Índice

1. Agradecimentos ««««««««««««««««««««página 2

2. Introdução «««««««««««««««««««««....página 3

3. Trabalhos desenvolvidos ««««««««««««««««..página 5 3.1 Trabalhos práticos..««««««««««««««««««...página 5 3.2 Biografias ««««««««««««««««««««««..página 8 3.3 Roteiro Artístico de Pintura ««««««««««««««...página 13

4. Considerações finais ««««««««««««««««««.página 22

5. Bibliografia ««««««««««««««««««««««página 23

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1. Agradecimentos
O estágio efectuado no Museu Militar de Lisboa só foi possível devido à diligência e prontidão de algumas pessoas que não poderia deixar de mencionar. São elas o Senhor Coronel Freire da Silva, que me deu conta da existência do protocolo de estágios celebr ado entre a Faculdade de Ciências Socias e Humanas e a Direcção de História e Cultura Militar. A nível de orientação directa de trabalho e acompanhamento de estágio, deixo aqui o meu sentido obrigada à Tenente Sandra Pimenta, pela disponibilidade, empenho e abertura com que me recebeu e orientou o meu trabalho; bem como aos Alferes João Lopes e João Nisa, que sempre se mostraram totalmente cooperantes e receptivos na minha experiência no Museu Militar de Lisboa. Agradeço igualmente ao Professor Justino Maciel pela preocupação e rapidez com que tratou da burocracia necessária ao início deste estágio. A todos eles, o meu sincero obrigada.

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Em Julho de 1726. estas construções davam pelo nome de ³Tercenas´.2. Com uma longa história de ocupação militar. uma instituição desconhecida. Desde 1842. o edíficio evolui para a posição de Tenência da Artilharia do Reino. que no reinado de D. Manuel I. o que não deixa de ser irónico. Deve mencionar q a partir deste momento do texto irá designar Museu Militar de Lisboa por MML) apenas como depósito de armas. para a maioria dos portugueses. Na época. recebe o nome de Real Arsenal do Exército. um enorme incêndio destrói o complexo. o edifício onde hoje se situa o Museu Militar de Lisboa começou por ser. João V manda reconstruir o edifício. recebe o nome de Museu de Artilharia. no tempo de D. depois das 3 . Só após 1640. a partir de 1764. apesar de cada vez mais ou Museus estarem na moda. D. E digo infelizmente pois. Introdução O Museu Militar de Lisboa é. designação que mantém até. que iam desde a pólvora à fundição de peças para artilhar roupas e barcos. onde part iciparam todas as personalidades artísticas mais importantes da época. quando se usam siglas deve dizer-se. uma vez que aqui continuava m a serem armazenados e fabricados materiais de guerra. e infelizmente. um grande armazém de material de guerra e u ma fábrica de pólvora. é plausível afirmar que a maioria das pessoas pensa no MML (Num texto. visto que esta instituição possui o programa decorativo mais rico e ambicioso de finais do século XIX inícios do século XX realizados em Portugal. José I.

Dado a não muito extensa bibliografia relativa às obras pictóricas e aos seus autores que existia no MML. foi-me proposto realizar uma compilação de biografias de todos os pintores presentes no Museu. Deste modo.profundas obras de ampliação que recebe entre sensivelmente 1851 e 1908. pela sua força empreendedora e espírito de descoberta ou ainda pela importância bélica que tiveram para o reino estão amplamente representados e homenageados no Museu. que pela sua intervenção cultural e política. ao longo das salas somos confrontados com personalidades como Vasco da Gama. enquanto fronteira política. entre tantos outros nomes sonantes que contribuíram para a formação do nosso país. ainda mais. Lisboa. Seguindo -se uma linha grandiloquente. José-Augusto. Comissão Nacional para as comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Luís Vaz de Camões. páginas 9 e 10 1 4 . participaram no programa decorativo os mais importantes pintores académicos de finais do século XX. Malhoas. Columbanos. para a fantástica demanda dos Descobrimentos e consequente formação do Império e. Assim sendo. deveria realizar um roteiro artístico sobre a pintura existente. Pintura e Escultura. É dado um profundo ênfase aos heróis da Pátria. Salgados e Reis cohabitam serenamente lado a lado na excelsa função de elevar e homenagear todo o povo luso. passar a ser designado de Museu Militar de Lisboa. para a nossa identidade cultural e linguística enquanto portugueses. Nuno Álvares Pereira. 1996. uma vez que as visitas guiadas efectuadas aos visitantes França. 1 Os objectivos do Museu podem ser resumidos num desejo profundo de compilação das glórias e do espólio alcançado pela demanda do povo português. como a solenidade das representações o pedia m. muito contou o desempenho dos artistas a quem foi encomendada a decoração do Museu. Depois deste trabalho estar concluído. Museu Militar. D. Para estes objectivos.

