GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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ANA PAULA LEAL ALVES DO Ó TATIANA DE SOUSA TAVARES

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer

Belém - Pará UNAMA 2001

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer

ANA PAULA LEAL ALVES DO Ö TATIANA DE SOUSA TAVARES

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Pedagogia do Centro de Ciências Humanas e Educação da UNAMA, como requisito para obtenção do grau de Pedagoga, orientado pela professora Dra. Elizabeth Teixeira.

Belém – Pará UNAMA 2001

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer

ANA PAULA LEAL ALVES DO Ó TATIANA DE SOUSA TAVARES

Avaliado por: _________________________

Data: _____ / _____ / ________ .

Belém – Pará UNAMA 2001

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DEDICATÓRIA

Dedicamos este trabalho aos nossos pais, amigos, coordenadores e professores do curso, e em especial aos que acreditaram neste sonho e estiveram conosco em todos os momentos.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

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AGRADECIMENTOS

Agradecemos a Deus, pois na sua ausência nada seria possível e a UNAMA pela oportunidade de cursar a graduação de Administradora Escolar e em especial aos professores do curso. Agradecemos com carinho especial aos familiares e amigos, que acreditaram na realização deste sonho e nos viram vencer mais esta etapa.

6 EPÍGRAFE “A verdadeira pedagogia é a arte de fazer a curiosidade algo metódico e permanente. É importante aprender a aprender para que nossas aulas não se transformem em velhas lições”. É assim que o ser humano conhece e se reconhece.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. (Paulo Freire) .

estão despreparados para discutir sexo com crianças. tolhidos dos questionamentos sobre a educação sexual. entende-se que a maioria dos pais. Diante disso. enquanto educadores. religiosos e educadores. tendo que conviver com dúvidas e insatisfações que muitas vezes levam a resultados não muito satisfatórios. Para tanto. das instituições religiosas e de toda a sociedade. além de relatos informais coletados entre os docentes da mesma instituição de ensino sobre a gravidez na adolescência. como aquela. na iniciativa de criar futuras gerações abertas a discurssões sobre um assunto que durante décadas foi um tabu para a sociedade. daí as limitações impostas pelo preconceito. uma geração de frustrados. como causa da evasão escolar entre as adolescentes que é a gravidez na adolescência. despertar o interesse dos educadores para discutir os aspectos relevantes sobre educação sexual nas escolas. que se importem mais com o assunto.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. sugere-se aos professores. toda educação exige participação. gerando. 7 RESUMO O estudo tem como objetivo principal. não só da família. A pesquisa foi realizada em fontes bibliográficas e discussões realizadas em sala de aula com os professores do curso de Pedagogia da UNAMA. constatou-se que os primeiros responsáveis pela Educação Sexual são os pais. enfatizando um aspecto importante. entre os jovens e adolescentes. pela ignorância ou até mesmo pela aceitação dos padrões que o modismo fabricado pela mídia trazem a público como atuais e aceitáveis. mas. . sob a suposição de que este assunto é impróprio. Outrossim. professores. jovens e adolescentes porque não receberam educação adequada neste campo. como também da escola.

1.2 EFICÁCIA 4.3.2 4.2 CONDOM FEMININO 4.1 4.3 4.3.2 1.1 1.4 BENEFÍCIOS 4.1 MECANISMO DE AÇÃO .1.2.3.2.1.3. 8 SUMÁRIO CAPÍTULO 1 – INTRODUÇÃO 1.3.1 COMO SE PROTEGER DESSAS DOENÇAS PRESERVATIVOS MASCULINOS COMO USAR O PRESERVATIVO PRESERVATIVO FEMININO ANTICONSEPCIONAIS ORAIS COMBINADOS 16 17 19 20 22 22 22 22 23 23 24 25 11 08 4.1 MECANISMO DE AÇÃO 4. CAPÍTULO 4 – O PERIGO DAS DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS INCLUINDO A AIDS E COMO PREVENI-LAS 4.3. CAPÍTULO 3 – OPNIÃO DOS AUTORES EM RELAÇÃO A ORIENTAÇÃO SEXUAL.3 RISCOS 4.3.1 4.3 A JUSTIFICATIVA O PROBLEMA OS OBJETIVOS 01 02 05 06 CAPITULO 2 – COMO O MEC JUSTIFICA A IMPORTÂCIA DE SE INCLUIR A ORIENTAÇÃO SEXUAL COMO TEMA TRANSVERSAL.1.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.

4.4 BENEFÍCIOS 4.3.4 ESTERILIZAÇÃO 4.3.3.3.2 EFICÁCIA 4.3.3.3 ESPERMICIDA 25 26 26 27 27 27 28 28 29 29 29 30 30 31 4.2.3 RISCOS 4.3 RISCOS 4.3.4 BENEFÍCIOS 4.4 FORMAS DE PREVENÇÃO DA AIDS CAPÍTULO 5 – FATORES QUE DETERMINAM O CRESCIMENTO DA GRAVIDEZ NA ADOLESCENCIA CAPÍTULO 6 – CONSIDERAÇÕES FINAIS BIBLIOGRAFIA ANEXOS 35 39 43 44 .4.3.3.2 EFICÁCIA 4.2.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.2 EFICÁCIA 4.1 MECANISMO DE AÇÃO 4.3.3 RISCOS 4.2.3.3.3.3.1 MECANISMO DE AÇÃO 4.4.4.3.4 BENEFÍCIOS 4.3.3. 9 4.

o desemprego. porém. 1. diante da chegada do terceiro milênio. Esse problema se constitui na gravidez na adolescência. como a miséria. vivendo em uma realidade de exclusão. que está alcançando índices cada vez mais altos. principalmente entre adolescente entre 14 (quatorze) e 18 (dezoito) anos. são muitos os problemas que desafiam esta sociedade. mas foi observado um crescimento excessivo nos últimos anos. a falta de informações. de sua identidade.1 – A JUSTIFICATIVA A gravidez na adolescência não é um fato isolado.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. que atinge um segmento muito delicado de nossa sociedade que são as adolescentes. É inegável a importância desse desenvolvimento. pessoas que não tem acesso a um conhecimento mais elevado. Nesta procura a adolescente quase sempre apresenta dificuldades de adaptação ao meio em que vive podendo tornar-se rebelde e . constatamos um grande número de pessoas desinformadas. por parte da adolescente. os problemas sociais e outros. Faz parte do processo de descoberta. exigindo especial atenção principalmente quando diz respeito à dimensão que esse problema pode alcançar. nos deparamos com um momento histórico junto do desenvolvimento cientifico e tecnológico super avançado que relaciona os diversos povos da terra em comunicação. dentro desse contexto. A gravidez na adolescência não é fato novo. encontramos um problema. 10 CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO No mundo globalizado. Em nossa prática escolar. Na atual sociedade capitalista. a violência.

é no nível da natureza humana que a singularidade de cada um se articula com a realidade histórica em volta. ficar grávida na adolescência significa apressar a passagem de uma etapa confusa de todo o ser humano. 11 procurar entrar em contato com grupos que não pertencem ao seu circulo de amizades. As adolescentes não cumprem o processo de passagem para a idade adulta. e também perdendo toda a sua infância. e o número de pessoas envolvidas na situação trouxe à luz um conjunto de determinações cujo conhecimento tornou viável e politicamente necessário um tipo de intervenção. passam por uma transição abrupta de mulher ainda em formação para mulher mãe. necessita de intervenções do educador. é ser mãe ao mesmo tempo em que se está descobrindo o amor e o desejo sexual.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. para que esta adolescente. A gravidez precoce deixou de ser uma ocorrência casual. A gravidez prematura possue dois aspectos que se destacam dentre os inúmeros outros que ocorrem durante a mesma. que haja entre ela e seus familiares. Isto faz com que ela perca a corrida em direção a um emprego bem remunerado para aquelas adolescentes que continuaram a freqüentar a escola. os problemas de relacionamento entre as adolescentes grávidas e os seus familiares e sua contribuição para a reprodução da pobreza devido a adolescente geralmente abandonar a escola quando engravida. A própria noção de indivíduo pressupõe a noção do coletivo. com isso criam uma situação conflitiva. ao iniciar sua vida sexual e afetiva. que por sua e pelas determinações a serem trabalhadas. É muito importante para a adolescente. não venha faze-lo. como forma de . diálogos constantes acerca do desenvolvimento natural da sexualidade. desde a infância. como uma forma de se contrapor aos seus familiares e aos outros adultos também. que quase sempre deixa marcas profundas em suas vidas. Na gravidez precoce os papéis de mãe e filha se confundem.

outras repercussões biopsicossociais são tão ou mais importantes que a gestação. para incentivar a adolescente para ela desenvolva suas outras capacidades e não somente a de ser mãe e esposa. as adolescentes estão expostas ao perverso ciclo de engravidar. levando-se em consideração os direitos reprodutivos da mulher incluindo os da adolescente. Esses temas devem ser abordados em casa com os pais e na escola onde os adolescentes recebem muitas informações. AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis sejam incorporadas a uma concepção total de sexualidade e não abordados como temas isolados. físicos e sociais. As conseqüências de uma prática sexual não adequadamente orientada levam sempre a uma gravidez indesejada. não se restringem apenas às gestações não planejadas. Este ciclo precisa ser quebrado e em seu lugar ser colocada principalmente a educação. Deve-se conceber a sexualidade as adolescentes.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. é necessário que as informações sobre educação sexual. reduzem significamente as possibilidades da adolescente levar uma vida independente e sadia. As necessidades das adolescentes precisam ser reconhecidas. sofrendo todas as implicações que podem advir destes episódios. saúde reprodutiva e prazer corporal. para atender às suas necessidades. 12 compensar uma carência afetiva que possa ter. Há que se assegurar aos jovens (homens e mulheres) informações e acesso a métodos anticoncepcionais. . psicológica e social. fantasiando um relacionamento que ansiava vivenciar. para que a gravidez indesejada não aconteça. numa idade em que ainda estão em fase de desenvolvimento físico e psicológico. As conseqüências de uma prática sexual não adequadamente orientada. a que a adolescente é exposta. que juntamente com os ricos psicológicos. sejam mais difundidas e temas como: Gravidez na adolescência. a informação e a adequada assistência médica. No Brasil. abortar ou dar a luz. em suas diferentes formas de expressão.

