cumprimen- to ao disposto no artigo 58 do Regimento Interno, a apreciação, por este Órgão Técnico, do Projeto de Lei nº 508/07, e do PL 2.528/07, do PL 3.075/08, apensados. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação dos referidos projetos e do respectivo parecer. Respeitosamente,–Deputado Manato, 3º Vice- Presidente no exercício da Presidência.

Publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Terça-feira 24

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PARLAMENTO DO MERCOSUL Representação Brasileira

OF. P/070/2010

Brasília, 16 de agosto de 2010

Excelentíssimo Senhor Deputado Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados Brasília – DF

Senhor Presidente, Em cumprimento ao disposto no art. 58 do Regi- mento Interno, comunico a Vossa Excelência a apre- ciação do Projeto de Decreto Legislativo nº 1.677, de 2009, por este Órgão Técnico. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação do referido projeto e do parecer a ele oferecido. Atenciosamente,– Deputado José Paulo Tóffa- no, Presidente.

Publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

OF. P/073/2010

Brasília, 19 de agosto de 2010

Excelentíssimo Senhor Deputado Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados Brasília – DF

Senhor Presidente, Em cumprimento ao disposto no art. 58 do Regi- mento Interno, comunico a Vossa Excelência a apre- ciação do Projeto de Lei n.º 4.872, de 2009 (Apensado:

PL n.º 6.957, de 2010), por este Órgão Técnico. Solicito a Vossa Excelência autorizar a publicação dos referidos projetos e do parecer a eles oferecidos. Atenciosamente,– Deputado José Paulo Tóffa- no, Presidente.

Publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

COMISSÃO ESPECIAL DESTINADA A PROFERIR PARECER À PROPOSTA DE EMENDA À CONSTITUIÇÃO Nº 347-A, DE 2009.

Ofício nº 28/10-Pres.

Brasília, 17 de agosto de 2010

A Sua Excelência o Senhor Deputado Michel Temer Presidente da Câmara dos Deputados

Senhor Presidente, Em reunião ordinária realizada no dia 17/08/10, esta Comissão Especial aprovou por unanimidade parecer do Deputado Paulo Delgado à Proposta de Emenda à Constituição nº 347-A, de 2009, da Srª Rita Camata, que “Altera a Redação do Inciso III do Art. 208 da Constituição Federal”. Solicito a Vossa Excelência, na forma regimen- tal, determinar providências visando à publicação, em avulso, da referida matéria. Contando com o apoio de Vossa Excelência a fim de que esta comissão possa atingir sua destinação regimental, subscrevo-me Atenciosamente,– Deputado Carlos Willian, Pre- sidente.

Publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

COMISSÃO ESPECIAL – PEC 386-A/09

Ofício nº 27/10 – Pres

Brasília, 14 de julho de 2010

Exmo. Sr. Deputado MICHEL TEMER Presidente da Câmara dos Deputados N e s t a Assunto: Publicação – PEC 386-B/2009 e apensa- dos

Senhor Presidente, Em reunião ordinária realizada hoje, a Comis- são Especial destinada a proferir parecer à Proposta de Emenda à Constituição nº 386-A, de 2009, do Sr. Paulo Pimenta, que “altera dispositivos da Constitui- ção Federal para estabelecer a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão de jornalista” aprovou, por unanimidade, o Parecer do Relator, deputado Hugo Leal. Assim, solicito a Vossa Excelência a publicação da referida matéria, na forma regimental. Atenciosamente,– Deputado Vic Pires Franco, Presidente.

Publique-se. Em 23/08/10.– Michel Temer, Presi- dente.

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PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 596, DE 2010 (Da Sra. Vanessa Grazziotin)

Altera a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, para tornar indisponível para limitação de empenho as dotações or- çamentárias voltadas para a interiorização do desenvolvimento de responsabilidade da Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus, Sudam – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia e SUDENE – Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste. Despacho:às Comissões de: Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Re- gional; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RiCD) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:Proposição Sujeita à Apre- ciação do Plenário

Art. 1º. Inclua-se no Art. 9º, da Lei Complementar n.º 101, de 4 de maio de 2000, o seguinte § 6º:

§ 6º. As dotações orçamentárias da Suframa – Su- perintendência da Zona Franca de Manaus, da Sudam

Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia

e

da SUDENE.- Superintendência do Desenvolvimento

do Nordeste voltadas para a interiorização do desenvol- vimento e para a redução das desigualdades regionais não serão objeto de limitação de empenho. (NR) Art. 2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua

publicação.

Justificação

Este projeto de lei visa tronar indisponíveis para contingenciamento as dotações orçamentárias da Su- frama – Superintendência da Zona Franca de Manaus, da Sudam – Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia e da SUDENE.- Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste voltadas para a inte- riorização do desenvolvimento e para a redução das desigualdades regionais. Essas entidades prestam importantes serviços para a interiorização do desenvolvimento na região amazônica e da região nordeste viabilizando desen- volvimento econômico e social. Vale ressaltar que a redução das desigualdades regionais é, constitucionalmente, um objetivo funda- mental da República Federativa do Brasil, e uma dos imperativos do processo orçamentário. Nesse momento em que o país redescobre um novo ciclo de crescimento sustentável, torna-se cada vez mais relevante interiorizar o desenvolvimento e

reduzir as desigualdades regionais, com a melhoria da qualidade de vida das populações e com projetos de desenvolvimento nas áreas de infra-estrutura, pro- dução, geração de emprego e renda, qualificação de mão-de-obra e formação de capital intelectual. Sala das Sessões, 17 de agosto de 2010.– Depu- tada Vanessa Grazziotin, PCdoB/AM.

PROJETO DE LEI Nº 1.681-E, DE 1999 (Do Sr. Arnaldo Faria de Sá) OFÍCIO (SF) Nº 1.715/2010

Substitutivo Do Senado Federal Ao Projeto De Lei Nº 1.681-D, De 1999, Que “Re- gula O Exercício Da Profissão De Técnico Em Imobilização Ortopédica E Dá Outras Providências”. Despacho:às Comissões de:seguridade Social e Família Trabalho, de Administração e Serviço Público Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:Proposição sujeita à apre- ciação do Plenário.

Autógrafos do Projeto de Lei nº 1.681-D/99, aprova- do na Câmara dos Deputados em 25/11/2008

Regula o exercício da Profissão de Técnico em Imobilização Ortopédica e dá outras providências.

O Congresso NacionaL decreta:

Art. 1º Os preceitos desta Lei regulam o exercício da profissão de Técnico em Imobilização Ortopédica, conceituando-se como tal todos os profissionais que executam as seguintes técnicas:

I – confecção e retirada de imobilizações

ortopédicas com uso de faixas, férulas, talas metálicas, malha tubular, material sintético e outros;

II – confecção e retirada de goteiras ges- sadas;

III – confecção e retirada de aparelhos

gessados;

IV – confecção e retirada de imobilizações

ortopédicas e trações com uso de fita adesiva (esparadrapo) e outros materiais similares;

V – técnicas assemelhadas visando a

imobilizações ortopédicas; e

VI – aplicação das técnicas de imobili-

zação ortopédica.

Art. 2º São condições para o exercício da profis- são de Técnico em Imobilização Ortopédica:

I – ser portador de certificado de conclu-

são de ensino fundamental e médio ou equi-

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valente e possuir formação profissional por

intermédio de Escola Técnica específica, com o mínimo de 2 (dois) anos de duração;

II – possuir diploma de habilitação pro-

fissional, expedido por Escolas Técnicas em

Imbobilizações Ortopédicas registradas no órgão federal.

Art. 3º Toda entidade, seja de caráter público ou

privado, que se propuser a instituir Escolas Técnicas em Imobilizações Ortopédicas deverá solicitar o reco- nhecimento prévio. Art. 4º As Escolas Técnicas em Imobilizações Ortopédicas só poderão ser reconhecidas se apresen- tarem condições de instalação satisfatórias e corpo docente de reconhecida idoneidade profissional, sob a orientação de Médico Especialista em Ortopedia.

§ 1º Os programas serão elaborados pela auto-

ridade federal competente e válidos para todo o ter-

ritório nacional, sendo sua adoção indispensável ao reconhecimento de tais cursos.

§ 2º Em nenhuma hipótese poderá ser matricula-

do candidato que não comprovar a conclusão de curso de ensino médio ou equivalente.

§ 3º O ensino das disciplinas será ministrado em

aulas teóricas, práticas e estágios a serem cumpridos no último ano do currículo escolar.

Art. 5º Os centros de estágios serão constituídos pelos serviços de saúde e de pesquisa que ofereçam condições essenciais à prática da profissão. Art. 6º A admissão à primeira série da Escola Técnica em Imobilização Ortopédica dependerá:

I – do cumprimento do disposto no § 2º do art. 4º desta Lei;

II – de aprovação em exame de saúde,

obedecidas as condições estatuídas no pará- grafo único do art. 46 do Decreto nº 29.155, de 17 de janeiro de 1951.

Art. 7º As Escolas Técnicas em Imobilização Orto- pédica existentes ou a serem criadas deverão remeter ao órgão competente, para fins de controle e fiscali- zação de registros, cópia da ata relativa aos exames finais, na qual constem os nomes dos alunos aprova- dos e as médias respectivas. Art. 8º Os diplomas expedidos por Escolas Técni- cas em Imobilização Ortopédica, devidamente reconhe- cidos, têm âmbito nacional e validade para o registro de que trata o inciso II do caput do art. 2º desta Lei. Parágrafo único. Concedido o diploma, fica o Téc- nico em Imobilização Ortopédica obrigado a registrá-lo nos termos desta Lei. Art. 9º Ficam assegurados os direitos desta Lei aos Técnicos e Auxiliares de Gesso devidamente re-

gistrados no órgão competente, que adotarão a deno- minação referida no art. 1º desta Lei. Art. 10. A jornada de trabalho dos profissionais abrangidos por esta Lei será fixada na forma estabe- lecida em Convenções Coletivas de Trabalho celebra- das entre os sindicatos representantes das categorias econômica e profissional, respectivamente. Art. 11. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Ofício nº 1.715 (SF)

Brasília, em 12 de agosto de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Deputado Rafael Guerra Primeiro-Secretário da Câmara dos Deputados Assunto: Substitutivo do Senado a Projeto de Lei da Câmara.

Senhor Primeiro-Secretário, Comunico a Vossa Excelência que o Senado Federal aprovou, em revisão, nos termos do substitu- tivo em anexo, o Projeto de Lei da Câmara nº 187, de 2008 (PL nº 1.681, de 1999, nessa Casa), que “Regula

o exercício da Profissão de Técnico em Imobilização

Ortopédica e dá outras providências”, que ora enca- minho para apreciação dessa Casa. Atenciosamente,– Senador Adelmir Santana, Se- gundo Suplente,no exercício da Primeira Secretaria.

SUBSTITUTIVO DO SENADO FEDERAL

Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câmara nº 187, de 2008 (PL nº 1.681, de 1999, na Casa de origem), que “Regu- la o exercício da Profissão de Técnico em Imobilização Ortopédica e dá outras pro- vidências”.

Substitua-se o Projeto pelo seguinte:

Regula o exercício da profissão de técnico em imobilizações ortopédicas. O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei regula o exercício da profissão de técnico em imobilizações ortopédicas, conceituando- se como tal o profissional que execute, sob supervisão médica, as seguintes técnicas:

I – confecção e retirada de imobilizações ortopédicas com uso de faixas, férulas, talas metálicas, malha tubular, material sintético e outros; II – confecção e retirada de goteiras ges- sadas; III – confecção e retirada de aparelhos gessados;

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IV – confecção e retirada de imobilizações

ortopédicas e trações com uso de esparadrapo

e materiais similares;

V – técnicas assemelhadas visando a

imobilizações ortopédicas; VI – aplicação das técnicas de imobili-

zação ortopédica.

Art. 2º É condição para o exercício da profissão de que trata esta Lei ser portador de certificado de conclusão de ensino médio ou equivalente e possuir formação profissional específica, certificada por diplo- ma de Curso de Técnico em Imobilizações Ortopédi- cas reconhecido pelo órgão público competente, com duração mínima de 2 (dois) anos. Art. 3º A instituição de ensino, pública ou privada, que se propuser a ministrar o curso a que se refere o art. 2º deverá solicitar, junto ao órgão competente, o reconhecimento prévio do curso. Art. 4º O curso a que se refere o art. 2º só poderá ser reconhecido se a instituição de ensino apresentar instalações satisfatórias e corpo docente de reconhe- cida idoneidade profissional, sob a orientação de mé- dico ortopedista.

§ 1º O programa do curso será elaborado pela

autoridade federal competente e válido para todo o território nacional, e a sua adoção pela instituição de ensino será indispensável para o reconhecimento do

curso. § 2º As disciplinas do curso serão ministradas em aulas teóricas e práticas e em estágio a ser cumprido no último ano do currículo.

§ 3º O candidato que não comprovar a conclu-

são do ensino médio ou equivalente não poderá, em hipótese alguma, ser matriculado no curso. Art. 5º Os centros de estágios do curso a que se refere o art. 2º serão constituídos pelos serviços de saúde e de pesquisa que ofereçam condições essen- ciais à prática da profissão de técnico em imobiliza- ções ortopédicas. Art. 6º As instituições de ensino que ministrem o curso a que se refere o art. 2º deverão remeter ao órgão competente, para fins de controle e fiscalização de registros, cópia da ata relativa aos exames finais na qual constem os nomes dos alunos e as respecti- vas médias. Art. 7º O diploma do curso a que se refere o art. 2º, expedido por instituição de ensino devidamente re- conhecida, terá validade em todo o território nacional e deverá ser registrado no órgão público competente. Art. 8º São assegurados os direitos instituídos por

esta Lei ao técnico e ao auxiliar de gesso devidamente inscritos no órgão competente.

Parágrafo único. Após a inscrição, a denominação das profissões a que se refere o caput será alterada para “técnico em imobilizações ortopédicas”. Art. 9º A jornada de trabalho dos profissionais abrangidos por esta Lei será de 6 (seis) horas diárias ou 30 (trinta) horas semanais. Art. 10. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Senado Federal, de agosto de 2010.– Senador José Sarney, Presidente do Senado Federal.