este relatório pretende ilustrar e comentar a minha experiência e o meu trabalho realizado no MML ao longo das respectivas horas pedidas. Assim. pelo estágio. atribuição de valores patrimoniais para efeitos de seguro até ao respectivo acondicionamento das peças . sempre que possível e me foi solicitado. mais a parte histórica do que a parte artística. 5 . fui iniciada nos processos cedência de objectos.contemplam. o que é muito óbvio e positivo dado a carga histórica do Museu. A par disto. desde o preenchimento das fichas técnicas de verificação dos artigos. por norma.

No dia 24 de Maio tive a minha primeira experiência extra -investigação. Trabalhos desenvolvidos 3. A visita foi referente à familiarmente conhecida Sala dos Gessos. A estátua de bronze foi fundida nestas intalações e transportada posteriormente para a Praça do Comé rcio através de uma zorra. situada perto do Panteão Nacional em instalações desactivadas pertencentes ao Exército Português. de não muito grandes dimensões. num trabalho hercúleo. a estátua de quase 20 toneladas e 14 metros de altura foi levada para o seu 6 . envio dos mesmos para restauro e participação activa em algumas visitas guiadas. tive oportunidade de observar e participar em alguns procedimentos mais práticos. Nesta Sala. que consistiu no acompanhamento de uma visita de estudo efectuada pela Tenente Pimenta aos alunos de Mestrado de Conservação e Restauro da Universidade Nova de Lisboa. encontra -se o verdadeiro molde em gesso da estátua equestre de D.1 Trabalhos práticos A par do trabalho de investigação que vai ser explanado nos dois pontos seguintes. somente puxada por homens uma vez que o Rei não queria que a sua imagem fosse arrastada por animais. Assim. cujas imediações serviram de apoio à manutenção dos soldados durante a época colonial. nomeadamente ao nível de cedência de objectos a outras entidades. José I que se encontra no Terreiro do Paço.3.

Novamente. O cavalo representado é uma cópia do Gentil. pude acompanhar a preparação da visita e respectivo desenrolar da mesma. às vestes. olhando o mar. como foi o caso de uma porta medieval que foi propositamente mandada a baixo para o efeito. o melhor cavalo do Rei prove niente da coudelaria de Alter-do-Chão e todos os elementos. fui inserida no processo sempre que me foi solicitado. No dia 18 de Junho.destino final. procurando a elegância no porte desta figura que. harmónica. desde este local. foram tratados à maneira clássica. 7 . tendo algumas ruas de ser abertas para o efeito e alguns monumentos destruídos. dá as boas vindas a quem chegava por mar. desde a pose. Deste modo. foi necessário acondicionar e seleccionar os esboços de Sousa Lopes a serem enviados para restauro na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa.

3. . Jorge.Batistini. Félix da.Cruz. Uma vez que. Domingos . . desde os mais famosos aos mais obscuros. .2. Albino da.Costa.Carneiro.Colaço. António. Ernesto. Pedro.Alves Cardoso. .Costa. São eles: . Artur. . compilei todos os nomes. . . pareceu quase lógico fazer uma compilação de todos os nomes de autores presentes no Museu e a biografia dos mesmos.Cunha. Columbano.Bordalo Pinheiro. no roteiro artístico seriam abordadas grande parte das mesmas. 8 . . Para este efeito. .Biografias Efectivamente.Condeixa. que estão representados no Museu. o Museu Militar de Lisboa possui uma vasta compilação de pintura dos nomes mais aclamados da pintura portuguesa de Academismo de finais de século XIX e inícios do século XX.

