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UNIVERSIDADE FEDERAL DO OESTE DO PARÁ- CAMPUS ITAITUBA

BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL

DIEGO WILLIAN OLIVEIRA NASCIMENTO


EDGAR SANTOS PINHEIRO
OSMIRO RIBEIRO DOS SANTOS JR
PATRICK LUNA SILVA
SAULO REIS DE LIMA

Memorial de Cálculo

ITAITUBA/PARÁ
Determinação das dimensões das sapatas
Será adotado um acréscimo de 10% sobre a ação vertical atuante, para levar em conta o
peso próprio da sapata. Com base na pressão admissível do solo, pode-se fazer uma
estimativa da área da sapata supondo a mesma sob carga centrada:

1,10∗Fz 1,10∗846
A= = =6,00 m2
σ solo , adm 155

Sempre que for possível, opta-se pelo critério de dimensionamento econômico. Para tal,
consideram-se iguais os balanços nas duas direções ortogonais, propiciando áreas de
armaduras aproximadamente iguais nessas direções, igual a figura a seguir:

L x= L =x (balanço iguais)
y

A=
( d x−d )
+√ ¿ ¿ ¿
y

2
A= 6,076 m
A 6,00
b= = =0,98 m
a 6,076

Entretanto, as dimensões da sapata devem ser um pouco maiores, a fim de levar em


conta o efeito do momento fletor. Escolhendo dimensões múltiplas de 5cm, serão
testadas as seguintes dimensões:
a = 6,07m e b = 0,98m 》 A= 6,00m

Determinação da altura da sapata


Para projetar a sapata como rígida, ela deve ter altura mínima de:
(a−a p) (6,07−0,40)
h≥ = =1,89 m
3 3
(a−a p) (0,98−0,25)
h≥ = =0,243 m
3 3
A altura da sapata deve ser suficiente para permitir a correta ancoragem da armadura
longitudinal do pilar. O comprimento de ancoragem reto de barras comprimidas, em
zona de boa aderência, para concreto C20 e aço CA 50A vale:
l b = 44φ = 44 ×1,25 = 55 cm

Portanto, a altura h da sapata deve assumir um valor que cubra os 55cm de comprimento
de ancoragem das barras do pilar, além do cobrimento das armaduras do pilar e das
armaduras da sapata.

Dimensionamento das armaduras na sapata


- Determinação dos momentos fletores nas seções de referência S1:

Segundo a direção x (paralela ao lado “a”):


La=L X +0,15∗a p=1,075+ 0,15∗0,40=11,35 m
1,10∗N Sd M Sd 1,10∗1288 100 2
σ máx= + = + =270,0 KN /m
A W 6,12 2,601
1,10∗N sd M Sd 1,10∗1288 100
σ mín= − = − =193,1 KN /m2
A W 6,12 2,601
KN
Pa , máx=270,0 2
∗2,40=648 KN /m
m
Pa , m í n= 193,1 KN/m 2 * 2,40 = 648KN/m

Por geometria, encontra-se que:


Pa , S 1= 566KN/m

(648−566)
2 ∗1,135∗2
566∗1,135 2
M Sda = + ∗1,135=399,80 KN .m
2 3

- Da mesma forma, segundo a direção paralela ao lado “b”:


Lb=L y + 0,15∗b p=1,075+0,15∗0,25=1,113m

270,0+193,1 2
σ máx=σ mín = =231,55 KN /m
2
Pa , máx=P a ,mín =231,55∗2,55=590 KN /m

590∗1,1132
M Sdb = =365,44 KN . m
2

- Determinação da área total das armaduras inferiores:

*Será utilizada a expressão simplificada no cálculo armaduras longitudinais:


Md
A s=
0,8∗d∗f yd

- Na direção paralela ao lado “a” tem-se:


39980 2
A sa = =16,65 c m
0,8∗69∗43,5
2
A sa, min =0,0015∗bw h=0,0015∗240∗75=27,00 c m > A s , a
- Será adotada, como base, a área da armadura mínima, pois seu valor excede ao da
armadura calculada. Utilizando barras de 12,5mm de diâmetro:
22 φ 12,5 ( A ¿ ¿ sef =26,99 c m2) ¿
- Avaliando o espaçamento entre as barras:
240−6−6
S= =10,86 cm
22−1

- Na direção paralela ao lado “b” tem-se:


36540
A s ,b= =15,22 c m2
0,8∗69∗43,5
2
A s ,bmin =0,0015∗bw h=0,0015∗255∗75=28,69 c m > A s , b

- Portanto, prevalece a área da armadura mínima. Assim, utilizando barras de 12,5mm


de diâmetro:
24 φ 12,5

- Avaliando o espaçamento entre as barras:


255−6−6
S= =10,57 cm < smáx =20 cm
24−1

Dimensionamento ao cisalhamento:
- Verificação da ruptura por compressão diagonal:

* A tensão resistente é calculada por:


τ Rd 2=0,27∗av∗f cd

f ck 20
a v =1− =1− =0,92
250 250
τ Rd 2=0,27∗0,92∗1,429=0,355 KN /c m2
f ck 2,0
f cd = = =1,429 KN /c m2
γ c 1,4

- A tensão solicitante é obtida a partir de:


F sd
τ Sd= com F sd =1,1∗1288=1417 KN u=2∗( 25+ 40 )=130 cm
u∗d
1417 2
τ Sd= =0,158 KN /c m
130∗69

Como τ Sd ≤ τ Rd 2

- Armadura transversal (Força cortante):


A verificação do esforço cortante é feita numa seção de referência S2, distante d/2 da
face do pilar.

- Direção paralela à maior dimensão “a”:


- Por semelhança de triângulos, calcula-se a altura útil média na seção de referência S2:

69−19 d s 2−19
=
107,5 107,5−34,5

- Resolvendo a equação, obtém-se dS2 = 52,95cm


a−a p d
L2 = − =1,075−0,345=0,73 m
2 2
b s 2=2,40 m
Pa , máx=648 KN /m

Pa , mín=463 KN /m

Pa , S 2=595 KN /m

V sd =( 592+648
2 )∗0,73=453,70 KN
- cálculo da cortante resistente que dispensa a armadura transversal:
V Rd 1=0,0276∗1,075∗( 1,2+ 40∗0,00199 )∗240∗52,95
V Rd 1=484,49 KN >V sd =453,70 KN

- Na direção paralela à menor dimensão “b”:

Realizando as verificações no eixo de menor dimensão 》


pa , máx=P a ,mín =590 KN /m

V Sd =590∗0,73=430,70 KN

d s 2 =52,95 cm

b s 2=255 cm

AS 29,45
P1= = =0,0218
b S 2 d S 2 255∗52,95
V Rd 1=0,0276∗1,075∗( 1,2+ 40∗0,00218 )∗255∗52,95

V Rd 1=515,7 N >V Sd =430,70 KN

》Não há necessidade de armadura transversal para a força cortante.

- Verificação das tensões de aderência:


Considera-se, para a verificação da aderência, a armadura paralela ao lado “a”, na seção
S1 definida para o cálculo das armaduras longitudinais da sapata:

V Sd ,1= ( 648+2 566 )∗1,132=689 KN


V Sd ,1 689 2
τ bd= = =0,128 KN /c m
0,9∗d∗(n∗πφ) 0,9∗69∗(22∗π∗1,25)

Detalhamento da Sapata – Exemplo 1

Dimensões gerais:
Armaduras da sapata:

Exemplo 2: Sapata Divisa

Dada a sapata de divisa submetida a ação uniformemente distribuída de acordo com os


dados abaixo, segue o cálculo e detalhamento das armaduras.
Sapata de divisa sob carregamento uniformemente distribuído.

- Dados do projeto:

σ solo, adm =100 KN /m2

Concreto: C20
Cobrimento: 4,0cm
(g+q )K =100 KN /m
a o=25 cm

Determinação das dimensões da sapata em planta:


Como a sapata é corrida, adota-se uma faixa de 1,0m para efetuar o dimensionamento,
extrapolando-se os resultados para o comprimento total da sapata. Para levar em conta o
peso próprio da sapata, majora-se a ação atuante em 5%. Portanto, o carregamento total
nominal é igual a:
¿

- A área da base da sapata, na faixa de 1,0m, é dada por:

A=a∗1 ( m ) , onde a é a largura da sapata.


2

- Com base na pressão admissível do solo, calcula-se a largura necessária à sapata:


A=¿ ¿

a∗1=1,05 , a=1,05 m
A altura da sapata é determinada de acordo com a rigidez que se pretende impor a ela.
Como o solo possui resistência relativamente baixa, (tensão admissível menor que 150
kN/m2), é aconselhável adotar sapata flexível.

