CADERNO PARA PROFESSORES/AS CRIANÇAS ESCOLA DOMINICAL

1- APRESENTAÇÃO

2- INTRODUÇÃO

3- CONHECENDO AS CRIANÇAS

4- CONHECENDO A BÍBLIA - Antigo Testamento - Leitura c/ a Criança - Novo Testamento

5- CONHECENDO E VALORIZANDO NOSSA LITERATURA

6- CONHECENDO A NOSSA IGREJA

7 - CONHECENDO O E.C.A ( Estatuto da Criança e do Adolescente )

8 - CONHECENDO OS MELHORES MÉTODOS

9 - SUGESTÕES DE ATIVIDADES- Jogos e Brincadeiras - Criatividade - Oficina de Bonecos - Música

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2 - INTRODUÇÃO

• Lúcia Leiga de Oliveira

Em nosso ministério junto às crianças devemos nos colocar como aqueles e aquelas que Deus capacita para sermos facilitadores/as da aprendizagem, vivenciando experiências junto com elas e aprendendo delas. LC. 18.17 - “Em verdade vos digo : Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira alguma entrará nele.” Inspirados/as por estas orientação/ções bíblica/bíblicas, desenvolvemos nosso ministério, tendo sempre presente alguns desafios que precisam estar constantemente sendo trabalhados através de uma Capacitação contínua. Neste sentido, é importante que o/a professor/a esteja atento para algumas questões: 1- Conhecer a Criança O/A professor/a precisa buscar sempre conhecer melhor as crianças - suas características, o meio em que vivem, as coisas que influenciam seu desenvolvimento. As crianças aprendem muito mais quando têm oportunidade de desenvolver todas as dimensões da sua personalidade: físicas, psicológicas, cognitivas (conhecimentos,) sociais e religiosas. 2- Crescer na busca do Conhecimento: . da realidade que vivemos . da leitura da Bíblia (crítica) . da história e caminhada da Igreja. Não existem pessoas que sabem tudo. É através do estudo, da comunicação, da reflexão e da troca de experiências que crescemos na fé e na capacidade para facilitar o crescimento das crianças com as quais trabalhamos. A capacitação não ocorre num momento de encontro e curso apenas. Ocorre durante toda a vida, através do aproveitamento de todas as oportunidades que são colocadas diante de nós. 3- Aprender e escolher os melhores métodos A escolha do método relaciona-se a alguns fatores importantes na prática docente do/a professor/a: - conhecimento da criança; - o conteúdo a ser apreendido pela criança; - a interação professor/a - aluno/a Estando seguro e atento a estes fatores, o/a professor/a, encontrará o momento propício de optar pelo método mais adequado. E o que é o método? É o modo de trabalhar. E qual o melhor método? É aquele que se adequa as características e condições do processo de ensinoaprendizagem que se necessita. Têm muitos/as educadores/as descobrindo métodos mais criativos que podem nos ajudar. Precisamos pesquisar estes métodos e adequá-los ao nosso trabalho.

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4- Encontrar Recursos para o nosso trabalho . com motivação e criatividade podemos conseguir os recursos que necessitamos. - Em minha igreja não temos retro-projetor. Alguém pode dizer: mas posso conseguir um efeito bem maior usando uma caixa de papelão e quadros de papel (como um televisor). O que queremos dizer é que a falta de recursos financeiros não é o motivo para desanimarmos. Temos que responder este desafio com um pouco de criatividade. Tem muita gente nos ajudando neste processo. Portanto, para realizar bem o nosso trabalho junto às crianças, devemos estar sempre atentos a estes desafios: - Conhecer a criança (com quem trabalho) - Estudar (o que/conteúdo) - Escolher o método adequado (como?) - Criar os recursos necessários (com o quê?)

VAMOS EM FRENTE!

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Apresenta vocabulário simples e restrito. 7. 11.Sente necessidade de expressar. Utilizar vocabulário conhecido pelo grupo. Estabelecer limites de suas atitudes.Trazer atividades diferenciadas (curtas e repetitivas) 14. 10. A pessoa mais próxima é seu referencial. a atenção para si.LAS 1. Responder somente aquilo que a criança perguntar. 14. tais como: higiene. 5. 18. 4.Incentivar e proporcionar situações para o desenvolvimento do mesmo. repetida e com gestos). 9.Expressar-se através de pinturas. Incentivar com histórias. Começa a verbalizar várias partes do seu corpo. 13. Começa a alimentar-se. 3. Começa a desenvolver os pequenos músculos. alimentação.Oferecer variedades de atividades que estimulem a coordenação motora.Levar a criança ao desencorajamento de determinadas atitudes e fortalecer o companheirismo.Ativa. de fácil compreensão. Incentivar a música (curta.Dar oportunidades de exteriorizar as suas vivências. como: choro. Procurar colocá-la em ambiente aconchegante. 19. objetos isolados e gravuras.doc . COMO APROVEITÁ. Começa a falar.Apresenta sentimento que demonstra sua fragilidade.Continua agressiva. 16.CONHECENDO AS CRIANÇAS DE 0 A 12 ANOS 0 a 3 anos CARACTERÍSTICAS 1. sentir e pensar no que é concreto. 15. 2. etc. 2.Gosta de ouvir. Oferecer objetos concretos de diversos tamanhos. 3. Ter uma relação de afeto com a criança.versão de 31/10/2005 4 . outros. gradativamente. 13. conversas informais.Continua com o poder de concentração limitado. Incentivar quando fizer algo certo. 7.Ainda é egocêntrica apesar de já estar aberta a pequeno grupo 16.3 . Cansa facilmente. 5. verbalmente. 6. inserindo.Enriquecimento da linguagem oral. 8. 12. 12.. 4. 6.Estimular atividades coletivas e de cooperação. 17. Aos poucos ajudá-la a separar o fato real da fantasia.. 20. 10.Introduzir vocábulo novo.Vive no mundo do faz-de-conta: gosta muito de imaginar-se através da troca de papéis. agressividade.Está pronta para desenvolver aprendizagem de hábitos e atitudes do seu dia a dia. 15. Começa a apresentar a diferença básica entre os sexos. 11. Aprende a andar (9 a 15 meses). Começa a tomar consciência do certo e errado. agradável. 9.. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. 8. Estimular o processo. modelagens. Dar atividades curtas e variadas.

19. dar segurança. Usar sempre palavras que as crianças compreendam. passeios. 9 . jogos. Proporcionar atividades para que as crianças possam usar seu senso de investigação e curiosidade. 5. Contar história..Brincar com a criança. 13. para que elas não dispersem a sua atenção. imitar sons diversos (animais.Gostam de música. provocando sua locomoção.Tem pouco poder de concentração. tinta e barro. 2. buzina). Proporcionar experiência com água.São curiosas. pintura com guache.Cansam facilmente. gosto.Deixar a criança compartilhar. 11. observando se todas estão participando. 10.17. História. 3. 6.São ativas. 7 . 2. 7. colagens. 18.versão de 31/10/2005 5 . desenhos em diferentes texturas.Tem vocabulário limitado. com gestos. COMO APROVEITÁ-LAS 1. dentro e fora da sala. sem ficarem cansadas. 4. 2 . conversas informais. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.. possam mudar de uma para outra.doc . Histórias. Selecionar músicas que trabalham o esquema corporal. pegar no colo. 9. cânticos. deixando-a livre para expressar-se. 6 . Deixar que as crianças elaborem as regras do grupo. Providenciar várias atividades para que as crianças.Gostam de histórias. precisam ser curtas e do interesse das crianças.Entendem linguagem simples.Gostam de "fazer de conta". livrinhos de tecidos. 4 . Brincar de casinha. Contar histórias. cânticos. Oferecer brinquedos de borrachas. 4 e 5 Anos CARACTERÍSTICAS 1 . cheiro. etc. 4. através do tato.Gostam de brincar. Colocar objetos que chamem sua atenção.. Tem pouco controle dos músculos menores. etc.Gostam de conversar.Desenvolver atividades que permitam a participação direta da criança. o/a professor/a deve estar certo/a de que as crianças podem entendê-la bem. atividades. 8. mostrando gravuras. 3 . Utilizar mesinha para o lanche. 12. 5 .Gostam de ser elogiadas. 8 .Estão exercitando os músculos maiores. 3. utilizando bonecos(as). músicas. Oferecer alimento sólido e agradável (trazido pelos pais). músicas.Estimular através da oferta de materiais que proporcionem estes desenvolvimentos. Planejar contato com a natureza. conversas. 10. SUGESTÕES 1. Nas histórias.

• estão crescendo e cansam-se facilmente. Geralmente a criança nesta idade faz muitas perguntas e espera receber uma resposta (e esta resposta deve ser verdadeira). 8. tinta. Lembre-se que as crianças desta idade gostam muito de repetição. Dar oportunidade para que a criança possa dramatizar ou "fazer de conta".Brinque e trabalhe com as crianças. SUGESTÕES 1 .Intercale períodos de atividades mais lentas com outras mais ativas. figuras e orações não devem conter símbolos e sim. 13. Tenha sempre. Tenha sempre música na sala. 2. etc. pular. Cante com as crianças sempre que houver oportunidade. • está aprendendo a ler e a escrever. Encoraje as crianças para que elas também contem a suas histórias. uma linguagem simples que as crianças entendam. com a natureza. sapato.Aspecto Emocional: d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. 3 .doc . Os/as professores/as precisam compreender estas características e procurar ouvir a criança. Procure sempre utilizar uma palavra de estímulo e elogio 10. 2 . dê sempre papel grande e lápis grande também. (Trabalhe com sons e confecção de instrumentos com sucata).versão de 31/10/2005 6 . 3. histórias. 12.Desenvolver atividades musical 7 A 9 Anos CARACTERÍSTICAS 1. para o "faz de conta" das crianças. (Estão no período concreto. As crianças desta idade aprendem muito através do brinquedo.As crianças desta idade não podem entender símbolos. Através do brinquedo elas terão oportunidade de praticar o viver cristão. É preciso lidar com o concreto e também com o abstrato. teatro. não se incomoda em repetir uma história várias vezes.Aproveite para contar muitas histórias. • tempo de concentração ainda é limitado. • aprendendo a ser responsável pelos seus atos. etc). • mais prática do que teórica. cânticos. brincando de casinha. guarda-chuva. Proporcionar experiências para que a criança possa correr. 11. chapéu.Estimular atividades com água. 9. para que a criança possa desenhar melhor.5.etc. Providencie roupa.Aspecto Mental: • começa a desenvolver a noção do certo e do errado. (pedir aos membros da igreja estes objetos). 4 . Para desenho. também.. Por isso. blocos e dê bastante tempo para brincar.Explorar atividades lúdicas (brincadeiras.Aspecto Físico: • muita energia (necessita de expressão e expansão). ao ar livre. de gente grande. é lenta e meditativa. Dê tempo para a criança descansar. 6. barro.Variar as atividades com constante freqüência. • dificuldade de verbalização. porém em linguagem adequada). 7.

Estimular a participação da criança nas atividades. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. • Nunca deixar as perguntas sem respostas. Começa uma consciência de sua capacidade intelectual. 4. • Oferecer tempo suficiente para assimilação e responder perguntas com clareza. sua compreensão de Deus já cresceu começando a entender conceitos abstratos.versão de 31/10/2005 7 . Explorar atividades que ajudam no desenvolvimento da coordenação motora. 10 a 12 Anos CARACTERÍSTICAS 1234Fase de grandes transformações e uma certa instabilidade nos relacionamentos. Começa ver os fatos como realmente eles são. 2.Utilizar histórias que abordem: amor. dinâmicas.doc . tende a ser medrosa. dicionário). honestidade. ilustradas e participativas. 4. É bastante ativa.Atividades movimentadas e alegres as que motivem: bandinhas. fé.Interessa-se muito em ler livros onde aparecem heróis e identifica-se com eles. • Incentivar a solidariedade e oportunidades de sair do seu egocentrismo visando o bem-estar de outros e da comunidade. Há um grande desenvolvimento do pensamento realista e objetivo. • Discutir termos como: respeito.Aspecto Espiritual de sua fé: • Embora esteja num mundo essencialmente concreto. COMO APROVEITÁ-LAS 1. 5.Atividades em grupos. Ex: desenhos. perdão. • Incentivar atividades que enfatizam a responsabilidade. • Dizer sempre a verdade com respostas simples. Utilizar recursos visuais 2.• É imprevisível (ora alegre. confiança. • Sensibilidade e respeito vão corrigir a criança. jogos lúdicos. como sujeito direto do seu desenvolvimento 3. 6. • Aproveitar a curiosidade para pesquisar. preferem brincar em grupos. etc. pesquisas (revistas. ora chateada) sensível. Gosta de histórias dos heróis da Bíblia. irrita-se com facilidade e não gosta que riam dela. ainda que tenha de responder depois. • Histórias objetivas. colagem. SUGESTÕES 1.Possui grande facilidade em identificar-se e reproduzir comportamentos.Incentivar a leitura e a escrita nas atividades. • sente curiosidade a respeito de assuntos existenciais e religiosos. 3. • Quer saber o "por quê" das coisas.

b) ser paciente.versão de 31/10/2005 8 . 3. aprenda: a) a repartir. com relação a fé. OBSERVAÇÕES PARA PAIS E PROFESSORES/AS . pesquisando e indicando fontes como a bíblia e outras literaturas. 13. raça.A criança terá a primeira noção de Deus pela convivência com pessoas cristãs que expressam sua fé através dos atos. 14. repartindo. 11.Tenta buscar ela mesma. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.7. aguardando a sua vez. soluções para seus problemas e dificuldades. 12. compartilhando algo com seu amiguinho.Relatar qualquer anormalidade que tenha ocorrido com a criança. condições econômicas e social.Por ser um período de busca da auto-afirmação a criança se apresenta competitiva.Estimular a leitura de bons livros e indicá-los. . 5.Apresenta algumas dificuldades de relacionamento com o sexo oposto. jograis. a partir dela. barulhenta e briguenta. .Tem uma imensa curiosidade pelo mundo. 4.Tem necessidade de descobrir o mundo e de procurar sentido para a vida. 8. memorizam. celebrações.Abrir espaços para o diálogo entre educador/a e criança fazendo com que esta possa expressar seus sentimentos. A criança quer mais liberdade de ação. SUGESTÕES: 1.Estimular a execução de atividades em grupos para fazê-las sentir que isso é possível. 10. escutam e imitam. 9. deve-se dar valor à pergunta por quê e.Selecionar atividades que não constranjam como fase de seu desenvolvimento psico-sócioemocional. levar a criança a analisar os fatos. 7. pela experiência. . interpretações de fatos.Nesta idade a criança necessita ver como a fé acontece na prática. como também de descobrir a importância desses para sua vida.doc .Proporcionar oportunidades para a realização de teatro de atividades.Não desenvolver preconceitos quanto a cor.Reunir com os pais para trocar experiências. mas observá-la discretamente.Não super proteger a criança. Observam. 15.Deixar que a criança. 2.Mostram a necessidade de entender Deus e os valores religiosos. nas brincadeiras de dramatização.Evitar comparações entre meninos e meninas e não cobrar dos meninos o que não podem fazer. Gradualmente deve ser levada a perceber que o amor de Deus por ela se expressa através das pessoas que a cerca com amor e carinho. mais independência. 6. a julgar os acontecimentos e a concluir para sua vida. c) a compartilhar.O desenvolvimento do pensamento lógico pode ser notado neste sentido.Está desenvolvendo a capacidade de trabalho em equipes. d) que através da troca de papéis com os diferentes membros da família. . ela passe a apreciá-los.Facilitar a busca para seus questionamentos. .

Chamaram esta fé de: fé humana. 1992. Ao mesmo tempo em que os vários testemunhos bíblicos e aqueles encontrados em nossas igrejas ressaltam a segurança que a fé em Deus proporciona. Alguém poderia perguntar à você: qual a maior preocupação que você tem em sua vida? O que hoje faz você viver? Alguns estudiosos da fé relacionaram o seu conceito com estes tipos de perguntas. é importante ressaltar que ao expor a nossa fé. A fé está relacionada aos significados e sentidos que damos à vida. como relação. • • • • • Corrigida firme fundamento Atualizada . 1 FOWLER. Deve-se visualizar também que o ser humano enquanto social. se formos pesquisar as diferentes formas de falar de um mesmo texto nas diversas traduções da Bíblia. que começa a apontar os primeiros indícios de fé para o bebê.A CRIANÇA E SUA FÉ Blanches de Paula Para tratarmos sobre fé. experiência com Deus. p. A fé. Sinodal. A raiz da palavra fé. São Leopoldo. lealdade. de desenvolver a sua fé. J. E ainda. de alguma forma. E. onde outras formas de encarar as questões da vida se diferenciam. Entre os dois há uma fidelidade. algo para valorizar e que nos dê valor. começa nos primeiros anos de vida. compromisso.doc . quando o bebê. Mas como fundamentar a premissa da relação da fé com o desenvolvimento humano? Voltemos para o subsídio psicológico. 17. está inserido em determinado grupo. relaciona a fé ao significado atribuído à vida e também a um reconhecimento da necessidade do outro. poderemos encontrar uma série de textos que denotam e falam sobre fé. Há muito. A interação com o outro influencia na forma de dar um significado à vida. A fé está intimamente ligada à busca de segurança em alguém ou algo que seja considerado o centro da vida humana: “procuramos algo para amar e que nos ame.1 Fowler. fidelidade. até nos arriscar. a fé é muito mais do que algo que nos cativa. algo para honrar e respeitar e que o poder de sustentar nosso ser”. pois ela está ligada às perguntas pela vida e suas relações. O texto clássico que fala sobre fé se encontra em Hb 11. Há uma relação do desenvolvimento humano com a fé. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. o autor da teoria dos estágios da fé. expomos também o risco que tomamos pela vida. a fé se relaciona também com o conhecimento: a forma mais alta do conhecimento. Se nos voltarmos para o texto bíblico. é necessário rever o seu próprio conceito. notaremos uma relação ampla com a vida concreta e com o cotidiano.versão de 31/10/2005 9 . interage com seus pais ou responsáveis. E é justamente dentro do patamar das relações que pode-se visualizar a importância deste estudo para a vida da criança. pois por ela podemos fazer tudo. segurança. Desta forma começamos a visualizar a fé de um outro ângulo. Estágios da Fé.Certeza Posse antecipada Modo de já possuir Certeza ALMEIDA JERUSALÉM PASTORAL LINGUAGEM DE HOJE Ligada à uma certeza . Relacioná-la com aquilo que mexe com a gente. vem do grego “pistis” e está intimamente relacionada com confiança. no sentido mais profundo da nossa existência. desafio diante de situações difíceis e muitas vezes sem saída. com o que valoriza a nossa vida e o que nos faz continuar vivendo. este conceito tem se fixado em preceitos bíblicos.1.4 .

