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LINKS PARA POLÍTICA E EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS

Vinício Carrilho Martinez (Dr.)


Professor Associado da Universidade Federal de São Carlos – PPGCTS/DEd

Não te esperarei na pura espera


Porque o meu tempo de espera
É um tempo de quefazer.
Paulo Freire – Pedagogia da Indignação

Uma das primordiais tarefas da pedagogia crítica radical libertadora


É defender uma prática docente em que o ensino rigoroso dos conteúdos
jamais se faça de forma fria, mecânica e mentirosamente neutra.
Paulo Freire – Pedagogia da autonomia

Para uma breve introdução jurídica


Seja qual for a discussão sobre as formas de expressão do Direito, o
entendimento dos fenômenos sociais no campo cultural-jurídico permeia sempre através
da política, tornando incontestável o caráter responsável que o Estado assume ao
afirmar os Direitos fundamentais e a dignidade humana ao cidadão através, dentre
outras garantias, do direito à educação. Isso significa que à justiça preexiste ao direito
positivo, enriquecendo a percepção da lei devido a sua relação clara com a ideia de
justo.
A biografia da história do Brasil estreou no panorama colonial no momento em
que o Estado e o ensino se conectaram. Mediante o processo civilizatório, o Brasil
herdou o pensamento escolástico Ibérico, uma vez que a colônia era um acréscimo da
metrópole, a fim de se moldar o comportamento humano. Entretanto, analisando o
passado político brasileiro, percebe-se que o ensino, por anos, ocupou uma posição
secundária, passando por altos e baixos e enfrentando diversas fases jurídicas. Todavia,
o desejo de mudança trouxe, em 1988, o mudancismo ansiado.
Sob a perspectiva dominante de que a lei estabelece normas obrigatórias a serem
seguidas, a Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, criou o Conselho Federal de Educação e
trouxe estabilidade, autonomia e prioridade à comunidade científica, objetivando a
eficácia na distribuição de recursos , segurança jurídica e mecanismos para endossar a
qualidade no ensino. Assim, tornou-se possível constatar que a epistemologia jurídica se
faz de forma plural e que equivocasse ao pensar que, frases extensas e excessivas
determinam a habilidade do saber direito.
Neste âmbito, um Dicionário Político Jurídico da Educação Pública flexibiliza a
compreensão da linguagem jurídica de forma didática e pedagógica em sala de aula,
uma vez que quebra a frieza das palavras sem permear a vulgaridade, e não se limita
apenas à parte técnica-científica, causando efeitos de liberdade quanto à inerência a sua
condição e atingindo "felicidade" constitucional, desagregando o "classicismo do
direito" e o padrão jurídico envolto, muitas vezes, de maneira remota.
Quando o Direito toma o partido da educação
Para Paulo Freire (1993), não se separa conhecimento e política: "É esse o
momento também em que o educador progressista percebe que a claridade política é
indispensável, necessária, mas não suficiente, como também percebe que a competência
científica é necessária mas igualmente não suficiente" (p. 54).
A própria relação política é pedagógica, mas além disso, desenvolve um “senso
técnico”. No texto Pedagogia Histórico-crítica: primeiras aproximações, Saviani
(1994) verifica – em sentido próximo ao de Paulo Freire – que:
...a identificação dos fins implica imediatamente competência
política e mediatamente competência técnica; a elaboração dos
métodos para atingi-los implica, por sua vez, imediatamente
competência técnica e mediatamente competência política.
Logo, sem competência técnico-política não é possível sair da
fase romântica (p. 83 - grifo nosso).

Assim, além de investigar seriamente os conteúdos de uma Educação em


Direitos Humanos (Benevides, 1997), o objetivo principal desta atividade é politizar o
conteúdo. No sentido da Política, de Polis, de espaço público – de que trataram, como
clássicos em épocas muito distintas, Aristóteles (2001) e Arendt (2001). Objetiva-se
também, subsidiariamente, entender outros dois pontos convergentes: só há sentido em
pensarmos que se trata de um “amplo e complexo conjunto de direitos humanos”; todo
direito é, por natureza, politizado: basta-nos lembrar que o direito nasce do Legislativo,
um poder, portanto (Lebrun, 1984). Portanto, toda reflexão, ciência, consciência e
educação proposta é um ato político (Freire, 1993). Num caso específico, exatamente o
de Paulo Freire, se é de fato um “autor doutrinador” – combatido pelos atuais Grupos
Hegemônicos de Poder –, por que razão seria adotado como pilar em escolas
particulares de elite, a serviço, evidentemente, do capital cultural dominante?
• https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/01/na-mira-de-bolsonaro-obra-
de-paulo-freire-e-pilar-de-escolas-de-elite.shtml
O que vemos, neste sentido, talvez ainda revele dois sentidos em paralelo e
concomitantes: 1) Nem o próprio mercado, ávido por lucros, ignora projetos sem noção,
sem condição de um mínimo de apoio na realidade; 2) Este mesmo mercado, sobretudo
do ensino fundamental e médio, visualiza que as grandes corporações do ensino
superior já firmaram sistemas de aquisição em monopólios e/ou oligopólios – portanto,
já sem expansão de mercado, estariam se voltando para a compra e desmantelamento
das redes privadas mais tradicionais.
• http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/01/08/grupo-de-
escolas-de-elite-divulga-carta-com-criticas-ao-ministro-da-educacao.htm

