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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DO

MARANHÃO – CAMPUS AÇAILÂNDIA


CURSO LICENCIATURA PLENA EM QUÍMICA

WILLIAM ARAUJO DA SILVA

MEMORIAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO III

AÇAILÂNDIA
2022
WILLIAM ARAUJO DA SILVA

MEMORIAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO III

Memorial apresentado ao curso de Licenciatura Plena


em Química do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Maranhão – Campus
Açailândia, como requisito para a obtenção de nota
da disciplina de estágio supervisionado III.

Orientador: Prof. Dr. Cassio Da Silva Dias

AÇAILÂNDIA
2022
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................4
2. DESENVOLVIMENTO............................................................................................5
2.1. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO.............................................................5
2.2. OBSERVAÇÃO: AULAS MINISTRADAS PELO PROFESSOR...................5
2.2.1. PRIMEIRO ANO: TURMA 100 e 101.......................................................
5
2.2.2. SEGUNDO ANO: TURMA 200, 201 e 202..............................................
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2.2.3. TERCEIRO ANO: TURMA 300 e 301.....................................................
7
2.3. REGÊNCIA ESCOLAR..................................................................................9
2.3.1. PLANEJAMENTO....................................................................................9
2.3.1. REGÊNCIA.............................................................................................10
2.3.1.1. PRIMEIRO ANO..................................................................................10
2.2.4.2. SEGUNDO ANO..................................................................................10
2.2.4.3. TERCEIRO ANO..................................................................................11
3. CONCLUSÃO.......................................................................................................12
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................13
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1. INTRODUÇÃO

O estágio supervisionado é a chave para que futuros profissionais da


educação possam adquirir experiência e enriquecimento em sua formação
acadêmica. Nesse momento o futuro docente começa traçar planos e metas em
busca de uma formação mais significativa, que consiga suprir todas as suas
expectativas durante a prática escolar. O objetivo do estágio supervisionado é
garantir ao discente a oportunidade de desenvolver os conhecimentos obtidos em
sala de aula e aplicar no campo prático, alcançando a maturidade profissional
(CORTE; LEMKE, 2015).
A educação é o efeito de educar ou aprimorar a inteligência humana,
tornando-a crítica, formal e social. A interação entre teoria e prática possibilita
estabelecer as conexões necessárias para o desenvolvimento do aluno, pois a partir
deste momento o cérebro será estimulado em uma busca inesgotável pelo que foi
aprendido para ver sua aplicação em sala de aula ( REGINA; FELIX, 2008)
O licenciando é o ator principal na sua formação, e a relação professor-aluno
é muito importante, a ponto de determinar ações pessoais em relação aos métodos,
avaliações e temáticas. Se a interação entre ambos forem precisas, a capacidade
de aprendizagem aumenta e estabelece uma condição eficaz no ensino-
aprendizagem.
Segundo (VASCONCELLOS, 1993. p 26).

A sala de aula é o lugar em que há uma reunião de seres


pensantes que compartilham ideias, trocam experiências, contam
histórias, enfrentam desafios, rompem com o velho, buscam o
novo, enfim, há pessoas que trazem e carregam consigo saberes
cotidianos que foram internalizados durante sua trajetória de vida,
saberes esses que precisam ser rompidos para dar lugar a novos
saberes.

Assim, o professor deve proporcionar esse espaço para envolver os alunos no


processo de ensino- aprendizagem, não basta apenas transmitir informações ou
fazer questionamentos, mas também os ouvir, analisar suas opiniões e proceder
diante dos diagnósticos realizados. É importante que o discente como analista de
estágio, perceba os percalços enfrentados pelos estudantes e a importância de se
adequar à realidade revelada durante a prática, reconhecer e reformular o seu
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modelo de ensino para não adotar métodos mecânicos (CRISTINA; RIOS;


CASSUNDÉ, [s.d.]).
A regência escolar é um dos pontos mais importantes do estágio, é momento
que o aluno assume a turma, no lugar do professor titular, e essa atividade necessita
de plano de aula, material didático, apresentados ao docente. Após toda essa
preparação o estagiário começar sua trajetória de aulas, no qual essas aulas
evidenciam diversas características jamais conhecidas, e que podem ajudá-lo a
rever suas atitudes e métodos abordados perante a turma (CARVALHO; LIMA,
2009).
Portanto, toda observação no estágio supervisando aflora o senso de
criatividade, independência e índole do aluno, perante sua trajetória como educador
e assim tornando-se um docente que se compromete com a educação da
comunidade.

