Língua de sinais

A língua de sinais (português brasileiro) ou língua gestual (português europeu) se refere ao uso de gestos e sinais em vez de sons na comunicação. É usada como forma de comunicação entre pessoas surdas ou com problemas auditivos. Há várias línguas de sinais em uso por todo o mundo, mas a mais comum é a Língua de Sinais Americana. Algumas línguas de sinais receberam reconhecimento oficial em vários países, e pode acontecer que pessoas usando códigos diferentes possam entender-se num nível básico.

Índice
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1 É universal? 2 Alfabeto dactilológico 3 Línguas de sinais e línguas orais o 3.1 Aspectos comuns o 3.2 Características próprias das línguas de sinais 4 Referências 5 Ligações externas

[editar] É universal?
Muitas pessoas pensam que a língua de sinais, em todo o mundo, é igual. Esse pensamento baseia-se em alguns preconceitos, tais como:
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já que a comunicação por gestos é intuitiva e uma vez que não exige aprendizagem, deveria ser a mesma para todos os surdos; já que a comunidade surda, ao redor do mundo, é uma minoria, certamente utiliza um único tipo de comunicação; já que é uma comunicação icónica (uma representação da realidade, por ícones), a sua representação deverá ser a mesma em todo o mundo.

No entanto, uma vez que todos estes argumentos partem de premissas erradas, as conclusões são também erradas. A língua de sinais não parte de gestos intuitivos ou de mímica, antes, é uma língua natural, com léxico e gramática próprios. Cada comunidade de surdos desenvolveu a sua língua de sinais, ao longo dos tempos, assim como cada comunidade de ouvintes desenvolveu a

em que é proibido se falar oralmente por um período de tempo. embora haja semelhanças ou aspectos comum entre as línguas de sinais. que é usada em convenções e competições internacionais. Além disso. que a Língua Americana de Sinais é a versão sinalizada do inglês. análoga ao Esperanto. a Lingua de Sinais. sem poderem usar sons. os surdos sentem as mesmas dificuldades que os ouvintes quando necessitam comunicar com outros que utilizam uma língua diferente. devido a um certo contágio linguístico. A língua de sinais é ainda usada em situações em que pessoas sem quaisquer deficiências. ao nível da visão ou audição necessitam comunicar. que a Língua Japonesa de Sinais é a versão sinalizada do japonês.sua língua oral. No entanto. Não se sabe quando as línguas de sinais se iniciaram. dispondo de recursos expressivos suficientes para permitir aos seus usuários expressar-se sobre qualquer assunto. Mais importante. cada país tem a sua língua de sinais. no Brasil existe a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Por exemplo. Nenhuma língua é superior ou inferior a outra. conhecida como Gestuno. ETC) Da mesma forma que acontece nas línguas faladas oralmente.em Portugal existe a Língua Gestual Portuguesa (LGP). por exemplo. Também é comum aos ouvintes pressupor que as línguas de sinais sejam versões sinalizadas das línguas orais. e assim por diante. por esta razão. Os linguistas que estudaram as diferentes línguas gestuais concluíram que estas apresentavam diferenças consideráveis entre si. em Mocambique existe a Lingua Mocambicana de Sinais (LMS. ainda: é uma língua adaptada à capacidade de expressão dos surdos. [1] Por isso. Há até mesmo uma língua de sinais universal. . domínio do conhecimento e esfera de atividade. Por outro lado. Exemplos disso são a comunicação entre mergulhadores e certos rituais de iniciação entre aborígenes australianos. muitos acreditam que a LIBRAS é a versão sinalizada do português. sendo possível encontrar-se países com mais do que uma língua de sinais. cada país tem a sua própria língua gestual. Uma pista interessante para esta possibilidade das línguas de sinais terem se desenvolvido primeiro que as línguas orais é o fato que o bebê humano desenvolve a coordenação motora dos membros antes de se tornar capaz de coordenar o aparelho fonoarticulatório. mas sua origem remonta possivelmente à mesma época ou a épocas anteriores àquelas em que foram sendo desenvolvidas as línguas orais. existem variações linguísticas dentro da própria Língua de Sinais. As línguas de sinais são criações espontâneas do ser humano e se aprimoram exatamente da mesma forma que as línguas orais. em Angola existe a Lingua Angolana de Sinais (LAS). A língua de sinais é tão natural e tão complexa quanto as línguas orais. Essas variações se devem a culturas diferentes e influências diversas no sistema de ensino do país. que se podem considerar regionalismos e/ou dialetos. por exemplo. não derivando das orais e possuindo peculiaridades que as distinguem umas das outras e das línguas orais. em qualquer situação. as línguas de sinais são autónomas. cada língua se desenvolve e expande na medida da necessidade de seus usuários.