PROJETO DE LEI N.º 1.376-D, DE 2003 (Do Sr. Affonso Camargo) Ofício (SF) nº 1.721/2010

Emendas Do Senado Federal Ao Pro- jeto De Lei Nº 1.376-C, De 2003, Que “Dis- põe Sobre A Política De Controle Da Nata- lidade De Cães E Gatos E Dá Outras Pro- vidências”. Despacho:ás Comissões de:seguridade Social e Família Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação do Plenário.

Autógrafos do Projeto de Lei Nº 1.376-/03, Aprovado na Câmara dos Deputados em 30/11/2004

Dispõe sobre a política de controle da natalidade de cães e gatos e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º O controle da natalidade de cães e gatos em todo o território nacional será regido de acordo com o estabelecido nesta Lei, mediante o emprego da esterilização cirúrgica, vedada a prática de outros procedimentos veterinários. Art. 2º A esterilização de animais de que trata o art. 1º será executada mediante programa em que seja levado em conta:

I – o estudo das localidades ou regiões que apontem para a necessidade de atendi- mento prioritário ou emergencial, em face da superpopulação, ou quadro epidemiológico; II – o quantitativo de animais a serem esterilizados, por localidade, necessário à re- dução da taxa populacional em níveis satisfa- tórios, inclusive os não domiciliados; e III – o tratamento prioritário aos animais pertencentes ou localizados nas comunidades de baixa renda.

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Art. 3º O programa desencadeará campanhas educativas pelos meios de comunicação adequados, que propiciem a assimilação pelo público de noções de ética sobre a posse responsável de animais do- mésticos. Art. 4º O Poder Público assinalará prazo para os Municípios que não dispuserem de unidades de con- trole de zoonoses se adaptarem a esta Lei. Parágrafo único. As unidades de controle de zo- onoses que não puderem se adequar à execução do

programa de esterilização referido nesta Lei no prazo assinalado poderão atuar em parceria com as entida- des de proteção aos animais e clínicas veterinárias legalmente estabelecidas. Art. 5º As despesas decorrentes com a imple- mentação do programa de que trata esta Lei correrão

à conta de recursos provenientes da seguridade social

da União, mediante contrapartida dos Municípios não

inferior a 10% (dez por cento). Art. 6º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Ofício nº 1.721 (SF)

Brasília, em 12 de agosto de 2010

A Sua Excelência o Senhor

Deputado Rafael Guerra Primeiro-Secretário da Câmara dos Deputados Assunto: Emendas do Senado a Projeto de Lei da Câmara.

Senhor Primeiro-Secretário, Comunico a Vossa Excelência que o Senado Fe- deral aprovou, em revisão e com emendas, o Projeto de Lei da Câmara nº 4, de 2005 (PL nº 1.376, de 2003, nessa Casa), que “Dispõe sobre a política de controle da natalidade de cães e gatos e dá outras providências”. Em anexo, encaminho a Vossa Excelência o au- tógrafo referente às emendas em apreço. Atenciosamente,– Senador Adelmir Santana, Se- gundo Suplente,no exercício da Primeira Secretaria

EMENDAS DO SENADO FEDERAL

Emendas do Senado ao Projeto de Lei da Câ- mara nº 4, de 2005 (PL nº 1.376, de 2003, na Casa de origem), que “Dispõe sobre a política de controle da natalidade de cães e gatos e dá outras providên- cias”.

EMENDA Nº 1 (Corresponde à Emenda nº 1 – CCJ)

Dê-se ao art. 5º do Projeto a seguinte redação:

“Art. 5º As despesas decorrentes da im- plementação do programa de que trata esta

Lei correrão à conta de recursos provenientes da seguridade social da União e serão admi- nistradas pelo Ministério da Saúde, através do Fundo Nacional de Saúde, obedecidas as disposições pertinentes da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e da Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990.”

EMENDA Nº 2 (Corresponde à Subemenda – CCJ à Emenda nº 2 – PLEN)

Dê-se ao art. 1º do Projeto a seguinte redação:

“Art. 1º O controle de natalidade de cães e gatos em todo o território nacional será regido de acordo com o estabelecido nesta Lei, mediante a esterilização perma- nente, cirúrgica, ou não, desde que ofere- ça ao animal o mesmo grau de eficiência, segurança e bem-estar.”

Senado Federal, de agosto de 2010.– Senador José Sarney, Presidente do Senado Federal.

PROJETO DE LEI N.º 4.723-B, DE 2004 (Do Poder Executivo) MENSAGEM Nº 864/2004 AVISO Nº 1.531/2004 – C. Civil OFÍCIO (SF) Nº 1.717/2010

Substitutivo do Senado Federal ao Projeto de Lei Nº 4.723-A, de 2004, que “ Inclui Seção XIII-A no Capítulo II da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dis- põe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, relativa à uniformização de ju- risprudência”. Despacho:à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação do Plenário

Autógrafos do Projeto de Lei Nº 4.723-/04, Aprovado na Câmara dos Deputados em 07/03/2007

Inclui Seção XIII-A no Capítulo II da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, relativa à uniformização de jurisprudência.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º O Capítulo II da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, passa a vigorar acrescido da se- guinte Seção XIII-A:

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SEÇÃO XIII-A DA UNIFORMIZAÇÃO DE JURISPRUDêNCIA Art. 50-A. Caberá pedido de uniformi-

zação de interpretação de lei quando hou- ver divergência entre decisões proferidas por Turmas Recursais sobre questões de direito material.

§ 1º O pedido fundado em divergência

entre Turmas do mesmo Estado será julgado em reunião conjunta das Turmas em conflito, sob a presidência de desembargador indicado

pelo Tribunal de Justiça.

§ 2º No caso do disposto no § 1º deste

artigo, a reunião de juízes domiciliados em

cidades diversas poderá ser feita por meio eletrônico.

§ 3º Quando as turmas de diferentes Es-

tados derem a lei federal interpretações diver- gentes ou quando a decisão proferida estiver em contrariedade com súmula ou jurisprudên- cia dominante do Superior Tribunal de Justiça,

o pedido será por este julgado. Art. 50-B. Quando a orientação acolhida

pelas Turmas de uniformização de que trata o

§ 1º do art. 50-A desta Lei contrariar súmula

ou jurisprudência dominante no Superior Tri- bunal de Justiça, a parte interessada poderá provocar a manifestação deste, que dirimirá

a divergência.

§ 1º Eventuais pedidos de uniformização

fundados em questões idênticas e recebidos subseqüentemente em quaisquer das Turmas Recursais ficarão retidos nos autos, aguar- dando pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça.

§ 2º Nos casos do caput deste artigo e do

§ 2º do art. 50-A desta Lei, presente a plausibi-

lidade do direito invocado e havendo fundado receio de dano de difícil reparação, poderá o relator conceder, de ofício ou a requerimento

do interessado, medida liminar determinando

a suspensão dos processos nos quais a con- trovérsia esteja estabelecida.

§ 3º Se necessário, o relator pedirá in-

formações ao Presidente da Turma Recursal ou Presidente da Turma de Uniformização e

ouvirá o Ministério Público no prazo de 5 (cin- co) dias.

§ 4º Eventuais interessados, ainda que

não sejam partes no processo, poderão se

manifestar no prazo de 30 (trinta) dias.

§ 5º Decorridos os prazos referidos nos

§§ 3º e 4º deste artigo, o relator incluirá o pe-

dido em pauta na Sessão, com preferência sobre todos os demais feitos, ressalvados os processos com réus presos, os habeas corpus e os mandados de segurança. § 6º Publicado o acórdão respectivo, os pedidos retidos referidos no § 1º deste artigo serão apreciados pelas Turmas Recursais, que poderão exercer juízo de retratação ou os de- clararão prejudicados, se veicularem tese não acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça. Art. 50-C. Os Tribunais de Justiça, o Su- perior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribu- nal Federal, no âmbito de suas competências, expedirão normas regulamentando os proce- dimentos a serem adotados para o processa- mento e o julgamento do pedido de uniformi- zação e do recurso extraordinário. Art. 50-D. O recurso extraordinário, para os efeitos desta Lei, será processado e julga- do segundo o estabelecido no art. 50-B des- ta Lei, além da observância das normas do Regimento.”

Art. 2º Esta Lei entra em vigor 90 (noventa) dias após a data de sua publicação.

Ofício nº 1.717 (SF)

Brasília, em 12 de agosto de 2010

A Sua Excelência o Senhor Deputado Rafael Guerra Primeiro-Secretário da Câmara dos Deputados Assunto: Substitutivo do Senado a Projeto de Lei da Câmara.

Senhor Primeiro-Secretário, Comunico a Vossa Excelência que o Senado Federal aprovou, em revisão, nos termos do substitu- tivo em anexo, o Projeto de Lei da Câmara nº 16, de 2007 (PL nº 4.723, de 2004, nessa Casa), que “Inclui Seção XIII-A no Capítulo II da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados Es- peciais Cíveis e Criminais, relativa à uniformização de jurisprudência”, que ora encaminho para apreciação dessa Casa. Atenciosamente,– Senador Adelmir Santana, Segundo Suplente, no exercício da Primeira Secre- taria.

SUBSTITUTIVO DO SENADO FEDERAL

Substitutivo do Senado ao Projeto de Lei da Câ- mara nº 16, de 2007 (PL nº 4.723, de 2004, na Casa de origem), que “Inclui Seção XIII-A no Capítulo II da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe

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sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, rela- tiva à uniformização de jurisprudência”. Substitua-se o Projeto pelo seguinte:

Inclui a Seção XIII-A no Capítulo II da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais e dá outras providências, para dispor sobre o pedido de uniformi- zação de jurisprudência.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º O Capítulo II da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, passa a vigorar acrescido da se- guinte Seção XIII-A:

“Seção XIII-A Do Pedido de Uniformização de Jurisprudência Art. 50-A. Caberá, no prazo de 10 (dez) dias, a contar da publicação do acórdão, pedido de uniformi- zação de interpretação de lei quando houver, entre

Turmas Recursais de competência cível do mesmo Estado ou do Distrito Federal, divergência sobre ques- tão de direito material ou processual.

§ 1º O recurso será dirigido ao presidente da

Turma Estadual de Uniformização, e não dependerá do pagamento de custas.

§ 2º O pedido será instruído com prova da diver-

gência, mediante cópia do julgado ou reprodução de sua versão disponível na internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando as circunstâncias que identifiquem os casos confrontados.

§ 3º Ao recorrido é facultada a apresentação de

contrarrazões no prazo de 10 (dez) dias. Art. 50-B. O julgamento do pedido de uniformiza- ção de jurisprudência competirá à Turma Estadual de Uniformização, que será formada pelos 5 (cinco) juízes titulares com maior tempo em exercício nas Turmas Re- cursais do respectivo Estado ou do Distrito Federal.

§ 1º Funcionará como presidente, entre seus

membros, o juiz mais antigo na carreira da magistra-

tura ou, havendo empate, o de maior idade.

§ 2º A reunião de juízes domiciliados em cidades

diversas poderá ser feita de forma eletrônica, por meio

de videoconferência.

§ 3º A decisão da Turma Estadual de Uniformi-

zação respeitará súmula dos tribunais superiores e jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça origi- nada de julgamento de recurso especial processado

na forma do art. 543-C (recurso especial repetitivo) da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil). Art. 50-C. Quando a orientação acolhida pela Turma Estadual de Uniformização contrariar súmula ou jurisprudência originada do julgamento de recurso especial repetitivo, a parte sucumbente poderá, no

prazo de 10 (dez) dias, reclamar ao Superior Tribunal de Justiça.

§ 1º Eventuais reclamações posteriores ou pedi-

dos de uniformização fundados em questões idênticas

ficarão sobrestados, aguardando pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça.

§ 2º O relator, conforme dispuser o Regimento

Interno do Superior Tribunal de Justiça, admitirá a mani-

festação de partes, pessoas, órgãos ou entidades com interesse na controvérsia, no prazo de 10 (dez) dias.

§ 3º Após o pronunciamento do Superior Tribunal de Justiça, os processos sobrestados:

I – terão seguimento denegado na hipó- tese de o acórdão recorrido coincidir com a orientação firmada; ou II – serão novamente examinados pela Turma Recursal de origem na hipótese de o acórdão recorrido divergir da orientação fir- mada.

Art. 50-D. O regimento interno da Turma Estadual de Uniformização, a ser criado pelo respectivo Tribu- nal de Justiça do Estado ou do Distrito Federal, regu- lamentará os procedimentos a serem adotados para processamento e julgamento do recurso.” Art. 2º Esta Lei entra em vigor 30 (trinta) dias após sua publicação. Senado Federal, em de agosto de 2010.– Senador José Sarney, Presidente do Senado Federal.

PROJETO DE LEI Nº 7.714, DE 2010 (Do Sr. Beto Faro)

Altera os arts. 1º e 11, da Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997, e dá outras provi- dências. Despacho:às Comissões de:Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; Finanças E Tributação (Mérito e Art. 54, RICD); Econstituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional Decreta:

Art. 1º Esta Lei altera os arts. 1º e 11, da Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997, objetivando estender os benefícios da Lei à atividade da pesca quando no contexto da execução do Programa Nacional de Fi- nanciamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira – Profrota Pesqueira, instituído pela Lei nº 10.849, de 23 de março de 2004, e de promover as adaptações correspondentes no texto do art. 11 da Lei mencionada.

