Curso de Educação e Formação de Adultos Nível Secundário Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho

HST Manual do Técnico de Higiene e segurança no Trabalho

Trabalho elaborado: Cristina Magalhães, Delfina Simão, Paulo Monteiro Página 2

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1- Resumo ................................................................................................................................ 5 2- Introdução .......................................................................................................................... 6 3- Caracterização Geral da Empresa ........................................................................ 8 3.2- Historial da Empresa ............................................................................................ 8 3.3- Objectivos da Empresa ....................................................................................... 8 3.4- Organograma da Empresa ................................................................................. 8 3.5- Layout Disposição Fluxograma ...................................................................... 9 3.6- Análise dos Recursos Humanos ..................................................................... 9 4- Organização e Funcionalidade da Empresa ................................................... 10 4.1- Funcionamento da Empresa ........................................................................... 10 4.2- Descrição do Processo produtivo ............................................................... 10 4.3- Explicação do Processo Produtivo da Empresa .................................. 11 5- Análise de Sinistralidade da Empresa .............................................................. 12 6- Enquadramento da Empresa a Nível de Higiene e Segurança do Trabalho ................................................................................................................................. 15 6.1- Organização das Actividades de H.S.T .................................................... 15 6.2- Instalações Sanitárias e Vestuários.......................................................... 15 6.3- Ruído ........................................................................................................................... 15 6.4- Vibrações ................................................................................................................. 18 6.5- Ambiente Térmico ............................................................................................... 24 6.6- Iluminação ............................................................................................................... 26 6.7- Biológicos................................................................................................................. 37 7- Legislação Aplicável ao Sector ............................................................................ 42 8- Avaliação de Riscos na Empresa ........................................................................ 45 9 – Gestão de Riscos Detectados ............................................................................. 48 10- Plano de Acção ........................................................................................................... 49 10.1. Medidas de prevenção e planear .............................................................. 49 10.2.Sinalização ............................................................................................................. 49 11- Conclusão ...................................................................................................................... 51 Página 3

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12- Webgrafia/Bibliografia ............................................................................................. 52 13- Anexos............................................................................................................................. 53 13.1 Avaliação de Riscos da Triagem ................................................................ 53 13.2 Avaliação de Riscos Pé de Carneiro......................................................... 54 13.3 Avaliação de Riscos Pá Carregadora ....................................................... 55 13.4 Avaliação de Riscos da Buldózer ............................................................... 56 13.4 Avaliação de Riscos da Buldozer (continuação)................................ 58 13.5 Avaliação de Riscos da Enfardadora ....................................................... 59 13.6 Avaliação de Riscos da Enfardadora ....................................................... 60 13.7 Avaliação de Riscos da Giratória ............................................................... 61 13.8 Avaliação de Riscos Gerai ............................................................................. 62 ................................................................................................................................................. 62 14. Glossário ........................................................................................................................ 63

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1- Resumo
Produzidos em todas as actividades humanas e indústrias os resíduos, em termos tanto de composição como de volume, variam em função das práticas de consumo e dos métodos de produção. As principais preocupações estão voltadas para as repercussões que podem ter sobre a saúde humana e sobre o meio ambiente (solo, água, ar e paisagens). Os resíduos perigosos, produzidos sobretudo pela indústria, são particularmente preocupantes, pois, quando mal encaminhados, tornam-se uma grave ameaça ao meio ambiente. A indústria elimina resíduo por vários processos. Alguns produtos,

principalmente os sólidos, são amontoados em depósitos, enquanto o resíduo líquido, geralmente, encaminhados para os rios e mares, de uma ou de outra forma. Certos resíduos perigosos são deixados no meio ambiente, precisamente por serem tão perigosos. Não se sabe como lidar com eles com segurança e espera-se que o ambiente absorva as substâncias tóxicas. Porém, essa não é uma solução segura para o problema. Muitos metais e produtos químicos não são naturais, nem biodegradáveis. Em consequência, quanto mais se enterram os resíduos, mais os ciclos naturais são ameaçados, e o ambiente fica mais poluído. Desde os anos 50, os resíduos químicos e tóxicos têm sido causa de desastres cada vez mais frequentes e graves. Actualmente, há mais de 7 milhões de produtos químicos conhecidos, e a cada ano outros milhares são descobertos. Isso dificulta, cada vez mais, o tratamento efectivo do resíduo.

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2- Introdução
Queremos dar-lhe as boas vindas. É com enorme satisfação que a/o recebemos nesta empresa onde contamos com o seu empenho, dedicação e criatividade, nesta nova fase da sua vida profissional. Nesta empresa sabemos que o momento de entrada de um novo colaborador, determina o sucesso e a rapidez da sua integração. Assim, concebemos este Manual de Acolhimento que surge como um instrumento facilitador no processo de acolhimento e integração, tendo sido elaborado com o objectivo de tornar a sua integração e adaptação mais simples e agradáveis. O principal objectivo deste documento é fornecer-lhe todas as informações fundamentais sobre a empresa, os seus valores, a sua filosofia de actuação e os procedimentos que deve adoptar em situações de trabalho (conhecendo desta forma os riscos a que está sujeito e as formas como os poderá evitar para que não ocorram acidentes de trabalho). Se, após a leitura deste manual, tiver qualquer dúvida, deverá colocá-la ao Sector da Gestão de Recursos Humanos da empresa ou ao seu Superior Hierárquico. Queremos, ainda, desejar-lhe o maior sucesso nesta empresa. Reciclagem é um processo de valorização dos resíduos. O material utilizado num determinado produto entra de novo num processo de fabrico, dando origem a novos produtos, substituindo e poupando matérias-primas. A Reciclagem é umas das alternativas para o tratamento do resíduo urbano e contribui directamente para a conservação do meio ambiente. A melhor maneira de reciclar é separar o que pode ser reciclado do lixo comum. Reciclar é sinónimo de reaproveitar ou reutilizar objectos e materiais, como papel, papelão, vidro, latas e plástico. Como são recicláveis podem ser novamente processados e transformados em novos produtos. Com a reciclagem geramos economia de energia e de matéria-prima, além de diminuir a quantidade de resíduos.
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Quais são as vantagens da reciclagem? Reciclar traz varias vantagens quer ambientais quer económicas tais como: economia da energia, poupa a matéria-prima e preservar os recursos naturais entre muitas outras. Reduz ainda a quantidade de resíduos sólidos urbanos que vão para os aterros sanitários.

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3- Caracterização Geral da Empresa
3.1- Caracterização da Empresa - Número de trabalhadores; - Ano de início de Actividade; - Composição do Capital Social; - Denominação Social; - Área de actividade; - Localização; - CAE; 3.2- Historial da Empresa - Origem; - Responsabilidade Social; - Missão e Política da Empresa; - Tipo de Organização (Pública ou Privada); - Sectores de Actividade; - Qualidade, Ambiente e Segurança; 3.3- Objectivos da Empresa Neste campo deve constar, as actividades da empresa as suas exigências, requisitos, satisfação dos seus clientes, e as actividades da empresa, cumprindo regras, normas e legislação aplicável ao sector da mesma, como especificações técnicas, ambiente, qualidade e segurança. 3.4- Organograma da Empresa Deve constar um gráfico onde tem que estar representado a estrutura formal da organização. Assim podemos fazer um reconhecimento ao pormenor dos locais de trabalho, do equipamento existente e até analisar de uma forma mais rápida
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e precisa quais os trabalhadores que estejam mais propícios ao perigo. O organigrama é uma estrutura hierarquizada de todos os trabalhadores de forma saber exactamente quantos trabalhadores tem cada secção da empresa. Ficamos por exemplo a saber qual a distribuição dos trabalhadores por secções e para o Técnico de Higiene e Segurança pode ter a utilidade na gestão da aquisição de Epi’s pois fica com a noção de quantos trabalhadores existem em cada local e através da avaliação e riscos consegue saber o que terá de adquirir.

3.5- Layout Disposição Fluxograma

A confecção de um layout deve conter vários factores entre os quais: A necessidade do espaço, tendo em conta o número de pessoas que vão trabalhar; Equipamentos de segurança contra incêndio; Com a construção de um layout deve ser possível distribuir máquinas e armários bem como a boa circulação com vista a um aumento de produtividade. Deve ainda ter em conta a redução de custos, redução do tempo gasto nas actividades, maior produtividade, menos movimentação de matérias e pessoas, melhores condições de trabalho. 3.6- Análise dos Recursos Humanos

Na análise dos recursos humanos deverá constar quantos colaboradores tem a empresa bem como as tarefas, obrigações e responsabilidades de cada um deles, bem como a idade e habilitações literárias. Deve também saber as capacidades e experiencia que cada pessoa precisa para desempenhar as suas funções de forma correcta. Em suma deve conseguir saber com exactidão, o que cada funcionário faz, como executa as tarefas, o porque destas serem executadas e que capacidades são necessárias.
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4- Organização e Funcionalidade da Empresa
4.1- Funcionamento da Empresa O funcionamento e tamanho da estrutura das empresas de triagem divergem de empresa para empresa, segundo o interesse e a expectativa dos objectivos e necessidades da área geográfica abrangente. No entanto, dever-se-á ter em mente alguns aspectos específicos, como: Num Centro de Triagem, os materiais que vêm de muitos ecopontos são separados manualmente ou por acção mecânica, para tornar possível o trabalho realizado pelas indústrias de reciclagem dos diferentes materiais (plásticos e metais, papel e vidro).Por exemplo, no caso dos resíduos depositados no ecoponto amarelo, os plásticos são separados manualmente e os metais ferrosos por acção mecânica. 4.2- Descrição do Processo produtivo