As possibilidades de redimensionar as questões relativas à gravidez na adolescência a inscrevem no conjunto de situações em que o educador comparece como provedor de uma ação profissional claramente delimitada e defensável. dentre outros fatores. as questões de relacionamentos familiares que surgem com a gravidez não desejada. enquanto situação. As relações na adolescência não obedecem a uma regularidade. A gravidez. que possuem aspectos detectáveis apenas através de uma prática que. assim como também da descontinuidade no uso . possibilitam a percepção de necessidades a serem aproveitadas no sentido da reconstrução das relações sociais e do cotidiano. elas geralmente desconhecem os métodos contraceptivos ou a forma correta de utilizá-los. da baixa freqüência das relações sexuais. devido aos preconceitos das pessoas em se tratando de orientação sexual. é vulnerável ao nível de orientação pessoal sobre as questões para o ser humano. por sua natureza é interventiva. 13 Enquanto técnicos e educadores compete-nos tomar a gravidez precoce como um fenômeno que possui laços fortes com aspectos vitais da vida da mulher. A adolescente com freqüência não vincula a prática sexual à possibilidade de uma gravidez. São caracteres construídos a partir de vários níveis de percepção da realidade e não superáveis através de processos restritos a nível da culpa e da censura. dizem respeito a situações desde a sexualidade consciente à responsabilidade. por nós transformadas em objeto de reflexão. em que pese à maturidade e as exigências delas decorrentes. pois são geralmente esporádicas e imprevisíveis e em virtude da desinformação. Essas questões abordadas acima. e é quase sempre problemática na adolescência. num rol de aptidões sociais que surgem do acaso e não podem ser vistas como virtude ou qualidade do indivíduo isolado do seu contexto social.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. ou seja.

até então. a historia de vida. a demanda por trabalhos na área da sexualidade nas escolas aumentou devido à preocupação de nós educadores com o grande crescimento da gravidez indesejada entre as adolescentes e com o risco da contaminação pelo HIV (vírus da AIDS) entre os jovens. de um mundo que interfere na construção do seu saber. a realidade. bem como a família. não é só um desafio para a lei.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.O PROBLEMA Considerando os desafios que a nova LDB aponta. 14 dos métodos contraceptivos. no que tange ao novo ensino. . no ensino. provocando um grande número de evasão escolar entre as adolescestes. Assim. Surge assim a discurssão sobre a inclusão da temática da sexualidade no currículo das escolas de primeiro e segundo graus. A partir de meados dos anos 80. visando minar o aluno de informações sem levar em consideração sua individualidade... seu ritmo. os anseios etc. Nós educadores detectamos em nossa prática um índice muito elevado de gravidez na adolescência. 1. Portanto. esses fatores mais contribuem para o aumento constante da gravidez na adolescência. Todos juntos na educação sexual de jovens é o que se quer. ou seja. predominava o caráter enciclopédico e bancário. esta tem como finalidade preparar o indivíduo para a vida. as pessoas que possuem inquietações. são vítimas de valores errôneos. o homem pleno e completo. para oferecer uma educação de qualidade no país. Cabem a nós. dúvidas e falta de esclarecimento sobre a sexualidade. tal reação de orientação. mas para nós educadores e educandos os sujeitos do processo educacional até hoje desenvolvido no Brasil. são muitas dúvidas e os aspectos inovadores. necessidades. haja vista que. emoções. de uma educação que aliena e fragmenta o diálogo aberto entres as crianças e adolescentes. e fantasiosos.2 . educadores.

a pensar nas várias maneiras de como se prevenir das doenças sexualmente transmissíveis e como evitar a gravidez na adolescência. percebemos que ainda é utópico associar e praticar estes princípios prescritos por lei numa sociedade capitalista. incapaz de olhar as pessoas de igual para igual.OS OBJETIVOS Como base em estudo bibliográfico pretendemos atingir os seguintes objetivos: GERAL: Discutir valores de concientizar as pessoas (o adolescente) a ver a sua função na sociedade. 1. as peculiaridades e as limitações de cada um. amor e respeito mútuo compreendendo assim. podendo desta forma compreender as coisas. éticos e políticos visto que. 15 O professor deve favorecer um ambiente que permita a autoconfiança. o respeito mútuo. que venha favorecer sua relação com os outros e com o mundo. apesar de acreditarmos numa educação de qualidade. que fazem com que desperte no aluno uma consciência crítica. a responsabilidade. e afetividade.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. a espontaneidade e a criatividade. a fim de se tornarem mais humanizados. as pessoas e o mundo. eles deverão ser trabalhados não só pelo professor. o diálogo. . sensibilidade. com sensibilidade. Esta relação deve ser estabelecida com base nos princípios estéticos. Por fim. mas pelas pessoas de maneira geral. preconceituosa.3 . capazes de olhar o outro com um olhar de igualdade.

No terceiro capítulo discute-se como os autores baseados em suas teorias transmitem aos adolescentes o perigo e a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis incluindo a AIDS. que fatores determinam o crescimento da gravidez na adolescência. 16 ESPECÍFICOS: Identificar possíveis meios favoráveis para conduzir á gravidez na adolescência. segundo autores. No quarto capitulo retrata-se. Debater os aspectos relevantes de uma orientação sexual na escola como tema transversal de estudo.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. No primeiro capítulo é abordado como o MEC justifica a importância de se incluir a orientação sexual como tema transversal nos currículos. Este trabalho está estruturado em cinco capítulos. No segundo capitulo evidenciamos como os quais a opinião dos autores em relação à educação sexual. . Discutir a relevância da gravidez na adolescência como meio estimulador ao processo de mudança na escola.

GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. . De acordo com a proposta apresentada nos PCN`S (MEC. 17 CAPÍTULO 2 Como o MEC justifica a importância de se incluir a orientação sexual como tema transversal. a inclusão de conteúdos de orientação sexual deve-se fazer presente. assumindo uma postura ética favorável ao cumprimento de sua tarefa. Porém e necessário levar em consideração que p professor ao estabelecer suas intervenções na sala de aula referentes a sexualidade deve ter consciência que seu papel e relevante. A sexualidade infantil ao desenvolver-se desde os primeiros dias de vida se manifesta de forma diferente em cada momento da infância e através da interação com o meio e a cultura ela é construída de modo que as representações sociais e culturais construídas a partir das diferenças biológicas dos sexos e transmitidas pela educação favorecem a construção da sexualidade humana. O trabalho de orientação sexual na escola deve ser acompanhado de ações pedagógicas que determinam-se a desenvolver o comportamento sexual do aluno de acordo com os valores que a cultura estabelece. de formas diferentes a cada etapa do desenvolvimento de acordo que cada sociedade estabelece regras que fundamentam o comportamento sexual de cada indivíduo. Deve-ser considera que no trabalho de relação escola-família. e a escola ao oferecer informações atualizadas do ponto de vista cientifico pode ter grande contribuição ao processo de formação da sexualidade da criança. 1997) a sexualidade apresenta grande importância no desenvolvimento e na vida psíquica que se manifesta desde o nascimento até a morte.

a orientação sexual objetiva no ensino fundamental compreender. conhecer. Considerando que o trabalho escolar não é fragmentado e a presença do diálogo oferece meios importantes atingimento dos fins que se destinam a educação. As manifestações da sexualidade infantis na escola sevem ser objeto de reflexão no cotidiano da prática docente de modo que as brincadeiras. Observamos que os blocos definidos estão ligados a possíveis necessidades eventuais que os alunos devem ser contemplados e no sentido de estabelecer-se os critérios de avaliação da orientação sexual na escola espera-se que o aluno obtenha informações básicas . as situações que o sexo é apresentado podem ser utilizados como alternativas de promoção da educação e cabe ao professor intervir segundo a realidade que o aluno é inserido. Na escola a sexualidade apresenta como tema transversal coloca o aluno em contato com questões relativas ao cotidiano que são manifestadas de acordo com as condições de vida representadas no cotidiano e o trabalho de orientação sexual destina-se a formação da consciência do aluno segundo o modelo sócio-cultural que ele vive. identificar. 18 Quando a escola inclui a família nas propostas educativas direcionadas á formação do pensamento do aluno em relação à sexualidade. cada um assumindo dimensões que podem ser trabalhados em sala de aula. A escola deve estabelecer critérios de relação dos conteúdos utilizados para a orientação sexual de modo que foram definidos três blocos compostos de corpo. reconhecer as amplas dimensões que estão envolvidas na sexualidade. relações de gênero e prevenção às doenças. os resultados são mais eficaz no contexto educativo que ele se insere. proteger.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. Assim a sexualidade é concebida como tema transversal no processo ensino aprendizagem em que o aluno de acordo com os aspectos culturais em que vive consolida seu saber. visando o desenvolvimento do aluno nas suas inúmeras capacidade que estão relacionadas.