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Art. 2° O inciso I, do caput, e o inciso IV, do parágrafo único, do art. 1º, da Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997, passam a vigorar com as seguintes redações:

“ Art.1° Esta lei se aplica:

I – aos armadores, às empresas de nave-

gação e às embarcações brasileiras, inclusive do setor da pesca, neste caso, para efeitos dos incentivos previstos no art. 11, desta Lei, no que não conflitar, e desde que sob o abrigo do programa Profrota Pesqueira instituído pela Lei nº 10.849, de 23 de março de 2004; (NR)

Parágrafo único. Excetuam-se do dispos- to neste artigo:

IV – as embarcações de pesca, à exce- ção do disposto no inciso I, do caput desta Lei; (NR)” Art. 3° O art. 11, da Lei nº 9.432, de 8 de janeiro de 1997, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 11

§ 1º O financiamento oficial à empresa

brasileira de navegação, para construção, con-

versão, modernização e reparação de embar- cação pré-registrada no REB, contará com taxa de juros semelhante à da embarcação para exportação, a ser equalizada pelo Fundo da Marinha Mercante, exceto no caso de embar- cações pesqueiras para as quais prevalecerão as condições de encargos previstas pela Lei nº 10.849, de 23 de março de 2004.

§ 5º Deverão ser celebrados novas con-

venções e acordos coletivos de trabalho para as tripulações das embarcações registradas no REB, os quais terão por objetivo preservar condições de competitividade com o mercado internacional, sem prejuízo dos direitos fixa- dos pela legislação trabalhista nacional e nos Protocolos internacionais dos quais o Brasil seja signatário.

§ 6º Nas embarcações registradas no

REB a tripulação será majoritariamente de brasileiros, sendo necessariamente cidadãos brasileiros o comandante e o chefe de má- quinas.”

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação

Justificação

Este Projeto de Lei visa possibilitar a extensão dos benefícios previstos pelo art. 11, da lei nº 9.432 – de 8 de janeiro de 1997, à atividade da pesca quando no contexto da execução do Programa Nacional de Fi- nanciamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira – Profrota Pesqueira, instituído pela Lei nº 10.849, de 23 de março de 2004. Para clarificar as circunstâncias da propositura, cumpre enfatizar, de início, que a criação do referido programa após longo debate envolvendo governo, trabalhadores e empresários ligados à indústria da pesca e da construção naval, visou objetivos estraté- gicos para o país. Com efeito, a instituição do Profrota visou a in- dução do desenvolvimento do setor pesqueiro nacio- nal coadunada com propósitos tangíveis de afirmação dos direitos de soberania do Brasil sobre a sua Zona Econômica Exclusiva – ZEE, de sustentabilidade am- biental, e de reordenamento da atividade da pesca no país. Neste caso, visando, inclusive, a maior liberação do espaço costeiro para a pesca artesanal. Contudo, a execução do Programa não vem sen-

do a adequada, em razão da combinação de fatores técnico-administrativos e operacionais. A criação do Mi- nistério da Pesca tende a estabelecer as condições para

a resolução dos problemas técnico-administrativos. Quanto aos problemas operacionais esses de- correm, em nosso juízo, da insuficiência dos incenti- vos previstos pelo Programa. Neste caso, resultado do contexto, à época da definição do programa, marcado por dificuldades colossais nas finanças públicas. Por

conta dessas circunstâncias, o Profrota foi criado com

a redução substancial dos atrativos financeiros origi-

nalmente pensados para o programa. O fato é que as condições financeiras resultantes para esse programa estratégico para o Brasil, ainda que razoáveis, não se distinguem substantivamente das condições normais de operação dos financiamen- tos habitualmente concedidos, em particular, no âm- bito dos Fundos Constitucionais do Norte e Nordeste

– FNO/FNE. Nos termos acima, e considerando o momento econômico atual, bastante diferenciado daquele de 2003, mesmo com as dificuldades resultantes do ce- nário econômico mundial, cumpre o restabelecimento das condições de atratividade para o Profrota Pesqueira de modo a garantir-lhe a eficácia no tocante aos seus múltiplos propósitos. Ante o exposto, apresentamos o presente Projeto de Lei que propõe a extensão aos armadores, às em- presas de navegação e às embarcações brasileiras, sob o abrigo do Profrota Pesqueira, dos benefícios

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tributários e outros previstos no art. 11, da Lei nº Lei 9.432, de 8 de janeiro de 1997, por meio do qual foi instituído o Registro Especial Brasileiro – REB. Avaliamos que a efetivação dessa proposição restabelecerá as condições para a plena viabilização do Profrota Pesqueira e dos seus objetivos estratégi- cos para o Brasil. Ademais, a proposição visa proceder algumas alterações no art. 11 da legislação em referência, instituída sob a inspiração neoliberal que dominava o ambiente político da época, de modo a adequá-la às condições políticas presentes e de ajustar o seu texto para atender ao setor pesqueiro. Sala das Sessões, 4 de agosto de 2010.– Depu- tado Beto Faro.

PROJETO DE LEI Nº 7.720, DE 2010 (Do Sr. Vicentinho)

Modifica o Estatuto da Igualdade Ra- cial para incluir o quesito cor/raça em ins- trumentos de coleta de dados referentes a trabalho e emprego e para dispor sobre a realização de pesquisa censitária que veri- fique o percentual de trabalhadores negros no setor público. Despacho:às Comissões de:Trabalho,

de Administração e Serviço Público; Direitos Humanos E Minorias e Constituição e Justiça

e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º A Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010 (Estatuto da Igualdade Racial), passa a vigorar acres- cida do seguinte art. 39-A:

“Art. 39-A. A inclusão do quesito cor/raça,

a ser coletado de acordo com a autoclassifi-

cação, será obrigatória nos registros admi- nistrativos direcionados aos empregadores e aos trabalhadores do setor privado e do setor público, tais como:

I – formulários de admissão e demissão no emprego;

II – formulários de acidente de traba-

lho;

III – instrumentos administrativos do Sis-

tema Nacional de Emprego – SINE, ou órgão que lhe venha a suceder;

IV – Relação Anual de Informações Sociais

– RAIS, ou registro que lhe venha a suceder;

V – formulários da Previdência Social;

VI – inquéritos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, ou de órgão que lhe venha a suceder.” Art. 2º O art. 49, da Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010 (Estatuto da Igualdade Ra- cial), passa a vigorar acrescido dos seguintes parágrafos:

“Art. 49

§ 4º O órgão responsável pela política

de promoção da igualdade étnica em âmbito nacional coordenará a realização de pesquisa censitária destinada a determinar o percentu- al de trabalhadores negros no setor público, de maneira a obter subsídios para a imple- mentação do plano nacional de promoção da igualdade racial.

§ 5º Os dados recolhidos de acordo com

o

determinado no art. 39-A serão compilados

e

organizados pelo órgão responsável pela

política de promoção da igualdade étnica em âmbito nacional, de maneira a serem usa-

dos como subsídios para a implementação do plano nacional de promoção da igualdade racial. (NR)”

Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

A promulgação da Lei nº 12.288, de 20 julho de 2010 (Estatuto da Igualdade Racial), deve ser sauda- da como um passo importante no processo de criação de uma sociedade justa e democrática. No entanto, muitas das questões que se apresentaram ao longo da tramitação da matéria no Congresso Nacional não puderam ser discutidas com a atenção necessária para se chegar a uma formulação legislativa adequada. A própria amplitude dos temas tratados – e a carga de emotividade ligada ao assunto – fizeram com que al- guns pontos não fossem incluídos na redação final do Estatuto, mais pela dificuldade de se levar a discussão até o final do que por se ter consolidado a convicção bem informada de que se tratasse de matéria que me- recesse ser excluída. Alguns desses pontos devem retornar ao debate legislativo, agora isolados de toda a demais temática envolvida no Estatuto, para uma avaliação específica e livre de contaminações. Um deles, sem dúvida, é a da coleta de dados relativos ao quesito cor/raça no mercado de trabalho. O projeto de lei ora submetido à Casa, ao

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retomar a questão, recupera também, na redação pro- posta para o art. 39-A, a ser inserido na Lei nº 12.288, de 2010, texto que já chegara a constar de Substitutivo apresentado, pelo relator da matéria, na comissão es- pecial que recentemente analisou o então Projeto de Estatuto na Câmara dos Deputados. Agora, aquele texto pode ser abordado com a devida imparcialidade, longe das acusações de que o Estatuto e suas disposições iriam introduzir divisões raciais perversas na sociedade brasileira. Trata-se, na verdade, de produzir informações que permitam superar os estigmas raciais inegavelmen- te já existentes em nossa sociedade. A única questão relevante é a de determinar se a redação é adequada ou se ela exige aprimoramento. No caso do setor público, cabe ao Estado ser ainda mais ágil no conhecimento da situação do trabalhador negro, pois se trata, afinal, de sua própria estrutura in- terna, sobre a qual sua atuação pode ser mais incisi- va e imediata. Propõe-se, por isso, a pesquisa direta a respeito dessa situação. Seja como for, tanto no setor público como no privado, a informação deve ser coleta- da como instrumento para a implementação de políticas públicas. Os parágrafos 4º e 5º, que se pretende sejam inseridos no art. 49, da Lei nº 12.288, de 2010, indicam claramente tal objetivo, ao vincularem a coleta e orga- nização dos dados com o plano nacional de promoção da igualdade racial, já previsto no Estatuto. Embora a Lei que institui o Estatuto da Igualda- de Racial só deva entrar em vigor noventa dias após sua publicação, ou seja, na segunda metade do mês de outubro de 2010, nada impede que a discussão de novas cláusulas tenha início, imediatamente, no Congresso Nacional. Pelo contrário, trata-se de uma maneira de indicar ao país que a luta pela democracia racial segue viva no Poder Legislativo. Sala das Sessões, em 04 de agosto de 2010.– Deputado Vicentinho.

PROJETO DE LEI Nº 7.722, DE 2010 (Do Sr. Felipe Bornier)

Altera a Lei nº 662, de 6 de abril de 1949, para determinar que, durante as edi- ções da Copa do Mundo de Futebol organi- zada pela Fédération Internationale Football Association – FIFA, serão feriados nacio- nais os dias em que houver jogo da Seleção Brasileira Masculina de Futebol Despacho:às Comissões de:educação

e Cultura; Turismo e Desporto; e Constituição

e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) Apreciação:proposição Sujeita À Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Acrescente-se o seguinte parágrafo único ao art. 1º da Lei nº 662, de 6 de abril de 1949:

“Art.1º

Parágrafo único. Durante as edições da Copa do Mundo de Futebol organizada pela Fédération Internationale Football Association – FIFA, serão feriados nacionais os dias em que houver jogo da Seleção Brasileira Mascu- lina de Futebol.” (NR)

Art. 2.º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

Este projeto de lei tem por objetivo oficializar o que na prática já acontece: o Brasil pára nos dias em que a Seleção Brasileira entra em campo para disputar partida na Copa do Mundo FIFA de Futebol. Antes do jogo, o trânsito se avoluma, os torcedores já se mostram aparamentados e o ruído nas ruas cresce com buzinas, “vuvuzelas” e concentrações em bares. Durante o jogo, ruas desertas, estabelecimentos comerciais semife- chados e, no lugar de motores de carro, conversas e outros ruídos urbanos, o clamor da torcida nos lances perigosos ou definitivos, admiráveis ou detestáveis. No apito final, com derrota ou vitória, nossos ânimos estão inevitavelmente alterados, a alma do torcedor está rendida, depois de noventa minutos de exaltação

e apreensão, num conjunto só. Nesse ponto tem razão

uma das figuras mais polêmicas da mídia desportiva

nacional: “Haja coração!!!” Mas por que tudo isso? Como bem explica a Profª

Simoni Guedes Lahud, a Copa do Mundo de Futebol é

o ritual de congregação máximo da identidade nacio-

nal brasileira, pois é nas Copas do Mundo de Futebol que, até aqui, neste início do século XXI, o sentimento de pertencimento comum é vigorosamente praticado, reinventado, renovado, recriado. A experiente antro- póloga do esporte esclarece ainda: “A suspensão do tempo do cotidiano, assim como a suspensão simbólica do tempo histórico, para reinaugurar o período ritual

festivo em que a nação entra em campo, culmina com os verdadeiros feriados – tempo vazio – que ocorrem nestes jogos do selecionado. Nesse tempo suspenso, liminar, escreve-se uma outra história, aquela na qual se produz a utopia da nação brasileira como povo e como totalidade. Segundo o Profº Roberto da Matta, um dos prin- cipais nomes das Ciências Sociais no Brasil, o ato de

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torcer é “gesto que nos confere plena identidade e garante que fazemos mesmo parte de um conjunto que pode atuar de forma harmoniosa, forte e honesta. Torcendo pelo Brasil, finalmente juntamos o Brasil, um país que tem bandeira, hino e um lado oficial, com o Brasil sociedade que, apesar de suas imensas desi- gualdades, tem uma inesgotável alegria de viver. “ De forma a oficialmente reconhecermos a impor- tância das partidas da Seleção Brasileira Masculina de Futebol na Copa do Mundo organizada pela FIFA como acontecimento máximo de celebração da unidade e de fortalecimento da identidade nacional, bem como para legalizar o que na prática vem se consolidando na tradição e nos costumes da nossa sociedade nas últi- mas décadas, peço o apoio dos nobres parlamentares para a aprovação do projeto de lei que ora apresento à Câmara dos Deputados e, no ensejo, encerro esta justificação com três trechos da crônica Celebremos, escrita por Carlos Drummond de Andrade, publicada em 1958, ano em que o Brasil sagrou-se campeão mundial pela primeira vez:

Essa vitória no estádio tem precisa-

mente o encanto de abrir os olhos de muita gente para as discutidas e negadas capaci- dades brasileiras de organização, de persis- tência, de resistência, de espírito, poder de

adaptação e de superação. Não se trata de esconder nossas carências, mas de mostrar como vêm sendo corrigidas, como se tem- peram com virtualidades que a educação irá desvendando, e de assinalar o avanço imenso que nossa gente vai alcançando na descober-

ta de si mesma” “Esses rapazes, em sua mistura de san- gues e de áreas culturais, exprimem uma rea- lidade humana e social que há trinta anos ofe- recia padrões menos lisonjeiros. Do Jeca Tatu de Monteiro Lobato ao esperto Garrincha e a esse fabuloso menino Pelé, o homem humilde do Brasil se libertou de muitas tristezas”

Como deixar de lançar papeizinhos

ao ar, sujando a cidade, engrinaldando a alma,

“(

)

“(

)

e

de estourar bombas da mais pura felicidade

e

glória, mesmo que arrebentemos os próprios

tímpanos, se não há jeito de reprimir a onda vio-

lenta de alegria que se alça até nos mais igno-

rantes do futebol, criando esse calor, essa luz de unanimidade boa, de amor coletivo, de gratidão

à vida, que hoje nos irmana a todos?”