E teremos de ensinar ou dizer o óbvio?


https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/02/escola-deve-ensinar-aluno-a-
arriscar-e-a-pensar-sozinho-diz-especialista-de-harvard.shtml

O Brasil precisa mesmo de filmagens ilegais e constrangedoras de crianças e de


professores?
http://educacao.uol.com.br/noticias/2019/02/26/lideres-no-ideb-ceara-e-
pernambuco-criticam-mec-por-sugerir-filmar-alunos.htm

Este imbróglio ganhou força quando se formatou um Projeto Escola Sem


Partido, como se houvesse ciência sem crítica (ou consciência do seu afazer),
conhecimento isento de valores, como se as próprias perguntas já não trouxessem as
respostas.
• http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/01/14/secretario-da-
educacao-em-sp-contraria-doria-sobre-escola-sem-partido.htm

É bastante óbvio que, sem análise crítica – e contexto – não há conhecimento,


não se forma “massa crítica”, enfim, não se faz ciência. E diante dessa incapacidade, aí
sim, formam-se as condições para o domínio por meio de ideologias, sem conexão
permanente com a realidade.
http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2019/03/09/pensamento-critico-
formulas-de-matematica-educacao-do-seculo-21.htm
Porém, a situação ainda revela graus ou níveis até então desconhecidos para
muitos, especialmente o controle e a intervenção direta no conhecimento – para
produzir desconhecimento.
• https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2019/01/vivi-estado-novo-e-ditadura-
mas-nunca-vi-periodo-tao-assustador-diz-referencia-em-alfabetizacao.shtml

Outros tantos, ao contrário, investem na escola que toma o partido da ciência, do


conhecimento, da crítica e da emancipação.
• https://congressoemfoco.uol.com.br/educacao/escola-sem-mordaca-desafia-o-
novo-escola-sem-partido-na-
camara/?fbclid=IwAR16OuvrpKw8EEyRdxSBL8dtAChS0tl1lyg0r5TPLKIDcs
FNbNz634W5jn0

A educação não seria melhor conduzida por pedagogas e pedagogos,


especialistas em educação, do que por um general? Um professor seria melhor
estrategista, no cenário de guerra, do que um militar treinado?
• http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/01/15/general-assume-
area-que-opera-fies-e-fundeb.htm

É esse o modelo de educação moralista que se pretende implantar no país?


• http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2019/02/05/ministro-da-
educacao-quer-retomar-educacao-moral-e-civica.htm

Uma vez que não há construção humana alguma, em toda a história da


Humanidade, sem que igualmente se construam visões de mundo – antes e depois –,
qual ideologia está assumindo o lugar desta que se propõe a excluir? Qual seria a
diferença entre ideologia e distopia?
• http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2019/01/14/contra-ideologia-novo-
secretario-de-alfabetizacao-quer-mudanca-no-ensino.htm

O caminho para a educação pública, incluindo-se as universidades, ainda é a


resistência à privatização de seus serviços e, a posteriori, de toda a instituição. Mas, “o
que fazer” para que as resistências não se limitem aos aspectos econômicos?
• http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2019/01/16/universidades-
desafiam-governo-e-se-recusam-a-cobrar-taxa-de-inscricao-para-nao-europeus-
na-franca.htm

As atividades devem levar em consideração dois ou três dos links listados abaixo
e relacioná-los com alguma indicação bibliográfica sugerida. Porém, outros materiais,
bibliografias, conteúdos e referências – desta ou de outras disciplinas e,
obrigatoriamente, da própria experiência pessoal – devem ser utilizadas. Observar ainda
que, necessariamente, a confecção dos trabalhos deve trazer de modo claro e distinto o
chamado “leade” (lide), respondendo-se a cinco itens: “o que”, “quem”, “como”,
“quando”, “onde”. O(s) porquê(s) podem ser apresentados na conclusão, igualmente
pessoal e de acordo com a reflexão anteriormente exposta.
Esta atividade, relacionando invariavelmente links do cotidiano com leituras
clássicas, ainda apresenta como resultado um certo “ideal”, que é tornar cotidiano,
presente, vivificado, um autor, um pensamento, uma experiência, um dado histórico ou
científico. Desse modo, pode-se dizer que “o clássico” 1 é assim tratado porque foge a
seu tempo, porque continua a falar conosco e nos auxilia na custosa e interminável
tarefa de desvendar, desvelar, a realidade que vivemos. Neste curso, quem fará a
mediação entre o passado e o presente (Giddens, 1991) será o autor da investigação, a
partir de suas leituras e reflexões. Para chegarmos a um resultado satisfatório, nunca é
demais lembrar, nesta articulação entre passado e presente – como forma de prospecção
do futuro –, é imperioso ter muita Prudência (Maquiavel, 1994).
A escola pública leva-nos a conhecer a realidade, a cultura, a diversidade, a
mobilidade das formações sociais e as opções posteriores. Se as elites acreditam em
“mentiras” – como soluções fáceis de problemas muito difíceis –, então, isto nos diz que
o problema não é somente da escola pública.
• https://www1.folha.uol.com.br/colunas/novaescola/2019/01/sem-boas-escolas-
publicas-o-brasil-acredita-em-qualquer-coisa.shtml

