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Telecurso 2000 - Matemática - 1º grau

Telecurso 2000
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Matemática - Ensino Fundamental (1º grau)

Volume 1 - Sumário
A disponibilização deste volume está em fase de negociação com a Fundação
Roberto Marinho.

Apresentação

01. Por que aprender matemática?


02. Árvores na solução de problemas
03. Números do nosso dia-a-dia
04. Nosso sistema de numeração
05. Somar e diminuir
06. A conta de mais
07. A conta de menos
08. Somando "de cabeça"
09. Multiplicar e dividir
10. Multiplicando "de cabeça"
11. A conta de vezes
12. O que é medir?
13. A conta de dividir
14. Usando padrões para medir
15. As coisas têm área, volume e forma
16. Números com vírgula
17. Sistemas de medidas
18. Somar e diminuir números com vírgula
19. Multiplicar e dividir por 10, 100, 1.000
20. Dividir sem deixar resto

Gabaritos das perguntas e exercícios

Volume 2 - Sumário
A disponibilização deste volume está em fase de negociação com a Fundação

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Telecurso 2000 - Matemática - 1º grau

Roberto Marinho.

21. Usando a máquina de calcular


22. Múltiplos e divisores
23. Trabalhando com múltiplos
24. Frações
25. Frações diferentes, quantidades iguais
26. Quem é maior?
27. Fração ou número com vírgula
28. Quantos por cento?
29. Construindo o pensamento geométrico
30. Perpendiculares e paralelas
31. O que é ângulo
32. Um pouco mais sobre ângulos
33. Ângulos do triângulo
34. Tirando a média
35. Frações na música
36. Números menores que zero
37. Localizando um ponto no mapa
38. Somando números com sinais
39. Lucro e prejuízo
40. A máquina tem outros recursos

Gabaritos das perguntas e exercícios

Volume 3 - Sumário

41. Triângulos
42. O quadrado e outros quadriláteros
43. Polígonos e mosaicos
44. A linguagem matemática
45. O círculo e o número pi
46. Novamente frações
47. Números proporcionais
48. O teorema de Tales
49. Figuras semelhantes
50. Proporção inversa
51. Regra de três
52.Introdução à álgebra
53. Calculando áreas
54. Potências e raízes
55. O teorema de Pitágoras
56. Aplicação do teorema de Pitágoras
57. A área do círculo
58. Calculando volumes
59. Organizando os números

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60. A reta e os números reais

Gabaritos das perguntas e exercícios

Volume 4 - Sumário

61. Revendo as operações


62. Expressões algébricas
63. Equações do 1º grau
64. Operações com frações
65. Eliminando denominadores
66. Gráfico de uma equação
67. Inequações do 1º grau
68. Sitemas do 1º grau
69. Gráfico de um sistema
70. Equacionando problemas - I
71. Operando com potências
72. Produtos notáveis
73. Fatoração
74. Equação do 2º grau
75. Deduzindo uma fórmula
76. Equacionando problemas - II
77. Aumentos e descontos sucessivos
78. Revisão I : Representação gráfica
79. Revisão II : Geometria
80. Revisão III : Operações e suas aplicações

Gabaritos das perguntas e exercícios

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Telecurso 2000 - Matemática - 1º grau

Agradecemos à FIESP e à Fundação Roberto


Marinho pela cessão dos direitos de uso sem
fins lucrativos do material do Telecurso 2000.

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A UA UL L AA

41
41
Triângulos

Para pensar O triângulo é uma figura geométrica muito


utilizada em construções. Você já deve ter notado que existem vários tipos de
triângulo. Observe na armação do telhado os tipos diferentes que você pode
encontrar. Tente contar quantos triângulos existem nessa armação.

Nossa aula Você já sabe que o triângulo é uma figura geométrica de:

vértice

lado
lado
®

vértice
ângulos
® ®
lado

vértice
Para falar desses elementos dos triângulos, a Matemática usa uma conven- A U L A
ção universal. Com letras maiúsculas representamos os vértices, pois eles são
pontos do plano. E assim temos, por exemplo:
C 41
l Os pontos A, B e C são os vértices
vértices.
l Os segmentos AB, BC e AC são os lados
lados.
l Â, B e C são os ângulos do triângulo.
A B
Você também já viu, na 1ª fase de seu curso, que:

A soma dos ângulos internos de um triângulo é sempre igual a 180º.

Veja os exemplos abaixo:

45º
30º
60º

45º 60º 60º 60º


90º + 45º + 45º = 180º 90º + 30º + 60º = 180º 60º + 60º + 60º = 180º
Assim, se você conhece dois ângulos de um triângulo, pode sempre desco-
brir a medida do terceiro ângulo. Vejamos como seria resolvido esse problema
usando os mesmos exemplos acima.

? O ângulo cuja medida é


180º - (90º + 45º) =
desconhecida mede 45º, pois é
= 180º - 135º =
= 45º quanto falta à soma dos outros
dois para completar 180º.
45º

O resultado é encontrado
30º 180º - (90º + 30º) = subtraindo-se de 180º (total da
= 180º - 120º =
soma) a soma dos ângulos que
= 60º
você já conhece.
?

Neste exemplo, você não


? conhece nenhum dos três ângulos,
180º mas sabe que os três possuem
= 60º
3 medidas iguais. Basta então divi-
? ? dir o total por 3.
A U L A Classificação dos triângulos

41 Como os triângulos não são todos iguais, podemos separá-los em grupos que
tenham características comuns, ou seja, podemos classificá-los. Usam-se dois
tipos de classificação: pelos ângulos ou pelos lados.

Classificação quanto aos ângulos

acutângulo retângulo obtusângulo

Com um esquadro, verifique, nos exemplos acima, se os ângulos são agudos


(menores que o ângulo reto), retos ou obtusos (maiores que o ângulo reto). Veja:

l O triângulo acutângulo possui os 3 ângulos agudos.

l O triângulo retângulo possui 1 ângulo reto e 2 ângulos agudos.

l O triângulo obtusângulo possui 1 ângulo obtuso e 2 ângulos agudos.

Classificação quanto aos lados

A
A

3 cm 3 cm 4 cm 4 cm 3,5 cm 4 cm

B C B C B C
3 cm 3 cm 3 cm

Você pode confirmar com a régua as medidas dos lados destes triângulos:

l O triângulo equilátero possui os 3 lados com a mesma medida.

l O triângulo isósceles possui 2 lados com a mesma medida e o terceiro lado


com medida diferente.

l O triângulo escaleno possui os 3 lados com medidas diferentes.


A U L A

41
Observações

1. Quando um triângulo é equilátero ele é também equiângulo


equiângulo, isto é,
seus três ângulos possuem a mesma medida.
A

3 cm 60º 3 cm AB = AC = BC = 3 cm (equilátero)

 = B = C = 60° (equiângulo)
60º 60º
B C
3 cm

2. No triângulo isósceles
isósceles, o lado que possui medida diferente é chama-
do de base e os ângulos que os lados com medidas iguais formam com
a base têm a mesma medida.
A

AB = BC = 3,5 cm
3,5 cm 3,5 cm BC = base = 3 cm
B = C = 65°

65º 65º
B C
3 cm

Construção de um triângulo pelas medidas de seus lados

Mesmo conhecendo as três medidas dos lados, nem sempre conseguimos


construir um triângulo. Você pode usar palitos ou varetas de vários tamanhos e
ver o que acontece na prática.
Vamos mostrar com três exemplos algumas situações que você vai encontrar
na prática. Você descobrirá que existe uma relação entre as medidas dos lados
que possibilita a construção de um triângulo. Vamos lá!

EXEMPLO 1

É possível construir um triângulo quando seus lados medem 8 cm, 4 cm e 3 cm?

4 cm

3
cm

8 cm
A U L A Observe que, se “fixarmos” nas extremidades do lado maior os lados
menores, não conseguiremos encontrar uma posição para que eles se encon-

41 trem e formem um triângulo.


Isso ocorre porque a soma das medidas dos lados menores (3 + 4 = 7) é menor
do que a medida do lado maior (8): 8 > 3 + 4

EXEMPLO 2

Vamos tentar então aumentar um dos lados menores e verificar o que


acontece. Façamos os lados medindo 8 cm, 4 cm e 4 cm.

4 cm 4 cm

8 cm

Como no exemplo anterior se “fixamos” as extremidades para procurar a


posição que formará o triângulo veremos que os dois lados menores (4 cm cada
um) só se encontrarão sobre o lado maior (8 cm). Isso ocorre porque: 8 = 4 + 4

EXEMPLO 3

Vamos agora utilizar lados com 8 cm, 5 cm e 4 cm.

4 cm 5 cm

8 cm
Nesse caso é possível construir um triângulo, pois quando “giramos” os
lados menores com extremidades presas no lado maior eles se encontram
formando o triângulo. Note que: 8 < 5 + 4

Conclusão
Para verificar a existência de um triângulo quando são conhecidas as
medidas de seus três lados, basta verificar se a soma das medidas dos
dois lados menores é maior que a medida do lado maior. Mais for-
malmente dizemos que:

Em qualquer triângulo, a medida de um lado deve ser sempre


menor que a soma das medidas dos outros dois lados.
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Observe os triângulos abaixo e classifique-os quanto aos ângulos e quanto
aos lados.
41
a) b)
45º 3,5 cm 60º 3,5 cm
4 cm 5,5 cm 60º 60º

45º 3,5 cm
4 cm

c) d) 4 cm 4 cm
110º
20º 6 cm 35º 35º
4 cm 130º 7 cm
30º
3 cm

e) 30º f) 60º
6,4 cm 3 cm
3,2 cm 60º
50º 70º

6 cm

Exercício 2
Use a régua para medir os lados dos triângulos abaixo e classifique-os
quanto aos lados.

a) b) c)

Exercício 3
Use o transferidor (ou um ângulo reto qualquer), meça os ângulos e classi-
fique os triângulos quanto aos ângulos:

a) b)

c)
A U L A Exercício 4
Determine a medida do terceiro ângulo:

41 a) b) c) ?

?
?

43º 52º 28º 60º 70º 70º

Exercício 5
Num triângulo equilátero, quanto mede cada ângulo?

Exercício 6
Num triângulo isósceles, os ângulos da base medem 50º cada um. Quanto
mede o outro ângulo?

Exercício 7
Num triângulo isósceles, o ângulo diferente mede 110º. Quanto medem os
outros dois ângulos?

Exercício 8
Observe a figura abaixo. O ângulo marcado com a letra a , obtido quando
prolongamos um dos lados do triângulo, é chamado ângulo externo
externo. Neste
exemplo,

40º a

50º

a) Quanto mede a ?
b) Como você obteve essa medida?
c) Que relação ela tem com os ângulos do triângulo?

Exercício 9
Verifique se sua conclusão é válida para estes outros exemplos:

a) b)

a 50º

100º
a 70º
50º 30º 60º

Exercício 10
Verifique se existem triângulos cujos lados tenham as medidas abaixo:
a) 7 cm, 10 cm e 15 cm
b) 6 cm, 6 cm e 6 cm
c) 4 cm, 5 cm e 10 cm
d) 3 cm, 7 cm e 10 cm
AUU
A L AL A

42
42
O quadrado e outros
quadriláteros

Para pensar

No mosaico acima, podemos identificar duas figuras bastante conhecidas:


o quadrado
quadrado, de dois tamanhos diferentes, e o retângulo
retângulo.

As duas figuras possuem quatro ângulos internos iguais e retos, portanto Nossa aula
medem 90º cada um.
Além disso, o quadrado tem os quatro lados iguais e o retângulo tem dois
pares de lados iguais chamados lados opostos
opostos.
Vejamos como se representam as observações acima:
B C
F G

E H
A D

No quadrado ABCD: AB = BC = CD = AD _ lados iguais


Â=B=C=D _ ângulos iguais

No retângulo EFGH: EF = GH _ lados opostos iguais


FG = EH _ lados opostos iguais
Ê=F=G=H _ ângulos iguais
A U L A Veja, agora, um outro mosaico formado por uma figura de quatro lados
também conhecida:

42

Essa figura, chamada losango


losango, possui os quatro lados iguais e dois pares de
ângulos iguais, os ângulos opostos.
S
No losango RSTU:
R T
RS = ST = TU = UR _ lados iguais
R=T _ ângulos opostos iguais
S=U _ ângulos opostos iguais
U
Outra figura de quatro lados que possui também dois pares de ângulos
iguais é o paralelogramo
paralelogramo. Note que seus lados opostos são iguais dois a dois,
como no retângulo.

No paralelogramo MNOP:
N O
MN = OP
NO = MP } dois pares de lados
opostos iguais

M
N
= O
= P } dois pares de ângulos
opostos iguais
M P

Todas as figuras apresentadas nesta aula são chamadas de quadriláteros


(quadri = quatro e láteros = lados).
Veja um resumo das características (propriedades) dessas figuras:

4 LADOS APENAS LADOS 2 PARES DE 4 ÂNGULOS APENAS


IGUAIS O POSTOS IGUAIS LADOS OPOSTOS IGUAIS ÂNGULOS
PARALELOS OPOSTOS IGUAIS

´ ´ ´

´ ´ ´

´ ´ ´

´ ´ ´

Observe que na 3ª coluna aparece uma propriedade comum a todas as


figuras, ou seja, as quatro possuem dois pares de lados opostos paralelos. Por
isso, são chamadas de paralelogramos
paralelogramos. Portanto:

Os paralelogramos são quadriláteros que possuem dois pares


de lados opostos paralelos.
O trapézio não é um paralelogramo, pois é quadrilátero que tem apenas um A U L A
par de lados opostos paralelos
paralelos, que chamamos de bases
bases. Veja alguns tipos de
trapézio:
C D G H L M 42
A B E F I J
(1) (2) (3)
O trapézio 1 tem os lados AB e CD paralelos, sendo AB a base maior e CD
a base menor
menor. Os outros dois lados não são paralelos mas são iguais, isto é,
AC = BD. Esse é o trapézio isósceles
isósceles.
O trapézio 2 tem o lado EG perpendicular às bases formando, portanto,
ângulos retos Ê e G. Esse é o trapézio retângulo
retângulo.
O trapézio 3 tem os dois lados não paralelos desiguais, isto é, IL ¹ JM. Esse
é o trapézio escaleno
escaleno.
Essa classificação dos trapézios tem uma analogia (semelhança) com a
classificação dos triângulos vista na aula anterior, lembra-se? Assim fica fácil
lembrar de nomes novos.
Vamos conhecer agora um elemento dos quadriláteros que não existe nos
triângulos: a diagonal.

Diagonal de um quadrilátero é o segmento de reta que liga


dois vértices não consecutivos.

No retângulo ABCD, os vértices não consecutivos são A e C, e B e D. Veja


a figura: B C

AC e BD são as diagonais

A D
No retângulo as diagonais são iguais e se cortam ao meio
meio.
Faça você as outras figuras (paralelogramos) e conclua as propriedades
das diagonais.
Confira suas conclusões com a tabela abaixo.

DUAS DIAGONAIS DUAS DIAGONAIS DIAGONAIS DIAGONAIS QUE SE


IGUAIS DESIGUAIS PERPENDICULARES CORTAM AO MEIO

´ ´ ´

´ ´

´ ´ ´

´ ´

Observe que na 4ª coluna aparece a propriedade comum às diagonais dos


paralelogramos:

As diagonais dos paralelogramos se cortam ao meio.


A U L A Soma dos ângulos internos de um quadrilátero qualquer

42 Já sabemos que em qualquer triângulo a soma dos três ângulos internos é


180º.
Um quadrilátero é convexo quando uma das diagonais fica totalmente no
interior do quadrilátero, como na figura.
Quando traçamos uma das diagonais de um quadrilátero, ele fica dividido
em dois triângulos:
N

O
L

A soma dos ângulos do triângulo LMO, assim como a soma dos ângulos do
triângulo LNO, é igual a 180º.
Somando-se os ângulos dos dois triângulos, encontramos a soma dos
ângulos do quadrilátero. Portanto, 180º + 180º = 360º.

A soma dos ângulos internos de um quadrilátero convexo é 360º

Curiosidade!
Usando recortes e colagens, podemos mostrar com bastante facilidade
que a soma dos ângulos internos de um triângulo qualquer é igual a
180º e que a dos quadriláteros convexos vale 360º, como nas figuras
abaixo.

1 1

1
2 3 2 3 2 3

3 3
2
2

1 4 1 4

1
4

3 2
Exercícios
A U L A
Exercício 1
Como se chama o quadrilátero:
42
a) Que possui os lados opostos iguais?

b) Que possui somente um par de lados paralelos?

c) Que possui os quatro ângulos iguais a 90º?

d) Que possui as diagonais iguais cortando-se ao meio?

Exercício 2
Complete a tabela com o que se pede:

FIGURAS GEOMÉTRICAS PONTOS EM COMUM DIFERENÇAS

Exercício 3
Desenhe:

a) Um quadrilátero com quatro lados iguais que não seja um quadrado.


Diga seu nome.

b) Um quadrilátero com quatro ângulos iguais que não seja um quadrado.


Diga seu nome.

c) Um quadrilátero que tenha somente dois ângulos retos. Diga seu nome.

d) Um quadrilátero cujas diagonais cortam-se ao meio mas não são iguais.


A U L A Exercício 4
Nesta figura quadriculada existe um total de 5 quadrados.

42 Temos um quadrado de 2 · 2 e 4 quadrados de 1 · 1.

Descubra quantos quadrados existem nos seguintes quadriculados:

a) b)

Exercício 5
Desenhe em papel quadriculado 4 triângulos retângulos iguais a este:

a) Recorte-os.
b) Agora desenhe, em papel quadriculado, um quadrado. A medida do lado
do quadrado deve ser igual à medida do lado menor do triângulo que
você recortou.
c) Recorte também esse quadrado. Você construiu um quebra-cabeça
com 5 peças.

Atividades:
l Construa com 2 peças do seu quebra-cabeça:
− um paralelogramo;
− um retângulo.
l Registre as soluções encontradas em papel quadriculado.
l Com 3 peças de seu quebra-cabeça, forme:
− um paralelogramo;
− um retângulo.
l Registre as soluções encontradas em papel quadriculado.
l Utilizando as 5 peças, tente formar figuras diferentes e registre-as em
papel quadriculado.

Exercício 6
Sabendo que um dos ângulos de um paralelogramo mede 45º, calcule os
outros três ângulos.
AUU
A L AL A

43
43
Polígonos e mosaicos

A regularidade de formas encontradas na


natureza tem chamado a atenção do ser humano há muitos séculos. Ao
Para pensar
observar e estudar essas formas, o homem tem aprendido muitas coisas.
Com as abelhas, por exemplo, ele compreendeu que o formato dos favos de
mel é muito bom para guardar objetos com grande economia de espaço.

Exemplos da aplicação do formato das colméias são blocos de calçamento


e suportes de garrafas para o armazenamento de bebidas alcóolicas em adegas.

Esse mesmo formato também é


encontrado na cabeça de um tipo de
parafuso chamado pelos mecânicos e
técnicos de parafuso sextavado
sextavado.
Na geometria, parte da Matemá-
tica que estuda as figuras, essa forma
é chamada de hexagonal
hexagonal.
Nossa
A U aula
L A O hexágono e as outras formas geométricas

43 No revestimento de pisos e paredes de uma casa muitas vezes usamos


ladrilhos (lajotas ou azulejos) de diferentes formatos, além da forma hexagonal.
Veja os desenhos:

Formato hexagonal Formato quadrangular

Formato retangular Composição entre formatos


quadrangular e hexagonal

As figuras que aparecem nesses revestimentos são chamadas, pela Matemá-


tica, de polígonos
polígonos. Os polígonos são figuras geométricas planas e podem ser
classificados como regulares ou irregulares
irregulares. No quadro abaixo, apresentamos
alguns exemplos.

POLÍGONOS REGULARES: LADOS E POLÍGONOS IRREGULARES: LADOS E


ÂNGULOS TÊM A MESMA MEDIDA ÂNGULOS NÃO TÊM A MESMA MEDIDA

triângulo quadrado

triângulo quadrilátero

pentágono hexágono

pentágono

heptágono octógono

eneágono decágono hexágono heptágono


A U L A
Observação
Se você traçar as diagonais dos polígonos anteriores, vai perceber que,
em alguns, elas ficam no interior e, em outros, ficam no exterior do
polígono. Veja o exemplo:
43

Todas as diagonais no Pelo menos uma diagonal


interior do polígono. no exterior do polígono.
Quando um polígono possui todas as suas diagonais na parte interior, ele
é chamado de polígono convexo
convexo. E quando pelo menos uma diagonal
fica na parte exterior, ele é chamado de polígono não convexo ou
côncavo
côncavo.

A soma dos ângulos de um polígono

Num polígono o número de lados é sempre igual ao número de ângulos.

Na Aula 41 você aprendeu que a soma dos ângulos internos de um


triângulo é igual a 180º. Agora vamos ver como calcular a soma dos ângulos
de um polígono qualquer, como por exemplo do:

Pentágono (polígono de 5 lados)

Vamos desenhar um pentágono convexo qualquer, escolher um de seus


vértices e traçar as diagonais que saem desse vértice, como mostra a figura:

Observe que, ao fazermos isso, o pentágono ficou dividido em três triân-


gulos. Como em cada triângulo a soma dos ângulos é igual a 180º, então para
calcular a soma dos ângulos do pentágono podemos fazer: 3 . 180º = 540º540º.
Portanto:

A soma dos ângulos internos de um pentágono convexo qualquer é igual


a 540º.
A U L A Hexágono (polígono de 6 lados)

43 Agindo de forma análoga, observamos que as diagonais dividem o hexá-


gono convexo em quatro triângulos:

Nesse caso, a soma total é calculada assim: 4 . 180º = 720º


720º. Portanto:

A soma dos ângulos internos de um hexágono convexo qualquer é igual


a 720º.

Esse processo também pode ser aplicado a outros polígonos convexos, de


7, 8, 9 ou mais lados. Experimente!

Os ângulos do hexágono regular


Observe a figura abaixo:

Ela é formada por hexágonos regulares que se encaixam sem se sobrepor


ou deixar vãos. A esse tipo de composição costuma-se dar o nome de mosaico
mosaico.
Neste mosaico, cada um dos vér-
tices é vértice de três hexágonos ao
mesmo tempo, como mostra a figura
ao lado. Todos os hexágonos são regu-
lares, isto é, possuem lados e ângulos  B
de mesma medida, o que significa que
 = B = C. Além disso, a soma desses
três ângulos é igual a 360°, ou seja,
eles formam um ângulo de uma volta
C
completa: Â + B + C =360° . Então, cada
um desses ângulos éigual a 360° ¸ 3 =
120º.
Você poderá chegar a essa mesma conclusão de outra maneira. Você acabou
de aprender que a soma dos ângulos internos de um hexágono qualquer é igual
a 720º. No caso do hexágono regular, basta fazer 7 2 0 º ¸ 66, isto é, 1 2 0 ºº.

Atenção!
Esse processo é válido também para outros polígonos regulares.
Por que não se fazem ladrilhos pentagonais? A U L A

Você já viu que é possível revestir o piso ou as paredes de uma casa com
ladrilhos de um único tipo
tipo. Podemos revestir uma parede usando, por exemplo, 43
apenas ladrilhos quadrados ou, então, usando só ladrilhos com a forma de
hexágonos regulares.

Será que é possível revestir uma parede


usando apenas ladrilhos com a forma de
pentágonos regulares? Você pode responder a
essa pergunta fazendo o seguinte: recorte em
uma folha de papel vários pentágonos iguais
ao que está na figura ao lado. Em seguida, tente
ajustá-los como se fossem ladrilhos. Será que
você vai conseguir um encaixe perfeito?

Já sabemos que é possível revestir uma


parede usando apenas ladrilhos quadrados,
pois os ângulos dos quadrados se encaixam
perfeitamente, sem que haja sobra. Isso acon-
tece porque cada um destes ângulos é igual a
90º, e 90 é divisor de 360
360.

Já sabemos também que é possível revestir uma parede usando apenas


ladrilhos em forma de hexágonos regulares, pois os ângulos dos hexágonos
regulares encaixam-se perfeitamente, sem que haja sobra. Isso acontece porque
cada um desses ângulos é igual a 120º, e 120 é divisor de 360
360.
Portanto, para saber se é possível fazer revestimentos usando apenas
ladrilhos com a forma de pentágonos regulares, devemos calcular a medida dos
ângulos de um pentágono regular e, em seguida, verificar se essa medida é ou
não um divisor de 360.

Lembre-se de que a soma dos ângulos de


um pentágono dá 540º. Quando um
pentágono é regular
regular, todos os seus 5 ângulos
são iguais (veja a figura ao lado). E, se a soma
desses ângulos dá 540º, cada um deles é igual
a 540º ¸ 5, ou seja, 108º. Vamos verificar então
se 108 é ou não um divisor de 360. Temos:

360 108
36º
36 3
108º 108º
A divisão não é exata e, portanto, 108 não é
108º divisor de 360
360. Haverá, então, sobra quando
tentarmos encaixar os pentágonos regulares.
Logo, não é possível fazer revestimentos usan-
do apenas ladrilhos com a forma de pentágonos
regulares, como se pode ver na figura acima.

Texto extraído do Jornal do Telecurso 1 º Grau . Fundação Roberto Marinho, Ministé-


rio da Educação e Cultura e Fundação Universidade de Brasília, 1989.
A U L A Curiosidade!

43 Num artigo da Revista do Professor de Matemátic a - nº 4, os


professores Imenes e Jakubovic escreveram sobre o formato dos para-
fusos, apresentando algumas questões interessantes:

1. “Num parafuso, o polígono presente é sempre regular.”


Isso se dá por uma razão simples: seria muito inconveniente apertar
e desapertar um parafuso que não fosse regular, pois a chave precisa-
ria ser especial para aquele parafuso e ela voltaria a se encaixar
somente após uma rotação de 360º, como mostra a figura:

2. “O parafuso mais conveniente é o sextavado.”

Parafuso sextavado Outros tipos de parafusos

“Com o parafuso sextavado, completamos um passo da rosca após


seis movimentos de 60º cada um.

60º

Quando um mecânico está consertando um defeito qualquer numa


máquina, por exemplo num automóvel, muitas vezes ele tem pouco
espaço para trabalhar (em geral em posições desconfortáveis). Por
essa razão, dos três parafusos apresentados, o mais cômodo é o
hexagonal, pois é o que pode ser apertado ou desapertado com giros
menores (60º), isto é, com movimentos mais curtos do braço.”
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Reproduza estas malhas, crie um padrão e forme um mosaico com ele.

43

Exercício 2
Descubra a medida dos ângulos das figuras abaixo. Observe que:
l a primeira é um pentágono formado por um triângulo equilátero e um
quadrado;
l a segunda é um losango formado por dois triângulos equiláteros.

Exercício 3
O losango é um polígono regular? Por quê?

Exercício 4
O octógono é um polígono de 8 lados. Desenhe um octógono, escolha um
de seus vértices e trace todas as diagonais que “saem” desse vértice.
Depois,
responda às perguntas:

a) Em quantos triângulos o octógono ficou dividido?

b) A soma dos ângulos de todos esses triângulos é igual à soma dos


ângulos desse octógono?

c) Quanto dá, então, a soma dos ângulos de um octógono?

O Exercício 4 foi extraído do Jornal do Telecurso 1º Grau. Fundação Roberto Marinho,


Ministério da Educação e Cultura, Fundação Universidade de Brasília,1989.
A U L A Exercício 5
Ao desenhar um polígono, podemos, em geral, escolher um dos vértices e

43 traçar as diagonais que “saem” desse vértice, como mostram as figuras:

Agora, com base nessa informação, complete a tabela abaixo:

NÚMERO DE NÚMERO DE NÚMERO DE SOMA DE


LADOS DO DIAGONAIS QUE TRIÂNGULOS TODOS OS ÂNGULOS
POLÍGONO “ SAEM” DE FORMADOS DO POLÍGONO
CADA VÉRTICE
3 0 1 180º
4 1 2 360º
5
6
7
8
9
10

Exercício 6
Após preencher a tabela, observe-a com bastante atenção e responda: existe
uma relação entre “o número de lados do polígono” e “o número de
triângulos formados”? Qual é essa relação?

Exercício 7
Imagine um polígono com n lados, sendo n um número inteiro e maior que
3. Escolha um de seus vértices e imagine-se traçando todas as diagonais que
“saem” desse vértice.
a) Escreva uma expressão que indique o número de triângulos formados
nesse polígono de n lados que você imaginou.
b) Escreva uma expressão que indique como você poderia calcular a soma de
todos os ângulos desse polígono de n lados.
AUU
A L AL A

44
44
A linguagem
matemática

O bserve o texto abaixo. Ele foi extraído de


um livro de geometria chinês. Veja se, mesmo sem saber chinês, você
Para pensar

consegue entender o tema do texto, ou seja, sobre o que o texto fala. O que
está sendo demonstrado?
Nossa
A U aula
L A Ao procurar num dicionário a palavra linguagem
linguagem, você encontra várias
definições. Veja duas delas, encontradas no Novo Dicionário Aurélio da

44 Língua Portuguesa:

linguagem. 1. O uso da palavra articulada ou escrita como meio de


expressão ou da comunicação entre pessoas. 2. O vocabulário especí-
fico usado numa ciência, numa arte, numa profissão etc.

Como você pode ver, a linguagem é uma forma de expressar determi-


nada idéia. Na vida prática, existem diferentes maneiras de comunicar as
idéias: pela linguagem falada, pela escrita, pela musical etc.
A Matemática também criou uma forma de comunicação. Ela se utiliza
de uma linguagem universal para transmitir suas idéias de maneira simples,
curta e precisa.

l Simples e curta porque com apenas alguns símbolos ela pode expressar
frases que, se escritas na linguagem corrente, usariam maior quantidade de
símbolos. Por exemplo, a frase:

Dois somado com três é igual a cinco,

se escrita na linguagem matemática, usa apenas cinco símbolos, que


podem ser compreendidos por qualquer pessoa familiarizada com os
símbolos matemáticos:
2+3=5

l Precisa porque deve indicar uma idéia com precisão, com exatidão, isto é,
sem falhas.

O uso de letras na Matemática

Além dos algarismos e dos sinais de operação (+, -, ´, ¸ : , , etc), a


linguagem matemática também utiliza letras em sua comunicação. Veja alguns
exemplos:

EXEMPLO 1

Considere as multiplicações do múmero 1 por outros números:

1 . 0=0
1 . 1=1
1 . 2=2
1 . 3=3

Você já deve ter percebido que o número 1 multiplicado por um número


qualquer sempre resulta nesse número
número. Daí, podemos usar uma letra para
representar esse fato:
1 . x=x
onde a letra x está representando um número qualquer
qualquer.
EXEMPLO 2 A U L A

Considere dois números quaisquer cuja soma seja igual a 5.Esse fato
pode ser representado por:
44
a+b=5

onde a e b representam os números que somados dão 5.

EXEMPLO 3
As propriedades da adição ou da multiplicação também podem ser expressas
por letras. É o caso, por exemplo, da propriedade distributiva da multipli-
cação sobre a adição
adição, que você já aprendeu e que pode ser representada
por:

a · (b + c) = a · b + a · c

onde as letras a , b e c representam números quaisquer.

Vejamos agora uma outra situação. Observe:

0+0=0 . 0
2+2=2 . 2

Será que esses exemplos são suficientes para afirmar que x + x = x . x?


Basta escolher um exemplo bem simples para verificar que não não: 1 + 1 não
é igual a 1 . 1.
Portanto, como esse fato não é válido para qualquer número, não podemos
escrever que x + x = x · x.

O uso de letras na geometria

As letras também podem ser usadas para indicar algumas “fórmulas” da


geometria. Por exemplo:

l A área de um quadrado pode ser expressa por l ²² , onde l representa o lado


desse quadrado.

l lado = l
área = l . l = l²
l
l A área de um retângulo pode ser expressa por a · b
b, onde a e b representam
as dimensões do retângulo. O perímetro do retângulo pode ser expresso
por 2a + 2b ou 2 (a + b)
b).

l A soma dos ângulos internos de um polígono convexo qualquer pode ser


expressa por (n - 2 ) · 1 8 0 ºº. Volte à Aula 43 e veja o que significam a letra
n e a expressão n - 22.
A U L A A linguagem matemática e a resolução de problemas

44 A linguagem matemática tornou-se, hoje em dia, um instrumento impor-


tante para resolver problemas. Com ela podemos traduzir os dados do problema
que estão em linguagem corrente, ou seja, podemos equacionar o problema.
Nos exemplos seguintes, há uma tabela com o problema em linguagem corrente
e sua tradução para a linguagem matemática. Veja:

EXEMPLO 1

EM LINGUAGEM CORRENTE EM LINGUAGEM MATEMÁTICA

x
A metade de um número é igual a 6. =6
2

Qual é esse número ? x=?


x
A solução desse problema é a solução da equação matemática 2 = 6 . No
momento, não vamos aprender a resolver equações. Nosso objetivo,
agora, é apenas saber o q u e é e para que serve a linguagem matemá-
tica.
EXEMPLO 2

EM LINGUAGEM CORRENTE EM LINGUAGEM MATEMÁTICA

Uma pessoa tinha uma determinada x


quantia de dinheiro.

No primeiro mês gastou 100 reais. x - 100


x - 100
No segundo mês gastou metade do 2
que sobrou,

ficando com 80 reais. 80

Qual era a quantia inicial? x=?


x - 100
x = 100 + + 80
2
{
{
{

gastou no gastou no sobrou


1º mês 2º mês

Para descobrir o valor de x , basta resolver a última equação. Mas, como já


dissemos, esse não é o nosso objetivo no momento.
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Escreva as seguintes frases em linguagem matemática:

a) O dobro de um número. 44
b) O triplo de um número.

c) Um número menos sete.

d) Metade de um número, mais um.

Exercício 2
Como você escreveria em linguagem matemática as frases seguintes?

a) A ordem dos fatores não altera o produto.

b) A ordem das parcelas não altera a soma.

Exercício 3
Considere um retângulo cujo perímetro é 20 cm.

a) Escreva, em linguagem matemática, uma expressão para representar


esse fato.

b) Dê alguns exemplos para as medidas das dimensões desse retângulo.

Exercício 4
Complete a frase:

Sempre que o desconto é de 50%, pagamos apenas metade do preço. Se o


preço é x , pagamos ........................
A UA UL L AA

45
45
O círculo e o número p

Para pensar O círculo é uma figura geométrica bastan-


te comum em nosso dia-a-dia. Observe à sua volta quantos objetos circulares
estão presentes: nas moedas, nos discos, à mesa de refeição...

Agora pense, o que você faria para:


l riscar no tecido o contorno de uma toalha de mesa redonda?
l desenhar um círculo no seu caderno?
l marcar o limite das escavações de um poço no chão?

Nossa aula Quando falamos em círculo, ninguém tem dúvida quanto ao formato dessa
figura geométrica. No entanto, em geometria, costuma-se fazer uma pequena
distinção entre círculo e circunferência, sobre a qual você já deve ter ouvido
falar.
A superfície de uma moeda, de uma pizza ou de um disco é um círculo
círculo.
Quando riscamos no papel ou no chão
apenas o contorno do círculo, este con-
torno é chamado circunferência
circunferência.
O compasso é um instrumento utili-
zado para desenhar circunferências
circunferências.
Como você pode ver na figura ao lado, o
compasso possui duas “pernas”. Uma
delas tem uma ponta metálica, que deve
ser assentada no papel, no local que será
o centro da circunferência. A outra pon-
ta, com o grafite, deve ser girada para
obter o traçado da circunferência. A U L A
Antes de traçar uma circunferên-
cia, devemos decidir qual será a aber-
tura entre as pernas do compasso. A
distância entre as duas pontas do com-
45
passo define o raio da circunferência.
Agora, pegue um compasso e trace
uma circunferência. Repare que todos
os pontos da circunferência que você
riscou no papel estão a uma mesma
distância do centro
centro. Essa distância é
o raio
raio.
Com essas informações, você consegue improvisar seu compasso. Utilizan-
do uma tachinha, um barbante e um giz você pode riscar uma circunferência no
chão ou no tecido. Os operários, jardineiros e pedreiros, por exemplo, costumam
usar uma corda e duas estacas.

Algumas definições importantes

Corda é o segmento que une dois pontos quaisquer da circunferência.


Diâmetro é uma corda que passa pelo centro da circunferência.
etro
da
cor

diâm

Observe que o diâmetro é sempre a corda maior: como é a corda que passa
pelo centro
centro, sua medida é igual a duas vezes a medida do raio. Veja a figura:

Rai r
o
Rai r
Diâ o
met d
ro

d=2.r
A U L A
Assim, se você precisar medir a maior distância entre dois pontos de uma

45 circunferência, deve medir o diâmetro


diâmetro, ou seja, o seu instrumento de medida
(régua, trena ou fita métrica) deve passar pelo centro da circunferência.
Em alguns casos, porém, apenas uma parte da circunferência é utilizada.
Esta parte da circunferência, delimitada por dois pontos quaisquer, é chamada
arco de circunferência. arco

_
®
P
cord
a
Q

Para simbolizar a corda que une os pontos


P e Q, utilizamos a notação de segmento de reta,
semicircunferência AB
ou seja, corda PQ.
Por outro lado, o arco também começa em
P e termina em Q mas, como você pode ver, a
corda e o arco são diferentes e por isso a
simbologia também deve ser diferente. Para o
arco, usamos PQ.
Da mesma forma que a maior corda é o diâmetro AB
diâmetro, o maior arco é aquele que tem as
extremidades em um diâmetro. Esse arco é
chamado semicircunferência, e a parte do cír-
culo correspondente é chamada semicírculo.

