Você está na página 1de 13

A IMPORTÂNCIA ENTRE GESTOR E FAMÍLIA NO PROCESSO DE

APRENDIZAGEM

Dalvana Battiti Kaiser


Pâmela César Michels Costa
Rusine da Silva¹
Isabel Cristina Souza Fonseca de Quadros²

RESUMO

Este trabalho objetiva abordar sobre a importância da relação entre o gestor e as famílias no
processo que desenvolve a aprendizagem da criança. As relações que se estabelecem entre o
contexto familiar e o contexto escolar influenciam na evolução da criança durante os processos de
ensino-aprendizagem. Considera-se essencial que se estabeleça uma comunicação entre os pais e a
escola, porque esta parceria traz inúmeros benefícios que contribuem para o aperfeiçoamento do
aluno. Percebeu-se que quando existe um diálogo constante entre os familiares e a instituição, e se
estabelece um compromisso em prol do educando, os processos de ensino são mais proveitosos
contribuindo significativamente para a evolução de forma integral da criança. Afinal, cada um a
seu modo, tanto escola quanto família desejam que o estudante desenvolva suas habilidades e
amplie suas potencialidades plenamente. Mas, para que isso aconteça é fundamental que haja um
bom relacionamento entre ambas as partes.

Palavras-chave: Gestor. Família. Escola. Relação.

1 Nome dos acadêmicos:Dalvana Battiti Kaiser, Pâmela César Michels Costa, Rusine da Silva, Isabel Quadros.
2 Nome do Professor tutor externo:
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Pedagogia (FLX 1050) – Prática do Módulo VIII –
25/11/2021
1. INTRODUÇÃO

O gestor que incentiva a sintonia entre família e escola possibilita que o desenvolvimento da
criança e o processo de aprendizagem sejam ampliados. Dessa forma, o aluno tem a oportunidade
de vivenciar experiências educativas na escola e no convívio familiar. O ambiente escolar é o
segundo seguimento que colabora com o desenvolvimento da aprendizagem da criança, sendo a
família o seu primeiro grupo de convívio, para Mahoney (2002), a escola constitui um contexto
diversificado de desenvolvimento e aprendizagem, isto é, um local que reúne diversidade de
conhecimentos, atividades, regras e valores e que é permeado por conflitos, problemas e diferenças.
É preciso que exista uma interação da família primeiro segmento social e o segundo
segmento social com a escola, porque ambas educam a criança e quando estão unidas a
aprendizagem escolar acontece com mais sucesso. A parceria entre família e escola é um dos
principais elementos para o sucesso da educação. É comum acreditar que cada um deve cumprir seu
papel separadamente. No entanto, os pais e a instituição de ensino devem estar em constante
sintonia, tendo como objetivo final o pleno desenvolvimento infantil. Diferentes motivos levam a
essa separação. Os pais deixam de se envolver no ambiente escolar e nas atividades e estratégias
pedagógicas que envolvem a sua participação. Por outro lado, a família não sente que as suas
demandas são acolhidas pelos gestores escolares.
Uma das formas para reverter esse cenário é compreender que a educação não é
responsabilidade restrita da escola, assim como não está confinada aos muros da instituição. A
sociedade como um todo, a escola, a família e outros ambientes estão envolvidos no
desenvolvimento humano. Também é importante que a família permita ao aluno resolver questões
relacionadas a socialização com outros colegas no ambiente escolar, sem interferir de maneira
direta. Já a escola deve possuir uma gestão democrática, capaz de incentivar a participação
constante dos pais no ambiente escolar. Essa relação deve ir além dos encontros para discussão de
questões burocrática, como reclamações, boletins, reuniões, etc. É importante estar à disposição em
horários mais acessíveis e demonstrar que a escola está aberta para o diálogo e novas sugestões. Na
concepção de Bassedas (1999) as relações entre a família e o centro educativo devem proporcionar
que os pais e as mães possam compreender, aceitar e valorizar a tarefa educativa da escola. A
parceria da escola com a família deve ser um trabalho que envolve uma certa cumplicidade para que
os assuntos escolares referentes a aprendizagem da criança aconteçam da forma mais satisfatória
possível. Objetivando compreender melhor qual a importância da família no processo de
desenvolvimento da aprendizagem da criança, este trabalho irá fazer uma pesquisa acerca da
temática.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 A IMPORTÂNCIA DA CONEXÃO ENTRE FAMÍLIAS E ESCOLA

A Escola, no seu dia a dia, deve se abrir à participação da família e construir com ela uma
relação dialógica, crítica e libertadora, estimulando a participação dos pais em seu contexto. Por seu
lado, os pais devem entender que a Escola não é a única instituição responsável pela formação de
seus filhos, transferindo suas responsabilidades para ela. A escola, concomitantemente, é parceira
essencial da família na construção desse ser em formação, pois colabora efetivamente para o
crescimento intelectual, cultural, social, cognitivo, crítico, científico e espiritual.