oferece condições de manipular esses saberes de acordo com a perspectiva prevista em sala de aula. de modo que a escola ao oferecer este tipo de conhecimento permite amplas oportunidade de desenvolvimento dos aspectos cognitivos do aluno. pois é necessário responder as possíveis perguntas feitas pelos alunos e as atitudes discriminatórias não podem se fazer revelar para a manifestação de comportamentos adversos na prática escolar. Pode-se considerar válida a utilização do lúdico como meio articulador do conteúdo desenvolvido. O trabalho pedagógico deve ser direcionado ao sentido de articular o conhecimento à realidade vivenciada pelos alunos visto que as manifestações apresentada em relação a questão sexual pelos alunos. oferece meios favoráveis a busca do desenvolvimento saudável do ser humano. visto que as relações que se processam socialmente. Assim as manifestações da sexualidade na escola.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. . são favoráveis a obtenção de um conviveu social armonioso a partir do entendimento da questão da sexualidade pela criança na escola. O professor deve manter-se neutro nas questões envolvendo a sexualidade. Ao professor são oferecidas algumas orientações didáticas no sentido de desenvolver seu trabalho docente visto que na sala de aula estão presentes diferentes formas de expressão do pensar dos alunos e existem situações que a sexualidade está representado nas brincadeiras. visando oferecer ao aluno. condições de promover o seu desenvolvimento na totalidade. musicas e outros recursos que podem ser explorados em sala de aula. 19 do conteúdo apresentado ao mesmo tempo que dispõe de conhecimentos que auxiliem a elaboração da consciência reflexiva em relação a sexualidade.

Por outro lado. combativa. numa dada sociedade. RÁDIO. enquanto o segundo. Com isso.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. pelas transformações dos padrões de relacionamento sexual. numa segunda visão. sob a forma de ações. programas e projetos deliberados. com repercussão direta ou indireta sobre a sua vida sexual ao longo da vida. Segundo FREITAS (1999. a educação sexual considerada formal ganha o espaço institucional das escolas e centros comunitários. nesta informalidade. procura mostrar a fundamental importância da participação nas lutas mundiais. Este processo é global. e aproxima-se do que denominado-se como educação formal. e envolve toda a ação exercida sobre o indivíduo no seu cotidiano desde o nascimento. não intencional. preocupase com a precisão de conceitos e com a clareza de definições. definindo-se como um processo de intervenção sistemática na área da sexualidade. segundo alguns autores. a vinculação de informações dos meios de comunicação de massa (JORNAL. 32): Outros autores diferenciam a educação sexual da orientação sexual considera a educação sexual derivada do conceito pedagógico de orientação educacional. surgindo no seio da vida da família e tende a reproduzir nos jovens os padrões de moralidade. acompanhadas de questionamentos e discussão da sexualidade. ainda podemos distinguir. Ainda podemos identificar. Esta forma de educação sexual é denominada. segundo alguns autores. como informal. 20 CAPITULO 3 Opinião dos autores em relação a educação sexual A educação sexual parece caracterizar-se inicialmente como conjunto de orientações desenvolvidas sobre a sexualidade. etc). dois novos conceitos distintos para a educação sexual: o primeiro. promover a difusão de informações relativas á sexualidade. REVISTAS. Esta abordagem também pode reafirmar conceitos ou. que se denomina intelectual. realizada principalmente em escolas por um educador ou outro profissional capacitado para tal. . TV. p.

aspectos da sexualidade humanas com as crianças e adolescentes. conseqüentemente sempre ficou a questão da educação sexual em segundo plano. Na dimensão FORMAL. a escola nunca se preparou para tal missão. esta conceituação é ainda. 21 Enfim. seus valores. onde não só reproduzem os padrões morais como também não estão preparados para uma função tão sensível. que é o cominho mais seguro para tal orientação. seus aspectos preventivos. propiciando-se a livre discussão de normas e padrões de comportamento em relação ao sexo e o debate das atitudes pessoais frente a própria sexualidade. nos dias atuais. como qualquer processo demorado. alvo de grande polêmica entre vários autores. A educação sexual. muito ao contrário. As famílias não estão preparadas para o diálogo. implica a questão do processo educacional Brasileiro que sempre fechou os olhos para reformar a grade curricular das escolas.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. . como é a da educação sexual. Ao nosso ver os autores focalizam a educação sexual. formais ou informais. como forma de exercício da cidadania. muitas vezes só é observado após muito tempo e certamente não tem poder de transformar todas as atitudes e comportamentos dos jovens. É importante dizermos na dimensão INFORNAL que é reservada a família. em duas dimensões: Formal e Informal. que abordam. O programa de educação ambiental e saúde da Secretaria municipal de educação de São Paulo considera a educação sexual como um conjunto de teorias e práticas. E com isto. A abordagem da sexualidade não deve limitar-se ao tratamento de questões biológicas e reprodutoras. O objetivo geral de um trabalho de educação sexual é permitir que crianças e adolescentes entendam a sexualidade como aspecto positivo e natural da vida humana. devem incluir questionamentos mais amplos sobre o sexo. numa perspectiva educativa.

*Envolvimento sexual e afetivo com pessoa do mesmo sexo. ele deve ter a característica de partir das dúvidas existentes nas crianças e jovens dos temas mais urgentes. Segundo FURLANI (1997. A educação sexual. o entanto. *As desigualdades sociais frente aos sexos . novas atitudes nas pessoas. histórico. Este é um processo lento de conquista.discussão de gênero e como a sociedade vê homens e mulheres frente a sexualidade. social. 35): A Educação sexual com adolescente deve. como o cultural. pois nada e mais importante que a informação através do diálogo e de pessoas preparadas para desenvolver questões. para adolescência: *Iniciação sexual com parceiros (a primeira transa . 22 Na questão dos conceitos. *Auto-erotismo (masturbação) em meninos e meninas.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. deverá durar um bom tempo. não se "abrirão" na discussão e o trabalho ficará limitado. econômico. minha experiência de pesquisa aponta os seguintes temas.aspectos práticos e sociais). . Cada jovens tem suas particularidades e interesses. *Virgindade. deveriam está lutando a frente às autoridades. podem sim transformar a sociedade. mais comuns. Ao nosso ver esta Educação Sexual deve ser conduzida e preparada por alguém que seja do agrado e da confiança dos jovens. para acelerar a introdução da disciplina nas escolas. mas um conjunto de aspectos. ser feito de modo contínuo e permanente. *Os rituais sócio-cultural na adolescência atual (o ficar). onde a criança e os jovens sejam vistos como cidadãos é uma questão de visão holística da situação. pois é até difícil a abordagem para crianças e adolescentes. O educador sexual deve ficar ciente que a confiança é a questão principal. *Sexo seguro (evitando a gravidez e as DSTs). para que possam ser discutidas. ou pelo menos. além de informações. não tem poder de transformar todas as atitudes do comportamento dos jovens. p. político. Ao invés dos autores estarem só escrevendo conceitos. Se os jovens não se sentirem bem. frente a sexualidade coletiva e a sexualidade individual.

como se constitui as diferenças entre ambos. expressão de afeto as pesquisas revelam que as crianças de hoje sabem muito .GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. vida social. com a gravidez na adolescência. todo esse apelo sexual na mídia e na sociedade de um modo geral. numa transa. ato sexual. Apontamos a FALTA de EDUCAÇÃO SEXUAL como o principal motivo! Não falamos da educação sexual tradicionalmente pensada biológica. como as idéias sobre o homem/masculino e a mulher/feminino são construídas na sociedade e. 23 É responsabilidade de qualquer sistema escolar promover a educação integral da criança e do adolescente e. Na nossa opinião o aspecto que consideramos mais importante numa geração de adolescentes. ou seja. gravidez. higiene corporal. portanto. em conseqüência. reprodução. heterossexualidade. Isso também é importante. não tem sido suficiente para que os (as) jovens adotem o comportamento do sexo seguro. que é a prática sexual. médica que se preocupa apenas em falar de gravidez. antes mesmo da puberdade. discutir a sexualidade (e promover a Ed. diretamente. namoro. um dos responsáveis pela dificuldade da garota insistir o uso da camisinha. Sexual) é uma atividade que já devia estar sendo feita há muito tempo. nessa sociedade ocidental. No entanto. mas não é suficiente! No nosso ponto de vista que é necessário fazer é levar os (as) jovens a pensarem nas responsabilidades da prática sexual eles precisam discutir relações de gênero. A Educação Sexual deveria começar na INFÂNCIA! Não vamos subestimar a capacidade de compreensão de nossas crianças. Essa discussão é fundamental para a igualdade entre as pessoas e para superar a inércia das mulheres frente a um relacionamento. por exemplo. relações de gênero. que determina o ritual de passagem da infância para a vida adulta. HIV. DST´s. Este é um aspecto ligado. diante dos homens. Já é possível conversar sobre menstruação. nos casos em que se subordinam à violência e ao poder masculino e machista.