2 .genética . São. inclusive foi não considerar na sua abordagem dos estágios do desenvolvimento humano a peculiaridade da mulher. Explicando melhor: cada estágio do desenvolvimento humano.Estágios do Desenvolvimento Humano na Criança. A teoria dos estágios do desenvolvimento humano encontrada em Erikson ressalta o crescimento cronológico e um contínuo desenvolvimento humano.1 . que pode contrabalançar os terrores da separação e do abandono” 2. Erikson considerou como que o ser humano se organiza psiquicamente da infância até a velhice. que não é só cronológico. a criança não se fixa somente na oralidade (amamentação. Estas. 54.1. são momentos de teste de confiança na vida do bebê. porém objetivas a continuidade do desenvolvimento da pessoa.Confiança Básica versus Desconfiança Básica Este estágio do desenvolvimento humano corresponde ao período do nascimento até em torno de 1 ano e 6 meses. É como se o estágio do desenvolvimento que ainda vou vivenciar dependesse do estágio que estou vivendo.1 . Para se falar em psicologia do desenvolvimento. cada estágio de vida humana vivencia crises. sentindo-se querida e incluída nos significados dos pais. Uma de suas limitações.Dimensão Individual . como assim foi denominada as teoria. O nascimento dos dentes bem como a sensação de perda sentida pelo bebê quando a mãe sai. Esta vivência está relacionada com o equilíbrio das três dimensões destacadas acima.Dimensão Cultural . percorrendo toda a vida humana. está vinculado com outro estágio. deve-se salientar que Erik Erikson foi um culturalista que considerou a cultura e o aspecto social como indispensáveis para a descrição das várias idades do homem.Psicologia do Desenvolvimento e a Fé.Sociedade Ele ressaltou que a identidade de cada pessoa é uma inter-relação e um equilíbrio entre as três dimensões. 1. Na sua teoria de desenvolvimento humano. Evidentemente que cada estágio pode ser vivenciado de forma sadia ou patológica ( doentia ). p. Os representantes deste novo mundo são seus responsáveis ou pais. sente um senso interior de fidedignidade e confiabilidade.Dimensão Biológica . seio materno).2. portanto. mas também na aquisição de novas experiências. Segundo Erikson.versão de 31/10/2005 10 .A pessoa em si .doc . Abaixo será destacado quatro estágios do desenvolvimento humano abordados por Erik Erikson que envolvem a infância.Herança dos pais . A presença familiar estabelece um contato social com o bebê. Para o bebê não há separação entre ele e o outro. 1. “A criança. Elas são encaradas como oportunidades para um crescimento sadio. necessárias. Sua teoria está fundamentada em três dimensões: . Os pais 2 Idem. Para Erikson. A confiança desenvolvida na criança está vinculada com sua relação com o novo mundo. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.

O senso de produtividade será indispensável para a sua participação no seu ambiente e para a formação da noção de profissão. Relacionado à genitalidade infantil. A educação desponta na frente da criança mostrando as virtudes e os insucessos próprios da cultura.2. A idade escolar começa a fascinar a criança.2 . Em relação à vergonha e dúvida.3 . O aspecto produtivo treina a criança como trabalhadora e reconhecedora de algo que ela mesma construiu.agarrar ( reter ) e/ou soltar. Corresponde à criança de 18 à 3 anos mais ou menos.doc . Neste momento a criança começa a se sentir ela mesma. O reter e o eliminar são “testes” do próprio sentido do estágio. onde a vergonha se dá pelo que é visto ( traseiro ). Na nossa cultura a vergonha está relacionada a um sentimento de culpa. Erikson considera que a religião tem uma relação muito grande com a confiança.devem permitir que as crianças dêem um significado em tudo que fazem. pode denotar culpa. A virtude 3 deste primeiro estágio é chamada de esperança. 1. 1. 1. onde se misturam sonhos e conquistas. 3 A referência à palavra virtude é feita no sentido de uma síntese sadia do estágio do desenvolvimento humano d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. A virtude deste estágio é a força e o senso de lei e ordem. O referencial lúdico. nesta idade é de suma importância.Autonomia versus vergonha e dúvida. utensílios de sua própria cultura. A criança passa pelo jogo do olhar. Há uma vontade de conquista. Neste estágio ressaltam-se os cuidados com a higiene pessoal . Ela começa a aprender a utilizar as ferramentas.Iniciativa versus culpa Estágio corresponde à criança de 4 a 5 anos. É hora de se voltar para a escola. auto-julgamento. descobrindo novas áreas. A autonomia se evidencia quando a criança começa a se desvincular de certas dependências anteriores. vincula-se à exposição da criança e do produto de seu corpo ao público bem como o fato de possuir um traseiro. As crianças começam a andar e a falar. pois as crianças estão vivenciando os papéis sexuais pela primeira vez. Para ele a religião é a mais antiga e duradoura instituição à serviço da restauração ritual de um sentimento de confiança. Outro lado importante é que há uma percepção das diferenças entre a criança e os outros.versão de 31/10/2005 11 .4 . O que se recomenda aos pais ou aos responsáveis pela criança é o contar histórias da vida em sociedade e em família.Indústria versus inferioridade Este estágio corresponde à idade de 6 anos em diante. As chamadas “vozes constrangedoras dos pais “e do próprio ambiente cultural.2.2. a criança se mostra mais ativa. ataque pelo prazer. É muito importante para o exercício do imaginário da criança bem como de sua visão de futuro. É a idade onde é chamada a época do não. Esta virtude desencadeia uma convicção firme de suas atitudes e sua posterior realização. A virtude deste estágio é o propósito.

Abaixo está um quadro comparativo dos estágios de Erikson e Fowler. Fé Conjuntiva ( Meia-Idade e depois ). Para Rizzuto “toda criança antes da idade escolar já tem uma imagem de Deus”. A confiança na vida e no mundo estão ausentes por uma qualidade dos provedores e de assistência inadequados. Deus mora no céu. em direção aos quais deveríamos impelir as pessoas. 6. 2 . Eles também não representam alvos educacionais ou terapêuticos. Fowler acredita que as pré-imagens de Deus estão inseridas neste primeiro estágio. 3. Fé Intuitivo-Projetiva ( Primeira Infância ) Fé Mítico. Traz o conhecimento dos estágios anteriores e forças para o seguinte. 2. Fé Sintético.Literal ( Anos Escolares ). Estágios Psicossociais de Erikson Confiança versus Desconfiança Autonomia versus Vergonha e Dúvida Iniciativa versus Culpa Indústria versus Inferioridade Identidade versus Confusão de Papéis Intimidade versus isolamento Generatividade versus Estagnação Integridade versus Desesperança Estágios de Fé de Fowler Fé indiferenciada ( Lactância ).Convencional ( Adolescência ) Fé Individuativo. Os estágios da fé em Fowler devem ser encarados no sentido de um movimento em espiral. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. OS ESTÁGIOS DA FÉ DE FOWLER A teoria dos estágios da fé em Fowler não devem ser compreendidos como uma escala de realização pela qual se poderia avaliar o valor das pessoas. 2. É necessário que o bebê sinta-se querido e bem recebido em seu ambiente.8 ).doc .1 Lactância e Fé Indiferenciada A dependência do bebê é muito maior do que a de outros mamíferos. 4.Fé Intuitivo-Projetivo Acontece neste estágio o fenômeno da imitação e dos por quês.Reflexiva ( Início da Fase Adulta). As novidades encontradas pelas crianças ainda não tem categorias e nem mesmo estruturas desenvolvidas previamente. mas é encontrado em imagens antropomórficas. As discrepâncias sociais podem advir como uma barreira para a criança que se sentirá incapaz para o desenvolvimento de sua curiosidade bem como o interesse pelo conhecimento. onde ainda não se pode diferenciar a si mesmo dos outros. 5. Não sabe comparar diferenças. sendo Ele quem dá crescimento ( I Cor 3.7 ). Fé Universalizante 1. As pesquisas neste campo ainda são muito restritas. Quando não é reconhecida ou mesmo preparada pelos pais e pela sociedade para uma vida escolar. 2.O perigo para a criança nesta idade-estágio é a inferioridade. A virtude desenvolvida neste estágio é a competência.versão de 31/10/2005 12 . 2. Os provedores representam a dependência e uma relação com alguém poderoso. Fowler não invalida nem desconsidera que a fé seja dom de Deus.2 . ( Ef.

no início até metade do presente estágio intuitivo-projético ela associa sempre a um final feliz. Mistura-se a realidade coma fantasia. Deus faz o que acha ser o melhor. É conhecido pela TV. assim como os pais ( ou responsáveis ). O pensamento da criança. Deus está relacionado com atitudes dos pais. pode ser visto num cartão. Há uma diferenciação do eu e do outro. Misturam-se ensinamentos paternos com formulações próprias.versão de 31/10/2005 13 . Dependendo do grupo religioso. Evidentemente que os pressupostos aqui destacados não podem ser considerados como uma camisa de força para toda e qualquer realidade da criança. Na outra metade do estágio pode se detectar o medo da morte. Os nãos-tabus e proibições são projetadas e se vinculam à sexualidade e à religião. tendo uma fé adulta precoce. A criança tende a um literalismo que vem em forma de regras e atitudes morais. O sadio neste estágio seria uma narrativa coerente da experiência. Cada criança fala para si mesmo. É necessário ressaltar que os subsídios delineados acima é pequena abordagem da relação da fé com o desenvolvimento humano da criança. fala por sinais. 2. O diálogo entre as crianças parecem mais monólogos duais. As estórias contadas para as crianças abrem um grande cenário para a formação de imagens as quais. A criança constrói um mundo mais ordenado. Consideram-se as vitórias e os mitos de forma literal. O que é salutar é o bom uso da imaginação pelas estórias incentivando assim a criança. O perigo está presente nas imagens irrestritas de terror e destrutividade.Fé Mítico-Literal 7-11 Neste estágio há a presença do pensamento lógico. As características de Deus São: Está no céu. Deus continua a ser entendido em termos antropomórfico. Ex: o uso das parábolas. A criança fala sobre sua própria experiência. Ele pode errar. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. a criança pode se tornar rígida consigo mesma. A imaginação flui para a brincadeira. Apresenta a realidade à criança por uma história e pessoas que apresentam confiabilidade é uma coisa.doc .3 . Nos espaços de aprendizagem é necessário criar um ambiente em que a criança expresse livremente as imagens que está formando. é descrito como homem. A criança tende a investigar e a testar o novo ( ensinamento dos adultos ). a presença dos limites da vida. A relação com Deus é de reciprocidade. expressão de bondade que vence o mal. uma sistematização do espaço e do tempo. Se espalha por todo o mundo. O perigo seria um perfeccionismo super-controlador.A percepção de Deus está centrada em símbolos e imagens concretas. Deus é um velho de barba branca e com mais detalhes. suas percepções e experiências para ela são os únicos disponíveis. a negligência ou uma extrema reciprocidade. Começa a diferenciar o natural do sobrenatural. A justiça de Deus é baseada também na reciprocidade. Deus para a criança se torna mais pessoal.

aí foram colecionadas.T.T. como se relacionaram mutuamente. . assim poderemos nos inspirar na tarefa de ser igreja hoje. Um processo longo que resultou em várias cópias que se espalharam por vários lugares. por que não foram selecionados para entrar na coleção do N. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. além dos escritos no N. algumas informações que podemos encontrar em cartas comerciais ou escritos dos políticos da época. Novo Testamento não surgiu não surgiu da noite para o dia. exige de nós uma melhor compreensão do processo que a igreja cristà viveu nas suas origens.. depois virou texto para compartilhar com outras comunidades.T.T. muitos deles ainda temos acesso hoje e são conhecidos como apócrifos.. outras podemos encontrar em textos antigos e contemporâneos ao próprio N. por exemplo: quando queremos saber sobre a história dos cristãos na Palestina podemos recorrer ao N. Por isso é importante perceber como viveram as comunidades dependendo da região onde situavam-se e como se relacionavam com a sociedade ao redor. Para nós é importante perceber como foi que as primeiras comunidades resolveram seus conflitos.versão de 31/10/2005 14 .T.T. A formação do Novo Testamento surgiu a partir de experiências concretas da comunidade.T. Muitas das informações sobre a história do cristianismo das origens são colhidas do N.doc . 2.T. Podemos dizer que o N. Hoje temos muitas pessoas que fizeram diferentes estudos sobre o Império Romano no período onde surgiu o cristianismo. ou quando nos interessa algo sobre o cristianismo na Ásia Menor interessa. Primeiro ele foi vivências de comunidades. é um livro feito durante a caminhada da vida de muitas comunidades. A FORMAÇÃO DO N.T. um historiador judeu do primeiro século.T. o Cânon. VISÃO PANORÂMICA DO N. Nem todos os textos de experiências colecionados entraram no N.INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO Conteúdo: 1. mas também encontramos muitas informações nos escritórios de Flávio Josefo. como superaram suas dificuldades.. Os Evangelhos Escritos Paulinos Epístolas Católicas Apocalipse I. FORMAÇÃO DO NOVO TESTAMENTO O estudo do N. copiadas e guardadas.

e que não devemos situar a origem do movimento cristão em Jerusalém. O que temos na realidade são cópias que foram passando de igreja em igreja. textos escritos para compartilhar com outras comunidades 3 . é que o movimento cristão foi uma experiência ampla em regiões diferentes com origem nos feitos de Jesus.T. Devido a essas contradições algumas pessoas gastam mito tempo estudando e tentando descobrir qual o texto mais próximo do original escrito.). Ásia Menor. Grécia. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. e de outras fontes podemos identificar vários elementos que constituíram a identidade das comunidades nas origens do cristianismo. mais provável. isso significa que dependendo de onde estavam. mosteiro em mosteiro. etc. Circulação dos textos entre as diferentes comunidades 3. este trabalho é uma das tarefas da chamada exegese bíblica. Outras pessoas afirmam que devemos considerar o itinerário do próprio Jesus e pressupor que já havia cristãos em outras regiões. Geralmente convém situar as experiências das comunidades em regiões geográficas.T. por que não foram preservados ( nem tinha como ) até hoje. e tantas outras práticas são referências diretamente relacionadas aos locais onde as comunidades estão inseridas.8: Jerusalém. vivências das comunidades 2. As referências aos cltos a outros deuses. textos secundários 2. Surpreendentemente vamos encontrar uma diversidade de experiências tanto eclesiais como teológicas. determinamos comportamentos dentro da comunidade ( como o comer carne sacrificadas a ídolos ). Escolha de cópias mais próximas do original 5. elas tinham suas características próprias. Itália. Judéia. Na realidade fica realmente difícil situar onde surgiu o movimento cristão. na realidade. Samaria. Por isso não devemos cometer o equívoco de acreditar que é possível termos acesso a um texto original. O cristianismo em suas origens tem sido reconstituído de diferentes formas. propomos o seguinte esquema: 1 . Seleção de alguns textos ( cânon ) 4. Algumas pessoas acreditam que o movimento mais provável foi o descrito em Atos 1. No entanto estes textos não são os primeiros escritos. O que temos na realidade são escritos preservados que muitas vezes possuem contradições entre si.doc . estas cópias são chamadas de secundárias.versão de 31/10/2005 15 . África. Confins da terra ( Síria.O texto ao qual temos acesso hoje é fruto da tradução de algumas coleções que foram preservadas principalmente em mosteiros e bibliotecas de locais religiosos. Para melhor visualizar o processo de surgimento do texto do N. As comunidades localizavam-se em diferentes regiões do Império Romano. traduções em diferentes idiomas ( nosso texto hoje ) Através do estudo dos textos do N.

T. Comecemos pelo próprio início dos sinóticos: Mateus e Lucas apresentam uma narrativa da infância de Jesus. II. OS EVANGELHOS O estudo dos evangelhos requer alguns comentários introdutórios. quando pretendemos fazer um estudo detalhado. A maioria das pessoas situam a origem das primeiras comunidades em torno de círculos judaicos que gradativamente foram ampliando-se entre os gentios. narrativas encontradas nos sinóticos mas com estrutura diferente.O movimento cristão como tal.T. nos cânticos que foi constituindo o livro das histórias do Jesus. no estudo do texto cabe a nós redescobrir essas comunidades que estão “por trás das palavras”. Mas. não somente o judaísmo. No N. Mas também entre os três primeiros evangelhos vamos encontrar diferenças significativas. VISÃO PANORÂMICA DO N. dos hinos e das narrativas. desde suas origens. a partir das exortações. ou seja que podem ser lidos num conjunto. Podemos deduzir características específicas da vida das comunidades a partir de conflitos presentes nos textos. outras são totalmente diferentes? Isso deve-se ás tradições que as comunidades guardaram de Jesus: foram recordações que as comunidades celebravam nos cultos. . Entre os evangelhos temos algumas diferenças mais fortes: Mateus. por causa de sua particularidade: estilo de linguagem diferentes. diferentes comunidades experimentaram conflitos e celebraram com particularidades a fé no Cristo. etc. Mas isso não esgota tudo. Se de fato já havia comunidades cristãs na Síria contemporâneas às comunidades na Palestina. Marcos e Lucas são muito mais parecidos entre si do que com João. Para que o texto surgisse. em que período. Por isso dizemos que os três primeiros são sinóticos ( do grego synopsis . Estas motivações por sua vez nada têm a ver com nossas d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. podemos esquematizar os textos a partir de características como : região onde foi escrito. Vocês já repararam como os evangelhos são muitas vezes parecidos. No estudo dos evangelhos é muito importante percebermos que muitas motivações determinaram a redação dos mesmos. linguagem mais filosófica. A. Mas isso não necessariamente o itinerário de todas as comunidades cristãs das origens. Marcos já começa pelo ministério de Jesus com a cena do Batismo. paralelamente. tem em relacionamento muito próximo com diferentes culturas. podemos dizer que temos comunidades gentílicas com presença judaica ( justamente o inverso da anterior ).versão de 31/10/2005 16 . A esse exercício de notar as diferenças entre os sinóticos chamamos de comparação sinótica.doc . por quem. A narrativa da infância em Mateus por sua vez não confere com a seqüência da narrativa em Lucas. Por isso. fica muito mais difícil fazer esta leitura paralela com o evangelho de João.“visão de conjunto”). E assim poderíamos ir exemplificando uma série de diferenças entre os textos.