1
“Todas as disciplinas intelectuais têm fundadores, mas apenas as ciências sociais têm a tendência
de reconhecer a existência de ‘clássicos’. Os clássicos, eu afirmaria, são fundadores que ainda falam
para nós com uma voz que é considerada relevante. Eles não são apenas relíquias antiquadas, mas podem
ser lidos e relidos com proveito, como fonte de reflexão sobre problemas e questões contemporâneas”
(Giddens, 1998, p. 15). Como nos diz Ítalo Calvino (2007) é clássico o que se configura em equivalência
ao universo, no todo muito semelhante aos antigos talismãs.
A educação Pública é um problema – e uma solução – em que se articulam
devidamente a Política (Polis) e o conjunto complexo dos direitos humanos (ontologia e
teleologia). Quem fala em direitos humanos, em seguida ou consoante ao discurso já
revela sua mentalidade acerca do espaço público, da civilidade que o abriga, dos
princípios e condições que julga necessárias e oportunas para sua defesa ou
desconstrução. Dessa forma, fica evidente que não há neutralidade neste discurso, como
forte ou fraca entonação política (como escolhas de meios e atribuição de fins), uma vez
que os direitos humanos (se aceitos) fazem prevalecer o Princípio da Dignidade da
Pessoa Humana ou (se recusados) implicam em valores de mercancia dos seres
humanos. Do que se conclui, inicialmente, que a relação entre política (como “fazer-se
política”) ou Política (como espaço público civilizatório) tem profunda e articulada
relação com o Direito (enquanto normatividade das relações sociais) e, ainda mais
especificamente, com os direitos humanos. Enfim, tratar de direitos humanos é sempre
uma pauta que exige prontamente vozes, olhares, manifestações e posicionamentos
políticos, ou melhor, diria, altamente politizados.
A Política dos direitos humanos
A ética dos direitos humanos está em assegurar a diversidade em meio à
adversidade. Portanto, em meio à luta política em defesa dos direitos humanos, como
direitos fundamentais à promoção da dignidade humana não cabe falar em cautela
(desvio da finalidade humana), exatamente porque implica em conquistar com
prudência, permanentemente, novos direitos.
A legitimação, como ratificação dos direitos humanos, a exemplo do direito à
vida/na esfera planetária, à liberdade, à igualdade, à solidariedade, é emblemática,
espiral, como luta política, e ao mesmo tempo um aprendizado envolto na exigência do
reconhecimento de ordem cultural, social/transindividual, ética.
Esta é a encruzilhada das linhas de reflexão e de ação da humanidade nos
tempos atuais, em que a experiência, o longo aprendizado histórico, os caminhos
percorridos (não homogêneos, via de regra contraditórios), trouxeram a consciência de
que avançamos dialeticamente.
Contraditoriamente, há crescente solidariedade moral em defesa dos direitos
humanos, tal qual recrudescem práticas imperialistas que matam, vilipendiam,
expropriam em nome de uma pretensa defesa dos mesmos direitos humanos.
Neste curso dialético e contraditório da luta política pelo reconhecimento e
efetivação dos direitos humanos, já identificamos um aprendizado coletivo na forma de
consciência sócio-jurídica. Todavia, o movimento histórico espiral e contraditório nos
adverte para a necessária prudência em abordar a temática dos direitos humanos.
Vejamos de que consciência e de que prudência tratamos aqui:
• Consciência Pagã: sem luta não há conquista. A luta moral, solidária, deve ser
efetiva, intransigente com os intolerantes; trata-se de evitar a soma-zero.
• Consciência Iluminista: utiliza-se da razão nas averiguações de experiências e
fenômenos, dados e fatos, factíveis e reais, de modo a afastar relações e
situações que não sejam observáveis de modo lógico e científico.
• Prudência: avaliação dos meios guiada pelo bom senso a fim de que a decisão
esteja o mais próximo possível dos fins almejados. Portanto, implica em ação;
ao contrário da cautela que, diante das circunstancias adversas, propõe o recuo
ou a inação. A prudência está calcada entre a sensibilidade e o risco da ação
humana. Diante do caos da necessidade não cabe recuar, mas sim avançar com
prudência, paciência e consciência.

