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Um dia com os discípulos de Emaús

08:20 Capela: Música Espirito Santo; apresentações e oração dirigida


(respiração com virtudes, relaxamento do corpo, despertar sentidos
espirituais e conversar com Deus:como me encontro? Quais são as
minhas expectativas para este dia?)
Entregar os passos da oração e a folha de Jesus orante, esclarecer
dúvidas. Música: ensina teu povo a rezar.
09:00 1ª Oração pessoal: Jesus orante.
09:45 sala: revisão da oração em grupo.
10:00 sala: Música Indo e vindo, Trevas e luz... pontos para segunda oração.
Emaús primeira parte: Lc 24,13-24.
10:30 2ª oração pessoal: café antes ou depois escolher.
11:45 revisão da oração sozinhos, mas em caso de dúvidas podem esclarecer
com a facilitadora, não com outro retirante.
12:00 almoço se possível em silêncio.
13:00 sala: Música: Fica conosco Senhor... partilha em grupo.
13:30 sala: pontos para terceira oração: Emaús segunda parte: Lc 24, 25-35
14:00 3ª oração pessoal.
15:00 sala: Música: o amor me amou: síntese, partilha em grupo.
Avaliação (O que ajudou? O que dificultou? como me sinto agora?)
Continuidade (Programação retiros em Itaici: www.itaici.org.br, EVC,
livros espirituais, sacramentos...)
meugenia37@gmail.com

Bibliografia
 BARREIRO, Álvaro. O Itinerário da Fé Pascal. São Paulo: Loyola, 2001;
 BARRY, William A. Deus e você. São Paulo: Loyola, 2001;
 BÍBLIA, Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2000;
 IGLESIAS, Manuel E. Um retiro com o Pai-nosso. São Paulo: Loyola,
1992 - Olhando por Dentro. São Paulo: Loyola, 2003;
 GALACHE, Gabriel e MELLO, Anthony. Corpo e Alma em oração. São
Paulo: Loyola, 1996;
 LOYOLA, Inácio. Exercícios Espirituais. São Paulo, Loyola, 2000.

Um dia com os discípulos de Emaús Pá gina 1


Oração dirigida: Despertar os sentidos espirituais

-colocar música de fundo no volume baixo(opcional);

Vamos nos acomodando em uma posição confortável, soltando a cabeça, pescoço, braços e
pernas...feche os olhos, respire profundamente pelo nariz e solte o ar pela boca...fique bem
tranquilo(a)...e relaxe mais e mais...

Imagine uma luz branca e brilhante que desce do céu e entra na sua cabeça, iluminando sua
inteligência, memória, imaginação e vontade.

Agora ela ilumina a sua testa; o olho esquerdo desde a sobrancelha, pálpebras, cílios, globo
ocular, Iris, pupila... o olho direito desde a sobrancelha, pálpebras, cílios, globo ocular, Iris,
pupila.

Agora reze comigo no seu coração: Senhor desperta meu (nosso) olhar interior, que eu possa
te contemplar nesta oração.

Traga essa luz para a sua narina esquerda e agora para a direita e reze comigo:

Senhor desperta meu olfato interior, que eu possa sentir seu perfume

Traga essa luz para a sua orelha esquerda, parte de trás que toca o cabelo ou couro cabeludo,
parte da frente, em cada conchinha e agora penetre o ouvido ; Traga essa luz para a sua orelha
direita, parte de trás que toca o cabelo ou couro cabeludo, parte da frente, em cada conchinha
e agora penetre o ouvido e reze:Senhor desperta meu ouvido interior, que eu possa ouvir teu
chamado, tuas palavras de carinho e ânimo.

Traga essa luz para a pele do seu rosto e reze:

Senhor desperta o meu tato interior que eu possa nesta oração te tocar e me deixar tocar ...

Sinta-se todo iluminado(a) e jogando luz em todas direções como se fosse uma estela pulsando

Imagine um lugar onde você gostaria de encontrar uma pessoa muito querida (capela,
natureza, montanha, seu quarto... e prepare esse ambiente com sua imaginação para acolher
alguém que você gosta muito: flores, perfume, talvez uma vela acesa, incenso, pedras,
pássaros, borboletas, a seu gosto) 1 ou 2 minutos. Coloque-se nesse lugar e convide Jesus para
vir encontrar com você aí..

Agora fale com Jesus, mesmo que você não veja claramente sinta sua presença e fale com ele
sobre suas preocupações, seus medos, suas dúvidas, mas também sobre seus desejos, você
terá uns minutos para isso, agora escute uma palavra ou frase de Jesus para você! Dê mais 1
minuto, e diga agradeça a Jesus esse encontro e reze uma oração de no seu coração, mais 1
minuto .Despeça-se e vá voltando para esta sala, mexendo suavemente os pés, as mãos,
girando a cabeça, para os lados suavemente, espreguiçando, e quando quiser abra os olhos.

