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O Papel Das Brincadeiras Na Linguagem e Desenvolvimento Educacional Infantil

Bruna Tainara Moreira ¹


Cristina Marin ¹
Daiane Aparecida de Meira da Silva ¹
Debora Treacy Pereira ¹
Edicleia Corrêa de Mello Martins¹
Josiane Sousa dos Passos ²

1. INTRODUÇÃO
O objetivo deste trabalho é introduzir a importância das brincadeiras para o
desenvolvimento infantil. A brincadeira traz ao imaginário infantil, o enriquecimento do
universo, as vivências e suas experiências, pois é pela brincadeira que a criança cria sua
própria imagem, espaço e meio socio cultural, interagindo consigo e com a comunidade.
Com isso, o brincar, traz de diversas formas, em diferentes espaços e tempos e com outras
crianças, a responsabilidade de ampliar e diversificar o universo infantil, assim criando
novas possibilidades.
Para uma criança pequena tudo é um experimento, até mesmo na hora de se alimentar,
onde mexer a comida e jogar ela para fora do prato, onde tudo é novo e com muitas
descobertas.
A brincadeira para as crianças se torna um espaço onde ela se sente a vontade para
explorar seus sentimentos e valores, assim ajudando no desenvolvimento de suas
habilidades. Com isso através do brincar e de criar com cada brincadeira que a criança faz
uma breve leitura do mundo ao seu redor, aprendendo como lidar com ele. Dessa forma
ela recria, inventa, fantasia, imita, podendo assim desenvolver seus aspectos físicos e
motores, aprendendo com isso a desenvolver seus valores sociais, onde se torna uma
criança que sabe cooperar, se socializar e capaz de escolher seu papel na sociedade.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Em diversos momentos e ambientes as crianças devem ter a possibilidade de viver


emoções, de colocar em pratica toda a sua imaginação de sentir o prazer das brincadeiras
de dar vida aos sonhos, e a escola deve ser um desses ambientes, onde aprender de forma
lúdica se torne algo tão vivo que elas consigam sentir e transmitir essas emoções a flor da
pele, levar o conhecimento cientifico, cultural, profissional, regional de forma com que a
criança possa ao fechar os olhos imaginar a matemática, o português, a ciência, as
1 Nome dos acadêmicos
2 Nome do Professor tutor externo
Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (PED4839/4) – Prática do Módulo IV – 01/10/2021.
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consoantes, vocais etc... de maneira lúdica, e descobrir que tudo isso se faz presente no
nosso dia a dia.
“A realidade é um grande motor da imaginação, e o inverso também é verdadeiro.
Por isso, nunca é demais brincar de faz de conta.” (livro brinquedos do Brasil invenções de
muitas mãos).
Usar, do que temos nos momentos de interação com as crianças trás grande
benefícios não só para as crianças envolvidas, mas também aos professores, improvisar
pode trazer grandes benefícios a ambas as partes.
Quanto mais a escola compartilhar da visão do lúdico no processo de aprendizagem,
mais diversificado e profundo será o reconhecimento adquirido pela criança. Para
Kishimoto:
“o uso do brinquedo/jogo educativo com fins pedagógicos remete-nos para a
relevância desse instrumento para situações de ensino-aprendizagem e de
desenvolvimento infantil. Se considerarmos que a criança pré-escolar aprende de
modo intuitivo adquire noções espontâneas, em processos interativos, envolvendo
o ser humano inteiro com cognições, afetivas, corpo e interações sociais, o
brinquedo desempenha um papel de grande relevância para desenvolvê-la” (1997.
p.36).

