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SOCIEDADE ESPÍRITA ALBERGUE DE SÃO LÁZARO

CURSO LIVRE DE FILOSOFIA E TEOLOGIA ESPÍRITA - FAFITE

Vanessa da Fonseca Braga

RESUMO DA: OBRA: O LIVRO DOS MÉDIUNS

Allan Kardec

Contagem

2021
Vanessa da Fonseca Braga

RESUMO DA: OBRA: O LIVRO DOS MÉDIUNS

Allan Kardec

Trabalho Apresentado à Disciplina


De Teologia Espírita 2 - Do Curso
Livre De Filosofia e Teologia
Espírita da Sociedade
Albergue de São Lázaro

Professor(es): Fabíola Farage e


Fabricio Gomes

Contagem

2021
Resumo

Ao longo do século XIX, investigações sobre a natureza de fenômenos


espirituais geraram grandes debates, mobilizando cientistas e intelectuais. Allan
Kardec, foi um dos primeiros a pesquisar de maneira científica os fenômenos
mediúnicos, para isso levantou e testou diversas hipóteses para explicar os
fenômenos mediúnicos: fraudes, alucinações, forças físicas, sonambulismo,
clarividência, telepatia e Espíritos.
Concluiu que todas estas hipóteses eram necessárias para explicar a
totalidade das experiências chamadas mediúnicas.
Todavia, concentrou sua atenção e experiências nas comunicações
espirituais, desenvolveu um método de obtenção útil e confiável para troca de
informações com o mundo Espiritual. Um dos objetivos de Kardec era, através de
uma investigação racional, mostrar que o mundo Espiritual não saía do domínio das
potências Naturais, fazendo dele um objeto de investigação racional. Ampliando os
conhecimentos entre ciência e espiritualidade no século XIX.

Palavras-chave: Mediunidade. Ciência. Espíritos. Fenômenos Espirituais. Espiritismo


LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - 2.3.1. Classes de Materialistas - Por sistema e Negação absoluta.Pág.10

Tabela 2 - 2.3.2 Classes de Espiritualistas Incrédulos.......................... ............Pág.10

Tabela 3- 2.3.3 Classes dos Crentes................................................................Pág.12

Tabela 4 - 2.4.1 Os Sistemas - Adversários do Espiritismo- Negação e Que Não

Negam a Causa Inteligente........................................................................... ... Pág.12

Tabela 5 - 3.16.1-Variedades de Médiuns Especiais-Físicos E Intelectuais.....Pág29

Tabela 6 - 3.16.2 - Variedade De Médiuns Escreventes - Modo De Execução e

Desenvolvimento Da Faculdade. .................................................................... Pág.29

Tabela 7- 3.16.3 Variedades de Médiuns Escreventes: Gênero-Especialidade da

Comunicação- Seg. Qualidade Físicas Do Médium...........................................Pág30

Tabela 8- 3.16.4 - Variedade de Médiuns Escreventes. Segundo As Qualidades

Morais: Médiuns Imperfeitos e Bons Médiuns. ..................................................Pág30

Fonte de Todas as Tabelas: Vanessa da Fonseca Braga


Sumário
1-INTRODUÇÃO 7

2.0- PRIMEIRA PARTE: NOÇÕES PRELIMINARES 7


2.1 Capítulo I - Existem Espíritos? 7
2.2 Capítulo II - Do Maravilhoso E O Sobrenatural 9
2.3 Capítulo III – Método 9
2.3.1CLASSES DE MATERIALISTAS-TABELA:1 10
2.3.2CLASSES DE ESPIRITUALISTAS INCRÉDULOS-TABELA:2 10
2.3.3CLASSES DOS CRENTES- TABELA:3 10
2.4 Capítulo IV – Sistemas 11
2.4.1 OS SISTEMAS, DE ACORDO COM OS ADVERSÁRIOS DO ESPIRITISMO- TABELA:4 12

3. SEGUNDA PARTE - DAS MANISFESTAÇÕES ESPÍRITAS 12


3.1 Capítulo I – Ação Dos Espíritos Sobre A Matéria 12
3.2 Capítulo II – Manifestações Físicas E Mesas Girantes 13
3.3 Capítulo III – Manifestações Inteligentes 14
3.4 Capítulo IV – Teoria Das Manifestações Físicas 14
3.5 Capítulo V – Manifestações Físicas Espontâneas 15
3.5.1 FENÔMENO DE TRANSPORTE 15
3.6 Capítulo VI – Manifestações Visuais 16
3.6.1 ENSAIO TEÓRICO SOBRE AS APARIÇÕES 17
3.6.2 ESPÍRITOS GLÓBULOS 17
3.6.3 -TEORIA DA ALUCINAÇÃO 17
3.7 Capítulo VII – Bicorporeidade E Transfiguração 17
3.8 Capítulo VIII –Laboratório Do Mundo Invisível 19
3.9 Capítulo IX – Locais Assombrados 19
3.10 Capítulo X – Natureza Das Comunicações 20
3.11 Capítulo XI – Sematologia e Tiptologia 21
3.12 Capítulo XII – Pneumatografia Ou Escrita Direta-Pneumatofonia 22
3.12.1 ESCRITA DIRETA 22
3.12.2 PNEUMATOFONIA OU VOZ DIRETA 22
3.13 Capítulo XIII - Psicografia 22
3.14 Capítulo XVI- Os Médiuns 23
3.14.1- MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS 23
3.14.2 - MÉDIUNS SENSITIVOS OU IMPRESSIONÁVEIS 24
3.14.3 - MÉDIUNS AUDIENTES 24
3.14.4 - MÉDIUNS FALANTES 24
3.14.5 - MÉDIUNS VIDENTES 25
3.14.6 - MÉDIUNS SONÂMBULOS 25
3.14.7 - MÉDIUNS CURADORES 25
3.14.8 - MÉDIUNS PNEUMATÓGRAFOS 26
3.15. Capítulo XV- Médiuns Escreventes ou Psicógrafos 26
3.15.1 - MÉDIUNS MECÂNICOS 27
3.15.2 - MÉDIUNS INTUITIVOS 27
3.15.3 - MÉDIUNS SEMIMECÂNICOS 27
3.15.4 - MÉDIUNS INSPIRADOS OU INVOLUNTÁRIOS 28
3.15.5 - MÉDIUNS DE PRESSENTIMENTOS 28
3.16 Capítulo XVI – Médiuns Especiais 28
3.16.1 - VARIEDADES DE MÉDIUNS ESPECIAIS-TABELA:5 29
3.16.2 - VARIEDADE DE MÉDIUNS ESCREVENTES-TABELA:6 29
3.16.3 VARIEDADES DE MÉDIUNS ESCREVENTES-TABELA:7 30
3.16.4 - VARIEDADE DE MÉDIUNS ESCREVENTES-TABELA:8 30
3.17 Capítulo XVII - Da Formação Do Médium 31
3.17.1 DESENVOLVIMENTO DA MEDIUNIDADE 31
3.17.2 MUDANÇA NA CALIGRAFIA 32
3.17.3PERDA E SUSPENSÃO DA MEDIUNIDADE 32
3.18 Capítulo XVIII – Inconvenientes E Perigos Da Mediunidade 32
3.19 Capítulo XIX – Papel Do Médium Nas Comunicações 32
3.20 Capítulo XX – Influência Moral Do Médium 33
3.21 Capítulo XXI – Influência Do Meio 34
3.22 Capítulo XXII – Da Mediunidade Nos Animais 34
3.23 Capítulo XXIII - Da Obsessão 35
3.24 Capítulo XXIV- Identidade Dos Espíritos 35
3.24.1 AS PROVAS POSSÍVEIS DE IDENTIDADE 35
3.24.2 COMO DISTINGUIR OS ESPÍRITOS BONS E MAUS 36
3.25 Capítulo XXV- Das Evocações 36
3.25.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS 36
3.25.2 ESPÍRITOS QUE PODEM SER EVOCADOS 37
3.25.3 LINGUAGEM A USAR COM OS ESPÍRITOS 37
3.25.4 UTILIDADE DAS EVOCAÇÕES VULGARES 37
3.25.4.1 QUESTÕES SOBRE AS EVOCAÇÕES 38
3.25.5.2 EVOCAÇÕES DOS ANIMAIS 38
3.25.5.3 EVOCAÇÕES DAS PESSOAS VIVAS 38
3.25.5.4 TELEGRAFIA HUMANA 38
3.26 Capítulo XXVI – Perguntas Que Se Podem Fazer 39
3.26.1 OBSERVAÇÕES PRELIMINARES 39
3.26.1.1 PERGUNTAS AGRADÁVEIS E DESAGRADÁVEIS AOS ESPÍRITOS 39
3.26.1.2 PERGUNTAS SOBRE O FUTURO 40
3.26.1.3 PERGUNTAS SOBRE AS EXISTÊNCIAS PASSADAS E FUTURAS 40
3.26.1.4 SOBRE INTERESSES MORAIS E MATERIAIS 40
3.26.1.5 PERGUNTAS SOBRE A SITUAÇÃO DOS ESPÍRITOS 40
3.26.1.6 PERGUNTAS SOBRE A SAÚDE 40
3.26.1.7 PERGUNTAS SOBRE INVENÇÕES E DESCOBERTAS 41
3.26.1.8 PERGUNTAS SOBRE TESOUROS OCULTOS 41
3.26.1.9 PERGUNTAS SOBRE OUTROS MUNDOS 41
3.27 Capítulo XXVII – Contradições E Mistificações 41
3.27.1 DAS CONTRADIÇÕES 41
3.27.2 DAS MISTIFICAÇÕES 42
3.28 Capítulo XXVIII- Charlatanismo E Prestidigitação 42
3.28.1 MÉDIUNS INTERESSEIROS 42
3.28.2 FRAUDES ESPÍRITAS 43
3.29 Capítulo XXIX – Reuniões E Sociedades 44
3.29.1 REUNIÕES EM GERAL 44
3.29.2 SOCIEDADES PROPRIAMENTE DITAS 46
3.29.3 ASSUNTOS DE ESTUDO 47
3.29.4 RIVALIDADES ENTRE AS SOCIEDADES 47
3.30 Capítulo XXX – Regulamento 48
3.31Capítulo XXXI – Dissertações Espíritas 49
3.31.1 SOBRE O ESPIRITISMO 49
3.31.2 SOBRE OS MÉDIUNS 50
3.31.3 SOBRE AS SOCIEDADES ESPÍRITAS 50
3.31.4 COMUNICAÇÕES APÓCRIFAS 51
3.32 Capítulo XXXII – Vocabulário Espírita 51
4.Conclusão 52

5. REFERÊNCIAS 53
1-INTRODUÇÃO

As dificuldades no domínio do Espiritismo se derivam da falta de domínio


dos princípios doutrinários, desta forma, com a finalidade de orientar, apontar as
dificuldades, obter boas comunicações, bem como, ensinar como se comunicar com
os Espíritos que essa obra se destina.
Além disso, deve-se precaver quanto aos perigos da prática mediúnica de
maneira leviana, sem conhecimento de causa e voltada ás frivolidades. Esse tipo e
prática, dá força aos incrédulos, favorece as zombarias, bem como, pode atrair
Espíritos inferiores. Com uma linguagem prática “O Livro dos Médiuns” não se dirige
apenas a médiuns, mas a todos que se interessam pela fenômenos espirituais.
A prática espírita é difícil, requer estudo sério, destinadas á pessoas com
objetivos ajuizados que compreendem a gravidade da temática e não querem
brincar com comunicações do outro mundo. “O Livro dos Espíritos” é destinado aos
interessados no aspecto filosófico, da ciências espírita, e para o estudo das
manifestações, poderão encontrar nesse livro as formas de evitar os obstáculos da
vida.

2.0- PRIMEIRA PARTE: NOÇÕES PRELIMINARES


2.1 Capítulo I - Existem Espíritos?
Seja qualquer ideia acerca dos Espíritos e a crença em sua existência
pressupõe a: existência de Deus, um princípio inteligente além da matéria e a
existência, sobrevivência e individualidade da alma após morte. Admitir a vivência da
alma e sua individualidade após a morte implica em: Aceitar que a alma tem
natureza diferente da natureza corpórea, consciência própria e após a morte vai
para algum lugar. Entretanto, as almas não habitam um lugar circunscrito.
Constituem um mundo invisível que nos envolve e no meio do qual vivemos,
rodeados por elas.
Os anjos são almas que galgaram o último grau da escala, mensageiros de
Deus, passaram por provas necessárias, para terem grau de purificação elevado.
Almas não atingem o grau supremo, senão pelos esforços que façam por se
melhorarem e depois de uma série de provas adequadas, finalmente, chegam à sua
purificação. Os demônios são simplesmente as almas dos Espíritos, ainda não
purificados, mas que podem, como esforço e vontade, ascender ao mais alto cume
da perfeição. Não existem seres criados para o mal de maneira irrevogável, uma
vez que Deus criou todos simples e ignorantes e fadados ao progresso. As almas
que povoam o Espaço são, precisamente, os Espíritos dos homens despojados do
invólucro carnal.
O Espírito é o elemento principal dessa união, porque é o ser pensante que
sobrevive à morte. Na morte, o Espírito abandona o corpo, mas não o segundo
envoltório, a que chamamos de perispírito. Ele é semimaterial e possui a forma
humana, é uma espécie de corpo fluídico, vaporoso, invisível no estado normal, mas
possui propriedades da matéria, portanto, pode agir sobre a matéria.
A existência de Deus e a alma, consequência uma da outra, constitui a base
da Doutrina Espírita. Se porventura, alguém iniciar uma discussão espírita, acima de
tudo, é necessário saber se o interlocutor aceita essa base. Logo em seguida, se
descobrir que é não, é inútil prosseguir.
As manifestações espíritas são os efeitos das propriedades da alma, assim
supõem-se que os Espíritos podem comunicar-se com os homens, permutar
pensamentos com os encarnados. Servir-se de outro corpo para manifestar o seu
pensamento. Diante dos fatos considerados incontestáveis aos incrédulos, os
adeptos dos espiritismo solicitam que provem, através de razões decisivas e
categóricas tais fatos considerados por eles impossíveis e excêntricas.
Para aqueles que acham que o espiritismo é, senão, uma superstição ou
uma fraude, cabe a ele provar de forma científica, posto que, não basta a negação
por si só, os espiritistas já colocaram esse estudo no campo das ciência, através de
estudos sérios. Cabe aos adversários provarem que se um ser pensante durante a
vida terrena, não deve mais pensar depois da morte; e, eventualmente, ele pensa,
não deve mais pensar nos que amou.
Por analogia se pensa nos que amou, não deve querer comunicar-se com
eles; similarmente se pode estar em toda parte, não pode estar ao nosso lado.
Usando o mesmo ponto de vista, se está do nosso lado, não pode comunicar-se
conosco; por meio do seu corpo fluídico e nem pode agir sobre a matéria inerte.
Consequentemente, se não age sobre a matéria inerte, não pode agir sobre
um ser vivo; se pode agir sobre um ser vivo, não pode dirigir-lhe a mão para fazê-lo
escrever e desta forma, podendo fazê-lo escrever, não pode responder-lhe às
perguntas nem lhe transmitir pensamento. Em suma, os adeptos do Espiritismo já
deram provas da veracidade dos fatos pelo raciocínio, mas se os adversários do
movimento insistem em retrucar, cabe a eles provar que são impossíveis os fatos e
o raciocínio, como já foi dito.
2.2 Capítulo II - Do Maravilhoso E O Sobrenatural

