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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Trabalho de campo:

1. Corantes, Medicamentos e Insecticidas;


2. Carbohidratos:
3. Aminoácidos e proteínas;
4. Compostos macromoleculares sintéticos.

Estudante: Olinda Mário Ninlazeque – 708215475

Curso: Licenciatura em Ensino de Biologia

Disciplina: Química Orgânica

Ano de Frequência: 2º Ano

Tutor: Flávio Francisco Joaquim

Nampula, Setembro de 2022


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nacional e
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internacionais
relevantes na área
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teóricos práticos
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Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
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Referências 6ª edição em das
4.0
Bibliográficas citações e citações/referência
bibliografia s bibliográficas

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Índice

1.0. Introdução ............................................................................................................................ 4

1.1. Objectivos da pesquisa ........................................................................................................ 4

1.2. Metodologia de trabalho ...................................................................................................... 4

2.0. Desenvolvimento ................................................................................................................. 5

2.1.1. Breve historial de corantes ............................................................................................... 5

2.1.2. Estrutura dos corantes....................................................................................................... 5

2.1.3. Importância e aplicações dos corantes.............................................................................. 6

2.1.4. Classificação dos corantes ................................................................................................ 6

2.2.0. Medicamentos ................................................................................................................... 6

2.2.1. Finalidades do uso de medicamentos ............................................................................... 7

2.3.0. Insecticidas ....................................................................................................................... 7

2.3.1. Classificação e descrição dos insecticidas orgânicos ....................................................... 7

2.4.1. Carbohidratos: Conceitos e Composição.......................................................................... 7

2.4.2. Classificação dos carbohidratos........................................................................................ 8

2.4.3. Importância dos carbohidratos para o organismo ............................................................. 9

2.4.4. Estereoquímica ................................................................................................................. 9

2.5.1. Aminoácidos ..................................................................................................................... 9

2.5.1.1. Função dos aminoácidos .............................................................................................. 10

2.5.1.2. Classificação dos aminoácidos .................................................................................... 10

2.5.2. Proteínas: composição e estrutura .................................................................................. 10

2.6.0. Compostos macromoleculares sintéticos: os polimeros ................................................. 12

2.6.3. Estrutura dos Polímeros .................................................................................................. 12

2.6.4. Meio ambiente e lixo. ..................................................................................................... 13

3.0. Considerações finais .......................................................................................................... 14

4.0. Referências Bibliográficas ................................................................................................. 15

iii
1.0. Introdução

O presente trabalho faz a abordagem de vários conteúdos relacionados com algumas


substâncias orgânicas encontradas em sistemas biológicos como os carbohidratos, os
aminoácidos, as proteínas e os polímeros.

O foco principal deste trabalho é descrever a estrutura, composição e explicar algumas


aplicações e importância dessas substâncias indispensáveis para o funcionamento de qualquer
organismo vivo. Procuramos, neste mesmo trabalho, apresentar algumas técnicas ou
mecanismos de obtenção dessas substâncias apresentando as respectivas reacções de
obtenção.

De maneira resumida, o trabalho traz a abordagem dos seguintes conteúdos:

1. Corantes, Medicamentos e Insecticidas.


2. Carbohidratos:
3. Aminoácidos e proteínas:
4. Compostos macromoleculares sintéticos;

1.1. Objectivos da pesquisa

 Apresentar o historial, a estrutura, Classificação, a importância e aplicações dos


corantes;
 Explicar a composição, a classificação, a importância, nomenclatura e estereoquímica
dos carbohidratos;
 Descrever os mecanismos de obtenção, a estrutura, ocorrência, reacçoes e
características dos aminoácidos e proteínas;
 Compreender a estrutura, classificação das reacções de sínteses e classificação dos
polímeros.

1.2. Metodologia de trabalho

Este trabalho foi desenvolvido mediante o uso da técnica de consulta e analise bibliográfica
subordinada com as obrigações das normas APA em vigor na Universidade Católica de
Moçambique – UCM.

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2.0. Desenvolvimento

2.1. Corantes, Medicamentos e Insecticidas.

2.1.1. Breve historial de corantes

Segundo Morais (s/d., p. 74), “um corante é toda substância que, se adicionada a outra
substância, altera a cor desta. Pode ser uma tintura, pigmento, tinta ou um composto
químico”.