nao é a linguia materna de qualquer surdoLS é a abreviação de Língua de Sinais. cuja função é a soletração de palavras das línguas orais. que há uma única língua de sinais e que essa língua é universal.embora seja a lingua natural dos surdos. nomes próprios. É muito aconselhável soletrar devagar. o alfabeto dactilológico usado atualmente no Brasil é um conjunto de 27 formatos. cada configuração correspondendo a uma letra do alfabeto do português escrito. incluindo o “Ç”. o alfabeto dactilológico é apenas um suplemento das línguas de sinais. Entre as palavras soletradas. é melhor fazer uma pausa curta ou mover a mão direita para o lado esquerdo. Ver página anexa: Lista de línguas gestuais [editar] Alfabeto dactilológico a b c d A difusão do alfabeto dactilológico de uma só mão entre os ouvintes gerou a pressuposição de que esse alfabeto é a própria língua de sinais. tais como. formando as palavras com nitidez. Normalmente o alfabeto manual é . No entanto. etc. siglas. De acordo om o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES). ou configurações diferentes de uma das mãos. empréstimos. como se estivesse empurrando a palavra já soletrada para o lado.

da LGP. sendo encontradas a criatividade e produtividade nas produções. em que a substituição de uma unidade fonológica (um fonema) por outra altera o significado da palavra (por exemplo: parra e barra). com vocabulário e gramática próprios. pelos seus gestuantes nativos. como nas línguas orais. . e para os vocábulos não existentes na língua de sinais. na LGP: método e liberdade). as unidades fonológicas do sistema de determinada língua estabelecem-se por oposições contrastivas. a fim de aumentar o vocabulário e ainda no caso da mudança de significado das palavras. muda um pequeno aspecto do gesto (por exemplo. Sistema linguístico: As línguas orais são sistemas regidos por regras.. A iconicidade encontra-se presente nas línguas de sinais. professores e outros. sendo que em vez de unidade fonológica. passando pela família. como no caso das palavras que caem em desuso. nas línguas de sinais. não dependente da língua oral. Todas as línguas orais têm variações linguísticas. etc. Acontece o mesmo com as línguas de sinais. Todas as línguas gestuais possuem estas mesmas características. os seis gestos de "comboio". na LGP. O mesmo acontece nas línguas de sinais. ou do alfabeto manual. Produtividade: As línguas orais possuem a características da produtividade e da recursividade. às vezes. como língua materna. vírgulas. em pares de palavras. Evolução e renovação: As línguas orais modificam-se. é impossível. outras que são adquiridas. Embora. isto é. Acontece o mesmo nas línguas de sinais. parecendo não haver limite criativo. Preposições e outras classes de palavras de que a língua não dispõe são inseridas na sinalização por meio da dactilologia. alguns gestos sejam totalmente icónicos. Os sinais de pontuação. conforme referenciado por Stokoe (1960). tais como. intérpretes. isto é. mesmo que estes nunca tenham sido produzidos antes. não se depreende a palavra simplesmente pelo sua representatividade. cujo desenvolvimento se faz através de uma comunidade de origem. mais do que nas orais. a escola e as associações. usada pela comunidade surda e alguns ouvintes. [editar] Línguas de sinais e línguas orais Ao falarmos em língua de sinais estamos a referir-nos a língua materna/natural de uma comunidade de surdos. são desenhados no ar. a fim de responder às necessidades que a evolução socio-cultural impõe (por exemplo. uma língua de produção manuo-motora e de recepção visual. ou seja. tais como parentes de surdos. de lugares. de rótulos.utilizado para soletrar os nomes de pessoas. [editar] Aspectos comuns • • • • • • Arbitrariedade: As línguas orais são maioritariamente arbitrárias. Aspectos contrastivos: As línguas orais possuem aspectos contrastivos. sendo possível aos seus falantes nativos produzirem e compreenderem um número infinito de enunciados. O mesmo acontece com as línguas de sinais. ou os gestos de "filme"). apenas pela sua representação. ponto final e de interrogação. mas é necessário conhecer o seu significado. Comunidade: As línguas orais têm uma comunidade que as adquirem. mas a sua arbitrariedade continua a ser dominante. por exemplo. depreender o significado da grande maioria dos sinais.

