CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

1. Conceito e abrangência A Administração Pública sujeita-se a controle por parte dos Poderes Legislativ o e Judiciário, além de exercer, ela mesma, o controle sobre os próprios atos. Embora o controle seja atribuição estatal, o administrado participa dele à med ida que pode e deve provocar o procedimento de controle, não apenas na defesa de s eus interesses individuais, mas também na proteção do interesse coletivo. A Emenda Constitucional nº 19/98 inseriu o § 3º no artigo 37, prevendo lei que discipline as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta é o chamado controle popular. Essa lei ainda não foi promulgada. Atualmente, uma instituição que desempenha importante papel no controle da A dministração Pública é o Ministério Público. Além da tradicional função de denunciar autori licas por crimes no exercício de suas funções, ainda atua como autor da ação civil pública, seja para defesa de interesses difusos e coletivos, seja para repressão à improbidad e administrativa. O controle abrange a fiscalização e a correção dos atos ilegais e, em certa medi da, dos inconvenientes ou inoportunos. Com base nesses elementos, Maria Sylvia Zanella di Pietro conceitua o co ntrole da Administração Pública como o poder de fiscalização e correção que sobre ela exerc os órgãos dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento ju rídico. 2. Espécies Vários critérios existem para classificar as modalidades de controle. Quanto ao órgão que o exerce, o controle pode ser administrativo, legislativ o ou judicial. Quanto ao momento em que se efetua, pode ser prévio, concomitante ou poste rior. Exemplo de controle prévio é a previsão constitucional de necessidade de autoriz ação ou aprovação prévia do Congresso Nacional para determinados atos do Poder Executivo ( artigo 49, II, III, XV, XVI e XVII; artigo 52, III, IV e V ). Exemplo de control e concomitante é o acompanhamento da execução orçamentária pelo sistema de auditoria. Exem plo de controle posterior é a anulação de um ato administrativo ilegal. O controle ainda pode ser interno ou externo. É interno o controle que cad a um dos Poderes exerce sobre seus próprios atos e agentes. É externo o controle exe rcido por um dos Poderes sobre o outro, como também o controle da Administração Direta sobre a Indireta. A Constituição Federal prevê o controle externo a cargo do Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas (artigo 71 ) e o controle interno que cada Po der exercerá sobre seus próprios atos (artigos 70 e 74 ). No artigo 74 é prevista a re sponsabilidade solidária dos responsáveis pelo controle quando, ao tomarem conhecime nto de irregularidade, deixarem de dar ciência ao Tribunal de Contas. O controle ainda pode ser de legalidade ou de mérito, sendo que o primeiro pode ser exercido pelos três Poderes, enquanto o segundo cabe à própria Administração. 3. Controle administrativo

3.1. Conceito e alcance Controle administrativo é o poder de fiscalização e correção que a Administração Pú (em sentido amplo) exerce sobre sua própria atuação, sob os aspectos de legalidade e mérito, por iniciativa própria ou mediante provocação. Na esfera federal esse controle é d enominado supervisão ministerial pelo Decreto-lei 200/67. Abrange os órgãos da Adminis tração Direta ou centralizada e as pessoas jurídicas que integram a Administração Indireta ou descentralizada. O controle sobre os órgãos da Administração Direta é um controle interno e decorre do poder de autotutela que permite à Administração Pública rever os próprios atos quando ilegais, inoportunos ou inconvenientes, sendo amplamente reconhecido pelo Poder Judiciário (Súmulas 346 e 473 do STF).

