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Realizado por: Diogo Oliveira, Diogo Carvalho e Tiago Diogo

12º Ano 2021/2022 - Prof. Nuno Calisto

Ação de campos magnéticos sobre


cargas e correntes elétricas
Introdução ao eletromagnetismo
Michael Faraday (1791-1867) descobriu os efeitos elétricos produzidos pelo magnetismo.
Através desses efeitos, chamados de indução eletromagnética, ele explicou a natureza e as
propriedades dos campos magnéticos.
Faraday explicou que o campo magnético é produzido pelas cargas elétricas geradas a
partir do atrito entre os corpos que, por sua vez, sofrem atração ou repulsão.
Foi James Clark Maxwell (1831-1879) que conseguiu reunir o conhecimento existente
acerca da eletricidade e do magnetismo.
Maxwell estudou o efeito de forma inversa àquela apresentada por Faraday. Assim,
mostrando a variação do campo elétrico sob o campo magnético, propôs 4 equações, as
chamadas equações de Maxwell, que estão inseridas no conceito de eletromagnetismo
clássico.
O físico escocês mostrou a existência dos campos eletromagnéticos. Trata-se da
concentração de cargas elétricas e magnéticas, as quais movimentam-se como ondas.
Eletromagnetismo é o ramo da física que estuda a relação entre as forças da eletricidade e
do magnetismo como um fenómeno único. Ele é explicado pelo campo magnético.

1 - Ação de campos magnéticos sobre cargas


em movimento
Bom dia a todos! Tal como os campos que temos estudado até agora, que são ….
(gravítico e elétrico), o campo magnético que vamos ver hoje mais em pormenor, também
apresenta uma força magnética, 𝐹𝑚, exercido numa partícula. Mas esta só tem força se a
tal partícula tiver carga e ao mesmo tempo uma certa velocidade, e claro também é
necessário haver campo magnético. Conseguimos deduzir o que estive a dizer a partir da
equação:

𝐹𝑚= |𝑞|𝑣𝐵𝑠𝑖𝑛α ,sendo o α o ângulo entre a 𝑣 e 𝐵 .


Também podemos deduzir que se v e B forem perpendiculares o 𝑠𝑖𝑛α=1 então a
𝐹𝑚 é máxima, e por outro lado se a 𝑣 e 𝐵 tiverem a mesma direção então 𝑠𝑖𝑛α=0 e por
isso 𝐹 é nula.
𝑚
E têm de ter atenção que a força magnética é sempre perpendicular ao plano onde
está a velocidade e o campo magnético. O sentido da força pode ser obtido a partir da regra
que já devem conhecer, denominada, regra da mão direita, por se fazer com a mão direita.
Podem ver na imagem o quão simples é, e caso a carga seja negativa então o polegar

D
Com a mesma expressão, tirando o 𝑠𝑖𝑛α obtemos a multiplicação de
vetores, ou produto vetorial 𝐹𝑚= 𝑞𝑣 × 𝐵 Nesta expressão 𝑞 não
representa o módulo por isso pode ser negativo ou
positivo, e podemos observar que é uma expressão
mais simplificada para observarmos o produto dos
vetores: 𝑐 = 𝑎𝑏 𝑠𝑖𝑛α (pag 200 final?)

E como podem ver por estas figuras (vetores ou anterior), o


vetor velocidade é sempre perpendicular à força magnética,
logo o módulo da velocidade não altera, só a direção, por
esta razão conclui-se que a energia cinética de uma partícula
não é alterada, ou seja, o trabalho realizado pela força
magnética é nulo.

Se se lembram, a unidade do campo magnético é o


Tesla (T), e de repente 1T parece muito pouco mas na
verdade é muito forte. Analisando o quadro da página 201 podem observar isso.
Nota: A força magnética é a única, comparativamente à força gravítica e força elétrica, que
é perpendicular ao seu respetivo campo pois as outras têm a mesma direção.
Agora analisando as diferentes direções que uma partícula lançada pode ter em
relação ao campo magnético podemos ter três casos:
● Terem a mesma direção;
● Direção perpendicular ao campo;
● Direção não coincidente com a do campo, nem é perpendicular nem tem a mesma
direção;
1- Como a direção do campo coincide com a da velocidade, então a força magnética
vai ser igual a 0, a partícula vai então ter movimento retilíneo uniforme;

2- Sendo a direção da velocidade da partícula perpendicular ao campo então a força


magnética é máxima. Como a força resultante vai ser igual a força magnética vai ter
apenas aceleração centrípeta e como se mantêm constantes cujo sentido depende
do sinal da carga, tendo assim um movimento circular uniforme.