O comprimento da circunferência

Quanto maior for o raio (ou o diâmetro) de uma circunferência maior será
o seu comprimento. É fácil perceber isso. Imagine que você vai caminhar em
torno de uma praça circular: você andará menos em uma praça com 500 metros
de diâmetro do que numa praça com 800 metros de diâmetro.
No exemplo abaixo, cada uma das três circunferências foi cortada no ponto
marcado com uma tesourinha, e a linha do traçado de cada uma delas foi
esticada.

Como já sabemos que o diâmetro e o comprimento de uma circunferência


estão relacionados, vamos a seguir compará-los.
Descobrindo uma relação A U L A

Usando diferentes objetos com a forma circular, vamor medir o comprimen-


to das circunferências (das bordas) e de seus diâmetros. Tente medir objetos 45
circulares variados, como um copo ou uma mesa redonda.
Você pode estar se perguntando: “Mas como medir a linha curva?”.
Um barbante ou uma fita métrica pode servir. Acompanhe este exemplo:

l Pegue um copo e um pedaço de


barbante. Coloque o copo com a
boca para baixo e contorne a bor-
da do fundo do copo com o bar-
bante. Marque com uma caneta o
ponto do barbante que toca o seu
começo. Então estique o barbante
e meça com a régua o compri-
mento do começo do barbante
até a marquinha que você fez.

l No copo que nós utilizamos, essa


medida foi de 15,5 cm ou 155 mm.

l Agora meça o diâmetro. Não es-


queça que qualquer diâmetro
tem a mesma medida e que o
diâmetro passa pelo centro. Aqui
obtivemos 4,9 cm ou 49 mm.

Para saber quantas vezes o comprimento da circunferência é maior que o


diâmetro, vamos dividir a medida da circunferência pela medida do diâmetro.
Usando uma máquina de calcular encontramos o seguinte resultado:

comprimento 155mm
= = 3,16
ê
diametro 49mm

Observe que, nesse e nos próximos exemplos, utilizamos apenas duas casas
decimais no resultado das divisões.
Vamos repetir a experiência do copo com outros objetos do nosso dia-a-dia.

Medindo uma ficha telefônica,


encontramos aproximadamente
69 mm para o comprimento da circun-
ferência e 22 mm para o diâmetro.

comprimento 69mm
= = 3,13
ê
diametro 22mm
A U L A Observe as medidas que obtivemos com vários objetos:

45 OBJETO

tampo de mesa
COMPRIMENTO

3,10 m
DIÂMETRO

1m
COMPRIMENTO
DIÂMETRO
3,10
pires de xícara 47 cm 15 cm 3,13
prato de refeição 73,5 cm 23,4 cm 3,14
pirex de vidro 84,8 cm 27 cm 3,14
fundo de copo 155 mm 49 mm 3,16
ficha telefônica 69 mm 22 mm 3,13

Ao dividir a medida do comprimento da circunferência pela medida de seu


diâmetro, encontramos sempre um número um pouco maior do que 3. Na
realidade, esse número é sempre o mesmo e vale aproximadamente 3,143,14.
Na prática, de acordo com os exemplos, não obtivemos o resultado 3,14 em
todas as divisões. Isso ocorre porque é impossível obter medidas exatas com
os métodos que utilizamos. Da mesma forma que nossas medições são aproxi-
madas, o resultado das divisões também é uma aproximação.

Atenção!
Esse é um resultado muito importante em Matemática. Esse número
tão útil e importante é chamado pi e simbolizado pela letra grega p (que
já existe em muitas calculadoras).

Conclusão
comprimento da circunferência C
= = pp
diâmetro da circunferência d
O cálculo da medida do comprimento de uma circunferência, quando
conhecemos a medida de seu raio, pode ser feito por meio da relação acima.
Note que d = 2r, logo:
C C
= pp_
® p ® C =pp ×
= p_ . 2r
2r ou C = 2 pp r
d 2r

Um pouco de Arquimedes, que viveu por volta de 287 a 212 anos antes de Cristo, foi um
História gênio da Matemática e da Física, além de grande construtor de máquinas de
guerra. Ele desenvolveu muitos estudos para obter um cálculo aproximado de p.
Sabia que a divisão do comprimento de uma circunferência por seu diâmetro é
um número constante, qualquer que seja o tamanho da circunferência.
Para calcular o número p, Arquimedes aproximou polígonos por dentro e
por fora da circunferência e mediu os perímetros. Quanto maior era o número
de lados do polígono mais ele se aproximava da medida da circunferência.
O valor utilizado para p foi, durante muitos anos, o número aproximado
obtido por Arquimedes: 22 = 3,142857142857...
7

6 lados 8 lados 12 lados


Para você saber mais A U L A

Descobriu-se, posteriormente, que o número p não pode ser representado


por uma fração e que ele tem infinitas casas decimais. O número p é exemplo de 45
um tipo de número chamado irracional
irracional.
Há cem anos aproximadamente, o matemático William Shanks calculou o
número p com 707 casas decimais. Para realizar essa tarefa, precisou de 15 anos!
Atualmente os supercomputadores são capazes de apresentar o número p
com milhares de casas decimais em apenas alguns minutos.
p = 3,14
3,1415926535897932384626433832795028...
Na prática, usa-se apenas 3,14 ou 3,1416 para aproximar o valor de p.

Exercício 1 Exercícios
Usando um compasso, desenhe uma circunferência com um raio de 5 cm.
Exercício 2
Usando um compasso, desenhe uma circunferência com diâmetro de 10 cm.
Exer cício 3
Exercício
Desenhe duas circunferências com o mesmo centro e com os raios medindo
4 cm e 6 cm. Qual delas tem o maior comprimento?
Exercício 4
Numa bicicleta em que o raio da roda é de 26 cm, qual será, aproximada-
mente, o comprimento da circunferência da roda?
E xercício 5
Medindo uma circunferência com fita métrica graduada obtivemos 62,8 cm
de comprimento. Qual a medida do diâmetro dessa circunferência?
Exercício 6
Complete a tabela abaixo:

RAIO =r DIÂMETRO =d COMPRIMENTO = 22prr


2 4 4 . 3,14 = 12,56
1
5
18,84

Exercício 7
Se uma circunferência tem 18,84 m de comprimento, qual o comprimento da
semicircunferência dela obtida?
Ex ercício 8
Exercício
Agora imagine uma circunferência de 18,84 m de comprimento que foi
dividida em 4 arcos do mesmo tamanho. Qual o comprimento de cada
um dos arcos?
Exercício 9
Numa circunferência de 1 cm de raio, quanto mede a maior corda que
podemos desenhar?
Ex ercício 10
Exercício
Desenhe uma circunferência e divida-a em apenas dois arcos.
A UA UL L AA

46
46
Novamente frações

Para pensar U ma pessoa vai viajar para uma cidade a


220 km de distância de onde mora. Planeja fazer duas paradas para descansar.
Quais serão as distâncias das paradas (incluindo a partida e a chegada),
sabendo que elas deverão ser aproximadamente iguais? Faça um gráfico da
estrada, marcando as paradas.

Nossa aula Sabemos que, quando dividimos um número inteiro por outro, podemos
encontrar como quociente um número inteiro ou um número decimal. Por
exemplo:
20 ¸ 5 = 4
100 ¸ 40 = 2,5
Vejamos, agora, o que acontece quando dividimos 41 por 9:

41 9
450 4,555......
4550
45550
455550 ....

Se continuarmos a conta, encontraremos sempre o algarismo 5 no quociente,


e o resto será sempre o mesmo (5).
Se fizermos essa conta numa máquina de calcular, aparecerá no visor o
número 4.5555555 (ou seja, 4,5555555). Nesse caso, o algarismo 5 aparece
repetido 7 vezes. Se a mesma conta for feita numa máquina maior, encontra-
remos um resultado com o algarismo 5 repetido mais vezes (9 ou 11 vezes).
Concluímos, então, que a divisão de 41 por 9 nunca termina e que os pontos
indicam que o algarismo 5 se repete indefinidamente.
O número 4,555... é chamado de dízima periódica e o algarismo 5 é o
período da dízima.
Podemos também representar a dízima periódica colocando um traço sobre
o período: 4,5 .
Como essa dízima foi gerada pela divisão 41 ¸ 9, que pode ser escrita em
forma de fração, como 41 , dizemos que a geratriz da dízima periódica é a
9
fração 41 .
9
Vejamos outros exemplos de geratrizes e as respectivas dízimas periódicas: A U L A

46
17
= 17 ¸ 9 = 1, 8 ® O período é 8,
9
a parte inteira é 1.
7
33
= 7 ¸ 3 = 0, 21 ® O período é 21,
a parte inteira é zero.
Nesses dois exemplos, os períodos aparecem logo após a vírgula. Elas são
chamadas de dízimas períodicas simples
simples.
As dízimas nas quais aparece um outro número entre a vírgula e o período
são chamadas de dízimas periódicas compostas
compostas. Por exemplo:

1,4888 ... O período é 8,


® a parte não-periódica é 4,
a parte inteira é 1.

0,3272727 ... O período é 27,


® a parte não-periódica é 3,
a parte inteira é zero.
Os números que vimos até agora podem ter muitas representações, como:
5 10
l 5; V; 5,0; ; ...
1 2

8 4 80
l 0,8; 0,80; ; ; ...
10 5 100

6 2 8
l 0,666...; ; ; ...
9 3 12

1 2 3 4
l ; ; ; ...
3 6 9 12

Além disso, observamos que todos esses números podem ser representados
em forma de fração. Eles são chamados números racionais
racionais.
Vamos conhecer, agora, um número diferente: um número decimal com
infinitas casas decimais mas sem um período. Veja este exemplo:

0,10110111011110 ....

Será que você pode concluir como serão as casas decimais seguintes?
A parte decimal começa com 1 seguido de zero, depois 11 seguido de zero,
depois 111 seguido de zero e assim por diante. Ou seja, o número nunca terá um
fim nem um período. Ele não é um número racional.
Um número desse tipo é chamado de número irracional irracional. Um número
irracional não é resultado de nenhuma divisão de números inteiros; ele não pode
ser escrito em forma de fração.
Você viu, na aula anterior, um número irracional muito conhecido, o número p,
que vale aproximadamente 3,1416.
Você verá mais adiante, em outra aula, exemplos de números irracionais que
surgem naturalmente em muitos cálculos matemáticos.
Exercícios
A U L A Exercício 1
Escreva a representação decimal de:

46 a) 13
99
b) 7
20

c) 56 d) 64
9 15

Exercício 2
Efetue as divisões com quociente decimal:

a) 1 ¸ 9 b) 2 ¸ 9 c) 3 ¸ 9

Exercício 3
Agora, sem efetuar a conta, dê o resultado decimal de:

a) 4 ¸ 9 b) 5 ¸ 9 c) 6 ¸ 9

Exercício 4
Ao lado de cada número, escreva se sua representação decimal é finita
finita,
infinita e periódica ou infinita e não-periódica
não-periódica:

a) 17 c) 0, 35 e) 4
5 6
b) 3,45 d) 0,12131415... f) p

Exercício 5
Diga se estes números são racionais ou irracionais
irracionais:

a) 4 c) 4,33 e) 4,330

b) 4,333 ... d) 1,010010001 ... f) 0


AUU
A L AL A

47
47
Números
proporcionais

A distância entre Rio de Janeiro e São Paulo


é de 400 km. Qual é a distância entre as duas cidades em um mapa feito na
Para pensar
escala de 1 : 200.000?

Se uma caixa d’água produz uma sombra de 20 m e um homem com 1,80 Nossa aula
m de altura produz uma sombra de 1,20 m, medidas no mesmo local e na mesma
hora, qual é a altura da caixa?
Comparando o comprimento da sombra do homem com sua altura, medidos
em centímetros (cm), encontramos:

120 2
= , depois de simplificar a fração.
180 3

A divisão é uma das formas que usamos para comparar dois números.
Dizemos que a razão entre o comprimento da sombra e a altura do homem é de
2
3
ou 2 : 33, que se lê 2 para 3.

Como as medidas foram feitas na mesma hora e no mesmo local, a razão entre
2
o comprimento da caixa d’água e sua altura também será 3 .

20m 2
=
? 3

20 2
A altura da caixa d’água é igual a 30 m, pois a razão 30
é igual a 3
.

No caso de mapas geográficos, plantas de casas ou maquetes de projetos, a


escala determina a relação entre as medidas de um desenho e as medidas reais
que correspondem a ele.
A U L A EXEMPLO 1

47 A planta de uma sala retangular está desenhada na escala 1 : 100. Determi-


ne as medidas reais dessa sala.

6 cm

8 cm

1
escala: ou 1:100
100

A razão entre as medidas que aparecem na planta da sala e as medidas reais


1
é d e 1 : 100 ou 100 (lê-se 1 para 100
100), o que significa que as medidas reais são
100 vezes maiores do que as medidas assinaladas na planta.
Para determinar as medidas reais da sala, vamos multiplicar as medidas da
planta por 100:

6 cm . 100 = 600 cm = 6 m

8 cm . 100 = 800 cm = 8 m
1

As medidas reais da sala são, portanto, 6 m e 8 m


m.

O mesmo deveria ser feito com qualquer outra medida que aparecesse na
planta, como, por exemplo, largura e altura de portas e janelas.

Vimos que uma razão compara dois números pela divisão.


Quando encontramos uma igualdade entre duas razões, a
r e l a ç ã o m a t e m á t i c a é c h a m a d a d e proporção, e dizemos
que as quantidades medidas são proporcionais proporcionais.
EXEMPLO 2 A U L A

Uma pessoa viaja 120 km em 2 horas. Quantas horas levará a mesma pessoa
para percorrer 180 km com a mesma velocidade? 47
120 180
=
2 ?

Essa igualdade é uma proporção


proporção, e os números que medem as distâncias
e o tempo são proporcionais
proporcionais. Quanto maior a distância, maior será o tempo
para percorrê-la.
Como calcular o número que não se conhece na proporção desse exemplo?
Vamos recordar algumas proporções que já conhecemos:

a) 2 = 6 b) 3 = 24
3 9 4 32

É fácil verificar que:

a) 2 . 9 = 18 b) 3 . 32 = 96
3 . 6 = 18, logo 2 . 9 = 3 . 6 4 . 24 = 96, logo 3 . 32 = 4 . 24

Acabamos de chegar a uma propriedade muito importante e bastante usada


em Matemática:

Numa proporção, os produtos do numerador de uma fração


pelo denominador da outra fração são iguais.

Voltando ao exemplo, podemos agora determinar o termo desconhecido da


120 180
proporção 2 = ? .
Substituindo o ponto de interrogação (?) pela letra x
x, que é usada em lugar
do termo desconhecido (Aula 44),

120 180
=
2 x

e aplicando a propriedade que vimos anteriormente:

120x = 2.180
120x = 360
x = 360 : 120 (Aplicando operação inversa)
x = 3

A pessoa levará 3 horas para percorrer os 180 km.


Exercícios
A U L A Exercício 1
Nesta tabela, devemos encontrar vários pares de números A e B. Complete

47
6
a tabela de modo que a razão de A para B seja sempre o número 7 .
A A
A B RAZÃO RAZÃO NA FORMA MAIS SIMPLES
B B
12 6
a) 12 14
14 7
b) 21

c) 30

d) 100

e) 100

Exercício 2
Numa sala de aula há 30 alunos, dos quais 12 são meninas:

a) Qual a razão do número de meninas para o total de alunos da turma?

b) Qual é a razão do número de meninos para o total de alunos da turma?

c) Qual é a razão do número de meninas para o número de meninos?

Exercício 3
Determine o valor de x em cada uma das seguintes igualdades de modo que
elas se tornem verdadeiras:

a) 20 = x
8 6

b) 14 = x
30 90

c) x = 75
3 15

d) x = 36
4 27

Exercício 4
A planta de uma casa foi feita em escala de 1 : 50. Quanto medirá na planta
uma parede que mede 20 m?

Exercício 5
Quanto custam 12 canetas se 4 custam R$ 3,50?
Sugestão
Sugestão: Estabeleça o preço usando o conceito de proporção.
AUU
A L AL A

48
48
O Teorema de Tales

l A estaca tem 1,50 m e sua sombra 2,20 m. A sombra do poste mede 4,90 m. Para pensar
Qual é a altura do poste?

l A massa de um bloco de gelo é de 13 kg. Se 10% do gelo derreter, de quanto


passará a ser a sua massa?

l Com um par de esquadros, desenhe um feixe de 5 retas paralelas. Depois,


trace sobre elas 2 retas transversais que não sejam paralelas entre si. Meça os
segmentos determinados nas retas transversais. Eles são proporcionais?

As pirâmides do Egito Nossa aula


As pirâmides egípcias são monu-
mentos grandiosos. A técnica empre-
gada em suas construções até hoje
fascina o homem.
A pirâmide de Qué ops, no Egi-
to, foi construída por volta de 2.500
anos antes de Cristo.
Considerada uma das grandes
maravilhas do mundo antigo,
Quéops tem aproximadamente 150
metros de altura. Sua base é um qua-
drado cujos lados medem cerca de
230 metros.
A U L A Tales e a pirâmide

48 O filósofo e matemático Tales nasceu na cidade de Mileto, na Grécia antiga,


por volta do ano 585 a.C.
Há muitas lendas e histórias sobre ele. Diz-se que, ao ser interrogado sobre
o que era difícil, Tales respondeu: “Conhecer a si mesmo”. O que era fácil: “Ser
dirigido por outro”. Agradável: “Seguir a própria vontade”. Divino: “Aquilo
que não tem começo nem fim”.
Tales passava grande parte do tempo viajando, como era comum aos sábios
daquela época. Em uma de suas viagens ao Egito, passou a ser prestigiado pelo
faraó Amásis por ter medido a altura de uma pirâmide sem precisar escalá-la.

Para isso, Tales fincou uma estaca verticalmente no chão. Concluiu que, no
momento em que o comprimento da sombra da estaca fosse igual ao comprimen-
to da estaca, a altura da pirâmide seria igual ao comprimento da sombra da
pirâmide mais metade da medida da base.
A altura da pirâmide é a distância do vértice V à base. Observe a figura
abaixo: a altura é a medida do segmento VH .

V
ra
io
so
la
r

H
{
{

metade da base comprimento


da sombra
Tales e a Matemática A U L A

Para medir a altura da pirâmide, Tales baseou-se em alguns fatos:


1. Quando dois triângulos têm os ângulos iguais, então seus lados 48
correspondentes formam uma proporção.

c b
z y
a b c
= =
x y z
a x

2. Os raios solares são paralelos.

E, nesse caso, Tales também sabia que os ângulos de incidência dos raios
solares num mesmo instante tinham todos a mesma medida.

a a
H P B C

Tales imaginou um triângulo formado pela altura da pirâmide, a metade da


base mais o comprimento da sombra da pirâmide e um raio solar ligando o
vértice da pirâmide ao final da sombra, como mostra a figura acima. Imaginou
também um outro triângulo formado pela estaca, sua sombra e um raio solar.
Esses dois triângulos imaginários tinham, cada um deles, um ângulo reto
e um ângulo de mesma medida (a a ). Nesse caso, Tales sabia que as medidas dos
lados desses triângulos eram proporcionais. Então:
VH AB
=
HP BC
Com esse método, Tales inaugurou o processo de medida indireta, muito
utilizado ainda hoje na astronomia e na medição de distâncias que aparentemente
não podemos alcançar, como a altura de montanhas, árvores e monumentos ou
a largura de grandes rios e lagos.
A U L A O Teorema de Tales

48 São atribuídas a Tales muitas descobertas geométricas, entre as quais um


teorema com seu nome. Veja o que diz esse teorema:

Duas retas, m e n, cortam três retas parelelas a , b e c. Nessas


segmentos
condições, os seg mentos de medidas x, y, z e w são proporcionais.
x z
Assim: = m n
y w

x z
b

y w

Uma aplicação do Teorema de Tales

Na planta de um loteamento, está faltando a medida do lado dos fundos do


lote B, conforme a figura:

Rua das Marrecas

Rua dos Gansos


30 m
m

lote A
24
eC
lot

20 m

lote B
x

Representando por x a medida que desejamos calcular e usando o Teorema


de Tales, podemos descobrir essa medida sem efetuar medições. Como as
laterais são paralelas, temos:
20 x
=
30 24
E, fazendo uma simples regra de três:

30 x = 20 . 24
x = 16

Assim, sem efetuar medições, concluímos que o lado dos fundos do lote B
mede 16 metros.
Uma forma mais geral do Teorema de Tales A U L A

Considere um feixe de retas paralelas com duas transversais, como


mostra a figura: 48
a x

b y

c w

d z

Os segmentos de medidas a, b, c, d e x, y, w, zz, determinados nas retas


transversais, formam segmentos proporcionais:

a b c d
= = =
x y w z

Uma outra aplicação do Teorema de Tales

Para encontrar a solução de problemas de cálculo de distâncias aparente-


mente impossíveis, os antigos usavam instrumentos de medida de ângulos na
vertical e na horizontal.
Hoje em dia, os topógrafos usam o teodolito
teodolito, um instrumento que mede
ângulos, distâncias e diferenças de nível.
A U L A Veja na figura abaixo como funciona o teodolito na medição da altura de uma
árvore. O teodolito deve ser afastado até que o ângulo de visão da horizontal

48 com o topo da árvore seja de 45º. Quando isso ocorrer, basta medir a distância
da árvore até o teodolito. Essa medida será igual à medida da altura da
árvore. C

45º B
A

Isso ocorre porque se comparou o triângulo imaginário


com um triângulo retângulo e isósceles que tem os catetos
com a mesma medida.

Outras descobertas geométricas atribuídas a Tales

l O diâmetro divide o círculo em duas partes iguais.


l Ângulos opostos pelo vértice têm medidas iguais.

l Os ângulos da base de um triângulo isósceles têm medidas iguais.


l O ângulo inscrito numa semicircunferência é reto.
Exercícios
A U L A
Exercício 1
Nas figuras abaixo, calcule o valor de x (as retas a, b e c são paralelas).
48
a)
a

x 2,4
b
1,4 1,2
c

a b c

b) 4
6

Exercício 2
A planta abaixo mostra as medidas de dois terrenos. Calcule as medidas de
suas frentes, sabendo que as laterais são paralelas e que a medida de AB é
90 metros. 30 m 45 m

y
B
x
A

Exercício 3
Observe o desenho abaixo e descubra qual deve ser o comprimento da ponte.
A
9m
10 m
E
D 18 m

B
A U L A
Exercício 4

48 A imagem de uma foto é, em geral, semelhante ao que se vê na realidade.


Imagine que o desenho abaixo seja uma foto. Que proporção você pode
estabelecer entre a altura do coqueiro, a altura da pessoa e suas respectivas
sombras?
AUU
A L AL A

49
49
Figuras semelhantes

D esenhe uma ampliação da figura abaixo,


utilizando o restante da parte quadriculada do quadro de modo que as dimen-
Para pensar
sões da figura original sejam duplicadas.

Agora faça outra ampliação da mesma figura utilizando o quadriculado


abaixo. O que você deve fazer para que essa nova ampliação seja também uma
duplicação?
Nossa
A U aula
L A Quando ampliamos ou reduzimos uma figura em uma proporção constante,
sem modificar a sua forma, a nova figura e a figura original são chamadas de

49 figuras semelhantes
semelhantes. Observe os quadriláteros abaixo. Eles são semelhantes?

(2)
(1)

(3)

Sim, eles são realmente semelhantes. O quadrilátero 2 é uma redução e o


quadrilátero 3 é uma ampliação do quadrilátero 1 .
Observe que os ângulos correspondentes possuem as mesmas medidas.
Confira com um transferidor. Os lados correspondentes foram ampliados ou
reduzidos sempre na mesma proporção.
De 1 para 2 , reduzimos cada lado à metade do tamanho original. De 1 para 3 ,
ampliamos cada lado para o dobro do tamanho original.
Para que duas figuras sejam semelhantes elas não precisam estar na mesma
posição. No exemplo abaixo, todos os quadriláteros são uma ampliação do
quadrilátero ABCD original.

A2 D2 C3
A B C4 D4

C D B3
A1 B1 B2
B4 A4

C2 A3 D3
C1 D1

Se você comparar a medida de qualquer um dos lados do quadrilátero ABCD


com a medida de seu correspondente nos outros quadriláteros, vai verificar que:

AB BC CD DA 1
= = = =
A1B1 B1C1 C1D1 D1A1 2

A razão constante entre lados correspondentes de figuras semelhantes é


conhecida em Matemática como razão de semelh ança e é comum utilizarmos
semelhança
1
a letra k para simbolizá-la. Dizemos então que k = 2 , neste exemplo.
O que é escala? A U L A

Em muitos casos, a razão de semelhança é chamada de escala


escala. Quando
desenhamos a planta de uma casa, observamos a maquete de um prédio ou 49
estudamos um mapa, é comum encontrarmos a palavra escala
escala. Tal como na
planta do exemplo abaixo.

Bº V

Quarto

Cozinha

Quarto

Sala

1
Escala:
200

1
Esta escala 1 : 200 = 200 significa que cada 1 cm da planta equivale, na
realidade, a 200 cm ou 2 m na casa de verdade.

Você pode verificar com sua régua que, na planta, a largura da sala é 1,7 cm
e que o comprimento é de 2,3 cm. Para encontrarmos as medidas reais da sala,
basta multiplicarmos as medidas por 200.

MEDIDAS DA SALA
0
NA PLANTA
MEDIDAS REAIS DA SALA

largura 1,7 cm 1,7 cm · 200 = 340 cm = 3,40 m

comprimento 2,3 cm 2,3 cm · 200 = 460 cm = 4,60 m


A U L A A Geografia utilizando a Matemática

49 Observe o mapa abaixo. A escala é apresentada em um segmento de reta e


significa que cada centímetro do mapa é equivalente a 1.250 quilômetros.
Meça algumas distâncias com a régua e calcule, aproximadamente, a
distância real em quilômetros. Para isso, utilize a escala.
É desse modo, por meio de mapas e suas respectivas escalas, que a aviação
e a navegação planejam rotas de viagem, calculam distâncias e tempos de
percurso.
Obtendo figuras semelhantes A U L A

Sabemos, então, que duas figuras são semelhantes quando as duas condi-
ções abaixo são satisfeitas: 49
1 . os ângulos correspondentes têm a mesma medida; e
2 . as razões entre as medidas de lados correspondentes são iguais.

No início desta aula, você observou uma maneira de ampliar ou reduzir


figuras utilizando papel quadriculado.
Vamos mostrar a seguir outro método, também muito utilizado.

1. 2. 1. Escolhemos um pon-
to qualquer O .
O
O 2. Ligamos este ponto O
a vários pontos da
nossa figura.
3.
3. Medimos a distância
de cada ligação e obte-
mos novos pontos
multiplicando esta me-
O dida por uma constan-
te.

4. L i g a m o s o s n o v o s
pontos e está feita a
ampliação.

Este método pode ser utilizado para qualquer figura e o ponto O pode estar
em qualquer posição. Confira nos exemplos abaixo:

O O

O está dentro da figura O está em um dos vértices da figura


A U L A Para você saber mais

49 Vimos que duas condições devem ocorrer, ao mesmo tempo, para garantir
a semelhança entre figuras. No entanto, um caso muito especial de semelhança
ocorre quando as figuras são triângulos, pois basta verificar apenas uma das
condições, pois a outra ocorrerá automaticamente. Veja:

l se os lados são proporcionais, então os ângulos são iguais e os triângulos são


semelhantes; ou

l se os ângulos correspondentes são iguais, então os lados são proporcionais


e os triângulos são semelhantes.

Podemos então verificar apenas uma das condições para conferir se dois
triângulos são semelhantes. Mas, não esqueça, isto só ocorre com triângulos
triângulos.

Exercícios Exercício 1
Analise a planta da casa que aparece nesta aula e indique quais são as
medidas dos quartos.

Exercício 2*
Num mapa de guerra a escala era 1:100.000. No mapa, o alcance do míssil
era de 100 cm. Qual o alcance real do míssil em quilômetros?

Exercício 3 *
Um jogador de basquete mede 2,04 m. Para fazer propaganda de seu time,
fabricaram miniaturas do jogador. A escala é 1:12. Quanto mede a miniatura?

Exercício 4
Num banheiro retangular, é preciso trocar os azulejos do box. O box ocupa
1
4
do banheiro. O banheiro mede 6 m². Na planta, o banheiro está na es-
cala 1 : 30. Quanto mede o box na planta?

(*) Os Exercícios 2 e 3 foram extraídos do artigo “Alunos inventam problemas”, da


professora Sylvia Judith Hamburger Mandel, publicado na Revista do Professor de
Matemática, nº 26.
AUU
A L AL A

50
50
Proporção inversa

l Um automóvel com velocidade média de 60 km/h gasta 5 horas para Para pensar
percorrer a distância entre duas cidades. Quanto tempo levará para percor-
rer a mesma distância com a velocidade média de 100 km/h?

l Pegue uma folha de papel quadriculado e desenhe alguns retângulos de


área 36 (considere cada quadradinho como uma unidade de área). Anote
numa tabela os valores encontrados para as dimensões (comprimento e
largura) de cada um dos retângulos que você desenhou.
Observando a tabela, o que você pode afirmar sobre a variação dessas
dimensões?

Na Aula 47, você aprendeu que duas grandezas que mantêm entre si uma Nossa aula
relação de dependência podem variar proporcionalmente. Vamos ver um exem-
plo para “refrescar” a memória.
Uma receita muito simples, e às vezes bastante necessária, é a do soro
caseiro. Para fazer 1 litro de soro, basta:

1 litro de água filtrada (ou fervida)


1 colher (café) de sal
1
colher (café) de açúcar
2

E está pronto um soro muito útil nos casos de desidratação. Mas, o que essa
receita tem a ver com proporcionalidade? Observe a tabela:

QUANTIDADE DE ÁGUA SAL AÇÚCAR


SORO ( LITRO) ( COLHER DE CAFÉ) ( COLHER DE CAFÉ)

1 litro 1 1 12
2 litros 2 2 24
3 litros 3 3 36
4 litros 4 4 48

A quantidade de água, sal e açúcar são dependentes da quantidade de soro


caseiro que se deseja fazer.
A U L A É fácil perceber que, se desejamos dobrar a quantidade de soro, devemos
dobrar as quantidades de água, sal e açúcar. Dizemos, então, que as quantidades

50 de água, sal e açúcar são proporcionais, ou diretamente proporcionais


proporcionais.
Existem situações, porém, em que as grandezas mantêm entre si uma
relação inversamente proporcional. Mas, o que são grandezas inversamente
propor-cionais
propor-cionais?
Vejamos um exemplo. Viajando constantemente do Rio de Janeiro a São
Paulo, Mônica fez alguns cálculos e anotou o resultado numa tabela. Ela sabia
que a velocidade pode ser calculada dividindo-se a distância percorrida pelo
tempo gasto na viagem (v = e/t). Considerando a distância entre essas duas
cidades como sendo 400 km, ela fez a seguinte tabela:

DISTÂNCIA VELOCIDADE TEMPO


PERCORRIDA MÉDIA GASTO

50 km/h 8h

60 km/h 6h40min
400 km
80 km/h 5h

100 km/h 4h

Observe que à medida que a velocidade aumenta o tempo diminui


diminui.
Dizemos, então, que as grandezas velocidade e tempo mantêm entre si uma
relação inversamente proporcional
proporcional.
Observando um pouco mais a tabela podemos verificar que:

50 km/h . 8h

60 km/h . 6h 40min
= 400 km
80 km/h . 5h

100 km/h . 4h

Dizemos, então, que:

Duas grandezas são inversamente proporcionais quando os


valores x e y correspondentes a elas são tais que:
x . y = k,
onde k é u m vvalor
alor constante e positivo chamado constante de
proporcionalidade inversa.

Observação

No exemplo acima, a constante de proporcionalidade inversa (k


k) é
400 e a velocidade e o tempo são as variáveis x e y .
Vamos resolver juntos dois problemas com variáveis inversamente A U L A
proporcionais.

PROBLEMA 1 50
Numa pequena fábrica de uniformes escolares, 12 costureiras fazem um
determinado serviço em 5 dias. Mantendo o mesmo ritmo de trabalho, em
quantos dias 15 costureiras farão o mesmo serviço?

COSTUREIRAS DIAS

12 5

15 x

Observe que, nessas condições, as variáveis (costureiras e dias) mantêm


entre si uma relação inversamente proporcional.
proporcional Isto se dá porque, se
aumentamos o número de costureiras, o tempo gasto será menor, pois o
serviço é o mesmo. Então:

12 . 5 = 15 . x
60 = 15x
x = 4

O que significa que o serviço poderá ser feito em 4 dias.

PROBLEMA 2

Para encher uma caixa d'água cuja capacidade é de 500 litros, uma torneira
leva 6 horas. Em quanto tempo duas torneiras iguais a essa encherão a mesma
caixa d'água?

CAPACIDADE DA QUANTIDADE
TEMPO
CAIXA D' ÁGUA DE TORNEIRAS

500 l 1 6h

500 l 2 x

Como as variáveis (quantidade de torneiras e tempo) são grandezas inver-


samente proporcionais
proporcionais, temos:

1. 6 = 2.x
6 = 2x
x = 3

Ou seja, as duas torneiras juntas levarão 3 horas para encher a caixa d'água.
Exercícios
A U L A Exercício 1
Verifique se as variáveis das tabelas abaixo são inversamente proporcio-

50 nais. Em caso afirmativo, dê o coeficiente de proporcionalidade:

a) x 5 20 40

y 8 2 1

b) a 90 80 60

b 10 20 40

c) y 8 5 4

x 10 16 20

Exercício 2
Para pintar um prédio, 5 pintores levam 40 dias. Em quanto tempo 10
pintores fazem o mesmo serviço?

Exercício 3
Uma torneira, despejando 10 litros de água por minuto, demora 3 horas
para encher um reservatório. Se ela despejar 20 litros por minuto, quanto
tempo levará para encher esse mesmo reservatório?

Exercício 4
Um ônibus, a uma velocidade constante de 80 km/h, faz uma viagem entre
duas cidades em 5 horas. Quanto tempo levará para fazer essa mesma
viagem à velocidade de 60 km/h?
AUU
A L AL A

51
51
Regra de três

N um acampamento, há 48 pessoas e ali-


mento suficiente para um mês. Se 16 pessoas forem embora, para quantos dias
Para pensar
ainda haverá alimento?

Observe a seguinte situação: Nossa aula


l Uma pessoa paga pelo quilo de feijão R$ 1,20.

l Se comprar 2 quilos de feijão, pagará R$ 2,40.

l Se comprar 3 quilos, pagará R$ 3,60.

Quando a quantidade de feijão comprada aumenta de 1 para 2 quilos,


o preço aumenta na mesma razão, pois passa de R$ 1,20 para R$ 2,40.
Podemos, então, escrever que a razão de 1 para 2 é igual à razão de 1,20
para 2,40. Em linguagem matemática:

1 1, 20
=
2 2, 40

que se lê: 1 está para 2, assim como 1,20 está para 2,40.

Da mesma forma, quando o aumento é de 1 para 3 quilos, o preço aumenta


na mesma razão:

1 1,20
=
3 3,60

Como já foi visto na Aula 47, a igualdade entre duas razões é uma
proporção. O preço do feijão, no caso, é proporcional à quantidade de quilos
de feijão.
A U L A EXEMPLO 1

51 Se um ônibus percorre uma estrada com velocidade média de 80 km/h,


quantos quilômetros percorrerá em 2 horas?
Podemos organizar os dados do problema numa tabela, da seguinte maneira:

TEMPO ESPAÇO

1h 80 km
2h x

A letra x representa o valor desconhecido do problema.


Tempo e espaço são proporcionais
proporcionais, pois, quando o valor do tempo aumenta, o
valor do espaço percorrido aumenta na mesma razão, ou seja, de 1 para 2.
Dizemos que tempo e espaço são grandezas que variam da mesma forma
e na mesma razão. Se uma aumenta, a outra também aumenta; se uma
diminui, a outra também diminui.
Da tabela acima, podemos escrever a seguinte proporção:
1 80
= _ 1 está para 2, assim como 80 está para x .
2 x
Recordando a propriedade fundamental das proporções:

O produto do numerador da primeira fração com o denomina-


dor da segunda fração é igual ao produto do denominador da
primeira fração com o numerador da segunda.

Então: 1 . x = 2 . 80 (lembre-se que 1 . x = x)


x = 160

Portanto, o espaço percorrido pelo ônibus em 2 horas será de 160 km


km.

Nesse exemplo, três elementos eram conhecidos e faltava determinar o


quarto elemento.
Dois dos elementos conhecidos são medidas de uma mesma grandeza
(tempo) e o terceiro é medida de outra grandeza (espaço). O quarto
elemento, aquele que será calculado, é medida da segunda grandeza
(espaço).
O método usado para resolver problemas desse tipo é chamado regra de t rês
rês.
No exemplo anterior, as grandezas tempo e espaço são diretamente propor-
cionais e a regra de três é direta
direta.

EXEMPLO 2

Dois pintores gastam 18 horas para pintar uma parede. Quanto tempo
levariam 4 pintores para fazer o mesmo serviço?
Veja a tabela e verifique se as grandezas são diretamente proporcionais:
PINTORES TEMPO

2 18h
4 x
Se o número de pintores dobrar, passando de 2 para 4, será que o tempo A U L A
gasto no serviço também dobrará?
Pense um pouco e observe que o tempo gasto no serviço não pode aumentar,
pois são mais homens trabalhando. Aumentando o número de pintores, o 51
tempo de serviço deve diminuir. Como o número de pintores dobrou, o
razões inversas
tempo será reduzido à metade (razões inversas). Logo, os pintores gasta-
rão 9 horas para pintar a parede.
Nesse caso, dizemos que as duas grandezas do problema (número de
pintores e tempo de serviço) são grandezas inversamente proporcionais
proporcionais, e
a regra de três é inversa
inversa.

