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Sociologia

Conteúdos par prova – 2º ano

Professor Pedro Alexandre

EEMTI Marconi Coelho Reis


O que é
Cidadania?
“Todos podem e devem comer, trabalhar e obter uma
renda digna, ter escola, saúde, saneamento básico,
educação, acesso à cultura. Ninguém deve viver na miséria.
Todos têm direito a vida digna, à cidadania.”
O que é Cidadania?
Da raiz latina da palavra cidade (civitas) derivaram termos como civilização, civilizado,
civil, cívico, civilidade. Temos na sua correspondente grega (pólis) a origem das palavras
político, politizado, polido. Todos esses termos, de alguma forma, se relacionam à ideia
de cidadania.

Mas, o que torna um cidadão?


● Membro de um Estado;
● Ter direitos civis, políticos e sociais;
● Integrar uma comunidade.

Neste caso, podemos dizer que, ser cidadão é capacidade atribuída a um indivíduo de
ter determinados direitos políticos, sociais e civis e poder exercê-los no interior de um
Estado-Nação.
O que é Cidadania?

Segundo Thomas Marshall (1893-1981), a ideia de cidadania não é algo que nasce
acabada: ela é construída pouco a pouco pela adição de novos direitos, conquistados por
diferentes atores sociais, em lutas e reinvindicações organizadas ao longo da formação
da sociedade.

Na Roma antiga, cidadão era o habitante não escravizado da cidade, dono de


propriedade, do sexo masculino, que participava da sociedade com seu poder de voz e
de voto. Do mesmo modo, na Grécia antiga, cidadão era considerado aqueles que
participavam da vida política da cidade, o que era vedado à mulher, ao estrangeiro e ao
escravo.
O que é Cidadania?
Influenciados pelo pensamento idealista do filósofo alemão Immanuel Kant (1724-
1804), os agrupamentos que não faziam parte da nobreza e, portanto das decisões
políticas da cidade, passaram a protestar e reivindicar mais influência política e direitos
sociais. Dessa maneira, as relações entre seres humanos entre si supõem a liberdade e
uma profunda consciência de dever. Nas sociedades modernas o conceito de cidadania
está relacionado a liberdade e igualdade direitos. A constituição Brasileira, por exemplo,
assegura que “todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual
proteção da lei”.

E de onde somos cidadãos?


Neste caso, somos cidadãos da República Federativa do Brasil. Mas uma que é uma
república? O termo “república” deriva do latim Res Publica e significa, literalmente,
“coisa pública”, isto é, aquilo que diz respeito ao interesse público de todos os cidadãos.
De acordo com o cientista político Paulo Bonavides, na república a soberania está
concentrada nas mãos do povo de forma direta ou por meio da representação.
O que é Cidadania?

Podemos dizer, dessa maneira que, a República é uma forma de governo onde o poder
emana do povo, seja de forma direta ou por meio da representação que ocorre
geralmente por meio do voto livre, secreto e universal.

Já Federação, ou ente federativo, é uma unidade autônoma (autogoverno,


autolegislação e autoarrecadação) dotada de governo próprio e constituição e que, com
outros estados, forma uma federação. Isto é, é a união política de territórios com
governo próprio e certa autonomia. No Brasil, por exemplo, temos 26 estado e o Distrito
Federal que gozam de um certo grau de autonomia, dotadas de governo e constituição
próprias, mas não são soberanos. Isso quer dizer que as decisões tomadas pelo governo
do Estado do Ceará não podem interferir nos negócios públicos dos demais entes
federados e tampouco se sobrepor a legislação nacional.
Democracia e
Ditatura
“A democracia é o governo do povo, pelo
povo, para o povo.”
Didatura e Democracia
DEMOCRACIA:
A democracia é o regime político em que o controle político é, teoricamente, exercido
pelo povo e tem por princípios a liberdade individual; a liberdade de expressão e a
igualdade de direitos civis, políticos e sociais. O termo democracia se origina do grego,
demokratía ou “governo do povo”.