Pode-se cantar um refrão para ajudar nessa volta ou colocar o cd mais alto...

Um dia com os discípulos de Emaús Pá gina 2


Jesus orante1

Graça: Querer encontrar o Senhor com muito desejo, abertura e generosidade.

Os discípulos durante o tempo de convivência com Jesus, tiveram o privilégio de dia a


dia, observar os menores gestos do Senhor. Viam como ele sempre rezava:

Jesus deixa-se amar por Deus e assim confirma sua missão:


Lc 3,21 “O céu se abriu no momento em que Jesus, também batizado achava-se em
oração.” e Mt 13,17 “Ao mesmo tempo, uma voz vinda dos céus dizia: Este é meu
Filho amado, em quem me comprazo”.

Jesus depois de um longo dia de trabalho, descansa em Deus!


Mt 14,23 “Tendo despedido as multidões, subiu ao monte, a fim de orar a sós.”
( Jesus caminha sobre as águas)

Jesus procura na oração encontrar a Vontade de Deus para sua vida neste
momento (discernimento), não cai no ativismo buscando sua própria glória.
Mc 1,35 “De madrugada, estava, ainda escuro, Ele se levantou e retirou-se para um
lugar deserto e ali orava... Todos te procuram. Disse-lhes. Vamos a outros lugares, às
aldeias da vizinhança a fim de pregar também ali.” ( Cura da sogra de Pedro)

Lc 6,12 “e passou a noite orando a Deus” – Escolha dos doze

Jesus encontra em Deus a força e a sabedoria para realizar sua obra:


Jo 11,41-42: “Retiraram, então a pedra. Jesus ergueu os olhos para o alto e disse:
“Pai, dou-te graças, porque me ouvistes; mas digo isso por causa da multidão que me
rodeia, para que creiam que enviaste”

Jesus busca em Deus consolo para suas aflições:


Mt 26,36 “Assentai-vos aí, enquanto eu vou ali, orar.” (No Getsêmani)

Perguntas que podem ajudar na reflexão:


Como anda minha oração? Tenho rotina? É constante? Distraída? Alegre? Difícil? O
que é bom? E o que falta ainda?

E hoje, aqui e agora, o que me impede de abrir a porta do meu coração:


Preocupações? Medos? Dúvidas? Dores atuais ou do passado? Entrego tudo a Ele!

Procuro abrigo nos corações de porta em porta desejo entrar./Se alguém me


acolhe com gratidão, faremos juntos a refeição. (Ap 3,20)
-Vou batendo até alguém abrir. Não descanso. O amor me faz seguir. É feliz quem
ouve a minha voz, e abre a porta, entro bem veloz: Eu cumpro a ordem do meu
coração...
-Junto à mesa vou sentar depois e faremos refeição, nós dois. Sentirá seu coração
arder e esta chama tenho de acender; Eu cumpro a ordem do meu coração...
-Aqui dentro, o amor nos entretém; e, lá fora, o dia eterno vem, finalmente nós
seremos um, e teremos tudo em comum! Eu cumpro a ordem do meu coração...

1
IGLESIAS, Manuel E. Um retiro com o Pai-nosso. São Paulo: Loyola, 1992, pág. 31-33

Um dia com os discípulos de Emaús Pá gina 3


Emaús, primeira parte Lc 24, 13-242
Graça: Amar a Deus sobre todas as coisas; de ter um coração caipira, que entende que rezar
é colocar o coração de molho nas águas de Deus (amolece, purifica...) e desenvolver
um olhar de garimpeiro para perceber Deus em minha rotina: nas pessoas, na
natureza, nos acontecimentos, na liturgia, na palavra...

Passos: Usar os passos da oração e contemplar a cena: Jerusalém ao fundo, um caminho que
sai para o campo e dois caminhantes, a seguir Jesus ressuscitado que se aproxima,
como um forasteiro. Ouvir o que dizem e considerar o que fazem: gestos, expressões,
ritmo da caminhada, paradas... Colocar-se na cena também ou como o companheiro
de Cléopas ou como um terceiro discípulo e participar da cena, com seus sentidos
espirituais.

Após a contemplação podemos refletir sobre algumas questões ou outras que lhe surgirem da
própria oração:

 Seguimento de Jesus

Como tem sido meu discipulado? Me considero do grupo de Jesus como eles “algumas
mulheres que são dos nossos e alguns dos nossos” (vv 22 e 24)? Como me posiciono, diante
da minha família, amigos, trabalho, sociedade com relação ao meu seguimento de Jesus?
Jesus é o centro de minha vida? Meu Princípio e Fundamento? Eu amo a Deus sobre todas as
coisas? Me deixo amar por Ele? Aproveite este momento para se deixar amar...