- Área externa para manobra de entrada e saída de camiões; - Área destinada à recepção dos produtos a serem reciclados; - Área para selecção de tipos e espécies de produtos recebidos/colectados; - Área para que seja montada a linha de produção, local que deverá receber todo a maquinaria que será usada; - Área de triagem; - Área destinada ao acondicionamento/triagem dos produtos seleccionados enquanto aguardam o encaminhamento para linha de reciclagem/

transformação; - Área reservada para depositar os resíduos não passíveis de reciclagem, até que lhes seja dada o seu destino final; - Plataforma de descarga e carga, que deverá ter em sua retaguarda uma área destinada a expedição de materiais reciclados;

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4.3- Explicação do Processo Produtivo da Empresa 1º Área externa para manobra de entrada e saída de camiões; Esta área tem como objectivo ser um espaço que facilita os tempos de espera até que chega sua vez e as manobras dos vários caminhões que diariamente por ali tem que passar. 2º Área destinada à recepção dos produtos a serem reciclados; Esta área é um enorme espaço que tem como objectivo de ser um interposto aonde os materiais são depositados até serem a sua vez de irem para a triagem. 3º Área para selecção de tipos e espécies de produtos recebidos/colectados; Área aonde os materiais são seleccionados numa primeira fase por tipos de materiais em bruto, como os plásticos todos num só espaço 4º Área para que seja montada a linha de produção, local que deverá receber todo a maquinaria que será usada; Esta área tem como objectivo de ser o parque de máquinas e o seu respectivo lay-out. 5º Área de triagem; Aqui os vários tipos de resíduos passam numa esteira e são escolhidos por processos humanos ou mecânicos nos vários tipos diferentes como por ex. o plástico são separados por: PEAD, PEBD, PVC, PP, entre outros. E os transforma em fardos que tem como objectivo melhor acondicionamento facilitando a armazenagem e o transporte. 6º Área destinada ao acondicionamento/triagem dos produtos seleccionados enquanto aguardam o encaminhamento para linha de reciclagem /

transformação; Estas áreas são enormes espaços que servem de armazém até se fazer o transporte destes materiais para a empresas de reciclagem propriamente ditas. 7º Área reservada para depositar os resíduos não passíveis de reciclagem, até que lhes seja dada o seu destino final;

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Como na vida nem tudo tem um final. E nem todos os produtos dá para serem reciclados, estão estes espaços são depósitos provisórios até que os resíduos sejam levados para os aterros ou incinerados. 8º Plataforma de descarga e carga, que deverá ter em sua retaguarda uma área destinada a expedição de materiais reciclados; Mais uma área que tem como objectivo de facilitar as cargas e manobras dos veículos que eram levar os resíduos para as empresas de reciclagem. 9º Todos os espaços indicados acima devem ser dotados de lay-out adequado, respeitando a facilidade de movimentação. Necessitam também incorporar o processo integrado entre a área de estoque de produtos a serem reciclados, a linha de transformação/reciclagem, área de expedição e a área de gestão da empresa, em todos os seus detalhes administrativos, financeiros, operacionais e comerciais. Área para instalação da parte administrativa e comercial (escritórios). Área reservada aos aspectos humanos como refeitórios, WC e vestuários etc. Assim, a área física da empresa poderá variar segundo a expectativa do empresário e suas linhas de reciclagem. No entanto, esse espaço deverá ter no mínimo 500m² de área privativa, além de um pátio para circulação e manobras de camiões.

5- Análise de Sinistralidade da Empresa
Na análise de sinistralidade deverá ser feita a recolha de dados relativos aos acidentes da empresa, deveram também constar os relatórios de acidentes de trabalho bem como o cálculo dos vários tipos de índices de sinistralidade de forma a detectar quais os sectores com mais sinistralidade. Análise dos Índices Estatísticos Na análise dos acidentes de trabalho, utilizam-se índices estatísticos, que por norma se reportam a um ano de actividade laboral.

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Os principais índices utilizados são: Índice de frequência (If); Índice de Incidência (Ii); Índice de gravidade (Ig). O Índice de frequência define-se como o número de acidentes com baixa ocorridos num ano, por cada milhão de horas x homem trabalhado:

O Índice de incidência representa o número de acidentes com baixa, por cada ano de trabalho e por cada 1000 trabalhadores:

O Índice de gravidade representa o número de dias úteis perdidos por ano, por cada mil horas x homem trabalhadas:

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Para uma análise mais completa dos índices, depois de efectuados os cálculos deverão ser comparados com a tabela da OMS representada a seguir:

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6Enquadramento da Empresa a Nível de Higiene e Segurança do Trabalho
6.1- Organização das Actividades de H.S.T

Na organização das actividades de HST deveram constar os dados para saber se a empresa tem serviços internos ou externos, se possui medicina no trabalho, medicina preventiva e enfermagem. 6.2- Instalações Sanitárias e Vestuários

A Portaria n.º73/71 prevê que as instalações sanitárias devem satisfazer os seguintes requisitos: Serem separados por sexo, não comunicarem directamente com os locais de trabalho e terem acesso fácil e cómodo, disporem de água canalizada e de esgotos ligados à rede geral ou fossa séptica com interposição de sifões hidráulicos, serem arejados e ventilados, os pavimentos têm que ser de material resistente liso e impermeável inclinado para ralos de escoamento providos de sifões hidráulicos. Os vestiários devem comunicar directamente com a zona de chuveiros e lavatórios, no caso de haver mais de 25 trabalhadores a área ocupada pelos vestiários, chuveiros e laboratórios deve corresponder, no mínimo a 1m2 por utilizador. 6.3- Ruído

O Ruído ou som é uma propagação de energia mecânica, denominada de energia sonora, em forma de ondas sucessivas de sobrepressão e supressão.

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A consciência da lesão só aparece quando a perda de acuidade auditiva se expande (originalmente 4 000 Hz) para as frequências de conversação (200 a 3 000 Hz). A exposição ao ruído pode causar diversas perturbações da audição. A exposição de curta duração e pressão sonora extremamente elevada pode causar lesões auditivas imediatas. A exposição a níveis sonoros elevados pode provocar zumbidos constantes nos ouvidos, perda temporária da audição exposição. Por outro lado, pode verificar-se a perda permanente de audição, que é uma das consequências mais graves da exposição ao ruído. Devemos ter medidas preventivas e correctivas tais como:

Medidas Acústicas - Materiais absorventes nas paredes - Paredes anti-ruído -Isolamento contra os sons sólidos Medidas Organizacionais - Separação dos postos de trabalho ruidosos - Limitar o tempo de exposição ao ruído - Avaliações periódicas de ruído. Medidas Gerais - Informar e sensibilizar os trabalhadores - Sinalizar as zonas ruidosas - Limitar o acesso às zonas ruidosas -Vigilância audiométrica dos trabalhadores Valores limite de exposição e valores de acção. Para efeitos da aplicação do Decreto-lei182/2006, de 6 de Setembro os valores limite de exposição e os valores de acção superior e inferior, no que se refere à exposição pessoal diária ou semanal de um trabalhador e ao nível de pressão sonora de pico, são fixadas em:

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a) Valores limites de exposição: LEX,8h = L EX,8h = 87 dB(A) e LCpico = 140 dB (C) equivalente a 200 Pa; b) Valores de acção superiores: LEX,8h = L EX,8h = 85 dB(A) e LCpico = 137 dB (C) equivalente a 140 Pa; c) Valores de acção inferiores: LEX,8h = L EX,8h = 80 dB(A)e LCpico = 135 dB (C) equivalente a 112 Pa.

Medidas de preventivas

Coloca à disposição dos trabalhadores protectores auditivos individuais sempre que seja ultrapassado um dos valores de acção inferiores; inferiores a realização de exames audiométricos de dois em dois anos. Formação e informação sobre ruído, — Nos locais de trabalho onde os trabalhadores possam estar expostos a níveis de ruído acima dos valores de acção superior, o empregador estabelece e aplica um programa de medidas técnicas e organizacionais. Assegura a utilização pelos trabalhadores de protectores auditivos Individuais sempre que o nível de exposição ao ruído iguale ou ultrapasse os valores de acção superiores; verificação anual da função auditiva e a realização de exames audiométricos, Formação e informação sobre ruído, — Nos locais de trabalho onde os trabalhadores possam estar expostos a níveis de ruído acima dos valores de acção superior, o empregador estabelece e aplica um programa de medidas técnicas e organizacionais Assegura que os protectores auditivos seleccionados permitam eliminar ou reduzir ao mínimo o risco para a audição; Aplica medidas que garantam a utilização pelos trabalhadores, verificação anual da função auditiva e a realização de exames audiométricos.
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85 db<87 db

>87 db

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Formação e informação sobre ruído, — Nos locais de trabalho onde os trabalhadores possam estar expostos a níveis de ruído acima dos valores de acção superior, o empregador estabelece e aplica um programa de medidas técnicas e organizacionais. 6.4- Vibrações

No âmbito das vibrações este trabalho tem como base os conhecimentos técnicos e científicos adquiridos aos longos de vários estudos. Estudos que deram origem ao presente decreto-lei. As disposições legais e técnicas da exposição às vibrações são contempladas no Decreto-Lei n.º 46/2006, de 24 de Fevereiro O presente decreto-lei transpõe para a ordem jurídica nacional a Directiva n.º 2002/44/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Junho, relativa às prescrições mínimas de protecção da saúde e segurança dos trabalhadores em caso de exposição aos riscos devidos a vibrações. No ambiente industrial é frequente a simultaneidade entre ruído e vibrações. No entanto, os efeitos que estes dois agentes podem causar aos trabalhadores são diferentes: As vibrações afectam zonas mais extensas do corpo, inclusivamente a sua totalidade. Na realidade, as vibrações transmitem-se ao organismo segundo três eixos espaciais (x, y, z), com características físicas diferentes, e cujo efeito combinado é igual ao somatório dos efeitos parciais, tendo ainda em conta as partes do corpo a elas sujeitas. O resultado desta acção conjunta pode afectar nomeadamente: • As condições de conforto; • As condições de segurança e saúde; • A diminuição da capacidade de trabalho. Existem duas grandes classes de vibrações: Vibrações, livres