2. DESENVOLVIMENTO

O estágio supervisionado fora realizado no Centro De Ensino Darcy Ribeiro,


localizada na rua 05, Quadra 05, S/N Pequiá, Açailândia – MA, 65930-00. A
observação relata vários momentos na escola, desde as aulas ministradas pelo o
docente até a regência escolar.

2.1. OBSERVAÇÃO E PLANEJAMENTO

O Início do estágio ocorreu em sala de aula, após migrou-se para observação


no Centro De Ensino Darcy Ribeiro, nas turmas 1º, 2º e 3º ano do ensino médio,
onde foram contabilizados 90 horas no total de 165, sendo elas divididas em
elaboração de atividades, conselho de classe, observações nas aulas teóricas e
regência escolar.
As observações iniciaram a partir da análise da conduta dos alunos e do
professor-supervisor durante as aulas. Destacando o docente em questão, o mesmo
utilizava estratégias simples para estimular a participação dos estudantes, onde ele
associava os conteúdos expostos em aula com cotidiano. O presente relatório será
dividido entre os três anos de ensino, pois foram acompanhadas sete turmas.
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2.2. OBSERVAÇÃO: AULAS MINISTRADAS PELO PROFESSOR


2.2.1. PRIMEIRO ANO: TURMA 100 e 101

Nas turmas do primeiro ano o professor ministrou aulas de revisão para


resgatar os conhecimentos obtidos no passado e prosseguir nos novos conteúdos.
Esse método da resolução de exercícios, impacta de maneira significativa, pois uma
vez que os alunos respondem as atividades em casa e depois corrigem em sala de
aula, ocorre um diálogo entre o aluno-professor, onde o docente os questionam em
busca de respostas, não necessariamente a correta, mas sim que condizem com o
propósito, que é a participação dos alunos durante a aula. A interação entre o
docente e discente proporciona uma troca de informações que facilita na absorção
dos conteúdos de maneira espontânea, o intuito dos questionamentos é impulsionar
o aluno a pensar, refletir, errar e transpor o ponto de vista sobre as ideias expostas
(ALVES LINHARES et al., 2014).
Segundo (SOUZA et al., 2009, p. 161),

Considerar os conhecimentos cotidianos dos alunos como referência


para o ensino possibilita que eles se reconheçam como sujeitos
detentores de conhecimento, e que percebam a escola e o professor
como colaboradores na ampliação e construção de novos
conhecimentos.”

Nesse sentido, é importante sempre fazer analogia dos exemplos com a


realidade dos alunos, mesmo tendo diversos fatores que corrobora para a
desmotivação na aprendizagem. Um fator que desestimulava os alunos era a falta
de material didático, pois a escola não disponibilizava os livros para uma parcela de
alunos, devido a reformar do novo ensino médio, que unifica as três ciências
(Química, Física e Biologia) em único livro, dominando “Ciências da Natureza”. O
mediador mesclava os conteúdos que envolvia Química e ministrava suas aulas,
mas há um ponto a ser posto em evidencia, que é a superficialidade dos conteúdos
abordados, o livro é divido em três disciplinas, com isso simplificaram os assuntos o
máximo e diminuíram os exercícios de fixação para ter em mão um material objetivo.
Segundo a BNCC, há oito competências que influencia a Ciências da
Natureza no ensino fundamental e ensino médio, no qual tem um compromisso em
desenvolver o letramento científico, ou seja, a capacidade de compreender e
interpretar o mundo (natural, social e tecnológico), mas também de transformá-lo.
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2.2.2. SEGUNDO ANO: TURMA 200, 201 e 202

A observação nas classes do segundo ano, partiu das análises das aulas
expositivas e dialogadas, com ênfase na aprendizagem sequencial de acordo com
livro didático, mas como comentado anteriormente, a escola encontrava-se sem
acervo de livros. A falta de material escolar configura em uma barreira no processo
de ensino e aprendizagem, porque se os discentes não conseguem acompanhar os
conteúdos em tempo ágil em relação aos demais, ocorre uma desigualdade no
ensino, gerando indagações diante dessa situação conflituosa, como,

(i) “Como eu vou fazer as atividades sem o livro?”


(ii) “Será que vou ter um aprendizado similar ao do meu colega?”
(iii) ” Eu estou em desvantagem porque não tenho livro?”

