REAÇÕES DE ÓXIRREDUÇÃO
SÃO PAULO
2019
OBJETIVO
Essa prática tem como objetivo efetuar ensaios simples para verificar
algumas reações de oxirredução. Podemos verificar experimentalmente a
tendência que apresentam as substâncias químicas à oxidação e à redução, bem
como os produtos de uma reação de oxirredução.
INTRODUÇÃO
As reações de oxirredução são as reações de transferência de elétrons.
Esta transferência se produz entre um oxidante e um redutor. A espécie que
perde elétrons é a que sofre oxidação e é considerada o agente redutor que terá
aumento em seu nox. Portanto a espécie que ganhar elétrons sofrerá redução e
será o agente oxidante, seu nox diminui.
Quando uma espécie química redutora cede elétrons ao meio se converte
em uma espécie oxidada, e a relação que guarda com seu precursor fica
estabelecida mediante o que se chama um par redox (que é uma reação de
oxirredução quando à troca de elétrons). Quando uma espécie capta elétrons do
meio se converte em uma espécie reduzida, e igualmente forma um par redox
com seu percursor reduzido. Também é muito importante ressaltar sobre a tabela
de reações redox que indica a tendência de uma espécie química de adquirir
elétrons e, desse modo, ser reduzido.
MATERIAIS
Béquer
Bagueta
Tubo de ensaio
Bico de Bunsen
Isqueiro
Placa de Amianto
Pipetador
Espátula
Papel de filtro
Solução de sulfato de cobre (CuSO4)
Apara de magnésio (Mg)
Dióxido de manganês (MnO2)
Ácido clorídrico concentrado (HCl)
Solução de iodeto de potássio (KI)
Clorofórmio ou triclorometano (CHCL3)
Solução de permanganato de potássio (KMnO4)
Solução de ácido sulfúrico (H2SO4)
Peróxido de hidrogênio (H2O2 )
Solução de sulfato de ferro (FeSO4)
Apara de cobre (Cu)
Acido nítrico concentrado (HNO3)
Solução de dicromato de potássio (K2Cr2O7 )
Álcool etílico (C2H6O)
METODOLOGIA
1º Experimento
Coloque 2 ml de solução de sulfato de cobre em um tubo de ensaio;
Adicione uma pequena tira de magnésio à solução;
Observe durante 15 minutos;
Agite e anote as observações.
2º Experimento
Coloque uma ponta de espátula de MnO 2 em outro tubo de ensaio;
Adicione cerca de 2 ml de HCl concentrado e deixe reagir durante 2 a 3
minutos;
Anote as observações;
Embeba uma tira de papel de filtro em solução de KI e coloque o mais
rápido possível na boca do tubo de ensaio que está liberando gás cloro.
Observe o escurecimento do papel.
3º Experimento
Coloque 2 ml de solução de KI em um tubo de ensaio;
Adicione 2 ml de água de cloro;
Observe;
Adicione 2 ml de CHCL3;
Agite e observe a coloração.
4º Experimento
Coloque 2 ml de KMnO4 em um tubo de ensaio;
Adicione 1 ml de solução de H2SO4;
Adicione 2 ml de H2O2;
Anote as observações.
5º Experimento
Coloque 2 ml de solução de FeSO4 em um tubo de ensaio;
Adicione 1 ml de solução de H2SO4;
Adicione 2 ml de H2O2;
Agite e anote as observações.
6º Experimento
Coloque 2 ml de ácido nítrico concentrado em um tubo de ensaio;
Adicione uma apara de cobre;
Observe a coloração do gás desprendido e faça as anotações necessárias.
7º Experimento
Coloque 8 ml de solução de K2Cr2O7 em um Becker de 50 ml;
Adicione 4 ml de solução de H2SO4;
Adicione 4 ml de álcool etílico;
A seguir faça um aquecimento brando desta solução com o auxílio do bico
de Bunsen e da tela de amianto, até que ocorra a mudança de coloração;
Cheire para sentir o odor dos vapores desprendidos.
RESULTADO E DISCUSSÃO
Experimento 1:
Colocamos 2 ml de solução de sulfato de cobre em um tubo de ensaio.
Adicionamos uma pequena tira de magnésio à solução. Observamos durante 15
minutos.
A partir do primeiro minuto em que colocamos a tira de magnésio no sulfato
de cobre ele já começou a se “desmanchar” apresentando uma efervescência. O
magnésio reage com a solução, formando um depósito do elemento cobre no
fundo do tubo de ensaio que é insolúvel, caracterizando a dissociação do Cobre
(Cu) do sulfato (SO4) que se une ao Magnésio. Formando o Sulfato de Magnésio,
indicando uma reação de deslocamento, que ocorre com a oxirredução.