( a−a0 ) (1,05−0,25 )
h≤ ≤ =0,267 m
3 3

Portanto, a altura da sapata para que esta seja flexível deve ser no máximo de 26,7cm.
Por outro lado, a altura h0 na extremidade da base da sapata não deve ser menor que
15cm.
Analisando o intervalo em que se pode variar a altura da sapata na seção (entre 15cm e
26,7cm), pode ser conveniente adotar no projeto uma altura constante, pois a diferença
entre h e h0 não é grande. Logo será adotado:
h=h0 =25 cm

Em função do cobrimento requerido, será adotada nos cálculos como altura útil média:
d=20 cm

Dimensionamento das armaduras na sapata

Armadura longitudinais (flexão):

Determinação dos momentos fletores nas seções de referência S1:

Seção de referência para cálculo do momento fletor

Segundo a direção paralela ao lado “a”:


L a= ( a−a2 )+0,15∗a =( 1,05−0,25
p
p
2 )+0,15∗0,25=0,438 m
- Dentro da Faixa de 1,0m adotada, tem-se:
105∗1,0 2
σ solo= =100 KN /m
1,05∗1,0
q a=σ solo∗b=100∗1,0=100 KN /m
2
q a La 100∗0,438 2
M Ka = = =9,59 KN . m
2 2

- Determinação da área total das armaduras inferiores:


Como a sapata é corrida, a relação entre a maior e a menor dimensão em planta assume
valor superior à 2. Portanto, o caso é idêntico à das lajes armadas em uma direção.

- Na direção paralela ao lado “a” tem-se:


M da=1,4∗959=1343 KN . cm

- Calcula-se a área longitudinal da armadura com a seguinte expressão simplificada:


Md
A s=
0,8∗d∗f yd
1343
A s ,a= =1,93 c m2 ( por metro)
0,8∗20∗43,5

- A área mínima de armadura recomendada em lajes armadas em uma direção é igual a


0,15% de b w h . Portanto:
2
A s ,a , min=0,0015∗b w h=0,0015∗100∗25=3,75 c m ( por metro ) > A s ,a
Portanto, neste caso prevalece a armadura mínima. Adotando-se barras de 8mm de
diâmetro e um espaçamento de 13cm entre elas, chega-se a:
2
φ8 c/13cm ( A sef =3,87 c m / m)

Armadura transversal (Força cortante):


A verificação do esforço cortante é feita numa seção de referência S2, distante de d/2 da
face do pilar.

Estruturas de Concreto - Projeto estrutural de sapatas

a−a p d 105−25
L 2= − = −10=30 cm
2 2 2

- Na faixa de 1,0 metro estipulada:


b s 2=100 cm

V Sd =1,4∗σ solo∗bS 2∗L2=1,4∗100∗1,0∗0,30=42 KN

Armadura de distribuição (secundária)


Similarmente às lajes armadas em uma direção, deve-se dispor de uma armadura de
distribuição (secundária) na direção na maior dimensão. A área dessa armadura deve ser
tomada como o maior dos seguintes valores:
onde As e s referem-se, respectivamente, à área e ao espaçamento das barras
longitudinais principais. Lembrando que a razão As/s indica a área de armadura por
unidade de largura (1m), tem-se:
0,2∗A s
=0,2∗3,87=0,77 c m2 /m
s
0,5∗A s ,min 2
=0,5∗3,75=1,88 c m /m
s
Portanto, o maior dos três valores resulta em 1,88cm2 /m. Adotando barras de 6,3mm:

φ6,3c /16cm ( A sef = 1,95cm2 /m)

Verificação das tensões de aderência


A tensão de aderência nas barras da armadura inferior da sapata, junto à face do pilar
(seção de referência S1), é determinada por:
V sd ,1
τ bd=
0,9∗d∗(n∗πφ)
onde VSd,1 é a força cortante solicitante de cálculo na seção S1 por unidade de largura;
n é o número de barras por unidade de largura;
φ é o diâmetro da barra.
- Dentro da faixa de 1,0 metro adotada:
V sd ,1=1,4∗q a∗La

61,32
τ bd= =0,19 KN / c m2=1,90 MPa
0,9∗20∗(7∗π∗0,8)

Detalhamento das armaduras da sapata

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