A luta política dos direitos humanos não tem trégua; ao contrário, exige defesa e
promoção intransigentes, destemidas, radicais. Pois a raiz dos direitos humanos é o
próprio homem: “O homem não é um meio, mas um fim em si mesmo”. A
perfectibilidade da ética dos direitos humanos é teleológica: “A unidade na diversidade
da Humanidade”. Sua ética é, permanentemente, inclusiva e radical – não se trata de
benevolência ou complacência.
O que são direitos humanos
Sinteticamente, pode-se dizer que os Direitos humanos são direitos naturais e
universais. Naturais porque não somos coisas. Naturalmente, ou seja, por determinação
da natureza, somos todos iguais. Temos basicamente a mesma carga genética e
portamos um idêntico potencial de racionalidade. Formamos uma única espécie, não há
raça alguma e nem, portanto, “igualdade independente da condição racial”. No entanto,
se preferirmos, pode-se falar de uma única raça humana e não de raças. Universais
porque, basicamente, não há distinção cultural significativa que justifique melhores ou
piores condições de existência.
As diferenças culturais não podem servir de argumento que impliquem
discriminação pejorativa, inferiorizante, entre as pessoas. Não há validade no discurso
que se autorevela superior e que, diante de tal alegação, possa impor-se às demais
culturas – anteriormente declaradas inferiores pelo próprio portador do discurso ou por
outrem. Não há lógica ou validade na discriminação, preconceito ou racismo. Pode
haver uma discriminação positiva, a exemplo da gestão de ações afirmativas – mas, seu
emprego tem por finalidade oferecer meios que nivelem condições mínimas e iniciais:
igualdade no ponto de partida.
Os direitos humanos alcançam o humano-genérico (independentemente de
qualquer condição) e o ser humano que guarda especificidades ou condicionamentos. A
partir do reconhecimento e do respeito aos seus vários status, incorporando-se a real
discussão e participação dos papéis sociais (portanto, não apenas a simbologia), evita-se
a “naturalização” de certas condições e necessidades que afligem desigualdades com
imposição de inferioridade. Evita-se que o preconceito e a discriminação se convertam
em “situações normais, corriqueiras”.
Não é difícil perceber que o maior desafio está em respeitar o conjunto
complexo dos direitos humanos, sem ceder nos princípios, mas sem desrespeitar as
diferenças. Para tanto, o desafio está em articular: A liberdade na igualdade; As
particularidades na totalidade. Este conjunto geraria o que se define por unidade na
diversidade. Por exemplo, como propõem as concepções libertárias (ainda que liberais),
o liberalismo econômico deve ser calibrado pela igualdade de oportunidades. Do ponto
de vista jurídico, especialmente da Justiça Social (mas também como ideal ético da
Grécia clássica), isto equivale a “tratar os iguais, igualmente; os desiguais,
desigualmente”. O que se confirma com o desenvolvimento institucional que marcou a
passagem do Estado Soberano (como sinônimo de poder absoluto) à soberania do
cidadão.
Outro desafio dos direitos humanos no século XXI está na superação das
contradições entre indivíduo e sociedade, bem como no obstáculo de diálogo que se vê
na crise de civilização: Oriente x Ocidente. As culturas desafiam-se, mutuamente, com
seus projetos de poder e, ao mesmo tempo, são desafiadas internamente em seus
projetos de dominação e de controle social. Também é necessário superar visões de
mundo cristalizadas, herdadas do passado ou gestadas na atualidade.
Em defesa de uma Política dirigida pelos direitos humanos
Direitos humanos supõem a relação de todas as partes entre si e perante o todo (a
sociedade): é o que dá sentido à interdependência social da vida humana. Uma das
possibilidades de se verificar a relação entre direitos humanos e poder é no tocante à
positivação de determinados direitos humanos e sua constitucionalização. Neste caso, a
eficácia jurídica seria um caminho para sua efetividade, cumprimento e verificação na
realidade política cotidiana. Um dos temas que surge com força dessa relação é a
solidariedade, uma vez que a regulação interna dos direitos humanos indica que a
própria atuação do Poder Público está envolta com os valores humanos mais sagrados.
Forçosamente, o direito social deverá impulsionar a mudança de algumas
estruturas jurídicas na forma de um Estado Altruísta. Por este caminho, fala-se em
Direito Constitucional Altruísta, como resposta ao mecanismo vitimário
internacional, que globaliza a negação e legaliza por meios de exceção um perverso
direito de exclusão que recai sobre povos, culturas e indivíduos: “E daí a urgência de
um Direito Constitucional ‘altruísta’ como novo nomos da Terra, capaz de contestar o
princípio da soberania e os interesses da razão de Estado como fundamento da
legitimidade política e da liberdade” (Carducci, 2003, p. 59).
Por esta ótica, então, de um Direito Constitucional Internacional, os bens, os
direitos, as liberdades e as garantias inalienáveis e indispensáveis à reprodução da vida
social não deveriam mais assentar, unicamente, sobre a soberania nacional, estando a
cargo de cada Estado-Nação decidir sobre tais considerações. Assim, trata-se:
... de um progressivo “Direito Constitucional Internacional”,
cujo interior aos condicionamentos produzidos pelos eventos,
contrapõem-se os direitos humanos, ligados à indiferença em
relação ao tempo e à contextual aquisição de uma valor
axiológico, refletido sobre o plano das instituições, emancipada
da tutela da filosofia da história (Carducci, 2003, p. 62).