EXEMPLO 3

Cinco operários constroem uma casa em 360 dias. Quantos dias serão
necessários para que 15 operários construam a mesma casa?

OPERÁRIOS DIAS

5 360
15 x

Aumentando-se o número de operários de 5 para 15, ou seja, triplicando-


se o número de operários, o que acontecerá com o número de dias
necessários para a construção da casa?
Da mesma forma que no exemplo anterior, essas grandezas são inversamen-
te proporcionais
proporcionais. Isso quer dizer que variam na razão inversa
inversa, e a razão
1
inversa de 3 é 3 . Então:
1
de 360 = 360 : 3 = 120
3
Portanto, os 15 operários construirão a casa em 120 dias
dias.
Vimos que, para resolver problemas de regra de três, é importante
determinar se as grandezas envolvidas no problema são direta ou
inversamente proporcionais
proporcionais.
Quando as grandezas são inversamente proporcionais, a proporção entre
os valores não é representada por uma mesma razão mas sim por razões
inversas.
Portanto, no caso de grandezas inversamente proporcionais, deve-se inver-
ter uma das razões para escrever a proporção relativa ao problema.

EXEMPLO 4

Um ônibus, em velocidade média de 80 km/h, leva 5 horas para percorrer


uma estrada. Quanto tempo gastará para percorrer a mesma estrada se
desenvolver velocidade média de 100 km/h?
TEMPO VELOCIDADE MÉDIA
(h) (km/h
(km/h))
5 360
15 x
A U L A As grandezas tempo e velocidade são direta ou inversamente proporcionais?
Desenvolvendo maior velocidade média, o ônibus gastará menos tempo

51 para percorrer a estrada.


As grandezas envolvidas são, portanto, inversamente proporcionais
proporcionais.
Assim, escreveremos a proporção invertendo umas das razões:
5 100
=
x 80
Aplicando a propriedade fundamental das proporções, temos:
100 . x = 5 . 80
100x = 400
400
x =
100
x = 4
Desenvolvendo velocidade média de 100 km/h, o ônibus levará 4
h oras para percorrer a estrada.

Aplicações da regra de três

Cálculo da taxa de porcentagem

EXEMPLO 5

Depositando-se R$ 600,00 numa caderneta de poupança, ao final do mês


obtêm-se R$ 621,00. Calcule a taxa de porcentagem do rendimento.
l R$ 600,00 é a quantia principal
principal, também chamada apenas de principal
principal.
l R$ 21,00 é o rendimento
rendimento, que foi obtido subtraindo-se 600 de 621.
l Devemos calcular a taxa
taxa, ou seja, “quantos por cento” correspondem ao
rendimento obtido, R$ 21,00.
Vamos escrever a regra de três observando que, se a taxa de porcenta-
gem do rendimento fosse de 100%, então o rendimento seria igual ao
principal (R$ 600,00). A taxa x %, procurada, corresponde ao rendimento
obtido (R$ 21,00).

R$ %
600,00 100
21,00 x
Neste caso, a regra de três é direta
direta, pois, aumentando-se o rendimento, a
taxa correspondente também aumentará. Logo:
600 100
=
21 x
600 . x = 21 . 100
600 x = 2.100
2.100
= 3,5
600
A taxa de rendimento é de 3,5%
3,5%.
EXEMPLO 6 A U L A

Ao vender um imóvel, um corretor ganhou de comissão 5% do valor da


venda, recebendo R$ 2.500,00. Qual foi o valor da venda? 51
Vamos organizar os dados:
l R$ 2.500,00 é o valor da porcentagem
porcentagem;
l 5% é a taxa de porcentagem
porcentagem;
l x é o valor da venda do imóvel.

R$ %
x 100
2.500,00 5

5.x = 2.500 . 100


5x = 250.000
250.000
x = = 50.000
5
O preço de venda do imóvel foi de R$ 50.000,00
50.000,00.

Cálculo de juro

EXEMPLO 7

Pedi um empréstimo de R$ 10.000,00 a um banco, que me cobrará 8% de


juro mensal. Quanto pagarei de juro?

l R$ 10.000,00 é o capital
capital;
l 8% é a taxa de juro
juro;
Juro é a quantia que pagarei mensalmente em troca do empréstimo.

R$ %
10.000,00 100
x 8

Novamente vamos resolver o problema por uma regra de três direta


direta, pois
a taxa e o juro variam da mesma forma.
10.000 100
=
x 8
100 . x = 8 . 10.000
100 x = 80.000
80.000
x = = 800
100

Pagarei de juro pelo empréstimo R$ 800,00 por mês.


Exercícios
A U L A Exercício 1
Uma torneira enche um tanque em 2 horas. Em quanto tempo (em minutos)

51 3 torneiras iguais à primeira encherão o mesmo tanque?

Exercício 2
Se 16 operários levam 3 dias para completar uma obra, quantos operários
seriam necessários para completar essa obra em 2 dias?

Exercício 3
Qual é a altura de um edifício cuja sombra tem 6 m no mesmo instante em
que um poste de 2 m de altura projeta uma sombra de 0,6 m?

Exercício 4
Trabalhando durante 40 minutos, uma máquina produz 100 peças. Quantas
peças essa máquina produzirá em 2 horas?

Exercício 5
Para percorrer 360 km de uma estrada, um automóvel consome 30 l de
gasolina. Para percorrer 450 km, quanto consumirá?

Exercício 6
Numa classe de 40 alunos, 18 são meninas. Qual é a taxa de porcentagem das
meninas dessa classe?

Exercício 7
Gastei 30% do meu salário comprando um vestido. Calcule meu salário
sabendo que paguei R$ 60,00 pelo vestido.

Exercício 8
Quando se aplicam R$ 2.000,00 à taxa de 12% ao ano, qual será a quantia
recebida após 5 anos?
AUU
A L AL A

52
52
Introdução à álgebra

l Na figura abaixo, a balança está em equilíbrio e as três melancias têm o Para pensar
mesmo peso. Nessas condições, qual é o peso (em kg) de cada melancia?

8 8
3
kg kg kg

l Uma barra de rapadura pesa 1 kg mais meia barra de rapadura. Quanto pesa
a barra de rapadura?

l Hoje, Isabel tem 40 anos e seu filho André tem 8 anos. Daqui a quantos anos
a idade de André será igual à metade da idade da mãe?

Na Aula 44 você viu que, em linguagem matemática, podemos representar


um número, uma quantidade ou até mesmo uma frase, usando letras. Na aula Nossa aula
de hoje, vamos aprofundar um pouco mais esse assunto, estudando uma parte
da Matemática chamada á l g e b r aa. A álgebra se caracteriza fundamentalmen-
te pelo uso de letras e é uma ferramenta poderosa na solução de muitos
problemas.
Vamos começar com um exemplo bem simples.
A U L A EXEMPLO 1

52 A soma de dois números consecutivos é 13. Quais são esses números?

Este é um problema com quantidades pequenas. Por isso, é possível


calcular mentalmente que os números são 6 e 7.
Mas, como na vida real nós nem sempre trabalhamos com quantidades
pequenas, vamos aprender a equacionar e a resolver problemas como esse.
Primeiro, vamos equacionar o problema:
l dois números consecutivos _ xex+ 1
l sua soma é 13 _ x + (x
x + 11) = 13

Agora, vamos resolver a equação:

x + (x + 1) = 13 Eliminando os parênteses e
juntando os termos semelhantes.
x + x + 1 = 13

2x + 1 = 13

2x + 1 - 1 = 13 - 1 Subtraindo 1 dos dois membros.

2x + 0 = 12

2x = 12
2x 12 Dividindo os dois membros por 2.
=
2 2
x = 6

Então, x = 6 e x + 1 = 7. Ou seja, os números procurados são 6 e 7 .

O que é uma equação?

Um dos significados apresentados pelo dicionário para a palavra equa-


ção é este: “qualquer igualdade entre seres matemáticos que só é satisfeita
para alguns valores”.
De um modo mais simples, podemos dizer que toda equação tem:
l uma letra que indica um número desconhecido;
l um sinal de igualdade (=).

A letra é a incógnita da equação. Por exemplo: na equação 2 x + 5 = 21 21,


a letra x é a incógnita, isto é, o termo desconhecido.
A palavra incógnita significa desconhecida e a palavra equação significa
igualdade (o prefixo -equa
-equa, em latim, quer dizer igual).
Numa equação, a expressão que fica à esquerda do sinal de igual é chamada
de 1 º membro e a que fica à direita é chamada de 2 º membro
membro.

2x + 5 = 21
{

1º membro 2º membro
Resolver uma equação sem perder o equilíbrio A U L A

Podemos comparar uma equação a uma balança em equilíbrio.


52

10

2
2
kg
10kg

Isso significa que os dois pratos devem estar em equilíbrio. Se alguma coisa
for acrescentada a um dos pratos, um peso igual deve ser acrescentado ao outro
prato, para não se perder o equilíbrio. E o mesmo deve ser feito quando alguma
coisa é retirada de um dos pratos.
Na balança da figura anterior, as 2 abóboras mais um peso de 2 kg somam
um peso igual a 10 kg. Isso pode ser escrito da seguinte maneira:

2x + 2 = 10,

onde x é a incógnita que representa o peso de cada abóbora.

2x + 2 10 Retirando o peso de 2 kg de um dos pratos,


temos que retirar um peso igual do outro
prato, que ficará com 8 kg.

2x 8

Substituindo o peso de 8 kg por dois de 4 kg,


podemos perceber que cada abóbora pesa
4 kg.
2x 4 + 4

x 4
Portanto, x = 4.
A U L A
Traduzindo para a linguagem matemática, fica assim:

52 2x + 2 = 10
Subtraindo 2 dos dois membros.
2x + 2 - 2 = 10 - 2

2x = 8
Dividindo por 2 os dois membros.
2x 8
=
2 2
x = 4

Uma das etapas na solução de um problema é verificar se a resposta


encontrada está correta. Para isso, devemos substituir na equação o valor
encontrado, no caso x = 4.

2x+2 = 10
2.4+2 = 10
8+2 = 10
10 = 10

Um pouco de
História A palavra á l g e b r a tem origem na palavra árabe al-jabr (às vezes também
escrita como al-gebr), título de um livro escrito em Bagdá, por volta do ano 825,
pelo matemático árabe Mohammed Al-Khowarizmi: Livro sobre as opera-
ções al-jabr e qabalah .
O termo al-jabr significa restauração e refere-se à transposição de termos
para o outro lado da equação:

6x = 2x + 8 Subtraindo 2x dos dois membros.


6x - 2x = 8

O termo qabalah significa equilíbrio e refere-se à redução de termos


semelhantes:

6x - 2x = 8
4x = 8
x = 8:4
x = 2

Al-Khowarizmi resolvia as equações de modo semelhante a nós. A diferen-


ça é que tudo era expresso em palavras.
O primeiro matemático a escrever as equações usando letras, por volta de
1590, foi François Viète. Por isso, ele é chamado de “Pai da Álgebra” .
A partir de então, as equações passaram a ser interpretadas como as
entendemos hoje:

Equação é o idioma da álgebra.


Exercício 1 Exercícios
A U L A
A soma de dois números consecutivos é 1.349. Quais são esses números?

52
Exercício 2
Resolva as equações:

a) 4x + 2 = 14

b) 4(x - 2) = 3 (x - 1)
x
c) -1=6
2

Exercício 3
Uma caneta custa R$ 1,00 a mais que um lápis. Comprei 2 canetas e 4 lápis
e gastei R$ 3,20.

a) Escreva uma equação que solucione o problema.

b) Qual o valor de cada caneta?

c) Qual o valor de cada lápis?

Exercício 4
Somando 6 ao triplo de um número, o resultado é 42. Qual é esse número?
A UA UL L AA

53
53
Calculando áreas

Para pensar l Imagine que você vá revestir o piso de sua sala com lajotas. Para saber a
quantidade de lajotas necessária, o que é preciso conhecer: a área ou o
perímetro da sala?

l Foram feitos 8 furos iguais em duas placas de madeira. As placas são de


mesmo tamanho e mesma espessura, como indica a figura:

Após terem sido furadas, qual delas possui maior área?

l Quantos quadradinhos de 1 centímetro (1cm) de lado serão necessários para


cobrir um quadrado de 1 metro quadrado (1m2) de área?

Nossa aula Leia com atenção o texto seguinte, que foi extraído do Jornal do Telecurso
1 º Grau - Matemática, 3ª fase (Fundação Roberto Marinho, Editora Globo, 1981).

Calculando áreas

Existem muitas situações práticas que envolvem o cálculo de áreas, como


veremos nos exemplos a seguir.
Um azulejista, ao ser chamado para executar um serviço, começará seu
trabalho calculando a área das paredes que vão ser revestidas. Depois, ele vai
comprar o material e, quando pedir os azulejos, o balconista certamente lhe
perguntará quantos metros quadrados ele deseja. Assim, calculando a área das
paredes, e das portas e janelas, o azulejista poderá pedir a quantidade certa de
azulejos, evitando a falta ou o desperdício de material.
Uma vez elaborado o projeto de uma casa, é necessário preparar seu A U L A
orçamento. É preciso saber, por exemplo, qual a quantidade de tijolos a ser usada
na obra. Para isso, devemos saber quantos metros quadrados de parede a casa
terá. Esse cálculo é necessário não apenas para saber a quantidade de material 53
que se deve comprar, mas também para avaliar o custo da mão-de-obra que vai
ser utilizada.
As caldeiras industriais são fabricadas com chapas de aço. Quando são
projetadas, é preciso calcular a área das chapas que vão ser usadas na sua
construção. Esse cálculo serve para fazer o orçamento do custo da caldeira e,
também, para prever o peso que ela terá.
Os garotos da rua acertaram a bola numa vidraça, e vão ter de comprar uma
nova. Você já foi ao vidraceiro comprar um pedaço de vidro? Quando damos as
medidas do vidro que queremos, o vidraceiro faz alguns cálculos e diz o preço
a pagar. Você sabe o que ele está calculando? Se não sabe, tente descobrir o que
ele calcula.
Esses são alguns dos exemplos que mostram que o cálculo de áreas faz parte
do dia-a-dia de muitos profissionais.

O que é área de uma superfície?


Medir uma superfície é compará-la com outra, tomada como unidade.
O resultado da comparação é um número positivo, ao qual chamamos de área
área.
Como não existe instrumento para medir a área de uma superfície, compa-
ramos sua área com a área de uma figura mais simples, como o retângulo ou o
quadrado.

EXEMPLO 1

Deseja-se forrar uma parede de 3 m ´ 5 m com quadrados de cortiça de 1 m


de lado. Quantos quadrados de cortiça serão necessários?

Para resolver esse problema, é preciso calcu-


lar a área da parede, que tem a forma de um
retângulo e a área do pedaço de cortiça, que
tem a forma de um quadrado
quadrado.

Área do retângulo = comprimento · largura

= 3 m · 5 m = 15 m2

Área do quadrado = lado · lado

= 1 m · 1 m = 1 m2

Como cada quadrado tem 1 m2 de área, serão necessários 15 pedaços de


cortiça para forrar a parede.
A U L A Unidade de área

53 Na Aula 15, estudamos unidades específicas para cada figura a ser medida.
No quadro abaixo, vamos recordar as unidades de área mais usuais.

l Metro quadrado (m2) : é a superfície de um quadrado de 1 metro (1 m) de lado.

1m
1 m2

1m

l Quilômetro quadrado (km2) : é a superfície de um quadrado de 1 quilômetro


(1 km) de lado.
l Centímetro quadrado (cm2) : é a superfície de um quadrado de 1 centímetro
(1 cm) de lado.
hm2), o decâmetro quadrado (dam
Existem ainda: o hectômetro quadrado (hm dam2),
2 2
o decímetro quadrado (dmdm ) e o milímetro quadrado (mm
mm ).
Observação: No Brasil, costuma-se usar o hectare (ha) ou o alqueire para
medir grandes extensões de terra. Lembre que:
l 1 hectare (ha) = 10.000 m2 (um quadrado cujos lados medem 100 metros).
l O alqueire não é uma medida uniforme para todo o país. Existem: o alqueire
paulista; o alqueire do norte; o alqueire mineiro.

Mudando de unidade

Quantos centímetros quadrados cabem em um quadrado de 1 metro de lado?


2
1 cm
1m
1m

11 m
Observe que 1 m = 100 cm, logo, a área desse quadrado é:
100 cm · 100 cm = 10.000 cm 2
Portanto, concluímos que: em um quadrado de 1 m 2 de área, cabem 10.000
quadradinhos de 1 cm2 de área, isto é, quadradinhos de 1 cm de lado.
Agora, é sua vez! Quantos quadrados de 1 m de lado são necessários para
cobrir um quadrado de 1 km2 de área?
Áreas de figuras geométricas planas A U L A

Área do quadrado 53
Considere um quadrado qualquer. Usando a álgebra para representar a
medida do lado desse quadrado, vamos chamá-lo por a .
A área desse quadrado é:

A = a ´ a = a2

a
Área do retângulo
Considere um retângulo qualquer, de dimensões a e b .
A área do retângulo é o produto da medida da base pela altura.
Então:
altura (a)

A=b´a

base (b)
Área do paralelogramo
Observe as figuras abaixo. Podemos “cortar” um pedaço do paralelogramo
e encaixá-lo do outro lado, transformando o paralelogramo num retângulo:

altura
altura (h)
(h) hh

base
base(b)
(b) b

A área do paralelogramo é, assim, igual à área do retângulo obtido, ou seja,


ao produto das medidas da base pela altura:

A=b´h

Observação: a altura do paralelogramo é a distância de uma base a outra;


Observação
portanto, é perpendicular à base.

Área do losango
O losango é uma figura geométrica de lados iguais e diagonais perpendiculares.

C D AB = diagonal maior
CD = diagonal menor

B
A U L A Podemos construir um retângulo de tal forma que o losango fique inscrito
nessa construção. Observe que, dessa forma, a área do losango é metade da área

53 do retângulo, sendo determinada em função de suas diagonais:

Diagonal maior ´ diagonal menor


2

diagonal
diagonal
maior
ou, em linguagem algébrica:

maior
D ´d
A=
2

diagonal
diagonal
menor
menor

Área do trapézio
O trapézio é um quadrilátero com dois lados paralelos, chamados bases
bases:

(
base menor (b) )

base maior (B)

Construa dois trapézios iguais e encaixe-os, colocando um deles de “cabeça


para baixo” em relação ao outro.

b
b B
B
altura
altura

B
B b
b

A figura obtida é um paralelogramo cuja área é o dobro da área do trapézio.


Dessa forma, a área do trapézio é:

Área do trapézio =
(base maior + base menor) ´ altura
=
αB + b φ´ h
2 2
EXEMPLO 2 A U L A

Um terreno em forma de trapézio tem 75 m na base menor, 100 m na base


maior e 40 m de altura. Qual a área desse terreno? 53
7575mm (75 + 100) ×40
Área = =
2
20
40mm
40 175 ×40
= =
2 1

100 100
m m = 175 . 20 = 3.500

Logo, a área do terreno é de 3.500 m2.

Área do triângulo
Usaremos um raciocínio semelhante ao que usamos para determinar a área
do trapézio. Assim, construímos dois triângulos iguais:

Encaixando-os, como na figura da esquerda, obtemos um paralelogramo


cuja área é o dobro da área do triângulo. Como a área do paralelogramo é
determinada pelo produto da base pela altura, a área do triângulo é igual à área
do paralelogramo dividida por dois.

altura(h)
altura (h)

base (b)
base (b)

base ´ altura b ´ h
Área do triângulo = =
2 2

Se o triângulo for retângulo, a área pode ser calculada multiplicando-se os


catetos e dividindo o resultado por 2, pois, nesse caso, um cateto corresponde à
b ) e o outro à altura (h
base (b h ).

a b ´ h
A=
2

b
A U L A Decompondo figuras planas

53 Muitas vezes nos deparamos com “figuras estranhas”, que não são nem
triângulos, nem trapézios, nem nenhuma dessas figuras cujas áreas sabemos
determinar. E aí, o que fazer? Nesses casos, podemos usar uma técnica muito
simples: decompor a “figura estranha” em outras de formatos conhecidos, cujas
áreas são mais fáceis de serem obtidas. Veja o exemplo seguinte.

EXEMPLO 3

Calcule a área da figura:

4,5 cm
3 cm

4,5 cm
1,5 cm 2,5 cm 3 cm

Podemos decompor essa figura da seguinte maneira:

1
2
3

Calculamos, então, a área de cada uma das figuras:

(1) é um trapézio de área: (3 + 4, 5) ×1, 5


= 5,625 m 2
2
(2) é um paralelogramo de área: 4,5 . 2,5 = 11,25 cm2
4, 5 ×3
(3) é um triângulo de área: = 6,75 m 2
2
Somando os três resultados, temos a área da figura dada:
5,625 + 11,25 + 6,75 = 23,625
Assim, a área da figura é 23,625 cm2 .
Cálculo aproximado de áreas A U L A

Existem figuras planas cujas áreas são obtidas por cálculos aproximados.
53
EXEMPLO 4

Esta figura representa a planta de um terreno, na qual cada cm2 corresponde


a 1 km2 no real. Qual é a área do terreno?

Quadriculamos a figura tomando, por exemplo, o centímetro quadrado


como unidade de área:

Figura B

Figura A

Contando os quadradinhos internos e os que cobrem a figura, temos:


Figura A (quadradinhos internos) = 43 cm2
Figura B (quadradinhos que cobrem a figura) = 80 cm2
A área da figura, portanto, está entre 43 cm2 e 80 cm2 .
A U L A Aproximamos os valores encontrados por meio de média aritmética:

53
43 + 80
= 61, 5cm 2
2
A área da figura é, portanto, 61,5 cm2.
Como cada cm2 corresponde a 1 km2, na realidade o terreno têm uma área de,
aproximadamente, 61,5 km2.
Observação:
Ob servação: Se usarmos uma unidade de área menor, como por exemplo o
milímetro quadrado (mm2), o resultado obtido será mais preciso.

Exercícios Exercício 1
Com a ajuda de uma régua, meça os comprimentos necessários e determine
a área das figuras.

a) b)
h

c)

Exercício 2
Dê o significado de:
a) 1 m2 b) 1 km2

Exercício 3
Calcule a área da capa de seu livro de Matemática do Telecurso 2000.

Exercício 4
Calcule a área do banheiro de sua casa.

Exercício 5
Uma cozinha tem formato de um paralelepípedo com as seguintes dimensões:

33m
m

3,5
3,5 m
m

44 m
m
Deseja-se azulejar as paredes dessa cozinha até o teto.
Quantos azulejos devemos comprar, se os azulejos são quadrados de 15 cm
de lado?
Exercício 6 A U L A
Pedro desenhou 2 retas paralelas. Em uma marcou o segmento AB e em outra
marcou os pontos C, D, E e F, como mostra a figura:
C D E F
53

A B
Em seguida ligou alguns pontos formando os triângulos CAB, DAB, EAB e
FAB. Analisando esses triângulos, Pedro descobriu um “segredo” sobre
suas áreas.
Qual foi o “segredo” descoberto por Pedro?

Exercício 7
Calcule a área da figura:
cm
11 cm

44 cm
cm
cm
22 cm

cm
11 cm

4 cm 33 cm
cm
Exercício 8
Quantos metros quadrados de papel são necessários para forrar uma caixa
fechada, no formato de um cubo de 20 centímetros de aresta?

Exercício 9
Considerando o quadradinho como unidade de área (u), determine o valor
aproximado da área da figura:

u
A UA UL L AA

54
54
Potências e raízes

Para pensar N
res dessas fichas são os seguintes:
um determinado jogo de fichas, os valo-

l 1 ficha vermelha vale 5 azuis;


l 1 ficha azul vale 5 brancas;
l 1 ficha branca vale 5 pretas;
l 1 ficha preta vale 5 verdes.
Responda às perguntas, dando o resultado em forma de potência:
a) Uma ficha vermelha pode ser trocada por quantas fichas brancas?
b) E por quantas fichas pretas?
c) E por quantas fichas verdes?

Nossa aula Potenciação

Na Aula 4 do Volume 1, adotamos cubos para aprender a agrupar e fazer


contagens de um modo mais simples. Você se lembra das nossas figuras? Veja:
Quantos cubos há em: A U L A

l
uma barra?
uma placa? 54
l um bloco?

Para responder a essas perguntas, efetuamos as seguintes multiplicações:

1 barra = 10 cubinhos

1 placa = 10 · 10 = 100 cubinhos

1 bloco = 10 · 10 · 10 = 1.000 cubinhos

Esse tipo de multiplicação, em que os fatores são todos iguais, chama-se


potenciação, e pode ser indicada da seguinte maneira:
potenciação

10 · 10 = 10²
{
2 vezes

10 · 10 · 10 = 10³
{
3 vezes

l O número que é multiplicado várias vezes por ele mesmo é chamado de


base (no exemplo acima, é o número 10).

l O número que indica quantas vezes a base está sendo multiplicada é o


expoente (no exemplo acima, são os números 2 e 3).

l O resultado da potenciação é chamado de potência


potência.

Por exemplo:

1) 4³ = 4 · 4 · 4 = 64, que se lê: 4 elevado à 3ª potência ou


4 à terceira ou ainda 4 ao cubo

2) 5² = 5 · 5 = 25, que se lê: 5 elevado à 2ª potência ou


5 à segunda ou ainda 5 ao quadrado

3) 25 = 2 · 2 · 2 · 2 · 2 = 32, que se lê: 2 elevado à 5ª potência ou


2 à quinta

Observação

Os únicos casos de potenciação que têm nomes especiais são o de


expoente 2 (que se lê ao quadrado
quadrado) e o de expoente 3 (que se lê ao cubo
cubo).
A U L A

54
Casos especiais da potenciação

1. A base é igual a 1 e o expoente é qualquer número diferente de zero:


a potência é sempre igual a 1.

Por exemplo: 15 = 1 · 1 · 1 · 1 · 1 = 1

2. O expoente é igual a 1 e a base é qualquer número:


a potência é sempre igual à base.

Por exemplo: 31 = 3

3. A base é zero e o expoente é qualquer número diferente de zero:


a potência é sempre igual a zero.

Por exemplo: 0³ = 0 · 0 · 0 = 0

4. A base é 10 e o expoente é qualquer número diferente de zero:


a potência é um número que começa com 1 e tem um número de zeros
igual ao expoente.

Por exemplo: 10² = 10 · 10 = 100


{

2 zeros
105 = 100.000
{

5 zeros

5. A base é um número qualquer diferente de zero e o expoente é zero:


a potência, por convenção, é sempre igual a 1.

Observe:

34 = 81
¸ 3
3³ = 27
¸ 3
3² = 9
¸ 3
31 = 3
¸ 3
0
3 =1
Radiciação A U L A

Vejamos agora a operação inversa da potenciação, a radiciação


radiciação.
Considere a pergunta: qual é o número que elevado ao quadrado dá 81? 54
Você sabe que 9 . 9 = 81.
Então: 9² = 81 e 81 = 9 , que se lê: a raiz quadrada de 81 é 99.

l o sinal é o radical
radical;
l 81 é o radicando
radicando;
l 9 é a raiz quadrada de 81.
Organizamos uma tabela de quadrados para facilitar a determinação da raiz
quadrada. Veja:

NÚMERO 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10...

QUADRADO 0 1 4 9 16 25 36 49 64 81 100 ...

Veja que, na 2ª linha (a dos quadrados) não aparecem todos os números. Os


números que não aparecem não são quadrados e, por isso, não possuem raiz
quadrada natural. Por exemplo: 2 não tem raiz quadrada natural.
Vejamos agora a inversa do cubo (3ª potência).
Qual é o número que elevado ao cubo dá 27?
Vejamos uma tabela de cubos:

NÚMERO 0 1 2 3 4 5 6 7 ...

CUBO 0 1 8 27 64 125 216 343 ...

Assim, podemos responder à pergunta:

33 = 27 e 3
27 = 3 que se lê: a raiz cúbica de 27 é 33.
l a raiz cúbica é a inversa do cubo;
l o sinal 3 é o radical e o 3 é o índice
índice.
Assim como no quadrado, podemos observar que nem todo número natural
possui raiz cúbica natural. Por exemplo: 3 9 não tem raiz cúbica natural.
Curiosidades
1. De onde surgiu a expressão ao quadrado para expressar um número
elevado à 2ª potência? Por exemplo 3².

Os nove pontos formam um quadrado de lado


com 3 pontos.
Por isso, dizemos que 9 é o quadrado de 3.

2. De onde surgiu a expressão ao cubo para expressar um número


elevado à 3ª potência? Por exemplo 2³.

Na figura, estão marcados 8 pontos que formam um


cubo de lado com 2 pontos.
Por isso, dizemos que 8 é o cubo de 2.
Exercícios
A U L A Exercício 1
Escreva e calcule:

54 a) treze ao quadrado;
b) quatro ao cubo.

Exercício 2 *
Com 25 pontos é possível formar um quadrado, assim:

l l l l l

l l l l l

l l l l l

l l l l l o quadrado de 5
l l l l l

Se for possível, forme um quadrado desse tipo com:

a) 9 pontos b) 10 pontos c) 16 pontos

Exercício 3
Calcule:

a) 81 b) 120 c) 80 d) 014 e) 1010

Exercício 4
Calcule:

a) 49 b) 64 c) 1 d) 100 e) 36

Exercício 5
Calcule:

a) 3 8 b) 3 1 c) 3 1.000 d) 3
64 e) 3 0

(*) O Exercício 2 foi extraído do livro Matemática na medida certa - 5ª série


série, de
Jakubo e Lellis, Editora Scipione, São Paulo.
AUU
A L AL A

55
55
O Teorema de
Pitágoras

l Com ajuda de um par de esquadros, desenhe dois triângulos retângulos de Para pensar
mesmo tamanho. Represente num deles a altura relativa à hipotenusa,
como mostra a figura da direita:

I II III

Recortando os triângulos II e III


III, você terá três triângulos.
Esses triângulos são semelhantes entre si? Por quê?

l Reproduza a figura abaixo, se possível ampliando-a.

quadrado-base

1
2

5
4

l Recortando nas linhas tracejadas, separe as cinco peças numeradas.


Encaixe as peças 11, 2 , 3 , 4 e 5 no quadrado-base, de forma que, juntas,
preencham-no completamente.
A área do quadrado-base é igual à soma das áreas das cinco peças?
Nossa
A U aula
L A Desde épocas muito remotas, quando começou a erguer casas para se
abrigar, o homem sentiu a necessidade de “construir” ângulos retos para

55 verificar se as paredes estavam “no esquadro”, isto é, perpendiculares ao chão.


Atualmente há instrumentos apropriados para isso, mas não foi sempre assim.
Veremos o que a geometria tem a ver com tudo isso.

A geometria é uma ciência muito antiga

O triângulo de lados 3, 4 e 5 é utilizado há muitos séculos pelos


construtores. Talvez você já tenha ouvido falar das famosas pirâmides egíp-
cias: são enormes monumentos de pedra construídos há muitos séculos.
A maior dessas pirâmides, conhecida como Grande Pirâmide ou Pirâmide
de Quéops, foi construída há cerca de 4.500 anos. Sua base é um enorme
quadrado, cujo lado mede aproximadamente 230 m, dentro do qual caberiam
quatro quarteirões. Sua altura, que é de 146 m, equivale à altura de um prédio
de 50 andares.
Os pesquisadores impressionaram-se com o alto grau de precisão dessas
construções. A base da Grande Pirâmide é quase um quadrado perfeito: as
diferenças entre as medidas de seus lados são muito pequenas e seus ângulos
são todos praticamente iguais a 90º. Tais fatos nos levam a crer que os egípcios
desenvolveram grandes conhecimentos de geometria. Os diversos documentos
escritos naquela época revelam que, por exemplo, o triângulo de lados 3, 4 e
5 já era conhecido dos arquitetos e construtores egípcios. Diz a História que os
construtores usavam uma corda, na qual davam nós a intervalos de igual
distância, formando com ela esse tipo de triângulo.

Os arquitetos do Egito Antigo construíam ângulos retos


usando uma simples corda com nós.

Texto extraído do Jornal do Telecurso 1º Grau. Fundação Roberto Marinho, Ministé-


rio da Educação e Cultura, Fundação da Universidade de Brasília, 1989.
O triângulo retângulo A U L A

Um triângulo que têm um ângulo de 90º (ângulo reto) é chamado de


triângulo retângulo
retângulo. Nele, os lados recebem os seguintes nomes: 55
hipotenusa
cateto

cateto

A hipotenusa é o maior dos lados e é o lado oposto ao ângulo reto.

Curiosidade

Hipotenusa era o nome dado às cordas do


instrumento musical chamado lira. Essas
cordas formavam triângulos retângulos
com os lados do instrumento.
A lira, assim como a harpa, são os mais
antigos instrumentos de corda. Na
Grécia, a invenção da lira era atribuída a
Apolo, deus da mitologia grega.

Pitágoras e o triângulo retângulo

Quando falamos em triângulo retângulo, lembramos imediatamente de


Pitágoras, o grande matemático que nasceu na Grécia Antiga, por volta do
ano 550 a.C. Acredita-se que ele tenha obtido conhecimentos geométricos com
agrimensores egípcios, que já usavam o triângulo de lados 3, 4 e 5.
3 cm

5
cm
4 cm

Pitágoras percebeu que, construindo um quadrado sobre cada um dos


lados de um triângulo de lados 3u
3u, 4u e 5u (sendo u uma unidade qualquer),
como mostra a figura acima, apareceria a seguinte relação:

A área do quadrado formado sobre a hipotenusa é igual à


soma das áreas dos quadrados formados sobre os catetos.

No exemplo acima, você poderá observar que: 25 = 9 + 16


16.
A U L A O Teorema de Pitágoras

55 Para Pitágoras, não bastava que essa relação fosse válida para o triângulo
de lados 3, 4 e 5. Era preciso provar que a relação valia, também, para todos os
triângulos retângulos.
Ao construir algumas figuras com papel, acompanhamos melhor esse
raciocínio:

1. Recorte quatro triângulos retângulos iguais.

a
b II III IV
I

2. Recorte um quadrado de tal forma que seu lado seja igual à soma das
medidas dos catetos de um dos triângulos.

b + c

3. Agora, monte a figura abaixo, sobrepondo os triângulos e o quadrado já


recortados:

I II
c a

a2

III IV

Observe que o quadrado ao centro da figura tem lado a , portanto, sua área
é igual a a ²²² .
4. Movimente os triângulos e forme esta outra figura: A U L A

b
55
I
a
c c2
II

III
b2
IV

Os dois quadrados têm lados b e c . Portanto, suas áreas são b ² e c ²²² .

Conclusão

Como o quadrado grande (de lado b + c) é o mesmo nos dois casos,


podemos concluir que o quadrado de área a ²²² é igual ao quadrado
de área b ²²² somado ao quadrado de área c ²², ou seja:

aa²=
=bb² + cc²²²

Assim, deduzimos o Teorema de Pitágoras:

Num triângulo retângulo, o quadrado da medida da


hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos
catetos.

Usando a semelhança de triângulos, podemos demonstrar o Teorema de


Pitágoras de outra maneira, bem como aprender outras relações métricas
entreC os lados de um triângulo retângulo.

a
b Considere o triângulo ABC,
I cujos catetos são b e c e a
hipotenusa é a .
A c B

C
m
H
a Trace a altura relativa à
b
III hipotenusa. Determinando o
n ponto H e os segmentos h , m
h
II e n , podemos observar que:
a=m+n n.
A c B
A U L A Desse modo, obtivemos três triângulos semelhantes, ou seja, triângulos

55
que possuem os três ângulos iguais. Para facilitar as conclusões, desenhe os três
triângulos sobrepostos, como indica a figura:
C

b a
h
I
m b
II
III
B
A
h
n
c

Assim:

l Triângulo I semelhante ao triângulo II


II, logo:
b c a
= =
h n c

c a
de: = , temos: cc² = a . n (1ª relação),
n c
que pode ter a seguinte interpretação:

O quadrado do cateto maior é igual ao produto da hipotenusa


pela projeção desse cateto.

l Triângulo I semelhante ao triângulo III


III, logo:
b c a
= =
m h b

b a
de: = , temos: b ² = a . m (2ª relação),
m b
que pode ter a seguinte interpretação:

O quadrado do cateto menor é igual ao produto da hipotenusa


pela projeção desse cateto.

l Triângulo II semelhante ao triângulo III


III, logo:
h n c
= =
m h b

h n
de: = , temos: h ² = m . n (3ª relação),
m h
que pode ter a seguinte interpretação:

O quadrado da altura relativa à hipotenusa é igual ao produto


das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.
Somando a 1ª e a 2ª relação membro a membro, temos: A U L A

c² + b² = a . n + a . m
aplicando a propriedade 55
distributiva
c² + b² = a (n + m)

como m + n = a, chegamos ao Teorema de Pitágoras: c ² + b


b² = aa²²²

Exercício 1 Exercícios
Aplicando o Teorema de Pitágoras, verifique se são retângulos os triângu-
los que têm estas medidas de lados:
a) 6 cm, 8 cm e 10 cm c) 4 cm, 5 cm e 6 cm
b) 7 cm, 9 cm e 20 cm d) 13 cm, 12 cm e 5 cm

Exercício 2
Desenhe um triângulo retângulo e construa triângulos retângulos e isósceles
sobre seus catetos e sua hipotenusa, conforme este modelo:

Em seguida:
a) calcule a área de cada um dos triângulos desenhados sobre os catetos e
sobre a hipotenusa;
b) some as áreas dos triângulos desenhados sobre os catetos e compare
c o m
a área do triângulo desenhado sobre a hipotenusa.
O que você concluiu?

Exercício 3
Usando as relações métricas no triângulo retângulo, calcule as medidas
indicadas na figura:

15
a
b

x y

17
A UA UL L AA

56
56

Aplicação do Teorema
de Pitágoras

Para pensar U ma escada de 5 m de comprimento está


apoiada num muro. O pé da escada está afastado 3 m da base do muro. Qual
é a altura, no muro, que a escada alcança?

