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Módulo 02:

Conceitos básicos em eletricidade

AULA 1: INTRODUÇÃO AOS CAMINHOS


DA ELETRICIDADE

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AULA 1: INTRODUÇÃO AOS
CAMINHOS DA ELETRICIDADE
Olá, meu querido! Seja muito bem-vindo à primeira aula de
introdução à eletricidade.
Neste módulo, aprenderemos o caminho que a energia percorre
até chegar em uma casa, para criar seu primeiro diferencial dos
demais “profissionais” do mercado: a segurança nas explicações
frente a frente com o cliente.
Para começar então, vamos entender melhor sobre a GERAÇÃO,
TRANSMISSÃO, DISTRIBUIÇÃO e CONSUMO de energia em
nosso país.

FLUXO DE GERAÇÃO E
DISTRIBUIÇÃO DA
ENERGIA
HIDRELÉTRICA

FONTE: https://idec.org.br/edasuaconta_bkp/sistema

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GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
A geração de energia elétrica pode ser feita utilizando diferentes
tipos de tecnologias.
As principais aproveitam um movimento rotatório para gerar
corrente alternada em um alternador. O movimento rotatório pode
provir de uma fonte de energia mecânica direta, como a corrente
de uma queda d'água ou o vento, ou de um ciclo termodinâmico.

AS PRINCIPAIS FONTES
DE ENERGIA ELÉTRICA
SÃO:

Hidráulica Térmica Eólica

Solar Carvoeira Nuclear

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FONTES DE ENERGIA E SUAS PRINCIPAIS UTILIZAÇÕES

FONTES DE ENERGIA
ELÉTRICA NO BRASIL

A facilidade de transporte da eletricidade e seu baixo índice de


perda energética durante conversões incentivam o uso da energia
em grande escala no mundo todo, inclusive no Brasil.
Fontes renováveis, como a força das águas, dos ventos ou a
energia do sol e recursos fósseis, estão entre os combustíveis
usados para a geração da energia elétrica. Por meio de turbinas e
geradores podemos transformar outras formas de energia, como a
mecânica e a química, em eletricidade.

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UHE Belo Monte, UHE Belo Monte, a maior usina hidrelétrica 100% brasileira. O Brasil
possui a matriz energética mais limpa e renovável do planeta e a Usina Hidrelétrica
Belo Monte, instalada no rio Xingu, no Pará, contribui para este resultado.

ENERGIA HIDRELÉTRICA:
AS ÁGUAS QUE MOVEM O BRASIL
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostra em seu site que,
pela abundância de grandes cursos d’água, espalhados por quase
todo o território brasileiro, a fonte hidrelétrica está no topo da
matriz elétrica brasileira.
Políticas públicas, implementadas nos últimos anos, no entanto, têm
feito aumentar a participação de outras fontes nessa matriz.
A utilização de outros recursos naturais para geração de energia
elétrica deve como fontes complementares, por exemplo, energia
eólica, energia solar, biogás, etc.

VOCÊ SABIA?
A Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional, localizada em Foz
do Iguaçu, PR, é responsável pelo fornecimento de 8,4%
de toda a energia consumida pelo Brasil e 85,6% do
consumo Paraguaio.

Toda esta geração de energia é suficiente para abastecer


36 milhões de lares, ou 3x o tamanho da cidade de São
Paulo, por exemplo!

36 milhões de lares 3X a Cidade de São Paulo

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Parque Eólico Lagoa dos Ventos, Piauí -
inaugurado em 2021 como sendo o maior
parque eólico do Brasil

ENERGIA EÓLICA
Mas o que é energia eólica?
A energia eólica é, basicamente, aquela obtida da energia cinética
(do movimento) gerada pela migração das massas de ar
provocada pelas diferenças de temperatura existentes na superfície
do planeta.
Não existem informações precisas sobre o período em que ela
começou a ser aplicada, visto que desde a Antiguidade a energia
mecânica era utilizada na movimentação dos barcos e em
atividades econômicas básicas como bombeamento de água e
moagem de grãos.
A geração eólica ocorre pelo contato do vento com as pás do
cata-vento, elementos integrantes da usina.
Ao girar, estas pás dão origem à energia mecânica que aciona o
rotor do aerogerador, que produz eletricidade. A quantidade de
energia mecânica transferida – e, portanto, o potencial de energia
elétrica a ser produzida – está diretamente relacionada à densidade
do ar, à área coberta pela rotação das pás e à velocidade do vento.