2.1.2 QUEM DEVE EDUCAR?

Segundo o dicionário Ferreira (1999), a palavra “Educar” significa promover a educação,


transmitir conhecimentos, proporcionar condições para que o indivíduo possa modificar seu
comportamento. Educar é estimular o raciocínio, aprimorar o senso crítico. Para muitos pais,
educar é uma tarefa da escola, dos professores; jápara muitos professores, educar seria uma tarefa
da família. Esse “ping-pong” entrepais e professores acaba interferindo na vida escolar da criança.
O que difere asobrigações de um e de outro é o papel social que cada um ocupa.
A função da escola é ensinar as crianças como o mundo é, e não as instruir na arte de viver,
diz Arendt (2000). A arte de viver é ensinada pela família. Essa relação entre família e escola tem
sido discutida há décadas e se refere a uma realidade complexa na qual está inserida a educação.
Consta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, 9394/96) e no Estatuto da
Criança e do Adolescente (ECA, 1990) que as escolas têm a obrigação de se articular com as
famílias. Os pais têm o direito a ter ciência do processo pedagógico, bem como de participar da
definição das propostas educacionais. A ligação da família com aescola é algo que deve se manter
constantemente e não apenas quando a criança ingressa na escola.
Precisamos entender plenamente o papel de ser pai, ser mãe e ser filho. Os pais, em mostrar
os valores da vida e fazer com que os filhos compreendam a sua missão; os filhos, em ajudar os pais
a se unirem sempre mais, fazendo cumprir dignamente sua missão. Prado (1981, p. 9) afirma que,
embora em momentos difíceis “A família como toda instituição social, apesar dos conflitos é a
única que engloba o indivíduo em toda a sua história de vida pessoal”. A família representa o
alicerce para que o indivíduo construa uma boa estrutura social, pois é dentro do espaço familiar
que a criança determina os primeiros relacionamentos, que depois abrangerá a escola e pôr fim a
sociedade. Por isso, a participação da família na vida da criança é de suma importância, é ela que
servirá de modelo de relacionamentos para que, mais tarde, ela se relacione com outras pessoas.
Vasconcellos (1995, p. 22) concorda com o exposto, quando afirma:
Percebemos muitas famílias desestruturadas, desorientadas, com hierarquia de valores
invertida em relação à escola, transferindo responsabilidades suas para a escola [...], a
família não está cumprindo sua tarefa de fazer a iniciação civilizatória: estabelecer
limites, desenvolver hábitos básicos.

Sendo assim, cada aluno e seus familiares, durante o desenvolvimento do projeto, de forma
espontânea e prazerosa, contribuiu com suas experiências e vivências, buscando assim o
conhecimento de acordo com suas possibilidades e limites.

2.3 RELAÇÃO FAMÍLIA, ESCOLA, CRIANÇA

É fundamental que a escola oportunize experiências significativas, como momentos de


conversa, questionamentos, reflexões e opiniões, uma criação de uma visão de um conjunto
associada a uma ação coorporativa, promoção de um clima de confiança e reciprocidade;
valorização das capacidades e aptidões dos participantes; estabelecimento de demanda de
trabalho centrada em ideias e não em indivíduos; Desenvolvimento da prática e de
responsabilidade em conjunto. Cubero (1995. p. 253) afirma que:
A escola é junto com a família, a instituição social que maiores repercussões têm para
a criança. Tanto nos fins explícitos que persegue expressos no currículo acadêmico,
como em outros não planejados, a escola será determinante para o desenvolvimento
cognitivo e social dacriança e, portanto, para o curso posterior da vida.