Nossa aula Para resolver esse problema, usaremos uma propriedade muito importante
dos triângulos retângulos que foi estudada na aula anterior. Ela é conhecida
como Teorema de Pitágoras e diz o seguinte:

Em todo triângulo retângulo, o quadrado da medida da


hipotenusa é igual à soma dos quadrados das medidas dos
catetos.

Observe o seguinte triângulo retângulo:


C

B A

A hipotenusa é o lado maior do triângulo, BC. A hipotenusa pode ser


identificada também como o lado oposto ao ângulo reto do triângulo. Os outros
lados, AB e AC, são chamados de catetos
catetos.
Esses nomes, hipotenusa e cateto, são usados apenas para indicar os lados do
triângulo retângulo.
O Teorema de Pitágoras se aplica a todos os triângulos retângulos.
Portanto, uma maneira rápida e simples de saber se determinado triângulo é
retângulo quando conhecemos apenas as medidas de seus lados é aplicar o
Teorema de Pitágoras.
EXEMPLO 1 A U L A

Verifique se o triângulo cujos lados medem 10 cm, 24 cm e 26 cm é


retângulo. 56
Elevando ao quadrado as medidas dos dois lados menores, os catetos, e
somando os resultados, temos:
10²² + 24²² = 100 + 576 = 676
Elevando também ao quadrado a medida da hipotenusa:
26²² = 676
Verificamos que: 26²² = 10²² + 24²² . Logo, este triângulo é retângulo.

Veja, agora, outras aplicações do Teorema de Pitágoras.

EXEMPLO 2

O lado de um quadrado mede 5 cm. Quanto mede a diagonal desse quadrado?

5 cm

Você já sabe que a diagonal do quadrado é o segmento de reta que liga dois
vértices não consecutivos. Não se esqueça também de que o quadrado tem
os quatro lados iguais e os quatro ângulos retos.
Ao traçar uma diagonal, o quadrado fica dividido em dois triângulos retân-
gulos iguais. A diagonal é a hipotenusa, e os lados do quadrado, os catetos.

Na figura ao lado, destacamos um


dos triângulos. Assinalamos a
diagonal com a letra d . Vamos
d aplicar o Teorema de Pitágoras
5 cm
para determinar o valor de d (me-
dida da diagonal):

5 cm
²d²= 5² + 5²
d² = 25 + 25
d² = 50 _ d = 50

O resultado 50 é um número irracional: tem uma infinidade de casas


decimais sem ser periódico.
Não existe nenhum número natural que elevado ao quadrado seja igual a 50.
Portanto, o resultado do problema ficará indicado por 50 . Usando a
máquina de calcular, obtemos um resultado aproximado com duas casas
decimais. A diagonal do quadrado de lado 5 cm é igual a 50 ou 7,07 cm,
aproximadamente.
A U L A EXEMPLO 3

56 Num losango, as diagonais medem 16 cm e 12 cm. Determine a medida do


lado do losango.

O losango é um quadrilátero que possui os quatro lados iguais. Suas


diagonais são diferentes entre si e perpendiculares, isto é, cortam-se ao meio
formando quatro ângulos retos.

x
8

Observe na figura acima que, ao se cruzarem, as diagonais dividem o


losango em quatro triângulos retângulos. Em cada um deles os catetos
medem 8 cm e 6 cm, pois cada cateto é a metade de uma diagonal. Veja que
chamamos a hipotenusa do triângulo de x , representando a medida do lado
do losango que vamos calcular. Aplicando Pitágoras, temos:

x²² = 8²² + 6²²


x²² = 64 + 36
x²² = 100
x = 100 _ ® x = 10

Logo, o lado do losango mede 10 cm


cm.

EXEMPLO 4

Um triângulo isósceles tem 16 cm de altura e 12 cm de base. Determine a


medida dos outros dois lados.

x
16

12

Vamos lembrar que o triângulo isósceles possui dois lados iguais e um


diferente, chamado base
base.
Quando traçamos a altura do triângulo em relação à base ela forma dois
triângulos retângulos iguais, onde um dos catetos é a altura (16 cm), o outro
mede metade da base (6 cm) e a hipotenusa é um dos lados iguais do
triângulo isósceles, cuja medida é desconhecida (xx ).
Assim, aplicando Pitágoras: A U L A

x²²
x²²
= 16²² + 6²²
= 256 + 36 56
x²² = 292
x²² = 292

A medida dos lados iguais do triângulo isósceles é 292 cm ou 17,08 cm


aproximadamente.

EXEMPLO 5

Num triângulo equilátero cujo lado mede 8 cm, quanto mede a altura?

8 cm
x

4 cm

8 cm

Da mesma forma que no triângulo isósceles, ao traçarmos a altura formam-


se dois triângulos retângulos iguais, onde um dos catetos é a altura (x
x ) que
não conhecemos a medida, o outro mede metade do lado (4 cm) e a
hipotenusa é o lado do triângulo equilátero (8 cm). Aplicando o Teorema
de Pitágoras:

8²² = ² x² + 4²²
64 = x² + 16
64 - 16 = x²²+ 16 - 16 (lembre-se da Aula52)
48 = x² _ x = Ö48

A altura do triângulo retângulo de lado 8 cm é, portanto, 48 cm ou 6,92


cm aproximadamente.

Vamos agora resolver o problema sugerido no início da aula que é,


também, uma interessante aplicação prática do Teorema de Pitágoras.
Observe:

5 5mm xx

33mm
A U L A
Ao encostar no muro, a escada forma um triângulo retângulo onde:

56 l

l
o comprimento da escada é a hipotenusa do triângulo (5 m);
a distância do pé da escada à base do muro é a medida de um dos catetos
do triângulo (3 m);
l x ), que
a altura que a escada alcança no muro é a medida do outro cateto (x
não conhecemos.
Aplicando Pitágoras:

5²² =
3² + x²² (aplicando
² a operação inversa da adição, a subtração)
25 =
9 + x²² ²
25 - 9 =
x²² ²
x²² ² =
16
_ x = Ö16 _ x = 4
A altura que a escada alcança no muro é de 4 cm cm.
Exercícios
Exercício 1
Verifique se o triângulo cujos lados medem 13 cm, 12 cm e 5 cm é um
triângulo retângulo.

Exercício 2
Aplicando o Teorema de Pitágoras, determine as medidas indicadas:

a) b)

10 10 x 10
x

8 x

Exercício 3
As diagonais de um losango medem 18 cm e 24 cm. Calcule a medida do lado
desse losango.

Exercício 4
Calcule a medida da diagonal de um retângulo cujos lados medem 36 m e 27 m.

Exercício 5
Calcule a medida da diagonal do quadrado cujo perímetro mede 24 cm.

Exercício 6
As diagonais de um losango medem 6 m e 8 m. Qual é o perímetro desse
losango?
AUU
A L AL A

57
57
A área do círculo

E m uma competição de ciclismo, foi decidido


que as rodas das bicicletas seriam pintadas com a cor da camisa de cada
Para pensar
competidor.
A pintura foi feita como na figura abaixo:

Que parte da roda foi pintada?

Você já aprendeu na Aula 45 que o comprimento de uma circunferência Nossa aula


depende de seu raio e pode ser obtido pela expressão:

comprimento = 2pr
r

Nesta expressão r é a medida do raio e p é um número irracional que


aproximamos para 3,14.
A U L A EXEMPLO 1

57 Numa circunferência cujo raio é de 5 cm, qual é o comprimento?

2 . p . 5 = 10 . 3,14 = 31,4

O comprimento da circunferência é de aproximadamente 31,4 cm


cm.

Agora, nesta aula, vamos aprender a calcular a área do círculo.


Para isso, imaginamos que o círculo seja formado por várias circunferên-
cias concêntricas. Depois, imaginamos também que podemos cortar
e s s a s
circunferências e esticá-las. A figura que obtemos, então, é um triângulo
retângulo:

Nesse processo, quanto maior for o número de circunferências utilizado


para completar o círculo, melhor será sua representação em um triângu-
lo.
Observe o triângulo abaixo. Sua altura é igual ao raio do círculo e sua base
mede 2pr, isto é, o comprimento da maior circunferência, a fronteira do
círculo.
r

2pr

Calculando a área do triângulo, temos:


base . altura = 2pr . r = pr²
2 2

Área do círculo = pr²²

EXEMPLO 2

Vamos agora calcular a área do círculo do Exemplo 1.


Como r = 5 cm, r² = 5 x 5 = 25 cm².
A área então será: p x 25 = 3,14 ´ 25 = 78,5 cm
cm²²² .
EXEMPLO 3 A U L A

Na figura abaixo, você pode perceber que a área do quadrado que contém
o círculo com o menor desperdício possível é maior que a área do 57
círculo. Qual é a área desperdiçada?

5 cm

Se o raio do círculo é 5 cm, seu diâmetro mede 10 cm. O lado do quadrado


é igual ao diâmetro do círculo: 10 cm. Então:

Área do quadrado = l ²² = 10 . 10 = 100 cm²²


Área do círculo = 78,5 cm²² (ver Exemplo 2)
Desperdício = 100 - 78,5 = 21,5 cm²²

Sugestão
Sugestão: Avalie esse desperdício em termos percentuais.

Área do setor circular

Numa circunferência de centro O e raio r denominamos ângulo central ao


ângulo cujo vértice está no centro da circunferência e cujos lados cortam a
circunferência.

O ângulo central AÔB


r
A

Um setor circular é a região do círculo de centro O e raio r delimitada por


um ângulo central.

O setor circular

A
Para calcular a área de um setor circular temos duas opções.

1. Se você sabe em quantas partes iguais um círculo foi dividido, é só


dividir a área do círculo pelo número de partes. Veja o exemplo
seguinte.
A U L A EXEMPLO 4

57
O O O O
2 cm 2 cm 2 cm 2 cm

Área do círculo = 2 partes iguais 4 partes iguais 6 partes iguais


Área do setor = Área do setor = Área do setor =

pr² = p . 2² @
@12,56 cm² = 12,56 @6,28 cm² = 12,56 @ 3,14cm² = 12,56 @ 2,09cm²
2 4 6

2. Quando conhecemos o ângulo correspondente ao setor circular, pode-


mos calcular a área de um setor circular usando uma regra de três. Veja
o exemplo seguinte.

EXEMPLO 5

Este setor circular corresponde a um


ângulo com abertura de 50º que é um
50º segmento do ângulo central.
2 cm O ângulo central que corresponde a
uma volta completa, ou seja, a todo o
círculo, mede 360º.

Já calculamos a área do círculo de raio 2 cm no Exemplo 4. Usando a


técnica da regra de três (ver Aula 51), temos:

ÁREA ÂNGULO

CÍRCULO 12,56 cm² 360º


SETOR x 50º

Ou seja: 12,56 cm² — 360º


x — 50º

12, 56 ×. 50º 2
Logo: x= = 1,74 cm
360º
Área da coroa circular A U L A

co
Observe a figura ao lado. Denomina-se
roa circular à região sombreada, que é obti-
coroa 57
da com dois círculos de mesmo centro O e raios
diferentes R e r .
O É muito simples calcular a área de uma
r
coroa circular, pois, como você percebe na figu-
R ra, ela é obtida retirando-se um círculo menor
do círculo maior. Desse modo, sua área é
obtida subtraindo-se a área do círculo menor
da área do círculo maior. Acompanhe o exem-
plo.

EXEMPLO 6

Fazendo R = 5 m e r = 3 mm, temos:


Área do círculo maior @ 3,14 · 25 = 78,5 m²
Área do círculo menor @ 3,14 · 9 = 28,26 m²
Área da coroa circular @ 78,5 - 28,26 = 50,24 m²

Exercícios
Exercício 1
Calcule a área de um círculo:
a) cujo raio mede 6 cm;
b) cujo diâmetro mede 8 cm.

Exercício 2
Se um círculo com raio de 10 m foi dividido em 9 partes iguais, calcule:
a) a área de um dos setores circulares assim obtidos;
b) a medida do correspondente ângulo central.

Exercício 3
Use a regra de três para calcular a área de um setor circular de 150º de
abertura num círculo com 1 m de raio.

Exercício 4
No gráfico de setores abaixo, foi utilizado um círculo com 2 cm de raio.
Calcule a área de cada setor.

10%

20%
30%

40%

Exercício 5
Resolva como exercício a Sugestão ao final do Exemplo 3.
A UA UL L AA

58
58
Calculando volumes

Para pensar l Considere um cubo de aresta a :

a
a

Para construir um cubo cuja aresta seja o dobro de a , de quantos cubos de


aresta a precisaremos?

l Pegue uma caixa de fósforos e uma caixa de sapatos. Considerando a caixa


de fósforos como unidade de medida, qual o volume da caixa de sapatos?

l Com cartolina, ou algum outro papel encorpado, construa um cubo e uma


pirâmide de base quadrada de tal forma que:
- a base da pirâmide seja um quadrado igual à face do cubo;
- a altura da pirâmide seja igual à medida da aresta do cubo.
Nessas condições, qual a relação entre os volumes da pirâmide e do cubo?

a a

a a
a

Esquema do cubo Esquema da pirâmide


(sem tampa) de base quadrada
Na Aula 15, estudamos que os objetos têm área, volume e forma. Vimos Nossa
A U L aula
A
também que existem objetos com mesmo volume e formas diferentes.
Nesta aula, estudaremos um pouco mais esse assunto, aprendendo a
calcular o volume de alguns sólidos. Mas, antes, veremos algumas situações 58
que envolvem a idéia de volume e capacidade:

VOLUME DE CAPACIDADE DE

l areia retirada de um rio l uma garrafa


l entulho retirado de uma obra l uma seringa
l dejetos poluentes despejados l uma caixa d'água
nos rios, lagos ou mares l ar dos nossos pulmões

Medir o volume ou a capacidade de um objeto é saber a quantidade de


espaço que ele ocupa ou de que dispõe para armazenar.

EXEMPLO 1

Esta garrafa está cheia. Ela contém


290 mililitros (290 ml) de refrigerante:

Volume = 290 ml

Isso significa que 290 ml é a quantida-


de de líquido que a garrafa pode
armazenar:

Capacidade = 290 ml

EXEMPLO 2

Para encher uma caixa d’água de 2 metros de comprimento por 2 metros


de largura e 1 metro de profundidade, foram necessários 4.000 litros de
água.

1 cm

2 cm
2 cm

Volume da caixa d’água = 2 m x 2 m x 1 m = 4 m3


Capacidade da caixa d’água = 4.000 litros
A U L A As unidades de volume e de capacidade são estabelecidas pela seguinte
relação:

58 1 l = 1.000 cm
cm³³³

Isto é, se tivermos um cubo oco com 10 cm de aresta, podemos colocar nesse


cubo, exatamente, 1 litro de líquido (água, suco, leite, óleo etc.).

10 cm

10 cm

Outras relações, decorrentes dessa, também são bastante utilizadas:

1 m3 = 1.000 l
1 cm3 = 1 ml

As unidades de medida de volume fazem parte do Sistema Decimal de


Medidas. As mais usadas são:

metro cúbico (m3)


decímetro cúbico (dm3)
centímetro cúbico (cm3)
milímetro cúbico (mm3)

1 m3 = 1.000 dm3 = 1.000.000 cm3 = ...

Desse modo são necessários 1.000.000 de cubinhos de 1 cm de aresta


para formar um cubo de 1 m de aresta.

Volume do paralelepípedo

Paralelepípedo é o nome que a Matemática dá aos objetos que têm a


forma de uma caixa de sapato, de um tijolo etc. Na verdade, a definição de
paralelepípedo é mais geral. Se quisermos ser mais precisos, uma caixa de
sapato é um paralelepípedo reto de base retangular.
Na Aula 15, calculamos o volume do paralelepípedo, multiplicando suas
dimensões (comprimento, largura e altura):

1 cm

V = a.b.c
2 cm
2 cm
EXEMPLO 3 A U L A

Qual o volume do cubo cuja aresta mede 5 cm? (Lembre-se de que o cubo é
um paralelepípedo cujas dimensões têm a mesma medida). 58
5 cm
V = 5 cm . 5 cm . 5 cm = 125 cm3
5 cm
5 cm

Imagine que esse cubo seja oco. Quantos litros de água seriam necessários
para enchê-lo até a boca?

Como: 1 l = 1.000 cm3


Então, fazendo uma regra de três, temos:

1 litro = 1.000 cm3


x litros = 125 cm3
1 × 125
x= 1.000
= 0,125 litros = 125 mililitros

Podemos colocar 125 l de água num cubo cujo volume é de 125 cm3.

Decompondo figuras sólidas

O paralelepípedo pode ser decomposto em duas outras figuras sólidas.


Veja:
A U L A Cada um dos sólidos que surge pela decomposição deste paralelepípedo
retângulo é um exemplo de prisma. Temos, em nosso caso, dois prismas retos

58 de base triangular
triangular. Observe que, neste exemplo, a base de cada prisma é um
triângulo retângulo
retângulo.
O volume do prisma reto de base triangular é metade do volume do
paralelepípedo. Portanto, o volume do prisma reto de base triangular é:

a.b.c
V= 2

Note que o paralelepípedo também é um prisma reto, porém de base


retangular.
Para obter o volume de um prisma com uma base qualquer multiplicamos
a área da base pela altura
altura. Por exemplo:

Prisma reto de base quadrangular(ou paralelepípedo):

Volume = área da base x altura

V = (a . b) . c

V= a.b.c

que é o resultado já conhecido para o volume do paralelepípedo.


Volume do cilindro A U L A

Cilindro é o nome que a Matemática dá aos objetos que têm a forma de


um latão de querosene ou de um cigarro. O cilindro é um sólido geométrico 58
cujas bases são dois círculos iguais, como na figura:

O volume do cilindro pode ser determinado do mesmo modo que o volume


do prisma reto:

Volume do cilindro = área da base . altura

Como a base do cilindro é um círculo, temos:

Área da base = área do círculo = pr2 , onde r é o raio do círculo

Então, a área do cilindro pode ser expressa por:

A = P ²r ² . a
{

área do altura do
círculo cilindro
da base

EXEMPLO 4

Determine o volume de um cilindro de 30 centímetros de altura e cuja base


tem 20 centímetros de raio.

20 cm
V = área da base · altura

Área da base = pr 2
30 cm
A = p . 202 = 3,14 . 400
A = 1.256 cm2

Volume = 1.256 . 30 = 37.680 cm3


A U L A Densidade de um corpo

58 Na Aula 14, aprendemos que a massa de um objeto pode ser dada pelo seu
kg
peso. As unidades de medida de massa são o quilograma (kg g ).
kg) e o grama (g
Podemos definir a densidade de um objeto (ou corpo) como o quociente
entre sua massa e seu volume:

massa
Densidade =
volume

Um método prático para determinar o volume de objetos, por exemplo o


de uma pedra, é o seguinte:

l Pegue um recipiente transparente, cujas medidas sejam fáceis de calcular.


Por exemplo, um copo na forma de um cilindro.

10 cm

10 cm

l Encha-o com água e meça a altura que a água atingiu.


No nosso exemplo, o volume de água é:

V = p . 52 . 10 = 3,14 . 25 . 10 = 785 cm3

l Em seguida, mergulhe a pedra na água e meça novamente a altura


atingida.

12 cm

Volume = p . 52 . 12 = 3,14 . 25 . 12 = 942 cm2

A diferença entre os dois resultados é o volume da pedra:

Volume da pedra = 942 - 785 = 157 cm3.


Exercício 1 Exercícios
A U L A

58
De quantos cubinhos iguais a A precisamos para montar um cubo igual a B?

A B

Exercício 2
Quantos litros de óleo cabem no galão abaixo?

50 cm

20 cm
20 cm

Exercício 3
O que significa m3 ?

Exercício 4
Qual o volume de um bolo cuja altura é 5 cm e cujo diâmetro é 60 cm?

Exercício 5
Quantos litros de leite cabem em um galão cilíndrico de 20 cm de diâmetro
e 60 cm de altura?

Exercício 6
Meça as arestas e calcule o volume de uma caixa de pasta de dentes.

Exercício 7
Calcule a capacidade, em metros cúbicos, de uma caixa que possa conter o
fogão de sua casa.

Exercício 8
Calcule o volume de duas latas de óleo com formatos diferentes.
A UA UL L AA

59
59
Organizando os
números

Vamos pensar
l
E screva os números que são pedidos:
os números naturais menores que 5;
l os números inteiros maiores que - 2 e menores que 1;
l os números naturais que são soluções da equação x + 3 = 2;
l os números inteiros que são soluções da equação 5x + 4 = 1;
l um número racional que seja maior que zero e menor que 1.

Nossa aula Vários tipos de número já foram estudados neste curso, mas seus nomes
não são conhecidos ainda. Vamos, então, organizar os diferentes tipos de
número que já conhecemos com seus respectivos nomes.
O primeiro contato que temos com os números é pela contagem, quando
surgem, de maneira natural, os números 1, 2, 3, 4 etc. Mais tarde, quando
estudamos nosso sistema de numeração, aparece o 0 (zero). Ele é usado para indicar
a ausência de unidades numa determinada ordem de um número.
Chamamos de números naturais os números 0, 1, 2, 3, 4 ...
Considere as chamadas operações elementares (adição, subtração, multi-
plicação e divisão) com números naturais. Quais dessas operações têm sempre
como resultado um número natural? Isso é o mesmo que perguntar:

l A soma de dois números naturais é sempre um número natural?


l A diferença de dois números naturais é sempre um número natural?
l O produto de dois números naturais é sempre um número natural?
l O quociente de dois números naturais é sempre um número natural?

Nas aulas anteriores verificamos que:

dee dois números naturais são sempre


A soma e o produto d
números naturais.

A diferença de dois números naturais só é um número natural


quando o primeiro é maior ou igual ao segundo.

Por exemplo: 7 - 3 = 4 é um número natural.


Quando queremos fazer uma subtração em que o primeiro número é A U L A
menor que o segundo, precisamos usar os números negativos
negativos, que não são
números naturais:
59
4 - 7 = - 3 não é um número natural

Vemos, assim, surgir um novo conjunto de números, formado pelos núme-


ros naturais mais os números negativos: os números inteiros
inteiros.
São, portanto, números inteiros os números ... - 3, - 2, - 1, 0, 1, 2, 3 ... e podem
ser representados numa reta numérica da seguinte maneira:

-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5

Observamos que:
l os números negativos estão à esquerda do zero, portanto todo número
negativo é menor que zero;
l os números positivos estão à direita do zero, portanto todo número positivo
é maior que zero;
l os números negativos estão à esquerda dos números positivos, logo todo
número negativo é menor que qualquer número positivo;
l um número é sempre menor que o número que está à sua direita.

Exemplos: -3 < 0 (- 3 é menor que zero)


-1 < 1 (- 1 é menor que 1)
-3 < -1 (- 3 é menor que - 1)
2 > -1 ( 2 é maior que - 1)
0 > -7 ( zero é maior que - 7)

Voltando às operações, também já sabemos que:

Na divisão de dois números naturais, o quociente só será um


número natural quando o primeiro número (o dividendo) for
múltiplo do segundo (o divisor).

Assim: 16 ¸ 4 = 4 é um número natural.

Quando isso não acontece, usamos outros números para indicar o


quociente.

5
Exemplos: 5 ¸ 2 = 2,5 ou
2

1
1 ¸ 3 = 0,333 ou
3
A U L A Todos esses números - frações, decimais exatos, dízimas periódicas e os
inteiros - formam um conjunto chamado conjunto dos números racionais
racionais.

59 Portanto, este conjunto é uma ampliação do conjunto dos números inteiros.


Qualquer número racional pode ser representado por um ponto na reta
numérica.

Exemplo: assinale na reta numérica um número racional entre 0 e 1:

0,5
-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5

Será possível marcar na reta outro número racional entre 0 e 1 diferente de 0,5?
Entre 0 e 0,5, dividindo ao meio o segmento, podemos marcar o número 0,25.
E agora, será que ainda podemos marcar outro número racional entre 0 e 0,25?
O mesmo processo pode ser repetido: dividindo o novo segmento ao meio,
marcaremos o número 0,125.
Continuando sempre o mesmo raciocínio, podemos imaginar que entre dois
números racionais existem infinitos outros números racionais. Daí a impossibi-
lidade de escrever todos eles.
Para ter uma idéia mais clara dos conjuntos numéricos, é interessante
representá-los por diagramas, que são representações gráficas de conjuntos por
meio de uma curva fechada. Podemos escrever os elementos do conjunto dentro
do diagrama ou apenas o nome do conjunto junto à curva.

Veja quais são as letras usadas para dar nomes aos conjuntos numéricos:

: conjunto dos números naturais;

Z : conjunto dos números inteiros;

: conjunto dos números racionais.

E o diagrama fica assim:

Z
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Escreva os números naturais múltiplos de 3 e maiores que 5.

Exercício 2 59
Escreva os números inteiros menores que 1.

Exercício 3
Escreva os números racionais que são a solução da equação: 5x + 1 = 10.

Exercício 4
Escreva um número racional maior que 2.

Exercício 5
Escreva ao lado de cada sentença V se ela for verdadeira ou F se ela for falsa:
a) ( ) - 6 é um número inteiro, logo é racional.
b) ( ) 2,516 é um número decimal exato, logo é racional.
c) ( ) 0,494949... é um número racional.
d) ( ) - 5 é um número natural.

Exercício 6
Escreva estes números racionais na forma de fração:
a) 3
b) 2,5
c) 0,555...
d) 0

Exercício 7
Dê exemplos de dois números racionais maiores que - 1,4.

Exercício 8
1 1
Assinale na reta numérica os números: ; - 2 ; 1,5 ; - .
3 4
A UA UL L AA

60
60
A reta e os
números reais

Para pensar
da seguinte lista:
P reencha os espaços abaixo com números

4,2 -5 - 3,1 0,555... 0 11

l números inteiros não naturais: ...........................................................................


l números racionais não inteiros: ..........................................................................
l números reais não racionais: ...............................................................................
l números reais não irracionais: ............................................................................

Nossa aula Vimos, na Aula 59, que os números racionais podem ser: frações, inteiros,
decimais exatos e dízimas periódicas. Observe estes dois números:

0,25 e 0,252525...

O primeiro tem duas casas decimais, portanto um número finito de casas


decimais. Por isso, é chamado de decimal exato
exato.
O segundo tem um número infinito de casas decimais com um período que
se repete (25). Esse número é conhecido como dízima periódica
periódica.
Vejamos o que acontece com o número decimal:

0,010110111...

Ele tem uma infinidade de casas decimais que não se repetem, portanto, não
é decimal periódico.

Pense um pouco e descubra as casas que virão a seguir nesse número.

Após a vírgula, a 1ª casa decimal é o zero, seguido do número 1; depois


outro zero, seguido duas vezes do número 1, e assim por diante. Logo, os
próximos algarismos serão o zero e depois quatro vezes o número 1. Esse
número não é racional. Ele é um exemplo de número irracional.
Outro exemplo de número irracional, bastante conhecido e muito A U L A
importante em Matemática, especialmente usado em geometria, é o
número p = 3,141592...
Ao estudar a operação de radiciação (Aula 54), e particularmente a raiz 60
quadrada, vimos que nem todo número natural tem raiz quadrada natural.
Os números naturais 0, 1, 4, 9, 16, 25, 36, 49, 64, 81 e 100, são chamados
quadrados perfeitos
perfeitos. As raízes quadradas desses números são também núme-
ros naturais:

0 =0 16 = 4 49 = 7
1 =1 25 = 5 64 = 8
4 =2 36 = 6 81 = 9
9 =3 100 = 10

Os outros números naturais, diferentes dos números quadrados perfeitos,


têm como raízes quadradas números irracionais. Outras raízes, com índices
diferentes de 2 e que não são números naturais, também são números irracio-
nais. Por exemplo:
3 4 3
4 5 100

Ao fazer o cálculo das raízes abaixo, numa calculadora, encontramos os


seguintes resultados:
2 = 1, 414213...
3 = 1, 73205...
5 = 2, 23606...
Os pontos que aparecem no final do número não aparecem no visor da
máquina de calcular. Eles indicam que as casas decimais continuariam a
aparecer se a máquina fosse maior e comportasse mais algarismos.
Vimos também que podemos assinalar todos os números racionais na reta
numérica, associando a cada número um ponto da reta bem determinado.
Podemos fazer o mesmo com os números irracionais?
Vejamos a representação de 2 na reta numérica, com auxílio de uma
construção geométrica. Vamos construir um triângulo retângulo isósceles de
catetos iguais a 1 sobre a reta numérica:

x 1

-2 -1 0 1 1 2 3

Calculamos a medida da hipotenusa aplicando o Teorema de Pitágoras:

x² = 1² + 1²
x² = 1 + 1
x² = 2
x= 2
A U L A Para marcar na reta a medida da hipotenusa, que é 2 , posicionamos em O
a ponta sem grafite (ponta seca) de um compasso, com abertura igual ao

60 tamanho da hipotenusa. Descrevendo um arco com o compasso, encontramos


o ponto na reta que corresponde a 2 :

x 1

-2 -1 0 1 1 2 2 3

Na prática, localizamos uma raiz quadrada na reta quando conhecemos um


valor aproximado da raiz. Por exemplo: localize o número 5 na reta numérica.
Vejamos quais são os números quadrados perfeitos mais próximos de 5:

5 está entre 4 e 9 = 4<5<9

5 está entre 4 e 9 = 4< 5< 9

5 está entre 2 e 3 = 2< 5<3

Assim, podemos assinalar a 5 entre os números 2 e 3 :

-2 -1 0 1 2 5 3

Procurando o valor de 5 por tentativa, teremos uma localização mais


exata. Sabendo que 5 está entre 2 e 3, podemos escrever que 5 = 2 ,...
Experimentamos então alguns números, por exemplo:

2,1 = (2,1)² = 4,41, que é um valor ainda distante de 5;

2,2 = (2,2)² = 4,84, que é bem próximo de 5.

Então, podemos representar 5 na reta com uma localização razoável, ou


seja, próxima do valor exato do número:

5
-2 -1 0 1 2 3
Sabendo que é possível representar na reta os números racionais e os A U L A
irracionais, podemos chamá-la reta real
real. O conjunto dos números reais ( ), que
é a reunião do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números
irracionais. Veja o diagrama abaixo: 60

O diagrama mostra a relação entre os diversos conjuntos: todo número


natural é inteiro; todo número inteiro é racional; todo número racional é real,
assim como, todo número irracional é também real. Inversamente, todo ponto
de reta real representa um número, que pode ser racional ou irracional

Exercícios
Exercício 1
Assinale na reta numérica os seguintes números reais:
- 2,5 0,75 2 p - 0,666...

Exercício 2
Assinale V se a afirmação for verdadeira ou F se for falsa:
1
a) ( ) 3 é um número real menor que 1.
b) ( ) 10 é um número real menor que 3.
c) ( ) 2,151617... é um número racional.
d) ( ) - 5 é um número inteiro, logo é um número real.
e) ( ) p não é um número real.
f) ( ) 3 é um número real
g) ( ) 3 é um número racional.

Exercício 3
3
a) Qual o menor número inteiro maior que 41
b) Qual o maior número inteiro menor que -
4

Exercício 4
Dê exemplo de:
1
a) dois números inteiros maiores que - 4
b) dois números racionais que estão entre - 1 e 0.
Gabarito das aulas
41 a 60

Aula 41 - Triângulo

Para pensar:

Na figura, existem 46 triângulos.

Exercícios:

1.
a) retângulo; isósceles
b) acutângulo; equilátero
c) obtusângulo; escaleno
d) obtusângulo; isósceles
e) retângulo; escaleno
f) acutângulo; escaleno

2.
a) escaleno
b) isósceles
c) equilátero

3.
a) retângulo
b) obtusângulo
c) acutângulo

4.
a) 85º
b) 92º
c) 40º

5. 60º

6. 80º
7. 35º

8.
a) 140º
b) Medindo com o transferidor ou observando que:

a + 40º = 180º
a = 180º - 40º = 140º

c) Sua medida é a soma dos dois ângulos internos opostos:

a = 90º + 50º
a = 140º

9.
a) a = 80º
b) a = 120º

10.
a) Sim.
b) Sim.
c) Não.
d) Não.

Aula 42 - O quadrado e outros quadriláteros

1.
a) paralelogramo
b) trapézio
c) retângulo (o quadrado é um retângulo)
d) retângulo (o quadrado é um retângulo)

2.
a) Lados iguais; tamanhos diferentes.
b) 1 par de lados paralelos; trapézio retângulo - trapézio isósceles.
c) 4 ângulos iguais; 4 lados iguais - lados opostos iguais dois a dois.
d) 2 pares de ângulos opostos iguais; lados opostos iguais - 4 lados iguais.
e) 4 lados iguais; 4 ângulos iguais - ângulos iguais 2 a 2.

3.
a) losango
b) retângulo
c) trapézio retângulo
d) paralelogramo ou losango

4. a) 14 quadrados b) 30 quadrados

5. Resposta pessoal.

6. 45º, 135º e 135º.


Aula 43 - Polígonos e mosaicos

1. Várias respostas.

2. Primeiro: 60º, 150º, 90º, 90º e 150º.


Segundo: 60º, 60º, 120º e 120º.

3. Não, pois apesar de ter os 4 lados iguais, seus ângulos não são iguais.

4.
a) 6
b) Sim.
c) 6 . 180º = 1.080º

5.
3 0 1 180º

4 1 2 360º

5 2 3 540º

6 3 4 720º

7 4 5 900º

8 5 6 1.080º

9 6 7 1.260º

10 7 8 1.440º

6. Sim. A diferença entre o número de lados do polígono e o número de


triângulos formados é constante e igual a 2.

7.
a) n - 2 (n = nº de lados)
b) (n - 2) · 180º

Aula 44 - A linguagem matemática

1.
a) 2x

b) 3x

c) y-7
a
d) +1
2
2.
a) x . y = y . x
b) a + b = b + a

3.
a) 2x + 2y = 20
b) se x = 4, y = 6 ;
se x = 2, y = 8; etc.

4. x
2

Aula 45 - O círculo e o número p

Exercícios:

1. Mantendo 5 cm de distância entre as pernas do compasso, centre a ponta


metálica e gire.

2. Se o diâmetro é de 10 cm, o raio terá 5 cm e essa circunferência será do mesmo


tamanho que a do Exercício 1.

3. A de 6 cm de raio tem o comprimento maior.

4. 2 . 26 . 3,14 = 163,28 cm

5. 62,8 ¸ 3,14 = 20 cm

6.
1 2 6,28

2,5 5 15,7

3 6 18,84

7. 18,84 ¸ 2 = 9,42 m

8. 18,84 ¸ 4 = 4,71 m

9. Essa corda é o diâmetro e mede 2 cm.


10. Várias soluções possíveis, como a que está na figura:

Aula 46 - Novamente frações

Para pensar:

Para fazer duas paradas, é preciso dividir a distância entre as cidades (220 km)
em 3 etapas: 220 ¸ 3 = 73,333...

1ª parada 2ª parada
|________________|_______________|_________________|
0 km 73,3 km 146,6 km 220 km

Exercícios:

1.
a) 0,13
b) 0,35
c) 6,222 ...
d) 4,26666...

2.
a) 0,111 ...
b) 0,222 ...
c) 0,333 ...

3.
a) 0,444 ...
b) 0,555 ...
c) 0,666 ...

4.
a) decimal finita
b) decimal finita
c) decimal infinita periódica
d) decimal infinita não periódica
e) decimal infinita periódica
f) decimal infinita não periódica
5.
a) racional
b) racional
c) racional
d) irracional
e) racional
f) racional

Aula 47 - Números proporcionais

Para pensar:

1 x
= ® x = 200 cm
200.000 40.000.000

Exercícios:

1.

A
a) A B RAZÃO
B

18 6
b) 18 21
21 7

30 6
c) 30 35
35 7

85,71 6
d) 85,71 100
100 7

100 6
e) 100 116,6 ...
116, 66 7

2.
a) 12
30

b) 18
30

c) 12
18
3.
a) x = 15
b) x = 42
c) x = 15
d) x = 5,33...

4. 40 cm

5. 4 12
=
3, 50 x

4x = 42
x = 42 ¸ 4
x = R$ 10,50

Aula 48 - O Teorema de Tales

Para pensar:

l 3,34 m.
l 11,7 kg .
l Sim.

Exercícios:

1.
a) 2,8
b) 3,2

2. x = 36 m; y = 54 m

3. 20 m
altura do coqueiro altura da pessoa
4. =
sombra do coqueiro sombra da pessoa

Aula 49 - Figuras semelhantes

1. Um quarto mede 3 m por 4 m e o outro mede 3 m por 3,40 m.

2. 100 cm · 100.000 = 10.000.000 cm = 100 km

3. 204 cm ¸ 12 = 17 cm

4. 1,5 ¸ 30 = 0,05 m2
Aula 50 - Proporção inversa

Para pensar:

l Levará 3 horas.
l São grandezas inversamente proporcionais.

Exercícios:

1.
a) Sim, k = 40.
b) Não.
c) Sim, k = 80.

2. 20 dias.

3. 1h30min

4. 6h40min aproximadamente

Aula 51 - Regra de três

Para pensar: 51 dias.

1. 40 min

2. 24 operários

3. 20 m

4. 300 peças

5. 37,5 l

6. 45%

7. R$ 200,00

8. R$ 1.200,00

Aula 52 - Introdução à álgebra

Para pensar:

l 3 kg
l 2 kg
l Daqui a 24 anos, quando André tiver 32 anos e sua mãe 64 anos.
Exercícios:

1. 674 e 675

2.
a) x = 3
b) x = 5
c) x = 14

3.
a) 2 (x + 1) + 4x = 3,20
b) R$ 1,20
c) 20 centavos
4. 12

Aula 53 - Calculando áreas

Para pensar:

l A área.
l As áreas são iguais .
l 10.000.

