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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

ISTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

PEDAGOGIA E OS FUNDAMENTOS HUMANOS DA DIDÁCTICA

ZÉLIA DA SALMINA BENEDITO MAUNZE CÓDIGO: 708222058

LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO

DIDÁCTICA GERAL

1 ANO

NAMPULA, JULHO DE 2022


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(Indicação clara do 1.0
problema)
 Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
 Metodologia
adequada ao 2.0
objecto do trabalho
 Articulação e
domínio do
discurso académico
2.0
Conteúdo (expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e  Revisão
discussão bibliográfica
nacional e
2.
internacionais
relevantes na área
de estudo
 Exploração dos
2.0
dados
 Contributos
Conclusão 2.0
teóricos práticos
 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
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Normas APA  Rigor e coerência
Referências 6ª edição em das
4.0
Bibliográficas citações e citações/referências
bibliografia bibliográficas
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Índice
Introdução..........................................................................................................................4

Pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica..........................................................5

Os fundamentos.................................................................................................................5

Origem etimológica da palavra Pedagogia e Didáctica.....................................................6

Didáctica............................................................................................................................6

A relação entre Pedagogia com a Didáctica......................................................................7

Funções didácticas.............................................................................................................8

Descrição das principais funções didácticas......................................................................8

A relação entre as diferentes funções didácticas na sala de aulas...................................12

Aplicação das funções didácticas na actividade docente................................................12

Conclusão........................................................................................................................13

Bibliografia......................................................................................................................14
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Introdução
O presente trabalho, é resultado de pesquisa relacionada à vários temas concernentes a
“Didáctica Geral”, que desempenham um papel importante dentro do processo de ensino
e aprendizagem (PEA), uma vez que actuam como instrumentos que permitem que
professor ou educador, esteja consciente dos fundamentos teóricos da sua formação,
elaborando sua prática, a fim de transformar o aluno em um sujeito que responda às
exigências do ensino, tais como: analisar, interpretar, avaliar, sintetizar, comunicar, usar
diferentes linguagens, estabelecer relações, propor soluções inovadoras para as situações
com as quais defronta etc. Essa acção transformadora é fundamental ao trabalho do
professor ou educador, tendo em conta que a principal característica da educação moderna
é que o processo de ensino e aprendizagem não tem por alicerce apenas o conhecimento
trazido pelo professor ou educador, mas também toda a carga de conhecimentos que o
aluno traz a partir da leitura que ele faz do mundo em que o rodeia.
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Pedagogia e os fundamentos humanos da didáctica


 
A Pedagogia é um conjunto de estratégias, métodos e técnicas de ensino, com o
objetivo de compreender a educação, relacionados à administração escolar e à condução

de assuntos educacionais em um determinado contexto. 


A pedagogia tem como objetivo principal a melhoria no processo de aprendizagem dos
indivíduos, através da reflexão, sistematização e produção de conhecimentos. Como
ciência social, a pedagogia está conectada com os aspectos da sociedade e também com
as normas educacionais do país, de acordo com as características de idade e
de capacidade conhecimento.
A principal tarefa da Didática é estudar essas características e os métodos de ensino
correspondentes, de acordo com a ordem natural das coísas.

Os fundamentos
A finalidade da educação é conduzir o ser humano à felicidade eterna com Deus,

Todos os homens merecem a sabedoria, a moralidade e a religião.

O homem deve ser educado de acordo com seu desenvolvimento natural, isto é, de
acordo com as características de idade e de capacidade conhecimento.

Salientava a importância da educação formal nas crianças pequenas e preconizou a


criação de escolas maternais, pois essas teriam, desde cedo, a oportunidade de adquirir
as noções elementares do que deveria ser aprofundado mais tarde.

Os conhecimentos devem ser adquiridos e assimilados pelos alunos a partir da


observação das coisas e dos fenômenos, utilizando e desenvolvendo sistematicamente
os órgãos dos sentidos.

A educação deveria começar pelos sentidos, pois as experiências sensoriais obtidas por
meio dos objectos seriam internalizadas e, mais tarde, interpretadas pela razão.