Este é, sobretudo, em termos de futuro, uma das tarefas mais conspícuas e


desafiadoras que cabem à comunidade internacional e aos organismos multilaterais.
Porque, neste sentido preciso, o direito é o nomos da Terra.
De acordo com esta axiologia do direito/poder, a constitucionalização dos
direitos humanos indica que o Estado tem um caráter humanizador e que a solidariedade
receberá uma atenção em especial; revela que o Estado sinaliza a tentativa de manter
uma relação de solidariedade com a sociedade. O nível da eficácia jurídica será
confrontado com a efetividade social das politicas públicas.
Solidariedade Política
No plano jurídico, a solidariedade impõe deveres positivos (colaboração) e
considera as diferenças individuais e grupais – portanto, supõe ação diretiva, vinculada
ao preceito geral e não a mera contemplação, passividade ou então ação por
obrigatoriedade2. Há ainda um sentido de interdependência em cada sociedade:
1) divisão das funções sociais;
2) repartição de bens e serviços (critério proporcional → justiça distributiva);
3) aprimoramento de técnicas de solidariedade.

Hoje, pode-se dizer que a solidariedade é:


a) direta e imediata: cooperativismo, democracia direta, previdência privada.
b) indireta, pela mediação do Estado: por exemplo garantindo direitos, pela penetração
de serviços estatais, pela imposição de regras e controles (função social da propriedade,
por exemplo).
No Brasil, a partir da Constituição de 1988, os direitos humanos aparecem como
parte constitutiva do direito positivado:
- é objetivo fundamental (artigo 3, I e III);
- é diretriz da política externa (art. 4, IX);
- é ditame da justiça social (art. 170);
- é princípio da ordem social (art. 193).
- é compromisso da educação (arts 205 e 206).
- é corresponsabilidade ambiental (art. 225).

Desde Pablo Verdú (com a primeira monografia sobre o tema, Estado Liberal de
Direito e Estado Social de Direito, datada de 1955) e Elías Díaz (com seu livro Estado
de Derecho y sociedad democrática, de 1966), o moderno Estado Democrático de
Direito atrelou-se conceitualmente ao socialismo e à Justiça Social. Esta ligação é tão
forte que também foi chamado de Estado de Justiça, por Elías Díaz3(Silva, 2003).
Juridicamente, pode-se dizer que houve a recepção, fixação, positivação e
constitucionalização dos direitos humanos. Em suma: não existe democracia se os
direitos humanos não são respeitados; direitos humanos supõem liberdade e igualdade -
liberdade e igualdade serão ineficazes, inexistindo a solidariedade. Portanto, liberdade e
igualdade, sem solidariedade, não passam de meros direitos formais - o que também
remete à discussão de que a cidadania política (baseada nos direitos políticos) de nada