.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. Para isso. a mídia e a Escola. Portanto essa discussão precisa. necessariamente. 24 mais sobre sexualidade do que a nossa geração e a geração de nossos pais sabiam há 30 anos atrás. torna-se indispensável o conhecimento histórico e político da humanidade e das suas instituições sociais como a Igreja. as Leis. perceber como cada mito e cada tabu foram inventados e construídos nas sociedades. o Estado.

existem vírus causadores de DST que podem permanecer por quase toda vida sem ser em percebidos pelo hospedeiro. mesmo assim. Atualmente. Entretanto.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. continuam proliferando em diversas pessoas que insistem em não se prevenir. indiferente dos parceiros serem homo ou heterossexuais. Colite. é o caso. Linfogranuloma Venéreo (Mula). Na antigüidade acreditava-se que elas eram castigos da deusa que. Condiloma Acuminado. entretanto. já descobriu-se que não se trata de uma punição divina. Romero. Geralmente os sintomas das DST . são aquelas que passam de uma pessoa para outra durante uma relação sexual. Hepatite (tipo A e B). 25 CAPÍTULO 4 O perigo das doenças sexualmente transmissíveis incluindo a AIDS e como preveni-las. Tricomoníase e a AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA).Doenças Sexualmente Transmissíveis se fazem notar alguns dias após a infecção. Doenças sexualmente transmissíveis ou doenças venéreas. como são popularmente conhecidas. Algumas são tão antigas quanto a humanidade. do Citomegalovírus. A expressão venérea provém de Vênus. causador da renite. Esofagite e da Pneumonite. enciumada. a origem da maioria das DST ainda é desconhecida. As DST mais comuns são: Gonorréia (Pingadeira ou Esquentamento) Cancro Mole (cavalo). entretanto. a deusa do amor. Uretrite não Gonocócicas (Chlamydia). Sífilis (Cancro Duro). já fazia menção a Gonorréia. DST é sigla que significa: Doenças Sexualmente Transmissíveis. Isso ocorre porque estes microorganismos. Relata que no antigo testamento da Bíblia. Candidíase. são geralmente . Herpes. mesmo residentes no organismo. Segundo Dr. livro Levítico 15. no relato do seu livro: “DST – Doenças Sexualmente transmissíveis – Se Educar da Para Evitar”. por exemplo. Mas existem outras. punia os amantes.

pelo . As campanhas do governo não conseguem erradicar.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. mesmo desconhecendo seu estado de infecção. aumenta a cada dia em números significativos. mesmo com as “pessoas confiáveis”. 30). pois o numero de aidéticos. ainda faz vítimas fatais. podem deixar seqüelas em seus portadores.COMO SE PROTEGER DESSAS DOENÇAS: Hoje em dia a maioria das DST são facilmente tratadas com medicamentos. (ROMERO 1989. não use Drogas. p. Só utilize agulhas e seringas descartáveis ou desinfetadas. usando o bom senso. as DST´s mais comuns.1 . No entanto isso não tem acontecido. O uso deve ser pessoal. ou melhor. 26 contidos. Porém. Com o nível crescente de informações veiculadas diariamente sobre a AIDS. era de ser esperar que as pessoas procurassem mudar seus hábitos e costumes que pudessem expô-las ao risco de contaminação pelo HIV. que apesar de a maioria delas terem tratamento conhecido. bloqueados por anticorpos produzidos pelo sistema imunológico. criando-se assim novos portadores e conseqüentemente Transmissíveis. só se pronunciando em situações especiais. Não divida nunca com outras pessoas. em todas as relações sexuais. por este motivo é que as campanhas sobre a prevenção devem ser mais constantes e esclarecedoras. Contudo. a melhor maneira de tratar uma doença venérea é evitá-la. A melhor maneira de evitar as DST´s. como um estado de imunodepressão (baixa de defesas imunológicas). ainda é a prevenção. nem mesmo. o portador de uma DST é também um transmissor da doença. reduzindo as parceiras e utilizando o preservativo (camisinha). que apesar da busca incessante da cura pelos grandes centros de pesquisas. que é uma das DST mais grave. sem falar da AIDS. transmissores e ou proliferadores das Doenças Sexualmente 4.

que AIDS é umas dessas coisas que só acontecem com os outros. com o advento de novas e potentes drogas e exames modernos a uma luta pelos limites impostos pelas doenças decorrentes da AIDS. publicado pelo grupo PELA VIDA em 1993. o desespero causado pela morte. não discrimina classe social. mesmo que uma vacina 100% eficaz. p 43) afirma: Devido ao longo período de latência clínica (mediana de onze anos. casos de ADIS continuariam a ocorrer em grande número nos próximos dez anos a vinte anos. talvez possa. Para se enfrentar o HIV é necessário. cultura. A AIDS não bater na sua porta. 27 contrário. Lêdo engano! Se com a bênção de DEUS.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. estado civil. principalmente entre jovens e adolescentes. diferentemente dos seres humanos. na ausência de qualquer intervenção terapêutica). credo. raça. O livro das Pessoas Vivendo com HIV e AIDS. sexo ou opção sexual. Ainda hoje existem pessoas que acreditam que a ADIS nunca vai fazer parte da suas vidas. dos filhos dos seus amigos. a dor das perdas sociais. capaz de interromper toda a transmissão. por que julgam não ter “Comportamentos de Risco”. na porta dos seus filhos. com o apoio da fundação Viva Cazuzas. antes de tudo. O HIV. as estatísticas oficiais têm mostrado um acréscimo constante de casos notificados. fosse desenvolvida e empregada no próximo ano. a discriminação. porque não pertencem a nenhum dos chamados “Grupos de Risco”. RACHID (1990. Hoje. bater na porta dos seus amigos. retrata a realidade de forma clara: . ou pior. nacionalidade. cor. e nem tão pouco o pior dos males. superar inimigos difíceis. como o preconceito e a discriminação. ou pesam que nunca estarão expostas a “Situações de Risco”. tipo físico. um dia. porque julgam não “Ter comportamentos de risco”.

2 . numa relação sexual também se contrai o vírus. com muito mais rigidez. 4. independente da sorologia para o HIV. p. gonorréia etc. A AIDS deixa de ser uma doença para uma “PENA” aplicada aos “criminosos morais”. Existem casais que optam pelo uso constante do preservativo como forma de controle da natalidade. Por isso é muito importante salientar que a contaminação pelo HIV não está restrita aos “chamados grupos de risco. mas. somadas à incurabilidade da doença (ou conjunto de doenças). Não é apenas consumindo drogas que se contrai o vírus da AIDS. A camisinha masculina reduz o risco de contaminação pelo HIV em mais de 85%. se for usada corretamente. natural e reservada a todos. em detrimento de outros processos como a pílula anticoncepcional. de qualquer grupo social.(p 45). nível de informação e respeito aos portadores da AIDS. . impedindo-a de exercer plenamente todos os seus direitos de cidadã. à morte civil. Qualquer pessoa. mas ainda não encontraram o melhor caminho para a educação e o atalho da prevenção.PRESERVATIVOS MASCULINOS: As vantagens da utilização do preservativo. se a mulher engravidar é transmitido para o feto. determinaram para a pessoa com HIV e AIDS uma condenação não só à morte biológica. concorreu objetivamente para a estigmatização e a discriminação que. é também considerado um ótimo contraceptivo (anticoncepcional). herpes. E. 1999.além de proteger também contra a gravidez precoce e também uma serie de outras doenças sexualmente transmissíveis como: sífilis. está sujeita a contrair o vírus. Ela protege tanto o homem quanto à mulher. causando uma série de problemas tanto para a mãe quanto para a criança”.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. 23). 28 O fato pela infecção do HIV e AIDS ter sido detectada inicialmente em determinadas pessoas ou grupos sociais como os homossexuais masculinos e os usuários de drogas endovenosas. em todas as relações sexuais são imensas (DUARTE. Ultimamente as campanhas oficiais melhoraram muito em qualidade.