Sala das Sessões, em 4 de agosto de 2010.–

Deputado Felipe Bornier.

PROJETO DE LEI Nº 7.723, DE 2010 (Do Sr. José Airton Cirilo)

Altera a redação do art. 48 da Lei nº 9.394, de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Despacho:apense-se à(ao) Pl-

4212/2004.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre- ciação do Plenário

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei altera a redação do art. 48 da Lei nº 9.394, de 1996, para reconhecimento automático de diplomas e certificados obtidos por estudantes em universidades públicas de países signatários da Comu- nidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP. Art. 2º O art. 48 da Lei nº 9.394, de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 48

§ 2º Os diplomas de graduação expedidos

por universidades estrangeiras serão revalida- dos por universidades públicas que tenham curso do mesmo nível e área ou equivalente, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação, ressalvadas as universidades públicas de países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portu- guesa – CPLP:

I – Os diplomas de graduação expedidos

por universidades públicas de países da Comu- nidade dos Países de Língua Portuguesa-CPLP serão automaticamente validados mediante au- tenticação de representação consular no país

emissor, respeitando-se os acordos internacio- nais de reciprocidade ou equiparação.

§ 3º Os diplomas de mestrado e de douto-

rado expedidos por universidades estrangeiras

só poderão ser reconhecidos por universida- des que possuam cursos de pós-graduação reconhecidos e avaliados, na mesma área de conhecimento e em nível equivalente ou supe-

rior, ressalvadas as universidades públicas de países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP:

I – Os diplomas de mestrado e doutorado

expedidos por universidades públicas de paí- ses da CPLP serão automaticamente valida- dos, mediante autenticação de representação consular no país emissor, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação.

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II – Certificados e certidões de mestrado e doutorado expedidos por universidades públi- cas de países da CPLP serão automaticamen- te aceitos como equivalentes aos diplomas e, mediante autenticação de representação con- sular no país emissor, serão automaticamente validados no Brasil para efeitos de progressão acadêmica e candidatura e posse em concur- sos públicos de áreas afins à formação indica- da, respeitando-se os acordos internacionais de reciprocidade ou equiparação.”(NR)

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

Com este projeto de lei, buscamos maior inte- gração entre os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, aproximando o ensino e a produção de conhecimento de nível superior, promo- vendo o intercâmbio cultural, científico e educacional entre os países de língua portuguesa. Reconhecer, hoje, um diploma estrangeiro como válido no Brasil é enfrentar um lento, caro e burocrá- tico processo de reconhecimentos nas universidades brasileiras. Facilitar esse intercâmbio traz grandes benefícios para a educação, pois, em se tratando de estrangeiros, o Brasil atrai “cérebros” e experiências visando maiores contatos e integração da produção acadêmica nacional com outros contextos de Língua Portuguesa. Essa idéia é condizente com a concepção da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – UNILAB, criada pela Lei nº 12.289, de 20.07.2009. Essa é uma instituição, de ensino su- perior público, vinculada ao Ministério da Educação e sediada na cidade de Redenção, no Estado do Ceará. A UNILAB tem como objetivo formar recursos huma- nos para desenvolver a integração entre o Brasil e os demais países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), especialmente os africanos. A mudança proposta, no caso de mestres e dou- tores brasileiros formados em um desses países, so- bretudo em Portugal, vai agilizar a reintegração, a permanência e o exercício profissional em território brasileiro. Com isso, atende-se a grande demanda por doutores no atual contexto de expansão do ensino su- perior, sobretudo do que mantém contato ou estudos em centros de excelência que tem a integração luso- afro-brasileira como premissa. É o caso, por exemplo, do Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, onde cerca de 70% do corpo discente é composto por brasileiros nos cursos de mestrado e doutorado.

Com esse projeto, procura-se manter e reforçar

a importância do ensino público entre os membros da

CPLP, posto que somente serão validados automati- camente as certidões, certificados e diplomas emitidos por instituições públicas de ensino superior dos mem- bros integrantes, mantendo a exigência anterior para documentos emitidos por universidades privadas e ins- tituições (públicos ou privadas) de outros países. Também, ao aceitar CERTIDÕES DE CONCLU- SÃO DE CURSO como equivalentes a diplomas de Graduação e Pós-Graduação, o país se alinha à União Européia que, após o Tratado de Bolonha, “aboliu” o diploma. Atualmente, as universidades públicas da Eu- ropa exigem apenas as certidões para progressão de estudos, para prestar concursos ou tomar posse em cargos públicos. Os diplomas, literalmente, são reque- ridos apenas por estudantes que querem “enfeitar a parede”. Na Europa, hoje, qualquer diploma tem um custo de emissão elevado e podem levar de um a oito anos para ser emitido, dependendo do país. Além disso, essa iniciativa será medida de refe- rência para alargamento posterior a outros contextos, como o Mercosul e a União Européia, considerando as particularidades de cada caso. Pela importância desta iniciativa, esperamos tê- la aprovada pelos ilustres Parlamentares. Sala das Sessões, em 04 de agosto de 2010.– Deputado José Airton Cirilo.

PROJETO DE LEI Nº 7.724, DE 2010 (Do Sr. Carlos Bezerra)

Acrescenta o art. 7º-A à Lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999, que “dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade peran- te o Supremo Tribunal Federal”, a fim de disciplinar a manifestação processual de órgãos e entidades nessas ações. Despacho: À Comissão de Constitui- ção e Justiça e de Cidadania (Mérito e Art. 54, RICD). Apreciação:proposição Sujeita À Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1 o . Esta Lei acrescenta o art. 7.º-A à Lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999, que “dispõe sobre

o processo e julgamento da ação direta de inconsti-

tucionalidade e da ação declaratória de constitucio- nalidade perante o Supremo Tribunal Federal”, a fim

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de disciplinar a manifestação processual de órgãos e entidades nessas ações. Art. 2.º A Lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 7.º-A:

“Art. 7.°-A. O relator poderá, por despacho

irrecorrível, até a data de inclusão da ação em pauta para julgamento, admitir a manifestação de outros órgãos ou entidades, observados os seguintes critérios:

I – relevância da matéria; II – representatividade adequada e sig- nificativa do postulante;

III – pertinência temática;

IV – necessidade e utilidade para o jul-

gamento da causa; §1.° A manifestação independe de repre- sentação processual, mas poderá se efetivar por intermédio de procurador devidamente habilitado. §2.° A manifestação poderá ocorrer por escrito ou oralmente, hipótese em que o rela- tor designará data para audiência pública dos postulantes admitidos na causa. §3.° Para todos os efeitos, o manifes- tante não é considerado parte ou terceiro in- teressado.”

Art. 3.º. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

Este projeto de lei tem por objetivo melhor disci- plinar a manifestação processual do “amicus curiae” (amigo da corte) nos processos de controle concen- trado de constitucionalidade. O art. 7.º, §2.º, da Lei n.º 9.868/99, apesar de es- tabelecer a possibilidade de manifestação de órgãos e entidades nas ações diretas de inconstitucionalidade (ADI) e declaratórias de constitucionalidade (ADC), não disciplina suficientemente o instituto, pois não contem- pla previsões legais outras, como por exemplo o prazo para ingresso e a existência de limite quantitativo para a manifestação desses entes. De acordo com o entendimento do Supremo Tribu- nal Federal, “a regra inscrita no art. 7.°, §2.°, da Lei n° 9.868/99 – que contém a base normativa legitimadora da intervenção processual do ‘amicus curiae’ – tem por objetivo essencial pluralizar o debate constitucional, permitindo que o Supremo Tribunal Federal venha a dispor de todos os elementos informativos possíveis e necessários à resolução da controvérsia, visando-se, ainda, com tal abertura procedimental, superar a gra- ve questão pertinente à legitimidade democrática das

decisões emanadas desta Corte (GUSTAVO BINEN- BOJM, ‘A Nova Jurisdição Constitucional Brasileira, 2001, Renovar; ANDRÉ RAMOS TAVARES, ‘Tribunal e Jurisdição Constitucional’, p. 71/94, 1998, Celso Bastos

Editor; ALEXANDRE DE MORAES, ‘Jurisdição Cons- titucional e Tribunais Constitucionais’, p. 64/81, 2000, Atlas), quando no desempenho de seu extraordinário poder de efetuar, em abstrato, o controle concentrado de constitucionalidade.”

A atual disciplina legal do instituto do “amicus

curiae” é insuficiente para se permitir a sua efetiva atuação no controle abstrato de normas, a despeito do fato de que algumas balizas já tenham sido colocadas pela jurisprudência. Consoante manifestação do Ministro Gilmar Men- des, “ainda temos que consolidar uma jurisprudência e talvez uma teoria em torno do ‘amicus curiae’. Hoje não temos muita clareza sobre esse papel, mas isso só vai se desenvolver com a prática. E é preciso que haja a participação desses ‘amici curiae’ para que, de fato, o sistema ganhe consistência e coerência”. Algumas controvérsias processuais atinentes à participação do “amicus curiae” já foram dirimidas pelo

STF, especialmente sobre o próprio contorno jurídico do instituto, a ausência de legitimidade para recorrer, o momento para a sua intervenção, e a impossibilidade de realização de sustentação oral.

A atuação do amigo da corte há de se consubs-

tanciar unicamente na prestação de informações ne- cessárias e suficientes para que o STF melhor aprecie

as controvérsias constitucionais que lhe são postas, em consideração às possíveis implicações políticas, sociais, econômicas, jurídicas e culturais da decisão final.

A disciplina do instituto do “amicus curiae” há de

se afinar à regra do art. 7.°, caput, da Lei n.° 9.868/99,

a determinar que “não se admitirá a intervenção de

terceiros no processo de ação direta de inconstitucio- nalidade”. No particular, assinale-se que a ADI e a ADC configuram típico processo objetivo, destinado a elidir

a insegurança jurídica ou o estado de incerteza sobre

a legitimidade de lei ou ato normativo federal. Os eventuais requerentes atuam no interesse de preservação da segurança jurídica e não na defesa de um interesse próprio. Tem-se um processo sem partes, no qual existe requerente, mas inexiste requerido. Os requerentes são titulares da ação de inconstitucionalida- de apenas para o efeito de provocar, ou não, o STF.

O “amicus curiae” deve atuar simplesmente

como colaborador, desprovido de qualquer faculdade processual, pois não possui nem deve possuir interes- se jurídico na causa.

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Por não ser parte ou terceiro interessado, não deve possuir capacidade processual, não tendo direi- to mesmo à sustentação oral. Da mesma forma, não

possui legitimidade para recorrer, consoante entendi- mento pacífico do STF.

A sua participação no processo de controle con-

centrado de normas há de se apoiar em razões que tornem desejável e útil a sua manifestação para o des- linde da controvérsia constitucional suscitada.

O estabelecimento de disciplina própria e detalha-

da para a manifestação processual do “amicus curiae” contribuirá para efetivar a sua participação como ins- trumento de legitimação social das decisões do STF, assim democratizando o processo de controle abstrato de constitucionalidade.

Certo de que meus nobres pares reconhecerão a relevância e conveniência desde projeto de lei, con- clamo-os a apoiar a sua aprovação. Sala das Sessões,4 de agosto de 2010.– Depu- tado Carlos Bezerra.

PROJETO DE LEI Nº 7.725, DE 2010 (Do Sr. Francisco Rossi)

Dispõe sobre a instalação de placas informativas orientando os usuários das rodovias federais, estaduais e municipais a denunciar os motoristas com sinal de embriaguez. Despacho:às Comissões de:viação e Transportes; Finanças e Tributação (Art. 54 Ricd) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:Proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Artigo 1º – As Empresas Concessionárias das rodovias federais e estaduais estão obrigadas a dispo-

nibilizarem placas em local de fácil visibilidade, orien- tando os usuários a denunciar motoristas com sinais de embriaguez.

§ 1º – A placa conterá o número da Polícia Mili-

tar Rodoviária Estadual ou Federal, se o caso, ou de

emergência da concessionária com a seguinte frase:

“Denuncie motoristas com sinais de embriaguez”. Artigo 2º – A instalação das placas nas rodovias sem concessão ficará a cargo do DENATRAN, res- ponsável ainda, pela fiscalização e pelas despesas decorrentes da execução da Lei. Artigo 3º – As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão por meio das dotações orçamentá- rias próprias.

Art. 4º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Justificação

O presente Projeto de Lei tem por escopo discu-

tir o problema crônico da embriaguez ao volante, cau- sador principal de todo tipo de acidente de transporte terrestre nas rodovias do país. Com o advento da Lei de nº 11.705, de 19 de junho de 2008 tornou-se mais rigoroso o tratamento dispensado pela legislação brasileira às infrações de trânsito relativas à embriaguez ao volante, sendo certo que, em virtude de sua elaboração, a embriaguez ao volante voltou a se tornar um tema bastante discutido pela mídia e pela sociedade como um todo.

É notório que o consumo abusivo de álcool é fator

preponderante para o elevado número de acidentes de trânsito em rodovias, sendo bastante comum o regis- tro de matérias noticiando motoristas dirigindo sob o

efeito do álcool e por vezes envolvidos em acidentes com vítima fatais.

A maior parte das mortes no trânsito ocorre nas

rodovias e não nas vias urbanas. Embora, em número menor, os acidentes nas estradas são muito violentos, provocando mais mortes e ferimentos graves. Todos os dias ocorrem, pelo menos, 723 acidentes nas rodovias pavimentadas brasileiras, provocando a morte de 35 pessoas por dia, e deixando 417 feridos, dos quais 30 morrem em decorrência do acidente. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econô- mica Aplicada (IPEA), o prejuízo do País com acidentes

nas rodovias federais, estaduais e municipais é de R$ 22 bilhões ao ano. Sabe-se que um dos fatores que pode auxiliar a reverter esse quadro é a mudança na matriz da fiscalização, ou seja, além de tirar policiais dos postos e colocá-los ao longo das rodovias, criar mecanismos de rápida identificação dos motoristas infratores.