Alguns aspectos não vão nos deter minuciosamente.37. para melhor estudarmos as comunidades que estão por detrás das narrativas dos evangelhos. marcos e Lucas. uma tarefa difícil e sem resposta definitiva. Vejamos: 1. daquele que falam as cartas de Paulo ( CI 4. 2 .12. a maneira de recontar os fatos são indicativos das situações de vida da comunidade. Se repararmos bem verificaremos que não há nenhum indicativo explícito na redação dos evangelhos que nos indiquem a autoria.versão de 31/10/2005 17 . reconstituir os principais aspectos da vida das primeiras comunidades.39. através dessa intencionalidade do autor na redação do evangelho. Quer dizer sim que a preocupação primeira dos evangelistas foi de dar aos ouvintes a oportunidade de refletirem sobre sua fé ao escutarem sobre a vida e ensinamento de Jesus. dizer que não são históricos não significa dizer que as coisas escritas não aconteceram de verdade. o tom acentuado em narrativas específicas. SOBRE A AUTORIA Neste texto não vamos ficar discutindo sobre auditoria. A tradição eclesiástica diz basicamente que: Marcos é o João Marcos das viagens com Paulo no livro dos Atos ( 12. resgataremos as particularidades de cada evangelho sinótico em relação com as semelhanças e as diferenças entre si. então.25. O estudo individual de cada comunidade que está “por trás”dos evangelhos sinóticos e Atos dos Apóstolos pede em estudo conjunto inicialmente.19. Os tr6es evangelhos sinóticos beberam de uma mesma tradição quando foram escritos. E Lucas teria sido o companheiro de Paulo médico. CI 4. Mateus. Existem alguns temas que classificam as tradições e que nos ajudam a entender o papel das mesmas para chegar à compreensão da vida das comunidades: a) preocupação com a d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.11 ). e não históricos. A intencionalidade.13 ) e posteriormente escrito o evangelho. o publicano chamado de Levi antes de ser apóstolo. teria acompanhado Pedro em seus ensinos em Roma ( 1Pd 5. IITm 4. É possível.14. que o autor achou importante enfatizar para despertar reflexão. A TRANSMISSÃO DE TRADIÇÕES Os evangelhos são instrumentos para transmissão das tradições sobre Jesus. Fm 24. O que parece ser consenso é que os três provêm de tradições apostólicas autônomas.37. Mas.biografias modernas. Por isso é que. Absolutamente.15. outros vão exigir um exercício apurado de nossa parte. representadas pelas diferenças entre os escritos. na realidade são narrativas que tinham a função de reafirmar a fé das primeiras comunidades. Por isso são textos teológicos. Fm14. Por alguns anos os estudiosos tentaram compreender como se deu essa relação dos sinóticos com as tradições anteriores por eles utilizadas.doc . Tradição aqui chamaremos o material colecionado pelas primeiras comunidades que podia ser escrito ou falado.11 ). 2 Tm 4. que desde o século II atribui os três sinóticos a Mateus. O título do livro foi acrescentado posteriormente pela tradição eclesiástica.

fidelidade: b) citação das Escrituras ( o então Antigo Testamento ): c) reprodução de diferentes tradições ( narrativas, ditos, etc). Nesse sentido os evangelistas ao escreverem seus textos como que tiveram que seguir alguns passos comuns: a) Selecionar os dados da tradição oral ou escrita b) Realizar sínteses c) Adaptar a tradição recebida ás situações das diversas Igrejas. d) Conservar o estilo da proclamação. O manuseio e organização de tradições na realidade não explicam as semelhanças entre as tradições utilizadas pelos sinóticos. Ajudam e muito a perceber o estilo próprio de cada evangelista, mas deixa ainda a pergunta pelas fontes/tradições comuns. Estamos diante da chamada Questão Sinótica. 3 . A QUESTÃO SINÓTICA Existem vários elementos a destacar na relação entre os sinóticos. O primeiro deles são as perícopes ( pequenos trechos ) comuns aos três evangelhos. O segundo são as perícopes comuns a Lucas e Mateus. O terceiro elemento é quando uma tradição é encontrada somente em um evangelho, que chamaremos daqui pra frente por “material Próprio”. Entre os três primeiros evangelhos vamos encontrar diferenças significativas. Comecemos pelo próprio início dos sinóticos: Mateus e Lucas apresentam uma narrativa da infância de Jesus, Marcos já começa pelo ministério de Jesus com a cena do Batismo. A narrativa da infância em Mateus por sua vez não confere com a seqüência da narrativa em Lucas. E assim poderíamos ir exemplificando uma série de diferenças entre os textos. A esse exercício de notar as diferenças e semelhanças entre os sinóticos chamamos de comparação sinótica. A comparação é a base do estudo dos evangelhos sinóticos. Ela faz nos dá o levantamento do material comum e próprio. O material comum pode apresentar concordâncias e discordâncias, depend6encia ou autonomia. Veja os quadros extraídos do livro de Monastério e Carmona: Concordância no material ( os números se referem aos versículos de cada evangelho): 330 versículos de Marcos se encontram também em Mateus e em Lucas; 278 versículos de Marcos estão em parte em Mateus e em parte em Lucas; 230 versículos são comuns em Mateus e Lucas; versículos próprios são 53 em Marcos, 330 em Mateus, 500 em Lucas. O material ordenado corresponde ao mesmo esquema geral:

a) Preparação para o ministério b)Ministério na

MATEUS 3.1-4.11 4.12-18.35

MARCOS 1.1-13 1.14-9.50

LUCAS 3.1-4.13 4.14-9.50

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Galiléia c) Viagem a Jerusalém d) Paixão e Ressurreição

19.1-20.34 21-28

10.1-50 11-16

9.51-18.43 19-24

As concordâncias podem ser de caráter total ou parcial. Pode existir acréscimos consideradas pequenas observações. Normalmente as semelhanças são nas palavras do Senhor ( coleção de ditos de Jesus ) na parte narrativa das mesmas perícopes, em que se encontram essas palavras ( cf. Mc 9.14-29 = Mt 17.14-20 = Lc 9.37-43; Mt 8.5-15 = Lc7.1-10 ). A comparação desses e vários outros foi base para criação de várias teorias sobre a redação dos evangelhos sinóticos. Há consenso hoje em aceitar o seguinte esquema como provável:

• Tradições orais Tradições escritas

Doc. Q Mateus

Marcos Lucas

Esse esquema não é difícil de ser entendido. Se baseia no fato de que houve tradições orais e escritas que serviram de base para a redação de duas tradições escritas principais ( Marcos e Q ). Marcos seria, nesta teoria, o primeiro evangelho escrito que serviu de base de redação pra Mateus e Lucas. Por sua vez, Q ( uma fonte de ditos ) seria o segundo texto principal que serviu de base pra redação de Mt e Lc. Além de dependerem de Q e Mc, Mt e Lc foram escritos considerando também tradições próprias, orais e escritas. Esta é uma teoria consensual na pesquisa hoje. Lembrando que Q é fruto da investigação do que há em comum entre Mt e Lc, ou seja, principalmente ditos de Jesus. Marcos é um texto que não se preocupa muito com uma seqüência lógica dos fatos . Apresenta uma seqüência solta dos trechos que dificulta a indicação de alguma estrutura. Por detrás de Marcos só são reconhecíveis unidades de tradição transmitidas isoladamente ou pequenos grupos de unidades de tradição oral juntas: os discursos polêmicos em 2.1- 3.35; as parábolas 4.1-32; os milagres à beira do lago 4.35-5.43. Existe muita discordância nas diferentes tentativas de organizar um itinerário teológico para Marcos. O evangelho com certeza é a forma mais antiga de evangelho que podemos observar: não há preocupação em narrar com uma seqüência cronológica biográfica, apenas reunião de tradições referentes a Jesus. A estrutura de Marcos está de acordo com determinados itinerários, onde a Galiléia é o lugar da atividade de
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Jesus ( Jerusalém é apenas o lugar do sacrifício). Mas devemos também ressaltar que existe um interesse muito grande na concepção messiânica de Jesus. Mateus, em suas narrativas apresenta certa dependência de Marcos. É muito provável que o autor conhecia o evangelho de Marcos e se utilizou como base para sua redação. À narrativa de Marcos incluiu resumos e reformulações mediante inserção de material do ponto de vista catequético: as seis antíteses em 5.21-48; os textos a respeito da maneira correta de orar em 6.1-18; as parábolas escatológicas em 24.37-25.46, etc. Toda a organização das tradições que Mateus se utiliza vai de encontro a uma intenção teológica mais personalizada de Jesus e sua mensagem universalista ( a todos os povos ), provando o caráter messiânico de Jesus com reconstruções teológicas judaico-cristãs. O interesse de Mateus está na prova de que Jesus é “messias, o filho do Deus vivo”( 16.16 ), prometido por Deus desde tempos imemoriais, que salvará o seu povo dos seus pecados( 1.21 ). Por outro lado a presença do Reino de Deus entre os homens. O evangelho de Lucas não deve ser lido desligado do livro de Atos dos Apóstolos . As semelhanças de estilo e as referências a Teófilo no início dos dois textos são indicativos da dependência direta dos dois textos. Em função desta dependência, a tradição dos pais da Igreja indica Lucas que acompanhou Paulo em algumas de suas viagens como autor dos textos. No livro de Atos em alguns momentos as narrativas assumem a primeira pessoa no plural ( Nós ) indicando um a participação do autor nas narrativas. O estilo da escrita e a redação do grego, a ausência de conhecimento da geografia da Palestina, são indicativos fortes da afirmação que estes escritos pertencem à memória de fé de comunidades gentílicas. Faltam em Lucas as polêmicas de Jesus contra as maneiras farisaicas de entender a lei. A obra lucana está preocupada no caráter universalista da pessoa de Jesus. Prega o perdão para todos, ternura com os pobres, condenação das riquezas. Jesus expressa o amor de Deus aos desprezados pelo mundo. É a primeira a apresentar a história de Jesus como o início da história da igreja em marcha. É a única que não apresenta Jesus como evento escatológico iminente. Elabora um discurso de História da Salvação. Por isso a continuidade das narrativas entre o evangelho de Lucas e o livro dos Atos dos apóstolos. A forte presença da tradição paulina nos relatos é significativa para relacionar uma proximidade entre as comunidades lucanas e as paulinas ( teológica e eclésia ). O livro de Atos constrói uma narrativa em cinco partes da história dos Apóstolos: Igreja em Jerusalém ( 1.15-8.3); propagação do evangelho na Samaria e proximidades ( 8.4-11.18 ); propagação até Antioquia ( 11.19-15.35 ); propagação nas terras circundantes ao mar Ageu ( 15.36-19.20); propagação desde Jerusalém até Roma ( 19.2129.31). Essa concepção histórica e gentílica da narrativa de Lucas vem de encontro à tradição de comunidades cristãs não judaicas, que por sua vez provavelmente enfrentam conflitos com tendências semi-gnósticas nas comunidades.

B.

A COMUNIDADE JOANINA

Os textos conhecidos atualmente como pertencentes à comunidade joanina são: Evangelho de João e 1,2,3 epístolas de João. A proximidade na linguagem e estilo literário nos impede de separá-las . A diferença surge nas ênfases teológicas, o que nos sugere períodos diferentes de redação numa comunidade comum. Por isso não é possível afirmar que uma única pessoa
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o caráter expiatório de Jesus só é mencionado em 1Jo. O autor do evangelho propõe uma escatologia realizada. Os temas nas epístolas são mais cotidiano. introdução e conclusão. Devido a proximidades na linguagem. mas que são representativas de comunidades paulinas: 1 e 2 Timóteo. A primeira Epístola de João: Apresenta a necessidade do amor fraterno que gera comunhão com o próximo e com Deus e que dá sentido à vida. Filipenses. A segunda e terceira epístolas de João: O tamanho reduzido das epístolas nos impede de fazer relações próximas com 1Jo. mas em 1Jo 1. Aparentemente as diferenças se acentuaram e a tendência judeu-helenista se aproximou das comunidades paulinas: texto da 1Jo. no evangelho de João 8. os falsos mestres são caracterizados como anticristos da atualidade em 1Jo. C . 1 e 2 Coríntios. O procedimento fundado no amor distingue os filhos de Deus dos filhos do demônio. As demais podem ser classificadas como: Autênticas. além da futura.18 luz é titulo de Cristo.versão de 31/10/2005 21 . Cada texto vai identificar um período de vida da comunidade: O evangelho de João: O autor de João escreve a comunidades separadas da sinagoga com objetivo de fortalecê-las tanto na controvérsia com o judaísmo como na delimitação contra o gnoticismo.5 se refere a Deus. A epístola aos Hebreus certamente não origina de Paulo ( apresenta diferenças estilísticas e teológicas totalmente diferentes dos demais escritos).doc .OS ESCRITOS PAULINOS O Novo Testamento citam 14 epístolas que são conhecidas como de Paulo. o paracleto ( espírito ) em 1Jo indica Jesus e não o Espírito Santo como em João. O itinerário da comunidade joanina nos remete a uma origem num grupo étnico judeu-helenista. 2 tessalonicenses d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. a escatologia futurista recebe destaque em 1Jo. Filemom. Romanos.período de redação de evangelho ( leitura de Jesus com categorias dualistas). Gálatas. designação do autor como “ancião”ou “o presbítero”) 2Jo e 3Jo foram escritas pelo mesmo autor.escreveu os três textos. que não apresentam dúvidas da autoria paulina: 1 Tessalonienses. que apresentam diferenças de estilo e teologia. Aparentemente aderiram à comunidade alguns grupos gentios que tinham concepções semignósticas . Apesar de falar em amor o autor é radical com os que não comungam da mesma fé que ele. As distinções com o evangelho são : em lJo não há citações ao AT . A vida eterna começa quando aceitamos o Cristo e é consumada com a sua segunda vinda. Colossenses e Efésios. extensão dos textos e as formas das epístolas ( endereço. Essas diferenças indicam uma aproximação da comunidade joanina de 1Jo mais ligada aos grupos paulinos. Mas é inegável a proximidade entre as três epístolas de João. Tito. Deutero-paulinas. Mas está estabelecido uma divisão interna na comunidade entre os falsos ( como aspectos semi-gnósticos ) e os joaninos ) com proximidade ás comunidades paulinas). Mais provável é que os três textos foram escritos num contexto de uma mesma comunidade mas em períodos diferentes. O evangelho tem como tema básica a encarnação do verbo e sua atuação entre nós. Acontece uma divisão na comunidade e os semi-gnósticos são afastados: 2 e 3 Jo.

Em seguida temos as cartas aos Gálatas.dá a impressão de ser um escrito instrutivo composto de dizeres encadeados e de pequenos ensaios. sobreviver e organizarem-se dentro do Império Romano. Um terceiro estágio ( talvez paralelo ao anterior) na vida das comunidades paulinas é o conflito aberto com lideranças que ensinam diferenças substanciais aos ensinos de Paulo. Sua falta de coesão está de acordo com este caráter literário: existem apenas pequenos grupos de dizeres ou frases. Existe um aprofundamento em questões mais práticas da vida das comunidades e por outro lado uma formulação mais detalhada das bases da teologia paulina. Homem. As comunidades começam a se organizar em cargos e assumir organização administrativa. Quem é líder? Como fazer para ser bom cristão/ã? Quem conhece melhor? Quem pode profetizar? Quais são os pontos mais importantes de afirmação da fé? É bonito de ver como Paulo se adequa às questões específicas das comunidades e se insere nelas como melhor lhe parece.AS EPÍSTOLAS CATÓLICAS São chamadas epístolas católicas todas as epístolas não paulinas de autoria de outros discípulos. Tito. Católicas que dizer “universais”. Filipenses. Efésios e Colossenses. As comunidades enfrentam uma fase de organização cúltica mais litúrgica. isso porque3 atém de não serem de Paulo. pois apresenta uma fórmula mais antiga de afirmação cristológica: a da escatologia iminente. Apresenta dias características principais: a) desconexão . que se distanciam da sã doutrina ensinada pela liderança de tradição paulina. Os grupos que representam oposição começam a ser excluídos como falsos mestres. É um pequeno tratado de catequese doutrinário ético e que provavelmente foi concluído em forma de epístola ou pastoral às comunidades SíriaPalestinas. O que caracteriza a comunidade já não são só as celebrações litúrgicas. São escritas por para um grupo mais genérico. Uma segunda fase de escritos são 2Co. D . Um quarto estágio nos lança a um confronto de caráter eclesial.versão de 31/10/2005 22 . d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.T não indicam necessariamente que todas as comunidades cristãs das origens experimentaram a espiritualidade paulina. 1 e 2Tm. Romanos. Mas sem dúvida ela é indicativa de um grupo de comunidades resistir. Por outro lado outras lideranças surgem nas comunidades que são contrárias a alguns ensinos de Paulo. É preciso confrontar quem anda ensinando coisas contrárias ao evangelho de Jesus. Parece que o próprio Paulo vai amadurecendo sua espiritualidade com as experiências e conflitos das comunidades. Paulo tem que formular defesas( defende seu apostolado em 2 Co e Romanos) e convocar conciliações e apoiar-se em comunidades que o sustentam 9 Filipenses ). Por isso devemos considerar os escritos como representativos desse processo de acomodação à vida no Império. 2Ts. A epístola mais antiga sem dúvida é 1 Tessalonicenses. Mulher ). Ambas são representativas de uma fase onde as comunidades já estão estabelecidas e têm problemas de caráter eclesial. segundo as orientações de Paulo. também não são dirigidas a uma comunidade específica. mas também as atividades diaconais organizadas e administradas por lideranças na comunidade.doc . É preciso estabelecer relações de hierarquia na comunidade ( Cristo. Filemom e 1Co. São elas: TIAGO: Vai além da exortação ética.A presença majoritária dos escritos paulinos no N.

amados por Deus e guardados em Jesus Cristo”(1). Existe uma compreensão abrupta da irrupção do reinado de Deus no mundo.doc . perseguição e violência física. ocasionalmente. com objetivo de enviar a uma comunidade conhecida em sermão inusitadamente. JUDAS : Combate os falsos mestres gnósticos. O livro é organizado em visões que descrevem uma crítica muito forte ao Império Romano ( a besta babilônia ). o projeto de Deus e esperando a libertação. 1 PEDRO: É escrita aos “estrangeiros da diáspora” que além de peregrinos eram também perseguidos. que são preditos. Manuseia tradições do antigo testamento tipificadas em Jesus Cristo. que.versão de 31/10/2005 23 .9-12). continua como um sermão e conclui como uma carta. Eram representantes de uma tendência gnóstica que sustenta e afirma que nada do que a carne fizer afetará a existência espiritual.4) e o autor de 2Pd defende a escatologia da cristandade primitiva contra as críticas com a seguinte argumentação : perante Deus mil anos são como um dia. Evidentemente a teologia e o processo de caracterização eclesial das comunidades são bem diferentes. Resgata o sofrimento dos mártires e idealiza a vitória triunfal dos Cristãos liderados pelo Cristo juiz.T. Apresenta-nos a memória de uma comunidade judaico-cristã lideradas por um ancião profeta ( liderança por carismas). como a exortação à prática do amor e o cuidado para que as comunidades permaneçam unidas na hora da perseguição. e termina com uma conclusão litúrgica (24s).17).visão espiritualizada de Jesus). Eles penetravam na comunidade. É bem provável que o autor tenha se utilizado de tradições já estabelecidas . b) caráter judaico . pois a comunidade é a casa onde eles se sentem em família. respondendo. E . Ela tem o seu jeito próprio de falar da realidade do povo.não há menção alguma da vida. b) o problema da escatologia: os gnósticos abandonam a esperança escatológica (3. Características da comunidade apocalíptica vamos encontrar nos capítulos 2 e 3 numa leitura das sete cartas ás igrejas na Ásia Menor.O APOCALIPSE O livro do Apocalipse é muito peculiar e representante único de um estilo literário dentro do N. anunciados e descritos como já presentes ( 2. O que existe acabará em chamas e será instalada uma nova terra. A maioria dos símbolos utilizados podem ser encontrados em literaturas apocalípticas judaicas. A linguagem simbólica do texto nos convida a perceber uma espiritualidade própria. assim. Uma curiosidade para nós é perceber que a maioria das comunidades paulinas localizam-se na Ásia Menor. mas prefere os profetas do AT. como na idéia proeminente que apresenta do “peregrino povo de Deus”. A forma da epístola de Jd nada mais faz senão dar a impressão de uma epístola: é dirigida “aos que foram chamados. É litúrgico pois trabalha com tradições sapienciais. com muita herança de d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Tem uma cristologia muito próxima a conceitos gnósticos da época ( Cristologia alta . à inquietação causada pela demora da parusia. a parênese não aponta Jesus como exemplo. HEBREUS : É um texto literariamente complexo. criavam divisões e perturbavam os cristãos. são reunidas por algumas palavras chaves que servem de ligação. incentivando na hora do sofrimento a sofrerem segundo o exemplo de Cristo.ou mensagens realmente individuais. entre irmãos.10s. Começa como tratado. que sofria calúnias. morte e ressurreição de Jesus. A carta se preocupa com realidades cotidianas. Jó e Elias ( 5. Provavelmente é fruto de um agrupamento de textos individuais literariamente. 2 PEDRO: Aborda dois assuntos principais: a) os falsos mestres.