Refletir diante dessas perguntas é crucial para o processo de formação como


profissional da educação, ao passo que essa falha na aprendizagem não é a única
presente, há outros aspectos que afeta a retenção de conhecimento, como a
infraestrutura da escola, (carteiras, janelas e paredes) que está em estado crítico.
Este panorama atinge inteiramente no interesse do aluno, em ir para o colégio ou
até mesmo em prender a atenção nas aulas.
Notou-se que há um comportamento indisciplinado por parte de alguns alunos
durante as aulas, o qual dificultava o andamento, em um momento ou outro o
professor tinha que interromper a aula para chamar a atenção. A indisciplina escolar
há relação à com inúmeros fatores, desde a classe social, cultural e econômica.
Segundo (PARRAT-DAYAN,2012, p. 57)
As causas para indisciplina podem ter origem externa ou interna à
escola. As causas externas podem ser vistas na relativa influência
dos meios de comunicação, na violência social e também no
ambiente familiar. O divórcio, a droga, o desemprego, a pobreza, a
moradia inadequada, a ausência de valores, a anomia familiar, a
desistência por parte de alguns pais de educar seus filhos, a
permissividade sem limites, a violência doméstica e a agressividade
de alguns pais com os professores podem estar na raiz do problema.

A palavra indisciplina apresenta vários significados, mas no âmbito escolar se


associa a comportamento inconveniente, agitado, desobediência e etc., o qual
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demonstra falta de respeito as autoridades. Portanto, não podemos confirmar a


insubordinação dos alunos nas outras matérias, pois a questão não está restrita
apenas um fator, e sim algo que precisa ser investigado e discutido, para ter um
panorama geral .(CARDOSO, [s.d.]).

2.2.3. TERCEIRO ANO: TURMA 300 e 301

Nas turmas do terceiro ano o professor transmitia as aulas de maneira


clássica através do quadro branco, o qual estabelece rótulos na aprendizagem dos
alunos transcendendo a ideia de meros receptores. O uso constante desse artifício
torna o ensino engessado, ou seja, uma reprodução teórica onde não trabalha as
vivências. Há outras maneiras de captar atenção do aluno, como por exemplo, uso
do lúdico, experimentos demonstrativos, aprendizagem baseada em projetos,
pesquisas investigativas e de verificação. Nesse sentido, independente da
metodologia utilizada, os conhecimentos desenvolvidos devem estimular a
curiosidade e criatividade dos alunos, aflorando seu senso para criar, inventar e
compreender a ciência em diversos ambientes (EVILLY et al., 2014).
ANASTASIOU E ALVES (2010, p. 71) comentam que:
As estratégias visam à consecução de objetivos, portanto, há que ter
clareza sobre aonde se pretende chegar naquele momento com o
processo de ensinagem. Por isso, os objetivos que norteiam devem
estar claros para os sujeitos envolvidos – professores e alunos – e
estar presentes no contrato didático, registrado no Programa de
Aprendizagem correspondente ao módulo, fase, curso, etc...

Diante disso, a falta de estratégia contribui diretamente no rendimento dos


alunos, mas não podemos nos restringir a essa condição, já que há fatores externos
e internos que os influenciam, e um deles é o ensino na modalidade noturna, o qual
ajuda uma boa parte dos estudantes ao tempo que desenvolve problemas na
aprendizagem, porque o modelo de ensino médio no horário noturno é comumente
voltado para educação de jovens e adultos (EJA). Essa modalidade de ensino é
direcionada a pessoas que não conseguiram estudar no ensino regular, devido a
uma série de problemas, desde a desistência a situação econômica desfavorável.
Na instituição há inúmeros estudantes que trabalha, e essa parcela chegava na
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escola exausto, por causa da rotina cansativa, assim o entusiasmo em aprender


enfraquecia com cansaço excessivo.
Para (DUTRA-THOMÉ; PEREIRA; KOLLER, 2016) Nas sociedades
industrializadas os jovens assumem as obrigações dos adultos prematuramente,
entram para o mundo do trabalho e logo construí sua família, deixando de lado a
educação.
2.3. REGÊNCIA ESCOLAR
2.3.1. PLANEJAMENTO

Após o levantamento de informações da escola, turmas e docente, iniciou-se


a preparação das aulas a serem ministradas aulas. O professor-supervisor
disponibilizou seu cronograma de aulas para que pudéssemos criar os planos de
aulas, slides e atividades. O estágio foi organizado em duas partes, observação e
prática escolar. As tabelas 01 e 02 mostra o quadro de horas e o cronograma de
aulas ministradas.