Cutileiro. . . . António. António. .Gregório Pereira. .Teixeira Lopes. Alberto.. J.Freire. . .Mello. Carlos G. Adriano. . Guilherme. . . Carlos. 9 .Mergulhão.Fernandes. . .Ramalho. José. José. Alberto de.Reis. Emília.. António (Alferes).Marques de Oliveira. .Sousa Lopes. T.Lino. .Santos Braga. .. Artur de.Sousa.Morais da Silva.Malhoa. . Luigi. M.Matoso da Fonseca.Rafael.. . Joaquim. Luciano. . Acácio.Ribeiro Júnior.Filipe.. .Mello.Manini. . .. .Morais Carvalho.Sousa Rodrigues. .

contrariar. tendência que o pai tenta. Em 1894. e com dezasseis anos Carlos Reis recebe a autorização para se inscrever na Academia de Belas-Artes onde entra em 1879.Vaz. está presente no Salon de Paris. para estudar na École de Beaux-Arts em Paris. Depois de sete anos em França. Sempre considerou Silva Porto o seu principal Mestre. volta a Portugal em 1895.. . Teve como colega s. Ganha uma bolsa do Estado em 1889. Carlos (1863-1940) Carlos António Rodrigues dos Reis nasceu a 21 de Fevereiro de 1863 em Torres Novas. Torna -se professor da cadeira de Paisagem na Academia em 1896. Veloso Salgado. Para este trabalho. ao início.Van-Zeller. Bruno José. Lá o senhor Neves rapidamente reconhece o seu talento para o desenho. consultei bibliografia online. Também por este motivo envia o filho. José. A título de exemplo. . onde inicia uma 10 . . entre outros. Revelou desde muito cedo aptidão ar tística. Em 1887. João.Vale. a Tabacaria Neves.Veloso Salgado. Carlos. Começa então com treze anos a trabalhar numa loja no Rossio propriedade dos seus parentes. para casa de um parente. aqui fica a biografia de Carlos Reis. em 1876 para Lisboa. todas as outras seguem a mesma dinâmica: ³Reis. o quadro ³Caminho da Fonte´. a biblioteca do Museu e ainda a biblioteca de arte da Fundação Calouste Gulb enkian. Francisco Gil e Luciano Freire. entre outros. em oposição directa a Luciano Freire. expõe no grupo Leão.

Júpiter aparece sentado no sólio. o que teve como consequência a sua candidatura e vitória a mestre da cadeira de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa. É sens ivelmente a partir desta data que passa a ser sistematicamente pela crítica. Torna -se membro da Academia de Belas Artes de Lisboa e faz parte da direcção do Grémio Artístico até 1899. no Regicídio. tendo na parte superior um medalhão. que lhe suplica o favor para os portugueses. que cobre uma parede lateral por completo. Em 1908.longa e dedicada carreira. O trabalho do distinto artista representa a glori ficação dos Descobrimentos dos portugueses. Ao centro da tela destaca-se a carta geográfica do Sul de África do Sul de África. publicado de 10 de Dezembro do mesmo ano: ³(«) ainda ontem. página 145 11 . mecenas e artista D. tendo em sua frente a vénus Afrodite.66 de comprimento. sustido por dois anjos. Carlos Reis perde o seu grande amigo. À esquerda está constuído o conselho dos Deuses. 2007. ACD Editores. cujas naus sulcam os mares no plano inferior do quadro«´ 2. 2 Reis. Em 1905 entrega o último quadro da decoração do Museu de Artilharia. A tela mete 2.46 por 9. ao lado de nomes já consagrados como Malhoa e Columbano. casa-se com D. foi colocado o quadro de Carlos Reis. Carlos Reis. vaga desde a morte de Silva Porto. Elisa Albertina da Silva Lobo. Intensificam-se as acções da Maçonaria e da Carbonária e Carlos Reis vê -se alvo de críticas respeitantes à sua acção como director do Museu Nacional de Belas -Artes. É em 1903 que Carlos Reis coloca no Museu de Artilharia o seu primeiro quadro. com retratos de Mendes Leal e Andrade Corvo. Carlos. Vê o seu trabalho reconhecido em França através das suas provas finais como bolseiro. Expõe no Grémio artístico também neste ano. ³Pôr-do-Sol´ e ³Manhã de Clamart´. Também nesse ano expõe na Internacional de Dresden e na de Barcelona. Em 1897. Lisboa. como é possível comprovar através deste excerto de O Século. sintetizados na viagem de Vasco da Gama. ali. Carlos Pedro.