Dentro desta forma tudo se desenvolve com uma aceleração enorme e com cada pessoa a mais aumentam as conversas. Mas sabemos que também isto nem sempre funciona e assim a gente pode constatar que existem muitos tipos de família. capacidades e energias. Estes subsistemas podem se separar para formar subgrupos. Para manter o equilíbrio porém surgem soluções que não raramente deixam sofrer. Ele é uma forma completa composta de unidade em interação contínua. Dentro da família se juntam subsistemas de duas ou três pessoas. sobretudo em fases de mudanças da família: entrada de pessoas novas. O sistema “família” é um sistema muito sensível que sempre procura se equilibrar para sobreviver. as intenções. morte da/o avó/ô. Com certeza hoje em dia não podemos falar da família no sentido da família burguesa: Mãe. Pelo menos cada pessoa tem uma família de origem. um novo pai. o sistema sempre é muito mais do que só a soma das unidades. O apocalipse pretende uma descrição da vida difícil dos cristãos na esperança do julgamento da história sob perspectiva dos perseguidos e oprimidos por um sistema destrutivo. mas também a possibilidade e criatividade de resolver conflitos.versão de 31/10/2005 24 . Para atender a idéia básica da teoria de sistema a gente usou o corpo como modelo. Não realizamos um seminário sobre a família.outras culturas orientais. ou doença que pode ser uma tarefa para uma pessoa. Pai e crianças . Mesmo assim vou continuar usando a palavra família para as nossas considerações. o que nos interessa é a relação entre nós. seja um nenê. claramente saídas resultam também.expulso. FAMILIA EM RELAÇÃO AO TRABALHO COM CRIANÇAS Família é um fenômeno global: Ou somos família ou éramos família. Assim a “família” pode usar um membro como “bode expiatório”: “Tudo funcionaria se não tivesse esta criança problemática”. Se sofre um órgão do corpo ele tenta anunciar isto ou ele compensa usando outros órgãos para se equilibrar.doc . pois cada pessoa participa com as suas características. Mas como cada unidade também é um sistema em si mesmo com qualidades próprias. etc. ausências longas. e família neste sentido seria um conjunto de adultos/as com crianças em relação de dependência mútua. alianças muito importante para estabelecer o sistema. os conflitos. que resulta o fenômeno “menino/menina de rua”. as professoras de Escola Dominical com as crianças e suas famílias..como modelo único de ser família. Da mesma forma podemos entender muitos fenômenos de famílias. O corpo é um sistema com vários subsistemas. Teoria sistemática sobre “família” Existem muitas teorias que a gente pode usar para atender melhor o fenômeno “família”. Estas alianças d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. ou no Brasil bem conhecido . As várias ciências tentam identificar o que é uma família. Para nos aproximarmos desta relação é importante que nós clareemos e reflitamos acerca da nossa experiência e visão da família. O núcleo menor que existe deveria ser uma mãe e uma criança.

conversar delicadamente respeitando a intimidade da família e suportar também limitações do lado da família vai mostrar mais da sua fé do que intervenções fortes. mesmo que ela crie problemas na sala de aula da Escola Dominical. capacidades. que sobre tudo em ditaduras é bem conhecido. Nós chegamos como modelo do amor de Deus. Como a mãe fala sobre esta criança pode oferecer-lhe uma visão maior da criança e das dificuldades enfrentadas por ela.Na Alemanha. também grandes populações. Para ajudar e ficar atenta com a criança que está na Escola Dominical .versão de 31/10/2005 25 . ela pode ser bem diferente da sua . Nós precisamos pensar qual é a nossa tarefa e vocação trabalhando com as famílias das crianças.observe a situação desta criança na família. pessoas estáveis podem ser uma grande ajuda para manter a convivência familiar. vamos passar este amor. Briga. E a Igreja começa a entender que ela tem uma grande tarefa nesta área. Umas anotações importantes: Aceite a família com ela está no momento. Aí entra também a necessidade de pensar como podemos apoiar sistemas de convivência. Para viver e sobreviver num mundo tão ameaçador grupos de apoio. Borges d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. mais do que a metade nas grandes cidades de “famílias” são ‘sozinhos”. Cada família é rica de experiências e histórias. para evitar uma singularização total. Ser fiel em manter o contato. . também conseguiu resolver os problemas que existiam.não podemos usar o nosso contato com a família só para aumentar o número dos membros da Igreja. deve ter clara a responsabilidade que pega. Uma pequena excursão para o mundo fora da família: nós percebemos hoje grandes concentrações econômicas e fusões industriais e por outro lado uma individualização na vida particular. mudanças vem de aceitação e compreensão e não de interferências externas. precisamos nos preocupar mais com famílias que não mais conseguem brigar. por exemplo. CONHECENDO E VALORIZANDO NOSSA LITERATURA * Helena Maria V. Mas quem entra numa família e começa a contactá-la. conflito também é um sinal de que a família ainda continua viva.sobretudo crianças que chamam muito a sua atenção . Se juntar com poderes e evitar subsistemas ajudam muito a governar com facilidade. Nunca fale mal da criança. descubra valores. “Divide e impera” é um moto.doc .aproveite desta riqueza e valorize o que ela conseguiu. Estamos convencidas que com Cristo a vida é mais efetiva.definem também as relações das “unidades” e ajudam a expor e conquistar o espaço necessário dentro do sistema. mesmo assim . sem resistência. Esta interação cria claramente conflitos e brigas. Ninguém faz só turbulências. A família não deve ser objeto da nossa missão ou evangelização mas sim sujeito de amor e de missão de Deus. É bom não ter medo destes conflitos.

qual a solução o povo está vendo? . na Bíblia. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. contrárias e agressivas formas que erradamente tem se “passado”. o rumo apresentado é o rumo certo? Sabemos que o rumo que Deus aponta é o certo. .. e procurarmos caminhos mais curtos. e não trazer o passado para o presente. falado. descubram e critiquem as mais variadas. poderemos ver. Mas. se ele coincidir com os resultados concretos de nossa ação. A própria experiência de Deus. qual a direção histórica que Deus parece estar apontando a seu povo no passado. Enquanto a sociedade tem se omitido do enfrentamento dos mais diversos tipos de problemas.. Lemos (abertamente) para recebermos a Palavra Viva de Deus. É preciso se informar. com Deus. Não podemos deixar-nos seduzir pela curiosidade. Avalie o que de positivo e de negativo está acontecendo. (Ex.. qual o grupo envolvido? . transcorrem experiências em dois sentidos: a. abandonando o presente. Ela é companheira de luta. Assim...10).. da. b. a comunidade que usa as “lentes da vida” comunitariamente assume. o prejudicador na ação do povo. O passado é luz. que nos faz enxergar os opressores e repressores da vida e criticá-los.. a Igreja tem aprendido. É necessário um esforço para que a Palavra chegue a nós.doc .. é a luta em. É como ler jornal.versão de 31/10/2005 26 . nos traz orientação concreta. Às vezes sofremos a tentação de abandonarmos o caminho difícil de caminhar com nossos problemas concretos para a Bíblia. mas que ela seja Luz. Ver sempre: . onde Deus quer que o povo chegue? . a partir da luz que a palavra de Deus nos traz. e ficar com maravilhosos relatos dos autores bíblicos dos acontecimentos do povo de Deus do passado. quando estamos empenhados/as num compromisso pessoal e comunitário com este mesmo Deus. É necessário cultivar o máximo de conhecimento possível para não recorrermos à Bíblia para justificar determinadas situações. Devemos caminhar do presente ao passado. ações favoráveis à vida.. vida .Introdução: Nas centenas de páginas que a Bíblia contém. porque conhecer e praticar é uma questão de vida e não apenas de conhecimento. qual a sensibilidade deste grupo? . Lemos e tiramos real proveito da Palavra de Deus. quem é o opressor. Que faz com que as pessoas percebam.. testemunhado Deus (o quanto se tem falado errado de Deus). reunir informações).. O que presenciamos nas leituras e experiências. . . qual a direção apontada? . combatendo-os. tem copiado esta omissão. “de que lado Deus está”..Vida Plena (Jo 10.

Teologia ... Há uma “moral na história”. O que temos na Bíblia. Isto. é identificar os fatos para autêntica interpretação da Escritura. nada mais é do que aquilo que Jesus fez durante seu ministério. . interpretar.. mas que auxilia o ser humano na compreensão.Hermenêutica... . você deve estar aberto/a a aprender e ensinar. Identificar os fatos.. humor (retratos). trabalhar sobre eles num aspecto promovedor de vida (onde esteja incluído. das crianças). e se o grau de dificuldade desta se resolve com apenas uma boa leitura do texto. Usa uma nova pedagogia (aquela que vai junto do povo. Tira as máscaras dos poderosos. Nos evangelhos vimos que Jesus vive em uma sociedade conflitiva. Falar do Reino de Deus é falar de crianças. logicamente. Acima de tudo. inclui Leis da Vida. é para auxiliar na Hermenêutica.. junto toca as pessoas. Combate as divisões. é impossível trabalhar com a Bíblia. isso é. Jesus passa por esta época e não se mantém neutro. é que tudo quanto lemos na Bíblia tem um porquê. . para compreender e fazer teologia.doc . constatamos “semelhanças” próximas entre os textos bíblicos e a vida cotidiana. doentes. fato. facilita o bom andamento da aula na Escola Dominical. são experiências de vidas. Quais os obstáculos e quem os cria? . Verifiquemos agora a Teologia contida nas revistas Bem-Te-Vi: O Reino de Deus é das Crianças / O Reino de Deus já está entre nós.O Reino de Deus . Quais os problemas mais comuns que o grupo tem. esclarecer e traduzir leis e textos bíblicos.. Mostra uma nova forma de viver. Ele fez isso dinamicamente. Se isto não ocorre. no crescimento (em todo aspecto) e que estimule-o a lutar pela Vida Abundante. .. Tudo que dissemos até agora. fará com que cheguem “à moral da história” e que provavelmente alcançará resultados favoráveis. Se não percebermos a realidade que nos cerca. O que provoca estes problemas? Qual o conflito provocador.. Cria uma nova convivência (junto das prostitutas. .. Quando nasceu. o Rei manda matar os meninos.versão de 31/10/2005 27 .. a primeira coisa a se fazer é ler e verificar se o tema é complexo ou não. da Bíblia é similar com o que ocorre? Então. O que precisa ser observado. Quem ou o quê contribui para a solução do problema? . que não apenas expõem “novidades”. que significa: declarar. . ensinamentos de Deus) e que faça disso uma prática. Isto. convive e vive com o próximo). Convive com marginalizados. Isto. anunciar. quando recebemos a revista Bem-Te-Vi e constatamos o assunto. Mas são também contos. Tudo isso.. Quando hermeneutizamos... faça leituras de comentários bíblicos se for possível. com uma pedagogia dinâmica.. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04... fazer teologia.. procure auxílio de seu/sua pastor/a. pobres. novelas. procure textos paralelos. Ele traz boas novas: . Alguma história.

35-43.13-16 3. choro. Festas/alegria... cegos.Incompreensão e recriminação pelos sacerdotes.. 5º.em grupos 1. proximidade.11-17. acontece a narrativa sobre o enterro do filho da viúva. 1º. e fala que o maior deve tornar-se o menor . Vejamos os textos . luto.. alvoroço. 2. fala.As crianças são prioridades de Jesus em três ângulos diferentes: 1.Qual a situação das crianças? Quais as atitudes no texto? Qual o critério que Jesus apresenta? c) Festa . 1ª Curas: Os textos falam sobre cura e ressurreição. No segundo.Quem aparece? Qual a ação de Jesus? Quais as reações das pessoas? Ver.. Lc 7. sacerdotes. 2ª Critérios: A situação da crianças é de exclusão até antes de Jesus. há um consolo e solicitação: “Que haja fé”. doutores da lei. Critérios. 2. Talvez a expressão de Jesus tenha mudado quando ouviu o “apoio das crianças e dos doentes (aleijados). uma inversão de valores .21-24. toca o caixão e ordena que ele levante. falar e responder as questões sobre o texto. crianças..42-50.ser criança.. comerciantes. defender as crianças. Curas: Mc 5.versão de 31/10/2005 28 . 3º. come. Festas/alegria: Mt 21. aleijados. um compadecimento de Jesus..33-37.... ação e toque e ordem para levantar-se . cegos e aleijados louvam a Deus. Ação ..Expulas os comerciantes. atitudes curiosas. No primeiro é a filha de Jairo (homem da Sinagoga)..12-17 a) Curas .Qual o pedido sobre a cura? Qual a resposta de Jesus? O que está acontecendo em casa? Qual a ação de Jesus? E quais as reações do corpo? b) Critérios . uma solicitação de cura. ler.. Pega na mão da menina. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.do menor ele fez maior.doc .. 3. o corpo levanta. Mc 10. 5. anda. crianças se animam e fazem festa . . 4º. Critérios: Mc 9. . indignação contra Jesus (sacerdotes).louvam. 3ª Festa: Jesus. Reação . desespero. 2º. Na resposta de Jesus. Curas.. 9.... com Jesus há: . curar cegos e aleijados.

é ser como os menores. Ele coloca as crianças dentro do Templo... porque ele nada faria se não houvesse fé. ainda mais se tratando de um evento. choro e incredulidade. Abraça.. Jesus falava da entrada triunfal do Templo. Diz: “Não tenha medo. Isto. Se aproxima da criança. Começam a ver de novo as ações de Deus. entende e acompanha Jairo até a sua casa. Ela deve ser a primeira a proporcionar vida à criança. Diz: “Não chore”. mas com palavras.. Nas curas: A filha de Jairo aparece em três evangelhos. A família é convocada à responsabilidade. a partir dos menores. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Jesus vê. manda que se levante.1b. Jesus teve compaixão. Tenha fé”. quando acreditavam que Ele não se fazia mais presente. 2b e 3b. A ação de Jesus está fundamentada com discurso. A atitude de Jesus diante de corpos sem vida. O que as pessoas dizem após a ressurreição? .versão de 31/10/2005 29 . um profeta. Filha de Naim: Ressurreição do filho da mulher de Naim. caídos.. Jairo pede como se fosse favor. As duas situações tem o toque. do povo. Antes de entrar no Templo. que trouxe Deus de novo para junto do povo. A alimentação da criança é incluía como ação importante para continuidade de sua ação.. trazer uma nova pedagogia. E o povo reconhece (os comerciantes) como um maior (por causa do eloqüente discurso?!). Jesus começou a ser falado. Nestas circunstâncias as crianças estão doentes. Ele faz com que Jairo veja as coisas de uma outra maneira. na entrada triunfante de Jesus (criança gosta de repetir atos. fala. Jesus encontra alvoroço. coloca no colo. Talvez as crianças só estejam repetindo o que viram antes. em situações difíceis. um enviado por Deus. Depois a comunidade se une a esta responsabilidade também. Jesus é uma pessoa que veio mudar. Toca. Veio espalhar a Boa Nova. a menina será curada. No critério e na festa: O critério para o Reino é ser criança. mortas. segura.. Ele veio “ressuscitá-las”. Jesus é o profeta.). toca. Isto seria tarefa dos homens/humanidade. E ele crê que através do toque no corpo da criança. Acolhe o corpo. Há ação de acolhimento.. é aproximação.Que Deus veio visitar seu povo. põe as mãos.. que colocasse as mãos sobre o corpo da criança. Jesus expulsa os comerciantes não apenas com chicote.doc . abençoa.

E temos outros exemplos. Bem. come. mas sim na fraqueza de uma criança. e Jesus coloca as crianças no seu lugar.3 . Este projeto é o Reino. Is 7. grupos nas regiões trabalhando nesse sentido.. no projeto as crianças são valorizadas. no Templo.Acontece uma aproximação de cegos. o Salmo nos faz remeter a isto. Doutores se indignam.Mostra seu filho como sinal de futuro. Há ação favorável ao corpo.12-13 ..18 .Desgraça sobre as crianças e juventude por causa dos maus condutores. na “casa do Pai”. Quando a criança está envolvida.. levanta... Is 8. aleijados. no presente. à Escola Dominical. toque. II Sm 7. “Não há mais sucessor”. leva-as à festa. não sacrificadas.. Projeto Reino História Com isso Jesus mostra que através da história..1-4 .15-16 . sob proteção da casa do Pai. isto se faz necessário já há um bom tempo. Metodologia Já percebemos a especial atenção que tem sido dada. fala. pois Deus está no meio do povo.3: “da boca dos pequeninos e crianças de peito.... Começa a se realizar a promessa. cura. Essa criança. com esse nome é sinal de Deus presente (Emanuel).10-17 .Maer-Salal-Has-Raz (rápido-presa-pressa-saque) . tem seus corpos restaurados. Este (futuro) não está nas armas ou guerras....a criança como fonte de alegria para o povo. e agora.versão de 31/10/2005 30 . Surge novamente a esperança de uma futuro. Lembremos como elas sempre aparecem..1-5 . há sinais de denúncia e esperança: . são os marginalizados..profetiza que os invasores assírios virão mas serão expulsos. Is 8. Is 9. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. são ouvidas.. senta. Há um processo nessa caminhada: .. Mostra que Ele tem um projeto. Is 9. tiraste o perfeito louvor”. Há reações diversas. a prioridade é a criança. como o de Obed (Filho de Rute).. coxos.. Elas são tocadas e não violentadas.: I Rs 16. Mesmo assim a criança é sinal de esperança.Natã diz para Davi que a promessa não será realizada. Neste projeto. Tem surgido cada vez mais. É citado o Sl 8..Emanuel. atendidas. A partir disso. anda.Anúncio do nascimento de uma criança . também na área geral.mata a esperança do povo.doc . como sempre foram sinal do Reino.

