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COLÉGIO ADVENTISTA DA LIBERDADE Profª Cinthia Yamashita – Artes 1º Ano – FOTOGRAFIA / ARTE

COLÉGIO ADVENTISTA DA LIBERDADE Profª Cinthia Yamashita Artes

1º Ano FOTOGRAFIA / ARTE PÓS MODERNA

Fotografia

História

A palavra Fotografia vem do grego [fós] ("luz"), e [grafis] ("estilo", "pincel")

ou grafê, e significa "desenhar com luz e contraste‖. Por definição, fotografia é, essencialmente, a técnica de criação de imagens por meio de exposição luminosa, fixando esta em uma superfície sensível. A

primeira fotografia reconhecida remonta ao ano de 1826 e é atribuída ao francês Joseph Nicéphore Niépce. Contudo, a invenção da fotografia não é obra de um só autor, mas um processo de acúmulo de avanços por parte de muitas pessoas, trabalhando juntas ou em paralelo ao longo de muitos anos. Ao longo da história, diversas pessoas foram agregando conceitos e processos que deram origem à fotografia como a conhecemos. O mais antigo destes conceitos foi o da câmara escura conhecida por Leonardo da Vinci que a usava, como outros artistas no século XVI para esboçar pinturas.

Imagem da primeira fotografia permanente do mundo feita por Niépce, em 1825.

Imagem da primeira fotografia permanente do mundo feita por Niépce, em 1825.

Câmara Escura

Câmara Escura

Se

por um lado os princípios fundamentais da fotografia se estabeleceram há décadas

e,

desde a introdução do filme fotográfico colorido, quase não sofreram mudanças,

por outro, os avanços tecnológicos têm sistematicamente possibilitado melhorias na qualidade das imagens produzidas, agilização das etapas do processo de produção e

a redução de custos, popularizando o uso da fotografia. Atualmente, a introdução da tecnologia digital tem modificado drasticamente os paradigmas que norteiam o mundo da fotografia. Os equipamentos, ao mesmo

tempo que são oferecidos a preços cada vez menores, disponibilizam ao usuário médio recursos cada vez mais sofisticados, assim como maior qualidade de imagem

e facilidade de uso. A simplificação dos processos de captação, armazenagem,

impressão e reprodução de imagens proporcionados intrinsecamente pelo ambiente digital, aliada à facilidade de integração com os recursos da informática, como organização em álbuns, incorporação de imagens em documentos e distribuição via Internet, têm ampliado e democratizado o uso da imagem fotográfica nas mais diversas aplicações. A incorporação da câmera fotográfica aos aparelhos de telefonia móvel têm definitivamente levado a fotografia ao cotidiano particular do indivíduo.

Dessa forma, a fotografia, à medida que se torna uma experiência cada vez mais pessoal, deverá ampliar, através dos diversos perfis de fotógrafos amadores ou profissionais, o já amplo espectro de significado da experiência de se conservar um momento em uma imagem.

Equipamentos

A fotografia se estabiliza como processo industrial no século XX articulando uma câmera ou câmara escura, como dispositivo

formador da imagem e um modo de gravação da imagem luminosa uma superfície fotossensível, que pode ser filme fotográfico,

o papel fotográfico ou, no caso da fotografia digital, um sensor digital CCD/CMOS que transforma a luz em um mapa de impulsos

elétricos, que serão armazenados como informação em um cartão digital de armazenamento. Os controles são geralmente inter-relacionados. Por exemplo, a exposição varia segundo a abertura (que determina a quantidade de luz) multiplicada pela velocidade do obturador (que determina um tempo de exposição), o que varia o tom da foto, a profundidade de campo fotográfico e o grau de corte temporal do modelo fotografado. Diferentes distâncias focais das lentes permitem variar a conformação da profundidade da imagem, bem como seu ângulo.

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COLÉGIO ADVENTISTA DA LIBERDADE Profª Cinthia Yamashita – Artes Os controles das câmeras podem incluir:

COLÉGIO ADVENTISTA DA LIBERDADE Profª Cinthia Yamashita Artes

Os controles das câmeras podem incluir: - Foco - Abertura das lentes - Tempo de
Os controles das câmeras podem incluir:
- Foco
- Abertura das lentes
- Tempo de exposição (ou velocidade de abertura do obturador)
-
-
Sensibilidade do filme
-

Distância focal das objetivas fixas: (teleobjetiva, normal ou grande-angular), ou variáveis (zoom)

Fotômetro (mede intensidade da luz - velocidade de obturação ou abertura de diafragma)

Fotografia como arte

Fotografia Artística – Henri Cartier Bresson

Fotografia Artística Henri Cartier Bresson

A discussão sobre se a fotografia é arte ou não é longa e envolve uma diversidade de opiniões. De acordo com Barthes (filósofo francês), muitos não a consideram arte, por ser facilmente produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. Nela há uma série de símbolos organizados pelo artista e o receptor os interpreta e os completa com mais símbolos de seu repertório.

Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador. Tem de haver sensibilidade, registrando um momento único, singular. O fotógrafo recria o mundo externo através da realidade estética. Em um mundo dominado pela comunicação visual, a fotografia só vem para acrescentar, pode ser ou não arte, tudo depende do contexto, do momento, dos ícones envolvidos na imagem. Cabe ao observador interpretar a imagem, acrescentar a ela seu repertório e sentimento.

Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.Henri Cartier-Bresson

Fotógrafos renomados:

Henri Cartier Bresson

Henri Cartier Bresson

— Henri Cartier-Bresson Fotógrafos renomados: Henri Cartier Bresson Dorothea Lange Robert Capa P. 2 Sebastião Salgado

Dorothea Lange

Robert Capa

Robert Capa

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— Henri Cartier-Bresson Fotógrafos renomados: Henri Cartier Bresson Dorothea Lange Robert Capa P. 2 Sebastião Salgado

Sebastião Salgado

COLÉGIO ADVENTISTA DA LIBERDADE Profª Cinthia Yamashita – Artes Arte Pós-Moderna A arte pós-moderna é

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Arte Pós-Moderna

A arte pós-moderna é definida por alguns pesquisadores como uma arte que surgiu e prevalece devido ao capitalismo

contemporâneo, que se estabeleceu após a queda do Muro de Berlim e conseqüente derrocada do sistema socialista como uma

forma de governo que pudesse ser sustentada pelos governos ao redor do mundo.

Essa crise ideológica que se abateu sobre o mundo no século XX é a grande responsável pelo surgimento do pós-moderno, uma arte que se firma sobre o esgotamento da arte Modernista, cuja influencia foi sentida até fins do século XX. Uma das primeiras vezes que o termo ―pós-moderno‖ foi usado foi por um brasileiro, Mário Pedrosa, em 1964, ao classificar a forma de arte praticada por Hélio Oiticica.

A arte pós-moderna não é aceita por todos os autores, críticos ou artistas, e muitos deles chegam a evitar o termo. Outros

afirmam que o termo não é adequado pois não houve uma ruptura com a estética modernista, como a palavra ―pós‖ sugere – o que houve foi uma maior fragmentação da realidade, do tempo e do espaço.

Os Muitos Nomes da Arte Pós-Moderna

O modernismo abrange as manifestações artísticas ocorridas do final do século passado até o início dos anos 60. A partir de

então, ou mais precisamente desde a Op Art, as tendências artísticas são agrupadas sob a denominação de Pós-Modernismo.

Entre as muitas tendências em que se dividem as criações artísticas pós-modernas estão o Happening, a Arte Conceitual, a Arte Digital, o Hiper-Realismo, a Minimal Art e a Body Art. Conhecer cada um desses movimentos não é tarefa simples, pois sua definição não é ainda uma questão plenamente resolvida pelos críticos de arte. Além disso, muitos artistas ligados a essas tendências são pouco conhecidos, uma vez que fizeram uma trajetória artística muito breve, participando apenas de algumas exposições ou apresentações. De modo geral, esses movimentos surgiram na Europa e nos Estados Unidos no final da década de 60 e nos primeiros anos da década de 70. Eles procuraram realizar uma síntese que ignorou os limites entre as artes plásticas e as outras expressões artísticas.

HAPPENING

O Happening (do inglês, acontecimento) é uma forma de expressão das artes

visuais que, de certa maneira, apresenta características das artes cênicas. Neste

tipo de obra, quase sempre planejada, incorpora-se algum elemento da

espontaneidade

ou

improvisação, que nunca se repete da mesma maneira a cada nova programação.