à data com treze anos faz a sua primeira exposição de pintura. os artistas reunidos durante quinze anos sob o nome de Grupo Ar Livre e do qual o pintor faz parte fazem a sua primeira exposição sob a designação de Grupo Silva Porto. Participa em 1917 na Exposição de Paisagem no Salão Bobone. Em 1931 a SNBA aprova. Volta a Portugal em 1923. Em 1926 expõe no Salão Silva Porto. a colocação de um me dalhão de Carlos Reis no átrio. é alvo de uma grande e carinhosa homenagem. ao ponto de voltarem em 1922 para uma estadia prolongada que contará com uma passagem por Buenos Aires. 12 . dedica -se somente à família. que vai ser muito influenciada pela Lousã. onde também expõe o seu filho João.que teve como inspiração ³Os Lusíadas´ e que mostra Neptuno guiando Vasco da Gama no Oceano. que com ele partilhará uma exposição no Rio de Janeiro em 1919 e onde permanecem até Outubro do mesmo ano. O cargo acabará por ir para Columbano. na SNBA organizada pelos seus discípulos. Aqui a sua pintura provoca uma forte impressão. Desde 1915. ao ensino e à pintura. e neste ano também o seu filho. Em 1927. interpretada por cada pintor à sua maneira o que pode levantar um interessante estudo comparativo. onde é efusivamente recebido. Em Maio de 1925. a 28 de Junho de 1914 data em que Afonso Costa extingue o cargo a pretexto de necessidades orçamentais. que através deste evento o consagram. local que o encanta e será o mote de muitas das suas obras. que encerrará apenas em 1929. amigos e admiradores. colegas. o pintor dedica -se à construção do Museu de Arte Contemporânea. sendo o início da deterioração da relação entre ambos. por unanimidade. e que mereceu atenção logo em 1954 num artigo do Diário de Notícias (13 -061954) denominado ³As duas Vénus do Museu de Artilharia´ da autoria de Ruy de Albuquerque. João Reis. Participa em 1912 na Internacional de Madrid. Tanto as decorações de Carlos Reis como de Columbano mostram a deusa Vénus. Durante este período. do qual se tornará director até ao dia da inauguração.

continuará sempre a leccionar e a expor. no caso do trabalho de Sousa Lopes. procurei dar ênfase ao trabalho que cada um tinha desenvolvido para o Museu Militar de Lisboa. Palácio do Congresso. Durante estes anos. é quase ultranjante ser poucas. tal informação era suprimida. Em 1937 perde a visão de um dos olhos. mas continua a pintar sempre sem que a qualidade das suas obras seja afectada. além das referências mais pertinentes sobre a produção e localização actual das obras de cada autor. em Coimbra a 21 de Agosto. Se nos casos maiores de Malhoa e Columbano isto é compreensível. Morre com 77 anos. ´ Em todas as biografias.comemorando a sua acção determinante no nascimento e vida daquela Sociedade. ou nenhumas vezes associado ao MML. 13 . Em 1935 é apresentada a sua grande tela para a Câmara Corporativa. visto que. então. na maioria das biografias que consultei.

fazendo. Luigi Manini 14 . Assim sendo. Carlos Reis .3.³Desfile da Nação Portuguesa´. . Para este trabalho. Alves Cardoso . a análise formal de cada obra.³Feitos dos Portugueses´. para cada espaço museológico seleccionei o acervo pictórico mais importante. e como estagiária de História da Arte pareceu acertado à Tenente Pimenta que realizasse uma espécie de ³mini -roteiro´ direccionado para a vastíssima colecção de pintura do Museu Militar de Lisboa.Tecto. Marques de Oliveira 2 ± Vasco da Gama . seguidamente. Sousa Rodrigues .³Cidade de Lisboa´. utilizei bibliografia sobre o tema e beneficiei da análise directa e pessoal de cada obra. a grande potencialidade do Museu e a que é amplamente ressalvada é a ligação à História de Portugal.³Concílio dos Deuses´. Assim.2 Roteiro Artístico Pintura Como já foi referido. Os espaços analisados e respectivas obras foram os seguintes: 1 ± Vestíbulo.³Adamastor´. Carlos Reis .