Isto seria muito “prejuízo” pelo valor. com as publicações Bem-Te-Vi. causando controvérsias.doc .. Tudo que há em seus livros. Quem são os/as alunos/as? . Mas. verificando se não há preconceito ou mentira naquilo que ensinamos. Em grupos: Fazer um levantamento do que tem sido feito na Escola Dominical. . O que tenho feito (exp.. é impossível “agradar” a todos. ciências como a sociologia e a psicologia colaboraram e continuam colaborando com descobertas sobre o homem e o mundo. lembramos da técnica contemporânea de Jesus.Desde muito. trazendo a nós também maiores possibilidades e recursos para um ensino mais eficiente. ocupação.. de uma época e de um pensamento. Era o método pedagógico que Ele usava.VIDA. Falando de Bíblia e de Ensino.“Quanto mais se sabe. . queremos. (isto é importante). com expressões mais diversas ainda. . mais livre se é”. Observaram que era um mesmo Deus que proporcionava tudo aquilo . O que precisa ser mudado? Acrescentado? Compartilhar. pois temos um país com área muito densa.. juntamente a vocês. não gostaríamos de recorrer a materiais de outras denominações. sabemos das dificuldades de produzir este material para a Igreja Metodista. Para que educar? . constrangimentos. O/A educador/a deve perguntar: . alegrias. Por quê isso acontece? Acredito que vocês responderiam melhor que eu.as revistas Bem-Te-Vi. que facilita introjeção de culturas diversas. mudança). .. claro. O uso das Parábolas. também. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. jogos cooperativos. pela riqueza de nosso material. Nestas centenas de anos passados. Onde ensinar? Qual a necessidade de uma ação educativa em um determinado lugar: Possibilidades e limitações. Por isso.. Com os recursos que tenho. doutrinas. a Imprensa Metodista tem proporcionado surpresas. ajuda. Liberdade . e descobrir melhores meios de usar este material rico que temos em mãos . Jd. Que ensinamos? . e também de Tecnologia.tentar responder (justiça. Mas. é necessário verificar nossos métodos. . interpretações bíblicas diferenciadas. e questões do cotidiano. São Marcos). o que Jesus fazia era usar Parábolas. A tecnologia a cada momento procura facilitar nossa vida. mas obviamente “ela não é um manual de técnicas pedagógicas para nossos dias”. Temos “currículos” para as mais variadas faixas etárias.análise do material. que o que une tudo isso. Uso da Pedagogia de Jesus e. pois com eles corremos o risco de trazer doutrinas contrárias às nossas e. são reflexos da cultura de algum lugar. Assim.. antes de falar sobre o método de Jesus.. é a fé que tiveram em um Deus.versão de 31/10/2005 31 . Já vimos a importância da Bíblia.tipo de família: vivência. etc. No entanto. São revistas produzidas dentro de uma dinâmica em que os temas relacionados com a Bíblia. dar dicas.

É um jogo de ganhadores e perdedores. é conviver com outros: é compreensão da sociedade e relações entre pessoas. Precisa-se saber do que a criança gosta? Será que Jesus ficava lendo para as crianças quando elas se aproximavam? Faça um arquivo/baú. .. Estórias 3. significa colocar a perder a diversão.versão de 31/10/2005 32 . relaxam tensões.. Brincar é cooperar e descobrir.. aprende-se a ganhar. Mas até então. Isso tudo apenas reforça os valores injustos da sociedade em que vivemos. para esclarecer uma outra realidade. Nem sempre ganhar é divertido pode produzir revanche/inveja/tristeza.. Brincadeiras 4.: Isto me fez lembrar de minha infância na Escola Dominical: Parábola do semeador (desperdiçador). ou de muitos. em si tratando de crianças.doc . d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. pois perder. muitas vezes o menor. regional.” (Mesters. Ps. Brincadeiras e jogos não são coisa de gente à toa ou coisa infantil demais para se fazer. Músicas O que você conhece a nível geral. A Importância das Brincadeiras/Jogos Dança com cadeiras (competitivo) Não podemos admitir/assimilar a divisão que nossa cultura tenta nos inculcar: lazer/trabalho e brincar/estudar. Uma atividade não pode excluir a outra. Como sempre via meu pai semear. A alegria de um é a tristeza de outro. Eles auxiliam a criatividade: .pág 154). nos jogos e brincadeiras que conhecemos. Histórias 2. ensinam.. O ganhar quase sempre é solitária alegria. relacionada com o Reino de Deus. manipuladores e manipulados: opressores e oprimidos. Brincar significa aprender e desenvolver-se. Atividades 5.. principalmente na infância e adolescência. ou mesmo familiar. (coincidência/semelhança com alguma coisa que vocês têm vivido?). nunca consegui entender porque aquele homem desperdiçava tanta semente. . nos apresentam uns aos outros.. . Carlos. onde só se produz: egoísmo/competição/agressividade/individualidade. qual a realidade? O que se quer que passe deve ser feito dentro de seu mundo e de suas possibilidades. mais lento ou mais fraco sempre leva desvantagem: o mais forte (em qualquer sentido) estabelece as regras do jogo. produz extroversão. Onde está Deus . etc. Então. . (sugestões).“Uma parábola é uma espécie de comparação ou imagem tirada da realidade da vida. Nele coloque tudo que conhece e lembra sobre: 1..

A competição gera o gosto pelo fracasso do outro (mesmo que não seja o melhor no momento. Tirar proveito do fracasso do outro.. É necessário COOPERAÇÃO. Dança com cadeiras (cooperativo) d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.versão de 31/10/2005 33 .. A competição afasta as pessoas. Competição é aceitação de dominação.doc .. se outro for “pior que você se sai “melhor”)..

. funções se tornam sempre coletivas. Primeiro Jogo Competição Individualista Participação limitada Desordem Ganhador-perdedor Desunião Trapaça-esperteza Frustrante Limitante Repúdio Conformismo “O jogo sou eu” Segundo Jogo Cooperação Grupal Todos participaram Organização Todos ganham União Honestidade Reconfortante Amplo Acolhida-confiança Desafio coletivo “O jogo somos todos nós” d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. . . situação produtora de empatia. valorização das ações. mais comunicação. . melhores resultados.versão de 31/10/2005 34 . .doc . . maior produtividade. No jogo cooperativo. .. maior sensibilidade quanto ao próximo. Ele supera desafios: tem participação de todos: coletividade em tudo: elimina-se a agressão física. joga-se com os outros e não contra os outros.Na cooperação há: . responsabilidade pelos atos. pois aquilo que o/a parceiro/a fez pode ter sido a maior colaboração para que a pessoa esteja “à mesma altura” que os demais. Brincando e refletindo com as cadeiras....

G. Apostila do Curso Teológico da Faculdade da Igreja Metodista. Jogos cooperativos.versão de 31/10/2005 35 . a criança fala muito mais com os gestos do que com palavras. São Leopoldo. É necessário valorizar o corpo/gesto .Bom. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. depois de ver tudo isso.o corpo fala . .doc .deve haver sempre o contato físico. Sinodal. podemos voltar a questões anteriores e ver se algo mudaria em nossa metodologia. Vamos dar uma verificada nas revistas??? BROWN. . __________.Como as crianças com os quais trabalhamos experimentariam Deus usando este método? (realidade e cotidiano). Como você experimenta Deus nestas crianças agora? Outra necessidade também muito importante. é conscientizar-se que.

da saúde. da habitação e tendo uma multidão de desempregados pelas ruas. bonita. Este trabalho é fruto da paixão e do esforço de pessoas comprometidas com essa causa. junta outra vez. A miscigenação ocorrida em nossa terra resultou num povo bonito.IPI do Brasil) d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. ainda temos esperança. mas miserável. com certeza.. comentado e enriquecido com textos bíblicos. Não é possível separar o futuro do Brasil do presente dessa criançada de olhar esperto. mais de trinta milhões de crianças carentes. a que fomos submetidos ao longo de nossa história. É nessa hora que precisamos reunir de novo.VIDA. em nosso país. sensível. ruas e esquinas. hoje estamos passando às suas mãos o ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE.versão de 31/10/2005 36 . Mesmo vivendo graves problemas ba área da educação. A exploração e a opressão. ainda acreditamos no futuro. não conseguiram roubar a doçura do nosso povo.APRESENTAR É TAMBÉM DESAFIAR Todos nós temos consciência de que fazemos parte de um povo especial. criativo. num grande movimento de Salvação. pelas nossas crianças e pela nossa criatividade. Seremos salvos. É difícil firmar esse pensamento quando temos. praças. cabe a todos o desafio de divulgar este material e invocar as pessoas de boa vontade para fazer destas letras . o povo que tem fé em Deus e amor aos pequeninos do Senhor.. ( texto do Rev. nem inibir sua criatividade. Agora. Valdomiro Pires de Oliveira . Por isso. que encontramos pelas estradas.doc .

em comissões estaduais e municipais. a democracia e a vivência plena da cidadania. inclusive de crianças.versão de 31/10/2005 37 . ampliando-se posteriormente sua abrangência até a adolescência. além de em abaixo-assinado com mais de um milhão de assinaturas.doc . ao final da década de 70 e início dos anos 80. em fevereiro de 1989 foi apresentado à Câmara em primeiro projeto da lei: “Normas Gerais de Proteção à Infância e à Juventude”. em junto de 1987. Os meios de comunicação divulgaram campanha de propaganda. No mesmo ano. como conseqüência. Nove meses depois. foi criada a Frente Nacional de Defesa dos Direitos da Criança. Rapidamente. Em setembro de 1986 o ministério da Educação desenvolveu a campanha “Criança e Constituinte”. em 1985. A Pastoral do menor da Igreja Católica iniciou atividades em 1978. do Menor e do idoso”. Não houve consenso entre os participantes em sua estruturação e. entre elas a “Da Família. Paralelamente organizavam-se diversos movimentos pela transformação social. organização e participação. buscando mobilização nacional. surgiu a emenda popular “Criança. que recebeu 250 mil assinaturas de eleitores. Buscavam-se mecanismos políticos e legais que viabilizassem a justiça social. tornou-se o interlocutor entre a sociedade civil e o Congresso Nacional. A princípio apresentava propostas relacionadas às crianças de até seis anos de idade. espaço de articulação. por iniciativa de algumas prefeituras. A “questão do menor” não encontrava solução nas políticas sociais e leis existentes. apoiada pela Unicef. que atraiu a participação de segmentos de governo e da sociedade civil. ampliou-se a atuação de grupos religiosos e movimentos sociais populares. Para regulamentação desses artigos. A iniciativa popular deu origem ao Movimento Nacional de meninos e Meninas de Rua. a emenda “Criança. adolescentes e jovens. No governo Sarney foi convocada a Assembléia Nacional Constituinte e criadas Comissões Temáticas que lhe davam suportem. foi criado o Fórum Nacional Permanente de Entidades NãoGovernamentais de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente = Fórum DCA.ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Histórico COMO SURGIU Perante a situação desumana vivida por crianças e adolescentes pobres em vários pontos do país. Prioridade Nacional” foi incluída em grande parte dos artigos 227 e 228 da Constituição Federal. Prioridade Nacional”. pelo deputado d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.

sem discriminações.versão de 31/10/2005 38 . na mesma data. Ao substituir e termo “menor” por “crianças e adolescentes”. como lei federal nº 8. a mesma forma final apresentada ao Senado por Ronan Tito ( PMDB ). ligados à prática educativa. de 10 de outubro de 1979. visando sua aprovação. Especialistas de diversas áreas participaram da discussão e elaboração . O Código era um instrumento de controle social sobre a conduta enquanto o Estatuto concebe a criança e o adolescente com sujeitos de direitos. que comprometa o desenvolvimento integral. Decidiu-se então pela criação do “Grupo de Redação do Estatuto”. O projeto de lei foi votado e aprovado pelo Senado em 25 de abril de 1990. A Câmara em 28 de junho e o Senado o homologou no dia seguinte. nem anular a responsabilidade deste no crescimento e desenvolvimento aqueles. Nelson Aguiar apresentou ao Congresso.069. a realização pessoal e a participação social dos indivíduos. O estatuto tem caráter amplo e abrangente. Deverão ser punidos se não realizarem a atenção devida à criança e ao adolescente. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. a nova lei pretende que “a universalização dos direitos à população infanto-juvenil do país elimine uma visão discriminatória e elitista que enquadra na palavra menor aqueles pertencentes a famílias de baixa renda e os excluídos do processo produtivo”. Introduz três orientações que alteram radicalmente o modo de atenção à criança e ao adolescente. Outros projetos surgiram e com eles alguns substitutivos.doc . O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE regulamenta os preceitos da Constituição Brasileira de 1988. Sancionado pelo presidente da república em 13 de julho. A primeira orientação diz respeito ao modo de conceber criança e adolescente. como substitutivo do autor.Nelson Aguiar ( PDT ). O Estado. Significa denunciar e corrigir o que se apresente como negação de direitos de cidadania. Entre agosto de 1989 e junho de 1990. com iguais direitos. entrou em vigor no 10 de outubro do mesmo ano. apoiado pela deputada Benedita da Silva ( PT ).representantes do movimento social. Reconhecê-los como sujeitos de direitos não significa anular sua relação de dependência para com os adultos. vinculado ao Fórum DCA. juristas da área da infância e consultores de Unicef. Não há mais diferença entre criança rica e criança pobre. passando a dar proteção a todas crianças e adolescentes. no que se refere à atenção a este segmento importante da nossa população. QUE MUDANÇAS TROUXE O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE instaurou um novo referencial político-jurídico frente ao então vigente Códigos de menores. Finalmente. a sociedade e a família agora são responsáveis por assegurar estes direitos. realizou-se um intenso movimento de discussão e divulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente. em nível pessoal ou institucional.

dispõe sobre como será cumprida a lei e cobrada sua execução.versão de 31/10/2005 39 . acompanhamento. 1990 SANTOS.Uma proposta de Assistência Técnica”. Benedito Rodrigues dos. “O Estatuto da Criança e do Adolescente e a Política de Assistência Social”. COMO SE ORGANIZA O Estatuto da Criança e do Adolescente divide-se em dois livros: Livro I . decidir sobre políticas. ou seja. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CARVALHO. publicação conjunta do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família ( Sitraemfa ) e do Centro Brasileiro para a infância e Adolescência ( CBIA. Livro II PARTE ESPECIAL . controle e avaliação dos serviços públicos locais destinados à criança e ao adolescente. Caderno 3 do Projeto Criança .A segunda orientação altera o modo de gestão pública das políticas de atenção à criança e ao adolescente. de tal modo que os mesmos não percam o vínculo comunitário que possuam. As instâncias federais passam a ser apenas normativas e co-responsáveis na injeção de recursos financeiros e na capacitação dos agentes municipais. “A cidadania de Crianças e Adolescentes”. GUARA. Cadernos Populares nº 9. A terceira grande orientação diz respeito à participação comunitária na formulação.Instituto de Pastoral da Faculdade de Teologia da Igreja Metodista. de forma a garantir uma atenção globalizante das necessidades biopsicosociais destes seres em desenvolvimento. O local desta atenção é o município. o que significa que o mesmo decide. É também deliberativo. Propõe a maior integração e articulação entre as diversas políticas públicas setoriais.É formado pelos 85 artigos iniciais e tem conteúdo programático. Cria um fundo financeiro para assegurar a total atenção que a criança e o adolescente exigem. Este conselho é paritário em representantes do poder público e da sociedade civil local. 1993 d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. EDITEO.Compreende os artigos 86 a 267. portanto. Isa Maria F. dispõe sobre o que deve ser feito. 1992. “A Municipalização do Atendimento aos Direitos da Criança e do Adolescente na Baixada Santista .doc . Atribui. acompanha a ação. A sociedade civil também é parceira fundamental nas decisões políticas e no controle das ações junto a criança e ao adolescente. Cria também o Conselho Tutelar.PARTE GERAL . FORJA EDITORA. em conjunto com o executivo municipal. Maria do Carmo Bandt de. isto é. ao governo municipal a competência de assegurar a atenção às necessidades básicas da criança e do adolescente. O estatuto cria o conselho de Direitos da Criança e do Adolescente para. publicamos a seguir o Índice Temático. ( texto mimeo ). com representação dos municípios responsáveis pela mediação entre a comunidade local e poder judiciário. Para facilitar a consulta de assuntos específicos. de conteúdo operacional. da Rosa. controla e fiscaliza.

0 DESCRIÇÃO VIDA E SAÚDE Não Atendimento Médico Falta de atendimento peri-natal e pré-natal Falta de atendimento emergencial Falta de atendimento especializado Falta de acompanhamento médico de rotina Falta de acompanhamento odontológico de rotina Falta de equipamentos Falta de vacinação Recusa de atendimento Falta de leitos para internação hospitalar Atendimento Médico Deficiente Cirurgias desnecessárias Danos cirúrgicos Esterilização de adolescente Intoxicação medicamentosa Interrupção de tratamento d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Quais são dos direitos violados quanto a vida e saúde. 1991 Por isso é preciso conhecer o Estatuto da Criança e do Adolescente ( E.2.0 1. no país e qual a situação das crianças nestas diversas realidades.08.0 1. FORJA EDITORA.2.06. sociedade civil ) podemos verificar aquilo que não está sendo feito.0.0 1.0 1.04.1.b 1. na cidade. FORJA EDITORA.2.2.02.0 1.A ) para que possamos nos envolver neste projeto que não é nossa mas de Deus: a garantia de vida para crianças e adolescentes que tem seus direitos ameaçados e/ou violados.0 1.A .1. Cadernos Populares nº 4.1. Comparando direitos violados e ações e iniciativas dos diversos segmentos ( igreja.00.2.1.0 1. Para isto é preciso ver o que acontece nas famílias. educação e etc.1.0 1. nas igrejas. “O Estatuto da Criança e do Adolescente e a Questão do Delito”.1.0 1. Maria de Lourdes Trassi. nos bairros.PEREIRA. “O Estatuto da Criança e do Adolescente e os Trabalhadores da Área da Menoridade”. 1991 TEIXEIRA. publicação conjunta do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao Menor e à Família ( Sitraemfa ) e do Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência ( CBIA ).ESPECIFICAÇÃO DA VIOLAÇÃO SOFRIDA CÓDIGO 1.02.2.0 1.00.03.0 1. publicação conjunta do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência ao menor e à Família ( Sitraemfa ) e do Centro Brasileiro para a Infância e Adolescência ( CBIA ). 03 a/b . Tabela 2.01.1.04.0 1.05. Irandi e Gerlene VERAS.versão de 31/10/2005 40 . liberdade.0 1.1.doc .01.03.1. Cadernos Populares nº 3.07.0 1.C.04.00. Só então poderemos concretizar projetos e ações que de fato vão ajudar na garantia da vida e dos direitos de nossas crianças e adolescentes. Além disto é preciso também verificar quais as ações da sociedade civil e das igrejas no sentido de atender a superação destas violações de direitos.1.05.a 1.

0 2.0 1.4.05. Falta de orientação aos pais no tratamento a Cr.4.0 1.3.3.03.0 2. Falta de condições para o aleitamento ( Trabalhadora ) Falta de condições para o aleitamento ( Presidiária ) Falta de programas de complementação alimentar para crianças Falta de programas de complementação alimentar para gestantes e nutrizes.4.06.0 1.01.3. ilegal temporária Prisão ilegal Tráfico de crianças Violência Física Violência Física ( Surra.0 1.03.0 1.03.3.2.2.1.0 1.00.6.2.02.04.04.0 1.0 1.0 1.10.0 Diagnóstico incorreto Tratamento incorreto Falta de medicamento Falta de precedência no atendimento à Cr.0 1.02.0 1.2.02.03.5.0 1.a 1.6.2.0 2.02.0 2.0 1.4.06.0 1.01.0 1.2.3.11. / Ad. espancamento.0 1.04.02.0 2.00.07.doc .2.0 2.02.0 1.5.0 1.4.1.05.0 2.01.5.0 2.1.0 1.6. RESPEITO E DIGNIDADE Aprisionamento Confinamento de qualquer espécie Seqüestro Detenção.08.0 2.0 2.00.04.0 2.0 2.00.01. Falta de registro e/ou denúncia de maus-tratos Falta de notificação de doenças infecto-contagiosas falta de saneamento básico Intoxicação na gravidez por razões externas Falta de programas de educação sanitária Práticas hospitalares e Ambulatoriais Irregulares Proibição da permanência do responsável em caso de internação Falta de alojamento conjunto. queimadura ) Agressões com objetos contundentes Supressão da alimentação com caráter punitivo Tortura Violência Psicológica Ameaças de morte Humilhação pública ou privada Tortura psicológica Exposição indevida da imagem da criança / adolescente Violência Sexual Sedução Abuso sexual d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.02.0 1.5.3.0 2.0 1.01.0 2.3.12.6.0 1.02.07.00. no nascimento Inexistência ou não preenchimento de prontuário Não fornecimento de declaração de nascimento Não identificação do recém-nascido e sua mãe Irregularidades na Garantia da Alimentação Doenças decorrentes da nutrição deficiente da mãe.1.4.01.2.0 1.0 1.02.5.3.5.3.04.0 2.1.b 1.00.2.0 2.2.0 2. Negligência no atendimento extrações odontológicas desnecessárias Prejuízo por Ação ou Omissão de Agentes Externos Omissão de socorro à criança/adolescente Recusa de atendimento médico por razões filosóficos/ideológicos/religiosas.00.1.03.0 2.4.0 1.0 1.3.4.4.01.03.3.00.versão de 31/10/2005 41 .3.0 1.09.03.01.2.0 2.0 1. Atos Atentatórios à Vida Homicídio Tentativa de homicídio Cirurgias com fins ilícitos LIBERDADE.0 2.3.05.0.1.2.00.04.