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Quando um sistema vibra sem acção de forças externas. Neste caso o sistema vai vibrar à sua frequência natural que depende das suas propriedades próprias (massa e rigidez). Vibrações forçadas Quando a vibração do sistema se fica a dever à intervenção duma força externa. Neste caso o sistema vai vibrar com uma frequência de excitação. Efeitos das Vibrações sobre o Organismo As doenças profissionais provocadas pelas vibrações emitidas por certas máquinas-ferramentas e ferramentas são indemnizáveis (código 44.01 da Lista das Doenças Profissionais). Os efeitos da vibração directa sobre o corpo humano podem ser extremamente graves, podendo danificar permanentemente alguns órgãos do corpo humano. Nos últimos anos, diversos pesquisadores têm reunido dados sobre os efeitos fisiológicos e psicológicos das vibrações sobre o trabalhador, como perda de equilíbrio, falta de concentração e visão turva, diminuindo a acuidade visual. As vibrações podem afectar o conforto, reduzir o rendimento do trabalho e causar desordens das funções fisiológicas, dando lugar ao desenvolvimento de doenças quando a exposição é intensa. O homem apercebe-se das vibrações compreendidas entre uma fracção do hertz (Hz) e 1000 Hz, mas os efeitos diferem segundo a frequência. Todo o corpo pode ser interpretado como um sistema mecânico (massa e mola, por exemplo), relembrando que, na prática, existe também o amortecimento. Assim, todos os corpos possuem uma frequência natural de oscilação, podendo ser quantificada com um pequeno estímulo no sistema. No entanto, este corpo poderá estar sujeito a forças externas, vibrações de outras fontes que podem entrar em contacto com o mesmo. Vibrações e o corpo humano. Todo o corpo pode ser interpretado como um sistema mecânico (massa e mola, por exemplo), relembrando que, na prática, existe também o amortecimento. Assim, todos os corpos possuem uma frequência natural de

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oscilação, podendo ser quantificada com um pequeno estímulo no sistema. No entanto, este corpo poderá estar sujeito a forças externas, vibrações de outras fontes que podem entrar em contacto com o mesmo. Para uma melhor compreensão de como o corpo humano é mais sensível a determinadas faixas de frequências de acordo com os segmentos corporais, utiliza-se um modelo mecânico simplificado, que mostra as faixas de frequências naturais de partes importantes do corpo, conforme ilustrado ou lado:

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Vibrações efeitos no organismo
Vibrações efeitos no organismo DOSE EM HZ EFEITOS PERSENTIDOS SENSAÇÃO GERAL DE DESCONFORTO MAXILAR 4-10 HZ DOR ABDOMINAL DOR NO PEITO CONTRACÇÕES MUSCULAR 10-18 HZ DESEJO DE URINAR GARGANTA SINTOMAS NA CABEÇA 13-20 HZ INFLUENCIA NA LINGUAGEM AUMENTO DO TÓNUS MUSCULAR

Conforme o modo de contacto entre o objecto vibrante e o corpo, a exposição às vibrações divide-se em dois grandes grupos: vibrações de mão-braço e vibrações de corpo inteiro.

Vibrações transmitidas ao sistema mão-braço São vibrações mecânicas que, quando transmitidas ao sistema mão-braço, implicam riscos para a saúde e para a segurança dos trabalhadores, em especial perturbações vasculares, neurológicas ou musculares ou lesões osteoarticulares.

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São vibrações mecânicas transmitidas a todo organismo que implicam riscos para a saúde e segurança do trabalhador, em especial lombalgias e traumatismo da coluna vertebral Vibrações – Fontes Existem centenas de tipos diferentes de ferramentas e equipamentos que podem expor os seus operadores a elevados níveis de vibração. Na indústria de resíduos aqui estão algumas fontes de vibrações. Bobcat Empilhador Máquinas de terraplanagem Pé de cabra Moinhos Enfardadora Camiões
Limites legais das vibrações no corpo humano Tipo Vibrações Sistema mão-braço Corpo Inteiro
Valor limite de exposição 5 m/s2 1,15 m/s2; Valor de acção de exposição 2,5 m/s2 0,5 m/s2.

Redução da vibração na fonte normalmente consegue-se diminuir a intensidade da vibração na fabricação das ferramentas ou na sua instalação. É importante o projecto ergonómico dos assentos e pegas. Em algumas circunstâncias é possível modificar uma máquina para reduzir seu nível de
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vibração, por exemplo, apenas trocando a posição das partes móveis, modificando os pontos de ancoramento de fixação ou as uniões entre os elementos móveis. Isolamento de vibrações O uso de isolantes de vibração, tais como molas ou elementos elásticos de nos inércia, apoios das

máquinas,

massas

plataformas

isoladas do solo, anéis absorventes de vibração nas empunhaduras das ferramentas, assentos montados sobre suportes elásticos etc. São acções que, apesar de não diminuírem a vibração original, impedem que essa se transmita ao corpo, evitando danos à saúde.

Equipamentos de Protecção Individual

Se não for possível reduzir a vibração transmitida ao corpo como medida de precaução suplementar, deve-se recorrer ao uso de equipamentos de protecção individual - EPI (luvas, cinturões, botas) que isolam a transmissão de vibrações. Ao seleccionar estes equipamentos, deve-se levar em conta sua eficácia frente ao risco, educar os trabalhadores sobre a forma correta de uso e estabelecer programa de manutenção e substituição dos EPI. Outras medidas de prevenção É conveniente a realização anual de exames médicos específicos para conhecer o estado de saúde dos trabalhadores expostos às vibrações e, assim, actuar nos casos de maior susceptibilidade do trabalhador exposto a este agente agressor. Assim mesmo, deve se informar aos trabalhadores sobre os níveis de vibrações aos quais estão expostos, bem como as medidas de protecção disponíveis. Também é interessante mostrar aos trabalhadores como se pode optimizar seu esforço muscular e postura para realizar seu trabalho.

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Os empregadores deverão: Medir os riscos para a saúde dos seus empregados e planear o seu controlo; Controlar o risco; Providenciar o equipamento conveniente aos seus colaboradores; Efectuar a manutenção desse equipamento; Fornecer aos seus empregados a informação e treino em riscos de saúde e segurança relativo aos equipamentos que utilizam para trabalhar; Garantir vigilância médica aos seus colaboradores cujos riscos não tenham sido completamente eliminados; Fornecer relatórios às entidades competentes sobre casos de sobreexposição. O empregador deve utilizar todos os meios disponíveis para eliminar na fonte ou reduzir ao mínimo os riscos resultantes da exposição dos trabalhadores às vibrações mecânicas, de acordo com os princípios gerais de prevenção legalmente estabelecidos. Se o resultado da avaliação dos riscos indicar que os valores de acção de exposição foram ultrapassados, o empregador deve aplicar um programa de medidas técnicas e organizacionais que reduzam ao mínimo a exposição dos trabalhadores. 6.5- Ambiente Térmico O ambiente térmico pode ser definido como o conjunto das variáveis térmicas ou meteorológicas do local em questão que influenciam as trocas de calor entre o meio e o organismo humano, sendo assim um factor que intervém, de forma directa ou indirecta na saúde e bem-estar dos indivíduos e na realização das suas tarefas diárias. O ambiente físico é determinado pelas condições atmosféricas na vizinhança do local ou do posto de trabalho. FACTORES AMBIENTAIS A análise do conforto ou do stress térmico, num posto de trabalho, necessita do conhecimento de grandezas físicas e características do ambiente considerado, essas grandezas físicas são as seguintes: Temperatura do ar: A temperatura do ar intervém na determinação das trocas de calor por convecção ao nível do homem. Exprime-se em graus centígrados

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ou fahrenheit e pode ser medida com termómetros de dilatação de líquidos, termopares, termístores e termómetros de residência. Humidade relativa do ar: A humidade do ar intervém na determinação das trocas de calor por evaporação ao nível do homem. As grandezas ligadas à quantidade real de vapor de água contido no ar caracterizam a humidade absoluta do ambiente. As grandezas que dão o conteúdo em vapor de água do ar, relativamente à quantidade máxima que ele pode conter a uma determinada temperatura, caracterizam a humidade relativa. Velocidade do ar: A velocidade do ar intervém na determinação das trocas de calor por convecção e evaporação ao nível do homem. É uma grandeza geralmente difícil de medir, devido às flutuações rápidas em intensidade e direcção no tempo. Calor radiante: O calor radiante é medido por um instrumento denominado termómetro de globo. A temperatura radiante média é função da temperatura de globo, da temperatura ambiente e da velocidade do ar. Para as grandezas físicas e características do ambiente existem várias medidas preventivas que sendo postas em prática vão permitir minimizar os seus efeitos, parar isso, devemos ter em atenção que as condições de temperatura e humidade dos locais de trabalho devem ser mantidas dentro dos limites convenientes para evitar prejuízos à saúde dos trabalhadores. Uma medida eficaz é a instalação de equipamentos, como por exemplo os ventiladores de ar arrefecido ou aquecido, bem como calcular a velocidade do ar e utilizar vestuário adequado ao ambiente de trabalho. Os processos ou máquinas que produzem calor devem localizar-se do lado de fora do edifício ou nas paredes laterais Ficam também sugestões possíveis para minimizar o problema, quando por condicionalismos tecnológicos, não for possível ou conveniente modificar as condições de temperatura e humidade, deve providenciar-se de modo a proteger os trabalhadores contra temperaturas e humidade prejudiciais através de medidas técnicas localizadas ou meios de protecção individual ou, ainda,