A crença nos Espíritos esteve presente em todos os povos antigos e


modernos. E entende-se por maravilhoso ou sobrenatural, o que é contrário às Leis
da natureza. Entretanto, a existência dos Espíritos e suas manifestações não são
contrárias a tais leis.
Apresentam as características de uma lei admirável, que resolve tudo o que
os princípios filosóficos até agora não puderam resolver. Indubitavelmente, nada é
sobrenatural; todo efeito inteligente deve ter uma causa inteligente,
inquestionavelmente, os fenômenos espíritas tendo dado prova de inteligência, não
podem ter causa na matéria, mas tratar-se de algo invisível, ao qual denominou-se
de Espírito.
Conclui-se que todos os fenômenos espíritas têm por princípio: A existência
da alma, Espírito encarnado, sua sobrevivência ao corpo e suas manifestações; tal
fato já foi comprovada por observações. Negar essa causa é negar a alma e os seus
atributos.
A ação dos Espíritos sobre a matéria prova sua existência, isso é possível
pela natureza do seu envoltório fluídico ou períspirito, como explicado anteriormente.
A explicação dos fatos espíritas, constitui uma Ciência e Filosofia que exige estudo
sério, perseverante e aprofundado. Nada tem de sobrenatural ou maravilhoso,
porque sua causa é conhecida.
Desta forma, o Espiritismo demonstra a impossibilidade do sobrenatural ou
milagre. Muitos fenômenos Espíritas considerados sobrenaturais, por certo deve-se
a sua causa desconhecida, entretanto o Espiritismo os devolve ao domínio dos
fenômenos naturais. Por consequência, acabando com qualquer dúvida quanto á
superstição e milagres, pois tudo é explicado pela ciência. Aquele que quiser se
considerar um crítico do Espiritismo demonstre o quanto se aprofundou em tudo que
diz respeito a essa Doutrina, para tal, deve-se ter um grande conhecimento; esse
crítico ainda está para aparecer.

2.3 Capítulo III – Método


O Espiritismo é toda uma Ciência, toda uma filosofia, que exige um estudo
sério, certamente, a crença nos Espíritos não basta para fazer um espírita
esclarecido. Aqueles que desejam convencer os materialistas, quanto à veracidade
da existência dos Espíritos, deve-se ter como ponto de partida, sempre, a existência
da alma e, por consequência do Espírito, essa parece ser a fórmula mais lógica. No
Espiritismo, a questão dos Espíritos está em segundo lugar, não constituindo o seu
ponto de partida. O ponto de partida é sempre a existência da alma e, por
conseguinte, do Espírito.
Uma pessoa materialista jamais iria admitir a existência de seres que
existem fora do mundo material, quando ele mesmo se considera apenas material.
Para o materialista, o conhecido é a matéria. Antes de torná-lo espírita, procurai
fazê-lo espiritualista. Há duas classes de materialistas: os materialistas por sistemas
e por indiferença:
2.3.1Classes de Materialistas-Tabela:1
Por sistema Negação absoluta.

Por indiferença Por falta de algo melhor (“o que mais


Desejam é crer”)
Fonte: Vanessa da F. Braga(2021) Tabela:1

2.3.2Classes de Espiritualistas Incrédulos-Tabela:2


Incrédulos de má vontade Não querem acreditar para não
abandonar os prazeres materiais.

Incrédulos interesseiros ou de má fé Interesse pessoal.

Incrédulos por decepções Na hora das provas, tudo rejeitam, se


revoltam e tudo abandonam.

Classe dos incertos (maioria) Espiritualistas, sabem que existe algo,


mas não sabem definir. Não são
opositores.
Fonte: Vanessa da F.Braga(2021) Tabela:2
2.3.3Classes dos Crentes- Tabela:3
Espíritas sem o saberem

Espíritas experimentadores (“foco nas manifestações”)

Espíritas imperfeitos “Não praticam a moral espírita”

Espíritas verdadeiros (“espíritas cristãos”)

Espíritas exaltados “Fé cega, adeptos mais nocivos do que

úteis à causa do Espiritismo”

Fonte: Vanessa da F. Braga(2021) Tabela:3

A forma de convencer um indivíduo sobre a veracidade dos fenômenos


espíritas, pode variar extremamente. Se um se convenceu observando alguma
manifestação material, aquele por efeito de comunicações inteligentes, outro pelo
raciocínio. Cada um se convence por um ponto de vista e a explica a seu modo
particular. Olhando por esse ângulo, seria inútil tentar convencer um incrédulo
obstinado.
Aquele que não se convence pelo raciocínio nem pelos fatos, deve ainda
sofrer a prova da incredulidade. Devemos deixar à cargo da Providência o cuidado
de lhe preparar circunstâncias mais favoráveis.
Para se proceder, no ensino do Espiritismo, como se faz com outras
ciências, é algo impossível. Espiritismo experimental lida com inteligências dotadas
de liberdade e que provam estarem sujeitas aos próprios caprichos. É necessário
observar os resultados e colhê-los nas ocorrências.
Desta forma, os fenômenos mediúnicos não podem ocorrer quando
desejamos. Acrescentamos ainda que, para obtê-lo, necessitamos de pessoas
dotadas de faculdades especiais que variam ao infinito. É importante um estudo
prévio da teoria Espírita antes de uma sessão de experimentação do assunto, com a
finalidade de torna-se capazes de perceber os pormenores que escapariam aos
olhos de um ignorante.

2.4 Capítulo IV – Sistemas


Quando começaram a produzir-se os fenômenos do Espiritismo vieram à
tona várias dúvidas reverberando em sistemas ou teorias de observações. Tudo isso
dava argumentos aos adversários do Espiritismo, para que espalhassem a ideia que
os próprios espíritas não se entendiam. Mas, qualquer ciência nascente tem algo de
incerto, até que o tempo se firme como séria.
Os adversários dos Espiritismo se dividiram em sistemas conforme abaixo:

I. Sistemas de negação: Nega a existência dos Espíritos, só acredita na

matéria, nega qualquer fenômeno de efeito inteligente.


II. Sistemas que não negam a causa inteligente

2.4.1 Os Sistemas, de acordo com os adversários do Espiritismo- Tabela:4


Sistema de Negação Sistema Que Não Negam a Causa Inteligente

Sistema do charlatanismo: Atribui os efeitos Sistema das causas físicas: Não nega o
físicos à fraude. fenômeno, mas lhe atribui uma causa física,
material. Ex: O magnetismo ou a

eletricidade ou a um fluido qualquer.

Sistema da loucura: Os adeptos às práticas Sistema do reflexo: Admite uma ação


espíritas são portadores de loucura. inteligente, mas a atribui ao médium ou aos
assistentes.

Sistema da alucinação: Os fenômenos não Sistema da alma coletiva: O único a se


passavam de ilusão, uma espécie de manifestar é a alma do médium, que se
miragem. identificará com as outras pessoas
formando um todo coletivo.

Sistema do músculo estalante: A causa das Sistema sonambúlico: Os fenômenos têm


pancadas está nas contrações voluntárias origem na alma do médium, que em estado
ou involuntárias do tendão do músculo de transe ou estado de superexcitação tem
curto-perônio. suas aptidões aumentadas.

Sistema pessimista, diabólico ou


demoníaco: Admite a intervenção de uma
inteligência externa. Todas as
manifestações são atribuídas ao diabo ou
aos demônios. Não são considerados
adversários do Espiritismo.

Sistema otimista – Somente existiam os


bons Espíritos.

Sistema uniespírita ou monoespírita:


Acredita que apenas o Cristo, como
protetor da Terra, se comunica.

Sistema multiespírita ou poliespírita:


Acredita na universalidade dos Espíritos.

Sistema da alma material – A alma e o


períspirito seriam uma única coisa

Fonte: Vanessa da F. Braga(2021) Tabela:4

3. SEGUNDA PARTE - DAS MANISFESTAÇÕES ESPÍRITAS


3.1 Capítulo I – Ação Dos Espíritos Sobre A Matéria

Os que julgam que o Espírito implica a total ausência de matéria se


perguntam como pode ele exercer ação sobre a matéria e isso torna à primeira vista
incompreensível o fenômeno das manifestações físicas. Entretanto o Espírito não é
uma abstração, é um ser definido, limitado e circunscrito. Possui o perispírito que é o
agente ou instrumento da atividade do Espírito, intermediário das sensações. A
forma do perispírito é a forma humana, e quando ele nos aparece é geralmente a
mesma sob a qual conhecemos o Espírito na vida física. No entanto, ele molda a
vontade do Espírito, adotando a aparência que quiser.
Portanto, ele é flexível, expansível, se distende ou se contrai conforme
queira o Espírito. Assim o Espírito age sobre a matéria; unindo o perispírito com o
fluido cósmico universal. Há no homem três componentes: 1o, a alma, ou Espírito,
princípio inteligente, 2o, o corpo, invólucro grosseiro, material, 3o, o perispírito,
envoltório fluídico, semimaterial. Essa propriedade, sob a influência de certos
médiuns é que possibilita as aparições tangíveis dos Espíritos, como se fossem
pessoas vivas.
O Espírito precisa de matéria para agir sobre a matéria, sendo seu
instrumento o perispírito, como o do homem é o corpo.

3.2 Capítulo II – Manifestações Físicas E Mesas Girantes


Dá-se o nome de manifestações físicas às que se traduzem por efeitos
sensíveis, tais como ruídos, movimentos e deslocação de corpos sólidos. Umas são
espontâneas, isto é, independentes da vontade de quem quer que seja; outras
podem ser provocadas por intenção das pessoas que as querem realizar.
Primeiramente, só falaremos destas últimas.
O efeito mais simples, e um dos primeiros que foram observados, consiste
no movimento mesa de mesas girantes. Durante algum tempo esse fenômeno
entreteve a curiosidade dos salões, mas logo passaram a cultivar outras distrações.
Somente algumas pessoas criteriosas e observadoras viram algo de sério por trás
daqueles movimentos e ocuparam-se em estudar as causas dos fenômenos e seus
resultados. Para que o fenômeno se produza, é necessário médiuns; pessoas
dotadas de aptidão especial e recolhimento; silêncio absoluto e paciência. Cada
médium goza de maior ou menor capacidade ou potência mediúnica; produzindo,
efeitos mais ou menos pronunciados acontecer.
Vale ressaltar que, a forma da mesa, sua substância de formação, a
presença de metais, da seda nas roupas dos assistentes, os dias, as horas, a
obscuridade, ou a luz etc., são indiferentes como a chuva ou o bom tempo. Apenas
o volume da mesa deve ser levado em conta, mas tão somente no caso em que a
força mediúnica seja insuficiente para vencer-lhe a resistência. Outro fenômeno,
frequentemente, que se produz, conforme a natureza do médium, é das pancadas
no cerne da madeira, no seu interior, sem provocar movimento da mesa.
3.3 Capítulo III – Manifestações Inteligentes

Para que uma manifestação seja inteligente, não precisa ser convincente,
eloquente, espirituosa ou sábia; basta que prove ser um ato livre e voluntário,
exprimindo uma intenção ou respondendo a um pensamento. Mas se
conhecêssemos nos seus movimentos sinais de serem intencionais, poderíamos
admitir que determinado objeto obedecia a uma inteligência. Isso o que se deu com
a mesa. Nos fenômenos das mesas girantes. As mesas se moveram, levantaram-se,
levaram pancadas, sob a influência de um ou de muitos médiuns.
O primeiro efeito inteligente observado foi precisamente o de ordens dadas.
Assim é que a mesa executa movimentos diversos, conforme o ordenavam os
assistentes. Está bem visto que havia a ausência de fraude.
Verificou-se que havia uma inteligência oculta que poderia responder a
perguntas como sim ou não, e um sistema de comunicação alfabética de pancadas,
mas que era muito lento. As comunicações foram evoluindo para escritas, e as
primeiras desse gênero foram obtidas adaptando-se um lápis ao pé de uma mesa
leve colocada sobre uma folha de papel, utilizando mesinhas do tamanho de uma
mão, cestas de caixas de papelão e, afinal, pelo de simples pranchetas.
Em todos os casos, os movimentos ocorriam sobre a influência de um
médium. Mas, logo se descobriu que não precisava de recursos para haver a
escrita; a médium poderia escrever com sua própria mão utilizando o lápis. A partir
de então, as comunicações de além túmulo se tornaram muito rápidas e sem limites.

