Você está na página 1de 3

O que é Língua?

1 Anat Órgão oblongo, achatado, musculoso e móvel, da cavidade bucal e que é o órgão
principal da deglutição, do gosto e, no homem, da articulação das palavras. 2 Idioma,
linguagem, fala. 3 Estilo. 4 Expressão. 5 Sistema de sinais apropriados a uma notação.

O que é linguagem?

1 Faculdade de expressão audível e articulada do homem, produzida pela ação da língua e dos
órgãos vocais adjacentes; fala. 2 Conjunto de sinais falados (glótica), escritos (gráfica) ou
gesticulados (mímica), de que se serve o homem para exprimir suas idéias e sentimentos. 3
Qualquer meio que sirva para exprimir sensações ou idéias. 4 Agregado de palavras e métodos
de os combinar usados por uma nação, povo ou raça; idioma, língua, dialeto. 5 Fraseologia
particular de uma classe de pessoas, profissão, arte, ciência etc.: Linguagem jurídica. 6 Fala ou
expressão de caráter particular: Linguagem culta; linguagem obscena. 7 Estilo, dicção. 8
Palavreado, lamúria. 9 A voz dos animais. L. algorítmica, Inform: linguagem de computador
projetada para processar e expressar algoritmos. L. artificial: sistema de expressão de idéias e
sentimentos por meio de sinais convencionais mímicos, gesticulados e escritos, como a
linguagem dos surdos-mudos.

O que é Lingüística?

Estudo científico da linguagem humana em sua totalidade, em sua realidade multiforme e em


suas múltiplas relações. Fundamenta-se na observação direta e abstém-se de toda e qualquer
prescrição, pois não é normativa. Como a linguagem se manifesta em línguas, a lingüística
interessa-se por todas as línguas em todos os seus níveis e modalidades. Dá-se o nome de
macrolingüística ao conjunto de estudos referentes à linguagem — sociais, filosóficos,
psicológicos, antropológicos —, a qual se subdivide em: a) pré-lingüística: estudo dos fatos
físicos e biológicos que se manifestam na linguagem e que é auxiliar da lingüística; b)
microlingüística: a lingüística propriamente dita, que se ocupa da análise dos diversos sistemas
lingüísticos. Compreende a lingüística descritiva (q. v.), a contrastiva (q. v.), a geral (q. v.) e a
histórica (q. v.); c) metalingüística: estudo das relações entre a língua e os demais sistemas. V
lingüística aplicada. L. aplicada: técnica que compreende um conjunto de fórmulas usando os
dados da lingüística teórica no aperfeiçoamento da comunicação humana por meio da
linguagem numa comunidade ou de uma comunidade para outra. São objetos da lingüística
aplicada: a) a comunicação de uma mesma comunidade (patologia da linguagem e seus
problemas, facilidade ou não de uso etc.); b) a comunicação de uma linguagem para outra
(técnicas de aprendizagem de línguas estrangeiras, tradução humana e mecânica etc.). L.
computacional: ramo da lingüística que procura resolver seus problemas pela utilização de
computadores eletrônicos. L. contrastiva: tipo de pesquisa que procura descrever um estado de
língua comparando-o com o mesmo estado de outra (do mesmo grupo ou não) para buscar
semelhanças ou diferenças estruturais entre os dois sistemas. L. descritiva ou sincrônica:
estudo da constituição de uma língua em todos os seus níveis (fonológico, gramatical,
vocabular) num determinado estágio de seu desenvolvimento. L. diacrônica ou histórica: estuda
a língua do ponto de vista de seu desenvolvimento através do tempo. Apresenta dois aspectos:
a) a ontogenia lingüística (estuda a evolução dos hábitos lingüísticos de um indivíduo desde a
fase de aquisição da língua até a sua morte); b) a filogenia lingüística (preocupa-se com a
história das línguas como conjuntos através de sucessivas décadas e centúrias). L. espacial:
modalidade de lingüística histórica que se preocupa em explicar a natureza do vocabulário das
línguas pelo levantamento e comparação do vocabulário de uma vasta área lingüística. L.
estrutural: tipo de pesquisa que parte do princípio de que a língua é uma estrutura a ser
descoberta, descrita e explicada. Dessa forma pressupõe ser a língua uma entidade autônoma,
uma totalidade auto-regulada, estruturante e estruturada, que traz em si o mecanismo de suas
próprias transformações. L. externa: estudo de todos os fatores extralingüísticos que influem na
língua (sociais, psicológicos, antropológicos etc.). L. geral: disciplina que se concentra não só
na busca da natureza e funções específicas da linguagem humana, mas também na
formulação das leis gerais e imutáveis que estão na base da atividade vocal do homem. L.
quantitativa: ramo da lingüística cuja base é sempre a contagem das ocorrências lingüísticas
para melhor interpretação dos fatos.