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pela redução da duração dos períodos de trabalho no local. Não devem ser adoptados sistemas de aquecimento que possam prejudicar a qualidade do ar ambiente. 6.6- Iluminação A iluminação nos postos de trabalho é fundamental na produtividade dos trabalhadores ao nível da qualidade do produto e da segurança do trabalhador. Iluminação- legislação aplicada 243/86-20/08 Artigo 14 -16 e 17 Iluminação Os locais de trabalho ou de passagem dos trabalhadores e as instalações comuns devem ser providos de iluminação natural ou complementar artificial, quando aquela for insuficiente por inviabilidade do cumprimento do preceituado no n.º 3. A iluminação nos locais de trabalho deve ser adequada aos requisitos de iluminação das tarefas a executar e obedecer aos valores insertos no Regulamento Tipo de Segurança nos Estabelecimentos Industriais da Organização Internacional do Trabalho, com as necessárias adaptações, enquanto não forem publicadas normas portuguesas. A superfície dos meios transparentes nas aberturas destinadas à iluminação natural não deve ser inferior a um terço da área do pavimento a iluminar e nalguns casos poderá atingir um meio, se a entidade fiscalizadora o reconhecer necessário. Sempre que os requisitos da tarefa de um posto de trabalho o exijam e sejam reconhecidos pela entidade fiscalizadora, deve ser aplicada sobre a mesma iluminação local, como complemento do sistema de iluminação geral. A iluminação artificial não deve poluir a atmosfera de trabalho e deve ser, sempre que possível, eléctrica. Além da iluminação mínima e adequada aos requisitos das tarefas dos diversos postos de trabalho, as fontes de iluminação devem satisfazer os seguintes requisitos: a) Serem de intensidade uniforme e estarem distribuídas de modo a evitar contraste muito acentuados e reflexos prejudiciais nos locais de trabalho, em especial nos planos de trabalho; b) Não provocarem encandeamento; c) Não provocarem excessivo aquecimento; d) Não
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provocarem cheiros, fumos ou gases incómodos, tóxicos ou perigosos; e) Não serem susceptíveis de variações grandes de intensidade. Nos casos em que a tecnologia o exija, devem ser fornecidos aos trabalhadores meios ópticos adequados. Tonalidade das paredes A tonalidade das paredes e tectos deve ser de modo a não absorver demasiada luz. Superfície das instalações e planos de trabalho As superfícies das instalações e dos planos de trabalho não devem provocar reflexos prejudiciais ou encandeamento. Iluminação artificial A iluminação artificial provém de uma fonte de energia que não o sol, e a gama de comprimento de onda do espectro da radiação visível abrangida variam consoante a fonte. As fontes de iluminação artificial que interessam ao estudo da iluminação no local de trabalho são as lâmpadas. Existem vários tipos de lâmpadas, de acordo com a tecnologia utilizada para transformar energia eléctrica em radiação luminosa, variando no comprimento de onda abrangido, no fluxo luminoso emitido, e principalmente no rendimento eléctrico. Os tipos de lâmpadas utilizadas na iluminação de locais de trabalho são: Incandescentes. Fluorescentes. Vapor de Sódio. Vapor de Mercúrio. Iodetos Metálicos. Nesta análise não são incluídas lâmpadas especiais como lâmpadas infravermelhas, ou ultravioleta, que são utilizadas em locais de trabalho específicos tais como, zonas de detecção de falhas Para obter uma iluminação adequada no posto de trabalho é fundamental utilizar-se: Para abordar o risco da Iluminação no Local de Trabalho, o Técnico de HST, deve ter, além dos conhecimentos gerais de Higiene e Segurança, conhecimentos técnicos gerais, específicos do tema, tais como: Grandezas relacionadas com iluminação (Luminância) Fenómenos de propagação, reflexão, absorção, difusão da luz. Tipos de aparelhos de iluminação e suas características.

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Tipos de lâmpada indicados, para a função do posto de trabalho; e Cores, padrões e formas das superfícies de modo a evitar reflexos e garantir contraste. Controlar determinadas variáveis para obter uma iluminação adequada, que proporcione um bom ambiente físico-laboral, e que não coloque em risco a saúde, segurança e produtividade do trabalhador. Algumas variáveis a ter em conta são ter em conta o que é a luz e os seus componentes directos e indirectos.

A zona visível do espectro é ínfima quando comparada com a sua amplitude. No entanto, esta

pequena área é fundamental para a vida humana e para a sua sobrevivência num universo cheio de diferentes formas de energia radiante às quais o ser humano é radicalmente cego. No espectro de radiações electromagnéticas, as radiações visíveis ao olho humano (luz), é uma pequena parte, tal como está demonstrado na figura.

Fotometria

Fluxo Luminoso ou Potência Luminosa - Quantidade de luz emitida (energia luminosa) por uma fonte luminosa em todas as direcções por unidade de tempo (t), medida logo à saída da fonte. A unidade é o lúmen – lm. Intensidade luminosa - I É o fluxo luminoso (fornecido pelo fabricante do aparelho) emitido numa determinada direcção entre uma superfície

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cortada numa esfera e o quadrado do raio dessa esfera. A unidade é a candela – (cd.) Iluminância - E É a medida do fluxo luminoso  Incidente por unidade de superfície S. A unidade de medida é o lux – lx. Luminância - L É a medida do fluxo luminoso emitido, transferido ou reflectido numa determinada direcção por unidade de superfície perpendicular ao fluxo. A unidade é a candela por centímetro quadrado – cd/cm2. Contraste - C É a relação entre a luminância do objecto e a luminância do plano de fundo. Pode ser calculado com a fórmula apresentada. Reflexão É um parâmetro que traduz a medida da porção de luz reflectida por uma dada superfície. A reflexão é uma propriedade intrínseca dos materiais, e é tratada como um coeficiente, que relaciona o valor do fluxo luminoso incidente sobre uma determinada superfície, com a percentagem desse fluxo que é reflectida. Por exemplo, se todo o fluxo incidente for reflectido, o coeficiente de reflexão dessa superfície é igual a 1 (um espelho). A reflexão pode ser: Directa – Os ângulos de incidência e de reflexão dos raios de luz são iguais polida). Difusa – As superfícies reflectoras só brilha sob certos ângulos quando iluminadas (reflexos nítidos na (superfície muito lisa e

superfície de um material baço). Mista – Mistura de reflexão directa com reflexão difusa.

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Todas as menções a iluminação na Legislação, do ponto de vista da Higiene, são pouco específicas, limitando-se a dizer que as condições devem ser tais que não ponham em risco a saúde dos utilizadores destes locais, mas não definem valores limite, ou medidas concretas que devem ser tomadas. Existem no entanto tabelas com níveis de iluminação definidos em lux, para diferentes tipos de actividades. Estas tabelas foram essencialmente desenvolvidas por fabricantes de lâmpadas, sendo já reconhecidas em alguns países como normas. De seguida são apresentados diversos quadros com os níveis de iluminância adequados a locais de trabalho, ou tarefas a executar.

Norma DIN 5035

Nível 1 2 3 4

Iluminância (lx) 15 30 60 120

Actividade

Orientação, só estadias temporárias Tarefas visuais ligeiras com Trabalhos em armazéns, estaleiros, minam Salas de espera, trabalhos de pintura e polimento Trabalhos em escritórios,

5

250

contrastes elevados

6

500

Tarefas visuais normais com detalhes médios

processamento de dados, leitura Tingimento de couro, rebarbagem de vidro

7

750 Tarefas visuais

Desenho técnico, comparação de cores

8

1000

exigentes com

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pequenos detalhes 9 1500 Tarefas visuais muito 10 2000 exigentes com detalhes muito 11 12 3000 ≥ 5000 pequenos Casos especiais Montagem de pequenos elementos em electrónica Montagem de componentes miniaturizados, trabalhos de relojoaria, gravação Montagem fina, com tolerâncias muito apertadas Salas de operações

Norma DIN 5035

Finalidade do espaço ou tipo de actividade

Nível médio de iluminação (lx)

              

Armazéns Passagem de pessoas e veículos em edifícios Vestíbulos, sanitários e balneários Terminais de carga e descarga Áreas de produção com intervenções humanas ocasionais Casa de caldeiras Espaços de armazenamento onde são necessárias funções de leitura, expedição Áreas de produção constantemente ocupadas na indústria Montagem de pouca precisão, fundições Construções em aço Áreas de escritório com acesso ao público Escritórios com secretárias próximas de janelas, salas de reuniões e de conferências Sopragem de vidro, tornear, furar, fresar, montagem de menor precisão Stands de feiras, secretárias de comando, salas de comando Locais de venda

100

200

300

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              Escritórios, tratamento de dados, secretárias Lixar, polir vidro, montagens de precisão Montagem de sistemas de comunicação, motores de pequenas dimensões Escolha de madeiras Trabalho com máquinas de carpintaria/marcenaria 500 Escritórios de grandes dimensões, reflexão elevada Desenho técnico (estirador) Gravação e inspecção em metais Áreas de inspecção (fundição) Controlo de falhas (madeira, cabedal, etc.) Escritórios de grandes dimensões, reflexão média Análise e controlo de cores, inspecção de materiais Montagem de aparelhos de precisão (eléctrica) Produção de peças de joalharia, retoques, etc.