2
O que já nos leva além do princípio da liberdade negativa: ninguém é obrigado a fazer ou deixar de
fazer algo, senão em virtude da lei. O autômato, por exemplo, age em sintonia, compulsivamente, quando
dirigido pela lei, pelos formalismos ou convenções.
3
Em: http://jusvi.com/artigos/29284/1.
vale se não se completa com a cidadania social e econômica (com a prevalência dos
direitos sociais e um mínimo de igualdade de condições no ponto de partida).
Esta perspectiva ainda nos leva ao cenário inicial do Estado de Direito, em que
se tinham positivados somente os direitos individuais, na forma de direitos
fundamentais – também parece não considerar os horrores da guerra, no pós 45, e a
necessidade da positivação do próprio princípio da dignidade da pessoa humana.
Implica em retornar ao Estado liberal, pré-anos1930, quando o Estado não intervinha na
economia de mercado e muito menos assegurava qualquer direito social ou trabalhista.
O Poder Social (e jurídico) construído com os direitos humanos
Está claro como se têm aí uma posição liberal-conservadora, aliás tão em moda
hoje em dia, com a quebra do bloco ideológico do socialismo real. Aproxima-nos,
inclusive, das agências econômicas internacionais reguladoras ao propor a desobrigação
do Estado em prestar serviços sociais. Quando o Estado alivia sua carga de atuação no
campo social, é porque procura desregulamentar a obrigatoriedade do Estado (na forma
do Estado Social) em manter os equipamentos sociais e de saúde básica. A conclusão a
que chegamos é de que Estado de Direito, cidadania e liberdade devem formar um
conjunto, devem ter como elo a pessoa humana (a dignidade da pessoa humana) e não
apenas o cidadão com seus direitos formais:
Mas, acima de tudo, é preciso não esquecer que “o cidadão
matou a pessoa”, quando subordinou os direitos da cidadania a
concepções legais e, pior do que isso, reservou a cidadania a
uma classe de privilegiados [...] Defenda-se a pessoa humana, e
o cidadão estará sendo defendido [...] Em conclusão, a outorga e
garantia da cidadania poderão ser um sinal de liberdade e de
reconhecimento da igualdade essencial dos seres humanos,
contribuindo para a preservação e a promoção da dignidade
humana. Mas para tanto é indispensável que o direito formal à
cidadania implique, concretamente, o poder de cidadania
(Dallari, 2003, p. 198-200).

Por isso, também é importante resgatar novamente uma minuta dos princípios
democráticos que devem dirigir o Estado Democrático de Direito (o núcleo duro da
Constituição). Em resumo, teríamos os seguintes requisitos:
1. DIREITOS INDIVIDUAIS E LIBERDADES PÚBLICAS;

2. PLURALISMO, ELEIÇÕES REGULARES (MAIS GARANTIAS) E VOTO UNIVERSAL;

3. PRINCÍPIO DA MAIORIA - SOMADO AOS DIREITOS DAS MINORIAS;

4. PARTICIPAÇÃO POPULAR NO PROCESSO DECISÓRIO (SOBERANIA POPULAR);


5. VALORES: TOLERÂNCIA (NÃO-VIOLÊNCIA), SOLIDARIEDADE, CRENÇA NA

‘PERFECTIBILIDADE’.

Na ausência, portanto, desse mínimo de democracia e de respeito aos valores


humanos (em que se incluem, sem hierarquização, os direitos individuais e os direitos
sociais), prosperam os regimes ou Estados Não-Democráticos – modalidades de
regimes, sistemas ou formas de governo que devem ser combatidas com o incentivo da
participação popular. Como se vê em mais esta passagem: “Onde não estiver assegurada
a possibilidade de participação direta e indireta do povo no governo, não existe
democracia, o governo não é legítimo e o povo não pode ser feliz” (Dallari, 1998, p.
63). Está claro, então, que a democracia popular – instauradora do Estado Popular –
necessita concretizar, realizar a cidadania em sua plena extensão.
O conceito de cidadania democrática procura relacionar, ou melhor dizendo,
compõe-se da intersecção das várias gerações que compõem a concepção tradicional da
cidadania: primeira fase, cidadania jurídica (do Estado de Direito Liberal e da igualdade
de direitos); segunda fase, cidadania política, social e cultural (inerente ao Estado
Democrático de Direito); terceira fase: cidadania econômica (mais aos moldes
socialistas). De modo complementar, o conceito de cidadania democrática ainda supõe
a fruição plena dos direitos público-subjetivos e a fluência real da democracia, da
República.
Porém, a cidadania democrática só se completará realmente se houver aceitação
e vigência global dos direitos humanos. Daí a importância de se acentuar a relação da
política com os direitos humanos: o terreno em que se desenvolveriam justamente os
direitos sociais, a democracia radical, os direitos humanos e a cidadania democrática
(esta como síntese). Mas e a realidade no Brasil, sempre condiz com essa dimensão
teórica transcrita acima? É por isso que precisamos analisar as crônicas do Estado de
Direito brasileiro e é pela mesma motivação que deveríamos rever a situação do Estado
Democrático de Direito no Brasil, nas últimas décadas. Observando-se que, desde 2013,
encontra-se sob achaques constantes e fortes ataques aos princípios da integralidade e da
eficácia.
Construindo “leades” (links) com os direitos humanos
Neste caso, restringir o Estado Laico elevaria a qualidade da educação? É
possível que menos educação traga melhorias aos educandos?
• http://educacao.uol.com.br/noticias/2019/01/04/bolsonaro-sanciona-lei-que-
libera-aluno-de-aula-quando-religiao-nao-permite.htm