A massificação do instrumento de denúncia ora

proposto é uma moderna forma de comunicação entre

os motoristas e a polícia, que se utilizaria de um sistema informatizado para receber e processar as informações captadas, ajudando na rápida identificação do motorista que apresentar sinais de embriaguez. O projeto visa à participação ativa da sociedade na colaboração com os órgãos policiais, incentivando a denúncia de forma segura, garantindo o anonimato do denunciante, utili- zando para isso a tecnologia da informação.

O tema ora proposto é um exemplo de que uma

sociedade civil organizada é capaz de ajudar as Insti-

tuições do Estado, estimulando os cidadãos a adotar um comportamento proativo, desencorajando a prática

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Agosto de 2010

de tais atos, erradicando a sensação de impunidade em razão da possibilidade de constante monitoramento. Ante o exposto, aguarda o apoio no tocante à aprovação da iniciativa legislativa ora submetida. Sala das Sessões, em 4 de agosto 2010.– Depu- tado Federal Francisco Rossi de Almeida.

PROJETO DE LEI Nº 7.726, DE 2010 (Do Sr. Francisco Rossi)

Dispõe sobre o desconto de 50% (cin- qüenta por cento) em eventos culturais e artísticos para doadores de sangue. Despacho:às Comissões de:educação e Cultura; Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação (Art. 54 RICD) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Artigo 1º – Autoriza o Poder Executivo a instituir a

meia entrada para doadores regulares de sangue em todos os locais públicos de cultura, casa de diversões, espetáculos, praças esportivas e similares.

§ único – A meia entrada corresponderá a 50%

(cinqüenta por cento) do valor do ingresso cobrado, sem restrição de data e horário. Artigo 2º – Para efeito desta Lei é considerado doador regular de sangue aquele registrado no he- mocentro e nos bancos de sangue dos hospitais do Estado, identificados por documento oficial expedido pela Secretaria de Estado da Saúde reconhecido pelo Ministério da Saúde. Art. 3º – Poderá ser regulamentada para garan- tia da execução. Artigo 4º – As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão por meio das dotações orçamentá- rias próprias. Art. 5º – Entrará em vigor na data de sua publica- ção, revogadas as disposições em contrário.

Justificação

O presente Projeto de Lei tem o propósito de

minimizar o sofrimento daqueles que se encontram internados nos hospitais a espera de sangue, com- patibilizando-se com um estímulo ao cidadão que se encontra na condição de doador. Notoriamente, os bancos de sangue encontram dificuldades em encontrar doadores, na maioria das vezes, quando mais precisam. Ninguém por certo desconhece o desespero dos familiares dos pacien- tes que aguardam doadores de sangue nas camas dos hospitais.

A presente iniciativa visa estimular a sociedade a

participar com saúde e para a saúde, sendo que, infe- lizmente, ainda há pessoas que só percebem a impor-

tância da doação de sangue quando algum parente ou amigo necessita que alguém doe para tratar de algum problema de saúde, esquecendo que, diariamente, muitos óbitos acontecem por falta de doadores.

A escassez nos bancos de sangue perdura du-

rante boa parte do ano, vez que a falta de doadores é constante, deixando os bancos de sangue com estoque

apenas emergencial. Pode-se fazer um paralelo com a recente campanha nacional de vacinação contra a gripe A, pois os doadores vacinados tiveram que aguardar por quarenta dias, após a vacinação, para fazer sua doação, penalizando ainda mais os bancos de sangue mais uma vez ficaram com estoque em alerta. Em tempo, importa ressaltar a inexistência de investimentos em campanhas para a conscientização neste particular, corroborada pela falta de consciên- cia do cidadão que só percebe o problema quando é atingido pormenorizadamente.

O principal e legítimo parceiro do receptor do san-

gue é o seu doador, aquele que através desse gesto de solidariedade e de exemplo de cidadania ajuda a salvar vidas. Cabe pontuar a título informativo, que no Brasil apenas 1,9% da população é doadora de sangue, ao passo que houve um aumento de 30% no transplante de órgãos e o crescimento da população está entre os fatores que fazem o país precisar cada vez mais de sangue para transfusão (fonte Ministério da Saúde, junho de 2010). Se cada cidadão saudável doasse sangue pelo menos duas vezes por ano, não existiriam campanhas emergenciais para coletas de reposição de estoques. O sangue não tem substituto, por isso a doação voluntá- ria é fundamental. Justificando-se tal proposição como forma de incutir na cabeça dos cidadãos a relevância do caso em tela, confiando que estaremos mais pró- ximos do dia em que a intervenção do Poder Público não será necessária. Ante o exposto, aguarda o apoio no tocante à aprovação da iniciativa legislativa ora submetida. Sala das Sessões, em 04 de agosto 2010.– Depu-

tado Federal Francisco Rossi de Almeida.

PROJETO DE LEI Nº 7.728, DE 2010 (Do Sr. Francisco Rossi)

Institui em toda a rede de ensino pú- blico e privado a obrigatoriedade aos ser- vidores de notificar pessoalmente ou por meio da Instituição, os casos de violência

Agosto de 2010

DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Terça-feira 24

38331

contra a criança e o adolescente, às secre- tarias de segurança pública. Despacho:apense-se à(ao) Pl-

4237/2008.

Apreciação: Proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Artigo 1º – Ficam os servidores da rede de ensi- no público e privado sujeitos à notificação compulsória pessoal ou por intermédio da Instituição de Ensino, à secretaria de segurança pública, dos casos de violên- cia contra a criança e o adolescente.

§ único – A omissão do profissional que identifi- car situações de abuso, como negligência ou violên- cia física, psicológica ou sexual, implicará em sanção disciplinar a ser regulada pela Secretaria de Educação responsável pela fiscalização. Artigo 2º – A notificação precederá obrigatoria- mente a convocação e orientação dos pais e/ou res- ponsáveis. Artigo 3º – As despesas decorrentes da aplicação desta lei correrão por meio das dotações orçamentá- rias próprias. Artigo 4º – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Justificação

O presente Projeto de Lei tem por escopo abor-

dar a questão da violência doméstica contra a criança e o adolescente, e o papel crucial que os profissionais

da educação têm para lidar com ela. Apoia-se em disposição constitucional a determi-

nar que a família, a sociedade e o Estado devem asse- gurar à criança e ao adolescente proteção a qualquer forma de negligência, exploração, violência e crueldade, efetivando-se, ainda, o comando normativo inserto no artigo 56 da Lei de nº 8.069 de 13 de julho de 1990, Estatuto da Criança e Adolescente. Curial ressaltar que por meio de pesquisa realizada junto às Escolas públicas do Estado de São Paulo, veri- ficou-se que, em que pese os profissionais da educação sejam capazes de identificar situações e características de maus-tratos domésticos, como também, de associar algumas de suas manifestações comportamentais, não estão preparados para solucionar adequadamente o caso, pois procuram orientar os pais em vez de enca- minhá-los aos Órgãos competentes, colocando ainda mais em risco a integridade da vítima.

O levantamento revela que há uma confusão de

competências, uma vez que a escola busca solucio- nar problema de competência judicial do mesmo modo que resolve os problemas escolares e pedagógicos, ou seja, por meio de convocação e orientação dos pais. A

convocação e orientação dos pais, sem a devida no-

tificação aos Órgãos de Segurança Pública, além de caracterizar omissão, é um procedimento que pode se converter em risco à própria vítima.

A pertinência da presente proposição encontra res-

paldo na realidade existente no Brasil e em muitos países,

qual seja a maioria dos profissionais de educação não tem treinamento para lidar com essas vítimas e raramen-

te perguntam a origem dos ferimentos sofridos, mesmo

quando existem sinais óbvios de agressão doméstica. O reconhecimento dos sinais das várias formas de violência doméstica deve fazer parte da rotina dos educadores e colaboradores em geral, assim como a abordagem dessas situações que são de extrema com- plexidade. Estar atento para suspeitar ou comprovar a existência de maus tratos requer, além de habilidade, sensibilidade e compromisso com essa questão. Assim, produzir informações sobre a violência con- tra a criança e o adolescente constitui uma ação neces- sária para dimensionar o seu impacto na vida das pesso- as, bem como para elaborar estratégias de intervenção

com vistas a prover futuras intervenções e investigações policiais, aptas a superação da violência.

É fundamental o fortalecimento do vínculo entre

os profissionais da educação e os Órgãos responsáveis

pela segurança pública para que o acompanhamento do caso não naufrague, se prorrogando de forma a

subvencionar o início das investigações. Contudo, em razão do aparente descompromisso das escolas na denúncia de violência contra a criança

e o adolescente, a presente proposição visa instituir

medidas hábeis na identificação e notificação aos Ór- gãos responsáveis. Ante o exposto, aguarda o apoio no tocante à aprovação da iniciativa legislativa ora submetida. Sala das Sessões, em 4 de agosto 2010.– Depu- tado Federal Francisco Rossi de Almeida.

PROJETO DE LEI Nº 7.729, DE 2010 (Do Sr. Lupércio Ramos)

Reduz a zero as alíquotas da contri- buição para o PIS/PASEP e da Contribui- ção para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes sobre as recei- tas de vendas de energia elétrica para os consumidores classificados na subclasse residencial baixa renda. Despacho:às Comissões de:minas e Energia; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD) e Constituição e Justiça e de Cida- dania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Agosto de 2010

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º A Lei nº 12.212, de 20 de janeiro de 2010, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 8º-A Art. 8º-A Ficam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS incidentes sobre as receitas de vendas de energia elétrica para os consumidores classificados na sub- classe residencial baixa renda, a que se refere o art. 1º desta Lei. Art. 2º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

Nos dias de hoje, o acesso a energia elétrica de qualidade e a preço razoável é indispensável ao desen-

volvimento pleno das potencialidades dos brasileiros. Sem isso, a educação do indivíduo fica prejudicada, o acesso

a informação pela internet fica sobremodo dificultado, as

possibilidades de lazer são substancialmente reduzidas. Em suma, a qualidade de vida piora sensivelmente. Reconhecendo esse fato, a maioria das Unida- des da Federação concede isenção do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte Interesta- dual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, até determinado limite de consumo, nas vendas de ener- gia elétrica para os consumidores de baixa renda para melhorar suas condições de acesso a esse serviço. In- felizmente, o mesmo não ocorre com as contribuições sociais instituídas pelo Governo Federal, que continuam sendo cobradas sem distinção da capacidade contri- butiva do cidadão. Para eliminar essa injustiça, é que propomos se- jam reduzidas a 0 (zero) as alíquotas da contribuição para o PIS/PASEP e da Contribuição para o Financia- mento da Seguridade Social – COFINS incidentes so-

bre as receitas de vendas de energia elétrica para os consumidores classificados na subclasse residencial baixa renda, a que se refere o art. 1º da Lei nº 12.212, de 20 de janeiro de 2010 Na oportunidade, cumpre registrar que esta medi- da contribuirá para a redução da elevada inadimplência de consumidores de energia elétrica de baixa renda, o que, por sua vez, propiciará aumento da arrecadação de Imposto de Renda e da Contribuição Social Sobre

o Lucro Líquido devidos pelas concessionárias e per-

missionárias de distribuição de energia. Ante todo o exposto, solicito o apoio dos pares para a aprovação da presente proposição na brevida- de possível.

Sala das Sessões, 4 de agosto de 2010.– Depu- tado Lupércio Ramos.

PROJETO DE LEI Nº 7.732, DE 2010 (Do Sr. José Chaves)

Dispõe sobre a preferência no aten- dimento dos serviços de saúde, órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS) aos motoristas e cobradores de transporte público de passageiros, e de outras providências Despacho:às Comissões de Seguridade Social e Família e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei regula, em todo o território na- cional, as ações e serviços de saúde, executados iso- lada ou complementarmente, em caráter permanente ou eventual e destinados ao atendimento especial de motoristas e cobradores do transporte público de passageiros. Parágrafo Único Lei disporá sobre a extensão deste benefício aos familiares de motoristas e cobradores. §1º Fica assegurado, em toda rede de presta- ção de serviços de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento especial a esses trabalhadores, desde que apresentem os seguintes sintomas:

I – sinais evidentes de estresse;

II – queixas relativas a dores crônicas, depressão, neurose, dor de cabeça;

III – lesão corporal e constrangimento;

IV – outras queixas disciplinadas em re- gulamentação desta lei.

Art. 2º Estende-se essa preferência na rede de serviços do SUS a recuperação e reabilitação da saú- de de motoristas e cobradores submetidos aos ris- cos e agravos advindos das condições de trabalho, abrangendo:

I – assistência ao empregado vítima de

acidentes de trabalho ou portador de doença

profissional e do trabalho;

II – informação ao empregado e à sua

respectiva entidade sindical e à empresa con- cessionária ou permissionária de serviço pú- blico de transporte coletivo de passageiros sobre riscos de acidentes de trabalho, doença profissional e do trabalho.

Art. 3º As entidades sindicais representativas das categorias profissionais referidas nesta Lei promoverão

Agosto de 2010

DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Terça-feira 24

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a articulação com os órgãos componentes do SUS,

instâncias governamentais da União, Estados e Mu- nicípios, visando à fiscalização dos dispositivos cons- tantes desta Lei e à otimização das ações e eventos de saúde pública. Art. 4º Os Estados, os Municípios, e outras insti-

tuições governamentais e não governamentais poderão atuar complementarmente com respeito a execução das ações previstas nesta lei. Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

A saúde é um direito fundamental do ser humano,

devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício.