Comênio defende também, na sua obra, que o professor, ao ensinar sobre um assunto,


deveria preencher as algumas etapas
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Origem etimológica da palavra Pedagogia e Didáctica.


Pedagogia

A palavra Pedagogia tem origem na Grécia antiga, paidós (criança)


e agogé (condução). No decurso da história do Ocidente, a Pedagogia firmou-se como
correlato da educação é a ciência do ensino. Entretanto, a prática educativa é um fato
social, cuja origem está ligada à da própria humanidade

A compreensão do fenômeno educativo e sua intervenção intencional fez surgir um


saber específico que modernamente associa-se ao termo pedagogia.

Assim, a indissociabilidade entre a prática educativa e a sua teorização elevou o saber


pedagógico ao nível científico. Com este caráter, o pedagogo passa a ser, de fato e de
direito, investido de uma função reflexiva, investigativa e, portanto, científica do
processo educativo. Autoridade que não pode ser delegada a outro profissional, pois o
seu campo de estudos possui uma identidade e uma problemática própria.

No entanto, o termo pedagogia, designante de um fazer escravo, somente generalizou-


se na acepção de elaboração consciente do processo educativo a partir do século XVIII,
na Europa Ocidental.

Atualmente, denomina-se pedagogo o profissional cuja formação é a Pedagogia, que


no Brasil é uma graduação e que, por parte do MEC – Ministério da Educação e
Cultura, é um curso que cuida dos assuntos relacionados à Educação por excelência,
portanto se trata de uma Licenciatura, cuja grade horário-curricular atual estipulada pelo
MEC confere ao pedagogo, de uma só vez, as habilitações em educação infantil, ensino
fundamental, educação de jovens e adultos, coordenação educacional, gestão escolar,
orientação pedagógica, pedagogia social e supervisão educacional, sendo que o
pedagogo também pode, em falta de professores, lecionar as disciplinas que fazem parte
do Ensino Fundamental e Médio, além se dedicar à área técnica e científica da
Educação, como por exemplo, prestar assessoria educacional.

Didáctica
A palavra Didática deriva-se da palavra grega didactos, que significa “instrução”. Quer
dizer, visto deste modo, a Didática desenvolveu-se como a teoria de instrução. Em sua
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Didática Magna, Coménio (veja no fim da unidade texto complementar sobre vida e
obra de Coménio) qualifica didática como a “arte de instruir”.

Etimologicamente, a Didática é a teoria de instrução. Na sua opinião, seria suficiente


qualificarmos a actividade do professor apenas como “instrução”
Como pode ver, ao falarmos de instrução, no processo de formação humana, estamos
nos posicionando principalmente do lado do desenvolvimento no individuo do:

 Saber (conhecimentos);
 Saber fazer (capacidades e habilidades).

Quer dizer, deixamos de parte o saber ser (atitudes, valores, convicções), assim como o
saber estar (comportamentos e hábitos) que são também importantes para se conseguir o
desenvolvimento integral do homem.

Alias, quando falamos da Didática, um aspecto que merece o nosso maior apreço é o de
que o processo didático se refere a actividade do professor e, neste sentido, o ensino (e
aprendizagem) tem lugar, na sua máxima intensidade e expressão, na sala de aulas,
razão pela qual a Didáctica também se designa de “teoria de ensino”; assim, através dos
seus objectivos de formação, o ensino deve incorporar a instrução (saber, saber fazer),
tal como a educação (saber ser e estar).

A relação entre Pedagogia com a Didáctica.


A didática é considerada arte e ciência do ensino, ela não objetiva apenas conhecer por
conhecer, mas procura aplicar seus princípios com a finalidade de desenvolver no
individuo as habilidades cognitivas para torná-los críticos e reflexivos. È dever de o
professor garantir uma relação didática entre ensino e aprendizagem, tendo em mente a
formação individual da personalidade do aluno. Por meio da aula o docente organiza
esse processo de ensino e transmite aos alunos o conhecimento adquirido durante seu
processo de formação. O trabalho docente é parte integral do processo educativo aos
quais os indivíduos são preparados para viver em sociedade, o educador deve formar
alunos que sejam cidadãos ativos, reflexivos, críticos e participativos na sociedade em
que vivem. A didática tem grande relevância no processo educativo de ensino e
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aprendizagem, pois ela auxilia o docente a desenvolver métodos que favoreça o


desenvolvimento de habilidades cognoscitivas tornando mais fácil o processo de
aprendizagem dos indivíduos.