Mg + CuSO4 = Cu + MgSO4
Experimento 2:
Colocamos uma ponta de espátula de MnO2 (dióxido de manganês) em
outro tubo de ensaio em seguida adicionamos cerca de 2 ml de HCl concentrado
(ácido clorídrico) e deixamos reagir durante 2 a 3 minutos. Após colocamos uma
tira de papel de filtro em solução de KI (iodeto de potássio) o mais rápido possível
na boca do tubo de ensaio que está liberando gás cloro. Observamos o
escurecimento do papel.
O Dióxido de manganês com o Ácido Clorídrico, apresentou uma
efervescência formando o gás hidrogênio.
4 HCl + MnO2 = Cl2 + 2 H2O + MnCl2
Experimento 3:
Não foi possível realizar o experimento porque no laboratório não possua
capela. Fomos instruídos pelo professor para deixar de fazê-lo, pois clorofórmio
(CHCL3) é composto químico pertencente ao grupo dos haletos orgânicos. Ele é
um líquido incolor, volátil, mais denso que a água e de cheiro característico
agradável. Em presença de luz ele se oxida gerando o cloreto de carbonila,
também chamado de fosgênio. Este composto é um gás tóxico e corrosivo. Ficou
comprovado também que o clorofórmio pode causar parada respiratória,
comprometimento do sistema nervoso central e danos irreparáveis ao fígado e
rins.
Experimento 4:
Colocamos 40 gotas de KMNO4 qual possui uma cor roxeada depois
adicionamos 20 gotas H2SO4 (Concentrado) que ocorreu uma reação na qual a
substância apresentara uma cor marrom depois adicionamos 40 gotas de H 2O2
(água oxigenada ou peróxido de hidrogênio) ao acrescentarmos a primeira gota
aconteceu uma oxidação liberando um gás chamado peróxido de hidrogênio (a
cor do gás apresentou-se amarelada) esse reação libera muito calor sendo assim
(reação exotérmica) como demonstra na reação abaixo:
Equação balanceada:
Experimento 5:
Experimento 6:
Colocamos 40 gotas (que é equivalente a 2 ml) de solução de ácido nítrico
em um tubo de ensaio. Adicionamos uma apara de cobre e não houve reação.
Solicitamos o ácido nítrico concentrado para continuarmos as reações.
Ao colocar a apara de cobre no tubo contendo ácido nítrico concentrado,
ocorre uma reação exotérmica com dissolução rápida. O cobre reage com o ácido
formando nitrato de cobre de coloração verde limão, liberando óxido de nitrogênio
e água. Por apresentar um forte agente oxidante na sua estrutura o ânion NO3-
então ácido reage com cobre. Observamos que a reação soltou um gás vermelho-
acastanhado que é o NO2, mas também a formação do nitrato de cobre (II), de
coloração azul. O gás NO reage com o O 2 do ar, formando NO2. A cor verde da
solução é produzida pela combinação da cor azul do íon Cu 2+ aquoso com a cor
castanha do dióxido de nitrogênio dissolvido.
Equação balanceada:
4 HNO3 + Cu0 = Cu (NO3)2 + 2 H2O + 2 NO2
Oxidou=quem aumento
Reduziu=quem diminuiu
O Cobre do 0 foi para 2, então ele aumentou.
O Nitrogênio diminuiu, ele foi de 5 para 2.
Experimento 7:
Colocamos 8 ml (que é equivalente a 100 gotas) de solução de K 2Cr2O7
(solução de dicromato de potássio) em um Becker de 50 ml. Adicionamos 4 ml de
solução de H2SO4 (solução de ácido sulfúrico) e 4 ml de álcool etílico. Fizemos um
aquecimento brando desta solução com o auxílio do bico de Bunsen e da tela de
amianto, até a mudança de coloração. Cheiramos para sentir o odor dos vapores
desprendidos.
Na reação de oxidação de álcoois, ocorre uma remoção do hidrogênio que
está ligado ao oxigênio da hidroxila, como também a remoção do hidrogênio que
se liga ao carbono que está ligado à hidroxila, para formação de uma carbonila.
Se for um álcool primário o composto carbonilado que formará será um aldeído,
que posteriormente pode ser oxidado para formar um ácido carboxílico.
Ao adicionar o H2SO4 (incolor) ao K2Cr2O7 (alaranjado) apresentou um a
coloração avermelhada e logo escureceu. Com a adição do álcool etílico (C2H6O)
houve borbulho e a coloração agora passou a ter uma cor verde bem escura.
Nessa reação houve também um desprendimento de calor (reação exotérmica) e
após 50 minutos de aquecimento houve a formação do acido acético (C2H4O2) ou
o vinagre.
Equação balanceada:
K2Cr2O7 + 4 H2SO4 + 3 CH3CH2OH = Cr2(SO4)3 + 7 H2O + 3 CH3CHO + K2SO4
Nesta reação aconteceu uma oxidação branda (parcial) que originou um
aldeído somente.
CONCLUSÃO