29 diafragma e etc.2.1 . pois eles podem danificar o preservativo. 4. Embora o risco seja pequeno. a vagina. o que hoje é muito comum. o ânus. pois a proteção está diretamente relacionada com o seu uso correto. e principalmente. com as mucosas (camada úmida de tecido que reveste a ponta do pênis. a má utilização do mesmo. principalmente. ou outros contatos físicos. Além de ser mais prático. 4. causando uma contaminação ou uma gravidez. mas também. evitar todo e qualquer contato dos fluídos orgânicos. ou parceira. para que não rasgue. existirá sempre a possibilidade de que venha a se romper durante a relação sexual. 2. 3. no ânus. secreção vaginal. a boca e etc. Apesar de todos os inegáveis benefícios proporcionados pelo preservativo (camisinha) é necessário chamar a atenção para o fato de que ele não é uma garantia absoluta de proteção contra a transmissão do HIV.Não utilize objetos cortantes ou pontiagudos. É muito importante para que as pessoas aprendam a utilizar o preservativo.Abra-o cortando pelo picote no sentido vertical.Só deve abrir o envelope contendo o preservativo no momento em que for utilizá-lo.. não agride o organismo da mulher.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.Coloque o preservativo após a ereção do pênis e antes de qualquer penetração na vagina. Alguns casais não gostam de usar o preservativo porque a pressão exercida pelo anel da extremidade do preservativo sobre a base do pênis incomoda na hora do ato.COMO USAR O PRESERVATIVO: 1. barato e descartável. . A função do preservativo não é apenas a de reter o sêmen após a ejaculação. sangue e etc. tais como: esperma.) ou com qualquer ferida ou escoriações expostas na pele do parceiro.

11.Depois de retirado o preservativo deve-se observar os cuidados necessários com a higiene pois resíduos de sêmen certamente ficarão retidos nas mãos e. Utilizando o dedo indicador e o polegar. com certeza. que aparentemente ficará sobrando. Um dos motivos que causam o rompimento do preservativo durante o ato sexual é a falta de lubrificação natural. 10. após a ejaculação. este em contato com a vagina pode ocasionar uma contaminação ou uma gravidez. aperte a ponta do preservativo formando uma pequena bolsa e evitando que se forme uma bolha de ar no seu interior. enquanto o pênis ainda estiver ereto. e não haja vazamento de esperma. 8. Nesses casos é importante que se faça o uso de lubrificantes artificiais à base de água. Este espaço. .GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.Após a relação devem-se observar os cuidados necessários com a higiene. no próprio pênis. 6. 30 5.Logo após a ejaculação. como o KY Gel lubrificante. ou companheiro. para não prejudicar a sensibilidade ou promover aumento de risco de rompimento. será utilizado como reservatório para o sêmen. no próprio pênis.Com a outra mão desenrole-o até a base do pênis sem permitir a retenção do ar no seu interior. para que ele não escape e fique retido dentro da companheira. 9. pois resíduos de sêmen certamente ficarão retidos nas mãos e. 7. retire-o segurando na borda do preservativo próximo ao anel. quando estiver ereto. com certeza.Nunca reutilize o preservativo.Para colocá-lo corretamente leve-o até a extremidade do pênis.Retire-o do pênis logo após o uso.

3. 31 4. São comprimidos que contêm dois hormônios sintéticos (estrogênio e progestogênio) parecidos com os produzidos pelo ovário da mulher. A pílula é o método anticoncepcional reversível mais utilizado no país. 4.PRESERVATIVO FEMININO: 4. dependerá fundamentalmente da maneira como a mulher toma as pílulas. dificultando a passagem dos espermatozóides.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.1. 4.1 .1 . mais conhecidos como pílula.3.3.EFICÁCIA: São métodos eficazes em uso típico ou rotineiro: 6-8 gravidez por 100 mulheres no primeiro ano de uso (1 em cada 17 a 1 em cada 12).ANTICONCEPCIONAIS ORAIS COMBINADOS: Os anticoncepcionais orais combinados (AOCs).1. para cada caso individual. são usados por cerca de 20% das mulheres casadas ou unidas em idade fértil (15-49 anos) no Brasil. . São métodos muito eficazes quando usados corretamente e consistentemente: 0.3 .2 .1 mulheres grávidas por 100 mulheres no primeiro ano de uso (1 em cada 1000) A eficácia do método.MECANISMO DE AÇÃO: Inibem a ovulação e tornam o muco cervical espesso.

Além disso. 4. ! A fertilidade retorna em seguida da interrupção da cartela.3.RISCOS: ! Não são recomendados para lactantes. 32 Orientação adequada é fundamental para que as mulheres usem o método corretamente.1.4 .GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. ! Muito raramente. ! De acordo com a informação atualmente disponível.3. porém. novos estudos são necessários para obter-se conclusões mais precisas. ! Diminuem a freqüência e a intensidade de cólicas menstruais.1. pois afetam a qualidade e quantidade do leite.BENEFÍCIOS: ! Podem aumentar o prazer sexual porque diminuem a preocupação com a possibilidade de engravidar. . 4. trombose venosas. com sangramento durante menos tempo e em menor quantidade. podem causar acidentes vasculares. ! Proporcionam ciclos menstruais regulares. ! Podem aumentar o risco de tumores no fígado. a pílula não aumenta o risco para câncer de colo uterino e mama. sendo extremamente raros ou tumores malignos. profundas ou infarto. sendo que o risco é maior entre fumantes (mais de 20 cigarros / dia) com 35 anos ou mais . existem ainda dúvidas sobre a possível aceleração das evoluções de cânceres préexistentes com o uso da pílula.3 .

É uma bolsa de plástico leve. O anel aberto permanece do lado de fora da vagina após a inserção.CONDOM FEMININO: O condom. A extremidade fechada do preservativo feminino é inserida até o fundo da vagina. doenças inflamatórias pélvica. inclusive HIV/AIDS. particularmente os associados às úlceras genitais. ou preservativo. ! Diminuem a incidência de: gravidez ectópica. A bolsa possui um anel leve e flexível em cada extremidade. ! Podem prevenir anemia ferropriva. protegendo os lábios e a base do pênis durante o ato sexual. frouxa. 4. . a vagina e a genitália externa. após uma relação sexual desprotegida.3.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. Assim como o Condom masculino. câncer de ovário. Pode ser usado junto com outros métodos anticoncepcionais para prevenção de DST/HIV e proteção anticoncepcional adicional. É conhecido pelos nomes de Femidom ou Reality. impedindo a passagem de esperma através do trato genital feminino. que se adapta à vagina e protege o colo do útero. cistos de ovário. doenças mamarias benignas e miomas uterinos. IMPORTAMTE: NÃO PROTEGE CONTRA DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEL. câncer de endométrio. 33 ! Podem ser utilizados como anticoncepcional de emergência.2 . Podem reduzir a transferência de agentes infecciosos entre os parceiros sexuais. forma uma barreira física entre o pênis e a vagina. O produto é pré-lubrificado e serve para ser utilizado apenas uma vez. é um método anticoncepcional utilizado por aproximadamente 45 milhões de casais em idade reprodutiva em todo o mundo. Previne a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis (DST).

em todas as relações sexuais: taxa de gravidez de três em cada 100 mulheres no primeiro ano de uso (uma em cada 33). contra herpes genital. Os condons provavelmente oferecem proteção.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. vírus do condiloma genital e outras doenças que causam ulcerações na pele desprotegida. sífilis. . ou de transmitir uma DST. Nestes casos.1 . Eles impedem que o usuário adquira uma DST e que transmita DST para a parceira. para ser altamente eficaz. Usados corretamente. 34 4. têm uma eficácia média para prevenir a gravidez: taxa de gravidez de 14 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso (uma em cada oito). eles não permitem que o esperma e os microorganismos contidos no sêmen entrem em contato com a vagina. Ajudam a prevenir as doenças sexualmente transmissíveis: Os condons são a melhor proteção contra as DST. Entre essas DST estão: HIV/AIDS. Tem maior eficácia para prevenir a gravidez quando usados corretamente. em todas as relações sexuais. gonorréia. eles correm o risco de engravidar a parceira.2. também impedem que os microorganismos da vagina penetrem no pênis.3. e tricomoníase.3. de contrair uma DST. Quando usado da forma mais comum. Muitos homens não usam condons corretamente ou não os usam em todas as relações sexuais.2. mas não muita.MECANISMO DE AÇÃO: Os condons ajudam a prevenir tanto a gravidez quanto às doenças sexualmente transmissíveis (DST). 4.EFICÁCIA: Importante: o condom deve ser usado corretamente.2 . clamídia.

3 . Estudos mostram que os usuários de condons têm menos da metade do risco de contrair o HIV. 35 Em geral.2.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. assim como também a gravidez. em cada relação sexual. Os indivíduos que usam condons corretamente em todas as relações têm risco menor de contrair doenças. podem ser usados para prevenir DST durante a gravidez.3. diminuem a incidência das complicações causadas pelas DST doença inflamatória pélvica. dor pélvica crônica. 4.4 . 4.BENEFÍCIOS: ! Previnem DST. inclusive HIV/AIDS. e esses estudos incluíram indivíduos que usaram os condons incorretamente ou inconsistentemente. ajudam a . os estudos mostram que o risco de contrair gonorréia. oferecem anticoncepção ocasional sem a necessidade de manutenção diária. seu uso pode ser interrompido a qualquer momento. seguros. tricomoníase ou infecção por clamídia é aproximadamente dois terços maiores nos indivíduos que nunca usam condons do que nos indivíduos que usam. não apresentam efeitos colaterais hormonais. possivelmente câncer de colo uterino e infertilidade nos homens e mulheres. quando usados corretamente.2.3. permitem que o homem assuma a responsabilidade de prevenir uma gravidez e algumas doenças. freqüentemente. ajudam a prevenir a gravidez ectópica. prurido e edema após o uso do condom.RISCOS: ! Indivíduos alérgicos ao látex podem apresentar vermelhidão. o vírus que causa AIDS.