O lúdico, trabalha a imaginação de crianças e de adultos, um graveto, uma garrafa,


um chapéu, uma bola, letras etc.... tudo pode ser utilizado e transformado, com o uso da
imaginação.
“A importância de contextualizar esse tema releva-se, pois, o lúdico deve ser visto
com uma ferramenta contributiva para o melhor desenvolvimento das crianças e não ser
visto como algo fora do contexto educacional” (KISHIMOTO, 1998).
O educador precisa estar sempre observando as habilidades desenvolvidas por elas,
e as quais ainda precisam ser revistas e estimuladas em sala de aula. De acordo com
Piaget (1973) a educação e a ludicidade devem unir-se para que haja uma concretização
do aprendizado escolar.
As brincadeiras de criança não proporcionam somente entretenimento e diversão,
podemos observar que esta pratica contribui para aprendizagem da linguagem e formas de
expressão, é através das brincadeiras que organiza-se suas emoções como também
possibilita uma forma de desenvolvimento; motor, cognitivo, social e afetivo.
Conforme Cardazzo e Vieira (2007) seja a brincadeira simbólica ou com regras
possibilitam na criança sem a intencionalidade a estimulação de uma série de aspectos que
colaboram tanto para o desenvolvimento individual quanto para o social.
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Nas brincadeiras é possível observar que as crianças conseguem desenvolver;


criatividade, imaginação, e as habilidades motoras possibilitando maior independências de
suas ações. Elas também proporcionam formas para que as crianças consigam
externalizarem e compartilharem sentimentos intrapsíquicos.
Para Vygotsky (1991) a brincadeira cria as zonas de desenvolvimento proximal e
que estas proporcionam saltos qualitativos no desenvolvimento e na aprendizagem infantil,
a brincadeira é o caminho de transição para níveis mais elevados de desenvolvimento,
ainda para este autor o brincar é essencial para o desenvolvimento cognitivo da criança
através dos processos de simbolização e representação é possível levar aos pensamentos
abstratos.
As crianças são hábeis e exigentes consigo mesmas na superação de desafios,
trazer para a escola o brincar o lúdico como forma de alfabetização abre um leque de
variadas possibilidades tanto para a criança quanto para o educador. Já que o brincar,
influência nas áreas motoras, cognitivas, afetividade, civilidade e criatividade, nos jogos e
brincadeiras as crianças agem como se fossem a realidade delas e isso contribui para o
seu desenvolvimento.
Segundo a Lei Federal 8069/90- Estatuto da Criança e do Adolescente, capítulo II,
artigo16 que diz o seguinte no inciso IV- Brincar, praticar esportes e divertir-se. Nota-se que
o documento sugere que toda criança deve desfrutar de jogos e brincadeiras, os quais
deverão estar dirigidos para a educação. Ficando toda pessoa, em especial pais e
professores, responsáveis em promover o exercício desse direito.
Na atualidade, o papel das brincadeiras, se tornou algo muito “comum”, e muitas
vezes sem sentido e acabou perdendo o verdadeiro sentido. Dentro da realidade das
famílias brasileiras, encontram-se muitos obstáculos que tornam esse momento de
brincadeira e interação com as crianças cada vez mais raros.
Com a tecnologia cada vez mais se avançando o momento do brincar acabou se
tornando mais raro. Percebemos que as crianças estão ficando muito “confinados em frente
do celular, o mundo tecnológico tem vários pontos positivos, mas também tem o lado
negativo. O uso excessivo do celular acaba afetando o meio social da criança, dificultando
a usar sua imaginação e criatividade. Pais muitas vezes, sobrecarregados, trabalhando
muito acabam não dando uma devida atenção para o seu filho. O brincar até acontece, mas
a qualidade já não é a mesma.
Conforme o livro de volta ao quintal mágico de Dulcilia Schroeder Buitoni “Muitos
jovens e adultos costumam imaginar que as crianças só brincam depois dos 2 ou 3 anos
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de idade. Todavia o bebê brinca com o próprio corpo e com o da mãe desde quando começa
a mama. Além de se alimentar, ele já está exercitando sua atividade lúdica, é a brincadeira
que será invisível mestra ao longo de toda sua vida, principalmente nos primeiros anos.
Brincando, experimentando, a criança vai conhecendo o seu corpo e o mundo. Para isso,
é importante um ambiente que favoreça a exploração.”
Compreendendo o significado do brincar tanto pais como os professores podem
intervir de maneira adequada tanto na sala de aula ou em casa, modelando pela
criatividade, espontaneidade e desafio do pensamento da criança, procurando elaborar um
ambiente instigante envolto num clima de respeito recíproco, onde este ajuda o seu
aluno/filho a construir sua personalidade, autonomia, a imaginação, iniciativa própria e
conhecimento.
A importância do brincar para o desenvolvimento infantil reside no fato de esta
atividade contribuir para a mudança na relação da criança com os objetos, pois estes
perdem sua força determinadora na brincadeira. A criança vê um objeto, mas age de
maneira diferente em relação ao que vê. Assim, é alcançada uma condição que
começa a agir independentemente daquilo que vê. (Vygotsky, 1988, p. 127).