 Minha fé e minha própria evangelização

Os discípulos vão embora de Jerusalém “neste mesmo dia”, isto é, no dia em que o próprio
Jesus lhes havia dito que ressuscitaria; vão embora mesmo tendo ouvido das mulheres que o
túmulo estava vazio e que os anjos disseram que ele estava vivo (vv 21-24). E eu me deixo
evangelizar? Presto atenção na palavra proclamada e na homilia, nos testemunhos de outras
pessoas? Fazem sentido para minha vida?

 A desolação espiritual (regras de Santo Inácio)

Os discípulos estão desolados, com a sensação de que o “sonho acabou”, chateados,


decepcionados, talvez até arrependidos de ter deixado sua vida há três anos e priorizado o
seguimento de Jesus em detrimento de outros interesses pessoais e para que?

E eu como me sinto quando na missão as coisas não vão bem? Há conflitos! as vezes que, não
sou reconhecido(a) ou tenho problemas de doença na família, perdas (pessoas, posição,
coisas/dinheiro); tenho a sensação de que Deus não houve minhas preces, nem no tempo que
desejo, nem como desejo?

 Como percebo Jesus no meu cotidiano (vv15-16)

Jesus se aproxima mas eles não o reconhecem (história da mulher que vai receber Jesus, mas
não o reconhece no mendigo e por isso pensa que ele não veio). Quando na missa o padre diz:
O Senhor esteja convosco e eu respondo: “Ele está no meio de nós”, acredito mesmo que ele
está ali? Sinto sua presença? Quando recebo os sacramentos? Quando leio ou escuto o
evangelho, percebo que Jesus está falando pessoalmente comigo? Vejo o amor de Deus me
envolvendo, através da beleza da natureza, de um sorriso amigo, na solidariedade das pessoas
com relação as que foram assaltadas por catástrofes ou qualquer tipo de carência...

2
BARREIRO, Álvaro O Itinerário da Fé Pascal. São Paulo: Loyola, 2001.

Um dia com os discípulos de Emaús Pá gina 4


Meditar no que lhe tocar, mas deixar um tempo para se deixar amar por Deus, que me ama
incondicionalmente, e está sempre me chamando para estar mais junto Dele. Ouvir se ele me
diz alguma coisa, prestar atenção em meus sentimentos, apelos, resistências.

Emaús, segunda parte Lc 24, 25-35


Graça: Abertura da inteligência; dos olhos e do coração; me deixar converter por Jesus;
Experimentar o amor de Deus até sentir o coração arder;
Se encher de alegria e esperança até transbordar, contagiando os que estiverem a
minha volta.

Passos: Usar os passos da oração e contemplar a cena, a partir da oração anterior:

1) Jesus se aproxima e caminha junto (Deus conosco). Jesus é o caminho, essas


pessoas ainda não se tornaram adeptas do caminho (At 9,2). Ele se aproxima com
atenção e respeito pelo ritmo que caminham, coloca-se ao lado, presença amiga e
acolhedora, escuta num silencia empático e espera o momento propício para intervir.

2) Jesus formula perguntas, desperta a atenção deles e depois os ensina, os


esclarece, vai tornando o diálogo tão profundo que faz arder o coração, Ele é a
Palavra que alimenta.

3) Sua presença é tão cativante que eles pedem: Fica conosco Senhor!

4) Pelo seu gesto de partilha e comunhão eles o reconhecem e se alegram com sua
presença que agora é espiritual.

5) A alegria é tanta que não pode ser contida, eles precisam partilhar essa boa nova,
porque a consolação espiritual nos leva para a missão.

O caminho dos dois discípulos foi uma verdadeira “páscoa”, isto é, uma passagem do
fechamento para abertura, do não reconhecimento para o reconhecimento, do abandono da
comunidade para o retorno a ela; do afastamento para a aproximação, do isolamento para a
comunhão; do lamento para o agradecimento, da tristeza para a alegria, do fechamento para a
partilha; do desânimo para o entusiasmo, da lentidão para a prontidão; em resumo, a
“passagem” do coração vazio e duro para o coração transbordante e abrasado. 3

Proposta:

Recordar as minhas “páscoas” desde minha infância, adolescência, vida adulta... tentar
perceber como Deus sempre me trouxe da desolação para a consolação, através de pessoas,
livros, músicas, processo de maturação (tempo)... experimente a certeza da promessa de
Jesus: “Estarei convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20).