segundo o artigo 58 da Lei federal 9784/99. que. Podem ter efeito susp ensivo ou devolutivo. quanto a direitos ou interesses difusos. § 4º. recorrer de qualquer ato ou de cisão. Recursos administrativos 3. é vedada a impetração de mandado de segurança. a prescrição começa a correr e o interessado pode propor ação judicial dependentemente da propositura ou não de recurso administrativo. se previsto em lei.898/65. No recurso sem efeito suspensivo. partido político. é a oposição solene. XXXV ). Recurso administrativo ou hierárquico É o pedido de reexame do ato dirigido à autoridade superior à que o proferiu.3. produz lesão a partir do momento em que se torna exeqüível. Extingue-se em um ano o direito de reclamar. Está previsto no artigo 106 da Lei 8112/90. a saber: Representação É a denúncia de irregularidades feita perante a própria Administração disciplinada pela Lei 4. ainda que possa vir a ser corri gido pela própria autoridade administrativa. ou seja. Só po de ser formulado uma vez. Só podem recorrer os legitimados. Essa possibilidade não foi repetida na Constituição de 1988. o ato. se outro praz o não for fixado em lei. II aqueles cujos direitos ou interesses forem indir etamente afetados pela decisão recorrida. bem como ao órgão do Ministério Público que tiver competência para ciar processo-crime contra a autoridade culpada. Os recursos administrativos têm duplo fundamento constitucional: artigo 5º. É dirigida à autoridade superior que tiver competência para aplicar ao culpa do a respectiva sanção. salvo os atos de mero expediente ou preparatórios de decisões. A Constituição Federal prevê um caso específico de representação perante o Tribunal de Contas. No silêncio da lei. Atente-se que.1. que exige apenas a ocor rência de lesão ou ameaça a direito (artigo 5º. em tese. esc ita e assinada. Como a Constituição assegura o direito de petição independentemente do pagamento de taxas. Conceito e alcance Recursos administrativos são todos os meios que podem utilizar os administ rados para provocar o reexame do ato pela Administração Pública.2. Exige argumentos novos. A Constituição de 1967. no artigo 74. no tocante a direitos e interesses coletivos. o recurso administrativo com efeito suspen sivo produz de imediato duas conseqüências: o impedimento da fluência do prazo prescri cional e a impossibilidade jurídica de utilização das vias judiciárias para ataque do at o pendente de decisão administrativa. associação ou s ndicato. Modalidades Dentro do direito de petição há inúmeras modalidades de recursos administrativos . quando se tratar de representação contra abuso de au toridade. Segundo Hely Lopes Meirelles. Reclamação administrativa Prevista no Decreto 20. III organizações e associações representativas. contra ato ou atividade pública que afete direitos ou interesses l egítimos do reclamante.2. não mais têm fundamento as normas legais que exigem a chamada garantia de instância para interposição de recursos administrativos. con forme estabelece o artigo 5º. são: I os titulares de direitos e interesses que forem parte no processo. O recurso hierárquico tem sempre efeito devolutivo e pode ter efeito suspe nsivo. 3. aberto a qualquer cidadão. o depósito de quantias em dinheiro como condição para decisão do recurso.910/32. se cabe recurso administrativo com efe ito suspensivo e esse for interposto. enquanto o incis o LV assegura o contraditório e a ampla defesa. I da Lei federal 1533/51. Pedido de reconsideração É aquele pelo qual o interessado requer o reexame do ato à própria autoridade que o emitiu. Pode-se. o recurso tem apenas efeito devolutivo. § 2º. O inciso XXXIV estabelece o direito de petição. que regula o mandado de se . no artigo 153.2. IV os cidadãos ou associações. previa a possibilidade de a lei ins tituir a exaustão das vias administrativas como condição para propositura da ação judicial .2. incisos XXXIV e LV.

Indica também a perda do prazo para aplicação de penal dades administrativas. salvo se também essa via estiver prescrita. co m o objetivo de corrigi-los ou invalidá-los. é o mesmo em que se dá a prescrição judicial. a prescrição reger-se-á pelo prazo previsto na ação penal. Portanto. que a Admi istração conheça de recursos extemporâneos. por seu p rocurador ou por terceiros. porque o ato jurisdicional da A dministração Pública é tão-só um ato administrativo decisório. Nada impede.784/99. o órgão ou autoridade competente tem amplo poder de rev isão.4. Perante o Judiciário. prescreve em 180 dias a pena de advertência. são fatais para a Administração. podendo confirmar. é de dez dias o prazo para interposição de recurso administrativo. o prazo para que a Administração reveja os próprios atos. a prescrição administrativa designa a perda do prazo para recor rer de decisão administrativa. a Lei 9. Na esfera federal. No silêncio da lei. possibilidade de reforma da dec isão oferecida pela Administração Pública. até que seja decidido. no Direito Administrativo. não tem o mesm o sentido que no Direito Judiciário. também incide a prescrição. Se o fato objeto da ação punitiva da Administração for crime. Esta não tem o alcance da coisa julgada judicial. porém. Pode ser interposto pelo próprio interessado. 3. contados da data da prática do at o ou.784/99 prevê que o direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destina tários decai em cinco anos. 3. desfazer ou modificar o ato impugnado. em dois anos a de suspensão e em c inco anos as de demissão. a expressão coisa julgada . O artigo 59 estabelece que salvo disposição legal es ecífica.3. salvo se com provada má-fé. por pe do superior a três anos. Pedido de revisão É o recurso utilizado pelo servidor público punido pela Admi nistração. na esfera federal. está-se diante da coisa julgada administrativa. aplica-se. A falta de pronunciamento dentro do prazo fixado pode significar deferim . a refo rma não pode impor ao recorrente um maior gravame (reformatio in pejus). sem prejuízo da apuração da responsabi ade funcional decorrente da paralisação. Entretanto.5. 