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O Brasil é favorecido em termos de ventos, que se caracterizam por
uma presença duas vezes superior à média mundial e pela
volatilidade de 5% (oscilação da velocidade), o que dá maior
previsibilidade ao volume a ser produzido.
Além disso, como a velocidade costuma ser maior em períodos de
estiagem, é possível operar as usinas eólicas em sistema
complementar com as usinas hidrelétricas, de forma a preservar a
água dos reservatórios em períodos de poucas chuvas. Sua
operação permitiria, portanto, a “estocagem” da energia elétrica.
Finalmente, estimativas constantes do Atlas do Potencial Eólico de
2001 (último estudo realizado a respeito) apontam para um
potencial de geração de energia eólica de 143 mil MW no Brasil,
volume superior à potência instalada total no país, de 105 mil MW
em novembro de 2008.

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VOCÊ SABIA?

FONTE:
https://www.gov.br/pt-br/noticias/energia-minerais-e-combustiveis/2022/04/brasil-sobe-para-a-sext
a-posicao-em-ranking-internacional-de-capacidade-de-energia-eolica

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E SOBRE
ENERGIA SOLAR?
A energia solar chega à Terra nas formas térmica e luminosa.
Segundo o estudo sobre Outras Fontes constantes do Plano
Nacional de Energia 2030, produzido pela Empresa de Pesquisa
Energética, sua irradiação por ano na superfície da Terra é
suficiente para atender milhares de vezes o consumo anual de
energia do mundo.
Essa radiação, porém, não atinge de maneira uniforme toda a crosta
terrestre, dependendo da latitude, da estação do ano e de
condições atmosféricas como nebulosidade e umidade relativa do
ar.
Ao passar pela atmosfera terrestre, a maior parte da energia solar
manifesta-se sob a forma de luz visível de raios infravermelhos e de
raios ultravioleta.
É possível captar essa luz e transformá-la em alguma forma de energia utilizada
pelo homem: térmica ou elétrica. São os equipamentos utilizados nessa
captação que determinam qual será o tipo de energia a ser obtida.

Se for utilizada uma superfície


escura para a captação, a energia
solar será transformada em calor.
a

Se utilizadas células
fotovoltaicas (painéis
fotovoltaicos), o resultado será a
eletricidade.

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Os equipamentos necessários à produção do calor são chamados
de coletores e concentradores – pois, além de coletar, às vezes é
necessário concentrar a radiação em um só ponto. Este é o
princípio de muitos aquecedores solares de água.

Para a produção de energia


elétrica existem dois
sistemas: o heliotérmico e o
fotovoltaico. No primeiro, a
irradiação solar é convertida
em calor que é utilizado em
usinas termelétricas para a
produção de eletricidade.

FONTE:
https://www.portalsolar.com.br/energia-heliotermica-ente
nda-como-funciona

O processo completo compreende quatro fases: coleta da


irradiação, conversão em calor, transporte e armazenamento e,
finalmente, conversão em eletricidade.

IMPORTANTE!
Para o aproveitamento da energia heliotérmica é
necessário um local com alta incidência de irradiação
solar direta, o que implica em pouca intensidade de
nuvens e baixos índices pluviométricos, como ocorre
no semiárido brasileiro.

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Como funciona
um sistema
fotovoltaico?

DPS
FONTE: https://lupa.eco.br/ O DPS evita que sobre tensões vinda da rede da
concessionária quando ocorre uma manobra na rede ou
descargas atmosféricas venham a atingir nossos
equipamentos elétricos, sejam parte de eletrodomésticos e
iluminação, fazendo esse surto elétrico ir para o
aterramento.

Já no sistema fotovoltaico, a transformação da radiação solar em


eletricidade é direta. Para tanto, é necessário adaptar um material
semicondutor (geralmente o silício) para que, na medida em que é
estimulado pela radiação, permita o fluxo eletrônico (partículas
positivas e negativas).
Segundo o Plano Nacional 2030, todas as células fotovoltaicas têm,
pelo menos, duas camadas de semicondutores: uma positivamente
carregada e outra negativamente carregada, formando uma junção
eletrônica. Quando a luz do sol atinge o semicondutor na região
dessa junção, o campo elétrico existente permite o estabelecimento
do fluxo eletrônico, antes bloqueado, e dá início ao fluxo de energia
na forma de corrente contínua.
Assim como ocorre com os ventos, o Brasil é privilegiado em
termos de radiação solar. O Plano Nacional de Energia 2030
reproduz dados do Atlas Solarimétrico do Brasil e registra que essa
radiação varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2 )
durante o dia, sendo que as menores variações ocorrem nos meses
de maio a julho, variando de 8 a 18 MJ/m2.