3.4 Capítulo IV – Teoria Das Manifestações Físicas

Desde que se tornaram conhecidas a natureza dos Espíritos, as


propriedades semimateriais, o perispírito e a ação mecânica que este pode exercer
sobre a matéria. Tornou-se necessário saber como o Espírito exerce ação sobre
corpos inertes e sólidos, exercendo ação sobre eles.
Desse modo, descobriu-se que os Espíritos combinam a vontade do
Espírito, como uma parte do fluido universal com o ectoplasma ou o fluido que o
médium emite. O Espírito “satura” o objeto desejado com o seu fluido, combinado
com o do médium. O objeto, momentaneamente vivificado, age como ser vivo,
obedecendo ao impulso da vontade do Espírito, em suma, é o fluido magnético
animal que anima a matéria. O perispírito permite que o Espírito possa agir sobre a
matéria grosseira. A densidade e composição do perispírito variam de acordo com a
natureza dos mundos. Além disso, varia de acordo com o adiantamento moral dos
Espíritos.

3.5 Capítulo V – Manifestações Físicas Espontâneas


As manifestações físicas espontâneas independem da vontade humana e de
todas as manifestações espíritas são as mais simples e mais frequentes; como os
ruídos e as pancadas. Se caracterizam por serem barulhentas, perturbar a ordem,
os móveis e objetos revirados, objetos atirados, portas e janelas são abertas, entre
outros. Em outros casos, ouvem-se vozerios, barulho de louça e panelas, barulhos
no assoalho. Mas quando as pessoas verificam o que está ocorrendo, tudo fica
calmo e em ordem. Mal saem, recomeça o tumulto.
A maioria dos fenômenos físicos são advindos de espíritos levianos apenas
para se divertir. Outras vezes, se apegam a certos lugares por capricho. Em outros
casos, a prece sempre obtém bons resultados. Embora, às vezes, seja necessária a
intervenção voluntária ou involuntária de um médium dotado de aptidão especial.
3.5.1 Fenômeno de Transporte
Consiste no transporte de objetos que não existem no lugar da reunião, esse
fenômeno difere demais pela intenção benévola do Espírito que o produz. Os
objetos transportados, quase sempre graciosos, suave e delicados como flores,
frutos, confeitos e jóias. Contudo, esse fenômeno é de fácil imitação, por isso,
devemos estar atentos a farsantes.
Para se obter fenômeno desta ordem é necessário haver médiuns sensitivos
dotados das faculdades mediúnicas de expansão e de penetrabilidade, porque o
sistema nervoso de tais médiuns lhes permite, por meio de certas vibrações, projetar
abundantemente, em torno de si, o fluido animalizado que lhes é próprio. As
naturezas impressionáveis, as pessoas cujos nervos vibram à menor impressão, à
mais insignificante sensação; as que a influência moral ou física, interna ou externa,
sensibiliza são muito aptas a se tornarem excelentes médiuns para os efeitos físicos
de tangibilidade e de transportes. Mas, a produção de tais fenômenos de transporte
é bastante complicada, uma vez que, não só o trabalho do Espírito é mais complexo,
como muitos médiuns não podem produzir o mesmo fenômeno.
A esses motivos a que, como vedes, não falta importância, acrescentemos
que os transportes reclamam sempre maior concentração e, ao mesmo tempo,
maior difusão de certos fluidos, que não podem ser obtidos senão com médiuns
superiormente dotados com aparelho eletro mediúnico que melhores condições
oferece. Espírito e médium precisam de uma afinidade, uma semelhança, que
permita à parte expansível do fluido perispírito do encarnado combinar-se com o do
Espírito. Com relação à distância e o peso não oferecem empecilho para que o
Espírito faça transporte, mas para isto é necessário que a massa dos fluidos
combinados seja proporcional à massa dos objetos. Esses são fabricados pelos
Espíritos, contudo somente os elevados têm a permissão de o fazer.
Quando um Espírito tornar invisível algum objeto transportado, ele envolve-o
com o fluido tirado de parte do perispírito do médium e parte do próprio Espírito,
tornando-o invisível. Assim, pode carregá-lo quando quiser e só o largar no
momento conveniente para fazê-lo aparecer.

3.6 Capítulo VI – Manifestações Visuais


Todos os Espíritos, podem se tornar visíveis, sobretudo, durante o sono.
Quando o corpo repousa, o Espírito se desprende dos laços materiais e pode entrar
em comunicação com outros Espíritos. Entretanto, algumas pessoas os vêem
quando acordadas. Todos os Espíritos podem manifestar-se visivelmente, mas nem
sempre têm a permissão nem o desejo de o fazer.
Certos Espíritos se manifestam com a má intenção, objetivam assustar e
muitas vezes vingar-se. Já outros aparecem com boas intenções, com a finalidade
de consolar, provar que continuam a existir, dar conselhos e algumas vezes pedir
assistência para si mesmos.
Os Espíritos podem se apresentar da forma que precisam para atingir
determinada finalidade. Diante disso, aparecerão em trajes comuns, outros envoltos
em amplas roupagens, alguns com asas, como atributo da categoria espiritual a que
pertencem ou com a forma de animais, inferiores, com armadura, com seus livros,
serenos, enfim, qualquer forma que quiser. As aparições ocorrem igualmente por
toda a Terra e em qualquer horário. São frequentes também quando a pessoa está
muito doente; porque com laços fluídicos mais frouxos, as comunicações ficam mais
fáceis.
Os Espíritos são vistos com a alma. Comunicam-se pela fala, mas em sua
maioria é pelo pensamento. O perispírito é o princípio de todas as manifestações.
Outra propriedade do perispírito é a penetrabilidade inerente à natureza etérea.

3.6.1 Ensaio Teórico Sobre As Aparições


As aparições que ocorrem durante o sono são as visões de uma de coisa
presente ou distante; ou a retrospectiva do passado e em alguns casos um
pressentimento. Já as aparições que ocorrem no estado de vigília, apresentam-se
geralmente, com uma forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e indecisa. As
partes menos precisas são os membros inferiores, enquanto os superiores
aparecem mais nitidamente. Os espíritos comuns, das pessoas que conhecíamos
quando encarnado, vestem-se com aspecto e maneiras semelhantes aos dias de
existência.

3.6.2 Espíritos Glóbulos

Algumas considerações precedentes tomavam alguns efeitos ópticos como


conjunto de Espíritos. Nem sempre o ar está límpido, e as correntes de moléculas
aeriformes e sua movimentação, produzida pelo calor, se tornam visíveis. Algumas
pessoas falaram que isso seria um conjunto de Espíritos no espaço. Pura ilusão.
Outra espécie de ilusão; o humor aquoso do olho pode produzir discos.
Podem produzir pontos opacos, pontos negros. A contração dos músculos dos olhos
podem fazer aparecer centelhas ou feixes de luz.
Certas pessoas se confundiram e disseram ter visto Espíritos que as
seguiam por toda parte. Enquanto se tratava de um fenômeno fisiológico e ótico.

3.6.3 -Teoria Da Alucinação

Os materialistas tentam explicar as visões sobre uma ótica materialista,


fornecendo leis físicas e teorias para tal finalidade. Mas eles não conseguem, por
exemplo, explicar visões reais, jamais vistas no estado de vigília. Bem como, outros
fatos que escapam à hipótese de alucinação. Como as aparições de Espíritos ás
pessoas no momento de sua morte.
3.7 Capítulo VII – Bicorporeidade E Transfiguração

Existem dois fenômenos que são variedades das manifestações visuais e


fenômenos naturais, é um princípio das propriedades do perispírito de: a
bicorporeidade e a transfiguração. No fenômeno da bicorporeidade, isolado do
corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as
aparências da realidade, devido ao seu envoltório semimaterial, perispírito. Podem
ocorrer aparições de Espíritos vivos, nas ocasiões que, durante o sono, o Espírito
readquire parte da sua liberdade.
A explicação desse fenômeno é que o homem se desmaterializa por
completo em virtude de ter se elevado sua alma a Deus, podendo aparecer em dois
lugares ao mesmo tempo. Seu espírito é transportado a outro lugar deixando seu
corpo e uma porção do perispírito e seu Espírito adquire tangibilidade momentânea.
Tendo dois corpos, por alguns instantes, o indivíduo que se mostra simultaneamente
em dois lugares diferentes. Mas, desses dois corpos, um somente é real, o outro é
simples aparência.
Já outro fenômeno, que é o da transfiguração, em certos casos, pode
originar-se de uma simples contração muscular, dando à fisionomia expressão muito
uma forma irreconhecível da pessoa. Já foi observado com sonâmbulos, mas, nesse
caso, a transformação não é radical. Nesse fenômeno que estamos analisando,
precisamos mais uma vez nos remeter às qualidades atribuídas ao perispírito; e uma
delas é o princípio de se modificar as disposições moleculares, dar-se visibilidade,
tangibilidade e também opacidade.
O períspirito de um encarnado, fora do corpo, goza das mesmas
propriedades que a dos Espíritos desencarnados. Em certos casos uma pessoa
encarnada pode irradiar e formar em torno dele uma espécie de atmosfera fluídica e
consequentemente pode sofrer uma transformação. Logo, a forma real e material do
corpo se desvanece, sob aquela camada fluídica e por momentos ficando com uma
aparência totalmente diferente. Se eventualmente, outro Espírito, combina o seu
fluido com o do médium, pode substituir a aparência dessa pessoa, de maneira que
o corpo real desapareça, coberto por um envoltório físico exterior cuja aparência
poderá variar como o Espírito quiser. Do mesmo modo, pode aumentar-lhe ou
diminuir-lhe o peso relativo. Outra variedade de aparições tangíveis são os
Agêneres, uma condição em que certos Espíritos podem revestir momentaneamente
as formas de uma pessoa viva, a ponto de produzir perfeita ilusão.

3.8 Capítulo VIII –Laboratório Do Mundo Invisível

O Espírito age sobre a matéria. Da matéria cósmica universal retira os


elementos de que necessite para formar, a seu bel-prazer, objetos que tenham a
aparência dos diversos corpos existentes na Terra. Pode igualmente, pela ação da
sua vontade, operar na matéria elementar uma transformação íntima, que lhe confira
determinadas propriedades.
Esta faculdade é inerente à natureza do Espírito, que muitas vezes a exerce
de modo instintivo, quando necessário, sem disso se aperceber. Os objetos que o
Espírito forma têm existência temporária, subordinada à sua vontade, ou a uma
necessidade que ele experimenta. Pode fazê-los e desfazê-los livremente.
Em certos casos, esses objetos, aos olhos de pessoas vivas, podem
apresentar todas as aparências da realidade, isto é, tornarem-se momentaneamente
visíveis e até mesmo tangíveis. Há formação, porém não criação, atento que do
nada o Espírito nada pode tirar. Mas o que realmente ocorre, é que o Espírito age
sobre a matéria. Essa teoria explica a escrita direta por Espíritos ou pneumatografia,
a transmutação da água por meio do fluido magnético e a faculdade de cura pelas
mãos. Explica também a variedade de vestimentas que os Espíritos se apresentam
como túnicas, os panos que envolvem seus corpos, ou mesmo com os trajes que
usavam em vida. O envolvimento em panos parece costume geral no mundo dos
Espíritos.

3.9 Capítulo IX – Locais Assombrados


As manifestações espontâneas dos Espíritos, podem ser constatadas desde
os primórdios e certos Espíritos, podem apegar-se a coisas terrenas; sobretudo se
forem mais apegados à matéria, mas não são necessariamente maus. Alguns
Espíritos insistem em se mostrar em certos locais, mas eles estão em todos os
lugares. Essas aparições em determinados locais originou a crença na existência de
lugares mal assombrados. Os Espíritos já desapegados dos fluídos materiais
preferem lugares onde foram amados. O melhor meio de afastar os maus Espíritos
consiste em atrair os bons, praticando todo o bem.
Se tiverdes bondade, os bons Espíritos estarão sempre junto de vós. As
manifestações Espíritas podem ocorrer em qualquer lugar e momento, por outro lado
existe uma superstição, que as aparições de Espíritos ocorrem com mais frequência
a noite e silenciosa denominadas de locais assombrados. Contudo, sabe-se, que os
Espíritos gostam da presença dos homens; e têm preferência a lugares habitados
aos lugares desertos. Ainda assim, podem existir, os Espírito misantropos, são os
que tem preferência a locais abandonados.
Outro ponto interessante a se esclarecer, sobre os Espíritos, é que não têm
nenhuma necessidade de controle de tempo. Isso explica a incoerência da crença
que os espíritos somente se manifestem a noite. O mesmo se dá quando Espíritos
anunciam os dias e as horas de sua vinda e sua manifestação para determinado dia.
Em suma, assim o fazem com o intuito de aproveitar a credulidade dos homens e se
divertirem. O corpo para o Espírito era uma simples vestidura, eles não ligam mais
para o envoltório que os encarcerou durante a vida. Suas lembranças são as únicas
coisas que lhe são valor. Indubitavelmente, os Espíritos não têm interesse ou
preferência por seus túmulos.
Certamente que a prece atrai os Espíritos, quanto mais fervorosa e sincera,
visto que o pensamento atua sobre o Espírito e não os objetos materiais. No
entanto, alguns Espíritos podem ser atraídos por coisas materiais, como lugares e ali
permanecem, por determinado período, por simpatia pelas pessoas que ali
frequentam, vingança ou por punição quando cometeram crimes nesse local. Quanto
aos Espíritos bons, para proteção, não se manifestam de maneira desagradável.
Com relação a prática do exorcismo, os Espíritos se divertem quando são
confundidos com a figura do Diabo.

3.10 Capítulo X – Natureza Das Comunicações


Todo efeito que revela uma vontade livre denuncia uma causa inteligente.
Desta forma, um movimento da mesa que responda a um pensamento, possui uma
manifestação inteligente. Todo efeito que revela em sua causa um ato de livre
vontade demonstra uma causa inteligente. Tudo se modifica quando essa
inteligência se desenvolve, permitindo uma troca de ideias. Nesse caso, já podemos
falar em verdadeiras comunicações. Há variedade infinita de Espíritos quanto à
inteligência e à moralidade. Daí a diferença que existe em suas comunicações.
Quatro categorias de comunicações, de acordo com suas características:
Comunicações Grosseiras: Advém de Espíritos de baixa classe, viciosos
grosseiros, caráter obsceno, arrogante.
Comunicações Frívolas: São dos Espíritos levianos, zombeteiros ou
maliciosos, mais astutos que maus. Só falam palavras fúteis e não se importam com
a verdade.
Comunicações Sérias: Tratam de assuntos graves de maneira ponderada.
Entretanto os Espíritos sérios não são todos igualmente esclarecidos. Há muitas
coisas que eles ignoram e que podem se enganar de boa-fé.
Comunicações Instrutivas: têm por finalidade ensinamento dado pelos
Espíritos sobre Ciências, a Moral, a Filosofia, etc. Esse tipo de comunicação se
supõe verdadeira porque uma coisa que não fosse verdadeira não poderia ser
instrutiva.