873/99 estabelece prazo de prescrição de cinco anos. qualquer decisão administrativa pode se r modificada. que disciplina o processo administrativo no âmb ito da Administração Pública Federal. no Brasil. O recurso hierárquico pode ser voluntário ou de ofício. é só do Judiciário. tem-se o silêncio administra tivo. no caso de surgirem fatos novos suscetíveis de demonstrar a sua inocência. Quando se trata de punição decorrente do exercício do poder de polícia. Com relação aos prazos para punir. É admissível até mesmo após o falecimento do interessado. Ela significa apenas que a decisão se tornou ir retratável pela própria Administração. 3. que é um fato jurídico. Prescrição administrativa Por um lado.112/90). conforme dispuser a lei estatutária. contados da data em que foram praticados. Na decisão do recurso. visando ao reexame da decisão. do dia em que tiver cessado. contado a pa rtir da ciência ou divulgação oficial da decisão recorrida . destituído do poder de dizer ireito em caráter definitivo. Em caso de paralisação do procedimento administrativo de apuração de infração. desde que constate assistir razão ao interessa do. Tal prerrogativa. Na esfera fede ral. Na ausência de lei específica estabelecendo prazo para recorrer. A imodificabilidade da decisão da Administração Pública só encontra consistência na esfera administrativa. significa a perda do prazo para que a Ad ministração reveja os próprios atos.gurança. a Lei 9. por outro. Coisa julgada administrativa Quando inexiste. o artigo 54 da Lei 9. no caso de infração permanente ou continuada. O silêncio da Administração Pública Quando a Administração deixa de se pronunciar sobre um pedido que lhe é aprese ntado pelo administrado na defesa de seus interesses. cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de ca rgo em comissão (artigo 142 da Lei 8. no âmbito administrativo.

quando executa função admi istrativa. nesses casos. a convocação de Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República. qua do causar dano ao administrado. 5. expre ssa-se por meio de autorização ou aprovação contida em decreto legislativo ou resolução. pelas Mesas da Câmara e d o Senado. isto é. a apuração de irregularidades pelas Comissões Parlamentares de Inquérito (artig o 58. composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do DF. bem como a responsabilização da Administração. determinando que essas normas se aplicam. § 2º). por proposta do Presidente da República . bem como por qualquer de suas comissões. V e XI ). IV. pessoalmente. V ). 4. bem como os Ministros de Estado e os Comandantes das Forças Armadas. XIV. Alcança os órgãos do Poder Executivo. 4. 4. I. Se não existir prazo para a manifestação da Administração e o silêncio persistir. à organização. a competência exclusiva do Congresso Nacional e do Senado para apreciar a priori ou a posteriori os atos do Poder Executivo (artigo 49. sob pen a de crime de responsabilidade (artigo 50. II. A omissão da Administração deve acarretar a responsabilização do servidor negligen te. dos Estados. limites globais para o montante da dívida consolidada da União. VII e VIII ). Controle político O controle abrange aspectos ora de legalidade. nos termos do artigo 37. a competência para processar e julgar os Ministros do STF. 4. financeir a e orçamentária. a fiscalização contábil. que deverão responder no prazo de 30 dias. Controle legislativo 4. Alcance O controle que o Poder Legislativo exerce sobre a Administração Pública limita -se às hipóteses previstas na Constituição Federal. importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação (artigo 50). São hipóteses de controle político: 1. no que couber. ou seja. para dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédi o externo e interno da União. ora de mérito. informações sobre ass unto previamente determinado. o Procu rador-Geral da República e o Advogado Geral da União. 7. § 6º da CF. um período de tempo suficiente par a que a Administração se pronunciasse sobre o pedido. e artigo 52. II. nos artigos 70 a 75. . o interessado deve buscar a satisfação de seu direito perante o Judiciário. Este decidirá em favor do interessado se entender que entre o seu pedido e a data da invocação da tutela judicial decorreu um prazo razoável. para prestar. bem como dos Trib unais e Conselhos de Contas dos Municípios.3.ento ou indeferimento do pedido e concordância ou oposição ao ato controlado. a competência do Senado para fixar. I e II ). do DF e dos Municípios. do DF e dos Municípios.1. dos Estados. VI.2. § 3º). dirigidos aos Ministros ou a quaisquer titulares de órgãos diretamente sub ordinados à Presidência da República. o encaminhamento de pedidos escritos de informação. 2. de suas autarquia s e demais entidades controladas pelo Poder Público Federal. da oportunidade e conveniência diante do interesse público. a competência do Congresso Nacional para sustar os atos normativos do Pod er Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legisla tiva (artigo 49. a decisão. a ntidades da Administração Indireta e o próprio Poder Judiciário. III. nos crimes de responsabilidade (artigo 52. nos crimes da mesma natureza conex os com aqueles. pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado. IV. a competência do Senado Federal para processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. X II. já que permite a apreciação das decisões administrativas sob o aspecto inclusive da discricionarieda de. para dispor sobre lim ites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e in no (artigo 52. XVI e XVII. 3. 6. Controle financeiro A Constituição disciplina.