03.0 2.08.0 2.01.2.1.3. ao adolescente.0 2.03. atividades culturais de lazer e esporte Impedimento de posse e guarda de objetos particulares Restrição de direitos.05.00.7.04.1.0 2.01.03.6.0 2.5. drogas.0.02.1.03.00.6.11.03.05. não prevista judicialmente Não informação.5.2.0 2.5.0 3.2.0 3.0 2. mendicância.1.5.0 2.06. Oriundas de entidades de assistência Práticas Institucionais Irregulares Desrespeito à opinião da criança/adolescente Impedimento de acesso a familiares.6.0 2.0 2.5.02.00.0 Estupro Discriminação Impedimento de acesso a bens materiais Humilhação intrafamiliar Isolamento e tratamento desigual no convívio familiar Isolamento e tratamento desigual no convívio comunitário Impedimento de acesso a logradouros públicos Impedimento de acesso à educação Impedimento de acesso à saúde Critérios discriminatórios no acesso à profissionalização Cerceamento político Cerceamento religioso Incitação da população contra criança/adolescente Discriminação de cr.0 2. orientação Permanência de criança/adolescente em locais proibidos CONCIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA Ausência de Convívio Familiar Abandono por pais e/ou responsáveis Expulsão de casa por pais e/ou responsáveis Impedimento de acesso a pais/irmãos Privação da convivência com pais ou responsáveis.6.00.doc .0 3.a 3.7.2. etc.02.7.5.09.0 2.5.2.01.b 3.0 3.06.2.0 2.0 2.03.0 2.3.01.6.5.) Recusa de auxílio.0 2. devido à perda do pátrio poder por razões materiais Devolução de criança/adolescente por família adotiva Internação sem fundamento legal Ausência de Condições Materiais para Convívio Familiar Não pagamento de pensão alimentícia Falta de moradia Falta de condição de sobrevivência por miséria Falta de condição de sobrevivência por doença Falta de condição de sobrevivência por desemprego Inadequação de Convívio Familiar Prisão Domiciliar Confinamento d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.04.5. vestuário.5.justiça e meios de comunicação Condições precárias de saneamento.03.5.6.5.0 2.02. de sua situação processual Local inadequado para permanência de criança/ adolescente em situação de apreensão.0 3.a 2.01.07.00.00.0 3.0 3.0 3.6.c 3.0 3.02. habitabilidade e segurança Ausência de alimentação.7.3.06. refúgio.07.0 3.0 2. abrigo.04. comunidade.0 2.0 3.1.0 2.00.0 2.03.0 2.0 3.05.05. internação ou assistência Atos Atentatórios ao Exercício da Cidadania omissão das autoridades na apuração de queixa Não cumprimento dos direitos assegurados de acesso à justiça Impedimento de acesso à documentação de identificação Aliciamento de criança/adolescente para atividades ilícitas ou impróprias ( Prostituição.0 2.01.versão de 31/10/2005 42 .2.0 3./ad.6.4.0 2.1.6.0 2.0 2.7.08.7.1.04.b 2.10.2.0 3.5.06.03.7.0 2.

0 4.0 3.5.0 4.0 4.0 4.09.0 3.0 4.00.1.3.5.a 3. casa/creche Distância física empresa/pré-escola.2.5.05.03.02.b 3.5.4.0 3.04.4.2.03.0 4.0 4.a 4.03.04.0 4.0 3.05.0 4.4.2.3.5.01. por parte das empresas.0 4.04.1.03.01.00.0 3. adoção ou tutela Não cumprimento da legislação brasileira. quando da adoção por estrangeiros Impedimento de contato de pais presidiários com filhos Não reconhecimento de direitos sucessórios de crianças/adolescentes adotados EDUÇAÇÃO.0 3.0 3.5.01.versão de 31/10/2005 43 .3. CULTURA.0 4.0 3.0 3.0 3.1.3.0 3.05.0 4.1.0 4.0 3. Utilização de criança/adolescente na mendicância Utilização de criança/adolescente na prostituição Utilização de criança/adolescente na produção e tráfico de drogas Ausência de Infra-estrutura Inexistência de abrigos temporários para criança/adolescente Falta de atendimento especializado para portadores de deficiências Internação inadequada de portadores de deficiência Internação de adolescente em presídios de adultos Falta de assistência integral aos filhos de presidiários Atos Atentatórios ao Exercício da Cidadania Não registro de nascimento Negação de filiação Indefinição de paternidade desrespeito à opção da criança ou adolescente em situação de guarda.02.3.0 4.0 4.5.3.0 4.4.4.00.02.4. substâncias químicas e álcool.08.3.02.0 4.0 4.3.0 3.04.4.01.0 4.09.0 4.07.4.02.3.1.09.00.0 Seqüestro por um dos cônjuges Cárcere de deficientes físicos ou mentais Violência Física Violência psicológica Abuso Sexual intrafamiliar Convivência com dependentes de drogas.00.01.0 3.0 4.3.3.03.c 3.3.4. da obrigatoriedade de creches ( instalação ou auxílio ) Falta de equipamento especializado para atendimento de 0 a 6 anos Distância física empresa/creche.3.2.03.02.4.0 3.3.0 3.3.b 4.0.2.01.05.4.00.0 3.03.04.0 3.0 4.5.04.05.05.1. casa/pré-escola Ausência de condições Educacionais Adequadas Ausência de merenda escolar Professores despreparados Falta de segurança nas escolas Ausência de serviços especializados Alto índice de repetência d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. ESPORTE E LAZER Impedimento de Acesso à Educação Falta de escola Falta de vagas Falta de ofertas de ensino noturno regular ao adolescente trabalhador Incompatibilidade do calendário escolar com as atividades sócio-econômicas locais Inexistência de ensino fundamental completo Impedimento de Permanência no Sistema Educacional Punições abusivas Critérios avaliativos discriminatórios Expulsão indevida Constrangimento de qualquer espécie Ausência ou Impedimento de Acesso à Creche/Pré-escola Falta de creche/pré-escola Falta de vagas em creches/pré-escola Não cumprimento.0 4.04.4.3.0 3.doc .00.3.06.07.05.06.

02.00.0 5.0.a 5.0 4.3.0 5.0 5. Esporte e lazer Ausência de equipamento e programa de esporte/lazer/cultura Falta de manutenção dos equipamentos existentes Falta de segurança nos locais destinados à cultura.03.4.b 5.3.80.5.01.5.0 5.1.b Falta de informação aos pais sobre freqüência do aluno Interrupções sistemáticas do processo de ensino Falta de material didático condições insalubres dos estabelecimentos escolares Impedimento de acesso aos critérios avaliativos Ausência ou Impedimento de Uso de Equipamento de Cultura.0 5.02.04.5.0 4.0 5.00.0 4.2.06.00.0 5.08.2.6.0 5.2.04.0 5. evasão escolar e/ou elevados índices de repetência Impedimento legal de garantias educacionais às crianças indígenas PROFISSIONALIZAÇÃO E PROTEÇÃO NO TRABALHO Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes Exploração no trabalho doméstico Não remuneração Remuneração inadequada Apropriação indevida do resultado do trabalho Exploração do trabalho por entidades assistenciais Trabalho em regime de escravidão Outros Condições Adversas de Trabalho Exposição a acidentes de trabalho Horário incompatível com a faixa etária/desenvolvimento físico Trabalho desprotegido de deficientes Inobservância da legislação Trabalhista Negação de carteira de trabalho assinada Violação dos direitos previdenciários e trabalhistas Trabalho perigoso.doc .4.3.0 4.03.0 5.2.02.0 4.07.1.3.05.01.03.4.0 5.03.0 4.4.3.0 4.0 4.01.6.00.04.0 5.0 4.6.01.10.1.00.0 5.03.01.1.02.3.07.01. excesso de faltas injustificadas.06.06.0 4.4.6. insalubre ou penoso Coação a trabalho noturno Extensão da jornada de trabalho Trabalho em horários ou locais que impeçam a freqüência à escola.0 5.0 5.0 4.4.09.0 5.3.5.05.03.a 5.04.0 5.0 4.0 4.6.4.1.0 5.0 4.02.5.4.0 5.00.4.0 5.4.0 5.3.1. esporte e lazer.versão de 31/10/2005 44 .0 5.02.1.4.0 4. Impedimento do uso de espaços/equipamentos de lazer existentes Atos Atentatórios ao Exercício da Cidadania Ausência ou impedimento de acesso a meios de transporte Impedimento do acesso à escola Restrição ao direito de organização e participação em entidades estudantis Não comunicação ao Conselho Tutelar de situações de maus-tratos.00.1.0 5.0 5.03.6. Inadequação da atividade à idade Ausência de condições de Formação/Desenvolvimento Não acesso à capacitação/formação técnica/profissional do aprendiz Ausência de encaminhamento a programas de capacitação/ profissionalização de adolescentes sujeitos a medidas de proteção especial Impedimento de acesso a programas de capacitação/ profissionalização de adolescentes sujeitos a medida de proteção especial Ausência ao acesso à capacitação/ profissionalização de crianças/ adolescentes portadores de deficiências Impedimento de acesso à capacitação/ profissionalização de crianças/ adolescentes portadores de deficiências d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.02.05.4.

2.Exilados X os que ficaram d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.1.na história 1.Egito 2.doc .2. no qual foi vivido e escrito.Os profetas 4.IAHWEH (Deus dos marginalizados) 2. A Criança no Êxodo: 2.3.10 .Grupos formadores do povo de Deus 3. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1. Estimular a reflexão do texto bíblico na sua relação com o contexto histórico.Origem 3.versão de 31/10/2005 45 .A sociedade dos iguais 2.CONHECENDO A BÍBLIA A PARTIR DAS CRIANÇAS OBJETIVOS: Oferecer balizas históricas para uma leitura tenta e inteligente.1.Memória e Identidade 4.O princípio da escrita 3.3. A Criança no mundo da Bíblia 1. A Criança no Exílio 4.Os reis 3.2.4.1.na cultura 2. A Criança na Monarquia 3.na geografia 1.3. que contribua com o resgate da criança na memória bíblica.4. Criar condições para o aprendizado da hermenêutica bíblica.1.2.

.Dinâmica: Linha do tempo .A reconstrução 5. O salmo é uma exaltação a lei divina. e perguntar aos/as participantes se eles/as identificam o versículo da Bíblia que contém as palavras das figuras: CONSIDERAÇÕES SOBRE O SALMO: O salmo foi escrito no contexto de Israel no seu retorno do exílio. Em todos os versículos a lei é designada com um sinônimo: testemunho.2.Jogos . preceito. tábuas da lei/Bíblia.Jesus Cristo 5. VERSÍCULO 105: PALAVRA: lâmpada e luz PÉS: Caminhos d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.3.Pentecostes 6. EXPOSIÇÃO TEMÁTICA Introduzir o tema.4.Paulo 6. refletindo o texto bíblico do Salmo 119. etc.105: "LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS É A TUA PALAVRA E LUZ PARA OS MEUS CAMINHOS. como instrumento de ensinamento da revelação de Deus.Confecção do mapa da Palestina . A Criança e a Igreja 6.Exposição Bíblica . pés.3. estatuto. Em sua articulação social.” Apresentar figuras da lâmpada/lamparina.1.doc . mandamento.versão de 31/10/2005 46 . luz e caminho. palavra. norma. promessa.3.4. o povo valorizava a lei mosaica.Império Romano 5.Apóstolos 6.2-A pregação apostólica 6. divididos em 22 estrofes (22 letras do alfabeto hebraico). O salmo é um ruminar do sentido da lei para a vida do povo.Teatro DESENVOLVIMENTO 1.1. Cada estrofe contêm 8 versos. com exceção do versículo 122.A formação dos Evangelhos METODOLOGIA . Contém 176 versículos. A Criança na Plenitude dos tempos 5.

O caminho é do povo. Fazer da Bíblia o caminho é uma forma de dogmatizá-la. Exposição da história utilizando o mapa da Palestina 2.Confeccionar o mapa da Palestina do tempo bíblico. 5. GRUPO 2 . 2.Êxodo GRUPO 3. obedecendo a cronologia histórica.Igreja 4. utilizando o teatro. GRUPO 1. aquela que mais se identifica.Dividir os participantes em três grupos: 1º Confecção do mapa palestina 2º jogo 3º teatro Cada participante escolherá entre as três atividades. A reflexão da Bíblia deve estimular uma prática docente que contribua com a descoberta e construção do caminho. Avaliar a atividade 3. Os grupos buscarão na Bíblia a participação das crianças na história do povo de Deus.versão de 31/10/2005 47 . GRUPO 1 . para iluminar seu caminho. FECHAMENTO DO TEMA I 1. luz que o ajude na caminhada. 6. Dividir os participantes em 5 grupos. Apresentação do jogo 3. a revelação dinâmica e criativa de Deus na história humana.Exílio GRUPO 2.O mesmo que o 2. Ela não é o caminho.Monarquia GRUPO 4. 3.doc . DINÂMICA DA LINHA DO TEMPO 1. Cada Participante dos grupos estará identificado com o símbolo da época histórica. Avaliação do aprendizado d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Este busca. GRUPO 3 . ATIVIDADE BÍBLICA .Escolher na linha do tempo uma personagem criança e elaborar uma apresentação para os participantes. não permitindo inclusive. Os grupos irão confeccionar bonecos de papel com a identificação da criança e posteriormente colocarão na linha do tempo (barbante).A lei de Deus é luz para facilitar os passos na caminhada.Plenitude dos tempos GRUPO 5. 4. 2. utilizando o jogo como método de aprendizado. Apresentação do teatro 4. Apresentar a linha do tempo contando a história com a participação das crianças.

Princípios da lingüística textual 2.A leitura popular e o método Ler a Bíblia a partir/com/pela criança é tarefa importante e desafiadora em nossos dias. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Escolas Bíblicas de Férias. A metodologia utilizada.Ponto de partida: a vida 3. Ler a Bíblia com a criança. dedicaram esforços em transmitir conhecimentos bíblicos. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 1. Escolas Dominicais. Dinâmica 3.doc . descobre-se uma nova maneira de leitura. METODOLOGIA 1.O texto como leitura da realidade: a leitura de Jesus 3. no conhecimento da Bíblia. A leitura bíblica popular. A leitura.criança Leitura Bíblica para a criança.A importância do método 1.3. hoje.A Bíblia: texto-contexto-mensagem 3. − Propiciar o conhecimento do método de estudo bíblico a partir da criança. tendo a criança como sujeito da ação. Hoje.versão de 31/10/2005 48 . a partir e com a criança. que contribua com sua aplicação na prática de vida. por parte do(a) educador(a). A leitura popular e o método 1.2. − Possibilitar a compreensão da leitura interativa da Bíblia entre educador(a) e criança. que se dedica a uma visão hermenêutica. Há muito a educação cristã tem dedicado ao exercício do ensino bíblico. foi feita para criança.Interação da leitura: educador(a) .Tema II: LER A BÍBLIA A PARTIR DA CRIANÇA .1. no transcurso do tempo.1. leitura essa.1. está superada. com o fim de auxiliar a criança. Exercícios: análise de textos DESENVOLVIMENTO 1. catequese na Igreja Católica. permitindo a própria criança.1.Relação mundo bíblico/mundo da criança OBJETIVOS: − Apresentar instrumentos e técnicas que viabilizem a constatação da compreensão do texto bíblico. utilizando novos recursos pedagógicos.CHAVE DE LEITURA DO(A) EDUCADOR(A). Exposição Temática: 1.1.o que é ler e como fazê-lo 1. Uma leitura. Etapas para o estudo de texto 3. no protestantismo.Leitura para prática de vida comprometida 2.Luz para a caminhada.Ponto de Chegada: Interpretação (hermenêutica) .3. Exposição temática 2. construir sua leitura na interação com sua realidade de vida. apenas. Sempre se utilizou a leitura. sempre. analisando. destacando os personagens como heróis. os aspectos fatuais.

são elementos fortes que devem ser utilizados. resgatando a experiência do povo de Deus. valores e etnias. somente acontecerá. na perspectiva da inserção. propõe-se a espiral metodológica que retrata a vida: o existencial trabalha os conflitos e inquietações que estão presentes. Não é bastante a leitura da Bíblia por si só. a reflexão bíblica mostra que as outras crianças enfrentam situações semelhantes. que o ser humano pode tornar-se pessoa indivisivelmente.doc . É na vida que se desencadeia a educação e o processo da maturidade humana. propõem-se uma leitura com a criança.Nesta nova modalidade de leitura. alegrias e tristezas da comunidade.PRINCíPIOS DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Idéias trabalhadas no livro Redação e Textualidade de Maria das Graças Costa Val. a partir da consciência de que a mensagem deve ser encarnada. A linguagem e outros recursos didáticos. símbolos e recursos naturais. semântica e formal. A definição de texto como uma unidade sociocomunicativa relaciona-se com a função e atuação que a linguagem tem em seu contexto de uso. inserida no processo histórico. presentes na vida da criança. no passado. É na vida. parte do esforço da compreensão da vida. como instrumento de luta. Este contexto exerce um papel preponderante na d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. ela compreenderá e sentirá parte do povo de Deus. Buscar o sentido para a vida. também. libertação e esperança. na qual a criança se encontra inserida. O QUE É TEXTO É o meio utilizado pelas pessoas para comunicar o que se tem a dizer. dentro da realidade da criança. a partir da experiência e revelação de Deus. em sua dimensão histórica e espiritual. mas lutaram e alcançaram a libertação. EXISTENCIAL REFLEXÃO INSERÇÃO = Realidade concreta da criança = Mensagem da Bíblia = Passagem da mensagem à vida-ação A proposta para estudar Bíblia com a criança. no momento em que a criança se sentir parte da história. na vida da criança. formando uma unidade sociocomunicativa. No momento em que a criança perceber. políticos e econômicos estão presentes no dia a dia de uma comunidade. conflitos. na vida no presente.versão de 31/10/2005 49 . sem o confronto com a realidade da criança.2 . A inserção se dá. devendo resgatar o sentido original da Bíblia. com vistas a sua linguagem. que sua realidade confronta com a realidade bíblica. Os aspectos sociológicos. favorecerão a assimilação. 1. A assimilação. Uma linguagem acessível. Por isso. Esse processo pedagógico é a conhecida contextualização bíblica. A história do povo de Deus lida a partir da realidade e do mundo da criança. daquilo que é concreto. É no seio da realidade de vida da criança que se descobre o referencial para leitura. participando dos anseios. E para que estes aspectos seja levantados será necessário que o(a) educador(a) esteja presente. Construir sua história. no mundo próprio da criança. Esta comunicação pode ser escrita ou oral. partindo do existencial.