Tipos clássicos de democracia:

● DIRETA: participação ativa; cidadãos elegiveis;


● REPRESENTATIVA: exercício indireto; representação;
● PARTICIPATIVA: plebicito; referendo; iniciativa popular.
Didatura e Democracia
DEMOCRACIA DIRETA:
É a forma clássica de democracia exercida pelos atenienses. Não havia eleições de
representantes. Havia um corpo de cidadãos que legislava. Os cidadãos reuniam-se na
ágora, um local público que abrigava as chamadas assembleias legislativas, onde eram
criadas, debatidas e alteradas as leis atenienses. Cada cidadão podia participar
diretamente emitindo as suas propostas legislativas e votando nas propostas de leis dos
outros cidadãos.

DEMOCRACIA REPRESENTATIVA:
É mais comum entre os países republicanos do mundo contemporâneo. Pela existência
de vastos territórios e de inúmeros cidadãos, é impossível pensar em uma democracia
direta, como havia na Grécia. Vários fatores contribuíram para a formação desse tipo de
democracia, dos quais podemos destacar:
Didatura e Democracia
1. Sufrágio universal;
2. Existência de uma Constituição que regulamenta a política, a vida pública e os
direitos e deveres de todos;
3. Igualdade de todos perante a lei, o que está estabelecido na Constituição;
4. Necessidade de elegerem-se representante; pois não são todos que podem
participar;
5. Necessidade de alternância de poder para a manutenção da democracia;

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA:
A democracia participativa mescla elementos da democracia direta e da democracia
representativa. Por exemplo, existem eleições que escolhem e nomeiam membros do
Executivo e do Legislativo, mas as decisões somente são tomadas por meio da
participação e autorização popular.
Didatura e Democracia
Mesmo na democracia representativa podemos observar momentos em que a
população participa de forma mais ativa das decisões políticas do Estado-Nação.

a) Plebiscito: é uma consulta popular antes de uma lei ser constituída, de modo a
aprovar ou rejeitar as opções que lhe são propostas. Exemplo: em 1993 foi
realizado um plebiscito que demandava escolher se o Brasil deveria ser uma
monarquia ou república e parlamentarismo ou presidencialismo. Essa consulta
consolidou a forma e o sistema de governo atuais;

b) Referendo: é a consulta ao povo após a lei ser constituída, em que o povo ratifica a
lei já aprovada pelo Estado ou a rejeita. Exemplo: em 2005, o povo brasileiro foi
consultado sobre a alteração do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003)
que proíbe o comércio de armas de fogo e munições no país. Os brasileiros
rejeitaram a alteração da lei.
Didatura e Democracia

Para o cientista político Robert Dahl, democracia é bem mais que o direito ao voto,
embora este represente condição importante para sua existência. Segundo ele, existe
uma lista de condições necessárias para que o processos de escolha e participação
popular represente o máximo a vontade das pessoas:

1) liberdade de formar e aderir a organizações; 2) respeito às minorias e busca pela


equidade; 3) liberdade de expressão; 4) direito ao voto; 5) elegibilidade para cargos
públicos; 6) direito de líderes políticos disputarem apoio e, consequentemente,
conquistarem votos; 7) garantia de acesso a fontes alternativas de informação; 8)
eleições livres, frequente e idôneas.
Didatura e Democracia

DITADURA:
Regime antidemocrático, em que o poder político é regido por uma entidade política e
sem participação popular ou simplesmente de maneira restrita, ou seja, o governo é
exercido por apenas uma instância, ao contrário da democracia que têm varias
instâncias: LEGISLATIVO, EXECUTIVO e JUDICIÁRIO.