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IMPORTANTE!
O Nordeste do Brasil possui radiação comparável
às melhores regiões do mundo na variável
necessária para instalação de usinas solares. O
que, porém, não ocorre com outras localidades
mais distantes da linha do Equador, como as
regiões Sul e Sudeste, onde está concentrada a
maior parte da atividade econômica.

FONTE:
https://www.jornalnh.com.br/noticias/regiao/2021/04/10/energia-solar-cresce-46--no-esta
do-e-expansao-continua.html

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E O BIOGÁS, COMO
ENTENDER ESSA
FONTE DE ENERGIA?

Das fontes para produção de energia, o biogás é uma das mais


favoráveis ao meio ambiente. Sua aplicação permite a redução dos
gases causadores do efeito estufa e contribui com o combate à
poluição do solo e dos lençóis freáticos.
Isto porque o biogás é obtido da biomassa contida em dejetos
(urbanos, industriais e agropecuários) e em esgotos.
Essa biomassa passa naturalmente do estado sólido para o gasoso
por meio da ação de microorganismos que decompõem a matéria
orgânica em um ambiente anaeróbico (sem ar).
Neste caso, o biogás também é lançado à atmosfera e passa a
contribuir para o aquecimento global, uma vez que é composto por
metano (CH4), dióxido de carbono (CO2), nitrogênio (N2 ),
hidrogênio (H2), oxigênio (O2) e gás sulfídrico (H2S).
A utilização do lixo para produção de energia permite o
direcionamento e utilização deste gás e a redução do volume dos
dejetos em estado sólido.

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Na verdade, existem três rotas tecnológicas
para a utilização do lixo como energético.

1 A Combustão direta dos resíduos sólidos.

2 A Gaseificação por meio da termoquímica (produção de calor por meio


de reações químicas).

3
A Reprodução artificial do processo natural em que a ação de
microorganismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição
da matéria orgânica e, em consequência, a emissão do biogás.

VEJA UM EXEMPLO PRÁTICO

FONTE: https://www.gefbiogas.org.br/residuos_urbanos.html

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CONHEÇA O MAPA DAS USINAS DE BIOGÁS NO
BRASIL E NO MUNDO
Biogás no Brasil
Geração Distribuída
75.505,81kW
Capacidade instalada

Geração Centralizada
232.229,80kW
Potência outorgada

307.735,61 kW
369 usinas

BIOGÁS NO MUNDO: 20.150MW


País Capacidade (MW) Fonte
Alemanha 7.459,00 IRENA (2021)
EUA 2.291,00 IRENA (2021)
Reino Unido 1.858,00 IRENA (2021)
Itália 1.432,00 IRENA (2021)
China 903,30 IRENA (2021)
Turquia 748,00 IRENA (2021)
Tailândia 554,30 IRENA (2021)
França 511,00 IRENA (2021)
Brasil 417,20 IRENA (2021)
República Checa 368,00 IRENA (2021)

FONTE: https://energiaebiogas.com.br/biogas-no-brasil

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TRANSMISSÃO
Transmissão de energia elétrica é o processo de transportar
energia entre dois pontos.
O transporte de energia elétrica é realizado por linhas de
transmissão de alta potência, geralmente usando corrente
alternada, que, de uma forma mais simples, conecta uma usina ao
consumidor.
A transmissão de energia é dividida em duas faixas: a transmissão,
propriamente dita, para potências mais elevadas e ligando grandes
centros e centrais de distribuição; e a distribuição, usada dentro de
centros urbanos para levar, por exemplo, a energia de uma central
de distribuição até os consumidores finais.