Funções didácticas.
As funções didácticas são elementos ou partes que constituem a actividade principal do
processo de ensino-aprendizagem, o qual se manifesta na coordenação, subordinação,
combinação e relação destas, de modo a garantir que o PEA se realize de forma eficaz,
isto é, que as várias partes do PEA possam constituir uma unidade de conhecimentos. A
organização das funções didácticas é uma sequência lógica de aquisição e apropriação
dos conhecimentos e a sua posterior aplicação na vida prática. Uma aula é realizada
com mais de uma função didáctica. As Funções Didácticas são estudadas
separadamente, mas são aplicadas de forma interrelacionada durante uma aula.

Cada etapa ou passo da aula corresponde a uma função didáctica, que é dominante, o
que significa que pode haver o envolvimento das restantes, com o fim de, no conjunto,
elas assegurarem a eficácia da assimilação da matéria. Em cada função didáctica é
proposto o tempo da sua duração, o método dominante, o conjunto de meios e formas de
ensino e também as actividades do professor e do aluno.

Assim, as funções didácticas encontram-se interligadas e fazem parte integrante de uma


aula que compreende um sistema, sobressaindo a ideia de que, na prática docente, elas
devem ser usadas de forma integrada, ou seja, numa relação dialéctica entre todas elas.
Por esse facto, enquanto num dado momento o professor realiza uma certa função
didáctica como sendo a predominante, nela integra elementos doutras funções
didácticas.

Descrição das principais funções didácticas


 Introdução/motivação

Esta função didáctica visa a preparação e introdução da matéria, correspondendo


especificamente ao momento inicial de preparação para o estudo da matéria nova e
compreende actividades interligadas, tais como:

 Preparação prévia do professor;


 Preparação dos alunos;
 Introdução da matéria nova;
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 Colocação didáctica dos objectivos.

Antes de entrar na sala e iniciar a aula, o professor precisa de se preparar, através de


uma planificação sistemática da aula ou conjunto de aulas.

A preparação sistemática de aulas assegura a dosagem da matéria a tempo, o


esclarecimento de objectivos a atingir e das actividades que serão realizadas, bem como
a preparação dos meios de ensino adequados.

No início da aula, a preparação dos alunos visa criar condições de estudo, mobilização
da atenção, para criar uma atitude favorável ao estudo, organização do ambiente,
suscitar interesse e ligar a matéria nova à anterior.

A motivação inicial inclui perguntas para averiguar se os conhecimentos anteriores


estão efectivamente consolidados e prontos para o conhecimento novo. Aqui o empenho
do professor está em estimular o raciocínio dos alunos, instigá-los a emitir próprias
opiniões/ideias sobre o que aprenderam e fazê-los ligar os conteúdos às coisas ou
eventos do dia-a-dia.

O melhor procedimento para aplicar a introdução é apresentar a matéria como um


problema a ser resolvido. Mediante perguntas, troca de ideias/experiências, colocação
de possíveis soluções, estabelecimento de relações causa-efeito, os problemas
relacionados ao tema vão-se encaminhando para se tornarem também problemas para os
alunos na sua vida prática. Com isso, vão sendo apontados os conhecimentos que é
necessário dominar e as actividades de aprendizagem correspondentes. O professor fará,
então, a colocação didáctica dos objectivos, uma vez que é o estudo da nova matéria que
possibilitará o encontro de soluções. Os objectivos indicam o rumo do trabalho docente
e ajudam os alunos a terem certeza dos resultados a atingir.