Segundo Aron & Milicin (1994), a família é um grupo primário. Secundário são os grupos
de trabalho, estudo, instituições. Em todos eles, encontramos um lugar, um papel, uma forma de
estar, que por sua vez constitui nossa maneira de ser. Nesse espaço, desempenhamos nosso papel,
segundo nossa história e as marcas que trazemos conosco. “O grande nó das relações entre família e
escola, no entanto, tem de ser desatado no terreno dos valores” (BARROS, 2005, p.32).
A responsabilidade institucional de ensino é da escola e a responsabilidade de educar na
plenitude é da família. O acompanhamento escolar sistemático dos filhos é fator preponderante
para fortalecimento dos laços afetivos da família e para um desenvolvimento educacional
saudável e satisfatório. Os pais, poucas participações exercem na determinação do que acontece
na escola. Algumas vezes, teme-se a participação de certos pais que, sendo muito eloquentes e de
temperamento forte, tentam impor sua vontade sobre procedimentos escolares e que muitas
vezes funcionariam mais para facilitar sua própria vida ou de seus filhos, do que melhorar a
qualidade do ensino, conforme percebido por gestores e professores.
É necessário que se realize um trabalho que promova a superação dessa dificuldade e
tomar a iniciativa de promover encontros, realizar reuniões e palestras com os pais, abrindo-se
para apoiar as famílias como forma de promover a integração dos mesmos ao seu trabalho.
Quando os pais passam a serem participantes ativos das reuniões e encontros realizados, são
estimulados e passam a participar e contribuir da vida escolar e melhoria da qualidade de ensino-
aprendizagem de seus filhos.
Essa participação dos pais na vida da escola tem sido observada em
pesquisas internacionais como um dos indicadores mais significativos na determinação da
qualidade de ensino, isto é, aprendem mais os alunos cujos pais participam mais da vida da
escola. Cabe aos pais a educação dos filhos, mas, quando a escola e a família andam juntas neste
propósito, tudo se torna mais fácil. Quanto maior a participação dos pais na escola, maior é a
formalização das relaçõesentre os profissionais da educação e dos educandos.
Para que se efetive a participação dos pais na escola é necessário que esta esteja
pronta para acolher as famílias, que demonstre a elas que a ação escolar deve também, expressar
os anseios e desejos de toda comunidade envolvida.

Logo, na escola, os objetivos que expressarão as necessidades


científicas e éticas dos/das alunos/as, no sentido de sua formação
humana de cidadão e cidadã, deverão ser elaboradospelos professores
e professoras responsáveis pela área de ensino juntamente com os
profissionais da educação, e por toda a comunidade educacional,
refletindo o que existe de mais avançado na contemporaneidade no
âmbito científico e ético, o que se entende por conhecimento-
emancipação (FERREIRA, 2000, p.111-112).

Tanto a família quanto a escola precisam sincronicamente buscar serem parceiras, na


tentativa de tornar a criança um ser que possui valores significantes para a própria vida e
formação como indivíduo. A escola nunca educará sozinha, de modo que a responsabilidade
educacional da família jamais cessará. Uma vez escolhida a escola, a relação com ela apenas
começa. É preciso o diálogo entre escolas, pais e filhos. (REIS, 2007, p. 6).
2.4 O PAPEL DA ESCOLA NAS RELAÇÕES COM AS FAMÍLIAS

A escola, para Grinspun, é lugar de educação, de formação de atitudes. A autora considera


importante que se definam critérios de conduta, pautados em seriedade, verdade, união, e respeito
humano. Também faz parte dos princípios da escola estabelecer limites, formados com
conhecimentos e valores requeridos pela convivência em sociedade e pelas relações e instituições
sociais, entre elas, aescola. Grinspun (2003, p 124) salienta o papel da supervisão e orientação
educacional na contribuição do resgate dos limites éticos. A supervisão e a orientação
educacional podem, então, contribuir, através de incentivos e implementação de estudos e
projetos, para a educação de limites, com especial atenção aos limites éticos.
Essa educação pode e deve se realizar, seja no ensino-aprendizagem dos alunos, seja em
informações, seja em orientações e diálogo com os pais. De acordo com Ferreira (1998, p 74), “o
diálogo só pode ser verdadeiro e frutífero a partir de um esforço de aproximação onde todos
tentem perceber e conhecer o outro em seu próprio contexto e a partir da sua própria história
constitutiva”. Ou seja, é necessário conhecer de modo mais intenso as histórias de vida dos
alunos, saber intervir quando eles expressam em suas atitudes que algo não está bem.
Embora ocorra essa sobrecarga, a escola precisa conhecer a realidade de seus alunos a fim
de intervir quando não há participação da família, quando ela não mantém parceria com a escola
no intuito de compartilhar as responsabilidades. A escola exercerá múltiplas funções em prol do
desenvolvimento social e intelectual do(a) aluno(a). Szymanski (2001, p. 53) explica que “Uma
instituição não substitui uma família, mas com atendimento adequado, pode dar condições para a
criança e ao adolescente desenvolverem uma vida saudável no futuro”. Novamente, Vasconcellos
(1995, p. 33) contribui nessa questão, afirmando que O trabalho da escola tem uma repercussão
muito maior também: não se trata simplesmente de transmitir determinados conteúdos
socialmente acumulados pela humanidade: trata-se, além disso, de inserir o sujeito no processo
civilizatório, bem como na sua necessária transformação tendo em vista o bem comum.
3. MATERIAIS E MÉTODOS