1 . Em uso rotineiro: São pouco eficazes: a taxa de gravidez é de 26 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso (uma em cada quatro mulheres). clamídias.3. todas as vezes que a mulher tenha uma relação sexual. 4. Usados correta e consistentemente: São eficazes: a taxa de gravidez é de 6 para cada 100 mulheres no primeiro ano de uso (uma em cada 17). 36 prevenir a ejaculação precoce (ajudam o homem a prolongar o período que antecede o orgasmo).MECANISMO DE AÇÃO: Os espermicidas matam os espermatozóides ou impedem seu movimento até o óvulo. que consistem em dois componentes: o espermicida químico e uma base inerte.3.ESPERMICIDA: São métodos químicos de barreira. o vírus .3 .3.3. que é o meio usado para manter o agente espermicida aderido ao colo uterino.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. 4. 4. gonococos.3. o menfegol e o cloreto de benzalcônio inativam de modo efetivo treponemas. O espermicida pode contribuir para prevenir algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST): os resultados "in vitro" mostram que o nonoxinol-9.2 .EFICÁCIA: Importante! A eficácia depende do uso do espermicida de forma correta.

Todavia. Essas alterações do epitélio poderiam aumentar o risco para transmissão do HIV. Estudos epidemiológicos têm demonstrado. que os espermicidas. gravidez ectópica e. infertilidade. infecção por clamídia. usados isoladamente ou combinados com outros métodos de barreira. capacidade de desativar o HIV-4. câncer de colo uterino. até o momento. em testes laboratoriais. vaginose bacteriana e infeções do trato urinário na mulher.RISCOS: ! Teoricamente.doença inflamatória pélvica (DIP). 4.3.3 . reduzem a incidência de gonorréia.BENEFÍCIOS: ! Seguro é método controlado pela mulher.3. tricomoníase e vaginose bacteriana.3.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.4 .3. as irritações causadas pelo uso do espermicida várias vezes ao dia podem aumentar o risco de HIV/AIDS. Outros estudos têm relatado a ocorrência de irritação genital e de erosões no epitélio vaginal e do colo uterino. inconclusiva. 4. sendo que quase todas as mulheres podem usar. possivelmente. podem aumentar o risco para candidíase genital. É possível que ofereça . 37 do herpes e organismos causadores da vaginose bacteriana. de forma consistente. Também vem demonstrando. Contribui para prevenir algumas DST e complicações por ela causadas . a relação entre o uso do nonoxinol-9 e a incidência do HIV permanece obscura e. que seriam mais elevados com o uso mais freqüente (várias vezes ao dias) e em dosagem mais elevada.

em mulheres corretamente orientadas e motivadas. simples e seguro. . impedindo a fertilização do mesmo. 4.4. Pode ser interrompido a qualquer momento.4 . A esterilização feminina é também conhecida como laqueadura tubária.3.3.3. 4.5 para 100 mulheres (1 em cada 200 mulheres). Sem efeitos hormonais.MECANISMO DE AÇÃO: A obstrução mecânica das trompas impede que os espermatozóides migrem ao encontro do óvulo.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer.2 . ligadura de trompas e anticoncepção cirúrgica voluntária. 4. Pode aumentar a lubrificação vaginal. Sem efeitos no leite materno. a taxa de gravidez é de 0.1 . Pode ser usado imediatamente após o parto. Pode ser inserido até uma hora antes da relação sexual para evitar interrupções no coito.EFICÁCIA: Muito eficaz e permanente: No primeiro ano após o procedimento.ESTERILIZAÇÃO FEMININA: A esterilização feminina é um método anticoncepcional permanente para mulheres que não desejam ter mais filhos. Fácil de usar.4. mas isso ainda não foi demonstrado. Não tem nenhum efeito sobre a função hormonal da mulher e não altera o seu ciclo menstrual. Previne efetivamente a gravidez se utilizado corretamente em todas as relações sexuais. 38 alguma proteção contra o HIV/AIDS. ligadura tubária. O método requer um procedimento cirúrgico.

a gravidez ocorre raramente. 4. é de 1. de como as trompas foram bloqueadas.3. lesão de órgãos pélvicos ou abdominais. segundo um estudo recente da OMS. não interfere nas relações sexuais. mas quando ocorre. risco de morte devido a uma dose excessiva de anestésico ou outra complicação.4 . em parte. recuperação demorada. ! Protege a mulher contra o câncer de ovário.3. mas a taxa de gravidez é sempre baixa.4. muito raramente.4. ! É permanente. ! Não tem efeitos sobre o leite materno.3 .RISCOS: ! São complicações raras da cirurgia: infecção e sangramento no local da incisão. A eficácia depende. ! Não apresenta efeitos colaterais em longo prazo ou riscos à saúde. . 4. dependendo da técnica utilizada e da idade da mulher.BENEFÍCIOS: ! É muito eficaz. Entretanto.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. infecção ou sangramento intra-abdominal. efeitos colaterais. a taxa de gravidez ectópica é menor do que em uma mulher sexualmente ativa que não usa métodos anticoncepcionais. ! Não interfere no prazer sexual.8 para 100 mulheres (1 em cada 55 mulheres). 39 A taxa acumulada de gravidez em dez anos. a chance de ser uma gravidez ectópica varia entre um quinto a três quartos. riscos anestésicos: reação alérgica.

continuavam a manter “comportamentos de risco” ou se submetendo a “situações de risco”. Ou ainda. ou durante o aleitamento materno. já haviam visto campanhas de prevenção. ou possuir uma situação financeira privilegiada. de boa família. •É necessário o aconselhamento adequado para diminuir o risco de arrependimento. A contaminação pode ocorrer durante uma intervenção cirúrgica que envolva transplante de órgãos. de uma mãe soropositivo para o feto.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. bons hábitos de higiene. em média. em todo o mundo. simpática. No entanto. nunca irá acontecer com ela. Mulheres laqueadas têm risco 30% menor de desenvolverem câncer de ovário 4. ser bem educada. ! Não protege contra doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS. Ter uma boa aparência.4 . e se consideravam bem informadas a esse respeito. ou pelo consumo de hemoderivados infectados. Devido a esse fato. pelo compartilhamento ou reutilização de agulhas e seringas contaminadas. por acidente de trabalho com profissionais da área da saúde. durante a gestação.FORMAS DE PREVENÇÃO DA AIDS: Existe muita gente que ainda acredita que a AIDS é uma dessas coisas que só acontece com os outros. através de transfusões de sangue. 40 ! Pode reduzir o risco de doença inflamatória pélvica. quando os doadores forem soropositivos. A infecção pelo HIV pode ocorrer durante as relações sexuais. . mesmo assim. no momento do parto. já tinham ouvido falar na AIDS. ou inseminação artificial. aproximadamente 16 mil pessoas. não significa uma garantia. Uma pesquisa recente demonstrou que a maioria das pessoas que se contaminam. nos últimos anos. tornam-se vítimas diariamente do HIV.

compartilhando ou reutilizando agulhas e seringas. Segundo MATTOS “quanto à questão da prevenção nas relações sexuais. indiferente de ser homem ou mulher”. É muito importante que se tenha em mente que nem sempre as pessoas têm consciência da sua realidade sorológica. Relação sexual: “É a forma mais freqüente de transmissão do HIV. isso aumenta a propensão ao contágio. e que tenham iniciado juntos (um com o outro) a vida sexual e se mantenha fieis. Sexo vaginal: “O HIV é encontrado em grande quantidade no esperma e nas secreções vaginais. também está exposto a possibilidade de infecção. é a abstenção” Também é considerada como uma prática sexual “segura” a relação entre parceiros que não sejam usuários de drogas. Dessa forma. pela parceira. involuntariamente. nem tenham sofrido transfusões de sangue ou recebido hemoderivados pelo menos nos últimos dez anos. A mulher é aquela que recebe e abriga o esperma. apesar de correr um risco menor. . Qualquer pessoa contaminada pode transmitir o HIV durante uma relação sexual. durante uma ralação sexual sem o preservativo. embora o perigo maior seja para a pessoa que recebe a penetração. As estatísticas demonstram que ele é eficientemente transmissível a qualquer dos parceiros durante a relação heterossexual. a única forma realmente segura.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. COM QUALQUER PESSOA. principalmente se não estiver utilizando preservativo”. que oferece cem por cento de certeza de não ocorrer à contaminação pelo HIV. como quem vê cara não vê coração. O homem. “MESMO AS MAIS CONFIÁVEIS”. Como nos dias de hoje tais hábitos são reconhecidamente pouco comuns e. um ao outro. uma série de cuidados preventivos devem ser observados: PROTEJA-SE: USE SEMPRE CAMISINHA NAS RELAÇÕES SEXUAIS. podem estar infectando outras pessoas. 41 não é um atestado de não ser portador do HIV.