Luciano Freire 5 ± Sala da Condecoração 6/7 ± Salas da Grande Guerra . João V . Luciano Freire .³ Destruição de um Obus´.³Pátria coroando os Heróis´. José 10 ± Sala D.³A Pátria´. Alberto Cutileiro 15 . Bruno José Vale 9 ± Sala D.³D.³Batalha do Cabo Matapan´. Sousa Lopes .3 ± Peristilo . Joaquim Rafael . Veloso Salgado 8 ± Sala D.³Sargento-Mor de Infantaria´. Maria II . Sousa Lopes .³Rendição´. Bruno José do Vale 4 ± Guerra Peninsular .Tecto. Maria II´.Tecto.

Tecto.³Conquista de Sokorotá´. Afonso Albuquerque . Columbano 18 ± Sala Lutas Liberais 16 .Tecto. João de Castro 13 ± Sala de Portugal 14 ± Sala Europa . Ernesto Condeixa .Tecto.11 ± Sala D. Jorge Colaço 12 ± Sala D. Columbano 17 ± Sala América .³Conquista de Malaca´. Columbano 15 ± Sala África .Tecto. Columbano 16 ± Sala Ásia .

³Egas Moniz´.³Tecto´.³Adamastor´.³Recepção de Vasco da Gama ao Samorim´.³Camões´.³Coroação de D. Veloso Salgado . Malhoa . Malhoa . João Vaz 21 ± Sala Infante D. Batistini .³D.³Morte de Inês´. Columbano .³João Pinto Ribeiro´. Columbano .³Sonho do Infante´. Malhoa 17 . Domingos Costa 20 ± Sala Restauração .-³ Pátria coroando os Heróis´.Tecto. Malhoa . Columbano . Condeixa . João IV´. Manuel recebendo Vasco da Gama´.³Tecto´.³Ilha dos Amores´. Henrique . Malhoa . Malhoa .³Velho do Restelo´. Columbano 19 ± Sala Camões .³ Concílio dos Deuses´. Veloso Salgado .

Luciano Freire As obras foram analisadas seguindo a linha conceptual que seguidamente.³D.³D. Carlos . Veloso Salgado .Retratos da família real. Morais Carvalho . Nuno Álvares Pereira .Sala Restauração. e a título de exemplo. João armando cavaleiros os Infantes´. Emília Santos Braga 26 ± Sala D.³D.³Aprisionamento de Gunghana´.³Joaquim Mouzinho de Albuquerque´. Tectos. 18 . é apresentada: . Carlos´.22 ± Sala Oriente 23 ± Pateo dos Canhões 24 ± Área Mouzinho de Albuquerque . cópia de Columbano 25 ± Sala D. Félix da Costa . Nuno Álvares Pereira´.

porém. como que olhando para o escudo real que aparece na representação ao lado. O seu olhar aponta para o lado direito. O seu olhar e o seu porte são dignos e erectos. posando de maneira clássica. No braço esquerdo. A palete utilizada prima por colorações pálidas. que nos fornecem a identificação da mesma. Painél da Vitória Em primeiro plano. no canto superior direito. em tons de beges e verdes. é enquadrado pelas folhagens da palmeira e. a representação de um castelo. sóbrio. datados de início do século XX. a Pátria e a Vitória. símbolo dos vitoriosos. do loureiro. Está sentado. Ao fundo. José Augusto-França considera este trabalho apropriado. em reflexos luzentes de águas tranquilas´. representam a Paz.Tectos de João Vaz. Em segundo plano. mas ³(«) aquém do talento de decorador que em outros locais deu provas de ganhar a vida ± que sempre mais desejou dedicar às marinhas dos seus queridos Tejo e Sado. As representações principais. Segura na mão esquerda uma coroa de louros. empunha uma espada enquanto do lado direito apoia-se numa espécie de colunata. surge-nos uma figura masculina. espraia-se uma planície. mais uma vez. uma certa melancolia. não escondendo. em lados opostos da sala. Apresenta-se com o tronco a descoberto e as pernas cobertas por um manto estampado com flores. As colunas onde se apoia pertencem a um pequeno murete onde são gravadas as palavras PRO PATRIA (lado direito da figura) e VITORIA (lado esquerdo). Por detrás. Painél da Liberdade 19 .

