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Disciplina: Resistência dos Materiais I

Professor: Hebert Oliveira Santos

Aula 05 – Deformação Axial Para


Problemas Estaticamente
Indeterminados
Problemas estaticamente indeterminados

Há muitos problemas nos quais as forças internas não podem ser


determinadas apenas por meio da estática. Na verdade, na maioria
desses problemas as próprias reações, que são forças externas, não
podem ser determinadas simplesmente desenhando-se o diagrama
de corpo livre do componente e escrevendo as equações de
equilíbrio correspondentes. As equações de equilíbrio devem ser
complementadas por relações que envolvem deformações
obtidas considerando-se a geometria do problema. Como as
equações da estática são incapazes de determinar as reações ou as
forças internas, dizemos que os problemas desse tipo são
estaticamente indeterminados. Os exemplos problema.
Exemplo 1
Uma barra de comprimento L, seção transversal de área A1, e
módulo de elasticidade E1, foi colocada dentro de um tubo do
mesmo comprimento L, mas de seção transversal de área A2 e
módulo de elasticidade E2. Qual é a deformação da barra e do tubo
quando uma força P é aplicada em uma placa lateral rígida como
mostra a figura?
Exemplo 1
Exemplo 2
Uma barra AB de comprimento L e
seção transversal uniforme está
ligada a suportes rígidos em A e B
antes de ser aplicada uma força.
Quais são as tensões nas partes AC
e BC em razão da aplicação de uma
força P no ponto C?
Exemplo 2
Método da Superposição

Observa-se que uma estrutura é estaticamente indeterminada


sempre que ela é vinculada por mais suportes do que aqueles
necessários para manter seu equilíbrio. Isso resulta em mais
reações desconhecidas do que equações de equilíbrio disponíveis.
Muitas vezes é conveniente designar uma das reações como
redundante e eliminar o suporte correspondente. Como as condições
estabelecidas no problema não podem ser alteradas arbitrariamente,
a reação redundante deve ser mantida na solução.
Contudo, ela será tratada como uma força desconhecida que,
juntamente com outras forças, deve produzir deformações
compatíveis com as restrições originais.
A solução real do problema é obtida considerando-se
separadamente as deformações provocadas pelas forças e pela
reação redundante e somando ou superpondo os resultados obtidos.
Exemplo 3
Seja a barra de aço,
presa em ambas as
extremidades por apoios
fixos, submetida ao
carregamento indicado.
Determine o valor das
reações nesses apoios.
Exemplo 3
Exemplo 3
Exemplo 3
Exemplo 3
Exemplo 4
Determine as reações em A e B para a barra de aço. Considere o
mesmo carregamento do exemplo anterior e suponha, agora, que
exista uma folga de 4,5 mm entre a barra e o apoio B antes de aplicar
o carregamento. Suponha E=200 GPa.
Exemplo 5

As barras CE de 12 mm de diâmetro e DF
de 20 mm de diâmetro estão ligadas à
barra rígida ABCD conforme mostra a
figura. Sabendo que as barras são feitas
de alumínio e usando E 70 GPa,
determine (a) a força em cada barra
provocada pela força mostrada na figura e
(b) o deslocamento correspondente do
ponto A.
Exemplo 5
Exemplo 5
Referência base utilizada:
“MECÂNICA DOS MATERIAIS – Ferdinand P. Beer / E. Russel
Johnston, Jr / John T. DeWolf / David F. Mazurek – QUINTA
EDIÇÃO (5ed) – Editora McGrawHill

Próxima aula:
Coeficiente de Poisson / Carregamento multiaxial (lei de
Hooke generalizada).

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