750

1000

Níveis de iluminância

Tal como já foi referenciado, o nível de iluminância é um factor importante na avaliação da Iluminação do Local de Trabalho. De acordo com a tarefa a realizar, e a sua exigência ao nível da visão humana, assim também varia o nível de iluminância adequado. Neste caso, o método de actuação do técnico de HST num local de trabalho deverá ser o seguinte: 1. 2. 3. Determinar qual o nível de iluminância adequado a esse local. Calcular qual o nível de iluminância existente nesse local. Em caso do nível não ser adequado, aplicar medidas de correcção.

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Para determinar o nível de iluminação adequado a um local de trabalho, podese consultar uma das tabelas mencionadas. – Enquadramento Legal, ou utilizar-se métodos mais completos de cálculo, como o método de correcção do nível de iluminação em função das condições de trabalho. O método de correcção do nível de iluminação em função das condições de trabalho, baseiase na norma NF X35, e consiste em, a partir de um nível de iluminação requerido, obter um nível de iluminação corrigido, de acordo com as condições de trabalho detectadas. Para utilizar este método utiliza-se a tabela da página seguinte.

.

O cálculo do nível de iluminância do local pode ser feito manualmente, através da recolha de valores utilizando um luxímetro, ou pode ser feito realizando uma
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simulação em programas de computador que existem para esse efeito. Em caso de ser necessário realizar uma correcção, o técnico pode intervir nas seguintes variáveis: Redistribuição dos pontos de luz existentes. Aumento do número de pontos de luz existentes. Aumento da potência das lâmpadas dos pontos de luz existentes. Substituição dos pontos de luz existentes por outros. Distribuição Uniforme. Se, por exemplo num local de trabalho como a triagem o nível de iluminância for de 500 lux, ao consultar-se uma tabela conclui-se que o nível de iluminação desse local é adequado. No entanto, a distribuição de luz pode não ser uniforme, pois 500 lux é um valor médio. Se metade desse escritório tiver um valor de iluminância de 50 lux, e outra metade 950 lux, o escritório no seu todo contínuo com 500 lux de nível médio de iluminação, mas a distribuição do fluxo luminoso não é harmoniosa. Uma distribuição do fluxo luminoso não uniforme aumenta o risco de: Encadeamento por reflexões. Contrastes excessivos Sombras muito carregadas. Os factores que influenciam a distribuição do fluxo luminoso são: A forma de disposição dos pontos de luz. Os coeficientes de reflexão das paredes, tectos, pavimentos e mobiliário. O posicionamento dos pontos de luz relativamente aos postos de trabalho. Desta forma um técnico de HST deve agir no sentido de obter os seguintes resultados. CONTRASTE Em termos de contraste, partindo do posto de trabalho (secretária, bancada), o brilho deve estar sempre no centro, e ir escurecendo para a periferia Contraste no centro – inferior a 3:1 Contraste com a vizinhança – inferior a 10:1 Contraste com o fundo – inferior a 20:1

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Brilho máximo admissível – 40:1 REFLEXÃO Devem ser respeitados os seguintes coeficientes de reflexão: Tecto – 80% a 90% Paredes – 40% a 60% Mobiliário – 25% a 45% Equipamentos – 30% a 50% Pavimento – 20% a 40%

COLOCAÇÃO DOS PONTOS DE LUZ Devem ser colocados preferencialmente no tecto. Num determinado espaço ou divisão devem ser todos iguais. Devem ser dispostos com distâncias iguais entre eles, e metade dessa distância às paredes, tal como está demonstrado na figura seguinte:

RELAÇÃO POSTO DE TRABALHO - LOCALIZAÇÃO DE PONTOS DE LUZ Os pontos de luz não devem estar no campo de visão do trabalhador, que em média é 30º acima do eixo de visão (situação 1 da figura seguinte).Os pontos de luz não devem ser colocados de forma que o seu reflexo no plano de
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trabalho encandeie o trabalhador (situação 2 da figura seguinte).Os pontos de luz devem ser colocados lateralmente, de forma a não estarem no campo de visão do trabalhador, e não o encadearem por reflexo (situação 3 da figura seguinte).

A iluminação na triagem

Desta forma um técnico de HST deve agir no sentido de obter os seguintes resultados 500lux médios no local de trabalho da triagem. Os Técnicos de HST servem-se destas grandezas para adequarem o nível de iluminação com a actividade da triagem e num determinado espaço. Trata-se de um conceito muito importante para o cálculo luminotécnico. Uma iluminação má ou desadequada do local de trabalho é um risco que pode originar acidentes de trabalho, ou degradação da saúde dos trabalhadores, podendo degenerar numa doença profissional. O risco de iluminação mais provável de originar um acidente de trabalho é o simples facto de uma iluminação deficiente potenciar a exposição de uma pessoa a outros riscos. Numa sala com máquinas em movimento, mesmo que existam sinais de perigo, ou protecções, se a iluminação não for adequada, existe sempre o risco de um trabalhador ser vítima de um acidente devido ao facto de não conseguir ver nem os sinais, nem o perigo do movimento das máquinas. Como tal, dentro da filosofia de que todos os riscos existentes devem ser bem identificados, a iluminação toma uma

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importância fundamental nessa identificação, pois aquilo que não se consegue ver desconhece-se ou esquece-se.
Medidas de Protecção; Não aplicável aos riscos de iluminação. Opinião – ponto de vista A iluminação faz parte do conceito da ergonomia no posto de trabalho, que tem que ser o mais adaptado ao homem possível. Partindo deste principio a iluminância é uma peça chave na qualidade, bem-estar e segurança do trabalhador, porque contribui acima de tudo para evitar o acidente. Reduzindo assim os riscos de sinistros, e ajudando na qualidade e produtividade do trabalhador.

6.7- Biológicos

A legislação em Portugal apresenta o Decreto - Lei nº 84/97 de 16 de Abril onde estabelece as prescrições de protecção da segurança e saúde dos trabalhadores contra os riscos ligados á exposição a agentes biológicos. Emergem vários elementos fundamentais na implementação de políticas de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho, aposta-se num projecto de parceria e cooperação com os trabalhadores e entidade empregadora. A formação e informação constituem os pontos fundamentais para que os trabalhadores tomem parte activa na sua própria segurança, integrando-a nas suas mentalidades/ comportamentos. Os agentes biológicos, á semelhança dos agentes químicos, são potenciais causadores de doenças profissionais, pelo que se torna decisivo dar a conhecer as metodologias de avaliação, identificação e controlo dos riscos existentes nos diversos sectores de actividade. Por outro lado, a não existência, a nível mundial, de valores limite de exposição para os agentes biológicos, torna difícil a sua avaliação e, até mesmo, a adopção de medidas preventivas. Neste sentido, a medida preventiva fundamental, consiste no

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fomento de uma cultura de prevenção no domínio dos riscos associados aos agentes biológicos. Os microorganismos são seres vivos invisíveis à visão humana. Estes podem estar presentes em toda á parte e alguns podem ser benéficos para o homem. Certos microorganismos são úteis b, visto que são utilizados para funções específicas na produção de alimentos, por exemplo na fomentação. Outros causam deterioração dos alimentos, tornando-os impróprios para consumo. Os riscos biológicos de origem alimentar incluem microorganismos como bactérias, vírus, parasitas e fungos. Estes microorganismos são frequentemente associados a contaminações por manipulação de alimentos. Mas, os riscos biológicos não existem só nos alimentos, os agentes biológicos, tal como os agentes químicos e físicos são potenciais causadores de doenças profissionais, pelo que se torna pertinente identificar e controlar os riscos biológicos existentes nos diversos sectores de actividade. Dada a diversidade e complexidade das situações de trabalho, das actividades onde ocorre manipulação e/ou utilização de agentes biológicos, da natureza dos mesmos e dos níveis de perigosidade. Agentes biológicos – microorganismos, culturas de células, incluindo os geneticamente modificados e material biológico, susceptível de provocar infecções, alergias, intoxicações ou de qualquer outro modo provocar alterações na saúde humana. São considerados riscos biológicos: vírus, bactérias, parasitas, protozoários, fungos e bacilos. Os riscos biológicos ocorrem por meio de microorganismos que, em contacto com o homem, podem provocar inúmeras doenças. Muitas actividades profissionais favorecem o contacto com tais riscos. É o caso das indústrias de alimentação, hospitais, limpeza pública (recolha de lixo),laboratórios, etc. Entre as inúmeras doenças profissionais provocadas por microorganismos incluem-se: turbeculose,brucelose, malária, febre-amarela. Para que essas doenças possam ser consideradas doenças profissionais, é preciso exposição do funcionário a estes microorganismos, são necessárias

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medidas preventivas para que as condições de higiene e segurança nos diversos sectores de trabalho sejam adequadas. Os agentes biológicos são ainda classificados de acordo com o risco que representam para a saúde. Os agentes biológicos são ainda classificados de acordo com o risco que representam para a saúde. Classificação do Agentes Biológicos Agente biológico do grupo 1 — o agente biológico cuja probabilidade de causar doença no ser humano é baixa; Agente biológico do grupo 2 — o agente biológico que pode causar doenças no ser humano e constituir um perigo para os trabalhadores, sendo escassa a probabilidade de se propagar na colectividade e para o qual existem, em regra, meios eficazes de tratamento preventivo. Agente biológico do grupo 3 — o agente biológico que pode causar doenças graves no ser humano e constituir um risco grave para os trabalhadores, sendo susceptível de se propagar na colectividade, mesmo que existam meios eficazes de profilaxia ou de tratamento. Agente biológico do grupo 4 — o agente biológico que causa doenças graves no ser humano e constitui um risco grave para os trabalhadores, sendo susceptível de apresentar um elevado nível de propagação na colectividade e para o qual não existem, em regra, meios eficazes de profilaxia ou de tratamento. O agente biológico que não puder ser rigorosamente classificado num dos grupos definidos no número anterior deve ser classificado no grupo mais elevado em que pode ser incluído. Esta definição está no Decreto-Lei 84/97 de 16 de Abril, artigo 4º ponto 1 e 2. Medidas de prevenção. Agentes Biológicos – criação de um sistema de defesa de modo a isolar o agente do trabalhador e do ambiente (p.ex.trabalhar em câmaras de segurança biológica).