É dever do Estado garantir a saúde da popula-

ção, inclusive na formulação e execução de políticas

econômicas e sociais que visem a redução de riscos de doenças e de outros agravos e no estabelecimen- to de condições que assegurem acesso Universal e

igualitário (que não significa tratar igualitariamente os desiguais) as ações e aos serviços para a sua promo- ção, proteção e recuperação. Assegura inclusive a Constituição da República, no seu art. 199, a preferência para as entidades filantró- picas e as sem fins lucrativos na participação de forma complementar do Sistema Único de Saúde, mediante contrato de Direito Público ou convênio. Dizem respeito também à saúde as ações que, por conta das medidas de promoção, proteção e recu- peração da saúde criadas a partir do SUS se destinam

a garantir as pessoas e à coletividade condições de

bem-estar físico, mental e social. Ora, estudos, pesquisas e relatórios do poder pú- blico demonstram, ao longo de anos, que a atividade profissional de motoristas e cobradores do transporte

público de passageiros, especialmente nas grandes

cidades do País, é das mais estressantes, arriscadas

e nocivas ao bem-estar físico do trabalhador, somente

sendo suplantada por aquelas atividades laborais vin- culada segurança pública da população. De maneira

que, além das preocupações cotidianas, estes traba- lhadores do transporte público de passageiros vivem

o cotidiano com problemas de bem-estar e saúde, cuja

prevenção ou reparação é obrigação do poder público,

vistos trabalharem em empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público de transporte co- letivo de passageiros. Dessa forma, é plenamente justificado a priori- zação no atendimento a motoristas e cobradores no

âmbito do SUS, o que permite ao Autor solicitar o apoio dos seus Pares à aprovação deste Projeto de Lei. Sala das Sessões, em 4 de agosto 2010.– Depu- tado José Chaves (PTB-PE).

PROJETO DE LEI Nº 7.733, DE 2010 (Do Sr. José Chaves)

Torna inafiançável a prática de homi- cídio culposo na direção de veículo auto- motor, nos casos que especifica. Despacho: Apense-se à(ao) Pl-

4562/2008.

Apreciação:Proposição Sujeita à Apre- ciação do Plenário.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta lei torna inafiançável a prática de ho- micídio culposo na direção de veículo automotor, nos casos que especifica. Art. 2º A Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997 – Código de Trânsito Brasileiro – passa a vigorar acrescida do seguinte artigo:

“Art. 302A. É inafiançável a prática de homicídio culposo na direção de veículo au- tomotor, quando o agente estiver sob a influ- ência de álcool ou substância tóxica ou en- torpecente.”

Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

O projeto de lei que ora submeto à apreciação

da Câmara dos Deputados visa a tornar inafiançável

o homicídio culposo praticado na direção de veículo

automotor, nos casos em que o motorista estiver sob

a influência de álcool ou substância tóxica ou entor-

pecente. São frequentes os acidentes de trânsito dos quais resultam mortes, provocados por motoristas embria- gados – que, apesar disso, pagam pequena fiança e respondem ao crime em liberdade. Penso que o tratamento legal mais rigoroso, que proponho, virá a inibir esse comportamento tão comum quanto irresponsável – o de dirigir veículos após a in- gestão de álcool, ou de outras substâncias de efeitos análogos. Conto, assim, com o apoio dos membros desta Casa, no sentido da aprovação da proposição. Sala das Sessões, em 04 de agosto de 2010.– Deputado José Chaves (PTB-PE).

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Agosto de 2010

PROJETO DE LEI Nº 7.737, DE 2010 (Do Sr. Betinho Rosado)

Estabelece a obrigatoriedade de con- tratação de energia elétrica produzida a partir de fonte eólica por meio de leilões e dá outras providências. Despacho:às Comissões de: Minas e Energia; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, RICD) e Constituição e Justiça e de Cida- dania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita À Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta lei estabelece a obrigatoriedade de con-

tratação, por meio de licitação na modalidade de leilão, de energia elétrica produzida a partir de fonte eólica a ser agregada ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

§ 1º As concessionárias, permissionárias e auto-

rizadas do serviço público de distribuição de energia elétrica do SIN deverão, a partir de 2012, por um perí-

odo de vinte anos, contratar, anualmente, uma capaci- dade mínima duzentos e cinquenta megawatts médios da energia elétrica de que trata o caput.

§ 2º O vencedor da licitação será o empreendi-

mento que oferecer energia pelo menor preço.

§ 3º Somente poderão participar da licitação

produtores que atendam a um índice de nacionaliza- ção mínimo de equipamentos e serviços de setenta por cento.

§ 4º Os contratos celebrados em decorrência do

disposto no § 1º terão prazo de vigência de vinte anos.

§ 5º Os desvios verificados entre a contratação pre-

vista no § 1º e a quantidade de energia efetivamente con- tratada serão apurados a cada ano, a partir de 2014.

§ 6º Os desvios a menor, apurados na forma do

§ 5º, serão compensados no ano subseqüente à sua apuração, também por meio de licitação na modalida- de de leilão. Art. 2º Os benefícios financeiros da certificação e comercialização da redução de emissão de gases de efeito estufa serão apropriados pelos empreendimentos de geração de energia elétrica de que trata o art. 1º. Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

Justificação

A energia eólica é a que mais cresce no mundo.

Nos últimos dez anos, a taxa anual de crescimento foi de cerca de 30%. No Brasil, em 2009, a capacidade de geração de energia eólica aumentou 77,7% em re- lação ao ano anterior. Com isso, o país passou a ter

uma capacidade instalada de 660 megawatts (MW) contra os 400 MW de 2008. Apesar desse crescimento, a participação da

energia eólica na matriz elétrica do país foi de apenas 0,2% do total de energia gerada em 2009. Registre-se que o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro aponta que

o potencial eólico brasileiro é de 143 mil MW. No caso do Brasil, as maiores oportunidades do uso da energia eólica estão na integração dos empreendimentos ao sistema interligado. No litoral

das regiões Norte e Nordeste, os regimes dos ventos revelam uma situação de complementaridade com o regime hídrico. Na verdade, os ventos já estão trazendo inves- timentos significativos para a Região Nordeste. Nos próximos dois anos, serão investidos R$ 7,2 bilhões em parques de geração de energia eólica no Brasil, 72% desses investimentos ocorrerão nessa Região. Esses investimentos decorrem, principalmente, da realização do primeiro leilão de comercialização de energia voltado exclusivamente para fonte eólica, ocorrido em dezembro de 2009, que resultou na con- tratação de 1.805,7 MW, a um preço médio de venda de R$ 148,39 por megawatt-hora (MWh). Em relação ao preço teto do leilão, de R$ 189/ MWh, o preço médio final de R$ 148,39/MWh represen- tou um deságio de 21,49%. Os 71 empreendimentos que venderam no leilão assinarão contratos de compra

e venda de energia com 20 anos de duração, válidos

a partir de 1° de julho de 2012. Esse leilão representou a superação da ideia de que a energia eólica não era economicamente atrati-

va, pois custaria muito mais que a energia térmica ou

a hídrica. Constatou-se, na verdade, que a energia

eólica é competitiva com outras fontes. No entanto, para manter essa indústria de forma competitiva e para fazer com que os preços caiam ain- da mais, é necessário manter os leilões exclusivos por vários anos como forma de o estado garantir os inves- timentos nessa fonte de energia limpa e renovável. Esse é o objetivo da proposição ora apresenta- da, para a qual contamos com o decisivo apoio dos colegas desta Casa. Sala das Sessões, em 4 de agosto de 2010.– Deputado Betinho Rosado.

PROJETO DE LEI Nº 7.738, DE 2010 (Do Sr. Felipe Maia)

Dispõe sobre a fraude em concursos. Despacho:Apense-se à(ao) Pl-

1086/1999.

Apreciação:Proposição Sujeita à Apre- ciação do Plenário.

Agosto de 2010

DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Terça-feira 24

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O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Esta Lei visa a tipificar a fraude em con- cursos. Art. 2º O Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940, passa a vigorar acrescidos dos art. 179-A a 179-E, com a seguinte redação:

“Art. 179-A. Receber, transmitir ou obter, indevi- damente, dados e informações, para si ou para outrem, através de qualquer meio, com o intuito de aprovação em concurso ou seleção pública, vestibular ou exame de certificação profissional. Pena – reclusão de dois a oito anos e multa. Art. 179-B. Exercer cargo, emprego ou função pú- blica em decorrência de fraude praticada em concurso ou seleção pública, de que foi beneficiado. Pena – detenção de dois a quatro anos e multa. Art. 179-C. Dispensar a realização de concurso ou seleção pública, em benefício próprio ou de terceiro, fora das hipóteses previstas em lei ou com inobser- vância das formalidades legais. Pena – reclusão de dois a cinco anos e multa. Art. 179-D. Induzir ou manter em erro a adminis- tração pública na realização de concurso público para provimento de cargo, emprego ou função pública, ou para ingresso em instituição de ensino superior. Pena – reclusão de dois a cinco anos e multa. Art.179-E Nos crimes tipificados nos arts. 179-A

a 179-D, aumenta-se a pena de um a dois terços, se

a fraude é praticada visando à obtenção de vantagem econômica. Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

A realização de concurso público em nosso País

tem sido fonte constante de corrupção, prejudicando os candidatos que estudam arduamente para ingressa- rem no serviço público, bem como as instituições que recebem pessoas desqualificadas para a prestação do serviço e a sociedade. São constantes as denúncias de vazamento de informações, de gabaritos, de questões de prova, com

o objetivo de permitir o ingresso ilegal de pessoas aos

quadros públicos ou a universidades. Ocorre que a nossa legislação não é muito cla- ra com relação a essa modalidade de fraude, que se vale, inclusive, dos mais modernos meios eletrônicos de transmissão e alteração de informações. Aproveitando as brechas da lei, quadrilhas se es- pecializam nessa modalidade de fraude, cujos ganhos são milionários, apostando na impunidade, em face das

dificuldades de enquadramento legal dessas condutas, considerando o nosso defasado Código Penal.

Os tribunais, por sua vez, encontram problemas para punir adequadamente esse tipo de crime, como por exemplo, a cola eletrônica, em face do princípio consagrado na Constituição Federal e no Direito Pe- nal moderno, segundo o qual não há crime nem pena sem prévia cominação legal. Para que se puna crite- riosamente essa modalidade de fraude, é necessária uma previsão legal específica dessas condutas, com o devido detalhamento, aspecto este que se pretende alcançar com a proposta que ora apresentamos. Com essas alterações, esperamos atender à sociedade e proteger a integridade das instituições públicas, garantido o atendimento ao interesse públi- co, além de propiciar aos candidatos uma competição justa e equitativa. Sala das Sessões, em 4 de agosto de 2010.– Deputado Felipe Maia .

PROJETO DE LEI Nº 7.739, DE 2010 (Do Sr. Iran Barbosa)

Altera a Lei nº 8.989, de 24 de feve- reiro de 1995, para isentar a aquisição de veículos destinados ao transporte coletivo de escolares do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Despacho:Apense-se à(ao) Pl-

5773/2009

Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º Os arts. 1º, 6º e 7º da Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, passam a vigorar com a seguin- te redação:

“Art. 1º Ficam isentos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI):

I – os automóveis de passageiros de fa- bricação nacional, equipados com motor de cilindrada não superior a dois mil centímetros cúbicos, de no mínimo quatro portas, inclusive a de acesso ao bagageiro, movidos a combustí- veis de origem renovável ou sistema reversível de combustão, quando adquiridos por:

a) motoristas profissionais que exerçam, comprovadamente, em veículo de sua proprie- dade, atividade de condutor autônomo de pas- sageiros, na condição de titular de autorização, permissão ou concessão do Poder Público e que destinam o automóvel à utilização na ca- tegoria de aluguel (táxi); b) motoristas profissionais autônomos titulares de autorização, permissão ou conces-

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Agosto de 2010

são para exploração do serviço de transporte individual de passageiros (táxi), impedidos de continuar exercendo essa atividade em virtude de destruição completa, furto ou roubo do veí- culo, desde que destinem o veículo adquirido à utilização na categoria de aluguel (táxi);

c) cooperativas de trabalho que sejam

permissionárias ou concessionárias de trans- porte público de passageiros, na categoria de aluguel (táxi), desde que tais veículos se des- tinem à utilização nessa atividade;

d) pessoas portadoras de deficiência

física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas, diretamente ou por intermédio de seu

representante legal;

II – os veículos de fabricação nacional,

equipados com motor de cilindrada não supe- rior a três mil centímetros cúbicos, de no mí- nimo quatro portas, inclusive a de acesso ao bagageiro, movidos a combustíveis de origem renovável ou sistema reversível de combustão, especialmente destinados ao Transporte cole- tivo de escolares, quando adquiridos por:

a) motoristas profissionais que exerçam,

comprovadamente, em veículo de sua proprie- dade, atividade de condutor autônomo de es- colares, na condição de titular de autorização,

permissão ou concessão do Poder Público, e que destinam o veículo à utilização na atividade de transporte coletivo de escolares;

b) motoristas profissionais autônomos ti-

tulares de autorização, permissão ou conces- são para exploração do serviço de condução coletiva de escolares, impedidos de continuar exercendo essa atividade em virtude de destrui- ção completa, furto ou roubo do veículo, desde que destinem o veículo adquirido à utilização na

atividade de transporte coletivo de escolares;

c) cooperativas de trabalho que sejam

autorizatárias, permissionárias ou conces- sionárias de transporte coletivo de escolares, desde que tais veículos se destinem à utiliza- ção nessa atividade.

§ 3º Na hipótese da alínea d do inciso I,

os automóveis de passageiros a que este se refere serão adquiridos diretamente pelas pes- soas que tenham plena capacidade jurídica e, no caso dos interditos, pelos curadores.