O aluno é o agente da própria aprendizagem, isso significa que a cada conteúdo que o
professor pretenda abordar, há sempre um e outro aluno que tenha um conhecimento
mínimo sobre o assunto, e poderá então associar este conhecimento anterior ao novo
conhecimento que o professor irá abordar. É neste contexto que se privilegia a troca de
experiência dos alunos e o estabelecimento de relações de causa-efeito, porque
permitem ao aluno associar o conteúdo novo com os conhecimentos da vida prática e,
por sua vez, optimizar esses conhecimentos, ou seja, usar esses novos conhecimentos
com mais solidez ao longo das tarefas com que se deparar ao longo da vida.
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 Mediação/assimilação

Depois de suscitada a atenção e a actividade mental dos alunos na etapa anterior


(Introdução e Motivação), é o momento dos alunos familiarizarem-se com o
conhecimento que irão desenvolver e um dos procedimentos práticos é a apresentação
do conteúdo como um problema a ser resolvido, embora nem todos os conteúdos se
prestem a isso. Assim, a “Mediação e Assimilação” constituem a etapa ou passo da
Aula, onde se realiza a percepção de fenómenos ligados ao tema, a formação de
conceitos, o desenvolvimento de capacidades cognitivas de observação, imaginação e
raciocínio dos alunos.

Pode também ser percebida como sendo o momento da aula, isto é, a


função didáctica na qual o mediador dá orientações, explicações necessárias, organiza
as actividades dos alunos que os possam conduzir à assimilação activa
dos conhecimentos para desenvolver atitudes, convicções, habilidades, hábitos, etc.

É nesta fase em que os alunos devem ter amplas oportunidades de se ocupar e empenhar
com a matéria da aula, de forma activa e colaborativa.

A actividade dos alunos (seja individual, aos pares, ou em grupos) pode ser iniciada ou
seguida por uma exposição pelo professor. Desta forma, os alunos não apenas decoram
factos, mas sim adquirem e desenvolvem habilidades e competências.

A função do professor é de mediar o processo de construção do conhecimento. Assim, a


figura do professor como transmissor de conhecimentos desaparece, para dar lugar à
figura de mediador, facilitador ou orientador, concebendo o aluno como o sujeito da sua
própria aprendizagem.

 Domínio/consolidação

Esta etapa consiste na organização, aprimoramento e fixação dos conhecimentos por


parte dos alunos, a fim de que estejam disponíveis para orientá-los nas situações
concretas de estudo e de vida. Trata-se, também, de uma etapa em que, em paralelo com
os conhecimentos e através deles, se aprimora a formação de habilidades e hábitos para
a utilização independente e criadora dos conhecimentos.

A consolidação de conhecimentos e formação de habilidades e hábitos inclui exercícios,


a recapitulação da matéria, o resumo, a aplicação dos conceitos aprendidos para outros
contextos, as tarefas de casa e a sistematização.
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Entretanto, estes dependem do facto de que os alunos tenham compreendido bem a


matéria e de que estes sirvam de meios para o desenvolvimento do seu pensamento
independente, do seu raciocínio e da sua actividade mental.

Nesta etapa pretende-se conseguir o aprimoramento do novo saber dos alunos, por isso,
o professor deve criar condições de retenção e compreensão da matéria, através de
exercícios e actividades práticas para solicitar a compreensão.

Não é aconselhável apresentar aos alunos muitos conteúdos, sem que tenham a
oportunidade de pôr em prática o que têm aprendido e, muito menos, aproveitar- se do
conteúdo aprendido para as aprendizagens posteriores, através de repetição,
sistematização e aplicação.

Através da repetição o professor pode: reafirmar os conhecimentos e capacidades


fundamentais; controlar o nível da situação inicial do aluno; obter uma base para avaliar
a cada aluno ou a todo o grupo.

A aplicação é uma etapa fundamental para o processo de ensino-aprendizagem, porque


permite que haja aumento e desenvolvimento das capacidades através da resolução de
problemas e tarefas em situações analógicas e novas. Esta etapa é a ponte para a prática
profissional, visto que desenvolve as capacidades que devem possibilitar ao aluno o
poder de aproveitar a teoria e, posteriormente, pôr os seus conhecimentos no trabalho
produtivo. Daí a importância da aplicação para realizar a unidade entre a teoria e a
prática.