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Trabalhador – o empregador deve fornecer informação sobre a actividade e riscos, equipamentos de protecção individual, assegurar os cuidados de higiene e a vigilância medica.

Locais de trabalho – devem existir procedimento e metodologias de trabalho, acesso limitado à zona, cuidados com o armazenamento de efluentes sólidos, líquidos ou gasosos e resíduos (lixo) roupa e sapatos descartáveis.

6.8- Incêndios Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de Novembro aprova o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios (SCIE). O risco de incêndio está presente onde existem combustíveis, substâncias perigosas ou razões de ordem eléctrica. Um pouco por toda as produções existem canalizações de gases e substâncias perigosas utilizados em várias etapas de produção e quadro eléctrico. O fogo é uma reacção química que liberta calor entre uma substância combustível e um comburente. Os três elementos básicos do fogo são normalmente representados por um triângulo, conhecido por Triângulo do Fogo.

Símbolos das classes de fogos.

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Existem quatro tipos de incêndio por para os quais existem agentes extintores adequados. A classe A – engloba os fogos em materiais à base de celulose, tais como madeira, madeira, tecido, papel ferragens (cuja combustão pode ser viva ou lenta) A água é o agente extintor que se revela mais eficaz, sendo também, o mais económico para este tipo de fogo. A classe B - engloba os fogos em hidrocarbonetos sólidos (ex: alcatrão) ou líquidos (gasolina, óleos, álcool, etc…) para os quais a água em jacto é contra indicada. Neste caso, podem ser utilizados o pó seco, a espuma, o dióxido de carbono e ainda os hidrocarbonetos halogenados. A classe C - engloba os fogos de gases. São exemplos desta classe os fogos de butano, propano, acetileno, hidrogénio, sendo os produtos aplicáveis o pó, neve carbónica, hidrocarbonetos halogenados. A classe D - envolve as reacções de combustão de, por exemplo, metais alcalinos e alcalino-terroso. Como produtos de extinção temos os pós especiais anteriormente referidos.

Classes de Fogos

AGENTE EXTINTOR

Água em jacto

Água pulverizada

Espuma física

Pó normal

Pós polivalente

Pós especiais

C O 2

Halons

A
Sol

B
Liq.

C

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D Legenda excelente bom aceitável não conveniente inaceitável Os meios de primeira intervenção são os extintores os carteis as bocas-deincêndio e os alarmes. A empresa dispõe de todos os meios de primeira intervenção. Os extintores estão distribuídos estrategicamente para garantir o seu uso em caso de incêndio, as bocas-de-incêndio são exteriores e estão operacionais e com fácil acesso para poderem ser utilizadas, os alarmes estão colocados de forma a permitir informar todos os trabalhadores da ocorrência de um sinistro.

7- Legislação Aplicável ao Sector
Geral Lei 102/2009 Regime jurídica da promoção da segurança e saúde no trabalho Lei 7/2009 de 12 de Fevereiro -Aprova a revisão do código do trabalho. Local de trabalho Decreto-Lei n.º 347/93, de 1 de Outubro, - Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde nos locais de trabalho, transpondo a Directiva n.º 89/654/CEE (não se aplica aos estaleiros da construção, indústria extractiva, embarcações de pesca, meios de transporte e terrenos agrícolas). Portaria n.º 987/93, de 6 de Outubro -Estabelece as normas técnicas de execução do Decreto-Lei n.º 347/93. Lei n.º 37/2007, de 14 de Agosto - Estabelece as normas de protecção da exposição involuntária ao fumo do tabaco. Equipamentos de trabalho Decreto-Lei n.º 50/2005, de 25 de Fevereiro - Estabelece as prescrições mínimas de segurança e de saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos de trabalho, transpondo a Directiva 89/655/CEE alterada pela
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Directiva n.º 95/63/ CE e pela Directiva n.º 2001/45/CE, a qual regulamenta a utilização de equipamentos destinados à execução de trabalhos em altura. Equipamentos dotados de visor Decreto-Lei n.º 349/93, de 1 de Outubro, alterado pela Lei n.º 113/99, de 3 de Agosto - Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde para a utilização pelos trabalhadores de equipamentos dotados de visor, transpondo a Directiva n.º 90/270/CEE. Portaria n.º 989/93, de 6 de Outubro - Estabelece as normas técnicas de execução do Decreto-Lei n.º 349/93.

Equipamentos de protecção individual Decreto-Lei n.º 348/93, de 1 de Outubro, alterado pela Lei n.º 113/99, de 3 de Agosto - Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde na utilização pelos trabalhadores de equipamentos de protecção individual, transpondo a Directiva 89/656/CEE. Portaria n.º 988/93, de 6 de Outubro - Fornece uma lista indicativa do equipamento de protecção individual e de actividades e sectores de actividade para os quais ele pode ser necessário e estabelece um esquema indicativo de avaliação de riscos com vista à escolha daquele equipamento. Sinalização de segurança Decreto-Lei n.º 141/95, de 14 de Junho, alterado pela Lei n.º 113/99, de 3 de Agosto - Estabelece as prescrições mínimas para a sinalização de segurança e saúde no trabalho, transpondo a Directiva n.º 92/58/CEE. Regulamentação específica para estabelecimentos industriais Portaria n.º 53/71, de 3 de Fevereiro, alterada pela Portaria n.º 702/80, de 22 de Setembro - Aprova o «Regulamento Geral de Geral de Segurança e Higiene do Trabalho nos Estabelecimentos Industriais» que estabelece regras de prevenção técnica dos riscos profissionais em estabelecimentos industriais, públicos, cooperativos ou privados, sujeitos à disciplina do licenciamento industrial.

Agentes físicos.

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Ruído no trabalho Decreto-Lei n.º 182/2006, de 6 de Setembro - Transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n.º 2003/10/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 6 de Fevereiro, relativa às prescrições mínimas de segurança e de saúde em matéria de exposição dos trabalhadores aos riscos devido ao ruído. Revoga e substitui o Decreto-Lei n.º 72/92, de 28 de Abril (alterado pela Lei n.º 113/99, de 3 de Agosto) e o Decreto Regulamentar n.º 9/92, de 28 de Abril. Vibrações Decreto-Lei n.º 46/2006, de 24 de Fevereiro - Estabelece as prescrições mínimas de segurança e saúde respeitantes à exposição dos trabalhadores aos riscos devidos a vibrações mecânicas, transpondo a Directiva n.º 2002/44/CE.

Agentes químicos Decreto-Lei n.º 290/2001, de 16 de Novembro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 305/2007, de 24 de Agosto - Estabelece as prescrições mínimas de protecção da segurança e saúde dos trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a agentes químicos no local de trabalho e fornece uma lista indicativa sobre os valores limite de exposição profissional a algumas substâncias químicas, transpondo 2006/15/CE. Agentes biológicos Decreto-Lei n.º 84/97, de 16 de Abril, alterado pela Lei n.º 113/99, de 3 de Agosto - Estabelece as prescrições mínimas de protecção da segurança e saúde dos trabalhadores contra os riscos ligados à exposição a agentes biológicos, transpondo as Directivas nos 90/679/CEE, 93/30/CE e 95/30/CE. Portaria n.º 405/98, de 11 de Julho, - Aprova a lista dos agentes biológicos classificados nos grupos de risco 2, 3 e 4. Protecção contra incêndios Decreto-Lei n.º 220/2008, de 12 de Novembro - Aprova o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios (SCIE).
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as

Directivas

nos

98/24/CE,

91/322/CEE,

2000/39/CE

e

HST
Portaria n.º 1532/2008, de 29 de Dezembro - Aprova o Regulamento Técnico de Segurança contra Incêndio em Edifícios (SCIE). Reparação de acidentes de trabalho e doenças profissionais Reparação dos acidentes de trabalho Decreto-Lei n.º l43/99, de 30 de Abril - Regulamenta a Lei n.º 100/97, no que respeita à reparação de danos emergentes de acidentes de trabalho.

Reparação das doenças profissionais Decreto-Lei n.º 248/99, de 2 de Julho - Regulamenta a Lei n.º 100/97, no que respeita à reparação de danos emergentes de doenças profissionais. Índice codificado de doenças profissionais Decreto Regulamentar n.º 6/2001, de 5 de Maio, alterado pelo Decreto Regulamentar n.º 76/2007, de 17 de Julho - Aprova a lista das doenças profissionais e o respectivo índice codificado.