(Fonte: Dicionário Michaelis online: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php)

A Antigüidade Clássica e os estudos lingüísticos

Prof. Antônio Jackson de Souza Brandão

Grécia

• Primeiros dados da ciência lingüística: séc.V a.C.;


• Os gregos do período clássico reconheciam diferenças entre as línguas devido ao
comércio com outros povos devido ao comércio, além de suas próprias diferenças
dialetais; os estrangeiros possuíam línguas bárbaras;
• Alguns dialetos não tiveram representação gráfica.
• Ilíada e Odisséia: serviram como base de formatação lingüística (recitados em praça
pública desde o séc. VI a.C. em Atenas).
• Alfabeto grego: primeiro a distinguir os segmentos de vogais e consoantes (distintivos) a
partir do alfabeto fenício (não possuía vogais);
• Importância dos sofistas (vendiam conhecimento);
• Crátilo: discussão entre se haveria uma relação entre significante x significado (por
exemplo, palavras onomatopaicas, tese seguida pelos defensores da natureza) ou seria
simplesmente uma arbitrariedade (segundo os defensores do convencionalismo);
defendia o caráter natural da língua;
• Sócrates: primeiro a investigar as potencialidades da gramática. Não deixou nada
escrito;
• Platão e sua obra Crátilo: repleto de referências lingüísticas;
• Estóicos: os primeiros a tratar as questões lingüísticas de modo mais concreto; já
diferenciavam a dicotomia significante x significado; trataram da fonética, gramática
(especialmente o desenvolvimento da teoria e terminologia) e etimologia; naturalistas,
anomalistas;
• Aristóteles: convencionalista (afinal as onomatopéias variam de língua para língua,
dependendo do sistema fonológico de cada uma), analogista;
• Período helenístico: desenvolvimento de glossários de dialetos; surgimento das marcas
de acento e pontuação na escrita (prosódia); grande estudo dos textos homéricos;
• Controvérsias: princípio da convenção (thésis) x natureza (physis) [analogistas x
anomalistas];
• Dicotomia: analogistas (língua sob o princípio da analogia) x anomalistas (língua sob
princípio da anomalia);
• Principais ramos para os gregos: etimologia (não muito desenvolvida), fonética (idéia de
sílaba; distinção entre vogal e consoante; distinção entre fonema, forma escrita do
fonema e designação do fonema; seqüências sonoras) e gramática baseada em
palavras: identificação da palavra; conjunto de classes de palavras; categorias
gramaticais.
• Dionísio da Trácia: primeira descrição explícita da língua grega; gramática de Dionísio:
apresentação do valor fonético das letras (os antigos não conseguiram diferenciar sons
de letras); desenvolvimento da morfologia; descrição gramatical > valor mínimo:
palavra; valor máximo: frase (expressão de um pensamento completo); classes de
palavras: nomes, verbos, particípio, conjunção, preposição, artigo, pronome, advérbios;
Nomes> gênero: masculino, feminino, neutro; tipo: primitivo, derivado; forma: simples,
composta; número: singular, plural, dual; caso: nominativo, acusativo, dativo, genitivo,
vocativo; verbos: modo, voz, tipo, forma, número, pessoa, tempo, conjugação.

(fonte: http://www.jackbran.pro.br/linguistica/historia.html)