3.11 Capítulo XI – Sematologia e Tiptologia


As primeiras comunicações inteligentes foram obtidas por meio de
pancadas, assim chamada de tiptologia. A primeira, foi denominada de tiptologia
basculante, esse recurso era primitivo e a comunicação se reduzia somente, a
respostas monossilábicas.
Quando a comunicação se utilizam de uma espécie de mímica, que
exprimem a energia da afirmação ou da negação pela força das pancadas
sentimentos de negação, afirmação, raiva, delicadeza, violência, cólera, etc; a essa
linguagem dos sinais dá-se o nome de Sematologia. As comunicações foram se
aperfeiçoando para um meio um pouco melhor; chamado de tiptologia alfabética,
que consiste em indicar as letras por meio de pancadas.
Outro meio de comunicação é a tiptologia interior, consiste em golpes no
interior da mesa, é mais rápido que os outros tipos, mas nem todos os médiuns são
aptos às manifestações deste último gênero. Contudo, as pancadas no interior da
madeira também podem ser imitadas por médiuns de má-fé. Nenhuma das formas
de comunicação, explicadas anteriormente, superam em rapidez e facilidade a da
escrita, que hoje é muito utilizada. Entretanto, no que tange ao aspecto fenomênico,
sobretudo, para os que desconhecem os Espiritismo, poderia ser um poderoso meio
de convicção. Mas os Espíritos não se mostram dispostos a prestar-se aos
caprichos dos curiosos. Convém, ressaltar, que a tiptologia constitui um meio de
comunicação como qualquer outro. Sendo assim, pode ser usado tanto por espíritos,
inferiores quanto por superiores.
Para os Espíritos superiores é necessário apenas o pensamento para
comunicação, não precisam de instrumentos o para escrever. Os Espíritos
Superiores se utilizaram de tipologias, porque, como fenômeno, poderia nos ensinar
a acrescentar às nossas convicções. Feito isso, já não é necessário esse tipo de
comunicação. Mesmo, porque a extensão das comunicações que recebemos exige
uma rapidez com a qual é incompatível a tipologia. Assim, pois, nem todos os
Espíritos que se manifestam por pancadas são batedores, esses são os que se
divertem a atormentar uma família ou contrariá-la com suas importunações.
3.12 Capítulo XII – Pneumatografia Ou Escrita Direta-Pneumatofonia

3.12.1 Escrita Direta


A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito sem
qualquer intermediário, ao contrário da psicografia que a escrita é feita com a mão
do médium. Os Espíritos sempre existiram desde todos os tempos e também
produziam fenômenos como o da escrita direta.
Nesse fenômeno o Espírito age sobre a matéria elementar formando objetos
e substâncias com aparência dos diversos corpos da Terra. É necessário para se
obter a escrita direta espontânea, a concentração, recolhimento, a prece e a
evocação a Deus. A partir do fluido cósmico universal, o Espírito produz a tinta que
utiliza para a escrita direta. Quanto mais elevado for o Espírito, mais facilmente se
produz esse fenômeno. Se houver condições, dentro de algum tempo aparecerão
traçados no papel, letras ou sinais diversos, palavras, frases e até mesmo
comunicações.

3.12.2 Pneumatofonia ou voz direta


Os Espíritos podem de forma muito natural fazer ouvir gritos de toda espécie
e sons vocais imitando espontâneos e podem ser produzidos de duas maneiras
diversas: Por uma voz ínt a voz humana. Alguns desses Espíritos, quando de ordem
inferior, iludem-se com isso e creditam-se falar como quando viviam. Esses
fenômenos, em sua maioria, sima que ecoa na consciência ou podem ser palavras
exteriores, que, de tão distintamente articuladas é como se viesse de uma pessoa
colocada ao nosso lado.

3.13 Capítulo XIII - Psicografia

A ciência Espírita progrediu ao longo do tempo, e o modo como se comunica


também acompanhou esse avanço. Através da psicografia podemos comunicar-nos
com os Espíritos tão fácil e rapidamente como os homens entre si, pelos mesmos
meios: a escrita e a palavra. Existem dois tipos de psicografias; a indireta, quando o
lápis é adaptado a um objeto qualquer que serve, de certo modo, de apêndice da
mão, como uma cesta, uma prancheta, para que a escrita ocorra.
Durante esse processo de escrita, o Espírito que se comunica atua sobre o
médium que escreve maquinalmente sem a menor consciência do que escreve.
Indubitavelmente, a escrita involuntária, é, a mais simples, a mais fácil e a mais
cômoda, porque nenhum preparativo exige.
Já psicografia direta, a própria mão do médium impulsionada de maneira
involuntária que escreve sob a influência de um Espírito. Dessa forma, esse novo
processo de psicografia, direta, substituiu de maneira definitiva todos os dispositivos,
pois foram considerados desnecessários para esta prática mediúnica. Esses
instrumentos apresentados não são únicos nem exclusivos para comunicações
espirituais. Mas seja qual for o meio de comunicação é importante conhecer e
dominar o instrumento para se ter boas comunicações. E sendo o Espiritismo uma
Ciência, necessita de uma linguagem científica e metodológica.
3.14 Capítulo XVI- Os Médiuns

Todas as pessoas que sentem a influência dos Espíritos, independente


do grau é médium. A mediunidade é natural do ser humano, entretanto, em algumas
pessoas essa faculdade está mais em evidência, se revela com mais intensidade em
graus diversos de sensibilidade. É de notar-se, além disso, que essa faculdade não
se revela, da mesma maneira, em todos. Além disso, os médiuns não vão ter todas
aptidões ao mesmo tempo. Geralmente uma aptidão especial irá se manifestar. As
principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou
impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos
curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes ou psicógrafos.
3.14.1- Médiuns de Efeitos Físicos

Os médiuns de efeitos físicos são aqueles aptos a produzir fenômenos


materiais, como os movimentos dos corpos inertes e ruídos. Podem dividir-se em
médiuns facultativos e médiuns involuntários.
Os médiuns facultativos têm consciência do seu poder e sabem que podem
produzir fenômenos espíritas se quiserem.
Os médiuns involuntários ou naturais são aqueles cuja influência se exerce
sem querer, eles não tem consciência do poder que possuem, isso faz parte deles.
Manifestam-se em todas as idades e, principalmente, em crianças ainda muito
novas. Certos casos ela aparece depois de uma fraqueza orgânica, só havendo
causa de preocupação se caso a pessoa usasse excessivamente seu fluido vital,
depois de tornar-se médium facultativo. Na verdade, é necessário fazer a pessoa
passar de um médium natural para o de um médium facultativo.
É como se o médium aprendesse dominar as manifestações e impondo-se
ao Espírito, dessa maneira o médium chega a dominá-lo, tornando-o dócil, isso é
necessário para impedir manifestações indesejadas.

3.14.2 - Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis

Chamam-se assim às pessoas suscetíveis de sentir a presença dos


Espíritos por uma impressão vaga, sensação que elas não podem explicar.
Esta variedade não apresenta caráter bem definido. Todos os médiuns são
necessariamente impressionáveis, sendo assim a impressionabilidade mais uma
qualidade geral do que especial. Essa faculdade se desenvolve pelo hábito e pode
ser adquirida. Possibilitando ao médium reconhecer, não só a natureza boa ou má
do Espírito, mas também sua individualidade, suas impressões agradáveis, suaves,
penosas, angustiosas e desagradáveis.

3.14.3 - Médiuns Audientes

Os médiuns audientes ouvem a voz dos Espíritos. É como dissemos ao falar


da pneumatofonia, algumas vezes uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo;
doutras vezes, é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva. Os
médiuns audientes podem, assim, travar conversação com os Espíritos. Essa
faculdade é muito agradável quando o médium só ouve Espíritos bons. Mas não se
dá o mesmo quando é um Espírito mau. Fazendo-se necessário tratamento
desobsessivo.
3.14.4 - Médiuns Falantes

Os Espíritos agem sobre os órgãos vocais do médium, aparelho fonador. O


médium falante, em geral, se exprime sem ter consciência do que diz, e quase
sempre trata de assuntos estranhos ao seu cotidiano ou fora de seus conhecimentos
e mesmo além de suas capacidades intelectuais. Embora se ache perfeitamente
acordado e em estado normal, raramente guarda lembrança do que diz. Entretanto,
há alguns médiuns que têm intuição do que falam no momento que pronunciam as
palavras. Em suma, nele, a palavra é um instrumento de que se serve o Espírito,
com o qual uma terceira pessoa pode comunicar-se, como pode com o auxílio de um
médium audiente. Pode-se dividir em duas categorias os médiuns falantes ou de
incorporação; em conscientes e inconscientes.
3.14.5 - Médiuns Videntes
Os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. O
médium não vê com os olhos, mas com a alma, por isso, conclui-se que um cego
pode ver os Espíritos. Cumpre distinguir as aparições frequentes com os médiuns
que possuem faculdade propriamente de ver os Espíritos. Das aparições acidentais
e espontâneas consiste na possibilidade de ver os Espíritos de forma isolada,
ocasional, de caráter individual e pessoal, e não efeito de uma faculdade
propriamente dita.
Alguns médiuns que só veem os Espíritos que são evocados e cuja
descrição podem fazer com exatidão minuciosa. Outros há em quem a faculdade da
vidência é ainda mais ampla: veem toda a população espírita ambiente, a se mover
em todos os sentidos, cuidando, poder-se-ia dizer, de seus afazeres.

3.14.6 - Médiuns Sonâmbulos


Pode considerar-se o sonambulismo uma variedade da faculdade mediúnica,
ou melhor, são duas ordens de fenômenos que frequentemente se acham reunidos.
O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; é sua alma que, nos
momentos de emancipação, vê, ouve e percebe, fora dos limites dos sentidos. Em
resumo, o sonâmbulo exprime o seu próprio pensamento, enquanto o médium
exprime o de outrem.
O Espírito pode se comunicar com um sonâmbulo; o estado de emancipação
da alma facilita essa comunicação. A lucidez sonambúlica é uma faculdade que se
radica no organismo e que independe, da elevação, do adiantamento e mesmo do
estado moral do indivíduo. Um sonâmbulo, tanto como os médiuns, pode ser
assistido por um Espírito mentiroso, leviano, ou mesmo mau. Aí, sobretudo, é que as
qualidades morais exercem grande influência, para atraírem os bons Espíritos.

3.14.7 - Médiuns Curadores


Os médiuns curadores consistem, principalmente, no dom que possuem
certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o
concurso de qualquer medicação. A magnetização ordinária é um verdadeiro
tratamento seguido, regular e metódico; no caso que apreciamos, as coisas se
passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou
menos aptos a curar, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é
espontânea. Um magnetizador dotado de habilidades mediúnicas; utilizando o
recurso da prece e rogando auxílio dos Espíritos Superiores poderia aumentar a sua
força e a tua vontade em benefício curadores.

3.14.8 - Médiuns Pneumatógrafos

Dá-se este nome aos médiuns que têm aptidão para obter a escrita direta, o
que não é possível a todos os médiuns escreventes. Esta faculdade, até agora, se
mostra muito rara. Conforme seja maior ou menor o poder do médium, obtêm-se
simples traços, sinais, letras, palavras, frases e mesmo páginas inteiras. Basta de
ordinário colocar uma folha de papel dobrada num lugar qualquer, ou indicado pelo
Espírito, durante dez minutos, ou um quarto de hora, às vezes mais.
A prece e o recolhimento são condições essenciais; é por isso que se pode
considerar impossível a obtenção de coisa alguma numa reunião de pessoas pouco
sérias, ou não animadas de sentimentos de simpatia e benevolência.

3.15. Capítulo XV- Médiuns Escreventes ou Psicógrafos


Médiuns mecânicos, intuitivos, semimecânicos, inspirados ou involuntários;
de pressentimentos. De todos os meios de comunicação, a escrita manual é o mais
simples, mais cômodo e, sobretudo, mais completo. Para ele devem tender todos os
esforços, porquanto permite se estabeleçam, com os Espíritos, relações tão
continuadas e regulares como as que existem entre nós. Com tanto mais afinco
deve ser empregado, quanto é por ele que os Espíritos revelam melhor sua natureza
e o grau do seu aperfeiçoamento ou da sua inferioridade.
Pela facilidade que encontram em exprimir-se por esse meio, eles nos
revelam seus mais íntimos pensamentos e nos facultam julgá-los e apreciar-lhes o
valor. Para o médium, a faculdade de escrever é, além disso, a mais suscetível de
desenvolver-se pelo exercício.

3.15.1 - Médiuns Mecânicos


O Espírito exerce uma ação direta sobre a mesa, a cesta ou a prancheta que
escrevem. A cesta se agita por vezes com tanta violência que escapa das mãos
do médium, se dirigindo a certas pessoas e nelas batendo ou demonstra um
sentimento afetuoso. Digamos, de passagem, que tais efeitos demonstram sempre a
presença de Espíritos imperfeitos, pois os Espíritos superiores são constantemente
calmos, dignos e benévolos. Caso não são escutados convenientemente, retiram-se
e outros lhes tomam o lugar. Pode, pois, o Espírito exprimir diretamente suas ideias,
quer movimentando um objeto a que a mão do médium serve de simples ponto de
apoio, quer acionando a própria mão. Quando atua diretamente sobre a mão, o
Espírito lhe dá uma impulsão de todo independente da vontade deste último.
Ela se move sem interrupção e sem embargo do médium, enquanto o
Espírito tem alguma coisa que dizer, e para, assim ele acaba. Nesta circunstância, o
que caracteriza o fenômeno é que o médium não tem a menor consciência do que
escreve. Quando se dá, no caso, a inconsciência absoluta, têm-se os médiuns
chamados passivos ou mecânicos. É preciosa esta faculdade, por não permitir
dúvida alguma sobre a independência do pensamento daquele que escreve.