Especialmente por se tratar de um pensamento que alinha liberdade e autonomia,


por que o 2º autor (educador) mais citado no mundo é tão desconhecido e atacado no
país? A ignorância de sua obra, os maus-tratos que levam a distorções em sua
compreensão, não teria muita relação com a própria mentalidade que desenvolvemos
acerca do que é Política e Direito (notadamente os direitos humanos)?
1. Só não respeita os direitos humanos quem pactua com a morte:
• http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/deutschewelle/2018/12/23/morre-
ultimo-combatente-do-levante-do-gueto-de-varsovia.htm
• http://educacao.uol.com.br/noticias/2018/12/13/mec-inclui-respeito-a-direitos-
humanos-e-diversidade-na-formacao-de-docente.htm
• http://educacao.uol.com.br/noticias/2018/12/13/unesp-expulsa-27-estudantes-
por-fraude-no-sistema-de-cotas.htm
• http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-
noticias/redacao/2018/12/13/grupo-de-ruralistas-e-ambientalistas-defende-brasil-
no-acordo-de-paris.htm
• http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/12/13/nao-e-uma-
ameaca-ao-freixo-mas-a-democracia-diz-deputado-sobre-
ameaca.htm?fbclid=IwAR3H4wVGJ9ZGFygLNoa0EKBs8LAs-
svJPgrp4f8Jt7OGSk-FfK7oIiQH8FA

2. Quando a negação aos direitos humanos é absoluta.


• http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2018/12/27/escola-e-
incendiada-em-terceiro-ataque-a-territorio-indigena-em-pernambuco.htm

3. Privatizar irá melhor a relação ensino-aprendizagem?


• https://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2018/12/aquisicoes-de-
escolas-de-ensino-basico-deverao-aumentar-em-2019.shtml

4. O EAD potencializa a educação ou torna o conhecimento (crítico, como massa


crítica, reflexivo) mais distante da população mais carente?
• http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2018/12/17/liberados-para-ensino-
medio-cursos-ead-ainda-sao-piores-que-presenciais.htm
• http://educacao.uol.com.br/noticias/2018/12/18/16-instituicoes-ensino-superior-
conceito-5-mec.htm
• http://educacao.uol.com.br/noticias/agencia-estado/2018/12/22/relatorio-da-
ocde-reprova-exame-brasileiro-que-avalia-ensino-superior.htm

5. O ensino público é crítico ou desenvolve o senso crítico?


http://educacao.uol.com.br/noticias/2018/12/18/ensino-medio-no-brasil-quase-40-dos-
jovens-nao-concluem-ate-os-19-anos.htm

6. Quando é que enviesamos?


• http://brasilianismo.blogosfera.uol.com.br/2018/12/21/brasil-e-o-5o-colocado-
em-novo-ranking-de-paises-mais-ignorantes-do-mundo/

7. A educação tem um lado, tem uma cor, uma inclinação ou opção política?
• http://educacao.uol.com.br/noticias/2018/12/22/paulo-freire-doutrinacao-escola-
sem-partido-educacao-biografia-socialistas.htm

8. Existe educação neutra?


• http://educacao.uol.com.br/noticias/2018/12/23/colegios-militares-exercito-
governo-jair-bolsonaro-
disciplina.htmhttp://educacao.uol.com.br/noticias/2018/12/23/colegios-militares-
exercito-governo-jair-bolsonaro-disciplina.htm

9. A palavra “racismo” é racista?


• https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/12/pf-cumpre-mandado-em-
escritorio-de-advogado-do-agressor-de-bolsonaro.shtml

10. É legítimo contestar a realidade, a história, assim como desacreditar do


“evolucionismo” e ensinar o Mito da Criação, e a negação da ciência, da
história, da ontologia?
• http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2018/12/26/florida-onde-qualquer-um-
pode-contestar-o-que-e-ensinado-nas-escolas.htm

11. Se as pessoas são controladas pelas roupas, desde pequenas em ambientes


escolares, imagina-se o que fazem com suas ideias.
• http://noticias.uol.com.br/tecnologia/noticias/redacao/2018/12/30/como-cabular-
escolas-da-china-usam-uniforme-com-chip-para-rastrear-alunos.htm

12. Parece de outro mundo, mas há uma inteligência digital, de elite é bem verdade,
falando de conexão e Justiça Social aqui neste país.
• http://www.uol/noticias/conteudo-publicitario/escola-concept-aprendizagem-
significativa-
.htm?utm_source=uolgeral&utm_medium=naticedeconteudo#frases-1