A base para a elaboração deste trabalho se deu através de pesquisas bibliográficas em artigos e
livros de autores os quais tratavam sobre a importância entre gestor e família no processo de
aprendizagem, citações de autores que defendem com clareza o assunto em suas vivências conforme
pesquisado, além de estágios de vivência e sites governamentais. Após decidirmos qual tema seria
utilizado para a realização do artigo, foram pesquisados projetos que se encaixariam nesta descrição
sobre como mediar as situações para estreitar os laços entre escola e família.
O estudo foi realizado em trio com conversas e trocas de referenciais teóricos realizadas via
WhatsApp, e-mail e ambiente virtual, para a escolha do tema buscamos as sugestões que estão
disponíveis na trilha de aprendizagem do ambiente virtual. Realizamos pesquisas com objetivo de
analisar estes desafios do gestor como mediador, juntamente com o papel e a importância do papel do
professor, família e escola, e seus pontos positivos quando há união no processo de desenvolvimento
do ser humano. Ganha a escola, favorece ao educando e estrutura todo um futuro de uma sociedade.

FIGURA 1: Pais e Gestores na Juntos na Escola

Fonte:< https://gestaoescolar.org.br/conteudo/751/a-escola-da-familia>
A imagem foi escolhida pois retrata exatamente o tema da pesquisa do presente trabalho, que
relata a importância da convivência e o bom relacionamento entre pais e gestores, até porque isso está
descrito na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA): as escolas têm a obrigação de se articular com as famílias e os pais têm direito a ter ciência do
processo pedagógico, bem como de participar da definição das propostas educacionais. Porém nem
sempre esse princípio é considerado quando se forma o vínculo entre diretores, professores e
coordenadores pedagógicos e a família dos alunos.
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Ao fazer esta pesquisa bibliográfica sobre as ações desenvolvida por uma gestão escolar
unida, constata-se que os resultados são imediatos e a longo prazo, ao fortalecer a base da
comunidade escolar com uma gestão democrática e unida com a família é possível obter resultados
satisfatórios quanto a indisciplina do aluno, levantando soluções que venham a sanar tais
dificuldades.
Um bom gestor deve estar sempre preparado e se preparando, aderindo as novas
conhecimentos e tecnologias aliadas ao conhecimento, ele deve rever seus conceitos e criar novas
oportunidades para qualificação profissional sua e do seu corpo docente, fazendo da escola um lugar
pedagógico e seguro para os educandos. Aproximando a família e trazendo para convivência em
ambiente escolar soma-se o ensino pedagógico.
O gestor entende-se como liderança e deve sempre estar à frente, buscando soluções, ouvindo
as opiniões tanto do corpo docente quanto da família, o diálogo é a melhor arma no enfrentamento
das problemáticas que surgem rotineiramente em ambiente escolar. Enquanto gestor ele entende que
o sucesso ou fracasso do educando depende das relações com a família dele, conforme a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação 9394/96, no artigo primeiro sobre o dever da Sociedade e do Estado
acolher em a criança tomando reponsabilidade sobre o sujeito em estado de formação de cidadania.
O gestor educacional deve abraçar a causa, entender cada caso de aluno juntamente com
conselho escolar e dependendo de o nível de complexidade acionar os meios sociais, bem como
promotores de justiça, psicólogos, conselho tutelar e demais entidades que possam solucionar os
problemas decorrentes, visando uma saúde mental da criança plena.
É importante o envolvimento dos pais na aprendizagem escolar em ambiente escolar? Qual
importância na contribuição da família para desenvolvimento da criança? O que pode acarretar de
consequências o não acompanhamento dos pais na evolução cognitiva dos filhos? Esta é uma
discussão de extrema relevância para o aprimoramento pessoal sobre a responsabilidade gestor,
família e corpo docente no quesito formação do educando na instituição em que ele atua.
5. CONCLUSÃO