Tabela 01: Quadro de horário das aulas ministradas

Turma Quantidade Hora aula Total de horas

1º ano: 100 3 01h:30min 04h:30min

1º ano: 101 3 01h:30min 04h:30min


2º ano: 200 6 45min 04h30min
2º ano: 201 6 45min 04h30min
2º ano: 202 6 45min 04h30min
3º ano: 300 6 45min 04h30min
3º ano: 301 6 45min 04h30min

Total de horas ministradas 31h30min

Fonte: Do autor (2022).

Tabela 02: Cronograma das aulas de Química

Horário Segunda Horário Quarta Horário Sexta


18:30 – 20:00 Quí-100 - - 18:30 – 19:15 Quí-301
10

Quí-100 - - 19:15 – 20:00 Quí-300


20:00 – 20:45 Quí-200 19:00 – 20:45 Quí-101 20:00 – 20:45 Quí-202
20:55 – 21:40 Quí-201 20:55 – 21:40 Quí-300 20:55 – 21:40 Quí-200
21:40 - 22:25 Quí-301 21:40 - 22:25 Quí-202 21:40 - 22:25 Quí-201

Fonte: Do autor (2022).

2.3.1. REGÊNCIA
2.3.1.1. PRIMEIRO ANO

As aulas ministradas nas turmas do 1º ano, foram sobre “Substâncias e


misturas” e Atomística”. A aula partiu da apresentação do conteúdo (Substâncias e
misturas), a princípio os alunos não lembrava ou conhecia certos vocábulos, como,
soluto, solvente, homogenia e heterogênea, mas ao decorrer do tempo, perguntas e
respostam foram resgatando conceitos e esclarecendo dúvidas. O dinamismo das
turmas teve um impacto importante, pois os alunos não tinham noção de como seria
utilizados esses conteúdos na sua vida, mas através das interações fomos
discutindo sua aplicação no dia a dia, até chegar em concesso por meio do exemplo,
entre a mistura da água e sal que forma mistura homogênea (THIESEN, 2008).
Em seguida foi entregue uma lista de exercícios para todos, para ser
resolvida em sala, porém é sabido que todos não conseguiram responder no
momento. É normal o aluno não assimilar bem o conteúdo no primeiro contato, no
entanto, para conhecer uma nova definição é necessário ter conhecimentos prévios
(MOREIRA, 2013).
A segunda e terceira aula foi sobre atomística, os alunos assimilaram bem o
conteúdo, diferente do primeiro assunto, um detalhe importante é atenção diante do
fato exposto. A aula perpassa por uma evolução histórica em linha cronológica
ativando o senso de curiosidade do aluno e impulsionando a buscar por
informações. Dentro desse assunto colocou-se em pauta os primeiros autores do
conceito “Átomo” e sua trajetória até o mundo contemporâneo.
Em relação ao conteúdo ministrado, os alunos tiveram um rendimento
expressivo em comparação ao primeiro, esse dado nos demonstra que mesmo com
recursos limitados é possível transmitir conhecimento de qualidade. Não focar
apenas nos problemas é um diferencial no momento de lecionar, já que os alunos
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não tem os livros, vamos utilizar o projetor, disseminar o conteúdo em forma de


áudio visual e tirar a rotina do quadro branco.

2.2.4.2. SEGUNDO ANO

Já nas turmas do 2º

ano, abordoou-se o conteúdo de estequiometria. O assunto fora delimitado em


quatro aulas, a primeira foi uma breve introdução sobre o conteúdo e a demais
foram aulas intercaladas entre teoria e resolução de exercícios proposto em aula.
Na primeira aula os alunos tiveram um certo desconforto diante dos conceitos
apresentados, uma das dificuldades principais, era, a utilização dos cálculos
matemáticos. Nesse tópico, o cálculo estequiométrico, é tomado por temas básicos
de Matemática, como, “Razão”, “Proporção” e “Regra de três”. O estudo desse
assunto, assim como os outros na área da Química, exige um mínimo de
conhecimento em matemática, portanto, para se ter um bom desempenho na
disciplina, é conveniente que os alunos tenham essa base escolar. A realidade dos
alunos perante a esse critério é crítica, pois há alunos que não conseguem realizar
as operações básicas, sem um uso de algum equipamento (Celular e/ou
calculadora).
A importância da Matemática serve de subsídio para facilitar o aprendizado
da química, esses critérios são intrinsecamente relacionados a um aprendizado
menos árduo, pois sem o mínimo de noção tornaria difícil de correlacionar as teorias
(WALVY, 2004; BRASIL, 2002).
As outras aulas foram direcionadas apresentação do conteúdo teóricos e
resolução das atividades propostas em sala de aula. Um número expressivo de
alunos não conseguira responder algumas questões, devido, ao olhar ilógico e a má
interpretação do enunciado, sendo consequência do aprendizado deficiente nas
series iniciais. A dificuldade no conteúdo tem a ver também com indisciplina, e
consequentemente a falta de atenção durante a aula, deixando o comprometimento
com a disciplina e colegas, propiciando para essa falha que afeta o meio envolvido.