 Controle/avaliação

Esta etapa permite o acompanhamento de todo o processo de ensino-aprendizagem e


forma ao mesmo tempo a conclusão das unidades do ensino.

O professor pode dirigir efectivamente o processo de ensino-aprendizagem e conhecer


permanentemente o grau das dificuldades dos alunos na compreensão da matéria.

Este controle vai consistir, também, em acompanhar o PEA avaliando as actividades do


professor e do aluno em função dos objectivos definidos. Através do controlo e
avaliação, o professor pode providenciar e, se necessário, rectificar, suplementar ou
mesmo reorganizar a aprendizagem.
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Pela avaliação é possível saber-se se a aprendizagem está a efectuar-se conforme o


previsto ou não e, ao mesmo tempo, permite ao professor certificar-se sobre o que
o aluno aprendeu e, então, saber que rumo dar aos trabalhos das novas aulas (se é para
repetir, ou prosseguir dependendo da situação vivida no momento quanto ao saber,
saber fazer e saber ser-estar dos alunos).

A relação entre as diferentes funções didácticas na sala de aulas


As funções didáticas têm uma ligação entre si e se realizam isoladamente, sobrepondo-
se umas das outras durante as diferentes etapas do PEA e que geralmente uma função
didática abre o caminho para efetivação da outra e que o sucesso de uma possibilita o
sucesso da outra, assumindo-se como uma unidade, no sentido de totalidade e não de
soma e tal totalidade reflete as relações especificas de cada função didáticas com a outra
de maneira recíproca. A figura abaixo, demonstra tal reciprocidade entre as funções.

Aplicação das funções didácticas na actividade docente


As funções didáticas desempenham um papel preponderante no decurso do processo de
ensino e aprendizagem (PEA), uma vez que atuam como um instrumento que permite
que professor, esteja consciente dos fundamentos teóricos da sua área de formação
(específicos e pedagógicos), elaborando sua prática, a fim de transformar o aluno em
um sujeito que responda às exigências contemporâneas, tais como: analisar, interpretar,
avaliar, sintetizar, comunicar, usar diferentes linguagens, estabelecer relações, propor
soluções inovadoras para as situações com as quais defronta etc. Essa ação
transformadora é fundamental ao trabalho professor, tendo em conta que a principal
característica da educação atualmente é que o processo de ensino e aprendizagem não
tem por alicerce apenas o conhecimento trazido pelo professor, mas também toda a
carga de conhecimentos que o aluno traz a partir da leitura que ele faz do mundo em que
vive.
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Conclusão
Em didáctica a “exercitação” se refere a repetição de acções com o objectivo de
desenvolver capacidades e habilidades. Todos os processos físicos e psíquicos, ou seja,
todas as capacidades e habilidades do homem necessitam de exercitação para a sua
formação, aperfeiçoamento e fixação: observar, analisar, concluir, aplicar, aprender,
perceber, etc., inclusive o próprio exercitar deve ser exercitado, treinado. Exercícios
fazem os alunos penetrar mais profundamente na matéria. Assim, a exercitação é a
execução repetida de actividades (desenvolvimento de acções) com o objectivo do seu
continuo aperfeiçoamento e a mecanização parcial das habilidades e hábitos. Para além
de ter importância na formação de capacidades, a exercitação tem, indirectamente, como
objectivo a fixação e aprofundamento de conhecimentos: a exercitação está em estreita
relação com a repetição, e ambas criam condições importantes para a aplicação dos
conhecimentos e capacidades.
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Bibliografia
PILETTI, Claudino (1987) . Didáctica geral. São Paulo, Ática, (8ª.ed.)

ALTHAUS, M.T.M (2004) Ação didática no ensino superior: a docência em discussão.


(S/ed.) Rev. Teoria e Prática da Educação.

LIBÂNEO, José Carlos (1994). Didática. (S/ed.) São Paulo: Cortez.

LIBÂNEO. José Carlos. O essencial da didática e o trabalho de professor em busca de


novos caminhos. Disponível em:
http://www.ucg.br/site_docente/edu/libâneo;pdf.ensino.pdf.acesso em 23.11.2013.

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