3.15.2 - Médiuns intuitivos

Nos médiuns intuitivos os Espíritos não agem sobre a mão para ocorrer a
escrita, entretanto é a Alma do médium que recebe a impulsão que dirige a energia
a mão e esta ao lápis. Em suma, a transmissão do pensamento se dá por meio da
Alma do médium. A alma, sob esse impulso, dirige a mão e esta dirige o lápis. Vale
ressaltar, que o Espírito não substitui à alma, visto que não a pode deslocar.
Domina-a, sem que isso dependa da vontade dela, e lhe imprime a sua vontade. Em
tal circunstância, o papel da alma não é o de inteira passividade; ela recebe o
pensamento do Espírito livre e o transmite. Nessa situação, o médium tem
consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento. É o
que se chama médium intuitivo. O médium intuitivo age como o faria um intérprete.
3.15.3 - Médiuns Semimecânicos

O médium semimecânico sente sua mão impulsionada, sem que seja pela
vontade, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, à medida que as
palavras se formam. Das mediunidades escreventes essa é a mais comum.

3.15.4 - Médiuns Inspirados ou Involuntários

É uma variedade de mediunidade intuitiva, mas nesse caso a intervenção de


uma potência oculta é menos sensível. É mais difícil de distinguir no inspirado o
pensamento próprio do que foi sugerido. A inspiração nos vem dos Espíritos que nos
influenciam para o bem ou para o mal, porém é antes daqueles que nos querem
bem. Ela se aplica, em todas as circunstâncias da vida, às resoluções que devamos
tomar. Geralmente, são Espíritos protetores e familiares a se esforçarem sugerir
ideias salutares. Necessário rogar ao Espírito Protetor auxiliar com ideias e
intuições.

3.15.5 - Médiuns De Pressentimentos

Constituem uma variedade dos médiuns inspirados, semelhante a uma


espécie de dupla-vista ou resultado das comunicações ocultas. O pressentimento é
uma vaga intuição de acontecimentos futuro.

3.16 Capítulo XVI – Médiuns Especiais

A natureza das comunicações tem sempre relação com a natureza do


Espírito e traz o cunho da sua elevação ou da sua inferioridade, desta forma para
que uma comunicação seja boa, é preciso que ela emane de um Espírito bom;
sendo também necessário um bom instrumento que possa fazer a comunicação.
Certos médiuns tem aptidões com determinados tipos de Espíritos, alguns
sempre recebem comunicações ligadas ás ciência, outros na área da história,
medicina, ou seja, as comunicações sempre tenderão a ter um cunho especial.
Além da natureza do Espírito e a qualidade do médium; um terceiro exerce
papel importante, que é a intenção. O pensamento íntimo, o sentimento mais ou
menos louvável de quem interroga. Para que uma comunicação seja boa, preciso é
que proceda de um Espírito bom. O Espírito, que lê o pensamento, julga se a
questão que lhe propõem merece resposta séria e se a pessoa que lhe dirige é
digna de recebê-la. Podem Dividir-se os Médiuns em Duas Grandes Categorias:
Médiuns de efeitos físicos, os que têm o poder de provocar efeitos materiais e ou
manifestações ostensivas e Médiuns de efeitos intelectuais: Médiuns que são mais
aptos a receber e a transmitir comunicações inteligentes.
Multiplicidades Comuns a Todos os Gêneros De Mediunidade:
I. Médiuns sensitivos: pessoas suscetíveis de sentir a presença dos
Espíritos, por uma impressão geral ou local, vaga ou material.
II. Médiuns facultativos ou voluntários: Podem provocar os fenômenos por
ato de sua vontade
III. Médiuns naturais ou inconscientes: Produzem os fenômenos
espontaneamente, sem nenhuma participação de sua vontade.

3.16.1 - Variedades de Médiuns Especiais-Tabela:5


Efeitos Físicos Efeitos Intelectuais

Médiuns Tiptólogos Médiuns Audientes

Médiuns Motores Médiuns Falantes

Médiuns de Efeitos Musicais Médiuns Videntes

Médiuns de Aparições Médiuns Inspirados

Médiuns de Transporte Médiuns de Pressentimentos

Médiuns Noturnos Médiuns Proféticos

Médiuns Pneumatógrafos Médiuns Sonâmbulos

Médiuns Excitadores Médiuns Extáticos

Médiuns de Translações e de Médiuns Pintores e


Suspensões Desenhistas

Médiuns Curadores Médiuns Músicos


Tabela 5 Fonte: Vanessa da F. Braga(2021)
3.16.2 - Variedade De Médiuns Escreventes-Tabela:6
1o) Modo De Execução 2o) Desenvolvimento Da Faculdade

Médiuns Escreventes ou Psicógrafos Médiuns Novatos

Médiuns Escreventes Mecânicos Médiuns Improdutivos

Médiuns Semimecânicos Médiuns Feitos ou Formados

Médiuns Intuitivos Médiuns Lacônicos

Médiuns Polígrafos Médiuns Explícitos

Médiuns Poliglotas Médiuns Experimentados

Médiuns Iletrados Médiuns Flexíveis

Médiuns Exclusivos

Médiuns de Evocações

Médiuns para Ditados Espontâneo


Tabela 6 Fonte: Vanessa Da Fonseca Braga(2021)

3.16.3 Variedades de Médiuns Escreventes-Tabela:7


3º) Gênero-Especialidade da Comunicação 4º) Seg. Qualidade Físicas Do Médium

Médiuns Versejadores

Médiuns Poéticos Médiuns Calmos

Médiuns Positivos

Médiuns Literários

Médiuns Incorretos

Médiuns Historiadores Médiuns Velozes

Médiuns Científicos
Médiuns Receitistas

Médiuns Religiosos

Médiuns Filósofos e Moralistas Médiuns Convulsivos

Médiuns de Comunicações

Triviais e Obscenas

Tabela 7 Fonte: Vanessa Da Fonseca Braga(2021)

3.16.4 - Variedade de Médiuns Escreventes-Tabela:8


5o) Segundo as Qualidades Morais Dos Médiuns

Médiuns imperfeitos Bons médiuns


Médiuns Obsidiados Médiuns Sérios: Se servem de sua
faculdade apenas para o bem e para
Médiuns Fascinados
coisas úteis.
Médiuns Subjugados

Médiuns Levianos Médiuns Modestos: Não atribuem a si


nenhum mérito pelas comunicações
Médiuns Indiferentes
que recebem.
Médiuns Presunçosos

Médiuns Orgulhosos Médiuns Devotados: Compreendem


que o verdadeiro Médium tem uma
Médiuns Suscetíveis.
missão para cumprir, pelo bem dos
Médiuns Mercenários outros

Médiuns Ambiciosos

Médiuns de Má-fé Médiuns Seguros: Merecem mais


confiança, por seu próprio caráter e
Médiuns Egoístas
pela natureza elevada dos Espíritos que
Médiuns Invejosos os assistem.

Fonte: Vanessa Da Fonseca Braga (2021)Tabela:8


Essas variantes mediúnicas apresentam uma infinidade de graus de
intensidades. Há muitas que são simples nuances, resultado de aptidões especiais.
Um médium pode ter numerosas aptidões, mas sempre uma predomina, e essa
deverá cultivar para se desenvolver melhor. Com relação ao médium, deve-se
escolher um mais apto, sempre, na medida da natureza do Espírito que será
evocado.
3.17 Capítulo XVII - Da Formação Do Médium
3.17.1 Desenvolvimento da Mediunidade

Nesse capítulo somente será tratado dos médiuns escreventes,


caracterizada pela inexistência de diagnóstico, quando alguém possua essa
faculdade.
Os sinais físicos, sem os quais algumas pessoas julgam ver indícios, nada
têm de infalíveis. Ela se manifesta nas crianças e nos velhos, em homens e
mulheres, quaisquer que sejam o temperamento, o estado de saúde, o grau de
desenvolvimento intelectual e moral. Só existe um meio de se lhe comprovar a
existência. Nesse sentido, antes de pensar em obter comunicações, é necessário
desenvolvimento da sua faculdade, mas antes de tudo, rogar aos bons Espíritos e
ao seu anjo guardião. Contudo, a evocação deve sempre ser feita em nome de
Deus.
É importante a calma e o recolhimento, juntos à vontade de êxito. Cada
médium tem um tempo de se formar. Mas é indispensável, a pureza de intenção e o
desejo. Sempre necessário o estudo prévio da teoria, para todo aquele que queira
evitar os inconvenientes, como ser enganado por maus Espíritos. Um meio que pode
contribuir para o desenvolvimento da faculdade, consiste em reunir pessoas com o
mesmo propósito e a mesma intenção. Uma vez desenvolvida a faculdade, é
essencial que o médium não abuse dela. Que somente a utilize em ocasiões
necessárias, sempre trabalhando em dias e horas determinadas em condições de
maior recolhimento. Pois assim os Bons espíritos poderão melhor auxiliar e os
médiuns mais protegidos de mistificadores.

3.17.2 Mudança na Caligrafia


Um fenômeno muito comum nos médiuns escreventes é a mudança da
caligrafia, conforme os Espíritos que se comunicam. A mudança da caligrafia só se
dá com os médiuns mecânicos ou semimecânicos, porque neles é involuntário o
movimento da mão e dirigido unicamente pelo Espírito. O mesmo já não sucede com
os médiuns puramente intuitivos, visto que, neste caso, o Espírito apenas atua sobre
o pensamento. A variação de caligrafia não é condição absoluta na manifestação
dos Espíritos: deriva de uma aptidão especial de médiuns mecânicos: polígrafos.

3.17.3Perda e Suspensão da Mediunidade


A faculdade mediúnica está sujeita a intermitências e a suspensões
temporárias, quer para as manifestações físicas, quer para a escrita. Quando o
médium faz mau uso de sua mediunidade os bons Espíritos podem abandoná-lo.
Para proporcionar um repouso material necessitado ao médium. Também servem
para testar o médium, colocar sua paciência à prova e para lhes experimentar a
perseverança.

3.18 Capítulo XVIII – Inconvenientes E Perigos Da Mediunidade

A faculdade mediúnica não é indício de um estado patológico, seu exercício


muito prolongado pode causar fadiga. Com a mediunidade acontece o mesmo caso,
principalmente a que se aplica aos efeitos físicos; ela necessariamente ocasiona um
dispêndio de fluido, que traz a fadiga, mas que se repara pelo repouso. A
mediunidade não produzirá a loucura, quando esta já não exista em gérmen; porém,
existindo este, qualquer abalo pode ser prejudicial. Desenvolver-se a mediunidade
em crianças certamente é muito perigoso, pois que esses organismos são delicados
e sofreriam grandes abalos. Há, por sua vez, crianças que são médiuns
naturalmente, dessa forma essa faculdade se mostra espontânea, está na sua
natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando
é provocada e sobre-excitada.

3.19 Capítulo XIX – Papel Do Médium Nas Comunicações

A alma do médium pode se comunicar como a de qualquer outro Espírito, ou


seja, as comunicações, escritas ou verbais, podem vir do próprio Espírito encarnado
do médium. Entre os Espíritos que manifestam, há também os que estão
encarnados na Terra, em estado de desdobramento. Para distinguir se o Espírito
manifestante e do médium ou de outro Espírito qualquer, é necessário estudar as
circunstâncias, a natureza e a linguagem das comunicações. No Estado
sonambúlico ou de êxtase que o Espírito do médium se manifesta. No estado normal
é mais difícil. O Espírito do médium vem de várias existências anteriores, onde pode
ter adquirido conhecimentos que, ficam apenas adormecidos, durante certo tempo,
na vida atual. O Espírito que se comunica por um médium transmite seu
pensamento por intermédio do Espírito do médium, que o interpreta. Os Espíritos
procuram um intérprete que melhor simpatize com eles, e que exprima o mais
exatamente, o seu pensamento. Geralmente, um médium com o cérebro cheio de
conhecimento adquiridos pode facilitar as comunicações. O Espírito do médium é
passivo quando não mistura suas próprias ideias com as do Espírito estranho, mas
não é jamais absolutamente nulo, é sempre necessário como intermediário, mesmo
nos médiuns mecânicos.

3.20 Capítulo XX – Influência Moral Do Médium

O desenvolvimento da mediunidade é uma faculdade, propriamente,


orgânica; independe do moral. No entanto, o seu uso pode ser bom ou mau,
conforme as qualidades do médium. Não constitui privilégio dos homens de bem,
mas também de pessoas indignas, posto que necessitam dela mais do que as outras
para se melhorarem. Os médiuns que a usam para o mal serão punidos
duplamente, porque através dela podem se esclarecerem e não a aproveitam, esses
recebem de tempos em tempos alguma advertência dos Espíritos.
As características morais do médium têm enorme influência sobre a
natureza dos Espíritos que se comunicam por seu intermédio. As qualidades que, de
preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a
simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas
materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme,
o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à
matéria.
De todas as imperfeições morais o orgulho é a que os Espíritos maus
exploram nos médiuns. Depois passa para uma confiança cega nas comunicações e
na infalibilidade do Espírito que lhes dá. Se julgam ter o privilégio da verdade e
protegidos por grandes nomes do Espiritismo, repelem conselhos; afastam-se de
seus amigos. O médium verdadeiramente bom jamais se prevalece nem tira mérito
de sua mediunidade. Aceita as boas comunicações, como uma graça, digno, pela
sua bondade, pela sua benevolência e pela sua modéstia. Se humilha, por se
considerar sempre abaixo desse favor.

3.21 Capítulo XXI – Influência Do Meio


O espaço está povoado de espíritos; desta forma estão ao nosso lado, nos
veem, nos observam, se misturam às nossas reuniões, nos seguem ou nos evitam
segundo os atrairmos ou os repelirmos.
A presença dos Espíritos ao nosso redor não depende da mediunidade,
portanto não necessariamente é preciso ser médium para atrair os seres do mundo
Espiritual. Se levarmos em conta cada povo em particular poderemos, pelo caráter
dos habitantes, seus sentimentos humanitários, a moralidade dos Espíritos que nele
habitam determinada ordem de Espíritos. Quando ocorre uma reunião de homens,
concomitantemente, haverá uma afinidade de Espíritos que simpatizam com as
qualidades e cobiças dos reunidos, quer boas ou más. Entretanto, se algum Espírito
inferior tiver interesse em alguma reunião séria, seu acesso não é vedado, a fim de
que aproveitem os ensinamentos que são dados.
Mas, indubitavelmente, é o coração é que atrai os bons Espíritos, com mais
sentimentos puros e elevados, assim como, o desejo sincero de se instruir sem
segundas intenções. Em suma, as condições do meio serão melhores quanto mais
voltados para caridade e sentimentos puros voltados para o bem, assim como, o
desejo sincero de se instruir.