A história dos corantes é tão antiga quanto a civilização humana. Existem evidências que
apontam para a utilização de açafrão para corar os alimentos de amarelo no antigo Egipto. Já
o povo Maia, por sua vez, usava anato, um corante obtido a partir do suco de frutos tropicais,
com o intuito de corar os alimentos de vermelho (Morais, s/d., p. 74).

Conforme Minatti (2010, p. 53), “muitos dos velhos tecidos encontrados em múmias egípcias
eram coloridose, mesmo nas cavernas, utilizavam-se pigmentos para fazer inscrições
rupestres que representaram as primeiras expressões conhecidas da humanidade feitas pelo
homem do Paleolítico ao Neolítico, entre 50.000 e 10.000 anos antes de Cristo”.

Segundo Costa (2009, p. 27), “o uso de corantes artificiais, iniciou-se apenas em 1856,
quando, William Henry Perkin descobriu a malva e sintetizou a malveína através da oxidação
da fenilamina (anilina) com o dicromato de potássio (K2Cr2O7), que estudos têm proposto que
inicialmente se tratava de uma mistura de malveína-A e malveína-B”, (Figura 01).

Figura 01: (a) Malveína-A; (b) Malveína-B; (c) Ácido pícrico (trinitrofenol). Fonte: Costa,
(2009).

2.1.2. Estrutura dos corantes

Segundo Muratti (2010, p. 53), estruturalmente, um dos únicos aspectos comuns a


praticamente todos os corantes é a presença de um ou mais anéis benzênicos; por isso, estes
compostos são também chamados de benzenóides.
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Como por exemplo a Crizoidina, o primeiro corante azóico comercializado, um azobenzeno.

Fig. 02: Crizoidina


Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Crisoidina#/media/Ficheiro:Chrysoidin.png

2.1.3. Importância e aplicações dos corantes

A maior parte dos corantes fabricados vai para a indústria têxtil; mas as indústrias de
artefactos de couro ou de papel, indústrias alimentícias, de cosméticos, tintas e plásticos
também são usuários importantes (Minatti, 2010, p.55).

Os corantes são aplicados, geralmente, com um banho, do tecido, em uma solução aquosa do
corante. A retenção das partículas do corante pelas fibras do tecido envolve várias forças
atractivas, incluindo interacção iónica, forças de Van der Waals e ligação hidrogénio.

2.1.4. Classificação dos corantes

Os corantes podem ser classificados de acordo com sua estrutura química ou de acordo com o
método pelo qual ele é fixado à fibra têxtil e, ainda, os corantes e pigmentos podem ser
classificados de acordo com as classes químicas a que pertencem e com as aplicações a que se
destinam.

A classificação química é estabelecida, de acordo com a estrutura cromófora constituinte da


molécula destes compostos e existem inúmeras classes como os azo, vat, nitro, antraquinona,
complexo azo metal, ftalocinanina, indigóides e outros (Costa, 2009).

2.2.0. Medicamentos

Para Cabrale Pita (2015, p. 6), Pode definir-se medicamento como:

“toda a substância ou associação de substâncias apresentada como possuindo


propriedades curativas ou preventivas de doenças em seres humanos ou dos
seus sintomas ou que possa ser utilizada ou administrada no ser humano com
vista a estabelecer um diagnóstico médico ou, exercendo uma acção

6
farmacológica, imunológica ou metabólica, a restaurar, corrigir ou modificar
funções fisiológicas".

Este conceito influenciara o entendimento sobre a patologia e a terapêutica durante muitos


séculos e persistem, em alguns aspectos, até nossos dias. A própria palavra fármaco teve
origem a partir do termo grego pharmak, que significa “aquilo que tem o poder de transladar
as impurezas”.

2.2.1. Finalidades do uso de medicamentos

 Profilática: Para prevenirdoenças Ex. Vacinas;


 Paliativa: Aliviarsintomas Ex. Analgésicos;
 Curativa: Para promover a cura Ex. Antibióticos;
 Fins Diagnósticos: Para realização de exames Ex. RX com contraste.

2.3.0. Insecticidas

De acordo com Menezes (2005, p. 58), “insecticidas são definidos como substâncias químicas
sintéticas, ou naturais, ou de origem biológica que controlam insectos. O controlo pode
resultar em morte do insecto ou prevenir comportamentos considerados destrutivos”.