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DISTRIBUIÇÃO
A rede de distribuição de energia elétrica é um segmento do
sistema elétrico composto pelas redes elétricas primárias (redes de
distribuição de média tensão) e redes secundárias (redes de
distribuição de baixa tensão), cuja construção, manutenção e
operação é responsabilidade das companhias distribuidoras de
eletricidade.
As redes de distribuição primárias são circuitos elétricos trifásicos a
três fios (três fases) ligados nas subestações de distribuição.
Normalmente são construídas nas classes de tensão 15 KV, 23 KV,
ou 34,5 KV.
Nas redes de distribuição primárias estão instalados os
transformadores de distribuição, fixados em postes, cuja função é
rebaixar o nível de tensão primário para o nível de tensão
secundário (para rebaixar de 13,8 KV para 220 volts). Nestas redes
estão ligados os consumidores, que são residências, padarias,
lojas, etc., e também as luminárias da iluminação pública.

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São caracterizados pela DISTRIBUIÇÃO (até a medição, inclusive)
os consumidores industriais, comerciais, urbanos e rurais.
A diferença está nos níveis de tensão em que são atendidos esses
consumidores em função de sua demanda.

COMO OCORRE A TRANSMISSÃO E


DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

FONTE: https://www.epe.gov.br/pt/abcdenergia/infograficos

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ENERGIA
Energia é um termo que deriva do grego "ergos" cujo significado
original é trabalho. A energia física está associada à capacidade de
qualquer corpo produzir trabalho, ação ou movimento.
A energia não pode ser criada, mas apenas transformada (primeiro
princípio da termodinâmica) e cada uma capaz de provocar
fenômenos determinados e característicos nos sistemas físicos.
A unidade de energia no sistema internacional de unidades é o
joule (J). O joule é uma unidade derivada, equivalente a 1 newton
metro

Ou ainda a 1 quilograma de metro quadrado por segundo quadrado.

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ELETRICIDADE
Na eletricidade básica existem quatro grandezas fundamentais, são
elas: TENSÃO ELÉTRICA, CORRENTE ELÉTRICA, RESISTÊNCIA
ELÉTRICA E POTÊNCIA ELÉTRICA, para estudá-las precisamos
entender primeiro sobre o conceito de “cargas elétricas”.
Sabemos que a matéria é constituída por átomos e estes por sua
vez são constituídos por elétrons, prótons, nêutrons e outros.
Qualquer corpo em seu estado normal possui um número igual de
elétrons e prótons (corpo neutro). Os elétrons e os prótons são
cargas elétricas e pelo princípio das cargas sabe-se que cargas
iguais se repelem e cargas diferentes se atraem.

Em determinados processos, podemos retirar ou adicionar elétrons


de um corpo fazendo com que este corpo fique com um número
diferente de elétrons e prótons, através da indução ou atrito por
exemplo.

Nota-se que o corpo A está carregado eletricamente com carga


positiva, possuindo então potencial positivo, já o corpo B está
eletricamente carregado com carga negativa, o que determina seu
potencial negativo e o corpo C está neutro não possuindo
potencial. Eletricidade é o fluxo de elétrons de átomo para átomo
em um condutor e para entendê-la, deve-se pensar na menor parte
da matéria, que é o átomo.

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Todos os átomos têm partículas chamadas elétrons, que descrevem
uma órbita ao redor de um núcleo com prótons. O elemento cobre
é muito empregado em sistemas elétricos, porque é um bom
condutor de eletricidade. Essa conclusão pode ser facilmente
verificada observando-se a figura ao lado, o átomo de cobre
contém 29 prótons e 29 elétrons, esses elétrons estão distribuídos
em quatro camadas ou anéis.
Deve-se notar, porém, que existe apenas um elétron na última
camada (anel exterior). Esse é o segredo de um bom condutor de
eletricidade, elementos cujos átomos têm menos de quatro elétrons
em seus respectivos anéis exteriores são geralmente denominados
”bons condutores”. Elementos cujos átomos têm mais de quatro
elétrons em seus respectivos anéis exteriores são maus
condutores.

São, por isso, chamados de isolantes. Poucos elétrons no anel


exterior de condutores são mais facilmente desalojados de suas
órbitas por uma baixa tensão, para criar um fluxo de corrente de
átomo para átomo.

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Nesta aula, vimos:
• A Geração de energia elétrica
• As Fontes de energia elétrica no Brasil
• Energia Hidrelétrica
• Energia Eólica
• Energia Solar
• Energia com Biogás
• Como ocorre a transmissão e distribuição de energia
• O que é Energia
• O que é Eletricidade

Na próxima aula
Entenderemos um pouco mais sobre o passado da
eletricidade, de onde ela veio, como foi desenvolvida, de
onde nasceram algumas regras básicas que nós
profissionais devemos seguir nos dias de hoje e muito
mais!

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