§ 6º A exigência para aquisição de auto-

móveis equipados com motor de cilindrada não superior a dois mil centímetros cúbicos, de no

mínimo quatro portas, inclusive a de acesso ao bagageiro, movidos a combustíveis de origem re- novável ou sistema reversível de combustão não se aplica aos portadores de deficiência de que trata a alínea d do inciso I deste artigo. (NR)” “Art. 6 o A alienação dos veículos adqui- ridos nos termos desta Lei e da Lei n o 8.199, de 28 de junho de 1991, e da Lei n o 8.843, de 10 de janeiro de 1994, antes de 2 (dois) anos contados da data da sua aquisição, a pesso- as que não satisfaçam às condições e aos re- quisitos estabelecidos nos referidos diplomas legais acarretará o pagamento pelo alienante do tributo dispensado, atualizado na forma da legislação tributária.” “Art. 7º No caso de falecimento ou inca- pacitação do motorista profissional alcançado pelas alíneas a e b do inciso I ou pelas alíneas a e b do inciso II, ambos do art. 1º desta Lei, sem que tenha efetivamente adquirido veículo profissional, o direito será transferido ao cônju- ge, ou ao herdeiro designado por este ou pelo juízo, desde que seja motorista profissional habilitado e destine o veículo ao serviço de táxi ou ao transporte coletivo de coletiva de escolares, conforme o caso. (NR)”

Art. 2º A ementa da Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, passará vigorar com a seguinte redação:

“Dispõe sobre a Isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI, na aquisição de automóveis para utilização no transporte autônomo de passageiros, no transporte coletivo de escolares, bem como por pessoas portadoras de deficiência, e dá outras providências. Art. 3º A vigência da Lei nº 8.989, de 24 de fevereiro de 1995, está prorrogada até 31 de dezembro de 2015. Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

O presente projeto de lei possui o escopo de

modificar dispositivos da conhecida lei 8.989, de 24 de fevereiro de 1995.

A referida lei trata da isenção de IPI para moto-

ristas autônomos que exercem a profissão de taxistas, ora como autônomos, ora em cooperativas, ou quando esses profissionais tem seus respectivos veículos total- mente destruídos em acidentes ou roubo, furtos, além de ser um programa diferenciado para facilitar deficien- tes físicos, visuais mentais e autistas a adquirir veículos automotores com a descrição do art. 1º, caput. As alterações trazidas por este projeto permiti- rá que, além da isenção aos sujeitos acima citados, inclua-se aquele que realiza o transporte coletivo de

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escolares, lógico, devendo o beneficiário ter a devida qualificação e autorização para tal. Reduzindo-se o IPI para esses cidadãos que tra- balham com o transporte coletivo de escolares, permitir- se-á que os mesmos renovem suas respectivas frotas, mantendo sempre um padrão razoável de qualidade e segurança no transporte dos estudantes. Não se trata de simples questão de estética ou até mesmo de simples estímulo ao consumo de veículos automotores ou até mesmo da expansão da profissão de motorista de transporte coletivo de escolares. Apesar da contribuição econômica que a redução do IPI irá gerar, aumentando a arrecadação e fortalecendo a economia local e até mesmo nacional, a segurança no transporte dos escolares é o fim principal desta propositura. Por isso, solicitamos o apoio dos colegas par- lamentares, a fim de obter a aprovação do presente projeto de lei. Sala das Sessões, em 4 de agosto de 2010.– Deputado Iran Barbosa, PT/SE.

PROJETO DE LEI Nº 7.740, DE 2010 (Do Sr. Chico Daltro)

Isenta do IPI os produtos destinados à

construção, ampliação, reforma, manutenção

e conservação de instalações, máquinas, veí-

culos e equipamentos necessários ao ensino e

à pesquisa; estabelece alíquota zero nas con- tribuições para o PIS/PASEP e COFINS sobre

a importação e aquisição desses produtos por

instituições de ensino e pesquisa. Despacho:às Comissões de:ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; Edu- cação e Cultura; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, Ricd) e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD) . Apreciação:proposição Sujeita à Aprecia- ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional Decreta:

Art. 1º Ficam isentos do Imposto sobre Produ- tos Industrializados – IPI, a partir de 1º de janeiro de 2011, os materiais, produtos, máquinas, veículos e equipamentos adquiridos por instituições de ensino e pesquisa, destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino, observada a legislação em vigor sobre as diretrizes e bases da educação nacional. Art. 2º A Lei nº 10.637, de 30 de dezembro de 2002, a partir de 1º de janeiro de 2011, passa a vigo- rar acrescida do seguinte artigo:

“Art. 5º-C Fica reduzida a zero a alíquota de contribuições para o PIS/PASEP incidente na aquisição de materiais, produtos, máqui- nas, veículos e equipamentos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino e

pesquisa por instituições de ensino e pesqui- sa, observada a legislação em vigor sobre as diretrizes de bases da educação nacional.” Art. 3º O art. 2º da Lei nº 10.833, de 24 de dezembro de 2009, a partir de 1º de janei- ro de 2011, passa a vigorar acrescido do se- guinte parágrafo:

“Art. 2º

§ 8º Fica reduzida a zero a alíquota da Contribuição para Financiamento da Seguri- dade Social – COFINS incidente na aquisição de materiais, produtos, máquinas, veículos e equipamentos destinados à manutenção e desenvolvimento do ensino e pesquisa por instituições de ensino e pesquisa, observada a legislação em vigor sobre as diretrizes e ba- ses da educação nacional.”

Art. 4º O Poder Executivo estimará o montante da renúncia fiscal decorrente do disposto nesta Lei, observado o disposto nos arts. 5º, II, 12 e 14 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 e o in- cluirá no demonstrativo a que se refere o § 6º do art. 165 da Constituição, que acompanhará o projeto de lei orçamentária do exercício seguinte e dos dois anos subsequentes ao da publicação desta Lei. Art. 5º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

Projeto Imposto Zero para Educação e Pesquisa A educação no Brasil avançou bastante nos últimos anos, mas ainda está longe de atender as necessidades de desenvolvimento do País. Hoje, praticamente todas as crianças na faixa de sete a quatorze anos estão na escola. Portanto, o acesso ao ensino fundamental não é mais problema, mas ainda há sérios desafios a enfrentar com relação a qualidade do atendimento da educação infantil, básica e superior. Além disso, o atraso escolar é algo que preocupa os especialistas em educação. De acordo com um monitoramento realizado pelo Mo- vimento Todos pela Educação, 25,7% dos estudantes brasileiros têm dois ou mais anos do que a idade reco- mendada por série. Para o presidente da Câmara de Educação Básica, do Conselho Nacional de Educação (CNE), César Callegari, é preciso garantir educação com qualidade para todos. “Parece que a questão da qualidade já não é mais observada como era pela so- ciedade. Não basta o acesso, a escola precisa ser de qualidade. Esta questão tem de estar forte em amplos setores da sociedade”, alerta. Mais para quem tem mais, menos para quem tem menos. A desigualdade educacional entre quem tem

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muito e quem tem pouco no Brasil é confirmada pelos dados oficiais. Enquanto na rede particular, 88% dos alunos têm acesso a biblioteca, 58% a laboratório de ciências, 75% a laboratório de informática, 82% a qua- dra de esportes, 73% a Internet; no sistema público de ensino, esses percentuais caem para 53%, 15%, 22%, 51% e 25%, respectivamente. As discrepâncias foram identificadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pes-

quisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). A redução do abismo que separa os alunos da escola privada dos estudantes da rede pública passa necessariamente por um melhor

e maior direcionamento de recursos financeiros. De acordo com dados do censo da educação básica haviam 87.497.548 crianças e adolescentes matriculados nesta etapa de ensino no Brasil em 2009. Deste total,

2.102.195 matrículas (2,4%) são em período integral. O restante, grande parte dos estudantes brasileiros, passa apenas quatro horas na escola por dia. Para melhorar

a qualidade na educação é preciso que todos os estu-

dantes brasileiros da educação básica tenham acesso

à escola em tempo integral, segundo o documento pro-

posto pelo Conselho Nacional de Educação. De acordo

com o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito

à Educação, Daniel Cara, “o aumento dos recursos leva

em consideração a ampliação das escolas integrais”. O desafio é alfabetizar 44,2 milhões de brasileiros em dez

anos. O número representa o total de analfabetos so- mado aos analfabetos funcionais, aqueles que, mesmo sabendo ler e escrever, não têm as habilidades de leitu- ra, de escrita e de cálculo. De 2001 a 2009, segundo o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), o número de analfabetos totais caiu de 12% para 7% da população entre 15 e 64 anos. O número de analfabetos funcionais também apresentou redução, passou de 27% para 21% da população. Nessa velocidade, a eliminação do anal- fabetismo só ocorreria em cerca de 20 anos. Para o presidente do Movimento Todos pela Edu- cação, Mozart Neves Ramos, é preciso incluir no pró- ximo PNE um indicador capaz de medir o nível de al- fabetização das crianças até os 8 anos de idade. “Só assim o Brasil estaria dando um passo importante para fechar a torneira do analfabetismo”, diz. A valorização do magistério está diretamente ligada com a melhoria da qualidade da educação no País. A Finlândia, país que obteve o melhor desem- penho médio no Programa Internacional de Avaliação Comparada (Pisa), em 2006, consegue atrair os jovens mais preparados e talentosos no ensino médio para a carreira docente. O mesmo não ocorre no Brasil, onde as carreiras menos valorizadas são as licenciaturas. Pagar bons salários e criar condições de ascensão na carreira são fundamentais para melhorar o quadro do magistério brasileiro. Na opinião do presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional

de Educação, César Callegari, é inadmissível que a “Lei do Piso” não seja cumprida. “Não deveria haver esta discussão de não pagamento do piso nacional do magistério. O mínimo para os professores deveria ser garantido. Está na lei e tem de ser cumprido”, afirma. Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o custo aluno-qualidade iria fortalecer o Fundo Nacional da Educação Básica (Fun- deb). “Só o Fundeb não garante educação de qualidade para todos os alunos da educação básica”, diz. Este breve quadro da educação brasileira não es- taria completo sem referência as conquistas no ensino superior, ao ensino de pós-graduação e às muitas escolas profissionais de qualidade. O governo federal é responsá- vel por uma rede de mais de 39 universidades e 18 outras instituições de ensino superior, que matriculam cerca de 22% da população estudantil.Também há universidades públicas que pertencem a governos estaduais e munici- pais, o que eleva o total de matrículas para cerca de 38% do corpo discente. Os hospitais universitários, totalizam mais de 20, os quais preenchem as lacunas deixadas pela carência de hospitais públicos adequados em mui- tos lugares. Em 2007, havia cerca de 70 mil alunos em programas de mestrado e 39 mil em programas de dou- torado, trata-se de uma conquista importante, sem igual em outros países da América latina. Da vasta gama de problemas e questões da edu- cação, alguns são ponto de consenso entre todos os segmentos da sociedade brasileira, e são um tema que repete, qual seja a questão dos recursos para a educação. Segundo a experiência de qualificados administradores estatais, é impossível fornecer um ensino de qualidade no Brasil por menos de R$ 2,4 mil por aluno ao ano 1 .

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da

Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação prevê em torno de R$ 1 mil. Para o coorde-

nador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o custo aluno-qualidade iria fortalecer o Fundo Nacional da Educação Básica (Fundeb). “Só o Fundeb não garante educação de qualidade para to- dos os alunos da educação básica”, diz.

O investimento em educação triplicou entre os

anos de 2003 e 2008 e alcançou 4,7% do Produto In- terno Bruto (PIB), em turno de R$ 118 bilhões, segun- do divulgou o Ministério da Educação (MEC), porém, ainda estão muito longe dos 6% mínimos recomenda- dos pela Organização para a Cooperação e Desenvol-

vimento Econômico (OCDE) e dos 7% sugeridos em 2008 pela Conferência Nacional de Educação Básica para até 2011, e 12% para até 2014.

1 Estimativa realizada por Denise Carreira e José Marcelino Re- zende Pinto, no livro Custo Aluno-Qualidade inicial: rumo à edu- cação pública de qualidade no Brasil. O livro é uma publicação da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que vem estudando e difundindo o tema desde 2002.

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Segundo o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, o desafio do finan- ciamento é o maior a ser colocado em prática. “Para que as outras metas sejam atingidas é necessário que haja recursos suficientes. O Brasil avançou, mas ainda faltam recursos. Nos cálculos da campanha, só para a educação básica seriam necessários mais R$ 29 bilhões emergen- ciais para garantir uma educação de qualidade”.

É dever do Estado, conforme previsto no inciso I

do art. 206, da CF, não só assegurar o acesso à edu- cação, como garantir o ensino de qualidade para todos, cujo financiamento com base no custo aluno-qualidade requer soma de recursos superiores ao disponibilizado no FUNDEB. É em relação a este último aspecto, o fi- nanciamento do custo aluno-qualidade, que o projeto

ora apresentado se detém.

A União, por meio do Legislativo, pode e deve

propor soluções para a questão do financiamento da qualidade da educação no Brasil. Um caminho viável é a redução da carga tributária incidente sobre a produ- ção, comercialização de bens e serviços enquadrados na categoria de despesas de manutenção e desenvol- vimento do ensino previstos no art. 70 da Lei Federal nº 9.394/96 (LDB). Neste contexto insere-se a proposta de projeto de lei que oferecemos à elevada consideração

das Casas do Congresso Nacional, incluído um quadro (Anexo I) sobre o impacto dos benefícios desta proposta sobre uma instituição federal de ensino com aproxima- damente 19 mil alunos, a título de exemplo. Finalizando, lembro aos Caros Pares do Congres- so Nacional que a história registra que os países que tiveram um significativo desenvolvimento econômico e

social nos últimos 65 anos, construíram seu crescimento com base em sólidos investimentos em educação. Portanto, estou convicto que este projeto de lei receberá o necessário apoio de todos os congressis- tas brasileiros. Sala das Sessões, em 4 de agosto de 2010.– Deputado Chico Daltro.

ANEXO I

PROJETO DE LEI Nº 7.742, DE 2010 (Do Sr. Lindomar Garçon)

Autoriza os Agentes Penitenciários Federais e Estaduais a portarem arma fora do horário de expediente. Despacho:às Comissões de:trabalho, de Administração e Serviço Público e Constituição e Justiça e de Cidadania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Aprecia- ção Conclusiva pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º. Fica incluído o inciso XI no artigo 6º da Lei Nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, na forma seguinte:

“Art. 6º. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional, salvo para os casos previstos em legislação própria e para:

… XI – Agentes Penitenciários Federais e Estaduais”.