A manutenção dos altos níveis de produtividade agrícola actual não seria possível sem o uso
dos insecticidas sintéticos, o que demonstra que estes continuarão a ter um importante papel
em programas de manejo integrado de pragas no futuro.

2.3.1. Classificação e descrição dos insecticidas orgânicos

Segundo Minatti (2010, p.67), os principais grupos de insecticida são: inorgânicos, orgânicos,
organoclorados, organofosforados, carbamatos, formamidinas, fembutatinas, biológicos e
piretróides. Os insecticidas botânicos fazem parte do grupo de insecticidas orgânicos.

2.4.0. Carbohidratos

2.4.1. Carbohidratos: Conceitos e Composição

Segundo Fonseca (2013, p. 262), “os carbohidratos ou hidratos de carbono são compostos de
função mista, poliálcool-aldeído ou poliálcool-cetona, ou qualquer outro que, ao sofrer
hidrólise, se transforme num composto desse tipo”.
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O termo sacarídeo é derivado do grego sakcharon que significa açúcar. Por isso, são assim
denominados, embora nem todos apresentem sabor adocicado.

Fig. 03: Representação das estruturas químicas da D-glicose e D-frutose, respectivamente


uma aldose (poliidroxialdeído) e uma cetose (poliidroxicetona). Fonte:Fonseca (2013, p. 262)

Os carbohidratos são compostos de carbono, hidrogénio e oxigénio, sendo que os dois últimos
se encontram na molécula, na mesma proporção da água, isto é, 2 átomos de hidrogénio para
1 átomo de oxigénio.

2.4.2. Classificação dos carbohidratos

Dependendo da quantidade de átomos de carbonos, os carbohidratos podem ser classificados


em monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos.

2.4.2.1. Monossacarídeos: nomenclatura

Os monossacarídeos recebem o sufixo - ose, são eles basicamente os açúcares que


apresentam de 3 a 7 carbonos em sua estrutura sendo sua fórmula geral representada por
(CH2O)n, no qual o “n” significa o número de átomos de carbono(Bruice, 2006).

Segundo o número de carbonos presentes, podem ser chamadas de Triose (3), Tetrose (4),
Pentose (5), Hexose (6) e Heptose (7). Os monossacarídeos que merecem destaque são: as
Pentoses (C5H10O5): Ribose e Desoxirribose, e as Hexoses (C6H12O6): Glicose, Frutose e
Galactose.

2.4.2.2. Dissacarídeos

Os dissacarídeos, moléculas solúveis em água, são formados pela união de dois


monossacarídeos por meio de uma ligação denominada glicosídica.

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Nesse processo, chamado de “Síntese por Desidratação”, ocorre a perda de uma molécula de
água. Os dissacarídeos mais conhecidos são: sacarose (glicose + frutose), lactose (glicose +
galactose) e maltose (glicose + glicose).

2.4.2.3. Polissacarídeos

Os polissacarídeos, insolúveis em água, são polímeros de monossacarídeos, ou seja, são


moléculas grandes (macromoléculas) formados pela união de vários monossacarídeos. Neste
grupo, os carbohidratos mais conhecidos são: a celulose, o amido, o glicogénio e a quitina.

2.4.3. Importância dos carbohidratos para o organismo

Os carbohidratos desempenham funções importantes como:

i. Fonte de energia:
ii. Preservação das proteínas:
iii. Protecção contra corpos cetônicos:
iv. Combustível para o sistema nervoso central:

2.4.4. Estereoquímica

De acordo com Fonseca (2013, p. 281), “a estereoquímica é um ramo da Química Orgânica


que estuda as diversas possibilidades de estruturas em três dimensões das moléculas de
carbono e suas consequências, isto é, as propriedades químicas resultantes”.

Existem fórmulas estereoquímicas que permitem relacionar as propriedades dos compostos


com a disposição espacial dos seus átomos.Dentre elas, destacamosas projecções deNewman,
fórmula em cavalete e a fórmula de Fischer.