3. controle de legitimidade. a orçamentária. de consulta. embora l egal. assim. comunicando a decisão à Câmara dos eputados e ao Senado. arrecade. anualmente. ou seja. inspeções e a uditorias. 2. e não aprecia a re sponsabilidade do agente público. de informação. o nascimento ou a extinção de direitos e obrigações. orçamentária. se verificada ilegalidade. Municípios. Estados. em nome desta. 3. No âmbito municipal. de ouvidor.1. quando assina prazo para que o órgão ou entidade adote as pro vidências necessárias ao exato cumprimento da lei. quando emite parecer prévio sobre as contas prestadas anua lmente pelo Presidente da República. de modo mais econômico (relação custo-be ). abrange União. financeira. as sanções previstas em lei. onde houver. gerencie ou administre dinheiros. com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município. atendeu a ordem de prioridade estabelecida no plano plurianual). o qual poderá questionar-lhes a legitimidade. nos casos de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. para verificar se o órgão procedeu. guarde. compreende: 1. 5. do poder de apreciar. e quan do susta. que a Constituição tem como diverso da legalidade. nos termos do artigo 74. controle de legalidade dos atos de que resultem a arrecadação da receita ou a rea lização da despesa. quando faz inquéritos. Sistema de unidade de jurisdição O Direito brasileiro adotou o sistema de jurisdição una. bem como qualquer pessoa física ou entidade públ ica que utilize. 4. ao DF ou a Município. multa proporcional ao dano causado ao erário. durante 60 dias. O controle externo compreende as funções de: 1. entre outras cominações. na aplicação da despesa pública. o que é de competência exclusiva do Poder Judiciário. quando recebe denúncias de irregularidades ou ilegalidades. para exame e apreciação. porq ue o Tribunal de Contas apenas examina as contas. Pelo § 2º. controle de economicidade. a execução do ato impugnado. E o § 3º determina que as contas dos Municípios ficarão. 5. a operacional e a patrimonial. quando julga as contas dos administradores e demais resp onsáveis por dinheiros. feita pelos responsáveis pelo controle interno ou por qualquer cidadão. partido polít ico. de julgamento. a fiscalização abrange a contábil. controle de fidelidade funcional dos agentes da administração responsáveis por bens e valores públicos. 6. §§ 1º e 2º. Quanto às pessoas controladas. II ). que estabelecerá. a Estado. 2. 7.Quanto à atividade controlada. com fo . nos termos da lei. DF e entida des da Administração Direta e Indireta. não se trata de função jurisdicional. Quanto aos aspectos controlados. admi tindo. quando as presta ao Congresso Nacional. sancionatórias. quando fiscaliza a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União. ajuste ou outros instrumentos congêneres. É mais uma hipótese de participação popular no contr ole da Administração. o parecer prévio emitido pelo órgão competente sobre as contas anuais do Prefeito só deixará de prevalecer por decisão de 2/3 dos membros da Câmara Municipal. quando aplica aos responsáveis. fiscalização financeira propriamente dita. operacional e patrimonial e sobre resultados de aud itorias e inspeções realizadas. corretivas. m ediante convênio. bens e valo res públicos ou pelos quais a União responda. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. ex presso em termos monetários e em termos de realização de obras e prestação de serviços. controle de resultados de cumprimento de programas de trabalho e de metas. embora o dispositivo fale em julgar (artigo 71. o artigo 31 da Constituição prevê o controle externo da Câmar a Municipal. à d isposição de qualquer contribuinte. 4. Controle judicial 5. se não atendido. ou que. pelo qual o Poder J udiciário tem o monopólio da função jurisdicional. associação ou sindicato. bens e valores públicos e as contas daqueles que derem causa à perda. 5. acordo. assuma obrigações d e natureza pecuniária. que envolve também questão de mérito. tecnicamente. a financeira. sobre a fiscalização c ontábil. exame de mérito (exemplo: verificar se determinada despesa.