Art. 2º. O § 1º do artigo 6º da Lei Nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003, passa a vigorar com a se- guinte redação:

Art. 2º. O § 1º do artigo 6º da Lei Nº 10.826, de 22 de dezembro

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Ҥ 1 o As pessoas previstas nos incisos

I, II, III, V, VI e XI do caput deste artigo terão

direito de portar arma de fogo de propriedade particular ou fornecida pela respectiva corpora- ção ou instituição, mesmo fora de serviço, nos

termos do regulamento desta Lei, com validade em âmbito nacional para aquelas constantes dos incisos I, II, V e VI”.

Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data da sua publicação.

Justificação

Entretanto, é certo que Jorge Amado foi registrado no povoado de Ferradas, pertencente a Itabuna. Amado foi superado, em número de vendas, ape-

nas por Paulo Coelho mas, em seu estilo – o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões, o Nobel da língua portuguesa. Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta, Gabriela e Tereza Batista são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos.

A obra literária de Jorge Amado conheceu inú-

meras adaptações para cinema, teatro e televisão,

 

A

presente proposta tem por objetivo possibilitar

além de ter sido tema de escolas de samba por todo o

o

porte de arma, pelos Agentes Penitenciários federais

Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em

e

estaduais, fora do horário do expediente.

49 idiomas, existindo também exemplares em braille

É notório que suas atividades podem comprome-

ter a sua integridade física fora do ambiente de traba-

lho, tendo em vista o estado de risco permanente ao qual os Agentes Penitenciários Federais e Estaduais estão submetidos, fora de serviço. Assim sendo, conclamo os meus pares ao apoia- mento da presente proposta legislativa, propugnando por sua aprovação. Sala das Sessões, 4 de agosto de 2010.– Depu- tado Lindomar Garçon, PV/RO.

PROJETO DE LEI Nº 7.745, DE 2010 (Do Sr. Roberto Alves)

Institui o ano de 2012 como “Ano Na- cional Jorge Amado”. Despacho:às Comissões de: Educação

e Cultura e Constituição e Justiça e de Cida- dania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º É instituído o ano de 2012 como “Ano Na- cional Jorge Amado”, em comemoração ao centenário

de nascimento do escritor. Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agos- to de 1912 Itabuna, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de to- dos os tempos. Existem dúvidas sobre o exato local de nascimento de Jorge Amado. Alguns biógrafos indicam que o seu nascimento se deu na Fazenda Auricídia,

à época município de Ilhéus. Mais tarde as terras da

fazenda Auricídia ficaram no atual município de Itajuí- pe, com a emancipação do distrito ilheense de Pirangy.

e em fitas gravadas para cegos. Como Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, é

representante do modernismo regionalista (segunda geração do modernismo). Jorge Amado foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 6 de abril de 1961, ocupando a cadeira 23, cujo patrono é José de Alencar. De sua experiên- cia acadêmica, bem como para retratar os casos dos imortais da ABL, escreveu Farda, fardão, camisola de dormir, numa alusão clara ao formalismo da entidade

e à senilidade de seus membros, então. Nosso projeto visa estabelecer o reconhecimento póstumo a este grande escritor brasileiro no ano em que comemoraria cem anos de nascimento. Conto com a aprovação dos Nobres Pares, a este importante projeto de lei que fomentará ainda mais a leitura e a escrita em nosso Pais. Que Deus os abençoe. Sala da Sessões, em 4 de agosto de 2010.– Deputado Roberto Alves, Partido Trabalhista Bra- sileiro –São Paulo.

PROJETO DE LEI Nº 7.747, DE 2010 (Do Sr. Augusto Carvalho)

Altera as Leis nº 11.128, de 28 de junho de 2005; nº 10.260, de 12 de julho de 2001; E Nº 8.036, de 11 de Maio de 1990. Despacho:às Comissões de:trabalho, de Administração e Serviço Público; Educação e Cultura; Finanças e Tributação (Mérito e Art. 54, Ricd) e Constituição e Justiça e de Cida- dania (Art. 54 RICD). Apreciação:proposição Sujeita à Aprecia- ção Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º O parágrafo único, do art. 1º, da Lei nº 11.128, de 28 de junho de 2005, que dispõe sobre o

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Programa Universidade para Todos (PROUNI), passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 1º

Parágrafo único. A comprovação de que trata o caput será exigida a partir do ano-ca- lendário de 2011.” (NR) Art. 2º Os arts. 2º, 5º e 6º, da Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES), passam a vigorar com a seguinte redação:

Art. 2º

§ 6º O disposto no parágrafo anterior,

aplicar-se-á aos contratos firmados no âmbito do FIES até a data da publicação desta Lei,

utilizando-se as mesmas condições de rene- gociação adotadas para os contratos de que trata o referido parágrafo.” (NR)

“Art. 5º

11. As garantias de que trata o § 9 o des-

te artigo poderão ser dispensadas para estu-

dantes devidamente considerados de baixa renda pelo órgão competente.” (NR)

§

“Art. 6º

§ 3º Serão absorvidas pelo FIES, na for-

ma do regulamento, as mensalidades devidas por estudante, em tratamento ambulatorial, acometido de neoplasia maligna, ou que seja portador de síndrome da imunodeficiência ad- quirida, cardiopatia, nefropatia ou hepatopatia greves.” (NR) “§ 4º Sem prejuízo do disposto no caput, será suspensa a exigibilidade do saldo deve- dor enquanto o estudante financiado estiver no gozo de seguro-desemprego, na forma do regulamento.” (NR) Art. 3º O art. 20 da Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, que dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com redação dada pelas Medidas Provisórias nºs 2.164-41 e 2.197-43, ambas de 2001; e pelas Leis nºs 11.977, de 7 de junho de 2009; 12.058, de 13 de julho de 2009; e 12.087, de 11 de novembro de 2009, passa a vigorar acrescido do seguinte inciso XVIII:

XVIII – pagamento de juros, amortização ou liquidação de contrato de financiamento es- tudantil celebrado pelo titular, ou dependente com idade de até 24 (vinte e quatro) anos, no âmbito do Programa de Crédito Educativo, de que trata a Lei nº 8.436, de 25 de junho de 1992, ou do Fundo de Financiamento ao Estu- dante do Ensino Superior (FIES), tratado pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001.” (NR)

Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificação

A Constituição Federal de 1988 sobreleva o dever do Estado com a educação, considerando-a direito de todos, a ser promovida e incentivada com a colabora-

ção da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Reforça, ainda, que um dos princípios do ensino é ser ministrado com base na igualdade de condições para o acesso e permanên- cia do aluno na escola. A Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudan-

te do Ensino Superior (FIES), foi alterada pela Lei nº

12.202, de 14 de janeiro de 2010, e passou a permitir aos profissionais do magistério público e médicos dos programas de saúde da família o abatimento do saldo devedor do FIES e a utilização de débitos com o INSS como crédito do FIES pelas instituições de ensino. Essas iniciativas se mostraram relevantes, a ponto de assegurar lugar no concerto das políticas educa- cionais brasileiras, orientadas pela finalidade precípua de expandir oportunidades educacionais na educação superior, mediante atuação suplementar ao setor pú- blico. Entretanto, é preciso avançar!

Preliminarmente, o presente projeto visa a propor- cionar maior prazo para a comprovação da quitação de

tributos e contribuições, por parte das entidades mante- nedoras das instituições de ensino superior que aderem ao Programa Universidade para Todos (PROUNI), nos termos da Lei n o 11.096, de 13 de janeiro de 2005. Propõe, ainda, modificar a Lei 10.260, de 2001, para estabelecer novo prazo de carência nos financia- mentos concedidos e permitir a renegociação de con- tratos, bem como promover alterações na Lei nº 8.036, de 11 de maio de 1990, para permitir a movimentação de conta vinculada do trabalhador no pagamento de dívida contraída junto ao FIES. Da mesma forma, temos acompanhado a difi- culdade dos alunos em conseguir a figura do fiador.

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tudantes devidamente considerados de baixa renda é medida salutar. Vale lembrar que a própria lei do FIES dispõe que oferecer essas garantias adequadas, além de medida alternativa, pode ser apresentada pelo es- tudante financiado ou pela entidade mantenedora da instituição de ensino.

O País tem avançado em proporcionar o acesso

à educação superior, contudo ainda estamos longe de

alcançar níveis aceitáveis de atendimento às deman- das da população e às necessidades da sociedade,

especialmente da população mais carente.

O fator sócio-econômico permanece atuando

como importante barreira para a continuidade da tra- jetória de significativos contingentes de cidadãos bra-

sileiros. Os diferentes mecanismos de financiamento hoje disponíveis são instrumentos de políticas públicas que pretendem oferecer solução para este problema. Direcionados a atender segmento da população brasileira com relativa capacidade de suportar os gas- tos educacionais, os programas em alusão configuram solução criativa do Poder Público, em face da escassez de recursos. Com efeito, aliam-se às perspectivas de melhoria das famílias, que vêem os gastos em edu- cação superior como investimento de retorno futuro. Assim, torna-se interesse do Estado e da sociedade ver ampliada a parcela da população intelectualmente preparada e profissionalmente qualificada.

O FIES se apresenta com características muito

particulares no contexto da política educacional do país. Concebido para ser um programa auto-sustentável, ele

é conduzido pelo Ministério da Educação e controlado pela Caixa Econômica Federal. Subsidia a graduação

de estudantes em faculdades particulares. Seria ali- mentado, anualmente, com o produto de amortizações

e remuneração de empréstimos concedidos anterior-

mente, sem prejuízo de novas dotações oriundas de fontes específicas a ele vinculadas. Todavia, importa destacar que ele não se presta à geração de lucro. É que, a despeito de plausível possi- bilidade de retorno pessoal, a educação é um bem so- cial revestido do maior interesse público. Por tudo isso, entendemos que, a despeito de todas as inovações de que tem se beneficiado ao longo de quase uma década de vigência, o FIES continua a exigir e a merecer ajus-

tes, para que possa refletir a realidade dos estudantes financiados e, com isso, ter mitigados os problemas a ela ainda associados, como é o caso da inadimplência. Destarte, a partir de reivindicações dos estudan- tes e intensos debates sobre a matéria no Congresso Nacional, dentre as inovações propostas, destaca-se

a questão da taxa de juros e a renegociação do saldo

devedor para contratos vigentes. Outra medida ne- cessária é o ajuste nas normas de gestão, no intuito

específico de ampliar a possibilidade de satisfação das obrigações contratadas por estudantes, com a permissão de uso dos recursos do FGTS, pelos pró- prios trabalhadores, quando estudantes ou em bene- fício de seus filhos. Esta proposição foi inspirada em projeto de lei de autoria do ilustre senador Sérgio Zambiasi (PTB/ RS), que tramita no Senado Federal e trata de matéria correlata. Com a iniciativa, pretendemos antecipar o debate sobre o tema na Câmara dos Deputados. Nesse sentido, outro não é o nosso propósito se- não o de apresentar sugestões convenientes e oportu- nas para contribuir com o efetivo aperfeiçoamento da legislação vigente, proporcionando ampliar oportunida- des educacionais a todos os brasileiros, para as quais solicitamos o apoio dos nobres Pares. Sala das Sessões, 05 de agosto de 2010. – Deputado Augusto Carvalho,PPS-DF.

PROJETO DE LEI Nº 7.750, DE 2010 (Do Senado Federal) PLS Nº 545/2007 OFÍCIO (SF) Nº 1.714/2010

Altera a Lei nº 8.934, de 18 de novem- bro de 1994, e a Lei nº 10.406, de 10 de ja- neiro de 2002 (Código Civil), para atualizar a terminologia referente ao Registro Público de Empresas e Atividades Afins. Despacho:às Comissões de: Desenvol- vimento Econômico, Indústria E Comércio e Constituição e Justiça e de Cidadania (Mérito

e Art. 54, RICD). Apreciação: Proposição Sujeita à Apre- ciação Conclusiva Pelas Comissões – Art. 24 II.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º A ementa da Lei nº 8.934, de 18 de novem- bro de 1994, que dispõe sobre o Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins e dá outras pro- vidências, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Dispõe sobre o Registro Público de Em- presas e Atividades Afins e dá outras provi- dências.”

Art. 2º A Lei nº 8.934, de 18 de novembro de 1994, passa a vigorar com as seguintes modificações:

“TÍTULO I Do Registro Público de Empresas e Atividades Afins”

“Art. 1º O Registro Público de Empresas

e Atividades Afins, subordinado às normas

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DIÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Terça-feira 24

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gerais prescritas nesta Lei, será exercido em todo o território nacional, de forma sistêmica, por órgãos federais e estaduais, com as se- guintes finalidades:

I – dar garantia, publicidade, autentici-

dade, segurança e eficácia aos atos jurídicos

das empresas submetidos a registro, na for- ma desta Lei;

III – proceder à matrícula dos agentes

auxiliares da empresa, bem como ao seu can- celamento. (NR) Art. 2º Os atos das empresas serão ar- quivados no Registro Público de Empresas

e Atividades Afins, independentemente de

seu objeto, salvo as exceções previstas em lei. (NR) Art. 3º Os serviços do Registro Público de Empresas e Atividades Afins serão exercidos, em todo o território nacional, de maneira uni- forme, harmônica e interdependente, pelo Sis- tema Nacional de Registro de Empresas (SIN- REM), composto pelos seguintes órgãos:

II – as juntas empresariais, como órgãos

locais, com funções executora e administrativa dos serviços de registro. (NR)

Art. 4º O Departamento Nacional de Re- gistro do Comércio (DNRC), criado pelos arts.

17, II, e 20 da Lei nº 4.048, de 29 de dezem- bro de 1961, órgão integrante do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, tem por finalidade:

I – supervisionar e coordenar, no plano

técnico, os órgãos incumbidos da execução dos serviços de Registro Público de Empresas

e Atividades Afins;

II – estabelecer e consolidar, com exclusi-

vidade, as normas e diretrizes gerais do Regis- tro Público de Empresas e Atividades Afins;

III – solucionar dúvidas ocorrentes na in-

terpretação das leis, regulamentos e demais normas relacionadas com o registro de empre-

sas, baixando instruç