O

Happening incorpora ao mesmo tempo elementos das artes plásticas (cenário,

roupas, cores, etc.), da música, do teatro, cinema, literatura e até mesmo da política. É um espetáculo coletivo, no qual os artistas não estão sujeitos a um roteiro predeterminado, podendo atuar livremente e de improviso.

predeterminado, podendo atuar livremente e de improviso. ARTE CONCEITUAL Os artistas pós-modernos discutiram também

ARTE CONCEITUAL

Os artistas pós-modernos discutiram também a questão do ato de criar a obra de arte. A Arte Conceitual define-se como o movimento artístico moderno ou contemporâneo que defende a superioridade das idéias veiculadas pela obra de arte, deixando os meios usados para criar em lugar secundário. Para os artistas conceituais, por exemplo, a arte não precisava de nenhum suporte material como pedra, tela, tintas ou qualquer outro. O artista Conceitual apenas propõe idéias de obras e o receptor da proposta deve imaginá-las. Assim, a exposição de Arte Conceitual que ocorreu na Alemanha em 1969 limitou-se a um catálogo, em que cada artista expunha em algumas páginas suas obras, ou seja, seus conceitos e suas idéias sobre elas. A arte conceitual recorre freqüentemente ao uso de fotografias, mapas e textos escritos.

Marcel Duchamp – A Fonte P. 3

Marcel Duchamp A Fonte

P. 3

COLÉGIO ADVENTISTA DA LIBERDADE Profª Cinthia Yamashita – Artes Pablo Alfieri HIPER REALISMO ARTE DIGITAL

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Pablo Alfieri

Pablo Alfieri

HIPER REALISMO

ARTE DIGITAL

Com o desenvolvimento acelerado da informática a partir da década de 60, o computador invadiu praticamente todas as áreas da atividade humana, incluindo a criação artística. Em vez de tela, pincel e tintas, os artistas ligados à Arte por Computador usam programas de computação para criar obras que podem ser 2 reproduzidas na televisão, no cinema ou mesmo em papel. Mas o fundamental é que tais obras resultam da utilização de linguagem lógica da informática. Através dela e com o auxilio de sofisticado equipamento, o artista transforma impulsos eletrônicos em imagens na tela de vídeo. Apesar de tudo isso, o cotidiano vivido pelo homem é um eterno e forte apelo à imaginação criadora do artista. Talvez seja por isso que ao longo da história os movimentos realistas sempre ressurgem.

Ron Mueck

Ron Mueck

No entanto, é necessário observar que, apesar do nome, as obras realistas nunca foram um retrato fiel da realidade, pois a obra de arte é sempre o resultado da visão pessoal do artista, de sua interpretação do real. O realismo da década de 70, chamado de Hiper-Realismo. Tinha como proposta representar um tema familiar, mas procurando explicitar para o observador aspectos surpreendentes desse tema. Em geral os pintores Hiper-realistas faziam seus quadros a partir de fotografias, de preferência em preto e branco. O uso das cores era uma opção do artista para com elas criar, numa tela plana, efeitos intensos de volume, luz e profundidade.

Richie Hawtin

Richie Hawtin

MINIMAL ART OU MINIMALISMO

As obras criadas pelos artistas ligados a Minimal Art apresentam formas geométricas simples, repetidas simetricamente e de grandes proporções.

Bruce Naumann

Bruce Naumann

BODY ART

Já a Body Art caracteriza-se pelo uso que o artista faz de seu próprio corpo como base para a criação plástica. Bruce Naumann, por exemplo, artista ligado a esse movimento, apresentou em 1966 uma fotografia dele próprio lançando água pela boca, intitulada ―Retrato do Artista como uma Fonte‖.

Características do Pós-Modernismo:

- Eliminação das fronteiras entre arte erudita e popular. Podemos dizer que foi uma espécie de unificação da arte erudita com a popular. Nisso a arte pós-moderna criou um produto de aceitação por todas as camadas sociais.

- Ecletismo. O ecletismo não obedece a regras, nem questionando limites entre o bom e o mau gosto. Serias mais ou menos assim: o que importa é o que eu penso!

- Intertextualidade. É o uso de temas do cotidiano apresentado ao público de outro ponto de vista. Em sua maioria com objetivo irônico a até paródico.

- Individualismo narcisista. Dedica-se às lutas minoritárias. Ou seja, a ecologia, as mulheres, os negros, homossexuais, entre outros.

- Niilismo. A pessoa em nada crê e nada espera, por nada luta e não acredita que haja um sentido para a sua existência, entregando-se ao prazer do consumo e tirando o máximo que pode do presente. Isso é niilismo.

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