3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Após realizarmos este trabalho conseguimos ver como as brincadeiras torna-se


essencial no desenvolvimento infantil, demostrando o quanto a criança desenvolve diante
das atividades que é proposta a elas, e que a brincadeira trás tudo que se torna novo mais
leve, mais explorado, que faz com que elas tenham atenção diante do que é proposto a
elas. Com isso a criança cria sua personalidade, sua visão diante da sociedade que vivem,
e acham seu lugar dentro dela. Mostra para as crianças um mundo de possibilidades que
podem estar explorando, o quanto se desenvolvem diante das brincadeiras e que a cada
dia que se passa elas crescem diante do que é proposto e criam suas próprias ideias e
facilidades.

4. REFERÊNCIAS

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Pedagogia, Brasil Escola.


Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-importancia-dos-
jogos-na-educacao-infantil.htm. Acesso em: 25 set. 2021.

CORDAZZO, S. T; Duarte; VIEIRA, M.L A brincadeira e suas implicações nos processos de


aprendizagem e de desenvolvimento. Estud. pesqui. psicol., Rio de Janeiro,v.7, n.
5

1, jun.2007. Disponível em
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S180842812007000100009&ln
g=pt&nrm=iso acessos em 19 set. 2021.

DESENVOLVIMENTO das crianças depende de compromisso de toda a sociedade. [S. l.]:


Aline Rodrigues, 10 set. 2021. Disponível em:
http://periferiaemmovimento.com.br/desenvolvimento-das-criancas-depende-de-
compromisso-de-toda-a-sociedade/. Acesso em: 25 set. 2021.

DE VOLTA AO QUINTAL MÁGICO: A EDUCAÇÃO INFANTIL NA TE-ARTE. [S. l.]: Agora


Editora, 2006.

DIA internacional comemora importância de brincadeiras na infância: Brincar é direito


garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. São Paulo: Ludmilla Souza, 2021.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2021-05/dia-internacional-
comemora-importancia-de-brincadeiras-na-infancia. Acesso em: 25 set. 2021.

KISHIMOTO, T. M. (Org.) Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 3ª Ed. São Paulo:


Cortez 1998

KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez, 1997.

KISHIMOTO, T. M. [org.]. O brincar e suas teorias. São Paulo: Cengage Learning, 2008.

Phometa. O papel das brincadeiras no desenvolvimento infantil. Phometa, ago 08, 2019.
Disponível em: phometa.com.br. Acesso em: 25 de set de 2021.

PIAGET, J. A formação do símbolo na criança. 3ª ed. Rio de Janeiro: ed. Zahar, 1973.

PROTEGER A INFÂNCIA E A JUVENTUDE É RESPONSABILIDADE DE TODOS. VEJA


COMO VOCÊ PODE AGIR E FAZER A SUA PARTE PARA ENFRENTAR A VIOLÊNCIA
SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES. [S. l.], 2020. Disponível em:
https://www.childhood.org.br/informe-se-e-saiba-como-
agir?gclid=EAIaIQobChMIjrv8weWl8wIVEwiRCh2WGwAMEAAYAyAAEgLhDfD_BwE.
Acesso em: 25 set. 2021.

VYGOTSKY, L.S.; LURIA, A.R.; LEONTIEV, A.N. Linguagem, desenvolvimento e


aprendizagem. 2ª ed. São Paulo: Ícone Editora, 1988
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VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos


psicológicos superiores. 4ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1991

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