Sistematicamente, democracia e ditadura são termos opostos. Não é o simples fato de


haver escolha política em um país (eleição) que o torna, automaticamente, uma
democracia. Muitas ditaduras permitem eleições para que o processo político pareça
mais legítimo. Porém, a ausência de participação popular na política e outros fatores
podem denominar o que chamamos de ditadura.
Didatura e Democracia

CARACTERÍSTICA DA DITADURA:
• Poder concentrado em um indivíduo ou em um grupo (centralização do poder);
• Restrições ou suspensão da participação popular;
• Restrição às liberdades individuais;
• Restrição à participação política e direito ao voto;
• Restrição à liberdade de imprensa e de expressão (censura);
• Subjugação ou perseguição das minorias;
• Intolerância à oposição;
• Permanência no poder (fim da alternância).
Didatura e Democracia
DITADURA CIVIL-MILITAR NO BRASIL (1964-1985):
A Ditadura Militar no Brasil foi um regime autoritário que teve início com o golpe militar
em 31 de março de 1964, com a deposição do presidente João Goulart. O regime militar
durou 21 anos (1964-1985), estabeleceu a censura à imprensa, restrição aos direitos
políticos, perseguição policial, tortura e morte aos opositores do regime.

Depois do golpe de 1964, o modelo político instaurado visava fortalecer o poder


executivo. Dezessete atos institucionais e cerca de mil leis excepcionais foram impostas
à sociedade brasileira. Com o Ato Institucional nº 2, os antigos partidos políticos foram
fechados e foi adotado o bipartidarismo. Desta forma surgiram:

• a Aliança Renovadora Nacional (Arena), que apoiava o governo;


• o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), representando os opositores, mas
cercado por estreitos limites de atuação.
Didatura e Democracia

Em 1968 o governo do General Costa e Silva instituiu o Ato Institucional 5 (AI 5). Isso
resultou na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, intervenções
ordenadas pelo presidente nos municípios e estados e também na suspensão de
quaisquer garantias constitucionais que eventualmente resultaram na institucionalização
da tortura, comumente usada como instrumento pelo Estado.

A Ditadura Militar foi um período de exceção, isto é, foi um período de repressão dos
direitos civis e políticos da população e de concentração de poder nos militares, o grupo
que comandava o Brasil. Os militares justificaram todos os abusos cometidos com base
na Doutrina de Segurança Nacional, utilizada para perseguir todos aqueles que
supostamente ameaçavam a segurança nacional.
Didatura e Democracia

Apesar de 21 anos de ditadura, os militares sempre tiveram de enfrentar uma forte


oposição na sociedade. Essa oposição manifestou-se na política, nas artes, no esporte
etc. Desde o começo do regime, manifestações contra os militares aconteceram e foram
violentamente reprimidas. O ciclo de 1964 a 1968 ficou marcado por manifestações
gigantescas de estudantes e de trabalhadores.

A partir do governo de Ernesto Geisel foi iniciado um processo de abertura política do


Brasil. Os militares, no entanto, não estavam promovendo uma abertura democrática
plena no Brasil, mas sim realizando uma abertura que pudesse ser controlada. O intuito
era que o governo realizasse algumas concessões e esperava consolidar governos que
fossem fiéis aos militares e que atendessem seus interesses nos anos seguintes.
Didatura e Democracia

O fracasso da abertura controlada dos militares consolidou-se durante o governo de


João Figueiredo. A movimentação popular permitiu a conquista do direito para eleger
governador em 1982. Entre 1983 e 1984, a população brasileira engajou-se na
Campanha das Diretas Já. Nessa campanha, a população brasileira exigia o retorno do
direito de escolher quem seria o presidente do país. A última vez que isso tinha
acontecido havia sido em 1960.

A campanha fracassou e a eleição indireta foi mantida. Em 1985, a eleição indireta para
presidente aconteceu: o candidato dos militares era Paulo Maluf e o candidato da
oposição era Tancredo Neves. A eleição de Tancredo Neves e seu vice, José Sarney,
colocou fim à ditadura militar e deu início a um novo período democrático na história
brasileira.
Didatura e Democracia

Videoaula – Democracia:
https://www.youtube.com/watch?v=shCNQfoQwqE

Videoaula – Ditadura Militar:


https://www.youtube.com/watch?v=e4OemJPyPWk

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