se a futura mamãe for adequadamente tratada durante a gestação”. ou nas mucosas.) A ocorrência desse tipo de contagio é relativamente pequena. tanto para quem sofre a penetração como para quem penetra. Outra forma de contaminação é o contato direto do sangue de um portador do HIV com uma ferida na pele. É muito importante saber se o mesmo foi devidamente testado por exames antivirais antes da transfusão. Contaminação por Acidente de Trabalho: “Ocorre com profissionais de saúde (médicos. Isso pode ate mesmo ocorrer numa briga de rua se houver sangramento”. Entretanto. este perigo pode ser reduzido. isto é.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. 42 Sexo anal: “De todas as práticas sexuais é provavelmente. no momento do parto. o acesso do HIV a corrente sangüínea. durante a gravidez. ou durante o aleitamento materno. estará sujeito a infecção. e ainda pode ser . é muito grande e provoca invariavelmente irritações. etc. com mais facilidade. Esta prática sexual parece oferecer o mesmo risco de infecção. ou agulha. Quem fizer uso da mesma seringa. enfermeiros. permitindo. pessoas que trabalham em laboratórios de análise clínica e. não portadora do vírus. O contágio é irreversível”. pesquisadores. de forma significativa. A pressão exercida pelo músculo do anu. Compartilhamento ou Reutilização de agulhas e /ou Seringas: “No caso de usuários de drogas injetáveis. porque além do HIV existem outras doenças sexualmente transmissíveis. depois dela. se uma pessoa é portadora do HIV (mesmo desconhecendo este fato) compartilhar a mesma agulha ou seringa com outras pessoas. Contaminação Vertical: “Uma gestante soropositivo tem uma grande probabilidade de transmitir o HIV para o neném. esfolamentos e microrompimentos das mucosas e do tecido peniano. principalmente quando o coito ocorre sem a utilização de um preservativo”. no pênis. poderá contaminar as demais. de uma pessoa soropositivo. a mais perigosa. A contaminação pelo Sangue: “Uma pessoa pode se contaminar durante uma transfusão de sangue ou recebendo hemoderivados infectados.

a AIDS é uma das piores doenças sexualmente transmissível. aliás. deusa do amor. 28). ela não está apenas nas prostitutas. e sim a responsabilidade que cada um tem consigo. Como se fosse realmente um castigo divino. (DUARTE. sem fazer nenhum tipo de prevenção. formado pelas pessoas optam por uma vida sexual com vários parceiros ou ainda pelo compartilhamento de seringas entre dependentes químicos. 43 reduzida quase que a zero se forem observadas as normas de segurança especificas pra o seu trabalho”. . a AIDS se manifesta como um castigo dos amantes descuidados. credo ou posição social. capaz de se proliferar rapidamente entre as pessoas. pois implica em uma série de abstenções e cuidados que levem qualquer indivíduo a pensar em Vênus. nem a profissão que ele exerce. cor. Cada um é responsável pela permanência ou não no grupo de risco. p. Prevenir. O risco de contaminação não está vinculado a classe do indivíduo. que segundo a lenda punia seus amantes com doenças sexualmente transmissíveis. 1989.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. indo mais além. como também entre as pessoas bem afeiçoadas pertencentes aos níveis economicamente mais elevados. que se vendem por motivos diversos. A AIDS não vê cara. realmente não é fácil.

Ao nosso ver não há interesse político nas necessidades básicas da população. ao invés de ficar esperando que alguma decisão possa de alguma forma lhes beneficiar. que são elementos indispensáveis ao desenvolvimento cultural. a previdência. porém não só as necessidades físicas. pois os resultados mecânicos da acumulação nem a manifestação exclusiva do poder das classes dominantes ou do Estado.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. não construindo. principalmente no que tange a educação. previdência. Garantir o mínimo é permitir que o indivíduo obtenha os produtos básicos para a manutenção de sua vida e de seus familiares e mais ainda. o que. é visível que a luta constante entre os grupos que monopolizam o poder representem as relações cotidianas da população. proporcionaria uma consciência política e conseqüentemente uma exigência maior dos direitos. Segundo Faleiros (1986. 62): As políticas de saúde. 44 CAPÍTULO 5 Fatores que determinam o crescimento da gravidez na adolescência. p. De acordo com trecho citado anteriormente. saúde e laser. Elas são ganhos conquistados em duras lutas e resultados de processos complexos de reação de forças. trabalho. Assim sendo. habitação. diz-se que é indiscutível que se atenda as necessidades “básicas” da população. mas também as biológicas. possuir bens que possibilitem . Essas políticas não caem do céu. assistência. educação. que ficam na espera das decisões mais importantes para que possam posicionar-se de acordo com suas necessidades. em cada conjuntura. conseqüentemente nas formulações liberais. além das necessidades sociais. a saúde. a assistência médica. recreação e nutrição são objetos de luta entre diferentes forças sociais. culturais e educacionais. nem são um presente ou uma outorga do bloco do poder.

É de extrema importância para a adolescente. desta forma a reduzir de um lado. Em outros termos. tentando compensar a carência afetiva deixada de lado pelos seus familiares. sobre os riscos. prevenção. esteja em constante diálogo com as mesmas. devido a falta de diálogo de alguns pais. Ajudando. pois o assunto é de importância para formação geral. porque além de existir na vida de cada um. controle. que só podem ser atendidas com a ajuda e a participação de outros seres humanos.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. a mãe orienta sobre o processo de formação do seu corpo. enquanto o pai responde sem constrangimento as dúvidas surgidas sobre o assunto. Neste momento entra o papel do educador para demostrar para o aluno as varias maneiras de evitar a gravidez precoce e as dificuldades que irão encontrar se esta ocorre. ajuda na formação de uma sociedade mais consciente. como ciências. não se podendo falar do homem como indivíduo sem lembrar que esse indivíduo não vive sozinho. A vida em sociedade é uma necessidade da natureza humana.Doenças Sexualmente Transmissíveis. é muito importante também. Porém. principalmente nas relacionadas ao sexo. de outro a formação da . para que as adolescentes não iniciem de forma errônea o seu cotidiano. Faleiros (1986. 70) escreve sobre os homens e suas necessidades básicas ao desenvolvimento sócio-cultural: Todo ser humano tem necessidades afetivas. biologia e outras extras curriculares que venham a contribuir positivamente para o desenvolvimento das adolescentes. muitas vezes. entendemos que este processo é. e é nesta hora que entra o papel da escola enquanto formadora. a proliferação de DST . psicológicas espirituais. Pensamos que o indivíduo precisa do apoio da família nas mais diversas situações. a participação da escola neste momento. penoso para algumas famílias. é importante o dialogo aberto entre as adolescentes e seus pais. 45 viver melhor. o que possibilitará o desenvolvimento natural de sua vida sexual. p. Além da família. a orientação do educando em disciplinas afins. etc. mas sempre relacionando com outro indivíduo. que a família desde a infância.

como a prática ilegal do aborto e o risco de morrer. 46 população no controle da natalidade. 10) A liberdade sexual tornou-se mais visível através dos meios de comunicação. sem perceber a gravidade do ato impensado. que explicam o crescimento de partos mais precoces. muitas vezes discutido no cenário político nacional. As necessidades que se fazem presente no âmbito de uma gravidez precoce são inúmeras. são serviços necessários a essa intervenção para que se efetive de forma coerente e eficaz ao atendimento e a prevenção da gravidez entre as adolescentes. a gravidez na adolescência apresenta-se da seguinte forma: . para ingressar na vida adulta. a assistência médica. a introdução de estratégias para colocar a serviço dessa demanda. p. falta de informações incapacidade da menina se colocar na aula de Biologia ou se quer entender do que o professor está falando. ocorreu uma imitação da mídia ocasionando aumento da gravidez indesejada e por isso resultando em complicações. carência afetiva. uma vez que a presença de profissionais qualificados para intervir nessa situação é de extrema importância para que essa problemática possa desaparecer e.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. vida vazia. Segundo dados divulgados por FREITAS (1999). 1995. tema este. fantasia juvenis de prender o namorado. A educação. Fragilidade de uma mulher ainda em informação física é emocionalmente misturada aos apelos vindos de todos os lados. (LAGÔA. que trouxeram modificações no modo do agir e pensar da população adolescente. A ausência dos pais. a informação. estes são os motivos em algumas variações dependendo de que classe social e do grau de integração. psicológica e social. Com isso. ao mesmo tempo.