3.22 Capítulo XXII – Da Mediunidade Nos Animais

O médium é o ser, o indivíduo que serve de intermediário aos Espíritos, para


a existência de comunicações com os homens. Além disso, existe um princípio que
os semelhantes atuam com seus semelhantes. Portanto, os semelhantes dos
Espíritos são Espíritos encarnados, pois ambos períspiritos provêm do mesmo meio.
Possuem uma propriedade de assimilação e magnetização desenvolvida e vigorosa,
que possibilita a comunicação.
Com relação aos animais, como não há assimilação possível entre
períspirito humano e o dos animais, aniquilá-los-íamos instantaneamente, se os
medianizássemos. Diante disso, a alma etérea dos animais e o Espírito que anima o
ser humano não tem nenhuma aptidão para se misturar, se unir, fundir. Além do
mais, o cérebro dos animais não possui elementos necessários para haver uma
comunicação, nenhuma palavras, números, letras, sinais quaisquer, semelhantes
aos que existem no homem.

3.23 Capítulo XXIII - Da Obsessão


A obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas
pessoas. Somente praticada por Espíritos inferiores que se agarram àqueles de
quem podem fazer suas presas. Não se está obsidiado pelo simples fato de ser
enganado por um Espírito mentiroso. A obsessão consiste na persistência de um
Espírito do qual não se consegue desembaraçar. Varia conforme o grau de
constrangimento e a natureza dos efeitos produz. O termo pelo qual se designa esta
espécie de fenômeno são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.
Na obsessão simples o Espírito o Espírito mau se impõe a um médium,
intromete-se nas comunicações que ele recebe, o impede de se comunicar com
outros Espíritos e substitui os que são evocados. Podem incluir-se nesta categoria
os casos de obsessão física, isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e
obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente, pancadas
ou outros ruídos.
A fascinação tem consequências muito mais graves. Ilusão criada
diretamente pelo Espírito no pensamento do médium e que paralisa a sua
capacidade de julgar as comunicações. O médium fascinado não acredita que o
estejam enganando. A ilusão pode chegar ao ponto de levá-lo a considerar sublime
a linguagem mais ridícula.
Na subjugação ocorre a paralisação da vontade da vítima, fazendo-a agir
malgrado seu verdadeiro jugo. A subjugação pode ser moral ou corporal. No
primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar decisões comprometedoras
sobre uma espécie de ilusão, que julga sensatas: é uma como fascinação. No
segundo caso, subjugação corpórea o Espírito age sobre os órgãos materiais,
provocando movimentos involuntários. Pode levar a vítima a atos ridículos. A
possessão é usada como sinônimo da subjugação.

3.24 Capítulo XXIV- Identidade Dos Espíritos


3.24.1 As Provas Possíveis De Identidade

A questão da identidade dos Espíritos é uma das mais, uma das maiores
dificuldades do Espiritismo prático. Se o Espírito traz mensagens aproveitáveis e
dignas e um conteúdo moral elevado e pode ser que seja, que seja um Espírito
elevado. Contudo, se tiverem um linguajar vulgar e trivial, inferir que seja um Espírito
inferior. À medida que os Espíritos se purificam são atraídos, somente, pelo
pensamento, sendo-lhe indiferente o nome. Enquanto os seres humanos precisam
dar nomes ás coisas para fixar as ideias. Se um Espírito superior se comunica
espontaneamente, dizendo ser personagem conhecida, o mais importante é
distinguir se provem ser um Espírito bom ou mau, vai depender da qualidade da
mensagem e quando a mensagem é instrutiva, o mais importante é o ensino.
Entretanto, sempre ficar atento com Espíritos de ordem inferior que tentam fascinar.
Nas comunicações íntimas, identidade é questão fundamental, necessitamos
certificar de que o Espírito que é realmente aquele que desejamos. Pode-se colocar
entre provas de identidade o teste de caligrafia e assinatura.
3.24.2 Como distinguir os Espíritos Bons e Maus

O melhor critério para discernir o valor dos Espíritos é o bom senso. A


linguagem dos Espíritos está sempre em relação com o grau de elevação a que já
tenham chegado. Assim, sempre, observar o linguajar e tentar perceber que tipo de
Espírito está manifestando. A bondade e a afabilidade são atributos essenciais dos
Espíritos depurados. A inteligência e a moral nem sempre andam juntas. Os
Espíritos bons só dizem o que sabem. Os maus falam de tudo. Em suma, deve-se
submeter todas as comunicações a um exame escrupuloso, rejeitando-se, tudo que
vá contra a lógica e o bom senso.

3.25 Capítulo XXV- Das Evocações


3.25.1 Considerações Gerais

Os Espíritos podem comunicar-se espontaneamente ou por evocação.


Ambas têm vantagens. As comunicações espontâneas inconveniente nenhum
apresentam, quando controlamos os Espíritos e não deixamos os maus dominar.
Quando se deseja comunicar com determinado Espírito, é de toda necessidade
evocá-lo e convém designá-lo com alguma precisão. Evitar-se as perguntas
imperativas, que o afastariam, dirigir-se de forma afetuosa ou respeitosa, conforme o
Espírito, e, em todos os casos, cumpre que o evocador lhe dê prova da sua
benevolência.
Geralmente o Espírito evocado se apresenta rapidamente, pois já se
encontra prevenido pela Espiritualidade. Caso não possa vir no momento, o
mensageiro marca um prazo um prazo, quase nunca demorado. Sempre a evocação
deve ser feita em nome de Deus, e essa recomendação deve ser levada a sério, e
não levianamente. Os médiuns são mais procurados para as evocações de interesse
particular, pois as pessoas querem ter contato com seus entes querido
desencarnados. No entanto, médium, deve evitar tudo o que possa transformá-lo em
agente de consultas, o que, aos olhos de muitas pessoas, é sinônimo de ledor de
sorte.
3.25.2 Espíritos Que Podem Ser Evocados

Todos os Espíritos, qualquer que seja o grau em que se encontrem na


escala espiritual, podem ser evocados. Pode ser que estejam impedidos de atender
a evocação por uma potência superior, ocupados em missões que não podem se
afastar. As causas estranhas residem principalmente na natureza do médium, na da
pessoa que evoca, no meio em que se faz a evocação, enfim, no objetivo que se
tem em vista. A comunicação depende da simpatia ou da antipatia, da atração ou da
repulsão que o Espírito do médium exerce sobre o evocado, das qualidades
pessoais do médium, do desenvolvimento de sua mediunidade.
Hábito da comunicação com determinado Espírito facilita: identificação do
comunicante com o médium e o evocador e as relações fluídicas. Ninguém exerce
ascendente sobre os Espíritos inferiores, senão pela superioridade moral. Os
Espíritos perversos sentem que os homens de bem os dominam.

3.25.3 Linguagem A Usar Com Os Espíritos

O grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos indica naturalmente


em que tom convém se lhes fale. Quanto mais elevados eles sejam, mais têm
respeito, às nossas atenções e à nossa submissão. Um bom pensamento lhes é
mais agradável do que os mais elogiosos epítetos; se assim não fosse, eles não
estariam acima da humanidade. Quanto aos Espíritos inferiores, Espíritos inferiores,
o tom familiar não lhes causa estranheza e nem os melindra; pelo contrário, é o que
lhes agrada. Espíritos infelizes: benevolência e indulgência.
3.25.4 Utilidade das Evocações Vulgares

As comunicações que se obtêm dos Espíritos muito elevados, ou dos que


animaram grandes personagens da Antiguidade, são preciosas, pelos altos
ensinamentos que encerram. Não se segue daí sejam inúteis as comunicações dos
Espíritos de ordem menos elevada.
Os Espíritos vulgares tem a vantagem de nos pôr em relação com os
Espíritos sofredores, aos quais podemos aliviar e cujo adiantamento podemos
facilitar com bons conselhos. Mais facilmente nos pomos no lugar daquele que foi
nosso igual, do que no de outro que apenas divisamos através da miragem de uma
glória celestial. Os Espíritos vulgares nos mostram a aplicação prática das grandes e
sublimes verdades, cuja teoria os Espíritos superiores nos ministram.

3.25.4.1 Questões sobre as evocações


Todos podem evocar os Espíritos e, se não puderem manifestar-se
materialmente, nem por isso deixam de se aproximar e ouvir o evocador. Causas
que podem impedir o evocado de se manifestar: sua própria vontade, seu estado
corpóreo, se estiver encarnado, missões de que estiver encarregado, falta de
permissão; prova ou punição. Espíritos que pertencem a mundos inferiores à Terra
ou Espíritos que estão em globos de punição, também não podem ser invocados.
Quando o Espírito é evocado, onde quer que esteja, ele recebe o impulso do
pensamento como uma espécie de choque elétrico.
O fluido universal é o veículo do pensamento, que atinge o infinito. Os
Espíritos superiores sempre atendem quando o chamam com a finalidade útil. Os
Espíritos inferiores, mesmo que não queiram, podem ser obrigados por Espíritos
superiores a se manifestar. E no geral, se quiserem manifestar-se, não precisam ser
invocados para haver manifestação.

3.25.5.2 Evocações dos animais


No mundo dos Espíritos, não há, errantes. Espíritos de animais, portanto não
há meios de se evocar.

3.25.5.3 Evocações das pessoas vivas

Pode-se evocar o Espírito de uma pessoa viva. Como também, nos seus
momentos de liberdade, quando dorme ou cochila, manifestar-se sem ser evocado.
É necessário que o estado do corpo permita que no momento da evocação o
Espírito se desprenda. Com tanto mais facilidade vem o Espírito encarnado, quanto
mais elevado for elevado o mundo em que se encontra.

3.25.5.4 Telegrafia humana

Duas pessoas evocando-se reciprocamente, poderiam transmitir de uma a


outra seus pensamentos e corresponder-se. Essa telegrafia humana será um dia um
meio universal de correspondência. Preciso é que os homens desprendam da
matéria. Até lá, continuará circunscrita às almas de escol e desmaterializadas, o que
raramente se encontra nesse mundo.

3.26 Capítulo XXVI – Perguntas Que Se Podem Fazer


3.26.1 Observações Preliminares

Sempre deve-se ter o cuidado ao formular as perguntas aos Espíritos, dando


importância à natureza e ao modo de formular as perguntas. No que tange ás
perguntas, dois aspectos devem ser considerados ao se dirigirem aos Espíritos: a
forma e o fundo.
A forma da pergunta deve ser redigida com clareza e precisão para evitar
complexidade, além disso deve ser preparadas com antecedência. De maneira
análoga, o fundo da pergunta requer atenção ainda mais séria, uma vez que,
dependendo da natureza da interpelação provoca uma resposta certa ou errada.
Outro ponto importante, é que deve haver um método para presidir as
perguntas, com a finalidade de seguir uma linha de raciocínio entre elas. Assim não
passar de um assunto para outro de forma brusca. Os Espíritos respondem mais
claramente quando do que se perguntássemos do acaso. Algumas há a que os
Espíritos não podem ou não devem responder, por motivos que desconhecemos.

3.26.1.1 Perguntas Agradáveis e Desagradáveis aos Espíritos


Os Espíritos sérios respondem com prazer às perguntas que objetivam o
bem e os meios de fazer progredir os seres humanos. Entretanto, as perguntas que
são inúteis ou feitas por curiosidade e para experimentá-los são desagradáveis para
os Espíritos bons. Nem sempre uma pergunta séria, recebe uma resposta séria, pois
depende do Espírito que responde.
No entanto, há coisas que não podem ser reveladas e outras que ou Espírito
não conhecem. Todas as perguntas que sejam inúteis ou feitas por pura curiosidade
e para experimentá-los antipatizam os Espíritos. Nesses casos, não respondem e se
afastam. Pelo contrário, os Espíritos imperfeitos se desagradam com perguntas que
possam evidenciar a ignorância ou a mistificação. Mas, respondem a tudo sem se
preocupar com a verdade. Gostam quando fazem das comunicações espíritas uma
distração, e ficam satisfeitos quando as mistificam.

3.26.1.2 Perguntas sobre o Futuro


Os Espíritos sérios não determinam data dos acontecimentos. Ao contrário
dos Espíritos levianos que indicam os dias e as horas sem se importarem com a
verdade. No entanto, a Providência pôs limites às revelações que podem ser feitas
aos homens. Inesperadamente, existem alguns homens dotados de faculdade
especial para ver o futuro. Mas, somente quando convier; Deus lhes permite revelar
algumas coisas para o bem.
O ser humano quando conhece o futuro, negligencia o presente. As
previsões que não tiverem um fim de utilidade geral, quase sempre são
consideradas apócrifas. Nos tempos vindouros, a faculdade de ver o futuro se
tornará mais comum.

3.26.1.3 Perguntas Sobre as Existências Passadas e Futuras

Deus algumas vezes permite, dependendo do objetivo, aos Espíritos bons


revelar existências passadas, se for para edificação e instrução, as revelações serão
verdadeiras. Não podemos ter revelação sobre nossas existências futuras.

3.26.1.4 Sobre Interesses Morais e Materiais

Os bons Espíritos jamais recusam auxílio aos que os invocam com


confiança, principalmente no que concerne à alma. Indubitavelmente, repelem os
hipócritas que fingem pedir a luz e cedem ás trevas.
Os conselhos relacionados com a vida privada são dados com mais exatidão
pelos Espíritos familiares, são os que mais se ligam às pessoas e se interessam
pelo que lhes concerne.

3.26.1.5 Perguntas Sobre a Situação dos Espíritos


Pode-se solicitar aos Espíritos esclarecimentos sobre a situação em que se
encontram no mundo espiritual, quando é a simpatia que dita o pedido, ou o desejo
de lhes ser útil, e não a simples curiosidade.