2.2.4.3. TERCEIRO ANO


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O conteúdo lecionado no 3º ano, é sobre Química Orgânica. Abordamos o


tópico de “Nomenclatura dos compostos com cadeia normal” e “Hidrocarbonetos”.
Nas aulas ministradas nas turmas do 3º ano, os estudantes conseguiram
assimilar os conteúdos e demonstraram interesse sobre o tema exposto. Todas as
turmas estão passando pelos mesmos problemas, a carência dos livros didáticos,
mas para romper essa barreira no ensino, disponibilizamos um material simples e
objetivo para acompanhar as aulas. O intuito dessa estratégia é tornar as aulas mais
comunicativas, e tentar, conter temporariamente a falta de material, fazendo-o os
discentes a pesquisar e devolver as informações obtidas em formas de respostas.
Durante a aula apresentou-se uma visão geral das funções orgânicas básicas,
suas usabilidades no cotidiano, seguida de sua nomenclatura. A aula prosseguia da
seguinte metodologia, teoria e questões, após aplicou-se uma atividade para ser
resolvida em sala de aula, porém mesmo auxiliando aos alunos, percebeu-se uma
enorme dificuldade nas resoluções. Há diversas condições que prejudica os alunos,
vários delas foram mostradas nos tópicos anteriores. Os alunos levaram a atividade
para resolverem em casa, e trazer na próxima aula. Nas aulas seguintes teve breve
revisões dos conteúdos trabalhados, com objetivo de sanar dúvidas e iniciar tópicos
novos. Após todas aulas teóricas e exercícios em aula, separamos uma aula para
resolução de atividades, tornando-o o momento extremamente importante para
instigar a participação dos alunos.
Revisar é uma forma de refletir algo exposto e encontrar maneiras e meios
para expressar e aplica-lo. Desse modo, é importante que o aluno sempre entre em
contado com algo que estudou, fazendo analogia e aplicação em situações ao que
se insere esse conhecimento (TAVARES, 2008).

3. CONCLUSÃO

O estágio supervisionado demonstra a realidade da vida como docente, e tem


um papel muito importante na formação acadêmica. A sua intenção é deixar o aluno
familiarizando com o mercado de trabalho e reconhecer as dificuldades enfrentadas
pelos professores, sabendo lidar com situações diversas.
A experiência com o estágio é algo indispensável para os alunos, porque é
através dessa participação no ambiente escolar é possível corrigir erros que não são
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vistos de quem está dentro das escolas e que podem ser notados pelos estagiários
e ser fundamento para formular estratégias que possa mudar o cenário da
educação.
O empenho para ser um docente conceituado vai além do mero conhecimento
técnico e conceitual, pois saber lidar com pessoas, é um ponto a serem trabalhados
em vários profissionais, não só da educação propriamente dita. O estágio
supervisionado III, possibilitou aprender novos conhecimentos, adquirir experiências
por meio das aulas ministradas, e ver a realidade que os professores enfrentam
todos os dias.

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CARVALHO, Michelle Barroso de Oliveira; LIMA, Maria Socorro Lucena.


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p. 10, 2009.

CORTE, A. C. D.; LEMKE, C. K. O ESTÁGIO SUPERVISIONADO E SUA


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DESAFIOS DE ENSINAR Anelise. ETIC, Encontro de Inciação Científica, [S. l.], p.
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CRISTINA, Shirley; RIOS, Silva; CASSUNDÉ, Fernanda Roda S. A. Reflexões


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14

a implicação da avaliação no processo ensino/aprendizagem. [S. l.], v. 6, p.


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DUTRA-THOMÉ, Luciana; PEREIRA, Anderson Siqueira; KOLLER, Silvia Helena. O


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