Por este motivo. O QUE É TEXTUALIDADE É o nome que se dá ao conjunto dos elementos do texto. tais como: as intenções do produtor. a unidade formal de um texto. é a conformidade do texto à realidade sociocomunicativa. e o espaço de perceptibilidade visual e acústica comum na comunicação face a face. Em função disto. semânticos. INTERTEXTUALIDADE. SITUACIONALIDADE. Esta coesão expressa-se nos conceitos e relações subjacentes ao texto. por ser responsável pelo seu sentido. FATORES PRAGMÁTICOS A INTENCIONALIDADE diz respeito aos esforços que o produtor tem que fazer na elaboração do texto coerente e coeso. que são os aspectos relacionados aos fatores pragmáticos da sociocomunicação. São sete os fatores responsáveis pela textualidade: COERÊNCIA E COESÃO. permitindo compreensibilidade do seu todo coeso. Nestes dois fatores descritos. que é responsável por torná-lo integrado.doc . além dos cognitivos. 1. mas também daquele que o recebe. Em outras palavras. Ela diz respeito aos componentes responsáveis pela pertinência e importância do texto. que são mecanismos gramaticais e léxicas. Pode ser considerado coerente o texto que demonstra compatibilidade com a experiência de quem lê. que faz com ele seja não apenas um emaranhado de palavras mas propriamente um texto. ASPECTOS CONCEITUAIS E LINGUÍSTICOS A COERÊNCIA tem sua importância no texto. o texto é uma construção.1. a ACEITABILIDADE diz respeito à expectativa do recebedor. que tem sua importância em dar a ele um conjunto significativo de coerência. do outro e do outro com relação a si mesmo e ao tema do discurso. INFORMATIVIDADE. o jogo de imagens mentais que cada um(a) dos(as) interlocutores(as) faz de si. percebe-se que a comunicação somente se realiza quando fica estabelecido o acordo de cooperação entre o produtor e o recebedor. torna-se necessária a utilização de vários fatores pragmáticos. não só daquele que o elabora. utilidade e relevância do texto. quanto à coerência.2.2. Engloba aspectos lógicos. coesão. que atenda aos objetivos propostos para sua comunicação. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Na coerência encontramos a notoriedade da lingüística. que favorecerão seu sentido e reconhecimento usual da língua.2.produção e recepção do texto. Um terceiro fator a considerar é o que se pode entender como SITUACIONALIDADE. Por último. Outra qualidade especial do texto é sua unidade semântica. Diferentemente da intencionalidade.versão de 31/10/2005 50 . 1. ligadas aos aspectos conceituais e lingüísticos: INTENCIONALIDADE. que é a COESÃO. ACEITABILIDADE. naquilo que se refere ao seu contexto.

paulatinamente. . à medida que ele entrava o seu corpo ia.doc . Primeiro os pés. Certo dia foi levado até a praia e ficou extasiado a contemplar aquela imensidão de água.Entre mais em mim para conhecer-me melhor O Bonequinho de Sal continuou a mergulhar no Mar. O último fator responsável pela textualidade é a INTERTEXTUALIDADE.O contexto é o elemento orientador.. começou. aceitabilidade. ele ainda perguntava: . O texto precisa. para que seu recebedor compreenda seu sentido. situacionalidade. analisar-se-á o texto O BONECO DE SAL: Era uma vez. tanto para o produtor quanto para o recebedor. se dissolvendo. Mas. disseram-lhe. informatividade e intertextualidade).Mas o que é o mar? Perguntou ele. O quarto fator é a INFORMATIVIDADE.O que é isto? perguntou ele. dissolvendo-se cada vez mais. então. ainda duvidando.O MAR SOU EU!!! d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.versão de 31/10/2005 51 . devagarinho a entrar dentro do Mar.. . Quando faltava apenas a sua cabeça para ser dissolvida. quem é você? Posso conhecê-lo mais ainda? E o Mar respondia: .Isto é o mar. Então o próprio Mar respondeu ao Bonequinho de Sal: . Ela tem a ver com a expectativa que o recebedor tem do texto. depois as pernas.Continua a entrar que você encontrará a resposta e saberá certamente quem sou eu! Finalmente o Bonequinho de Sal se dissolveu no Mar.Mas quem é você? E o Mar respondia: . necessariamente. O Bonequinho de Sal. no seu plano conceitual e formal..Para me conhecer você tem que me experimentar: tem que entrar dentro de mim! É a única maneira possível de nos tornarmos conhecidos. Utilizando os Fatores Pragmáticos dos princípios da lingüística textual(intencionalidade.Mar. o tronco. na utilização de um texto. um Bonequinho de Sal que não conhecia o mar. E ele entendeu: . E o Bonequinho de Sal ainda perguntava: . Neste fator. de suficiência de dados. torna-se imprescindível o conhecimento de outro(s) texto(s). O nível de informatividade do recebedor será preponderante naquilo que se refere ao seu interesse. ..

isto é: o grupo que era de verbalização passará a observar e vice-versa.1.O. 2.Todos os participantes terão o texto antes de começar a dinâmica. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. 2.3.4.6. Dinâmica G.2.O grupo de observação fará anotações sobre o comentário do grupo de verbalização. DINÂMICA G. 2. Avaliar o processo.2.V.G.4.O (Grupo de Verbalização e Grupo de Observação) 2.G. 2.Fazer a divisão dos dois grupos 2. O grupo de dentro será o grupo de verbalização e o de fora o de observação 2.2.4.4.V.versão de 31/10/2005 52 .1.5.4.Inverter a posição dos grupos e proceder como anteriormente. 2.4.4.4.O grupo de verbalização irá comentar o texto seguindo a orientação dos princípios da lingüística textual. Dividir os participantes em dois grupos circulares: o primeiro formará uma roda interna de frente para o segundo que estará circulando-o. é uma dinâmica que objetiva a verbalização e observação. Funcionamento: 2. 2.3.doc .

IDEOLÓGICAS: C. ETAPAS PARA ESTUDO DE UM TEXTO 1. Quem fala ou age 2.Estudar em grupo os textos escolhidos 3. B. Texto 1. Tempo 3.Discutir o relato dos estudos em grupo para todos os participantes. As condições de vida evidenciadas .ECONÔMICAS: Como o povo vivia? O que o povo produzia? Em que condições ele trabalhava? .versão de 31/10/2005 53 . De que forma Deus se revela na nossa luta pela vida? Exercícios: Análise de textos 1. O que é dito ou feito 3. 2.Escolher com antecedência alguns textos bíblicos para análise. O texto nos anima ao compromisso com a transformação da vida? C. Bíblia: A.doc .Avaliar a atividade. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.SOCIAIS: Como o povo se relacionava? Quais eram suas condições de vida? Como os grupos viviam na sociedade? Quem liderava?governava? meios? Como o governo e o povo se relacionavam? O que o povo pensava da vida? O que o povo pensava da religião? Como Deus se revela no texto? Qual o meio político usado para governar? . Ponto de partida: a realidade da criança 2. Lugar 2. possibilitando uma reflexão comunitária. O texto lança luzes para nos ajudar enfrentar as dificuldades? B. PONTO DE CHEGADA (interpretar o texto para iluminar a nossa situação hoje) A. utilizando as ETAPAS PARA O ESTUDO DE UM TEXTO. entende e aplica o texto na vivência da fé? 1. O texto leva-nos ao aprofundamento da fé? E. Que compromisso Deus quer de nós? D. 4.POLÍTICAS: . Os conflitos apresentados no texto 4. O que é dito no contexto global do livro no qual o texto está inserido.3. MENSAGEM DO TEXTO: Qual foi a intenção do autor do texto para com a comunidade daquele tempo? Como a comunidade leva. Contexto do Texto 1.

7. gradação) 5.5.3.indivíduo 6. Analisar a história seguindo o roteiro. ideológicos. Convidar os grupos para uma visita a exposição dos livros.2. 5. 4. correção do texto do ponto de vista do conteúdo (verdade bíblica) 5.Tema III: A LEITURA DA BÍBLIA NA LITERATURA INFANTIL Objetivo: Estimular a utilização da literatura infantil na prática de ensino. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. tipos de código lingüístico). Roteiro: 5.8.7. Abordagem ou linha teórica a que se filia ou autor (coerência interna). Com que concepção teológico-doutrinária trabalha os autores? (explícita ou implicitamente). Deverá ser analisado apenas um livro.6. Desenvolvimento: 1. Como podem os livros auxiliar aos(às) educadores(as) e alunos(as) na aprendizagem? 4.4. linguagem utilizada (clareza de conceitos. Que tipo de visão educacional possui os autores? 5.7.3.mulher . 7. 3. Dividir os participantes em grupos de quatro pessoas. 4. Sugestões de alternativas na utilização dos livros.relação adulto . ROTEIRO PARA ANÁLISE DOS LIVROS 3.4.criança . Possibilitar o estudo da história. Favorecer a criatividade.doc . preferencialmente fora da sala de atividade 2.4. Oportunizar a reflexão dos conteúdos oferecidos pela literatura infantil.7.3. Sugerir a escolha de um livro para análise pelo grupo. Examine o sumário do livro (se houver) Que critérios presidem à ordenação dos conteúdos? 5. Faça uma apreciação do material didático analisado são os seguintes aspectos: 5. Avaliar o processo de ensino-aprendizagem.versão de 31/10/2005 54 . 5.1.natureza .relação homem . Fazer uma exposição dos livros em uma mesa. Conteúdo Programático Literatura Bíblica para criança.relação homem .7. Você recomenda a leitura do livro analisado? 7. clareza. 5. 8. num processo de produção e interpretação literária. etc. Até que ponto os livros analisados podem servir para um ensino eficiente e interessante? 5. ilustrações e exercícios (adequação. 5.sociedade . O livro contém alguma apresentação do autor ou autores? 5. Questões centrais: 4. nos seus aspectos doutrinários. 6. Reunir todos os grupos para socialização das análises. Como são tratados os seguintes conceitos: . teológicos.

Silvino José. 7. Bíblia livro feito em mutirão.1991 23. Maria da Graça. História de Israel a partir dos pobres. Ismar de Oliveira. Vozes.PASTORAL DE JOVENS DO MEIO POPULAR.Dinâmicas de grupos populares.Comunidade Criativa.quadro de giz 12. Tesoura 6. Vozes. 5.DIVERSOS. 1982 11.Revistas de histórias bíblicas para crianças (diversas edições teológicas) 13. 1988 8.doc . Xerox dos textos que serão distribuídos 8. C. Petrópolis. W. COELHO.BEM-TE-VI 25. Carlos. Petrópolis. José Gonsalves. O tempo que se chama hoje.MESTERS. CARRAEH. Paulinas. 1988 22. Vozes. Terezinha Nunes. São Paulo.SOARES. giz 10. 1992 17. Barbante .Aprender pensando. 1990. Paulinas.ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. Paulinas. William César Castilho. 1992 21.Dinâmica de Recreação. COSTA VAL. 10. Petrópolis. 13.Pincel atômico 14. São Paulo.DIVERSOS. Edições Loylola. São Paulo. BASTOS.PIXLEY. e Santos Manoel de Souza. Paulinas. J.R. 1992 7. Vozes. Maria José R. São Paulo.Comunicação e Criatividade na escola. Papel para escrever 3. Vozes.PEREIRA. Um teatro que liberta. Martins Fontes. Paulinas. Campinas. Marcelo. Lei nº 8. Vozes. Edições Loyola.FRITZEN.versão de 31/10/2005 55 . A Formação do Povo de Deus. SP 18. Maria Inês. São Paulo. Lápis/caneta 7. Papel Cráfit 9. 1988 9. Papel para a confecção de bonecos:computador 2. São Paulo. 1985 16.Oficina Pedagógicas. Marly S. e Filho.Redação e Textualidade. 1990 d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Petrópolis.Aprendendo a aprender. Cola 5. José M. São Paulo.1991 14. São Paulo.B. Paulinas. 1991 15. Petrópolis. 1991 4. 32.apagador 11. Paulinas. Vozes. 1990 6. Petrópolis. Vozes 9 12. ABC da Bíblia.Texto e Leitor.FRITZEN.A Bíblia é nosso livro Sagrada. Paulinas. 1989 24.MEDEIROS. São Paulo. 1983 19. São Paulo. 1993. de. Coleção Tua Palavra é vida nº2.. CARNIATO.30 metros 4. Primeiros passos na Bíblia. Ângela . 1986 20. Paulinas.MUTSCHELE.RECURSOS E MATERIAIS DIDÁTICOS 1.REVISTAS DAS ESCOLA DOMINICAL . C.MESTERS.GRUEN. Pontes Editora.Flor sem defesa.Modelo de mapa da Palestina dos tempos bíblicos BIBLIOGRAFIA 3. Petrópolis. Vicente. Panorama da História da Bíblia. SP. Cleverson e KELLER. São Paulo.069 de 13 de Julho de 1990.ESTUDOS BÍBLICOS Cadernos 1. CORTEY.Jogos Dirigidos. Silvino José. Petrópolis.KLEIMAN. 2.

14. morais intelectuais e religiosos. As crianças recebiam instrução religiosa no lar. que explicavam sua fé e comemoravam os feitos de Deus. Dentro de cada um de nós.20-21. no emocional e no comportamento das pessoas. o desafio era manter a tradição pertinente e promover a nova abordagem educacional apontando mudanças e transformações.doc . diz respeito a um aspecto dela. as orientações éticas e os ensinamentos acerca de Deus. podemos pensar na metodologia bíblica apresentada desde o Pentateuco até a prática de Jesus. vivenciados. a construir coletividade. Dt 6. intelectual e espiritual. significa que cada um/a pode interferir no andamento e no resultado. todos ensinam e todos aprendem. Não basta ouvir os ensinamentos bíblicos. de viver. Na segunda divisão os Profetas. A Bíblia está repleta de ensinamentos que apontam todos os aspectos da vida. psíquico.5 . Js 4. modo de agir.CONHECENDO OS MELHORES MÉTODOS TEMA: Educação Cristã em Processo Não se pode falar em educação sem paixão! Todos nós somos chamados/as a participar. que envolvem aspectos físicos. esse ministério não é apenas do/a educador/a. estuda os textos sagrados como um modelo para a educação. o espiritual apenas. Processo porque diz respeito às transformações sucessivas de cada um/a e que contribuem para a integridade de caráter e da personalidade social do indivíduo.versão de 31/10/2005 56 . O método utilizado era de perguntas e respostas (Ex 13. Pensar em Educação Cristã como um processo. comunitariamente o sentido e significado da vida. ou seja. existe uma preocupação e importância dadas ao ensino pelos judeus. existe uma necessidade de crescimento e realização em harmonia com todos os elementos vitais de nossa vida: biológico. e os lares são o centro da educação religiosa. em seu livro "A Palavra Criativa" (The Cretiver Word). Se for processo de vida. transmitir e manter a herança histórica. em que os/as educadores/as são os pais. No Pentateuco. De uma maneira resumida. Se existe um processo e se aprendemos praticando.21). Walter Brueggemann. Possui uma lógica e metodologia na seqüência e apresentação dos assuntos abordados. se refere ao processo de desenvolvimento global do indivíduo. o tempo todo. mas como se processa o espiritual no intelecto. mas da igreja toda. eles precisam ser praticados. valores. afetivo-emocional. perpassando uma concepção de mundo. ideais. Estes livros relatam as histórias fundamentais da tradição judaica. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. No Pentateuco a função pedagógica era de conservar. O conceito de educação em seu sentido abrangente. Educador/a e educando/a deverá ser ouvinte e praticante da Palavra. apontando como uma preocupação bíblica o processo educativo. de pensar.

... crises políticas e espirituais.... d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. O papel do profeta não era só de criticar as estruturas. era modelo e exemplo do que ensinava. 33 A.. A função pedagógica dos profetas era examinar... nenhuma sala de aula..... os Escritos... No Novo Testamento.doc . o Mestre.. O processo ensino/aprendizagem se fez ao relento. Jesus.. TÉCNICA Corpo Docente.O ensino antes doméstico.. dando oportunidade e espaço para compartilhá-los.. dois alunos Sala de aula . examinando. um professor Corpo Discente... investigações científicas..versão de 31/10/2005 57 .... criticar.. criticando.. questionar... Somos chamados a vivermos profeticamente.. sonhar e através do sonho-esperança fortalecer os cansados e desanimados.... e que não haja distância entre o que pensamos e o que fazemos... mulheres e idosos... Nestes livros são abordados temas da vida cotidiana das crianças.. equipar e enviar seus discípulos para uma missão.. jovens. filosóficas.D.. Respeitava o conhecimento e a experiência do outro... A finalidade da educação era criar espaços para questionamentos. é composta de livros diversos com caráter mais subjetivos e existencial. Israel passou por um período de incerteza e tensão.. Além de ser Páscoa... atentarmos e observarmos a nossa prática pedagógica para que ela não seja vazia de experiência prática... descobertas em relação aos aspectos da vida e a experiência humana... informal. a natureza Enquanto os alunos caminham e dialogam sobre as últimas lições de vida. O profeta anunciava a mensagem do Senhor..Aula Inaugural Se todos os domingos são especiais aquele o era ainda mais... criativa e conscientizadora....com a morte do libertador morrem os seus sonhos e agora as razões para viver não existem mais. chegam a conclusões desalentadoras: .. um professor.... Precisamos enquanto educadores/as... centra-se agora no trono.Nascimento da Escola Dominical. íntimo e constante numa convivência diária.. revendo a nossa realidade.. mas de criar novas possibilidades. que visava preparar.. Dois alunos. mas acima de tudo criando novas possibilidades.. seu método era de relacionamento pessoal. A terceira divisão.. contextualizando a mensagem de Cristo de forma criativa e inspirada.. Sugestões Práticas COMENTANDO Escola Dominical . FICHA . homens. marcava o nascimento de uma escola diferente.... debates. reis que não sabiam governar. Jesus ensinava primeiro pelas suas ações e segundo pela palavra de forma concreta e contextualizada. refletir dentro do contexto a situação do povo em relação a Deus..... A chave do seu método era: Faze isto e viverás..