Quanto aos atos discricionários. a lesão ou ameaça de lesão a direitos individuais e coletivos (art igo 5º. vinculados ou d iscricionários. entidade autárquica ou empresa pública.rça de coisa julgada. Afastou. 5. usufrui de determinad s privilégios não reconhecidos aos particulares: 1. que exige maioria absoluta dos membros dos Tribunais para a declaração d e inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. 4. e artigo 37).469/ 97 estendeu igual benefício às autarquias e fundações públicas. no entanto. paralelamente ao Poder Judiciário. Contudo. A Lei 9. o Estado. bem como a que julgar improcedente . sejam gerais ou individuais. se exorbitarem em seu conteúdo. Não há invasão do mérito quando o Judiciário aprecia os motivos. Esse processo não se aplica aos débitos de natureza alimentícia e aos pagament os de obrigações definidas em lei como de pequeno valor. Prazos dilatados. Juízo privativo. quando é parte em uma ação judicial. Estadual e Municipal. Processo especial de execução. como Regulamentos. é possível também a sua apreciação pelo Poder Judic desde que causem lesão a direitos individuais ou coletivos. em que. Portar ias. em regra não são apreciados pelo Poder Ju diciário. 5. quando se tratar de lei ou ato normativo federal ou estadual que contrarie a Constituição Federal. porque se limitam a estabelecer normas sobre o funcionamento interno dos órgãos. quando se tratar de lei o u ato normativo estadual ou municipal que contrarie a Constituição do Estado. suas autarquias e fund ações públicas. o sistema da dualidade de jurisdição. é a Justiça Federal. I e II do CPC determina que está su jeita ao duplo grau de jurisdição. e do Tribunal de Justiça. ferindo direitos individuais e co letivos. Privilégios da Administração Pública A Administração Pública. a ausência ou falsidade do motivo caracteriza ilega lidade.3. unilaterais ou bilaterais. não produzindo efeitos senão depois de confirmada pel o tribunal. O artigo 475. mas sempre sob o aspecto da legalidade e da moralidade (artigo 5º. pelo artigo 12 da MP nº 2. Nos casos concretos. ou seja. Pelo artigo 188 do CPC. Quanto aos atos interna corporis . cujo julgamento é de co mpetência do STF. existem os órgãos de Contencioso Administrativo. suscetível de invalidação pelo Poder Judiciário. desde que não invadam os aspectos reservados à apreciação subjetiva da Administração. Duplo grau de jurisdição. função jurisdicional sobre lides de que a Administração Pública se ja parte interessada. a Fazenda Pública e o Ministéri o Público têm prazo em quádruplo para contestar e em dobro para recorrer. como aquele. não estão sujeitas ao duplo gra u de jurisdição obrigatório as sentenças proferidas contra a União. no todo ou em parte. a sentença proferida contra a União. os fatos que precedem a elaboração do ato. Limites O Poder Judiciário pode examinar os atos da Administração Pública. mas a decisão produzirá efei tos apenas entre as partes. Na esfera federal. de qualquer n atureza. os embargos à execução de dívida ativa da Fazenda Pública. excluídas as fundações de direito privado e as soc iedades de economia mista. 2. O artigo 100 da Constituição prevê processo espe cial de execução contra a Fazenda Federal. qu e exercem. 3. o DF. L XXIII. e que abrange todas as entidades de direito público.180-35/2001. Esse juízo privativo beneficia a União. . sujeitam-se à apreciação judicial. o Municípios e as res pectivas autarquias e fundações de direito público. Com relação aos atos políticos. portanto. devendo ser observada a norma do artigo 97 da Consti tuição Federal. XXXV CF/88). poderão também ser apreciados pelo Poder Judiciário. Os atos normativos do Poder Executivo. poderá o Poder Judiciário apreciar a legalidade ou cons titucionalidade dos atos normativos do Poder Executivo. quando a respeito da controvérsia o Advogado Geral da União ou outro órgão inistrativo competente houver editado súmula ou instrução normativa determinando a não-i nterposição de recurso voluntário . só podem ser invalidados pelo Judiciário por via de ADIN. excetuam-se apenas as causas referentes à falência e as de acidente de trabalho (justiça comum) e as rel ativas à Justiça Eleitoral e Justiça do Trabalho. conhecidos sob a d enominação de mérito (oportunidade e conveniência).2. Resoluções.