3.26.1.6 Perguntas Sobre a Saúde

Para executarmos nosso trabalho na Terra, necessitamos ter uma condição


boa de saúde, diante desse, os Espíritos se ocupam de boa vontade com ela. No
entanto, o Espírito de um sábio pode não saber nada mais do que quando estava na
Terra, se não progrediu como Espírito.

3.26.1.7 Perguntas Sobre Invenções e Descobertas


Somente pelo trabalho devem ser adquiridas as pesquisas científicas e
descobertas, pois só assim o homem se adianta no seu caminho. Caso as
descobertas viessem prontas através dos Espíritos não haveria mérito algum. O
mesmo se dá com as invenções e descobertas que interessam à indústria.
Cada coisa tem que vir a seu tempo e quando as ideias estão maduras para
a receber; os Espíritos incumbidos procuram o homem capaz de a levar a termo.
Assim, inspiram-lhe as ideias necessárias, com o cuidado de lhe deixar todo o
mérito. Assim acontece com todos os grandes trabalhos da inteligência humana.

3.26.1.8 Perguntas Sobre Tesouros Ocultos


Os brincalhões muitas vezes indicam tesouros inexistentes ou podem ainda
indicar um lugar enquanto o tesouro se encontra em outro, entretanto os Espíritos
superiores não se ocupam dessas coisas. Ao contrário dos Espíritos ainda não
desmaterializados, que se apegam às coisas terrenas. Os avarentos que ocultaram
seus tesouros podem ainda vigiá-los e guardá-los depois da morte.

3.26.1.9 Perguntas Sobre Outros Mundos

O grau de confiança que podemos ter nas descrições dos Espíritos sobre os
outros mundos é relativo ao grau de seu adiantamento, pois os Espíritos vulgares
são incapazes de informar questões a esse respeito. Os Espíritos bons gostam de
descrever os mundos que habitam, a fim de oferecer ensinamentos para o
progresso. Entretanto, é sobre o estado moral dos habitantes que podemos ser
melhor informados e não sobre o estado físico ou geológico desses globos. O
objetivo é o nosso melhoramento moral.

3.27 Capítulo XXVII – Contradições E Mistificações


3.27.1 Das Contradições

Os adversários do Espiritismo enfatizam que nem todos os espíritas


partilham das mesmas crenças, que existem contradições entre os adeptos. No
entanto, essas contradições são mais aparentes que reais. Essas contradições
estão na superfície e não no fundo das coisas e que, por consequência, carecem de
importância. De duas fontes provêm: dos homens e dos Espíritos. O primeiro fato é
que os Espíritos não pensam todos da mesma maneira, como existem Espíritos de
todas as categorias, a consequência é que suas comunicações irão trazer inerentes
sua ignorância ou saber que lhes seja peculiar. Irão expressar tudo de inferioridade
ou da superioridade moral que alcançaram. Portanto, as contradições de origem
espírita não emanam de outra causa, senão da disparidade, quanto à inteligência,
aos conhecimentos, ao juízo e à moralidade, de alguns Espíritos que ainda não
estão aptos a tudo conhecerem e a tudo compreenderem.

3.27.2 Das Mistificações

Há um meio muito objetivo de se evitar as mistificações, não pedir ao


Espiritismo nada a mais do que ele pode e deve dar-vos. A finalidade do Espiritismo
é o melhoramento moral da humanidade e, se porventura, jamais vos afastar desse
objetivo, não sereis enganados. Os Espíritos vos vêm instruir e guiar no caminho do
bem, e não no das honras e das riquezas, nem vêm para atender às vossas paixões
mesquinhas. Nunca pedir nada de fútil ou frívolo. Porque somente é mistificado
aquele que o merece.
Se vedes nos Espíritos os substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então é
certo que sereis enganados. Deus, as vezes, permite que pessoas sinceras e que
aceitam o Espiritismo de boa-fé sejam mistificadas para experimentar a
perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que do Espiritismo fazem objeto
de divertimento.

3.28 Capítulo XXVIII- Charlatanismo E Prestidigitação


3.28.1 Médiuns Interesseiros
Os falsos médiuns geralmente exigem pagamento, tal fato, constitui motivo
de desconfiança da existência ou não da mediunidade do médium. Uma vez que,
sabe-se que nenhum Espírito, por menos elevado que seja, ficaria a todas as horas
do dia, às ordens de um empresário de sessão e submisso às suas exigências, para
satisfazer à curiosidade do primeiro que aparecesse. Além disso, é sabido que os
Espíritos têm aversão em prestar ajudar a quem queira tirar proveito material com a
presença deles. Mas como os Espíritos levianos são menos escrupulosos e só
procuram ocasião de se divertirem à nossa custa, segue-se que, quando não se seja
mistificado por um falso médium, tem-se toda a probabilidade de o ser por alguns de
tais Espíritos. A mediunidade é uma faculdade concedida para o bem e os bons
Espíritos se afastam de quem pretenda fazer dela um degrau para chegar ao que
quer que seja, que não corresponda às vistas da Providência. Além disso, os
médiuns que fazem da mediunidade um ofício declarado, geralmente, simulam os
fenômenos, uma vez que não há como ter certeza da regularidade das
manifestações dos Espíritos.
A faculdade mediúnica, mesmo restrita às manifestações físicas, não foi
dada ao homem para ostentá-la nos teatros de feira e quem quer que pretenda ter
às suas ordens os Espíritos, para exibir em público, está no caso de ser, com justiça,
suspeitado de charlatanismo, ou de mais ou menos hábil prestidigitação. Assim se
entenda todas as vezes que apareçam anúncios de pretendidas sessões de
Espiritismo, ou de Espiritualismo, a tanto por cabeça. Lembrem-se todos do direito
que compram ao entrar. De tudo o que precede, concluímos que o mais absoluto
desinteresse a melhor garantia contra

3.28.2 Fraudes Espíritas


As pessoas que não aceitam a existência das manifestações físicas e
fenômenos Espíritas, como um todo, geralmente, atribuem à fraude os efeitos
produzidos. Fundam-se em que os prestidigitadores hábeis fazem coisas que
parecem prodígios, quando não conhecemos os seus truques, concluindo que os
médiuns também são escamoteadores.
Existem, sem dúvida, prestidigitadores de prodigiosa habilidade, mas são
raros. Se todos os médiuns praticassem a escamoteação, forçoso seria reconhecer
que em pouco tempo obteve progressos e apresentando-se inata em pessoas que
dela nem suspeitavam e, até, em crianças. A melhor das garantias contras médiuns
mercenários é o desinteresse absoluto. De todos os fenômenos espíritas, os que
mais se prestam à fraude são os fenômenos físicos, porque impressionam mais a
vista do que a inteligência e são os mais facilmente imitáveis.
Em segundo lugar, porque, despertam mais curiosidade e atraem as
multidões; são, por conseguinte, os mais produtivos. Os espectadores, geralmente,
mais em busca de distração do que de instrução séria se paga melhor. Se a
prestidigitação pode imitar efeitos, é só necessário destreza, entretanto não
conhecemos dom de improvisação que requer um pouco de inteligência, nem o
produzir esses belos e sublimes ditados, frequentemente tão cheios de a propósitos,
com que os Espíritos matizam suas comunicações. Frequentemente, as pessoas
mais facilmente enganáveis são as que não pertencem ao ofício, de forma
semelhante, ocorre com o Espiritismo. As que não o conhecem se iludem pelas
aparências, ao passo que um conhecedor sobre o assunto se atenta, não só nas
causas dos fenômenos, como também nas condições normais em que eles
costumam produzir-se e lhes ministra, assim, os meios de descobrirem a fraude, se
existir.
Os fenômenos espíritas não são igualmente fáceis de imitar. Há alguns que
desafiam evidentemente toda a habilidade da prestidigitação: tais como movimento
de objetos sem contatos, a suspenção dos corpos pesados no espaço, os golpes
desferidos de diferentes lados, as aparições.
Por isso dizemos que o que necessário se faz em tal caso é observar
atentamente as circunstâncias e, sobretudo, ter muito em conta o caráter e a
posição das pessoas, o objetivo e o interesse que possam ter em enganar. Essa a
melhor de todas as fiscalizações, porquanto circunstâncias há que fazem
desaparecer todos os motivos de suspeita.
Em suma, repetimos, a melhor garantia está na moralidade notória dos
médiuns e na ausência de todas as causas de interesse material, ou de amor-
próprio, capazes de estimular-lhes o exercício das faculdades mediúnicas que
possuam, porquanto essas mesmas causas poderiam induzi-los a simular as de que
não dispõem.

3.29 Capítulo XXIX – Reuniões E Sociedades


3.29.1 Reuniões em Geral
As reuniões espíritas permitem que as pessoas se esclareçam, mediante a
permuta das ideias, das quais todos aproveitam, mas devem seguir instruções
individuais dadas anteriormente. Elas apresentam características diversas, de
acordo, com a finalidade. Segundo o gênero a que pertençam, podem ser frívolas,
experimentais ou instrutivas.
As reuniões frívolas são procuradas por pessoas interessadas em
passatempo, querem apenas se divertir com predições do futuro e outras
nugacidades. Haja vista, os interesses do público, se afinam com Espíritos levianos;
que gostam desse tipo de reunião, ao contrário dos Espíritos Elevados, que de
forma alguma comparecem.
As reuniões experimentais finalidade de produção das manifestações físicas.
Indubitavelmente, muitas pessoas, veem mais como um espetáculo que uma
reunião de cunho instrutivo. Entretanto, os incrédulos saem delas mais admirados do
que convencidos, logo procuram artifícios, e como não entendem o mecanismo das
manifestações; supõem a existência de fraude. Apesar disso, essas experiências
tiveram uma utilidade, de descobrir leis que regem o mundo invisível e foi para muita
gente um poderoso meio de convicção.
Nas reuniões instrutivas que conseguimos o verdadeiro ensinamento, a
primeira condição para haver uma reunião desse tipo é manter a seriedade. Para
atrair bons Espíritos devemos nos ocupar somente com ensinamentos da moral e
também o estudo dos fatos, teoria de todos os fenômenos, a pesquisa das causas, a
comprovação do que é possível e do que não o é.
Em suma, a observação de tudo o que possa contribuir para o avanço da
ciência. As reuniões de estudo são, além disso, de imensa utilidade para os médiuns
de manifestações inteligentes, para aqueles, sobretudo, que seriamente desejam
aperfeiçoar-se e que a elas não comparecem dominados por tola presunção de
infalibilidade. Evitar fenômenos por curiosidade ou passatempo.
O objetivo de uma reunião séria deve consistir em afastar os Espíritos
mentirosos. Sendo o recolhimento e a comunhão dos pensamentos as condições
essenciais a toda reunião séria, recomenda-se ter um reduzido de pessoas, para um
ambiente mais homogêneo. Isso não constitui uma regra, visto que há casos, um
número grande de pessoas, suficientemente, concentradas e atentas, estarão em
melhores condições do que um pequeno grupo de distraídos e bulhentos.
No entanto, é comprovado que as reuniões íntimas, com poucas pessoas,
são sempre mais favoráveis às belas comunicações, pelos motivos que vimos de
expor.
Há ainda outro ponto não menos importante: o da regularidade das reuniões.
Em todas, sempre estão presentes Espíritos a que poderíamos chamar
frequentadores habituais. Aqueles são, ou Espíritos protetores, ou os que mais
assiduamente se veem interrogados. Eles têm suas ocupações e, além disso,
podem achar-se em condições desfavoráveis para serem evocados. Quando as
reuniões se efetuam em dias e horas certos, eles se preparam antecipadamente a
comparecer e é raro faltarem.
Essas reuniões também são de grande valia para os médiuns, caso ele
esteja aberto aos conselhos, pois nelas encontrar-se-ão pessoas mais esclarecidas
do que ele, capazes de perceber indícios de um médium obsedado um fascinado.
Por isso, todos o médiuns devem produzir nas reuniões sérias, e levar para o
particular o que tiver obtido, destarte não serão transformados em instrumentos dos
da mentira.
3.29.2 Sociedades Propriamente Ditas

As sociedades propriamente ditas têm propósito de reunir pessoas que


compreendem o objetivo moral e procuram se integrar-se nele. Tenham
benevolência recíproca, que afasta qualquer sentimento de orgulho e egoísmo. Em
virtude desses bons sentimento, a sociedade terá uma uniformidade de sentimentos
em que seus membros se reúna com a finalidade de se instruírem e obtenção de
bons resultados.
Em síntese, uma sociedade, onde os sentimentos voltados para o bem
predominam e que seus componentes se reúnam com o propósito de instrução seria
indissolúvel. No entanto, sempre ter o cuidado com os inimigos do Espiritismo, que
tem o prazer em semear a discórdia, a divergência das ideias, das opiniões. Isso
ocorre, geralmente em grandes sociedades, em que Espíritos perturbadores agem
com mais facilidade. Quanto mais numerosa a reunião, tanto mais difícil é conterem-
se todos os presentes. Os grupos pequenos jamais se encontram sujeitos às
mesmas flutuações. A queda de uma grande Associação seria um insucesso
aparente para a causa do Espiritismo, do qual seus inimigos não deixariam de
prevalecer-se.
Não esqueçamos que o Espiritismo tem inimigos interessados em obstar-lhe
à marcha, desta forma, esses agem na sombra, do mesmo modo que a influência de
Espíritos malfeitores é silenciosa.
As pequenas reuniões apenas precisam de um regulamento disciplinar,
muito simples, para a boa ordem das sessões. As Sociedades regularmente
constituídas exigem organização mais completa. Assim como há Espíritos protetores
das associações, das cidades e dos povos, Espíritos malfeitores se ligam aos
grupos, do mesmo modo que aos indivíduos. Ligam-se, primeiramente, aos mais
fracos, aos mais acessíveis, procurando fazê-los seus instrumentos e
gradativamente vão envolvendo os conjuntos.
Obsessão é um mal contagioso, perturbação da mediunidade, hostilidade
recíproca, perversão do senso moral, destruição da harmonia. Ter cuidado com
pessoas com ideias preconcebidas, incrédulos sistemáticos que duvidam de tudo,
orgulhosos que querem ter o privilégio da verdade.