Fim da alegria de viver O mestre intervém.doc . Dali tira os objetivos de sua aula.Cristo o cumprimento das profecias. um ensinamento e etc.versão de 31/10/2005 58 . "Vamos a Jerusalém contar aos outros que a vida sempre vence a morte. Preocupa-se com um ensino participativo e libertador. É aquele que vai onde o aluno está. No partir do pão que se descobre quem era ele: o Mestre dos mestres. Para onde? Para dentro deles que entenderam a lição e foram repartir com os outros colegas. ( Não é no partilhar de idéias que nos tornamos irmãos. Portanto o sol há de brilhar mais uma vez.T PROGRAMÁTICO .Desânimo ."Vamos a Jerusalém repartir o que vimos e ouvimos!!!" SUGESTÕES DIDÁTICAS PARA OS ORIENTADORES/AS 1). Acima de tudo está o seu valor educativo e pedagógico para poder transmitir alegria ao/a ouvinte e também ao/a próprio/a contador/a no d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. Um passeio pelas paisagens e históricas do Antigo Testamento mostrou-lhes que o Cristo é a concretização de todos os sonhos dos profetas.Um passeio pelas Escrituras do A. identificação e companheirismo. O mestre senta à mesa com seus alunos numa demonstração de empatia.Ausência de perspectiva . . E é nesse instante que o rosto do professor se revela claramente.Devolver alegria de viver aos alunos .. A presença carismática do mestre desperta nos alunos coisas belas..A teimosia da Esperança Ao final da tarde uma celebração se torna o clímax da aula dominical.Conscientizar a respeito do projeto . de mansinho. e indagando-os sobre a escola da vida: . antes adormecidas. julgar e agir Aos poucos a conversa dos três peregrinos de Emaús se torna cada vez mais envolvente. Ensino que é ensino não busca só armazenamento de idéias e sim mudanças de comportamento. Não dá respostas prontas para perguntas não feitas." AVALIAÇÃO DA AULA .Integrar a fé com a vida . CONTEÚDO . OBJETIVOS E METODOLOGIA DO MESTRE .A REALIDADE DOS ALUNOS .histórico de Deus ."O que vocês estão conversando?" "Por que vocês estão desanimados?" O que acontece de tão grave?" Bom professor é aquele que pergunta. Participa do contexto de onde brotam as suas preocupações.Algumas sugestões para contar histórias: É importante sabermos que a história pode ser um dos meios mais eficientes para que seja comunicado uma idéia. APLICAÇÃO PRÄTICA .Excelente!! "Porventura não nos ardia o coração?". Era tarde.Ver. Jesus vai se embora. mas no partilhar o pão).

Coloque as figuras que você escolheu para a história sobre a intertela e passe levemente um ferro de passar roupa quente para que a figura se fixe no intertela. procure no dicionário qualquer palavra que você não entendeu e interprete a história bíblica a fim de relacionar com o dia-a-dia da criança atual (realidade e necessidade). 13) Quando possível. identifique cada personagem. procure saber quando e onde o fato aconteceu. c) desperta novas idéias.versão de 31/10/2005 59 . o fundamental é entendê-la. 11) Use sempre palavras de fácil compreensão 12) A voz tem que estar bem empostada.doc .Depois novamente recorte as bordas e está pronta as figuras para serem utilizadas no flanelógrafo. Esse material é adquirido por centímetros ou metros e não é caro. 2) Nunca leia a história na hora de ser contada. d) leva o ouvinte a se identificar com os personagens e também tomar novas posturas de vida e etc. 2. 10) Se no momento de contar a história você esqueceu de algo.4. o contador deve conhecer também O VALOR DA HISTÓRIA: a) a história mantém o interesse do ouvinte. 14) Lembre-se: a história deve ter começo. de acordo com a faixa etária da criança. ou seja. use o método de "improvisação". Se a sua igreja não tem condições de comprar uma história ilustrada para ser contada no flanelógrafo. Primeiramente deixe que o ouvinte busque o sentido da história para a sua vida. mas não de forma excessiva. Enredo. Veja como é simples: 2. 3) Se for uma história que está contida na Bíblia. 9) Dirija o seu olhar para todos os/as ouvintes no momento de contar a história.Adquira em papelarias e bazares o produto "intertela".2. Ao transmitir uma história. Clímax e Conclusão. 2. 2. b) motiva o ouvinte. 2.1 .qual deve reviver a história cada vez que contá-la. 7) Procure envolver sempre o ouvinte na história 8) Nunca termine a história contando a moral. faça de conta que você está chorando. Se o personagem chora. Para tanto é preciso que o/a contador/a de histórias se envolva com os personagens e com o enredo. que é uma espécie de tecido. você mesmo/a pode criar figuras para tal utilização. Cuidado para não deixar o ferro muito tempo exposto sobre a figura. 4) Procure selecionar histórias de fácil compreensão. procure usar gestos. mas ao estudá-la. Para que uma história seja bem eficaz siga algumas orientações: 1) Leia várias vezes a história antes de contá-la. ou ainda. 6) Viva a história ao contá-la. bem articulada e com altura adequada para que todos/as possam ouvi-la perfeitamente.Recorte figuras de revistas ou livros usados que servirão para ilustrar a sua história.Algumas sugestões para confeccionar figuras para o uso no flanelógrafo: Todos nós sabemos que muitos materiais bíblicos tem um custo muito alto. 5) Fixe na mente a seqüência lógica dos eventos da história. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. se o personagem está alegre.3. faça de conta que você está alegre e assim por diante.

versão de 31/10/2005 60 .doc . d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. depois que recortá-las.OBS: Pode ser utilizado também no lugar da intertela o papel acamurçado. Para que suas figuras fiquem bem organizadas. guarde as figuras de uma série de lições em envelopes grandes e escreva o nome da história no envelope.

É necessário dar-lhes bastante atenção e incentivalas a fazerem perguntas. 2) Estenda à todos a resposta à pergunta feita por uma criança.1. Procure não desperdiçar e aproveite tudo aquilo que sobrar. verifique: 4.4. 5. 4. 1) Ouça com agrado e responda com bastante interesse às perguntas que as crianças lhe fizerem. Para tanto. O bate papo deve ser bem informal e de forma bem descontraída. É importante que as crianças tenham contato com os materiais que elas utilizarem. certifique-se que não está faltando nenhum material. 4.Algumas Sugestões em relação às perguntas: Muitas crianças gostam de fazer perguntas. 4. Verifique o nível de participação e interesse das crianças.1. 3.2. Se for possível. quintal e etc. procure ter esses momentos de bate papos em um outro ambiente que estiver disponível: jardim. procure substituí-lo por um outro. Antes de cada encontro.3. mas cabe ao orientador/a orientar às crianças quanto ao uso correto e não abusivo dos materiais.Algumas sugestões no uso de recursos didáticos: Antes do início das atividades de cada estudo. 3. 4) Transforme as perguntas como um recurso motivador à aprendizagem. Disponha-as sentadas em forma de um círculo. 3. 3) Responda com clareza e com bastante objetividade. Para tanto é preciso que: EM RELAÇÃO ÀS PERGUNTAS FEITAS PELOS/AS ALUNOS/AS.3.5. Para que esses bate papos fiquem mais agradáveis façam o seguinte: 3. 4.versão de 31/10/2005 61 . há uma listagem dos recursos didáticos que serão utilizados no estudo.doc . Deixe as crianças ficarem sentadas no chão. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.4.2.Algumas sugestões na hora do bate-papo: Vocês perceberão que nesse compêndio há vários momentos de bate-papos com as crianças. O orientador/a tem que estar sensibilizado/a para isso. O bate papo não deve delongar muito tempo. Não isole o diálogo com uma única criança. 3.3. Na falta de algum material.

Evite perguntas que use respostas como "sim". Incentivar um debate. preste atenção na resposta dada. Feita a pergunta.) 5) Anime os mais tímidos/as. Mostre interesse pela resposta ainda quando incorreta (sua colocação é interessante.versão de 31/10/2005 62 . 6) Repita a resposta se for para acentuar a sua importância ou para torná-la mais audível a todos/as os/as presentes.. Introduzir um novo assunto. Você pode usar as perguntas em várias situações: 1) 2) 3) 4) 5) Revisar algo estudado. Faça sempre uma pergunta por vez. 1) 2) 3) 4) d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.doc . "não” e etc. sem constrangê-los. Relacionar experiências do personagem com o/a aluno/a. mas seria mais correto dizer. Interpretar um texto..EM RELAÇÃO ÀS PERGUNTAS FEITAS PELO ORIENTADOR/A.

Com isto ela é subsídio importante na educação da criança e principalmente de grande ajuda para atividades de grupo.Atividades A) . canções com gestos . movimentar-se no ritmo da canção .do corpo do meio ambiente B) C) . Ritmo.Conteúdo: . rítmicos e melódicos tem uma ligação profunda com a vida e principalmente com a vida das nossas crianças. II.na orientação espaço-temporal. .Objetivo Geral: A música em todos os seus conceitos harmônicos. III. ritmo .A MÚSICA NO NOSSO TRABALHO OFICINA DE MÚSICA I.versão de 31/10/2005 63 . utilizá-los com o que já foi trabalhado d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. sons . construção de instrumento a partir de sucatas .promover a recreação e a alegria no ambiente da criança. explorar os sons do próprio corpo e do meio ambiente .tempo forte pulsação ritmo da melodia subdivisões D) Construção de instrumentos/bandinha . bandinha . expressão corporal e gestos .Objetivos Específicos: ajudar: . canções em uníssono . Propriedade do som .na formação dos conceitos cooperativos e de sociabilidade . cantar em grupo .doc .na coordenação motora. . canções com movimentos . sonorização de textos bíblicos IV.6 .

por isso não têm ainda graves na voz.versão de 31/10/2005 64 .I Sam. Se você cantar no registro grave. no Pós. pregos. na Monarquia. 20-21 . grãos. Procure não pensar em música apenas como forma atrativa de exibir as crianças nas festas de Páscoa.A voz infantil Toda criança. sementes. fraco) Duração (breves e longas) Timbre (o som próprio de cada voz. alicate.O que você precisa saber. meio-forte. martelo.para expressão corporal Panos coloridos de vários tamanhos Expressão Corporal: d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. com a corda vocal pouco extensa elas não vão conseguir cantar forte. com bastante volume. bem como ajudará a promover a vida das crianças e a participação delas na comunidade de fé. moedas velhas. seja menino ou menina tem sua corda vocal com pequena extensão. 15. caixas (vários tipos e tamanhos)..Lamentações .1-14 . procure cantar sempre no seu registro mais agudo. jornais e revistas. fita adesiva.Ezequiel 37. tampas. flautas). Não as faça gritar! B)-Propriedades do som Altura (sons graves. médios.. mas o meio pelo qual você desenvolverá nas crianças os conceitos e valores do Reino de Deus. Assim. furadeira. no Exílio . instrumento) C).para a bandinha: barbante. 21: 12 a 16 V . A). B. pedrinhas. procure utilizar com as crianças os instrumentos acústicos (piano.Material A. latas (vários tipos e tamanhos). utilize microfones. 6-8 .E) sonorizar textos bíblicos . toquinhos de madeira. no Êxodo 12.doc . tampinhas de garrafa. Assim.Exílio. Natal etc. 37-38. violão. 18. mas falam. as crianças não cantam. objeto. embalagem de iogurte. arame grosso. desafinam. chaves velhas. Se os mesmos forem eletro-acústicos.. não desenvolvem o ouvido musical e você pode "estragar" a sua voz.Todo o trabalho musical não deve ser encarado como sendo o fim. agudos) Intensidade (forte. Além do agudo. VI . na Plenitude dos tempos Mt. mas faça com que ela seja parte de sua vivência diária com as crianças.

a experimentar seu corpo. etc. liberar suas tensões. 2. seguir seu próprio ritmo. Visto que esses valores contemplam nossa prática cristã.A música Sua finalidade é contribuir para a integração do ser compondo um todo harmônico. fitas coloridas. ATIVIDADES 1.doc . Esta atividade é. contudo pode-se dizer que ela é uma forma de comunicação e expressão que o ser humano adota e é canalizada por duas vias fundamentais: 1). ajustar-se ao outro. expressar suas necessidades e sentimentos. 5. de forma horizontal. graças a seus valores. Assim. use-a no seu trabalho com as crianças. tampinhas de garrafas e arame. 4. intelectuais e sócio-emocionais.use gestos de acordo com o que a letra da música lhe sugere. fure as tampinhas de garrafas no centro das mesmas. Bata um no outro. a expressão corporal ajuda a criança através de movimentos.EXPRESSÃO CORPORAL Formular uma definição exata e precisa sobre a expressão corporal é tarefa difícil.faça movimentos para indivíduos e grupos.delimite espaços. criar. juntar-se aos/as companheiros/as. Na foto nº 2 temos as CLAVAS Como fazer: use pedaços de cabo de vassoura no tamanho de 15 cm. BANDINHA RÍTMICA Na foto nº 1 temos o PANDEIRO Como fazer: use lata de goiabada. adquirir segurança. panos de diversos tamanhos e cores. uma prática importante e que contribui em boa medida para o processo evolutivo natural da criança.use movimentos de acordo com o ritmo. trabalhar em grupo. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04.versão de 31/10/2005 65 . 3. amarre o arame com as tampinhas nos cortes laterais. (um palmo mais ou menos).use objetos tais como: bola. 6. Satisfaz suas necessidades biológicas. Corte a lata na lateral. adaptar-se à sua comunidade.crie movimentos diferentes.O corpo 2).

entorte-o no formato de um triângulo. deixando uma pequena abertura lateral. lembrando sempre de agrupá-los por uma espécie de som. cerveja. TAMBORES Como fazer: usar latas grandes ou caixas de sapato.doc . os ganzás. prego e tampinhas de garrafas. São eles: GANZÁ Como fazer: use latas de refrigerantes. Há ainda outros instrumentos que você pode fazer. triângulos. isto é. Amasse as tampinhas com o martelo. Coloque qualquer tipo de grãos dentro e cole uma lata na outra com fita adesiva. a partir de sucatas.versão de 31/10/2005 66 . Para soar deixe a mesma suspensa por um barbante e bata com um pedaço de madeira roliça com panos amarrados na ponta. Você também pode fazer este instrumento com potinhos de DANONE vazios usando o mesmo processo.Na foto nº 3 temos o GONGO Como fazer: use uma tampa de panela que seja grande. Faça soar com um pedaço de arame. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. No mais use sua criatividade para. Na foto nº 4 temos a castanhola. tendo o cuidado de segurá-lo de forma que ele fique pendurado no dedo. Enfeite como quiser. etc. pregue algumas na ponta do pedaço de madeira. fazer outros instrumentos e aí é só tocar. os tambores ficam todos juntos. Na foto nº 5 temos o TRIÂNGULO Como fazer: use um pedaço de ferro. Coloque os orifícios para baixo e bata com madeira ou as mãos. contudo esse modelo servirá como base para a PRATINELA Como fazer: pedaço de madeira. conservas. permitindo que fiquem soltas. fure ao meio.

7. anda a trote e dá pequenos saltos enquanto cantarola. d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. o adulto pega suas perninhas movimentando-as como se estivesse pedalando.versão de 31/10/2005 67 . − Canguru: A criança prende os braços ao pescoço e as pernas e à cintura do adulto a mantém e começa um percurso que. Brincadeiras − Procurar desenvolver a coordenação motora. materiais livres e materiais variados. − Pedalando: enquanto o bebê permanece deitado de costas. automaticamente. com firmeza: sacudir. produzindo sons à vontade Jogos − Tudo o que elas pegam. deixando-a livre para que possa locomover-se.Jogos e Brincadeiras por idade 0 a 1 ano − Oferecer brinquedos de borrachas atóxicas.doc . elas jogam. assim como o tato. automaticamente. elas jogam. Produzindo ruídos: Fornece-se à criança objetos que possa segurar.SUGESTÕES . − Colocar objetos espalhados no espaço da criança. caminha. − Tudo o que elas pegam. − O brinquedo deve ser colorido. bater. − Determinados materiais que produzam sons variados.

− Telefone sem fio. − Fixar o papel na parede oferecer tintas de várias cores e deixar a criança livre para criar.2 a 3 anos − Pinturas com guache usando as mãos. − Amarelinha − Pular corda (cobrinha no chão. orientar a criança a pintar livremente Brincadeiras − Brincadeira dos dez dedinhos. − Simples e de poucas peças. cereais − Pintar os dedinhos com guache e colocar sua impressão digital em um papel colocado ao seu alcance.doc . − Fazer carimbos com legumes. tampinhas de refrigerante e etc. ou usar argila. colocase montinhos de tintas de várias cores em seguida dobre a folha em várias maneiras) − Pintura a dedo Individual: colocar várias opções de cores(tinta) em pratos.versão de 31/10/2005 68 . ondas do mar) − Bambolês (passar por dentro). peruca. − Brincadeira do faz de conta. usando várias cores. − Trabalho com massa de modelar atóxica. − Desenhar com giz de cera − Livro dobraduras (dobra a folha em 4 partes ou 8 e reproduz a história através de desenho) − Fazer massa de modelar com as crianças. − Fazer pinturas usando folhas de árvores. − Faz de conta (ser pai. espuma digitais. bichos. calçados. objetos. plantas. etc − Os vizinhos − Quebra-cabeça − Estátua − Dominó − Imitando animais encontre seu par − Amarelinha − Pular corda (várias maneiras) − Bambolê (diversas brincadeiras) − Andar sobre latas de Nescau (vazias) presas por cordas finas (sapato de salto) − Coelhinho na toca . professora. etc − Mistura de cores (numa folha em branco. Deixar a criança criar a personagem de acordo com o conteúdo dado. − Bloco de montagem de diversos modelos e cores (cones. − Fazer colagem com papéis coloridos. ter na sala uma caixa com diversos materiais que possam ser usados em imitações. cubos de madeira e sucata) − Dominó (pode ser de cores. tais como: roupas. − Brincadeira de roda Jogos − Quebra-cabeça de bonecos podendo ser de madeira. tampas ou em recipiente de margarina. plástico para encaixar as partes do corpo e outros. etc.João sem casa. − Blocos lógicos − Memória d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. mãe. etc.

2 a 3 anos − Em grupo: colocar no chão folha de papel grande de tinta sobre o papel e deixar a criatividade fluir − Fantoche: confeccionar utilizando: copos descartáveis. diversas caixas criando diversos personagens − Pintura com pincel e guache no cavalete ou mesa.doc . chão. rolo de papel higiênico..versão de 31/10/2005 69 . Brincadeiras − Brincadeiras de roda − Com pneus Jogos d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. etc..

versão de 31/10/2005 70 . utilizando: goma. cones. instrumentos de bandinha com sucatas 10 a 12 anos Dramatização Confeccionar fantoches de sucata. jornal. podendo ser individual ou coletivo − Cartazes diversos − Construir instrumento de bandinha com sucatas d:\_works\igreja metodista_sitecriancas\_imgs finais\pdfs\artigos\06-texto_04. − Cartazes diversos de acordo com o trabalho em estudo − Construir. potes vazios de margarina.doc .7 a 9 anos − Maquetes − Modelagem (massa) e confeccionar personagem − Desenhos com pincéis e tintas − Fantoches com sucatas (confecção e apresentação).palavras − Palavra cruzada − − Brincadeiras − O melhor telegrama − Rima fatal − A passagem da tesoura Jogos − Quebra-cabeça − Criatividade − Jogo das caretas − − − O semáforo − Empresta-me casinha − Toque no azul − Barreira do Som − Brincadeiras de roda − Jogo do espelho − Jogo das expressões − Jogo das mãos − Jogo dos ritmos − Palavra-Cruzada − Caça-Palavras tua − Montar livros. conforme a unidade em estudo Compor histórias Brincadeiras − Telefone sem fio − Que envolvam bolas − Ping-Pong − Bola queimada − Brincadeiras de roda − Com pneus Jogos − Memória − Caça. etc. Montar maquetes.

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