8- Avaliação de Riscos na Empresa
A avaliação de riscos efectuada na Valor Lis foi elaborada utilizando o método simplificado ou MARAT de avaliação de riscos. O método Marat é um método quantitativo de ampla aplicação que permite quantificar a amplitude de riscos e hierarquizar prioridades de intervenção assenta em critérios definidos de forma mais ou menos subjectiva mas que permitem tornar o método relativamente mais objectivo. Determina-se o nível de deficiência atribuindo um nível de deficiência: 10 MD; 6 D; 2 M; 0 B e estima-se o nível de probabilidade em função do nível de deficiência e nível de exposição (NE – Continuada=4; Frequente=3; Ocasional=2; Esporádica=1
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NP - NÍVEL DE PROBABILIDADE

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NC – NÍVEL DE CONSEQUÊNCIA NI - NÍVEL DE INTERVENÇÃO

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9 – Gestão de Riscos Detectados
Após efectuada a avaliação de riscos através do método Marat, a aplicação do mesmo permitiu-nos obter a hierarquização dos riscos pela sua magnitude de forma a saber qual a ordem prioritária de intervenção. A partir deste momento poderemos definir estratégias de intervenção no que diz respeito a medidas preventivas e correctivas a implementar no local avaliado. Após as medidas implementadas e a plena aplicação e entrada em funcionamento das mesmas teremos de proceder a nova avaliação (nos locais onde as medidas foram aplicadas) de forma a verificar a eficácia/eficiência das mesmas e se os resultados não forem os pretendidos poderemos ter de alterar/reforçar as medidas anteriormente implementadas. Esta nova avaliação pode não ser efectuada em simultâneo em todos os locais pois podem existir medidas de
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fácil aplicação e outras que podem levar algum tempo até surtir os efeitos desejados por questões logísticas, económicas, etc.

10- Plano de Acção
Tendo em conta as medidas implementadas anteriormente, colocamos em prática as mesmas, tendo em conta a sua gravidade, começando pelos riscos que ficarem a vermelho de seguida pelos amarelos, os que estiverem a verde vou apenas verificar se continuam estáveis.

10.1. Medidas de prevenção e planear

Tendo em conta as medidas implementadas anteriormente, vamos planear no tempo. Os riscos a vermelho terão dois meses para colocar em prática as medidas preventivas, os riscos a amarelo terão seis meses, os riscos a verde deverão ser controlados anualmente para verificar se não sofreram alterações.

10.2.Sinalização

Os meios e dispositivos de sinalização devem ser regularmente limpos, conservados, verificados e, se necessário, reparados ou substituídos. De seguida apresento as cores da sinalização e os seus significados ou finalidades.

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Cor Significado ou finalidade Sinal de proibição Perigo – Alarme Vermelho Indicações precisões Atitudes perigosas Stop, pausa, dispositivos de corte de emergência. Evacuação Material e equipamento de Identificação e localização combate a incêndio Amarelo ou amarelo -alaranjado Azul Sinal de aviso Sinal de obrigação Atenção, precaução. Verificação Comportamento ou acção específico – obrigação de utilizar equipamentos de protecção individual Verde Sinal de salvamento ou de Portas, saídas vias, material, postos, socorro Situação de segurança locais específicos Regresso à normalidade

Proibida a entrada a pessoas não autorizadas

Veículos de movimentação de cargas

Protecção obrigatória das mãos

Primeiros socorros

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11- Conclusão
Após a avaliação da empresa de resíduos Valor Lis chegamos à conclusão que apesar de estar aceitável existem alguns pontos que podem e devem ser melhorados, tais como a postura incorrecta, trabalho repetitivo, a iluminação e a exposição ao ruído, as passagens estão bastante obstruídas o que não facilita a passagem sem riscos. Espera-se que este trabalho sensibilize a organização para as questões levantadas durante a jornada laboral, numa perspectiva de melhorar as condições laborais e apostar na prevenção de riscos profissionais. Deve existir uma maior aposta na formação e informação dos trabalhadores com vista a melhorar as condições de trabalho e consequentemente o seu conforto, assim resultará uma maior motivação que poderá trazer melhores resultados para a empresa.

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12- Webgrafia/Bibliografia
http://www.dre.pt/util/novidades.html#101788 http://www.valorlis.pt/#/1,true,valorlis,6/ http://pt.scribd.com/doc/38013450/1189002334-a-iluminacao-1 Manuais fornecidos pelos formadores, Ricardo Lisboa, Carlos Parrilha, Liliana Pereira, Sílvia Santos.

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13- Anexos
13.1 Avaliação de Riscos da Triagem
Actividades Perigo Postura incorreta , trabalho repetitivo Risco Avaliação de risco Danos Consequências ND NE NP NC NR NI Lesões músculoesqueléticas Medidas de prevenção Protecção Formação e informação sobre ergonomia; rotatividade do posto de trabalho; realização de pausas frequentes Partes electricas bem protegidas,não fazer ligações ou arranjos provisórios,não modificar instalações,formação e informação sobre epi's,uso de botas com palmilha anti-estática.

Ergonomicos

1

4

4

10

40

III

Contacto com electricidade

Electização

queimadoras e choque electrico

1

1

1

25

25

lll

Iluminação

Fadiga visual Dores de cabeça encandiament cansaço visual o

1

2

2

10

20

lV

Estudo da iluminancia nos postos de trabalho,limpeza periódica das iluminárias

Exposição ao ruido

Ruido

lesões auditivas, perda de concentração

1

2

2

25

50

III

Formação e infornação,sempre que o trabalhador apresente sintomas de cansaco fisico e mental deve usar o auricular disponível.

Passagens obstruidas

Queda ao mesmo nível

Traumatismos multiplos fractura

1

1

1

25

25

ll

Limpeza no local de trabalho

Manuseamento Contacto com de residos os residuos

Irratação epidermica

1

2

2

1

20

IV

Formação informação sobre o uso de EPI`s, utilização de luvas e máscaras

Desconfoto térmico

Ambiente com temperaturas elevadas

Cansaço físico

1

1

1

10

1

lV

Ventilação localizada , ingerir liquidos Formação e informação sobre riscos biológicos, limpar e desinfectar regularmente o posto de trabalho, vigilância médica aos trabalhadores, utilização de EPI`s luvas, mascaras. Formação e informação sobre tapete rolante e utilização de roupa justa

Exposição a produtos biológicos

Riscos biológicos

Doenças infecciosas, alergias,dermites

1

2

2

25

50

llI

Tapete rolante

Entalamento

Esmagamento

1

1

1

60

60

llI

Escadas

Queda em altura

contusoes, fracturas multiplas

1

1

1

25

25

llI

Manter a escada limpa e desobstoida

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13.2 Avaliação de Riscos Pé de Carneiro
Actividades Perigo F u n c i o n a m e n t o d a s M á q u i n a s Risco Avaliação de risco Danos Consequências ND NE NP NC NR NI Medidas de prevenção Protecção

Fraturas, cortes, Atropelamento entorses, luxações, deslizamento contusões, lesões e esmagamentos

1

1

1

60 60

III

sinalização acustica e luminosa, formação e informação

Ergonómico

Lesão muscoesculetica

1 1

1

10 10

Banco munido de um sistema amortecedor de vibrações e IV com assento ergonómico que seja regulável em altura e profundidade; Piso anti-derrapante;na entrada da maquina;não saltar llI directamente da maquina para o solo,pois assim pode aumentar o risco de queda Utilização de epi´s;auriculares;rotatividade de trabalhadores

Manuseamento de Máquinas

Fracturas, Queda e entorses, luxações, quedas ao contusões, lesões 2 2 mesmo nível membros inferiores e superiores Problemas auditivos, perda de concentração

4

10 40

Ruido

2 2

4

10 40

III

Vibrações

Efeitos cardiopomunares

1 1

1

10 10

IV

Formação e informação a nível de vibrações, medir os respectivos níveis de vibrações

Biológicos

Doenças

2 2

4

25 100 llI

Formação e informação sobre riscos biológicos, medições da qualidade do ambiente,

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13.3 Avaliação de Riscos Pá Carregadora
Actividades Perigo Risco Avaliação de risco Danos Consequências ND NE NP NC NR NI Medidas de prevenção Protecção Fraturas, cortes,entorses, Atropelamento luxações,contusõe deslizamento s,lesões e esmagamentos Fracturas, entorses, Queda e luxações, quedas ao contusões, lesões mesmo nível membros inferiores e sinalização acustica e luminosa, formação e informação

1

1

1

60

60

III

1

1

1

60

60

lll

Piso anti-derrapante;na entrada da maquina;não saltar directamente da maquina para o solo,pois assim pode aumentar o risco de queda

F u n c i o n a m e n t o d a M á q u i n a

Ruido

Problemas auditivos, perda de 2 concentração

4

8

10

80

Utilização de llI epi´s;auriculares;rotatividade de trabalhadores

Ergonómico

Lesão muscoesculetica

1

3

3

25

75

Banco munido de um sistema amortecedor de vibrações e com III assento ergonómico que seja regulável em altura e profundidade;

Vibrações

Efeitos cardiopomunares

2

3

6

25 150

ll

Formação e informação a nível de vibrações, medir os respectivos níveis de vibrações

Quedas da pá

Projecção de objectos Fracturas,cortes, entorses,luxações, contusões esmagamento

1

1

1

60

60

llI

Formação e informação, não mexer na pá com a máquina em andamento

Queda e movimentaçã o de cargas

2

2

4

60 240

Biológicos

Doenças infecciosas, alergias,dermites

2

2

4

25 100

Formação e informação sobre manuseamento de objectos utilização de epi's: botas de biqueira de aço; manutenção periódica das ll máquinas com respectivo registo; sinalização de obrigatoriedade de uso de botas de biqueira de aço e movimentação de cargas; Formação e informação sobre riscos biológicos, limpar e desinfectar regularmente o posto de llI trabalho, vigilância médica aos trabalhadores, utilização de EPI`s luvas, mascaras.

