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Geração da Malha de Elementos Finitos para Estruturas Espaciais – Placas e Cascas Cláudia Mesquita

Geração da Malha de Elementos Finitos para Estruturas Espaciais – Placas e Cascas

Cláudia Mesquita da Rosa 1 , Fernando Machado Rodrigues 1 & Virgínia Maria Rosito d’Ávila 2

1 Acadêmico do Curso de Engenharia Civil – UFRGS, Porto Alegre, RS e-mail: c.mesquita@terra.com.br, fmachado05@gmail.com 2 Professor do Curso de Engenharia Civil – UFRGS, Porto Alegre, RS e-mail: vichy@ufrgs.br

1. INTRODUÇÃO

O projeto de pesquisa no qual este trabalho está

inserido visa o desenvolvimento de modelos numéricos para análise de problemas de fissuração em estruturas. Procedimentos específicos serão estudados, dependendo do material e da aplicação considerada. Particularmente, existe interesse na simulação de materiais simples (concreto simples) e compostos (concreto armado). Dentro do projeto de pesquisa citado, o objetivo deste trabalho é desenvolver uma rotina para geração de malhas de elementos finitos de estruturas espaciais (placas e cascas), bem como, implementar soluções gráficas que facilitem a análise dos resultados obtidos.

Como ferramenta numérica para o entendimento dos fenômenos envolvidos na fissuração, será utilizado um programa computacional para análise de placas e cascas de concreto armado, via Método dos Elementos Finitos. Nesse programa, a entrada de dados é um fator importante. Dentre os vários dados iniciais que devem ser fornecidos ao programa, a geração da malha de elementos finitos é, na maioria das vezes, a tarefa mais trabalhosa para o usuário.

Por geração de malha de elementos finitos entende-se a determinação das coordenadas e das conectividades dos nós de cada elemento. Além de minimizar o trabalho do usuário, o gerador de malhas proporciona maior

confiabilidade aos resultados obtidos, uma vez que a possibilidade de erros na geração da malha de elementos finitos torna-se remota.

A visualização gráfica dos resultados parciais ao

longo do processamento (configuração deformada da estrutura) nos permite maior precisão na interpretação dos resultados finais e, em alguns casos, possibilita que se chegue a algumas conclusões antes mesmo da etapa final do processamento.

2. GERADOR DO ARQUIVO DE ENTRADA

DE DADOS

O algoritmo gerador do arquivo de entrada de

dados do programa foi desenvolvido em linguagem FORTRAN 90. Com a utilização deste algoritmo, a geração do arquivo de entrada de dados se resume ao preenchimento de um arquivo texto, como mostrado na Figura 1.

de um arquivo texto, como mostrado na Figura 1. Figura 1: Arquivo de entrada para o

Figura 1: Arquivo de entrada para o gerador de malhas

A utilização de um arquivo texto para inserir os

dados foi feita com a intenção de orientar o usuário

no preenchimento do arquivo, já que se emprega um arquivo pré-existente como base, resultando numa maior confiabilidade dos dados gerados.

3. ARQUIVO DE SAIDA PARA O TECPLOT

Foi criado um algoritmo em linguagem FORTAN 90 que gera um arquivo de saída de dados contendo as coordenadas dos nós, as conectividades, e o tipo de elemento, para posterior visualização através do programa comercial TECPLOT, como mostra a Figura 2.

Figura 2: Arquivo de saída para o Tecplot No TECPLOT não existe a possibilidade de

Figura 2: Arquivo de saída para o Tecplot

No TECPLOT não existe a possibilidade de representação de superfícies no espaço diretamente através de elementos bidimensionais curvos de oito nós. Desta forma, para permitir a visualização da malha gerada, foi necessário a adaptação dos elementos quadriláteros de oito nós para elementos hexaédricos de oito nós, tornando possível a geração de cascas no TECPLOT.

4. SUPERFÍCIES GERADAS As superfícies geradas pelo gerador de malhas desenvolvido nesse trabalho de pesquisa são superfícies tridimensionais, sendo possível a geração de três tipos distintos de superfícies:

a) superfícies planas para análise de placas, ver Figura 3; b) superfícies circulares (ver Figura 4) e parabólicas (ver Figura 5) para análise de cascas.

4) e parabólicas (ver Figura 5) para análise de cascas. Figura 3: Representação de uma superfície

Figura 3: Representação de uma superfície plana no TECPLOT

3: Representação de uma superfície plana no TECPLOT Figura 4: Representação de uma superfície circular no

Figura 4: Representação de uma superfície circular no TECPLOT

4: Representação de uma superfície circular no TECPLOT Figura 5: Representação de uma superfície parabólica no

Figura 5: Representação de uma superfície parabólica no TECPLOT

5. CONCLUSÃO Conforme explanado nos itens anteriores, a

incorporação das rotinas de geração de dados de entrada e visualização da malha no programa principal facilitou a interação do usuário.

A rotina de geração de dados de entrada diminui

a probabilidade de erros na geração da malha de

elementos finitos a ser empregada na análise.

A visualização da malha gerada permite que se

possam verificar possíveis distorções na malha, como elementos desconexos.

AGRADECIMENTOS Os autores agradecem ao CNPq – Conselho Nacional de Pesquisa – pela bolsa de iniciação científica PBIC/UFRGS e FAPERGS pelo auxílio financeiro.

BIBLIOGRAFIA FORTRAN 90 – Compaq Visual Fortran Versão 6.6 – Programmer’s Guide. Hinton, E 1988. Numerical Methods and software for dynamic analysis of plates and shells. Swansea: Pineridge Press. TECPLOT – Tecplot User’s Manual and Tecplot Reference Manual