pois os surdos lidam com memória visual. Na língua gestual acontece de igual forma. pelos quais se regem todas as línguas de sinais. na forma de pequenos "filmes". [editar] Ligações externas • • • • • • • Dicionário Libras .o portal da surdez. Processamento: Embora usando modalidades de produção e percepção. as línguas de sinais possuem uma modalidade de produção motora (mãos. Dicionário de Libras em CD-ROM O Decreto de Dezembro de 2005 . que garante a inclusão da LIBRAS.a emotiva. o uso do espaço e a organização e ordem que daí resultam. Referências 1. pág. a fática.• • • Aquisição:A aquisição de qualquer língua oral é natural. O mesmo acontece com as línguas de sinais. pertencem às comunidades onde são usadas. reconstruir o conteúdo visual da informação.net . 54. As línguas de sinais. o que facilita um aprendizado mais eficiente. a conotativa.Instituto Nacional de Educação dos Surdos FENEIS . como se faz nas línguas orais (uma palavra após a outra). ↑ Para uma Gramática de Língua Gestual Portuguesa. tendo apresentando diferenças consideráveis entre as determinadas línguas. As línguas de sinais não seguem a ordem e estrutura frásicas das línguas orais. Portal de Libras INES . e a poética. ou necessidade de qualquer preparação especial. tais como o uso de gestos simultâneos. Funções da linguagem: As línguas orais podem ser analisadas de acordo com as suas funções.Traz as imagens reais. sendo elas totalmente independentes. As funções são: a função referencial. desde que haja um ambiente propício desde nascença. nos sistemas educacionais do Brasil. não tendo o indivíduo surdo que exercer esforço para aprender uma língua de sinais. a metalinguística. assim como as orais. O importante em sinais é representar a informação. [editar] Características próprias das línguas de sinais Kyle e Woll apontam algumas propriedades exclusivas das línguas de sinais. assim o importante não é colocar um sinal atrás do outro. as línguas orais e de sinais são processadas na mesma área cerebral. face e corpo) e uma modalidade de percepção visual. Embora existam aspectos universais. . a comunicação gestual dos Surdos não é universal.Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos sur10. As línguas de sinais possuem sua gramática própria. Assim. assim como as línguas orais possuem as suas.

org/wiki/L%C3%ADngua_de_sinais" Categorias: Palavras que diferem em versões da língua portuguesa | Línguas de sinais Ferramentas pessoais • Entrar / criar conta Espaços nominais • • Artigo Discussão Variantes Vistas .wikipedia.[Esconder] v•e Surdos Bilinguismo • Surdo oralizado • Leitura labial • Oralismo • Categorizações Ouvinte • Pessoa surda • Surdez • Surdo-mudo • Surdocegueira Aparelho auditivo • Implante auditivo no tronco cerebral • Aparelhos e implantes Implante BAHA • Implante coclear Dactilologia • Gestuário de língua gestual portuguesa • Gestuno • LIBRAS • LGP • Lista de línguas gestuais • Língua de sinais Nome gestual • Reconhecimento de gestos • Sinais familiares • Signuno • SignWriting Cão-ouvinte • Cultura dos surdos • Educação da criança surda • Educação inclusiva • Filmes • História dos surdos • Surdos e a sociedade Inclusão social • Integração do surdo na sociedade • Interpretação para os surdos Fonoaudiologia • Koko (gorila) • Otorrinolaringologia • Estudos e teorias Teoria behaviorista • Teoria inatista • Teoria de interacção APADA • APECDA • APILS • Associação de Alexander Bell para os Surdos • AILGP • APS • CBS • Comitê Internacional de Esportes para Surdos • Congresso de Milão Organizações • FEBRAPILS • FENEIS • FPAS • INES • WFD • Movimento Gallaudet • Sociedade Internacional de Crianças Surdas • Sociedade Nacional de Crianças Surdas • EUDY • União Europeia de Surdos • Universidade Gallaudet Anne Sullivan • Charles-Michel de l'Épée • Emmanuelle Laborit • George Dalgarno • Helen Keller • Jacob Rodrigues Pereira • John Bulwer • José Bettencourt • Juan Pablo Bonet Personalidades • Konrah Amman • Laura Bridgman • Pedro Ponce de León • Pierre Desloges • Roch-Ambroise Cucurron Sicard • Samuel Heinicke • Sueli Ramalho • Thomas Hopkins Gallaudet • William Stokoe Obtida de "http://pt.

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