Exercícios:

1.
a) 6,375 cm2
b) 2,625 cm2
c) 6,75 cm2

2. Resposta pessoal.

3. Aproximadamente 553,5 cm2.

4. Resposta pessoal.

5. Aproximadamente 2.000 azulejos.

6. Os 4 triângulos têm áreas iguais, apesar de terem formatos diferentes.


Todos têm a mesma base e a mesma altura.

7. 14 cm2

8. 0,24 cm2

9. 93 + 145 = 119, aproximadamente 119 u.


2
Aula 54 - Potências e raízes

Para pensar:

a) 5² fichas brancas

b) 5³ fichas pretas

c) 54 fichas verdes

Exercícios:

1.
a) 13² = 169

b) 4³ = 64

2.

a) l l l

l l l

l l l

b) impossível

c) l l l l

l l l l

l l l l

l l l l

3.
a) 8
b) 1
c) 1
d) 0
e) 1.000... ( 10 zeros)

4.
a) 7
b) 8
c) 1
d) 10
e) 6

5.
a) 2
b) 1
c) 10
d) 4
e) 0
Aula 55 - O Teorema de Pitágoras

Para pensar:

l Sim, porque os três triângulos têm os ângulos com a mesma medida.

l Sim.

Exercícios:

1.
a) Sim: 10² = 8² + 6².
b) Não, porque 20² ¹ 9² + 7².
c) Não, porque 6² ¹ 5² + 4².
d) Sim: 13² = 12² + 5²

2. A área do triângulo desenhado sobre a hipotenusa é igual à soma das áreas


dos triângulos desenhados sobre os catetos. Observe que esse exemplo é
uma extensão do Teorema de Pitágoras.

3. a=8

b = 8,50

x = 3,76

y = 19,26

Observação: Os valores decimais foram considerados até os centésimos,


desprezando-se os demais.

Aula 56 - Aplicação do Teorema de Pitágoras

Para pensar: 4 metros

Exercícios:

1. Sim: 13² = 12² + 5²


169 = 144 + 25

2.
a) 84
b) 50

3. x = 15 cm

4. 2.025 = 45 m

5. d = 72 cm

6. 20 cm
Aula 57 - A área do círculo

Para pensar:

Foi pintada metade da área da roda.

Exercícios:

1.
a) 113,04 cm²
b) 50,24 cm²

2.
a) 34,89 m²
b) 40º

3. 1,31 m²

4. 10% = 1,256 cm²


20% = 2,512 cm²
30% = 3,768 cm²
40% = 5,024 cm²

5. 21,5% da área do quadrado.

Aula 58 - Calculando volumes

Para pensar:

l 8
l Resposta pessoal.
1
l Volume da pirâmide = do volume do cubo.
3
Exercícios:

1. 64 cubinhos

2. 20.000 cm3 = 20 litros

3. Resposta pessoal.

4. 14.137 cm3

5. 18,84 litros

6. Resposta pessoal.

7. Resposta pessoal.

8. Resposta pessoal.
Aula 59 - Organizando os números

Para pensar:

a) 0, 1, 2, 3, 4
b) -1, 0
c) Não tem.
d) Não tem.
e) 0,5 (há uma infininidade de outras soluções).

Exercícios:

1. 6, 9, 12, 15 ...

2. 0, -1, -2, -3 ...


9
3. ou 1,8
5
4. Existe uma infinidade. Exemplos: 2,1; 2,2; 3,5; 4.

5.
a) V
b) V
c) V
d) F

6.
a) 3 ou 6 ou 12 , .....
1 2 4

b) 25 5
=
10 2

c) 5
9

d) 0
1

Observação: Todos os itens do Exercício 6 têm outras soluções.

7. 1,3; 0; 2,3; etc.

8.
-2 -1 0 1 2

1 1 1,5
-
4 3
Aula 60 - A reta e os números reais

Para pensar:

a) -5

b) 4,2; - 3,1; 0,555...

c) 11

d) 4,2; -5; -3,1; 0,555...; 0

Exercícios:

1.

-2,5 -0,666... 0,75 2 π


-4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5

2.
a) V
b) F
c) F
d) V
e) F
f) V
g) F

3.
a) 1
b) -1

4.
a) 0 e 1 (há uma infinidade de outras respostas)
b) -0,25 e -0,5 (há uma infinidade de outras respostas)
A UA UL L AA

61
61

Revendo as operações

Introdução A ssim como já vimos em muitas de nossas


aulas, a Matemática é uma ciência que está sempre presente em nosso dia-a-
dia.
Na aula de hoje, recordaremos algumas propriedades das operações com
números naturais de grande utilidade para a resolução de problemas que
necessitam de um cálculo mais rápido, ou seja, o cálculo mental.
Estudaremos também as expressões numéricas, suas regras e seus sinais
de pontuação.

Nossa aula Observe a seguinte situação:

Fazendo compras num “shopping”, uma pessoa resolveu somar mental-


mente seus gastos. Qual a melhor maneira de fazer esse cálculo, para a seguinte
soma: R$ 18,00 + R$ 40,00 + R$ 32,00?

18 + 40 + 32 =
= 40 + 18 + 32 = Trocar a ordem das duas parcelas.

= 40 + (18 + 32) =
= 40 + 50 = 90 Associar as duas últimas parcelas e somar.

As etapas seguidas para esse tipo de cálculo foram baseadas, intuitivamen-


te, nas propriedades da adição: propriedade comutativa (comutar = trocar) e
associativa (associar = juntar).

Na 1ª propriedade, vimos que é possível trocar a ordem das parcelas sem


alterar o resultado.

“A ordem das parcelas não altera a soma”.

Na 2ª propriedade, vimos que a associação de parcelas pode ser feita de


maneiras diferentes, sem que o resultado seja alterado.

Podemos associar duas ou mais parcelas de uma adição,


sem que o resultado seja alterado.
Veja como poderia ser feita, de outra maneira, a adição do exemplo A U L A
anterior:

18 + 40 + 32 = 61
= (18 + 40) + 32 = Somar as duas primeiras parcelas.

= 58 + 30 + 2 = Decompor a última parcela.

= (58 + 2) + 30 = Trocar a ordem das duas parcelas

= 60 + 30 = Associar as duas primeiras parcelas

= 90 e somar.

Será que na multiplicação podemos aplicar as mesmas propriedades da


adição? Veja os exemplos:

EXEMPLO 1

Calcule a área de um terreno retangular de 15 m de largura x 20 m de


comprimento.

Multiplicando as dimensões do terreno, temos:

Área do retângulo: 20 x 15 = 300 m²²


ou 15 x 20 = 300 m²²

Logo, concluímos que a propriedade comutativa também é válida para


a multiplicação, portanto:

A ordem dos fatores não altera o produto.

Em relação à propriedade associativa, podemos concluir o mesmo resulta-


do, ou seja:

A associação de dois fatores de uma multiplicação,


de diferentes maneiras, não altera o produto.

No exemplo a seguir, aplicaremos a propriedade associativa para facilitar o


cálculo mental:

237 x 25 x 4 =
= 237 x (25 x 4) =
= 237 x 100 =
= 23.700

Agora, veremos uma propriedade que relaciona a multiplicação e a adição


ou a multiplicação e a subtração. Observe:
A U L A EXEMPLO 2

61 Calcule o perímetro de um terreno retangular de 15 m de largura x 20 m


de comprimento.

Como o perímetro é a soma dos lados do terreno, esse cálculo pode ser
feito de duas maneiras diferentes:

l Multiplicando as dimensões do terreno por 2 e somando o resultado:


Perímetro = 2 x 15 + 2 x 20 = 30 + 40 = 70 m
l Somando as duas dimensões e multiplicando o resultado por 2:
Perímetro = 2 x (15 + 20) = 2 x 35 = 70 m

Observe que, nos dois casos, o resultado é o mesmo.


Então, podemos concluir que:
2 x (15 + 20) = 2 x 15 + 2 x 20
Nesse caso, utilizamos a propriedade distributiva da multiplicação em
relação à adição.
Essa propriedade também é válida quando relacionada à subtração,
podendo ser aplicada ao cálculo mental. Por exemplo:

Multiplique 18 por 99, sem efetuar a conta de multiplicação:

18 x 99 = 18 x (100 - 1) = 1.800 - 18 = 1782

Além das propriedades das operações que vimos até aqui, é preciso
conhecer as regras adequadas para a resolução de expressões numéricas.

Expressão numérica é uma seqüência de números


que seguem determinadas operações.

Veja os exemplos:

Calcular o valor da expressão: 15 + 12 - 10

Esse exemplo envolve duas operações - a adição e a subtração - que devem


ser efetuadas na ordem em que aparecem:
15 + 12 - 10 = 27 - 10 = 17
Veja os exemplos:

Calcular o valor da expressão: 98 - 12 . 3 + 36 : 3

Essa expressão apresenta as quatro operações: adição, subtração, multipli-


cação e divisão. Inicialmente, devemos efetuar as multiplicações e divisões, na
ordem em que aparecem. Em seguida, efetuamos as adições e subtrações,
também na ordem em que ocorrem:

98 - 12 . 3 + 36 : 3 =
= 98 - 36 + 12 =
= 62 + 12 = 74
Se tentarmos calcular essa expressão de outra maneira, o resultado poderá A U L A
ser diferente. Nesse caso, é preciso estabelecer uma determinada ordem para
calcular a expressão.
Para que isso aconteça, é preciso obedecer aos sinais de pontuação. Um dos 61
sinais mais utilizados é chamado de parênteses ( ). Ao encontrá-lo em uma
expressão, devemos efetuar as operações que estão dentro dele e, em seguida,
continuar resolvendo as outras.
Além dos parênteses, temos também os colchetes [ ] e as chaves { }, que
podem aparecer em algumas expressões. Assim, após resolvermos as opera-
ções que estão entre os parênteses, devemos resolver as que estão entre os
colchetes e, em último lugar, as que estão entre chaves.

Observe as expressões abaixo:

1) 5 + (12 + 3) : 3 =
= 5 + 15 : 3 =
= 5 + 5 = 10

Efetua-se a operação entre parênteses. Efetua-se a divisão e, em seguida,


a adição.

2) [(11 + 12) . 3 - 9] : 15 =
= [23 . 3 - 9] : 15 =
= [69 - 9] : 15 =
= 60 : 15 =
=4

Efetua-se a operação entre parênteses. Efetuam-se as operações entre


colchetes, de acordo com a ordem estabelecida. Calcula-se o valor da expres-
são.
3) {15 - [2 . (9 - 12 : 4)]} : 3 =
= {15 - [ 2 . (9 - 3)]} : 3 =
= {15 - [2 . 6]} : 3 =
= { 15 - 12} : 3 =
=3 : 3=
=1
Efetuam-se as operações entre parênteses, de acordo com a ordem
estabelecida. Efetua-se a operação entre colchetes. Efetua-se a operação entre
chaves. Determina-se o valor da expressão.

Em caso de ocorrerem expressões numéricas que apresentem operações de


potenciação e radiciação, ou apenas uma delas, estas deverão ser efetuadas antes
da multiplicação e da divisão. Veja:
2 2
(5 - 6 x 2 ) x 3 =
= (25 - 6 x 4) x 3 =
= (25 - 24) x 3 =
=1x3=
=3

Efetuam-se as potenciações. Efetuam-se as operações entre parênteses,


na ordem estabelecida. Calcula-se o valor da expressão.
Resumindo
A U L A Para calcular uma expressão numérica, devemos seguir a seguinte regra
sobre a ordem das operações:

61 1 º)) Efetuam-se as potenciações e radiciações na ordem em que aparecem.


2 º)) Efetuam-se as multiplicações e divisões, na ordem em que aparecem.
3 º)) Efetuam-se as adições e subtrações, na ordem em que aparecem.

Se houver sinais de pontuação, efetuam-se primeiro as operações entre


parênteses ( ), depois as entre colchetes [ ] e, por último, as que estão entre
chaves { }.

Exercícios Exercício 1
De acordo com a sentença abaixo, escreva uma expressão e determine o
seu valor:
“Somei 127 com 356 e subtraí o resultado de 1000.”

Exercício 2
Demonstre a maneira mais simples para calcular, mentalmente, o resultado
das operações:

300 + 895 + 700 =

Exercício 3
Na expressão 180 - 40 : 5 - 6, acrescente parênteses de maneira
a encontrar resultados diferentes, conforme a posição em que forem
colocados.

Exercício 4
Coloque parênteses nas expressões, de modo a obter os resultados
indicados:

a) 72 + 60 : 12 - 8 = 87
b) 10 - 2 . 3 + 1 = 25

Exercício 5
Calcule o valor da expressão: 123 - [30 - (5 . 4 - 2) : 6]
AUU
A L AL A

62
62
Expressões algébricas

N a aula anterior, vimos que expressão nu-


mérica é aquela que apresenta uma seqüência de operações e de números.
Introdução
Também já sabemos que as letras são usadas em Matemática para
representar números desconhecidos ou para generalizar propriedades e fórmu-
las da Geometria, por exemplo.
As expressões que apresentam letras, além de operações e números são
chamadas expressões algébricas e as letras são as variáveis.

Todo número natural multiplicado por 1 é igual a ele mesmo. Nossa aula

Em linguagem matemática, essa propriedade pode ser escrita da seguinte


maneira: x . 1 = x
Onde x representa um número natural qualquer.
Veja o exemplo:
Uma pessoa ganha R$ 20,00 por dia de trabalho. Para calcular quanto essa
pessoa ganhará, após alguns dias de trabalho, podemos escrever a expressão
algébrica: 20 . x
Onde x representa o número de dias trabalhados.
Se a pessoa trabalhar dois dias, receberá R$ 20,00 x 2 = R$ 40,00
Se a pessoa trabalhar dez dias, receberá R$ 20,00 x 10 = R$ 200,00
Portanto, a expressão algébrica nos permite calcular o ganho dessa pessoa,
por meio da multiplicação da variável x pelo número de dias trabalhados.
A expressão algébrica da área de um quadrado de x cm de lado é
determinada elevando-se a medida do seu lado ao quadrado. Veja:

Área: x²
A U L A Assim, podemos determinar a área de qualquer quadrado por meio da
substituição da variável x pela medida do lado do quadrado.

62 Observações:
1º) Nas expressões algébricas não é usual se escrever o sinal de multiplica-
ção, veja:
2 . x se escreve 2x
a . b se escreve ab
2º) Podemos ter expressões algébricas com mais de uma variável ou ainda
sem variável:
2xy _ expressão com duas variáveis: x e y
5a²² b c³³ _ expressão com três variáveis: a, b e c
25 _ expressão sem variável.

Valor numérico
Quando substituímos as variáveis de uma expressão por números e
efetuamos as operações indicadas, o resultado encontrado é o v a l o r n u m é r i c o
da expressão.
O valor numérico da expressão 5x + 4 para x = 2, por exemplo, é:
5 x 2 + 4 = 10 + 4 = 14
Sabendo que a expressão ab representa a área de um retângulo, responda:
qual a área da figura para as dimensões a = 2,5 cm e b = 4 cm.

O valor numérico de ab é :
2,5 x 4 = 10
Logo, a área do retângulo é 10 cm²

As expressões algébricas que não apresentam adições e subtrações entre


os números e as variáveis, são chamadas de m o n ô m i o s. Por exemplo: 6x, 3x2y2,
ab, 10 etc.
A parte numérica de um monômio é o coeficiente e a outra parte formada
por letras é a parte literal.
De acordo com os exemplos anteriores, vamos destacar o coeficiente e a
parte literal de cada monômio:
6x ® coeficiente: 6
parte literal: x

3x³² y³³ ® coeficiente: 3


parte literal: x²² y³³

ab ® coeficiente: 1 (ab é o mesmo que 1 ab)


parte literal: ab

10 ® coeficiente 10
parte literal: não tem
Dois ou mais monômios que possuem a mesma parte literal e coeficientes A U L A

62
diferentes são chamados de monômios semelhantes.
Para somar ou subtrair monômios eles devem ser semelhantes. Caso
contrário, a adição e a subtração serão apenas indicadas e não efetuadas.

A expressão seguinte é um exemplo de operações com monômios:

4xy + 7 xy - 5 xy = (4 + 7 - 5) xy = 6xy

Veja outro exemplo:

No retângulo abaixo, assinalamos as medidas dos seus lados em cm. De


acordo com a figura, vamos determinar a expressão algébrica mais simples (com
menos termos) que representa o perímetro desse retângulo.

O perímetro de um retângulo é calculado somando-se as medidas de


seus lados:

2 (2x + 1) + 2 (x - 3) = Propriedade distributiva da multipli-


cação.
= 4x + 2 + 2x - 6 = Propriedade comutativa da adição.
= 4x + 2x + 2 - 6 = Efetuando-se as operações dos
monômios semelhan-
tes.

Portanto, a expressão mais simples que representa o perímetro do


retângulo é 6x - 4.

Polinômios

Uma expressão formada por adições e subtrações de monômios é chamada


de polinômio (poli = muitos).

Uma expressão como 4a²² - 7ab + b²² - 2a²² - ab - b²²é um polinômio


formado por seis monômios ou termos. Como existem termos semelhantes
nesse polinômio, podemos reduzi-los efetuando as operações indicadas na
seqüência:
4a²² - 7ab + b²² - 2a² - ab - b²²
= 4a²² - 2a²² - 7ab - ab + b² - b² =
= 2a² - 8ab + 0 = 2a²² - 8ab

A expressão encontrada é chamada de forma reduzida do polinômio, pois


os termos restantes não podem mais ser efetuados.
Assim, para somar ou subtrair polinômios, basta reduzir seus termos
semelhantes.
A U L A Somando o polinômio 3x² - 4xy + y² com - x²² - 2xy + 4y² , temos:

62 (3x² - 4xy + y²) + (- x² - 2xy + 4y²²) = Retirar os parênteses.


= 3x² - 4xy + y² - x² - 2xy + 4y² =
= 3x² - x² - 4xy - 2xy + y² + 4y² =
Aplicar a propriedade comutativa.
Reduzir os termos semelhantes.
= 2x² - 6xy + 5y² _ Somar dos dois polinômios.

No caso da subtração de dois polinômios, temos o exemplo:

(- 14ab + 7a) - (- 12ab + 6a) = Retirando os parênteses e trocan-


do os sinais do 2º polinômio.
= - 14ab + 7a + 12ab - 6a =
= - 14ab + 12ab + 7a - 6a =
= - 2ab + a _ Diferença dos dois polinômios.

Exercícios Exercício 1
A expressão 2x representa um número múltiplo de 2.
Escreva a expressão que representa os múltiplos de 5.

Exercício 2
Escreva a propriedade comutativa da adição, usando uma expressão
algébrica.

Exercício 3
Responda:
a) qual o monômio que ao somar com - 2x y resulta zero?
b) qual o resultado de - 2a² - 5a²?

Exercício 4
Escreva a expressão mais simples (reduzida) que possa representar a área
da figura:

Exercício 5
Determine o valor numérico da expressão x³y² - x² + y³ , para x = 2 e y = -1
AUU
A L AL A

63
63
Equações do 1º grau

D urante nossas aulas, você aprendeu a re-


solver algumas equações bem simples. Na aula de hoje, aprofundaremos o
Introdução
estudo dessas equações. Portanto, é preciso que você saiba o significado de:

. equação
. incógnita de uma equação
. membros de uma equação
. termos de uma equação

A importância do estudo das equações está no fato de que elas facilitam a Nossa aula
resolução de certos problemas. Vejamos:

EXEMPLO 1

Dois pacotes juntos pesam 22 kg. Quanto pesa cada um deles, se o maior tem
6 kg a mais que o menor ?

Já vimos que podemos representar


quantidades desconhecidas usando a
álgebra. Nesse caso, temos:

pacote menor = x
pacote maior = x + 6

Onde x representa o peso do pacote menor.

Então, teremos a seguinte equação: x + (x + 6) = 22


A U L A Efetuando as devidas equações:

63
x + (x + 6) = 22 Eliminar os parênteses
x + x + 6 = 22 Somar os termos semelhantes

2x + 6 = 22

2x + 6 - 6 = 22 - 6 Subtrair 6 nos dois membros

2x = 16
2x 16
= Efetuar uma divisão por 2, nos dois membros
2 2

x = 8

Desse modo, o peso do pacote menor é de 8 kg e do pacote maior é de


8 + 6 = 14 kg
kg.

A equação e a balança

As equações têm propriedades semelhantes às transformações realizadas


para manter uma balança em equilíbrio.
Ao retirarmos 6 unidades de um dos pratos, devemos fazer o mesmo com
o outro, caso contrário, a balança perderá o equilíbrio. Por esse motivo,
indicamos a subtração de 6 nos dois membros e a divisão por 2 nos dois membros,
quando resolvemos a equação x + (x + 6) = 22.

A equação e a operação inversa

Na prática, não costumamos resolver uma equação pensando numa balança,


nem fazendo todas as operações.
Observe que quando subtraímos 6 nos dois membros, na equação acima,
zeramos o 6 que estava no primeiro membro:

2x + 6 - 6 = 22 - 6
\ /
0

2x = 22 - 6

Por isso, dizemos simplesmente que o 6 passa para o outro lado e muda de
sinal .
Da mesma forma, costumamos dizer que o 2 que está multiplicando um
termo no primeiro membro, passa para o segundo membro dividindo.

2x = 16
16
x = _ x=8
2
É importante observar que nessa regra de “passar para o outro lado”, está A U L A
embutido um conceito matemático chamado operação inversa
inversa.
A operação inversa da adição é a subtração: 63
+ 6 virou - 6
A operação inversa da multiplicação é a divisão:
x 2 virou : 2

Vejamos outro exemplo, que faz uso do conceito de operação inversa, para
resolver a equação:

EXEMPLO 2

Sabendo que o quádruplo de um número somado com 9 é igual ao número


somado com 6, descubra qual é esse número.
Um número: x
Quádruplo do número: 4x
Equação correspondente: 4x + 9 = x + 6
Resolução
Resolução:
4x + 9 = x + 6
4x - x = 6 - 9 passar + 9 para o segundo membro (fica- 9)
e + x para o primeiro membro (fica - x).

3x = - 3 como a operação inversa de : 3 é x 3,temos:


-3
x=
3

x=-1

Portanto, o número procurado é -1 .

A verificação da solução

A verificação da solução é tão importante quanto a própria resolução da


equação. Pois ela nos dá a possibilidade de descobrir se cometemos algum erro
de cálculo, por exemplo, e corrigi-lo. Para fazer a verificação, basta experimen-
tar o valor encontrado na incógnita. Veja:
4x + 9 = x + 6 substituindo x por - 1
4 (-1) + 9 = (- 1) + 6
-4+9=-1+6
5=5

Logo, x = -1 é um valor que torna a equação 4x - 9 = x - 6


verdadeira.Experimente substituir x por qualquer outro valor, e veja o que
acontece.
A U L A A raiz de uma equação

63 A solução de uma equação, isto é, o valor encontrado para a incógnita, é


chamado, pela matemática, de raiz da equação.

x = - 1 é raiz da equação 4x + 9 = x + 6

Veja:

EXEMPLO 3

Uma estante custa três vezes o preço de uma cadeira. Qual o preço da
estante, se as duas mercadorias juntas custam R$ 64,00?

Equacionando o problema:

Preço da cadeira: x

Preço da estante: 3x

Equação correspondente: x + 3x = 64

Resolução
Resolução:

x + 3x = 64
64
4x = 64 _ x = = 16 _ x = 16
4

Verificação da raiz:

16 + 3 . 16 = 64

16 + 48 = 64

64 = 64

A estante custa R$ 48,00


48,00.

Exercícios Exercício 1
Resolva as equações:

a) 4x + 8 = 3x - 5

b) 3a - 4 = a + 1

c) 9y - 11 = - 2

d) 5x - 1 = 8x + 5
Exercício 2 A U L A
Verifique se - 7 é raiz da equação:

2(x + 4) -
x
3
= x- 1 63
Exercício 3
Invente um problema cuja solução pode ser encontrada através da equação:

2x - 3 = 16

Exercício 4
Ana e Maria são irmãs e a soma de suas idades é igual a 35. Qual a idade de
Ana, se Maria é 5 anos mais nova?

Exercício 5
Qual é o número que dividido por 5 é igual a 6?

Exercício 6
Qual é o número que multiplicado por 7 é igual a 3?

Exercício 7
Qual é o número que somado com 5 é igual a 11?

Exercício 8
Qual é o número que somado com 6 é igual a - 13?

Exercício 9
Uma indústria produziu este ano 600.000 unidades de um certo produto.
Essa produção representou um aumento de 20%, em relação ao ano anterior.
Qual a produção do ano anterior?
A UA UL L AA

64
64

Operações com frações

Introdução N esta aula vamos rever operações com fra-


ções, verificando a validade das propriedades operatórias dos números racionais.

Veremos também o cálculo de expressões numéricas com frações, de


acordo com a ordem em que as operações devem ser efetuadas, como vimos na
Aula 61.

Nossa aula A adição e a subtração de frações homogêneas (que têm denominadores


iguais) são efetuadas, repetindo-se os denominadores e efetuando-se as devidas
operações com os numeradores. Veja:
3 2 3+2 5
a) + = =
7 7 7 7

5 3 5-3 2
b) - = =
8 8 8 8

As propriedades da adição de números naturais também são válidas para


a adição de números fracionários.

Propriedade comutativa: a ordem das parcelas não altera a soma


2 1 1 2 3
+ = + =
5 5 5 5 5

Propriedade associativa: podemos associar duas ou mais parcelas, de


maneiras diferentes, sem que o resultado (soma) seja alterado.

æ3 + 1 ö + 5
= 3 + æ1 + 5 ö = 9
è8 8ø 8 8 è8 8 ø 8

Lembre-se que uma fração do tipo 9/8, que tem o numerador maior que o
denominador (imprópria), é maior que a unidade (8/8). Portanto, pode ser
escrita na forma de número misto.
O número misto é formado por uma parte inteira e uma parte fracionária: A U L A

64
9 8 1 1 1
= + = 1+ = 1 ® número misto lê-se:
8 8 8 8 8
um inteiro e um oitavo

No caso de efetuarmos a adição e a subtração com frações heterogêneas


(que têm denominadores diferentes), é preciso transformá-las em frações
equivalentes às que tenham denominadores iguais.

Frações equivalentes são as que têm mesmo valor, mas cujos termos são
diferentes.

Para obtermos frações equivalentes, é preciso multiplicar ou dividir o


numerador e o denominador de uma fração por um mesmo número natural,
diferente de zero.

EXEMPLO 2

2
Ao determinarmos as frações equivalentes a , temos:
3
´ 3
´ 2
2 4 6 8 10 12 14 16
= = = = = = = =...
3 6 9 12 15 18 21 24

´ 2
´ 3
Vamos efetuar a seguinte adição:

Como o número 6 é múltiplo co-


mum a 2 e a 3, ele será o denominador
1 1
+ = das frações equivalentes às frações
2 3 dadas.
3 2
= + = Então, é preciso multiplicar o nu-
6 6
merador e o denominador de cada fra-
3+2 5 ção, pelo mesmo número, de maneira a
= = obtermos o denominador 6.
6 6

Para subtrair frações, seguimos o mesmo procedimento:

5 1
- = (Múltiplo comum: 24).
8 6

15 4 15 - 4 11
- = =
24 24 24 24

Sempre que efetuamos qualquer operação com frações, devemos encontrar


o resultado mais simples possível, ou seja, uma fração equivalente com
numerador e denominador menores.
A U L A O processo usado para simplificar uma fração é a aplicação da mesma
propriedade usada para encontrar frações equivalentes, ou seja:

64 Na simplificação da fração
64
60
, temos:

¸2 ¸2 ¸ 4
64 32 16 64 16
= = ou =
60 30 15 60 15
¸2 ¸2 ¸ 4

16 64
Portanto, é a forma simplificada da fração .
15 60

Vejamos alguns exemplos de expressões com frações:

5 7 3
- + = Múltiplo comum: 24.
6 12 8

20 14 9
= - + = Efetuar as operações na ordem em que aparecem.
24 24 24

6 9
= + =
24 24

15 5 Simplificar o resultado.
= =
24 8

1 2
1- - = Múltiplo comum: 10.
10 5

10 1 4
- - = O número inteiro 10
10 10 10
pode ser escrito como uma fração, no caso: .
10

9 4
- =
10 10

¸ 5 Simplificar o resultado.
5 1
=
10 2
¸ 5

Quando as expressões apresentam os sinais de pontuação, devemos seguir


as regras das expressões numéricas, ou seja:

1) Inicialmente, efetuamos as operações que estão entre parênteses ( ).


2) Em seguida, as que estão entre colchetes [ ].
3) E, por último, as que estão entre chaves { }.
Observe: A U L A

éΛ
Φ3 1 öΙ -- 1 Ο
æ3
2-Μ -
Η
ëΝ
è Κ
44 5 ø 6 Θ
ù=
Π
û
= 64
éΛ
=2-Μ
æΦ15 4 öΙ 1 Ο
15 -- Πù ==
ëΝ
èΗ20
20
-
20 Κ
ø 6 Θ
û

Λ11 1 Ο
= 2 - é11 - ù ==
Μ
Ν20 6 û
ë20
Π
Θ
é 33 ù
=2- - 10 = 2 - 23 =
ë 60 60 û 60

120 23 97
= - = =
60 60 60

60 37 37
= + =1
60 60 60

Multiplicação de frações

Na figura abaixo, dividida em quatro partes iguais, temos assinalada uma


1
das partes que representa 4 da figura.

Para representar1/3 da parte assinalada, ou seja 1/3 de 1/4, vamos dividir


essa parte (1/4) em três partes iguais e, em seguida, estender a divisão para a
figura toda.

1 1 1
de é .
3 4 12

Observe que cada parte da figura, após a segunda divisão, equivale a 1/12
da figura toda, logo:

1 1 1 1 1
de = · =
3 4 3 4 12
Então:
A U L A

64 Para multiplicar frações, devemos multiplicar os numera-


dores e os denominadores entre si.

Quando fazemos uma multiplicação de frações, podemos simplificar a


operação usando o processo de cancelamento. Veja:
5 4
·. =
8 9

1
5. 4 Antes de efetuar a multiplicação, devemos simplificar
= · =
8 9 o 8 e o 4 por um número múltiplo comum
2

5
=
18

Para multiplicar uma fração por um número inteiro, devemos multiplicar


esse número pelo numerador da fração e repetir o denominador. Por exemplo:
3 6
2·. =
5 5

Nas expressões numéricas com frações, devemos lembrar que a ordem em


que as orações devem ser efetuadas é a mesma que já aprendemos na aula
anterior, ou seja:

l Potenciação e radiciação.
l Multiplicação e divisão.
l Adição e subtração.

EXEMPLO 1

Resolver a expressão:

é2 . æ1 +
2
-
4 öù
=
3- ë è3 5 5 øû

é2 . æ 5 + 6 ö - 4 ù =
3- ë è15 15 ø 5û

é 11 - 4 ù =
3- 2 .
ë 15 5 û
é22 - 4ù = 3 - é22 - 12 ù =
3- 15 5û
ë ë15 15 û
10 45 10
=3- = - = Exercícios
A U L A
15 15 15
Exercício 1
7 1 1
Um lojista vende três partes de uma peça de tecido: m , m e m.
Quantos metros vendeu ao todo? 8 2 4 64
Exercício 2
Complete o quadro de modo que a soma dos números de cada linha, de cada
coluna e da diagonal seja a mesma:

Exercício 3
2 1
Ao receber seu salário, Pedro gastou 5 com o aluguel e 2 do que sobrou
em custos com alimentação. Que fração do salário ainda restou?

Exercício 4
Efetue e simplifique o resultado, sempre que possível:
3 1 3
a) - = +
4 2 20
æ2 + 1 ö - æ1 - 3ö=

b)
è3 6 ø è 10 ø

3 2 5
c) + ·
=
10 3 4
9 . æ4 - 1 . 10ö =
d)
10 è 3 ø
A UA UL L AA

65
65
Eliminando
denominadores

Introdução N as equações que estudamos até agora, os


coeficientes eram sempre números inteiros.
Em muitas situações, porém, precisaremos resolver equações com coefi-
cientes fracionários.

Por exemplo: x x 1
+ - = 50
2 5 4
Antes de resolvermos esse tipo de equação, devemos igualar todos os
denominadores e, em seguida, eliminá-los. Desse modo, transformamos a
equação inicial em um equivalente a ela, sem denominadores. A equação com
coeficientes inteiros já sabemos resolver.

Nossa aula Veja, a seguir, algumas situações que deverão ser resolvidas a partir de
equações com coeficientes fracionários:

EXEMPLO 1

Um terço do salário de uma pessoa é utilizado para o pagamento do


aluguel de R$ 110,00. Qual é o salário dessa pessoa?
Escrevendo a equação do problema enunciado, temos:
1
· x = 110
3
1
O coeficiente do termo x é e o termo independente (110) é um número
inteiro. 3

Então, devemos escrever o número inteiro em forma de fração, com denomi-


nador igual a 1:
x 110
=
3 1
Igualando os denominadores.
x 330
=
3 3
Numa equação, podemos multiplicar os dois membros A U L A
por um mesmo número, diferente de zero.


x
= 3·
330
65
3 3 Multiplicar os dois membros por 3,
x = 330 para cancelar os denominadores.

Portanto, o salário daquela pessoa é de R$ 330,00.

Na prática, essa equação poderia ser resolvida pela chamada multiplicação


em cruz: x 110
= ® x = 3 . 110
3 1 x = 330

EXEMPLO 2

Uma pessoa quer construir uma casa que ocupará 4 de seu terreno, sen-
1

do que 3 será reservado para o jardim. Sabendo que ainda sobrará uma área
1
2
de 375 m , responda: qual a área total do terreno?

Área total do terreno: x


x
Área ocupada pela casa:
4

x
Área reservada para jardim:
3

x x
Equação do problema: + + 375 = x
4 3

Igualando os denominadores:

3x 4x 375·. 12 12x
+ + =
12 12 12 12
3x + 4x + 4500 12x
=
12 12
7x + 4500 12x
=
12 12
7x + 4500 12x
12 .· = 12 ·.
12 12
7x + 4500 = 12x
4500 = 12x - 7x
4500 = 5x
4500
x=
5
x = 900
A U L A De acordo com a verificação da solução, substituindo x por 900 na equação,

65
temos:
900 900
+ + 375 = 900
4 3
225 + 300 + 375 = 900

900 = 900 ® igualdade verdadeira.


2
Logo, a área total do terreno é de 900 m .

EXEMPLO 3

Uma pessoa diz que daqui a 18 anos, a terça parte de sua idade será a
metade da sua idade atual. Qual a idade dessa pessoa?

Equacionando o problema:
x
Idade atual: x A metade:
2
x + 18
Idade daqui a 18 anos: x + 18 A terça-parte:
3
x + 18 x
Equação do problema: =
3 2
Igualando os denominadores:

2(x + 18) 2α
3x + 18 φ
( xx + ) 3x
= _6·
® =6·
6 6 6 6
2(x + 18) = 3x ® 2x + 36 = 3x
_

8 36 = 3x - 2x
36 = x

Verificando a resolução:

Idade atual: 36 anos ® A metade: 18 anos.


Daqui a 18 anos: 54 anos ® A terça-parte: 18 anos.

Desse modo, sabemos que a idade atual da pessoa é 36 anos.

EXEMPLO 4

Determine as medidas de um retângulo cujo perímetro é 24 m, sabendo


1
que o lado menor é igual a 3 do lado maior.
Lado maior: x
x
Lado menor:
3 x
Perímetro do retângulo: 2(x + )
3
Equação do problema: A U L A

65
x
2(x + ) = 24
3
2x 2x 2x 24
2x + = 24 ® + +
3 1
3
3
1
1
3

6x 2x 24· 3 6x 2x 72
+ = _
® + +
3 3 3 3 3 3
6x + 2x 72 8x 72
= _
® =
3 3 3 3
8x 72
3· = 3·
3 3
72
8x = 72 ®
_x =
8
x=9

O lado maior do retângulo mede 9m.


9
O lado menor mede = 3m
3

Exercício 1 Exercícios
Resolva as equações:
x+3 x - 10
a) + =4
2 3

2x + 5
b) - 3x - 10 = 0
3
Exercício 2 1
2
Uma construtora vai aproveitar um terreno de 1.275 m , reservando
dessa área para estacionamento. 3
Determine:

a) A área ocupada pela construção.


b) A área reservada para o estacionamento.

Exercício 3
1 1
Ao receber seu salário, André gastou 3 com despesas médicas, 2 com
1
com-pras diversas e 4 com o aluguel de sua casa. Qual o salário de André
se, após pagar todas essas contas, ele ficou devendo R$ 40,00?

Exercício 4
Descubra os números do seguinte circuito:
A UA UL L AA

66
66
Gráfico de
uma equação

Introdução V ocê já percebeu que os gráficos são cada vez


mais usados na comunicação. Podemos encontrá-los em vários tipos de publica-
ção, expressando os mais diversos dados e situações, como por exemplo em:

l Relatórios de empresas
l Análises governamentais
l Relatórios de pesquisas
l Balanços financeiros

Por isso é tão importante saber interpretar um gráfico.

Nossa aula Nesta aula, vamos estudar mais um tipo de gráfico: o gráfico de uma
equação.

Nas Aulas 62 e 63, você aprendeu o que é uma equação e como resolvê-la.
Agora vai aprender a resolver graficamente uma equação do 1º grau, ou seja, a
representá-la no plano cartesiano. (Volte à Aula 37 para relembrar o que é plano
cartesiano.)

Vamos começar com um exemplo bem simples.

EXEMPLO 1

A soma de dois números é igual a 5. Quais são esses números?