3- Quando a direção da partícula faz um ângulo diferente de 0º, 90º e 180º então
podemos dividir a velocidade em duas componentes, uma paralela e outra
perpendicular ao campo magnético. E este caso vai ser a junção das duas primeiras
situações, ou seja, uma componente tem movimento retilíneo uniforme e outra tem
movimento circular uniforme. As duas juntas originam uma trajetória helicoidal, forma
uma hélice.
2 - Ação simultânea de campos magnéticos e
elétricos sobre cargas em movimento
Avançando para a ação simultânea de campos magnéticos e elétricos sobre cargas
em movimento. Quando ambos os campos, elétrico e magnético, atuam sobre uma partícula
carregada, fica sujeita à resultante de ambas as forças, chamada de força de Lorentz:

Algumas das suas aplicações incluem um seletor, ou filtro, de velocidades. Este


permite filtrar partículas de igual velocidade através da ação conjunta de um campo elétrico
e de um campo magnético perpendiculares.

𝐸
Quando 𝑣 = 𝐵
, as partículas não sofrem desvio. Quando 𝑣 é superior, as partículas
são desviadas para a placa de cima, e vice-versa.

Outra aplicação comum, é o espectrómetro de massa, um aparelho que permite a


medição de massas de isótopos ou radicais moleculares.
Partículas com a mesma velocidade, ao entrarem numa região onde existe um
campo magnético, vão descrever trajectórias semicirculares, cujo raio depende da sua
massa e da sua carga.

Assim podendo-se identificar isótopos, tal como a sua abundância relativa,


comparando a quantidade de iões que atinge o detetor.
Nos aparelhos modernos, a película fotográfica é substituída por um ou mais
detetores. Um feixe de iões entra, através das fendas, no seletor de velocidades onde 𝐸 e
𝐵₁ são as intensidades dos campos, elétrico e magnético, perpendiculares entre si. Só
𝐸
entrarão no espectrómetro os iões com velocidades 𝑣 = 𝐵₁
.
𝑚𝑣
Se 𝐵₂ for a intensidade do campo magnético no espectrômetro, então 𝑅 = |𝑞|𝐵₂
.
Substituindo o valor de v, tem-se que:

Conhecendo as intensidades dos três campos (𝐸, 𝐵₁ e 𝐵₂) e medindo o raio da


|𝑞|
trajetória, 𝑅, obtém-se 𝑚
.

3 - Ação de campos magnéticos sobre


correntes elétricas

O campo magnético manifesta-se por forças sobre partículas com carga e em


movimento. Como a corrente elétrica é formada por cargas em movimento, os fios
atravessados por corrente elétrica sofrem a ação de campos magnéticos, manifestada pelas
forças magnéticas e pelas forças magnéticas exercidas sobre eles.

Intensidade da força magnética, Fm :


A força será máxima se B for perpendicular ao fio:

A força será nula se B tiver a mesma direção do fio:

Para definirmos qual é a direção e o sentido da força, introduzimos um vetor L com


as seguintes características:

● tem direção coincidente com o fio retilíneo percorrido pela corrente;


● tem sentido igual ao sentido convencional da corrente elétrica;
● tem módulo igual ao comprimento L do fio percorrido por corrente.

A Lei de Laplace, definida a partir de um produto vetorial, permite não só obter a


intensidade da força magnética sobre um fio condutor (conhecida por força de Laplace),
como também obter a direção e o sentido dessa força:

Força magnética, Fm :

Direção: perpendicular a L ( ou seja, ao fio) e a B.


Sentido dado por uma das regras:

● Regra da mão: quando se curvam os dedos no sentido de L para B ( tendo os dois


vetores o mesmo ponto de aplicação), o polegar aponta no sentido de Fm.

A força de Laplace é equivalente à força magnética exercida sobre uma carga em


𝑄
movimento. Como a corrente é 𝐼 = ∆𝑡
, sendo 𝑄 a carga que passa no intervalo de tempo ∆𝑡
e como ( é chamada velocidade de deriva dos eletrões), então

.
Ou seja, a força magnética, ,é equivalente à força de Laplace,
.

Bibliografia:
Ação de campos magnéticos sobre cargas
Eletromagnetismo
O que é Eletromagnetismo? - Toda Matéria
Ação de campos magnéticos e elétricos sobre cargas

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