Painél da Revolução Mesmo esquema representativo. 20 . segurando com a mão esquerda as pernas traçadas. Sobre o muro. Na direita. o escudo de Portugal.No lado oposto da Sala. no lado esquerdo. Está também coberta por um manto azulado. prenderem o olhar neste escudo. uma vez mais. uma vez mais. em sinal de respeito. ao fundo. São exactamente essas as duas palavras gravadas no muro. e com o peito enfaixado com um tecido branco. No painel esquerdo. de reverência. ou seja. adornados. Painél da Aclamação Duas volutas de mármore enquadram o rectângulo de pedra em que se insere a palavra ACLAMAÇÃO e a data de 15 de Dezembro de 1640 (XV XII MDCXL). estão colocados uns grilhões abertos que nos remetem. LIBERTAS à esquerda da figura e PAX à direita. a representação de um elmo e dois escudos. a data da coroação do Rei após a Restauração. que ostenta a coroa real e rodeia -se de folhas de loureiro. Estas armas simbolizam a capacidade de resitência. mais uma representação de um castelo. Apresenta -se numa pose requintada e cuidada. símbolo do S. De destacar o facto das duas figuras simbólicas. Jorge. O escudo é sustentado por um dragão alado. a palavra REVOLUÇAO encima a data de I XII MDCXL (1 de Dezembro de 1640). Por cima. liso. exibe um ramo de oliveira que evoca a liberdade e a paz. de revolução. que além de o segurar o observa com veneração. Por cima. da Vitória e da Liberdade. temos uma figura femini na igualmente sentada no mesmo tipo de muro. para a ideia de libertação. pela palmeira e pelo loureiro.

do lado esquerdo. Do painel do lado direiro. por menor peso artístico. um castelo surge no horizonte da paisagem. uma vez mais. destaque para o pelourinho e. Para trás ficaram aquelas que. não foram consi deradas objecto de estudo o que não invalida o seu valor museológico e o papel que desempenham para as finalidades do Museu Militar de Lisboa.de tenacidade guerreira necessárias ao empreendimento da Restaur ação. Todas as obras mencionadas foram analisadas. 21 .

bem como das dinâmicas efectuadas. da realidade e das lutas de um Museu. Numa época de crise. Com esta finalidade em mente. É sempre positivo podermos aplicar na prática conhecimentos que vamos adquirindo ao longo do curso. é sempre motivador e interessante conhecer novas pesso as. Além disto. os heróis nacionais e as figuras históricas que mais contribuíram para a elevação da glória. ainda para mais sendo a licenciatura em História da Arte maioritariamente teórica e administrada em sala de aula. que urge ser mais amplamente divulgado. o Museu Militar de Lisboa é um dos mais completos e ricos legados da História Nacional. é enobrecer e relembrar toda a grandeza de Portugal. armas ou ideais. é importante realçar o que melhor temos enquanto Pátria. ao longo dos diferentes espaços museológicos. Considerei este estágio muito importante e enriquecedor enquanto estudante.4. modos de trabalhar e de interagir. locais. Considerações finais É inegável que o Museu Militar de Lisboa é possuidor de um vastíssimo e valoroso património museológico. em que as crises identidade e a depressão crescem de modo exponencial. são evocados. Com o estágio no Museu Militar de Lisboa pude aproximar-me do dia a dia. Neste sentido. da longevidade e da plenitude do País. 22 . cuja função. muito mais do que armazenar obras.

quer a nível pessoal. Pintura e Escultura. novas responsabilidades e serviu também para abrir os horizontes dos mercados de trabalho a que posso apelar. 5.Assim. Museu Militar. Lisboa. Edições Inapa.. Lisboa. trouxe-me novas ferramentas. 2 vols. Lisboa. 2007 23 . José Malhoa ± Pintores portugueses. 1996 Henriques. Comissão Nacional para as comemorações dos Descobrimentos Portugueses. em mais que o modo. Bibliografia França. Quer a nível académico. ACD Editores. Carlos Pedro. Lisboa Reis. 1992) França.. considero que este estágio foi necessário e completou. a Licenciatura em História da Arte. Carlos Reis. edição. José-Augusto. José-Augusto. 1967 (3ª. Paulo. A Arte em Portugal no Século XIX.

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