! 1 em cada 10 mulheres de 15 a 19 anos já tinham 2 filhos.1% destes filhos foram indesejados.60% QUADRO 2 BEBIDAS ALCÓOLICAS ANTES DA RELAÇÃO ENTRE 16 E 25 ANOS SIM 18. enquanto que as que . A educação também é evidenciada como fator determinante de prevenção. além de evidenciar que o número de mães que voltam a engravidar é menor do que as que não tinham nenhuma instrução sobre como é penosa a gravidez na adolescência.70% O AUTOR INFORMA AINDA QUE ! 18% das adolescentes de 15 a 19 anos já haviam ficado grávidas alguma vez. 47 QUADRO 1 USO DE PRESERVATIVO ENTRE 16 E 25 ANOS SIM 44.80% NÃO 71.4% das adolescentes com mais de 09 anos de escolaridade ou já eram mães ou estavam grávidas do 1º filho. onde a cultura e acesso à educação são mais limitados do que na zona urbana. ! 6. ! 20% das adolescentes residentes na zona rural tem pelo menos 1 filho.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. ! 13% das adolescentes residentes na área urbana tem pelo menos 1 filho. ! 1 em cada 3 mulheres de 19 anos já são mães ou estão grávidas do 1º filho. ! 49. Tais dados revelam que o maior índice de gravidez precoce ocorre na zona rural.40% NÃO 55. ! 54% das adolescentes sem escolaridade já haviam ficado grávidas. pois o maior número de adolescentes grávidas este entre as jovens sem nenhuma instrução formal.

representam um número menor de adolescentes grávidas por desinformação .GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. 48 freqüentaram um banco de escola pelo menos até o nível fundamental.

. tem aumentado os casos de gravidez na adolescência e diminuindo a idade das adolescentes grávidas. A Pesquisa Nacional em Demografia e Saúde. Percebemos que as principais causas da gravidez são o desconhecimento de métodos anticoncepcionais. 50 mil adolescentes foram parar nos hospitais públicos devido a complicações de abortos clandestinos. 14% das adolescentes já tinhas pelo menos um filho e as jovens mais pobres apresentavam fecundidade dez vezes maior. tebelinha) por que estes não deixam “rastros” e tem aquelas que engravidam para se casar. por causa da repressão familiar.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. mostrou um dado alarmante. os números demonstram que três vezes mais garotas com menos de 15 anos engravidam do que na década de 70. ou seja. as meninas de hoje engravidam mais do que as de três décadas passadas. houve aumento de 31% dos casos de meninas grávidas entre 10 e 14 anos. Nesses cinco anos. apesar das informações serem trabalhadas de forma mais aberta hoje em dia. A grande maioria dessas adolescentes não tem condições financeiras nem emocionais para assumir a maternidade e. Entre as garotas grávidas atendidas pelo SUS no período de 1993 a 1998. A gravidez ocorre geralmente entre a primeira e a quinta relação. de 1996. Quase três mil na faixa dos 10 a 14 anos. No Brasil a cada ano cerca de 20% das crianças que nascem são filhos de adolescentes. 49 CAPITULO 6 CONSIDERAÇÕES FINAIS Desde 1970. a educação dada as adolescentes faz com que elas não queiram assumir que tem uma vida sexual ativa e por isso não usam métodos contraceptivos ou usam outros de baixa eficiência (coito interrompido. muitas delas fogem de casa e quase todas abandonam os estudos.

sexual e entre o grupo. mais gravemente. sair de casa. conflitos traumáticos de relacionamento. Porém. . uma tomada de posição social. para o desenvolvimento da gravidez e para a vida do bebê. todos clandestinos e ilegais. até o nascimento de seu bebê. Pensando relativamente. a adolescência implica num período de mudanças físicas e emocionais considerado. finalmente. Não podemos descrever a adolescência como simples adaptação às transformações corporais. um momento de conflitivo ou de crise. O bem-estar afetivo da adolescente grávida é muito importante para si própria. familiar. 50 Os números são realmente assustadores. havendo rejeição. mas como um importante período no ciclo existencial da pessoa. respeito e colaboração.000 adolescentes engravidam por ano no Brasil. a expectativa é de que uma em cada 17 adolescentes engravide nos próximos meses. São mais de 600 mil partos de adolescentes no Brasil por ano. poderá correr o risco de procurar abortar. principalmente a solteira e não planejada. incompreensão e punições atrozes. precisa dispor bastante de um diálogo esclarecedor e. e algo em torno de 500 mil abortos. submeter-se a toda sorte de atitudes que “resolverão” seu problema. por alguns. Se a família da adolescente que engravida for capaz de acolher o novo fato com harmonia. da presença constante de amor e solidariedade que a ajude nos altos e baixos emocionais. comuns na gravidez. no aspecto indesejado da gravidez. A adolescente grávida. podemos estimar que 1. Com isso. precisa encarar sua gravidez a partir do valor da vida que nela habita. a adolescente poderá sentir-se profundamente só nesta experiência difícil e desconhecida. precisa sentir segurança e apoio necessários para seu conforto afetivo. a gravidez tem muito maior probabilidade de ser levada a termo normalmente e sem grandes transtornos.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. Observamos que os problemas associados com a gravidez da adolescente mulher concentram-se.100.

a elasticidade dos músculos uterinos. esse problema não e só familiar e sim também da escola. Contudo percebemos a importância de inserir a educação sexual nos currículos. um problema que deve ser tratado com mais seriedade e não deve ser subestimado. Diante de todos esses fatos percebemos que a gravidez na adolescência é. esta pode dar sua parcela de contribuição para amenizar esse problema fazendo um trabalho sistematizado de educação sexual desde as séries iniciais do Ensino Fundamental. assim como deve ser mais evidenciado nas campanhas de pré-natal como processo de amadurecimento e conscientização das responsabilidades a serem adquiridas pela futura mamãe desde a hora da concepção até a hora do parto. o dialogo. favorecendo um ambiente que permite a auto confiança. portanto. que também fica constrangido para falar sobre o assunto. enquanto formadora de opiniões. 51 Mesmo diante de casamentos ocorridos na adolescência de forma planejada e com gravidez também planejada. bastante a vontade para falar sobre o assunto. tais como o tamanho e conformidade da pelve. Não podemos nos esquecer que ainda existe um tabu muito grande nas famílias. a responsabilidade. e o mais importante. através de seus professores e funcionários. o próprio jovem. a adolescente não deixará de enfrentar a somatória das mudanças físicas e psíquicas decorrentes da gravidez e da adolescência. o respeito mútuo. tirando dúvidas de forma pertinente e ao mesmo . prejudicando com isso. além dos importantíssimos elementos psicológicos e afetivos possivelmente presentese e também o risco de adquirir o vírus da AIDS. em conversar sobre sexo com nossos adolescentes. os temores. para que os adolescentes se sintam a vontade para falar sobre o assunto.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. desinformação e fantasias da mãe excriança. por mais preparado que esteja o casal. É neste caso que entra a escola. deixarem os discentes. desde a infância. Este pode ser dificultado por problemas anatômicos e comuns da adolescente. preparar seus professores para tal missão.

a liberdade de falar e tirar todas a dúvidas sobre o assunto. Diante disso. se tratada de forma ampla. Podendo ser. como forma de evidenciar para a criança e jovem educando. é diversificada. desta forma trabalhado como disciplina da parte diversificada e fizesse um paralelo com as disciplinas da base nacional comum como CFB – ciências físicas e biológicas. que iria desde o conhecimento do seu corpo até os detalhes mais amplos do coito. 52 tempo proporcionar a abertura para que o aluno continue a perguntar sem nenhum tipo de constrangimento.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. Dessa forma. . principalmente os do ensino infantil constante debates sobre a sexualidade. além de termos como frutos futuros. e dispõe de assuntos para que se crie uma atividade paralela com nossos alunos. A sexualidade. é que a escola deve proporcionar aos seus alunos. com seus filhos. da fecundação e do prazer. gerações formadas para o debate em casa. podemos criar uma grande conscientização em nossos alunos de que as dúvidas devem ser tomadas e que eles mesmos podem mobilizar seus pais a se conscientizarem e participarem de debates nas escolas e ou orientando seus filhos dentro casa sobre os prazeres e riscos de uma relação.

Mauro. . São Paulo: Brasiliense. FREITAS. São Paulo: Abril. Rio de Janeiro: Scipione. Manual HIV / AIDS. LAGOA. A Adolescente está ligeiramente grávida e agora gravidez na adolescência. 1990. Marcelo. In Parâmetros Curriculares Nacionais. 1995. A sexualidade na Adolescência. Meninas In. São Paulo: Atual 1997. Dalmo. Campinas: Atual. São Paulo: Brasiliense.GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: O que os autores nos tem a dizer. O guia dos Curiosos. DUARTE. 1995. EDUCAÇÃO SEXUAL. 1997. Vicente de Paula. Pluralidade cultural e orientação sexual. O que é Política Social. JONES. FURLANI. RICHID.Manual de Sobrevivência. FALEIROS. v. São Paulo: Abril. São Paulo: Brasiliense. Marcelo. Rio de Janeiro: Moderna. Rio de Janeiro: Ática. Elizabete Freitas. AIDS . DARLLARI. Ministério da Educação e do Desporto. DUARTE. O que é Participação Política. Claudete E. São Paulo: Coleção e Sociedade Precisa Saber. ROMERO. Doenças Sexualmente Transmissíveis. Gilda de Castro. 1989. Márcia. 1986. Jimena. 1986. 1989. Albertina. Ana. 53 BIBLIOGRAFIA BRASIL. 1996. 10. RODRIGUES. Gravidez na Adolescência. TAKIUTT. 1990. Gravidez na Adolescência. São Paulo: Imago. 1994.

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