3.29.3 Assuntos De Estudo


Evocação de parentes e amigos ou de personalidades para comparar
opiniões de além-túmulo com as que tinham em vida, evocação de homens ilustres,
bem como, de Espíritos vulgares, muitas vezes leva a reunião para assuntos banais
e fúteis.
Todos os Espíritos podem ser evocados e alguns se manifestam
espontaneamente, oferecendo uma infinidade de temas para estudo. A cada
comunicação espírita recebida; primeiro deve-se passar por uma leitura na sessão
anterior, depois passá-las a limpo.
O próximo passo é fazer relatórios diversos: se existe correspondência,
leitura das comunicações fora das sessões, relatos de fatos que interessam ao
Espiritismo. Analisar se há matéria de estudo dentro dos ditados espontâneos,
questões diversas e problemas morais propostos aos Espíritos e por último fazer
uma conferência, ou seja, exame crítico e analítico das diversas comunicações
discutindo os diferentes pontos da ciência espírita.
Aos que objetivam o estudo sério se depararam com uma infinidades de
assuntos com que se ocupem, tão úteis e proveitosos, quanto se pudessem operar
por si mesmos.
As sociedades espíritas devem fazer o mesmo e grande proveito tirarão daí
para seu progresso, instituindo conferências em que seja lido e comentado tudo o
que diga respeito ao Espiritismo, pró ou contra. Dessa discussão, a que cada um
dará o tributo de suas reflexões, saem raios de luz que passam despercebidos numa
leitura individual.
3.29.4 Rivalidades Entre as Sociedades
Os grupos ou sociedades se ocupam com um tipo de trabalho e cada um
têm sua missão, assim, de maneira idêntica devem propagar o verdadeiro espírito
do Espiritismo, que é a pesquisa e a propaganda da verdade.
Os antagonismos entre as sociedades, são efeitos do orgulho superexcitado,
aos quais, fornecem armas aos detratores que só poderão prejudicar a causa, que
uns e outros pretendem defender. O Espiritismo, conforme foi anunciado, tem que
determinar a transformação da humanidade, esse efeito só produzirá melhoramento
das massas, o que se verificará gradualmente, pouco a pouco, em consequência do
aperfeiçoamento dos indivíduos. Que importa crer na existência dos Espíritos, se
essa crença não faz que aquele que a tem se torne melhor, mais benigno e
indulgente para com os seus semelhantes, mais humilde e paciente. O Espiritismo
tem como bandeira o Espiritismo cristão e humanitário, em torno da qual já temos a
ventura de ver, em todas as partes do globo, congregados tantos homens, por
compreenderem que aí é que está a âncora de salvação, a salvaguarda da ordem
pública, o sinal de uma era nova para a humanidade.

3.30 Capítulo XXX – Regulamento


A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, fundada a 1º de abril de 1858,
teve o decreto autorizado pelo Sr. Prefeito de Polícia na data de 13 de abril de 1858,
segundo comunicação do Exmo. Sr. Ministro do Interior e da Segurança Geral.
Foi criado um regulamento, não de caráter obrigatório, mas para facilitar as
sociedades que se formavam. Essas poderiam pegar o exemplo das normas e
disposições que considerarem úteis. Entretanto, para sociedades pequenas somente
seria necessário estabelecer medidas de ordem interna, de preservação e de
regularidade dos seus trabalhos.
O modelo para facilitar as sociedades em formação, era constituído por
alguns itens. O primeiro deles era a constituição dos, Fins e Constituição da
Sociedade, nesse item era discutida a composição de membros, critérios para ser
um membro, comissão avaliadora de membros, número de sócios e membros.
No capítulo segundo, se trata “Da Administração” da Sociedade; presidência,
vice-presidência, membros da diretoria, tempo de nomeação, comissão da diretoria,
votações, cobrança da cota anual paga por sócios para prover Sociedade.
Capítulo terceiro, vem o tema “Das sessões”, são definidos os horários e
locais, se serão particulares ou gerais; entretanto jamais públicas.
O silêncio é respeitado por todos e as perguntas realizadas aos Espíritos
serão feitas somente por intermédio do presidente, sendo proibidas perguntas de
fundo fútil e frívolas, de interesse pessoal ou que não tenha interesse geral. No
capítulo quarto, são definidas as “Disposições Diversas”, nesse ponto fica definido
que todos os membros da Sociedade tem o dever de comunicar um caso antigo ou
recente ligado ao Espiritismo. Tais fatos passarão por uma crítica e depois
publicados na Revista Espírita.

3.31Capítulo XXXI – Dissertações Espíritas


Neste capítulo estão algumas comunicações espontâneas, limitamo-nos,
sobretudo, a citar, as que dizem respeito ao futuro do Espiritismo, aos médiuns e às
reuniões. Damo-los como instrução e como tipos das comunicações
verdadeiramente sérias. Encerramos o capítulo com algumas comunicações
apócrifas, seguidas de notas apropriadas a torná-las reconhecíveis.

3.31.1 Sobre o Espiritismo


Neste item do capítulo, vários Espírito de alta envergadura, se manifestaram
e deixaram as suas mensagens. Santo Agostinho, Chateaubriand, J. J. Rousseau,
São Bento, São Luís, Channing, enfim.
Sempre estimulando confiança em Deus e o sentimento de bondade, além
disso avisam a chegada de nova vida que Ele vos destina. As ideias apontadas são
um apanhado geral desses vários Espíritos. Essa nova Terra, porém a maioria de
nós não a desfrutaremos nessa existência.
Contudo pede para termos coragem! trabalhai por vós e pelo futuro dos
vossos; trabalhai, sobretudo, por vos melhorardes pessoalmente e gozareis, na
vossa primeira existência, de uma ventura de que tão difícil vos é fazer ideia, quanto
a mim vo-la fazer compreender. Não veremos nessa existência uma Terra
regenerada, mas talvez em uma próxima encarnação.
Não basta crer; é preciso, sobretudo, o exercício da bondade, de tolerância e
de desinteresse. O Cristo preside os trabalhos de toda Natureza para a era de
renovação e aperfeiçoamento predita pelos vossos guias espirituais sobre os
acontecimentos contemporâneos e reconheceis os sinais que vos provam que os
tempos são chegados.
A iniciativa das reforma partirá dos soberanos impulsionados por mão
invisível E as reformas, quando partem de cima e espontaneamente, são muito
mais rápidas e duráveis do que as que partem de baixo e são arrancadas pela força.
O Espiritismo é uma alavanca que afasta as barreiras da cegueira. As
preocupação com as questões morais estão aumentando! Ressuscitando o
espiritualismo, o Espiritismo restituirá à sociedade o surto, que a uns dará a
dignidade interior; a outros, a resignação; a todos, a necessidade de se elevarem
para o supremo. Por ordem de Deus, os Espíritos trabalham pelo progresso de
todos, sem exceção. Fazei o mesmo, vós outros, espíritas.

3.31.2 Sobre os Médiuns

Todos os homens são médiuns, têm um Espírito que os dirige para o bem,
quando sabem escutá-lo. Há aqueles que se comunicam diretamente com ele pela
mediunidade e outros não o escutam senão com o coração e com a inteligência.
Chamai-lhe Espírito, razão, inteligência, é sempre vossa alma, pronunciando boas
palavras. Nem todos sabem agir de acordo com os conselhos da razão, não dos
interesses materiais e grosseiros, mas dessa razão que eleva o homem acima de si
mesmo, porém, que ergue o homem e o aproxima de Deus
Escutai essa voz interior, e chegareis progressivamente a ouvir o vosso anjo
guardião, a voz íntima que fala ao coração a dos bons Espíritos e é deste ponto de
vista que todos os homens são médiuns.
O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo. Todos os povos
tiveram seus médiuns. Esse dom, que agora se espalha, raro se tornara nos séculos
medievos; porém, nunca desapareceu. A França tentou afastar o Espiritismo, que
progredia sem cessar.
Deus permitiu essa luta das ideias positivas contra as ideias espiritualistas.
Os progressos da indústria e da ciência desenvolveram a arte de bem viver, a tal
ponto que as tendências materiais se tornaram dominantes, quer Deus que os
Espíritos sejam reconduzidos aos interesses da alma.
O Espírito humano segue em marcha necessária, imagem da graduação que
experimenta tudo o que povoa o universo visível e invisível. Todo progresso vem na
sua hora: a da elevação moral soou para a humanidade. Ela não se operará ainda
nos vossos dias, mas agradecei ao Senhor o haver permitido assistais à aurora
bendita.
Deus lhes outorgou a faculdade mediúnica, para que auxiliem a propagação
da verdade, e não para que trafiquem com ela.

3.31.3 Sobre As Sociedades Espíritas

As comunicações seguintes foram dadas na Sociedade Parisiense de


Estudos Espíritas, ou em sua intenção. Outras, que nos foram transmitidas por
diversos médiuns, encerram conselhos gerais sobre os grupos, sua formação e
obstáculos que podem encontrar. A primeira questão levantada por um dos Espíritos
foi, com relação, á prece. Segundo citado as sessões iniciavam em sem uma prece
para que todos entrassem em estado de concentração e recolhimento espiritual.
Ressaltando o fato que os Espíritos superiores somente comparecem onde são
chamados com fervor e sinceridade. Esse mesmo Espírito, no caso, Santo
Agostinho, foi solicitado a ditar uma fórmula e invocação geral. Ele responde que
Deus é bastante grande para dar mais importância às palavras do que ao
pensamento.
Que a eficácia da prece está interligada à sinceridade do sentimento e
sobretudo na unanimidade da intenção.

3.31.4 Comunicações Apócrifas


Muitas comunicações há, de tal modo absurdas, que, embora assinadas
com os mais respeitáveis nomes, o senso comum basta para lhes tornar patente a
falsidade. Outras, porém, há, em que o erro, dissimulado entre coisas aproveitáveis,
chega a iludir, impedindo às vezes se possa apreendê-lo à primeira vista. Essas
comunicações, no entanto, não resistem a um exame sério. Vamos, como amostra,
reproduzir aqui algumas.
Dentre inúmeras comunicações percebemos que as comunicações, em
geral, têm um tom respeitável, que o mais vulgar bom senso demonstra a sua
falsidade, se denominou ser Vicente de Paulo, entretanto em sua mensagem afirma
que Deus comete “injustiças e milagres perpétuos”, em outra mensagem também do
espírito de “Vicente de Paulo”, ele afirma que “não se pode mudar de religião,
quando não se teme uma que possa, ao mesmo tempo, satisfazer ao senso comum
e à inteligência que se tem e que possa”. “Entretanto, sucede — Deus o permite
algumas vezes — que os maus tenham êxito em seus projetos cúpidos, mas então é
um ensinamento que Deus quer dar a todos; é a previdência humana que Ele quer
estimular: é a ordem infinita que reina”.
São vários nomes famosos como Napoleão, Vicente de Paulo, Bossuet,
Alfredo de Marignac e até o nome de Jesus utilizaram falsamente nessas
comunicações apócrifas. Os exemplos apreciados nesse capítulo devem aguçar
nossa atenção e vontade de aprender, só assim evitaríamos ser mistificados e
ridicularizados por esses tipos de Espíritos.

3.32 Capítulo XXXII – Vocabulário Espírita

O capítulo 32 é constituído por um vocabulário Espírita. É um conjunto de


termos e expressões que pertencem a uma língua, facilitando a compreensão do
texto. Nesse caso, para facilitar a leitura dos textos Espíritas.

4.Conclusão

Publicado em 1861, o Livro dos Médiuns reúne vários ensinamentos dos


Espíritos, sobre a teoria das manifestações espíritas e dos médiuns, bem como, os
gêneros de manifestações e seu caráter experimental e investigativo da Doutrina
Espírita, que teriam como causa a intervenção de espíritos na realidade física.
Apresenta-se como um instrumento teórico-metodológico para se compreender uma
nova ordem de fenômenos, até então jamais considerada pelo conhecimento
científico, os fenômenos ditos espíritas ou mediúnicos, sendo um dos primeiros
fenômenos investigados foram o das “Mesas Girantes”.
Além disso, essa obra trata, portanto, de toda a parte fenomênica do
Espiritismo: suas relações ocultas ou patentes com os homens, a reencarnação, a
emancipação da alma durante a vida, a dupla vista, as visões, as manifestações de
todo gênero, as aparições tangíveis, e uma série de outros fenômenos que antes
eram considerados milagres ou estavam no campo das superstições. Sem dúvida o
Espiritismo, ao explicar esses fenômenos de forma científica, apelando à razão e ao
bom senso retira esses fenômenos do campo dos milagres. Afasta, assim, a crença
cega, mas quer que se saiba por que se crê, uma fé raciocinada.
No Livro dos Médiuns, Allan Kardec, afirma que o estudo do Espiritismo
deve ser sério e consciencioso, analogamente, não se ater em preocupações
frívolas ou de caráter de divertimento, entretanto, em silêncio e intimidade. Quanto
aos médiuns sempre ficar atentos quanto aos males da fascinação e obsessão e
sempre ter o cuidado em não ser transformado em instrumento de consultas de
sorte. Haja vista, pode incorrer em afastar os Espíritos Bons, perder sua
mediunidade e, além disso, atrair Espíritos Inferiores. Nas reuniões, ter sempre o
cuidado de escolher assuntos de elevado teor moral, dessa maneira Espíritos
Elevados serão atraídos. E sempre tentar manter a harmonia entre os membros da
Sociedade, grupo ou fraternidade onde se encontram, pois pode até ocorrer a
dissolução desses.
Outro ponto essencial, é manter o pensamento sempre elevado, porque
para os Espíritos, ele é tudo. De maneira idêntica, em hipótese alguma, deve-se
envolver interesses financeiros em troca de mediunidade.
O Espiritismo seria então entendido como uma revelação de Deus, uma vez
que seu aparecimento decorreu diretamente das informações dos Espíritos, Allan
Kardec foi o Codificador da Obra.
5. REFERÊNCIAS: KARDEC, Allan. O livro dos médiuns. Federação Espírita Brasileira
(FEB), 2017.

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