Equacionando o problema:

dois números : x e y
equação correspondente : x + y = 5

Existem muitos números que satisfazem essa equação. Esses números são
x e y ). Vamos criar uma tabela com alguns valores
representados pelas variáveis (x
das variáveis e os respectivos pares ordenados.
x y = 5 - x (x; y) A U L A

66
0 5 (0; 5)
0,5 4,5 (0,5; 4,5)
1 4 (1; 4)
1,5 3,5 (1,5; 3,5)
2 3 (2; 3)
3 2 (3; 2)
4 1 (4; 1)
5 0 (5; 0)
6 -1 (6; -1)

Como a cada par ordenado obtido corresponde um ponto no gráfico, vamos


marcar alguns pontos no plano cartesiano.

Observe que todos os pontos do gráfico estão alinhados, portanto, ligando


esses pontos, temos uma reta
reta.

Essa reta é a representação gráfica da equação x + y = 5.

Como a reta é uma figura geométrica formada por infinitos pontos, podemos
concluir que existem infinitos valores que satisfazem a equação x + y = 5.

A equação do 1º grau

Equação do 1º grau é toda equação que pode ser escrita na forma:

ax + by = c

onde a , b e c são os coeficientes, x e y são as incógnitas (ou variáveis) e têm


sempre expoente 1.

Observação: As equações do 1º grau estudadas na Aula 63 são equações


do 1º grau com uma variável; já as equações estudadas nesta aula são equações
do 1º grau com duas variáveis.
A U L A Quantos pontos determinam uma reta?

66 Imagine um plano e um ponto, como mostra a figura:

Quantas retas passam por esse ponto? Experimente desenhar!


É isso mesmo! Se você quiser traçar todas as retas, não vai acabar nunca... No
plano, existem infinitas retas que passam por um ponto.

Agora, se desenharmos mais um ponto nesse plano, quantas retas você


conseguirá desenhar? Experimente!

Você somente conseguirá desenhar uma reta!

No ponto, existe apenas uma reta que passa, ao mesmo tempo, por dois
pontos. Por esse motivo, podemos dizer que dois pontos determinam uma reta
reta.

A equação do 1º grau e a reta

Vamos representar graficamente a equação x + 2y = 8. Para isso, precisamos


construir uma tabela com os valores das variáveis e os respectivos pares
ordenados.

(Agora você já sabe: bastam dois pontos, e a reta está determinada.)

8-x
x y= ( x; y)
2
0 4 (0; 4)
7
1 = 3, 5 (1; 3,5)
2

Marcando esses pontos no plano cartesiano, temos:


A U L A

66

A reta que aparece é a reta da equação x + 2y = 8.

Veja algumas considerações sobre esse gráfico:

l a reta corta o eixo dos x no ponto (8; 0);


l à medida que os valores de x aumentam (crescem), os valores de y dimi-
nuem, (decrescem);
l utilizando o gráfico, podemos determinar outros pontos que pertecem à
reta, como por exemplo (2; 3), (4; 2), (6; 1), (10; -1) etc.

Exercício 1 Exercícios
Construa as tabelas e os respectivos gráficos das equações seguintes. Suges-
tão: use uma folha quadriculada.
a) x + y = 1 c) 2x + 2y = 4
b) y + 2x = 5 d) 3x - y = 0

Exercício 2
Represente num mesmo gráfico as equações:
A: x + y = 0 B: x - y = 0
O que você pode concluir observando as retas?

Exercício 3
Observando o gráfico abaixo, responda:

a) Quais as coordenadas dos pontos A, B, C e D?


b) No instante em que a reta corta o eixo dos x
x, qual a abscissa do ponto?
c) O que acontece com os valores de y à medida que os valores de x aumen-
tam?
A U L A Exercício 4
Represente num mesmo gráfico as equações

66 A: 2x + y = 1 B: 2x + y = 2 C: 2x + y = 3

D: 2x + y = 0 E: 2x + y = 5

O que você pode concluir observando as retas?

Exercício 5
Analisando os gráficos abaixo, o que podemos afirmar sobre os valores de y
à medida que os valores de x aumentam?

a) b) c)

Exercício 6
Invente uma equação do 1º grau com duas variáveis. Construa o gráfico
dessa equação.

Exercício 7
Represente num mesmo gráfico as equações:

x + y = 4 e 2x - y = 1

O que você concluiu?


AUU
A L AL A

67
67
Inequações do 1º grau

A nalisando as condições de vida da popula-


ção brasileira, certamente encontraremos um verdadeiro desequilíbrio, tanto na
Introdução
área social como na área econômica. Esse desequilíbrio pode ser percebido
em situações como:
l Moradia: a cada dia, a população de rua vem aumentando nas grandes
cidades.
l Alimentação: 42,79% da população rural vive em situação de indigência.
l Salário: enquanto o salário de uns é baixíssimo, o salário de outros é
e x c e s -
sivamente alto.
Também podemos perceber esse desequilíbrio nas áreas de saúde, edu-
cação, saneamento básico etc.
Observe o gráfico abaixo. Ele representa o desequilíbrio na área da alimen-
tação:
A U L A Se usarmos a imagem de uma balança para “pesar” essas desigualdades,
ela estará permanentemente desequilibrada... Mas, até quando?

67

Nossa aula Mas o que tudo isso tem a ver com a nossa aula de Matemática? Na aula de
hoje, vamos estudar inequações do 1º grau. E as inequações representam uma
desigualdade matemática.

EXEMPLO 1

O número de pessoas que entram no 1º grau é maior do que o número de


pessoas que terminam o 1º grau. Esse fato é comprovado em diversas pesquisas
realizadas.
Se representarmos por x o número de pessoas que entram no 1º grau e por
y o número de pessoas que terminam o 1º grau, poderemos escrever essa frase
em linguagem matemática, assim:

x>y onde o símbolo > indica é maior que.

A balança pode ser usada para mostrar esse desequilíbrio ou essa desigual-
dade na educação.

A inequação do 1º grau

Assim como a equação do 1º grau, a inequação também é uma frase


matemática, só que, em vez do sinal de = (igual), tem um desses sinais: >
(maior) ou < (menor) ou ³ (maior ou igual) ou £ (menor ou igual).

}
2x + 1 > 4x - 5 Estas frases matemáticas são
y-1<0 exemplos de inequações do 1º grau
2x ³ x + 1 com uma incógnita.
y + 4 £ 5 - 2y
}
x+y>5 A U L A
E estas são inequações do 1º grau
-y+x<3

67
com duas incógnitas.
2x ³ 1 - y

Propriedades da inequação do 1º grau

Quando resolvemos uma equação do 1º grau, usamos recursos matemáti-


cos tais como: somar ou subtrair um mesmo valor aos dois membros da equação
e multiplicar ou dividir os dois membros por um mesmo valor, sem alterar a
equação. Será que esses recursos também são válidos na inequação do 1º
grau?
Vamos tomar a desigualdade 5 > 4, que é uma desigualdade verdadeira,
para verificar a validade desses recursos.

l Recurso: somar ou subtrair um mesmo valor aos dois membros.

5 > 4
somar 2
5+2 > 4+2
7 > 6 _ Continua sendo uma desigualdade verdadeira.

5 > 4
subtrair 1
5-1>4-1
4 > 3 _ Continua sendo uma desigualdade verdadeira.

Podemos concluir que esse recurso (somar ou subtrair um mesmo valor aos
dois membros) é v á l i d o também para resolver inequações do 1º grau.

l Recurso: multiplicar ou dividir por um mesmo valor os dois membros da


inequação:

Esse valor é um número positivo

5 > 4 x (+ 2)
5x2> 4x2
10 > 8
A U L A Esse valor é um número negativo.

67 5 > 4 _
(- 1) . 5 ? 4 . (- 1)
-5 < -4
x (- 1)

Observação: - 5 < - 4 só será uma desigualdade verdadeira se o símbolo


for invertido.

5>4
5:2>4:2
2,5 > 2

5 >4 : (- 2)
5 : (- 2) ? 4 : (- 2)
-5 -4
<
2 2
- 2,5 < - 2

Portanto, devemos ter cuidado ao utilizar esse recurso (multiplicar ou


dividir por um mesmo valor os dois membros) para resolver uma inequação do
1º grau: se esse valor for um número negativo, o sinal da desigualdade deve
ser invertido.

Como resolver uma inequação do 1º grau?

Vamos aplicar os recursos que acabamos de ver na resolução de uma


inequação do 1º grau.

EXEMPLO 2

Quais os valores de x que tornam a inequação - 2x + 5 > 0 verdadeira?

Inicialmente, resolvemos como se fosse uma equação do 1º grau:

- 2x + 5 > 0 como a operação inversa de somar 5 é subtrair 5,


+ 5 fica - 5.

- 2x > - 5 ¿ 2x < 5 multiplicando os dois lados por (- 1)

x<
-5
2
¿ e invertendo o sinal de desigualdade

x < 2,5
Observe que 2,5 não é solução da inequação, mas qualquer ponto menor A U L A
que 2,5 é solução.

Vamos verificar: 67
Para x = -1 _ -2 (-1) + 5 > 0 _2+5>0 _ 7>0 (verdadeiro)
Para x = 2 _ -2 (2) + 5 > 0 _ -4 + 5 > 0 _ 1>0 (verdadeiro)
Para x = 2,5 _ -2 (2,5) + 5 > 0 _ -5 + 5 > 0 _ 0>0 (falso)
Para x = 3 _ -2 (3) + 5 > 0 _ -6 + 5 > 0 _ -1 > 0 (falso)

Comprovamos, então, que somente os valores menores que 2,5 tornam a


inequação verdadeira.

O gráfico de inequação de 1º grau

Na Aula 66, você aprendeu a representar graficamente uma equação do 1º


grau com duas incógnitas. Agora vamos representar no plano cartesiano uma
inequação do 1º grau com duas incógnitas.

EXEMPLO 3

Represente no plano cartesiano a inequação x + 2y < 8


Vamos partir da equação x + 2y = 8
8-x
x y= (x ; y)
2
0 4 (0 ; 4)
2 3 (2 ; 3)

A região abaixo da reta representa os pontos em que x + 2y < 8. E a região


acima da reta representa os pontos em que x + 2y > 8.
Experimente! Pegue um ponto de cada uma das regiões indicadas e substi-
tua suas coordenadas na inequação x + 2y < 8. O que ocorre?
Exercícios
A U L A Exercício 1
Resolva as inequações:

67 a) x + 4 > 7 b) 2x - 10 £ 4

c) - 3x £ 15 d) 3x £ - 15
3x + 1 x x 4 - 2x
e) - <1 f) 2 + ³-2
2 3 5

Exercício 2
Represente na reta numérica as soluções das inequações do Exercício 1.

Exercício 3
A balança ao lado não está equilibrada. Escreva uma frase matemática que
represente esse desequilíbrio.

Exercício 4
Represente no plano cartesiano as inequações:
a) x + 2y > 8 b) 3x - y £ 0 c) x + y < 5
AUU
A L AL A

68
68
Sistemas do 1º grau

P edro e José são amigos. Ao saírem do traba-


lho, passaram por uma livraria onde havia vários objetos em promoção. Pedro
Introdução
comprou 2 cadernos e 3 livros e pagou R$ 17,40, no total. José gastou R$ 11,20
na compra de 2 livros e 1 caderno. Os dois ficaram satisfeitos e foram para casa.
No dia seguinte, quiseram contar a um terceiro colega sobre suas compras,
mas não se lembravam do preço unitário dos livros. Sabiam apenas que todos
os livros, assim como todos os cadernos, tinham o mesmo preço.
E agora... Será que existe algum modo de descobrir o preço de cada livro ou
caderno com as informações que temos?
Acompanhe a aula e descubra...

Em aulas anteriores, você viu que existem equações do 1º grau com duas Nossa aula
incógnitas, como por exemplo:

x+y=5 x-y=3 x + 2y = 8

Você viu, também que as equações do 1º grau com duas variáveis


admitem infinitas soluções:

x+y=5 e x-y=3
x y x y
0 5 0 -3
1 4 1 -2
2 3 2 -1
3 2 3 0
4 1 4 1
5 0 5 2
... ... ... ...

Observando as tabelas de soluções das duas equações, verificamos que o


par (4; 1), isto é, x = 4 e y = 1, é solução para as duas equações. Dessa forma,
podemos dizer que as equações x + y = 5 e x - y = 3 formam um sistema de
equações do 1º grau que admitem uma solução comum.
A U L A A Matemática utiliza o símbolo { para indicar que duas (ou mais) equações
formam um sistema. Veja os exemplos:

68 x+y=5
x-y=3
x-y=4
2x - y = 9

3x - 2y = 5 2x + y + z = 1
2x + 5y = 1 x - y - 3z = 4
x=2
Observação: Aqui, vamos estudar apenas os sistemas do 1º grau com duas
equações de duas variáveis.

Resolução de sistemas

x e y ) que tornem
Resolver um sistema é encontrar um par de valores (x
verdadeiras as equações que o formam.
Por exemplo, o par (3; 2) é solução do sistema x-y=1 ?
x+y=5
Para fazer verificação, devemos substituir os valores x = 3 e y = 2 em ambas
as equações:
x-y=1 x+y=5
3-2=1 3+2=5
1=1 5=5
(verdadeiro) (verdadeiro)
Sim, o par (3; 2) é solução do sistema, pois torna as equações verdadeiras.

O método da substituição

Esse método de resolução de um sistema consiste em “tirar” o valor de uma


incógnita e substituir esse valor na outra equação. Veja um exemplo:
x-y=1
x+y=5
Escolhemos uma das equações e “tiramos” o valor de uma das incógnitas,
ou seja, estabelecemos seu valor em função da outra incógnita, assim:
x-y=1 ® x=1+y
Agora, temos o valor de x em função de y e podemos substituir esse va-
lor na outra equação:
x+y=5
ß
1+y+y=5
1 + 2y = 5
2y = 5 - 1
2y = 4
y=2

Como x = 1 + y ® x = 1 + 2 ® x = 3.
Temos então que o par (3; 2) é solução do sistema.
Qual é mesmo o preço do livro? A U L A

Releia o problema proposto na introdução deste capítulo e acompanhe sua


resolução. 68
Uma etapa importante na solução de um problema é a tradução dos dados
em linguagem matemática. Para essa etapa, vamos usar as variáveis x e y em
vez de caderno e livro
livro. Organizamos os dados assim:

Pedro: 3 livros + 2 cadernos = R$ 17,40 ® 3x + 2y = 17,40


José: 2 livros + 1 caderno = R$ 11,20 ® 2x + y = 11,20

Temos, assim, o sistema:

3x + 2y = 17,40
2x + y = 11,20

Estabelecendo o valor de y em função de x na 2ª equação, temos:


y = 11,20 - 2x

Substituindo esse valor na 1ª equação:


3x + 2 (11,20 - 2x) = 17,40

Temos uma equação do 1º grau, com apenas uma incógnita. Resolvendo essa
equação:
3x + 22,40 - 4x = 17,40
- x = 17,40 - 22,40
- x = -5
-x= 5

Como y = 11,20 - 2x ® y = 11,20 - 10 ® y = 1,20

Portanto, cada livro custou R$ 5,00 e cada caderno, R$ 1,20


1,20.

Verificação
Pedro: 3 . 5 + 2 . 1,20 = 15 + 2,40 = 17,40
José: 2 . 5 + 1,20 = 10 + 1,20 = 11,20

O método da adição

Esse outro método de resolução de um sistema consiste em somar os termos


das equações. Veja o exemplo:

x-y=-4
2x + y = 9

Somando as equações:
2x - y = - 4
2x + y = 9 +
3x =5
5
x=
3
A U L A Veja que quando somamos as duas equações o termo em y se anula. Por
que isso ocorreu? Pense!

68 Para obter o valor de y , devemos substituir o valor de x , encontrado em uma


das equações:
5 5
x-y=-4 ® -y=-4 ® -y = - 4 -
3 3
-12 - 5 -17 17
-y = ® -y= ® y=
3 3 3

5 ; 17ö
A solução do sistema é o par .æ
è3 3 ø

Verificação
5 17 -12
x-y=-4 ® - =-4 ® = - 4 (verdadeiro)
3 3 3

5 17 10 17 27
2x + y = 9 ® 2 · + =9 ® + =9 ® = 9 (verdadeiro)
3 3 3 3 3

Usando um artifício de cálculo

Vamos resolver o sistema abaixo pelo método da adição:

3x + 2y = 4
2x + 3y = 1

Se somarmos as equações do jeito que estão, não conseguiremos anular um


dos termos. Por isso, vamos usar um artifício de cálculo:

l primeiro, multiplicamos a 1ª equação por +2;


l depois, multiplicamos a 2ª equação por -3.

O sistema sofrerá a seguinte transformação:

´ 2
3x + 2y = 4 ® 6x + 4y = 8

´-3
2x + 3y = 1 ® -6x - 9y = - 3

Agora, podemos somar o sistema:

- 6x + 4y = 8
- 6x - 9y = - 3 +
- 5y = 5 ® y=-1
Para obter o valor de x
x, devemos substituir o valor de y em uma das equações: A U L A

2x + 3y = 1
2x + 3 (- 1) = 1 68
2x - 3 = 1
2x = 4 ® x = 2

Portanto, a solução do sistema é o par: (2; -1).

Verificação

3x + 2y = 4 ® 3 · 2 + 2 · (-1) = 4 ® 6 - 2 = 4 (verdadeiro).
2x + 3y = 1 ® 2 · 2 + 3 · (-1) = 1 ® 4 - 3 = 1 (verdadeiro).

Observação: Você deve ter percebido que o artifício de cálculo, usado para
resolver esse sistema, permitiu que a variável x desaparecesse. Isso ocorreu
porque a variável x , nas duas equações, ficou com coeficientes simétricos.

Exercício 1 Exercícios
Resolva o sistema por substituição:

3x + 5y = 20
2x + y = 11

Exercício 2
Resolva os sistemas por adição:

a) x + y = 10 b) 5x - 2y = 1
x-y=-6 7x + 2y = 11

Exercício 3
Resolva os sistemas:

a) x-y=-3
x + 2y = 3

b) 4x + y = 3
2x - 2y = - 1

Exercício 4
Verifique se o par (1; 2) é solução para o sistema: 10x - 2y = 6
x + 5y = 11

Exercício 5
Escreva um sistema que corresponda à seguinte situação:

Um armário custa o triplo de uma mesa. Os dois juntos custam R$ 120,00.

Exercício 6
Resolva o sistema do Exercício 5.
A UA UL L AA

69
69
Gráfico de
um sistema

Introdução N a Aula 68, você aprendeu a resolver


algebricamente um sistema do 1º grau. Nesta aula, você vai aprender a resolver
graficamente um sistema de equações do 1º grau.

Mas, antes, vamos recapitular algumas noções que, provavelmente, você


já conhece.

Uma equação do 1º grau com duas variáveis pode ser representada no


plano cartesiano, isto é, graficamente, por meio de uma reta.

Para a determinação da reta bastam dois pontos. Cada ponto é formado por
um par ordenado (x; y), onde x é a abscissa e y é a ordenada do ponto.

Os valores de x e de y podem ser estabelecidos em uma tabela, como mostra


o exemplo.

EXEMPLO 1

Represente graficamente 2x + 3y = 5

5 - 2x
x y= (x; y)
3

5 5
A 0 (0; )
3 3

B 1 1 (1; 1)

Nossa aula Nesta aula, vamos estudar apenas os sistemas de duas equações do 1º grau
com duas variáveis.
EXEMPLO 2 A U L A

Construa num mesmo plano cartesiano as retas x - y = 1 e x + y = 5


69
Primeiro montamos as tabelas:

x y=x-1 (x;y) x y=5 - x (x;y)


0 -1 (0;1) 0 -1 (0;1)
1 0 (1;0) 1 0 (1;0)

As duas retas se cruzam no ponto (3; 2). Isso significa que o ponto (3; 2) é
comum às duas retas, ou seja, é o ponto de interseção das duas retas. Logo o par
ordenado (3; 2) corresponde à solução do sistema formado por essas duas
equações.

Veja:

x-y=1
x+y=5

Por adição temos:

x-y= 1
x+y=5 +
2x = 6 ® x=3 ® y=2

Solução: (3; 2)

E assim podemos verificar que o ponto (3; 2)


2), ponto de interseção das duas
retas é a solução gráfica do sistema.

EXEMPLO 3

Resolva graficamente o sistema:

x-y=5
x + 2y = 8

8-x
x y= (x;y)
2
x y=x 5
y=x-5 (x;y) 7
0 = 3, 5 (0;3,5)
0 -5 (0;- 5) 2
1 -4 (1;- 4) 2 3 (2;3)
A U L A Agora, vamos verificar esse resultado, achando algebricamente a solução:

69 x-y=5
x + 2y = 8

Por substituição temos:

x = 5 + y ® 5 + y + 2y = 8 ® 3y = 3

y=1 ® x=6

Solução: (6; 1)

Podemos concluir que a solução de um sistema do 1 º grau com duas


variáveis é representada graficamente pela interseção de duas retas.

Muitas vezes, a solução de um sistema pode nos levar a resultados curiosos.


Nesse caso, a solução gráfica pode ser um excelente recurso para entender a
solução.

EXEMPO 4

Resolva algebricamente o sistema:

2x + y = 0
2x + y = 3

Usando um recurso do cálculo e resolvendo por adição, temos:

2x + y = 0 ´ (-1) - 2x - y = 0
2x + y = 3 2x + y = 3 +
0 = 3 ® falso

Mas, como 0 ¹ 3 (zero é diferente de 3), dizemos que chegamos a uma


identidade falsa
falsa.

Vamos verificar qual o significado dessa identidade falsa, resolvendo grafi-


camente o sistema:

2x + y = 0
2x + y = 3

x y=-2x (x;y) x y=3-2x (x;y)


0 0 (0;0) 0 3 (0;3)
1 -2 (1;-2) 1 1 (1;1)

Observe que as retas que representam as equações que formam o sistema


são paralelas
paralelas. Logo, não há ponto de interseção entre elas, o que significa
que o sistema não tem solução
solução.
Um sistema indeterminado A U L A

Resolva algebricamente o sistema abaixo e, depois, verifique o significado


da solução encontrada. 69
x-y=3
2x - 2y = 6

Por substituição, temos: x = 3 + y

2x - 2y = 6 ® 2 (3 + y) - 2y = 6 6 + 2y - 2y = 6 ® 6 = 6 ® (verdadeiro)

Agora vamos resolver graficamente o sistema e verificar o significado da


solução.

x-y=3
2x - 2y = 6
2x - 6
x y=x 3
y=x-3 (x;y) x y= (x;y)
2
0 -3 (0;- 3) 0 -3 (0;- 3)
1 -2 (1;- 2) 1 -2 (1;- 2)

As duas equações que formam o sistema são representadas por uma única
reta
reta. Logo todas as soluções de uma equação são também soluções da outra
equação. O que significa que há infinitas soluções, ou seja, a solução é
indeterminada
indeterminada.

Exercício 1 Exercícios
Represente num mesmo plano cartesiano as retas 2x + 3y = 11 e 11x + 4y = 22.

Exercício 2
Determine a solução do sistema 2x + 3y = 11 ?
x-y=-2
Exercício 3
Represente graficamente cada um dos sistemas a seguir e, depois, verifique
a solução algebricamente.

a) x + y = 1 b) 2x + y = 1
2x - y = 14 2x + y = 3

c) x - y = - 3 d) x + y = 4
x + 2y = 3 2x - 2y = 8

Exercício 4
Sejam a e b as retas que representam as equações de um sistema do 1º grau.
O que podemos afirmar sobre a solução do sistema, quando:

a) a e b são retas concorrentes;


b) a e b são retas coincidentes, isto é, representam a mesma reta;
c) a e b são retas paralelas.
A UA UL L AA

70
70

Equacionando
problemas - I

Introdução V ocê já percebeu que a Matemática é um


excelente recurso para resolver muitos dos problemas do nosso dia-a-dia. Mas
a Matemática também pode ser vista sob um outro aspecto: o da brincadeira.

Problemas que envolvem jogos e desafios lógicos têm contribuído para


estimular a inteligência do ser humano ao longo de toda a história. Há registro
desse tipo de brincadeiras desde a Antigüidade.

Nesta aula, nós vamos apresentar alguns desses desafios. Certamente, você
também se sentirá estimulado a resolvê-los. Afinal, quem nunca brincou de
adivinhar?

Nossa aula Como descobrir o número pensado por outra pessoa?

Essa é uma brincadeira bastante antiga (livros do século XII já faziam


referência a esse tipo de jogo como uma atividade comum entre pessoas).
Consiste no seguinte: uma pessoa propõe a outra que pense em um número
qualquer. Após alguns comandos, a pessoa que propôs o jogo adivinha o
número pensado pela outra. Vamos ver um exemplo.

EXEMPLO 1

Duas pessoas, A e B, estão jogando. A dá alguns comandos para B.

COMANDOS OPERAÇÕES MATEMÁTICAS

l Pense num número qualquer. l B pensou no número 5.


l Encontre o seu dobro. l 5 x 2 = 10
l Some 3 ao resultado. l 10 + 3 = 13
l Triplique o valor encontrado. l 13 x 3 = 39
l Subtraia 9 do resultado. l 39 - 9 = 30
l Divida tudo por 6. l 30 : 6 = 5
l Quanto deu? l 5
l Este é o número no qual você pensou!
Vamos escrever em linguagem matemática o que ocorreu: A U L A
l

l
Pense um número qualquer:
Encontre o seu dobro:
Some 3 ao resultado:
x
2 . x = 2x
2x + 3
70
l Triplique o que você achou: 3 . (2x + 3) = 6x + 9
l Subtraia 9 ao resultado: 6x + 9 - 9 = 6x
l Divida tudo por 6: 6x : 6 = x
Porque esse jogo dá certo?
Observe que há comandos que anulam os anteriores, como por exemplo:
“achar o dobro” e “triplicar” são anulados pelo comando “divida tudo por 6”.

Os comandos que se anulam são determinados pelas operações inversas.

Recordando operações inversas

Uma operação é inversa de outra quando desfaz o que a outra faz.

l A adição e a subtração são operações inversas:

l A multiplicação e a divisão são operações inversas:

l A potenciação e a radiciação são operações inversas:


A U L A Adivinhando um número novamente

70 Vamos ver mais um exemplo desse jogo de “adivinha”:

EXEMPLO 2

A pessoa A diz os seguintes comandos para a pessoa B:

l Pense em um número par.


l Triplique o número escolhido.
l Divida o resultado por 2.
l Triplique o resultado.
l Divida o que foi encontrado por 9.
l Multiplique por 2.
l A: O resultado final é o número que você pensou.

Vamos ver em linguagem matemática o que ocorreu:

COMANDOS LINGUAGEM MATEMÁTICA

l pense um número par l 2x (*)


l triplique o número pensado l 2x . 3 = 6x
l divida o resultado por 2 l 6x : 2 = 3x
l triplique o resultado l 3x . 3 = 9x
l divida o que deu por 9 l 9x : 9 = x
l multiplique por 2 l x . 2 = 2x

(*) A expressão geral para indicar um número par é 2x. Veja que,
para qualquer valor atribuído a x, o número 2x é par.

Observe que, novamente, foram feitas operações inversas, permitindo que


se retornasse ao número pensado inicialmente.

Jogando com a calculadora

Há pessoas que dizem que os números se relacionam com a sorte. Outras,


simplesmente, simpatizam mais com este ou aquele número. E você, também
tem um número de sua preferência?

Nesse jogo você poderá escolher um número de 1 a 9 e fazer com que


somente ele apareça no visor de uma calculadora, por meio de algumas
operações bem simples. Vamos ver um exemplo.
EXEMPLO 3 A U L A

Imagine que você tenha escolhido o número 5.


70
Digite na calculadora o número 1 2.3 4 5.6 7 9.

ON
% OFF C

MR M- M+ +/-

7 8 9

4 5 6 x

1 2 3 -

Agora, multiplique esse número por 45.

Veja que, no visor, aparece somente o número 5.

ON
% OFF C

MR M- M+ +/-

7 8 9

4 5 6 x

1 2 3 -

Desvendando o mistério!

Muita gente acha que 1 2.3 4 5.6 7 9 é um número misterioso. A matemática


vai mostrar que não há nenhum mistério. Veja a aplicação:

O número 1 1 1.1 1 1.1 1 1 é divisível por 9 e o quociente dessa divisão é


12.3456.79. Experimente fazer a conta na calculadora:

111111111 9 .
... 12345679
0

Portanto: 1 2.3 4 5.6 7 9 x 9 = 111.111.111.


A U L A Quando multiplicamos 1 2.3 4 5.6 7 9 por 45, estamos, na verdade,
multiplicando-o por 9 x 5.

70 Logo: 1 2.3 4 5.6 7 9 x 45 =


= 1 2.3 4 5.6 7 9 x 9 x 5 =
= 1 1 1.1 1 1.1 1 1 x 5 = 5 5 5.5 5 5.5 5 5
Veja que curioso:

1 2.3 4 5.6 7 9 x 19 (9 x 1) = 111.111.111


1 2.3 4 5.6 7 9 x 18 (9 x 2) = 222.222.222
1 2.3 4 5.6 7 9 x 27 (9 x 3) = 333.333.333
1 2.3 4 5.6 7 9 x 36 (9 x 4) = 444.444.444
... ...

A álgebra desvendando mistérios

Você já sabe que a álgebra é uma linguagem matemática que auxilia a


resolver problemas, isto é, pela álgebra podemos equacionar problemas.

PROBLEMA 1

Vamos resolver um “mistério” sobre a vida de Diofanto, um notável


matemático da Antigüidade. Tudo o que se conhece a seu respeito encontra-se
na dedicatória escrita em seu túmulo sob a forma de um problema matemático.
Veja o que ela diz:

LINGUAGEM CORRENTE LINGUAGEM MATEMÁTICA

CAMINHANTE! AQUI FORAM SEPULTADOS OS RESTOS DE


DIOFANTE. E OS NÚMEROS PODEM MOSTRAR - OH,
MILAGRE - QUÃO LONGA FOI SUA VIDA, x

x
CUJA SEXTA PARTE CONSTITUIU SUA FORMOSA INFÂNCIA
6
E MAIS UM DUODÉCIMO PEDAÇO DE SUA VIDA HAVIA
x
TRANSCORRIDO QUANDO DE PÊLOS SE COBRIU O SEU ROSTO.
12
E A SÉTIMA PARTE DE SUA EXISTÊNCIA TRANSCORREU EM
x
UM MATRIMÔNIO SEM FILHOS.
7
PASSOU-SE UM QÜINQÜÊNIO MAIS E DEIXOU-O MUITO
FELIZ O NASCIMENTO DE SEU PRIMEIRO FILHO, 5

CUJO CORPO ENTREGOU À TERRA, SUA FORMOSA VIDA,


x
QUE DUROU SOMENTE A METADE DA DE SEU PAI.
2
E COM PROFUNDO PESAR DESCEU À SEPULTURA, TENDO
SOBREVIVIDO APENAS QUATRO ANOS AO DESCANSO DE
SEU FILHO. 4

DIGA-ME: QUANTOS ANOS TINHA DIOFANTO QUANDO LHE x x x x


CHEGOU A MORTE?
x= + + +5+ +4
6 12 7 2
Solução A U L A

70
x x x x
x= + + +5+ +4 igualando os denominadores
6 12 7 2
e simplificando

84x 14x + 7x + 12x + 420 + 42x + 336


=
84 84

84x - 14x - 7x - 12x - 42x = 420 + 336


9x = 756
x = 84

Desse modo, ficamos conhecendo alguns dados biográficos sobre Diofanto:


casou-se aos 21 anos, foi pai aos 38, perdeu o filho aos 80 e morreu aos 84.

PROBLEMA 2

Vamos ver mais um problema bastante antigo que pode ser traduzido para
a linguagem da álgebra.

Um cavalo e um burro caminharam juntos levando no lombo pesados sacos.


Lamentava-se o cavalo de sua pesada carga, quando o burro lhe disse: “De que
te queixas? Se eu levasse um dos teus sacos, a minha carga seria o dobro. Pelo
contrário, se te desse um saco, a tua carga seria igual à minha”. Qual a carga
de cada um dos animais?

Vamos equacionar o problema, isto é, escrevê-lo na linguagem da álgebra:

Sejam x = a carga do cavalo e y a carga do burro.

LINGUAGEM CORRENTE LINGUAGEM DA ÁLGEBRA

Se eu levasse um de teus sacos, x-1


a minha carga y+1
seria o dobro da tua. y + 1 = 2 (x - 1)
Se eu te desse um saco, y-1
a tua carga x+1
seria igual à minha, y-1=x+1

Temos, então, um sistema com duas equações do 1º grau:

y + 1 = 2 (x - 1) ® y - 2x = - 3
y-1=x+1 y-x=2

resolvendo o sistema, temos x = 5 e y = 7.


Logo, a carga do burro era de 7 sacos e a do cavalo, de 5 sacos.

Este é um dos mais curiosos problemas que se conhece. E também um dos


mais antigos: tem mais de 2000 anos!
A U L A Um viajante chega à margem de um rio levando uma raposa, uma cabra e
um pé de couve. Ele deseja atravessar o rio, mas o único barco que se encontra

70 lá é pequeno e só pode transportar dois elementos de cada vez: ele e um de seus


pertences. O viajante deseja levar todos os seus pertences para a outra margem,
sem perder nenhum deles. Ele sabe que:

— se deixar a cabra com a couve, a cabra come a couve;


— e se deixar a raposa com a cabra, a raposa come a cabra.

O que ele deve fazer?

Tente resolver esse problema antes de ler a solução! Ele não precisa de
equação para ser resolvido; precisa, sim, de muito raciocínio!

Solução

Como nada foi dito sobre a raposa e a couve, podemos concluir que podem
ficar juntos sem prejuízo para o viajante. Sendo assim, veja o que o viajante faz
para resolver seu problema:

— levou a cabra, voltou e pegou a raposa;


— deixou a raposa e trouxe a cabra de volta;
— levou a couve e voltou para pegar a cabra.

Seguiu seu caminho feliz por não ter perdido nenhum de seus pertences.

Agora que você conhece esse aspecto divertido da Matemática, que tal
pesquisar ou inventar outros problemas?

Por enquanto, aqui vão algumas sugestões que, certamente, irão “aguçar”
seu raciocínio.
Exercício 1 Exercícios
A U L A
Um número, sua metade e sua terça parte somam 77. Qual é o número?

70
Exercício 2
Pensei num número, multipliquei-o por 2 e ao resultado somei 8, obtendo
20. Em que número pensei?

Exercício 3
Descubra o valor das letras, na conta abaixo, considerando que letras iguais
representam o mesmo número:

AB
BA +
CAC

Exercício 4
Que comandos anulam os seguintes comandos?
a) Somar 8 e multiplicar por 2.
b) Triplicar e multiplicar por 5.

Exercício 5
Invente uma série de comandos que levem você a adivinhar o número
pensado por um amigo.
A UA UL L AA

71
71

Operando com
potências

Introdução O
perações com potências são muito utiliza-
das em diversas áreas da Matemática, e em especial no cálculo algébrico. O
conhecimento das propriedades operatórias da potenciação pode facilitar a
resolução de cálculos com expressões algébricas, que de outra forma seriam
bastante trabalhosos.

Para estudar essas propriedades, vamos antes rever algumas definições de


potências com expoentes inteiros e bases reais.

Nossa aula Potenciação, por definição, é uma forma prática e simples de se represen-
tar uma multiplicação de fatores iguais.

Na potenciação, o fator da multiplicação chama-se base e o número de


vezes que o fator se repete é representado pelo expoente. Por exemplo:
2
l 5 x 5 = 25 « 5 = 25 Onde 5 é a base e 2 é o expoente.
Lê-se: “5 ao quadrado”.
2 vezes

3
l 2x2x2=8 « 2 =8 Onde 2 é a base e 3 é o expoente.
Lê-se: “2 ao cubo”.
3 vezes

4
l 3 x 3 x 3 x 3 = 81 « 3 = 81 Onde 3 é a base e 4 é o expoente.
Lê-se: “3 à 4ª potência”.
4 vezes

De maneira geral, podemos escrever:

a . a . a ... a = an
se n > 2 (número inteiro)
n vezes
Alguns casos especiais da potenciação: A U L A

l a1 = a para qualquer a 71
0
l a =1 se a ¹ 0
1
l a-n = se a ¹ 0
an

Além dessas definições, convenciona-se ainda que:

- 32 significa - (3)2 = - (3 . 3) = - 9 e
2
(- 3) = (- 3) . (- 3) = + 9

Portanto: - 32 ¹ (- 3)2

Isso nos leva a concluir que, se a base é um número negativo e está elevada
a um expoente positivo, é indispensável o uso dos parênteses. Caso os
parênteses não sejam utilizados o resultado encontrado poderá ser incorreto.
Vejamos alguns exemplos numéricos de aplicação das propriedades
vistas até aqui:

l 70 = 1 l (- 2)2 = + 4

1 1
l 61 = 6 l 3-2 = =
32 9
³
æ 1¯ö 1 1 8
l
2
-2 =-4 l è 2 ø (½)³ = ( _1 ) =
=
8

Para calcular o valor de uma potência, quase sempre precisamos efetuar a


multiplicação equivalente. Assim, por exemplo, para comparar duas ou mais
potências é necessário conhecer antes os seus valores. Por exemplo:
-2 -2
l As potências 3 e (-3) são iguais ou diferentes?
(-3)-³ =
1 1 1 1
3-2 = 2 = e (-3)
-³ =
3 9 9
-2 -2
Portanto as duas potências são iguais e podemos escrever: 3 = (- 3)
-2 2
l Qual é a maior 6 ou -6 ?
1 1
6-2 = 2
= ou - 62 = -(6 . 6) = -36
6 36
-2 2
Vimos que 6 resulta num número positivo e -6 resulta num número
negativo. Todo número positivo é maior que qualquer número negativo.
-2 2
Logo: 6 > -6 .
5 ³
æ_ 1 ö æ_ 1 ö
A U L A è 2ø è 2ø
Qual é o número menor: ou ?