2.5.0. Aminoácidos e proteínas

2.5.1. Aminoácidos

Segundo Fonseca (2013, p. 273), "os aminoácidos podem ser definidos como moléculas
orgânicas que apresentam grupos — carboxila (-COOH) e amino (-NH3) — ligados a um
único carbono, denominado de carbono alfa. Esse carbono é observado no centro do
aminoácido e liga-se ao grupo amino, ao grupo carboxila, a um átomo de hidrogênio e a um
grupo variável, que é chamado de cadeia lateral ou grupo R."
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Fig. 04: Estrutura geral de um aminoácido:
Fonte: http://materiais.dbio.uevora.pt/jaraujo/biocel/proteinas.htm

2.5.1.1. Função dos aminoácidos

Os aminoácidos são moléculas importantes que actuam como subunidades na construção das
proteínas. As proteínas são macromoléculas essenciais para os seres vivos, actuando, entre
outras funções, na defesa do organismo, na comunicação celular, no transporte de substância,
na movimentação e contracção de certas estruturas, e como catalisadores de reacções
químicas (enzimas).

2.5.1.2. Classificação dos aminoácidos


Segundo (Morais, s/d., p. 74), “nutricionalmente, os aminoácidos podem ser classificados em
Aminoácidos essenciais e não essenciais”.

 Aminoácidos não-essenciais: são aqueles os quais o corpo humano pode sintetizar.


São eles: Alanina, Aspargina, Cisteína, Glicina, Glutamina, Prolina, Serina, Tirosina,
Ácido aspártico e Ácido glutâmico.
 Aminoácidos essenciais: os AA essenciais são aqueles que não podem ser produzidos
pelo corpo humano. São eles: Arginina, Fenilalanina, Isoleucina, Leucina, Lisina,
Metionina, Treonina, Triptofano, Histidina e Valina.

2.5.2. Proteínas: composição e estrutura

De acordo com Morais (s/d, p. 153), “as proteínas são as principais substâncias construtoras
do nosso organismo, mais importantes para construção e reparo dos tecidos do que as
gorduras e os hidratos de carbono. São os elementos formativos essenciais de células,
harmónios, enzimas”.

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As proteínas são constituídas de substâncias mais simples: os aminoácidos ou ácidos
aminados, que possuem pelo menos um grupo NH2 (grupo amina) e um grupo COOH (grupo
ácido – carboxila).

Fig. 06: Esquema da Parte de uma Cadeia Protéica mostrando as Ligações Peptídicas. Fonte:
Morais (s/d. p. 153).

As proteínas podem ter 4 tipos de estrutura dependendo do tipo de aminoácidos que possui,
do tamanho da cadeia e da configuração espacial da cadeia polipeptídica:
i. Estrutura primária: é a sequência linear de aminoácidos ao longo da
cadeiapolipeptídica da proteína, possuem essa forma quando estão sendo sintetizadas
nosribossomos;
ii. Estrutura secundária: é a forma como os aminoácidos se organizam entre si na
sequência primária da proteína. Podendo ser alfa hélice ou folha beta;
iii. Estrutura terciária: é o enovelamento das hélices e das folhas pregueadas de uma
estrutura secundária e é mantida nessa posição por interações hidrófugas e hidrófilas;
iv. Estrutura quaternária: é a união de várias moléculas proteicas enoveladas num
complexo multi proteico.

Figura 9: A) estrutura primária; B) estrutura secundária; C) estrutura terciária; D) estrutura


quaternária. Fonte: Bruice(2006).

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2.5.2.1. Funções das Proteínas

As proteínas são macromoléculas com várias funções para uma fisiologia integrada do
organismo, como um todo, em particular humano. Dentre elas destacamos: Estrutural ou
Plástica,Hormonal, Energética, Enzimática e Condutoras de Gases.

2.6.0. Compostos macromoleculares sintéticos: os polimeros

De acordo com Fonseca (2013, p. 214), “Polímeros são macromoléculas obtidas pela
combinação de um número imenso (da ordem de milhares) de moléculas peque nas, os
monómeros. O processo pelo qual isso é feito é denominado polimerização”.

2.6.1. Polímeros Naturais

Para Fonseca (2013, p. 300), polímeros naturais são aqueles presentes nos organismos
animais e vegetais e que já são usados há milhares de anos pelo ser humano. Eles fazem parte
de três classe carboidratos lipídios e proteínas ex: amido, glicogênios, triglicerídeos, látex,
queratina.

2.6.2. Polímeros Sintético

Os polímeros sintéticos são aqueles produzidos de formas artificiais através da síntese de


monômeros. O primeiro a ser produzido foi o celuloide (1864) como alternativa para
substituir o marfim retirado dos elefantes devido ao alto custo do material para a fabricação de
bolas de bilhar.