e para evitar grave lesão à ordem. no artigo 1º e seu § 4º da Lei 5.494/97. bem assim todo e qualquer direito ou ação contra a Fazenda federal. a requerimento do Ministério Público ou da pessoa jurídica de direito público interessada. que deverá se pronunciar no prazo de 72 horas . o administrado pode utilizar dos . taxas ou quaisquer contribuições. em que o prazo de prescrição é d os (artigo 205 do CC). o Presidente do Tribunal que prof erir a decisão exeqüenda expede ofício precatório à entidade devedora. em despacho fundamentado. Embora ambos os dispositivos falem em todo e qualquer direito ou ação . exigidas em virtude de lei federal. A Lei 8. Em matéria de mandado de segurança. à segurança e à economia pública 8. estaduais.770/56). Pagamento das despesas judiciais. não se ap lica a prescrição qüinqüenal quando se trata de ação real.437/92. diante d a vedação de liminar em mandado de segurança. bens ou coisas de qualquer espécie procedentes do estrangeir o (artigo 1º da Lei 2. a execução do mandado somente será feita depois de transitada em julgado a respectiva sentença.348/64) é a prevista no artigo 4º da Lei 8. com atualização monetária. O intuito do legislador é evidente: o de evitar que. ou a concessão de aumento ou extensão de vantagens. mesm e tendo efeito apenas devolutivo.437/92. no artigo 2º. o interessado se utilize do processo cau telar ou da tutela antecipada para obter o mesmo resultado.348/64). a execução da liminar nas ações movidas contra o Poder Público ou seus agentes.597/42). 6. da Lei 4. estadual ou municipal. 5.4.910/32.437/92 impede a concessão de liminar para deferir c ompensação de créditos tributários e previdenciários. em virtude de vedação l egal. fazendo-se o pagamento até o final do exercício segu inte.-lei 4.021/66. Restrições à execução provisória. seja qual for a sua natureza. Por sua vez.494/97 determina que estão dispensados de depósito prévio. só permite a sua outorga após a audiência do representante judicial da pessoa jurídica de direito pública.437/92 impede a concessão de medida liminar contra atos do Poder Público. Vale dizer que não é possível a execução provisória na pendência de recurso. as dívidas ssivas da União.Conforme o dispositivo constitucional. 5. dos Estados e dos Municípios. toda vez que provi dência semelhante não puder ser concedida em mandado de segurança. as despesas dos atos processuais efetuados a requerimento do Ministério Público ou da F azenda serão pagas a final pelo vencido. ao atribuir ao presidente do tribunal ao qual couber o conhecimento do respectivo recurso competência para sus pender. A prescrição qüinqüenal abrange as dívidas passivas das autarquias ou entidades e ó gãos paraestatais criados por lei e mantidos mediante impostos. a tutela antecipada contra a Fazenda Pública também sofre restr ições. 7. aplica-se à tutela antecipada prevista nos artigos 273 e 461 do Código de Processo Civil o disposto nos artigos 5º e seu pa rágrafo único e 7º da Lei 4.348/64. determina que. Outra medida análoga à já estabelecida para o mandado de segurança (artigo 4º da L ei 4. XXXV da Constituição. Restrições à concessão de liminar e à tutela antecipada. e nos artigos 3º e 4º da Lei 8. O § 5º do artigo 1º da Lei 8.437/92 . § 4º da Lei 5.348/64. A Lei 8. que fará consignar n seu orçamento verba necessária ao pagamento dos débitos constantes dos precatórios judi ciais apresentados até 1º de julho. Prescrição qüinqüenal. em caso de manifesto interesse público ou de flagrante ilegitimidade. prescrevem em cinco anos contados da data do ato ou fato do qual se originaram . bem como reclassificação o equiparação de servidores públicos ou concessão ou aumento ou extensão de vantagens (arti go 5º da Lei 4. Nos termos do artigo 1º do Decreto 20. Outro tipo de restrição é estabelecido quanto à concessão de liminar no mandado de segurança coletivo e na ação civil pública. à saúde. bem como todo e qualquer direito de ação contra os mesmos (artigo 2º do Dec. distritais e municipais . De acordo com o artigo 1º da Lei 9. O artigo 1º-A da Lei 9. no procedimento cautelar ou em quaisquer outras ações de natureza cautelar ou preventiva. Meios de controle Com base no artigo 5º. as pessoas jurídicas direito público federais.021/66). o artigo 5 afo único. Nos termos do artigo 27 do CPC. Isto significa que a restrição existe quando se tratar de ações que visem obter a liberação de mercadorias. para interposição de recurso. nas ações que objetivem pagamentos de vencimentos e van tagens pecuniárias a servidor (artigo 1º. estadual ou municipal. quando o seu objeto for a reclassificação o u equiparação de servidores públicos.