71
l
5
ö
æ_ 1 ö æ_ 1 ö . æ_ 1 ö . æ_ 1 . æ_ 1 ö . æ_ 1 ö _1
= =
è 2 ø è 2ø è 2 ø è 2ø è 2ø è 2 ø 32
e
æ_ 1 ö ³ æ_ 1 ö . æ_ 1 ö . æ_ 1 ö = _ 1
=
è 2 ø è 2ø è 2 ø è 2 ø 8

Se as frações fossem positivas, a menor seria a que tem o maior denomi-


nador, portanto 1 .
32

æ_ 1 ö 5
Comoæ_ as1 öfrações
è 2ø
³
è 2ø
são negativas o resultado é ao contrário e teremos como
resposta: >
Sugestão: represente as frações obtidas na reta numérica.

Para efetuar operações com potências, também é necessário calcular


antes o valor de cada potência. Por exemplo:
2 3
l 3 + 2 = 9 + 8 = 17

3 2
l 5 - 7 = 125 - 49 = 76

3 2
l 2 · . 3 = 8 . 9 = 72

2 3
l 4 : 2 = 16 : 8 = 2

Propriedades da potenciação

Vamos apresentar agora as propriedades operatórias, no caso especial das


potências de bases iguais. Nesses casos, podemos resolver a multiplicação sem
efetuar as potências e obteremos o resultado em forma de potência.

Multiplicação de potências de bases iguais


4 4 4+2 6 4 2 6
l 2 x2 =2 = 2 porque 2 x 2 = 2 x 2 x 2 x 2 x 2 x 2 = 2

4 vezes 2 vezes

l 75 x 7-3 = 75 + (-3) = 75-3 = 72

Generalizando, para multiplicar potências de bases iguais, repetimos a base


e somamos os expoentes.
m n m+n
a .a =a
A U L A
Divisão de potências de bases iguais

: 54 5· 5· 5· 5
5 4 ¸ 52 = 2 = = 5· 5 = 52
. . . 71
l
5 5· 5

-3 2 -3-2 -5
l 7 :7 =7 =7

4 6 4-6 -2
l 9 :9 =9 =9

Então, para dividir potências de bases iguais, repetimos a base e subtraímos


os expoentes.

m n m-n
a :a =a

Potenciação de potência

2 3 2 2 2 2x3 6
l (3 ) = (3 ) . (3 ) . (3 ) = 3 =3

3 vezes
4
(-2) 4
(2 ) = æ 1 ö = 1 8 = 2-8
l
è 2²ø 2

Então, para elevar uma potência a um expoente, repetimos a base e multi-


plicamos os expoentes.

n
(am) = a m.n

Distributividade da potenciação em relação à multiplicação

3
l (2 x 3) = (2 x 3) . (2 x 3) . (2 x 3) = 2 . 2 . 2 . 3 . 3 . 3 = 8 . 27

3 vezes 3 vezes 3 vezes


(5 x 7) = 1-2 1 -2 -2
= = 5 x7
l (5 x 7)² 5² x 7²

Para elevar um produto a um expoente, elevamos cada fator ao mesmo


expoente.
m m m
(a . b) = a . b
A U L A
Distributividade da potenciação em relação à divisão

71 l
æ7ö æ7ö 7 . 7
(7 : 3)² = è3 ø . è3 ø =
3.3

3² = 7² : 3²

2 vezes
-3
æ4ö 4-3
= -3
l
è5 ø 5

Para elevarmos um quociente (ou uma fração) a um expoente, elevamos o


dividendo e o divisor (ou o numerador e o denominador) ao mesmo expoente.
m m m
(a : b) = a : b

m
æaö amou
=
èbø bm

Aplicações

Como já foi dito no início da aula, uma das maiores aplicações das
propriedades operatórias das potências de bases iguais está no cálculo
algébrico. Na Aula 62, efetuamos a adição e a subtração de expressões algébri-
cas. Vejamos nos exemplos, a multiplicação e a divisão dessas expressões e
verificaremos o uso constante das propriedades estudadas.

2 3 5 10
l x · x · x =x
2 2 2 2 2 2 4 3 2
l y · (y + y + 1) = y · y + y · y + y · 1 = y + y + y

3 3 3 3 3 3
l (- 2xy) = (- 2) · x · y = - 8x y
2 3 6 7
l (x ) · x-4 = x · x- 4 = x - 4

l (2x5 + 3x4) ¸ x3 = (2x5 ¸ x3) + (3x4 ¸ x3) = 2x2 + 3x


(xy)44 . .
βxy γ-
(x- ) = (x x) · . y
4- 4
x ·. y 4
4
x4 y4
·
.
= x · y5
6
βx2 y γ-1 βx2 γ-1 · y -1 x-2 · y -1 x-2 y -1
l = =
A U L A
As propriedades podem ser usadas em expressões numéricas como uma
forma de simplificação dos cálculos. Veja:
7 5 13
71
l 2 . 128 . 32 = 2 . 2 . 2 = 2
3 2 6 2 4
l (4 ) : 16 = 4 : 4 = 4
. .
2 3
5 · 5 5 · 53 55 2
l = 4
= 4 = 51 = 5
625 5 5

Exercícios
Exercício 1
Verifique se as sentenças são verdadeiras (V) ou falsas (F):
-2
a) ( ) 4 = - 16
-3 3
b) ( ) 7 . 7 = 1
æ1ö-2
Φèxø
1Ι 2
c) ( )
Ηx Κ = x
-2 1
d) ( ) -3 =
9

æ_ ö²2 æ_ ö³3
Exercício 2
Φè 1Ι
ø Φè 1 øΙ
Η 5 Κ Η 5 Κ?
Qual é a maior - ou -

Exercício 3
x 1 3
Se 2 = 4, qual é o valor de 2 +x? E qual o valor de 2 -x?

Exercício 4
Efetue as operações nas seguintes expressões algébricas:

a) x3 . (x + x2 + x4) =
5 4 4
b) (7x - 8x ) : x =
3 2
c) (6x + 3x ) : (-3x) =

d) (x2 + y) . xy =
A UA UL L AA

72
72

Produtos notáveis

Introdução O
cálculo algébrico é uma valiosa ferra-
menta para a álgebra e para a geometria. Em aulas anteriores, já vimos
algumas operações com expressões algébricas.

Nesta aula, estudaremos alguns produtos especialmente importantes por-


que aparecem com muita freqüência no cálculo algébrico. Esses produtos são
conhecidos pelo nome de produtos notáveis. Produto por ser resultado de
uma multiplicação, e n o t á v e l por ser importante, digno de nota, que se destaca.

Nossa aula Vamos verificar que podemos calcular a área de algumas figuras de
maneiras diferentes.

Primeiro produto notável

Vejamos a área da figura abaixo, cujo lado mede a.

Área: a2

Aumentando de b a medida de cada lado desse quadrado, determinamos


um quadrado de lado a + b, assim:

2
Área: (a + b)
Outra maneira de calcular a área desse quadrado é somando as áreas de A U L A
cada uma das figuras que o formam. Observe que temos dois quadrados, de
lados a e b respectivamente, e dois retângulos iguais, cujas dimensões são a e b:
72

2 2 2
(a + b) = a + 2·ab + b

Podemos ainda calcular a área desse quadrado usando cálculo algébrico:


2
(a + b) = (a + b) (a + b) E le var ao qu adr ado éo m e sm oqu e
multiplicar dois fatores iguais.
2 2
(a + b) (a + b) = a + ab + ba + b = Aplicando a propriedade distributiva
da multiplicação.
2 2 2 2
= a + ab + ab + b = a + 2ab + b Efetuando os termos semelhantes.

Logo:
2 2 2
(a + b) = a + 2ab + b

O trinômio obtido é chamado de trinômio quadrado perfeito por ser o


resultado do quadrado de (a + b).

Observe novamente esse produto:

quadrado da soma trinômio quadrado perfeito

( a + b )2 = a2 + 2ab + b2
å â â æ æ
1º termo 2º termo quadrado duas vezes quadrado
do 1º o 1º pelo 2º do 2º

Portanto, o primeiro produto notável pode ser lido assim:

O quadrado da soma de dois termos é igual ao quadrado do 1º termo,


mais duas vezes o produto do 1º pelo 2º, mais o quadrado do 2º termo.
A U L A EXEMPLO 1

72
2
Podemos calcular (2 + 3) de duas maneiras:

(2 + 3)2 = 52 = 25
2 2 2
(2 + 3) = 2 + 2 . 2 . 3 + 3 = 4 + 12 + 9 = 25

Encontramos o mesmo resultado nos dois caminhos usados.

É claro que, nesse exemplo, não faz sentido usar a conclusão do produto
notável, pois, como os termos da soma são números, podemos achar diretamen-
te o resultado, somando os números e elevando o resultado ao quadrado.

No caso de uma soma algébrica, é impossível efetuar a adição, e então


temos de usar a regra do produto notável.

EXEMPLO 2
2 2 2 2
l (x + 1) = x + 2 . x . 1 + 1 = x + 2x + 1
2 2 2 2
l (3x + 4) = (3x) + 2 ·. (3x) ·. 4 + 4 = 9x + 24x + 16

Φx + yöΙ = æx
æx ΦxöΙ + 2·. æxö
2
Φx Ι.· y + y 2 = x2 + xy + y 2
2

l
Η2 øΚ è2
è2 Η2øΚ è2ø Η2 Κ 4

2 2 2 2 2 2 4 2 2
l (a + 3b) = (a ) + 2 · a · 3b + (3b) = a + 6a b + 9b

Segundo produto notável

O segundo produto notável é o quadrado da diferença entre dois termos


e é praticamente igual ao primeiro produto, sendo a única diferença o sinal.
Vamos calculá-lo:
2 2 2
(a - b) = (a - b) (a - b) = a - ab - ba + (- b) =
= a2 - ab - ab + b2 = a2 - 2ab + b2

Logo:
2 2 2
(a - b) = a - 2ab + b

que pode ser lido assim:

O quadrado da diferença d e dois termos é igual ao quadrado


do 1º termo, menos duas vezes o produto do 1º termo pelo
2º termo, mais o quadrado do 2º termo.
EXEMPLO 3 A U L A

2
2

2
2

2 2 2
2 2
(a - 2) = a - 2 . a . 2 + 2 = a - 4a + 4
2 4 2 2
72
l (x - 2y) = (x ) - 2 . x . 2y + (2y) = x - 4x y + 4y

æ ö² 3y æ3yö ²
4x - 3y = (4x)² -2 . 4x . + = 16x² - 6xy + 9y²
l
è 4 ø 4 è 4 ø 16

Terceiro produto notável

O terceiro produto notável pode ser mostrado por meio do cálculo da área
de uma figura. Essa área será calculada também de duas maneiras diferentes.

A área que devemos calcular é a da figura pintada em forma de L que tem


três dimensões diferentes a, b e c.

Completando as linhas tracejadas, obtemos um quadrado maior de lado a


e um quadrado menor de lado b.

A área da figura pintada pode ser calculada fazendo-se a diferença entre a


área do quadrado maior e a área do quadrado menor:

Área do L = área do quadrado maior - área do quadrado menor

Área do L = a2 - b2

Outra maneira para calcular a área do L é decompor a figura em dois


retângulos, assim:

Observe na figura anterior, que c = a - b


A U L A Como os dois retângulos têm uma das dimensões iguais (c), vamos
colocá-los juntos de maneira a formar um só retângulo de medidas a + b e a

72 - b.

comprimento: a + b
largura: a-b

Calculando a área do retângulo, que é igual à área do L, temos:

Área do retângulo: (a + b) (a - b)

Então:
2 2
(a + b) (a - b) = a - b que pode ser lido:

O produto da soma pela diferença de dois termos é igual


ao quadrado do 1º termo menos o quadrado do 2º termo.

EXEMPLO 4

2 2 2
l (x + 2) (x - 2) = x - 2 = x - 4

2 2 2 2
l (2x - 5y) (2x + 5y) = (2x) - (5y) = 4x - 25y

2 2 2 2 2 4 2
l (a + b) (a - b) = (a ) - b = a - b

² ²
æx yö æx y æ x ö æ y ö x²
- ö=

+ .
l
è2 3 ø è2 3 ø è 2ø - è 3 ø = 4 - 9

Observações

1. Quando se diz “o quadrado da soma de dois números”, essa sentença é


2
representada algebricamente por (x + y) .

2. Quando se diz “a soma dos quadrados de dois números”, a expressão


2 2
correspondente é x + y .
2
3. Da mesma forma, “o quadrado da diferença” representa-se por (x - y) e “a
2 2
diferença entre dois quadrados” por x - y .
Resumindo A U L A

Os três produtos notáveis estudados nesta aula são:


2 2 2
72
1. Quadrado da soma de dois termos: (a + b) = a + 2ab + b
2 2 2
2. Quadrado da diferença de dois termos: (a - b) = a - 2ab + b
2 2
3. Produto da soma pela diferença de dois termos: (a + b) (a - b) = a - b

Exercício 1
2 2 2
Exercícios
Sabendo que x + y = 29 e (x + y) = 49 são números inteiros positivos,
determine:
a) x + y
b) xy
c) x e y
2 2 2 2
Sugestão: desenvolver (x + y) e substituir (x + y) e x + y pelos seus valores
dados pelo enunciado.

Exercício 2
Efetue:
2
a) (2x + 3y)
Φ
æ
b) Γ
yöΙ
xx - ϑ
2

Η
è 2øΚ
2 2
c) (x - 2xy) (x + 2xy)

Exercício 3
Qual o polinômio que somado a (a + 2) (a - 2) dá (a + 2)2 como resultado?

Exercício 4
Observe os seguintes trinômios quadrados perfeitos e determine os qua-
drados correspondentes:
a) x2 + 2ax + a2
2
b) 4x + 4x + 1
A UA UL L AA

73
73

Fatoração

Introdução A palavra fatoração nos leva a pensar em


fatores, e, como já sabemos, fatores são os elementos de uma multiplicação.
Fatorar um número, portanto, é escrevê-lo na forma de uma multiplicação de
fatores. Por exemplo, o número 16 pode ser escrito como uma multiplicação de
fatores, de várias maneiras:

16 = 2 x 8
16 = 4 x 4
4
16 = 2 x 2 x 2 x 2 ou ainda 16 = 2

No caso de uma expressão numérica, cujas parcelas têm um fator comum,


podemos fatorá-la, assim:

7x2+5x2 = (7 + 5) x 2 ® forma fatorada da


expressão numérica
soma de 2 parcelas produto de dois fatores

Vamos aprender, nesta aula, a fatoração de expressões algébricas, que é


muito utilizada para a simplificação dos cálculos algébricos.

Nossa aula Vamos considerar um terreno formado por dois lotes de comprimentos
diferentes e de mesma largura:

Podemos calcular a área total do terreno de duas maneiras diferentes:

l Calculando a área de cada lote e depois somando-as.


l Somando os comprimentos dos dois lotes e calculando diretamente a
área total do terreno.
A U L A
As duas maneiras dão o mesmo resultado; portanto, podemos escrever:

Área do lote I: ax Somando as duas áreas: ax + bx 73


Área do lote II: bx
Comprimento total do terreno: (a + b)
Área do terreno: (a + b) x

Logo: ax + bx = (a + b) x

soma de duas produto de


parcelas dois fatores

Portanto, sempre que numa soma de duas ou mais parcelas houver um fator
comum a todas as parcelas (como o x em ax + bx), podemos fatorar essa
expressão, e esse fator comum será um dos fatores da expressão após ser
fatorada.
Como fazer para descobrir o outro fator da expressão fatorada?
Basta dividir a expressão que vai ser fatorada pelo fator comum.

EXEMPLO 1

Fatore a expressão: 3xy + 6x. Temos que 3 e x são fatores comuns às duas
parcelas. Podemos, então, escrever a expressão assim:

3xy + 6x = 3x . æ3xy + 6x ö
è 3x 3xø
simplificando as frações
2
//
æ3xy /
6x/ö
= 3x . +
è /3x //ø
3x

3xy + 6x = 3x (y +2)

Dizemos que o fator 3x foi colocado “em evidência”, isto é, “em destaque”.
Na prática, as divisões feitas dentro dos parênteses são feitas “de cabeça”.

EXEMPLO 2

Fatore 2a2b - 4ab2.


Os fatores comuns são 2, a e b.
Colocando 2.a.b “em evidência”, temos:
2 2
2a b - 4ab = 2ab . (a - 2b) divisão feita “de cabeça”

Para ter certeza de que a divisão foi feita corretamente, você pode fazer a
verificação assim:
2 2
2ab (a - 2b) = 2a b - 4ab

Ou seja, foi usada a propriedade distributiva da multiplicação para verificar


se a fatoração está correta.
A U L A Podemos também fatorar as expressões algébricas que são resultados de
produtos conhecidos, como os produtos notáveis estudados na aula anterior.

73 2 2
A expressão a - b é resultado do produto (a + b) · (a - b); então podemos
fatorar toda expressão da seguinte maneira:
2
l 4x - 9 = (2x + 3) (2x + 3) ® forma fatorada
ß ß
2 2
(2x) 3
2
l 36a - 1 = (6a + 1) (6a - 1)
ß ß
2 2
(6a) 1
x² æ x x
l 16 - = 4 + ö . æ4- ö
25 è 5ø è 5ø
ß ß
2 x ö²
æ
4
è5 ø

Os outros dois produtos notáveis resultam em trinômios quadrados


perfeitos. Como os dois casos diferem apenas num sinal, podemos escrever os
dois juntos usando os dois sinais ao mesmo tempo, assim:

2 2 2
(a + b) = a + 2ab + b

Que se lê:
“O quadrado da soma ou da diferença de dois termos é igual ao
quadrado do 1º termo, mais ou menos duas vezes o 1º pelo 2º termo, mais o
quadrado do 2º termo.”

Então, sempre que tivermos um trinômio quadrado perfeito podemos


fatorá-lo escrevendo-o na forma de um quadrado da soma ou da diferença de
dois termos. Por exemplo:
2
l x + 8x + 16
ß ß
quadrado quadrado
de x de 4

\ 2 . x . 4/

Então, podemos escrever:

x2 + 8x + 16 = (x + 4)2 ® forma fatorada


2
l a + 8a + 9 A U L A
ß ß
quadrado
de a
quadrado
de 3 73
\ 2.a.3 /
6a ¹ 8a

Nesse caso, o trinômio não é quadrado perfeito e, portanto, não pode ser
fatorado.
4 2
l x - 2x + 1
ß ß
2 2 2
(x ) 1
\ 2 . x .1
2 /
2
2x

O trinômio é quadrado perfeito e vamos escrevê-lo na forma fatorada:


4 2 2 2
x - 2x + 1 = (x - 1)

Exercício 1 Exercícios
Calcule o valor de 5 · 36 + 5 . 24 + 5 . 15, fatorando antes a expressão.

Exercício 2
Fatore as expressões algébricas, colocando o fator comum em evidência:
a) x2 + 11x
2 2
b) a b + 4ab + ab

Exercício 3
2
Verifique se o trinômio x - 12x + 64 é um trinômio quadrado perfeito,
justificando a resposta.

Exercício 4
2 2
Fatore o trinômio a x + 2ax + 1.

Exercício 5
4
Fatore a expressão x - 16 e, se ainda for possível, fatore o resultado obtido.
Isso quer dizer fatorar completamente a expressão.

Exercício 6 2
Simplifique a fração a - 10a + 25 , fatorando antes o numerador da fração.
a-5

Exercício 7
Complete o trinômio quadrado perfeito com o termo que está faltando:
2 2
x - ..... + 9y
A UA UL L AA

74
74

Equação do 2º grau

Introdução S abemos, de aulas anteriores, que podemos


resolver problemas usando equações. A resolução de problemas pelo método
algébrico consiste em algumas etapas que vamos recordar:

l Representar o valor desconhecido do problema, a incógnita, por uma


letra que, em geral, é a letra x.

l Escrever a senteça matemática que “traduz” o problema. É o que


chamamos de equacionar o problema.

l Resolver a equação do problema.

l Verificar a solução encontrada escolhendo a solução correta, de acordo


com o que foi solicitado no problema.

Nas aulas em que já foram estudados problemas e sua resolução gráfica,


as equações encontradas eram do 1º grau.

Vamos estudar agora as equações do 2º grau, usadas na resolução de


problemas de diferentes assuntos que apresentam necessidade desse tipo
de equação.

Vejamos o seguinte problema: na figura a seguir, temos um retângulo de


comprimento 6 cm e cuja largura é desconhecida, ou seja, não sabemos sua
Nossa aula medida. Ao lado desse retângulo temos um quadrado cujo lado é igual à
largura do retângulo. Vamos determinar o lado do quadrado, sabendo que a
área total da figura é de 16 cm2.
Chamamos o lado do quadrado, que é a incógnita do problema, de x. A U L A

Calculando as áreas do retângulo e do quadrado, temos:


74
Área do retângulo: 6 . x = 6x
2
Área do quadrado: x.x=x

A área total da figura é:


2
6x + x = 16 ® equação do problema

Vamos, agora, “arrumar” a equação do problema, colocando todos os


termos no primeiro membro e ordenando-os de acordo com as potências de x,
da maior para a menor, ou seja, de modo decrescente.
2
x + 6x - 16 = 0
ß ß ß
termo termo termo
2
em x em x sem x
2
Essa equação é da forma ax + bx + c = 0 e é chamada de equação do
2º grau.

Os coeficientes a, b e c são números reais e a ¹ 0. Veja os exemplos:

2
l Na equação 2x - 4x + 5 = 0, os coeficientes são:

a = 2, b= -4 e c=5

2
l Na equação x + 5x = 0, os coeficientes são:

a = 1, b=5 e c = 0 (não existe o termo independente de x)

l Na equação 2x2 - 9 = 0, os coeficientes são:

a = 2, b=0 e c = - 9 (não existe o termo do 1º grau em x)

2
l Na equação 4x = 0, os coeficientes são:

a = 4, b= 0 e c = 0 (faltam dois termos)

A equação que encontramos no problema inicial é uma equação completa,


pois não tem coeficientes nulos. Quando uma equação do 2º grau possui um ou
dois coeficientes nulos ela é chamada de incompleta. Aprenderemos como
resolver os diferentes tipos de equação incompletas ainda nesta aula. As
equações completas serão estudadas na próxima aula.
A U L A Você se lembra de que, quando definimos equação do 2º grau, escrevemos
que a é diferente de zero. O que aconteceria se a fosse igual a zero?

74 2
Vamos substituir a por zero na equação ax + bx + c = 0.

A equação ficará assim:

0 . x + bx + c = 0

bx + c = 0 ® equação do 1º grau.

Portanto, o coeficiente do termo de 2º grau não pode ser zero pois, anulando
esse termo, a equação deixa de ser do 2º grau.

Resolução de uma equação

Já vimos, quando estudamos equações do 1º grau, que resolver uma


equação é encontrar um valor da variável x que torna a equação verdadeira
quando substituímos x por esse valor.

No caso da equação do 2º grau, podemos encontrar até duas soluções


diferentes para uma equação.

EXEMPLO 1

a) Verifique, na equação do problema inicial, se o número 2 é solução da


equação.

A equação é: x2 + 6x - 16 = 0
Substituindo x por 2, temos:
2
2 + 6 . 2- 16 = 0
4 + 12 - 16 =0
16- 16 = 0 ® sentença verdadeira
2
Logo, x = 2 é uma solução da equação x + 6x - 16 = 0.

b) Verifique, na mesma equação, se 1 é solução.


Substituindo x por 1, temos:
2
1 + 6 . 1- 16 = 0
1 + 6 - 16 =0
7- 16 = 0 ® sentença falsa

Logo, x = 1 não é solução da equação x2 + 6x - 16 = 0.


Resolução das equações incompletas A U L A

Equações do 2º grau em que b = 0 (equações do tipo ax + c = 0)


2 74
Nesse caso, a equação só tem um termo em x, então a resolvemos como se
ela fosse uma equação do 1º grau.
2
ax + c = 0
2
ax = -c ® isolando o termo em x no 1º membro
2 -c
x = ® calculando o termo em x
a

-c
x=± ® extraindo a raiz quadrada
a

-c -c
As soluções da equação são x1 = + e x2 = -
a a

Esse tipo de equação pode ter duas soluções reais, caso o radicando - c
seja um número positivo. a
æ-c Ð 0ö
Se o radicando for negativo è a ø a equação não terá solução, pois a raiz
de índice par de um número negativo não é um número real.

No caso do radicando ser nulo, a equação terá uma única solução,


também nula.

EXEMPLO 2
2
Resolver a equação 3x - 27 = 0

3x2 = 27
27
x2 =
3
2
x =9

x= x=± 9 ®x=+3

As soluções da equação são +3 e -3.


2
A U L A Equações do 2º grau em que c = 0 (equações do tipo ax + bx = 0)

74 Observe que essa equação possui dois termos em x. Nesse caso, podemos
2
fatorar ax + bx, colocando x em evidência:

x (ax + b) = 0

Obtivemos um produto de dois fatores que deve ser igual a zero. Logo um
dos fatores deve ser nulo:

x=0
ì

Se x (ax + b) = 0, então ou

î
ax + b = 0 ® ax = -b

-b
x=
a

-b
As soluções da equação são x1 = 0 e x2 =
a

Nesse tipo de equação, encontraremos sempre duas soluções diferentes,


sendo uma delas igual a zero.

EXEMPLO 3

2
Resolver a equação 3x - 15x = 0.

x (3x - 15) = 0

x=0

ou

3x - 15 = 0
15
3x = 15 ® x= ® x=5
3

As soluções são x 1 = 0 e x 2 = 5.
Exercício 1
2
Exercícios
A U L A
Na equação x - 7x + 10 = 0, verifique se o número 5 é solução.

74
Exercício 2
Qual é o número que elevado ao quadrado é igual ao seu dobro?

Exercício 3
Quais são os coeficientes da equação
x2 x
- + 5 = 0?
2 4

Exercício 4
Resolva as equações incompletas:
2
a) 6x + 6x = 0
2
b) 25x = 0
2
c) 2x = - 8
2
d) 2x - 72 = 0

Exercício 5
Dados os números 0, - 1, 1, indique quais são soluções da equação:
2
x + 3x - 4 = 0.
A UA UL L AA

75
75

Deduzindo uma
fórmula

Introdução N
a aula anterior, vimos que uma equa-
2
ção do 2º grau é toda equação de forma ax + bx + c = 0, onde a, b e c são
números reais sendo a ¹ 0.

Algumas equações foram resolvidas sem a necessidade de métodos pró-


prios: são as equações incompletas.

Para resolver uma equação completa do 2º grau, é necessário conhecer a


fórmula desenvolvida pelo matemático hindu Bhaskhara, que viveu em torno
de 1115 a.C., e que até hoje leva seu nome: fórmula de Bhaskhara. Ela foi
desenvolvida e generalizada com base no método de completar o quadrado,
que mostraremos nesta aula, e que foi muito usado pelo matemático árabe Al-
Khowarizmi, em fins do século VIII e início do século IX.

2
Nossa aula Vamos resolver equações do tipo (ax + b) = c, onde o 1º membro é o
quadrado de uma expressão e o 2º membro é um número.

EXEMPLO 1
2
Resolva a equação (x + 2) = 25.

δ(xx + 2 )ι= ±
2
25
extraindo a raiz quadrada dos
dois membros da equação
x+2= 5
x+2=+5 ou x+2=-5
x=5-2 x=-5-2
x=3 x = -7

A equação tem duas soluções: 3 e -7.

Esse exemplo nos leva a pensar que, se todas as equações do 2º grau


pudessem ser escritas nessa forma, então sua resolução seria muito simples.
Para isso, precisaríamos ter sempre no 1º membro da equação um trinômio A U L A
quadrado perfeito e escrevê-lo na forma fatorada, como queremos.

Vejamos, agora, como transformar um trinômio qualquer num trinômio 75


quadrado perfeito, usando o método de completar o quadrado.

EXEMPLO 2
2
Resolva a equação x + 8x - 9 = 0.
2
A equação também pode ser escrita assim: x + 8x = 9
2
Qual o termo que devemos somar ao 1º membro, (x + 8x) para obter um
quadrado perfeito?
2
Como 8x = 2 . 4 . x, devemos acrescentar 4 , ou seja, 16 ao 1º membro. Mas,
como a equação é uma igualdade devemos somar 16 também ao 2º membro:
2
x + 8x + 16 = 9 + 16

Fatorando o 1º membro:
2
(x + 4) = 25

x + 4 = ± 25
x+4=+5 è x=5-4 è x=1
x + 4 = + 5ì
î x+4=-5 è x=-5-4 è x=-9

A fórmula obtida por Bhaskhara, que resolve qualquer equação do 2º grau,


é baseada no método de completar o quadrado. Aqui não faremos esse cálculo
e usaremos a fórmula diretamente.

- b ± b 2 - 4ac
x= Fórmula de Bhaskhara
2a

A expressão b2 - 4ac é muito importante na resolução da equação do 2º grau.


Por ser ela que “discrimina” o número de soluções da equação, é chamada
discriminante da equação. Podemos representar o discriminante pela letra
grega D (delta).

O discriminante indica o número de soluções da equação do seguinte modo:


2
l Se b - 4ac < 0, a equação não tem soluções reais.

l Se b2 - 4ac = 0, a equação tem uma solução real.


2
l Se b - 4ac > 0, a equação tem duas soluções reais.
A U L A Vamos, então, aplicar a fórmula de Bhaskhara na resolução de uma equação
do 2º grau.

75
EXEMPLO 3

2
Resolva a equação 2x + 5x - 3 = 0.

Em primeiro lugar identificaremos os coeficientes da equação:

a=2 b= 5 e c=-3

2
Em seguida, vamos calcular o valor de D = b - 4ac:
2
D = 5 - 4 . 2 . (- 3)
D = 25 + 24 ® D = 49

Como D > 0, sabemos que a equação tem duas soluções reais.

Vamos aplicar a fórmula:

- b ± b 2 - 4ac
x=
2a -5 - 7 -12
x1 = = ® x1 = -3
_
4 4
ì
-5 ± 49 -5 ± 7
x= = -5 + 7 2 1
2· 2 4 î x2 = = _® x2 =
4 4 2

2 1
As soluções da equação 2x + 5x - 3 = 0 são -3 e .
2

EXEMPLO 4

2
Resolva a equação 2x + 5x + 4 = 0.

a=2 b=5 e c=4

2
D = b - 4ac
2
D= 5 - 4 . 2 . 4 = 25 - 32 ® D = - 7

Como D < 0, a equação não tem solução real.


EXEMPLO 5 A U L A

2
Resolva a equação x - 6x + 9 = 0. 75
a=1 b=-6 e c=9
2
D = b - 4ac
2
D = (- 6) - 4 · 1 · 9
D - 36 - 36 ® D = 0

Como D = 0, a equação tem uma solução real. Vamos calculá-la:

-b ± D
x=
2a

x=
αφ
-6 ± 0
- (-6)
=
6±0
=
6
_x = 3
®
2· 1 2 2

2
A solução da equação x - 6x + 9 = 0 é 3.

Exercício 1
2
Exercícios
Resolva a equação (3x - 2) = 4.

Exercício 2
Resolva as equações usando a fórmula de Bhaskhara:
2
a) 8x - 2x - 1 = 0
b) 3x2 - 8x + 10 = 0
2
c) -x - 2x + 3 = 0

* Exercício 3
2
Considere as expressões x - 5x - 6 e 2x - 16. Encontre os valores reais de x
para os quais:
a) a primeira expressão dá 0;
b) a segunda expressão dá 0;
c) a primeira expressão dá 8;
d) a segunda expressão dá 8;
e) as duas expressões têm valores iguais.

* O Exercício 3 foi extraído do livro Matemática na medida certa (8ª série), de


Jakubo e Lellis, Editora Scipione.
A UA UL L AA

76
76

Equacionando
problemas - II

Introdução N as duas últimas aulas, resolvemos diver-


sas equações do 2º grau pelo processo de completar o quadrado perfeito ou pela
utilização da fórmula de Bhaskara.
Na aula de hoje, resolveremos alguns problemas com o auxílio dessa
fórmula.

æ ö
Nossa aula Φè - b ± b - 4ac Ιø
2
Com a utilização da fórmula de Bhaskara Γx = ϑ,
podemos solucionar muitos problemas práticos. Η 2a Κ
Observe o exemplo: a prefeitura de uma cidade deseja cimentar o contorno
de uma praça retangular de 40 m por 20 m. Para que a faixa a ser cimentada seja
uniforme e a área interna da praça tenha 476 m2, que largura deverá ter essa
faixa?

A área interna da praça é:


2
(40 - 2x) (20 - 2x) = 476 m

Desenvolvendo essa expressão, temos:


4x2 - 120x + 324 = 0
¸ 4
2
x - 30x + 81 = 0

30 ± 900 - 324 30 ± 24
x= =
2 2
Como a faixa não pode ser maior que a própria praça, descartamos a raiz A U L A
x = 27. Assim, a solução do problema deverá ser a raiz x = 3.
Isto significa que a faixa ao redor da praça deverá ter 3 m de largura. 76

O número de diagonais de um polígono

Um polígono tem n lados, sendo n > 3. Veja os exemplos:

De cada um dos vértices de um polígono saem n - 3 diagonais.

Do vértice A desse octógono


(polígono de 8 lados) saem 5
diagonais (8 - 3 = 5).

Como são n lados, temos n (n - 3) diagonais. Entretanto, essa expressão deve


ser dividida por 2, caso contrário uma mesma diagonal será contada duas
vezes (a diagonal AC é a mesma diagonal CA).
Então, temos que o número de diagonais de um polígono é:

D = n(n - 3)
2

Nessa expressão, D representa o número de diagonais e n o número de


lados do polígono.
Assim, vemos que há uma relação entre o número de lados e o número de
diagonais de um polígono.
A U L A Para descobrir todas as diagonais de um octógono, acompanhe o cálculo
abaixo:

76 n=8 ® D=
8(8 - 3)
2
=
8.5
2
= 20

Se quiser conferir o resultado, desenhe esse polígono e trace suas diagonais.

EXEMPLO 1

Qual é o polígono que tem 90 diagonais?


n(n - 3) n(n - 3)
D= 2 ® 90 = 2 ® 180 = n(n - 3) ®

® 180 = n2 - 3n ® 2
n - 3n - 180 = 0
2
Aplicando a fórmula de Bhaskara para resolver a equação n - 3n - 180 = 0,
temos:
(a = 1 b = -3 c = -180)

n = -(-3) ± û(-3)² - 4 . 1 . (-180)


2.1

3 ± 9 + 720 3 ± 729 3 ± 27
n= = = ; n1= 15, n2= -12
2 2 2
Como as diagonais de um polígono são representadas por um número
inteiro e positivo, abandonaremos a raiz n = -12.
Portanto, o polígono que tem 90 diagonais é o polígono de 15 lados.
Verificando a solução, pela substituição da raiz, temos:
90 =
15(15 - 3)
_ 180 = 15 . 12 _ 180 = 180
2
solução verdadeira

Existe polígono com 100 diagonais?


n(n - 3) 2 2
100 = ® 200 = n(n - 3) ® 200 = n - 3n ® n - 3n - 200 = 0
2
Resolvendo a equação do 2º grau, temos:

3 ± 9 + 800 3 ± 809
n= =
2 2
2
Como a 809 não é exata, as raízes da equação n - 3n - 200 = 0 não podem
ser valores inteiros. Nesse caso, concluímos que não existe polígono com 100
diagonais.
Observe que a equação n2 - 3n - 200 = 0 possui duas raízes reais. No entanto,
nenhuma delas satisfaz a solução do problema. Muitas vezes não basta resolver
a equação, pois é preciso analisar a solução encontrada.
Áreas e perímetros A U L A

Conhecendo a área e o perímetro de um retângulo, é possível calcular


suas dimensões. 76
2
Quais as dimensões de um retângulo que têm 18 cm de perímetro e 20 cm
de área?

Área: x . y = 20
Perímetro: 2x + 2y = 18

De acordo com as dimensões x e y da figura, devemos encontrar os valores


x e y que satisfaçam as duas equações.

Simplificando a 2ª equação, temos:

2x + 2y = 18 ® x+y=9 ® x=9-y

Substituindo x = 9 - y na 1ª equação:
2
x . y = 20 ® (9 - y) . y = 20 ® 9y - y = 20

2
Assim, temos a equação do 2º grau: y - 9y + 20 = 0

Aplicando a fórmula de Bhaskara:


y=5
ì
9 ± 81 - 80 9 ± 1
y= =
2 2 î y = -4

Desconsiderando o valor y = - 4, temos que:

y=5 ® ® x=9-5 ® x=4

Portanto, as dimensões desse retângulo são 5 cm e 4 cm.

Verificando a solução, pela substituição das raízes, temos:

5 . 4 = 20 ® 20 = 20 (solução verdadeira)

2 · 5 + 2 . 4 = 18 ® 10 + 8 = 18 ® 18 = 18 (solução verdadeira)
A U L A Na vida real

76 Seu Pedro deseja cercar o terreno onde vai construir sua casa. Para tanto,
ele pretende aproveitar um barranco e cercar os outros 3 lados, de forma a obter
2
um retângulo. Como a área do terreno é de 96 m e ele dispõe de um rolo de
28 m de tela, a que distância do barranco deverão ser colocadas as estacas 1 e 2?

Área = 96 ® x (28 - 2x) = 96


2 2
28x - 2x = 96 ® 2x - 28x + 96 = 0
Resolvendo essa equação, temos: x = 8
Portanto, seu Pedro deverá colocar as estacas a 8m do barranco.