2.6.3. Estrutura dos Polímeros

Na Estrutura dos Polímeros, não existe uma ligação pura encontrada nos sólidos reais,
inclusive no que diz respeito à ligação covalente.
 Polímeros Lineares: As unidades mero são unidas ponta a ponta em cadeias únicas.
Grande quantidade de ligações de Van der waals entre as cadeias. Ex: Polietileno,
PVC, poliestireno.
 Polímeros Ramificados: Cadeias de ramificações laterais encontram-se Conectadas as
cadeias principais. Diminuição da densidade do polímero. Ex: os mesmos acima, mas
com baixa densidade.

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 Polímeros com ligações cruzadas: As cadeias lineares estão unidas umas as outras em
várias posições através de ligações covalentes. Ex: borrachas vulcanizadas.
 Polímeros de rede: Possuem 3 ligações covalentes activas formando redes
tridimensionais. Ex: polímeros termofixos (baquelite, resina epóxi, etc).

Fig. 07: Estrutura dos polímeros. Fonte: Bruice (2006, p. 427).

2.6.4. Meio ambiente e lixo.

A grande maioria dos plásticos não é biodegradável, isto é, eles não são decompostos por
microrganismos, como fungos e bactérias. Isso significa que mesmo depois de jogados fora,
os plásticos continuam por muitos e muitos anos conservando suas propriedades físicas e,
dessa forma, continuam poluindo o ambiente e aumentando a quantidade de lixo (Bruice,
2006).

Abaixo, temos uma tabela que mostra como os materiais feitos de polímeros podem levar
tempo para sofrer degradação na natureza:

Fonte: https://www.preparaenem.com/quimica/polimeros-poluicao-lixo.htm

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3.0. Considerações finais

Neste trabalho discutimos sobre a química de substâncias orgânicas encontradas em sistemas


biológicos como os carbohidratos, os aminoácidos, as proteínas e os polímeros. Muitas dessas
substancias são maiores que as substancias orgânicas e podem ter mais de um grupo
funcional, mas os princípios que regem a sua estrutura e reactividade são essencialmente os
mesmos que aqueles que regem a estrutura das demais substâncias orgânicas.

Os carbohidratos estão presentes praticamente em todos os alimentos, principalmente nas


refeições mais importantes do dia: café da manhã, almoço e jantar. Isso porque essas
moléculas possuem funções muito importantes no organismo, estando presentes na estrutura
dos ácidos nucléicos e servindo como principal produto na respiração celular, cedendo energia
às células. portanto, a falta de carbohidratos na alimentação de uma pessoa pode ser motivo de
fraqueza. Um caso mais específico é a glicose, um carbohidrato muito conhecido, cujo
excesso no organismo pode desencadear uma série de reacções que vão terminar na
autodestruição do próprio organismo, essa doença é chamada de diabetes e tem sido muito
estudada na ciência moderna.

Aminoácidos e proteínas: caso faltem esses itens na alimentação, ocorrerá deficiência em


praticamente todos os processos biológicos, uma vez que as proteínas estão presentes em
todos os tecidos e em todos os sistemas. Um exemplo é a anemia, que se caracteriza pela falta
ou má formação de moléculas de hemoglobina, uma proteína presente no sangue, responsável
por levar oxigénio até as células.

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4.0. Referências Bibliográficas

Bruice, Paula Yurkanis. (2006). Química orgânica. Vol. 2. (4ª ed.).SãoPaulo : Pearson
Prentice Hall.

Cabral, Célia e Pita, João Rui.(2015). Formas e formatos dos medicamentos. Coimbra: (CEIS
20).

Fonseca, Martha Reis Marques da. (2013). Química. (1ª ed.). São Paulo : Ática.

Krell, Andre. (2010). Química dos Corantes. São Paulo: USP.

Menezes, E. L. A. (2005). Insecticidas botânicos: seus princípios activos, modo de acção e


uso agrícola. Seropédica: Embrapa.

Minatti, Edson. (2010). Corantes: A química nas cores. Florianópolis. Disponível


em http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/dye/corantes.html. Acesso em 08/09/2022.

Morais, Carlos Alberto. (s/d.). Química Orgânica. Beira: UCM.

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