que se exerce na via administrativa. estando disciplinado pela Lei 9. 5. de contestação ou explicação sobre dado verdadeiro mas justificável e que esteja sob pendência judicial ou amigável. I. orient sexual. a. n os assentamentos do interessado. LXXI. 507/97. filiação partidária e sindical. etc). inclusive da administração indireta.vários tipos de ações previstos na legislação ordinária. praticado com ilegalidade ou abuso de poder. Considera-se ato de autoridade todo aquele que for praticado por pessoa investida de uma parcela de poder público. LXIX da Constituição e é disciplinado pela Lei 1. Mandado de injunção Previsto no artigo 5º. o STJ consagrou o entendimento de que não cabe habeas data se não houver recusa por parte da autoridade administrativa (Súmula nº 2).533/5 1. O artigo 5º. e não uma decisão com efeitos erga omnes. Embora sem fundamento constitucional. c) conservação de dados falsos ou com fins diversos dos autorizados em lei. à soberania e à cidadania. visto que cuida de informação relativa à pessoa do impetrante. opinião política. Só não é cabível em relação a punições nares militares (artigo 142. de consignação em pagame cautelar. III). O habeas data tem por objeto proteger a esfera dos indivíduos contra: a) usos abusivos de registro de dados pessoais coletados por meios fraud ulentos. da Constituição Federal. é cabível quando a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerroga tivas inerentes à nacionalidade. Os pressupostos para sua propositura são: 1. h.4. órgãos e pessoas jurídicas que com põem os três Poderes do Estado.3.4. b) introdução. § 2º). não amparado por habeas corpus nem habeas data. Habeas corpus Está previsto no inciso LXVIII do artigo 5º. É a ação civil de rito sumaríssimo pela qual qualquer pessoa pode provocar o con trole jurisdicional quando sofrer lesão ou ameaça de lesão a direito líquido e certo. seja por p arte de particular. seja por parte de autoridade pública. A norma regulamentadora faltante pode ser de natureza regulamentar ou le gal e ser de competência de qualquer das autoridades.4. enquanto o direito à info rmação. (artigo 7º. e 105. I. Os remédios constitucionais são direitos em sentido instrumental. reivindicatórias. 5. Mas a Constituição prevê ações específicas de controle da Administração Públ uais a doutrina se refere com a denominação de remédios constitucionais. A competência para julgamento do mandado de injunção vem definida nos artigos 102. desleais ou ilícitos. em decorrência de auto de autoridade. abrangendo inclusive atos emanados de p articulares que ajam por delegação do Poder Público. 5. que acrescentou mais uma hipótese de cabimento ao rol da Constituição: anotação. Mandado de segurança individual Está previsto no artigo 5º.2.1. porque têm a na tureza de garantias dos direitos fundamentais. violência. XXXIII. filosófica ou religiosa. . Como é interposto pelo próprio titular do direito. LXXVII determina a sua gratuidade.4. nesses registros de dados sensíveis (assim chamados os de orige m racial. 2. para impugnar os atos da Administr pode propor ações de indenização. Habeas data Está previsto no inciso LXXII do artigo 5º. é mais amplo. 5.4. coação ou ameaça à liberdade de locomoção. o mandado de injunção exige u ma solução para o caso concreto. q e II. e são garant ias porque reconhecidos com o objetivo de resguardar outros direitos fundamentai s. possessórias. ilegalidade ou abuso de poder. etc. O habeas data não é garantia do direito à informação previsto no artigo 5º.

os chamados interesses públicos. a não ser que esta seja auto-aplicável ou de efeitos concretos. a ação civil pública não constitui meio específico de controle da Adminis tração Pública. o estético. Mandado de segurança coletivo Está previsto no artigo 5º. mas se a dmite a impetração no caso de lei de efeito concreto ou de lei auto-executória (que in depende de ato administrativo para aplicar-se aos casos concretos). nato ou naturalizado. Municípios. Cidadão é o brasileiro. Di strito Federal. juntamente com a petição i nicial. Contudo.5. o que não se admite é a ação popular contra a lei em tese. o intere sse difuso. Direito líquido e certo é aquele comprovado de plano. o paisagístico) pode ser do interesse geral ou pode ser de um grupo apenas e se faz por meio da ação popular ou da ação civil pública. ou seja. ou preventivo.4. do meio ambie e outros interesses difusos e coletivos. Os partidos políticos podem impetrar mandado de segurança coletivo na defesa de interesses que extrapolam aos dos seus membros. empresas incorporadas ao patrimônio da União. dos direitos de votar e ser votado. Estados. que abrangem várias modalidades: o interesse geral. e de quaisquer pessoas jurídicas ou entidades subvencionadas pelos cofres públicos. nos termos do artigo 1º da Lei 4. LXXIII da Constituição estabelece que qualquer cidadão é parte legítim para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entid ade de que o Estado participe. para a proteção do patrimônio público e social. à moralidade administrativa.4. entidades autárquicas. para abranger o econômico. quando a lesão já se concretizou. Não cabe mandado de segurança contra lei em tese (Súmula 266 do STF). § 4º da Lei 4. A proteção do patrimônio público (considerado em sentido amplo.347/85. Estados e Municípios. Ação popular O artigo 5º.