Curiosidade

Um bambu de 32 côvados, erguendo-se verticalmente sobre um terreno


horizontal, é quebrado num certo ponto pela força do vento.
Sabendo que sua extremidade tocou a terra a 16 côvados do seu pé,
responda: a quantos côvados do seu pé estava o ponto em que o bambu foi
atingido pela força do vento?
Observação: côvado é uma unidade de medida de comprimento usada na
Antigüidade.

Observando a figura, vimos que o bambu forma com o chão um triângulo


retângulo.
Aplicando o Teorema de Pitágoras e desenvolvendo o produto notável, A U L A
temos:
2 2
(32 - x) = x + 16
2 76
2 2
1024 - 64x + x = x + 256

- 64x = - 768

x = 12

Portanto, o ponto em que o bambu foi atingido pela força do vento estava
a 12 côvados do pé. O problema apresentando acima foi enunciado pelos
chineses em 2600 a.C.. No entanto, foi reescrito por Bhaskara no século XII.

Exercício 1 Exercícios
De acordo com a expressão D = n(n - 3) , diga qual o polígono que possui:
2
a) 35 diagonais
b) 54 diagonais
c) 170 diagonais

Exercício 2
Quais as dimensões de um retângulo que tem 30 cm de perímetro e 50 cm2
de área?

Exercício 3
Ao cercar um terreno retangular, dando três voltas completas, uma pessoa
gastou 180 m de arame. Quais as dimensões desse retângulo, sabendo que
o comprimento é o dobro da altura.

Exercício 4
Sabendo que a soma de dois números é 37 e seu produto é 300, descubra
quais são esses números.

Exercício 5
Equacione o texto abaixo e resolva:

“Estavam os pássaros
divididos em dois grupos:
enquanto o quadrado da oitava parte
se divertia cantando sobre as árvores,
outros doze sobrevoavam
o campo também cantando alegremente.”

Quantos pássaros havia no total?


A UA UL L AA

77
77

Aumentos e
descontos sucessivos

Introdução N a Aula 39, estudamos o que é lucro e


prejuízo. Na aula de hoje, estudaremos os juros, as taxas, os aumentos e os
descontos que fazem parte de nosso cotidiano.

Nossa aula Veja alguns exemplos:

EXEMPLO 1

Ao comprar uma mercadoria de R$ 40,00, o dono da loja me concedeu um


desconto de R$ 5,00. Qual foi o percentual relativo a esse desconto?
5 1
A proporção entre o desconto e o preço inicial é de 40 ou 8 .
Para sabermos o percentual, calculamos uma fração equivalente a essa pro-
porção, cujo denominador seja 100.
Sendo x o percentual, temos:
x 1 100
= ®_x = = 12, 5
100 8 8
Assim, concluímos que o desconto foi de 12,5%.

EXEMPLO 2

O salário de uma pessoa passou de R$ 70,00 para R$ 100,00. Qual o foi o


percentual do aumento?
Como o aumento foi de R$ 30,00, a proporção entre o aumento e o salário
30 3
era de 70 = 7 .
Sendo x o percentual, temos:
x 3
= ® _ 7x = 300 _
® x = 42, 85
100 7
Portanto, o aumento foi de aproximadamente 42,85%.
Observação: A proporção ou o percentual que representa o aumento são
chamados de taxa de aumento. Assim, no exemplo acima, a taxa de aumento foi
3
de 7 ou 42,85%.
EXEMPLO 3 A U L A

Oferecendo um desconto de 20% para pagamento à vista, a quanto sairia um


artigo cujo preço é R$ 48,00? 77
Desconto de 20% sobre o preço = 20% de 48,00 = 0,20 x 48 = 9,6

Logo, o preço à vista seria de:

R$ 48,00 - R$ 9,60 = R$ 38,40

Juros

De modo geral, os juros são expressos como uma porcentagem, que é


chamada taxa de juros. Assim, há os juros que correspondem à compra de uma
mercadoria a prazo, ao atraso de uma conta, ao empréstimo de dinheiro etc.

Observe:

EXEMPLO 4

Pedro comprou um eletrodoméstico por R$ 100,00 e pretende pagá-lo em


quatro prestações iguais. Consultando uma tabela, o vendedor diz que cada
uma das prestações sairá por R$ 37,00.
Qual o valor da taxa de juros embutida na compra?

Sabendo que R$ 37,00 x 4 = R$ 148,00, temos um aumento de R$ 48,00 sobre


o preço à vista, ou seja, um aumento de 48%.

Dividindo esse percentual por meses, temos 48 : 4 = 12

Portanto, a taxa de juros foi de 12% ao mês.

Nesse exemplo os juros são todos iguais porque foram calculados sobre o
mesmo valor (R$ 100,00).

EXEMPLO 5

Uma pessoa consegue um empréstimo de R$ 500,00 reais para pagar ao fim


de quatro meses. O banco cobra uma taxa de juros de 18% ao mês. Qual será
o total da quantia a ser paga por essa pessoa ao final desse período?

Juros por mês: R$ 500,00 x 0,18 = R$ 90,00

Total de juros: R$ 500,00 x 0,18 x 4 = R$ 360,00

Total devolvido ao banco: R$ 500,00 + R$ 360,00 = R$ 860,00

Assim, o total da quantia a ser paga por essa pessoa será de R$ 860,00.
A U L A Dando nome aos bois

77 Capital é uma determinada quantia de dinheiro, tomada por empréstimo.


Montante é o total a ser pago por essa quantia.

No exemplo anterior, o capital foi de R$ 500,00 e o montante foi de R$ 860,00.

Há uma fórmula matemática para o cálculo dos juros, que pode ser
expressa por:

J=C . i . t onde:

J = juros
C = capital
i = taxa de juros
t = tempo

O montante é a soma do capital com os juros calculado:

M=C+J

Os juros compostos

Os juros usados no Mercado Financeiro são os chamados juros


compostos. Observe o exemplo:

EXEMPLO 6

Uma pessoa tomou um empréstimo de R$ 200,00 reais, a juros de 10% ao


mês. Ao final de um mês, essa pessoa deverá o montante de:

J = R$ 200,00 x 0,10 x 1 = R$ 20,00


M = R$ 200,00 : 20 = R$ 220,00

Se essa dívida for adiada por mais um mês, haverá um novo acréscimo.
Veja:

J = R$ 220,00 x 0,10 x 1 = R$ 22,00


M = R$ 220,00 + 22 = R$ 244,00

Esse tipo de juro, calculado ao fim de cada período sobre o montante


anterior, é chamado de juro composto. A U L A
Aumentos e descontos sucessivos

Imagine que um produto sofra dois aumentos sucessivos de 20% e 30%. 77


Qual será a taxa de aumento?
Muita gente pensa que esse aumento pode ser calculado pela soma dos
percentuais (30% + 20% = 50%); no entanto, esse raciocínio é incorreto.

Veja o cálculo correto para essa questão:

Vamos imaginar um produto que custa R$ 100,00 (podemos comparar


com o preço igual a 100, pois é o mesmo que comparar com a unidade); como
o primeiro aumento é de 20% sobre R$ 100,00 (0,20 x R$ 100,00 = R$ 20,00),
temos um montante de R$ 120,00. Sabendo que o segundo aumento é de 30%
sobre R$ 120,00 (0,30 x R$ 120,00 = R$ 36,00), o preço do produto é elevado
a R$ 120,00 + R$ 36,00 = R$ 156,00.

Portanto, o aumento é de R$ 56,00 sobre um preço de R$ 100,00. E a taxa


56
total é de 100 = 0,56 = 56%.

Vejamos outros exemplos:

EXEMPLO 7

O preço de um artigo sofreu dois descontos sucessivos de 15% e 12%. Qual


foi a taxa total de descontos?

Já vimos que podemos comparar o preço do artigo com o valor de R$


100,00. Com o desconto de 15% sobre R$ 100,00 (0,15 x R$ 100,00 = R$ 15,00), o
artigo passa a custar R$ 85,00. Com o segundo desconto é de 12% sobre R$ 85,00
(0,12 x R$ 85,00 = 10,20), o preço do artigo vai para R$ 74,80. Sabendo que o
25· 20
desconto foi de 100 = 0,252%.

Veja que o preço do artigo passou de 100 reais a 74,80, sofrendo um desconto
total de 100 - 74,80 = 25,20.

EXEMPLO 2

Sabendo que um produto em promoção é vendido com 20% de desconto,


qual será a porcentagem de aumento com relação ao preço normal?

Desconto: 20% sobre 100 = 0,20 x R$ 100,00 = R$ 20,00

Portanto, o produto é vendido a um preço promocional de:


R$ 100,00 - R$ 20,00 = R$ 80,00

Para retornar ao preço inicial ele deve ter um aumento de R$ 20,00 sobre o
20 1
valor de R$ 80,00. Ou seja: 80 = 4 = 0,25.
A U L A Assim, a taxa de aumento deverá ser de 25%.
À vista ou a prazo
77 Muitas lojas costumam atrair os consumidores com promoções do tipo:

20% DE DESCONTO À VISTA


OU
EM DUAS VEZES SEM ACRÉSCIMO

No caso de um artigo que custa R$ 100,00, vejamos as opções oferecidas:

À vista com 20% de desconto:


R$ 100,00 x 0,20 = R$ 20,00
R$ 100,00 - R$ 20,00 = R$ 80,00

O artigo sairá por R$ 80,00.

Em duas vezes sem acréscimo:

100 : 2 = R$ 50,00

O artigo sairá por duas prestações de R$ 50,00, cada.

Qual a porcentagem da taxa de juros embutida no preço do artigo?

Como a diferença entre o pagamento à vista e a prazo è de R$ 20,00, temos:


R$20, 00 1
= = 0, 25
R$80, 00 4
Portanto, a taxa de juros embutida no preço é de 25%.
Exercícios
A U L A
Exercício 1
Ao vender um objeto por R$ 90,00, uma pessoa obteve um lucro de 20%.
Quanto deve ter lhe custado esse objeto? 77
Exercício 2
Os funcionários de uma empresa foram agrupados em três faixas etárias
(A, B e C), que correspondem, respectivamente, às idades de 18 a 25 anos,
de 25 a 35 anos e acima de 35 anos. O gráfico abaixo indica o total de
funcionários em cada faixa etária. Indique a afirmação errada:

a) B tem 50% a mais que A.


b) A tem 50% a mais que C.
c) B tem 200% a mais que C.
d) C tem 50% a menos que A.
e) A tem 50% a menos que B e C juntos.

Exercício 3
Qual o aumento total correspondente a dois aumentos sucessivos de 20%
e 30%?

Exercício 4
Sabendo que o salário de Pedro passou para R$ 450,00, após um reajuste de
70%, responda: qual era o salário de Pedro antes do aumento?
A UA UL L AA

78
78

Revisão I
Representação gráfica

Introdução V ocê já deve ter observado a freqüência com


que os gráficos aparecem em jornais, revistas e livros. Usados em diversas áreas
de conhecimento, eles facilitam a visualização dos dados e nos permitem uma
melhor interpretação dos resultados.

Durante nosso curso, apresentamos vários tipos de gráficos. Na aula de


hoje, faremos uma revisão desses gráficos, por meio de suas construções e
interpretações.

Nossa aula Gráfico de segmentos

O gráfico abaixo, mostra a variação do consumo de energia elétrica de uma


residência, em kWh (quilowatt-hora) entre os meses de janeiro e agosto de 1994.

Esse tipo de gráfico é feito, geralmente, em papel quadriculado, com duas


retas perpendiculares - uma horizontal e outra vertical.
Na reta horizontal marcamos os meses em que foram anotados o consumo
e na reta vertical marcamos o consumo de cada mês.
Os segmentos de reta que ligam o consumo de um mês ao outro têm
inclinações diferentes.
No período de março a abril, por exemplo, a queda do consumo foi bastante A U L A
acentuada (de acordo com a inclinação correspondente a esse período, ou seja,
para baixo).
Sabemos que o consumo de energia elétrica varia em função de vários
78
fatores, por exemplo: o uso de aparelhos elétricos - ventiladores, ferro de passar
roupa, chuveiros elétricos, etc. - e o número de pessoas da casa. Baseando-se nas
informações da conta de energia, podemos construir um gráfico que nos permite
observar a variação do consumo de energia.

Gráfico de barras (ou de colunas)

Esse tipo de gráfico também é utilizado para representar comparações entre


elementos semelhantes, da mesma forma que o de segmentos. No entanto, há
situações cuja representação fica mais adequada em gráfico de barras: a variação
do número de empregados de uma fábrica, por exemplo, num período de cinco
anos. Assim, representamos o período numa reta horizontal e o número de
empregados numa reta vertical. Tanto o espaço entre as barras quanto a largura
delas devem ser iguais.

O gráfico de barras também é usado com as barras na horizontal. Dependen-


do dos dados, isso facilita a sua leitura.
Veja o exemplo abaixo:

(Fonte: Jornal Folha de São Paulo - 25/06/95)


A U L A Gráfico de setores (ou gráfico circular)

78 Esse tipo de gráfico é usado para representar as relações das partes de um


todo entre si e entre as partes e o todo. Desse modo, quando os resultados de uma
pesquisa são marcados em um círculo, que representa o todo (o universo
pesquisado), as partes são representadas por setores desse círculo.

Para analisar esse tipo de gráfico, precisamos calcular o arco, em graus,


relativo a cada uma das partes.

Numa pesquisa de opiniões foi feita a seguinte pergunta: “Você acha que
o brasileiro respeita as leis de trânsito?”

O resultado obtido foi o seguinte:

SIM : 55%

NÃO : 34,5%

NÃO RESPONDERAM: 10,5%

Para representar esse resultado num círculo, precisamos calcular que parte
do círculo representa cada resposta fornecida pela pesquisa. Então, teremos:

55% de 360º = 198º


34,5% de 360º = 124,2º
10,5% de 360º = 37,8º

Assim, desenhamos um círculo e marcamos com um transferidor, a partir


um ponto inicial P , os arcos calculados:

No gráfico da página 101, temos três curvas que mostram a variação da


balança comercial (em milhões de dólares), relativa à exportação e à importa-
ção (curva de cima e curva do meio) e ao saldo da balança comercial (curva de
baixo). Os valores assinalados na vertical são referentes ao período de julho/
1994 a janeiro/1995, marcados na horizontal.
A U L A

78

Fonte: Jornal do Brasil

Observe que até outubro os valores das exportações estavam acima das
importações e nos três últimos meses a situação se inverteu. Ou seja, o país
passou a importar mais do que exportar, provocando um déficit na balança
comercial brasileira (veja os valores negativos na curva relativa ao saldo).

Em janeiro, o déficit diminuiu de - 884 para - 290, o que confirma o fato


das importações terem sofrido uma queda para 3.271, aproximando-se do valor
das exportações (2.981).

Mostraremos, a seguir, um exemplo de gráfico de um sistema de equações


do 1º grau. Esse sistema é utilizado para resolver problemas que resultam em
duas equações, com duas incógnitas.

No gráfico cartesiano representaremos as duas retas que correspondem às


equações do sistema e determinaremos sua solução, caso exista.

x + 3y = 34
Seja o sistema
- x + 5y = 30
A U L A Assim, faremos as tabelas contendo os pares ordenados (x , y) de cada uma
das equações, para representá-las no gráfico:

78
x y
7 9
10 8

x y
5 7
10 8

Esse gráfico facilita a determinação da solução do sistema, que é represen-


tada pela intersecção das duas retas, no ponto (10,8).

Exercícios Exercício 1
Uma família gasta 30% de sua renda familiar em alimentos, 20% em roupas,
20% em aluguel, 20% em despesas diversas e guarda 10%. Represente essa
situação num gráfico de setores.

Exercício 2
O gráfico abaixo representa o rendimento de um carro, em função da
velocidade desenvolvida.

Responda:

a) Quando a velocidade constante é de 80 km/h, quantos quilômetros por


litro faz o automóvel?

b) E se a velocidade constante for de 120 km/h?

c) Qual é a velocidade mais econômica?


Exercício 3 A U L A
O gráfico abaixo representa a folha de pagamento do Estado de São Paulo,
de janeiro a maio de 1995.
78

Fonte: Folha de São Paulo - 25/06/95

Responda:

a) Em que mês a folha de pagamento tem o menor valor?

b) Em que mês a folha de pagamento tem o maior valor?

c) Em que meses houve aumento na folha de pagamento?

d) De quanto foi a diferença dos valores entre os meses de março e abril?

Exercício 4
Resolva graficamente o sistema:

3x + 2y = 6

x - y=7
A UA UL L AA

79
79

Revisão II
Geometria

Introdução A gora vamos rever alguns conceitos bási-


cos da Geometria, estudados ao longo do Telecurso 2000.

Observe a figura abaixo e resolva a seguinte questão:

Uma formiga sai do ponto A dirigindo-se ao ponto B. Sabendo que cada


uma das faces do cubo mede 20 cm ´ 20 cm, responda: qual será o caminho
traçado pela formiga, de modo que ela percorra a menor distância?

Sugestão: como a formiga tanto pode começar a andar pela face superior do
cubo quanto pela frontal - aquela que está de frente para você -, pense no cubo
planificado e na menor distância entre esses pontos. Utilize o Teorema de
Pitágoras.

Nossa aula O triângulo retângulo

seu João vai construir um quarto nos fundos de sua casa. O quarto deverá
medir 3 m ´ 4 m e servirá para guardar material de construção.

Depois de “levantar” a primeira parede, ele ficou pensando sobre como


construir as outras, de modo que o quarto ficasse retangular, ou seja, com
ângulos de 90º em cada canto.
Para resolver esse problema, ele teve a seguinte idéia: uniu três cordas de A U L A
mesmo comprimento (0A, 0B e 0C), por uma de suas extremidades:

79

Em seguida, com as cordas sobre o chão, fixou as extremidades A e B na


parede construída e esticou as três cordas, de modo que OB e OC ficassem
colineares, como mostra a figura abaixo:

Construíndo a parede sobre a direção AC, seu João garantiu que ela ficaria
perpendicular à parede construída. Por que ele está certo?

Repare que os dois triângulos construídos (OAB) e (OAC) são isósceles, pois
OA = OB e OA = OC.
Logo, tais triângulos possuem dois ângulos internos de mesma medida,
como indicado na figura pelas variáveis x e y .

Observando o triângulo ABC, verificamos que seus ângulos internos são:

A=x+y B=x C=y


A U L A De acordo com a lei angular de Tales, sabemos que, em qualquer triângulo,
a soma dos seus ângulos interno vale 180º. Logo:

79 A + B + C = 180º
x + y + x + y = 180º
2x + 2y = 180º ® x + y = 90º

Como x + y é a expressão que representa o ângulo A do triângulo ABC,


podemos afirmar que o triângulo ABC é retângulo.
Portanto, seu João conseguiu que o quarto ficasse retangular.

Quantas lajotas comprar?

Para revestir o chão de seu quarto com lajotas de 30 cm ´ 20 cm, quantas


lajotas seu João precisará comprar?
O quarto mede 3 m ´ 4 m, convertendo essa medida para centímetros,
temos: 300 cm ´ 400 cm. Portanto, a área do quarto é de 300 cm ´ 400 cm =
2
120.000 cm
Como a área da lajota é de 30 cm ´ 20 cm = 600 cm , o número de lajotas
2

necessário será de 120.000 : 600 = 200 lajotas.


Portanto, seu João deverá comprar pelo menos 200 lajotas
lajotas.

Qual o comprimento do tubo?

De que modo seu João conseguirá colocar um tubo de PVC, medindo 6 m de


comprimento, no chão de seu quarto?
Como a maior distância disponível no chão desse quarto fica na diagonal, A U L A
resolvemos pelo Teorema de Pitágoras:
2 2
d =3 +4
2

d2 = 9 + 16
79
2
d = 25
d=5

Assim, temos que a maior distância disponível no chão do quarto é de 5 m.


Portanto, seu João não poderá colocar em seu quarto um tubo de 6 m de
comprimento.

Quanto de tinta encomendar?

seu João deseja pintar as paredes de seu quartinho. Para saber a quantidade
de tinta necessária para a pintura, ele deverá calcular a área total das paredes.

Sabendo que o quarto tem o formato de um paralelepípedo, devemos


calcular as áreas de suas faces e, em seguida, somá-las:

O pé direito (altura) do quarto é de 2,5 m e suas paredes são de 3 m ´ 4 m.

Calculando a área do paralelepípedo (área de suas faces), temos:

2 faces de 4 m ´ 3 m = 2 . (4 . 3) = 24 m
2

2 faces de 3 m ´ 2,5 m = 2 . (3 . 2,5) = 15 m2


2 faces de 4 m ´ 2,5 m = 2 . (4 . 2,5) = 20 m
2

No caso do quartinho de seu João, em que serão pintadas as paredes laterais


e o teto, a área total é de:
2
24 + 15 + 20 = 59 m

Portanto, seu João deverá comprar uma quantidade de tinta suficiente para
2
pintar um total de 59 m .

Agora, imagine que seu João queira encher seu quartinho de objetos. Como
saber o volume que poderá ser ocupado por suas coisas?
A U L A Neste caso, basta calcular o volume do paralelepípedo:

79

V = base ´ largura ´ altura


V = 4 m ´ 3 m ´ 2,5 m =
= 4 ´ 3 ´ 2,5 = 30 m (metros cúbicos).
3

Curiosidade
Movendo-se sobre um paralelepípedo:

Qual será o menor percurso para ir de A até B, movendo-se sobre a


superfície de um paralelepípedo?
Para resolver esse problema, é preciso lembrar que a menor distância entre
dois pontos de um plano deve ser calculada sobre a reta que liga esses pontos.
De acordo com a figura acima, imaginamos três possíveis caminhos.
Para facilitar o entendimento, vamos planificar suas faces. Se quiser
acompanhar melhor o raciocínio, pode pegar uma caixa e desmontá-la, como
mostra a figura:
Para calcular a distância de A até B, devemos aplicar o Teorema de A U L A
Pitágoras:

79
Caminho 1:

triângulo ABC:
2 2 2
(AB) = 8 + 10 = 64 + 100 = 164

AB = 164 = 12,8 cm aproximadamente

Caminho 2:

triângulo ARP:
2 2 2
d = 6 + 8 = 36 + 64 = 100
d = 100 ® d = 10

de A até B: 10 + 4 = 14 cm

Caminho 3:

triângulo ADB:
2 2 2
(AB) = 12 + 6 = 144 + 36 = 180

AB = 180 = 13,4 cm aproximadamente

Logo, o menor percurso será aquele traçado pelo caminho 1.

Observação: A partir do exemplo acima, você poderá resolver o problema


proposto na introdução desta aula.

Exercícios
Exercício 1
Um dos ângulos internos de um triângulo isósceles mede 50º. Quais são as
medidas dos outros dois ângulos internos?

Exercício 2
No triângulo retângulo ABC, o lado AC tem a mesma medida que a mediana
OA. Calcule as medidas dos ângulos B e C.
A U L A
Exercício 3

79 Em um semicírculo de centro 0 e diâmetro BC, escolhemos um ponto A


qualquer e o ligamos aos pontos B e C, como mostra a figura.
Qual o valor do ângulo A?

Exercício 4
Um reservatório, com a forma de um paralelepípedo mede 4m ´ 2m ´ 2,5m.
Qual a capacidade desse reservatório?

Exercício 5
Qual a área total das paredes de uma sala que tem 3 m de pé direito e mede
3,5 m ´ 4 m?
AUU
A L AL A

80
80
Revisão III
Operações
e suas aplicações
N esta aula vamos recordar alguns conceitos
básicos das operações matemáticas. Começaremos com um exercício:
Introdução

Os preços das mercadorias foram reduzidos 20% numa liquidação. Termi-


nada a promoção, qual deverá ser o reajuste dos preços atuais, de modo que
retornem a seus antigos valores?

Veja: Nossa aula


l No amistoso do campeonato carioca, dois terços dos lugares do
Maracanã estavam ocupados.

l Nas últimas eleições, o candidato A recebeu o dobro do número de votos


obtidos pelo candidato B.

l Setenta por cento da renda de uma família são gastos com despesas de
alimentação.

Observando as frases acima, vemos que as palavras grifadas dos


dos, do e da
são indicadores de multiplicação.

No caso da primeira frase, se houvesse 120.000 lugares no Maracanã, o


número de lugares ocupados seria:
2 2 2 ´ 120.000
de 120.000 = ´ 120.000 = = 80.000 lugares
3 3 3

De acordo com a segunda frase, caso o candidato B tivesse obtido 65.000


votos, o candidato A teria obtido o dobro de 65.000 = 130.000 votos
votos.

Na terceira frase, supondo que a renda de uma família é de R$ 240,00 e que


70% desse valor é gasto com despesas de alimentação, temos um gasto de:

70% de R$ 240,00 = 0,70 ´ 240 = R$ 168,00


A U L A Revendo as operações

80 O primeiro passo na resolução de um problema consiste em decidir qual é


a operação que devemos utilizar. Veja o problema a seguir:
2
Após ter caminhado 7 de um percurso de 3.500 m, quantos metros ainda
terei de caminhar para chegar ao final?
2 2
de 3.500 = ´ 3.500 = 1.000 m
7 7

Sabendo que já caminhei 1.000 m, ainda terei de caminhar 2.500 m


m.

De acordo com a figura, esse problema também pode ser resolvido assim:
5 5
de 3.500 = ´ 3.500 = 2.500 m
7 7

EXEMPLO 1

Uma certa quantia foi dividida entre Sérgio, João e Pedro. Sabendo que
1
Sérgio recebeu 3 da quantia e João recebeu 30%, responda: que fração da quan-
tia recebeu Pedro? Quem recebeu mais?

Solução:
3 3
30% = =
100 10
1 3 10 9 19
Sérgio e João: = + = + =
3 10 30 30 30
1 3 10 9 19
Portanto, Pedro recebeu: = + = + =
3 10 30 30 30

Para saber quem recebeu mais, devemos comparar as frações:


1 10
Sérgio: =
3 30
9
João:
30
11
Pedro:
30
Logo, Pedro recebeu mais.

Observação: Para saber quanto falta a uma fração para completar o total,
basta subtraí
subtraí-lala da unidade
unidade. Por exemplo, para saber a parte que Pedro recebeu,
19
fizemos 1- 30 .
EXEMPLO 2 A U L A
3
Na divisão de uma herança, Maria ficou com 4 do total
total. Como ela deu
sua parte para Ana, indique que fração do total foi recebida por Ana.
3
6
da
80
De acordo com as palavras destacadas, observamos que:
1 3
Maria deu de do total para Ana.
6 4
1 3 3 1
Portanto, Ana recebeu ´ = =
6 4 24 8
1
Portanto, Ana recebeu do total da herança.
8
Resolvendo pelo diagrama, temos:

6 ´ 4 = 24
3 1
3 em 24 ® =
24 8

EXEMPLO 3
1 1
Na divisão de uma compra, Joana recebeu 6 do total e André recebeu 8 do
total. Que fração do total receberam os dois juntos? Essa fração corresponde a
mais ou a menos de 30%?

Solução:

Neste exemplo, temos duas frações de um mesmo total. Assim a solução


consiste em somar essas duas frações.

Para efetuar essa operação, devemos reduzir as frações a um mesmo


denominador (que deve ser um múltiplo comum aos denominadores das
frações). Neste caso, reduzimos ao denominador comum 24:

1 1 4 3 7
+ = + =
6 8 24 24 24
7
Assim, temos que André e Joana receberam juntos da compra.
24
7
A U L A Essa fração ( 24 ) corresponde a mais ou a menos de 30%?

80
7
Para responder a essa pergunta, devemos transformar a fração 24
em um
número decimal:
7
= 7 ¸ 24 = 0, 291666... = 0, 29
24

29
Logo, 0,29 = = 29%
100

Portanto, a fração total recebida por André e Joana corresponde a menos


de 30%
30%.

EXEMPLO 4

Em 1985, a população de uma cidade era de 200 mil habitantes. No período


entre 1985 e 1990, houve um aumento populacional de 20% e, entre 1990 e 1995,
um outro aumento de 25%.

a) Qual era a população dessa cidade no ano de 1995?

b) Qual o percentual (taxa) de aumento populacional no período de 1985


a 1995?

Solução:

a) De 1985 a 1990: 20% de 200.000


0,20 ´ 200.000 = 40.000

Em 1990 a população era de 200.000 + 40.000 = 240.000 habitantes.

De 1990 a 1995: 25% de 240.000


0,20 ´ 240.000 = 60.000

Assim, em 1995 a população era de 240.000 + 60.000 = 300.000 habitantes


habitantes.

b) De 1985 até 1995, a população passou de 200.000 para 300.000 habitantes.


Ou seja, houve um aumento populacional de 100.000 habitantes.
100.000 1
= = 0, 50
200.000 2

Logo, a taxa de aumento foi de 50%


50%.

Observação: Na Aula 77, vimos que dois aumentos sucessivos não equi-
valem à soma dos percentuais.
EXEMPLO 5 A U L A

Um comerciante remarca os preços de suas mercadorias, aumentando-os


em 50%. Em seguida, anuncia uma liquidação na qual os preços são reduzidos
1
80
de 3 do seu valor. Os preços dessa liquidação serão maiores ou menores que os
preços anteriores à remarcação?

Supondo uma mercadoria que custe R$ 100,00, ela passará a custar, após a
remarcação:

50% de R$ 100,00 = 0,50 ´ 100 = R$ 50,00


R$ 100,00 + R$ 50,00 = R$ 150,00

Ao reduzir desse valor a sua terça parte, temos:


1 150
de R$ 150,00 = = R$ 50,00
3 3
Logo, a mercadoria foi vendida por:

R$ 150,00 - R$ 50,00 = R$ 100,00 = R$ 100,00

Ou seja, pelo mesmo preço de antes da remarcação.

Exercício 1
2
Exercícios
Após gastar 5 do seu salário no aluguel de sua casa, Otacílio ficou com
R$ 138,00. Responda:

a) Qual é o valor do salário de Otacílio?


b) Qual é o valor do aluguel de sua casa?

Exercício 2
1
Uma caixa de balas foi dividida entre três crianças. A primeira ficou com 3
2
das balas, a segunda ficou com 5 e a terceira recebeu 12 balas.

a) Quantas balas havia na caixa?


b) Quantas balas receberam as duas primeiras crianças?

Exercício 3
Sabendo que 60% dos lugares de um estádio de futebol estão ocupados e
20.000 estão disponíveis, responda: qual é o número de pessoas nesse
estádio?

Exercício 4
Caso um televisor que custa R$ 500,00 sofra três aumentos sucessivos de
20%, quanto ele passará a custar? Qual será a taxa total de aumento?

Exercício 5
5
Sabendo que 8 da população de uma cidade torce pelo o time A e que, dentre
2
esses torcedores, 5 são mulheres. Responda: se o número de torce-
dores homens é igual a 120.000, qual a população dessa cidade?
Gabaritos das aulas
61 a 80

Aula 61 - Resolvendo as operações

Exercício 1. 1000 - (127 + 356) = 517

Exercício 2. 300 + 700 + 895 = 1000 + 895 = 1895

Exercício 3. 180 - 40 : 5 - 6 = 166


(180 - 40) : 5 - 6 =
= 140 : 5 - 6 =
= 28 - 6 = 22

Exercício 4. a) 72 + 60 : (12 - 8) = 87
b) (10 - 2) . 3 + 1 = 25

Exercício 5. 123 - [30 - (5 . 4 - 2) : 6] =


= 123 - [30 - 18 : 6] =
= 123 - [30 - 3] =
= 123 - 27 = 96

Aula 62 - Expressões algébricas

Exercício 1. 5x

Exercício 2. a + b = b + a

Exercício 3. a) 2xy
b) -7a2

Exercício 4. 2xy - x2

Exercício 5. 3
Aula 63 - Equações de 11º grau

Exercício 1. a) x = - 13
b) a = 2,5
c) y = 1
d) x = -2

Exercício 2. Não

Exercício 3. Resposta aberta

Exercício 4. 20 anos

Exercício 5. 30
3
Exercício 6.
7

Exercício 7. 6

Exercício 8. - 19

Exercício 9. 500.000 unidades

Aula 64 - Operações com frações


5
Exercício 1. 1 m
8
Exercício 2.

3
Exercício 3. do salário. .
10
2
Exercício 4. a)
5
2
b)
15
2
c) 1
15
3
d)
5
Aula 65 - Eliminando denominadores

Exercício 1. a) x = 7
-25
b) x =
7

Exercício 2. a) 850 m2.


b) 425 m2.

Exercício 3. R$ 480,00

Exercício 4.

Aula 66 - Gráfico de uma equação

Exercício 1. a) b) c) d)

Exercício 2.

As retas passam pelo ponto (0; 0) e são perpendiculares.

Exercício 3. a) A (4; 5), B (2; 3), C (0; 1), D (-3; -2)


b) -1
c) aumentam

Exercício 4.

As retas A, B, C, D e E
são paralelas.
Exercício 5. a) Aumentam.
b) Diminuem.
c) Permanecem constantes e iguais a 2.

Exercício 6. Resposta pessoal

Exercício 7.

As retas são concorrentes

Aula 67 - Inequações de 11º grau

Exercício 1. a) x > 3 b) x £ 7
c) x 3 - 5 d) x £ - 5
e) x < 3/7 f) x 3 - 28

Exercício 2. a)

b)

c)

d)

e)

f)

Exercício 3. 2y < x ou x > 2y

Exercício 4. a) b) c)
Aula 68 - Sistemas do 11º grau

Exercício 1. (5 ; 1)

Exercício 2. a) (2 ; 8) b) (1 ; 2)

Exercício
;1 3. a) (- 1 ; 2) b) æ1 ;1 ö
è2 ø
Exercício 4. Sim.
Exercício 5. Chamando de a o preço do armário e b o preço da mesa, temos:

a = 3b
a + b = 120

Exercício 6. a=90, b=30

Aula 69 - Gráfico de um sistema

Exercício 1.

Exercício 2. (1; 3)

Exercício 3. a) (5; - 4).


b) Sistema impossível.
c) (- 1;2).
d) Sistema indeterminado.

Exercício 4. a) A solução é única.


b) A solução é indeterminada.
c) A solução é impossível.

Aula 70 - Equacionando problemas − I

Exercício 1. 42

Exercício 2. 6

Exercício 3. A = 2, B = 9 e C = 1

Exercício 4. a) Dividir por 2 e subtrair 8.


b) Dividir por 15.

Exercício 5. Resposta aberta.


Aula 71 - Operando com potências

Exercício 1. a) F
b) V
c) V
d) F
1 ö²
Exercício 2. æ-
è 5 ø
Exercício 3. 8 e 2

Exercício 4. a) x4 + x5 + x7
b) 7x - 8
c) -2x2 - x
d) x3y + xy2

Resposta da sugestão:

1 1 1 1
- está à esquerda de - , logo - < -
8 32 8 32

Aula 72 - Produtos notáveis

Exercício 1. a) 7
b) 10
c) 2 e 5

Exercício 2. a) 4x2 + 12xy + 9y2


y2
b) x 2 - xy +
4
c) x4 - 4x2y2

Exercício 3. 4a + 8

Exercício 4. a) (x + a)2
b) (2x + 1)2

Aula 73 - Fatoração

Exercício 1. 375

Exercício 2. x (x + 11)
ab (a + 4 + b)

Exercício 3. Não, pois 2 · 8 · x = 16x ¹ 12x

Exercício 4. (ax + 1)2


Exercício 5. (x2 + 4) (x + 2) (x - 2)

Exercício 6. a - 5

Exercício 7. 6xy

Aula 74 - Equação do 22º grau

Exercício 1. Sim

Exercício 2. 0 e 2
1 -1
Exercício 3. a = , b= e c=5
2 4

Exercício 4. a) 0 e - 1
b) 0
c) não tem solução
d) + 36 e - 36

Exercício 5. 1 é solução

Aula 75 - Deduzindo uma fórmula


4
Exercício 1. e0
3

1 -1
Exercício 2. a) e
2 4
b) não tem solução
c) -3 e 1

Exercício 3. a) 6 e -1
b) 8
c) 7 e -2
d) 12
e) 5 e 2

Aula 76 - Equacionando problemas − II

Exercício 1. a) Decágono (polígono de 10 lados)


b) Dodecágono (polígono de 12 lados)
c) Icoságono (polígono de 20 lados)

Exercício 2. 5 cm e 10 cm

Exercício 3. 10 m e 20 m

Exercício 4. Os números são: 12 e 25


Exercício 5. Havia 48 ou 16 pássaros, pois ambas as soluções satisfazem às
condições do problema.

Aula 77 - Aumentos e descontos sucessivos

Exercício 1. R$ 75,00

Exercício 2. Item b

Exercício 3. 56%

Exercício 4. R$ 264,70

Aula 78 - Revisão I − Representação gráfica

Exercício 1.

Exercício 2. a) 8 km/l
b) 4,5 km/l
c) 60 km/h

Exercício 3. a) Fevereiro
b) Maio
c) Março e maio
d) A diferença foi de 45 milhões de reais

Exercício 4. x y x y
2 0 6 -1
4 -3 4 -3
Aula 79 - Revisão II − Geometria

Introdução: AB = 20 2 cm

Exercício 1. Os outros ângulos internos poderão medir 50º e 80º ou 65º e 65º.

Exercício 2. B = 30º e C = 60º

Exercício 3. Â = 90º

Exercício 4. 20 m2 ou 20.000 litros

Exercício 5. 45 m2

Aula 80 - Revisão III − Operações e suas aplicações

Introdução: O reajuste deverá ser de 25%

Exercício 1. a) R$ 230,00
b) R$ 92,00

Exercício 2. a) 45 balas
b) Primeira: 15 balas
Segunda: 18 balas

Exercício 3. 30.000 pessoas

Exercício 4. Passará a custar R$ 864,00 e a taxa de aumento será de 72,8%

Exercício 5. 320.000 habitantes


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