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13.4 Avaliação de Riscos da Buldózer
Actividades Perigo F u n c i o n a m e n t o d a M á q u i n a Colisões e Atropelamentos Risco Avaliação de risco Danos Consequências ND NE NP NC NR NI Desgaste nas articulações; desconforto; redução de sencibilidade Medidas de prevenção Protecção Banco movido de um sistema amortecedor de vibrações e com assento ergonómico e regulável; IV fazer pausas com regularidade, fazer manutenção com regulariedade com os respectivos registos Insonorização de equipamento, Rotatividade dos trabalhadores; Formação e informação dos Epi’s; III Formação e Informação do posto de trabalho, Fazer manutenção com regularidade com os respectivos registos. Formação e informação sobre o funcionamento da máquina; III sinalização da máquina em marcha sonora e luminosa activa Formação e informação sobre segurança no trabalho; Manutenção periodica dos equipamentos com os respectivos registos; utilizar III botas com palmilhas anti-estáticas, Manter as partes eléctricas protegidas; extintor de pó químico ABC; Caixa de primeiros socorros

Vibrações

1 2

2

10

2

Ruído

Perda de audição, Fadiga, Falta de Concentração, 2 4 Redução da capacidade de comunicação

8

10 80

Fracturas

1 1

1

60 60

Incêndios

Queimaduras;

1 1

1

60 60

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13.4 Avaliação de Riscos da Buldozer (continuação)
F u n c i o n a m e n t o d a M á q u i n a Fracturas; Cortes; Entorses; Luxações; Contusões; Lesões membros inferiores; Esmagamento Contusões; Traumatismos; Esmagamento; Lesões de membros Obrigatória utilização de fato de macaco; Manter sempre as protecções na máquina; montagem de estribos de apoio para subida e III descida; subir e descer da máquina de frente segurando-se com ambas as mãos; evitar saltar directamente para o chão Formação e informação (Cap.) do maquinista; Cabine equipada com protecção contra a queda de objectos Ter ar condicionado, limpar sempre os filtros com os respectivos registos; manter o local de trabalho sempre limpo; medição dos niveis de poeiras; efectuar revisões periodicas em todos os pontos de escape do motor afim de evitar gases que penetrem na cabine Limpeza dos filtros de ventilação com os respectivos registos; sempre que possível fazer pausas; beber muita água, uso de protector solar, usar vestuário adequado(algodão) Efectuar medições periódicas, utilização de luvas e mascaras de protecção, utilização de farda de trabalho, cuidados com higiene pessoal após o trabalho, Realizar inspecções médicas de modo a vigiar a saúde dos colaborares. Formação e informação prévia aos colaboradores sobre os riscos a que estão sujeitos no local de medição e medidas a adoptarem. Quedas 1 1 1 25 25

Capotamento

1 1

1

60 60

III

Inalação de Poeiras

Alergias

1 2

2

10 20

II

Exposição a intempéries

Exposição ao calor; Desidratação

1 1

1

10 10

II

Intoxicação e envenenamento, Transtorno Exposição a respiratório, 2 2 riscos Biológicos Infecções e alergias, Lesões na pele

4

25 100 III

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13.5 Avaliação de Riscos da Enfardadora
Actividades Perigo Risco Avaliação de risco Danos Consequências ND NE NP NC NR NI Medidas de prevenção Protecção Formação e informação sobre extintores,manutenção periódica dos extintores,manter acesso desobetruido

Incêndio

Queimaduras,fra Explosão, cturas 1 1 queimaduras expostas,fridas

1

60 60

III

Passadeira rolante

Entalamentos Cortes,luxações 1 2

2

25 50

Uso de epi's adequados(batas com elástico nas mangas e justas,formação e informação sobre III o posto de trabalho e sobre epi's,colocação de epc's( protecções de segurança nas maquinas

Sujidade

Quedas ao mesmo nivel

Pancadas ,contusões

2 2

Manuseamento Entalamentos Cortes,luxações 1 1 de máquinas

Contacto com corrente electrica

Electrização, Choques,morte 1 1 electrocução

Limpeza do posto de trabalho,formação e informação 4 25 100 III sobre o posto de trabalho e sobre epi's,uso de epi's(botas anti derrapantes,luvas) Uso de epi's adequados(batas com elástico nas mangas e justas,formação e informação sobre o posto de trabalho e sobre 1 10 10 IV epi's,colocação de epc's( protecções de segurança nas maquinas,uso do comando bi manual de acionamento da maquina Manter partes eletricas bem protegidas,não fazer arranjos provisorios,não modificar 1 100 100 III instalações,formação e informação sobre o posto de trabalho e sobre epi's,uso de epi's(sapatos com palmilhas anti-estáticas

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13.6 Avaliação de Riscos da Enfardadora

Actividades

Perigo

Risco

Avaliação de risco Danos Consequências ND NE NP NC NR NI

Medidas de prevenção Protecção Fazer manutenção regularmente,formação e informação e sobre o posto de trabalho e sobre epi's,uso de auriculares ,efectuar medições de ruido

Ruido

Fadiga,irritabilida de, falta de Exposição ao concentração,red 1 2 2 ruido ução da capacidade de comunicação

25 50

III

Trabalho de pé

Má postura

fadiga

2 2

4 10 40

Formação e informação sobre o posto de trabalho e sobre III ergonomia,realizar pausas com mais frequência,rotatividade dos trabalhadores

Problemas Exposição a dermatológico agentes s,problemas biológicos respiratórios

Doenças infecciosas, alergias, dermatites

1 2

Formação e informação sobre o posto de trabalho,epi's e agentes biológicos,uso de luvas de proteção,fatos e máscaras,fazer o controlo das substâncias,colocar 2 60 120 III ventilação adequada,limpar e disinfectar com regularidade o local de trabalho,assegurar vigilância médica ao trabalhador,fazer desinfeção e desrratização,tomar banho após terminar a tarefa

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13.7 Avaliação de Riscos da Giratória

Actividades

Perigo

Risco

Avaliação de risco Danos Consequências ND NE NP NC NR NI

Medidas de prevenção Protecção

formação e informação prévia aos colaboradores sobre os riscos a que estão sujeitos no local de Morte, fraturas, trabalho, manter operacionais a lesões Má visibilidade atropelamento 1 1 1 100 100 III sinalizaçao sonora de marcha a muscoesquelética tras e luminosa proibido transportar s pessoas, não permitir a aproximação de pessoas enquanto a máquina estiver a laborar Morte, fraturas, lesões Solo instável Capotamento 1 2 muscoesquelética s A máquina deve estar equipada com cabine TOPS ou ROPS, não 2 100 200 II abandonar a máquina com o braço esticado

Desconforto, Ambientes redução da com Exposição a sencibilidade, equipamentos 1 1 vibrações lesões emissores de muscoesquelética vibrações s

Banco movido de um sistema amortecedor de vibrações e com assento ergonómico e regulável, 1 25 25 III fazer pausas com regularidade, manutenção regular com respectivos registos

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13.8 Avaliação de Riscos Geral
Actividades Perigo Risco Avaliação de risco Danos Consequências ND NE NP NC NR NI Medidas de prevenção Protecção Manter os portões abertos no verão e fechados no inverno para manter IV o ambiente aceitável e sem grandes alterações térmicas Formação e informação sobre utilização de extintores,manutenção periódica dos extintores,manter lll acesso desobetruido, ter as saidas de emergencia desimpedidas e sinalizadas

Desconforto térmico

ambiente térmico

Cansaço físico

1

1

1

10 10

Incêndio

incendio; explosão

Percas de material, queimaduras

1 1

1

60 60

I n f r a e s t r u t u r a

Inalação de desabamento poiras, percas de 1 1 da estrutura; material e esmagamento

Manter as paredes em bom estado 1 100 100 llI de conservação as tintas serem de cores claras e laváveis

Degradação do pavimento

Quedas ao mesmo nível

1 1

1

10 10

Manter o pavimento em bom estado de conservação e desobstruido, o IV piso deve ser antiderrapante, defenir corredores de circulação

Inalação de Degradação poeiras queda de 1 1 do tecto material

1

10 10

lV

Manter o tecto em bom estado de conservação

Iluminação

Inuminação Encandiamentos 1 1 inadequada

1

10 10

lV

Colocar iluminárias sufientes para a área de trabalho e mantelas limpas

Exposição contaminantes biológicos

Biológicos

Transtorno respiratório, Infecções, 1 1 alergias e lesões na pele

1

10 10

lV

Ter o cuidado de ter sempre as roupas limpas

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14. Glossário
Avaliação de Riscos – consiste no processo de detecção, identificação e quantificação dos riscos para a saúde e a segurança dos trabalhadores decorrentes das circunstâncias em que o perigo se manifesta no local de trabalho. Doença Profissional – doença em que se prova a relação causa-efeito entre a exposição a factores de risco existentes no local de trabalho e o seu efeito nocivo na saúde do trabalhador, constando do diploma legal da lista de Doenças Profissionais. Ergonomia - conjunto de técnicas, sendo o principal objectivo a adequação do posto de trabalho ao indivíduo. Recentemente, houve necessidade de ampliar o campo de estudo da ergonomia, passando a incluir as condições ambientais e alguns aspectos ligados à organização do trabalho (horários, ritmos, pausas, etc.), os quais têm consequências na fadiga, no stress e no rendimento do trabalho. Identificação de Perigo – Processo de reconhecer a existência de um perigo e de definir as suas características. Perigo – a propriedade intrínseca de uma instalação, actividade, equipamento, um agente ou outro componente material do trabalho com potencial para provocar dano; Prevenção – conjunto de políticas e programas públicos, bem como de disposições ou medidas tomadas ou previstas no licenciamento e em todas as fases de actividade da empresa, do estabelecimento ou do serviço, que visem eliminar ou diminuir os riscos profissionais a que estão potencialmente expostos os trabalhadores. Risco – a probabilidade de concretização do dano em função das condições de utilização, exposição ou interacção do componente material do trabalho que apresente perigo; Microrganismos – são definidos como entidades microbióticas celulares ou não celulares, dotadas de capacidade de reprodução ou de transferência do seu material genético.
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