É contra a autoridade responsável pelo ato chamada autoridade coatora que se impetra o mandado de segurança e não contra a pessoa jurídica. conforme arti go 14. Ação civil pública A rigor. socieda des de economia mista. autoridade coatora é a que a lei indica como competente para praticar o ato.6. empresas públicas. quando haja apenas ameaça de lesão. e os interesses coletivos. A disciplina legal da ação civil pública é a Le i 7.7. LXX da Constituição. que está no gozo dos direitos po líticos. a ação civil pública protege os interesses metaindividuais. A lesão ou ameaça de lesão pode resultar de ato ou omissão. o turístico. 5. tendo os mesmos pressupostos do mandado de segurança individual. as entidades de classe e as associações podem agir em defesa dos interesses de s eus membros ou associados. serviços sociais autônomos. Distrito Federal. O artigo 129. 5. 5.4.717 /65. A proteç . Da mesma forma que a ação popular e o mandado de segurança coletivo. Em caso de omissão do Po der Público. III da Constituição inclui entre as funções do Ministério Público a p omoção da ação civil pública. sociedades mútuas de seguro nas quais a União represente os s egurados ausentes.717/65. desde que produza ef eitos concretos. afeto a toda a sociedade. O mandado de segurança pode ser repressivo. O que se pleiteia na ação popular é a anulação do ato lesivo e a condenação dos res sáveis ao pagamento de perdas e danos ou à restituição de bens ou valores. ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. enquanto as organizações sindica is. instituições ou fundações ra cuja criação ou custeio o tesouro público haja concorrido ou concorra com mais de 5 0% do patrimônio ou da receita anual. poderá eventualmente ser proposta contra o próprio Pod er Público quando ele for o responsável pelo dano. como ela tem como legitimado passivo todo aquele que causar d ano a algum interesse difuso. pertinente a um grupo de pessoas caracterizadas pela indeterminação e in divisibilidade. o da União. que dizem respeito a um grupo de pess oas determinadas ou determináveis. O conceito de patrimônio público abrange.

É apreciada pelo STF. estadual ou mun icipal. A Lei 9. A ADPF será proposta perante o STF e pode ter por objeto evitar ou reparar lesão a preceito fundamental resultante de ato do Poder Público. com competência originária do ST F. § 2º). Ação direta de inconstitucionalidade ADIN A ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou es tadual está prevista no artigo 102. poderá restringir o s efeitos da declaração. Por essa ação ataca-se a lei em tese.4. previsto no § 1º do artigo 102 da Constituição. especialmente as de signativas de direitos e garantias fundamentais.do interesse coletivo. pertinente a uma coletividade determinada. Não objetiva a prática de determinado ato. mas sim a expedição de ato normativo necessário p ara o cumprimento de preceito constitucional que. I. que dispõe sobr e o processo e o julgamento dessa argüição. abrangendo os princípios fundamentais e tod as as prescrições que dão o sentido básico do regime constitucional.4. à comunicação ao órgão legislativo competente. a Mesa do Senado. e a decisão declaratória de inconstitucionalid ade tem eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública.8. Mas. consistente na determinação d ue os juízes suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou a to normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo (artigo 21). § 2º da Constituição. 5. cabe ao Tribunal de Justiça decidir sobre essa inconstitucionalidad e (CF.11. con cretamente. Ação de inconstitucionalidade por omissão Prevista no artigo 103. como no mandado de injunção. por força do parágrafo único da Lei 9. a da Constituição. para que supra a omissão. artigo 125.868/99 dispõe sobre o seu pr ocesso e julgamento. pois. por maioria de dois terços de seus membros. ou dispor que ela só tenha eficácia a partir do trânsito em julga do ou de outro momento que venha a ser fixado (artigos 27 e 28. A Lei 9. Quanto às leis e atos normativos estaduais e municipais que ofendam a Cons tituição Estadual. fundado em razões de segurança jurídica ou de excepcional i resse social.8 68/99. quanto à legitimidade ativa e à competência. Têm legitimidade para propô-la o Presidente da República. da Lei 9.9. o STF. 5. foi introduzida em nosso sistema ju rídico pela EC 3/93. Ainda de acordo co m essa lei.868/99 dispõe sobre o seu processo e julgamento.4.4. sendo complementada pe lo Regimento Interno do STF (artigos 169 a 178). Ação declaratória de constitucionalidade . .868/99. ta mbém prevista no artigo 102. que também prevê medida cautelar na ação declaratória. é feita por meio do mandado de segurança coletivo. No entender de José Afonso da Silva. as mesmas regras da ADIN. parágrafo único.882/99. I.ADPF Este instrumento.10. podem propô-la os legitimados para a ADIN. 5. a expressão preceito fundamental não é sinôni ma de princípio fundamental. É mais ampla. a da Constituição. inclusive os anteriores à Constituição. a Mesa da Câmara e o Procurador-Geral da República. segue. sem ele. ou qualquer outro ato normativo. quando for relevante o fundamento da controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo federal. é ação destinada rgüir o descumprimento de preceito fundamental. antes mesmo de produzir efeitos concretos.ADC A ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. Cinge-se. não poderia ser aplicad o. 5. como prevê a Lei 9. Argüição de descumprimento de preceito fundamental . Os efeitos da ADC são os mesmos da ADIN.

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