Talvez você possa sentir como o profeta Isaías 43 1-7 “... não temas, porque eu te resgatei,
chamei-te pelo teu nome: tu és meu (minha). Quando passares pela água estarei contigo,
quando passares rios, eles não te submergirão. Quando andares pelo fogo, não te queimarás,
a chama não te atingirá... és precioso(a) aos meus olhos.. Não temas porque estou contigo”.

Talvez você possa cantar com o salmista: “Eu vos exalto Senhor, pois me livrastes...”

Deixar um tempo para se deixar amar por Deus, que me ama incondicionalmente, e está
sempre me chamando para estar mais junto Dele. Experimentar a gratidão por tanto amor.
Ouvir se ele me diz alguma coisa, prestar atenção em meus sentimentos, apelos, resistências.

3
BARREIRO, Álvaro O Itinerário da Fé Pascal. São Paulo: Loyola, 2001, pág.15-16.

Um dia com os discípulos de Emaús Pá gina 5


Cantos
1-A treze de maio na cova da Eiria
No céu aparece a Virgem Maria!
-Ave, ave, ave Maria/ Ave, ave, ave Maria!

2-Ensina teu povo a rezar, Maria mãe de Jesus;


Que um dia o teu povo desperta e na certa vai ver a luz.
Quer um dia teu povo se anima e caminha com teu Jesus

3-Tu anseias, eu bem sei, por salvação, tens desejo de banir a escuridão./ Abre, pois, de par
em par teu coração e deixa a luz do céu entrar.
-Deixa a luz do céu entrar. Abre bem as portas do teu coração. E deixa a luz do céu
entrar.

4- Olho em tudo e sempre encontro a ti. Estás no céu, na terra, aonde for, Em tudo que
acontece encontro teu amor. Já não se pode mais deixar de crer no Teu amor.
-É impossível não crer em Ti, é impossível não Te encontrar. É impossível não fazer de Ti
meu ideal, laia laia laia. (bis)

5-Eu creio num mundo novo, / pois Cristo ressuscitou! / Eu vejo sua luz no povo, / por
isso alegre sou.
-Em toda pequena oferta, / na força da união, / no pobre que se liberta, eu vejo ressurreição!
-Na mão que foi estendida / no dom da libertação, / nascendo uma nova vida, / eu vejo
ressurreição.
-Nos homens que estão unidos, / com outros partindo o pão, / nos fracos fortalecidos, / eu vejo
ressurreição!

6-Por sua morte a morte viu o fim


Por sua morte a morte viu o fim, do sangue derramado a vida renasceu.
Seu pé ferido, nova estrada abriu, e neste homem o homem, enfim se descobriu.
Meu coração me diz “o amor me amou,
e se entregou por mim”; Jesus ressuscitou. Passou a escuridão, o sol nasceu, a vida
triunfou: Jesus ressuscitou.
Jesus me amou e se entregou por mim. Os homens todos podem o mesmo repetir.
Não temeremos mais a morte e a dor, o coração humano em Cristo descansou.

7-Andavam pensando, tão tristes,/ De Jerusalém a Emaús, / Os dois seguidores de Cristo,/


Logo após o episódio da cruz/ Enquanto assim vão conversando, / Jesus se achegou devagar/
“De que vocês vão palestrando?”/ E ao Senhor não puderam enxergar
-Fica conosco Senhor, / É tarde e a noite já vem! / Fica conosco, Senhor, / Somos teus
seguidores também!
-Não sabes então forasteiro / Aquilo que aconteceu?/ Foi preso Jesus Nazareno/ Redentor que
esperou Israel! / Os chefes a morte tramaram / Do santo profeta de Deus,/ O justo foi
crucificado, / A esperança do povo morreu
-Chegando, afinal ao destino/ Jesus fez que ia passar, / Mas eles demais insistiram:/ “Vem
Senhor, vem conosco ficar! / Sentado com eles a mesa/ Deu graças e o pão repartiu, / Dos dois
foi tão grande a surpresa / “Jesus Cristo o Senhor ressurgiu”
Refrões
a-Desde a manhã preparo uma oferenda (bis) E fico Senhor a espera do Teu sinal (bis)

b-Não é o muito saber que sacia e satisfaz, mas o sentir e saborear internamente as coisas.

c-Onde reina o amor, fraterno amor, Deus aí está.

d-Banhados em Cristo, somos uma nova criatura, as coisas antigas já se passaram somos,
nascidos de novo.

e-Dai-nos a benção ó Mãe querida, N. Sra. Aparecida (bis).

f-A misericórdia do Senhor, sempre, sempre eu cantarei.

Um dia com os discípulos de Emaús Pá gina 6

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