Breves considerações finais


Restou demonstrado que o direcionamento da metodologia voltada para a
didática pedagógica do ensino jurídico em sala de aula estendeu a possibilidade de
abrangência do conhecimento dos termos jurídicos, descomplexificando vocábulos de
teor constitucional e iluminando questões cotidianas através da transparência do
discurso, que envolve a liberdade e o direito à educação.
De acordo com Cury, “o termo ‘legislação’ é a junção de dois termos: legis +
lação”, ambos provenientes do latim, e “quer dizer algo que foi ‘dito’, que foi ‘escrito
sob a forma de lei e que está sendo apresentado ou que está se dando a conhecer ao
povo, inclusive para ser lido e inscrito em nosso convívio social”. (CURY, 2000, p.13)
De tal forma, as diversas entidades de poder público, com evidentes desigualdades num
país como o Brasil, têm de garantir o direito à educação como um direito público-
subjetivo de todos, e se faz urgente para vigorar a cidadania.
Com efeito, configura-se imprescindível a relevância das normas jurídicas que
regem as estruturas do Estado, devendo sempre seguir em conformidade com os
princípios deontológicos em harmonia com os limites da ética e da moral, contribuindo
para o fortalecimento do vínculo social e o alcance da lei, garantindo-se a existência de
uma justiça real, maciça e de incalculável transcendência social, embora às vezes à
custa de grandes esforços.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA DESTA ATIVIDADE


ARISTÓTELES. A Política. São Paulo : Martins Fontes, 2001.
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popular. São Paulo : Ática, 1991.
_____ Cidadania e democracia. Lua Nova, Revista de Cultura e Política. São Paulo :
Centro de Estudos de Cultura Contemporânea, 1994a - nº 33.
_____ Educação para a democracia. Lua Nova, Revista de Cultura e Política. São
Paulo : Centro de Estudos de Cultura Contemporânea, 1996a - nº 38.
_____ Educação para a cidadania. Jornal da Tarde, 05 dez. 1996b, p. 02.
_____ Educação, democracia e Direitos Humanos. Rede Brasileira de Educação em
Direitos Humanos, São Paulo, mai. 1997.
BOBBIO, Norberto. A era dos direitos. Rio de Janeiro, Campus, 1992.
CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos? São Paulo : Companhia das Letras, 2007.
FREIRE, Paulo. Política e Educação. São Paulo : Cortez, 1993.
GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. São Paulo : Editora da
Universidade Estadual Paulista, 1991.
HERVADA, J. O que é o direito? A moderna resposta do realismo jurídico. Uma
introdução ao direito. (1ª ed.). São Paulo: WMF Martins Fontes, 2006,
Prólogo, p. XXVII.
LA BOETIE, E. Discurso sobre a servidão voluntária. Lisboa-Portugal : Edições
Antígona, 1986.
LEBRUN, Gerard. O que é poder? 6ª ed. São Paulo : Brasiliense, 1984.
MAQUIAVEL, Nicolau. A mandrágora. (2ª Edição). São Paulo : Brasiliense, 1994.

Bibliografia estendida
ARENDT, H. A condição humana. Rio de Janeiro : Forense Universitária, 1991.
BENEVIDES, M. V. de M. Os direitos humanos como valor universal. Lua Nova,
Revista de Cultura e Política. São Paulo : Centro de Estudos de Cultura
Contemporânea, 1994b - nº 34.
CANIVEZ, Patrice. Educar o cidadão? Campinas, São Paulo : Papirus, 1991.
CARDUCCI, Michele. Por um Direito Constitucional Altruísta. Porto Alegre :
Livraria do Advogado, 2003.
DALLARI, Dalmo de Abreu. Direitos humanos e cidadania. São Paulo : moderna,
1998.
_____ Elementos de Teoria Geral do Estado. 21ª ed. São Paulo : Saraiva, 2000.
_____ Os direitos fundamentais na Constituição Brasileira. IN : FIOCCA, Demian
& GRAU, Eros Roberto. Debate sobre a Constituição de 1988. São Paulo : Paz e
Terra, 2003.
DÍAZ, Elías. Estado de Derecho y sociedad democrática. Madrid :Taurus, 1998.
MARTINEZ, Vinício Carrilho. Estado de (não)Direito: quando há negação da
Justiça Social, da Democracia Popular, dos Direitos Humanos. Mestrado em
Ciências Jurídicas. Paraná : Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR.
Faculdade Estadual de Direito do Norte Pioneiro – FUNDINOPI, 2005.
VERDÚ, Pablo Lucas. Teoría General de las Relaciones Constitucionales. Madri :
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_____ A luta pelo Estado de Direito. Rio de Janeiro : Forense, 2007.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São
Paulo : Editora UNESP, 2000.
_____ Política e Educação. São Paulo : Cortez, 1993.
_____ Extensão ou Comunicação? (7ª ed.). Rio de Janeiro : Paz e Terra, 1983
SAVIANI, Dermeval. Escola e Democracia. São Paulo : Cortez Editora, 1989.
_____ Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. Campinas, São Paulo :
Autores Associados, 1994.
SILVA, José Afonso da. A Constituição e a estrutura de poderes. IN : FIOCCA,
Demian& GRAU, Eros Roberto. Debate sobre a Constituição de 1988. São
Paulo: Paz e Terra, 2001.
_____ Curso de direito constitucional positivo. 21ª ed. São Paulo: Malheiros Editores,
2003.

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