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Inteligência artificial, Sociedade, Futuro do Trabalho e das Organizações

Flavia Martins David, Mestrando em Gestão Empresarial na Fundação Getúlio Vargas. Pós-graduada em Gestão de
Projetos e Formação de Executivos, graduada em administração de empresas e economia.

INTRODUÇÃO

A Inteligência Artificial (IA) foi definida por John McCarthy como um ramo da ciência da computação que
se propõe elaborar sistemas que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões
e resolver problemas (McCarthy, 1963).

A inteligência artificial é uma das ciências mais recentes, teve início após a Segunda Guerra Mundial e,
atualmente, abrange uma enorme variedade de subcampos, desde áreas de uso geral, como
aprendizado e percepção, até tarefas específicas como jogos de xadrez, demonstração de teoremas
matemáticos, criação de poesia e diagnóstico de doenças. A inteligência artificial sistematiza e
automatiza tarefas intelectuais e, portanto, é potencialmente relevante para qualquer esfera da
atividade intelectual humana. Nesse sentido, ela é um campo universal (RUSSELL; NORVIG, 2004).

Diante de tal fato, é fundamental a discussão sobre o impacto da IA na sociedade e no futuro das
organizações. Qual será o impacto da inteligência artificial na sociedade? Quem sairá ganhando, quem
sairá perdendo? Ninguém sabe exatamente qual a extensão dos efeitos que o uso da I.A. terá sobre
todos nós.

A humanidade está enfrentando e enfrentará no futuro numerosos desafios que irão forçar o
desenvolvimento de novas ideias para viver de acordo com os tempos. Entre esses desafios estão
trabalho e economia, melhoria humana, medicina, militar e de segurança e política e legal, entre
outros. 

Quando um algoritmo absorve o conhecimento sutil do ser humano, como a identificação do estilo de
um texto, o reconhecimento de faces ou a identificação de um câncer, por exemplo, podemos pensar
que a IA só trará benefícios a sociedade. Porém, há de se pensar no ônus da AI e como a sociedade se irá
se preparar para essa mudança.

A IA E AS ORGANIZAÇÕES BRASILEIRAS

É de conhecimento geral o déficit em educação e capacitação no Brasil, fato este que transparece para
as organizações brasileiras.

Com o avanço da AI o emprego menos qualificado passa a ser menos relevante com a criação de
soluções automatizadas mais baratas e eficientes.

Para tal, a sociedade brasileira precisa se preparar e investir mais que nunca na educação e capacitação
para que os trabalhadores estejam preparados e não haja desemprego.

Mais cedo ou mais tarde as empresas enfrentarão os desafios resultantes da IA e todos os trabalhadores
começarão a interagir com estes equipamentos inteligentes aumentando os níveis de eficiência e
segurança.

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Com todas as ferramentas e tecnologias de IA já existentes, encontramos nas organizações brasileiras
um enorme GAP entre as empresas que entendem a importância da IA, investem recursos e utilizam
seus benefícios; para aquelas que ainda estão muito distantes do conhecimento básico e os benefícios
de IA.

Vivemos uma situação no Brasil em que muitas empresas ainda não utilizam sistemas básicos de
tecnologia de informação, onde os funcionários não são capacitados para a utilização operacional e
estratégica da informação e empreendedores, principalmente de empresas familiares, não consideram
o investimento em tecnologia.

Ao falarmos de IA e todos os benefícios que podem trazer para as organizações, desde melhoria de
produtos e/ou serviços, aumento de produtividade, redução de custos e informação para tomadas de
decisão, fica claro a urgência do investimento e utilização da IA para a estratégia e sobrevivência das
organizações a médio e longo prazo, reinventando modelos de negócios.

Com todas as possibilidades existentes e as que surgirão com o IA, há de se pensar no novo consumidor
e como as organizações deverão estar preparadas para atendê-los. Quando falamos no neste novo
consumidor, precisamos considerar suas expectativas, seu processo de escolha, sua nova forma de
consumo e experiência. Desde cirurgias robóticas e a nova relação de confiança e credibilidade nos
médicos, passando pela falta de necessidade de busca de produtos e serviços, que são disponibilizadas
por ferramentas de Big Data até o relacionamento com o cliente presencial em lojas físicas.

Fato é que a IA irá afetar, inevitavelmente, as relações humanas e a forma de se viver em sociedade. Há
de se analisar que as ferramentas de IA devem somar e não substituir a contribuição dos homens. E que
o IA deverá trabalhar em conjunto com as ações humanas, trazendo maior qualidade de vida e
assertividade em todos os setores da sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Visto que o homem possui inteligência para programar computadores e sistemas, a IA não deve
substituir a capacidade humana, visto que a principal característica do homem que não pode ser
substituída é a empatia. Desta forma, o desafio é encontrar o caminho onde a IA irá se somar a
capacidade cognitiva e entregar ao ser humano mais ônus que bônus.

REFERÊNCIAS

Rui A.C. Veiga, Cristina Cadete Pires. 01/21/2019, Impacto da inteligência artificial nos locais de trabalho

Sarfati, Gilberto, IN: GVexecutivoGV-executivo1806-8979, Prepare-se para a revolução: economia


colaborativa e inteligência artificial

Reva, Nataliia, October 3, 2018, Logic, Reasoning, Decision-Making

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