Ao fim do projeto esta pesquisa deixa claro que a escola tem procurado se adequar as
mudanças ocorridas nos períodos de tempos, desta forma tem adotado formas de atrair a família
para o ambiente escolar, a integrando como parte cooperativa e colaboradora em prol do
desenvolvimento de seus filhos como processo indispensável de aprendizagem. A pessoa do
gestor procura sempre ter uma relação aberta com as famílias dos educandos gerando vinculo de
confiança, pois entende que a família é a base para que o aluno tenho um aprendizado pleno. O
gestor deve analisar o educando e entender seus valores morais que se originam da família, bem
como sua cultura, adequando isso de forma a completar sua metodologia de ensino, favorecendo
seu desenvolvimento sem intervir nos seus costumes, pelo contrário, fazer uma verdadeira
construção cultural juntamente com aprendizado.
Pode se dizer diante deste trabalho e sua pesquisa que a escola sozinha não é capaz de
formar um ser humano completo para a vida, portanto ela necessita da colaboração da família,
esta por sua vez disposta a cooperar para o êxito do educando e assim obter resultados
significativos em relação à educação dos alunos/filhos. podemos entender e compreender que a
participação familiar na vida do aluno deve ser considerada de suma importância e isso deve ser
atribuído ao fato de promover o desenvolvimento do aluno.
A parceria entre família e escola é um dos principais elementos para o sucesso da
educação. Espera-se que a escola seja capaz de orientar as famílias e alunos para a vida,
mostrando-lhe os caminhos para que essa parceria seja valorizada e cultivada.
A família e a escola constituem os dois principais ambientes de desenvolvimento humano
nas sociedades ocidentais contemporâneas. Assim, é fundamental que sejam implementadas
políticas que assegurem a aproximação entre os dois contextos, de maneira a reconhecer suas
peculiaridades e também similaridades, sobretudo no tocante aos processos de desenvolvimento e
aprendizagem, não só em relação ao aluno, mas também a todas as pessoas envolvidas.
Sabemos que grande parte do sucesso do aluno na escola passa pela educação que ele tem
em casa. Infelizmente, não temos a receita mágica para que a sua escola garanta um maior
envolvimento dos pais. No entanto, estando consciente da importância da família na educação
escolar, tudo fica mais fácil. E sim, com as estratégias certas pode-se criar um melhor
engajamento. Todos saem ganhando no final, especialmente a escola!
Para a nossa formação acadêmica, ter realizado a escrita deste paper, relacionando todos os
itens abordados e com o olhar reflexivo, concluímos que eles contribuíram não só para a
educação, mas também na forma de pensar, de ter uma visão mais ampla da importância de
manter um bom relacionamento entre família e escola, podendo refletir sobre as formas de
educação nos dias atuais, colaborando na nossa instrução universitária, profissional e na vida.
REFERÊNCIAS

ARENDT, H. Entre o Passado e o Futuro. São Paulo: Ed. Perspectiva – coleção Debates,
2000
ARÓN, A. M. & MILICIC, N. (Trad. de Jonas Pereira dos Santos). Viver com os outros:
Programa de desenvolvimento de habilidades sociais. Editorial Psy II, 1994.
BARROS, L.M. Para além dos atos falhos. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2005.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
. Estatuto da criança e do Adolescente. Lei nº 8069, de julho de 1990.

. Lei de diretrizes e bases da educação. Lei nº 9424, de dezembro de 1996.


CUBERO, R. Relações sociais nos anos escolares: família, escola, companheiros.In; COLL,
C. Desenvolvimento psicológico e educação. V. 1. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995
FERREIRA, A. B. H. Novo Aurélio século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3 ed. Rio
de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

FERREIRA, Naura Syria Carapeto (org.). Formação Continuada e Gestão da Educação. 2 ed.
São Paulo: Cortez, 2006.
GOMES, J. V. Socialização primária: tarefa familiar? Cadernos de Pesquisa, nº91, p. 54-61,
1994.
MAHONEY, A. A. (2002). Contribuições de H. Wallonpara a reflexão sobre as questões
educacionais. In V.S. Placco (Org.), Psicologia & Educação: Revendo contribuições (pp. 9-32).
São Paulo: Educ.
PRADO, Danda. O que é família. 1 ed. São Paulo: Brasiliense, 1981
REIS, R. P. In. Mundo Jovem, nº. 373. Fev. 2007, p.6.
ROMANELLI, G. Escola e família de classes populares: notas para discussão. /não publicado.
SZYMANSKI, Heloisa. A relação família/escola: desafios e perspectivas. Brasília: Plano,
2001.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Disciplina: construção da disciplina
consciente e interativa em sala de aula e na escola. São Paulo: Libertad, 1995.

Você também pode gostar